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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE LETRAS E CIÊNCIAS SOCIAIS

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

4º Ano, II Semestre
Pós-Laboral
Administração Pública
Filosofia Política

A NOÇÃO DE “VIOLÊNCIA POLÍTICA” EM HANNAN ARENDT

Discentes:
Adelina Helena Mucavel
Ângela Rita Luswena
Angélica Marques Fernando
Domingos Paulo Mandire
Esmenia Naomi Dickson
Maria do Céu Ló
Marina Amaral
Rosita Wate

Maputo, Outubro de 2018


A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

Índice
Secção I ...................................................................................................................................... 2

1.1. Introdução ....................................................................................................................... 2

1.2. Contexto e Problema Central da Autora para Abordar o Assunto .................................. 3

1.3. Objectivos ....................................................................................................................... 4

1.4. Metodologia de Pesquisa ................................................................................................ 4

Secção II..................................................................................................................................... 5

2.1. Correntes de Pensamento e Autores que Influenciaram o Pensamento de Arendt ......... 5

Secção III ................................................................................................................................... 8

3.1. A Ideia de Violência em Arendt ..................................................................................... 8

3.1.1. A Ideia de Violência de Arendt: Uma Visão do Grupo ........................................... 9

3.2. A Noção de Política em Arendt .................................................................................... 11

3.2.1. Noção de Política: Visão do Grupo ....................................................................... 12

3.3. A Concepção de Violência Política em Arendt ............................................................ 13

Secção IV ................................................................................................................................. 14

4.1. A Aplicabilidade do Pensamento de Arendt à Realidade de Moçambique .................. 14

4.2. Contributo do Pensamento de Violência Política em Arendt para a Filosofia Política 15

4.3. Limitações do Pensamento de Arendt Sobre a Noção de Violência Política ............... 15

Secção V .................................................................................................................................. 16

5.1. Considerações Finais .................................................................................................... 16

5.2. Referências Bibliográficas ............................................................................................ 17

FILOSOFIA POLITICA 1
A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

Secção I
1.1. Introdução

O presente trabalho da disciplina de Filosofia Política busca apresentar a concepção de


Violência Política no entender de Hannah Arendt. Mas antes de dissecar sobre a obra, é
pertinente apresentar a trajectória da autora, de modo a que construamos uma noção sólida.

O trabalho está organizado em secções, na primeira secção foi apresentada a introdução, a


contextualização, o problema central, os objectivos e a metodologia. A segunda secção se
preocupa em apresentar os principais autores e corrente que influenciaram o pensamento de
Arendt. A terceira secção contém um debate em torno de temas como política, violência e
violência política no pensamento de Arendt. A quarta secção discute a aplicabilidade da noção
à realidade Moçambique, apresenta também, o contributo do pensamento de Arendt à Filosofia
e também as principais limitações do pensamento desta autora. A última ocupa-se com as
considerações finais, as referências e os anexos.

Para início de debate Gasparini (s.d.) começa por aludir que, Hannah Arendt nasceu em
Hannover, na Alemanha, em 1906 (tendo perdido a vida em 1975), numa família originária de
Koenigsberg, e cedo começou a se interessar por filosofia, teologia e literatura grega. Contudo,
Frazão (2016) tem uma posição mais definida, afirmando que, Arendt é uma filósofa alemã.
Silva (2008) vem discordar dessa posição, afirmando que, Arendt foi uma teórica política
alemã, muitas vezes descrita como filósofa. Mas sempre recusou-se a essa designação.

Em termos de trajectória, pode-se ressaltar, através de Silva (2008) que, Arendt estudou
filosofia com Martin Heidegger na Universidade de Marburgo, posteriormente Arendt foi
estudar em Heidelberg, tendo escrito na respectiva universidade uma tese de doutoramento
sobre a experiência do amor na obra de Santo Agostinho, sob a orientação do filósofo
existencialista Karl Jaspers. Hannah Arendt doutorou-se em filosofia em 1928, na Universidade
de Heidelberg, a tese foi publicada em 1929. Em 1933, (ano da tomada do poder de Hitler)
Arendt foi proibida de escrever uma segunda dissertação que lhe daria o acesso ao ensino nas
universidades alemãs por causa da sua condição de judia (Silva, 2008).

Em termos profissionais, Frazão (2016) sublinha que, Em 1963 foi contratada como professora
da Universidade de Chicago onde ensinou até 1967, ano em que se mudou para a New School
for Social Research. O trabalho filosófico de Hannah Arendt abarca temas como a política, a
autoridade, o totalitarismo, a educação, a condição laboral, a violência, e a condição de mulher.

FILOSOFIA POLITICA 2
A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

1.2. Contexto e Problema Central da Autora para Abordar o Assunto

Em 1933 (ano da tomada do poder de Hitler) Arendt foi proibida de escrever uma segunda
dissertação que lhe daria o acesso ao ensino nas universidades alemãs por causa da sua
condição de judia. O seu crescente envolvimento com o sionismo1 levá-la-ia a colidir com o
anti-semitismo do governo de Hitler (Frazão, 2016).

Ainda em 1933, quando Heigegger aderiu ao nazismo e se tornou o primeiro reitor nacional-
socialista da Universidade de Freiburg, Arendt se afastou da filosofia para lutar pela resistência
antinazista. Nesse mesmo ano, foi presa pela Gestapo e depois de passar oito dias na prisão,
resolveu deixar seu país natal (Frazão, 2016).

Ficou sem direitos políticos até 1951, quando conseguiu a cidadania norte-americana. Então
começou realmente sua carreira acadêmica, que duraria até sua morte. Combateu com toda a
alma os regimes totalitários e condenou-os em seus livros “Eichmann em Jerusalém” e “As
origens do totalitarismo”.

Gasparini (s.d.) adiciona que na obra “as origens do totalitarismo” Arendt pretendia retratar a
terrível novidade do evento que se passava na Alemanha e na União Soviética, a ponto de não
dispor de categorias para pensá-lo. O corre que não se encontravam na tradição da teoria
política, que discorreu frequentemente sobre as tiranias e as ditaduras, os marcos necessários
para situar o “domínio total”.

Com esta apresentação podemos ver que o principal problema da autora provinha da época que
estava inserida. Isto é, prendia-se com o surgimentos dos regimentes totalitários (como por
exemplo de Stalin e de Hitler)2 que tinham dentre várias características o objectivo eliminar
judeus (seita religiosa da qual Arendt fazia parte).

A lógica da escrita da autora, no momento que despontou o problema (já como cidadã
americana), era essencialmente de combate às ideologias anti-semitismas, imperialistas e
totalitaristas (especialmente a nazista).

1
O sionismo foi um movimento político que defendia o direito à autodeterminação do povo judeu e à existência
de um Estado nacional judaico independentemente e soberano.
2
Embora haja literatura que discuti essa categorização

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A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

1.3. Objectivos

O presente trabalho conta com os seguintes objectivos

1.3.1. Objectivo Geral

 Analisar a noção violência política em Arendt e avaliar a sua aplicabilidade no caso de


Moçambique.

1.3.2. Objectivos Específicos

 Apresentar a noção de política em Arendt;


 Discutir o conceito de violência em Arendt;
 Apresentar a percepção de violência política em Arendt;
 Enquadrar a noção de violência política no contexto de Moçambique;
 Apresentar uma leitura crítica ao pensamento da autora;

1.4. Metodologia de Pesquisa

A construção científica é baseada na investigação, e para que se execute esse processo é


necessário que se defina a metodologia.

O presente trabalho baseou-se numa pesquisa que assentou na documentação indirecta, cuja
esta técnica engloba a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental. Sendo assim, a pesquisa
bibliográfica é segundo Fonseca (2002), o levantamento de referências teóricas já analisadas e
publicadas por meios escritos e electrónicos tais como: livros, artigos científicos, páginas web.
A partir desta técnica foi possível a recolha informação sobre a vida e obra do autor, debates
sobre os conceitos e as bases teóricas expostas durante o trabalho.

A pesquisa documental é conforme Gil (1999), o uso de documentos que ainda não receberam
nenhum tratamento analítico. Nesta base foram consultados documentos e relatórios que
permitiram entre outras coisas construir bases para dissecar sobre matéria atinente ao contexto
em que Arendt escreveu a obra e também permitiu recolher documentos para fundamentar as
pesquisas do grupo.

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A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

Secção II
2.1. Correntes de Pensamento e Autores que Influenciaram o Pensamento de Arendt

Em termos de Correntes, podemos destacar a vertente religiosa, Arendt foi influenciada pelo
judaísmo. Sobre a influência dessa corrente há que destacar segundo Mascaro, Oliveira e Silva
(2016) que, esta produziu um conjunto de escritos judaicos, os escritos giram em torno da
questão e da condição judaicas e dos problemas a elas vinculados nos tempos modernos, em
especial o século XX. A organização cronológica do volume, separado por décadas, torna
perceptível o desenrolar, do pensamento arendtiano sobre o tema em estreita proximidade com
as histórias do século XX e da própria autora. A própria mudança dos assuntos ao longo da
coletânea apresenta já um panorama das questões que envolveram os judeus.

Os autores retromencionados acrescentam ainda que, foi sobre influência desta corrente
religiosa que os primeiros textos arendtianos aqui presentes foram escritos na Alemanha e na
França ao longo da década de 1930 e, refletindo os tempos sombrios, formam uma longa
reflexão a respeito do lugar dos judeus na Europa.

Uma outra corrente pela qual Arendt foi influenciada pelo existencialismo (conduzida por Karl
Jaspers). Neste texto, Arendt passa pelos temas da filosofia da existência de Jaspers, detendo-
se especialmente nos conceitos de comunicação, de existência e de liberdade. A comunicação
é o modo de fazer filosofia. A filosofia é uma troca comunicativa entre sujeitos iguais que
compartilham um mundo comum com o propósito de ‘iluminar’ a existência. Arendt, advogava
que para Jaspers, a existência não é uma forma do Ser, mas uma forma de liberdade humana, a
forma em que o “homem como espontaneidade potencial rejeita a concepção de si mesmo
como mero resultado”. A existência não é o ser do homem como dado e enquanto tal, A palavra
“existência”, aqui, significa que o homem alcança a realidade apenas à medida que age a partir
de sua liberdade enraizada na espontaneidade e se conecta, por meio da comunicação, com a
liberdade dos outros (Barbosa, 2017).

Olhando para os autores que influenciaram Hannah Arendt, podem ser citados: Martin
Heidegger, Immanuel Kant, Karl Marx, Aristóteles, Platão, Sócrates, Walter Benjamin, Karl
Jaspers, Nicolau Maquiavel, Friedrich Nietzsche, Agostinho de Hipona, Carl Schmitt, Soren
Kiekrkgaard, Franz Kafka, Edmund Husserl, Hans Jonas, Alexis de Tocqueville, Montesquieu,
Bertrand Russel, Edmund Burke, Paulo de Tarso, Gershom Scholem, João Duns Escoto.
Contudo, aqui vamos nos centrar naqueles autores que interessam para o propósito em estudo
(a questão da violência política).

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A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

Sobre a vertente Socrática, Vicente (2012) advoga que, o conceito de pluralidade é essencial
na teoria política de Arendt é, na verdade, em torno desse conceito elaborado na companhia de
Sócrates que ela desenvolve todo o seu pensamento político. Vicente (2012) continua a sua
exposição, definindo que, quando, por exemplo, em Origens do Totalitarismo ela descreve a
destruição da política pelos regimes totalitários, ela está descrevendo a negação da pluralidade
humana. É sobre esta estrutura que sofre influência de Platão que, com base nessa, o primeiro
registro dessa negação, segundo Arendt, ocorreu no início da nossa tradição de pensamento
político com Platão.

Aristóteles ensina a Arendt a noção de liberdade quando aborda-se a questão da política. Sobre
isso, Lima, Tosi e Tosi (2017) afirmam que Arendt aprende de Aristóteles que a liberdade não
se refere à interioridade, mas é na colectividade que a liberdade se constitui, ou seja, na sua
prática, e é no espaço da política que realmente os homens são e se apresentam. Sendo assim,
a polis se constituía no espaço onde os factos políticos acontecem, pois é aí que os cidadãos
interagem. É a partir do princípio de igualdade que a acção e o discurso ganham forma em um
espaço público e garantem a igualdade e a liberdade entre os cidadãos. Esse espaço de liberdade
é o local onde a política se estabelece.

Costa (2012) acrescenta ainda que, Aristóteles induz Arendt à compreensão de que, liberdade
provém a partir desta relação com a polis, que haveria a possibilidade da acção e do discurso
surgirem, como fruto do princípio de isonomia (ou igualdade). E este seria então, o espaço para
liberdade de fala e de participação que se estabelece como a razão de ser da política.
Compreende-se que um local não significa necessariamente que exista materialmente, mas
ocorra a partir de uma relação conjunta, em um processo de construção. Desta forma, a política
está como espaço não geográfico, mas como espaço para a acção e para o discurso entre iguais
a partir do princípio da isonomia.

Há que destacar que os escritos prescrevem uma relação de dois momentos com Heidegger.
Contudo há que, dar enfase ao que o autor “transmitiu” à Arendt, e os principais aspectos são:
a centralidade da análise da linguagem, sobretudo, da linguagem original que é desvelada com
o recurso da etimologia, que descortina não apenas o significado primordial dos termos, mas
também as experiências que lhes são subjacentes (Barbosa, 2012).

Em relação à influência de Kant, nota-se que, Arendt é influenciada por Kant para a construção
do juízo político (mostrar que o político deve seguir a Lei). Mas para perceber isso, torna-se
pertinente compreender que, a política é pensada por Kant como o processo de realização do

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direito pela relação entre racionalidade e inclinações naturais. Tal tensão entre o real e o ideal
exige uma concordância com a filosofia da história elaborada por Kant, ou seja, um
desenvolvimento histórico com um sentido que reside na realização do direito. A filosofia da
história possui um norteador a priori, entenda-se “redigir uma história segundo uma ideia de
como deveria ser o curso do mundo, se ele fosse adequado a certos fins racionais”. A ideia de
progresso contida em sua formulação exige a realização de disposições racionais contidas no
gênero humano enquanto racional (Kant Citado por Rogoski, 2005).

Rogoski (2005) continua a sua dissertação mostrando que, na Fundamentação da Metafísica


dos Costumes, Kant estabelece que a acção moral não deve ser determinada pelas paixões, mas
pela razão, implicando no desprovimento de interesses egocêntricos. Isto é, a acção por dever.
O dever é a necessidade de uma ação por respeito à lei. Na primeira secção da obra, Kant
formula que, “sendo a acção conforme com o dever, o sujeito sente para com ela uma
inclinação imediata”. Ou, seja, Ação moral significa agir orientado pelo dever de obedecer à
lei, como explicitada na formulação do Imperativo Categórico como lei universal.

Além da ação orientada pelo dever, é preciso que os seres racionais sejam legisladores da lei a
que se submetem, pois somos livres em nossas ações porque dispomos da capacidade de
legislar universalmente. De tal forma, o Imperativo Categórico é formulado à luz da autonomia
da vontade. O termo vontade refere-se ao arbítrio determinado pela razão, denominado de
vontade pura ou razão prática3.

Assim a construção do Juízo político em Arendt a partir de Kant provém do conjunto das
condições sob as quais o arbítrio de um pode conciliar-se com o arbítrio de outro segundo uma
lei universal da liberdade. Isto é, Reside no direito a obrigação externa que pressupõe o uso da
coerção a fim de garantir a observância da lei, além de também utilizá-la como garantidora da
liberdade, afinal, desde que a coerção seja motivada por uma lei universal de garantia da própria
liberdade, esta não entra em contradição com a liberdade. A responsabilidade da aplicação da
coerção é dada ao soberano, consequentemente, é preciso elaborar uma constituição legal para
regar a felicidade e os direitos do homem (Kant citado por Rogoski, 2005).

3
Idem, 1992, p. 5

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A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

Secção III
3.1. A Ideia de Violência em Arendt

Para compreender a noção de violência em Arendt, é importante antes de sublinhar que a


principal obra que aborda sobre o assunto, é a intitulada, “Sobre a Violência”, cuja primeira
edição foi publicada em Março de 1970.

Visto que o livro foi lido por vários escritores e interpretados, torna-se importante trazer
algumas noções tiradas a partir do livro de Arendt sobre a noção de violência. Andrês (2012)
sublinha que, O conceito de ‘violência’ tem para Arendt o sentido de meio ou instrumento de
coacção que constituem recursos ao serviço exclusivo e soberano de uma dada autoridade (ou
entidade), no exercício de uma dada forma de poder. O fenómeno da violência parece ocorrer
sempre que ocorrem certas condições propícias, tais como: perda de autoridade ou certas
transformações nas tradicionais relações de poder. Assim, um Estado soberano detém absoluto
e exclusivo acesso e controlo e uso dos meios de violência – os quais, via de regra, incidem
sobre duas grandes áreas de segurança: a esfera da ameaça interna (tribunais e forças policiais)
e a esfera da ameaça externa (forças armadas).

Andrês (2012) ainda vai mais longe sublinhando, a questão moderna da violência. Sobre isso,
o autor mencionado lembra que, de qualquer modo, torna-se por demais revelador o facto de
Arendt ter iniciado a sua obra Sobre a Violência, com uma inequívoca referência aos perigos e
iniquidades das armas nucleares. Hoje, os tradicionais meios de violência tornaram-se
obsoletos e absolutamente ineficazes face à ameaça nuclear, pelo que seria de esperar que a sua
utilização seria impensável ou que as revoluções teriam os dias contados e que não mais fariam
sentido. Mas, no entanto, não é isso o que a História recente nos tem dito. Todo o lado prolifera
guerrilhas e revoltas e golpes de Estado e movimentos revolucionários.

Hsiao (2011) começa por dizer que, a violência, segundo Arendt, é o meio para se atingir
determinados fins. A problemática é que a categoria meio-fins, aplicada aos negócios humanos,
redundou em que os meios suplantaram os fins, pois as ações dos homens estão para além do
controle dos actores, abrigando a violência um elemento adicional de arbitrariedade.

Hsiao continua a sua exposição, afirmando que, a violência distingue-se pelo seu caráter
instrumental. Trata-se do instrumento para o alcance de uma finalidade almejada. Contrapõe-
se ao poder, na medida em que onde há emprego de meios violentos há, concomitantemente, a
negação do poder. “Onde um domina absolutamente, o outro está ausente”.

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A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

Para Arendt, a violência nunca é legítima, mas pode ser justificada. Justificamos a violência quando
examinamos sua natureza e suas causas no âmbito da política, quando convertemo-la em reação
para reequilibrar a balança da justiça ou como último recurso quando foram esgotados todos os
outros caminhos possíveis (Hsiao, 2011, p. 17).

Fortes de Oliveira e Guimarães (2006) vêm acrescentar ao debate sobre a noção de violência,
afirmam que Arendt não prima, na violência pela sua dimensão conceptual, mas também tem
o seu escopo naturalista.

Sobre isso os autores retromencionados, aludem que Arendt discute acerca do que ela chama
da justificação biológica da violência. Os pensadores da época atribuem ao poder uma
dimensão expansionista natural. A acção violenta, neste contexto, é explicada como uma
estratégia para conceder ao poder novo vigor e estabilidade. Mas Arendt contesta esta posição,
afirmando que “nada poderia ser teoricamente mais perigoso do que a tradição do pensamento
em assuntos políticos, por meio da qual violência são interpretados em termos biológicos”, a
autora rebate o argumento sustentado que, a violência não é um fenómeno natural. Mas sim,
pertencem ao âmbito político dos negócios humanos, cuja qualidade essencialmente humana.

3.1.1. A Ideia de Violência de Arendt: Uma Visão do Grupo

Para começar, Arendt afirma que estamos perante violência quando, a “violência”, finalmente,
como já disse, distingue-se por seu caráter instrumental. Do ponto de vista fenomenológico, está
ela próxima do vigor, uma vez que os instrumentos da violência, como todos os demais, são
concebidos e usados para o propósito da multiplicação do vigor natural até que, nó último estágio
de desenvolvimento, possam substituí-lo.

O grupo ao fazer a leitura do livro, especialmente nos capítulos II-III (que é o que se preocupa com
a violência), percebe-se que, Arendt (2004, p. 36) “a violência sem provocação é natural” então
aqui em parte podemos notar que, a nossa leitura não se coaduna com o pensamento de Fortes de
Oliveira e Guimarães que defende removem por completo o sentido natural de violência. Desta
forma, podemos perceber que o grupo possui uma visão diferente dos autores quanto à
“naturalidade da violência”.

Um outro ponto que é importante destacar, é que todos os que fizeram análise da noção de violência
em Arendt não apresentaram a possível origem da violência, conforme a obra da autora4, a baze da
violência é a razão. E ela explica nos seguintes termos:

4
Idem, p. 42

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A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

Dizer que a violência origina-se do ódio é usar um lugar-comum, e o ódio


pode certamente ser irracional e patológico, da mesma maneira que o
podem ser todas as demais paixões humanas. O ódio não é de forma alguma
uma reação automática à miséria e ao sofrimento como tais; ninguém reage
com o sentimento de ódio a uma doença incurável ou a um terremoto ou a
condições sociais que parecem imutáveis. Somente onde houver razão para
suspeitar que as condições poderiam ser mudadas e não o são é que surgirá
o ódio. Somente onde o nosso senso de justiça for ofendido é que
reagiremos com ódio, e essa reação não refletirá de maneira alguma um
dano pessoal5.

Assim, o debate entre aqueles que propõem meios violentos para restaurar “a lei e a ordem” e
aqueles que propõem reformas não-violentas começa a parecer, muito em torno do estado do
Governo. Isto é, quanto mais deteriorada a imagem do governo, maior é a probabilidade do
restauro da ordem ser por meios violentos.

No âmbito ainda de justificação ou não da violência, Arendt (2004) defende que, a violência,
sendo instrumental por natureza, é racional até o ponto de ser eficaz em alcançar a finalidade
que deve justificá-la. E já que quando agimos, jamais saberemos com certeza quais serão as
eventuais conseqüências, a violência só pode manter-se racional se buscar objetivos a curto
prazo. A violência não promove causas, nem a história nem a revolução, nem o progresso, nem
a reação, mas pode servir para dramatizar reclamações trazendo-as à atenção do público.

A autora, concorda com Hsiao ao afirmar sem dúvida alguma que, “a violência compensa”; o
problema é que compensa indiscriminadamente tanto os activistas que querem instrução
superior em “Swahili” como os que visam reformas reais.

Ainda sobre a violência na esfera pública, há que ressaltar que, quanto mais burocratizada a
vida pública, maior será a atração exercida pela violência. Em uma burocracia plenamente
desenvolvida, não há como discutir, a quem apresentar reclamações, sobre quem exercer as
pressões do poder. A burocracia é a forma de poder onde todos são privados de liberdade
política, do poder de agir (Arendt, 2004, p. 56).

5
Idem, 2004, p. 39.

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A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

3.2. A Noção de Política em Arendt

Para compreender a noção de política em Arendt vamos nos socorrer da sua obra que intitulada
“o que é política?”. Fuga (2012) começa por aludir que estamos perante política, segundo
Arendt, quando esta conecta-se ligada à ideia de liberdade, assim como a própria razão de viver
está ligada à liberdade. É um conceito de origem do pensamento grego, Arendt parte do
princípio de que a política baseia-se no facto da pluralidade dos homens e esta deve tutelar o
convívio dos diferentes, não dos iguais. O autor retromencionados acrescenta ainda que, A
política é imprescindível para a vida humana, assim como, necessária para garantir a vida no
sentido mais amplo. A política, portanto, está diretamente ligada a busca da felicidade. Fuga
(2012) faz ainda a alusão a noção de que a política não tem ligação com domínio ou violência,
nem faz distinção entre governantes e governados, está mais voltada para a condição plural do
homem em ações de comum acordo.

Bazzanella, Birkner e Máximo (2011), estes afunilam mais a noção apresentada por Andert,
sublinham que, a política ocidental, cuja gênese encontra-se nos gregos é designada com o
conceito de “vida activa”, que se caracteriza ao constituir-se em atividades vitais como forma
de realização de uma vida qualificada. Vida qualificada que se constitui no encontro e no
confronto das pluralidades através do discurso, do debate livre em praça pública, espaço em
que os cidadãos criavam e recriavam o mundo no qual coabitavam.

Embora tenham apresentado a noção mais ocidental, Arendt também apresentou o seu sentido
mais “tradicional”. Influenciada por Platão, Arendt prescreveu que, o mundo grego possuía
uma estrutura política hierárquica, na medida em que entendia que o bom funcionamento da
pólis dependia do fato de que cada cidadão cumprisse da melhor forma possível a finalidade
de sua existência. Desta forma, a sociedade grega, mais especificamente a ateniense, dividia-
se em um plano inferior da vida humana, que Arendt designa como labor, caracterizado pela
satisfação das necessidades biológicas vitais e, por outro lado a realização da vida humana
qualificada através das relações e ações políticas desencadeadas no âmbito da polis através
debate público (Bazzanella, Birkner e Máximo, 2011).

Torres (2007) Parte então do pressuposto que para Arendt, a política não é domínio, não se
baseia na distinção entre governantes e governados e não é mera violência, mas ação em
comum acordo, ação em conjunto, sendo reflexo da condição plural do homem e fim em si
mesma, já que não é um meio para objetivos mais elevados.

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A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

Torres (2012) concorda com Fuga que a Política é o exercício da Liberdade, mas este acrescenta
que, a Política está em funcionamento quando utilizando-se unicamente da capacidade de
pensar ou de querer, que um indivíduo passa a ser livre, a liberdade existe onde a condição
plural do homem não seja desconsiderada, sendo nada mais que ação, em outras palavras, o
indivíduo só é livre enquanto está agindo, nem antes, nem depois. Torres ainda sublinha que,
a política deve representar a liberdade se a mesma não sofre qualquer forma de funcionalização,
de instrumentalização.

Paixão (2017) informa que, estamos perante política em Arendt, quando a mesma implica não
só a possibilidade de começar, de criar algo novo, mas também que a acção política não
acontece no isolamento, sempre é uma acção em conjunto, sendo um acordo entre iguais. Dessa
forma, mesmo que o começo seja fruto do trabalho de um único agente, há a necessidade de
outros participantes para que a acção aconteça e seja concluída. Para a autora, “A política trata
da convivência entre diferentes. Os homens se organizam politicamente para certas coisas em
comum, essenciais num caos absoluto, ou a partir do caos absoluto das diferenças.”

A autora retrocitada acrescenta que, o que torna o homem um ser político é sua capacidade para
a acção, ela o auxilia a se reunir com seus iguais e a agir em comunhão, almejando objetivos
comuns que antes não teriam condições de supor. Para que a acção exista é necessário que os
homens se comuniquem, interajam e se expressem por meio do discurso no espaço público,
sendo este, o principal local para a concretização da acção e da liberdade. A ação é a actividade
que faz parte do universo político, que tem como factor essencial a competência para iniciar
algo novo.

3.2.1. Noção de Política: Visão do Grupo

Ao abordar a obra a o que é política, Arendt sublinhou que, essa se baseia na pluralidade dos
homens. Mas há que destacar que, consta ainda da definição de política que, A política trata da
convivência entre diferentes. Os homens se organizam politicamente para certas coisas em
comum, essenciais num caos absoluto, ou a partir do caos absoluto das diferenças. Mas o
terceiro elemento de definição de política que não é trazido pelos autores retrocitados está na
questão da finalidade, tarefa da política seja construir um mundo tão transparente para a
verdade como a criação de Deus. No sentido do mito judaico-cristão, isso significaria: ao
homem, criado à imagem de Deus, foi dada capacidade genética para organizar os homens à
imagem da criação divina (Arendt, 2002).

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A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

3.3. A Concepção de Violência Política em Arendt

Após a discussão fragmentada dos termos violência e política, é importante concatená-los e


formar a noção de violência política em Arendt.

Conforme as obras de sobre a violência e o que é política o grupo construiu uma noção do que
Arendt procura designar com violência política. Sobre isso, podemos afirmar que estamos
perante violência política em Arendt quando:

Há uso de um sentido, de um meio ou de um instrumento de coacção6 de


forma natural ou não que constitui recurso ao serviço exclusivo e
soberano de uma dada autoridade para o reduzir, restringir, ou eliminar
todos elementos subjacentes à noção de liberdade, a pluralidade dos
homens, o convívio dos diferentes, o debate livre em praça pública,
espaço em que os cidadãos criam capacidade de pensar, de querer, de
se reunir com seus iguais e a agir em comunhão, almejando objetivos
que antes não teriam condições de realizar.

Em outras palavras, estamos perante violência quando o Estado (que detém o monopólio do
uso dos instrumentos coercivos), usa os mesmos mecanismos para reduzir a margem do
associativismo, a liberdade de debate livre em praça pública, liberdade de pensar ou de agir em
comunhão ou de desenvolver qualquer outra actividade que questione a governação da polis.

Arendt (1979) mostra ainda com exemplos da sua obra as origens do totalitarismo o uma noção
complementar de violência política. Para um movimento totalitário, ambos os perigos são
igualmente mortais: a evolução na direção do absolutismo poria fim ao ímpeto interno do
movimento, enquanto a evolução na direção do nacionalismo frustraria a expansão externa sem
a qual o movimento não pode sobreviver, por issso elementos como restrição das liberdades,
domínio do estado, imposição da tortura e institucionalização medo como instrumentos de
governação passam a ser característicos deste tipo de regime.

6
Que pode ser tortura, dominação ou qualquer outra forma.

FILOSOFIA POLITICA 13
A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

Secção IV
4.1. A Aplicabilidade do Pensamento de Arendt à Realidade de Moçambique

Estando sobre o axioma de que, a violência política em Arendt é a que apresentamos, na


exposição da noção de violência política para este trabalho. O grupo, a partir de Arendt, afirma
que em Moçambique há violência política, podemos olhar para alguns exemplos.

O sequestro do analista Ercínio Salema, em Março de 2018, que conforme foi descrito pelo
Sindicato Nacional dos Jornalistas, o MISA-Moçambique e o Conselho Superior da
Comunicação Social realizaram uma conferência de imprensa conjunta para condenar o acto.
Consideraram que este acto visa intimidar a liberdade de expressão e exigiram a
responsabilização dos seus autores. Ericino de Salema era um dos comentadores residentes do
programa semanal Pontos de Vista da televisão privada STV7.

Podemos citar outro exemplo, o mais recente crime com aparente motivação política aconteceu
no último dia Paz, em Outubro de 2017, e a vítima foi o presidente do município de Nampula
e membro do partido Movimento Democrático de Moçambique, Mahamudo Amurane, que foi
morto à tiro perto de sua casa8.

Ainda podemos falar do caso de 8 de Outubro de 2016, o assassinato de Jeremias Pondeca,


membro do partido Renamo e de uma equipa que preparava uma reunião entre o presidente
Nyusi e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, foi morto a tiro na praia da Costa do Sol9.

Numa análise escrupulosa à noção de violência política de Arendt, em Moçambique podemos


perceber que no caso de Ercínio Salema constituí violência política na medida em que, houve
uso instrumentos de coação para reduzir a capacidade de debates na praça pública (elemento
proveniente da influência de Sócrates) assim sendo pode-se notar que foi restringida a liberdade
deste indivíduo de expressar o seu pensamento no que tange a forma de governação da polis.

Nos casos de Amurane e Pondeca, a parte do pensamento Arendt que esteve presente foi a
lógica de eliminar aqueles elementos da sociedade que constroem a noção de pluralidade, da
que são elementos que trabalham com seus grupos para atingir seus objectivos (ascensão e
exercício do poder político). Estes são alguns exemplos usados para elucidar que o pensamento
de Arendt sobre a violência política é algo que ainda está muito patente na realidade local.

7
https://www.dw.com/pt-002/mo%C3%A7ambique-jornalista-ericino-de-salema-raptado-e-encontrado-
gravemente-ferido/a-43156583
8
http://debatesedevaneios.blogspot.com/2018/03/
9
Idem

FILOSOFIA POLITICA 14
A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

4.2. Contributo do Pensamento de Violência Política em Arendt para a Filosofia Política

Com espírito de procurar ir atrás das causas últimas de certos regimes políticos (foi o
Totalitarismo porque este foi a época que ela viveu a dureza desse regime) podemos notar que
foi essa base que construiu a obra as origens do totalitarismo. Arendt assemelha de forma
polémica o nazismo e o comunismo, como ideologias totalitárias, isto é, com uma explicação
compreensiva da sociedade mas também da vida individual, e mostra como a via totalitária
depende da banalização do terror, da manipulação das massas (Gasparini, s.d.).

Dar continuidade ao pensamento socrático de política como liberdade de expressão (maiêutica


socrática) dos indivíduos locais públicos (Costa, 2012).

4.3. Limitações do Pensamento de Arendt Sobre a Noção de Violência Política

Sobre influência de Kant, não privilegia a noção de seguir as regras como mecanismo para
redução dos níveis de violência política, mas sim a noção Maquiavélica do uso da teoria que
define que os meios justificam os fins.

Ou seja aqui pode-se notar um paradoxo, em termos de orientação, porque Kant privilegia o
cumprimento às regras no caso actuação. Enquanto Maquiavel é adepto de ruptura das regras
sempre que necessário, desde que o fim justifique.

Com essa estrutura de influência isso faz com que certa incoerência em alguns momentos do
texto porque a autora não tem uma orientação clara no que tange ao uso da violência como
meio para manter a ordem.

FILOSOFIA POLITICA 15
A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

Secção V
5.1. Considerações Finais

Com desta pesquisa fico essencialmente claro que estamos perante violência quando é usado
sentido de meio ou instrumento de coacção que constituem recursos ao serviço exclusivo e
soberano de uma dada autoridade (ou entidade), no exercício de uma dada forma de poder.

Quando falamos de Política em Arendt, referimos que estamos perante política quando esta
conecta-se ligada à ideia de liberdade, assim como a própria razão de viver está ligada à
liberdade. Em um conceito de origem do pensamento grego, Arendt parte do princípio de que
a política baseia-se no facto da pluralidade dos homens e esta deve tutelar o convívio dos
diferentes, não dos iguais.

Então concluímos de seguida que a violência política é uso de um sentido, de um meio ou de


um instrumento de coacção de forma natural ou não que constitui recurso ao serviço exclusivo
e soberano de uma dada autoridade para o reduzir, restringir, ou eliminar todos elementos
subjacentes à noção de liberdade, a pluralidade dos homens, o convívio dos diferentes, o debate
livre em praça pública, espaço em que os cidadãos criam capacidade de pensar, de querer, de
se reunir com seus iguais e a agir em comunhão, almejando objetivos que antes não teriam
condições de realizar.

A partir desses pensamentos, afirmamos que se a matriz de análise é Arendt, em Moçambique


há ainda grandes exemplos de violência política como é o caso de Ercínio Salema, Jeremias
Pondeca e Amurane.

Na análise a Arendt, podemos perceber que, a sua grande limitação está no facto de sofrer
influência de Kant e Maquiavel. Ou seja aqui pode-se notar um paradoxo, em termos de
orientação, porque Kant privilegia o cumprimento às regras no caso actuação. Enquanto
Maquiavel é adepto de ruptura das regras sempre que necessário, desde que o fim justifique.

FILOSOFIA POLITICA 16
A NOÇÃO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA EM ARENDT

5.2. Referências Bibliográficas

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apresentada para obtenção do grau de Mestre em Filosofia Geral, Universidade Nova de
Lisboa, Lisboa, 2012.

ARENDT, Hannah. As origens do totalitarismo. Harcourt Barce: Ney York, 1979.

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BARBOSA, Kherlley Caxias. O confronto crítico de Arendt com Jaspers e Heidegger.


Tocantins: Vale do Rio dos Sinos, 2017.

BAZZANELLA, Sandro Luíz; BIRKNER, Walter Marcos; MAXIMO, Erica Daiana. O


conceito de política em hannah arendt e sua acepção biopolítica em foucault: manifestações
no poder legislativo do município de canoinhas. Canoinhas: Revista Húmus, 2011.

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apresentado como requisito para Iniciação Cientifica-PIBIC. Rio de Janeiro: Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro-PUC, 2012.

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FORTES de OLIVEIRA, Waléria; GUIMARÃES, Marcelo Rezende. O conceito de Violência


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GIL, António Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1999.

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FILOSOFIA POLITICA 18