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- .

PET!7490
106')4 - DJI~E:i.T() PP.C=CESSUAL PENAL I INVESTIGAÇ};'O PENAL,

PP
AU
IR
AR
Supremo Tribunal Federal STFDlgllal

Pet 0007490 - 20102/20- 813:11


0016188-52. 2018.100r 000

L
I II

DE
:32 AN
:46 C
14 E S
8 - IN

----- --
01 OL

PETiÇÃO
0/2 AR
9/1 - C
: 1 30
Em 8579
11
65
r: 0

PETIÇÃO 7490
P'!(CCE:(). ; DH'TRIT::" FEilERJ._l..
DIST~(I8liIÇÂC EH 2('/i}2/?:'::':i8
C!dl.-;EV. ; -1000000017182017:;'4 -HINI3TÉEIO ?Crnl.ICO FSD:~;un,
RELATOR (A) : MIN, MARCO AURÉLIO
po

i/E:..,:'rr:. ':.3) SOB SIGILO


H~OC U'.. /S) (1;;8) SOB SIGILO
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pre
Im

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MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

PP
~_ .. ~----

AU
IR
III

AR
PROCURADORIA GERAL DA REPUBLlCA
CRIMINAL

L
Data de Autuação: 26101/2017

DE
Procedimento Preparatório - PGR - PP-PGR

:32 AN
1.00.000.001718/2017-14
o :46 C
14 E S
Confidencial Supremo Tribunal Federal STFDlgil<'1
8 - IN

Pet 0007490 - 20102/201813:11


Volume 11
0016188-52 2018.1.00.0000
01 OL

Capa: 1111\111111111111111111111111111111111 11111111111111111111111


0/2 AR

Proposta de colaboração premiada formulada por Alan Ayoud Malouf, no âmbito da Operação Rêmora.
9/1 - C

Distribuição:
PGR - 26/01/2017 - PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA: CRIMINALlSTF
: 1 30

Grupo temático principal:


Administrativo
Em 8579

Tema:
Acompanhamento de Feitos Judiciais/Administrativos (GESTÃO POLfTICA E
ADMINISTRATIVA/ADMINISTRATIVO DO MP (ÁREA-MEIO))
11
65
r: 0
po
sso
pre
Im

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

I
.,
A~ 315

P
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

UP
PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA
SUBSECRETARIA DE GESTÃO DOCUMENTAL E PROCESSUAL

RA
DIVISÃO DE CONTROLE EXTRAJUDICIAL

RI
LA
DE
:32 AN
TERMO DE ABERTURA DE VOLUME

• :46 C
14 E S

8 - IN
01 OL

Aos três dias do mês de outubro do ano de dois mil e dezessete, nesta Divisão
0/2 AR

de Controle Extrajudicial - DCE/SUBGDP/CHEFIAGAB/PGR, procedi à abertura do


presente volume 11 do Procedimento Preparatório - PGR-PP-PGR - 1.00.000.001718/2017-14
9/1 - C

àf1.251.
: 1 30

Para constar, lavrei o presente termo, que vai devidamente assinado .


Em 8579


11

d ~ ~i __ .
65

C~ofsEfI
r: 0

DE LIMA
Técnico Administrativo
po
sso
pre
Im

Termo de Abertura e Encerramento de Volume 099/2017. Versão 2, de 30/0712015.


31G
/ ·m·~ ~

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14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ (,,-J.5 (' I
~------------~~ij

P
FRAUDE À LICITAÇÃO - artigo 90 e

UP
./ULlANO CÉZAR VOLPATO c
EOÉZIO CORRÊA aJtigo 96, inciso V, ambos da Lei nO 8.666/93,

RA
c/c com o artigo 29 do CP, por 03 vezes

RI
PECULATO - artigo 312, caput e ~ I 0, c/c

LA
com o artigo 29 do CP, por 20 vezes .

DE
• CORRUPÇÃO PASSIVA - artigo 317,

:32 AN
EDÉZIO CORRÊA eaput, por 07 vezes, clc o artigo 30 e artigo 69

:46 C
todos do CP

• ALAOR ALVELOS ZEFERINO DE


14 E S
8 - IN
PAULA e PECULATO - artigo 312, caput e ~ 1o. c/c
01 OL

OIEGO PEREIRA MARCONl com o artigo 29 do CP, por 20 vezes.


0/2 AR
9/1 - C

.. 4.1) em relação aos DENUNCIANDOS COLABORADORES: -


: 1 30

CÉSAR ROBERTO ZÍLlO, PEDRO ELIAS DOMINGOS DE MELLO, JULlANO


Em 8579

CÉZAR VOLPATO, EDÉZIO CORRÊA, ALAOR ALVELOS ZEFERINO DE PAULA e


DIEGO PEREIRA MARCONJ, considerando a relevância da colaboração c, mantendo-se
11

durante o trâmite desta ação c nas apurações correlatas na esfera civil e administrativa, desde já


65

requer a concessão dos benefícios previstos no artigo 4" da lei 12.850/13;


r: 0

5) que seja declarado a perda do cargo público dos DENUNCIANDO


po

MARCEL SOUZA DE CURSI, conforme autoriza o artigo 2", §6" da Lei n" 12.850/2013 e/ou
art. 92, I, a, do CP;
s so
pre

6) que seja reconhecido o valor de R$8.182.500,OOO (oito milhões, cento


e oitenta e dois mil e quinhentos reais) devidamente corrigido, senclo que: R$
Im

R$3.050.000,OO (três milhões e cinquenta mil reais) a título de perdimento pois produto de

161 dcl62]
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

crime e R$5.132.500,00 (cinco milhões, cento e trinta e dois mil e quinhentos reais) a título

P
de reparação do dano causado ao erário. nos termos do disposto pelo artigo 387, IV do CPP.

UP
RA
6.1) Ressalvando que esta obrigação não deve ser estendida ao
I)ENUNCIANI)OS COLABORADORES frente as particularidades previamcnte ajustadas

RI
nos respectivos Termos dos Acordos de Colaboração firmados e homologados por esse juízo.

LA
Registrando, todavia, que poderá ser aplicada a regra do artigo 387, inciso IV do CPP, na

DE
eventualidade da rescisão dos aludidos acordos.

:32 AN
CuiabáfMT, 13 de março de 2017.

:46 C
Ana Cristina Bardusco Silva

14 E S

Promotora de Justiça
8 - IN
01 OL

Rol de testemunhas:
0/2 AR

- Wilson Luiz Pereira Soares, qualificada às fls. 63/64 - Vol. 11.


9/1 - C

- Elio Cort'êa, qualificada às fls. 81/85 - Vol. 111.


- José Roberto Pacheco, qualificada às fls. 105/107 - Vol. 111.
: 1 30


- Afonso Gleidson Teixeira, qualificada às fls. 63/65 - Vol. 111.
Em 8579

-Fabiano Rodrigues de Carvalhos Alves Costa, qualificada às fls. 89/92 - Vol. 111.
- Valter Facheti Torres, qualificada às fls. 101/104 - Vol. 111.
11

- Paulo Cesar Lemes, podendo ser localizado por meio do seu advogado I)r. Ueher Roberto
Carvalho, cujo escritório está localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, nO


65

1856, Edifício Cuiabá Office Tower, salas 1001 e 1002, Bairl'O Jardim Aclimação Cuiabá-
r: 0

I\1T.
po

Rol de documentos:
so

I)OC 1 - tls. 0l/16-I\1P:


s

I)OC 2 - tls. 17/18-1\11':


pre

I)OC 3 - fls. 19173-I\1P;


Im

I)OC 4 - tls. 74/87-1\11';


I)OC 5 - tls. 881120-I\1P;
I)OC 6 - tls. 121/127-1\11'.

162de162,
MINISTÉRIO DLJLV FEDERAL

PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM MATO GROSSO

P
UP
OF/PRlMT/3° NCC/N." 1071/2017. 3l'7

RA
PR-MT -00008080/2017

RI
Cuiabá-MT, 21 de março de 2017.

LA
Ao Excelentíssimo Senhor

DE
Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros
Procurador-Geral da República

:32 AN
SAF Sul Quadra 4 Conjunto C
Brasília/DF - CEP 70050-900

• :46 C
14 E S

Ref. Encaminha documento confidencial (PR-MT-00008077/2017)
8 - IN
01 OL

Exmo. Procurador-Geral da República,


0/2 AR
9/1 - C

Ao tempo em que o cumprimento, encaminho o documento


PR-MT-00008077/2017, para conhecimento.
: 1 30

Ao ensejo, renovamos a Vossa Excelência protestos de


Em 8579

elevada estima e distinta consideração .


11


65

Vanessa Cristhina Marconi Zaga Ribeiro Scarmagnani


r: 0

Procuradora da República
po
sso
pre
Im

Av. Est~vão de Mendonça, 830, Edifício "Grecn Towcr", Quilombo, CuiabáJMT, CEP: 78.043-705
Telefone: (65) 6312-5000 - Fax: (65) 3612-5005
0210312017
Zimbra

Zimbra cba.contracrime@tjmt.Jys.~r
L,\/J;J ,',

informação PR-MT
f00008on/ 'l071

PP
De : Cuiaba - Vara Contra Crime Qui, 02 de mar de 2017 13:43

AU
<cba.contracrime@tjmt.jus.br>
Assunto: informação

IR
318
Para: monitoramento

AR
<monitoramento@sejudh.mt.gov.br>, gabsejudh
<gabsejudh@sejudh.mt.gov.br>

L
DE
Prezado (a) Senhor (a)

:32 AN
Informo a Vossa Senhoria que o investigado Alan Ayoub Malouf estará viajando no
período de 03.03.2017 a 13.03.2017 para a cidade de São Paulo/SP, estando devidamente

• autorizado pelo Juízo .


Att.

eRosevete Teixeira-Gestora Judiciária


(65) 3648-6295
:46 C
14 E S
8 - IN
01 OL
0/2 AR
9/1 - C
: 1 30
Em 8579

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11
65

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po

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~J o?J)IOBIJ,Q\4 -
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httpsilwebmail.tjmt.jus.brlhlprintmessage?id-;;11349&tz=America/Cuiaba
1/1
Huendel Rolim

PP
AU
EXCELENTÍSSIMA SENHORA JUÍZA TITULAR DA SÉTIMA VARA
CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ, ESTADO DE MATO 319

IR
GROSSO,

AR
-UR(JENrE~~·
º J~ . ~(r (Á; ~~f _~ . C~~::~, ~

L

DE
c

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I

OPERAÇÃO REMORA· o . . o~,


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:32 AN
.
0... Y .. J · . 2f:_§.'l o«:.} vç(· /
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•• ALAN :46 C
14 E S
AYOU~OUF,
8 - IN
SELMA RI 'ANE SA TOS 4RUnl
.

ClIIllf!S COII a
CWlles Co 11<1'
k!
H
}lIJza de 0'irejtT .
hl<Jda COII,H,a..o-t"!af) Oll-lartfli1do
V;lra [sIlC(;t
. Jllhlll;'Hl;l I~ rr.lJllliIltICi'
dlllllll~tl;Il:;HI P(lhIIGI
Ctllll~ . I Il\fHH!:1II rh: flullt1:illl
brasileiro, rtador
do CPF: 458.825.761-72, vem a ilustre presença de Vossa Senho expor e
01 OL

'0.,

ao final requerer.
0/2 AR

o
9/1 - C

1. Pcticionante foi alvo de medida segrega tório. no


dia 14.12.2016, por decisão de Vossa Excelência.
: 1 30
Em 8579

2 De Já para ca, lt1úmeros foram os desdobramentos


ocasionados, tanto pela atuação do MPE, quanto pela atuaçào defensiva .
11

• 3. I~ certo que no tll0,mcnto, existe pendente a


65

apreciação do recebimento do RECURSO aviado pelo GAECO/MT' contra a


r: 0

decisào que determinou que o Peticionante fosse encaminhado a Prisão


po

Domiciliar.
so

4. Ocorre Excelência que o Peticionante vem


s
pre

colaborando com as investigações, conforme já é de conhecimento deste


juízo razão pela qual, a prisão domiciliar não se faz necess' .
Im

momento.
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

P
_ _ _ ._. _ P_R_OC_URAD.ORIA _G~E~RA_L_DA ~~~ÚBL:.:'C:.:.A_ _~

UP
RA
CERTIDÃO DE ATENDIMENTO 320

RI
LA
Data: 27 de setembro de 2017, às 15h

DE
Procedimento nO NFIPGR 1.00.000.001718/2017-14 (confidencial)

:32 AN
Interessado: Alan Ayoub Malouf

• :46 C
Advogado: Huendel Rolim - OABIMT 10858

14 E S

8 - IN
01 OL

Procuradores Responsáveis:
0/2 AR

Raquel Branquinho Pimenta Mamede Nascimento


9/1 - C

Marcelo Ribeiro de Oliveira


: 1 30
Em 8579

Resumo: Exposição do advogado sobre anexos dos autos

••
1.00.000.00 I 71812017 -14 apresentados pelo interessado em 1/9/2017 e apresentação de
petição (alegações finais) apresentada na "Operação Rêmora" .
11
65
r: 0
po
sso
pre
Im

Gnbinc\c da Procuradora-Geral da Repúblicn


Brasília I DF
PGR-0038S0461211 17

P
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Procuradoria-Geral da Repl1blica

UP
N° 491/2017 SFPO-STF/PGR

RA
Referência: PP 1.00.000.001718/2017-14 '")1
,L
Petição PGR-00385113/2017

RI
Despacho 490/2017 (PGR-00384965/2017)

LA
Ofício 1312/2017 (PR-MT-00009928/2017)
Petição PR-MT-00009926/2017

DE
Petição PGR-00380564/2017

:32 AN
• :46 C
14 E S
• DESPACHO
8 - IN
01 OL

Encaminhe-se o presente Procedimento Preparatório - PP-PGR à


0/2 AR

Divisão de Controle Extrajudicial para proceder a juntada e abertura de volume


9/1 - C

dos documentos acima referenciados na seguinte ordem: Petição PGR-


: 1 30

00385113/2017, Despacho 490/2017 (PGR-00384965/2017), Ofício nO.


Em 8579

1312/2017 (PR-MT-00009928/2017), Petição PR-MT-00009926/2017 e Petição

•• PGR-00380564/2017 .
11
65
r: 0

Brasília, 03 de outubro de 2017.


po

van~ilva
sso

FUííÇão
Secretaria da Penal Originária no STF
pre

SFPO-STF/PGR
Im
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
EXCELENTÍSSIMA PROCURADORA GERAL DA REPÚBLICA, RAQU~L

AU
r
DODGE, 322

IR
GAB/P~.,

AR
fi, 001257 =:J

L
DE
:32 AN
SIGILOSO

•• :46 C
14 E S
8 - IN
Petição vinculada a Notícia de Fato n. 1.00.000.00.1718/2017-14
01 OL
0/2 AR
9/1 - C

ALAN AYOUB MALOUF, já qualificado nos autos em


: 1 30

epígrafe, representado por seu advogado, requerer a juntada de cópia das alegações
finais apresentadas junto ao processo n. 37299-43.2016.811.0042, referente a
Em 579

denominada "Operarão Rêmora", que fazem parte dos anexos já apresentados, no

••
18

sentido de manter Vossa Excelência atualizada aos fatos que correm em pnmelra
51

instância, bem como deixar cristalino o desejo do Peticionário Colaborar com a


06

Justiça!
r:

Cuiabá, 26 d setembro de 2017.


po
sso
pre
Im

OAB/MT 10.

6521274717
Avenida das Flores. 945. S8 Medicai Center. si 802. 78 043 172. Cuiabá. MT
contato!ilhuendelrolim.com.br www.huendelrolim.com.br (I)@
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUÍZA DE DIREITO DA 7'

IR
VARA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ, ESTADO DE MATO 323

AR
GROSSO
I:-Aff/PGK
C

L
000258

DE
"

:32 AN
r-
,..
o

•• :46 C
14 E S
Autos do Processo na 37299-43.2016.811.0042 (Código 459808)
8 - IN
01 OL ""
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...
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0/2 AR
9/1 - C
: 1 30
Em 8579

••
ALAN AYOUB MALOUF, já devidamente
11

qualificado nos autos do processo em ep.ígrafe, vem, tempestivamente, por


65

intermédio de seus advogados, à ilustre presença de Vossa Excelência, nos


r: 0

termos do art. 403, §3°, do Código de Processo Penal, apresentar


po

MEMORIAIS FINAIS
s so
pre

Tendo por base os fundamentos de fato e de direito a seguir deU ead .


Im

éS 2127 '"1'.7
Avenida das Flores. 9'<5. SB Medicai (enio'. s, 802. 78 O~3 172. (u,aba. f.l.T
contal0(ÔhtJendelro(lm.com.br WINW .huerdelrollrr .com .br CD@
GAB/ PGK I·

Fls. 000259

P
UP
I SÍNTESE DOS FATOS QUE ENSEJARAM A PRESENTE AÇÃO

RA
PENAL E DOS PEDIDOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO 324

RI
1. Trata-se de Ação Penal ofertada pelo Ministério

LA
Público Estadual enl desfavor de ALAN AYOUB MALOUF e EDÉZIO
FERREI RA DA SILVA, por suposta incursão nos crimes de organização

DE
criminosa (art. 2°, tapll/ e § 3° e, § 4°, 11, da Lei 12.850/13) e corrupção passiva

:32 AN
(art. 317, § 1°, CP), por diversas vezes e relacionados a sucessivos fatos descritos

•• na inicial acusatória .

2.
:46 C
14 E S
;\ denúncia fora oferecida após a deflagração da
8 - IN
terceira fase da Operação Rêmora, denominada de Grão- Vizir e decorre de
01 OL

investigação perpetrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime


0/2 AR

Organizado junto ao Procedimento Investigatório Criminal n°


Oi /2015/GAECO, cujo objetivo foi apurar a existência de organização
9/1 - C

criminosa composta por particulares c agentes públicos destinada à obtenção, de


: 1 30

vantagens indevidas em contratos da Secreraria de Estado de Educação de Mato


Grosso - SEDUC/MT.
Em 8579

•• 3. Recebida a denúncia, o acusado fora citado para


11

apresentação de Resposta à Acusação, cujos termos foram rejeitados por este


65

ínclito juízo, motivo pelo qual fora designada audiência de Instrução e


r: 0

julgamento que, dentre outros esclarecimentos, contou com a colaboração


espontânea do acusado - que manteve a mesma pos/llra colabora/iva adotada desde o
po

ill/áo da persemrào penal.


sso

4. Nào havendo requerimentos na fase do art. 402 do


pre

Código de Processo Penal, as partes foram intimadas pau apresentarem


Alegações Finais, sendo que o Ministério Público Estad sua
Im

652127 h717
.A.venlda das Flores. 945. SB Medeal Center. 5,802.78043172. labá. MT
çoniato0t'1uendelrOiln-'l.com.br www.hoJendeirollrr·.com.br (D©
GA8/PGR . /.
fls. 000260
,
HUENDEL R l<=r--;-;IM::;:~A""D"'"''f/~-
, -'

P
UP
derradeira peça, pela condenação de ALAN AYOUB MALOUF por todos os 325

RA
fatos contidos na inicial.

RI
5. Todavia, embora a, extensas alegações ministeriaIs

LA
sIgam aquele caminho, os autos e o conjunto fático-probatório somado ao

DE
contexto dos eventos processuais não corroboram com O pleito ministerial, tal
qual se demonstrará nos termos a seguir .

:32 AN
•• :46 C
lI. RESUMO DOS FUNDAMENTOS DEFENSIVOS - NÃO

14 E S
PROCEDÊNCIA DOS PLEITOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO
ESTADUAL - QUESTÕES DE FATO E DE DIREITO QUE
8 - IN
INFLUEM SOBRE O JULGAMENTO
01 OL
0/2 AR

6. :\ im'ia bilidade dos pedidos do Ministério Público


Estadual se comprova por vários motivos que vào desde a impossibilidade de
9/1 - C

manutenção do presente feito junto a este juízo, à impossibilidade de condenação


: 1 30

ou de condenação por múltiplos delitos em concurso material, tal qual aventado


pelo Parquel em suas alegações finais.
Em 8579

•• 7. Em prtmelro lugar vislumbra-se duas questões


11

preliminares Ja aventadas e que devem ser, novamente, objeto de análise por


65

parte deste juízo, uma vez que implicam em matérias que, do ponto de vista
r: 0

defensivo, vedam a tramitação do presente feito perante a Sétima Vara Criminal


de Cuiabá/MT - uma IJC::;: que eslào compro,'adas as SlItessillas menfõe.r a pe!Soas delen/oras
po

de cargo fOJn prerrogalÚ!a de foro.


sso

8 Mais do que ISSO, em função dos reiterados


pre

apontamentos àqueles individuos, este juízo já se manifestou dizendo direta e


objetivamente que tal circunstância "deslota a fOmpeléncia para o
Im

b5 2127 ,,7'7
.Avenlda daS Flores. 945. 56 ilAedlcat Center. 51802.78043172. CUlabâ.
contê lo(c!r,\..Je"'lde! roll rn .COr"!. br w'v\'w.hJendeircllr.l co:n.b~ (D@
GAB/PGRl
Fls. 000261 .
HUENDEL R

PP
AU
juri.rdifào'·' e que todos os autos relativos a mesma investigação deveriam ser
remetidos à instância superior 2. 326

IR
AR
9. Portanto, o que se tem nos autos é evidente (a)
menção ao Deputado Estadual Guilherme Maluf, (b) mens;ões que nos dizeres

L
DE
deste ínclito juízo o \cvaram a declinar da competência para a Cone Estadual
de Mato Grosso, com a finalidade de que a mesma pudesse processar e julgar

:32 AN
••
a causa, (c) a inobservância de que as mesmas mens;ões - indícios - apontadas

:46 C
contra o referido Deputado, foram dirigidas ao Governador do Estado, O que

14 E S
deveria - e deverá ser feito neste momento - ter deslocado a competência
para processar e julgar ao Superior Tribunal de Justiça (art. 105, I, a, CRFB/88),
8 - IN
(d) impedimento da atuação de qualquer outro órgão jurisdicional que não seja
01 OL

competente (r'I.QO 3.825/ MT. rei. Mill. SrplÍl,,,da 1'"I,n ... , rrl. p/ af, Min, Cilmar M,ndes,
0/2 AR

pl'no. 10.10.2007, DJE 03.04.2008) e (e) impossibilidade de outro membro do


9/1 - C

[\'1inistério Público, que nào seja o Procurador Geral de Justiça do Estado ou


Sub-Procurador Geral da República (a depender da competência estabelecida),
: 1 30

de atuar neste feiro,


Em 579

••
10 . Esquematicamente, em relação às preliminares,
18

pretende-se demonstrar neStas alegações finais:


51

a) Havendo reconhecimento pretérito de indicios contra


06

Depulado ESladual e da compelência do Tribunal de Jusliça do Estado de


r:

Mato Grosso, o juizo da Sétima Vara Criminal deve ser reconhecido como
po

incompetente para processar c iulgar a causa (situação discutida na. devida


Exceção de Incompetência), o que torna nula a decisão que recebeu a
sso

denúncia. e todos 06 atQS sllbscquentes, inclusive a instrução criminal, nos


termos do art. 563, I, do Código de Processo Penal (incom clência do' . ;
pre
Im

, Fh:. 204 J ... Rcprcs.:nmçân pela Pru:i(, Pro:\'mt1\'il n"lil\~1J7lI·lM17.2iJI6.tl.l1.(1)()ll WII':) - (:l>di~,'u 457
! Fl~. 2m ..b Rl.T'rc~·1ltnção rela Pru.io [ln....TIlIl\·1l n"tn04070.1)t17 2fJ16.R.l1.(1)OO (PJE) - CÚW~

65212 7 4717
Avenda das Flores. 945. 58 MediCai Center. 51802, 78 0«3172, CUiabá, MT
'NWW,r,Lei\delíO .1l.com,br (l)@
Fls.
GAB I P-Gi\
000262
I ..-I'"
I

HUE NDEL ROTI ~DV==i

PP
AU
b) Tendo em vista que pairam sobre o Governador do Estado
de Mato Grosso os mesmos indicias existentes contra parlamentar estadual, 327

IR
empós o reconhecimento da nulidade mencionada no item "a", os autos

AR
devem ser remetidos ao Superior Tribunal de Justiça (art. 105, I, a,
CRFB/88)- situação que também torna absolutamente DJlb a decjsão de

L
r..f,seJ2ir:u..c.nLQ d.a inicial e todos os at_Q~ subsequente§ por força do estipulada

DE
no art. 563, I, do Código de Processo Penal;

:32 AN
••
c) Uma vez que o Supremo Tribunal Federal firmou

:46 C
entendimento no sentido de que havendo investigado com prerrogativa de

14 E S
foro os autos deverão ser remetidos à instância judiciária competente de
forma imediata (Pet QO 3.825/MT. reI. Min. Sepúlvcda Pertence. reI. pl .c.
8 - IN
Min. Gilmar Mendes. pleno. 10.10.2007, DJE 03.04.2008), tendo somente
01 OL

aquela jurisdição para determinar eventual desmembramento ou não, o que


remete ao raciocínio de que somente o membro do Ministério Público com
0/2 AR

atribuições para tanto poderá oficiar perante a referida demanda. Deste


modo, no presente caso, como houve menção a Deputado Estadual já
9/1 - C

reconhecida, acaso superada a tese defendida no item "a", o oferecimento


da denúncia está viciado, pois, somente o Procurador Geral do Estado de
: 1 30

Mato Grosso é quem tem atribuição para o oferecimento da denúncia e para


Em 579

atuação junto ao transconer da ação penal. Por tal razão, verifica-se a

••
nulidade total do presente feito, nos termos do art. 564, IV, do Código de
18

Processo Penal, uma vez que conduzida através da atuação de membro do


51

Parquet sem atribuição para o ato;


06

d) Caso se entenda, também, pela existência de indicios em


r:

desfavor do Governador do Estado de Mato Grosso, a inicial é igualmente


po

nula e pelos mesmos motivos, vez que o único membro do Parquet que
poderia oferecer a respectiva denúncia e atuar no decorrer do feito seria o
sso

Sub-PtOcuradQr Geral da República - a quem compete atuar junto ao


Superior Tribunal de Justiça.
pre

11. Essas questões já haviam sido levantadas quando da


Im

apresentação da Resposta à :\cusação, c foram, inicialm

b5 2'2, 4717
A,enda cas Fieres. 90'). ,,8 iJea'ca, =enle,. 5, 8C2. 78 Oc3 ~L. (",aba. IVT
cor,talo0'luenoeirollm,corn.:Jf www.hvende!rOllmCOn'l.t,r CD@
GAB I PGi{
Fls·00U263
I,'

......

P
UP
12. Mas, durante a instrução processual as revelações

RA
continuaram levando, inclusive a defesa, a apresentar questão de ordem para
modificar a competência do feito, fez que a sua manutenção em primeiro grau,

RI
poderia nulificar as provas contra as demais autoridades detentoras de foro

LA
privilegiado, reconhecida pelo próprio órgào acusador.

DE
13. Durante a Instruçào criminal, o acusado ALAN

:32 AN
AYOUB MALOUF manteve sua postura colaborativa adotada deste o início da

•• :46 C
persecução penal com as autoridades investigatórias, com o titular da ação penal

14 E S
e com o juízo, o que se prova por sua colaboração efetiva, espontânea e
voluntária, cujos termos resultaram na identificação e robustecimento
8 - IN
indiciário/probatório em desfavor de outros membros da OrCrim, na
01 OL

revelação e comprovação de sua estrutura hierárquico-organizacional, na


0/2 AR

recuperação total dos prejuízos causados pela ação da entidade e na


9/1 - C

prevenção de novas infrações penais a partir deste ato - sendo obsolutomente


efi"a::;: mOJ dedarafões.
: 1 30
Em 8579

14. Por esta razão, verifica-se que, do ponto de vista


fático, houve evidente e indiscutível colaboração por pane do Réu junto ao

•• presente feito, uma vez que os requisitos e objetivos impostos pelo art. 4°, copul,
11

I, 11, 111 e IV, da Lei n° 12.850/2013, foram respeitados e alcançados


65

efetivamente, razão pela qual faz jus ao recebimento dos benefícios


r: 0

decorrentes do ato, independente de assinatura de acordo de colaboração


premiada, conforme já autorizou o Supremo Tribunal Federal em caso
po

análogo (Inq 3204, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma,


so

julgado em 23/06/2015, AC RDÃO E RÓNICO DJe-151 DIVULG 31-


s

07-2015 PUBLIC 03-08-2015).


pre
Im

65 2~27 411i
Aven,da aas f-.ores. q~5. S8 Meu,ca, CEnle'. s, 8C2. 78 843 172. Cu,aDá. MT
contato0h...Jendetrollm.com.Dr "Nww,hue:1delrO(lm,cofrt.br (D@)
GA8/PGR-i
fls. 000264 ........

HUENDEL ROLIM, ADV::J

PP
AU
15. Por fim, ainda que as questões anteriores sClam
rejeitadas, obsen'a-se que em relação aos crimes de corrupção passiva não é 329

IR
possível falar-se em concurso material, mas, no máximo, em crime continuado

AR
devendo a dosimetria da pena mantê,la próxima do mínimo legal.

L
DE
16. Apenas para consignar, em momento algum a
defesa do Peticionante buscou protelar o andamento do feito, mas sim,

:32 AN
buscou a parídade de armas inerente a qualquer processo, em especial o

•• penal.

17.
:46 C
14 E S
É direito da defesa ter equidade nos processos, e
8 - IN
este foi o ponto almej ado pelo Peticionário, sem querer criar qualquer
01 OL

embaraço ao feito, vez que vem contribuindo com a apuração dos fatos e
0/2 AR

o reestabelecimento da verdade, contribuindo com a Justiça, postura que


manterá.
9/1 - C

18. Portanto, o Defendente manterá inalterado seu


: 1 30

defensor de confiança apresentando desde já as suas alegações finais .


Em 579

•• 19. Visto este breve resumo, analisemos em detalhes cada


18

um desses pontos .
51
06

IH. DO DIREITO
r:
po

IIU PRELIMINARES
sso

m.!.a. DA INCOMPETÊNCIA DA 7" VARA CRIMINAL DA


COMARCA DE CUIABÁ/MT - MENÇAo EXPRESSA E
pre

APRESENT AçAO DE INDÍCIOS SUFI


Im

AUTORIA CONTRA O

6~ 212 7 ,,717
Avenida das clores. 945. 5B Medicai Center. si 802. 78 043 172. r·/-,b.dK. MT
ccntatoiilhuende.rolim.cc'P br .hww.hwencelroi!m.com,br (D@
tG~B~G5Rj.....
--'-- .:=J
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
MATO GROSSO - MENÇÕES - INDiCIOS IDÊNTICOS AOS
APRESENTADOS EM FACE DE DEPUTADO ESTADUAL
3JO

IR
(FATO QUE JÁ LEVOU AO RECONHECIMENTO DA

AR
INCOMPETÊNCIA DA SÉTIMA VARA CRIMINAL) -
ISONOMIA - NECESSIDADE DE REMESSA À INSTÂNCIA

L
DE
SUPERIOR - RECONHECIMENTO DA INCOMPETÊNCIA
ANTES DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA

:32 AN
••
IMPOSSIBILIDADE DE RETRATAÇÃO - PRECEDENTES

:46 C
DO STF - NECESSÁRIA APLICAÇÃO DO ART 84 CPP -
NULIDADE TOTAL DO FEITO
14 E S
8 - IN
20. l1ustre julgadora, o primeiro ponto que merece atenção
01 OL

deste juízo diz respeito à alteração da competência para processar e julgar o


0/2 AR

presente feito, vez que há nos autos da Representação pela Prisào Preventiva do
Acusado ALAN AYOUB MALOUF (n01004070-007.2016.8.11.0000 (PJE) -
9/1 - C

Código 457843 - relalitla à mesma in/lcstigafão que "u/minoll <,om este Jeito) decisào
: 1 30

anterior ao oferecimento c recebimento da inicial acusatória, cujos termos


Em 8579

determinaram a remessa do feiro ao TJMT em função de menção - indicios -

••
expressa, durante o procedimento inquisitório, ao nome de um Deputado
Estadual.
11
65

21. Embora a defesa emenda que os autos devam ser


r: 0

remetidos ao Superior Tribunal de Justiça, em virtude de menção expressa ao


Governador do Estado de Mato Grosso, por força do mandamento constante
po

no art. 105, I, a, da Constituição Federal, O í é que houve o reconhecimento


so

pretérito deste juízo acerca e sua' competência para a análise da causa,


s
pre
Im

b5 212/ 4717
Avenida das Flores. 940. 58 Medicai Center. SI 802. 78 O~3 172. Cwabá. MT
co~tato(cjriJendelrOi,~ com.Dr www.hJende:.rcllm.com.br (D@
I GABTpGK
fls. 000266
~ P"'t"""
c...J
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
22. Isso porque, da leitura da decisào exarada nos autos da
Representação pela Prisào Preventiva nOl004070-007.2016.8.11.0000 (PJE) "- 331

IR
Código 457843), o juízo da 7' Vara Criminal da Comarca de Cuiabá/MT, ao

AR
analisar o pedido de Revogação de Prisào Preventiva formulado por ALAN

L
AYOUB MALOUF, destacou a existência de várias referências ao Deputado

DE
Estadual GUILHERME MALOUF, fato que no entendimento da Magistrada

:32 AN
prolatora da análise, deslocava para o Segundo Grau a competência para

•• processar e julgar o fcito, bem como os procedimentos preliminares - inclusive os


inl'esll:~alórioJ.

:46 C
Vejamos (fi. 204 daqueles autos):

14 E S
8 - IN
Trata-se de pedido de revogação da prisão preventiva
formulado por Alnn Ayoub Malouf COOUft o qual manifesta-se o Minist6rio
01 OL

P6blico.
0/2 AR

Após n manifestação ministerial, a defcsa fez aportar nos


autos o termo de interrogatório do indiciado, onde se v& que faz referência,
por várias vezes, ao envolvimento de pessoa detentora de foro por
9/1 - C

prerrogntiva de funçAo, tal seja o Deputado Estadual Guilherme Malau!.

Esse detalh.e. no entendimento desta magistrada, desloca a


: 1 30

competência pata o segundo grau de jurisdição, onde há juizo pcevento, tal


Em 579

seja a relataria do Desembargador Rondon Bassil Dower Filho, que


inclusive já proferiu ala decisório, porquanto homologou acordo de

••
colaboração premiada envolvendo GJOV ANl BELATO GUlZARDJ.
18

Ainda que exista investigação em trámite na instlincia


51

superior, esta magislrada não tem competência para decidir se a


investigação contra ALAN MALOUF deve prosseguir no Ju(zo de piso, OU
06

se, por força de algum falo, será conve.niente àquele Juízo o


reconhecimento da conexão probatória.
r:

Ao contrário, cabe à .instâncifl superior a a


po

conveniência. ou niio do prosseguimento das investigaç.õe.s naquel c,


se entender cabjvel R tnunitação no juízO $inguJar~ remeter os nU o ...
sso

a esta esfera.
pre

?'
_.l. Soma-se a isso situação análoga, uma vez que em seu
depoimento, ALAN AYOUB MALOUF referiu-se, igual
Im

6521274717
Avenida das Fiores. 945. S8 Medicai Cenle c • s 802.78 043 172. Cu,aba. MT
conlalo\'ÍJhuende!ro: lTI.com,br www.huer"lde\railm.com.br (D@
GAB/PGRl
·]s·000267
=.J

HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
vezes, ao Governador do Estado de Mato Grosso em exercício, PEDRO
TAQUES, conforme abaixo (n. 193 daqueles autos):

IR
332

L AR
vencedoras nos certames; QUE novamente declara que a pedido de PAULO

DE
TAQUES e PEDRO TAQUES, realizou o evento de posse do Governador
PEDRO TAQUES, sendo que PEDRO NADAF garantiu que o interrogando

:32 AN
receberia em nome de uma empresa denominada KAMIL EVENTos, mas

••
que nunca recebeu qualquer valor referente aos gastos, uma vez que

:46 C
PAULO TAQUES disse ao interrogando que não poderia receber por esta

14 E S
empresa pois ela estaria sendo investigada, que nunca mais recebeu nada
do Governo referente a essa questão; QUE como GIOVANI GUIZARDI foi
8 - IN
doador da campanha do Governador PEDRO TAQUES, na ordem de R$
200.000,00 (duzentos mil reais), este (GIOVANI), solicitou ao Interrogando
01 OL

que o apresentasse ao Ex-secretário de Educação PERMiNIO PINTO; QUE


0/2 AR

tal fato ocorreu e a apresentação se deu naS dependêndas de sUa


empresa; QUE sabe dizer que GIOVANI CUIZARDI apresentou à PERMINIO
9/1 - C

PINTO o Interesse em participar do Projeto "Escola legal", contudo o


projeto não chegou a ser viabilizado, não sabendo dizer o motivo; QUE
nega ter procurado PERMINIO PINTO para tratar desse assunto, s6 agindo
: 1 30

em relação à PERMINIO, quando o apresentou a GIOVANI, mas soube


Em 579

posteriormente que tanto CIOVANI quanto PERMINIO trataram do projeto;

••
QUE GIOVANI chegou a conversar com o Interrogando sobre o Projeto
"Escola Legal", sendo informado por GIOVANI do que se tratava, mas não
18

"ouve informação de Ilegalidade; QUE o Interrogando nega ter qualquer


51

participação no referido projeto, que seja na execução ou no recebimento;


QUE em determinada oportunidade GIOVANI GUIZARDI, disse ao
06

interrogando que havia descoberto um jeito de arrecadar o dinheiro


referente ao pagamento das dividas da campanha do Governador PEDRO
r:
po

TAQUES, oportunidade em que relatou o esquema na sEDUe com


envolvimento dos empresários do setor da construção e de servidores da
sso

SEDUe; QUE o interrogando de pronto recusou a participação no esque


mas que em uma '.9I1e~j~ 7- NI ZARD\, alc:gou
pre
Im

652127 L717
Aventaa das Fiores. 945. 58 Medicai Center. si 802. 78 043172. CUiabá. MT
contato<ilcuendelrollm.com.br www.l.1uendelrol!m.com.br 0@
GAB/PG~l
ris. ooo26 :JP"'It-I
HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
24. Embora tal situação esteja devidamente documentada

RA
nos autos, o Ministério Público Estadual ofereceu a exordial acusatória perante
este juizo, o qual, pelos motivos já expostos, a recebeu.

RI
LA
No decorrer da Instrução processual a sltuação se

DE
tornou ainda mais evidente, a pOntO de o Ministério Público confirmar a
existência veemente de participação de Deputado Estadual e das suspeitas sobre

:32 AN
o Governador do Estado, tanto que requereu em suas alegações finais:

•• :46 C
14 E S
Tendo o réu AlAN AYOUB MALOUF alegado em sua
8 - IN
defesa/confissao que agiu a pedido do Governador do Estado da Mato Grosso.
JOS~ PEDRO GONÇALVES TAQUES. bem como mencionou de forma
01 OL

comprometedora o Deputado Federal NILSON LEITÃO. o MiniS16rio Público requer o


0/2 AR

compartUhamento de provas com a Procurador1a-Geral da República. para as


providências que entenderem pertinentes.
9/1 - C
: 1 30

26. Pois bem.


Em 8579

27. Sabe-se que uma vez reconhecida, através de decisão

•• judicial, causa modificativa de competência, é defeso ao juízo retratar-se, ainda


11

que tenha havido mudança circunstancial posterior (o que não é o caso dos
65

autos), vez que somente o órgão/juízo que se tornou competente é quem deverá
r: 0

se manifestar a respeito do retorno ou não dos autos à instância originária.


po

28. Neste sentido, ° art. 84, caP"I, do C6digo de Processo


sso

Penal esclarece que" wmpellná" pela prerrogativa de função é do SlIpremo Tribunal


Federa/' do Superior Tn'hunal de l/ulira, dos Tribunais Regionais Federais e Tribunais
pre

de Justiça dos Estados e do Distrilo Federal. relativamente às pessoas que


Im

devam responder perante eles por çrimes comuns e

052127,,7'7
Avenida :las =mes. Q45, 5B 'vledlca. Center. 51 8U. 78 ()
ccntato(êlr:....endelrollm CO'1"', b'" \~.'\·"w.r\.iendelrOllrn.Com.br (I)@
fG'~TP".
000269
1-15
I
HUENDEL ROLIM, ADV
---

P
UP
29_ Destarte, a partir do momento em que um
334

RA
investigado/ acusado ocupa, ou passa a ocupar qualquer função pública
qualificada pela existência de prerrogativa de foro, automática e imediatamente

RI
haverá a modificação da competência para processá-lo e julgá-lo, de modo que

LA
cessará para o Magistrado qualquer possibilidade de decidir eventuais pedidos

DE
pendentes - /a/ poder! der}er passa a ser a/n'buirão de Oll/ro Jillgador que o""pa ,'argo em
inslánáa superior/ di/Jersa,

:32 AN
•• 30,

:46 C
Ocorre que neste caso a incompetência já reconhecida

14 E S
decorre de menção expressa ao Governador do Estado de Mato Grosso e a
Deputado Estadual no depoimento do acusado ALAN AYOUB MALOUF,
8 - IN
sendo que os indicios contra todos eles são exatamente os mesmos - razão
01 OL

que afastou a possibilidade do juízo da Sétima Vara Criminal de Cuiabá/MT


0/2 AR

analisar o presente processo, em decisão já mencionada,


9/1 - C

31. Havendo a mudança do Poder/Dever de decidir,


: 1 30

ainda que os autos não estejam na unidade judiciária competente, toda e


Em 8579

qualquer manifestação decisória só poderá ser lavrada pelo julgador


competente, já que nestes casos há orientação jurisprudencial no sentido da

•• imediata aplicabilidade da competência hierárquica por prerrogativa de


11

função aos processos pendentes>,


65
r: 0

32, Logo, ainda que haja superveniência de circunstância


que modifique a competência, a competência hierárquica impede que o juízo
po

originário atribua a si próprio a possibilidade de processar e julgar o feito,


sso

havendo a imperiosa necessidade de expressa manifestação a instância su r,


pre
Im

\GR1N()\'f·:R. :\Ja PdJq.:rini; (;OMI':~ ... 11.1 H), t\ntônln ;\fagalnãc.:<; FERNA;-';:DE~, Antimin Scal'anct:. Ai! NuJidadefl no Processo Penal.
11. 00. São P.3u!H: Rt:\1sta dn~ Tnbun;ns,100'J. p. 4R.

65212 7 4 7 17
A\renlda das Flores. ~i.5. S8 MejlC~1 ':enrer, sI 802. 78 Oq3 !72, CLnaoá, MT
contatolÍlnuendelrOiC'l.cOrT'.Dr w'iV'iV.huendel'ollm_com.br
.' GAB'PGRl

HUENDEL ROLIM, ADV


rIs. 000270

.. =J
......

P
UP
33. Em suma, mesmo naqueles casos onde o juízo de

RA
primeiro grau reconhece a competência de outro Tribunal c, posteriormente, por
qualquer outra razão decida processar c julgar o caso, não haverá retorno de

RI
poderes decisórios de forma automática, devendo a instância superior

LA
analisar se deve manter, ou não, sua competência.

DE
34. Todavia, não é esta a situação deste processo.

:32 AN
•• 35 .

:46 C
Como se verifica nos autos, após a determinação de

14 E S
que os autos fossem remetidos à instância superior, o órgão acusador ofereceu
denúncia junto ao presente juízo - o que deflJOffstra a àlcompetinda da Sétima Vara
8 - IN
Criminal de Cuiabájl\ff para proceJJar e julgar o feito, lima 1feZ que anteriormente já se
01 OL

rewnheceu que a mellfão a Deputado E,-tadllalfoi collsiderado ,'omo indído de delito em seu
0/2 AR

desfa1JOr.
9/1 - C

36. V cja nobre Julgadora, não se Ignora que o


: 1 30

entendimento jurisprudencial mais moderno afirma que a simples menção a


autoridade detentora de prerrogativa de foro não autoriza a modificação de
Em 8579

competência, pois o Supremo Tribunal Federal afirmou em 10.03.2017 que há

•• necessidade de que a menção contenha indícios de prática delituosa para que a


11

alteração seja possível. A este respeito, brilhantes proposições foram efetivadas


65

nos autos do AgR na Rei 25497, de relatoria do Min. Dias Tofoli, consoante
r: 0

termos abaixo:
po

Agravo regimental na .reclamação. Usurpação de competência. Não ocorrência.


Informações do juízo reclamado de que autoridade com foro por prerrogati\'3 de
sso

função nâo foi al\'o de nenhuma medida cautelar autorizada por aquele juízo no
cur$O da persecuçào penal, bem como de que os fatos \Terificados sobre o
parlamentar não tinham relação direta com O objeto d. investigação em desfavor
pre

do agravante. Inviabilidade do uso da reclamação para se operar o reexame do


conteúdo do ato redamado e de todo o conjunto fático-probatórjo para se chegar
a conclusào diversa. Precedentes. Eventual declaração e imprestabilidade dos
Im

elementos de prova angariados em suposta usurpação da ompetência crimin

05212: .:.7'7
Avenida das F ,or-es, Q45. 58 Med'ca· Cenler. si 902. 78 D43
~onta \o(c!ruerde,rJllr. _::..o:rl.t,r ./i"
N,. 'l:Jer'\celro! :"").com .Dr (D@
GA8/PGR-
ris. 000271

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
Supremo Tribunal redeeal nào alcança aqueles destituídos de foro por
prcrrogaóva de função. Precedentes. Regimental nào provido. 1. A partir das

RA
informaçõc"'s encaminhadas à Corte pelo juízo reclamando, conclui-se que a
autoridade com foro por prcrrogati\'a de função nào foi alvo de nenhuma medida
cautelar autorizada por aquele juizo no curso da persecução penal, bem como que

RI
os fatos n:rificados sobre o parlamenrar nao tinham relação direta com o objeto

LA
da investigação em desfavor do agravante, sendo, ademais, inviáycl se cogitar, na
via da reclamação. de reexame do conteúdo do ato reclamado ou de Todo o
conjunro fático-probatório para se chegar a conclusào diversa. Precedentes. 2.

DE
Consoante entcndirncnro da Corte, a declaração de imprestabilidade dos
elementos de pro\'a angariados em eventual usurpação da competcncia criminal

:32 AN
do Supremo Tribunal Federal nào alcançaria aqueles destiruídos de foro por
prerrogati\'a de função, como no caso. Precedentes. 3. Agravo regimental nào

••
provido.(Rc1 25497 AgR, Relator(a): Mio. DIAS TOFFOLI, Segunda

:46 C
Turma, julgado em 14/02/2017, PROCESSO ELETRÓNICO DJe-047

14 E S
DIVULG 10-03-2017 PUBLIC 13-03-2017)

37. Ocorre que no presente caso nào houve simples


8 - IN
mençào ao Governador do ''':stado de Mato Grosso e a Parlamentar Estadual,
01 OL

mas sim um enredo detalhado acerca dos fatos que os envolve, a ponto do Parquel
0/2 AR

admitir o fato C que o juízo entendeu suficiente para motivar a modificação da


9/1 - C

competência.
: 1 30

38. Assim, o juízo entendeu, acerca dos fatos narrados em


Em 8579

desfavor do Deputado Estadual que houve o reconhecimento da (a)


apresentação de fatos relacionados com O presente caso - rêmora -, com (b)

•• indicações de elementos indiciários suficientes para vinculá-los ao objeto da


11

presente ação penal, (c) estabelecendo um liame entre os denunciados e os


65

titulares dos cargos aos quais se atribui prerrogativa de foro, motivo pelo qual a
r: 0

incompetência (já reconhecida da Sétima Vara Criminal de Cuiabá) deve ser


reafirmada de modo que se efetive o seu declínio ao Superior Tribunal de Justiça.
po
sso

39. Ou sCJa, se os faros detalhados em desfavor do


Deputado Estadual foram suficientes para O deslocamento da competência, é
pre

lógico que os mesmos fatos, ensejam a remessa do feiro ao Superior Tribunal


Im

de Justiça, por conta do foro por prerrogativa de funçã

652127" 0'7
Aven,oa das F.ores. -?,ó. S8 Medicai :=enler.:;" 8C2, 78 043 . . ,
(D@
GAB/PGR
fls. OO0272

HUENDEL ROLlM,-ADV

P
UP
Estado. Sobre o tema, também importante frisas que o Supremo Tribunal Federal 337

RA
já afirmou:

RI
Segunda Questão de Ordem suscitada pelo Ministro Cezar Peluso. A partir do

LA
momento em que não se verificam. nos autos, indícios de autoria c materialidade
com relação à única autoridade dotada de pre.rrogath'íl de foro, caberia, ou não ,
ao STF analisar o tema da nulidade do indiciamenw do parlamentar, em tesc,

DE
cnvoh'ido, independentemente do reconhecimento da incompetência
superveniente do STF. O ,·oro do Ministro Gilmar Mendes. por sua vez, abriu

:32 AN
di\'crgência do Relator para aprec.iar se caberia, ou não. à autoridade policial
investigar c indiciar autoridade dotada de predicamcnto de foro perante o STF.

•• Considerações doutrinárias e jurisprudenciai!õ acerca do tema da itlSI9Uração de

:46 C
inquériros em geral e dos inquéritos originários de competência do STF: 1) a

14 E S
jurisprudência do STP é pacifica no sentido de que, nos inquéritos policiais
em geral, não cabe a juiz ou a Tribunal investigar, de oficio, o titular de
prerrogati"8 de foro; ii) qualquer pessoa que, na condição exclusiva de
8 - IN
cidadão, apresente ~(notitill criminis", diretamente a este Tribunal é parte
manifestamente ileg/tima para a formulação de pedido de recebimento de
01 OL

denúncia para a apuração de crimes de ação penal pública incondicionada.


Precedentes: INQ nO 149/DP. ReI. Min. Rafael Mayer, Pleno, DJ 27.10.1983; INQ
0/2 AR

(AgR) n° 1.793/DF. ReI. ~lin. Ellcn Gracie, Pleno, maioria, DJ 14.6.2002; PET-
f\gR - ED nO 1.1 04/DF, ReI. Min. Sydney Sanches, Pleno, ])J 23.5.2003; PET nO
1.954/DF, ReI. Min. ~laurício Corrêa, Pleno, maioria, DJ 1°.8.2003; PET (AgR)
9/1 - C

,,0 2.805/DF, ReI. Min. Nelson Jobim, Pleno, maioria, DJ 27.2.2004; PET n°
3.248/DF, ReI. Min. Ellen Gracie, decisào monocrática, DJ 23.11.2004; INQ nO
2.285/DF. ReI. Min. Gilmar !\'fendes, decisào monocrá.tica, DJ 13.3.2006 e PET
: 1 30

(AgR) nO 2.998/MG, 2' Turma. uoànimc. DJ 6.11.2006; iii) diferenças eotre a regra
geral, o lnquérito policial disciplinado no Código de Processo Penal e o inquêrüo
Em 8579

originário de compcténcia do STF regido pelo art. 102,1, b. da CF e pelo RI/STF.


A prerrogativa de foro é uma gara.ntia voltada nio exatamente para os

••
interesses dos titulares de cargos relevantes, mas, sobretudo, para a própria
regularidade das instituições em razão das atil'idades funcionais por eles
11

desempenhadas. Se a Constituição estabelece que os agentes polltieos


respondem, por crime con)um, perante o STP (CF, art. 102, I, b), não há
65

razão constitucional plausivel para que as atividades diretamente


relacionadas à supervJSao judicial (abertura de procedimento
r: 0

investigatório) sejam retiradas do controle judicial do STF. A iniciativa do


procedimento investigatório deve ser confiada ao MPF contando com a
supervisão do Ministro~Relatot do STF. 10. A Polícia Federal nào está
po

:iutorizada a abrir de oficio inquérito polícial para apurar a conduta de


parlamentares federais ou do próprio Presidente da República (no caso do STF).
sso

No exercício de competência penal originária do STF (CF, arL 102, I, C<b" c/c Lei
nO 8.038/1990, art. 2° e RI/STF. arts. 230 a 234), a at;',idade de supervisão
judicinl deve ser constifllcionalmcnrc desempenhada duronre roda H
pre

tramitação das investigações desde a abertura d s procedjmentos


investigat6rios até O eventual oferecimento, ou não, e denúncja
dominus li';s. (Pe, QO 3.825fMT, reI. Min. Sepúlveda Pe . p/ ac.
Im

Min. GiJmar Mendes, pleno, 10.10.2007, DJE 03.04.2008).

652127,,717
A.venlea das Flores. qLS. 58 Med'cal :enler. 51 802. 78 0'<3 172. CUiabá. MT
cOr"ltalo(c1luefldelro,: f11.COIT'. Dr N'NW .hLJendelro lll'''\com.br (D@
GABIPGR
fls. 000273

HUENDEL ROLIM, ADV


.~

.....

PP
AU
40. A premissa adotada pela defesa reside em um ponto
338
concrcro, qual seja, a fala dirigida ao Depurado Estadual foi valorada como

IR
indício para o envio do feiro a segunda instância. Logo, como o caminho

AR
apontado pelo :\cusado em relação ao Governador do Estado foi idêntica, por

L
qual razão o feito nào foi encaminhado ao STp

DE
41. :\ssim, roma-se claro que somente o segundo

:32 AN
precedente é aplicável à espécie uma vez que há indicios de autoria contra o

•• :46 C
Governador do Estado, o que torna, desde o início da persecução penal, o

14 E S
Superior Tribunal de Justiça competente para a análise do caso .
8 - IN
42. o retorno dos poderes decisórios não é
01 OL

automático, logo, é defeso ao juízo de primclfO grau avocar para si a


0/2 AR

competência para julgar quando nào houver sido dada a última palavra do órgào
para o qual os autos deveriam ter sido remetidos.
9/1 - C
: 1 30

43. Ademais, ressalte-se, tudo admitido pelo Ministério


Público do Estado de Mato Grosso em suas alegações finais
Em 579

•• E aqui o prejuízo é latente c bastante visível, vez que


18

44 .

o faro dos autos terem sido mantidos em primeira instância impediram que
51

os acusados fossem julgados pelo Tribunal competente.


r: 06

45. Sendo assim, pugna-se a Vossa Excelência para que,


po

confirmando a incompetência do juízo para processar c julgar a causa (o que já


foi reconhecido anteriormente), declare a nulidade da decisào que recebeu a
sso

inicial acusatória, bem como todos os aros posteriores, nos termos do ano 563,
pre

I, do Código de Processo Penal, uma vez prolatada por juiz ü1competente


para analisar a demanda.
Im

65212 7 ';:''""'17
Avenida das Flores. 9'<'0. 58 Medicai ~eoler. si 802. 78 0·43 172. Cuiabá MT
ca~tatora~ue'lde!ro.,rr:.corr .br wV'Jw.huendelrO!lm.com,br 0@
GABJ P'GR
Fls. 000274

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
46. Uma vez reconhecida a incompetência, que se remeta 339

RA
os autos para a Instância competente.

RI
I1I.I.b. DA OFENSA AO PRINCÍPIO DO PROMOTOR

LA
NATURAL - AUTO-ATRIBUIÇÃO DOS SUBSCRITORES DA

DE
INICIAL ACUSATÓRIA DE FUNÇÕES QUE NÃO LHE
COMPETEM - IMPOSSIBILIDADE DE PROMOVEREM A

:32 AN
••
ACUSAÇÃO EM CASOS ONDE HÁ RECONHECIDA

:46 C
INTERVENÇÃO DE DEPUTADO ESTADUAL - INICIAL

14 E S
QUE DEVERIA TER SIDO FORMULADA POR MEMBRO
DIVERSO - NULIDADE DO ATO (ART. 564, IV, CPP)
8 - IN
01 OL

47. Em segundo plano, acaso superada a tese


0/2 AR

supramencionada, tem-se que a denúncia também padece de vício insanável.


9/1 - C

48. I sso porque, a mesma não esta subscrita pelo


: 1 30

Procurador Geral de Justiça ou por membro delegado para exercer a função.


Em 8579

49. Assim, conStata-se que a ação penal é originariamente

•• nula em razão do oferecimento de Denúncia por membro do Ministério Público


11

não investido da função de atuação junto ao Tribunal de Justiça


65

50. Isso porque, como já fora visto, houve o deslocamento


r: 0

da competência para segunda instância c lá deveria ter sido encaminhada a


po

denúncia ofertada para que, o Procurador Geral de Justiça delimitasse a atuação


perante aquela instância.
sso
pre

51. Perceba Rxcelência, que ao decidir pelo declínio do


pedido de liberdade do Acusado, o próprio juízo de erminou a
Im

denúncia àquela instância, pois, somente o Procurador G

05212747'7
Aven,da das C:lcr~s. 945. 58 .',Iedlca, (enter. 51 8C2. 78
contato0r, . . erdetrollm.com.Dr V'Jww.huende!ro1Im,corn.or (D@
AS1 P""i.

t
,15·000275
--
;
~r- ..

HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
ao menos, ratificar ou nào os termos denunciados, podendo, ainda, optar por 340
reti ficar integralmente a denúncia.

IR
AR
Todavia. essa pro\·idência nào foi observada.

L
DE
53. Assim, entende-se que a denúncia, tal qual o fcito que
tratava apenas da soltura do .".cusado, deveria ter sido remetida para segunda

:32 AN
instância c lá ser formulada encaminhada ao Procurador Geral de Justiça para

•• :46 C
adoção das medidas que entendesse pertinente. Isso fica claro, ao se ler o

14 E S
despacho final da respeitosa !vlagistrada, ainda no decisu1fI que analisará o pedido
de liberdade do ;\cusado:
8 - IN
01 OL

Com estes autos, remetam-se também quaisquer outros que


0/2 AR

versem sobre a mesma investigação, exceto o que já veio da inst1lncia


9/1 - C

superior, decorrente da colaboração premiada celebrada com Giovani


Guizardi.
: 1 30
Em 8579

54 . o ato decisório é taxativo, verbú:

•• "quaisquer outros que versem sobre a nlesma investigação".


11
65

55. ;\ssim, o mínImo que deveria ter ocorrido, como


r: 0

mencionado alhures, era a ratificação da denuncia por promotor natural - PGJ.


po

56. Diz o art. 67, 11, do RITJI"'!T que compete ao


PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA promover a ação penal nos casos de
so

competência originár.ia do Tribunal de Justiça e gue inciso V, "o", do mesmo


s

O
pre

dispositivo declara gue nos processos de natureza crimi fc do

Ministério Público oficiar junto ao membro do TJMT g


Im

6J 2127 1.717
Avenida doS Flores, 94 5. 56 Med,cal Center, s. 802. 78
cor,!at o0huenc elrOll rr .com. b, www.nuendelrc\.rr.com.b r (TI@
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
57. Deste modo, nào restam quaisquer dúvidas quanto a 341
legitimidade processual exclusiva do PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA

IR
para o eventual oferecimento de denúncia em dcsfavor dos possíveis envolvidos

AR
no caso, diante da decisào proferida em dezembro de 2016, era de atribuição do

L
Chefe do Ministério Público Estadual, do contrário, o ato é nulo!

DE
58. Neste caso, como visto! uma vez que o órgão acusador

:32 AN
tomou conhecimento do possível envolvimento de titular de cargo dotado de

•• :46 C
prerrogativa de foro deveria ter remetido, além do pedido de liberdade, "quaisquer

14 E S
ou/ros" feitos que versassem sobre a mesma investigação ao membro do
Parque/ competente para prosseguimento das investigações com competência
8 - IN

para atuar junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso.


01 OL
0/2 AR

59. Assim sendo, nào restam dúvidas quanto a ofensa ao


princípio do Promotor Natural.
9/1 - C
: 1 30

60. Neste sentido já afirmou o Superior Tribunal de


Justiça que "o princípio do promotor na/llral, evidenciado na goraI/tia I"ons/illláonalacert"a
Em 8579

da úenf"ào na escolba dOi representan/es ministeriais para atllarem na persemçào penal, almeja

•• aJ.regurar o exerdáo pleno e independente das atribuições do Minúlério PlÍblit-o, repelindo do


11

IIOHO ordenamento jllrídico a figllra do aauador de ext"efào, est"O/bido arbitranámente pelo


65

Procurador-Gera/." (HC 221.805/SE, ReI. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA


r: 0

TURMA, julgado em 18/02/2014, DJe 05/03/2014).


po

61. No presente caso nào houve determinação expressa do


so

Procurador-Geral de Justiça ou de Outro membro do Parqllet, mas sim evidente


s

auto-atribuição dos subscritores da denúncia que, apesar das regras conditas no


pre

art. 84 do Código de Processo Penal e art. 67, 11, do RI11MT, avocaram para si
r.
Im

funções do Procurador-Geral de Justiça do Estado de to Gross

12
652127 _717
Ave:\lca das Flores. 9L;S. 55 Med:cal Cemer. 31 802. 78 I

con:ato(Ôíue'ldelro IfTI.corr,or I/vww,nuendelroilm.com.or (D@


GABI PGR
rIs. 000277

HUENDEL ROLIM, ADV


342

P
UP
62. Em termos efetivos, o Promotor que oficia em

RA
processo que nào lhe compete, ofende o Princípio do Promotor Natural.

RI
63. Neste sentido, o Supremo Tribunal Federal analisou

LA
em abril de 2013 caso envolvendo a possível afronta ao Princípio do Promotor

DE
"'aturai, oportunidade onde se reconheceu que a atuação do Acusador deve
respeitar critérios pré-determinados e abstratos, nào cabendo de qualquer forma

:32 AN
a designação de eslranboJ àquelas atribuições para atuarem na demanda, conforme

•• ementa abaixo:

:46 C
14 E S
AGRAVO REGIMEI\:TM. NO RECCRSO EXTRAORDINARIO. PENAL E
8 - IN
PROCESSCAL PENAI.. NCLIDADE DO JULGAMENTO PROFERIDO
PELO TRIBUNAL DO J0RI E INOBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DO
01 OL

PROMOTOR NATCRAL.. ACORDA0 PROFERIDO PELO TRIBUNAL DE


JUSTIÇA. CONTENDO DCPLO FUNDAMENTO: LEGAL E
CONSTITL'CIONAL. N,~O INTERPosrçAo SIMULT.ÂNEA DE RECURSO
0/2 AR

ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL


FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇAo DE CABIMENTO
9/1 - C

SOMENTE DE RECURSO EXTRAORDINARIO POR ENTENDER QUE O


TRIBUNAL DE ORIGEM TERIA ADOTADO O TEMA RELACIONADO A
OFENSA AO PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL COMO
: 1 30

FUNDAMENTO ACTONOMO E SUFICIENTE PARA DECIDIR A


CONTROVÉRSL\. ARGUMENTAÇAo INSUBSISTENTE. AGRAVO
Em 8579

REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I. Tendo o tribunal de origem decidido a


controvérsia cotn baí>t~ em fundamento constitucional e legal. impunha-se a

••
interposição simultânea de recurso especial, sob pena dt' nâo o fazendo subsist.ir
higido o tema afeto a interpretação da legislação ordinária. O conhecimento do
11

extraordinário, assim, encontra óbice na Súmula 283 do Supremo Tribunal


Federal. 2. In casu o acórdão recorrido assentou (folha 642): "Júri. Duplo
65

homicídio duplamente qualificado. Acuaçào em plenário de julgamento de


promotor de justiça estranho à comarca e ao feiro. Ferimento ao principio do
r: 0

promoror n:uural. Nulidade reconhecida. Embora não previsto


expressamente em lei, o Princípio do Promotor Natural decorre de
dispositivos cotlslilucIollal. c é admitido na douttltla e tla jurisprudência,
po

ainda que comportando alguma relativização. No caso, a atuação em


plenário de julgamento de um Promotor de Justiça estranho à Comarca e
sso

ao feito, sem regular designação e esrando a titular da Promotoria em pleno


exercício de suas funções, constitui ferimento ao referido principio e
acarreta a nulidade do julgamento. De outra banda, estando o réu preso há
pre

quase onze meses e pronunciado há cerca de sete meses, está caracterizado o


excesso de prazo na formação da culpa, impondo-se a concessão de habeas orpus
de ofício. A pelo pro\'ido, por maioria. Habeas Corpus concedido d 1ClO, por
Im

maioria." 3, Agravo rcgirncnral no recurso extraor inário. egação de não

652'270:'7
Aven,da Cas Flores. 9L5. S3 Medicai :e01er. 51 802. 7804
'hWW huendelrollm.com.br (I)@
GAB/PGR
ris. 000278

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
cabimento de recurso cspcci~1. porquanto o acórdão recorrido tcria adorado a
343

RA
"iolaçào ao princípio do promotor nawcal como fundamento autônomo c
suficiente ao prover o recurso de apelação interposto contra a decisão proferida
pelo Tribunal do Júri. Argumentação insubsistente, dado que, tendo em ,·ista a
realidade processual c os falOs jurídicos ocorridos na sessão do Júri. o Tribunal

RI
estadual assentou a violação a regras processuais c o vício no ato de designação

LA
do Promotor de Justiça que fora designação para aruar tão somcnt.e na assentada
em que o recorrido seria submetido a julgamento, o que \-iria patentear a
ocorrência de nulidade após a pronúncia, razão pela qual o recurso de apelação

DE
foi conhecido com base no artigo 593. Ill, "a", do Código de Processo Penal. 4.
A reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que

:32 AN
"o principio do Promotor Natural, tendo presente a nova disciplina
constitucional do Ministério Público, ganha especial significação no que se

•• refere ao objeto último decorrente de sua formulação doutrinária: trata-se

:46 C
de garantia de ordem juddica destinada tanto a proteger o membro da

14 E S
Instituição, na nledida em que lhe assegura o exercicio pleno e
independente de seu oficio, quanto a tutelar a própria coletividade, a quem
se reconhece o direito de l'cr atuando, em quaisquer causas, apenas o
8 - IN
Pron)otor cuja intervenção se justifique a partir de critérios abstratos e pré-
determinados, estabelecidos em lei" (Habeas Corpus nO 67.759-2/RJ, Plenário,
01 OL

relator Ministro Celso de Mello. D) de 01.07.1993). 5. Agravo regimental nào


provido. (RE 638757 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma,
0/2 AR

julgado em 09/04/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-078 DlVULG 25-


04-2013 PUBLlC 26-04-2013)
9/1 - C

64. _""ssim sendo, sendo do conhecimento do Ministério


Público do Estado de Mato Grosso que existem indícios suficientes de autoria
: 1 30

de Deputado Estadual, tem-se que a denúncia fora oferecida em clara ofensa ao


Em 8579

Princípio do Promotor Natural, fazendo incidir sobre o caso evidente nulidade .

••
11

65. Portanto, pugna-se pelo reconhecimento da nulidade


65

da denúncia e de todos os atos subscquentes, nos termos do art. 564, IV, do


Código de Processo Penal, uma que faltou a inicial acusatória não foi
r: 0

YCZ

oferecida por quem cabia a atribuição, qual seja, de que o Procurador Geral de
po

Justiça a depender da força dos indícios contra o Deputado Estadual.


so

III.I.c. NULIDADE DECORRENTE DO


s
pre

RECONHECIMENTO EM SEDE DE ALEGACÕES FINAIS


PELO GAECO/MT DA RELEVÂNCIA DAS PROVAS
Im

APRESENTADAS PELO PETICIONA

652127 L" 717


Avenida das Flores. qLi~"J. 58 Mec·ca: Cef1:H. si 802. 78 .
co n la lotll hu endelr Ul:! n. LorT\. br WWI/V. huendelrolim. com, br (1)@
t GA. B1PGR·
ris.
.
000279
.

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
DE REMESSA IMEDIATA DO FEITO COM CONSEQUENTE

RA
ANULAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS POSTERIORES A
OITIVA DO PETICIONANTE

RI
LA
66. z\té a presente data, não houve o julgamento da

DE
Exceção de I ncompetência oposta pelo Peticionário.

:32 AN
67. Ocorre que com a apresentação das alegações finais

•• :46 C
por parte do GA.ECO/l\IPE, ficou admitida a relevância dos indicios

14 E S
probatórios em desfavor de autoridade com foro por prerrogativa de função .

68.
8 - IN
Como dito anteriormente, a defesa entende que o juízo
01 OL

da Sétima Vara Criminal da Comarca de Cuiabá/l\ff não detém competência


para processar e julgar o presente feito, uma vez que há indícios fortíssimos da
0/2 AR

participação nos fatos narrados na inicial de autoridades com prerrogativa de


9/1 - C

foro.
: 1 30

69. .-\ relevância da alegação é ramanha que o Parquel


Em 8579

pugnou, como dito, em suas derradeiras alegações, para que houvesse o

•• compartilhamento de provas com a Procuradoria Geral da República, nos termos


11

abaixo:
65

"Tendo o réu ALAN AYOCB MALOUF alegado em sua defesa/confissào


r: 0

que agiu a pedido do Go\-ernador do Estado de Maro Grosso, JOSÉ


PEDRO GONÇALVES TAQUES, bem como mencionou de forma
comprometedora o Deputado NILSON LEITÃO, o Ministério Público
po

requer o compartilhamento de nrova. com a Procuradoria-Geral da


República, para as providências que entenderem pertinentes." (Pg. 6353 dos
so

autos).
s
pre

70 Veja, nobre Julgadora, (i) há pedido de


reconhecimento da incompetência deste juizo p julgar o
Im

65212747'7
Aven'da doS Flores. 9~5. S8 Meolcai Centec. Si 802. 7
cantato(c)h",endelroIIM.COT, :Jr ""ww .rt.;endelrOl! m.com.br (D@
~~TPGRl
1~~~80. ,......
HUENDEL ROLlM, ADV

PP
AU
feito e (ii) houve o reconhecimento de que há nos autos fortes indícios de
envolvimento nos fatos de autoridades com prerrogativa de foro - fatos que

IR
nào podem .rer ignorados sob pena de poslerior recOffhecimenlo de nlllidade pro,~ssual de

AR
natllre"a absolllta,

L
DE
71. Quem faz as afirmações nào é a defesa, mas sIm O

órgão acusador!

:32 AN
•• 72.

:46 C
Nesse passo, é cristalino que não compete ao MPE

14 E S
requerer apenas o compartilhamento de provas ou, melhor dizendo, nào compete
a ele o faliametllo do acervo probatório guando sua atribuição se esgota.
8 - IN
01 OL

73, É çristalino que o feito deve ser remetido a


0/2 AR

instância superior, para que lá se defina se o feito permanecerá ou será


desmembrado.
9/1 - C

74. Diz o art. 84, ,'apllt, do Código de Processo Penal que


: 1 30

a (ompelênda pela prerrogativa de função é do Jllpremo Tribllnal Federal. do Juperior


Em 8579

T ribullal de ) uslira. dos Tribunais Regiollais Federais e Tribllllai.r de} ustlj:a dos Estados e

•• do Distrilo Federal, relativamente às pessoas que devam responder perante


11

eles por crimes comuns e de responsabilidade.


65

75. Destarte. a partir do momento em que surja nos autos


r: 0

informações seguras de participação de pessoas detentoras de cargos


po

gualificados pela existência de prerrogativa de foro, automática e imediatamente


haverá a modificação da competência para processá-lo e julgá-lo, de modo
so

que cessará para o julgador originário gualquer possibilidade de decidir eventuais


s
pre

pedidos pendentes - tal poder/ dezler paJ'Sa ti ser atribll

cargo em instância sllperior/ di/Jersa,


Im

áS 2127 L717
Avenida das F,ores, 945, S3 \1ea'(al Center, 51 802, 78 043172, CUiabá, MT
conjalot'ar.uende~rohm lO!11,br ·/~ww. íuendelrohm,com,br (D@
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
76. Neste sentido, la se manifestou o Supremo Tribunal
Federal:

IR
346

AR
..... 0 voto do Ministro Gilmar Mendes. por sua vez, abriu divergência do Relator
para apreciar >iC caberia l ou não, à autoridade polkial investigar e indiciar
autoridade dotada de predicamento de foro perante o STF. Considerações

L
doutrinárias e jurisprudenciais acerca do tema da instauraçâo de inquéritos em

DE
geral c Jos intjuérÍtos originários de competência do STF: i) a jurisprudência do
STP é pacífica no sentido de que, nos inquéritos policiais em geral, não

:32 AN
cabe a juiz ou a Tribunal investigar, de oficio, o titular de prerrogativa de
foro; ii) qualquer pessoa que, na condição exclusiva de cidadão, apresente

•• Unotitia criminis", diretamente a este Tribunal é parte manifestamente

:46 C
ileg/ti.ma para a formulação de pedido de recebimento de denúncia para a

14 E S
apuração de crimes de ação penal pública incondicionada. Precedentes: lNQ
nO 149/DF. ReI. Mio. Rafael ~laycr. Pleno. DJ 27. lO. I 983; INQ (AgR) 0°
1.793/DF. ReI. Mio. Elleo Gracie. Pleno. maioria. DJ 14.6.2002; PET - AgR -
8 - IN
ED nO 1.1 04/DF. ReI. Min. Sydney Sanches, Pleno, DJ 23.5.2003; PET nO
1.954/DI'. ReI. ~.jin. Mauricio Corrêa, Pleno, maioria, DJ 1°.8.2003; PET (AgR)
01 OL

nO 2.805/DF. ReI. i\!in. Nelson Jobim, Pleno, maioria, DJ 27.2.2004; PET nO


3.248/DF. ReI. :Vlin. Ellen Gracie, decisão monocrática, DJ 23.11.2004; INQ n°
0/2 AR

2.285/DI'. ReI. Min. Gilmar Mendes, decisão monocrática, DJ 13.3.2006 e PET


(AgR) nO 2.998/MG. 2' Turma. unânime. DJ 6.11.2006; iii) diferenças entre a regra
geral, o inquérito policial d.isciplinado no Código de Processo Penal e o inCJueúto
9/1 - C

originário de competência do STF regido pelo art. 102, I, b, da CF e pejo RI/STF.


A prerrogativa de foro é uma garantia voltada não exatamente para os
interesses dos titulares de cargos relevantes, mas, sobretudo, para a própria
: 1 30

regularidade das instituições em razão das atividades funcÍonais por eles


desempenhadas. Se a Constituição estabelece que os agentes poJlticos
Em 579

respondem, por crime comum, perante o STP (CF, art. 102, I, b), não há
razão constitucional plauslvel para que as atividades diretamente

••
relacionadas à supervlsao judicial (abertura de procedimento
18

investigatório) sejam retiradas do conuole judicial do STF. A iniciativa do


procedimento investigatório deve ser confiada ao MPF contando com a
51

supervisão do Ministro-Relator do STF. 10. A Polícia Federal nào está


autorizada a abrir dc oficio inquérito policial para apurar a COndU[2 de
06

parlal1'lcntarcs federais ou do prôprio Presidente da República (no caso do STF).


No exercício de competência penal originária do STF (CF. art. 102, I, "h" c/c Lei
n° 8.038/1990. ar!. 2° e RI/STF, arts. 230 a 234), a atividade de supervisão
r:

judicial deve ser constitucionalmente desempenhada durante toda a


po

tramitação das investigações desde li abertura dos procedimentos


investigatórios até o eventual oferecimento, ou não, de denúncia pelo
sso

dominus litis. (Pe' QO 3.825/MT, reI. Min. Sepúlveda Pertence, rei. p/ ac.
Min. Gilmar Mendes, pleno, 10.10.2007, OJE 03.04.2008).
pre

77. É importante consignar que, acaso o feito não seja


remetido em sua integralidade a instância superior, a nulida e poderá
Im

652'27,'l7I7
Aven,da cas Flores. 945. S8 I~edlcalCenler. Si 802. 78 043 172. CUia
contatoáJhuendetrol,l\.col\.br www.huende!rollm.com.br
GAB/PGR
Fls. 000282

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
objeto de matéria defensiva dos próprios agentes que detém a prerrogativa

RA
de foro em outra instância, ou seja, acaso não seja acolhida a exceção de 347
incompetência à está altura, os citados "atores" que detém foro por

RI
prerrogativa de função poderão se beneficiar, futuramente, da referida

LA
nulidade, pois hão de alegar que foram investigados diretamente por

DE
autoridade incompetente e, as provas indiciárias mencionadas pelo
GAECO, serão enterradas pelos tribunais superiores .

:32 AN
•• 78.

:46 C
Frente a tudo isso, nào restam dúvidas quanto à

14 E S
necessidade de suspensão do tramitar processual de modo a impedir o advento
de nulidade futura (de natureza absoluta), obrigando à renovação de todos os
8 - IN
atos processuais diante do juízo competente, razão pela qual os pleitos aqui
01 OL

reali%ados deverão ser deferidos.


0/2 AR

III.II DO MERITO
9/1 - C

III.II.a. DA POSSIBILIDADE DE CONCESSÃO DO PERDÃO


: 1 30

JUDICIAL INSTITUÍDO COMO BENEFÍCIO AO


Em 8579

COLABORADOR - INTELIGÊNCIA DO ART. 4°, CAPUT, DA

•• LEI N° 12.850;2013 - AUSÊNCIA DE ACORDO DE DELAÇÃO


11

QUE NÃO FUNCIONA COMO IMPEDITIVO


65

ENTENDIMENTO EXARADO PELO SUPREMO TRIBUNAL


r: 0

FEDERAL - AUSÊNCIA DE LIDERANÇA - PROVA


PRODUZIDA NO DECORRER DA INSTRUÇÃO
po

PROCESSUAL
sso

79. Tem-se dos autos que o acusado ALAN AYOUB


pre

MALOUF apresentou-se desde o início da persecuçào penal co O confesso ndo


Im

6521271<717
Avenida das Flores. 91<5. 58 Med'cal Cenler. Si 802. 78 043 172. CUiabá. MT
conlalo0nuendelrol:m.com.br www.h\Jendelrollm.com.br 0@
Fls·OU0283

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
se apresentado imediata e espontaneamente à esta autoridade judicante assim que

RA
tomou ciência do decreto prisional preventivo exarado em seu desfavor. 348

RI
80. Após trés dias compareceu ao Ministério Público

LA
Estadual - eJpeájlfomenlejllnfo ao GAECO e ao NACO - onde respondeu a todos

DE
os questionamentos que lhe foram feitos, confessando todas as práticas
delituosas em que se envolveu, indicando os demais membros da

:32 AN
organização criminosa, inclusive o atual Governador do Estado de Mato

•• eventualmente causados .

81.
:46 C
Grosso, comprometendo-se a ressarcir os cofres públicos de todos os danos

14 E S
8 - IN
Nesse particular, é oportuno esclarecer que os fatos
01 OL

investigados na Operação Rémora têm um ponto de partida, um fundo que


0/2 AR

inicialmente era "desconheâdo ' .. das autoridades e que com a colaboração de


GIOVANE GUIZARDI passou a ser explorado pela acusação, qual seja: O
9/1 - C

CAIXA DOIS PARA CAMPANHA DO ENTÃO CANDIDATO PEDRO


: 1 30

TAQUES AO GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO NO ANO


DE 2014!
Em 8579

•• 82 . Desde a deflagração da operação policial,


11

percebe-se que a acusação imputa ao Defendente posição de destaque na


65

campanha do Governador Pedro Taques, afirmando que o mesmo seria um


r: 0

grande investidor financeiro e que até mesmo poderia vir a ocupar cargos
na gestão.
po

83. Essas afirmações foram desnudadas, como dito, pelas


sso

declarações do Sr. Giovane Guizardi, e desde então vem send


pre

Gl\ECO;MT para deflagrar operações em desfavor do Peticioná o.


Im

6J 2127 "717
Avenida das Floces. 945. S8 \1ed'cal Cenle·. 51 802. 78 043 172. CUlaba. MT
coniaiolilhuendelrollrn.com.or www.huendelrolirn.com.br
t GA!lTPG".
FI$·000284
- -=-.th
HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
84. Esse fato pode ser constatado no pedido de prisão do

RA
Defendente - qlle/oi ralijiúdo liaS aJegafões.fi"nais pelo MPE (fls. 25 e 26) ., veja: 349

RI
~ de 5~ ano lA: que A révelac~o dQ qu~ ALAM AYOUD ~

é lflYO!ltldor di!!" caltlpallh,a flPi&n.A3 eonh~ "qul lo que- ti "le1111;

LA
'<}~",l vtt\hfl not:cl/indo de~;.;te <} oIlIno ~lt!1t.or.l d4 2014. coma GC
podo:- v .. r:~ ,

DE
:32 AN
•• ._-
-- ------- :46 C
14 E S
8 - IN ..._. __........ _- ",

---_......_-
._-_ _. __ -
01 OL

_ .. _ ....
.. _ _ ~iI'O'f) .. _ ... .... -_.
.. _ _ _ •
0/2 AR
9/1 - C

85. A citação do Governador em exercício, nasceu no mês


: 1 30

de dezembro de 2016. Em primeiro momento, com a retirada do sigilo sobre as


Em 8579

declarações de Giovane Guizardi. Com essas revelações, nasce o pedido de

••
prisão do Peticionante, já citado, onde se reforçam as afirmações de que o
Governador teria ciência e benefício com a atuação do Sr. Alan l\1alouf nos fatos
11

investigados .
65
r: 0

86. Ocorre que "eJlranhamenle", apos prestar depoimento


na sede do G.A.ECO/l"lT, o Governo emitiu a seguinte nota·:
po
sso

;.: OT.\ DE IMPREN$.-\


pre

.-\cerca do depoimento do investigado na Operação Rêmora, Alan ~falouf. ao GAECO


Im

4 h ttp; / / wW'..V .olh ardirc rO.e orn. br I juridico I n o cic.ias / exibir. asp?i d = 3 5049&noticia = alan· malouf- joga-culpa
remam -50 brc .gui7. ardi e·· cita =c aj.x~, 2..gO\~crnn. nega

652127 4717
Avenida das Flores. 945. 58 Medicai Center. si 802. 78 043 172. Cuiaba. MT
cont al 00 huendelroltm. cor:.. br www.huendelrolim.com.br 0@
[G:A-S/PGR
tU0285
HUENDEL ROLIM,"AUV

P
UP
(Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e NACO (Núcleo de
...
3 -0

RA
:\ções de Competências Origin:irias) do \1inistério Público de j\hto Grosso, no último
v'
dia 16. e di\'ulgado à imprensa nesta segunda-feira (19.12), o Governo de )'lato Grosso
"em a público esclarecer o que segue:

RI
LA
01) O gO\'ernador Pedro Taques e o secretáno da Casa Ci\'il, Paulo Taques, negam
enfaticamente as afirmações levianas e absurdas do investigado Alan .\lalouf sobre a

DE
fantasiosa existência de \'alares nào contabilizados (o chamado "caixa dois") na

:32 AN
camp:mha de 2014, e reiteram que todas as movimentações financeiras do refendo
pleito eleitoral encontram-se dc\·idamente registradas na Prestaçào de Comas do PDT,

•• :46 C
parrido pelo qual Pedro Taques dispuwu àquelas eleições - inclusive as despesas ainda

14 E S
não pag3s - sendo que a prestaçào de contas da campanha foi aprovada sem ressalvas
pela
8 - IN Justiça Eleiroral.

02) O governador e o secreTâno afirmam. ainda, que Alan ;\.falouf jamais exerceu
01 OL

qualquer cargo Oll delegação na arrecadação de fundos eleitorais, e que todas as


doações. de pessoas físicas ou jurídicas (na época, permitidas) foram devidamente
0/2 AR

registradas. Porranw, caso haja qualquer valor que e~entualmente tenha sido
mOVimento pelo investigado c que nào esteja contabilizado, não foi utilizado na
9/1 - C

campanha, cabendo apenas e tão somente ao investigado esclarecer origem e destino

dos valores por ele mencjonados.


: 1 30
Em 8579

03) () governador e o secretário classificam as declarações do investigando como uma


tenratl\-a sordida e menfirosa de envolvê-los em ações criminosas das quais jamais

•• tiveram conhecimento, tampouco delas deram ordem ou participaram. Lamentam,


11

ainda, '1uc o im.. esrigado tente envolvê-los nos atos ilegais, contrariando lodos os

demais depoimcnfOs já prestados nessa investigaçào - com o claro propósito de desviar


65

o foco das acusações que pesam contra si ., e infotmam '1ue constituirão ad,-'ogados
r: 0

para atuar no processo judicial e garantir '1uc a verdade prevaleça. E a verdade é uma
só: Pedro Taques rem uma vida de luta contra a corrupção e os corruptos, já tento
po

enfrenrado e desmantelado imimeras quadrilhas que agiam no Estado e no país, c jamais


compacTuaria com qualquer ato ilegal, especialmente relacionado a desvios de recursos
so

públicos.
s
pre

04) Por fim, o Governo do Estado esclarece que, embora o investigado tenha
mantido relacionamento social com Pedro Taques, suas empresas ja
Im

'1ualqucr licitação ou contrato na administração estadual a partir de OI [O de

6521274 7 17
Avenloa das Flores, 945, S3 Medicai Center. 51802, 78043172, Cuiabá, MT
contato0huendelrolim.com.br www.huenoelrolim.com.br 0@
GABfPGR
Fls. 000286

H U E N D E L RO li M-
,

P
UP
201 S. uma vez que o governador, por estrita obediênçia às leis, nunca inrcrferiu e jamais

RA
interferirá em qualquer processo de aquisição ou licitaçao no ãmbiro do Governo do
Estado ou cm qualquer outro Governo.
351

RI
LA
Cuiabã-:"\IT. 19 de dezembro de 2016.

DE
eCO"1 - Gabinere de Comunicação do Governo de ~hto Grosso

:32 AN
87 . .-\ nOta surgiu de forma inesperada pela defesa,

•• :46 C
porquanto o depoimento - alé enlão sigiloso - chegou às màos do Secretário de

14 E S
Comunicaçào em tempo recorde. e sua nota bateu as portas da imprensa antes da
divulgação do depoimento. Mas vamos adiante.
8 - IN
01 OL

88. o que causou mais espanto ao Peticionantc, é que o


0/2 AR

Sr. Governador afirmou que tinha apenas "mantido relacionamento social"


com Alan, ou seja, nada de proximidade, tampouco convívio frequente.
9/1 - C
: 1 30

89. Ocorre que 1\lan sempre foi próximo ao Sr. Pedro


Taques c isso ficou demonstrado nào apenas na instrução.
Em 8579

•• 90. Repisa-se: A ACUSAÇÃO VEM AFIRMANDO


11

DESDE O INQUÉRITO POLICIAL QUE ALAN MALOUF ERA


65

HOMEM DE CONFIANCA DE PEDRO TAQUES DURANTE, OU


SEJA, É A PRÓPRIA ACUSAÇÃO QUEM FAZ AS AFIRMAÇÕES E, DE
r: 0

UMA HORA PRA OUTRA, ESQUECEU DE TAIS FATOS?


po

91. Rememore-se que a própria acusação chegou a


so

que Alan poderia exercer cargo de confiança junto ao Gove


s
pre

justamente por existir entre ambos uma relaçào de confiança!


Im

652-27 L717
Aven'da das Flores. 945. S8 Med,cal Cenler. 51 802. 78 043 172. Cuiabá. Iv11
cania to(êhLJenCelíOlm" .corr.. br wV'w'w.huende!rollm.com.br (D@
GAB I PCi.\
fls,OU0267

H U E N D E L R O L IM, A DV

P
UP
92, Toda,"ia, não é essa a verdade. Vejamos a foto abaixo:

RA
352
..

RI
.> I'

LA
" ~
. . ., . --.J

DE
I)
"!..

:32 AN
,
",

•• :46 C
14 E S
8 - IN
01 OL
0/2 AR
9/1 - C
: 1 30
Em 8579

93. Em muitas ocasiões, uma imagem vale mais que

•• MIL PALAVRAS!
11

94 . Os depoimentos prestados pelo Defendeme esmiúçam


65

fatos desconhecidos das autoridades, e apontam que o esquema já estava a


r: 0

pleno ,'apor, favorecendo, inclusive segundo afirmações do Colaborador


po

Giovane Guizardi - repassados ao D~rendrnfe' um DEPUTADO FEDERAL!


so

95, .-\demais, O Peticionante apontou as razões que


s

motivaram o crime: PAGAMENTO DE DÍVIDAS DE CAMP HA DO


pre

ENTÃO CANDIDATO AO GOVERNO, R, PE O TAQUES,


Im

ATUALMENTE GOVERNADOR DO ESTADO

652127 «717
Avenida das Flores. 94 5. S8 Medicai Cenler, si 802.
conlalolilhuendelrol,m.com.b: www.huendelrollm.com.br fi@
GAB/PGt<
fls 000288

HUENDEL RO IM, AUV

P
UP
96. A foto adrede mencionada, nos faz lembrar uma
353

RA
história recente envolvendo o Ex-Presidente Lula e seu "amigo" Palloei.

RI
97. Até dias atrás, o Sr. Pallocci era um homem

LA
inteligente ao qual LULA devia muitoS, mas, ao decidir colaborar com a

DE
justiça, PALLOCI passou a ser frio c calculista".

:32 AN
98. o filme se repete. Vejamos a nOta emitida pelo Sr.

•• Governador em agosto deste ano':

:--JOTA .-\ IMPRENSA


:46 C
14 E S
8 - IN
Acerca do pedido do Minisrério Público de Mato Grosso de compartilhamento de
01 OL

pro\'as da Operação Rêmora com a Procuradoria-Geral da República, o Governo


de r.·i3(o G rogso vem a publico esclarecer o que segue:
0/2 AR

01) O governador Pedro Taques nega enfaticamente as afirmações levianas e


absurdas do investigado .A.lan J\-falouf sobre a fantasiosa existência de \ralares nào
9/1 - C

conrabilizados (o chamado "caixa dois") na campanha de 2014. e reitera que todas


as movimentações financeiras do referido pleüo eleitoral encontram-se
devidamente regisrradas na Prestaçào de Contas do PDT, partido pelo qual Pedro
: 1 30

Taques dispuwu aquelas eleições - inclusive as despesas ainda nào pagas - sendo
que a prestação de contas da campanha foi aprovada sem ressalvas pela Jusciça
Em 8579

EleiTOral.

••
02) O governador al1rma, ainda. que Alao i\.hlouf jamais exerceu qualquer cargo
ou delegaçào na arrecadação de fundos eleitorais. e que todas as doações, de
11

pessoas físicas ou jurídicas (na época, permitidas) foram devidamente registradas.


Portanto, caso haja qualquer valor quc c"entualmente tenha sido movimento pelo
investigado <.' que nào esteja contabilizado, nào foi utilizado na campanha,
65

cabendo apenas e tâo somente ao investigado esclarecer origem e desüno dos


,·alores por ele mencionados.
r: 0

03) O governador classifica as declarações do investigando como uma tentativa


po

sórdida e menfirosa dt.' eO"oh'ê-Io em ações criminosa:;; das quais jamals teve
conhccimenlO. tampouco delas deu ordem ou participou. Lamenta, ainda, que o
uwest.igado tente coyokê-Io n05 atos ilegais, contrariando rodos os demais
so

depoimentos já prestados nessa inyesrigação - com o daro prop' siro de dcs


o foco das acusações que pesam contra si -. e informa que consti iu ad gados
s
pre

5 hrm:/ í rcv1$raguem.globo.com /Rt~'\,sta lüucm/012E~f I 53480-9531,00


Ll1LI + DE\'() + ~lL'IT( J+ ~!.\S+ ~ll1IT( J+ .v)+ .\"T( )"10+ P.\LOCCl.hunl
Im

, ht1jl:11 vcja.abril.com.br /poliucal a·moro·lula-clasSlfica·paloccl·como·frio .... calc


~ htrp:// "'''\'W .midianc\\.'s.com. br I policieal raques-declaracoe$-de-alan-rnalouf-s -sordidas-e -mentirosas/304 ;18
31

éS 2127 4717
Avenida aas F.ores. 945. SB Medica, Cenler. si 802. 78 043 172. CUiabá. MT
conlaloràhJendelrOI''''.corr',.br www.huendelroltm.com.br (!)@
GAB/PGR
Hs·000289

HUENDEL ROL

P
UP
para aruar no processo judicial e garantir que a verdade prevaleça. E a verdade é
uma só: Pedro Taques tem uma vida de lUll'I contra fi. corrupção e 05 corruptos, já

RA
lento enfrenrado e desmantelado inúmeras quadrilhas que agiam no Estado c no 354
país, l' jamals compacw3n3 com qualquer ato ilegal, especialmente relacionado a
dcs,,"ios de recursos públicos.

RI
04) O governador Pedro Taques já prestou, no dia 04 de maio de 2017,

LA
informações â Procuradoria Geral da República sobre fi. mesma Operação,
apontando os equívocos do depoimento do empresário Alan Malouf, já narrados

DE
acima, e restabelecendo a verdade dos fatos.

:32 AN
OS) Por fim. o COI,"crno do Estado esclarece que, embora o investigado tenha
mantido relacioo::lmenro social com Pedro Taques. SUll5 empresas jamais

••
\'enceram qualquer licitação ou contrato na administração estadual a partir de 01

:46 C
de janeiro de 2015. uma vez que o governador, por estrita obediência às leis, nunca

14 E S
interferiu e jamais interferirá em qualquer processo de aquisição ou licitação no
âmbito do Gove,rno do Estado ou em qualquer outro Governo .
Cuiabá-~1T, 21 de agosto de 2017.
8 - IN
CCOM - Gabinere: de Comunicação do Go\'erno de Mato Grosso
01 OL
0/2 AR

99. o relacionamento não era apenas social. O Sr.


Governador frequentava a casa do Peticionante, sendo que a maioria das
9/1 - C

reuniões de campanha se deram lá - mais de cem -, mas isso passou


: 1 30

desapercebido na memória do chefe maior do Estado de Mato Grosso.


Em 8579

100. Esses pontos trazidos nesta petição final, sào de suma

•• importância para demonstrar que o Peticionante colabora profundamente para


11

a apuracão final deste c outros possíveis delitos que estejam a ocorrer, sem
65

contar com a comprO\'açào de caixa 2 na campanha de 2014 do Governo Pedro


r: 0

Taques.
po

101. Portanto, os depoimentos prestados desde a fase


sso

inquisitorial, confirmados e corrobo os em juízo, demonstram que o


Peticionário está sil colaborand com a justiça e "dando" os caminhos para
pre

se chegar ao "sII/tào".
Im

65212747'7
AVEnida das F.ores. 94S. 5B Medica' (enter. si 802. 78043172. CUlaba. MT
contato011uendelrollnl.com.br www.huendelrolim.com.br (D@
GA81PC:iR
fls. 000290.-1....
HUENDEL ROLIM, AD

P
UP
102. ,,, fase que determinou a segregação do Peticionante,

RA
recebeu o nome de "Grão- Vizir", que significaS: 355

RI
em "\"izir" era um ministro c conselheiro de um sultào, ou rei, da andga Pérsia.
O (ermo significa I.iteralmente "ajudante". Grão-Viúr era a mais alta autoridade,

LA
depois do sultão, durante o lmpério Otomano, e era considerado como um
representante deste e atuava em seu nome",

DE
103. Por qual razão a acusação daria nome "tão sJlgestivo" a

:32 AN
etapa que determinou a segregação do Peticionante? A resposta é simples:

•• :46 C
Porque os mesmos já tinham/têm indícios de que ALAN MALOUF ATUAVA

14 E S
DURANTE A CAMPANHA E DEPOIS DELA, EM NOME DO SENHOR
PEDRO TAQUES!
8 - IN
01 OL

104. Não é responsabilidade jurldica do Defendente


0/2 AR

chegar ao "sultão", sua função enquanto acusado disposto a colaborar é


indicar o caminho, deixando a cargo dos poderes constituídos, a
9/1 - C

persecução penal para tanto, o que, com a devida vênia, está concretizado
: 1 30

com sua efetiva colaboração.


Em 8579

105. Por consequência lógica, utilizando inclusive as

•• peças acusatórias, a atuação do defendente está sim - conforme confessada


11

- Iie;ada ao Governador Pedro Taques, beneficiário direto dos fatos


65

apurados na Operação Remôra/Grão-Vizir.


r: 0

106. '''pós esses relatos e raciocínio didático sobre a postura


po

do Defendcnte perante a persecução penal, oportuno registrar o parecer da lavra


sso

do eminente Procurador de Justiça Domingos Sávio a exarar parecer junto ao


Recurso em Sentido Estrito n° 56267/2017, oposto pelo GAECO
pre
Im

B http:/ jU"""U'.dlcionanoinfonnal.com.br/significl'Ido/grão.vizir/2051/

652127 L7i7
Avenida das Flores. 945. 58 Medicai Center. 51802.78043172. CUiabá. MT
conlato0h uendelrolif1l cOrfl.br 'IVI/'/W .huef)delroll rn.com.br (D@
P
UP
finalidade de rcyogar a prisão domiciliar do Dcfendeme, pugnando pelo

RA
improvimcl1to da irresignaçào Ministerial, conforme abaixo:

RI
LA
Com efeito. é fato IncontestliveJ que o recorrido.
'~", •• ,t."): ;~p6~ ter Sido dKretedl!ll sua Prlslio Prevent1va~ apresentou...se.

DE
·,,".:''''!··cm~ru:n. pe",nte a mQglstraCla titular da Sétlma Vllra Crfmlnal da
l '''T,.''~' de C..",.boi, quando. entllo. a ordem de d8usura foi cumprida. Th!$
"."'~ de 0.$. AIAn Ayoub 104"'0"'. compareceu ao Ministério Público ". pe",,,te

:32 AN
'zndo

••
os membros do Grupo de Atuaçlo Especial Contra o Cnme orgam
lGAECOl e do Coordenador do Núcl~ de AçOes de Compet~nc.liJ Originárias

:46 C
(NACOJ. confessou seu envolvimento n. trame c"'minosa e. Inclusive.

14 E S
detalhOU. mínudentemente. como funCIOnaya aquele esquem •. indicando, até
mesmo. cutras tantas pessoas. Inclusive detentor.5 de prerrogat'va de foro.
8 - IN
que também estariam enredadas na maqulnaçao (fts. 17-23). Depois disso. o
recorrente voltou a ser interrogado pelos Promotores de Justiça que atuam no
01 OL

GAECO e por Delegados de Policia. tendo. naquela ocasião. ratificado tudo o


que havla dito anteriormente. esclarecendo. também outros aspectos de
0/2 AR

interesse das autoridades que estavam à frente das investigações (fts. 127·
130). Ademais. é fato público e notório. posto que veiculadO. amplamente.
9/1 - C

pela imprensa. que O recorrido. quando interrogado em JuIzo. manteve a


mesma postura. confessando sua participação na trama criminosa. detalhando
: 1 30

como era o funcionamento do esquema. indicando outros agentes criminosos e


a forma de partidpação de cada um.
Em 8579

••
107. Outro ponto que merece destaque e deve ser
11

esclarecido, diz respeito ao real "dano" ao erário. Inicialmente, vejamos o


quadro demonstrativo divulgado pela festejada Controladoria Geral do Estado:
65
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6521274717
Avenida Das Flores, 945, SB Medica, Cenler, 51802, 78043172. CWI
contato0hL..eJ 1delro: ,'Ti. com. br www.huendelro!lm.com.br (D@
I GABIPGR
~Is.oli O292

HUENDEL ROLIM, ADV

PP
o

AU
108 relatório apontou em suma que o dano não se
aprox1ma nem de longe aos milhões citados pela acusação, vejamos o que 357

IR
disseram os técnicos em nota emitida a imprensa 9 :

AR
.\ Connoladona Geral do Estado (CGE.:\1T) finalizou a auditoria nas obras licitadas e contratadas

L
pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e investigadas na Operação Rêmora, do Gacco

DE
(Grupo de Atuação Especial Conlra o Crime Organizado). Conforme o rehuório. foi identificado
dano potencial na ordem de RS 370 mil a RS 400 mil.

:32 AN
Dos certames analisados, que somam R$ 56 milhões, a CGE apurou que foram efcti\'amentc
licilados RS 21.5 milhões e, desse valor. foram executados apenas 1i%, o equi\'a1cnre a R$

•• 3.707.930,49. Diante disso, o dano potencial aos cofres do Estado é de R$ 370 mil a RS 400 mil.

:46 C
:\ CGE auditou todas as liCltações realizadas pela Seduc desde a data do supos(O conluio, em

14 E S
setembro de 201 S. das empresas indiciadas pelo Gaeco. O relatório será encaminhado ao ~tinistêrio
Público c de\'cra atL'(iliar a ação penal em andamento, bem como devl..-ni fazer parte do lista de provas
do proCC$SO ~dministracivo da rcsponsabilização (Lei Ancicorrupção).
8 - IN
() maior certame seria () decorrente do Ediral de Licitação de Concorrência Pública n.
01 OL

003/2015/~t'duc.
no \-aJor de RS 22 milhões.

:\ liól'ação foi iniciada, mas o processo nào foi concluído porque: a Seduc revogou o edital em janeiro
0/2 AR

de 2016. ou seja, antes da Operação Rêmora, realizada em 03 de maio. A revogação atendeu ao


Parecer de .\uditoria n. 34/2016 da CGE, bem como a orientações da Secretaria de Estado de
C;est~() (Seges) e do Conselho de Desenvoh-ime-nto Econômico e. Social (Condes).
9/1 - C

:"\;'0parecer, a CGE recomendou tempestivamente a rcvogtlção do edital por conter graves vícios
que restringiam a compctiti\1dadc na contratação de serviços de manurenção das escolas de Cuiabá
e \. ár"-ca Grande.
: 1 30

Seguindo a análise de audiroria, a CGE constatOU que wn bloco de hcitações no \ralor de RS 13


Em 8579

milhões também estava na mira do suposto esguema. Como a realização dos certames estava
programada a partir de julho/2016, os processos não prosseguiram dC\''Ído ã Operação Rêmora, em
que foi e\-idenciado que os empresarios ti"eram acesso aos dados da fase interna .

•• Outras 16 ohras. no montante de RS 11,5 milhões. foram alvos do suposto esquema. Elas foram
11

licitadas e contratadas entre a data da reuniào das empresas para arquitetar o suposto conluio e a
denagração da operação policial.
65

}.;otrabalho. a CGE apurou gue, dos R$ 21.5 milhões, foram executados apenas 17%" o equivalente
a RS 3. 7 07.930.4-9. Três obras sequer foram iniciadas. "~~o fosse a colaboração do denunciante, a
r: 0

im,'estigação do Gaeco, a auditoria da CGE e a imediata interrupção pela Seduc dos contram.!> objetos
da ()peração Rêmora, o dano material ao erário poderia ter sido maior". ressalta o secretário-
comrolador geral do Estado. Ciro Rodolpho Gonçalves.
po

109. :\0 analisar a denúncia e as alegações finais,


so

Crer o ~'lPE ao 1UlZO, que O rombo causado é de RS 56.000.000,00 (cin uenta


s
pre

seis milhões) o que nào é verdade.


Im

'} htrp:/ I \II'WW .mt.go\', br /-/S0326::!S-cge-finaliza-relarorio-sobre-contraros-invesnga

6521271,7'7
.Avenlda das Flores, Y45. 58 ,'-'!edlcal Cenier, si 802, 78 043 172. CUiabá. MT
www.huendet:..olim.com.br 0@
[GAB/PGRl
C000293 I

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
110. Portanto, por mais que o G.-\ECO/MT tente induzir o
3;:)8

RA
Juízo a crer que o "rombo" causado pela atuação deste grupo na SEDUC tenha
sido na ordem de milhões de reais, tal assertiva nào condiz com a prova dos

RI
autos, tampouco com a auditoria apresentada pela CGE.

LA
DE
111. Nào há nos autos a acusação em desfavor do
Peticionário de que tenha determinado o superfaturamento em qualquer

:32 AN
••
procedimento licita tório .

:46 C
14 E S
112. .-\ té porque, ficou comprovado nos autos, que o
mesmo nunca esteve com qualquer empreiteiro, tendo contato restrito a
8 - IN
GIOV,-\NE, PERMÍNIO e outros membros do núcleo de operação em poucas
01 OL

oportunidades, em ambientes externos a SEDUC.


0/2 AR

113. :-Iais que isso ..-\ propina era garantida da pane oriunda
9/1 - C

dos lucros dos empreiteiros c nào da combinação superior de valores conforme


: 1 30

também mencionado pelo COLABORADOR GIOVANE GUIZARDI.


Em 8579

114. Perceba que o relatório da auditoria aponta um valor

• bem inferior ao que foi apontado como "arrecadado" por GIOVANE


11


GUIZ,-\RDI, que em seu depoimento afirmou:
65

• ••• - , ... -_.- ............. '"1 ..... ,..; U~ U':::lJ'r.d~:.t: c..unversanao


r: 0

reservadamente; QUE até a deflagração da operação "Rêmora" foi arrecadado


de propina pelo declarante aproximadamente R$ 1.200.000.00 (um milhão e
po

dUZIlntos mil reais). ficando o dHlarante com R$ 120.000,00 (cento e vinte mil
~
sso

115. Ora, tivesse esre valor sido superfaturado, certamente


pre

a CC;E/:vn teria apontado tal situação.


Im

6:; 2127 4717


Aven,Oa das Flores, 94~, 58 Medicai Cenlee, 51 802. 78 043172. CUlaba, MT
COn[alO(à~ .... endelj"Q m.com.br www.r..Jende:rohm.corr..br fi@
GABI PGR
Fls. 00029~
1

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
116. Isso nào só reforça, mas comproYa que os \'alores

RA
"arrewdadoJ" a título de retorno para pagamento de dívidas de campanha do 3S9
Candidato ao GO\'erno em 2014, originam-se do lucro empresarial das obras

RI
licitadas e nào de qualquer superfaturamento.

LA
DE
117. Nesse passo, oportuno registrar um recente
entendimento judicial, proferido em uma ação envolvendo empreiteiros na

:32 AN
denominada operação Lavajato:

•• PROCESSO OESIDAATAOO

:46 C
14 E S
Pagamento de propina na "lava jato" não
8 - IN
significa dano ao erário. afirma juiz
01 OL

10 d" laneJr(;' de ::01 '7, tOhH,


0/2 AR

POr Felipe Lychete

Empreiteiras nllo devem ser obrigadas a devolver aos cofres públicos


9/1 - C

dinheiro gasto com propina quando a quantia saiu das próprias empresas,e
não da administração pública, AssIm entendeu o juiz federal Friedmann
Anderson Wendpap, da l' Vara Federal de CUritiba, ao rejeitar pedido do
: 1 30

Ministério Público Federal em ação de improbidade administrativa contra


executivos da Galvão Engenharia, a própria construtora (como pessoa
Em 8579

juridicaJ e o ex4iretor da Petrobras Palllo Robeno Costa.

••
Procuradores da República queriam que os réus devolvessem R$ 75,6
milhOes, mas o juiz não viu sentido nessas alegaçOes, por "uma singela
11

razão·: '0 que a Petrobras pagou, em verdade, foi o preço do contrato e em


razão de um serviço que, em tese, foi realizado a COntentO. Logo, o
65

pagamento da propina nAo implica, ;pso fado, dano ao erário, mas


desvantagem. em lese. às próprias contratadas".
r: 0

o juiz entende que, mesmo considerando o relato de que a propina baseava-


se em uma pane do contrato, de pelo menos 1%, o raciocinio é ·sofismático·
po

por dois motivos. "Em primeiro lugar, porque é possivel também que as
empresas tenham pagado esse valor a partir da margem de lucro insira à
álea do negócio." Além disso, afirma, os atos ímprobos seriam consequência
so

na verdade do superfaturamento dos contratos - tema tratado em outra


ação conexa, ajuizada pela União.
s
pre
Im

6521274717
Avenida das Flores. 9/,5. 5B Medica, Cenler. si 802. 78 043 172. Cuiabá. MT
cOr'Jlato0huendelro[ITl com br www huendelmlJm.com.br (D@
GAB I PGR
Fls. 000295

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
118. Logo, o fato de empreiteiros pagarem propina a

RA
agentes públicos não gera de forma objetiva, dano ao Estado. O dano deve ser
.~
.)0
r O
provado e in caSII, O que restou prm·ado é que a propina foi paga com o lucro

RI
obtido pela realização das obras.

LA
DE
119. Esse raciocínio se faz necessário neste momento, uma
\'Cl que o Peticionante já ressarciu aos cofres públicos os valores que obteve do

:32 AN
referido "esquema". preenchendo mais um requisito exigido ao Colaborador, pela

•• legislação vigente .

120.
:46 C
14 E S
Ou seja, houve colaboração efetiva, espontânea e
8 - IN
voluntária por parte de ALAN AYOU MALOUF, cujos termos resultaram na
01 OL

identificação e robustecimento indiciário/probatório em desfavor de


0/2 AR

outros membros da Orerim, revelação e comprovação de sua estrutura


hierárquico-orllanizacional, recuperação dos prejulzos causados pela ação
9/1 - C

da entidade e prevenção de novas infrações penais a partir deste ato - sendo


: 1 30

absolu/amen/e eji'ca'C suaJ dedararõe.r.


Em 8579

121. A colaboração é um meio para obtenção de prova.

• Isso já está pacificado perante o Supremo Tribunal Federal, ou seja, as


11


declarações e o conjunto probatório constante no bojo desta ação, trazem sim,
65

indícios que dC\'em ser apurados face a outros membros que ainda não sofreram
r: 0

investigação e tem sim, participação no feito ou sào beneficiários de valores


obtidos com a ação dos ditos" operadores ".
po
sso

122. Por esta razão, verifica-se que, do ponto de vista


fático, houve evidente e indiscutível colaboração por parte do Réu junto ao
pre

presente feito, uma vez que os requisitos e objetivos impostos pelo art. 4°, '-"P"l,
I, 11, III e IV, da Lei n° 12.850/2013, foram respeitados e ale
Im

65212 7 "717
Avenida das Flores. 945. S8 MedICai Cenler. 51 802. 78 043172. CUlaba. MT
coniaIOlâhuendelrollm.cam.pr vWlw.hvendelrolmcom.br [l@l
GAElI P~R-­
FIS,OU0296

HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
efetivamente, razão pela qual faz jus ao recebimento dos benefícios decorrentes
do ato,

IR
361

AR
123. ;\Iesmo porque "comprovada a ~ficááa obje/i/Ja das
inforllJafõe,( prestadas pelo agente, a aplicarão do prêmio legal inerente á respWiva colaborafão

L
DE
premiada f medida qlle se impõe "10,

:32 AN
124, Logo, embora o ato de homologação nào tenha sido

•• :46 C
efetivado, a Colaboração Premiada é evidente, razão pela qual o Acusado detém

14 E S
o direito subjetivo de receber os benefícios decorrentes do ato,

125,
8 - IN
01 OL

Neste sentido, diz a doutrina especializada que

"( ... )por mais que a existência desse acordo não seja condição sine quo Don para a
0/2 AR

concessão dos prêmios legais decorrentes da colaboração premiada (... )11"


9/1 - C

126, Na mesma toada, em artigo sobre o tema, Afrânio Silva


Jardim reforça que:
: 1 30
Em 8579

"Tendo em vista que a nussa proposta busca "recuperar" o pnocíplo


constitucional da indh'idualizaçào da pena c preservar um sistema jurídico

•• que nào impeça a garantia, também constitucional, de o juiz decidir segundo


o seu convencimento, julgo caber aqui técnica da interpretação conforme a
11

constituiçào. Assim. podemos entender que tal defeituosa regra estaria


permitindo ao magistrado, deu/{' que haja postulação neste sentido, a concessão
65

de perdão judicial ao réu (na sentença final), mesmo que não exista o
r: 0

acordo de cooperas;ão, mas a cooperação tenha se efetivado por


"delação unilateral" do réu, conforme ocorre nas diversas leis
anteriores à Lei 12.850/2013. Tais leis regulam prêmios ao "delator", sem
po

prévio acordo com o ~(inistério Público ou com a autoridade p licial.


I2H
s so
pre
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"'I.I~I.\. Renalu Ur:lsilciTl) de. Lcgil>laçAo Criminal &Jtecial Comentada. 4. lod, :-;;th';ldor: Ju~PODI\'M. 2016. p. 532-
11 I.IM;\. Rl'nalo Brasileiro de. Legislação Criminal EIIJteeial ComentAda. 4. ed. Sah':ldor: JusP()[)I\' M, 2(11(" p. 547.
!! http://www.coniur.c<,m.br/2ilI5.rM.lI-l R/arranit'.jatwm-ludiC13.ri f ..... na').rt"rem-acordl)1;.dcl;ll:a o .prl.--rrUada

6521274717
f.>,venida das Flores, 945, S8 Medicai Center, si 802, 78 043 172, CUiabá, MT
contato<1lhuendelrollm.com.br 'Nww.huende\rolim.com.br (D@
GAB/PGR
Fls. OOO2 9 7

HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
127 Sobre o tema, além da doutrina, convém ressaltar que
o Supremo Tribunal Federal, ao analisar o INQ 3204jSE destacou, analisando 3G2

IR
tese de um dos denunciados, na decisào que recebeu a exordial que:

AR
"J U AREZ sustentou fazer jus aos benefícios da colaboração premiada,

L
por ter voluntariamente delatado o outro denunciado. Como

DE
esclarecido pelo Ministério Público, a delação não foi precedida
de acordo. Isso, por si só, não exclui a possibilidade de eventual

:32 AN
aplicação de benefícios ao delator. No entanto, a gradação de


even tual redução de pena c mesmo a aplicação do perdão judicial

:46 C
deverào ser analisados na fase de julgamento. Não é viá,·e! extinguir,

• 14 E S
de pronto, a punibilidade do denunciado." (lnq 3204, Reiator(a): Min .
GID1.\R ~IE;o.;OE'. 'egund. Turma, julgado em 23/06/2015, .\CÓROAO
ELETRÓ:-<ICO OJe-151 Ol\TLG 31-07-2015 PUBLlC 03-08-2015)"
8 - IN
01 OL

128. }, jurisprudência relata situação idêntica a tratada neste


feito. Talvez aqui com maior gravidade, pois Alan delatou membros que detém
0/2 AR

alto poder político e financeiro do Estado de Mato Grosso, fazendo com que
9/1 - C
: 1 30
Em 579

11 Inquérito. Competência originária. Penal c Processual Penal. 2. Conexão. Julgamento conjunto. Inquéritos 3.204,

3.221 e 3.516. 3. Notificação por bora certa. l..c!i 11.719/08. que alterou o ano 362. Compatibilidadr com o rito do

••
procedimeDIO penal originário. Denunciado que Se oculta para não n!ccber a notificaç:io pessoal. lnwsténcia de
18

nulidade. 4. Denunciados sem foro originário no STF. Ci!>ào.juízo dt= conveniência do Tribunal. Fatos intimamente
ligados. Proximidadt= da prescrição. Análise da denúncia quanlO a lodos os denunciados. 5. Poderes de investigação
do Ministério Público. In\'estigação em Inquérito Civil, instaurado para apurar at05 dt= improbidade administrativa.
51

Competência prevista de forma expte~sa na Constituição Federal - BtL 129, IH. 6. Quebra de sigilo bancário
determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Strgipe, (oro competente para julgar deputado cstadual. 7. Busca
06

c apreensão aparentemente decretada como medida prcparatória. à ação ci\il pública por improbidade adminisuam's,
requerida incidentalmente ao Inquérito Civil. Competência do juiz de primeira ipstincia. 8. Documentos não
autenricado~ - art. 232, parágrafo único. Admite~st= a utilização de cópias simples como prova, ude8dc que possivd
r:

a arériç~o de sua. legitimidade por outtu mdu idlultO fl - BC '10814, r~b(o, mino Celso de MeUo t Primeira Tunno.,
julgado em 1".3.1994. 9. Inépcia da denuncia. São aptas as denúncias que descl'CVem suficientemente os fatos e a
po

contribuição dos imputados. 10. Os crimes do art. I'" do Decreto-Lei 201/67 sâo próprios dos prefeitos, mas é viá'gel
participaçào de terceiros, na forma do arL 29 do CP. 11. Colaboração premiada. A delação voluntária
de outros implicados, sem formalização de acordo com a acusação, não impede o
sso

oferecimento da denúncia. Eventuais beneficios pela colaboração serão avaliados na


fase de julgamento. 12. Coação moral. A coaçao moral ittCsistlvcl poderá ser demonstrada no CUtllO da
pre

imiuução. 13. Justa Causa. Peculato do prefeito - art.. 1", I e li, do Deercto--Lei 201/67, de modo continuado, oos
moldes do IIrl. 71 do Código Penal, e em concurso de agentes entre os denunciados. a teor do art. 29 do CP. Formaçlo
de quadrilha - art. 288 do CP. Prov... suficiente da materialidade. Indfcios suficientes de autori salvo quaRl o
Im

denunciado Regivaldo. 14. Denúncias recebidas, salvo quanto ao denunciado Regivaldo. (Inq 320 Relator . Min.
GILMAR MENDES, S<gunda Tu""., julgado <m 23/06/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJ< 1 LG ll-
07-2015 PUBLlC 03-08-2015)

6521274717
Avenida das Flores. 945. SB Medicai Center. 51 802. 78 043 172. Cuiaba.
conlal00huendel r O\H:l CO!'T'.br www.huendelrolim.com.br (I)@
GAB/PGR
fls. OOO2 9 8
----:oJ~....
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
suas declarações mereçam, ainda maior releváncia no momento da aplicação da
pena. 353

IR
AR
129. Logo, de acordo com a Corte Máxima da República,
não é obrigatório que os benefícios decorrentes da Colaboração Premiada sejam

L
DE
precedidos de acordo formalizado com O Ministério Público, bastando que os
requisitos estipulados no art. 4° da Lei nO 12.850;2013 estejam presentes .

:32 AN
•• 130.
jurídica, tal como a possibilidade de

:46 C
Esse entendimento vem crescendo na comunidade

14 E S
O acordo ser celebrado pela Polícia, ganha
um impulso após o rumoroso caso que envolve o ex-marqueteiro do PT, DlIda
8 - IN
MendonFa.
01 OL
0/2 AR

131. Essas questões que envolvem a colaboração avançam,


na medida em que a doutrina e a jurisprudência começam a analisar os casos
9/1 - C

concretos, o que torna o instituto da colaboração - em sentido amplo - mais forte.


: 1 30

132. "-Ianter o raciocínio de quem só que assina um acordo


Em 579

está colaborando com uma investigação, seria enterrar o conceito básico do texto

•• legal, porquanto colaborar signi fica 14 "trabalhar fimto" ou simplesmente "aiudar".


18
51

133. Tanto assim o é, que em recente manifestação, em


06

sede de alegações finais, o Grupo de ;\tuação da Lavajato em Curitiba,


r:

requereu a concessào dos benefícios da Colaboraçào a réus que não haviam


po

assinado o competente acordo, no rumoroso processo que apurava a


sso

responsabilidade do ex-presidente da republica no caso "Irip/ex".


pre
Im

1.1 h[rp~:/.I~· .gramatica. nct. br I ongem-das-pal:wras/ etimologia-cle-colaborar I

ó5 2127 4717
Avenida das Flo,es. 945. 58 Medicai Center. 51802.78043172. CUiabá. MT
co ~lato(ahuer.delrO\ TT'. corn. b r
>/I/WW. nuendelr 011 m .<.on 1. b!" 0@
GAB/ pC;'j{
ris. 000299

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
134. Vejamos a matéria do site especializado em conteúdo
364

RA
jurídico, Conjuro

RI
ACUSAÇÃO ASSISTIDA

LA
Executivos da DAS devem ter benefício de

DE
delator, mesmo sem acordo, diz MPF
~Imprimir mEm!iaI nU. Rio rrll2. C

:32 AN
• por Matheus Teixeira

:46 C
• 14 E S
o proprietário da construtora OAS, Leo Pinheiro, e o executivo da empresa
8 - IN
Paulo Gordilho não precisaram nem fechar um acordo de delação premiada
01 OL

para conquistar beneficios junto ao Ministério Público Federal.


0/2 AR

o fato de terem "prestado esclarecimentos espontaneamente" é o suficiente


para que tenham a pena reduzida pela metade, defendeu o MPF em
9/1 - C

alfg~ões [mais apresentadas nesta semana no processo em que ambos


: 1 30

respondem, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por


corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro.
Em 8579

•• Para os procuradores da "lava jato", como os empresários confessaram os


crimes praticados e contaram detalhes "acerca da responsabilidade de
11

coautores e partícipes nos crimes", ambos merecem tratamento


65

diferenciado em relação aos outros cinco réus no processo. Aentrega de


r: 0

provas documentais sobre os acontecimentos, que não eram de


conhecimento das autoridades públicas, também pesou na decisão, segundo
po

as justificativas apresentadas pelo MPF.


sso

Ao reformar sentença de primeira instância do juiz Sergio Moro, o Tribunal


ª
Rggional Federal da 4' Região elevou pena de Leo Pinheiro. fi vembro
pre

do ano p-assado,"'p-ara 26 anos. Atualmente, ele está preso,


Im

652121 11717
Avenida das Flores. 945. S8 ivl"a.cal Cewr. Si 802.78043172. CUiabá. MT
cQr'lato0huende[ro;lrr'.cOfT\,br www.htJende\rollm.com.br fi@
GAB/PGRl
ris. 000300 .....

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
135. Esse noyo cenário é importante para a elucidação de

RA
delitos nos crimes que enyolvem autoridades poderosas, razão pela qual, somada 365
ao entendimento jurisprudencial citado, nada impede a concessão dos

RI
benefícios ao ora Defendente, vez que sua colaboração foi reconhecida, até

LA
mesmo, por um Procurador de Justiça.

DE
136. Mas não é só .

:32 AN
•• 137.

:46 C
Outro ponto que merece destaque: o acusado ALAN

14 E S
AYOUB MALOUF não era líder da Organização Criminosa em questão,
cumprimento papel meramente intermediário, nào passando de mero laço de
8 - IN
interação entre o Núcleo de Empreiteiros, o Núcleo de Agentes Públicos, o
01 OL

Núcleo de Operação e o Núcleo Político (revelado pelo acusado na fase


0/2 AR

investigatória c confirmada durante a instrução processual - de onde provinham as


ordens e diretionamentOJ sobre a atuarão do ente ,-riminoso, bem ,·omo principal beneficiário
9/1 - C

do e.rquema em tela.
: 1 30

138. Conforme bem mencionado no depoimento de


Em 8579

GIOV,\NE GUIZARDI, o esquema i-ª existia, sob a gestão e orientação de

• outros denunciados, veja:


11


65

ano de 2014; QUE pela visão do declarante não foi ele qUem criou a refe;ida
organização, mas quo> so> viu envolvido a participar do quo> abaixo relatará
r: 0

através da pessoa de. ALAN MALOUF; QUE quando o ALAN o envolveu nesse
po

negócio iUdto já existia uma organização crimin05i\ operandQ dentro da


SEDue por PERMiNIO PINTO FILHO. FÁBIO FRIGERI. LEONARDO GUIMARAES
sso

R?DRIGUES e RICARDO SGUAREZI; QUE conhece ALAN MALOUF de,do> a sua


i .. I.; ....... ; ... ___ .• _
pre

139. Embora o Parquet afirme que ALAN AYOUB


Im

MALOUF era um dos líderes do referido organismo criminoso, ohs ue

65 2127 ~717
Aveclda das Flores. 9"5. 58 'Aea cal Cen'er. si 802. 78 043 172. CUiabá. MT
COr.ia~orahtJendelrOllrr. corrLbr vvvvw huende!roliM.com.br fi@
GAB I PGR. --1
Fls. 000301

HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
o órgão acusador contradiz a sua própna alegação, conforme se infere nas
declarações do Colaborador Giovane Guizardi, e posteriormente com a 36'6

IR
apresentação de memoriais finais neste feito, eoo forme se verá adiante.

AR
140. Vejamos em deralhes. Após tecer um panorama da

L
DE
estrutura organizacional do organismo criminoso e indicar a existência dos
Núcleos de Empreiteiros, de Agenres Públicos e de Operação, o Ministério

:32 AN
••
Público Estadual diz em sede de alegações finais:

:46 C
14 E S
"Esta estrutura. toda\yia, não é a disposição final, já que paulatinamente foram
surgindo e até hoje em !'cndo revelados outros integrantes da organização
criminosa. bem como ourras [unções desempenhadas dentro dela, de modo que
8 - IN
na medida em que a im'cstigaçào avança uma nov aparte da tela da organização
criminosa é pintada e, portanto, somente ao final do trabalho, que ainda continua,
01 OL

é que se poderá H~r a imagClTl completa.


0/2 AR

Nesre sentido, as nO\'3S pro\'as culhidas na it1\'est.igaçào apontaram para a


existência de um núcleo político da organização criminosa, bem como para, ao
9/1 - C

invés de um líder como se penS3\'a anteriormente, um núcleo de liderança, do


qual fazem parte, além de outros, as pessoas de PERMÍNIO PINTO FILHO,
então Secretário de Educação, e o recém descoberto integrante ALAN AYOUB
: 1 30

MALOUF." (Páginas OS c 06 das Alegações Finais do Ministério Público).


Em 579

141. Quem seriam estes outros? Não seriam pessoas


indicadas pelo Defendente? Não seriam pessoas que detém foro por
18

prerrogativa de funs;ão? Por qual razão o órgão acusador não quis


51

mencionar seus nomes? Seria para não perder sua atribuição jurisdicional?
06

142. São perguntas que talvez o tempo responderá!


r:
po

143. Mas pode-se presumir que, de dlla ... lima: (i) ou o


sso

Ministério Público Estadual analisa os fatos elucidados pela investigação


e pela instrução processual com os olhos do passado, por isso deixa de
pre

perceber que ALAN AYOUB MALOUF não passou de mera ""e~n'"T=_=./


Im

intermediária, simples elo entre os núcleos descortinados anterior

6S 2!27 4717
Avenida das Flores. 945. S6 Medicai Cenler. 51802. 78 043 172. Cuiabá. MT
contaiotí3huendel r o:im.cGiT1.br WINVV .huendelrolJm.com.br 0@
GAB/PGR
tis. 000302

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
o Núcleo Político - cuja existência somente fora demonstrada a partir dos , .- '7
JQ

RA
esclarecimentos prestados após a confissão efetivada peJo Réu -, ou, (ii)
não pode mencionar os verdadeiros líderes da Ocrim, por questões

RI
atinentes a ausência de sua atribuição funcional!

LA
DE
144. E aCJui reside a afirmada contradição: ao mesmo
tempo em que diz ser ALAN AYOUB MALOUF o líder da organização

:32 AN
criminosa, o Ministério Público Estadual admite que as investigações, a

•• :46 C
confissão e declarações do Réu comprometeram com indícios suficientes

14 E S
o Governador do Estado de Mato Grosso JOSÉ PEDRO GONÇALVES
TAQUES, além de ter mencionado
8 - IN
"de forma comprometedora o
Deputado NILSON LEITÃO" (página 139 das Alegações Finais do
01 OL

Ministério Público Estadual - Requerimento Complementar).


0/2 AR

145. E mais, admite que podem existir outros líderes,


9/1 - C

rememore-se:
: 1 30

Neste sentido, as nO'";\5 pro\"as colhidas na investigação apontaram para a


Em 8579

existi'neia de um núcleo político da organÍlaçiio criminosa, bem como para, ao


invês de um líder como se pens:t\-a alHcriormeotc, um núcleo de liderança. do


9ual fazem pane, além de outros, as pessoas de PERMÍNIO PINTO FILHO,
então Secretário de.' Educação, e o recém descoberto integrante ALAN AYOUB
11


MALOUF." (Páginas 05 c 06 das Alegações Finais do Ministério Público) .
65

146. Não quer a defesa parecer cansativa nestes


r: 0

argumentos, mas tais fatos são reveladores que Alan nunca foi Iider de
Ocrim alguma e a acusação sabe disso, pois a mesma é quem redige a peça
po

acusatória final.
sso

147. A bem da verdade, como dito, tais afirmações são


pre

suficientes para os pedidos preliminares - il/i'ompnêl1âa . serem ~a~c.l!a~~~/


Im

6521274717
Avenida das Flores. 945. SB Medica' Cenler. 51 8C2. 78043172. CUlaba. MT
conlalotanuendelrOi,m.corr.br www.hue:1delrol!m.com.br fi@
GABI PGR
ris, OOC3 03

HUENDEL ROL

PP
AU
148, Todavia caso o juízo permaneça analisando o
mérito da questão o que se tem efetivamente provado nos autos em termos 368

IR
esquemáticos é:

L AR
DE
:32 AN
•• :46 C
14 E S
8 - IN
01 OL
0/2 AR
9/1 - C
: 1 30
Em 579


18


51

149. Portanto, a colaboração de ALAN AYOUB


06

MALOUF nào so contou com sua confissão, mas notadamente com a


r:

comprovação de que nào era líder da organização criminosa, mas tào somente
po

elo entre os Núdeo:; de Agentes Públicos e de Operação, com o Núcleo de


sso

efetiva liderança, composto por agentes políticos (Deputados Estaduais e


Governador do Estado de Mato Grosso) e que estava recebendo vantagens
pre

para quitação de saldo de campanha, obtidos pelo


Im

junto ao defendente.

6~ 2127 4717
Avenldê das Flores, 945. SB Medicai Cenler. 51 802. 78 043 172. CUiabá. MT
contaio0hLendelrGd'Tl cOnl.br 'II""'.'IN .huendelrollrr..com .br fi@
GABI PGR
Fls, ooD3 O4

HUENDEL ROLI

PP
AU
150. Afastada a alegação de que o acusado ALAN
AYOUB MALOUF era líder da organização, vislumbra-se de forma clara e 359

IR
objetiva a magnitude de sua colaboração: apresentação de provas,

AR
documentos que abriram novas portas para as investigações e ao processo
ao apontar os verdadeiros líderes e destinatários/beneficiários do

L
DE
esquema em questão, razão pela qual não há dúvidas de que deve receber,
como insistentemente dito, todos os benefícios cabíveis ao colaborador

:32 AN
premiado, nos moldes do art. 4°, caput, da Lei nO 12.850/2013 .

•• 151.

:46 C
14 E S
Diante da comproyação de o acusado ALAN A YOUB
MALOUF colaborou de forma decisiva com
8 - IN
O esclarecimento dos fatos ao
confessar sua participação, indicar os demais membros da organização,
01 OL

comprometeu-se a ressarcir o Erário e impedir a reiteração das práticas


0/2 AR

delituosas, somado á compreensão do Pretório Excelso (Inq 3204, Rtfalorla): Min.


CII..M,1R MP',\·DES. 5 tgNnda Turma.jlllgado tm 2J/06/20/5. ACORDA0 ELETRONICO DJ,.
9/1 - C

15/ DIVULC JI·Oi·lO/5 PUBLlC OJ·08·20/5) de que os benefícios do art. 4° da Lei


: 1 30

n° 12.850/2013 prescindem de celebração de acordo com o Parque/, pugna-se a


Em 8579

Vossa Excelência para que conceda o Perdão Judicial ao acusado.

• 152 . "-\lternativamente requer, nos termos do art. 4°, caP"I,


11


daquela legislação, a redução da pena no patamar de 2/3 ou a substituição da
65

pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.


r: 0

IU.II.b. DA ACUSAÇAO RELATIVA AO ART. 317 DO


po

CÓDIGO PENAL - CONTINUIDADE DELITIVA


so

153. Conforme visto de forma reiterada, a denúncia


s
pre

ofertada pelo l,.,!inistério Público Estadual em desf"'or de ALAN AY B


MALOUF C EDÉZIO FERREIRA DA SILVA, impu
Im

OJ 2127 4717
Avenida oas Flores, 945. 5B Med,cai (enter. 51 802. 78 043 172, CUiabá. MT
cOfltatc0huendelrol:M COM.br www.r:ue.lde:~o!im.c:::vn.br 0@
GAB/PGR
ris. 000305
H U E N D E L RO L I~-fr-A-'o'----'~ ......
~ .....

PP
AU
composição de organIzação cnmmosa (art. 2°, "apuI e § 3° e , § 4°, 11, da Lei
12.850/13) c cometimento de corrupção passh'a (art. 317, § 1°, CP), por diversas 3 ':0

IR
vezes e relacionados a sucessi,'os fatos descritos na inicial acusatória.

AR
154. De forma específica, o Ministério Público Estadual

L
DE
requereu em relação ao delito de Corrupção Passiva a condenação de ALAN
AYOUB MALOUF por quatro vezes na forma do art. 71, tapl/I, ambos do

:32 AN
Código Penal pelo fato n° 03, por duas vezes na forma do art. 71, tapuf, ambos

•• :46 C
do Código Penal pelo fato n° 07, por duas vezes na forma do art. 71, capuf, ambos

14 E S
do Código Penal pelo fato n° 11, por doze vezes, na forma do art. 69, capuf, do
Código Penal em relação aos fatos 02, 04, OS, 06, 08, 09,10,12,13,14,16 e 17,
8 - IN
por uma vez em relação ao fato 15 na forma do art. 14, 11, do Código Penal, por
01 OL

duas vezeS na forma do art. 70, caPIII, in/ine, ambos do Código Penal em relação
0/2 AR

ao fato 18, por duas \·ezes na forma do art. 69, ambos do Código Penal em
9/1 - C

relação ao fato 18 e 19, todos na forma do art. 69 da Lei Penal Objetiva.


: 1 30

155. Todavia, em que pese o Parquel tenha requerido a


Em 8579

condenação do Acusado por todas aquelas condutas na forma já exposta, denota-


se dos autos que os fatos a ele atribuídos em relação ao art. 317 do Código Penal

• ocorreram no período compreendido entre os meses de fevereiro c dezembro de


11


2015 .
65
r: 0

156. Pois bem: tal constatação tem implicações diretas sob


a compreensão dos fatos, uma vez que na realidade todos devem ser tidos como
po

a continuação do primeiro, nos termos do art. 71, "apuI, do Código Penal.


so

157.
s

Convém destacar que a defesa n90 ignora que a fie ào


pre

jurídica instituída nn art. 71, capUI, do Código Penal vem recebe do inre reração
Im

65 2127 ~717
Aven:da das Flores. 945. S8 Medicai Cenler. 51802. 78 043172. CUiabá. MT
contato0huendelrollm.corr.br www.huendelrolim.com.br (D@
GAB/P~
Fls. OOO3 O6 l...t....
. . .=1
HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
por parte de alguns setores da jurisprudência somente se o aspecto temporal

RA
compreendido entre um e outra conduta nào for superior a 30 dias.
3~' 1

RI
158. Ocorre que o trintídio em questão, suscitado por

LA
aquele posICIOnamento, não é absoluto, sendo perfeitamente possível o

DE
reconhecimento da continuidade delitiva mesmo quando o intervalo entre
as condutas seja superior a trinta dias.

:32 AN
•• 159 .

:46 C
14 E S
Neste sentido, inclusive, é o entendimento esposado
por Guilherme de Souza l\:ucci, onde assim se refere à temática:
8 - IN
"Somos partidârio~ do meio-termo. Deve-se estabelecer um parâmetro, como foi
01 OL

fcito, com base em trinta dias. Impede-se a discrepância excessiva. Entretanto,


tal pedado não pode ser tomado como prazo legal inflexivel, não é o espfrito
da le i, nem a finalidade do instituto. A cada caso, dcve~se admitir a
0/2 AR

maleabilidade do uintídio, permitindo-se variações razoáveis: dois em dois


,meses; três em três semanas; seis em seis meses; ora em um mês. ora em
dois etc. lS"
9/1 - C

160. Logo, O objetivo do legislador em evitar decisões


: 1 30

demasiadamente graves para casos de pluralidade de delitos é que deve embasar


Em 8579

a compreensão c interpretação do caso e não O prazo fixado por parte de

• precedentes judiciais .
11

• /61. .'.ssim sendo, o lapso temporal emre as referidas


65

condutas, embora ulrrapassem aquele trintídio, não descaracterizam o fato da


r: 0

sequência ser homogênea e claramente em continuação à primeira das condutas.


po

No que se refere ao quesito tempo para a caracterização do crime continuado


nào se exige uma observância fixa de dias, maS sim "uma cert",~,,-,-='7""'''''~
sso
pre
Im

lj ~C(:(:L (;ullh~'rm~' J" :'''U;lJ.. l"r.Jt..JdtJ !ur.i'/'fJldt".i.ú t IJf>IIlm";f'I~ - Dlft'llIl I'.,'nal (Par1l' Ccn.l). Yol. I. 2. cu. São Pnulo>: R/;'\"Lsta dus TnburuJS.
21112. r. lO?JlI.

6~ 2127 47'7
Avenida das Floles. 945. S8 lAed,ca. Certer. 51 802. 79 043 172. Cu-aba. MT
contatJ0huerdet r ollm.co'1l.bc www.hI.JendelroJlm.cem.:JT ([)@
Fls.
GAB/
PGR
000307
l
..=llr-lt-.
l=----===
HUENDEL ROL/M, ADV

P
UP
que permita observar-se um certo ritmo, uma certa uniformidade, entre as

RA
ações sucessivas,16"
') 2
,) í
.~

RI
162. "\ este respeito:

LA
"Varia o espaço de tempo qUt·. ~c admÍle para a conexão temporal entre os delitos:

DE
scle meses (TACrSP. RT 548/327); até ,eis meses (TACrSP RT 513/420); até
suatro meses (STF, RT 628/382): até dois me se< (TACrSP, RT 542/364)"17.

:32 AN
163 . A análise dos fatos, a partir dessa perspectiva, e

•• Acusado ALAN AYOUB MALOUF, ocorridas entre fevereiro e dezembro de


:46 C
fundamental a fim de demonstrar que as ocorrências fáticas imputadas ao

14 E S
8 - IN
2015, além de serem da mesma espécie, possuem as mesmas condições de tempo,
01 OL

lugar e de modo de execução, razão pela qual o reconhecimento da continuidade


delitin faz-se imperioso,
0/2 AR
9/1 - C

164 Portanto, uma \'ez satisfeitas as condições descritas no


artigo 71, ""P"f, do Código Penal, tem-se, por via de consequência, O inevitável
: 1 30

reconhecimento da já mencionada ficção jurídica, cujos termos levam à


Em 8579

declaração de que a pluralidade de condutas imputadas ao réu, por razões de


política criminal, perfaz um único crime. Porém, para uma melhor compreensão


11

da aplicahilidade a eSte caso do referido instituto, passa-se a análise do artigo 71

• do Código Penal cujos termos esclarecem que:


65
r: 0

An. 71 Quando o agente, mediante maÍs de uma aeào ou omissão, prarica dois ou
mais crimes da mesma espécie c, pelas condições de tempo. lug.flr. maneira de
po

exccudio c outraS semelhantes. devem os subseqüentes ser havidos como


continu::I.cào do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se id' nticas.
ou : I. mais grave, se di\'crsas, aurncl1Iada, em qual ucr ca~o. de u xto a dois
so

lerços. (Redação dada pela Lei n° 7.209, de 11.7.1 4)


s
pre
Im

lO HlTFNCOCIlT Gi!.1r Robt:rlll. '/Óf,J,t, drn;mlo }IN'';/. \',,!. I. 14. {.,1. Sál) Paul,,: Sanj"a: 2n09, p. 64X
"DEI..\I.-\;-..:T< l. Co:!~f1. ,'1 aI. (,;d'~1J PmJ/Cnmtll/';uk. 7. l·J. S:ao P.lul!): RcnO\-:l.r. 21~J7. p. 2.\4.

652127 4717
.Avenlda das Flores. 9 4 5. S6 Medicai ~enter. si 802. 78 043 172. CUiabá. MT
contato:ahl.Jendelrollm.com.~~ www.11uer·deiroll.1l.com.br (D@
GAB/PGR
ris. 000308

HUENDEL ROLlM, ADV

P
UP
165. No que tange ao modo de execução, todas as condutas
373

RA
foram praticadas da mesma maneira, naquilo que concerne às condições de lugar,
todas foram realizadas nesta comarca, e no que se refere ao tempo, questão que

RI
poderia levar a alguma dúvida acerca da configuração, positiva ou negativa, do

LA
crime continuado, o respeito à lei também é evidente, pois a complexidade

DE
teórica que envolve o institutO nào permite que se verifique as condições de

:32 AN
tempo tâo somente por causa de algumas poucas contas matemáticas .

•• 166.

:46 C
Ne\' Moura Teles, que durante muitos anos iluminou a

14 E S
seara jurídica pátria, explica que "não se pode realizar análise meramente
aritmética. mas e.nue os crimes deve mediar tempo que indique a
8 - IN
persistência de um certo liame psiquico que sugira uma sequência entre
01 OL

os dois fatos. 18"


0/2 AR

167.
9/1 - C

Destarte, a justificativa jurisprudencial de que o prazo


de 30 dias entre uma conduta e outra deve ser respeitado, no intuito de
: 1 30

caracterizar o crime continuado é restringir, indevidamente, o campo de atuação


Em 8579

normati\'o, uma vez que a legislação não fixa um prazo máximo para a sua
ocorrenCla, exigindo apenas que as condutas perpetradas pelo agente

• demonstrem serem frutos de um mesmo vínculo psicológico .


11


65

168. Portanto, a redação do arugo 71 do Código Penal é


r: 0

clara ao eXIgIr que haja condições de tempo semelhantes, mas que o lapso
temporal nào ~cja demasiadamente longo, a ponto de descaracterizar os últimos
po

como continuação do primeiro. Logo, a norma quis apenas garantir houvesse


sso

certa periodicidade, um certo ritmo e sintonia entre a cond


pre
Im

05 2127 47~7
Al'enlca das Flores. 945. 58 ~iej,cal Center. s! 802. 78 043 172. C",aba. MT
www.huende!rollm.com.or fi@)
GAB/PGR
Fls. 000309

HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
/69. Assim, apesar do fato da jurisprudência estabelece.r
como trinta dias o período máximo para configuração temporal do crime

IR
continuado o julgador "não deve ficar limitado a esse posicionamento,

AR
embora possa tomá-lo como parâmetro. Imagine-sc o agente que cometa

L
vários delitos com intervalos regulares de dois meses entre eles. Merece o

DE
beneficio do crime continuado, mesmo havendo mais de um mês entre os

:32 AN
delitos, pois foi observado o ritmo preciso entre des. '9"

•• 170 .

:46 C
14 E S
o Supremo Tribunal Federal, ao ser provocado a se
manifeStar a respeito dessa temática, decidiu em sentido exatamente igual ao aqui
8 - IN
defendido, qual seja: o lapso temporal caracterizado! do crime continuado
não está adstrito ao prazo máximo de 30 dias entre as condutas, tal qual se
01 OL

\'erifica nos termos de julgamento do Habfas Corpus n. 89573/PE, julgado em


0/2 AR

13.02.2007, relatado pelo saudoso l'\'linistro Sepúlveda Pertence, cujos termos


9/1 - C

sào:
: 1 30

E~-!ENTk I. Sonegação fiscal (L. 8137/90, art. 1°, J c 11; e 11): parcial
r~conhccimcnto de continuidade dclitiva. de modo a que o paciente, passe a
Em 579

responder, nào a 5, mas a 3 acusações, rendo em vista critério de espaçamento


(emporal entre as condutas considerado razoável, à vista de tratar-se de sonegação


de tributo de recolhimenro men5aL Inexistência de continénda ou conexào entre
18

o Proc. 3.468-0 (1 a Vara) com os demais feitos em curso na 2- Vara Criminal de


Paulista/PE. 11. Habeas corpus: deferimento. em parte, tão-somente para que as


51

instâncias de mérito, relativamente aos processos em curso na 2 11 Vara Criminal


de Pal.11is{3 - PE, não considerem - salvo süuação mais favorável ao paciente - a
06

existência de mais de 2 crimes, sendo que: - O 1" desses dois crimes, constituído
pelos fatos ocorridos nos meses de março, abril (Proc. 3 467-1 - 211 Vara) e maio
(I'ro(. 3464-7 . 2' Vara) de J 999; . O 2° çrimo, 0' praticado, no, meses de
r:

novembro de 1999, janeiro e fevereiro de 2000 (Proc.3 464-7); março de 2000 a


po

junho de 2001 (1'roc.3465·0); e julho. outubro e dezembro de 2001 (1'roc. 8702.


O), TlI - Habeas corpus: extensão dos efeitos da concessão da ordem ao co-réu,
sso

que, :l primeira vista, se encontra em situação de todo assimilável ao paciente.

171. Entretanto, o entendimento do Pretório Excelso,


pre

manifesro na ementa supramencionada, nào é isolado, uma


Im

I? NCCCI. (;ui!h~'nn\' Jl' :")Ula. CDdÍ/:0 I'nidl( .u__nl..uJ(). 111 lodo :-ijn I':IU!')~ Hc\"i1\ta JO$ TribunaJ~, 2010,
-~--
6521274717
Aventda das Flores. 945. 58 Ivled'cal Center. si 802. 78 043 172. CUiabá MT
cont a10(8 hJende!r Oi: fT1.COfT' .br ''''-tl/v'.\' t"luendei:"O!lm.com.br 0@
.-- --------------------

GAB/PGR
Fls. OOO3 1 O

H U E N DEL RO LI M ,AD V

PP
AU
oportunidades, se manifestou igualmente .."- esse respeito, como já anotado, -: " J -
Ji:J
vejamos alguns dos entendimentos da Suprema Corte e de outros Tribunais:

IR
AR
"Varia o espaço de tempo que se adnlite para a conexào temporal entre os delitos:
,ete mese, (TACrSP. RT 548/327); até seis mese, (TACrS1' RT 513/420); até
quatro me,e, (STF. RT 628/382): até doi, mese' (TACrS1', RT 542/364)""'.

L
DE
172. Ora, ilustre julgadora, uma \'eZ verificado que as

:32 AN
condições de tempo não estão limitadas ao espaço de tempo de 30 dias, tal qual

••
visto nos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais já colacionados,

:46 C
14 E S
pergunta-se: por que razão não seria possível reconhecer a continuidade
delitiva do acusado ALAN AYOUB MALOUF, uma vez que suas condutas
8 - IN
demonstraram plena unicidade subjetiva?
01 OL

173. Diante de todo o exposto, pugna-se a Vossa


0/2 AR

Excelência, para que considere todas as condutas praticadas e enquadráveis na


9/1 - C

hipótese dditiva insculpida no art. 317 do Código Penal na fora do art. 71, "aput,
do Código Penal.
: 1 30
Em 579

III.II.c DA NECESSÁRIA MANUTENÇÃO DA PENA NO


MÍNIMO LEGAL - PLEITO ALTERNATIVO
18


51

174 . Segundo o Parque! C pena eventualmente aplicada ao


06

acusado deverá ser elevada acima do mínimo legal em razão da culpabilidade,


personalidade, motivos e consequências do delito, entretanto toda argumentação
r:
po

tecida pelo órgão miniRccriaJ nào encontra respaldo na jurisprudência c doutrina


sobre o tema.
sso

175. No que se refere a cul abilidade não há que se f r


pre

em maIOr juízo ue rcprO\'açào pois os elementos apo


Im

3' DEJ..\I.\NTU, Cd~!. L:! a!. (-,~, "m,JiC'lfIlrrIlJ,p,. 7. ~.J. :.';1" P.wb: f{lTlm·:tr. 21MI7, r ...

652127 1;7'7
Avenida das cloles. 9~5. 53 Med,cal Center. si 802. 78 043 172. CUiabá. MT
corotalo0h,.• entJ,,:, oIIlTí.~cm .b' www.!)u~rJ(Jelrollrrl.com.br (D@
GAB/PGR
Fls,000311
._- =1
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
acusatórias di7.Cm respeito a elementos próprios do delito, razão pela qual a pena 316
eventualmente estabelecida deverá manter-se no mínimo legal

IR
AR
176, No tocante à personalidade do agente verifica-se
que aspectos psicológicos foram considerados em seu desfavor pelo MPE,

L
DE
todavia é de se anotar que "Oi illdi/lld//o! devem ser punidoJ ptlOJ atOJ ilegais que
pratÍt'aram, e nãope/o que dei .rão 01/ pC1lJam que Jão, para não lermo! que renegar a wolufão

:32 AN
do direito pella/ e retornarmos ao medievo, cujO! fribulIaú executavam porque pC1lsa/Jam, e

•• l1ào porq//e hal'iamjéilo alg0 21 "

177.
:46 C
14 E S
No que tange ao motivo do crime, denota-se que a
8 - IN
argumentação utilizada é atinente ao próprio tipo legal o que nào é admissível
01 OL

segundo a Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso que,


0/2 AR

em oportunidade anterior, se manifestou solidificando que "a fundamentação


utilizada para avaliar negativamente os "motivos do crime" mostra-se
9/1 - C

inidônea, pois retrata circunstâncias inerentes ao próprio tipo penal.,,"


: 1 30

(RvC 34565/2011, DES. PAULO DA CUNHA, TURMA DE CÂMARAS


Em 579

CRIMINAIS REUNIDAS, Julgado em 04/10/2012, Publicado no DJE


17/10/2012),

••
18
51

178, Sobre as consequências do delito, melhor sorte não


sobra as argumentações ministeriais, pois "o dano ou o perigo de dano são
06

resultados inerentes à conduta típIca, fundamento primeiro da própria


r:

incriminação, motivo pelo qual sua análíse constituiria uma redundância c,


po

consequentemente, roibi ão
sso

incriminação. 21"
pre
Im

:1 »()~ClII. I{)~~' .\m/mlo P:',L,r.andla. Das peDal> t' MeUII crittrio~ de aplicaçào. 6_ ~--...I. p,!rto :\Iq.,tfc: Ll\"far1a do :\J\'{}gado, 2lJl3, r'. 175.
= (:.\R'·.\/.i I(). ~:d'J.
Pen;ts e Mcdidas de Segurança no Direito Penal 8rasileiro. ~:1" Paul,): ~arai\·a. 2111.'. rr. 377/37tl.

ó~ 2;27 ,,717
Avenida das Flores, 945, 53 Medol Ceoter, 51802, 78 043 172, CUiabá, IlAT
conlal orchuendelroll m. Con,. "r www.hueMe:rol.nl.com.br (l)@
~ '- , GAB/PGR
Fls. 000312
HUENDEL RO

PP
AU
179. ,'»sim, denota-se que não há razão para exasperação
da pena-base.
377

IR
AR
IV DOS PEDIDOS

L
DE
Diante do exposto, pugna-se a Vossa Excelência para
que:

:32 AN
•• a)

:46 C
Requer o reconhecimento da nulidade, nos termos do

14 E S
art. 563, I, do Código de Processo Penal, da decisào que recebeu a denúncia e de
todos os atos subsequentes, uma veZ que o juízo da Sétima Vara Criminal é
8 - IN
incompetente para processar e julgar a causa, em função da existência de indícios
01 OL

suficientes de autoria já reconhecidos contra investigados detentores de


0/2 AR

prerrogativa de foro, devendo o feito ser remetido a instância competente;


9/1 - C

b) ,-\ltcrnativamente, requer o reconhecimento da


nulidade da inicial acusatória e de todos os atos subseCJuentes, nos termos do arr.
: 1 30

564, IV, do Código de Processo Penal, uma vez que subscrita por membro do
Em 579

~v!inistério Público sem atribuição para atuar em processos em CJue há possível

••
18

envolvimento de indivíduos ocupantes de cargos detentores de prerrogativa de


foro, em evidente afronta ao princípio do promotor natural;
51
06

c) Acaso seja superada a supracitada preliminar, requer


r:

seja declarada nul.idadc, face à incompetência do juízo, reconhecida em sede de


po

alegações finais pelo G,-\ECO/MT, conforme delineado no item I1I.I.c. Deste


arrazoado, remetendo o feito ao Supremo Tribunal Federal;
sso
pre

d) Superadas as preliminares, que conceda o perdào


judicial estipulado no art. 4°, cap'II, da Lei nO 12.850/ 013,
Im

entendimento do Supremo Tribunal Federal Excelso (Inq 3 clator(a): Min.


;;

652127 "717
Aven,ea aas Flores. 945. 58 f~ej.ca, Cenler. si 802. 76 O~ . CUiabá. MT
conlaloúlhuendelrollm.com.or www.huendelrollm.com.br (D@
GAS/PGR
Fls. 000313

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 23/06/2015, ACÓRDAo 3'/8

RA
ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 31-07·2015 PUBLlC 03·08-2015), que
permite a concessão do benefício mesmo sem assinatura de acordo, uma

RI
vez gue ficou comprovado gue o acusado ALAN AYOUB MALOUF colaborou

LA
de forma decisiva com o esclarecimento dos fatos ao confessar sua participação,

DE
indicar os demais membros da organização, comprometer-se a ressarcir o Erário

:32 AN
e impedir a reiteração das práticas delituosas;

•• e)

:46 C
Alternatjvamente reguer, nos termos do art. 4°, l'apuI,

14 E S
da Lei n° 12.850/2013, pelos mesmos fundamentos do tópico anterior, a redução
da pena no patamar de 2/3 ou a substituição da pena privativa de liberdade por
8 - IN
restritiva de direitos;
01 OL

f) Caso o juízo rejeito o pleito anterior, regueI gue todos


0/2 AR

os delitos de corrupção passiva sejam considerados como crime conlinuado, nos


9/1 - C

termos do art. 71, capIII, do Código Penal;


: 1 30

g) Em havendo condenação, gue a pena seja aplicada no


Em 8579

mínimo legal;

••
11

Nestes termos, pede e espera deferimentO .


65
r: 0
po

EDUARDO F. PINHEIRO
sso

OAB/MT 10.858 OAB/MT 15.431


pre

At.'. ,. .
Im

ALAN ''"'UF

ó5 2127 .., 717


Avenida dds Flores. 9~5. 5B Medicai Cenler. si 802. 78 0~3 ',72. CUlaba. MT
lcntato0ht...ende!rO!lm.com.b r www.rue:idelrOlm.com.Dr (D@
F\S
" \?1PG;ç.)'
-
(
<:!WbrlC~-
~._--

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

PP
PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA 379

AU
N."<f"1O 12017 - SFPOSTF GAB/PGRl
Fls. 000314 .

IR
Procedimento Preparatório 1.00.000.001718/2017-14

'-=====1

AR
SIGILOSO

L
DE
:32 AN
DESPACHO

•• o
:46 C
14 E S
procedimento em referência documenta tratativas para eventual e ulterior
formalização de acordo de colaboração premiada por ALAN AYOUB MALOUF e a Pro-
8 - IN
curadoria-GeraI da República
01 OL

Os autos estão com um volume, que ultrapassou o limite de 250 páginas. Há di-
0/2 AR

versos documentos a seguir mencionados. Por essa razão, determino a abertura de novos
9/1 - C

volumes, sempre a observar o referido limite.

Determino a juntada de quatro documentos:


: 1 30

(i) petição de 10.4.2017 - proposta de colaboração premiada;


Em 8579

(ii) documento autuado na PRlMT (documento 9926/2017), denominado con-

•• traproposta de colaboração premiada;


11
65

(iii) petição do candidato à colaboração em 26.9.2017, com cópia de alegações


finais na operação Rêmora, em trâmite em primeiro grau, na justiça estadual em Mato
r: 0

Grosso;
po

(i v) petição PGR 00380564/2017, com maior detalhamento dos anexos apre-


so

sentados anteriormente pelo candidato;


s
pre

Essa última petição é concluída com mídia, em princípio, retratando todo


acervo aportado. A fim de pennitir a análise do acervo mesmo fora do horário de expedi-
Im

ente e com garantias de sigi lo e ciência quanto aos responsáveis pelo acesso, solicito o
upload do conteúdo da midia em pasta da SFPOSTF, no MPF Driveoj0m disponibil.ização
de link para a Secretária e Secretário Adjunto desta Secretari~

Gabinele da Procul1Idora-Cieral da República


Brasilia / DF
MINISTJ~R10 Pl:JBUCO FEDERAL
PR(XURADORIA GERAL DA REPÚBLICA

Adotadas essas providências, fazer nova conclusão para análise do feito e para

P
eventual designação de data para oitiva do colaborador.
O

UP
,-o ~
-:lu
Brasília, 29 de setembro de 2017.

RA
..----.......'c.c_ _ __
GAB/PG1
Fls. 000315

RI
Marcelo Ribeiro de Oliveira
I..:=c--.,..=__.-
.. -

LA
Procurador da República I

Secretário Adjunto da Função Originária no STF

DE
:32 AN
•• :46 C
14 E S
8 - IN
01 OL
0/2 AR
9/1 - C
: 1 30
Em 8579

••
11
65
r: 0
po
sso
pre
Im

Procedimento Preparatório 1.00.000.001718/2017·14


2
GAB/PGRl
Fls,000316l
MINISTÉRIO DLJLV FEDERAL
",=J
PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM MATO GROSSO -

PP
,'-. ,-, ,;,

AU
OFIPRlMT/3" NCC/N." 1312/2017. .:iül
PR -MT -00009928/2017

IR
Cuiabá-MT, 10 de abril de 2017.

AR
Ao Excelentíssimo Senhor

L
DE
Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros
Procurador-Geral da República SIGILOSO

:32 AN
SAF Sul Quadra 4 Conjunto C
BrasíliaIDF - CEP 70050-900

•• :46 C
14 E S
Ref. Documentos relativos à COLABORAÇÃO PREMIADA
8 - IN
01 OL

Exmo. Procurador-Geral da República,


0/2 AR
9/1 - C

Ao tempo em que o cumprimento, encaminho documentos

acerca da PROPOSTA DE COLABORAÇÃO PREMIADA de ALAN MALOUF


: 1 30

(PR-MT-00009926/2017), para conhecimento.


Em 8579

Ao ensejo, renovo a Vossa Excelência protestos de elevada

•• estima e distinta consideração .


11
65
r: 0

Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani


po

Procuradora da República
sso
pre
Im

Av, Estevão de Mendonça, 830, Edifício "Green Tower", Quilombo, Cujabá/MT, CEP: 78.043-705
Telefone: (65) 6312-5000 - Faxo (65) 3612-5005
GAB/PGRl
PR-MT f/s·aD0317
0000 .'} J ). 6/2.01 T ,
CONTRA PROPOSTA l=--==---.:=J

PP
Antes de adentrarmos objetivamente na contra

AU
382
proposta a ser ofertada, importante destacar alguns pontos que a defesa entende

IR
que devem ser levados em consideração pelo MPE e MPF, todos, de forma

AR
técnica e objetiva.

L
DE
1. Inicialmente, ao apresentar a proposta para Alan Malouf
flrmar Colaboraçâo Premiada, aflrmou-se que ele não seria o primeiro a falar - Giovanc já

:32 AN
o teriafeito - razão pela qual, não poderia ter alguns benefícios insculpidos na lei, como

:46 C
• por exemplo não ser denunciado e até mesmo não ter a possibilidade de atingir o perdão

• judicial. 14 E S
8 - IN

2. Asseverou-se ainda, que a proposta seguma uma linha


01 OL

mestra a de Giovane, devido às sirni!itudes fáticas, exceto quanto a questão premial, que
0/2 AR

não poderia ser idêntica, sob a alegação de que Giovane firmou acordo de colaboração
9/1 - C

antes do Sr. Alan Malouf.


: 1 30

3. N essa linha, a defesa pondera - antes de apresentar a tontra


Em 579

proposta propriamente dita - que o acordo firmado por Giovane Guizardi é distinto da

••
proposta apresentada por A1an Malouf ao PGR.
18
51

4. Isso porque, A1an Malouf está apresentando inúmeros


06

fatos que não eram de conhecimento das autoridades investigativas, sendo certo
r:

que os desdobramentos trarão novas revelações/investigações.


po

5. Assim, Alan Malouf se encaixa perfeitamente na flgura


sso

jurídica do colaborador que irá inaugurar uma série de investigações criminais que
pre

resultarão em ações penais, podendo destas, a nosso viso, não ser denu ciado.
Im
GAB/PGR
Fls. 000318
,
6. O que precisa ficar evidenciado, é que a Operaçãl.:o=""ê-'m"'o=-r::-a--...,·::::::i

não investiga a dimensão de fatos apresentados pelo Colaborador Alan Malouf, sendo

PP
certo que neste caso, para os fatos novos, desconhecidos da investigação, ele pode sim

AU
atingir o direito premial máximo.
383

IR
7. Nunca demais rememorar, que o Colaborador não teve

AR
qualquer benefício no governo através de sua empresa. Ao contrário, sua empresa
não se sagrou vencedora em qualquer das licitações que partícipou, sendo certo

L
DE
que suas condutas devem ser analisadas separadamente do Grupo empresarial

:32 AN
que pertence .

•• 8.

:46 C
Noutro giro, no que tange a devolução de valores -

14 E S
dano ao erário - a defesa entende que os parâmetros adotados nâo são
8 - IN
condízentes com o que já se firmou nos acordos que precedem ao de Alan.
01 OL

9. No caso de Giovane, por exemplo, não se exigiu a devolução


0/2 AR

dos valores que ele teria aportado na campanha via caixa dois, mas tão somente o que
9/1 - C

efetivamente desviou do erário público.


: 1 30

10. Esse ponto é importante esclarecer, pois não é crível que


Em 8579

Alan tenha que devolver algo do qual não se apropriou - retorno via propina. Em verdade,

••
o Governador ainda o "deve" pelos valores que Alan emprestou ao mesmo para sua.
11

11.
65

Portanto, o que se tem efetivamente, é a necessidade de se


devolver o que efetivamente se desviou e/ ou trouxe de alguma forma benefício para o
r: 0

Colaborador.
po

12. Nenhum outro colaborador até o momento falou sobre os


so

temas que Alan está se propondo, sendo necessário que isto seja I vado em con .
s
pre

para que o acordo seja factivel as duas partes.


Im
GAB/PGRl
fls. 000319

13. Não se pode levar em consideração como parâmetr!<o=ffi"ãt;;;;;:a:;;a===J


proposta de acordo, apenas o que se tem em apuração na Operação Rêmora, pois Alan

P
está apresentando uma proposta para falar sobre o caixa dois da campanha ao Governo

UP
de 2014 do cabeça de chapa Pedro Taques e é isso que precisa ser valorado, também.

RA
14. Portanto, diante destes breves aponramentos, a defesa

RI
apresenta a seguinte contra proposta:

LA
DE
a) No que tange aos fatos novos apresentados pelo colaborador e que de
alguma forma o incriminem e o responsabilizem criminalmente, o

:32 AN
Colaborador não seria denunciado, por estar apresentando-os em

•• penais como testemunha;


:46 C
desconhecimento da autoridade investigativa, sendo arrolado nas ações

14 E S
8 - IN
01 OL

b) No que tange a operação rêmora, o Colaborador não pode ter subtraido o


seu direito ao perdão judicial, ou seja, ficaria a cargo do juízo, após analisar
0/2 AR

sua colaboração, aplicar ou não o referido benefício. O que a defesa


9/1 - C

entende, é que tal possibilidade - de se aplimr ou não operdão judicial- não pode
ser subtraida do Colaborador, neste momento.
: 1 30
Em 8579

c) Não sendo o caso de perdão ou não denunciação, a pena máxima a ser

••
imposta seria de até 04 anos, por considerar,' a ser cumprida da seguinte
11

forma:
65

c.1 - 1/6 (um sexto) no regime fechado diferenciado (prisão domiciliar)


r: 0

limitado até o prazo máximo de 01 (um) ano, com utilização de


po

monitoramento eletrônico, podendo ser cumprido em Cuiabá ou em São


sso

Paulo, com previa comunicação ao juízo da sétima Vara Criminal. Ressalta-se


aqui, que durante este período, o Colaborador poderá trabalhar nos dias úteis,
pre
Im
GAB/PGR"l
fls. 00 O3 2 O l
detraído o tempo em que se encontra recolhido em virtude da sua . - . =l

cautelar decretada pelo Juízo da Sétima Vara Criminal, em 14.12.2016, e

P
parcialmente alterada para prisão domiciliar no dia 24.12.2016.

UP
~ ,o.
.)i:)
5

RA
c.2 - 1/6 (um sexto) no regime semiaberto diferenciado, limitado-o em 02
(dois) anos, devendo se recolher entre as 22h e às 06h, com monitoramento

RI
eletrônico.

LA
DE
c.3 - saldo da pena em regime aberto diferenciado, sem monitoramento
eletrônico, devendo comparecer uma vez ao mês para justificar suas atividades

:32 AN
•• :46 C
d) Restituição de valores - No que tange a este tópico, o Sr. Alan concorda

14 E S
em devolver o que efetivamente teve como beneficio, tal como foi feito com
8 - IN
Sr. Giovane Guizardi, entendendo que, além de ser uma forma justa de
01 OL

devolução é a maís coerente, face ao efetivo benefício adquirido.


0/2 AR

Operação Sodoma - concorda em restituir o valor que tomou de empréstimo


9/1 - C

dos agentes públicos citados, independentemente de os mesmos serem


condenados a restituir o referido valor. O valor é de aproximadamente R$
: 1 30

2.000.000,00 e o Colaborador, inclusive, já garantiu o juízo com bem avaliado


Em 8579

e aceito tanto pelo MPE, quanto pelo Juizo .

••
11

Operação Rêmora - Devolução de R$ 300.000,00;


65

Caso envolvendo Nadaf, bojo da Sodoma narrado em anexo próprio, valor de


r: 0

aproximadamente R$ 250.000,00 a ser restituído;


po

e) não manter contato com investigados, salvo com autorização judicial;


sso
pre

f) não exercer cargo público pelo periodo de 08 anos,


acordo, tampouco concorrer a cargo político;
Im
. . GAB/PGRl
Fls. 000321 'l
,,=J
g) A defesa entende ser importante, neste momento, para que ocorra com o sigilo
necessário, que o Colaborador seja posto em liberdade, sem monitoramento

PP
eletrônico, face a necessidade de prestar os esclarecimentos em outra unidade da

AU
federação, até por sua segurança. Assim, poderia ser reestabelecida as medidas
cautelares elencadas no Bojo da Operação Sodoma, ressalvando que o

IR
monitoramento eletrônico seria revigorado após a publicização do acordo de

AR
colaboração. Oportuno consignar que o Peticionante não frustou qualquer

L
determinação cautelar no bojo daquela operação, sendo certo que não o fará nest

DE
momento, mas, em virtude do poder das autoridades envolvidas

:32 AN
colaboração, na visão defensiva, essa seria a única saida para tent

••
sigilo das apurações e até mesmo a segurança do Sr. Alan .

:46 C
14 E S
8 - IN
01 OL
0/2 AR
9/1 - C
: 1 30
Em 8579

••
11
65
r: 0
po
sso
pre
Im
.0000 VIVO -:;:- 21:11
/PGR

< Conversas
PT
online
000322

sexta-feira

PP
a As mensagens que você enviar para esta

AU
conversa e ligações agora são protegidas com 387

IR
criptografia de ponta-a-ponta. Toque para
mais informações.

AR
L
Hoje

DE
E aí Alan!?!? Tudo bem?

:32 AN
18:02
-,~---------------------------

•• Oi Pedro!
Tudo bem?
:46 C
14 E S
8 - IN
Conforme for, podemos tomar um
01 OL

café pelas 21 hs? 19:03.././


0/2 AR
9/1 - C

Podemos deixar pra amanhã 21 :07


: 1 30

Estou ainda resolvendo umas coisas


.
Em 8579

, aqUi 21:08
---------------------------------
•• Tudo bem.
11

21:10.././
65

Abs 21:10.././ _
r: 0

Q horas amanhã?
po

21:10
~~--------------------
so

Sem pressa .... Te chamo. 21:10.././ _


s
pre

Amanhã combinamos 21:11


Im

,~------------------------
Ok. 21 :11 .././
- .====::::===--
º
~~-~~-

@ :
~ Voltar para Telegram 11:20

< Conversas
PT
visto hoje às 11 :09

Podemos deixar pra amanhã

P
21 :07

UP
Estou ainda resolvendo umas coisas 388

RA
.
------------------------------
aqUi 21:08

RI
LA
Tudo bem. 21:10";/

DE
Abs 21:10 ..;/ _
---

:32 AN
•• Q horas amanhã?
---------------------
21:10

:46 C
14 E S
Sem pressa .... Te chamo.
8 - IN
01 OL
21:10-.1/ _

Amanhã combinamos
------------------------- 21 :11
0/2 AR
9/1 - C

Ok. 21 :11 -.1/


: 1 30

Hoje
Em 8579

Bom dia

•• Tive com primo ontem, ele ficou de


11

-~

te abordar um tema .
65

Acho importante termos a solução.


r: 0

Qdo tiver um tempo final tarde, inicio


po

da noite, passa aqui meu escritório,


sso

vamos conversar.
pre

Precisamos resolver.
Abs.
Im

10:18 -.1/ _

-. Combinado 10:20
,'----------
º
_ _ _ __ _ • _ _ _ _ _ __ • ~ _ _ c _ _ _ _ _ _ _ ~_

@ :
. . . 00 VIVO -:;:- 21:21 IPGR.,.

< Conversas (1), ~T.


Visto hOJe as 21:21
000324 ...

PP
Hoje

AU
a As mensagens que você enviar para esta

IR
conversa e ligações agora são protegidas com
criptografia de ponta-a-ponta. Toque para

AR
mais informações.

L
DE
E aI' AI an ...
-----------------
I?I 21:17

:32 AN
•• Caminhando 21:19
Na mesma ....

:46 C
14 E S
8 - IN
01 OL 21:18.././ _

Fale c Carlao aquela outra pauta.


0/2 AR

Nao esquece. Por favor 21 :20.././ _


9/1 - C

v 1 MENSAGEM NÃO LIDA


: 1 30
Em 8579

- Já falei hoje 21:20

•• .~-------------~-
11
65
r: 0
po
s so
pre
Im
. . . . .0 VIVO 4G 09:14

< Conversas (7)


PT
online
fls.
'.
000325
.
.

P
.Hoje 330

UP
RA
Bom dia!

RI
09:11
-

LA
.-------~----

DE
Bom dia

:32 AN
09:11.././

:46 C
•• 14 E S
Podemos nos
8 - IN
01 OL

encontrar?
0/2 AR
9/1 - C

09:12.././
-----~-_.
: 1 30

_ A _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
Em 8579

• (!) @: º
•Q
11
65
r: 0

W E R T V U I o P
po

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pre
Im

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espaço .~
. • • • 00 VIVO 4G 09:14 IPGR

< Conversas (8)


visto hoje as 09:14
PT ,
000326 -

---Estou-no f-Iorais -

P
391

UP
dos lagos

RA
09:13
-

RI
LA
Quer que eu va

DE
:32 AN
ai?
e. _ _---- 09:13..././
•.
:46 C
14 E S
8 - IN

Pode ser 09:13


01 OL
0/2 AR
9/1 - C

Em 20 minutos
: 1 30
Em 8579


•Q
(!) @: º
11
65
r: 0

W E R T V U I o P
po

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so

A S D F G H J K L
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ZXCVBNM
1\ 1\ 1\ 1\ 1\ J\ I

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~, '~-------"
• • . . 00 VIVO 4G 09:14

-
< Conversas (8).
--- - -----~.___.__v-----
VIsto hOJe as 09:14
P!,

P
UP
Em 20 minutos

RA
09:13

RI
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•• te aviso quando
chegar :46 C
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8 - IN

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01 OL

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0/2 AR

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9/1 - C

09:14
: 1 30
Em 8579

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65
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Q W E R T V U I o P
po

, / \. I \. I \ I \ I \ I \. I , I \. I \ I
sso

A S D F G H J K L
pre

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HUENDEL ROLlM, ADV
393

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AU
EXCELENTÍSSIMA PROCURADORA GERAL DA REPÚBLICA, RAQUEL
DODGE,

IR
AR
GAB/PGR SIGILOSO
FI, :Il!: 328

L
DE
:32 AN
Petição vinculada a Notícia de Fato n. 1.00.000.00.1718/2017-14

:46 C
14 E S

8 - IN
ALAN AYOUB MALOUF, já qualificado nos autos em
01 OL

epígrafe, representado por seu advogado, requerer a juntada de todos os 20 (vinte)


0/2 AR

anexos em sequência, para que possa ser avaliada a proposta de colaboração, conforme
reunião presencial ocorrida em 27 .09.2017.
9/1 - C
: 1 30

Assim, reitera as narrativas e apresenta documentos de


Em 8579

corroboração para a análise de Vossa Excelência .


11


65
r: 0
po
sso
pre
Im

652127 4717
Avenida das Flores. 945. S6 Medicai Center. si 802. 78 043 172. Cuiabá. MT
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HUENDEL ROLIM, ADV
JJ4

P
UP
GAB/PGR
Fi. !J U~ 32 9

RA
Introdução

RI
o Peticionante, tem amizade de longa data com o

LA
atual governador Pedro Taques. Em meados de março de 2014, o Sr. Pedro

DE
Taques, em conversa com o Peticionante, informou sobre o desejo de disputar o


:32 AN
Governo do Estado de Mato Grosso e solicitou ao Peticionante seu apoio

:46 C
financeiro, bem como o auxílio na captação de recursos financeiros junto ao setor

14 E S

empresarial para viabilizar a campanha de Governado devido ao prestígio e bom
relacionamento que o Peticionante tem no meio empresarial.
8 - IN
01 OL

o Peticionante, esclarece que até então nunca havia


0/2 AR

participado ou até mesmo colaborado com campanhas políticas, pois nunca teve
interesse em se expor no meio político. Afirma ainda, que só concordou em ajudar
9/1 - C

o Sr. Pedro Taques nesta nova empreitada, por acreditar no referido projeto
: 1 30

político, tendo em vista a sua ilibada trajetória profissional - oriundo do MPF - e


Em 8579

que via ali a oportunidade de crescimento para o Estado de Mato Grosso .

Nesse passo, por volta de maio e junho de 2014, o


11

• Peticionante iniciou algumas conversas perante o setor empresarial de seu


65

convívio, oportunidade em que reunido com alguns amigos, resolveram formar


r: 0

um grupo de amigos e simpatizantes em ajudar na campanha política pretendida


po

mediante captação de possíveis doadores de recursos.


sso

Já em meados de agosto/setembro de 2014, o grupo


pre

de amigos iniciou os contatos mais intensivos, cada qual com empresários de seu
convívio/ segmento visando captar parte dos recursos necessários. O referido
Im

grupo de amigos, era formado por: MARCELO MALUF, ALAN MALOUF,


JULIANO BORTOLOTO, FERNANDO MINOSSO, ERIVELTON

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Fls, ooo3 3 O
I
......

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PP
AU
GASQUES e ainda ERA! MAGGI, que atuará junto ao segmento do JJ5

IR
agronegócio.

AR
o referido grupo, se reuniu por diversas vezes nas

L
residências dos mesmos, e muitas vezes com a presença do Pedro Taques, do

DE

atual chefe da Casa Civil Paulo Taques que à época, trabalhou na campanha como

:32 AN
coordenador jurídico.

:46 C
14 E S

o Peticionante ressalta que as 06 pessoas aCIma
citadas, nunca ordenaram despesas e nào assinaram cheques da campanha.
8 - IN
Esclarece que nunca prometeram a empresário algum, qualquer tipo de vantagem
01 OL

indevida em troca de eventual apoio financeiro. O apoio das referidas pessoas,


0/2 AR

conforme dito anteriormente, se deu para auxiliar na captação de parte dos


9/1 - C

recursos financeiros, cada qual com os empresários de seu convívio. Inicialmente


havia um sentimento de que estaríamos diante de um novo modelo de gestão que
: 1 30

poderia mudar o triste cenário que Mato Grosso vinha passando .


Em 8579

Esse breve histórico serve apenas para demonstrar


como o Peticionante "entrou" na campanha e como posteriormente teve que
11

• honrar compromissos da referida campanha através de "Caixa 2", sendo que neste
65

momento, junta os anexos que pretende esclarecer em sua colaboração premiada,


r: 0
po
s so
pre
Im

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Fls. 000331

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PP
AU
Anexo I - Empresário de serviços de Crédito Consignado JJS

IR
Entre os meses de julho/agosto de 2014, no decorrer

AR
da campanha, o atual Governador ordenou para que o Peticionante juntamente

L
com seu o Coordenador Jurídico de campanha (paulo Taques), recebessem um

DE
• empresário que detinha contrato para gerir empréstimos consignados com o

:32 AN
Governo do Estado - Gestão Silval Barbosa·, Sr. Wilians Mishur.

:46 C
14 E S

A referida reuníão, foi marcada pelo Coordenador
Jurídíco de campanha e o local da reuníão foi em seu escritório de advocacia, no
8 - IN
bairro ConsiL Ao chegar ao local indicado para a reuníão, já estavam reunidos em
01 OL

uma sala dc reunião, que fica, após a entrada da recepção a direito, os senhores
0/2 AR

Wilians Mishur e Paulo Taques.


9/1 - C

o Peticionante se apresentou ao Sr. Wilians Mishur,


: 1 30

pois até aquela data, não o conhecia. Na sequência, o Sr. Wilians se apresentou e


Em 579

passou a explanar acerca de seu contrato com o governo e esclareceu algumas


particularidades tais como: (a) IJalom recebidospeJa pmlação do serviço; (b) como se dava o
18

relacionamento do mesmo com o Governo paJJado - S ilval Barbosa, alualmente preJo por
51

• es,ândalos de corrupç00 ., e.rpecialmente no que di~a respeito a repasses de propina para


06

agentes públicoJ com a finalidade de manter a vigência de seu contrato.


r:
po

Afirmou naquela oportunidade que, praticava repasses


de recursos que variava conforme a produção mensal, e que referidos valores
sso

chegaram a variar entre R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) a R$ 1.000.000,00


pre

(hum milhão de reais) por mês. Nessa linha, o referido empresário, afmnou que
tinha total interesse em dar continuidade em seu contrato, acaso o Sr. Pedro
Im

Taques fosse o vencedor conforme apontavam as pesquisas, e, para tanto, afmnou

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Fls. OO033 2

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P
UP
RA
estar disposto a manter as tratativas que já possuía com o governo passado junto 337
ao novo Governo.

RI
LA
Após de ter ouvido todas as questões apresentadas

DE
pelo referido empresário, o Peticionante, assustado com as informações obtidas,


permaneceu em silêncio, assim como ficara durante toda a conversa, e não chegou

:32 AN
sequer a solicitar apoio financeiro ao projeto político, eis que não era a postura

:46 C
que pretendiam para o eventual futuro governo. Depois de todas as afirmações

14 E S
• realizadas por parte do Sr. Wilians a reunião foi encerrada, sendo que o Sr. Wilians
8 - IN
Mishur se retirou da sala, tendo o Peticionante permanecido no local para finalizar
01 OL

a conversa com o Paulo Taques. Nesta ocasião, o Peticionante, esclareceu ao


coordenador jurídico Paulo Taques que não concordava com a postura
0/2 AR

apresentada pelo empresário e o coordenador jurídico concordou com a opinião


9/1 - C

do Peticionante.
: 1 30

Passados alguns dias, o Peticionante, em reunião com


Em 8579

• o pretenso candidato Pedro Taques, informou ao mesmo todo o teor da reuniào


com o referido empresário e reafirmou a sua opiniào de que o referido empresário
11

não teria o perfú ético que o grupo buscava para ajudar no projeto politico, sendo


65

que na oportunidade Pedro Taques concordou com os argumentos apresentados


r: 0

pelo depoente e encerraram o referido assunto.


po

Ocorre que tempo depois, sem saber precisar a data


sso

nesta ocasião, o Peticionante tomou conhecimento de que o Sr. Wilians Mishur


havIa doado o montante aproxunado de R$ 900.000,00 (novecentos mil rerus) e
pre

que o referido valor teria sido recebido pelo coordenador jurídico da campanha
Im

Sr. Paulo Taques. Ao tomar conhecimento deste fato, compartilhou a informação


com alguns membros do grupo de amigos - nào se re<vrda e.rpeáalmente com quem - já
citado pelo Peticionante, que solicitaram ao Peticionante para que informasse o
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fls. OOO333

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AU
ocorrido a Pedro Taques_ Que os demais membros do grupo também

IR
questionaram o Pedro Taques sobre a referida doação_

AR
Ao se encontrar com Pedro Taques, o Peticionante o

L
indagou se o mesmo tinha conhecimento da referida doação da empresa

DE

CONS1GNUM, tendo Pedro Taques confIrmado que tinha conhecimento da

:32 AN
doação, apesar da mesma não ter sido contabilizada em nome de Wilians Mishur

:46 C
ou eventual empresa do mesmo_

14 E S
• Que teve conhecimento, através de Pedro Taques,
8 - IN
que parte do referido recurso foi destinado pelo Sr. Paulo Taques para pagar
01 OL

despesas até então desconhecidas pelo Peticionante e do grupo de


0/2 AR

empresários / amigos.
9/1 - C

Que teve conhecimento que dos R$ 900.000,00


: 1 30

(novecentos mil reais) doados pelo Sr. Wilians Mishur e captados por Paulo


Em 579

Taques, R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) foi pago em espécie e recebido por
Paulo Taques e R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) através de cheques e que os
18

referidos títulos teriam sido entregues por Paulo Taques para Donizete Aguilera


51

Castrillon, que, por sua vez, fez doação ofIcial no montante de R$ 400.000,00
06

(quatrocentos mil reais) para campanha, através da empresa Aguilera Auto Peças
r:

Ltda., no mês de agosto de 2014 - corroboração pela declaração ofIcial de


po

doações da campanha.
sso

Que em janeiro de 2015, o Governador eleito,


pre

chamou em seu gabinete o peticionante e o então chefe da casa civil Paulo


Taques, e determinou aos mesmos para que fossem saldados os empréstimos com
Im

o grupo de empresários já citados, inclusive o Peticionante, que havia sido tomado


para quitar os restos de campanha.

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GAB/PGR
ris. 000334

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UP
Nesta oportunidade, o Peticionante cobrou do 399

RA
Governador Pedro Taques a retirada da empresa CONSIGNUM para inserir uma

RI
nova empresa de CONSIGNADOS, conforme havia prometido o Governador

LA
Pedro Taques antes mesmo de assumir o cargo, pois, desse contrato, seria

DE
realizada a quitação do empréstimo junto aos empresários .


:32 AN
Todavia, neste momento da conversa, o Sr. Paulo

:46 C
Taques tomou a palavra e disse que teria que manter o contrato da empresa

14 E S
• CONSIGNUM por mais três meses, afim de viabilizar para a mesma a
oportunidade de recuperar os valores doados a campanha, no que Pedro Taques
8 - IN

concordou com a manutenção do contrato da empresa CONSIGNUM.


01 OL
0/2 AR

O Peticionante informa que, em conversa informal


9/1 - C

com o secretário Júlio Modesto, o mesmo informou que foi procurado pelo Sr.
Wilians Mishur que tinha interesse em manter a vigência do seu contrato, tendo
: 1 30

oferecido ao Secretário propina para garantir a manutenção do referido contrato.


Em 8579

• Júlio Modesto, assegurou ao Peticionante que não havia concordado com a


proposta do referido empresário.
11

• O Júlio Modesto, ainda teria dito ao Peticionante que


65

esteve em contato com a SERPROjDF - equivalente ao CEPROMAT,


r: 0

responsável pela gestão de sistemas do Estado - e tinha um projeto para trazer a


po

Mato Grosso o mesmo sistema operacional para gerir os CONSIGNADOS no


sso

Estado de Mato Grosso, com a vantagem que isso não acarretaria qualquer custo
ao Estado. Que Júlio, ainda lhe disse que levou este projeto ao Governador Pedro
pre

Taques.
Im

Para a surpresa do Peticionante e todo o grupo de


arrugos, a referida empresa manteve seu contrato com apoio do governo até

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GAB/PGR
Hs 000335

HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
agosto de 2016, ou seja, por mais 20 (vinte) meses, não sabendo informar em que

IR
condições foi mantido o referido contrato uma vez que não participou de

AR
nenhuma tratativa nesse sentido, mesmo a referida empresa sendo investigada por
confessadamente pagar propina na gestão anterior - 2011 a 2014.

L
DE
o

contrato só foi encerrado após a prisão do

:32 AN
referido empresário na denominada "Operação SODOMA 11" - Cópia

:46 C
denúncia em anexo para corroborar o modus operandi da referida empresa .

14 E S
• Que após a prisão do empresário Willians, tomou
8 - IN
conhecimento que o mesmo prestou um depoimento junto ao MPE de
01 OL

Mato Grosso, afirmando que teria feito doação para campanha de Pedro
0/2 AR

Taques, mas teria entregue os valores a um empresário de nome NEY. O


9/1 - C

peticionante não leu o referido documento, mas sabe que esse depoimento
existe e estaria eximindo o Sr. Pedro Taques, em função de um ajuste com
: 1 30

o empresário, que também teria sido ouvido neste procedimento perante o


Em 8579

• Núcleo do Patrimônio Público de Mato Grosso.


11

Ressalta-se aqui, que Ney era pessoa próxima a Mauro


• Mendes, ex prefeito de Cuiabá, e que também teve conhecimento, mediante
65

conversa com Pedro Taques, que este esteve num evento na residência do senhor
r: 0

Ney (sócio do Prefeito Mauro Mendes) e ao chegar ao local, o pretenso candidato


po

ganhou do senhor Wilians Mishur "um pernil de carneiro '; fato que chama atenção
so

na memória do Peticionante. Segundo o Sr. Pedro Taques, o evento foi no


s

condomínio Alphaville, e o atual Prefeito Mauro Mendes também estava presente.


pre

O Peticionante afIrma que só esteve com Wilians Mishur e Paulo Taques em uma
Im

ocasião, na reunião já mencionada.

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.....
GAB/PG1
Fls 000336

. =1
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
Por fim, recentemente o ex Governador Silval
401

IR
Batbosa, em colaboração Premiada afirmou que teve um encontro com Willians,

AR
onde este teria dito que precisava renovar o contrato com o Estado, pois já "teria
acertado com Paulo Taques a manutenção do mesmo" caso Pedro Taques fosse eleito .

L
DE

:32 AN
:46 C
Corroboração:

• • Denúncia criminal Sodoma;


14 E S
8 - IN
• Oitiva do Ex-Governador Silval, confirmando a existência de um
01 OL

acerto prévio;
0/2 AR

• Solicitação de expediente ao MPE/MT, acerca da Oitiva dos Srs.


9/1 - C

Willians e Ney, acerca destes fatos, que envolvem a operação


Sodoma 11.
: 1 30

• Declaração de prestação de contas do Candidato Pedro Taques .


Em 579

• Matéria Jornalista narrando a apreensão de quantias elevadas na


18

casa do empresário Willians, dono da Consignum enquanto ainda


tinha contrato com a atual gestão;
51
r: 06
po
sso
pre
Im

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PP
AU
402

IR
L AR
DE

:32 AN
• :46 C
14 E S
8 - IN
01 OL

CORROBORAÇÃO ANEXO I
0/2 AR
9/1 - C
: 1 30


Em 579
18


51
r: 06
po
sso
pre
Im

6521274717
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Gazeta Digital: Polícia apreende R$ 1 milhão na casa de empresário 11/12/1612:02

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403

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:46 C
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14 E S
• Política de MI CurtIr Compí'lrtilhar O Tweetar

Sexta, 11 de março de 2016. 14h03

Polícia apreende R$ 1 milhão na casa de empresário


8 - IN
01 OL

Redação da PJClMf
0/2 AR


9/1 - C
: 1 30
Em 8579
11


65
r: 0

Dinheiro apreendido no apartamento do empresário Willian Mischur

Cerca de R$ I milhão foi apreendido na segunda fase da operação Sodoma, em buscas no apartamento do investigado, WiJlian Paulo Mischur,
po

dono da empresa Consignum, de empréstimo consignado para servidores públicos, que também foi preso preventivamente na operação
dcflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, no âmbito das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Crimes
Contra a Administração Pública e Contra a Ordem Tributária (Defaz). da Polícia Judiciária Civil, nesta sexta-feira (11).
so


o empresário foi alvo de três mandados de buscas. cumpridos um na empresa Consignum c dois em residências. um apartamento locali7..ado em
um edifício no bairro Santa Rosa, e outro em uma casa no condomínio Naútico Portal das Águas. no Manso.
s
pre

o dinheiro será contado com aUXilio de máquinas c depois depositado em conta judicial.
A operação Sodoma 2 cumpre nesta sexta-feira 21 ordens judiciais decretadas pela Vara Especializada Contra o Crime Organizado, sendo II
Im

mandados de buscas e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de condução coercitiva.

Foram cumpridos os cinco mandados dc prisão contra os ex-secretários Pedro Jamil Nadaf (Indústria e Comércio), Mareei Sousa de Cursi

http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show!seca0f152!materia/472279/1Ipolicia-apreende-r-l-milhao-na-casa-de-empresario Página 1 de 7
Gazeta Digital: Polícia apreende R$ 1 milhão na casa de empresário 11'12/1612:02

(Fazenda), César Roberto ZJ1io (Administração); Willian Paulo Mischur (Consignum - empresa de empréstimo consignado para servidores
públicos); e Karla Cecília de Oliveira Cintra. assessora direta de Pedro Nadaf, que na primeira fase da operação Sodoma teve medida cautelar
para uso de tornozeleira eletrônica decretada e agora foi expedida ordem de prisão.

Os ex-secretários de Indústria c Comércio e de Fazenda. Pedro Jamil Nadar e Mareei Sousa de Cursi, respectivamente, estão presos desde a
primeira fase da operação Sodoma, em setembro de 2015. no Centro de Custódia de Cuiabá. Eles tiveram novamente mandados de prisao

P
decreLados e cumpridos.

UP
A operação Sodoma 2 apura conduta dos membros da organização criminosa na utilização de recursos provenientes do pagamento de propina e
lavagem de dinheiro. Os trabalhos são desdobramentos das investigações relacionadas à concessão fraudulenta de incenLivos fiscais do
404

RA
Progrdma de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso. o Prodeic.

As investigações apuraram que parte dos cheques repassados como pagamento de propina a servidores públicos foram utilizados para aquisição
de um im6vellocalizado na Avenida Beira Rio, bairro Grande Terceiro. em Cuiabá.
P-CR--1

RI
GAB I

LA
Fls. O[] 033 9

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Em 8579

Ii matérias relacionadas
11

Sexta, 05 de agosto de 2016

• 14:54 - Relator nega HC e mantém prisão de ex-aliado de Sjlval


65

Quarta. 03 de agosto de 2016


r: 0

18:43 - Coronel e ex-aljado de Sjlva! não gªnham HCs no TI

Terça, 26 de julho de 2016


po

15:57 - Q.u:âpcrde mais 2 HCs e segue preso em Cuiabá


sso


Terça, 12 de julho de 2016

15:42 - Delªtores~putadQs c senador serão testemunhas em aç.i1Q


pre

Quarta, 06 de julho de 2016

16:29 - Por 2 votos TI mantém prisÕes de ClIrsj e Nadaf


Im

Sexta, 17 de junho de 2016

http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/152/materia/472279/t/policia-apreende-r-l-milhao-na-casa-de-empresario Página 2 de 7

Governo recontrata empresa Consignum que pagava R$ 1 milhão de propina por mês I Muvuca Popular 11f12/1612:02

4' "C
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lfi!j 11 mlIíffl POPULAR I


(D INIIDEX. PH P)

PP
EM DEFESA DA SOCIEDADE
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INVESllGAÇÃO(fNOTIClAS/INVESTIGAC.AO.IITML)
L0 340
1

IR
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Governo recontrata empresa Procurar noUcla ...

AR
Consignum que pagava R$ 1
milhão de propina por mês ENQUETE

L
DE
Imprensa divulgou que contrato havia sido cancelado e governo tinha aberto nova licitação Você acha que Mauro Mendes vai rompe
com Pedro Taques para ser candidato er


José Marcondes Muvuca 025/06/201608:33:17 ® 16148 acessos 2018 depois de indicar 4 secretários no

:32 AN
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governo do estado?

OAcho que Mauro nem vai ser candidato em 20'

:46 C
o Depende. Mauro Mendes é Oportunista

• 14 E S
o Não. Mauro Mendes é capacho
8 - IN o Sim, Mauro Mendes é traira
01 OL

EDUARDO GOMES
0/2 AR

De rondonopolitanos


(noticias/artigos/8899G-de-
9/1 - C

rondonopolltanos,htmJ)

( )
: 1 30

vlDEOS
Em 8579

o Governo do estado celebrou dois termos aditivos de contrato com a empresa


Consignum, que é especializada em crédito consignado em folha e também em
11

pagamento de propina para autoridades públicas .


65

A empresa está sendo investigada e seu proprietário, Wi1lian Paulo Mischur foi preso na
Operação Sodoma com R$ 1 milhão em espécie que segundo apurou o Ministério Público,
era para pagar propina para integrantes do governo Pedro Taques.
r: 0

Em off, o empresário teria ameaçado revelar os nomes de quem recebia a propina na atual e-atrasar-salarlo-de-todos-os-servidores-do-estac
gestão caso seu contrato não fosse renovado. O atual aditivo, portanto, soa como um acinte
po

apas-as-eleiaaes,html)
para a justiça mato-grossense.

Pelos dois contratos publicados no Diário Oficial neste sábado (25), a consignum consegue
so


um aditivo de 90 dias, o que garantiu sua participação oficial no governo até dia 13 de maio,
e no segundo aditivo, a empresa alonga sua pennanência no estado até o dia 13 de agosto.
s
pre

Para dar um golpe de vista, o governo anunciou na imprensa que havia cancelado o contrato
com a empresa e lançado um edital para realização de nova licitação que aconteceria ainda
em fevereiro deste ano.
Im

http://muvucapopular.com.br/noticias/lnvestigacao/87394-governo ... empresa-consignum-que-pagava-r-l-milhao-de-propina-por-mas.html Página 1 de 4


Governo recontrata empresa Consignum que pagava R$ 1 milhão de propina por mês I Muvuca Popular 11/12/1612:02

• Como ninguém deu o alerta, nenhum órgão avançou na investigação, o empresário foi solto
e ficou calado e a imprensa está abarrotada de propaganda do governo, Pedro Taques
acreditou que está tudo dominado e recontratou a empresa pelo Diário Oficial. Caso
mantivesse os pagamentos desde janeiro, o empresário terá garantido para o responsável
pelo recebimento de propina no atual govenro, a Quantia de R$ 8 milhões, o suficiente, por
ALMT Vote Consciente 192..

~8TPG-Rl
40

PP
exemplo, para concluir o escritório de ad\'ocacia milionário que está sendo erguido no

~~0034 J
Alphaville.
.

AU
Em seu despacho para decidir a prisão do dono da Consignum, a juíza Selma Arruda disse
que "As supostas fraudes e pagamentos de propinas das quais Willians teria participado - . I
indica que o empresário estaria comprometido com a organização criminosa". Willian

IR
chegou a admitir publicamente que estava pagando propina para membros do atual
governo.

AR
Veja os aditivos publicados neste sábado:

L
DE
PRIMEIRO TERMO ADITIVO AO INSTRUMENTO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA +UDAS ÚLTIMAS NOTICIAS

PARTES: SECRETARIA DE ESTADO DE GESTÃO e a EMPRESA CONSIGNUM Morre aluno torturado em treinamento dos

:32 AN

PROGRAMA DE CONTROLE E GERENCIAMENTO DE MARGEM LTDA Bombeiros (atualizada) (noticias/geraI/8881o-mor,
aluno-torturado-em-treinamento-dos-
bombeiros.html)
OBJETO: O presente Termo Aditivo tem por objeto prorrogar o prazo de vigência do

:46 C
~ 560517 acessos
Instrumento de Cooperação Técnica, pelo período de 90 (noventa) dias.

• 14 E S
Taques 'chuta' mais um direito dos servidores; Des:
DA VIG:BNCIA: O presente Termo Aditivo tem por objeto prorrogar o prazo de vigência vez dependentes com deficiência ficam sem ampa
do Instrumento de Cooperação Técnica pelo período de 90 (noventa) dias, contados (notlcias/governo/88224-taques-chuta-rnais-um-
de 14.02.2016 a 13.05.2016. direito·dos·servidores-dessa-vez-dependentes-cor,
8 - IN
DO FUNDAMENTO: Fundamenta-se o presente Termo de Aditamento na Lei 8.666/93 -
deflciancia·flcam-sem-amparo.html)
<ti 125798 acessos .
01 OL
caderno administrativo nO 53630/2016 (ap
Governo vai congelar e atrasar salário de todos os
servidores do estado após as eleições
(noticias/elelcoes-2016/8B41 , -taques-val-congela
0/2 AR

SEGUNDO TERMO ADITIVO AO INSTRUMENTO DE COOPERAÇÃO TlíCNICA e-atrasar-salario-de-todos·os-servidores·do-estadl


apas-as-eleiaaes.html)
PARTES: SECRETARIA DE ESTADO DE GESTÃO e a EMPRESA CONSIGNUM - $ 116050 acessos
9/1 - C


PROGRAMA DE CONTROLE E GERENCIAMENTO DE MARGEM LTDA
Taques 'dá banana' para servidores e transfere R$
OBJETO: O presente Termo Aditivo tem por objeto prorrogar o praw de vigência do 300 milhões para empreiteiras
(noticias/artlgos/871 71-govemador-da-banana-pa
Instrumento de Cooperação Técnica, pelo período de 90 (noventa) dias.
: 1 30

servidores-e-transfere-r·300-milhoes-para·

DA VIGf:NCIA: O presente Termo Aditivo tem por objeto prorrogar o prazo de vigência
emprefteiras.html)

.
Em 8579

*103114acessos
do Instrumento de Cooperação Técnica pelo penado de 90 (noventa) dias, contados
de 14.05.2016 a 13.08.2016. Justiça eleitoral manda Taques trabalhar ao Invés
fazer campanha para Wilson
DO FUNDAMENrO: Fundamenta-se o presente Termo de Aditamento na Lei 8.666/93- (noticias/politica/8B260-justiaa-eleitoral-manda-
caderno administrativo nO 229501/2016 e na d taques-trabalhar-ao-Invas-de-ficar-fazendo-
11

campanha·para-wilson-santos.html)


4to 91 630 acessos
65

o
ACESSOS C\l:11r Co;-:"~'rtllhrr
r: 0

ALMT Meios 02 HD 1280x7 ...


o QUE DIZEM SOBRE ISS01
po

Kid bengala 25/06/2016 22:27:56


a
so

•......•

Não consignum entender como dom pedrito consegue ser tão incompetente. E es.~ SAD é urna
s

piada! Vão tudo para cadeia. Espera só trocar o governo!


pre
Im

Luiz cuiabano 25/06/2016 21:49:06


MUVUCA POPULAR NO SEU EMAIL

http://muvucapopular.com.br/notlcias/investigacao/87394-governo ... mpresa-consignum-que-pagava-r-l-milhao-de-propina-por-mas.hlml Página 2 de 4





,
Im
pre
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65
11
Em 8579
: 1 30
9/1 - C
0/2 AR
01 OL
8 - IN
14 E S
:46 C
:32 AN
DE
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000342
GABI PGR

407




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Em 8579
: 1 30
9/1 - C
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14 E S
:46 C
:32 AN
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IR
AU
PP
000343
GABI GR

4J8



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: 1 30
9/1 - C
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8 - IN
14 E S
:46 C
:32 AN
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PP
GABI
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409
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9/1 - C
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8 - IN
14 E S
:46 C
:32 AN
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OD0345
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65
11
Em 8579
: 1 30
9/1 - C
0/2 AR
01 OL
8 - IN

34.148.617,38
14 E S
:46 C
:32 AN
DE
LA
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RA
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,000346

I!.L
• 1 1
GAB/PGR"l
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ fls. OOO34 7
.
I,
l=--'---,,----c=l
EXCELENTÍSSIMA SENHORA JUíZA DE DIREITO DA 7' VARA CRIMINAL DA
COMARCA DE CUlABÁ/MT.

P
UP
412

RA
RI
LA
DE
• RÉUS PRESOS

:32 AN
• :46 C
14 E S
8 - IN
01 OL
0/2 AR

o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO


9/1 - C

GROSSO, com base na legislação vigente e nas investigações realizadas por intermédio
do Inquérito Policial n" 097/2015 (DECFCAP/CIRA), SIMP 000180-003/2016, Código
: 1 30


431488, vem à presença de Vossa Excelência oferecer:
Em 8579

DENÚNCIA
contra:
11


65
r: 0

1" DENUNCIANDO - SILVAL DA CUNHA BARBOSA,


brasileiro, casado, ex-Governador do Estado de Mato Grosso (gestão 2011/2014),
po

empresário, nascido em 26/04/1961, natural de BorrazópolisfPR, filho de Joana da Cunha


so

Barbosa e Antônio da Cunha Barbosa, pOl1ador do Registro Geral n". 2020025 SSfPR ,
inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob o nO. 335.903.119-91, grau de instruçào Superior
s
pre

Completo, ATUALMENTE RECOLHIDO NO CENTRO DE ClJSTÓDlA DA


CAPITAL, residente e domiciliado na Av. Brasília, n" 235, Edifício Riviera da América
Im

apartamento 1901, bairro Jardim das Américas Cuiabá - MT:


14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

2" DENUNCIANDO - PEDRO JAMIL NADAF, brasileiro,

PP
divorciado, ocupando na atualidade o cargo de Presidente da Federação do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso - FECOMÉRCIO MT, nascido em

AU
0111111963, natural de CuiabáfMT, filho de Jamil Boutros Nadaf e Layla Mussa Nadaf,

IR
p0l1ador de CPF n". 265.859.101-25 e da Cédula de Identidade n" 0279378-4 SSP/MT,
com grau de instrução Superior Completo, ATUALMENTE RECOLHIDO NO

AR
CENTRO DE CUSTÓDIA DA CAPITAL, residente e domiciliado na Rua Buenos

L
Aires n° 193 apto 1904 Edificio Clarice Lispector. bairro Jardim das Américas Cuiabá-

DE

:32 AN
3" DENUNCIANDO - MARCEL SOUZA DE CURSI,

:46 C
brasileiro, casado, servidor público estadual, atualmente lotado na SEFAZ/MT, nascido

14 E S
em 1911211963, natural de São Paulo/SP, filho de Valdelice Souza de Cursi e Alcebíades •
8 - IN
Mori de Cursi, portador do Registro Geral n°. 154627008 SSP/SP, inscrito no Cadastro de
01 OL

Pessoa Fisica sob o nO. 041.388.228-44, grau de instrução Superior Completo,


ATUALMENTE RECOLHIDO NO CENTRO DE CUSTÓDIA DA CAPITAL,
0/2 AR

residente e domiciliado na Rua Tailândia, n" 173. bailTo Jardim Shangri-Lá Cuiabá-MT
9/1 - C

podendo ser encontrado na sede da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso


SEFAZ/MT,
: 1 30
Em 8579

4" DENUNCIANDO - RODRlGO DA CUNHA BARBOSA, •


brasileiro, casado, médico e empresário, nascido em 04/05/1984, natural de Cascavel -
PR, filho de Roseli de Fátima Meira Barbosa e Silval da Cunha Barbosa, portador do
11

Registro Geral n° 11900342/MT SJ, inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob o n°


65

007.451.521- 71, com grau de instrução Superior Completo, residente e domiciliado na


r: 0

Rua Brigadeiro Eduardo Gomes. n° 135 Bairro Popular. apaJ1amento 802 Cuiabá MT.
po

S· DENUNCIANDO - SÍLVIO CEZAR CORREA ARAÚJO,


so

brasileiro, nascido em 22/03/1969, natural de Santarém/PA, filho de Sérgia Maria da


s

Conceição Rego Correa e Astésio Bernardo Araújo, inscrito no Cadastro de Pessoa Física
pre

sob o nO. 324.439.512-00, ATUALMENTE RECOLHIDO NO CENTRO DE


Im

CUSTÓDIA DA CAPITAL. residente e domiciliado na Rua dos Canários. n° 22 Quadra


07 unidade 201 Condomínio Belvedere, bairro Jardim Imperial. Cuiabá/MT:
-- - - - - -
-_-~~~-_- _.-_ -_-=--=--=----:c2-:-de9~
GAB/PGR"l
fls. OOO34 8 l
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ I

6" DENUNCIADO - JOSÉ DE JESUS NUNES CORDEIRO,


brasileiro, nascido em 25/0511962, natural de Alto Garças/MT, filho de Alvérica Nunes

P
, '3
/.li.

UP
Cordeiro e Demétrio Rodrigues Cordeiro, inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob o n"-
318.093.401-87, ATUALMENTE RECOLHIDO NO CENTRO DE CUSTÓDIA DA

RA
CAPITAL. residente e domiciliado na Rua Alfenas. nO 277. bairro Jardim Mariana.
Cuiabá-MT:

RI
LA
7" DENUNCIANDO - CÉSAR ROBERTO ZÍLlO, brasileiro,

DE

casado, advogado, nascido em 03/0611960, natural de Nova Londrina/PR, !ilho de

:32 AN
Antelmo Zílio e Catarina Afonsa Lopes Zílio, inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob o
n°. 389.663.369-49, grau de instmção Superior Completo, residente e domiciliado na

:46 C
Alameda Louro Branco. nO 5. ÇJuadra 08 lote 05. Condomínio Florais dos La~os.

• Cuiabá/MT:
14 E S
8 - IN
01 OL

8" DENUNCIANDO - PEDRO ELIAS DOMINGOS DE


MELLO, brasileiro, nascido em 05/0211976, natural de São Paulo/SP, filho de Janetc
0/2 AR

Domingos de Mello e José Ademar de Mello, inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob o
9/1 - C

n". 306.119.958-67, residente e domiciliado na Rua Floriano Peixoto. nO 176. APTO 201.
Bairro DUÇJue de Caxias Cuiabá-MT:
: 1 30


Em 8579

9" DENUNCIANDO - FRANCISCO GOMES DE ANDRADE


LIMA FILHO, brasileiro, casado, servidor público estadual, nascido em 01/05/] 953,
filho de Haidee Bicudo Lima e Francisco Gomes de Andrade Lima, inscrito no Cadastro
11

• de Pessoa Física sob o n". 336.907.667-53, com grau de instrução Superior Completo,
65

ATUALMENTE RECOLHIDO NO CENTRO DE CUSTÓDIA DA CAPITAL.


r: 0

residente e domiciliado na Rua Prudente de Morais n" 985 apto I 04 bairro Ipanema. Rio
de Janeiro/RJ ou na Rua General João Severino da Fonseca. n° 98. bairro Araés. Cuiabá-
po
sso

10" DENUNCIANDA - KARLA CECÍLIA DE OLIVEIRA


pre

CINTRA, brasileira, nascida em 21/0311977. natural de Cuiabá/MT, !ilha de Cam1el11 de


Im

Oliveira Cintra e Edson Andrade Cintra, portador do Registro Geral n". 941920 SSP/MT,
inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob o n°. 809.100.841-49, com grau de instrução
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Superior Completo, residente e domiciliada na Rua peso Trigo de Loureiro nO 549. Ed.

PP
Eco-Vita Ideale. apto 1302. bairro Consi!. Cuiabá-MT

AU
11" DENUNCIANDO - JOSÉ GERALDO RIVA, brasileiro,

IR
casado, nascido em 08/0411959, natural de Guaçui - ES, portador do Registro Geral nO.
292707 SSPlMT, inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob o nO. 387.539.109-82, com

AR
grau de instruçâo Superior Completo, residente e domIciliado na Rua Sinjão Curvo. n°

L
207. bairro Santa Rosa. Cuiabá - MT:

DE
:32 AN
12° DENUNCIANDO - T1AGO VIE.IRA DE SOUZA •
DORI LEO, brasileiro, casado, empresário, nascido cm 08/08/86, natural dc Cuiabá - MT,

:46 C
filho de Vania Aparecida Vieira de Souza e Sérgio Graças Dorileo, portador do Registro

14 E S
Geral n" 1388039-0 SPP/MT, inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob o n° 013.321.011- •
8 - IN
19, com grau de instrução Superior Completo, residente e domiciliado na Ra Estevào de
01 OL

Mendonca. 1067, Ed. Maison Classic bairro Ouilombo. Cuiabá MT:


0/2 AR

13" DENUNCIANDO - FÁBIO DRUMOND FORMIGA,


9/1 - C

brasileiro, empresário, nascido em 21/05170, natural de Belo Horizonte - MG, filho de


Mariza Guimaràes Drulllond e Juventino Evangelista Formiga, portador do Registro Geral
: 1 30

n" M2696789 SSP/MG, inscrito no Cadastro de Pessoa Física n" 856.339.686-20,


Em 8579

residente e domiciliado na rua Desembargador Jorge Fontan 336. apto 201. bairro •
Belvedere. Belo Horizonte/MG;
11

14" DENUNCIANDO - BRUNO SAMPAIO SALDANHA,


65

brasileiro, advogado inscrito sob a OAB/MT 8764/0, nascido em 13/09/1979, natural de


r: 0

Cuiabá- MT, filho de Luciene Pacheco Sampaio Saldanha e Francisco Saldanha Neto,
portador do Registro Geral n" 08349533IMT SJ, inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob
po

o n" 916.258.151-15,com grau de instrução Superior Completo, residente e domiciliado na


so

Av. Uruguai n° 305 bairro Santa Rosa. Cuiabá - MT:


s
pre

15" DENUNCIANDO WALLACE DOS SANTOS


Im

GUIMARÃES, brasileiro, casado, nascido em 18/11/1961, natural de Vitória - ES,


portador do Registro Geral n°. 501119 SSP/ES, inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob
- -_.~-

____
-- ---
~de9~
-- --- ---------------------------------

GAB/PGRl
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ ris. 000349
,
1=---==----,-.=.=
o n". 761.851.507- n, com grau dc instrução Superior Completo, residente e domiciliado
na Travessa Rio Grande do Sul. nO 50. bairro Nova Várzea Grande, Várzea Grande - MT:

P
• < 4

UP
4,;"
16" DENUNCIANDO - ANTÔNIO RONI DE LlZ, brasileiro,

RA
empresário, nascido em lO/O 1/1963, natural de Francisco Beltrão -PR, filho de Maria

RI
Santa de Liz e Ari Ribeiro de Liz, portador do Registro Geral n," 13204459/MT, inscrito
no Cadastro de Pessoa Física sob n." 49281704900, representante legal da empresa

LA
EDITORA DE LlZ LTDA-ME, residente e domiciliado na Rua Marechal Hem1es, n" 100,

DE

Bairro Ipase, Várzea Grande-MT,

:32 AN
17" DENUNCIANDO - EVANDRO GUSTAVO PONTES DA

:46 C
SILVA, brasileiro, divorciado, empresário, nascido em 25/08/975, natural de Adamantina
• 14 E S
- SP, filho de Nereide Pontes da Silva c Isaiaas Miguel da Silva, portador do Registro
8 - IN
Geral nO 08215871 SESP MT, inscrito no Cadastro de Pessoa Física sob o n" 626.832.091-
01 OL

34, representante legal da empresa E.G.P. DA SILVA ME, residente e domiciliado na Rua
Cristóvão Colombo nO 318 bairro Jardim I mperial. Várzea Grande - MT, pelos fatos que
0/2 AR

passa expor:
9/1 - C

1- DOS FATOS
: 1 30


Em 8579

Trata-se de Inquérito Policial instaurado em 05/10/2015 pela


Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública -
11

DECFCAP', fruto dos desdobramentos da "OPERACÃO SODOMA", que apurou a


65

constituição e atuação de ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA e, ainda, a prática por esta


ORGANIZAÇÃO dos delitos de CONCUSSÃO, EXTORSÃO e LAVAGEM DE
r: 0

DINHEIRO na concessão e fruição de benefício fiscal do Programa de Desenvolvimento


po

Industrial e Comercial de Mato Grosso - .PRODEIC, condutas planejadas e executadas


no período de 2011 a 2015, no âmbito do PODER EXECUTIVO do ESTADO DE
sso

MATO GROSSO,
pre

A respectiva investigação alicerçou a ação penal 22746-


Im

25,2015,811.0042, em trâmite nesse juízo, tendo evidenciado que a ORGANIZAÇÃO

\ Com atribuições junto ao Comitê Interinstituciollnl de Recuperação de Ativos - eiRA.


-- . - - - - - --- --- ------ 5de~
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

CRIMINOSA, LIDERADA por SILVAL DA CUNHA BARBOSA, tinha suas hases na

PP
SECRETARIA DE ESTADO DE INDÚSTRIA. COMÉRCIO. MINAS E ENERGIA
DE MATO GROSSO (SICME/MT)', posterionnente migrada para a CASA CIVIL do

AU
ESTADO DE MATO GROSSO, na SECRETARIA DE ESTADO DE .FAZENDA DE

IR
MATO GROSSO - SE)<'AZlMT e, confonne ilustrado nesta investigação.

AR
também na SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO
SAD\ além da participação de RODRIGO DA CUNHA BARBOSA.

L
DE
Naquela investigação, restou exaustivamente ilustrado que, durante •

:32 AN
o período de setembro de 20Il a julho de 2015, atendendo à EXIGÊNCIA da

:46 C
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, o empresário JOÃO BATISTA ROSA pagou a título

14 E S
de propina e extorsão a importância de R$ 2.595.297,86 (dois milhões, quinhentos e
noventa e cinco mil, duzentos c noventa e sete reais e oitenta c seis centavos).

8 - IN
01 OL

Também foi apurado que a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, na


0/2 AR

pessoa de PEDRO NADAJi, com o propósito de OCULTARlDISSIMULAR a


ORIGEM da RECEITA CRIMINOSA, exigiu que os pagamentos fossem pulverizados
9/1 - C

em diversos cheques (ao todo em 246 (duzentos e quarenta e seis)) de valores pequenos,
: 1 30

fazendo com que fonnalmente, tivessem diferentes beneficiários, a grande maioria,


Em 8579

estranhos a ORGANIZAÇÃO, providência astuciosamente planejada para dificultar o


rastreamento do dinheiro entregue, como também, distanciá-lo do GRUPO
CRIMINOSO.
11
65

Pois bem, na trilha de identificação da destinação dada ao dinheiro •


r: 0

entregue pelo empresário à ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, foram localizados


pagamentos pela aquisição de 03 (três) áreas urbanas, nesta capital, que totalizam
po

aproximadamente 30.000 m', cujos detalhes serão apresentados em tópico próprio.


so
s

Portanto. esta investigação identificou:


pre
Im

2 Atual Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso - SEDEC/MT.


-' Atual Secretaria de Estado de Gestão de Mato Grosso - SEGES/MT.
----~~-

_._---~~~~
_ _ _ _---"6de'!'!
GAB/PGRl
tis. 000350
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ ,
l~----_.=.J

1- mais 04 (quatro) membros da ORCANIZAÇÃO

P
CRIMINOSA:
... 5

UP
41

RA
L1 - 03 instalados na SECRETARIA DE ESTADO DE

ADMINISTRACÃO, a saber: CÉSAR ROBERTO ZÍLIO, PEDRO

RI
ELIAS DOMINCOS DE MELLO e JOSÉ DE JESUS NUNES

LA
CORDEIRO, os quais ocupavam os seguintes cargos: os dois primeiros de

DE
• SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO, sendo que PEDRO ELIAS naquela

:32 AN
Secretaria também ocupou o cargo de SECRETÁRIO ADJUNTO DE GESTÃO DE

:46 C
GASTOS e o terceiro o cargo de SECRETÁRIO ADJUNTO DE ADMINISTRAÇÃO;

14 E S
• além de RODRIGO DA CUNHA BARBOSA. filho de SILVAL
8 - IN
BARBOSA, o único que não ocupava cargo público;
01 OL

2- revelou outro modus operandi, da ORGANIZAÇÃO


0/2 AR

CRIMINAL qual seja: a EXIGÊNCIA e/ou RECEBIMENTO DE VANTAGEM


9/1 - C

INDEVIDA DE FORNECEDORES DO ESTADO. quer para que fossem autorizadas


adesões a pregões realizados na SAD, firmados e/ou mantidos contratos
: 1 30

administrativos, respectivos ADITIVOS e, ainda, promover PAGAMENTOS e


Em 8579

2.1 - a prática de fraude em licitações públicas, por parte da


11

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA e, ainda, em concurso com JOSÉ GERALDO RIVA.


65

• T1AGOVIEIRADE SOUZA DORILEO e FÁBIO DRUMOND FORMIGA;


r: 0

2.2 - a prática de fraude processual;


po

3-
sso

prática de LAVAGEM DE DINHEIRO, ocultando a


propriedade de bens imóveis c semoventes, por parte de CÉSAR ROBERTO ZíLIO e
pre

PEDRO JAMIL NADAF. respectivamente:


Im

- - - - - ------
_ _ ____- 7de~±
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

4- prática de CRIME CONTRA a ADMINISTRAÇÃO


PÚBLICA por agentes públicos e particulares, a saber: JOSÉ GERALDO RIVA,

PP
TIAGO VIEIRA DE SOUZA DORILEO e BRUNO SAM.PAIO SALDANHA;

AU
IR
5- prática de FRAUDE PROCESSUAL no interesse da

AR
ORGANIZAÇÃO ostensivamente executada por CÉSAR ROBERTO ZÍLlO.

L
DE
2- DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

:32 AN
e da PARTICIPAÇÃO de

:46 C
CÉSAR ROBERTO ZÍLlO. PEDRO ELIAS DOMINGOS DE
14 E S
MELLO. JOSÉ DE JESUS NUNES CORDEIRO e RODRIGO •
8 - IN
DA CUNHA BARBOSA
01 OL
0/2 AR

As investigações revelaram a existência e efetiva ação de


ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA instalada no PODER EXECUTIVO de MATO
9/1 - C

GROSSO, composta por agentes públicos que ocuparam a cúpula executiva, responsável
: 1 30

por promover verdadeira sangria na RECEITA PÚBLICA do ESTADO DE MATO


Em 8579

GROSSO, seja minando a RECEITA TRIBUÁRIA c/ou DESVIANDO RECURSOS


PÚBLICOS.
11


Foi apurado na investigação anterior e corroborado na presente que
65

a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA - composta pelos DENUNCIADOS: SILVAL DA


r: 0

CUNHA BARBOSA, PEDRO JAMIL NADAF, MARCEL SOUZA DE CURSI,


FRANCISCO GOMES DE ANDRADE LIMA FILHO, SÍLVIO CEZAR CORREA
po

ARAÚJO, KARLA CECÍLIA DE OLIVEIRA CINTRA e os ora DENUNCIANDOS:


so

CÉSAR ROBERTO ZÍLIO. JOSÉ DE JESUS NUNES CORDEIRO. PEDRO


s

ELIAS DOMINGOS DE MELLO e RODRIGO BARBOSA <participacão dos qua-


pre

tro últimos só agora descoberta), unidos com ANIMUS ASSOCIATIVO, de forma pere-
Im

ne e estável, com estrutura hierárquica preestabelecida e divisão de tarefas, convergiram

-.- ---- - - . - - . - - .-- ---Sde94


_ _ _ . _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ • _ _ _ _ _ _ =--....::.J
GAB/PG,Rl
f'ls. OO035 ~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

csforços comuns à prática de crimes CONTRA a ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA,


CONTRA o PATRIMÔNIO (extorsão) e de LAVAGEM DE DINHEIRO.

PP
AU
Os trabalhos realizados evidenciam que SILVAL DA CUNHA

IR
BARBOSA, na condição de lider da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, era o responsável
por articular e coordenar as ações dos demais integrantes, que atuavam com o propósito

AR
de blindar o seu líder.

L
DE
Na Ia fase da Operação Sodoma, foi apurado que a


:32 AN
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA tinha como modus operandi estabelecer
benefício fiscal plantando inconformidades formalizar

:46 C
e, em seguida,

• 14 E S
a exigência de pagamento de vantagem indevida .
8 - IN
Naquela ocasião, por razões óbvias, ATUARAM os mcmbros:
01 OL

SILVAL DA CUNHA BARBOSA, MARCEL SOUZA DE CURSI e PEDRO JAMIL


0/2 AR

NADAF, frente a govemabilidade no manuseio da legislação tributária e da concessão e


9/1 - C

manutenção dos benefícios fiscais.


: 1 30

Já esta investigação ilustrou que as ações crn11lnosas não se


Em 8579

concentravam apenas na manipulação dos beneficios fiscais (PRODEIC), mas também


junto aos FORNECEDORES (e/ou PRESTADORES DE SERVIÇOS) do ESTADO.
11


Conforme já desvendado o então GOVERt'lADOR SILVAL DA
65

CUNHA BARBOSA ardilosamente compós seu sraff com agentes afinados aos seus
r: 0

propósitos criminosos, lotando·os em cargos estratégicos e, na chefia de importantes


Secretarias deste Estado (SICME/MT - SEFAZ/MT - CASA CIVIL e na SAD/MT -
po

Secretaria de Administração do Estado - último fato reyelado nesta investigação),


so

objetivando no interesse da ORGANIZAÇÃO a capitalização de recursos que ~


s

da classe empresarial mato-gms.s_e-"-S_e. seja para permitir a obten,Ç.㺠e fndcão de


pre

BENEFÍODS FISCAIS de diversas lI.llturezas OI! para formalizar PREJ:;ÕES -


Im

ADESÕES - CONTRATOS ADMINIST.RATlVOS /ADITlVOS/ PAGAMENTOS c,


posteriorm.e.nJe. promover a dissimulacã%cultacão destes recursos.

9de94,
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Nesta frente secundária de atuação da ORGANIZAÇÃO


CRIMINOSA, têm especial destaque às figuras de CÉSAR ROBERTO ZíLIO,

P
UP
PEDRO ELIAS DOMINGOS DE MELLO e JOSÉ DE JESUS NUNES CORDEIRO,
todos infiltrados na SECRETARIA de ADMINISTRACÃO do ESTADO. por meio

RA
dos cargos públicos de livre nomeação.

RI
Também foi apurado recentemente que compõe a

LA
ORGANIZAÇÃO CRIM.INOSA - RODRIGO BARBOSA, filho de SILVAL, que ao

DE
contrário dos demais não exercia nenhuma função na Administração Pública, cuja tarefa

:32 AN
era identificar aliados e "fonte de receita" para o GRUPO CRIMINOSO e arrecadar a •
parte da vantagem indevida que cabia a SI LVAL BARBOSA.

:46 C •
14 E S
A articulação criminosa envolvia:
8 - IN
01 OL

1- o GABINETE do então GOVERNADOR, por intennédio deste


e do Chefe de Gabinete SíLVIO CEZAR CORREA ARAÚJO, pessoa de estreita confi-
0/2 AR

ança de SILVAL BARBOSA, que lhe acompanha há mais de 15 anos, desde o período em
9/1 - C

que ocupou o cargo de Deputado Estadual.


: 1 30

Esta investigação ilustrou de forma mais detalhada a multi facetada


Em 8579

participação de SÍLVIO CEZAR, que atuava na condição de "FISCAL da PROPINA", •


razão pela qual os empresários lhe eram apresentados para confirmar os valores pagos e se
11

o percentual repassado ao LÍDER estava correto, como também, na função de ARRECA-


DADOR DA PARTE QUE CABIA a SILVAL e como responsável pela respectiva LA-


65

VAGEM, de forma que o dinheiro se distanciasse do governador.


r: 0
po

A transferência do sigilo bancário, l1s. 02/39 do Anexo 1 dos Autos


Complementares, de SÍLVIO revela ações de LAVAGEM DE DINHEIRO para a OR-
sso

GANIZAÇÃO CRIMINOSA, pois somente no período de 2011/2015, foi creditado em


suas contas-correntes o montante de R$ 1.512.679,08 (um milhão, quinhentos e doze
pre

mil, seiscentos e setenta e nove reais e oito centavos), destacando Que sua remuneracão
Im

eorrespondeu a apenas 28 5% deste mOvimento.

______________________________~10~de9~
GAB/PGRl
Fls. 000352 '
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUiABÁ
l=---:="",.==l
Também foi possível verificar que dos valores creditados. excluindo
os proventos, os depÓsitos em dinheiro corresponderam a 44,96%, as transferências

PP
23,85% e os realizados por intermédio de cheques 3,14%. 417

AU
IR
Veja que quase 50% dos depÓsitos foram realizados em espécie,
recurso utilizado para ocultar a origem do capital, vide fls. 13 do Anexo I dos Autos

AR
Comp Iementares.

L
DE

2- a SECRETARIA DE INDÚSTRIA e COMÉRCIO

:32 AN
(SICME/MT), c, posterionnente, com atuação da CASA CIVIL DE MATO GROSSO
na pessoa de PEDRO NADAF e do PROCURADOR 00 ESTADO à disposição da

:46 C
CASA CIVIL - FRANCISCO GOMES DE ANDRADE LIMA FILHO e, ainda, a se-

14 E S
nhora KARLA CEcíLIA DE OLIVEIRA CINTRA, pessoa de estreita confiança de
8 - IN
NADAF que o acompanha há mais de 10 anos:
01 OL

PEDRO NADAF, inicialmente atuando na SICME, depois transfe-


0/2 AR

rido para a Casa Civil, compunha o núcleo de decisão da ORGANIZAÇÃO CRIMINO-


9/1 - C

SA,espaço que divida com MARCEL e o próprio líder - SILVAL, diretamente distribuía
as tarefas executas por FRANCISCO GOMES e KARLA CINTRA, no interesse dos
: 1 30

ajustes criminosos .


Em 579

FRANCISCO LIMA tinha a função de LAVAR o DINHEIRO de


18

origem ilícita e, ainda, utilizar o seu cargo de Procurador do Estado, junto a Casa Civil,


51

para dar falso suporte jurídico a diversos atos firmados pela Administração Pública,
06

com o objetivo de emprestar ou conferir a forma de regularidade e legalidade, tudo


realizado no interesse da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.
r:
po

Necessáno reconhecer que a transferência das infom1ações bancári-


sso

as', revelou que a participação de KARLA CEcíLIA DE OLIVEIRA CINTRA, na OR-


GANIZAÇÃO CRIMINOSA, é maior do que aparentava inicialmente.
pre
Im

~ Realizada no interesse do IP 070/2015. cujo uso compartilhado com esta apuração foi autorizado judicialmente.
fls. 334/336.
_ _ _ _ _ l1de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Durante o período de 20 11/2015, a DENUNCIANDA realizou


grande movimentação bancária de crédito em suas contas-correntes, em valor muito supe-

P
UP
rior a sua receita declarada, a saber: montante de R$1.620.261,23 (um milhão, seiscentos
e vinte mil, duzentos e sessenta e um reais e vinte e três centavos), sendo que apenas

RA
21,96% dos depósitos têm origem na remuneração obtida pelo seu vínculo emprega-
tício com a .FECOMÉRClO - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do

RI
Estado de Mato Grosso, vide fls. 128/204 do Anexo I I.

LA
DE
Nesse mesmo período, houve demasiada saída de capital no impor-

:32 AN
te de R$ 1.469.937,33 (um milhão, quatrocentos e sessenta e nove mil, novecentos e •
trinta e sete reais e setenta e três centavos) valor aproximado do montante creditado em

:46 C
suas contas, abatido o equivalente à sua remuneração, vide fls. 189 do Anexo 11.

14 E S

8 - IN
A passagem da referida importância em sua conta-corrente ilustra
01 OL

aspecto importante de modalidade de LAVAGEM DE DINHEIRO.


0/2 AR

llustrando a atividade de operadora do GRUPO CRIMINOSO,


9/1 - C

com a missão de proteger seus membros, aponta informações obtidas a partir do resultado
cumprimento dos mandados de BUSCA e APREENSÃO realizado na FECOMÉRCIO, no
: 1 30

interesse da ação penal 22746-25.2015.811.0042. cujo compaJ1ilhamento foi autorizado-


Em 8579

fls. 334/336 autos complementares.


11

Naquela oportunidade foi apreendido microcomputador de uso da


65

referida DENUNClANDA, demonstrando que em 15/09/15, produziu arquivo eletrônico •


simulando a realização de alteração contratual na empresa NBC - Assessoria, Consultoria
r: 0

e Planejamento, na qual o filho de PEDRO NADAF lhe transfere sua participação socie-
po

tária, tornando-o único proprietário da empresa (Sociedade Uni pessoal), alteracão Que
aparentemente não foi levada aos órgãos competentes. em razão da prisão do ora DE-
sso

NUNCIANDO naquela mesma data, vide fls. 49/127 do Anexo lI.


pre

No mesmo HD foi encontrado arquivo magnético, produzido no dia


Im

14/09/2015. às 18h46min, portanto, um dia antes da deflagração da Operação Sodoma,


quando KARLA CECÍLIA DE OLIVEIRA CINTRA retificou a Declaracão de
12de94.
GAEl/PGR"l
tis. 000353 I.
~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ --_.==i

Imposto de Renda de pessoa física ORPFl do Ano-calendário 2014 de PEDRO


NA!)AF incluindo no rol de bens e direitos 02 (dois) imóveis, 11s. 78 do Anexo lI, a

PP
saber:

AU
Um apartamento situado no Ed. Pantanal m, com 100 (cem) m', n° 1201, Torre I,

IR
1.
adquirido em 2014 pelo valor de R$ 398.006,36 (trezentos e noventa e oito mil, seis reais

AR
e trinta e seis centavos), e.

L
DE
2. Um apartamento n° 309, com 84m', situado na rua Arthur Prado, 433, Host Paraíso,


:32 AN
da Construtora MAC em São Paulo/SP. adquirido em janeiro/20 14 pelo valor de RS
760.000,00 (setecentos e sessenta mil reais).

• :46 C
14 E S
Veja que nos dois episódios KARLA CECÍLIA DE OLIVEIRA
8 - IN
CINTRA executa ações com O propósito de inovar o estado de coisas e pessoas, objcti-
01 OL

vando dar a aparência regular e legal à constituição da empresa de FACHADA - denomi-


nada: NBC e ao patrimõnio de PEDRO NAJ)AF.
0/2 AR
9/1 - C

3- a SECRETARIA DE FAZENDA (SEF-\Z/MT) na pessoa de


MARCEL CURSI, inicialmente ocupando o cargo de SECRETÁRIO ADJUNTO DA
: 1 30

RECEITA PÚBLICA e depois como S,ECRET ÁRIO DE FAZENDA .


Em 8579

Ilustrando a atividade especializada de MARCEL na ORGANI-


ZAÇÃO CRIMINOSA como o encarregado pela criação de artimanhas jurídicas para
11

• respaldar e garantir receita ilícita para o GRUPO, elaborando normas ou arquitetando


65

procedimentos, revestidos de falsa regularidade e legalidade. Neste sentido, apresenta re-


r: 0

sultado do cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência, cujo conte-


údo do notebook de uso pessoal revela detalhes do estudo sobre a Lei Estadual n"
po

10.207/2014, que foi aprovada no final da gestão de SILVAL BARBOSA e o impacto de


so

eventual revogação.
s
pre

Informa que a referida lei é objeto da ADI (Ação Direta de Incons-


Im

titucionalidade) nO 113831/2015 em trâmite no Tribunal de Justiça do Estado de Mato


Grosso - TJMT.

--~
13de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Trata-se de legislação cirurgicamente elaborada para "proteger" os


espúrios acordos e benefícios concedidos pela ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, conva-

PP
lidando procedimentos e atos praticados em desconfonnidade com os requisitos constitu-

AU
cionais, os quais provocaram grande perda de receita e, ao mesmo tempo, enorme vanta-

IR
gem indevida aos membros da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. Matéria publicada no
site de notícias do Folhamax ao noticiar a liminar que suspendeu os efeitos da referida lei,

AR
infom13 que provocou prejuízo de aproximadamente R$ 1,7 bilhões ao erário, conforme

L
figura 15 colacionada no Relatório Técnico n" OS/2016, às fls. 399/503 dos autos comple-

DE
mentares:


:32 AN
fi.ura 15 - R. orla'.m Folhamax - 20/10,2015

:46 C
14 E S

eUNtlAGEM FISCAL

TJ anula lei de Silva I que deu prejuízo de R$ 1} bi ao Estado


8 - IN
;:v.,"AL '_, ,r.:.
--------_.. _ - - - - - - -
01 OL

(Qnw:-("o'I"\í IIl\.r'lil' !1.t"l IV,! (.rKó-'d 11'1((\/I~ht.}':lW;ltIa' .JI"4"l "'" .,., !,lo::kl
0/2 AR

,,,,,-. !J(:-r"':laOC" ",:"r1' ft'l'1Xl<; ..l ,r~.I~'Bi 111(, d:tr:'fnll !<::vJ;"l ~ p-o!~\"

l':hllte.r •• !,j" "t,lll') (~I'O~~,O" .y.J'4!.l<.1 pw)u, .... o 0'" r~s I 1lJ.4 t'''[l,'to d~

(()Ire<; Pl.!:Ill(M Ó"J Esta.io ~vido e {OO(<SSOO 00 a'llst d .1e 1j, • .1i')c,
9/1 - C

do I(').I~ (itll;:>O'>!? Sc.!)fr· _:ltruidÇ,\O"" M(+I(.ooor"l fi: ~rY'l:Q':,i A


Ó<"XI~b a:....}Óof-t.! p<:!'diOO {I,l rr'XUfa-1<Y ••1 Go."a! '.Si, _Itrst,ç;"l (pc)!
mr.iJf., rl.1 P,...l11\A\.(;(} P'~f:'i.'\ C',oe 'ac{'!l~Htl( ")O.dIIlJ;t>"!,."I
: 1 30

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'f"lSLH,•• j t.~:<) r1,l.(lmú Çói'll o pe'wr.oen;" ,10 r1oi'b'lo<; i:S(,a'<;
Em 579

<l~'.::.r'l.~·I("ÁJ fl·lj».,",'M '" if!1''''! ilS dI" ..h·t:\.!s (!fI .';':~.I'" »r:,po::..-.J;.
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l'~Vlo;.(Of!jr!!1", 1lOv-'-;'S m,~""5 Ot", \'I{/~!1(oil; (lfl ~I 10 ;:07 ,jt>, HI ()(.
18

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t:.<,lli-1ú ~ gof:'lotl ri-'td-l.J'., "".t"l.,) ~,,'::.lif!t(I(l.~ 00l R$ !)11.H\~,~. rl'1lnon'.!Y.l ~,Plor ílt" I': jtlf,tot,~S. I~S :i:n 040.1 f'lli.t"l~ f)()""':Of do"'


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j'aflSjlOr!<:" 6 RS 5--t;) r1l1.llt.)o,<,!\o ,,><,iur (}" U[\<!fQ,ú, (,i(.,t'M ,)

FO::\"TE: httv '.;...'.~.,:.folhamax,cQm.br política tj .anula.l~í.de*:;il\'al.quc-deu.prejui.zc,.de.r.l. -:- ·bi.


06

aQ-estado 63~~~
r:
po

A planilha apreendida intitulada como: RESUMO DOS EFEI-


TOS DA LEI 10.2017/2014-01 e 02 em suas figuras 16 e 17, que compõe o Relatório
sso

n° OS/2016 - elaborado no interesse do IP 070/215, cujo uso compartilhado com esta in-
pre

vestigação foi autorizado, demonstra de forma robusta o importante papel desempenhado


por MARCEL na ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, como o técnico cspecialista nas
Im

questões tributária/financeira do Estado, razão pela qual compõe o núcleo de decisão gru-
po, representando pilar de fundamental importância. Reflexo de sua inegável inteligência

14de91
GAB/PGR"l

l4' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ


fls. OOO3 5 4 '. l
1-----,.=1
e conhecimento jurídico que, infelizmente, colocou à disposição de seus cúmplices e não
da população mato-grossense.

P
i!• ...1 9

UP
Interessante observar a coluna identificada como risco na referida

RA
planilha, indicando nominalmente "ARARATH/ IMPERADOR", vide Relatório

RI
Técnico nO OS/2016, que como é sabido sào operações policiais que tramitam na Justiça

LA
Federal e Estadual e apresentam implicações negativas contra agentes políticos que inte-
graram o quadro do Executivo na gestào passada .

DE

:32 AN
Na coluna denominada aumento tributário em uma delas

:46 C
aponta "EVITA QUE MULTA A NÃO DELATORES e BUSCA E
• 14 E S
APREENSÕES FISCAIS PARA INSTRUIR ARARATH", em oulra li-
8 - IN
nha aponta "HOMOLOGA PAGAMENTOS FEITOS VIA PETROB-
01 OL

RAS (INCLUSIVE TRIMEC, NININHO, BOTELHO, AVALONE,


0/2 AR

ETC) ", vide Os. 478/479 dos autos complementares.


9/1 - C

Observações que apresenta de forma exemplificativa destacando


: 1 30

que todo o conteúdo do referido relatório escancara a verdadeira finalidade da referida lei,


Em 8579

que seguramente, foi engendrada por MARCEL.

Ainda demonstrando que foi elaborada para atender aos ajustes rea-
11

• lizados pela ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, destaca que, examinando a figura 19, fls .
65

486 dos autos complementares, constata-se que ao apontar o efeito da revogacão da referi-
r: 0

da lei lança a seguinte observação: "IRÁ REABRIR DÉBITOS EXTIN-


po

TOS, ESPECIALMENTE JBS e MARFRIG .... ", ilustrando o tratamento


personalíssimo a determinados contribuintes.
sso
pre

Na O. 490 e seguintes, também do relatório, observa-se a articula-


ção de MARCEL com diversos representantes da classe empresarial, com o ex-governa-
Im

dor e diversos ex-secretários de Estado, lardeando a existência de projeto de lei revogando


a Lei Estadual nO 10.207/2014. Interessante que para os colegas da administração (ex-se-
15de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

cretários), ao apontar o "risco" lança o seguinte texto: "Reabrir SETPU, SECO-

PP
PA, SICME".

AU
Sem qualquer dúvida, os alertas apresentados a todos, robustece o

IR
já noticiado, de que sua atividade na ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA era emprestar a

AR
aparência de regularidade e legalidade aos criminosos ajustes realizados ao longo de 2011
a20.15.

L
DE
Demonstrando, ainda, o envolvimento de MARCEL DE CURSI


:32 AN
na ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, auferindo vantagem indevida, registra que a trans-

:46 C
ferência do sigilo bancário da empresa de FACHADA denominada M. DE A. CLAUDIO

14 E S
EPP, de propriedade de sua esposa - MARNIE DE ALMEIDA CLAUDIO, revelou mo-
vimentação atípica. Trata-se de empresa constituída em 06/07/12, portanto, dois dias ap-'&

8 - IN
sua nomeasiío no cargo de Secretário de Estado de Faz~.n.d.3..
01 OL
0/2 AR

Tcm como atividade comercial declarada a prestação de serviços


combinados de escritório e apoio administrativo, com sede na rua Buenos Aires, 552, apto
9/1 - C

301 Jardim das Américas, no Ed. Acaiaca, imóvel estritamente residencial, local onde re-
: 1 30

side a sogra de MARCEL DE CURSI.


Em 579

Interessante destacar que desde sua constituição nào realizou o re-


gistro de funcionário, sequer tendo cadastro no Ministério do Trabalho e Emprego, sendo
18

que também merece destaque o fato de que a suposta empresária, portanto, a única que.
51

em tese. labora na empresa, desde 21/011J0 é funcionária devidamente registrada na em- •


06

presa LAGO DOURADO MINERAÇÃO LTDA., exerccndo a função de gerente admi-


r:

nistrativo/financeiro, conforme declarou em seu currículo, fls. 337/341 dos autos comple-
po

mentares.
sso

o capital social declarado é de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), to-


pre

davia, durante os anos de 2012 a 2014 (período de execução das fraudes por parte da OR-
GANIZAÇÃO CRIMINOSA) foi creditado em suas contas bancárias o montante de R$.
Im

3.536.573.80 (três milhões, quinhentos e trinta e seis mil, quinhentos e setenta e três reais
e oitenta centavos). A entrada de capital se concentrou no período de 2012 a 2013, com
16de(}4!
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE ClJIABÁ
1
GAB/PG-R
fls. 000355 '

1---,---.,-"=l

maior destaque o ano de 2012, quando recebeu R$ 1.755.626.00 (um milhão, setecentos e
cinquenta e cinco mil, seiscentos e vinte e seis reais).

P
420

UP
4- a SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO, nas

RA
pessoas de:
4.1- CÉSAR ROBERTO ZÍLIO. que ocupou o cargo de Secretá-

RI
rio de Estado durante o período de dezembro de 2010' a janeiro de 2013 e, de janeiro

LA
de 2013 a dezembro de 2014, permaneceu na ORGANIZAÇÃO ocupando o cargo de

DE
presidente do MT PARTICIPAÇÕES E PROJETOS S/A (MT-PAR), vide fls. 517/520


:32 AN
dos autos complementares.

:46 C
Ocupando o cargo de SECRETÁRIO, tinha como tarefa, OS-

14 E S
• TE'IISIVAMENTE, em nome da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, identificar fonte
8 - IN
de RECEITA de VANTAGEM INDEVIDA e, após a identificação, exigir/receber os
01 OL

valores da VANTAGEM INDEVIDA, reter a parte que lhe cabia e entregar o restan-
te ao LÍDER - SILVAL.
0/2 AR
9/1 - C

Ilustrando o grau de confianca de SILVAL com CÉSAR ZÍLIO.


informa que este foi PRESIDENTE DO COMITÊ FINANCEIRO ÚNICO DO PMDB
: 1 30

na campanha das eleições para GOVERNADOR/20tO, na qual SILVAL se sagrou


Em 8579

vencedor, vide fl. 521 dos autos complementares .

As investigações revelaram que participou ativamente da OR-


11

• GANIZAÇÃO CRIMINOSA durante todo o mandato de SILVAL BARBOSA, sendo


65

que, a partir de AGOSTO/2013, por desavenças intemas, foi alijado das tratativas espúri-
r: 0

as, todavia, ardilosamente mantido na ORGANIZAÇÃO, providência adotada para man-


po

tê-lo sob vigilância e controle, garantindo seu silêncio, procedimento que revela o grau de
organização do GRlJPO CRIMINOSO.
sso

4.2 - PEDRO ELIAS DOMINGOS DE MELLO, que ocupou


pre

os cargos de Secretário Adjunto de Gestão de Gastos, durante o período de feve-


Im

5 Quando foi nomeado Secretário de Estado pelo ato n" 6.400/2010.

17de94
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

reiro/20B a dezembro/20B, e de Secretário de Estado de Administracão. de


janeiro/2014 a dezembro/2014.

P
UP
Também atuou ativamente na campanha da eleição para Governa-

RA
dor/20] O, por convite de RODRIGO BARBOSA, e após a eleição ocupou o cargo de AS-

RI
SESSOR ESPECIAL DA CASA CIVIL, nomeado em fevereiro/201J, permanecendo
até fevereiro/20B, quando assumiu os cargos descritos acima.

LA
DE
PEDRO ELIAS, investido no CARGO de SECRETÁRIO DE

:32 AN
ESTADO, em nome da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, tinha a incumbência de •
IDENTIFICAR fonte de RECEITA DE VANTAGEM INDEVIDA e EXIGI-LA/RE-

:46 C
CEBÊ-LA, sendo que antes desta tarefa, atuava como "FISCAL da PROPINA", caben-

14 E S
do-lhe a tarefa de verificar se o valor ajustado da vantagem indevida estava sendo re- •
8 - IN
colhido e repassado corretamente ao LI DER.
01 OL

Quando responsável em arrecadar o valor recebido, após reter a


0/2 AR

patie que lhe cabia, repassava o quinhão do LÍDER aos arrecadadores: SÍLVIO COR-
9/1 - C

REA e RODRIGO BARBOSA.


: 1 30

4.3 - de JOSÉ DE JESUS NUNES CORDEIRO, que ocupou o


Em 8579

cargo de Secretário Adjunto de Administração durante o período de jnnho/201O a de- •


zembro/2014, nomeado por SILVA I ,DA CIJNHA BARBOSA.
11

JOSÉ CORDEIRO durante todo o período em que participou da


65

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA tinha a tarefa de "ajustar" os PROCESSOS L1CI-


r: 0

TATÓRIOS aos seus intentos criminosos. Detinha total liberdade para iniciar e conduzir
po

tais processos, buscando sempre obter vantagem ilícita a favor do GRUPO CRIMINO-
SO em total prejuízo aos interesses públ icos.
sso
pre

Nesta tarefa, "CRIAVA DEMANDA POR PARTE DA ADMI-


NISTRAÇÃO" SUPERDIMENSIONANDO A NECESSIDADE DA ADMINIS-
Im

TRAÇÃO, elaborando TERMOS DE REFERÊNCIA - "TR" de forma a dirigir o


processo licitatório às empresas previamente ajustadas com a ORGANIZAÇÃO
18de9~
GAB/PGRl
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ Fls. aoI) 3 5 6 .
L-:----,=__.~
CRIMINOSA e INFLANDO o VALOR ESTIMADO a ser lançado no EDITAL, com
o propósito de que o sobrepreço fosse repassado à ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.

P
UP
Na estrutura da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, estava direta-

RA
mente ligado ao SÍLVIO, na condição de representante direto do LÍDER - SILVAL
BARBOSA, com o qual traçava os planos e procedia aos ajustes que consolidariam nos

RI
processos li citatórios fraudulentos. Desta forma, não devia explicação/satisfação aos Se-

LA
cretários de Administração. Sua autonomia no comando dos Processos Licitatórios era uti-

DE
1izada pela ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA como fator de intimidação dos empresários,


:32 AN
posto que se não se submetessem aos interesses do GRUPO, suas empresas seriam fatal-
mente descartadas .

• :46 C
14 E S
Foi apurado que, aproveitando do poder que detinha, chegava a
8 - IN
pessoalmente abordar os empresários exigindo pagamento de vantagem indevida, como
01 OL

no caso relatado, quando na certeza de sua impunidade, teve o desplante de procurar o


empresário em sua residência.
0/2 AR
9/1 - C

Esta intimidação também era dirigida aos empresários que já esta-


vam se submetendo às exigências da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, como meio de
: 1 30

mantê-los cativos .


Em 8579

Destaca depoimento do Sr. NELSON CORREA VIANA, às fls.


325/328 dos autos complementares, que exerceu cargo de Superintendente de Licitação da
11

• SAD/MT a partir de 20 I O, no qual declara que, a partir de 20 11, percebeu que os proces-
65

sos licitatórios que envolviam grandes empresas passaram a ser direcionados, com imposi-
r: 0

ções de determinadas condições e/ou qualificações que somente algumas empresas poderi-
am cumprir.
po
sso

Registrou que em 2011 recebeu ordens de JOSÉ CORDEIRO e


CÉSAR ZÍLJO para que fizesse o atendimento de fornecedores, que muitas vezes se diri-
pre

giam acompanhados de autoridade, causando profundo incõmodo ao depoente, citando


Im

uma ocasião em especial na qual um servidor público lotado na CASA CIVIL, cujo nome
e função exercida não se recorda, dirigiu-se à SAD/MT em fevereiro/2011, dizendo estar

19de9~
----------------~~--~

14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

em nome de SILVAL BARBOSA e manifestando interesse em contratar com o Estado,


por intermédio de empresa de sua propriedade. Declarou NELSON ter repreendido o ser-

P
UP
vidor público, dizendo-lhe que não poderia defender interesses privados e que pelo fato de
ser servidor público, sequer poderia ter empresa.

RA
RI
Após o evento, afitma NELSON que manteve contato com SIL-
VIO informando o ocorrido, sendo que, passados alguns dias, foi procurado por CÉSAR

LA
c JOSÉ CORDEIRO dizendo-lhe que precisavam do depoente na AGECOPA, o que foi

DE
recusado pelo Superintendente. NELSON informa ter notado certa irritação nos DENUN-

:32 AN
CIANDOS em razão da sua recusa. Dias depois, NELSON foi surpreendido com a publi- •
cação da sua exoneração no Diário Oficial. Por fim, apontou que, após sua saída, teve co-

:46 C
nhecimento que no Setor de licitação e contratos da SAD/MT, os representantes das em-

14 E S
presas que participavam dos certames apresentavam em pen-drives informações para a •
8 - IN
confecção moldada de Termo de Referência ou Edital, visando o direcionamento do pro-
01 OL

cesso licitatório.
0/2 AR

5 - RODRIGO DA CUNHA BARBOSA - filho do então GO-


9/1 - C

VERNADOR - SI LVAL BARBOSA, representando diretamente o LÍDER - seu pai-


SILVAL BARBOSA atuava como longa mallllS de SILVAL. Era seu representante direto,
: 1 30

ardilosamente utilizado para dar mobilidade ao LÍDER, que por razões óbvias tinha que
Em 8579

ocultar sua identidade. Exercia dupla função na ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA: como •


identificador de aliados, I<-ONTE DE VANTAGEM INDEVlDA Uunto aos empresári-
os/fornecedores) e ARRECADADOR da parcela da VANTAGEM ILÍCITA que cabia
11

ao LÍDER, recebida pela ORGANIZAÇÃO. E, ainda, promovia a LAVAGEM do DI-


65

NHEIRO de origem criminosa no interesse do LÍDER.


r: 0
po

A revelação tardia da participação de RODRlGO BARBOSA nas


investigações em curso, poderá provocar a conclusão que sua atuação era limitada e,
sso

portanto, pouco perceptível, tratando-se de membro de pouca expressão na


ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. Sem dúvida conclusão equivocada, pois, ao contrário,
pre

a sua importância é proporcional à proteção que sua identidade recebeu ao longo da


Im

atuação da organização criminosa.


GAB/PG-R
Fls. 000357
l
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ ~
[:::--==---,.=1

Veja, aparentemente, sua conduta OSTENSIVA só ocorria no


próprio ambiente da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, ou seja, só a exteriorizava para os

P
UP
seus cúmplices, o que lhe implicava em maior proteção, exatamente em razão de estar
umbilicalmente ligado ao LÍDER e, na missão de ARRECADAR o seu GANHO

RA
CRIMINOSO e promover a respectiva LAVAGEM DE CAPITAL.

RI
Observe, portanto, que nào era interessante à ORGANIZAÇÃO e

LA
especialmente ao LÍDER que pessoa de atuação tão sensível ficasse exposto .

DE
• Como já ressaltado, a atividade de OCULTAÇ.~O da VANTA-

:32 AN
GEM INDEVIDA RECEBIDA era da incumbência de FRANCISCO LIMA, SÍLVIO

:46 C
CORREA, RODRIGO BARBOSA e KARLA CINTRA .

• 14 E S
8 - IN
A união de propósitos e integração de ações ficam ilustradas ao se
01 OL

observar as condutas executadas por cada um dos seus membros, revelando a existência
de COORDENAÇÃO em forma HIERÁRQUICA, com DIVISÃO DE TAREFAS,
0/2 AR

tudo focado no planejamento e execuçào de crimes.


9/1 - C

Ficou demonstrado que a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, como


: 1 30

já apontado acima, solidificada numa estrutura com forte poder político e com grande


Em 8579

influência sobre os órgãos da administração pública, mesmo deslocada do PODER


EXECUTIVO, frente ao encerramento do mandato de SILVAL DA CUNHA BARBOSA
e da gestão dos referidos SECRETÁRIOS DE ESTADO, continuou em plena atividade .
11


65

Indispensável ressaltar que há indícios de que a ORGANIZAÇÃO


r: 0

tenha atuado em diversas frentes, além das já delineadas: FRAUDE na fruicão do


PRODEIC e nas CONTRATAÇÕES PÚBLICAS (fornecimento e/ou serviços),
po

quando, violando aos princípios da Administração Pública, independente da qualidade e


sso

eficiência dos serviços e sempre guiada por interesses escusos e egoísticos,


EXIGIA/RECEBIA o PAGAMENTO DE VANTAGEM INDEVIDA.
pre
Im

Os indícios apontam que a ORGANIZACÃO CRIMINOSA atuou


de forma perene durante toda a gestão de SILVAL BARBOSA. provocando prejuízo a

21dc9~
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

toda a população mato-grossense, que até hoje arca com as consequências das ações cri-
minosas de seus membros, frente ao sucateamento da máquina administrativa, ausência de

PP
investimento em infi-aestrutura, na saúde, segurança e educação pública, etc.

AU
IR
Inquirido pela autoridade policial (fls. 1221142 dos autos comple-
mentares), CÉSAR ROBERTO ZÍLlO declarou que efetivamente participou da OR-

AR
GANIZAÇÃO CRIMINOSA durante toda a gestão de SILVAL BARBOSA. apontan-

L
do-o como o LÍDER.

DE
:32 AN
Identificou os demais membros, a saber: PEDRO JAMIL NA- •
DAF, MARCEL DE CURSI, SÍLVIO CORREA, FRANCISCO LIMA, JOSÉ COR-

:46 C
DEIRO e PEDRO ELIAS. Em relação à KARLA, afim10u que a via na CASA CIVIL e

14 E S
a conhecia como Secretária de PEDRO NADAF.


8 - IN
01 OL

Quanto ao RODRIGO BARBOSA, filho de SILVAL, CÉSAR in-


formou que este com muita frequência se fazia presente no palácio do governo. no ga-
0/2 AR

binete de seu pai, muitas vezes acompanhado por PEDRO ELIAS, mesmo no período
9/1 - C

em que ele ocupava o cargo de ASSESSOR ESPECIAL.


: 1 30

CÉSAR afirmou que havia rígida hierarquia na ORGANIZAÇÃO


Em 8579

CRIMINOSA, cuja cúpula era ocupada por SILVAL - (LÍDER) - PEDRO NADAF e •
MARCEL DE CURSI. Esclareceu que MARCEL era o agente encarregado em "dar os
ajustes legais para as ações que fugiam a normalidade", executadas pela ORGANIZA-
11

çÃO CRIMINOSA, na busca de VANTAGEM INDEVIDA. Era acionado para buscar


65

solução para arrumar dinheiro no interesse do grupo criminoso, tais como: elaboração
r: 0

de DECRETOS, LEIS, etc. Com o propósito de "camuflar" atos ilícitos realizados pela
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. dando-lhe aspecto de legalidade, vide fls. 141 dos
po

autos complementares.
sso

Infom1ou que PEDRO NADAF e MARCEL eram próximos e mo-


pre

bilizados com frequência por SILVAL para buscar soluções referentes a assuntos e ques-
Im

tões ilícitas, enfrentadas ou executadas pela ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.

22de94!
GAB/P~
Fls. 00035~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Revela CÉSAR ZILlO, que com o propósito de selar o pacto de si-


lêncio entre os membros da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, constantemente escutava

P
UP
ameaças proferidas indistintamente por: SI LVAL, PEDRO NADAF, FRANCISCO
LIMA, JOSÉ CORDEIRO c SíLVIO afirmando de fonna contumaz que "homem de.

RA
boca mole vira comida de formiga". "quem tem clÍ. tem medo" (sic), visivelmente com o

RI
propósito de transmitir a mensagem de que eventuais delações receberia brutal represália.
Aspecto que até hoje lhe causa muito receio e temor.

LA
DE
Ilustrando a integração em posição reservada e de nível elevado de


:32 AN
hierarquia desses últimos, destaca declaração de PEDRO ELIAS na qual afinna que, en-
quanto Secretário de Administração, fazia palie do CONDES - Conselho de Desenvolvi-

:46 C
mento Econômico e Social do Estado de Mato Grosso. Registra que, como regra, ao final

14 E S
da reunião aconteciam encontros reservados com a participação apenas de PEDRO NA-
8 - IN
DAF, MARCEL e ARNALDO, para tratar de assuntos não revelados aos demais memb-
01 OL

ros, vide fls. 271 dos autos complementares.


0/2 AR

Em posição diferenciada, mas na execução de tarefas e no planeja-


9/1 - C

mento de algumas açôes, aponta os cúmplices: SÍLVIO CORREA, PEDRO ELIAS,


FRANCISCO LIMA e JOSÉ NUNES CORDEIRO.
: 1 30


Em 8579

PEDRO ELIAS, também CONFESSA sua participação na OR-


GA~IZAÇÃO CRIMINOSA, destacando que SILVAL tinha o cuidado de posicionar
pessoas de sua confiança, em locais estratégicos na administração pública, para garantir o
11

• pleno atendimento aos interesses da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, vide fls. 259/271


65

dos autos complementares.


r: 0

Dos depoimentos colhidos, especialmente os relatos de CÉSAR


po

ZÍLIO e dos empresários: WILLlANS PAULO MISCHUR e JÚLIO MINORI TSU-


so

JII, foi possível identificar que SÍLVIO CORREA e PEDRO ELIAS funcionavam tam-
s

bém como "fiscais da propina", com a tarefa de acompanhar à distância os pagamen-


pre

tos de vantagem indevida. realizados diretamente a outros membros da ORGANI-


Im

ZAÇÃO CRIMINOSA. fiscalização que era realizada no interesse de SILVAL, vide


fls. 1221142 dos autos complementares; 445/452 e 557/561 dos autos principais.
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Na atividade de ARRECADADOR e OCULTANDO a origem da


receita espúna, especialmente no interesse do LÍDER atuavam: SÍLVIO CORREA e

PP
RODRIGO BARBOSA, membros de inteira confiança do LÍDER, atividade apontada

AU
pelo depoimento de PEDRO ELIAS.

IR
PEDRO ELIAS informou que ambos (SÍLVIO/RODRIGO) ocu-

AR
pavam o mesmo grau hierárquico na ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, mantendo con-

L
tato direto com SILVAL e, em nome do LÍDER, repassavam aos demais membros ordens

DE
dos ilícitos a serem executados, as quais eram fielmente cumpridas, vide fls. 259/271 dos


:32 AN
autos complementares.

:46 C
PEDRO ELIAS relatou que ao assumir o cargo de Secretário Ad-

14 E S
junto de Gestão de Gastos, foi advertido por SÍLVIO que não se intrometesse nos PRO- •
8 - IN
CESSOS LICITATÓRIOS, posto que eram comandados por JOSÉ CORDEIRO que
01 OL

agia por ordem direta de SJLVAL, vide fls. 259/271 dos autos complementares.
0/2 AR

Ilustrando o modus operal1di do grupo criminoso, sempre na busca


de fonte de receita ilícita, tarefa que deveria ser executada OSTENSIVAMENTE pelos
9/1 - C

Secretários de Estados, apresenta a infomlação prestada por PEDRO ELIAS de que no


: 1 30

ano de 2014, ao assumir o cargo de SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO, foi procu-


rado pelo cúmplice PEDRO NADAF incitando-o a "arrumar dinheiro" (sic), entendendo


Em 579

que o orientava a não se limitar a receber a oropina já ajustada pelos demais membros..
mas que identificasse outras (ontes, quando lhe respondeu que não o faria, pois já estava
18


receoso com as ações já executadas, vide fls. 259/271 dos autos complementares.
51
06

No tocante à destinação do ganho criminoso, esclarece que os indí-

cios apontam que a vantagem indevida auferida era canalizada em benefício de to-
r:
po

dos os membros. cuja distribuição era proporcional a SIla importância na.

ORGANIZA CÃO CRIMINOSA, sendo que o membro que tivesse "propiciado a.


sso

causa do recebimento da valltagem indevida" e/ou atuado ostensivamente na-


pre

quela conduta recebia quinhão diferenciado, bem como, seu líder.


Im

Veja, a seguir, quadro demonstrativo da estrutura da Organização


Criminosa:
24de~
GAB/PGRl
Fls. 000359

b----=-------::-.=l

PP
• '; Jl
/i ,:;<i

AU
IR
L AR
DE
• --I

:32 AN
I
I

:46 C
I
I

14 E S

I
I
I
8 - IN
I
I
01 OL

I
I
I
0/2 AR

I
9/1 - C
: 1 30


Em 579
18


51

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ...J
06

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r:

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po

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sso

1 :
pre
Im
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

2.1- DA RESPONSABILIZAÇÃO CRIMINAL de MEMBRO de

P
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

UP
RA
É sabido que o aspecto que determina a participacão em ORGA-

a inteiração de vontades e objetivos,

RI
NIZACÃO CRIMINOSA é como des-

LA
tacado pelo professor Luiz Flávio Gomes (Organizações Criminosas e Técnicas Especiais
de Investigação)":

DE
:32 AN
"Não importa que todos os sI/jeitos ativos se relÍnam formalmente. Não im- •
porta o que cada um faz (11m jil1ancia, o outro organiza, outro planeja, outro

:46 C
14 E S
executa atos etc.). No crime econÔmico organizado. sobretudo. a divi-
são de tarefas é bastante variada. A divisão de trabalho ou de tare- •
8 - IN
las. com funçÕes definidas. atribuiçÕes próprias para me/llbros dife-
01 OL

rentes da organização e esnecializacão. é característica da PróPria_


0/2 AR

ideia de organização. 'As atividades serão divididas conforme as ap-


tidões e especialidades dos diversos membros do grupo'. Não é rele-
9/1 - C

vante o que cada U/ll &z. sim. a homogeneidade de vontades (ou_


: 1 30

seia. a vontade de cada um de participar da obra coletiva). Havendo.


Em 8579

essa homogeneidade subjetiva. todos respondem pelo delito {inde- •


pendentemente do que cada um &;). Todos respondem pela obra co-
11

/IIum ". (destaque não original)


65

Na mesma linha, apresenta as considerações de Aníbal Bruno, ao


r: 0

discorrer sobre o concurso de agentes':


po

"Se o concurso de agentes se dirige a um só resultado comum, o crime é um


sso

só. Não há que se isolar a parte de cada agente para individualizá-la e torná-
pre

la independente. Todos os atos são fraf,;ile,- de um conjunto unitário e Dem,


Im

(, GOMES. Luiz Flávio; SJ LVA. Marcelo Rodrigues. Organizações Criminosas e Técnicas Especiais de
Investigação - Questões Controvertidas. aspectos teóricos c práticos c anúlisc da Lei 12,850/2013. Salvador:
JusI'ODIVM, 2015. Pág. 61.
7 BRUNO. Aníbal. Direito Penal: Parte Geral. Tomo 2", 3" ed .. Rio de Janeiro, Forense, 1967. Pág. 261.

26de9~
GAB/PGRl
fls. 000360
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
=:J
,.~sl1ftª_40 visado Dor todos respollde cada U/II d05 agelltes. E daí que U/II,
agenl/! que tenha aneua5 realizado qM seria. em QUtra5 circuu.s.tâncias._

PP
Q

simples ato preparatório. el1t...s.Lmesmo não punível. responda pelo crbne: 425

AU
resultallte da ação COII;ullta de...1.!1JlJ&. " (destaque não original)

IR
AR
Portanto, como destacado pelos doutrinadores citados, as ações que
são executadas, aparentemente só por alguns dos membros da ORGANIZAÇÃO

L
CRIMINOSA, na verdade se referem à fracão de um conjunto unitário, planejado e

DE

realizado na busca de resultado que é de interesse de todos os Ol.embros, razão pela qual

:32 AN
a responsabilização criminal deve recair a todos os membros da ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA .

:46 C
14 E S
• Em verdade, confonne preceitua Guilhemle N ucci, na obra
8 - IN
Organização Criminosa', não importa qual a conduta praticada pelos
01 OL

agentes. para a configuração do delito. Basta que o agente seja


0/2 AR

integrante da Organização Criminosa.


9/1 - C

Em outros tennos, aquele vínculo associativo que une os membros,


: 1 30


os tomam igualmente responsáveis por todos os crimcs que a ORGANIZAÇÃO pratique,
Em 8579

ainda que, ocasionalmente, esteja alheio à execução de uma das condutas.


11


A atividade delituosa, nessa espécie, é perfeitamente dividida a fim
65

de permitir a mais ágil e precisa realização de todos os negócios que o organismo


r: 0

criminoso deve realizar. Há uma atuação que, embora hierarquizada, divide funções para
permitir que os crimes praticados pela organização sejam desenvolvidos por integrantes
po

especializados, garantindo segurança na consecução dos objetivos da organização.


sso

Frente a esta especialização. por vezes. a execucão de


pre

determinadas condutas lica centrada em único membro, todavia, em razão da unidade


Im

já apontada, eujo resultado é esperado por todos, a rcsponsabilização criminal se estende

~ NUCCI, Guilhcnnc de Souza. Organização Criminosa, 2" cu. Rio de Janeiro: Forense, 2015. Pago 20.
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

aos demais membros, mesmo aquele que, estrategicamente, naquele episódio, nào tenha

PP
atuado.

AU
Tais considerações estão sendo apresentadas para afastar eventual
argumento de que:

IR
AR
1- por intermédio das figuras de .JOSÉ CORDEIRO e

L
RODRIGO DA CUNHA BARBOSA não foram apontadas nas declarações do

DE
EMPRESÁRIO - JOÃO ROSA, quando descreveu o pagamento de vantagem

:32 AN
indevida (fruto de concussão e extorsão) e, ainda, •

:46 C
14 E S
2- da ausência de outros membros nas acões
MANIFESTAMENTE executadas apenas por CÉSAR ZÍLIO, PEDRO ELIAS, •
8 - IN
SÍLVIO CORREA, JOSÉ CORDEIRO e RODRIGO DA CUNHA BARBOSA no
01 OL

interesse da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.


0/2 AR

Aliás, esta compartimentação estratégica revela o grau de estrutura


9/1 - C

organizacional da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, já que não é necessário e, sequer


interessante, em razão da divisão de tarefas e, considerando as habilidades e atribuições
: 1 30


dos seus membros, que a identidade de todos seja exposta nas ações criminosas
Em 8579

executadas em seu interesse.


11


Inegável que SILVAL detinha toda a govemabilidade da ORGA-
65

NIZAÇÃO CRIMINOSA. Veja que em relação aos agentes públicos, bastava sua vonta-
r: 0

de para afastá-los dos cargos ocupados, substituindo por agente que julgasse mais interes-
sante para a obtenção do resultado criminoso perseguido.
po
so

Ora, o argumento de que a nomeação dos Secretários de Estado é


s

imposiçào dos partidos políticos, fruto de acordo com a base aliada, nào afasta o crivo do
pre

chefe do PODER EXECUTIVO, quando pennitia que o membro aderisse à ORGANI-


ZAÇÃO CRIMINOSA.
Im

28de9~
GAB/PGRl
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ fls. 000361 •
l--.,---___ '
Ilustrando a condição de LÍDER, ressalta os aspectos que serão de- ~
talhados ao longo desta peça, que demonstram que, no surgimento de desavença e/ou dis-

PP
córdia entre os membros, a palavra final e prontamente acatada por todos era a de SIL-

AU
VAL BARBOSA. 426

IR
Também restou assentado que era sua missão garantir a estrutura e a

AR
manutenção da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA instalada nos bastidores do seu

L
Governo. Na condição de garantidor dos demais membros, não aparecia no cenário dos

DE
crimes, papel desempenhado pelos cúmplices, que assumiam a linha de frente, quer na


:32 AN
exigência ou recebimento da VANTAGEM INDEVIDA e/ou na respectiva
LAVAGEM .

:46 C
14 E S
• Importante transcrever ainda o entendimento dos doutrina dores
8 - IN
Luiz Flávio Gomes e Marcelo Rodrigues Silva 9 a respeito da responsabilização do
01 OL

membro que admite participantes, organiza, planeja ou dirige a ação dos demais membros,
referindo-se ao líder da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, conforme se vê a seguir:
0/2 AR
9/1 - C

"Pode haver hierarquia ou não dentro de uma Organização Criminosa (nelo se

trata de requisito formal da lei). embora. na prática. quase sempre ela faz se
: 1 30


(~ic) presente. tendo proeminência um líder ou líderes (chefes). que conta
Em 8579

(contam) com o domínio total da açã%rganização. assumindo a posição de


comando. Ele ou eles dividem o curso da ação. a admissão de participantes.
11


os atos delituosos que serão realizados. os meios a serem empregados. as da-
65

tas dos fatos. local.. condições etc. A hierarquia, caso existente constitui um.
robusto indicativo de algo "organizado "~o mas nenhum item deve ser analisa-
r: 0

do isoladamente. De outro lado. nesse caso de grupos olganizados para o co-


po

metimento do delito . qllem organiza. planeja 011 dirige a atividade dos demais
também é o autor do crime fadotllndo-se o conceito da teoria do domínio de.
so

fato de Roxill)". (destaque não original)


s
pre

Tal teoria é congruente ao fato de SILVAL BARBOSA, como


Im

LíDER da ORGANIZAÇÃO, ter feito uso do importante cargo de CHEFE DO


<)GOMES, Luiz Flávio: SILVA, Marcelo Rodrigues. Op. Cir.
... - _ . - - - -
·29de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

PODER EXECUTIVO ESTADUAL para delegar aos demais membros a execução de


ações, especialmente, no contato com terceiros, exteriorizando as condutas criminosas da

PP
ORGANIZAÇÃO. Restou revelado que mantinha rigoroso controle dos demais

AU
integrantes, que tinham a obrigação de proteger sua identidade.

IR
Este tratamento dedicado ao Iider é aspecto comum a todas as

AR
ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS, quer as que se dedIcam a prática de crimes comuns

L
(tráfico. roubos. etc), ou aquelas que executam CRIMES CONTRA A

DE

ADMINISTRACÃ!LPÚBLICA e/ou LAVAGEM DE D1NHEI.RO os denomina.dillL

:32 AN
CRIMES DE COLARINHO BRANCQ

:46 C
14 E S
No caso presente, restou demonstrado que, considerando a divisão
de tarefas, frente às atribuições específicas de cada membro, coube aos •
8 - IN
DENUNCIANDOS: CÉSAR ROBERTO ZÍUO, PEDRO ELIAS DOMINGOS DE
01 OL

MELLO e JOSÉ DE JESUS NUNES CORDEIRO a responsabilidade pela


ramificacão da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA junto a Secretaria de Administração
0/2 AR

- SAD/MT, com a missão de capitalizar recursos ilicitos ju.nJo aos contratados com a
9/1 - C

SAI) (fornecedores e/ou nrestadores d.e s_ervicW., atuando sob a supervisão de


RODRIGO DA CUNHA BARBOSA, SÍLVIO CORREA e do líder SILVAL.
: 1 30
Em 8579

Necessário destacar que a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA •


instalada na ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, estruturada por agentes públicos, como
11

esta, revela-se uma das modalidades criminosas mais preocupantes e perniciosas, pois a
vítima (o erário) fica totalmente à mercê de seus algozes, que, utilizando os cargos


65

públicos ocupados, executam as ações para atingir o intento criminoso, sob o manto da
r: 0

aparente regularidade e legitimidade.


po

Veja que, quase como regra, nos demais delitos, o agente se expõe
so

por ocasião da prática criminosa, possibilitando que a vítima perceba a conduta e seu
s
pre

autor, descrevendo-os e exigindo a punição do criminoso. Todavia, nos crimes CONTRA


A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, esta exposição e clamor por justiça não ocorre. A
Im

vítima permanece cativa e indefesa.

3Ód~
GAB/PGRl
Fls·000362·
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
l,-----c:::=--:=.I

Indispensável, portanto, que o PODER JUDICIÁRIO, ao sopesar


as provas da prática de condutas por ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA instalada na

P
UP
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, especialmente no tocante à imputação de .., 7
'i ~
responsabilidade aos seus membros, considere as particularidades acima apontadas.

RA
RI
Ressalta, por fim que as investigações realizadas que culminaram

LA
nas OPERAÇÕES - SODOMA e SODOMA 2 evidenciaram que a ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA encontra-se em plena atividade, mesmo tendo os seus membros, com

DE

exceção de MARCEL CURSI, deixado de atuar na administração pública .

:32 AN
:46 C
Ilustrando a plena atividade do GRUPO, observa que:

14 E S
• 1- a vantagem criminosa foi recebida até julho/2015 e
8 - IN

2- a informação do empresário JÚLIO MINORI TSUJII de que a


01 OL

partir do mês de NOVEMBR012014 entregou à ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, por


0/2 AR

intermédio de 14 (catorze) cheques para pagamento futuro, VAt'lTAGEM


9/1 - C

INDEVIDA, que totalizou o valor de R$ 280.000,00 (duzentos e oitenta mil reais),.


como garantia da propina a receber, já que o pagamento só ocorreria na gestão
: 1 30

futura, vide fls. 254/258 dos autos complementares, aspecto que será melhor detalhado


Em 8579

abaixo .

Veja que a entrega de cheque para pagamento futuro, caracteriza o


11

fornecimento de garantia do pagamento da propina, aspecto que ilustra a sofisticaçào e


65

• organização do GRUPO CRIMINOSO, utilizando mecanismos para dar continuidade ao


r: 0

recebimento de vantagem indevida.


po

Importante observar o fato do empresário se submeter a esta


exigência, já na nova administração, nào sustando os respectivos cheques, situação que
so

demonstra de forma veemente, que o poderio e articulacão da ORGANIZACÃO


s
pre

CRIMINOSA se mantêm intactos.


Im

31de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

3- DA PRÁTICA DOS CRIMES DE CONCUSSÃO, EXTORSÃO

PP
e LAVAGEM DE DINHEIRO, apurados na ação penal 22746-

AU
25.2015.811.0042

IR
OPERAÇÃO SODOMA

AR
Como já ressaltado, a participação de CÉSAR ZÍLlO, PEDRO

L
ELIAS, JOSÉ CORDElRO e RODRIGO BARBOSA na ORGANIZAÇÃO CRIMI-

DE

NOSA liderada por SILVAL BARBOSA e instalada em sua gestão governamental, só foi

:32 AN
revelada nesta investigação, razão pela qual na ação penal acima identificada ("operação
SODOMA" - código 417527) não lhes foi imputada a prática dos delitos consumados na

:46 C
14 E S
manipulação criminosa do PRO DEI C das empresas: TRACTOR PARTS DISTRIBUI-
DORA DE AUTO PEÇAS LTDA., CASA DA ENGRENAGEM DISTRIBUIDORA •
8 - IN
DE PEÇAS LTDA. e DCP MÁQUINAS E VEÍCULOS LTDA. e respectiva LAVA-
01 OL

GEM de DINHEIRO, providência que ora realiza nesta peça.


0/2 AR

Em relação aos DENUNCIANDOS: CÉSAR ZÍLlO e PEDRO


9/1 - C

ELIAS, em razão de suas colaborações, foram firmados ACORDOS DE COLABORA-


çÃO PREMIADA nos quais ficou convencionado que os referidos colaboradores nào se-
: 1 30

riam denunciados pelas práticas delituosas reveladas na ação penal 22746-


Em 8579

25.2015.811.0042, com exceção da participação na ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. •


11

Pois bem, as investigações promovidas no interesse do Inquérito


Policial n° 070/2015 e posterior ação penal 22746-25.2015.811.0042, demonstraram que,


65

na divisão das tarefas, perseguindo os objetivos da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, na-


r: 0

quele caso específico, envolvendo o benefício fiscal das empresas acima identificadas:
po

1- coube a atuação inicial, ao GOVER..t'lADOR SILVAL BARBO-


so

SA que, procurado pelo empresário que buscava receber CRÉDITO DE ICMS originá-
s

rio de suas vendas interestaduais. que atingia a cifra de R$ 2.600.000,00 (dois milhões
pre

e seiscentos mil reais), o encaminhou ao MARCEL DE CURSI, à época Secretário Ad-


Im

junto da Receita Pública.

32de9,!
GAB/PG)Rl
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ fls. OOO3 6_:J

Em contato com MARCEL, este se prontificou a avaliar e estudar a


melhor forma de resolver a questão. Contudo o tempo passou e nenhum resultado prático

PP
foi apresentado, razão pela qual procurou o PEDRO NADAF para auxiliá-lo a obter uma 4:28

AU
resposta por parte de MARCEL.

IR
2- Em reunião da qual participaram MARCEL DE CURSI, PE-

AR
DRO NADAF e JOÃO ROSA, coube ao MARCEL apresentar a alternativa das em-

L
presas serem enquadradas no PRODEIC, como forma de compensar os CRÉDITOS

DE
DE ICMS PENDENTES c. desta forma. que o empresário renunciasse a tais créditos .


:32 AN
Veja que a articulação engendrada entre SILVAL, MARCEL e NA-

:46 C
DAF se prolongou por meses, fazendo com que crescessem as dificuldades enfrentadas

14 E S
pelo empresário, posto que, não conseguia compensar os créditos acumulados, cujo valor
8 - IN
aumentava mês a mês, implicando em custo não competitivo da mercadoria comercializa-
da.
01 OL
0/2 AR

Destaca, portanto, que: 1) a recomendação de SILVAL para procu-


rar o então Secretário Adjunto da Receita Pública, 2) a indiferença inicial de MARCEL,
9/1 - C

3) o novo encontro ocorrido pela intervenção de NADAF, tudo fazia parte da trama ar-
: 1 30

quitetada para envolver o empresário nas teias da ORGANIZACÃO CRIMINOSA .


Em 8579

Em seguida, coube ao PEDRO JAMIL NADAF:


11

3- realizar o CONTROLE CRIMINOSO DA CONCESSÃO DO


65

• BENEFíCIO FISCAL 1)0 PRODEIC das referidas empresas;


r: 0

4- após o enquadramento das empresas, CRIAR SITUACÃO NAS


po

OUAIS ASPECTOS FORMAIS. DELlBERADAMENTE. NÃO ERAM ATENDI-


DOS. para. na eventualidade do empresário não se submeter às exigências impostas. reve-
so

lá-Ias. provocando o cancelamento do benefício.


s
pre

5- OSTENSIVAMENTE, formular a EXIGÊNCIA do PAGA-


Im

MENTO DE VANTAGEM INDEVIDA, providência que adotou após o decurso de três


a quatro dias, do respectivo enquadramento ao PRODEIC.
_ _ _ _ 33de94i
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

A exigência foi formulada na sede da SICME/MT, para ondc o em-


presário foi chamado, quando o DENUNCIANDO PEDRO .JAMIL NADAF no seu ga-

PP
binete de trabalho evidenciando Que o fazia em razão do cargo pÚblico Que ocupava.

AU
EXIGIU do empresário o pagamento de R$ 2.000.000.00 (dois milhões de reais). com o

IR
argumento de Que a impOltância seria utilizada para saldar dívidas da campanha do Gover-
nador SI LVAL.

L AR
Ante o argumento do empresário de que não dispunha desta impor-

DE
tância, PEDRO NADAF disse-lhe: "MilL'Le () Governo te aiuda você tem aue f/OS ajlJ-

:32 AN
dar" (sic), compreendendo o empresário que, se não realizasse o pagamento exigido, teria •
o beneficio fiscal cancelado e, ainda, não conseguiria utilizar o CRÉDITO DE ICMS no

:46 C
valor de R$ 2.600.000,00 (dois milhões e seiscentos mil reais) que havia concordado em
renunCIar. 14 E S

8 - IN
01 OL

Esclarece que apesar do valor inicialmente exigido, ao final (no pe-


ríodo de setembro de 2011 a julho de 2015), o empresário foi obrigado a desembolsar a
0/2 AR

quantia de R$ 2.595.297.86 (dois milhões. quinhentos e noventa e cinco mil. duzentos e


9/1 - C

noventa e sete reais e oitenta e seis centavos).


: 1 30

6- DIRETAMENTE, receber a importância exigida do empresário,


Em 8579

ao longo de 03 (três) anos e 10 (dez) meses.

7- próximo ao fim do mandato, coube OSTENSIVAMENTE a


11

SI LVAL BARBOSA e PEDRO NADAF, com o objetivo de ocultar a manipulação crimi-


65

nosa dos processos de concessão do PRODElC, incluir as empresas do grupo Tractor Parts
r: 0

no Decreto de Vistoria nO 2.69112014, quando de forma ABSURDA. via DECRETO.


declaram a realizacão de vistoria na sede de várias empresas e. pior ainda. declaran-
po

do que em relação às empresas supra mencionadas. seus efeitos retroagiam a


so

01109/2011. data em que foram enquadradas no PRODEIC.


s
pre

Também foi apurado e demonstrado que a ORGANIZAÇÃO CRI-


Im

MINOSA, com o propósito de OCULTAR/DISSIMULAR a PROPINA recebida do em-


presário, distribuiu os cheques recebidos a diversos membros, imbuídos da missão de dis-
GAS I PGt<
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ ~Is. 000354
.. =1
seminar sua destinação. Esta tarefa foi desempenhada por PEDRO JAMIL NAD , que
a dividiu com sua assessora KARLA CECÍLIA DE OLIVEIRA CINTRA, por FRAN-

P
UP
CISCO GOMES DE ANDRADE LIMA FILHO, SÍLVIO CEZAR CORREA ARAÚ- 4;:: 9
JO, os dois últimos ligados à CASA CIVIL e GABINETE DO GOVERNADOR, pes-

RA
soas de estreita confiança do DENUNCIANDO SILVAL DA CUNHA BARBOSA, que
no caso em exame, agiam como longa manus dele.

RI
LA
Pois bem. Na posse da vantagem indevida, com o propósito de

DE

OCULTAR A ORIGEM ILÍCITA DO DINHEIRO, a ORGANIZAÇÃO CRIMINO-

:32 AN
SA executou diversas manobras, tais como:
. ,-

:46 C
1- eXIgIU que o pagamento da propll1a fosse pulverizado em
• 14 E S
cheques de valores pequenos, para evitar que fossem detectados pelos órgãos responsáveis
8 - IN
pela verificação da conformidade financeira das atividades bancárias, cuja soma mensal
01 OL

atingia a cifra ajustada de R$ 30 mil reais.


0/2 AR

2- a emissão de cheques ao portador, não indicando inicialmente o


9/1 - C

beneficiário e, nesta condição, foi distribuído pela ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA a


diversas pessoas, sendo que, até a presente data. foi constatada a distribuição a 39
: 1 30

(trinta e nove) pessoas. dentre físicas e jurídicas, enquanto outros 48 (quarenta e oito)
Em 8579

dos cheques emitidos ao portador. até a presente data. não foi possível identifícar
seus beneficiários. conforme anexo.
11

• Interessante a forma astuta utilizada, fazendo com que figurassem


65

como beneficiários credores de membros da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, posto


r: 0

que, se instados a justificar os recebimentos, não teriam dificuldade.


po

Evidente que não passou de manobra para DISSIMULAR


sso

ORIGEM e DESTINO da importância CRIMINOSA. razão pela qual fizeram


questão de entregar os cheques das propinas a parentes. ex-esposa. ex-companheiras.
pre

namoradas. de membros da ORGANIZACÃO CRIMINOSA.


Im

35de94!
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

3- simulou a realização de serviço de consultoria pela empresa


NBC - Assessoria, Consultoria e Planejamento Ltda. de PEDRO NADAF, a favor da

PP
qual foram realizados 18 (dezoito) pagamentos, no valor mensal de R$ 28.936,77 (vinte e

AU
oito mil, novecentos e trinta e seis reais e setenta e sete centavos) - R$ 30.000,00 (trinta

IR
mil reais) com a dedução dos tributos incidentes.

AR
Para emprestar a aparência de regularidade, a ORGANIZAÇÃO

L
CRIMINOSA fez com que o empresário firmasse contrato de prestação de serviços, e

DE
mensalmente emitia a nota fiscal de prestação de serviços, vide documentos em anexo.


:32 AN
Indispensável destacar que, ilustrando os delitos de CONCUSSÃO

:46 C
- EXTORSÃO por parte da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, há o depoimento da

14 E S
vítima - JOÃO ROSA, conforme anexo, prestado perante a autoridade policial e •
8 - IN
ratificado em juízo.
01 OL

E em relação à LAVAGEM DE DINHEIRO, destaca o


0/2 AR

depoimento dos COLABORADORES - FREDERICO MÜLLER COUTINHO e


9/1 - C

FILlNTO MÜLLER, vide fls. 350/353 e 385/389 dos autos complementares, quando
revelam que receberam 06 (seis) cheques pré-datados no valor de R$ 83.333.00 (oitenta
: 1 30

e três mil. trezentos e trinta e três reais) cada um, perfazendo o total de R$ 499.998.00
Em 8579

(quatrocentos e noventa e nove mil. novecentos e noventa e oito reais) das mãos de
FRANCISCO LIMA e, que a seu pedido, na data das respectivas apresentações, após a
regular compensação, a importância, descontada a porcentagem de 3% que cobraram pelo
11

"serviço", era entregue a FRANCISCO LIMA por meio de cheques da emissão das


65

empresas administradas por ambos, a saber: FMC - REClJPERACÃO DE CRÉDITO


r: 0

LTDA. olLGARANTIA ASSESSORIA DE COBRANCA. conforme ilustra o quadxl!.


abaixo:
po
so

ORIGEM
GARANTIA MULLER
s

IlE;\EFICIÁRIO DATA
ASSESSORIA ASSESSORIA
pre

R$ RS
CARLA MARIA V A. LIMA
Im

TED TRANSF ELETR DISP. 01/10/2012 20.000,00


CARLA MARIA V. A. LIMA
TED TRANSF ELETR DISP. 05/10/2012 20.000.00
W PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
GABI PG'R
Fls.
1
000365 ' ..
.::J
PRO NEFRON N. C. T R. SUBSTITUTIVA LTDA
TED TRANS. ELETRON. 0811 0/2012 20.000.00

P
TRANSFERENCIA ON L1NE 08/10/2012 60000.00

UP
PRO NEFRON N. C. T R. SUBSTITUTIVA LTDA
TRANSFERENCIA ON L1NE 18/01/2013 75.159.92
CARLA MARIA V A. LIMA

RA
TED TRANSF ELETR DISP. 30/01/2013 10.000.00
CARLA MARIA V. A. LIMA
TED TRANSF ELETR DISP. 31101/2013 15.800.00

RI
FRANSCISCO G. A. LIMA FILHO
TRANSFERENCIA ON L1NE 31/01/2013 3.802.75

LA
FRANSCISCO G. A. LIMA FILHO
TRANSFERENCIA ON L1NE 07/02/2013 n.091.40

DE
FRANSClSCO G. A. LIMA NETO


TRANSFERENCIA ON L1NE 01/03/2013 51000.00

:32 AN
CARLA MARIA V A. LIMA
TED TRANSF ELETR DISP. 07/03/2013 80.000.00
FRANSCISCO G. A. LIMA FILHO

:46 C
TRANSFERENCIA ON UNE 11/03/2013 9.000.00

14 E S

VIVIAN MARIA V A. LIMA
TED TRANSF ELETR DISP. 11/03/2013 50.000.00
FRANSCISCO G. A. LIMA FILHO
8 - IN
TRANSFERENCIA ON L1NE 20/03/2013 8.000.00
01 OL

FRANSCISCO G. A. LIMA FILHO


TRANSFERENCIA ON L1NE 25/03/2013 10.000.00
FRANSCISCO G. A. LIMA FILHO
0/2 AR

TED TRANSF.ELETR.DISP 05/04/2013 5.000.00


FRANSCISCO G. A. LIMA FILHO
9/1 - C

TED TRANSF.ELETR.DISP 09104/2013 10.000.00


FRANSCISCO G. A. LIMA FILHO
TRANSFERENCIA ON UNE 12104/2013 10.000.00
: 1 30

PRO NEFRON N. C. T R. SUBSTITUTIVA LTDA


CHEQUE COMPENSADO 17/04/2013 50.000.00


Em 8579

FRANSCISCO G. A. LIMA FILHO


TRANSFERENCIA ON L1NE 19104/2013 5.000.00
FRANSCISCO G. A. LIMA FILHO
TRANSFERENCIA ON L1NE 22/04/2013 2000.00
11

PRO NEFRON N. C. T R. SUBSTITUTIVA LTDA


CHEQUE COMPENSADO 24/0412013 50.000.00
65

Total Geral 572.854,07 20.000,00


*Francisco G. A. Lima Filho e Vivian Maria l( A. Lima - ji/flos de FRANCISCO: Carla Maria I( A. LiI11(1-
r: 0

esposa de FRA.NCISCO: PRO Nejinn N. C. T R. Subsfill/fim LTDA - empresa de propriedade de sellfi/110 e da


qlla! FRANCISCO é procurador: Francisco G. A. Lima Nelo -nelo de FRANCISCO.
po
sso

Também, a pedido de .FRANCISCO LIMA, utilizaram tais valores


para saldar diversos compromissos dele, a saber: faturas de cartões de crédito em nome de
pre

FRANCISCO, despesa de condomínio, remessas via TED a favor deste, conforme fls.
390/398 dos autos complementares, veja:
Im

37de94
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

DATA IlO VALOR TIPO llE DESPESA


PAGAMENTO RS

PP
01/03113 7.400,00 Fatura cartão de crédito do
Bradcsco em nome de FRANCISCO

AU
01/03/13 10.000,00 Fatura cartão de crédito do Bradesco
em nome de FRANCISCO

IR
05/03113 4.710,00 Boleto da empresa Novo Mundo Administradora

AR
(Despesa de condomínio)
22103113 3.190,02 Fatura de cartão de crédito em nome de

L
FRANCISCO

DE
25/03113 IO.O(JO,OO TED


:32 AN
Os COLABORADORES também informaram que a paltir dos

:46 C
cheques entregues a eles por FRANCISCO LIMA, de emissào das empresas de JOÃO

14 E S

ROSA, atendendo a seu pedido, realizaram em 2210312013 transferência bancária, Via

TED a favor de SÍLYLo CEZAR CORREAARAUJO. no valor d,c R$25.000.00.


8 - IN
01 OL

Ilustrando a utilização da empresa de FACHADA NBC - ASSES-


0/2 AR

SORIA, CONSULTORIA E PLANEJAMENTO LTDA, de propriedade de PEDRO


NADAF para promover a LAVAGEM DE DINHEIRO, informa que no período de
9/1 - C

2013 a 2015, recebeu o montante aproximado de R$ 2.495.863.14 (dois milhões. guatro-


: 1 30

centos e noventa e cinco mil. oitocentos e sessenta e três rcais e catorze centavos), por
meio de cheques, depósitos efetuados e transferências creditadas em sua conta, distribuído


Em 8579

da seguinte maneira, de acordo com as fls. 128/204 do Anexo 11:


11


ANO VALOR EM R$
65

2.!I.ll 1.540.391,57
r: 0

l!!H 655.553,18
2015 599.918,39
po

Total 2.495.863,14
so

Ilustrando a condição de empresa de FACHADA por parte da


s

NBC, infonna que consulta junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados -


pre

CAGED do Ministério do Trabalho e Previdência Social aponta que, apesar de formal-


Im

mente constituída desde OI /04/1981, só em 2015, contrata funcionários, sendo que o pri-
meiro foi Kleber Endo, admitido no dia 01106/2015 para o cargo de zelador de edifício,

_ _ _ _ _ _ 38de9~
GAB/PGRl
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
fls. OOO3 66 .. I I
l=-..,.,.,:::----o~

que de fato trabalhava como caseiro na chácara PEDRO NADAI-' e em 01/09/2015, a se-
nhora Ariadina Araújo da Costa que, inquirida pela autoridade policial, informou que

PP
nunca atendeu ou manteve contato ou conhecimento da existência de qualquer cliente da -j J1

AU
empresa, vide depoimento prestado a autoridade policial em 15/09/15, Relatório Técnico

IR
na OS/2016, fls. 399/503 dos autos complementares.

AR
Também foi constatado e demonstrado a atuação efetiva de KAR-

L
LA CINTRA, na LAVAGEM de CAPITAIS e, especialmente, operando a empresa

DE
NBC, já que no período de 13/11/2013 a 09/0412015 foi a responsável por mensalmente


:32 AN
provocar o pagamento da quantia de R$ 28,936.77 (vinte e oito mil_ novecentos e trinta
e seis reais e setenta e sete centavos), por parte de JOÃO ROSA, providenciando a

:46 C
emissão da respectiva nota fiscal fraudulenta de prestação de serviços. Fato que é detalha-
• 14 E S
do no depoimento do empresário, vide Ils. 504/516 dos autos complementares.
8 - IN
01 OL

A atuação da denunciada KARLA CECÍLIA DE OLIVEIRA


CINTRA como integrante da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA restou cabalmente
0/2 AR

comprovada uma vez que era de sua especial atribuição operacionalizar o ESQUEMA DE
9/1 - C

LAVAGEM DO DINHEIRO obtido criminosamente pelo GRUPO CRIMINOSO, tanto


ao controlar o pagamento da propina por intermédio da empresa NBC - ASSESSORIA,
: 1 30

CONSULTORIA E PLANEJAMENTO LTDA. e, ainda, quanto ao executar tarefa


Em 579

similar em relação a parte dos cheques emitidos pelas empresas do Grupo Tractor Parts
recebidos diretamente pelo denunciado PEDRO JAMIL NADAF e, de muitas outras
18

empresas, como restou revelado .


51
06

Dos dados obtidos pela transferência do sigilo bancário das contas


da denunciada KARLA CECÍLIA DE OLIVEIRA CINTRA apontado no Relatório
r:

Técnico na 04/2016, restou comprovado que efetivamente figurou, entre os anos de 2012
po

a 2015. como beneficiária de 27 (vinte c sete) cheques emitidos pelas empresas do


sso

Grupo Tractor Parts no valor total de R$123,096,00 (cento e vinte c três mil e noventa e
seis reais), que representavam justamente parte do pagamento da propina pelo empresário
pre

JOÃO BATISTA ROSA à ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, vide fls. 128/204 do


Im

Anexo 11.

39de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Sendo que utilizou em proveito próprio 19 cheques, perfazendo o


total de R$ 72.278,00 (setenta e dois mil, duzentos e setenta e oito reais) que agregou

PP
ao seu patrimônio, sendo R$ 41.333,00 (quarenta e um mil, trezentos e trinta c três

AU
reais) para Plaenge Cuiabá Residencial LIda. e R$ 31.945,00 (trinta e um mil,

IR
novecentos e quarenta e cinco reais) para Vanguard Home Empreendimentos
Imobiliários LIda., os quais restou demonstrado se tratavam de cheques de propina, cuja

AR
origem criminosa a DENUNCIADA tinha pleno conhecimento. Seguramente é a parte

L
que lhe coube na divisào do ganho criminoso.

DE
:32 AN
Apesar de justificar que se referia a importância que recebeu de •
PEDRO NADAF como pagamento pelo acerto de serviços prestados, declarou que

:46 C
recebeu o valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), inferior ao que efetivamente

14 E S
reverteu a seu favor.


8 - IN
01 OL

E como já apontado acima, o movimento de sua conta-corrente é


incompatível com seus proventos, ilustrando, portanto, de f0n11a robusta sua condição de
0/2 AR

OPERADORA da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA para promover a LAVAGEM DE


9/1 - C

CAPITAL.
: 1 30

Frente a constatação de que os cidadãos, ora DENUNCIANDOS -


Em 8579

JOSÉ CORDEIRO e RODRIGO BARBOSA participaram ativa-


mente da ORGANIZACÃO CRIMINOSA liderada por SILVAL, alicercada na admi-
nistracão pública e em atividade durante o período de 2011 a 2015 e, considerando
11

que a distribuição de atividades entre seus membros privilegiava atuação especializada,


65

constata-se que mesmo não tendo atividade OSTENSIVA na execucão das condutas
r: 0

contra o empresário JOÃO BATISTA ROSA, nos termOS dos argumentos já apresenta-
dos devem ser responsabilizados pela prática dos delitos acima articulados, condutas tipi-
po

ficadas nos altigos: art. 316 do Código Penal; art. 1°, "caput" e §4°, da Lei nO 9.613/98
so

(com a nova redação dada pela Lei nO 12.683/2012) e artigo 158, caput do Código Pe-
s

naI.
pre
Im

Destacando, mais uma vez, que a responsabi lidade penal dos


membros de ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, advêm da inteiraçào de vontades e objeti-

40de9~
._------------------------

GAB/PGRl
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ ris. 000367

_=-J
vos, posto que as ações de cada membro se referem a fração de um conjunto unitário, pla-
nejado e realizado na busca de resultado que é de interesse de todos os membros.

PP
AU
Portanto, a responsabilização criminal deve recair a todos os memb-

IR
ros da ORGAN.IZAÇÃO CRIMINOSA, independente de sua efetiva atuação naquela es-
pecifica conduta.

L AR
Razão pela qual nesta oportunidade imputa aos DENUNCIAN-

DE
DOS: JOSÉ DE JESUS NUNES CORDEIRO e RODRlGO DA CUNHA BARBOSA


:32 AN
a prática das seguintes condutas: ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, CONCUSSÃO, LA-
VAGEM DE DINHEIRO e EXTORSÃO.

• :46 C
14 E S
4- DOS CRIMES contra a ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
8 - IN
As investigações revelaram que a ORGANIZAÇÃO CRIMINO-
01 OL

SA, centrada na pessoa de SILVAL BARBOSA, durante todo o seu mandato de GOVER-
0/2 AR

NADOR, com o propósito de obter VANTAGEM INDEVIDA, orquestrou ações que fo-
ram executadas em diversas SECRETARIAS DE ESTADO.
9/1 - C
: 1 30

Evidente que dentre tais secretarias, a de ADMINISTRAÇÃO. an-


tiga SAD/MT, tinha importância ímpar, já que centralizava grande parte das aquisições ao
Em 8579

promover os PREGÕES e, desta forma, com poder para controlar o que


ADQUIRIR/CONTRATAR, qual a QUANTIDADE e PREÇO a PAGAR e, finalmen-
11

te, promover o PAGAMENTO/LIQUIDAÇÃO e, naturalmente manipular tais atribui-


65

• ções ao interesse da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.


r: 0

Revelaram, ainda, que durante o período de 201.1 a 2014 foram re-


po

alizados pagamentos de vantagem indevida para a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, por


so

PARTE de FORNECEDORES e/ou PRESTADORES DE SERViÇOS ao ESTADO e,


que a tarefa de EXIGIR e RECEBER os valores criminosamente ajustados foi realizada
s
pre

de forma sucessiva pelos membros: CÉSAR ROBERTO ZÍLlO, PEDRO ELIAS DO-
MINGOS DE MELLO e, esporadicamente, por CORONEL JOSÉ DE JESUS NU-
Im

NES CORDEIRO, os quais, eram supervisionados pelos membros: SÍLVIO CEZAR


14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

CORREA DE ARAÚJO, CORONEL JOSÉ DE JESUS NUNES CORDEIRO e RO-


DRIGO BARBOSA.

P
UP
Também foi apurado que PEDRO ELIAS, antes de passar a OS-

RA
TENSIVAMENTE exigir/receber a propina, atuava na condição de "fiscal da propina"

RI
no interesse do líder SILVAL BARBOSA.

LA
Esta investigação, em relação às condutas executadas pela ORGA-

DE
NIZAÇÃO CRIMINOSA na SADIMT, se concentrou:


:32 AN
1- na EXIGÊNCIA de pagamento de vantagem indevida ao empre-

:46 C
sário: WILLlANS PAULO MISCHUR, por parte da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

14 E S
para que o seu contrato fosse mantido pelo Estado de Mato Grosso;


8 - IN
01 OL

2- na EXIGÊNCIA de vantagem indevida a FÁBIO DRUMOND


e WILLlANS PAULO e FRAUDE à LICITAÇÃO por parte da ORGANIZAÇÃO
0/2 AR

CRIMINOSA, agindo em conluio com JOSÉ GERALDO R1VA e TIAGO DORILEO


9/1 - C

e FÁBIO DRUMOND;
: 1 30

3- no RECEBIMENTO de vantagem indevida oferecida e entregue


Em 8579

pelo empresário JÚLIO MINORI TSUJII, para que a ORGANIZAÇÃO favorecesse •


sua empresa no PREGÃO realizado para a contratação de serviços especializados de orga-
nização do acervo documental dos benefícios de aposentadorias e pensões, ativos e cessa-
11

dos do Estado'", e firmasse novo contrato administrativo com sua empresa. Revelando,


65

desse modo, também FRAUDE a LICITAÇÃO;


r: 0

4 - na EXIGÊNCIA E RECEBIMENTO de vantagem indevida


po

por parte de BRUNO SAMPAIO, exigência formalizada fazendo uso da sua condição de
sso

servidor designado para responder pela gestão, acompanhamento, fiscalização e avaliação


da execução do contrato n° 024/20 111SAD.
pre
Im

lU Com a análise da vida laboral dos instituidores dos benefícios. a busca e localização dos documentos de prova

dos vínculos laborais. com o filO de realizar a identificação. comprovação. processamento e a efetiva concretiza-
ção dos creditos existentes em favor do Estado de Mato Grosso. decorrentes dos beneficios de aposentadorias e
pensões concedidos c mantidos pelo Estado de Mato Grosso.
~._---

42de9~
~B/PGRl
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ l~D0358 . i
... " .==.1
5- no RECEBIMENTO de vantagem indevida oferecida e entregue
por WALLACE GUIMARÃES em comunhão de ide ias e ações com ANTÔNIO RONI

PP
DE L1Z e EVANDRO GUSTAVO PONTES DA SILVA, para a ORGANIZAÇÃO 4J3

AU
CRIMINOSA, para que fosse autorizada a adesão de várias Secretarias c/ou contratação

IR
de empresas gráficas, parcialmente identificadas, no Pregão 093/2011, com o propósito
de simular fornecimento c promover o DESVIO de receita pública. Informa que a frau-

AR
de no referido PREGÃO e no noticiado DESVIO de RECEITA PÚBLICA é objeto de

L
outra investigação. realizada por intermédio do inquérito policial 054/2013. n° 10044-

DE
18.2013.811.0042 .


:32 AN
6 - na solicitação e recebimento de vantagem indevida em razão do

:46 C
cargo público que ocupava. por palte de CÉSAR ZILlO, no valor de R$ 27.000,00 (vin-

14 E S
• te e sete mil reais);
8 - IN

Passa a apresentar os detalhes das condutas acima identificadas:


01 OL
0/2 AR

4.1- DA EXIGÊNCIA DE PAGAMENTO DE VANTAGEM IN DE-


9/1 - C

VIDA do empresário WILLlANS PAULO MlSCHUR da empresa


CONSIGNUM
: 1 30


Em 8579

Foi apurado que ao longo do período de março/2011 a


dezembro/2014, o empresário WILLlANS PAULO pagou à ORGANIZAÇÃO CRI-
11

MINOSA e a JOSÉ GERALDO RIVA a importância aproximada de R$


65

• 17.600.000,00 (dezessete milhões e seiscentos mil reais) (considerando o valor mínimo


r: 0

de R$ 500 mil, sendo que este valor variou até R$ 700 mi I, e ainda a inten"upção de paga-
menlos esti mada em 08 meses l, conforme passa a detalhar:
po
so

Revelou CÉSAR ZÍLlO, fls. 122/142 dos autos complementares,


s

que nos primeiros dias da administração de SILVAL BARBOSA, já ocupando o cargo de


pre

Secretário de Administração, foi chamado ao GABINETE do GOVERNADOR, quando


SI LVAL pessoalmente lhe orientou a procurar o proprietário da empresa CONSIGNUM e
Im

lhe EXIGIR o pagamento de vantagem indevida, sob o argumento de que o empresário

43de94
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

precisava ajudar 11/1 pagamel/to das dívidas da campal/ha eleitoral para GOVERNA-
DOR/20IO.

P
UP
Seguindo a determinaçào do LÍDER DA ORGANIZAÇÃO, soli-

RA
citou a presença do empresário WILLlANS PAULO na sede da SAD/MT e, em seu gabi-
nete, falando em nOme do então GOVERNADOR e, agindo no interesse da ORGANI-

RI
condicionou a continuidade dos serviços executa-

LA
ZAÇÃO CRIMINOSA,

dos pela CONSIGNUM ao pagamento mensal de vantagem indevida,

DE

justificando a exigência para saldar dívidas de campanha.

:32 AN
No primeiro contato nào foi fixado o valor do pagamento mensal, o

:46 C
14 E S
que só ocorreu no segundo encontro, também realizado no gabinete de CÉSAR ZÍLlO.
Na conversa, ardilosamente CÉSAR afirmou que tinha conhecimento do faturamento •
8 - IN
mensal da empresa e, pelas contas que havia efetuado, para que o seu contrato fosse ADI-
01 OL

TADO e mantida a prestação de serviço ao Estado de Mato Grosso, deveria pagar men-
salmente a importância de R$ 700.000.00 (setecentos mil reais), quando WILLlANS,
0/2 AR

sem alternativa, apresentou a contraproposta de pagar R$ 300.000,00 (trezentos mil


9/1 - C

reais), culminando as tratativas com a fixação do valor mínimo de R$ 500.000,00


(quinhentos mil reais), proporcional ao faturamento mensal e, desta forma. poderia
: 1 30

variar entre R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) a R$ 700.000,00 (setecentos mil re-


Em 8579

ais).
11

Importante observar que, naquela ocasião, O contrato firmado com a


empresa de WILLlANS - n" 013/2008/SAD/MT estava com prazo de validade expi-


65

rando, sendo possível sua prorrogação e, de forma astuta, a ORGANIZAÇÃO CRIMI-


r: 0

NOSA aproveitou esta situação, qual seja, o necessário ADITAMENTO CONTRATU-


po

AL, para fazer com que o empresário se submetesse a sua vontade.


sso

Necessário esclarecer que a empresa CONSIGNUM GESTÃO DE


MARGEM CONSIGNÁ VEL não realiza serviço díreto à Administração Pública, apenas
pre

intermedeia o relacionamento dos estabelecimentos bancários com os servidores públicos


Im

estaduais, para a realização de empréstimos consignados em folha de pagamento.

_ _ _4.:..:4de~
- -------- ---- -----------------------------

GAB/PGRl
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ rls·OU0369
=:J
Portanto, não é remunerada pelo erário, mas pelos estabelecimentos
bancários. Na realidade, o serviço executado reverte em receita ao erário, a favor do FUN-

P
UP
DESP - Fundo de Desenvolvimento do Sistema de Pessoal, vinculado à SECRETARIA
•., A
DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO - SADIMT, atual Secretaria de Estado de Gestão '! J'~

RA
- SEGES/MT, correspondente a 3% do montante consignado.

RI
O empresário esclareceu, às fls. 445/452, que perder o contrato vi-

LA
gente àquela época implicava em grande prejuízo ao seus negócios, pois havia realizado

DE
investimentos significativos desenvolvendo softwares que aumentaram a segurança das


:32 AN
operações financeiras realizadas, evitando fraudes que no passado eram comuns e acarre-
tavam prejuízos aos bancos e tomadores dos empréstimos. Esclareceu, ainda, que se fosse

:46 C
formalizada a noticiada rescisão, além de perder o contrato em MATO GROSSO, poderia

14 E S
• ter a imagem de sua empresa maculada junto às outras unidades da federação nas quais
8 - IN
presta serviços, abalando sua reputação junto aos estabelecimentos bancários, e compro-
01 OL

metendo, pOltanto, inúmeros outros contratos.


0/2 AR

Frente a tais considerações se viu obrigado a atender a EXIGÊN-


9/1 - C

CIA criminosa. Afinnou que na ocasião também foi firmado que os pagamentos seriam
realizados até a DÍVIDA DA CAMPANHA DE GOVERNADOR/2010 ser pa~a, toda-
: 1 30

via, se estendeu ao longo de todo o mandato de SILVAL BARBOSA .


Em 8579

CÉSAR ZÍLlO afirma, às fls. 122/142, que durante o período em


que estava negociando com o empresário, o valor da vantagem indevida exigida era
11


CONSTANTEMENTE COBRADO POR SILVAL, que lhe EXIGIA A PRONTA EN-
65

TREGA DO DINHEI RO afirmando que precisava pagar contas.


r: 0

Informou, ainda, que o sucesso da referida exigência criminosa fei-


po

ta junto ao empresário foi prontamente comunicado a SILVAL, oportunidade em que foi


sso

combinado que 70% (setenta porcento) do valor a ser pago. a título de


propina. pela CONSIGNUM destinava-se a SILVAL e que CÉSAR ZÍ-
pre

LIO poderia ficar com os 30% (trinta por cento) restante. Acrescentou
Im

que SILVAL chegou a ficar em algumas oportunidades, com apenas 60% da vantagem in-

45d~
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

devida recebida, pois o percentual retido por CÉSAR ZÍLIO variava entre 30% a 40%,
conforme a pressão que recebia de SILVAL.

P
UP
Relata o empresário - WI LLlAl\lS - que para estabelecer o valor a

RA
ser pago mensalmente, apresentava a CÉSAR o relatório do faturamento do contrato,
oportunidade que CÉSAR fixava o valor que deveria ser pago naquele mês, sendo que

RI
nos meses de menor faturamento, como já informado, o valor nào poderia ser menor que

LA
R$ 500 mil.

DE
:32 AN
A justificativa apresentada por CÉSAR para a importância mínima •
era que não poderia repassar valor menor para o seu chefe, naturalmente, se referindo ao

:46 C
GOVERNADOR DO ESTADO - SILVA L BARBOSA.

14 E S

8 - IN
Pois bem Após o empresário aceitar a imposição apresentada, em
21103/2011 a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, por intermédio da ação de CÉSAR ZÍ-
01 OL

L10, ADITOU o contrato celebrado com li CONSIGNUM, prorro~ando seu prazo de


0/2 AR

vigência por mais 24 (vinte e quatro) meses conforme termo aditivo publicado em Diário
9/1 - C

Oficial em 24/03/2011, às fls. 221.


: 1 30

CÉSAR ZÍLIO confirma que, no interesse da ORGANIZAÇÃO


Em 8579

CRIMINOSA RECEBEU A VANTAGEM INDEVIDA até agosto/2013, portanto, mes-


mo quando ocupava o cargo de presidente da MTPAR - MT Participações e Projetos
S.A, sob o argumento que continuava como "gestor do cOlltrato", junto à ORGAN.IZA-
11


çÃO CRIMINOSA, oU seja o responsável pelo recebimento da vantagem indevida .
65
r: 0

Após tal data, por ordem de SILVAL BARBOSA a responsabilida-


de pelo recebimento da vantagem indevida foi transferida a PEDRO ELIAS. Fato confir-
po

mado por PEDRO ELIAS e pelo empresário WILLIANS, vide fls. 445/452 dos autos
sso

principais;. 259/271 e 272/274 dos autos complementares.


pre

Tanto CÉSAR ZÍLlO como o referido empresário informam que


os pagamentos realizados durante o período em que ele permaneceu no cargo de Secretá-
Im

rio, ou seja: de março/201I a dezembro/2012, foram realizados ora na SAD/MT,


- _ . ._ - -
_ _....:4",6de94!
GAB/PGRl
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ fls. 000370.l
l=:-~==--,-.=J
no gabinete do Secretário ou ora na sede da CONSIGNUM, por intermédio de cheques de
emissão da empresa ou em espécie e, inclusive, por intermédio da emissão de TED -

PP
Transferência Eletrônica Disponível.

AU
IR
E no período em que esteve na MTPAR, cuja sede é no mesmo pré-
dio do escritório da CONSIGNUM, de JANEIRO/20!3 a AGOSTO/2013 os pagamen-

AR
tos foram realizados na sede da CONSIGNUM, para onde o DENUNCIANDO CÉSAR

L
se deslocava, vide fls. 445/452 .

DE

:32 AN
Necessário registrar que, no segundo semestre de 2014, em razão
de ajuste entre a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA e o então Deputado Estadual JOSÉ

:46 C
GERALDO RIVA. este agindo com unidade de desígnios com TIAGO DORILEO.

14 E S
• EXIGIRAM O PAGAMENTO ANTECIPADO da VANTAGEM INDEVIDA dos últi-
8 - IN
mos 06 (seis) meses da gestão de SILVAL. cujos detalhes serão apresentados no tópi-
co abaixo.
01 OL
0/2 AR

Ao longo destes 03 (três) anos c 09 (nove) meses, com o propósito


9/1 - C

de manter o empresário cativo, submetendo-o a exigência da ORGANIZAÇÃO CRIMI-


NOSA, reiteradamente era informado da intenção de substituir sua empresa nos scrviços
: 1 30

dc consignação, cujos recados eram encaminhados pelos membros ora DENUNCIAN-


Em 579

DOS: SÍLVIO e JOSÉ CORDEIRO .


18

Considerando as revelações de CÉSAR ZÍLlO é possível constatar


51

que, o valor que ele recebeu, em nome da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, pela empre-
sa CONSIGNUM, atingiu a cifra de RS 14.500.000.00 (catorze milhões e quinhentos
06

mil reais), tomando por base o valor mínimo de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).
r:

Assim. tendo em vista o percentual mínimo de 30%. que era a parte que lhe cabia.
po

recebeu o valor de R$ 4.350.000.00 (quatro milhões. trezentos e cinquenta mil reais)


sso

e. portanto. entregou a SILVAL R$ 10.150.000.00 (dez milhões e cento e cinquenta


mil reais).
pre
Im

Esclareceu CÉSAR ZÍLlO que no mesmo dia que recebia a propi-


na do cmpresário, repassava a parte con·cspondente a SILVAL BARBOSA, posto que era

47de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

constantemente cobrado pelo então governador. E, para tanto, se dirigia ao gabinete do go-
vernador, sempre após o expediente, já no período noturno, levando o dinheiro em uma

P
UP
sacola ou envelope que pessoalmente deixava no banheiro do gabinete, na presença de
SILVAL, avisando-lhe textualmente o valor deixado e quem procedera ao pagamento.

RA
RI
Informou que constantemente era cobrado por SILVAL que recla-
mava que o valor pago pela empresa era pouco, pressionando CÉSAR a exigir que o valor

LA
fosse aumentado.

DE
:32 AN
WILLIANS e CÉSAR ZÍLIO esclareceram, ainda, que SÍLVIO •
CEZAR CORREA DE ARAÚJO, ocupando o cargo de chefe de gabinete do Governa-

:46 C
dor, realizava estreita vigilância no pagamento da propina.

14 E S
o

8 - IN
empresário e o DENUNCIANDO CÉSAR relatam a participa-
01 OL

ção em uma reunião com SÍLVIO, na sede da SADIMT, quando CÉSAR apresentou os
valores pagos pelo empresário, defendendo a manutenção do contrato com a CONSIG-
0/2 AR

NUM, afiffilando que procediam como o combinado, vide fls. 445/452 dos autos princi-
9/1 - C

pais e 122/142 dos autos complementares.


: 1 30

Nesta reunião o empresário apresentou relatórios com o objetivo de


Em 8579

ilustrar que o valor pago era compatível com seu faturamento. Ao final. SíLVIO concor-
dou com a permanência do contrato. Todavia, confornle já informado, apesar desta con-
cordância, sempre dirigia mensagem ao empresário de que sua empresa seria substituída
11


por outra que estava disposta a pagar propina em valor maior.
65
r: 0

Evidente que a vigilância realizada por SíLVIO era exercida a


mando de SILVAL, que mesmo à certa distância de tudo participava e, naturalmente, no
po

interesse da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.


sso

Esclarece que PEDRO ELIAS, que já ocupava cargo público co-


pre

missionado desde FEVEREIRO/201l, no interesse da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA


atuava como SÍLVIO na condição de "fiscal da PROPINA".
Im

48de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
r GAB/PGRl
Fls. 00 o3 71 ~

Ilustrando esta conduta, apresenta declaração de PEDRO ELIAS


na qual informa que, no segundo semestre de 2013, ainda durante a gestão de CÉSAR

PP
junto a SAD, foi chamado por SILVAL BARBOSA ao seu gabinete no Palácio, onde o

AU
governador manifestou sua dúvida quanto ao repasse correto das propinas arrecadas por 4 3G

IR
CÉSAR, oportunidade em que pediu a PEDRO ELIAS que levasse o empresário ao seu
encontro para confirmar os valores pagos, vide fls. 259/271 dos autos complementares.

L AR
Assim, revelou empresário e foi ratificado por PEDRO ELIAS

DE
que, dias depois do encontro de PEDRO ELIAS com SILVAL, num domingo, ,PEDRO


:32 AN
ELIAS, sob ordem do então governador, buscou o WILIANS em sua residência e o le-
vou ao GABINETE de SILVAL BARBOSA com o propósito de infornlá-Io qual a im-

:46 C
portância que estava pagando de propina ao mês para CÉSAR, sendo que, ao receber a

14 E S
confirmação de qual era o valor, ouviram de SILVAL que estava tudo celto e que poderi-
8 - IN
am ir, vide fls. 445/452 e 259/271 dos autos complementares.
01 OL

o empresário revelou, ainda, que também durante a gestão de CÉ-


0/2 AR

SAR, foi procurado em sua residência por JOSÉ CORDEIRO, que na época ocupava o
9/1 - C

cargo de Secretário Adjunto de Administração, exigindo-lhe o pagamento de mais R$


30.000.00 (trinta mil reais) ao mês. ao argumento de que CÉSAR não estava cum-
: 1 30

prindo o que havia sido acordado, tendo o empresário afirmado que já pagava R$


Em 8579

500.000,00 (quinhentos mil reais) por mês e não aumentaria o valor da propina, quando

JOSE. CORDEIRO lhe ameaçou, afirmando: "


nuncab
se sa e. as vezes um ca-
11

minhão passa por cima de seus filhos. acidentes acontecem" (sic). Ante
65

• esta grave ameaça, o empresário mandou blindar os carros que levam seus filhos a escola,
passando a temer pela sua segurança e de familiares.
r: 0
po

Como já informado, a partir de SETEMBRO/20l3, a ORGANI-


ZAÇÃO CRIMINOSA, na pessoa do seu LÍDER. transferiu a responsabilidade por
so

receber a propina da CONSIGNUM a PEDRO ELIAS DOMINGOS DE MELLO.


s
pre

Relatou o empresário que, quando PEDRO ELIAS assumiu o car-


Im

go de SECRETÁRIO ADJUNTO DE GESTÃO DE GASTOS, em fevereiro/2Q13,

------._- _._._------ 49dc9~


14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

teve início uma verdadeira quebra de braço entre ele e CÉSAR para decidir qual dos dois

PP
passaria a fazer a "gestão do contrato", leia-se: a receber parte diferenciada da
PROPINA que o empresário pagava, pois, como já infornlado, o mcmbro que ostensi-

AU
vamente exigisse e recebesse a vantagem indevida na partilha recebia quinhão diferen-

IR
ciado.

AR
Informou que PEDRO ELIAS ao assumir o cargo de Secretário

L
DE
Adjunto, o chamou em seu gabinete na SADIMT e o informou que, conforme determina-

ção do GOVERNADOR SILVAL, a partir daquela data os pagamentos deve-



:32 AN
riam ser realizados diretamente a ele e, que tinha conhecimento de qual.

:46 C
era o valor pago mensalmente.
14 E S

8 - IN
A infonnação foi imediatamente comunicada a CÉSAR, pelo em-
01 OL

presário, que a refutou, afirmando que o pagamento deveria continuar a ser realizado a ele
c que não se preocupasse, pois resolveria tudo. Assim não sabendo a quem deveria pa-
0/2 AR

gar a propina. o empresário deixou de efetuar o pagamento durante dois meses.


9/1 - C

Interessante observar que a questão só foi resolvida com a interven-


: 1 30

ção pessoal do LÍDER - SILVAL BARBOSA, confonne relatos do empresário c de PE-


Em 8579

DRO ELIAS que, em data incerta. por volta das 22:00hs, o então Secretário de Ad- •
junto levou WILLIANS a residência de SI LVAL BARBOSA, podendo perceber que PE-
DRO ELIAS era pessoa da intimidade do GOVERNADOR.
11


65

Na opOltunidade SILVAL lhe disse: "O PEDRO ELIAS é o.


r: 0

RESPONSÁVEL PARA CONTINUAR COM OS RECEBIMENTOS


po

DOS PAGAMENTOS, POIS ESTAVA BRAVO COM CÉSAR. POIS CÉ-


SAR NÃO ESTAVA SENDO LEAL COM ELE" (sic).
s so
pre

Observe os cuidados de SILVAL e seus comparsas em ocultar sua


participação nos crimes praticados, ao promover os encontros fora do expediente e em 10-
Im

~~_ _ _-"SOde9~
GAB/PGRl
Fls. 00 O3 7 2
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
_. ==J

cais de acesso reservado, dos quais só ele tinha plena gestão (seu gabinete num final de
semana e sua residência no período noturno).

P
UP
Relata o empresário que após esta reunião, comunicou a CÉSAR a 437

RA
orientação recebida do GOVERl'\lADOR informando-lhe que doravante faria os paga-
mentos a PEDRO ELIAS, registrando que era ordem do "chefe", o que foi imediata-

RI
mente acatado e entendido de quem ele se referia, vide fls. 445/452.

LA
DE
Segundo PEDRO ELIAS, no encontro com SILVAL também foi


:32 AN
ajustado o pagamento de RS 900.000.00 (novecentos mil reais) para quitar os meses sem
pagamento. Reduzindo o valor mensal da propina para R$ 450.000,00 (quatrocentos e cin-

:46 C
quenta mil reais) ao mês, vide fls. 259/271 dos autos complementares .

14 E S

8 - IN
Dias após, o empresário procurou PEDRO ELIAS informando que
só conseguira arrecadar a importância de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) que já se
01 OL

encontrava à disposição. Imediatamente, o então Secretário comunicou o fato a SILVAL


0/2 AR

que lhe autorizou a receber o apontado valor e reter R$ 100.000.00 (cem mil reais),
9/1 - C

que seria a parte que lhe caberia, e o restante entregar a SíLVIO.


: 1 30

Assim naquele mesmo dia, ao escurecer, PEDRO ELIAS se dirigiu


Em 8579

ao prédio onde reside WILLIANS e, seguindo orientações, entrou com o seu veículo na
garagem, estacionando ao lado do veículo do empresário. Em seguida WILLIANS que já
o esperava, retirou do interior do automóvel. 03 ou 04 sacolas. todas com o logQtipo
11


da empresa CX CONSTRUCÕES. nas quais acondicionava a referida importância .
65
r: 0

Naquele mesmo dia PEDRO ELIAS retira a parte que lhe cabia da
importância entregue, repassando o restante a SíLVIO, em local que haviam previamente
po

ajustado, ao lado do Palácio Paiaguás.


sso

Interessante destacar que, superado o noticiado impasse e regulari-


pre

zado em parte do pagamento da propina, foi firmado termo de Cooperação Técnica en-
Im

tre a SAD/MT c a empresa CONSIGNllM. com validade para 24 (vinte e quatro)


meses. publicado no OOE/MT do dia 17/02/2014. contrato firmado por JOSÉ COR-

51dc94
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

DEIRO, vide fls. 259/272 dos autos complementares. Veja que os atos da Administração
Pública eram pautados exclusivamente nos ajustes e interesses da ORGANIZAÇÃO

PP
CRIMINOSA.

AU
IR
Ocorre que, concomitantemente a tais fatos, cobiçando obter parte
da noticiada propina, o DENUNCIANDO TIAGO DORILEO, agindo em comunhão de

AR
esforços e objetivos com o DENUNCIANDO JOSÉ GERALDO RIVA, que na época

L
ocupava o cargo de Presidente da Assembleia Legislativa, passou a instigar JOSÉ COR-

DE
DEIRO para que iniciasse processo licitatório, com o objetivo de substituir a CONSIG-

:32 AN
NUM, noticiando que haviam ajustado pagamento de propina em valor superior por outra •
empresa, o que levou o empresário a interromper novamente os pagamentos da propina,

:46 C
14 E S

cujos detalhes serão apresentadas no tópico seguinte.
8 - IN
Tal fato provocou a realização do PREGÃO PRESENCIAL, nú-
01 OL

mero 001/2014/SAD"- processo administrativo número 69187/SAD, cujo aviso de licita-


ção foi publicado em 26/02/2014, designando sessão para 20/03/2014, com propósito de
0/2 AR

contratar empresa para substituir a de WILLlANS, processo que na ótica do empresário


9/1 - C

estava eivado de vícios, razão pela qual se socorreu da Justiça, impetrando Mandado de
Segurança, apontando como autoridade coatora o então Secretário Adjunto de Adminis-
: 1 30

tração - JOSÉ: CORDEIRO - e da pregoeira oficial, tendo obtido liminar suspendendo o


Em 579

certame, fls. 537/540 dos autos complementares.


18

Foi apurado que após o ajuste criminoso com JOSÉ RlVA e TIA-


51

GO DORILEO, objeto de detalhamento no tópico adiante, em 16/09/2014, JOSÉ COR-


06

DEIRO anulou o referido PREGÃO, vide fls. 541/545 dos autos complementares.
r:
po

Esclarece PEDRO ELIAS diante da abertura do pregão e o início


da demanda judicial, o empresário suspendeu o pagamento mensal da propina, situação
sso

que se manteve por alguns meses, que se estima em 08 (oito), vide fls. 259/271 dos autos
pre

complementares.
11 PREGÃO PRESENCIAL nU OOI/2014/SAO processo fi" 69187/SAD, cujo objeto era a contrataçào de em-
Im

presa especializada na prestação de serviços de implantação de sistema eletrônico de gerenciamento c controle


de margem cOllsignável, fomecendo solução c tecnologia informatizada p<ifa geração automática das reservas,
averbações c manutenção de lançamentos para o sistema de folha de pagamento, incluindo implantação, migra-
ção de dados. treinamento. suporte e manutenção para a Secretaria de Estado da Administração.

52de94!
GAB/PGRl
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ Fls. OO0373

Constata-se, portanto, que diretamente ao PEDRO ELIAS foi re- .:=J

passada a importância de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) - parte do valor ajustado

P
UP
com SILVAL BARBOSA, de R$ 900.000,00 (novecentos mil), restando o montante de
R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) pendente de pagamento.

RA
Necessário ressaltar que a noticiada disputa pela "gestão do cOlltra-

RI
to da CONSIGNUM" e, portanto, de "qu;llhão diferellciado na partjlha da propina" en-

LA
tre CESAR e PEDRO ELIAS, reforça a condição de membros da ORGANIZAÇÃO CRI-

DE
MINOSA. Veja que a disputa por maior espaço (território) c vantagens por patie dos cúm-


:32 AN
plices era decidida pelo LíDER, ao qual os contendores davam fiel obediência.

:46 C
Revela, ainda, o empresário e é ratificado pela declaração do DE-

14 E S
NUNCIANDO COLABORADOR - PEDRO ELIAS, que em 2014, iniciado o referido
8 - IN
PREGÃO, posterionnente cancelado, PEDRO ELIAS exigiu do empresário WILLI-
01 OL

ANS o pagamento da importância de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), para que não
atrapalhasse as tratativas Iicitatórias, no que aquiesceu o empresário. A importância foi
0/2 AR

paga, junto com a propina exigida por JOSÉ RIVA, conforme será detalhado abaixo, na
9/1 - C

entrega de dois apartamentos, no Ed. Dela Rosa I, localizado no bairro Santa Rosa,
da construtora CX CONSTRUÇÕES, apartamentos de número 72 e 76 .
: 1 30


Em 8579

4.2- DA PRÁTICA

DE CONCUSSÃO por parte da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA


11

• em conluio com JOSÉ GERALDO RIVA e TIAGO DORILEO


65
r: 0

tendo como vítima o representante da empresa ZETRA SOFT -


po

FABIO DRUMOND
sso

FRAUDE a LICITAÇÃO por parte da ORGANIZAÇÃO


pre

CRIMINOSA em conluio com JOSÉ GERALDO RIVA.


Im

TIAGO DORILEO e FÁBIO DRUMOND


---------------------
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Foi apurado que, em data não precisa entre o final de 2013 e


meados de 2014 a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, agindo com integração de esforço,

P
UP
ações e objetivos com JOSÉ GERALDO RIVA e TIAGO DORILEO:

RA
1- EXIGIRAM do representante da empresa ZETRA SOFT -

RI
CNPJ: 38,812,39/0001-06 a importância de R$ 1.000,000,00 (um milhão de reais) a ser

LA
paga mensalmente, durante toda a vigência de contrato com o Estado de Mato Grosso,

DE
para garantir que fosse contratada para gerenciar os contratos de empréstimos dos
servidores consignados na folha de pagamento;


:32 AN
:46 C
2- EXIGIRAM e RECE.BERAM a importância de RL
14 E S
2,850,000,00 (dois milhões, oitocentos e cinquenta mil reais) do empresário •
8 - IN
WILLlANS PAULO MISCHUR, sendo apurado que deste valor, coube a JOSÉ R1VA
01 OL

a importância de R$ 2,000,000,00 (dois milhões de reais) e a TIAGO R$ 500,000,00


(quinhentos mil reais), mais a PEDRO ELIAS a importância de R$ 350,000,00
0/2 AR

(trezentos e cinquenta mil reais), entregue em imóveis como já relatadQ.


9/1 - C

3- ajustaram, nesta conduta, contando com a participação de


: 1 30


FÁ.BIO DRUMOND, a prática de fraude. ao frustrar o caráter competitivo de
Em 8579

processo licita tório. com o objetivo de fazer a empresa ZETRA SOFT vencedora do
certame, cujos resultados não foram alcançados por razões alheias as suas vontades .
11


65

T1AGO DORlLEO inquirido pela autoridade policial (fls.


r: 0

301/306 dos autos complementares), acompanhado de advogado constituído, informou


po

que entre o final de 2013 e início de 2014, foi procurado por JOst RIVA lhe informando
que SILVAL .BARBOSA, como meio de quitar uma dívida, havia lhe repassado o
sso

contrato do serviço de consignação do Estado, ou seja, o recebimento da propina por


parte da empresa contratada para gerenciar esse serviço. Então, o DENUNCIANDO
pre

RIVA solicitou-lhe que buscasse empresa de grande porte que atuasse naquele ramo, pois
Im

pretendia substituir a empresa CONSIGNUM - contratada pelo Estado - por outra que
pagasse mais a título de propina. Assim procedeu, apurando que a maior empresa deste

_ _~54~de?~
GAB/PGRl
fls. OOO3 74 .
14" PROMOTORIA CRlMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
..=1
ramo, encontra-se sediada em Belo HorizontelMG, denominada ZETRA SOFT.

P
UP
TIAGO CONFESSOU ter mantido contato com o representante
'''9
'Li'

RA
da empresa - FÁBIO DRUMOND, propondo-lhe a contratação da ZETRA SOFT e
intermediando encontro com JOSÉ RIVA nesta capital.

RI
LA
Relata que participou deste encontro, que aconteceu no início de

DE
2.O.H, no gabinete do então Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato


:32 AN
Grosso, oportunidade em que ficou ajustado o pagamento de vantagem indevida aos
agentes públicos que auxiliassem na contratação da ZETRA SOFT. Na oportunidade os

:46 C
DENUNCIANDOS exigiram o pagamento mensal de R$ 1.000.000,00 (um milhão de

14 E S
• reais), do qual TIAGO receberia R$ 100.000,00 (cem mil) pela internlediação.
8 - IN
01 OL

Superada esta composição, pmticipou de novo encontro, desta feita


0/2 AR

com a presença de JOSÉ CORDEIRO, além de JOSÉ RIVA, FÁBIO DRUMOND e


do próprio TIAGO DORlLEO, já com o propósito de ajustar a condução do
9/1 - C

processo licita tório, para garantir a vitória da ZETRA SOFT no certame.


: 1 30


Em 8579

Veja que JOSÉ CORDEIRO participa na condição de membro da


ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, que tinha como especialidade formalizar processos
11

licitatórios que garantissem os resultados perseguidos pelo referido grupo. Evidente que o

• ajustado por JOSÉ RIVA só poderia se concretizar caso houvesse a plena adesão da
65

referida ORGANIZAÇÃO.
r: 0
po

Na ocasião, .IOSÉ RIVA acertou com JOSÉ CORDEIRO seu


sso

empenho na condução do PROCESSO L1CITATÓRlO, que desde então, passou a


manter contatos frequentes com FÁBIO DRUMOND. Revela TIAGO que FÁBIO
pre

auxiliou JOSÉ CORDEIRO a montar Termo de Referência, Edital, etc. de forma a


garantir que o objetivo criminoso fosse atingido, ou seja: a contratação da empresa
Im

ZETRASOFT.

_____________55de94
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Interessante pontuar que PEDRO ELIAS, em suas declarações,


ratificou as declarações de TIAGO, relatando que tomou conhecimento de que JOSÉ

P
UP
CORDEIRO foi procurado por TIAGO DORILEO a mando de JOSÉ RIVA, tendo
JOSÉ CORDEIRO lhe confirmado o interesse de JOSÉ RIVA pela substituição da

RA
empresa CONSIGNUM na referida prestação de serviços.

RI
LA
Afirma PEDRO ELIAS que ao tomar conhecimento destes fatos,

DE
imediatamente informou a SILVAL BARBOSA, quando este lhe confinnou que
doravante o PAGAMENTO DA PROPINA por parte da CONSIGNUM seria assunto


:32 AN
diretamente a ser tratado por JOSÉ RIVA, vide fls. 259/272 dos autos complementares,

:46 C
reiterando o declarado pelo então deputado a TIAGO.

14 E S

8 - IN
Relata, ainda, PEDRO ELIAS que em seguida foi chamado no
01 OL

gabinete de JOSÉ RlVA na Assembleia Legislativa, quando o Deputado comunicou a


contratação de outra empresa para gerenciar os empréstimos consignados dos servidores
0/2 AR

públicos estaduais, posto que estava disposta a pagar propina mensal no valor de I I
9/1 - C

1.000.000,00 (um milhão de reais), portanto, superior ao valor até então recebido,
comprometendo-se ainda a manter o pagamento no próximo governo, independente do
: 1 30

vencedor das eleições.


Em 8579

Registra PEDRO ELIAS que JOSÉ RIVA passou a pressionar


11

JOSÉ CORDEIRO a dar andamento na licitação, iniciando uma disputa entre o


65

empresário (WilIians) e JOSÉ RIVA. Neste período tramitava o referido PREGÃO e, •


r: 0

conforme já noticiado, frente a tais fatos, WILLIANS interrompeu o pagamento da


propina exigida, cujo lapso se estima em 08 ( oito) meses.
po
sso

Como esclarecido acm1a, em 26/02/14, JOSÉ CORDEIRO,


agindo no interesse da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA e dos cúmplices, providenciou a
pre

publicação do aviso de licitação do PREGÃO PRESENCIAL, que recebeu o número


Im

OOl/2014/SAD - processo administrativo número 69l87/SAD, seguindo as orientações


recebidas de JOS,É RIVA, com o apoio técnico de FÁBIO DRUMOND.
---------- -',
56de94.
GAB/PGRl
Fls, 000375 .
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
-------'
Ocorre que WILLlANS da CONSIGNUM participou ativamente
do processo licita tório, dificultando sua conclusão e a vitória da empresa ajustada.

P
UP
interpondo inúmeros recursos administrativos. A CONSIGNUM, inclusive chegou a se 440
sagrar vencedora na etapa de apresentação de preços, quando foi decretada sua

RA
inabilitação e só depois declarada vencedora a ZETRA SOFT

RI
LA
Nos termos já mencionados, a questão foi levada ao Poder

DE
Judiciário, com a interposição de Mandado de Segurança, apontando como autoridade

• coatora o então Secretário Adjunto de Administração - JOSÉ CORDEIRO - e a

:32 AN
pregoeira oficial, obtendo liminar que suspendeu o certame, fls. 538/540 dos autos

:46 C
complementares .

• Declaram 14 E S
WILLlANS e TIAGO que, em maio/2014,
8 - IN
encontraram-se, por acaso, na sede da CX Construções, quando conversaram sobre as
01 OL

tratativas de JOSÉ RIVA para substituir a CONSIGNUM pela concorrente, vide fls.
0/2 AR

272/274 e 301/306 dos autos complementares.


9/1 - C

Após o encontro TIAGO DORILEO marcou uma reunião, que


: 1 30

aconteceu na residência de JOSlt RIVA, localizada no bairro Santa Rosa, na qual


Em 8579

compareceram: WILLlANS, TIAGO DORILEO e JOSÉ RIVA .


11


Relata TIAGO que pessoalmente buscou WILLIANS em sua
65

residência. Na oportunidade, JOSÉ RIVA infomlOU que SILVAL tinha uma divida
consigo e, como pagamento, passou-lhe a "gestão" do contrato de consignacão e, para
r: 0

submeter o empresário à vontade de seus cúmplices, afirmou que substituiria a empresa


po

que gerencia este serviço, ante a promessa de dobrar o pagamento da propina.


so
s

TIAGO e WILLlANS afirmam que nesta reunião, defendendo a


pre

manutenção de seu contrato, o empresário chegou a apresentar o seu faturamento mensal,


Im

para demonstrar que não havia como pagar propina em valor acima do que já pagava, vide
fls. 272/274 e 301/306 dos autos complementares.

---_----".
57de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Ocorre que o deslinde programado estava longe de ser alcançado,


qual seja: a vitória da ZETRA SOFT. Durante esta disputa administrativa e depois

PP
jurídica, a propina não estava sendo paga. Necessário lembrar que estava por iniciar a

AU
campanha eleitoral, para a qual JOSÉ RIVA capitalizava recursos.

IR
AR
Inegável, portanto, que os resultados planejados e perseguidos pela
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, JOSÉ RIVA, T1AGO DORILEO e FÁBIO

L
DE
DRUMOND, no tocante ao procedimento licitatório, restaram frustrados, por razões
totalmente alheia às suas vontades, a partir da intervenção do Poder Judiciário.


:32 AN
:46 C
Pois bem, na ânsia de receber o pagamento de vantagem indevida,

14 E S
de qualquer prestador daquele serviço, os ardilosos agentes, impossibilitados de atingir o •
8 - IN
resultado planejado com FÁBIO DRUMOND, traçaram novos planos, voltando a
01 OL

exigência para a empresa que já prestava serviços e que, até pouco tempo, realizava o
pagamento mensal de propina - CONSIGNUM/WILLlANS.
0/2 AR
9/1 - C

Já com este propósito em junho/20J4, aconteceu novo encontro do


: 1 30

qual participaram JOSÉ RIVA, T1AGO DORILEO, PEDRO ELIAS e WILLlANS,


novamente na residência do Presidente da Assembleia Legislativa.
Em 8579

Na oportunidade JOSÉ RIVA comunicou que manteria o contrato


11

com a CONSIGNUM e que daquela data em diante até o final da gestão de SILVAL a


65

propina paga por WILLlANS, deveria ser entregue a sua pessoa.


r: 0
po

Foi tratado, ainda, que a entrega antecipada da propina deveria ser


paga até o final do ano, mediante a emissão de vários cheques, para pagamento futuro,
so

perfazendo a importância de R$ 2.500.000.00 (dois milhões e quinhentos mil reais).


s
pre

Fato que é confirmado pelo empresário, T1AGO e PEDRO ELIAS, vide fls. 259/272 e
30 I/306 dos autos complementares.
Im

58de941
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
[GAS/PGR
OOO3 76 .. ' ('5.
I
TlAGO declarou que JOSÉ RIVA informou que precisava dos
cheques para levantar dinheiro para sua campanha política.

P
UP
. 'I
" ti

RA
PEDRO ELIAS informou que JOSÉ RlVA, na reunião,
comulllcou ao empresário que também deveria remunerar mensalmente as seguintes

RI
pessoas: PEDRO ELIAS que deveria receber R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais); JOSÉ

LA
CORDEIRO e CLÁUDIO NOGUEIRA DIAS deveriam receber R$ 25.000,00 (vinte e

.
DE
cinco mil reais) cada um, vide fls. 259/272 dos autos complementares .

:32 AN
'

Destaca que tanto o empresário como PEDRO ELIAS, nào sabem

:46 C
informar se houve o pagamento para .JOSÉ CORDEIRO e CLÁUDIO. Em relação a

• 14 E S
PEDRO ELIAS a vantagem ilícita foi paga integralmente no final de 2014, mediante a
8 - IN
entrega de dois apartamentos, conforme já mencionado alhures.
01 OL
0/2 AR

TlAGO DORILEO afim1a que a importância de R$ 500.000,00


(quinhentos mil reais) que lhe foi entregue a título de propina, em razão da intermediação
9/1 - C

feita, inicialmente com FÁBIO DRUMOND e depois com WILLIANS, a recebeu


diretamente do empresário e a utilizou para abater uma dívida que JOSÉ RIVA tinha com
: 1 30


ele. Tendo o empresário repassado o saldo de R$ 2 milhões para JOSÉ RIVA. O
Em 8579

empresário ficou de levantar O número dos cheques entregues para o pagamento da


noticiada propina, vide fls. 301/306 dos autos complementares .
11


65

Inquirido pela autoridade policial em 30/03/2016, JOSÉ RIVA,


r: 0

acompanhado de seu advogado, negou todos os fatos, afirmou que não houve reunião em
sua residência para tratar do referido assunto e que não recebeu cheques referentes do
po

mesmo, vide fls. 158/160 dos autos complementares.


sso
pre

Para salta a propina que foi ajustada a favor de PEDRO ELIAS,


naquela reunião (6 meses de R$ SO mil), e mais R$ 50.000.00 (einquenta mil reais)
Im

ajustados para que PEDRO não interferisse no pregão acima identificado, o empresário

59de94,
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

no final de 2014 ENTREGOU a PEDRO ELIAS dois apartamentos. os de nU 72 e 76.


do Ed. Dela Rosa I. localizados no bairro Santa Rosa. da construtora CX

P
UP
CONSTRUCÕES. avaliados em R$ 380.000,00 (trezentos e oitenta mil reais).

RA
Como o crédito de PEDRO ELIAS era inferior ao valor dos

RI
imóveis, para completá-lo PEDRO ELIAS devolveu a construtora a importância de R$

LA
30.000,00 (trinta mil reais). O contrato de compra e venda foi firmado em 09/0112015,

-.
DE
vide Ils. 459/466 dos autos principais e 275/282 autos complementares.

:32 AN
Informou, ainda, PEDRO ELIAS que posterionnente, já

:46 C
preocupado com as apurações em curso, manifestou o interesse em devolver um dos

14 E S
apartamentos, quando recebeu o cheque nO 000481, no valor de R$ 155.000,00 (cento e •
8 - IN
cinquenta a cinco mil reais) da CX Construções, para pagamento futuro em 04/06/2016,
01 OL

vide. fls. 283 dos autos complementares.


0/2 AR

De todo o exposto, considerando as informações detalhadas


9/1 - C

apresentadas por WILLlANS, PEDRO ELIAS e TIAGO DORILEO, fls. 445/472 dos
: 1 30

autos principais e fls. 259/272, 272/274, 301/306 e 312/315 dos autos complementares,


restou demonstrado a prática de:
Em 8579

1- CONCUSSÃO por parte da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA,


11

frente às ações ostensivas de SILVAL ao "ceder" o recebimento de propina, delegando


65

poderes a JOSÉ RIVA que, agindo com união de propósito com TIAGO, fornlUlaram a
r: 0

exigência a FÁBIO DRUMOND na condição de representante da ZETRA SOFT.


po
sso

2- FRAUDE à LICITAÇÃO na modalidade tentada, pela


ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, com as ações ostensivas de JOSÉ CORDEIRO
pre

adotando as providências para que o ajuste firmado entre JOSÉ RIVA, TIAGO e FÁBIO
DRUMOND fosse exitoso, fraudando processo licitatório, cujo resultado não foi atingido
Im

por razões alheias a suas vontades e,

60dc94 1
GAB/PG1
Hs·000377
14 n PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
l------,'

3- CONCUSSÃO por parte da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA


na ação ostensiva de PEDRO ELIAS, ao acompanhar a nova exigência e tratativas

P
.,

UP
formalizadas ao empresário WILLIANS por JOSÉ RIVA agindo em comunhão de ideias ~

i. , , '
7l~

e ações com TIAGO DORILEO.

RA
RI
4.3- DA FRAUDE À LICITAÇÃO e do RECEBIMENTO DE

LA
VANTAGEM INDEVIDA do empresário JULIO MONORI

DE

TSUJII da WEBTCH SOFTWARES E SERVIÇOS LTDA

:32 AN
ostensivamente a CÉSAR ZÍLIO e PEDRO ELIAS

• :46 C
14 E S
Foi apurado que ao longo do período do início do ano de 2011 a
8 - IN
dezembrol2014, o empresário JÚLIO MONO RI pagou à ORGANIZAÇÃO
01 OL

CRIMINOSA a importância aproximada de R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos


mil reais), conforme passa a detalhar:
0/2 AR
9/1 - C

JÚLIO MINORI TSUJII é proprietário e administrador da


: 1 30

empresa WEBTECH SOFTWARES E SERVIÇOS LTDA., empresa que presta serviços

• na área de Recursos Humanos e de Contribuições Previdenciárias .


Em 8579

Trata-se de prestadora de serviços do Estado de Mato Grosso, por


11

• força do contrato n° 46/2008, tendo como objeto a localização de documentos e


65

comprovação de créditos previdenciários em favor do Fundo Previdenciário dos


r: 0

Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso, cujo contrato estava próximo de atingir o
po

teto do valor contratado, impondo nova contratação.


so

Consta que, já no início de 2011, o empresário passou a ser


s
pre

assediado por JOSÉ CORDEIRO, sob o argumento da existência de várias empresas


interessadas em prestar o serviço executado pelo mesmo, já que o término de vigência do
Im

seu contrato estava iminente e, se pretendesse continuar a prestar serviços ao Estado,

61de9,f
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

precisava "conversar com () chefe" (sic), vide fls. 557/561.

PP
AU
Após as reiteradas investidas de JOSÉ CORDEIRO o empresário
se dirigiu ao Secretário de Administração, à época CÉSAR ZÍLIO, apresentando o seu

IR
produto, o interesse em continuar prestando serviços e, ao final, por ter entendido a

AR
pretensão de JOSÉ CORDEIRO, ofereceu "auxílio ao governo" caso sua empresa
continuasse executando os serviços.

L
DE
:32 AN
CÉSAR ZÍLIO prontamente aderiu a vontade do empresáno, •
ajustando o pagamento a título de propina no percentual de 20% do valor pago pelo

:46 C •
erário.

14 E S
8 - IN
lnfoll11a que o contrato a ser firmado, previa a remuneração por
01 OL

resultado, correspondente a 9,75% do valor recuperado.


0/2 AR
9/1 - C

Foi ajustado, ainda, que para garantir a vitória da WEBTECH, o


Edital do processo licitatório, a saber: EDITAL 009/11/SENNSAD, processo
: 1 30

administrativo nO 287.394/2011, exigiria a apresentação de atestado de capacidade técnica


Em 8579

que eliminaria eventuais concorrentes, garantindo a vitória da empresa, conduta tipificada •


no artigo 96, inciso V da Lei 8.666/93.
11
65

Interessante observar os esclarecimentos apresentados pelo •


r: 0

empresário JÚLIO de que 9,75% fixado como sua remuneração sobre o valor recuperado
ia além de seus custos/lucro, pois já havia prestado serviço similar para o Estado de Mato
po

Grosso do Sul, portanto, já identificado informações de interesse deste Estado, o serviço


so

seria prestado neste estado, não tendo despesa de deslocamento e diárias de seu pessoal,
etc. Todavia, como não teria concorrente e tinha que pagar a propina, fixou o apontado
s
pre

percentual. Evidente, pOl1anto, que o ajuste onerou a proposta que restou vitoriosa.
Im

Os apontados ajustes são detalhadamente CONFESSADOS pelo

62d~
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
F::;;~:J
empresárIo JÚLIO e por CÉSAR ZÍLlO, vide fls. 557/561 dos autos pnnclpms e
122/142 dos alltos complementares.

P
UP
RA
JÚLIO inforIlla que os pagamentos foram realizados a CÉSAR
ZÍLIO do início de 2011 a dezembro de 2012, acreditando ter atingido o montante de.R,$

RI
600.000.00 (seiscentos mil reais), sendo R$ 250.000.00 (duzentos e cinquenta mil

LA
reais) no ano de 2011 e R$ 350.000.00 <trezentos e cinquenta mil reais) no ano de

DE
2012, vide fls. 557/561 .


:32 AN
JÚLIO informa, ainda, que na maioria das vezes entrego li a

:46 C
propina em dinheiro e diretamente a CÉSAR ZÍLIO, em scu gabinete, rccordando·se de

14 E S
apenas uma vez tcr realizado o pagamento em cheques, quando entregou os de números
8 - IN
900091 e 900092. nos valores de RS 36.131.26 (trinta e seis mil, cento e trinta e um.
01 OL

reais e vinte e seis centavos) e R$ 52.944,51 (cinquenta e dois mil, novecentos e


quarenta e quatro reais e cinquenta e um centavos), respectivamente, emitidos em
0/2 AR

novembro e dezembro/20 12, que foram utilizados no pagamento da aquisição dos terrenos
9/1 - C

situados na Av. Beira Rio. Fato que é CONFESSADO por CÉSAR ZÍLlO.
: 1 30


o empresário afirmoll que após a saída de CÉSAR ZÍLIO da SAD,
Em 8579

foi procurado pelo SECRETÁRIO ADJUNTO DE GESTÃO DE GASTOS - PEDRO


ELIAS que se apresentou como a "pessoa responsável pelo contrato", informando-
11

lhe que deveria continuar com a "mesma contribuição" (sic) que desembolsava a
65

• CÉSAR.
r: 0
po

Foi o que passou a fazer a partir daquela data até final do ano de
2014, quando PEDRO ELIAS já oCllpava o cargo de SECRETÁRIO DE
sso

ADMINISTRAÇÃO, clljos pagamentos também realizava no gabinete de PEDRO


ELIAS, fato que é CONFESSADO por PEDRO ELIAS, vide fls. 259/272 dos autos
pre

complementares. Sustento li que PEDRO ELIAS, sempre lhe informava que a propina era
Im

dividida com outras pessoas não as nominando.

63de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

JÚLIO informou que ouviu nos corredores da SAD/MT


comentários que CÉSAR ZÍLIO não estava distribuindo a propina recebida, conforme

PP
havia sido combinado.

AU
IR
PEDRO ELIAS declarou e foi ratificado pelo empresário que, llil.

AR
final de 2014, cobrou de JÚLIO o pagamento adiantado da propina equivalente à
liquidação prevista para depois da gestão de SILVAL, tendo o empresário solicitado

L
DE
apenas um prazo para o pagamento em razão de dificuldades financeiras que suportava,
entregando a título de garantia (] 4) catorze cheques. totalizando o valor de R$


:32 AN
280.000.00 (duzentos e oitenta mil reais), para pagamento futuro, todos emitidos contra

:46 C
a Caixa Econômica Federal, conta·corrente 01001570-0, cujas cópias encontram-se às fls.

14 E S

637/642 dos autos complementares, a saber:
8 - IN
N° EMISSÃO VALOR EM R$ NÚMERO CHEQUE
01 OL

NOVEMBR0120 14 18.240,00 900113


2 NOVEMBRO/20 14 23830,00 900114
0/2 AR

3 NOVEMBRO/2014 19.860,00 900115


4 NOVEMBRO/20 14 21.450,00 900116
9/1 - C

5 DEZEMBRO/20 14 J 8.920,00 900117


6 DEZEMBRO/20 14 16.840,00 900118
: 1 30

7 DEZEMBRO/2014 22.480,00 900119


8 DEZEMBRO/20 14 17.890,00 900120


Em 579

9 DEZEMBRO/2014 16.450,00 900121


10 DEZEMBRO/20 14 27.890,00 900122
18

11 DEZEMBRO/2014 23.480,00 900123


12 DEZEMBRO/2014 22.670,00 900124
51

13 DEZEMBRO/2014 16.360,00 900125


06

14 DEZEMBRO/20 14 13.620,00 900126


TOTAL 280.000,00
r:
po

PEDRO ELIAS esclareceu que no pnmelro trimestre de 2016


procurou o empresário indagando se poderia depositar os mencionados cheques, quando
sso

JULIO lhe solicitou mais um prazo, sendo certo que até a presente data os cheques não
pre

foram compensados. Foi apurado que até a presente data a empresa figura como credora
do Estado, razão pela qual os cheques não foram apresentados. PEDRO ELIAS sustenta
Im

ter destruído os cheques, vide fls. 259/272 dos autos complementares.

64de94
GAB/PGRl
fls. OO03 7 9
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
l=---==-c--=!
Ilustrando o papel intimidador por parte de CORDEIRO e de fiscal
da propina fiscal da propina, por parte de SÍLVIO relatou o empresário que:

PP
AU
4<14
1- CORDEIRO sempre que lhe encontrava nos corredores da

IR
SAD/MT, ao longo de 2011/2014, afirmava da existência de outras empresas interessadas

AR
no contrato do declarante, dando-lhe a entender que: se o declarante suspendesse,
os pagamentos da propina. seria substituído na prestação do serviço .

L
DE

:32 AN
2- no começo de 2013, foi levado por PEDRO ELIAS -

:46 C
Secretário Adjunto - a presença de SÍLVIO CORREA, chefe de gabinete de SILVAL

• 14 E S
BARBOSA, com o propósito de lhe apresentar o serviço prestado por sua empresa. O

empresário entendeu que o propósito da reunião era confirmar que o "responsáve(


8 - IN
pelo contrato''', leia-se: "responsável por receber a propina" era PEDRO
01 OL

ELIAS, posto que ao final SÍLVIO confirmou que as tratativas do contrato


0/2 AR

permaneciam com PEDRO ELIAS. Esta reunião é confirmada por PEDRO


9/1 - C

ELIAS, vide fls. 259/272 dos autos complementares.


: 1 30


Em 8579

4.4- DA SOLICITAÇÃO e PAGAMENTO de VANTAGEM


INDEVIDA e LAVAGEM de DINHEIRO ao empresário JULIO
11

MONORI TSUJII da WEBTCH SOFTWARES E SERVIÇOS


65

• LTDA .. pela ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. ostensivamente por


r: 0

parte do membro FRANCISCO LIMA


po

O empresário informou, também, que durante a execução do


so

contrato, constantemente mantinha contato, com o membro da ORGANIZAÇÃO


s

CRIMINOSA, o procurador do Estado FRANCISCO LIMA que estava à disposição da


pre

Casa Civil, inclusive, em razão do mesmo tcr bom relacionamento com os gestores do
Im

Estado de Mato Grosso do Sul e, em razão da divisão do Estado do Mato Grosso, durante
a realização dos levantamentos previdenciários, era comum necessitar de documentos e/ou
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

informações daquela unidade da federação.

PP
AU
Em tais oportunidades, bem como em encontros fortuitos, era
abordado por FRANCISCO LIMA que insinuava querer informações do pagamento da

IR
propina paga para a manutenção do contrato, quando deseonversava, afirmando que a

AR
"tratativa" dele era com a SAD/MT. Evidente que nas indagações buscava verificar se o
GRUPO não estava lhe "passando a perna", deixando de lhe entregar a paJ1e que lhe era

L
DE
devida da receita do crime.


:32 AN
Relata o empresário (vide fls. 254/258) que em data que não se

:46 C
recorda, no ano de 2013, enquanto executava seu contrato, foi interpelado por

14 E S
FRANCISCO LIMA que lhe solicitou que pagasse um boleto bancário de sua •
8 - IN
responsabilidade, no valor aproximado de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), cujo devedor
01 OL

era uma mulher, não se recordando o nome nem do emitente (favorecido), tampouco do
devedor. Na oportunidade o DENUNCIANDO "CHICO LIMA" utilizou o subterfúgio
0/2 AR

de que "acertaria filturamente" o que, naturalmente, nunca ocorreu e sequer era seu
9/1 - C

propósito.
: 1 30


Em setembro/2013, foi procurado por FRANCISCO LIMA, que
Em 8579

lhe solicitou que depositasse em sua conta-corrente o cheque nO 850006, emitido por S F
ASSESSORIA E ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS M.E, , no valor de R$ 45.000,00
11


(quarenta c cinco mil reais) e que após a respectiva compensação lhe entregasse o valor
65

correspondente. JÚLIO sempre no propósito de não contrariar os apontados agentes


públicos, aceitou assim proceder. Evidente que se trata de conduta tipificada no artigo In,
r: 0

caput e parágrafo l°, inciso 11, da Lei 9.613/98.


po
so

Veja que o único objetivo de proceder ao depósito do cheque em


s

conta-corrente, tendo como titular o referido empresário era afastar o seu nome como
pre

beneficiário daquele cheque, como também, de qualquer outro membro que pudesse ser
Im

ligado à ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. Francamente, é fato que não fosse a intenção


deliberada de LAVAR DINHEIRO, FRANCISCO LIMA poderia ter sacado ou

----_. --- 66de9~"


GAB/PGRl
Fls·OO!l380
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ ,
,-----
depositado em sua conta-corrente.

PP
AU
4.5- CONCUSSÃO por parte de

IR
BRUNO SAMPAIO SALDANHA

L AR
Foi apurado que BRUNO SAMPAIO SALDANHA, fazendo uso

DE

da sua condição de servidor designado para responder pela gestão, acompanhamento,

:32 AN
fiscalização e avaliação da execução do contrato n° 024/201 JlSAD firmado com a
Webtech, por 06 (seis) vezes. EXIGIU e RECEBEU VANTAGEM INDEVIDA para

:46 C
que não apresentasse avaliação negativa em relação a respectiva execução. O empresário
• 14 E S
Júlio revelou a autoridade policial vide fls. 557/561, que os valores pagos variavam entre
8 - IN
R$ 3.000.00 (três mil reais) a R$ 5.000.00 (cinco mil reais), acreditando ter pago ao
01 OL

fiscal do seu contrato o valor estimado de R$ 25.000.00 (vinte e cinco mil reais).
0/2 AR

Registra que o referido DENUNCIANDO, servidor contratado


9/1 - C

pelo Estado, atualmente exerce função no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, c
: 1 30

foi fiscal do aludido contrato de 20/07/2011 até o final da sua vigência .


Em 8579

Demonstrando que a atuação de BRU NO na condição de fiscal do


11

acompanhamento do contrato atendeu a interesses escusos e, não ao interesse público e da

• Administração Pública, infomla que o Relatório do Tribunal de Constas apresentado no


65

interesse do Processo nO 7.1494-3/2013, aponta graves irregularidades por parte do citado


r: 0

fiscal, tais como: a inexistência de acompanhamento c fiscalizacão da execucão


po

contratual por um representante da Administração. especialmente designado e


ausência de documentos comprovando o efetivo acompanhamento da fiscalizacão,
so

vide fls. 238.


s
pre

Veja, portanto, que o empresário além da propina que pagou à


Im

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA para a contratação de sua empresa, por intermédio das

67de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

pessoas de CÉSAR ZíLlO, PEDRO ELIAS e FRANCISCO LIMA, também lhe Cai
exigido o pagamento de vantagem indevida pelo então Superintendente Adjunto de

P
UP
Previdência, também suplente do Secretário de Estado de Administração no Conselho

Administrativo - Fiscal do FUNPREV/MT", BRUNO SAMPAIO SALDANHA.

RA
RI
4.6 - DA CORRUPÇÃO ATIVA por parte de

LA
DE
WALLACE DOS SANTOS GUIMARAES,ANTÔNlO RONI DE
LlZ e EVANDRO GUSTAVO PONTES •

:32 AN
:46 C
14 E S
A investigação revelou que WALLACE DOS SANTOS
GUIMARÃES, ANTÔNIO RONI DE LlZ e EVANDRO GUSTAVO PONTES DA •
8 - IN
SILVA agindo após prévio ajuste de vontades e objetivos OFERECERAM e
01 OL

~~NTREGARAM VANTAGEM INDEVIOA a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA,


0/2 AR

correspondente a importância de R$ 2.000.000.00 (dois milhÕes de reais), confomle


passa a detalhar:
9/1 - C
: 1 30

CÉSAR ROBERTO ZÍLlO informou que em data que não se


Em 8579

recorda, do ano de 2012, foi procurado por WALLACE DOS SAt'l/TOS GUIMARÃES, •
na sede da SAD/MT, quando lhe OFERTOU a importância de R$ 1.000.000.00 (um
milhão de reais), para que lhe auxiliasse a levantar fundos para custear sua campanha
11

a Prefeito do município de Várzea Grande/MT e, para tanto, solicitou providências


65

para que o erário procedesse a pagamentos de servicos gráficos que não seriam
r: 0

prestados ou apenas parcialmente prestados. cujo valor seria destinado a sua


campanha política.
po
sso

Na oportunidade afirmou que os pagamentos deveriam ser


pre

destinados a aproximadamente 05 (cinco) gráficas - das quais era sócio e/ou parceiro
comercial, recordando-se dos seguintes nomes: EDITORA DE LlZ LTDA. ME e EGP
Im

DA SILVA ME.

12Fundo Previdenciário do Estado de Mato Grosso.

_ _ _ _ .. _ _ _-'68de94!
GAB/PGRl
tis. 000381.·
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ ,
1:-------::----.=.1

WALLACE foi categórico ao estabelecer que o fornecimento seria


forjado, com o propósito de levantar recursos para sua campanha e, ainda, que as

P
UP
providências deveriam ser adotadas o mais rápido possível.

RA
Na oportunidade CÉSAR ZÍLIO ponderou que operações

RI
fraudulentas desta monta não poderiam ser realizadas sem a autorização de SILVAL

LA
BARBOSA, quando prontamente WALLACE infonTIou que "PODE DEIXAR QUE

DE
ISSO É UM ASSUNTO QUE EU RESOLVO" (sic), assegurando que conversaria com o

• então governador e resolveria diretamente com ele .

:32 AN
:46 C
No mesmo dia, WALLACE retornou ao gabinete de CÉSAR

14 E S
informando que havia conversado com SILVAL BARBOSA e obtido sua autorização e
8 - IN
que havia ajustado que pagaria a SILVAL o mesmo valor ofertado a CÉSAR,
01 OL

frisando a necessidade da manobra ser realizada o mais rápido possível.


0/2 AR

Informa que quando CÉSAR ZÍLIO foi procurado, ocupava o


9/1 - C

cargo de SECRETÁRIO de ADMINISTRAÇÃO e WALLACE DOS SANTOS


GUIMARÃES o de DEPUTADO ESTADUAL, CANDIDATO ao CARGO DE
: 1 30


PREFEITO DO MUNICÍPIO DE VÁRZEA GRANDE pelo partido do PMnB, o
Em 8579

mesmo de SILVAL BARBOSA.


11

• Diante da autorização do LÍnER da ORGANIZAÇÃO


65

CRIMINOSA, CÉSAR ZÍLIO detern1inou a JOSÉ CORDEIRO que providenciasse a


r: 0

adesào a ata de registro de preço Pregão Presencial 093/2011 pela SAD I3 por órgãos
po

específicos dos quais não se recorda, aleItando a JOSÉ CORDEIRO que se tratava

de assunto político-partidário.
sso
pre

Ao receber a instrução JOSÉ CORDEIRO, agindo no interesse da


Im

"Fraude no referido pregão c na execução dos contratos fimlados é objeto do Inquérito Policial 05412013,
(código 349063). que deu origem a"Operação Edi(,:ào Extra"· nesta ação penal apura-se apenas o pagamento de
vantagem indevida a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.
--- _._---
69de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, adotou todas as providências necessárias para que o


resultado buscado fosse atingido. Dentre as empresas utilizadas para atender aos interesses

P
UP
de WALLACE e comparsas, só foi possível identificar, até a presente data: EDITORA
DE L1Z LDTA., de propriedade de ANTÔNIO RONI DE LIZ e EGP DA SILVA ME,

RA
de propriedade de EVANDRO GUSTAVO PONTES DA SILVA, as demais ainda estão

RI
sendo levantadas.

LA
DE
Em relação à EDITORA DE L1Z LTDA ME foi forn13lizado o
contrato administrativo de fornecimento n° 043/2012/SAD/MT, cujo extrato foi


:32 AN
publicado no DOE - Diário Oficial do Estado de Mato Grosso do dia 0111012012, tendo

:46 C
como objeto a confecção de materiais publicitários para atender as demandas de serviços

14 E S
solicitados pelos órgãos do governo junto a Superintendência da IOMAT, fls. 224/226 .


8 - IN
01 OL

Importante registrar que em 17108/2012 foi ordenado empenho no


valor de R$ 2.146.564.30 (dois milhões. cento e quarenta e seis mil. quinhentos e
0/2 AR

sessenta e quatro reais e trinta centavos) ANTES MESMO DA PUBLlCACÃO DO


9/1 - C

CONTRATO ADMINISTRATIVO e realizada liquidação em 17110/2012, no valor de


R$ 1.236.665.22 (um milhão. duzentos e trinta e seis mil. seiscentos e sessenta e cinco
: 1 30

reais e vinte e dois centavos), para a referida empresa, cujo ordenador de despesas foi


Em 8579

CÉSAR ZÍLlO.
11

Quanto à empresa EGP DA SILVA ME, foi formalizado o contrato


65

administrativo de fornecimento de número 044/2012/SAD, cujo extrato foi publicado no •


r: 0

DOE em 01/10/2012, tendo como objeto a confecção de materiais publicitários para


atender as demandas de serviços solicitados pelos órgãos do governo junto a
po

Superintendência da IOMAT. vide fls. 227/232.


sso

A favor desta empresa foi ordenada a expedição de empenho no


pre

valor de R$ 2.850.528.06 (dois milhões. oitocentos e cinquenta mil. quinhentos e vinte


Im

e oito reais e seis centavos) e realizada liquidação no valor de R$ 1.227.274.32 (um


milhão. duzentos e vinte e sete mil. duzentos e setenta e quatro reais e trinta e dois

_ _ _ _7ºde94!
GAB/PGRl
fls. O.()0382 •
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
L---'-===-.:-..=='
centavos). que igualmente ocorreram nas datas de 17/08/2012 e 17/10/2012,
respectivamente, e o empenho ANTES DA PUBLICAÇÃO DO EXTRATO DO

P
UP
CONTRATO, cujo ordenador dc despesas também foi CÉSAR ZÍLIO. . ,~, 7
LJ

RA
Pois bem, adotadas as providências para que fosse formalizado o

RI
DESVIO DE RECEITA PÚBLICA'", para custear a campanha política ao cargo de

LA
Prefeito de Várzea Grande de WALLACE, dando cumprimento ao ofertado, coube a

DE
ANTÔNIO ROM DE LIZ, proprietário da empresa EDITORA DE LIZ proceder a


entrega pessoalmente a CÉSAR ZÍLIO, em seu gabinete na SAD/MT, do valor ajustado

:32 AN
de R$ 2.000.000.00 (dois milhÕes de reais). A importância foi entregue por intennédio de

:46 C
vários cheques, de emissão do grupo das gráficas vinculadas ao referido candidato .

14 E S

8 - IN
Naquele mesmo dia em que recebeu a propina, CÉSAR zí LIO,
01 OL

como sempre procedia, repassou a SlLVAL a parte que lhe cabia, ou seja: Ri..
1.000.000.00 (um milhão de reaiskadotando o procedimento usual deixando o dinheiro
0/2 AR

no banheiro do gabinete do governador.


9/1 - C

Interessante destacar que dentre os cheques entregues por


: 1 30

ANTÔNIO RONI DE LIZ em comunhão de propósitos com WALLACE


Em 8579

GUIMARÃES e com EVANDRO, encontravam-se 07 (sete) cheques emitidos pelas


empresas: EDITORA DE L1Z e EGP DA SILVA. utilizados por CÉSAR ZÍLIO para
11

pagar os imóveis localizados na Av. Beira Rio. objeto de detalhamento em tópico


65

• apartado.
r: 0

Evidente que ANTÔNIO RONI DE LIZ ao proceder a entrega da


po

referida quantia a CÉSAR ZíLIO, estampou sua plena adesão a oferta criminosa
sso

fOnllulada por WALLACE.


pre

Inegável a prév1a adesào dos DENUNCIANDOS: WALLACE,


Im

ANTÔNIO e EVANDRO. Veja que quando WALLACE apresentou a oferta a


140bjcto da investigação da OPERAÇÃO EDIÇAo EXTRA. conforme já noticiado na nota de rodapé anterior.

71de9~
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, na pe~soa de CÉSAR ZÍLIO, o fez no interesse dos


referidos empresários, tanto que indicou as gráficas dos dois como as que deveriam ser

P
UP
favorecidas pelo pagamento indevido e, portanto, a fonte parcial da propina oferecida e
paga.

RA
RI
Destaca, ainda, que a emissão dos apontados cheques, pequena

LA
fração do conjunto que atingiu a soma de R$ 2 milhões de reais, exterioriza, também, a

DE
plena adesão ao intento criminoso.


:32 AN
Com o propósito de demonstrar a integração de vontades e ações

:46 C
entre WALLACE, ANTÔNIO e EVANDRO que antecede a oferta da vantagem indevida

14 E S
realizada a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, apresenta matérias jornalísticas que •
8 - IN
apontam inúmeras negociatas executadas em conjunto com os referidos agentes,
01 OL

ilustrando a criminosa parceria, fls. 546/612 dos autos complementares.


0/2 AR

E, ainda, cópia do parecer da Procuradoria Regional Eleitoral de


9/1 - C

Mato Grosso, manifestando no interesse do processo n° 51-65.2013.6.11.058 pela


manutenção da deci~ão judicial que julgou procedente o pedido de cassação de mandato
: 1 30

eleitoral de WALLACE, na qual fundamenta seu entendimento apontando que


Em 8579

WALLACE DOS SANTOS GUIMARÃES e EVANDRO GUSTAVO PONTES DA •


SILVA agiam com união de propósitos visando constituir caixa 2 da campanha de
11


WALLACE, para a campanha eleitoral de 2012, fls. 546/577 dos autos complementares .
65
r: 0

Inquirido pela autoridade policial, para justificar o fato de CÉSAR


po

ZÍLIO estar na posse dos cheques de emissão de sua empresa, que utilizou na aquisição
de imóveis localizado na Av. Beira Rio, ANTÔNIO RONI DE LIZ, acompanhado de seu
sso

advogado - Dr. Pedro Martins Verão, OABIMT 4839-A, afirmou desconhecê-los,


recusando-se a prestar mais informações, vide fls. 419/422.
pre
Im

EVANDRO GUSTAVO PONTES DA SILVA - proprietário e

---
72de9~
GAB/PGRl
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ fi, 000383 ·1

.------.J
,
administrador da EGP DA SILVA ME, cujos cheques de emissão desta empresa
compunham os R$ 2 (dois) milhões de reais entregues a ORGANIZAÇÃO

P
UP
CRIMINOSA, dos quais 03 (três) foram utilizados por CÉSAR ZÍLlO para pagar a
aquisição dos referidos terrenos, inquirido pela autoridade policial, também acompanhado
. '8
q~

RA
por advogado constituído, confirmou que foram entregues como pagamento de

RI
vantagem indevida, todavia, apresentou situação fática inverídica, imputando a exigência
a CÉSAR ZÍLlO, vide fls. 412/418.

LA
DE

Buscando ratificar sua versão, se comprometeu a demonstrar a

:32 AN
existência do referido crédito, com a apresentação das respectivas ORDENS DE

:46 C
SERVIÇOS ou demonstração da entrega dos produtos ou, ainda, da respectiva confecção

• 14 E S
em data anterior a assinatura do contrato. Todavia, documentos apresentados por seu
advogado em 18/03/2016 não lograram em ratificar o que declarou. Inicialmente tais
8 - IN
documentos não seriam sequer juntados nesta investigação, todavia, revendo a matéria, foi
01 OL

determinada a respectiva juntada, conforme fls. 613/637 dos autos complementares.


0/2 AR
9/1 - C

Ao analisar os dados registrados junto ao FTPLAN - Sistema


Integrado de Planejamento Contabilidade e Finanças do Estado de Mato Grosso, em
: 1 30

relação às duas empresas, confrontando com as publicações no DOE/MT, constata-se que


Em 8579

corroboram o noticiado por CÉSAR, desmascarando a inverídica versão sustentada por


EVANDRO GUSTAVO PONTES DA SILVA, fls. 226 e 229 .
11


65

4.7 -CORRUPÇÃO PASSIVA por parte de CÉSAR ZILIO


r: 0
po

Revelou, ainda, CÉSAR ZÍLlO (fls. 295/300 dos autos


complementares) que utilizando do seu cargo, no mês de FEVEREIR0I2013
sso

SOLICITOU E RECEBEU o valor de R$ 27.000,00 (vinte e sete mil reais) do cidadão


pre

FERi'lANDO INFANTINO para lhe auxiliar no recebimento de crédito que tinha junto
ao Estado de Mato Grosso. A importância foi paga por intermédio de cheque de emissão
Im

da empresa JFP COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA. - CNPJ: 00.450.407/0001-10,


emitido em 07/02/2013, que utilizou para proceder ao pagamento dos imóveis localizados
73de94,
14a PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

na Av. Beira Rio, nesta Capital.

PP
AU
Informou na oportunidade que não realizou nenhuma ingerêncIa
junto a administração pública, cujo pagamento ocorreu normalmente.

IR
AR
5- DO CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO

L
DE
Antes de adentrar nas condutas executadas visando à dissimulação

:32 AN
da origem ilícita do capital angariado por seus membros, é importante abordar os •
mecanismos mais utilizados no processo de lavagem de dinheiro, que envolvem

:46 C •
teoricamente três etapas independentes ", a seguir descritas:

14 E S
8 - IN
1- Colocação - a pnmelra etapa do processo é a colocação do
01 OL

dinheiro no sistema econômico. A colocação se efetua por meio de depósitos, compra de


0/2 AR

instrumentos negociáveis ou compra de bens. Para dificultar a identificação da


procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofisticadas e cada vez mais
9/1 - C

dinâmicas, tais como o fracionamento dos valores que transitam pelo sistema
: 1 30

financeiro e a utilizacão de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham


com dinheiro em espécie.
Em 8579

2- Ocultação - a segunda etapa do processo consiste em dificultar


11

o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências


65

ante a possibilidade da realizaçào de investigações sobre a origem do dinheiro. Os


r: 0

criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas


po

anônimas ou realizando depósitos em contas "fantasmas", ou por intermédio da entrega


de recursos em espécie.
s so
pre

3- Integração - nesta última etapa, os ativos sào incorporados


formalmente ao sistema econômico. As organizações criminosas buscam investir em
Im

15Confonnc ensina cartilha do COAF - Conselho de Controle de Atividades Financeiras sobre técnicas de
de-tecçào de lavagem de dinheiro.

74de9~
GAB/PGR~
fls. 000384 "I
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ ,
empreendimentos que facilitem suas atividades - podendo tais sociedades prestarem
serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, toma-se cada vez mais fácil legitimar o

P
UP
dinheiro ilegal.
, ! 9

RA
<,I"

5.1- EXECUTADA POR CÉSAR ROBERTO ZÍLIO

RI
LA
Pois bem, as investigações revelaram e foi CONFESSADO por

DE
CÉSAR ZÍLIO que, com o propósito de OCULTAR a propriedade de imóveis e, como


:32 AN
consequência a origem dos recursos utilizados para sua aquisição, garantindo
mecanismos que permitissem a futura INTEGRAÇÃO de capital, planejou a

:46 C
14 E S

construção de SHOPPING POPULAR em área construída de 9.600.00 m'. com 700
(setecentas) salas para aluguel, empreendimento que ímportava em investimento de
8 - IN
aproximadamente R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais), (valor do imóvel - R$
01 OL

14 milhões mais R$ 16 milhões previstos para a construção).


0/2 AR

A projeção do faturamento - para cinco anos do empreendimento


9/1 - C

era de R$ 19.614.600,00 (dezenove milhões, seiscentos e catorze mil e seiscentos reais),


: 1 30

conforme material juntado as fls. 170/293 do Anexo J.


Em 8579

Para tanto, se associou ao arquiteto José da Costa Marques que


11

sena o responsável pelos procedimentos de aquisição do imóvel, para a elaboração e

• execução do projeto, acompanhando a respectiva construção, Como remuneração


65

receberia 15% do valor do empreendimento, vide fls. 295/300 dos autos complementares.
r: 0
po

Para a construção do SHOPPING POPULAR, foram escolhidos


sso

três imóveis localizados na Av. Beira Rio, bairro Grande Terceiro, em Cuiabá-MT, com
área total de 30 mil metros quadrados e ficando ajustado que para OCULTAR a
pre

propriedade por parte de CÉSAR ZÍLlO, a aquisição seria formalizada pela empresa
Im

MATRIX SAT RASTREAMENTO DE VEÍCULOS LTDA ME", administrada pelo

!f'Sociedade empresarial cuja razão social anteriol' era CLASSIFORTE EDITORA E PRODUÇÃO LTDA ME,
alterada em 11/07/08 para a denominação atual. Icndo como sócios: Camila di Grecco da Costa Marques c José

75de94!
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

referido arquiteto.

P
UP
A aquisição foi fonnalizada em 18/06/2012 pelo valor de ~

RA
13.033.200.00 (treze milhões. trinta e três mil e duzentos reais). divido em 03 (três)
frações iguais de RS 4.344.400.00 (quatro milhões. trezentos e quarenta e quatro mil

RI
e quatrocentos reais) que corresponde ao pagamento de cada terreno e, confonne

LA
havia sido combinado, figurou na condição de compromissária compradora a pessoa

DE
jurídica MATRJX SAT RASTREAMENTO DE VEÍCULOS LTDA ME, tendo como


vendedores: a empresa Carisma Administração e Participações Societárias Ltda., o

:32 AN
cidadão Sr. Mario Pirondi e sua esposa lrany Pirondi e os senhores: André Souza Maggi,

:46 C
Gustavo MichcIs Bongiolo, Samuel Maggi Locks e sua esposa Nadiana Sucolotti Locks.

14 E S

vide fls. 30/40. 8 - IN
01 OL

Depois de firmado o contrato de compra e venda do referido


imóvel, em 28/06/2012, coube a CÉSAR ZÍLJO providenciar a elaboração de "contrato
0/2 AR

de gaveta" (com o propósito de resguardar o direito de propriedade do imóvel) entre a


9/1 - C

empresa MATRIX SAT RASTREAMENTO DE VEÍCULOS LTDA ME, por


intennédio do seu sócio Sr. José da Costa Marques, e o Sr, ANTELMO ZÍLJO. pai de
: 1 30

CÉSAR ROBERTO ZÍLJO, no qual a referida pessoa jurídica se compromete a vender o


Em 8579

imóvel ao senhor em condições semelhantes às da aquisição. Figuraram como


testemunhas instrumentais os cidadãos: JOSÉ BENEDITO CASTRJLLON e FLAVIO
CÉSAR TEIXEIRA MONTENEGRO, tls. 34/40 do Anexo I.
11


65
r: 0

Veja que mesmo no "contrato de gaveta ", aquele ficaria


oculto e, só seria utilizado em situação excepcional, elaborado como meio de registrar o
po

aj uste verbal firmado, assim, CÉSAR teve o cuidado de ocultar a sua identidade. Naquela
sso

época CÉSAR ZÍLJO ocupava importante cargo no PODER EXECUTIVO e não era
prudente a elaboração de documento (mesmo o contrato de gaveta) com seu nome,
pre

todavia, era necessário que fosse assegurado a total govemabilidade e controle da


aquisição, razão pela qual utilizou o nome do seu pai.
Im

da Costa Marques. fls. 13/16 Anexo I.

----_._---- 76de9~
GAB/PGR"l
tis non85 ·1
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Foi demonstrado e é CONFESSADO por CÉSAR zíuo que


procedeu ao pagamento do referido imóvel com proveito de crime, valores recebidos na

PP
condição de membro da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, referente ao seu quinhão na

AU
propina paga por prestadores de serviços/fornecedores da Administração Pública, vide fls.

IR
1221142 dos autos complementares.

AR
A investigação, até a presente data, identificou os seguintes

L
DE
pagamentos como fruto de origem criminosa:


:32 AN
I - R$ 5.524.416.04 (cinco milhões, quinhentos e vinte e quatro

:46 C
mil, quatrocentos e dezesseis reais e quatro centavos), pagos em espécie:

• 14 E S
8 - IN
Informa que por ocasião do pagamento da primeira parcela,
01 OL

CÉSAR ZÍUO entregou no escritório de José da Costa Marques o valor de Ri..


0/2 AR

3.000.000,00 (três milhÔes de reais) em espécie. Desta importância, R$ 2.000.000,00


(dois milhões de reais) eorresponderiam as parcelas devidas aos vendedores: CARISMA
9/1 - C

e MÁRIO PIRONDI. Assim por ocasião do pagamento que, também fez em espécie,
conta o arquiteto (02/07 do Anexo I) que lentOLI depositar os valores correspondentes nas
: 1 30

contas-correntes dos referidos credores, na agência do Banco Bradesco .


Em 8579

Todavia em razão da vultosa quantia, a operação foi recusada pelo


11

• gerente da instituição, frente às normas do banco que limitam depósitos em espécie ao


65

valor máximo de RS 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais), obrigando-o a proceder


r: 0

os depósitos numa agência do Banco Sicoob, o que só foi possível por consideração a um
dos favorecidos, fls. 294/297 do Anexo 1.
po
so

Informa, ainda, o arquiteto, que também EM ESPÉCIE lhe foi


s
pre

entregue a importância de R$ 2.524.416.04 (dois milhões, quinhentos e vinte e quatro


mil. quatrocentos e dezesseis reais e quatro centavos), ao longo do vencimento das
Im

demais parcelas e, face à dificuldade enfrentada por ocasião do pagamento da primeira


14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

parcela, JOSÉ DA COSTA MARQUES repassou os valores de forma fracionada ou

P
depositou em contas-correntes de sua titularidade, bem como de empresas das quais é

UP
sócio e, a partir delas, realizou os pagamentos aos vendedores, conforme detalhamento
abaixo:

RA
Forma de

RI
Origem Quantidade de Valor total
pagamento pagamentos em R$

LA
dessa forma
Em espécie José da Costa Marques 19 939.149,38

DE
TED Matrix Sat Rastreamento 3 650.000,00


TED Revestire Com. de Imóveis 4 39000

:32 AN
Cheque Classiforte Editora P.L 3 896.266,66
(denominação antiga da Matrix

:46 C
Sat Rastreamento)

14 E S

Total 2.524.416,04

IJ- por intermédio de cheques recebidos em pagamento de propina,


8 - IN
por CÉSAR ZILIO, na condição de membro da ORGANIZAÇÃO CRJMINOSA, fato
01 OL

expressamente por ele CONFESSADO, conforme detalhado abaixo:


0/2 AR
9/1 - C

Emitente Quantidade Período Vínculo com a Valor utilizado


de cheques emissão Administração Pública na aquisição
: 1 30

dos terrenos
R$


Em 8579

CONSIGNUM- 35 15/10/12 a Contrato nO 1.207.614,83


Programa de 16/0812013 O13/2008/SA D/MT, com
Controle e vigência prorrogada por
Gerenciamcnto de 24 meses, após Tenno
11

Margem Ltda. ME


Aditivo publicado em
Diário Oficial em
65

24/03/20H
r: 0

Editora de Liz Ltda. 4' 03/10/12 Contrato n' 337.000,00


ME e 043/2012/SAD, publicado
05/10112 em Diário Oficial em
po

01110/12
EGP da Silva ME 3* 0911 0112 Contrato nO 283.000,00
sso

e 044/20 12/SAD, publicado


10/10112 cm Diário Oficial em
01110/12
pre

Julio Minam Tisujii 2 11/2012 Contrato nO 89.075,77


- Sócio da empresa c 02112011/SAD, publicado
Im

Webtech Softwares e 12/2012 em Diário Oficial em


Serviços LTDA EPP n/07/H

._- 78d~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
I"G~~-;:;~
----,.,.::.J

Total 44 1.916.690,60
*07 cheques entregues por ANTÔNIO RONI nE L/Z em comllnhão de vOllfades com WALLACE DOS

P
SANTOS GUlftlARÃES. por ocasião da e!1lrega de dois millu)es de reais para a ORGAN1ZAÇA-O

UP
CRIMINOSA.

RA
IJI- por intermédio de cheques entregues por PEDRO NADAF
cujos detalhes serão apresentados em tópico próprio, sendo certo que CÉSAR ZÍLIO os

RI
recebeu ciente de que eram provenientes de crime, a saber:

LA
DE
- 11 (onze) cheques de emissão da empresa: CASA DE


:37 AN
ENGRENAGEM DIST. DE PECAS LTDA. do GRUPO da TRACTOR PARTS, que
perfizeram o valor de R$ 51.410,00 (cinquenta e um mil, quatrocentos e dez reais),

:46 C
cheques entregues pelo empresário JOÃO ROSA como pagamento da propina exigida

14 E S
para a fruição do benefício do PRODEIC Que foram repassados os vendedores dos
8 - IN
imóveis, a saber:
01 OL
0/2 AR

N" DATA
BENEFICIÁRIO CHEQUE EMISSÃO VALORR$
9/1 - C

MARlO PIRONDI 492 11107/2013 4.450,00


MARIO PIRONDI 494 15/07/2013 4.650.00
MARIO PIRONDI 495 16/0712013 4.460,00
: 1 30

GUSTAVO MICJ-lELS BONGIOLO 496 17/07/2013 4.540,00


Em 8579

SAMUEL MAGGl LOCKS 498 19/07/2013 4.630,00


SAMUEL MAGGl LOCKS 499 22/07/2013 4.640,00
SAMUEL MAGGI LOCKS 500 23/07/2013 4.800,00
11

SAMUEL MAGGI LOCKS 721 24/07/2013 4,750,00

• ANDRÉ SOUZA MAGGl 722 25/07/2013 4,780,00


65

ANDRÉ SOUZA MAGGI 723 26/07/2013 4,880,00


r: 0

ANDRÉ SOUZA MAGGI 724 29/07/2013 4,830,00


Total Geral 51.410,00
po

A entrega dos referidos cheques por parte do empresário Sr. João


sso

Batista Rosa a PEDRO NADAF como pagamento da vantagem indevida exigida pela
pre

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, objeto da ação penal número 22746-


25.2015,811.0042, em trâmite nesse juízo, encontra-se declarada em depoimento prestado
Im

pelo empresário a autoridade policial em 21 de janeiro de 2016, veja:

_ _-,-79de9~
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

"O declarante ratifica a.~ declaraçõe$ prestada$ no il/quérito policial 11. " 070/2015,
confirmando que os cheques do Banco Itaú, pertencentes à Casa da Engrenagem,

PP
objeto da conta corrente 11." 33560-5, com os números de série AA-000492, AA-
000494, AA-000495, AA-000496, AA-000498, AA-000499, AA-000500, AA-

AU
000721, AA-000722, AA-000723 e AA-000724 são os cheques que o declaraI/te
entregou em mãos para Pedro Jamil Nadai à título de propina que loram

IR
utilizados pelo respecth'lJ gmpo político preso na Operação Sodoma para a

AR
mal/utenção do PRODE1C",. - 298/299 do Anexo J.

L
- por 01 (um) de emissão da empresa NBC - ASSESSORIA

DE
CONS. E PLANEJAMENTO LTDA: (manipulada por PEDRO NADAr e utilizada
para dissimulação do recebimento de propina pela ORGANIZACÃO CRIMINOSA)


:37 AN
no valor de R$ 3.590.00 (três mil, quinhentos e noventa reais), também repassado a um

:46 C
dos vendedores, veja:

14 E S

8 - IN
N" DATA
BENEFICIÁRIO VALORR$
01 OL

CHEQUE EMISSÃO
MARIO PIRONDI 850184 06/07/2013 3.590.00
0/2 AR

Total Geral 3.590,00


9/1 - C

- 01 (um) cbeque de emissão da empresa DISMAFE


DISTRIBUIDORA DE MÁOUINAS E FERRAMENTAS S/A. no valor de R$
: 1 30

25.000.00 (vinte e cinco mil reais). um cheque de emissão da empresa TRIMEC


Em 579

EOUIPAMENTOS LTDA EPP. no valor de R$ 10.000.00 (dez mil reais) e um cheque •


de emissão da empresa .!FP COMÉRCIO E SERVICOS LTDA. no yalor de R$
18


27.000.00 (vinte e sete mil reais>' que igualmente foram entregues aos vendedores, veja:
51
06

DATA
BENEFICIÁRIO EMPRESA EMITENTE N° CHEQUE EMISSÃ VALOR R$
r:

O
po

DISMAFE DISTRIBUIDORA
DE MÁQUINAS E
sso

ANDRÉ MAGGI FERRAMENTAS S/A 2607 18/02/13 25.000,00


TRIMEC EQUIPAMENTOS
ANDRÉ MAGGI LTDA EPP 195 30/07/13 10.000,00
pre

JFP COMÉRCIO E SERVIÇOS


CARISMA LIDA 19 07/02/13 27.000,00
Im

Total Geral 62.000,00


GAB/PGRl
f~. OOO3 8 7 .
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
L,------.."...J
,
Quanto aos cheques emitidos pelas empresas DISMAFE e
TRIMEC, CÉSAR esclareceu que os recebeu de PEDRO NADAF, na forma que será

P
UP
detalhada adiante, acreditando serem fi'uto de pagamento de propina, vide Os. 122/142 dos
autos complementares. <i52

RA
RI
Dos pagamentos realizados foi identificado que apenas 25% da

LA
importância paga teve origem em cheques e/ou TED de emissão de CÉSAR ZÍLIO e/ou

DE
esposa. e/ou seu pai ANTELMO ZÍLlO e/ou da empresa da qual é sócio -

• DINÂMICA CONTABILIDADE E CONSULTORIA EMPRESARIAL LIDA"

:37 AN
todavia sua origem ainda é incerta .

• :46 C
14 E S
CÉSAR ZÍLlO declarou à autoridade policial, vide fls. 1221142
8 - IN
dos autos complementares, que era ele quem pessoalmente manipulava as contas
01 OL

bancárias, notas fiscais e demais documentos de suposta emissão de seu pai ANTELMO
ZÍLlO, inclusive após seu falecimento, que ocorreu em novembroll4, vide fls. 273/274.
0/2 AR
9/1 - C

Sem qualquer dúvida, a forma utilizada para proceder a aquisição


imobiliária e os meios utilizados para o respectivo pagamento, corroboram as declarações
: 1 30

de CÉSAR ZÍLlO e do arquiteto JOSÉ DA COSTA MARQUES ilustrando mecanismos


Em 8579

de LAVAGEM DE DINHEIRO ao buscar ocultar a propriedade dos bens imóveis e,


'ainda, a origem dos valores utilizados .
11


65

5.2 - DA CONDUTA EXECUTADA POR PEDRO NADAF


r: 0
po

A investigação apurou que ao longo do período de 2012 a 2014,


sso

PEDRO NADAF buscando ocultar a origem e localização de bens semoventes, adquiridos


com proveito de crime praticado contra a administração pública, adquiriu
pre

clandestinamente! .200 (um mil e duzentas) cabecas de gado, das quais já comercializou
Im

486 (quatrocentas e oitenta e seis), mantendo de fOffi1a oculta 714 (setecentos e catorze)
animais de idades diversas, nas Fazendas Campo Alto e Santa Bárbara, administrada por

81de94]
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

CÉSAR ZÍLIO.

P
UP
As aquisições foram realizadas de CÉSAR ZÍLIO que cumulava a

RA
atividade de pecuarista, quando ocupava o cargo de Secretário de Administração e
Presidente do MTPAR na gestão de SILVAL BARBOSA.

RI
LA
Procurado por PEDRO NADAF, ajustou a venda de gados,

DE
mantendo-os sob sua administração e no pasto de sua propriedade, cujas despesas foram

:37 AN
arcadas com a comercialização de parte dos animais adquiridos. Com o propósito de •
ocultar estes bens, a transação foi toda realizada de forma clandestina, sem emissão das

:46 C
respectivas notas fiscais de venda e, sem registrar a aquisição e propriedade no órgão
competente e na Receita Federal. 14 E S

8 - IN
01 OL

A transação comercial foi admitida por PEDRO NADAF, quando


0/2 AR

inquirido pela autoridade policial em J 7/03/2016, acompanhado por advogado,


apresentando detalhes das tratativas, todavia, com o fito de ocultar patrimõnio existente,
9/1 - C

sustentou que adquiriu cerca de 100(cem) cabeças nas quatro vezes em que realizou
negÓcios com o pai de CÉSAR. tcndo ao todo adquirido cerca de 400 cabeças. as
: 1 30

quais já havia comercializado. portanto. não possuindo nenhuma cabeça de gado,


Em 8579

vide fls. 544/551.


11

Todavia, CÉSAR ZÍLIO declarou à autoridade policial (fls .


65

295/300 dos autos complementares) que mantém em seu poder pelo menos 714
r: 0

(setecentas e catorze) cabeças de gado de propriedade de PEDRO NADAF.


ressaltando que essa quantidade pode aumentar ante a possibilidade de terem dado
po

cria e que as aquisicões foram pagas com proveito de crime. Esclarece que tais
sso

aquisições são a origem dos chcques de emissão das empresas do GRUPO


TRACTOR PARTS. da DISMAFE. TRIMEC c de vários cheques que recebeu da
pre

NBC, os quais utilizou para promover o pagamento dos imóveis que adquiriu localizado
Im

na Av. Beira Rio. Comprometeu-se em levantar todos os cheqlles que recebeu proveniente
desta transação comercial.

- - - - - - - - - - - - 82de94J
GAB/PGRl
rls·00n388
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

Informou que quando foi preso, inicialmente foi levado ao Centro


de Custódia da Capital - CCC, sendo colocado na mesma cela ocupada por PEDRO

PP
NADAF, oportunidade em que o cúmplice lhe pediu para não revelar a existência do gado

AU
em seu pasto, solicitando que declarasse a autoridade policial que o gado havia sido
4~) 3

IR
integralmente comercializado.

AR
Revelou, ainda, que após a prisão PEDRO NADAF, já neste ano

L
DE
de 2015, ciente da localização dos cheques de emissão do empresário JOÃO ROSA, no


pagamento da referida aquisição, providenciou a emissão da nota fiscal de número

:37 AN
00193 da propriedade rural - FAZENDA CAMPO ALTO - IE 13.356.419-3. CPF

:46 C
011.643.099-00 lançando data retroativa de 26/06/2013, para coincidir com a emissão dos

• cheques .
14 E S
8 - IN
01 OL

Afirmou que PEDRO NADAF não possuía lastro para a aquisição


das 1.200 (mil e duzentas) cabeças de gado, que corresponde atualmente a importância de
0/2 AR

R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), razão pela qual a aquisição precisava
9/1 - C

ser clandestina .
: 1 30


Em 8579

6- DO PLANEJAMENTO e EXECUÇÃO de FRAUDE


PROCESSUAL visando OCULTAR a atuacão da
11

• ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA e a prática da LAVAGEM DE


65

DINHEIRO
r: 0
po

Foi apurado e CONFESSADO por CÉSAR ROBERTO ZÍLlO


so

que, ao tomar conhecimento de que a autoridade policial estava investigando a compra


s

dos referidos terrenos, já que os valores originários da propina exigida pela


pre

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA do empresário .JOÃO ROSA haviam sido detectados


Im

no pagamento da noticiada aquisição, buscando ludibriar a autoridade policial e o PODER


JUDICIÁRIO, INOVOU ARTI FICIOSAMENTE, na pendência de investigação

83de94.
----
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

policial, o estado de lugar de pessoas, elaborando "história cobertura" com o propósito


de criar situação que pudesse emprestar a aparência de regularidade e legitimidade na

P
UP
aquisição formulada. afastando sua identidade como o verdadeiro adquirente e.

ainda. ocultar a atuação da ORGANIZACÃO CRIMINOSA

RA
capitaneada por SILVAL BARBOSA junto a SAD e. naturalmente. sua

RI
condição de membro ativo.

LA
DE
o DENUNCIANDO confessa que a FARSA engendrada e

:37 AN
executada, para inovar artificiosamente na pendência de investigação policial, tumultuar •
as investigações e estado de lugar de pessoas, teve inicio em novembro/201S e se

:46 C •
14 E S
prolongou até dezembro/201S, vide fls. 1221142 dos autos complementares.
8 - IN
CÉSAR ZILO CONFESSA que no mês de novembro/201S,
01 OL

todavia, fazendo constar data retroativa. a saber: 03/07/12, elaborou o documento


0/2 AR

denominado: INSTRUMENTO PARTICULAR DE COMPRA E VENDA DE


9/1 - C

IMÓVEL URBANO t:M PARCERIA, figurando como compromitente vendedor


parceiro a MATRlX SAT RASTREAMENTO DE VEíCULOS LTDA - ME e como
: 1 30

adquirentes parceiros os cidadãos: ANTELMO ZÍLIO (pai de CÉSAR ZíLIO) na


Em 8579

proporção de 10% e WILLlANS PAULO MISCHER (proprietário da empresa


CONSIGNUM). na proporção de 80%. permanecendo .10% com a MATRIX. fls.
28/33 do Anexo I.
11


65
r: 0

o "noyo contrato" foi elaborado e apresentado ao arquiteto José


da Costa Marques, pessoalmente por CÉSAR ZÍLIO, quando colheu sua assinatura na
po

condição de representante da MATRlX e, lhe orientou a rasgar o primeiro contrato de


sso

compromisso de comora e venda firmado apena, em nome de 'eu oai (aquele contrato
de gaveta), usando a seguinte justificativa:
pre
Im

(... )"seu Dai não teria como justificar a aquisicão dos terrenos.
e que WILLIANS PA ULO MISCHER se tratava de um grande
84de94!
----------------------------------

GAB/PGRl
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ ris. O[] O3 89
. )

empresário seu amigo e que teria lastro patrimonial para_

PP
justificar a compra dos imóveis sem levantar suspeitas e que

AU
tal contrato o livraria de qualquer problema com a justiça" -
declaração de fls. 02/07 do Anexo L

IR
454

AR
José da Costa assinou o documento c se comprometeu a rasgar o
anterior, providência que felizmente não realizou. Posteriormente, preocupado em figurar

L
DE
como proprietário de 10% do imóvel solicitou que fosse excluído do contrato .


:37 AN
Assim em 07/12/2015, CÉSAR ZÍLIO, no\'amente procurou

:46 C
José da Costa Marques, dirigindo-se ao seu escritório, quando lhe apresentou um

• 14 E S
terceiro contrato, igualmente formulado com data retroativa de 02/07/12, no qual fez
constar apenas os nomes de ANTELMO ZÍLIO e WILLIANS PAULO MISCHER
8 - IN
como transacionantes da área.
01 OL
0/2 AR

Também CONFESSA ter colhido assinatura do empresário


9/1 - C

WILLIANS PAULO MISCHUR, que sequer leu o documento antes de assiná-lo e das
testemunhas instrumentais, a saber: JOSÉ BENEDITO CASTRILLON e FLÁVIO
: 1 30

COSTA TEIXEIRA MONTENEGRO .


Em 8579

° empresário, WILLlANS, ratifica o declarado por CÉSAR


11

ZÍLIO, vide fls. 445/452_


65
r: 0

Registra que, em cumprimento ao mandado de busca e apreensão


realizado na sede da CONSIGNUM, a autoridade policial apreendeu cópia do documento
po

intitulado INSTRUMENTO PARTICULAR DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL


so

URBANO, exatamente a última versão fraudulenta do referido documento, elaborada por


CÉSAR, no qual figura como vendedor apenas o Sr. ANTELMO ZÍLIO e como
s
pre

comprador de 90% da área WILLlANS PAULO MISCHUR, permanecendo com


ANTELMO 10% e não fazendo qualquer referência a empresa MATRIX, fls. 234/240
Im

dos autos complementares.

--------==---c:-:l
____ ._ _ _ _ _ _ 85de94j

---------- - - ---
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

CÉSAR ZÍLIO afirmou, que inclusive, o contrato de gaveta que


descreve o que realmente foi ajustado no ano de 2012, por ocasião da aquisição dos imóveis,

PP
no qual MATRIX SAT RASTREAMENTO DE VEÍCULOS consta como parceiro vendedor e

AU
o seu pai como parceiro comprador, cuja cópia encontra-se juntada às fls. 34/40 do Anexo I,
foi por ele elaborado, no ano de 2015, também com data retroativa, na qual lançou a

IR
assinatura de seu já falecido (faleceu em novembro/I 4). Afirma que assim procedeu em razão

AR
do arquiteto ter extraviado sua via e a original que havia ficado com Seu pai, também não ter
sido encontrada e, para substitui-Ia, elaborou outra idêntica à via original.

L
DE
:37 AN
Confirma, portanto, que todas as assinaturas lançadas nos contratos •
juntados as fls. 28/33, 34/40 do Anexo I e 234/240 dos autos complementares, como

:46 C
sendo de seu pai, foram por ele lançadas e, após o seu falecimento.

14 E S

8 - IN
As testemunhas instrumentárias dos referidos contratos, inquiridas
01 OL

pela autoridade policial em 11/0311 6, fls. 401/407, apesar de reconhecer as assinaturas


0/2 AR

lançadas, apresentaram versões divergentes das condições em que subscreverem os


documentos, todavia, posteriormente em 07/04/2016, fls. 319/325 autos complementares,
9/1 - C

se retrataram confimlando que apenas um dos contratos foi assinado no ano de 2012 a
pedido de ANTELMO ZÍLIO. E que no final de 2015, sem saber precisar as datas, por
: 1 30

duas ou três vezes foram procurados por CÉSAR ZÍLIO para que novamente figurassem
Em 8579

como testemunhas em alguns contratos, que assim o fizeram sem sequer ler os •
documentos. As assinaturas foram lançadas na sede do escritório de contabilidade de
11


CESAR, para onde foram chamados.
65
r: 0

Restou demonstrado que ocorreram três encontros, entre o referido


po

arquiteto e CÉSAR ZÍLIO, sendo que dois no escritório de CÉSAR e um no escritório


do arquiteto, quando o JOSÉ DA COSTA afirma que externou sua intenção de procurar a
so

autoridade policial, esclarecendo todos os detalhes da transação imobiliária. Em tal


s

oportunidade, declarou CÉSAR que tentou tranquilizá-Io sugerindo assessoria jurídica de


pre

amigos que atuavam na área criminal, inclusive de ULISSES RABANEDA, embora nào
Im

tenha tratado sobre isso com o causídico. Aduz, ainda, que sugeriu firnlar documentos
fictícios elaborados com data retToativa e constando contratante falecido e agente com
. --- . - - - - ---8-6d-e-9~~
GAB/PGRl
Fls. OO[I 3 9 O
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

lastro para justificar a aquisição, visando tranquilizar o arquiteto e evitar que outras

P
pessoas que mantinham negócio com Governo. cujos cheques havia usado para

UP
pagamento dos referidos imóveis. tivessem seus nomes revelados e. dessa forma. sua
participacão na ORGANIZACÃO CRIMINOSA fosse descoberta. fls. 295/300 dos

RA
autos complementares.
455

RI
LA
Pois bem, restou demonstrado e CONFESSADO por CÉSAR que

DE
se valeu de artifícios fraudulentos para desmantelar as provas que revelavam sua


participação em ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, a atuação desta ORGANIZAÇÃO

:37 AN
junto à SECRETARIA DE ADM.INISTRAÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO

:46 C
e, ainda, sua identidade como proprietário de imóvel adquirido como proveito de crime,

• 14 E S
ao produzir documentos com data retroativa e firmado por pessoa já falecida .
8 - IN
Veja. portanto. que as aCÕes foram executadas também no
01 OL

interesse da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. razão pela qual todos os seus membros


0/2 AR

devem ser responsabilizados.


9/1 - C

Ainda, corroborando o declarado por CÉSAR ZÍLJO, portanto que


: 1 30

os novos contratos são frutos de FRAUDE PROCESSUAL, posto que descrevem


Em 8579

negócio inexistente, registra que na última versão figura a CONSIGNUM como


adquirente de 80% do imóvel e o falecido ANTELMO de ]0%, o que equivale ao
montante de R$ 1.303.320,00 (um milhão, trezentos e três mil e trezentos e vinte reais).
11

• Ocorre que, computando os pagamentos realizados por CÉSAR zí LIO. Dor sua esposa
65

Marizete Aparecida Vitorio Zílio e por meio da empresa da qual é sócio - Dinâmica
r: 0

Contabilidade e Consultoria Empresarial LTDA, que poderia representar o quinhão


po

de ANTELMO. e em nome do próprio Antelmo Zílio. chega-se ao valor de R$


3.355.331.91 (três milhões, trezentos e cinquenta e cinco mil, trezentos e trinta e um reais
sso

e noventa e um centavos), ou seja, quase o triplo da parte que seria de sua


responsabilidade, vide parágrafo primeiro do instrumento contratual- fls. 31 do Anexo L
pre
Im

Evidente que este aspecto ilustra de fonTIa robusta que o contrato


foi elaborado fraudulentamente, apenas para embaraçar a apuração que estava em curso,
- - - - - -_.. - - -----,c-c-~,

_ _ _--'87de9~
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

nào correspondendo ao negócio realizado.

P
UP
7- SÍNTESE DO APURADO

RA
RI
Inegável que as investigações realizadas no interesse deste

LA
inquérito policial (n° 09712015 (DECFCAP/CIRA), instaurado em decorrência da
deflagração da "Operação Sodoma lI", revelam:

DE

:37 AN
1- a participação de CÉSAR ROBERTO ZÍLIO, PEDRO ELIAS

:46 C
DOMINGOS DE MELLO, JOSÉ DE .JESUS NUNES CORDEIRO e RODRIGO DA

14 E S
CUNHA BARBOSA na ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA denunciada na ação penal
22746-25.2015.811.0042;

8 - IN
01 OL

2- a responsabilidade criminal dos membros: JOSÉ DE JESUS


0/2 AR

NUNES CORDEIRO e RODRIGO DA CUNHA BARBOSA nas demais condutas


criminosas denunciadas na ação penal 22746-25.2015.811.0042 (CONCUSSÃO,
9/1 - C

EXTORSÃO c LAVAGEM DE DINHEIRO);


: 1 30

3- a AÇÃO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA composta por


Em 8579

SILVAL DA CUNHA BARBOSA, PEDRO JAMIL NADAF, MARCEL SOUZA DE •


CURSI, FRANCISCO GOMES DE ANDRADE LIMA FILHO, KARLA CECÍLIA
11

DE OLIVEIRA CINTRA, SÍLVIO CEZAR CORREA ARAÚJO, CÉSAR


65

ROBERTO ZÍLIO, PEDRO ELIAS DOMINGOS DE MELLO, JOSÉ DE JESUS •


r: 0

NUNES CORDEIRO e RODRIGO DA CUNHA BARBOSA, na PRÁTICA DE


CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, detalhados nesta peça, além da
po

prática de FRAUDE PROCESSUAL;


sso

4- da prática de CONCUSSÃO por parte da ORGANIZAÇÃO


pre

CRIMINOSA em conluio com JOSÉ GERALDO RIVA e TIAGO DORILEO, contra


o cidadão FÁBIO DRUMOND, representante da empresa ZETRA SOFT;
Im

5- FRAUDE à LICITAÇÃO tentada, por parte da

_ _ _-"'-88=de9~
GAB/PG!fl
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ fls. nnO3 9 l·l
------,:J
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, agindo em união de propósitos com JOSÉ
GERALDO RIVA, TlAGO DORILEO e FÁBIO DRUMOND;

P
UP
6- da prática de CONCUSSÃO por parte de BRUNO

RA
SAMPAIO SALDANHA;

RI
7- da prática de CORRUPÇÃO PASSIVA por parte de CÉSAR

LA
ROBERTO ZÍLIO;

DE
• 8- da prática de LAVAGEM DE DINHEIRO por CÉSAR

:37 AN
ROBERTO ZÍLIO e PEDRO NADM-;

• :46 C
14 E S
9 - da prática de CORRUPÇÃO ATIVA por WALLACE DOS
SANTOS GUIMARAES, ANTÔNIO RONI DE LIZ e EVANDRO GUSTAVO
8 - IN
PONTES.
01 OL
0/2 AR

8 - DOS PEDIDOS
9/1 - C

Diante do todo exposto, o MINISTÉRIO PÚBLICO DO


: 1 30

ESTADO DE MATO GROSSO, requer:


Em 8579

1)- o pronto recebimento desta denúncia, determinando a


11

CITAÇÃO dos DENUNCIANDOS para responder a acusação, com supedâneo no 396

• do Código de Processo Penal - CPP .


65
r: 0

Destaca que ao presente feito não se aplica o procedimento previsto


po

no artigo 514 do CPP, inclusive para o DENUNCIANDO - MARCEL SOUZA DE


CURS.I posto que a denúncia foi precedidalinstruída de inquérito policial nos termos da
sso

Súmula 330 do STJ:


pre

2)- que seja garantida a prioridade da tramitação do feito nos


Im

termos do artigo 71 da Lei na 10.741/2003 (Estatuto do Idoso), em razão do

89de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

DENUNCIANDO FRANCISCO GOMES DE ANDRADE LIMA FILHO ter mais de


60 (sessenta) anos de idade;

P
UP
RA
3) a designação de AUDIÊNCIA de INSTRUÇÃO e
JULGAMENTO, na qual deverão ser inquiridas as testemunhas abaixo arroladas, uma

RI
vez que, não se vislumbra a ocorrência de absolvição sumária;

LA
DE
4)- a condenação dos DENUNCIANDOS abaixo nominados,


pelos respectivos delitos consumados em concurso material;

:37 AN
:46 C
CONCUSSÃO - artigo 316 "caput" do CP
SILVAL DA CUNHA BARBOSA (contra Willians Paulo - Consignum) e

14 E S
PEDRO JAMIL NADAF
CONCUSSÃO - artigo 316 "caput" do CP
(contra Fábio Drumond)

8 - IN
FRAUDE à L1CITACÃO TENTADA -
MARCEL SOUZA DE CURSI artigo 90 da Lei 8.666/93 ele com artigo 14 e
01 OL

29 ambos do CP (favorecer ZETRASOFT)


RODRIGO DA CUNHA BARBOSA FRAUDE à LlCITACÃO - artigo 96 inciso
0/2 AR

V da Lei 8.666/93 ele 29 do CP (contratação


SÍLVIO CEZAR CORREAARAÚJO da Webtech)
9/1 - C

CORRUPCÃO PASSIVA - artigo 317,


JOSÉ DE JESUS NUNES CORDEIRO "caput" (caso Júlio Minori - Webtech)
CORRUPCÃO PASSIVA - artigo 317,
: 1 30

FRANCISCO GOMES DE ANDRADE "caput" (caso Júlio Minori - Francisco Lima


LIMA FILHO em nome da Organização)


Em 8579

CORRUPÇÃO PASSIVA - artigo 317,


KARLA CECÍLIA DE OLIVEIRA parágrafo primeiro (recebimento de
CINTRA vantagem indevida de Wallace e outros)
FRAUDE PROCESSUAL - artigo 347,
11


parágrafo único do CP e
LAVAGEM DE DINHEIRO (na troca do
65

cheque n" 850006) - art. 1°, "caput" e §4°, da


Lei nO 9.613/98 (com a nova redação dada
r: 0

pela Lei nO 12.683/2012)


po

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA - artigo


2°, caput, §4°, inciso II da Lei n° 12.850/2013
CONCUSSÃO - artigo 316 do CP
sso

RODRIGO DA CUNHA BARBOSA EXTORSÃO - artigo 158 caput do CP c


LAVAGEM DE DINHEIRO - art. l°,
JOSÉ DE JESUS NUNES CORDEIRO "caput" e §4°, da Lei nO 9.613/98 (com a
pre

nova redação dada pela Lei nO 12.683/2012)


(caso TRACTOR PARTS)
Im

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA - artigo


2°, caput, §4°, inciso II da Lei nO 12.850/2013

90de9~
---------------

[G~B/PGRl
14' PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ Ir:~· O() [) 3 9 2 .l
-------::J

CONCUSSÃO - artigo 316 "caput" do CP


(contra Willians Paulo - Consignum)

PP
CÉSAR ROBERTO ZÍLIO FRAUDE a LICITACÃO - artigo 96 inciso
V da Lei 8.666/93 c/c 29 do CP (contratação 457

AU
da Webtech)
CORRUPCÃO PASSIVA - artigo 317,
"caput" (caso Webtech e Fernando Infantino)

IR
CORRUPCÃO .PASSIVA - artigo 317,
parágrafo primeiro (recebimento de

AR
vantagem indevida de Wallace e outros)
FRAUDE PROCESSUAL - artigo 347 e

L
parágrafo único do CP e

DE
LAVAGEM DE DINHEIRO (do Shopping


popular) - art. 1°, "caput", da Lei nO 9.613/98

:37 AN
(com a nova redação dada pela Lei nO
12.683/2012)

:46 C
PEDRO JAMIL NADAF LAVAGEM DE DINHEIRO (caso lavagem

• 14 E S
de gado) - art. 1°, "caput", da Lei nO 9.613/98
(com a nova redação dada pela Lei nO
12.683/2012)
8 - IN
ORGANIZACÃO CRIMINOSA - artigo
01 OL

2°, caput, §4°, inciso 11 da Lei n° 12.850/2013


FRAUDE à LICITAÇÃO - artigo 96 inciso
V da Lei 8.666/93 c/c 29 do CP (contratação
0/2 AR

da Webtech)
FRAUDE à LICITAÇÃO TENTADA -
9/1 - C

PEDRO ELIAS DOMINGOS DE MELLO artigo 90 da Lei 8.666/93 c/c com artigo 14 c
29 ambos do CP (favorecimento da
ZETRASOFT)
: 1 30

CONCUSSÃO - artigo 316 "caput" do CP


(contra Willians Paulo - Consignum)
Em 8579

CONCUSSÃO - artigo 316 "caput" do CP


(contra Fábio Drumond)
CORRUPÇÃO PASSIVA - al1igo 317.
11

"caput" (caso Wcbtech)

• .JOSÉ GERALDO RIVA CONCUSSÃO - artigo 316 "caput" do CP


65

(contra Willians Paulo - Consignum)


CONCUSSÃO - artigo 316 "caput" do CP
r: 0

(contra Fábio Drumond)


FRAUDE a LICITAÇÃO TENTADA -
po

artigo 90 da Lei 8.666/93 c/c com artigo 14 e


29 ambos do CP (favorecer ZETRASOFT)-
so

CONCUSSÃO - artigo 316 "capuC do CP


c/c artigo 30 do CP (contra Willians Paulo -
s

Consignum)
pre

T1AGO VIEIRA DE SOUZA DORILEO CONCUSSÃO - artigo 316 "caput" do CP


c/c art. 30 do CP (contra Fábio Drumond)
Im

FRAUDE à LlCITACÃO TENTADA -


artigo 90 da Lei 8.666/93 c/c com artigo 14 e

91de94
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

29 ambos do CP (favorecer ZETRASOFT)-


FRAUDE à LICITACÃO TENTADA -

PP
FABIO DRUMOND FORMIGA artigo 90 da Lei 8.666/93 c/c artigo 14 e 29
ambos do CP (favorecer ZETRASOFT)

AU
CONCUSSÃO - artigo 3 J 6, caput (por 06
BRUNO SAMPAIO SALDANHA (seis) vezes) c/c artigo 327, §2° todos do CP.

IR
AR
4.1) em relação ao DENUNCIANDOS COLABORADORES -
CÉSAR ROBERTO ZÍLIO c PEDRO ELIAS DOMINGOS DE MELLO

L
DE
considerando a relevância da colaboração e, mantendo-se durante o tramite desta ação e


nas apurações correlatas na esfera civil e administrativa, desde já requer a concessão dos

:37 AN
benefícios previstos no artigo 4° da lei 12.850113;

:46 C •
14 E S
5)- que seja declarado a perda do cargo público do
DENUNCIANDO MARCEL SOUZA DE CURSI e BRUNO SAMPAIO
8 - IN
SALDANHA, confornle autoriza o art. 92, I, a. do CP;
01 OL
0/2 AR

6) que seja decretado, nos termos do disposto no a11igo 7°, I, da


Lei 9.613/98, ou subsidiariamente no artigo 91, 11, b, do CP, o perdimento dos bens
9/1 - C

imóveis abaixo relacionados, que foram adquiridos ou diretamente recebidos como


proveito de crime, fato expressamente declarado pelos DENUNCIANDOS - CÉSAR
: 1 30

ROBERTO ZÍLIO e PEDRO ELIAS DOMINGOS DE MELLO, a saber:


Em 579

PROPRIETÁRIOS MATRÍCULA/CARTÓRIO DESCRiÇÃO FLS.


18

Samucl Maggi Loeksl 76.368 / Segunda Circunscrição Imóvel Urbano denominado 34/39- Anexo I


51

Nadiana Sucolotti Locksl Imobiliária de Cuiabá - MT. Área Desdobrada "O", com
Gustavo Michels 1O.861,OOm~, localizado na Av.
Bongiolo c André Souza Beira Rio, bairro Grande
06

Maggi. Terceiro, no Município de


Cuiabà-MT.
r:

Carisma Investimentos c 76.367 I Segunda Circunscrição Imóvel Urbano denominado 34/39- Anexo I
po

Participações S.A - Imobiliária de Cuiabá - MT. Área Desdobrada ';C'. com


representada por Paulo IOJ~61 ,OOrn 2 , localizado na Av.
Nicodemos Gasparoto. Beira Rio, bairro Grande
sso

Terceiro, no Município de
Cuiaba-MT.
Mario Pirondi e Irany 76.365 I Segunda Circunscrição Imóvel Urbano denominado 34/39- Anexo I
pre

Pirondi Imobiliária de Cuiaba - MT. Área Desdobrada "A", com


5.431,OOrn 2, localizado na Av.
Beira Rio, bairro Grande
Im

Terceiro, no Município de
Cuiabá-MT.
76.366/ Segunda Circunscrição Imóvel Urbano denominado 34/39- Anexo I
GAB/PGRl
Fls. OllIJ393 .
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ ,
Imobiliária de Cuiabá - MT. Área Desdobrada "S", com
5.431,OOm2 , localizado na Av.

PP
Beira Rio, bairro Grande
Terceiro, no Município de 4Jd
Cuiabá-MT.

AU
Caixa Construções 98.396/ Segundo Serviço Notarial Apartamento n° 72, no Edificio -
LTDA e Registral de Cuiabá-MT Dela Rosa I

IR
Caixa Construções 9S.400 I Segundo Serviço Notariül Apartamento nO 76. no I~dificio -
LTDA c Registral de Cuiabá-MT Dela Rosa I

AR
- - Sala comercial. n" 807. no Ed. -
Santa Rosa TO\vcr, localizado na
Av. Miguel Sutil, n' 8000.

L
Construtora WSM - Sala comercial no Ed. Jardim -

DE
(pertencente ao Grupo Cuiabá Oflice. locahzado Av.


GMS Imobiliária e Miguel SutiL Esquina com Rua
Construtora)

:37 AN
Ncstclaus Dcvuisky. Jardim
Primavera.
Henrique Adão Gclain 21.602/5" Serviço Notarial c de Lote de terreno urbano nU 02, -

:46 C
Registro de Imóveis de Cuiabá-MT quadra 66, do Loteamento

• 14 E S
Parque Paiaguás em Várzea
Grande-MT
Henrique Adão Gelain 21.602/5" Serviço Notarial c de Lote de terreno urbano nO 03, -
8 - IN
Registro de Imóveis de Cuiabá-MT quadra 66, do Loteamento
Parque Paiaguás em Várzea
01 OL

Grandc-MT
Henrique Adão Gelain 21.602/5" Serviço Notarial e de Lote de terreno urbano nO 04. -
Registro de Imóveis de Cuiabá-MT quadra 66. do Loteamento
0/2 AR

Parque Paiaguás em Várzea


Grande-MT
9/1 - C

- - Terreno no Condomínio Jamacá. -


Lote 43. zona rural em Chapada
dos Guimaràes-MT
: 1 30


7) Que seja fixado valor de reparação do dano causado ao erário, nos
Em 579

temlOS do disposto pelo artigo 387, IV do CPP, ressalvando os valores já oferecidos pelos
18

DENUNCIANDOS COLABORADORES;


51
06

CuiabáfMT, 12 de abril de 2016.


r:
po

Ana Cristina Bardusco Silva


Promotora de Justiça
sso
pre
Im

Rol de testemunhas:

_ _-_-_-_- 93de9~
14" PROMOTORIA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ

- JOÃO BATISTA ROSA, qualificado à 11.157. (vol. I)

PP
- FR.:DERlCO MÜLLER COUTINHO, qualificado à 11. 385 (autos complementares
- vol. 11)

AU
- FILINTO MÜLLER - qualificado à 11. 350 (autos complementares - vol. 11)

IR
- WILLlANS PAULO MISCHUR, qualificado à n. 445 (vol. 1lI)

AR
- JULIO MINORI TSUJII, qualificado à 11. 423 (vol. I1I)

L
DE
- NELSON CORREA VIANA, qualificado à 11. 325 (autos complementares - vol. 11)

- JOSÉ DA COSTA MARQUES, qualificado à 11. 02 (anexo I)


:37 AN
-ANDRÉ SOUZA MAGGI, qualificado à n. 106 (voll)

:46 C
n. 101 (voll)
14 E S

-GUSTAVO MICHELS BONGIOLO, qualificado à

-SAMUEL MAGGI LOCKS, qualificado à n. 95 (autos complementares - vol. I)


8 - IN
-PAULO NICODEMOS GASPAROTTO, qualificado à 11. 05 (vol. I)
01 OL

-FERNANDO AUGUSTO CANAVARROS INFANTlNO, CPF: llO.444.381-34, Rua


0/2 AR

da Cereja, nU 493, Bosque da Saúde.


9/1 - C
: 1 30


Em 8579
11


65
r: 0
po
s so
pre
Im

94de9~
[G~8/PGR
r
s
000394.

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
Anexo 11 - Doação HL CONSTRUTORA - Caixa 2

RA
RI
o Peticionante tem amizade com o Sr. Pascoal

LA
Santulo Neto, atual Secretário Municipal de Cuiabá. O referido secretário se

DE
propôs a auxiliar o Peticionante na captação de possíveis doadores para a

•• campanha de Pedro Taques. Que o Peticionante esteve junto com o Senhor

:37 AN
Pascoal na empresa denominada HL CONSTRUTORA de propriedade do Sr.

:46 C
Helmut. Na referida reunião, quando o Peticionante solicitou do empresário

14 E S
• doação para a campanha, o mesmo afirmou que o Sr. Paulo Taques já havia feito
contato com o mesmo e ele havia se comprometido a doar R$ 500.000,00
8 - IN

(quinhentos mil reais), tendo, inclusive, já entregue R$ 250.000,00 (duzentos e


01 OL

cinquenta mil reais) para o Sr. Paulo Taques.


0/2 AR
9/1 - C

Com a resposta do referido empresário, o


Peticionante agradeceu e se despediu, oportunidade em que o empresário chamou
: 1 30

atenção do Peticionante dizendo: ''vocês preásam Je organiiflr melhor entre vocês". O


Em 8579

Peticionante esclarece que o valor doado pelo empresário não entrou no caixa da
campanha e o Peticionante não teve informação acerca do recebimento do saldo
11

remanescente, sendo que estes valores nào entraram no caixa da campanha, seja
oficialmente ou ''porfora'~
65


r: 0

Corroboração:
po

Depoimento do Sr. Pascoal Sanutlho;


sso
pre
Im

65 2127 4717
Avenida das Flores. 945. SB Medicai Center. si 802. 78 043 172. Cuiabá. MT
contato<ilhuendelrolim.com.br www.huendelrolim.com.br (I)@
GABI PGR
Ht 000395

HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
Anexo 111 - Pagamentos Marqueteiro Antero Paes de Barros:

IR
o Peticionante esclarece que após o término da

AR
campanha restou um saldo a pagar ao marqueteiro Antero Paes de Barros de

L
aproximadamente R$ 700.000,00 (setecentos mil reais) e que o referido valor foi

DE
• pago ao marqueteiro por fora, pelo grupo de amigos já citado, sendo que o Sr.

:37 AN
Pedro Taques determinou o pagamento desta forma.

• :46 C
14 E S
A decisão de efetuar o pagamento dessa conta "por
.fora" foi compartilhada e autorizada por PEDRO TAQUES. Isso porque o grupo
8 - IN
de empresários, comentou com o mesmo sobre essa situação e o mesmo afirmou
01 OL

que poderiam confiar no mesmo.


0/2 AR

Então, foi realizada uma reunião da sede da empresa


9/1 - C

São Benedito, onde se encontravam o Sr. MARCELO, ERIVELTON,]ULIANO


: 1 30

e o Peticionante, com o marqueteiro para acertar como seria efetuado o


Em 8579

• pagamento.

Após o ajuste com o Sr. Antero, o Peticionante, com


11

• a concordância dos demais empresános, efetuou um contrato de


65

empréstimo/mútuo (ainda não quitado) com o Sr. Claudio, sendo que o referido
r: 0

pagamento ao marqueteiro ANTERO se deu com a emissão de cheques do Sr.


po

Claudio Ferreira da Silva, conforme cópia do mútuo em anexo.


so

Fato importante, é que o contrato foi testemunhado -


s
pre

presencIOu e apresentou Claudio a ALAN - pelo Sr. Júlio Modesto, atual


Secretário no Governo Taques. Foi]úlio quem indicou o amigo para emprestar
Im

o dinheiro. Ao buscar a quebra do sigilo bancário do emitente dos cheques,


o caminho do dinheiro comprovará o alegado.

6521274717
Avenida das Flores. 945. 58 Medicai Center. si 802. 78 043 172. Cuiabá, MT
contato0huendelrolim.com.br www.huendelrolim.com.br (D@
GAB/PG!fl
rJ~ 00['396 I
------:J '.......
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
Antero determinou a retirada dos cheques pelo seu <i G1

IR
fllho - RANULFO PAES DE BARROS -, sócio da empresa TR PRODUÇÕES

AR
e pelo gerente de sua empresa junto ao Peticionante.

L
Os servIços foram efetivamente prestados pelo Sr.

DE
• Antero, mas o acerto fmal dos seus honorários foi pago POR FORA, ou seja,

:37 AN
através de caixa 11.

:46 C
14 E S

Corroboração: 8 - IN
• Contrato de empréstimo tendo como testemunha Júlio Modesto, que
01 OL

foi financeiro/gestor da campanha e atualmente é secretário de


0/2 AR

Estado;
9/1 - C

• Quebra de Sigilo da pessoa que emitiu os cheques, que comprovará


o caminho percorrido pelo Dinheiro;
: 1 30

• Depoimento do Sr. Marcelo Maluf que presenciou a reunião;


Em 8579
11


65
r: 0
po
so
s
pre
Im

6521274717
Avenida das Flores. 945. S8 Medicai Center. si 802. 78 043 172. Cuiabá. MT
contatolilhuendelrolim.com.br www.huendelrolim.com.br (D@
GAB/PGRl
fls. On[! 3 9 7
,
-------,.,
HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
RA
RI
LA
DE

:37 AN
:46 C
14 E S

8 - IN
01 OL

CORROBORAÇÃO ANEXO III


0/2 AR
9/1 - C
: 1 30


Em 8579
11


65
r: 0
po
sso
pre
Im

6521274717
Avenida das Flores, 945, 5B Medicai Center, si 802, 78 043 172, Cuiabá, MT
contato0huendelrolim.com.br www.huendelrolim.com.br [)@
4G3

CONTRATO DE MÚTUO
fls.
GAB/PGRl

-------'
O[] (! 3 9 8 . \
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Nos t"""", do "" 586 ~ tq\ulnla do CC. lem p<lf """0 • dl'fmldu "",m ,I " ......... _ _ de _ ..... _

RI
clau .. ubt, ... ~JWIt

LA
I. OBJETO: (I ob,<lo do prnmIt t<lIIInIt> é o ","""",,,,.o d. mi .. r'mal ..1 1'010 MUnJA,..'" OI> MUTUAIUO.
",.~'CnlDd. ""","'amc1ttC' rrlo ,.tor df R) JJso.moo 'Hem .U'to ",",'02' gllSlt!rptl .U RI'!),
COMli1Ulndn mE:' (",(W\t"'4l ~1 Utuln ('1Ilf'('UIlWI C'Aun,lmhnnl ftO!iI 1~ do 8ft "8~ iM 11 do CPC flaalbmdo o

DE
~Wt\C'nlO pMlIo tw pnrtl":!O%" em canóno C'lfllpctetllr

• 1. ENTREGA; o MlfnJANll; doe'...


quo o obJtlo t "" .". 0II1aI • ex.....I", pn!\>Itt:dDclt. ~ de ~

:37 AN
rt'\:uw ~ t~ " quol t di>ponib.h7Jl6o ao MI111./ÁR10

lo PRAZO; C _ r . . . , o MIJ1UARIO ..... it.ir " objeto tll1RgU<" att • _ de 11 ... 4ma..., ", lf".

:46 C
fitando • !CU """"'11" '" ~ do uamftttncill d. domlnio. facultando .,. _ r u n .............. modisotr

_I. 14 E S
tmJlC' adi11\'O

. . . ATlIALl7A('ÁO: Vi.... o oonIrOt" de nnpYts."",...er fino «_'<:OS."COH'TRATAIf'nS"-"


qtK' o ~irto M'ri ~,do de "to! nttmIh Nul'1""'9 • 1.1% Cal! "mil !!fio I!J! m!pl. JCdo tOlDlltu
8 - IN
como dinft dt â.kulo 810 data\ de rerrM;S."iiD e momo do nhJdo. incidindo P''' ,Qlu dle
01 OL

!lo MtlLTA: _ na.. cumprimento de __ ~i... P""II"ç/lt•• pagonI • """. oulpoda • _ ....lIade_
(cinco por """'0) S""'" " ...Iar cm<llml~ da cliu,ula I". indoprndent. do ....... cIlm<r.<.
0/2 AR

6. R.:....""'.'SÁO: A re!ôC.dtn do ~ c(tntnllo Refi pelo cumprimcmo ieclpOCO das ~Ocs UWJJJaidu. ~
pod<Mu .~igir a quÍUIçjIo a qu. adimplir. focultan<Jo.st ao MUTUÁRIO. 'htituiçlo orttoript!dl do abjeIP. com
9/1 - C

",,",,~•• P'''I'''''CIOMI r<duçIo dos i""'" mon ...;'.

7. fORO: o,. CONTRATANTI,S elqcm °


fotO da comarca de Cai""" - MT pttn dirimir ....fliros • _ .
dispondo d. qua;.quer """'''' por moll privIlOSi."'" quo solam.
: 1 30


Lido, eoltndido e dlItndo do pleno 8OonIo. U1inam O prCliCnl' inS1lUfMlllo digiIotIo com OI l_I Iuda C<DI 02 (dotti,
Em 8579

vi.. dr igual'"", • ("""", no ......nça dao 02 (d....' In'em....... ...,~ .. firma.

Cuíab6.. 02 do i_iR> d. 201S.


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11

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65

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GAB/PGRJ
H5. 001'399 I ..._.464
- ____ '1'""'1....
HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
Anexo IV - Pagamentos Agência/Produtora FCS:

RA
o

RI
Peticionante esclarece que após o término da

LA
campanha restou um saldo a pagar ao marqueteiro Agência/Produtora FCS de
aproximadamente R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) e que o referido valor foi

DE
pago por fora, pelo grupo de amigos já citado.

:37 AN
:46 C
A decisão de efetuar o pagamento dessa conta "por

14 E S

fora" foi compartilhada e autorizada por PEDRO TAQUES. Isso porque o grupo
de empresários, comentou com o mesmo sobre essa situaçào e o mesmo afirmou
8 - IN
que poderiam confiar no mesmo.
01 OL
0/2 AR

Então, foi realizada uma reunião da sede da São


Benedito, onde se encontravam o Sr. MARCELO, ERIVELTON,jULIANO e o
9/1 - C

Peticionante, com o marqueteiro para acertar como seria efetuado o pagamento.


: 1 30


Em 8579

Após o ajuste com o Sr. Antero, o Peticionante, com


a concordância dos demais empresários efetuou um contrato de
empréstimo/mútuo (ainda não quitado) com o Sr. Claudio, sendo que o referido
11

• pagamento ao marqueteiro ANTERO se deu com a emissào de cheques do Sr.


65

Claudio - o Peticionante apresentará o contrato de mútuo realizado com o


r: 0

mesmo.
po

Fato importante, é que o contrato foi testemunhado -


sso

presenciou e apresentou Claudio a ALAN - pelo Sr. Júlio Modesto, atual


pre

Secretário no Governo Taques. Foi Júlio quem indicou o amigo para emprestar o
dinheiro. Ao buscar a quebra do sigilo bancário do emitente dos cheques, o
Im

caminho do dinheiro comprovará o alegado.

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ris 0011400

HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
IR
Os cheques foram retirados com o Peticionante pelo

AR
Sr. Gustavo e seu sócio chamado Mutiaci.

L
DE

Outro fato recordado pelo Peticionante, diz

:37 AN
respeito a um pagamento dissimulado pelo Sr. Erivelto - City Lar - a

:46 C
FCS. No período eleitoral de 2014, a empresa FCS emitiu uma nota de

14 E S

serviço dirigida ao Grupo Econômico controlado por Erivelto .
8 - IN
Esse valor foi pago pelo Sr. Erivelto, tendo a
01 OL

emissão da nota sido utilizada para dar aparência de legalidade a operação


0/2 AR

financeira.
9/1 - C

Os servIços foram efetivamente prestados pelo Sr.


: 1 30

FCS, mas o acerto final dos seus honorários foi pago POR FORA, ou seja, através


Em 8579

de caixa II .

Corroboração:
11


65

• Contrato de empréstimo tendo como testemunha Júlio Modesto, que


r: 0

foi financeiro/gestor da campanha e atualmente é secretário de


Estado;
po

• Quebra de Sigilo da pessoa que emitiu os cheques, que comprovará


so

o caminho percorrido pelo Dinheiro;


s
pre

• Depoimento do Sr. Marcelo Maluf que presenciou a reunião;


• Rastreamento da NF do Grupo Econômico controlado por Erivelton
Im

à época;

6521274717
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-
GAB/PGR
Fls. 000401 'LG

HUENDEL ROLIM, ADV


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P
UP
RA
RI
LA
DE

:37 AN
:46 C
14 E S

8 - IN
01 OL
0/2 AR

CORROBORAÇÃO ANEXO IV
9/1 - C
: 1 30


Em 8579
11


65
r: 0
po
sso
pre
Im

6521274717
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.. ' ....,
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[G:ABTPGR-l
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C~00402
CONTRA TO DE MÚTUO
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ClAUDIO Pt:~EIRA DA SILVA, _ktro, <0_, ""'.,.mrl<>. " . _ do 0Id01. do ,_ _ RO "147~'.,2

PP
S.'IPIMI • do (1'1' n"6001h72'16-04 . ..-..drnk c dnrnidhodo n. R..I.'to,tIJIdI A .. 15, llJl 5tH f.d l.c """-- 1 _
Ptt"\p<>Io,, Cu..M.Ml. C!'I' 7K OIlfl-OOO. ,.0 MlIl'IJANTI(. <

_'tu

AU
A""N A rnB MAU"'f', 111 ...""", ~" .. ,hcIru, no RO .... o rf' 00)119)9.2 SSP/M1' • "" CPf .... o rf'
4~8.l12q6l· 72. "",id,,* • ,,,,,,,.-diodo 00 <idodo do Cu...... 1\111', •• A_Ida A_"" .. lO'. I«< 2. Caodoo_
1"l"'inl.l'HI' 7lIIXX'·OOO. ""' M' I nlÁ Itll I.

IR
Nos ........ do an. 586 • O<1luln'", do CC, 10m li'" «11o • doflnido ...... " o pIt!OOnIt _ _ de _ , CX>!Ifmn.
clau ..ub"l • !ioClUHf" ::

AR

I, OBJEro, () ob,el0 do rrnmIr """'""" ~ • Cll1JlrtU'"IO d •• ni........... poIo ""'lnJi\I'l'I, ... MurUAJUO.
1'('fIIC''\CnIDda npt..... lr".limf'n'~ rrln ulk-'f de 8$ !.JW.ooo.oo CU,m !!'l1tto. "vpu" C mmpmte !tI! rptt).

L
'I.'omllhUndo ~It" (It1ntndo ","1 111\11(\ ("u"['uhVI' C"AlrnlUl1u'lal nO'll tCrtnfl'\ do IIn 1ftS fnc U cIn O'C. faouhedo o

DE
II,p('Ifltamc'11lo parn Hm pmtC$fo em c. .óno carnr<1en1e

• 1. ENTRF.GA, () MlmJANl1, <Ire ..... qu< o u~J<ro t de ..... O.................. "",--. derfVIdo de ""'"'"

:37 AN
,..gulm < lkna. o qual t d;.".miblli,.,., ao Mt.nlIARlO

...
J. PRAto: C..."I''''_• ..., o MIJ1'UARlO • r••Ii'uir o objOlo ttIInlgUr lIt " rim do 11 .,. dmw"" .. lIU.

:46 C
r...ndo o ..., """"'11" os d<s~ do .......fatru:iI d. domlnio, fa<:uhmdo _ eanlrJllan\ell " 1*.." ........ _ .

14 E S
tmno .di! i\'(l

An'A UZA(.'ÀO; V ..... .. prcsenIo controlo de <mpm.Um... 'er 11m «onIlm ...... OS CONTRA lANTES - - "
qut " C'!b:iMO Kr6 ~tdo tk l.fO! !l!f!!l!I!b ma"-."'.'" • rim!! oito
por mrftl.. JEdo eom.ta
8 - IN
1..8% (81!
como daln clt dlkulo II~ datn~ de n:ma.'508 c rrtrrrno do nhJet~. iocidindn pro
fllltJ du!
01 OL

S. MULTA: ""kt nA<t ",,~imcn,P do ..... n:."••:lI ••• nbrigoç./l<., pog.mlal*k"'lpodo. - . " , "",,,," do OS'!\.
(cinco por ,,,,,",o) s",,", .. ",Inr.,..,...,. da cliooula \', independem. de pmIas .dmIos.
0/2 AR

6. R.:....nSÃo: A n:!'C ..... dn cm:-'" c"",nno "",. pcln ç .... prim.nkl m:'ptOCO da obrip(Oei ..... , ...... _
podendo nigír o qu~ • qut adimplir, r..,..ltando-.. 10 MUTUÁRIO. , . . . . . . .'I«ipadI do objm>. can
me""l'.
9/1 - C

«>...-..pot>denI. < pt"l'"rclOnal r<duçao dos)""'"

1. fORO: o. CONTRATANTES e\cgcrn o foro da coiD11'C8 de QrIah6 - MT pari cllrimír oooflhos • dimdu,
dispondo de quaioquer O,,,",,
por maio priYllesiadrn quo sejam.
: 1 30


Lido. ""...... ido ,< C$18Ddo . . pleno econIo. "";II11II .. presente instnunmlo cIigimdo com 0\ (....) t...dI • em 02 (....)
Em 8579

.i.. de igual ,..". • forma. 00 presença da 02 (duas) \<St""',,""", reconhecendo .. fIrmos. •

CuWlê. 02 de i_iro d. 2015.

iY:' '()~' /
11

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65

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r: 0
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AB/P(;;j{ --
Empresário banca Nadaf com Taques I FOlHAMAX

Cuiabã 33· 28 de setembro de 2017, 10:010 E


Fls, OO() t. O3
.
. ,
28/09/17 1004

R'W.'P'D'cI.'!=::ôjbre Nós hpediente

FOLH~AX

P
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RI
Artigos
Entrelinhas Quinta-Feira, 09 de Outubro de 2014. 15h:38 I AtuallUldo: A IA

LA
CONEXÃO CITY

DE
Empresário banca Nadaf com Taques

• '0
PAULO LEMOS
A vida imita a arte Da Redação

:37 AN
o empresário Erivelto Gasquez, presidente do grupo Cfty Lar,
tem tentado de todas as formas convencer o govemador eleito de

:46 C
Mato Grosso, Pedro Taques (POT), a aproveitar o economista

, llL~
ANAINA RIVA
14 E S
Pedro Nadaf (PR) no secretariado da próxima gestão. Em reunião
com aliados da campanha de Taques na noite de ontem, o atual
secretário da Casa Civil do governador Silval Barbosa (PMOB) foi
• C do desmonte e
8 - IN
citado como uma das "cabeças pensantes" que poderiam ser
o estelionato legislativo
aproveitadas no novo secretariado em uma pasta a ser definida,
01 OL

mais provavelmente um retomo a Indústria, Comércio, Minas e


Energia.
0/2 AR
9/1 - C

RENATO NERY
A intolerancia
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: 1 30

rgite o texto aqui


Em 8579

J
Nome: E·Mail: ,
. _-----.J
11

• "'"
65

S,m
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Comentários (23)
r: 0

Marmud I Sexta-Feira, 10 de Outubro de 2014, 13h54

Não acredito que Pedro Taques se curvaria diante de alguma pressão. Isso nêo faz parte do seu perfil. Ademais, o novo governador sabe
po

como ninguém diferenciar o joio do trigo e não colocaria no seu time fruto podre da política.

ALZINO BERNARDES I Sexta-Feira, 10 de Outubro de 2014, 10h49


sso

PERAI O PEDRO TAQUES DIANTE DE SUAS FACULDADES MENTAIS E JUIZO QUE TEM VAI MANDAR COM CERTEZA OMEGA
PRESIDENTE ULTRA EMPRESARIO ERIVERTO GASQUES CONTRATA· lO NA SUA DIGNISSIMA EMPRESA. SE ELE ACHA O
CABEÇUDO PROOUTlVO aUE O CONTRATE NA CITY LAR, QUE EU SEI AMIGO NAO OFERECE DROGA PARA AMIGO, MT NAQ
pre

MERECE!!!

Ricardo Santana I Sexta-Feinl, 10 de Outubro de 2014, 09hQ7


Im

Só pode ser brincadeira mesmol Este Naoaf é o sfmbolo da gestão desastrosa do governador Silval, é simplesmente o braço direito do
Silval, do contrário não teria sido escolhido para comandar a transiçãolll Com certeza o futuro govemador Pedro Taques sabe que muito

http://wwwJolhamax.com.br!entrelinhas/empresario-banca·nadaf·com • ta q u e5/2 4 260 Página' de 4


GAB/PGR --
ris O[j['404 "09

HUENDEL ROLIM, ADV

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PP
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Anexo V- Restos a pagar da campanha e pagamentos efetuados no decorrer

IR
da campanha.

AR
Por volta de dezembro de 2014, após a vitória nas

L
DE
eleições, o peticionante se reuniu na casa do Governador eleito, juntamente com

• MARCELO MALUF, JULIANO BORTOLOTO, FERNANDO MINOSSO,

:37 AN
ERIVELTON GASQUES e JULIO MODESTO. Na referida reunião, foi

:46 C
esclarecido por]ULIO MODESTO a existência de saldo a pagar.

14 E S
• JULIO MODESTO participou desta reunião, pois foi
8 - IN
ele quem efetivamente coordenou a questão financeira e contábil da campanha.
01 OL

Ele foi responsável por cuidar efetivamente da questão financeira da campanha,


0/2 AR

incluindo os pagamentos oficiais e os ''por fora". Foi Júlio o responsável pela


9/1 - C

confecção das planilhas que anexam este petitório, bem como a prestação de
contas perante o TRE/MT.
: 1 30


Em 8579

Importante destacar, que JULIO MODESTO foi


convidado pelo Peticionante para participar da campanha de PEDRO TAQUES,
11

pois seus investimentos no Rio Grande do Sul não haviam dado certo, e o mesmo
• era amigo do Peticionante.
65
r: 0

JULIO MODESTO, inclusive, recebia os recursos e o


po

efetuava o pagamento de contas da campanha.


so

JULIO MODESTO, inclusive, sabe de mais doações


s
pre

que foram realizadas e que o Peticionante desconhece, como por exemplo, os


casos de doadores do AGRONEGÓCIO, vez que o Peticionante não tinha
Im

acesso a estes doadores, que geralmente tratavam com ERAI MAGGI.

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GAB/PGRl 4'70
Fls 000405 / ......

HUENDEL ROLIM, ADV

P
UP
RA
Neste momento, o Governador eleito, manifestou
preocupação em quitar o referido saldo pois não queria deixar questionamento

RI
algum acerca do cumprimento das obrigações assumidas junto aos fornecedores

LA
da campanha. Desta forma, ficou pacruado enrte todos na referida reunião, que o

DE
grupo pagaria as despesas de restos a pagar e que tais valores se dariam a tírulo de

• empréstimo a favor do Candidato eleito, cujos juros definidos eram de 1,5% a.m .

:37 AN
:46 C
Além destes valores, ocorreram pagamentos por fora

14 E S
• no decorrer da campanha eleitoral. Assim, os valores se apartados pelo grupo de
empresários se confunde um pouco, pelas planilhas apresentadas, mas serão
8 - IN

explicados pelo Peticionante em seu depoimento.


01 OL
0/2 AR

Ocorre que o aporte por fora em maior quantidade


9/1 - C

ocorreu no final da campanha, mas também ocorreram pagamentos por fora em


seu caminho.
: 1 30
Em 8579

• As planilhas que se adunam neste anexo, demonsrtam


uma espécie de FLUXO DE CAIXA, em períodos clistintos, mas que
11

demonsrtam alguns aportes de clinheiro não declaradas e saídas também não

• declaradas .
65
r: 0

Ressalta por fim, acreclitar que o grupo de


po

empresários já citado pelo Peticionante, composto por MARCELO l\1ALUF,


jULlt\NO 0./\ TODIMO, ERIVELTO DA CITY LAR, FERNANDO
sso

MINOSSO E ALAN MALOUF aportou cerca de SETE MILHÕES DE REAIS


pre

por fora na campanha ao governo de PEDRO TAQUES.


Im

Os números sao aproximados, porque somente


JULIO MODESTO é que saberá exatamente os recursos que efetivamente

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GAB/PGK in
Fls. 000406 /..-.-.
HUENDEL ROLI

PP
AU
entraram na campanha, bem como, terá o número exato de contas que foram

IR
pagas e os fornecedores que não declararam o referido pagamento "por dentro".

AR
o PETICIONANTE aportou por fora ao total,

L
valores aproximados em R$2.500.000,OO (dois milhões e quinhentos mil reais);

DE

:37 AN
Quanto aos demais empresários do grupo, os valores
aportados por fora, constam na planilha que já foi juntada no anexo, já que não

:46 C
14 E S

sabe informar com exatidão quanto cada um aportou, sendo que as informações
constantes na planilha foram lançadas por JULIO MODESTO, podendo existir
8 - IN
valores que nào se encontram na planilha e não é de conhecimento do
01 OL

Peticionante.
0/2 AR

A planilha adunada ao feito demonstra muito do que


9/1 - C

foi dito nestes anexos e será detalhada quando do depoimento do Peticionante.


: 1 30

• Corroboração:
Em 8579

• Planilhas financeiras feitas por Júlio Modesto e entregues ao


11


Peticionante, que demonstram a história financeira da campanha;
65

• Prestação de contas Oficial;


r: 0

• Relatórios de pagamentos diversos;


po
so
s
pre
Im

6521274717
Avenida das Flores. 945. 58 Medicai Center. si 802. 78 043 172. Cuiabá. MT
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, '" '}

[::::::7" 11""'11-1
Li,,,,,

- =J
HUENDEL ROLIM, ADV

PP
AU
IR
L AR
DE

:37 AN
:46 C
14 E S

8 - IN
01 OL
0/2 AR

CORROBORAÇÃO ANEXO V
9/1 - C
: 1 30


Em 8579
11


65
r: 0
po
sso
pre
Im

6521274717
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GAB/PGR"l
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LA
DE

:37 AN
:46 C
14 E S

8 - IN
01 OL
0/2 AR
9/1 - C

·I[!rm I~ili ' ,


: 1 30

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Em 8579

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11


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: 1 30
9/1 - C
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14 E S
:46 C
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HS,000409.
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GAB/PG1
4 'i'
GABI PGR
fls. 000410
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PEDR012
Relatório Contas a Pagar por Contrato G<MRtlAOOO
l----~-~.==J
Data: 21/08/2014

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Fornecedor DIa Veto Parcelas Valor Pago
'IK~M AS~e.,.soria l.nstitucio.~al_~t_~.a . .__ 500.0~,~ 31/07/20~4 100.000,00 100.0.90--,-00 j
KGM Assessoria
. - Institucional