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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson causa alterações na marcha, no equilíbrio e leva a queda, pois


causa tremores, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural. Caso o indivíduo apresente dois
dos quatros sintomas é o suficiente para que seja diagnosticado com a doença. A marcha de
quem tem essa doença é caracterizada como uma marcha lenta e de passos curtos com a
diminuição dos movimentos dos braços e do tronco.

Diagnóstico e exames complementares

Quando há alterações na marcha do idoso as causas podem ser oriundas de doenças


neurológicas ou musculoesqueléticas. Se a marcha for altamente variável indica alguma
síndrome cerebelar ou do lobo frontal. A dificuldade de iniciar a marcha é característica do
parkinsionismo. A instabilidade postural nos idosos pode ser causada por uma disfunção
cerebelar e uma marcha inespecífica pode apenas ser o medo de cair.

No caso de queixas de alteração no equilíbrio, deve-se verificar se o idoso tem crises de


vertigem, que pode ser característica de um problema vestibular, a chamada labirintite.
Quando há de fato um desequilíbrio, a causa pode ser multifatorial, como por exemplo,
doenças neurológicas, perda de força muscular e uso de medicações.

A maioria dos idosos omitem acontecimentos como no caso das quedas, por acharem
que é normal para a idade em que estão e sentem receio que as atividades deles sejam
limitadas se os familiares descobrirem tal acontecimento. Havendo quedas, é recomendado
que se tenha informações sobre a periodicidade do acontecimento para que seja possível
avaliar o mecanismo que justificaria a queda.

O exame físico pode ser feito por meio de uma medida de acuidade visual, exames
neurológicos, um exame nas articulações, avaliando os padrões de marcha em busca de
alterações e limitações.

Tratamento

Uma vez que identificadas as causas para a alteração do equilíbrio e/ou quedas, o
tratamento é direcionado às causas. Algumas medidas gerais são aplicadas, tais como:
readequação dos medicamentos que estão em uso; identificar e tratar a acuidade visual e a
hipotensão postural; indicar programas de exercício; tratar osteoporose; e identificar e
eliminar os riscos ambientais.

Reduzindo os riscos ambientais

Os riscos ambientais são um dos principais responsáveis por quedas em idosos. Se o


idoso já possuir algum distúrbio na marcha ou no equilíbrio, os familiares devem cuidar para
que o ambiente seja propicio para esse idoso, independente se ele já tiver apresentado queda
ou não, visando diminuir os riscos. Orientar o idoso para o uso correto do calçado adequado
(fechado tanto em cima do pé como atrás do calcanhar), também é uma medida que ajuda a
diminuir os riscos de quedas.

Indicações e uso correto de bengalas e andadores

O tratamento para os distúrbios na marcha e no equilíbrio nem sempre tem efeitos


curativos. Nesse caso enquanto o paciente idoso segue em tratamento, o mesmo pode se
beneficiar do uso de bengalas e andadores. Esses dispositivos são órteses que atuam como
extensão da anatomia. A principal função das bengalas é aumentar a base de apoio,
melhorando assim o equilíbrio. Sua utilização se dá na mão oposta ao membro afetado a fim
de diminuir a sobrecarga na musculatura do quadril. Os andadores fornecem três a quatro
pontos de contato com o solo e assim melhoram o equilíbrio por meio do aumento da base de
suporte, maior estabilidade anterior e lateral e suporte do peso da pessoa.

Doença de Parkinson e exercício

Definição

A doença de Parkinson (DP) é uma patologia crônica e progressiva, caracterizada pela


degeneração de neurônios dopaminérgicos. O paciente com DP apresenta distúrbios motores
frequentes, como tremor, rigidez e bradicinesia.

Enfoques do tratamento da doença de Parkinson

A doença de Parkinson não tem cura, por isso não é possível tratar ou impedir a sua
evolução. Tratamento com medicamentos são ministrados em benefícios terapêuticos, porém
não limitam a evolução da doença.
Exercício Físico para pacientes com Doença de Parkinson

Os comprometimentos da DP podem ser agravados pela redução no nível de atividade


física. Estudos têm mostrado que idosos já tentem a ter um baixo nível de atividade física e
que os problemas de saúde são uma barreira comum para a adesão a programas de atividade
física (NASCIMENTO et al., 2008). A prática regular de exercícios físicos têm sido
fundamental para minimizar os sintomas motores e não motores de pessoas com DP pois
reduz sintomas como a bradicinesia, distúrbios da marcha, degeneração neuronal, sendo então
reconhecido como uma ferramenta que auxilia a terapia medicamentosa.

Referencias

Vários autores. Clínica médica. Volume 1, São Paulp; Manole, 2009

Christofoletti G et.al, Risco de Quedas em Idosos com Doença de Parkinson e Alzheimer:


um estudo transversal. Revista Brasileira de Fisioterapia., São Carlos, v. 10, n. 4, p. 429-
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GLISOI, SF et al. Dispositivos auxiliares de marcha: orientação quanto ao uso,


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Gerontologia.

BALSANELLI, JD; TEIXEIRA-ARROYO, C. Benefícios do Exercício Físico na Doença de


Parkinson. Revista Educação Física, Unifafibe, v. 3, n. 4, p.118-139, dez. 2015.

Rubert VA, Reis DC, Esteves AC. Doença de Parkinson e exercício físico. Revista
Neurociências, 2007; 15/2: 141–146.