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RECEITA FEDERAL

Legislação Aduaneira
Jurisdição Aduaneira /
Controle Aduaneiro de
Veículos
LEGISLAÇÃO ADUANEIRA
Jurisdição Aduaneira / Controle Aduaneiro de Veículos
Prof.a Paula Gonçalves

SUMÁRIO
1. Jurisdição Aduaneira................................................................................8
1.1. Território Aduaneiro............................................................................9
1.2. Portos, Aeroportos e Pontos de Fronteira Alfandegados.......................... 13
1.2.1. Alfandegamento............................................................................ 15
1.3. Recintos Alfandegados....................................................................... 21
1.2. Administração Aduaneira................................................................... 24
2. Controle Aduaneiro de Veículos................................................................ 32
3. Resumo da Aula.................................................................................... 45
Questões Comentadas em Aula................................................................... 50
Questões de Concurso................................................................................ 56
Gabarito................................................................................................... 64

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Jurisdição Aduaneira / Controle Aduaneiro de Veículos
Prof.a Paula Gonçalves

PAULA GONÇALVES
Mestra em Direito Tributário pela Universidade Católica de Brasília
– UCB, formada em Direito pelo UniCEUB, com especializações em
Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público –
IDP e em Diplomado en Tributación pelo Centro Interamericano de
Administrações Tributárias – CIAT. Professora de Direito Previden-
ciário da pós-graduação no IDP. Coaching de concursos pela VP
Concursos. Auditora-Fiscal da Receita Federal do Brasil.

Olá, concurseiro(a),

Estamos começando uma jornada difícil, mas não necessariamente tortuosa.

Atuo na RFB como Auditora desde 2004. Até o ano de 2012, estive lotada na Coana

– Coordenação-Geral de Administração Aduaneira. Depois disso, fui trabalhar com

Legislação Tributária, especificamente IPI, na Cosit – Coordenação-Geral de Tribu-

tação. Só fiquei no IPI dois anos. Depois, ainda na Cosit, fui trabalhar novamente

com Comércio Exterior. Tenho uma longa jornada nessa área... Claro, isso não quer

dizer muita coisa, mas quer dizer que eu tenho algum conhecimento do que vai

cair na sua prova. Conhecimento da prática (Coana) e da legislação (Cosit), mas

isso não quer dizer que eu vá ser capaz de lhe passar o conteúdo. Isso você vai

ter que sentir. Sou concurseira de carteirinha e já me deparei com muitos professo-

res ruins, excelentes tecnicamente (sabe fazer o trabalho acontecer, entende tudo

do assunto), mas que não têm didática. Nesse momento, não tenha dó, nem seja

teimoso(a). Largue o material e parta para outro. Concurseiro deve ser impiedoso,

não pode, de maneira alguma, perder tempo. De qualquer forma, vou dar o meu

máximo para que isso não aconteça aqui. Vou me esforçar para conseguir usar o

que sei de forma eficiente e fazer você aprender o que deve saber para a sua prova.

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Já existe previsão para o próximo concurso de Auditor-Fiscal da Receita Federal

(AFRFB). Um concurso que dará chance para muita gente ingressar em uma carrei-

ra de alto nível – o orçamento de 2017 indica 400 vagas de nível médio e superior.

Quero que você não perca tempo e que assimile o que realmente importa para a

sua prova. Vou tentar ir direto ao assunto, mas sem perder o foco do que é neces-

sário para a sua prova.

Vamos para uma breve apresentação. Meu nome é Paula Gonçalves Ferreira

Santos, sou Auditora-Fiscal da Receita Federal do Brasil, aprovada no concurso de

2003. Estou há quase treze anos na RFB, mas antes disso fui Agente da Polícia Fe-

deral e cheguei a passar no concurso para Analista de Planejamento e Orçamento

(também em 2003). Depois, fui aprovada em alguns concursos, mas não quis sair

da Receita. Atualmente, estou esperando ser chamada para a Câmara dos Depu-

tados, fiquei em quarto no concurso de Consultor Legislativo – Área III – Direito

Tributário. Qualquer coisa é só jogar meu nome no Google que vai perceber o quão

concurseira eu sou.

Mas não é só isso, além de concurseira, tenho pós-graduação em Direito Cons-

titucional pelo IDP e mestrado em Direito Tributário pela UCB.

CHEGA!!! Você já está sabendo o bastante sobre mim. Tenho certeza de que,

até o final do curso, a nossa relação vai estar ainda mais profunda. Estou disponível

para qualquer questionamento, não se faça de rogado(a), estou aqui para que você

tenha acesso a tudo que é necessário para a sua aprovação. Às vezes, uma dúvida

que parece boba pode prejudicar o entendimento de todo o restante da matéria.

NÃO DEIXE ISSO ACONTECER.

Depois de tudo isso, chega de lenga-lenga, vamos ao que interessa. A pro-

gramação dos nossos encontros, de acordo com o edital do último concurso, é

a seguinte:

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Programação do Curso
Aulas Conteúdo
1. Jurisdição Aduaneira. 1.1. Território Aduaneiro. 1.2. Portos, Aeroportos e Pontos
1 de Fronteira Alfandegados. 1.2.1. Alfandegamento. 1.3. Recintos Alfandegados.
1.4. Administração Aduaneira. 2. Controle Aduaneiro de Veículos.
3. Tributos Incidentes sobre o Comércio Exterior. 3.1. Regramento Constitucional
e Legislação Específica. 3.2. Produtos, Bens e Mercadorias. 3.3. Produtos Estran-
geiros, Produtos Nacionais, Nacionalizados e Desnacionalizados. 4. Imposto de
Importação. 4.1. Sujeitos Ativo e Passivo. 4.2. Incidência. 4.3. Fato Gerador. 4.4.
Base de Cálculo. 4.5. Alíquotas. 4.6. Tributação de Mercadorias não Identifica-
2
das. 4.7. Regime de Tributação Simplificada. 4.8. Regime de Tributação Especial.
4.9. Regime de Tributação Unificada. 4.10. Pagamento; Restituição e Compensa-
ção. 4.11. Isenções e Reduções do Imposto de Importação. 4.12. Imunidades do
Imposto de Importação e Controle exercido pela Secretaria da Receita Federal do
Brasil. 4.13. Reimportação. 4.14. Similaridade
5. Imposto de Exportação. 5.1. Sujeitos Ativo e Passivo. 5.2. Incidência. 5.3. Fato
Gerador. 5.4. Base de Cálculo. 5.5. Alíquotas. 5.6. Pagamento. 5.7. Incentivos Fis-
cais na Exportação. 6. Imposto Sobre Produtos Industrializados vinculado à Impor-
3
tação. 6.1. Sujeitos Ativo e Passivo. 6.2. Incidência e Fato Gerador. 6.3. Base de
Cálculo e Alíquotas. 6.4. Isenções. 6.5. Imunidades. 6.6. Suspensão do Pagamento
do Imposto.
7. Contribuição para o PIS/PASEP Importação e COFINS Importação. 7.1. Sujeitos
Ativo e Passivo. 7.2. Incidência e Fato Gerador. 7.3. Base de Cálculo. 7.4. Isenções.
7.5. Suspensão do Pagamento e Redução de Alíquotas (Programas Específicos e
seu Regramento). 8. Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercado-
rias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e
4
de Comunicação vinculado à Importação. 8.1. Sujeitos Ativo e Passivo. 8.2. Fato
Gerador. 8.3 Alíquotas. 8.4. Isenções e Imunidades. 8.5. Pagamento do Imposto
e Controle pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 9. Adicional ao Frete para
a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e Taxa Mercante. 10. Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico – CIDE Combustíveis/Importação.
11. Procedimentos Gerais de Importação e de Exportação. 11.1. Atividades Rela-
cionadas aos Serviços Aduaneiros. 11.2. Despacho Aduaneiro de Importação e
Despacho Aduaneiro de Exportação. 11.2.1. Disposições Gerais. 11.2.2. Modalida-
des. 11.2.3. Documentos que os Instruem. 11.2.4. Casos Especiais de Importação
5 e de Exportação Previstos na Legislação. 11.3. Espécies de Declaração de Impor-
tação e de Declaração de Exportação. 11.4. Declaração de Importação. 11.5. Con-
ferência e desembaraço na Importação e na Exportação. 11.6. Cancelamento da
Declaração de Importação e da Declaração de Exportação. 11.7. Lançamento dos
Impostos Incidentes sobre a Importação.

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12. Regimes Aduaneiros Especiais e Regimes Aduaneiros aplicados em Áreas


6 Especiais. 12.1. Disposições Gerais e Específicas de cada Regime e de cada Área.
(PARTE I)
12. Regimes Aduaneiros Especiais e Regimes Aduaneiros aplicados em Áreas
7 Especiais. 12.1. Disposições Gerais e Específicas de cada Regime e de cada Área.
(PARTE II)
13. Bagagem e Regime Aduaneiro de Bagagem no MERCOSUL. 14. Mercadoria
Abandonada. 15. Avaria; Extravio e Acréscimo de Mercadorias. 15.1. Responsabi-
lidade Fiscal pelo Extravio. 16. Termo de Responsabilidade. 17. Infrações e Penali-
8
dades previstas na Legislação Aduaneira. 18. Pena de Perdimento. 18.1. Natureza
Jurídica. 18.2. Hipóteses de Aplicação. 18.3. Limites. 18.4. Processo/Procedimento
de Perdimento.
18.5. Processo de Aplicação de Penalidades pelo Transporte Rodoviário de Merca-
9 doria Sujeita a Pena de Perdimento. 19. Aplicação de Multas na Importação e na
Exportação. 20. Intervenientes nas Operações de Comércio Exterior.
21. Sanções Administrativas a que estão sujeitos os Intervenientes nas Operações
de Comércio Exterior e o Processo de sua Aplicação. 22. Representação Fiscal para
10
Fins Penais. 23. Procedimentos Especiais de Controle Aduaneiro. 24. Destinação de
Mercadorias. 25. Subfaturamento e Retenção de Mercadorias.
24. Destinação de Mercadorias. 25. Subfaturamento e Retenção de Mercadorias. 26.
Valoração Aduaneira.27. Legislação Aduaneira aplicável ao MERCOSUL. 28. Inter-
11 nalização da Legislação Aduaneira Aplicável ao MERCOSUL. 29. Disposições Cons-
titucionais Relativas à Administração e Controle sobre Comércio Exterior. 30. Con-
trabando, Descaminho e Princípio da Insignificância. 31. SISCOSERV e SISCOMEX.

Bom, meu primeiro conselho para você que está começando a estudar é: leia

o edital do último concurso com bastante carinho. Quando entramos em um jogo,

devemos antes conhecer suas regras.

Meu segundo conselho vai para todos. Nossa matéria é Legislação Aduaneira e,

se você quiser passar, vai ter de ler e reler o Regulamento Aduaneiro (não existe

outra alternativa). Mas o consolo é que você não esperou o edital sair, vai ganhar

uma boa vantagem em cima dos seus concorrentes.

Antes de passar para a legislação, leia as minhas aulas com carinho. Você vai

entender bem como e por que as normas dispõem da maneira que dispõem. De-

pois, vai ficar muito mais fácil “digerir” a legislação seca.

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LEGISLAÇÃO ADUANEIRA
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Com relação às questões aqui apresentadas, trarei todas as questões da Esaf

sobre a matéria. Claro, não vai ser suficiente. Tudo bem, não se preocupe, sou uma

pessoa criativa e, como já estou nessa vida há muito tempo, sei exatamente como

são feitas as questões.

Em cada aula, vou apresentar a teoria, com utilização de esquemas, figuras

e outros recursos que ajudem no aprendizado, mas também comentarei muitas

questões de provas anteriores (e questões inéditas que possam te mostrar como

o conteúdo pode cair). Um resumo será disponibilizado ao final com os principais

tópicos abordados e mais duas listas de exercícios – uma com os que foram apre-

sentados durante a aula e outra com os novos. A ideia é que as questões entrem

no sangue!!!

Bom, planejei esta aula da seguinte maneira:

MATÉRIA FOLHA
1. Jurisdição Aduaneira 8
1.1 Território Aduaneiro 9
1.2 Portos Aeroportos e Pontos de Fronteira Alfandegados 13
1.2.1 Alfandegamento 15
1.3 Recintos Alfandegados 21
1.4 Administração Aduaneira 24
2. Controle Aduaneiro de Veículos 32
3. Resumo da Aula 45
4. Questões que foram comentadas em aula 50
5. Novas questões 56
6. Gabarito 64

De novo, qualquer dúvida é só se dirigir ao fórum do curso, a que todos os matri-

culados terão acesso. Pode entrar e perguntar que responderei de forma bem rápida.

Seja bem-vindo(a) ao curso!

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LEGISLAÇÃO ADUANEIRA
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1. Jurisdição Aduaneira

Vamos começar nossos estudos. A primeira coisa que vou te garantir é que não

vou colocar aqui nenhum conceito difícil ou desnecessário para a sua prova.

Quando estamos falando de Comércio Exterior, existe uma enormidade de con-

ceitos que não servem para o Direito Aduaneiro. Na verdade, para entender a lógica

do Direito Aduaneiro você precisa somente saber seu objeto. O direito aduaneiro

trata da entrada e saída de mercadorias do território brasileiro – simples assim.

De agora em diante, tudo que iremos ver é para garantir que a mercadoria entre

e saia do país somente sob controle. É de interesse do país não só saber o que está

entrando e o que está saindo, mas também como está entrando ou saindo, vindo

de qual país e quanto está entrando ou saindo – isso interfere diretamente com

a nossa economia. Deu para perceber a importância? Ainda não? Então, dê uma

olhada no art. 23 da Constituição Federal de 1988:

A fiscalização e o controle sobre o comércio exterior, essenciais à defesa dos interesses


fazendários nacionais, serão exercidos pelo Ministério da Fazenda.

O Constituinte Originário viu tamanha importância no assunto, vislumbrando

inclusive a questão da soberania, que a própria Constituição dispôs sobre o tema.

É fácil perceber que a Receita Federal não poderia ser órgão de outro Ministério

que não o da Fazenda, não é mesmo?

Mas vamos para a Jurisdição Aduaneira, que é o Título I, do Livro I, do nosso

Regulamento Aduaneiro. Aliás, nessa aula, veremos todo o Título I (tópicos 1 e 2 do

edital). Mas para que você consiga contextualizar tudo na sua cabeça, vou colocar

aqui o começo do regulamento:

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Art. 1° A administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, o controle e a tributação


das operações de comércio exterior serão exercidos em conformidade com o disposto neste
Decreto. 
LIVRO I
DA JURISDIÇÃO ADUANEIRA E DO CONTROLE ADUANEIRO DE VEÍCULOS 
TÍTULO I
DA JURISDIÇÃO ADUANEIRA 
CAPÍTULO I
DO TERRITÓRIO ADUANEIRO 

Vamos começar agora o estudo do Território Aduaneiro (tópico 1.1 do edital),

que é o primeiro assunto dentro de Jurisdição Aduaneira (tópico 1). Preparados(as)?

1.1. Território Aduaneiro

1. (ESAF/AFRFB/2014) Sobre Jurisdição Aduaneira e Controle Aduaneiro de Veícu-

los, JULGUE A ALTERNATIVA A SEGUIR:

O território aduaneiro compreende todo o território nacional, exceto as Áreas de

Livre Comércio, sujeitas à legislação específica.1

Você vai perceber que as questões são sempre cópia fiel do que está no Re-

gulamento ou na Lei. Quer ver a resposta desta? Olha o art. 2º do Regulamento

Aduaneiro:

Art. 2° O território aduaneiro compreende todo o território nacional. 

Percebeu? E por que as áreas de livre comércio estão abrangidas? Porque o ob-

jetivo é ter controle das mercadorias que entram e saem de todo o país, indepen-

dentemente se é uma área favorecida com algum regime especial (não se preocupe

1
Errado.

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com isso agora, tente apenas entender o sentido). Ou seja, independe da incidência
imposto ou não. Pretende-se com isso ter controle sobre tudo que sai e entra no
país, por todo o território nacional.
Eu sei que existe alguma discussão a respeito do uso da palavra Jurisdição
quando se fala da Administração Pública em sentido estrito. Deveria falar-se em
circunscrição (área na qual a autoridade detém competência). Mas não vamos en-
trar no mérito aqui, pois isso não cai na sua prova. Para você, trata-se de jurisdição
dos serviços aduaneiros. E essa jurisdição abrange o quê?

Art. 3° A jurisdição dos serviços aduaneiros estende-se por todo o território aduaneiro
e abrange:
I  –  a zona primária, constituída pelas seguintes áreas demarcadas pela autoridade
aduaneira local:
a) a área terrestre ou aquática, contínua ou descontínua, nos portos alfandegados;
b) a área terrestre, nos aeroportos alfandegados; e
c) a área terrestre, que compreende os pontos de fronteira alfandegados; e
II – a zona secundária, que compreende a parte restante do território aduaneiro, nela
incluídas as águas territoriais e o espaço aéreo. 

Muito importante: existe uma área primária e outra secundária. E por que essa
divisão? Veremos daqui a pouco.
Enquanto isso, memorize que existem no território aduaneiro (nacional) uma
zona primária e outra secundária. E que a primeira (zona primária) consiste basica-
mente nos pontos de fronteira, onde se configura a entrada ou saída das mercado-
rias do país (portos, aeroportos, pontos de fronteira). Ok? Sigamos...

2. (ESAF/AFRFB/2012) No que concerne à Jurisdição Aduaneira, julgue o item a


seguir:
Para efeito de controle aduaneiro, segundo a Lei n. 11.508, de 20 de julho de 2007,

as Zonas de Processamento de Exportação constituem zona secundária.2

2
Errado.

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Você deve estar se perguntando: “Paula, como você quer que eu responda essa

pergunta se não faço a menor ideia do que seja Zona de Processamento de Ex-

portação?”. Difícil, não é mesmo? Claro que a matéria toda vai se conectar depois,

mas, por enquanto, é importante que eu sublinhe para você o que já caiu (tudo que

está no regulamento tem chance de cair). Essa questão trata do § 1° do art. 3° do

Regulamento aduaneiro que estamos vendo. Olha ele:

§ 1° Para efeito de controle aduaneiro, as zonas de processamento de exportação,


referidas no art. 534, constituem zona primária (Lei n. 11.508/2007, art. 1o, pará-
grafo único).

E como se define, na prática, uma zona primária? Bom, para a demarcação da

zona primária, deverá ser ouvido o órgão ou empresa a que esteja afeta a adminis-

tração do local a ser alfandegado. 

A zona primária é uma zona um pouco sensível, por isso que a autoridade adu-

aneira poderá exigir que a zona primária, ou parte dela, seja protegida por obs-

táculos que impeçam o acesso indiscriminado de veículos, pessoas ou animais.  A

autoridade aduaneira poderá, inclusive, em locais e recintos alfandegados, estabe-

lecer restrições à entrada de pessoas que ali não exerçam atividades profissionais e

veículos não utilizados em serviço. 

 Além disso, você deve saber que a jurisdição dos serviços aduaneiros se esten-

de ainda às Áreas de Controle Integrado, criadas em regiões limítrofes dos países

integrantes do Mercosul com o Brasil.

Art. 4º O Ministro de Estado da Fazenda poderá demarcar, na orla marítima ou na faixa


de fronteira, zonas de vigilância aduaneira, nas quais a permanência de mercadorias
ou a sua circulação e a de veículos, pessoas ou animais ficarão sujeitas às exigências
fiscais, proibições e restrições que forem estabelecidas. 

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Imagine a seguinte situação: existe um ponto da fronteira onde a RFB (Receita

Federal do Brasil) não está presente, um local onde nada acontecia. De repente,

por conta da construção de uma rodovia ligando dois países (Brasil e Peru, por

exemplo), começa a existir um grande trânsito de mercadorias pelo local. O Minis-

tro da Fazenda certamente vai tomar alguma medida, correto? Afinal, a Constitui-

ção dispõe que o controle e a fiscalização do Comércio Exterior serão exercidos pelo

Ministério da Fazenda.

3. (ESAF/AFRFB/2012) No que concerne à Jurisdição Aduaneira, julgue o item a

seguir:

Poderão ser demarcadas, na orla marítima e na faixa de fronteira, Zonas de Vigi-

lância Aduaneira.3

Vamos ver o § 1° do art. 4° do Regulamento Aduaneiro:

§ 1° O ato que demarcar a zona de vigilância aduaneira poderá:


I – ser geral em relação à orla marítima ou à faixa de fronteira, ou específico
em relação a determinados segmentos delas;
II – estabelecer medidas específicas para determinado local; e
III – ter vigência temporária. 

Tendo em vista a necessidade de um maior controle, o Regulamento Aduaneiro

define que, na orla marítima, a demarcação da zona de vigilância aduaneira levará

em conta, além de outras circunstâncias de interesse fiscal, a existência de portos

ou ancoradouros naturais, propícios à realização de operações clandestinas de car-

ga e descarga de mercadorias. 

3
Certo.

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4. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre território aduaneiro, portos, aeroportos e pontos de

fronteira alfandegados, recintos alfandegados, e administração aduaneira, julgue a

alternativa a seguir:

Compreende-se na Zona de Vigilância Aduaneira a totalidade do Estado atravessa-

do pela linha de demarcação, ainda que parte dele fique fora da área demarcada.4

Quer ver que interessante o modo como vai cair na sua prova? Olha o § 3º deste

art. 4º:

§ 3° Compreende-se na zona de vigilância aduaneira a totalidade do Município atraves-


sado pela linha de demarcação, ainda que parte dele fique fora da área demarcada. 

1.2. Portos, Aeroportos e Pontos de Fronteira Alfandegados

Em breve veremos o que é alfandegamento, de qualquer forma, é importante

que você saiba que nesses lugares ocorrem a movimentação e a armazenagem de

mercadorias sobre controle aduaneiro (estrangeiras). Para você ter uma ideia, até

mesmo despacho aduaneiro pode ser feito nessas áreas alfandegadas. E não pense

que se trata somente de portos, aeroportos e pontos de fronteira. Existem alguns

regimes que exigem o alfandegamento de uma fábrica, por exemplo, ou, ainda, pode

acontecer de se alfandegar uma área no interior do país visando desafogar a quan-

tidade enorme de despachos que ocorrem em um porto. A mercadoria entra por um

porto, faz um trânsito aduaneiro até um porto seco e só lá vai ser desembaraçada.

4
Errado.

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Joguei todos esses conceitos aqui de propósito, mas não precisa entender cada

um deles agora, vamos ver com calma depois. O importante agora é entender o

sentido do alfandegamento: manter o controle sobre a mercadoria que ainda não

foi nacionalizada. 

Você já deve ter entendido que existe a necessidade de um procedimento para

que o recinto seja alfandegado (de modo a garantir o controle das mercadorias).

Pois é, os portos, aeroportos e pontos de fronteira serão alfandegados por ato de-

claratório da autoridade aduaneira competente, para que neles possam, sob con-

trole aduaneiro:

I – estacionar ou transitar veículos procedentes do exterior ou a ele destinados;


II – ser efetuadas operações de carga, descarga, armazenagem ou passagem de mer-
cadorias procedentes do exterior ou a ele destinadas; e
III ­–  embarcar, desembarcar ou transitar viajantes procedentes do exterior ou a ele
destinados. 

O procedimento para alfandegar um recinto deve ser coordenado com as normas

dos outros órgãos da administração pública envolvidos no comércio exterior.  Por

isso, o alfandegamento de portos, aeroportos ou pontos de fronteira será precedido

da respectiva habilitação ao tráfego internacional pelas autoridades competentes

em matéria de transporte.  Aliás, ao iniciar esse processo de habilitação, a autori-

dade competente notificará a Secretaria da Receita Federal do Brasil.

 O ato que declara o alfandegamento não se restringe a autorizar o manejo de

mercadoria controlada, mas estabelece também as operações aduaneiras autoriza-

das e os termos, limites e condições para sua execução.

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5. (ESAF/AFRFB/2014) Sobre Jurisdição Aduaneira e Controle Aduaneiro de Veícu-


los, JULGUE o item a seguir:
Somente nos portos, aeroportos e pontos de fronteira alfandegados poderá efetu-
ar-se a entrada ou a saída de mercadorias procedentes do exterior ou a ele destina-
das, mas isso não se aplica à importação e à exportação de mercadorias conduzidas
por linhas de transmissão ou por dutos, ligados ao exterior, observadas as regras
de controle estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, e a outros
casos estabelecidos em ato normativo da Secretaria da Receita Federal do Brasil.5

Olha só onde se encontra a resposta dessa questão:

Art. 8° Somente nos portos, aeroportos e pontos de fronteira alfandegados poderá


efetuar-se a entrada ou a saída de mercadorias procedentes do exterior ou a ele desti-
nadas. 
I – à importação e à exportação de mercadorias conduzidas por linhas de transmissão
ou por dutos, ligados ao exterior, observadas as regras de controle estabelecidas pela
Secretaria da Receita Federal do Brasil; e 
II – a outros casos estabelecidos em ato normativo da Secretaria da Receita Federal
do Brasil.

Não faria sentido alfandegar esses locais e as mercadorias entrarem por outros.
Seria um desperdício, não é mesmo?

1.2.1. Alfandegamento

Vimos que um local alfandegado é um local onde se tem um controle rígido so-
bre as mercadorias, mas como garantir a rigidez desse controle? É simples, exigin-

do alguns requisitos para que um local seja alfandegado.

5
Certo.

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6. (QUESTÃO INÉDITA) O alfandegamento de portos, aeroportos e pontos de fron-

teira somente poderá ser efetivado, EXCETO:

a) depois de atendidas as condições de instalação do órgão de fiscalização adua-

neira e de infraestrutura indispensável à segurança fiscal.

b) se atestada a regularidade fiscal do interessado.

c) se for atestada a idoneidade do interessado.

d) se houver disponibilidade de recursos humanos e materiais.

e) se o interessado assumir a condição de fiel depositário da mercadoria sob

sua guarda.6

Vamos analisar item a item.

A letra a corresponde à alínea I do art. 13, e é um pouco lógico. A RFB só pode

conceder o alfandegamento da área se atendidas as condições de instalação do ór-

gão de fiscalização aduaneira e de infraestrutura indispensável à segurança fiscal.

A letra b trata da alínea II do art. 13. A RFB exige a regularidade fiscal para que

a empresa que vai gerenciar o local inicie suas atividades em dia com suas obriga-

ções com o Fisco.

Sobre a letra c, essa não é uma exigência do art. 13, apesar de nos dias de hoje

ser algo que deveria ser cobrado de qualquer empresa para qualquer trato com o

governo.

A letra d trata da alínea III do art. 13. Se não há Auditor para fazer o despacho

aduaneiro, não há como conceder o alfandegamento.

A letra e corresponde à última alínea do art. 13. Olha que interessante, além da

exigência que o local proveja todo o controle e segurança para a mercadoria, a pes-

soa jurídica interessada em alfandegar um local deve também se responsabilizar

pela mercadoria em sua guarda.

6
Letra c.

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Esses requisitos aplicam-se, no que couber, ao alfandegamento de recintos de


zona primária e de zona secundária. Tratando-se de permissão ou concessão de
serviços públicos, o alfandegamento poderá ser efetivado somente após a conclu-
são do devido procedimento licitatório pelo órgão competente e o cumprimento das
condições fixadas em contrato. E não poderia ser diferente. Não adiantaria cumprir
todos os requisitos se a licitação ainda não estivesse concluída. O interessado pode-
ria perfeitamente perder no certame e todo o procedimento teria sido feito em vão.
O alfandegamento poderá abranger a totalidade ou uma parte da área dos por-
tos e dos aeroportos. Mais ainda, poderão ser alfandegados silos ou tanques, para
armazenamento de produtos a granel, localizados em áreas contíguas a porto orga-
nizado ou instalações portuárias, ligados a estes por tubulações, esteiras rolantes
ou similares, instaladas em caráter permanente. 
É importante que você saiba que o alfandegamento é subordinado à comprova-
ção do direito de construção e de uso das tubulações, esteiras rolantes ou simila-
res, além dos requisitos anteriormente dispostos. Tem todo sentido, não é mesmo?
Imagine se a RFB autorizasse o alfandegamento da área e a Pessoa Jurídica não
detivesse o direito de construção ou de uso das tubulações... 
Você já sabe, mas não custa frisar que compete à Secretaria da Receita Federal
do Brasil declarar o alfandegamento e editar, no âmbito de sua competência, atos
normativos para a implementação do mesmo. 

7. (QUESTÃO INÉDITA) No que tange ao alfandegamento, julgue o item a seguir:


Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil definir os requisitos técnicos,
mas não os operacionais, para o alfandegamento dos locais e recintos onde ocor-
ram, sob controle aduaneiro, movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro
de mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob regime
aduaneiro especial, bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele desti-

nadas, e remessas postais internacionais.7

7
Errado.

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Essa questão parece saída de uma prova da ESAF, não é mesmo? Então, o que

acha? Pois é, você precisa ler com bastante carinho. Na verdade, a RFB é compe-

tente para definir os requisitos técnicos e também os operacionais. O restante está

tudo certo.

De acordo com o art. 34, § 1°, da Lei n. 12.350/2010, na definição dos requi-

sitos técnicos e operacionais para alfandegamento de um recinto, a Secretaria da

Receita Federal do Brasil deverá estabelecer:

I – segregação e proteção física da área do local ou recinto, inclusive entre as áreas de


armazenagem de mercadorias ou bens para exportação, para importação ou para regi-
me aduaneiro especial; 
II – disponibilização de edifícios e instalações, aparelhos de informática, mobiliário e
materiais para o exercício de suas atividades e, quando necessário, de outros órgãos ou
agências da administração pública federal; 
III – disponibilização e manutenção de balanças e outros instrumentos necessários à
fiscalização e ao controle aduaneiro; 
IV – disponibilização e manutenção de instrumentos e aparelhos de inspeção não inva-
siva de cargas e veículos, como os aparelhos de raios X ou gama; 
V – disponibilização de edifícios e instalações, equipamentos, instrumentos e aparelhos
especiais para a verificação de mercadorias frigorificadas, apresentadas em tanques ou
recipientes que não devam ser abertos durante o transporte, produtos químicos, tóxicos
e outras mercadorias que exijam cuidados especiais para seu transporte, manipulação
ou armazenagem; e 
VI – disponibilização de sistemas, com acesso remoto pela fiscalização aduaneira, para: 
a) vigilância eletrônica do recinto; e 
b) registro e controle: 
1. de acesso de pessoas e veículos; e 
2. das operações realizadas com mercadorias, inclusive seus estoques.  

Percebeu o número de exigências para se conseguir atingir os requisitos técni-

cos e operacionais de um local alfandegado? Volto a dizer que essa é uma área de

extrema importância para a fiscalização. Não podem haver furos, pois ali transita-

rão mercadorias sob controle aduaneiro.

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A utilização dos sistemas referidos no inciso VI deverá ser supervisionada por

Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil e acompanhada por ele na ocasião da re-

alização da conferência aduaneira. A Secretaria da Receita Federal do Brasil poderá

dispensar a implementação de algum dos requisitos previstos acima, considerando

as características específicas do local ou recinto. 

A pessoa jurídica responsável pela administração do local ou recinto alfandegado

fica obrigada a observar os requisitos técnicos e operacionais definidos pela

Secretaria da Receita Federal do Brasil. Quer dizer, mesmo depois de alfandegado,

o interessado deverá seguir cumprindo os requisitos técnicos. Mas se ele descum-

prir algum desses requisitos depois de estar em funcionamento?

8. (ESAF/AFRFB/2012) No que concerne à Jurisdição Aduaneira, JULGUE o item

a seguir:

O recolhimento da multa de que trata o caput do art. 38 da Lei n. 12.350, de 20

de dezembro de 2010, não garante o direito à operação regular do local ou recinto

alfandegado nem prejudica a aplicação das sanções estabelecidas no art. 37 da

referida Lei e de outras penalidades cabíveis ou a representação fiscal para fins

penais, quando for o caso.8

Essa multa será fixada no caso de descumprimento de algum daqueles requisi-

tos pela pessoa jurídica responsável pelo recinto alfandegado. Vamos ver?

Art. 38.  Será aplicada a multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais), por dia, pelo descum-
primento de requisito estabelecido no art. 34 (que corresponde ao que estamos
tratando agora) ou pelo seu cumprimento fora do prazo fixado com base no art. 36.
Parágrafo único.  O recolhimento da multa prevista no caput não garante o direito à ope-
ração regular do local ou recinto nem prejudica a aplicação das sanções estabelecidas
no art. 37 e de outras penalidades cabíveis ou a representação fiscal para fins penais,
quando for o caso.

8
Certo.

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Que coisa, não é? A questão traz o exato dispositivo da Lei. Vamos descobrir

agora como são aplicadas as sanções por descumprimento dos requisitos de

alfandegamento.

9. (ESAF/AFRFB/2012) Sobre mercadorias avariadas e extraviadas; alfandegamento;

e sobre infrações e penalidades dispostas na legislação aduaneira, JULGUE o item

a seguir:

A pessoa jurídica de que tratam os arts. 35 e 36 da Lei n. 12.350, de 20 de dezem-

bro de 2010, responsável pela administração de local ou recinto alfandegado, fica

sujeita, observados a forma, o rito e as competências estabelecidos no art. 76 da

Lei n. 10.833, de 29 de dezembro de 2003, à aplicação direta da sanção de sus-

pensão das atividades de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de

mercadorias sob controle aduaneiro, referidas no caput do art. 34 da Lei n. 12.350,

de 20 de dezembro de 2010.9

Você acha que o princípio do devido processo legal permite a aplicação direta

da sanção de suspensão, independentemente da gravidade da infração cometida?

Vejamos o art. 37 da Lei n. 12.350:

Art. 37.  A pessoa jurídica de que tratam os arts. 35 e 36, responsável pela adminis-
tração de local ou recinto alfandegado, fica sujeita, observados a forma, o rito e as
competências estabelecidos no art. 76 da Lei n. 10.833, de 29 de dezembro de
2003, à aplicação da sanção de:
I – advertência, na hipótese de descumprimento de requisito técnico ou operacional
para o alfandegamento, definido com fundamento no art. 34; e
II – suspensão das atividades de movimentação, armazenagem e despacho aduanei-
ro de mercadorias sob controle aduaneiro, referidas no caput do art. 34, na hipótese de
reincidência em conduta já punida com advertência, até a constatação pela autoridade
aduaneira do cumprimento do requisito ou da obrigação estabelecida.

9
Errado.

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Não sei se você sabe, mas nas cidades fronteiriças ­– onde existe uma cidade de

um lado da fronteira (Brasil) e outra do outro lado (país distinto)­– existe um trân-

sito constante de pessoas. Gente que vive de um lado e trabalha do outro, gente

que mora de um lado e faz compras do outro, por exemplo. Normalmente, as duas

cidades são ligadas por vínculos que as pessoas criam de um lado e de outro. Por

isso, pensando na situação particular vivida pelos moradores dessas cidades, cria-

ram-se exceções para eles.

Por exemplo, nas cidades fronteiriças poderão ser alfandegados pontos de fron-

teira para o tráfego local e exclusivo de veículos matriculados nessas cidades. Além

disso, os pontos de fronteira serão alfandegados para tráfego local pela autorida-

de aduaneira regional, que poderá fixar as restrições que julgar convenientes – a

autoridade que ali habita conhecerá as especificidades existentes no local. Se for

necessário, as autoridades aduaneiras locais com jurisdição sobre as cidades fron-

teiriças poderão instituir, no interesse do controle aduaneiro, cadastros de pessoas

que habitualmente cruzam a fronteira. 

1.3. Recintos Alfandegados

A partir de agora as coisas ficarão um pouco repetitivas se você está entenden-

do a matéria. Se não está entendendo, ótimo, vai ter chance de entender. 

Como já vimos, os recintos alfandegados serão assim declarados pela autorida-

de aduaneira competente, na zona primária ou na zona secundária, a fim de

que neles possam ocorrer, sob controle aduaneiro, movimentação, armazena-

gem e despacho aduaneiro de:

I – mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob regime adu-


aneiro especial;

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Essas nós já conhecíamos. São as mercadorias sob controle aduaneiro.

II – bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele destinados;

A pessoa chega de uma viagem do exterior carregada de coisas. Você acha mes-

mo que o Fisco ia deixar passar sem dar nenhuma olhada? Essa olhada é feita em

uma zona alfandegada. 

III – remessas postais internacionais. 

E se chega uma correspondência do exterior (aqueles brinquedinhos que o pes-

soal compra no Ebay – ou melhor, no Aliexpress), você acha que a Receita não vai

dar uma conferida? Claro que vai, exatamente em um local alfandegado.

Poderão ainda ser alfandegados, em zona primária, recintos destinados à insta-

lação de lojas francas. Os famosos free shops que os viajantes sempre param para

comprar perfumes e bebidas não tributadas.

Lembre-se! A Secretaria da Receita Federal do Brasil poderá, no âmbito de sua

competência, editar atos normativos para a implementação do controle aduaneiro

no recinto alfandegado. 

Dos Portos Secos

Os portos secos são recintos criados para receber a mercadoria sob controle

aduaneiro de um porto, aeroporto e ponto de fronteira (na verdade, de qualquer

outro local alfandegado). Neles podem ser feitos o despacho ou a submissão da

mercadoria a um regime aduaneiro. Foi pensado para ser como um centro de dis-

tribuição. Ao invés de concentrar tudo nos locais de entrada do país, ele traz a

atividade aduaneira para o interior, de modo a desafogar esses pontos de entrada.

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10. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre território aduaneiro, portos, aeroportos e pontos de

fronteira alfandegados, recintos alfandegados, e administração aduaneira, julgue a

alternativa a seguir:

Portos secos são recintos alfandegados de uso público nos quais são executadas

operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias

e de bagagem, sob controle aduaneiro.10

A ESAF tenta dificultar nossa vida ao máximo, mas não é impossível driblar a

banca. Vejamos o art. 11:

Art. 11.  Portos secos são recintos alfandegados de uso público nos quais são executa-
das operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias
e de bagagem, sob controle aduaneiro. 

Claro, se o seu objetivo é receber as mercadorias do porto, aeroporto e ponto

de fronteira, não faz sentido instalar um porto seco na zona primária de portos e

aeroportos alfandegados.

Ressalto ainda que esses recintos poderão ser autorizados a operar com carga

de importação, de exportação, ou ambas, tendo em vista as necessidades e condi-

ções locais. 

As operações de movimentação e armazenagem de mercadorias sob controle

aduaneiro, bem como a prestação de serviços conexos, em porto seco, sujeitam-se

ao regime de concessão ou de permissão.

10
Certo.

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Operações de movimentação e armazenagem de mercadorias sob


PERMISSÃO controle aduaneiro, bem como a prestação de serviços conexos,
em imóvel pertencente ao interessado.

Operações de movimentação e armazenagem de mercadorias sob


controle aduaneiro, bem como a prestação de serviços conexos,
CONCESSÃO
em imóvel pertencente à União, caso em que será adotado o
regime de concessão precedido de obra pública.

Você deve lembrar dos regimes de concessão ou de permissão de serviço públi-

co nas aulas de Direito Administrativo. Aqui é interessante pontuar que o regime

de concessão é mais rígido, enquanto o de permissão é tido como mais precário.

1.2. Administração Aduaneira

O exercício da administração aduaneira compreende a fiscalização e o controle

sobre o comércio exterior, essenciais à defesa dos interesses fazendários nacionais

em todo o território aduaneiro. Sendo que as atividades de fiscalização de tributos

incidentes sobre as operações de comércio extauditorerior serão supervisionadas e

executadas por um Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil.

11. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre território aduaneiro, portos, aeroportos e pontos de

fronteira alfandegados, recintos alfandegados, e administração aduaneira, julgue a

alternativa a seguir:

A fiscalização aduaneira poderá ser ininterrupta, em horários determinados, ou

eventual, nos portos, aeroportos, pontos de fronteira e recintos alfandegados.11

11
Certo.

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A banca adota a mesma estratégia de sempre. Vejamos:

Art. 16.  A fiscalização aduaneira poderá ser ininterrupta, em horários determinados,


ou eventual, nos portos, aeroportos, pontos de fronteira e recintos alfandegados.

Imagine um ponto de fronteira onde não passa quase ninguém, seria desneces-

sário manter ali uma equipe vinte quatro horas de plantão. Se a fiscalização pode ser

feita em horários determinados, quem determina esses horários de funcionamento?

§ 1° A administração aduaneira determinará os horários e as condições de realização


dos serviços aduaneiros, nos locais referidos no caput. 

Aliás, o atendimento em dias e horários fora do expediente normal da unidade

aduaneira é considerado serviço extraordinário, devendo os interessados, na forma

estabelecida em ato normativo da Secretaria da Receita Federal do Brasil, ressarcir a

administração pelas despesas decorrentes dos serviços a eles efetivamente prestados.

O controle das mercadorias que chegam e saem do país é uma questão que

tangencia a soberania nacional. O país determina o que pode, como pode, o quanto

pode ou não entrar, sendo a Aduana a responsável por executar essa determinação.

Tornaria-se difícil para a autoridade aduaneira exercer esse controle se a todo

órgão da Administração Pública fosse dada a prerrogativa de atuação nas áreas

onde as mercadorias sob controle transitam. Seria uma bagunça, por isso essa

prerrogativa é somente da autoridade aduaneira. Vejamos o que dispõe o Regula-

mento Aduaneiro:

Art. 17.  Nas áreas de portos, aeroportos, pontos de fronteira e recintos alfandegados,


bem como em outras áreas nas quais se autorize carga e descarga de mercadorias, ou
embarque e desembarque de viajante, procedentes do exterior ou a ele destinados, a
autoridade aduaneira tem precedência sobre as demais que ali exerçam suas atribuições.

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E essa precedência acarreta implicações:

I ­­– a obrigação, por parte das demais autoridades, de prestar auxílio imediato, sempre
que requisitado pela autoridade aduaneira, disponibilizando pessoas, equipamentos ou
instalações necessários à ação fiscal; e 
II  –  a competência da autoridade aduaneira, sem prejuízo das atribuições de outras
autoridades, para disciplinar a entrada, a permanência, a movimentação e a saída de
pessoas, veículos, unidades de carga e mercadorias nos locais referidos no caput, no
que interessar à Fazenda Nacional. 

É claro, essa precedência aplica-se igualmente à zona de vigilância aduaneira,

devendo as demais autoridades prestar à autoridade aduaneira a colaboração que

for solicitada. 

Para que a administração aduaneira consiga exercer esse controle de maneira

eficiente é necessário que os intervenientes no comércio exterior cumpram algu-

mas obrigações.

12. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre administração aduaneira, julgue o item a seguir:

O importador, o exportador ou o adquirente de mercadoria importada por sua

conta e ordem têm a obrigação de manter, em boa guarda e ordem, os documen-

tos relativos às transações que realizarem, pelo prazo decadencial estabelecido

na legislação tributária a que estão submetidos, e de apresentá-los à fiscalização

aduaneira quando exigidos.12

Perfeito! É isso que estabelece o art. 18 do Regulamento Aduaneiro. Mas você

sabe o que é importação por conta e ordem? Vamos ver o que diz a receita:

12
Certo.

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A importação por conta e ordem de terceiro é um serviço prestado por uma em-
presa – a importadora –, a qual promove, em seu nome, o despacho aduaneiro de
importação de mercadorias adquiridas por outra empresa – a adquirente –, em ra-
zão de contrato previamente firmado, que pode compreender ainda a prestação
de outros serviços relacionados com a transação comercial, como a realização
de cotação de preços e a intermediação comercial (art. 1º da IN SRF n. 225/02
e art. 12, § 1°, I, da IN SRF n. 247/02).
Assim, na importação por conta e ordem, embora a atuação da empresa importa-
dora possa abranger desde a simples execução do despacho de importação até a
intermediação da negociação no exterior, contratação do transporte, seguro, entre
outros, o importador de fato é a adquirente, a mandante da importação, aquela
que efetivamente faz vir a mercadoria de outro país, em razão da compra interna-
cional; embora, nesse caso, o faça por via de interposta pessoa – a importadora
por conta e ordem –, que é uma mera mandatária da adquirente13.

Significa que quem presta o serviço por conta e ordem é um intermediário. Tudo bem?

Compreendem os documentos que devem ser mantidos pelo importador, ex-

portador ou adquirente de mercadoria, por sua conta e ordem: os documentos de

instrução das declarações aduaneiras, a correspondência comercial – incluídos os

documentos de negociação e cotação de preços –, os instrumentos de contrato co-

mercial, financeiro e cambial, de transporte e seguro das mercadorias, os registros

contábeis e os correspondentes documentos fiscais, bem como outros que a Secre-

taria da Receita Federal do Brasil venha a exigir em ato normativo.

Nas hipóteses de incêndio, furto, roubo, extravio ou qualquer outro sinistro que

provoque a perda ou a deterioração desses documentos, deverá ser feita comu-

nicação, por escrito, no prazo de quarenta e oito horas do sinistro, à unidade de

13
Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-exportacao/opera-
coes-realizada-por-intermedio-de-terceiros/importacao-com-conta-e-ordem>

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fiscalização aduaneira da Secretaria da Receita Federal do Brasil que jurisdicione o

domicílio matriz do sujeito passivo. A comunicação deverá ser instruída com os do-

cumentos que comprovem o registro da ocorrência junto à autoridade competente

para apurar o fato.

No caso de encerramento das atividades da pessoa jurídica, a guarda dos do-

cumentos referidos no caput será atribuída à pessoa responsável pela guarda dos

demais documentos fiscais, nos termos da legislação específica. 

Claro, o descumprimento da obrigação de manter esses documentos implicará

o não reconhecimento de tratamento mais benéfico de natureza tarifária, tributária

ou aduaneira eventualmente concedido, com efeitos retroativos à data da ocorrên-

cia do fato gerador, caso não sejam apresentadas provas do regular cumprimento

das condições previstas na legislação específica para obtê-lo. 

Não é só o importador, exportador ou o adquirente de mercadoria que têm a

obrigação de manter, em boa guarda e ordem, os documentos relativos às transa-

ções que realizarem. Também o despachante aduaneiro, o transportador, o agente

de carga, o depositário e os demais intervenientes em operação de comércio exte-

rior quanto aos documentos e registros relativos às transações em que intervierem,

na forma e nos prazos estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 

Para que se consiga realizar um controle eficiente das atividades de comércio

exterior, as pessoas físicas ou jurídicas exibirão aos Auditores-Fiscais da Receita

Federal do Brasil, sempre que exigidos, as mercadorias, livros das escritas fiscal e

geral, documentos mantidos em arquivos magnéticos ou assemelhados, e todos os

documentos, em uso ou já arquivados, que forem julgados necessários à fiscaliza-

ção, e lhes franquearão os seus estabelecimentos, depósitos e dependências, bem

como veículos, cofres e outros móveis, a qualquer hora do dia, ou da noite, se à

noite os estabelecimentos estiverem funcionando. 

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Você achou muito? Então olha o que vem por aí.  As pessoas físicas ou jurídicas,

usuárias de sistema de processamento de dados, deverão manter documentação

técnica completa e atualizada do sistema, suficiente para possibilitar a sua audi-

toria, facultada a manutenção em meio magnético, sem prejuízo da sua emissão

gráfica, quando solicitada. 

13. (QUESTÃO INÉDITA) As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de proces-

samento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou

financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal

ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal do Brasil,

os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na le-

gislação tributária. Nessa hipótese, a Secretaria da Receita Federal do Brasil:

a) poderá estabelecer prazo inferior ao ali previsto, que poderá ser diferenciado

segundo o porte da pessoa jurídica.

b) poderá estabelecer prazo superior ao ali previsto, que poderá ser diferenciado

segundo o porte da pessoa jurídica.

c) expedirá e designará a autoridade competente para expedir os atos necessários

ao estabelecimento da forma e do prazo em que os arquivos digitais e sistemas

deverão ser apresentados.

d) expedirá e designará a autoridade competente para expedir os atos necessários

ao estabelecimento da forma, mas não do prazo em que os arquivos digitais e sis-

temas deverão ser apresentados.

e) expedirá e designará a autoridade competente para expedir os atos necessários

ao estabelecimento da forma e do prazo em que os arquivos impressos deverão ser

apresentados.14

14
Letra a.

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O § 3º do art. 19 fala em duas possibilidades. A Receita Federal do Brasil:

I – poderá estabelecer prazo inferior ao ali previsto, que poderá ser diferenciado segun-
do o porte da pessoa jurídica; e
II – expedirá ou designará a autoridade competente para expedir os atos necessários ao
estabelecimento da forma e do prazo em que os arquivos digitais e sistemas deverão ser
apresentados.

Como estamos em uma era digital, os documentos instrutivos de declaração

aduaneira ou necessários ao controle aduaneiro podem ser emitidos, transmitidos

e recepcionados eletronicamente, na forma e nos prazos estabelecidos pela Secre-

taria da Receita Federal do Brasil. 

Sabe aquela procuração que a gente passa a outra pessoa para que ela realize

uma obrigação em nosso lugar? Pois é, a outorga de poderes a representante legal,

inclusive quando residente no Brasil, para emitir e firmar os documentos referidos,

também pode ser realizada por documento emitido e assinado eletronicamente. 

Tal qual dispõe o art. 195 do CTN, dispõe o art. 21 do RA (Regulamento Aduaneiro):

Art. 21. Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer disposi-


ções legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arqui-
vos, documentos, papéis de efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes, industriais
ou produtores, ou da obrigação destes de exibi-los (Lei n. 5.172, de 25 de outubro de
1966, art. 195, caput). 
Parágrafo único. Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os compro-
vantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição
dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram (Lei n. 5.172, de
1966, art. 195, parágrafo único). 

Também dispõem igualmente o CTN e o RA que, mediante intimação escrita,

são obrigados a prestar à autoridade fiscal todas as informações de que disponham

com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros (art. 22):

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I – os tabeliães, os escrivães e demais serventuários de ofício;


II – os bancos, as casas bancárias, as caixas econômicas e demais instituições finan-
ceiras;
III – as empresas de administração de bens;
IV – os corretores, os leiloeiros e os despachantes oficiais;
V – os inventariantes;
VI – os síndicos, os comissários e os liquidatários; e
VII – quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em razão de seu cargo,
ofício, função, ministério, atividade ou profissão. 

A obrigação aqui prevista não abrange a prestação de informações quanto

aos fatos que o informante esteja legalmente obrigado a manter em sigilo em

razão de cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão, nos termos da

legislação específica.

A autoridade aduaneira que proceder ou presidir qualquer procedimento fiscal

lavrará os termos necessários para que se documente o início do procedimento, na

forma da legislação aplicável, que fixará prazo máximo para a sua conclusão. 

Esses termos necessários devem ser lavrados, sempre que possível, em um dos

livros fiscais exibidos pela pessoa sujeita à fiscalização. Quando os termos forem

lavrados em separado, deles se entregará, à pessoa sujeita à fiscalização, cópia au-

tenticada pela autoridade aduaneira. 

E, muito importante, no exercício de suas atribuições, a autoridade aduaneira

terá livre acesso:

I – a quaisquer dependências do porto e às embarcações, atracadas ou não; e


II  –  aos locais onde se encontrem mercadorias procedentes do exterior ou a ele
destinadas. 

Aliás, para o desempenho das suas atribuições, a autoridade aduaneira poderá

requisitar papéis, livros e outros documentos, bem como o apoio de força pública

federal, estadual ou municipal, quando julgar necessário. 

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2. Controle Aduaneiro de Veículos

A entrada ou a saída de veículos procedentes do exterior ou a ele destinados só

poderá ocorrer em porto, aeroporto ou ponto de fronteira alfandegado. Advinha por

quê? Porque nós precisamos saber o que tem dentro, ora... rs.

Imagine um ônibus vindo do Paraguai. Você acha que seria prudente permitir

que ele entrasse no território nacional por uma estradinha vicinal, onde não existe

controle algum? É por isso que os veículos procedentes do exterior ou a eles desti-

nados só podem entrar ou sair do país por porto, aeroporto ou ponto de fronteira.

 O controle aduaneiro do veículo será exercido desde o seu ingresso no território

aduaneiro até a sua efetiva saída, e será estendido a mercadorias e a outros bens

existentes a bordo, inclusive a bagagens de viajantes. Esse controle é exercido por

meio de um regime você verá mais a frente: o Trânsito Aduaneiro.

Em casos justificados, o titular da unidade aduaneira jurisdicionante poderá au-

torizar a entrada ou a saída de veículos por porto, aeroporto ou ponto de fronteira

não alfandegado.

Pense na seguinte situação: dois veículos de transporte, um vindo do exterior

(com mercadoria sob controle aduaneiro) e outro transitando pelo território nacio-

nal (vazio). Se os dois fossem estacionados juntos em um ponto de parada e fi-

cassem lá parados por horas. Bem, acidentalmente, algo poderia passar do veículo

vindo do exterior para o veículo que transita pelo território nacional. Com certeza a

Fazenda Nacional não quer isso, não é mesmo?

Por esse motivo, é proibido ao condutor do veículo colocá-lo nas proximidades

de outro, sendo um deles procedente do exterior ou a ele destinado, de modo a tor-

nar possível o transbordo de pessoa ou mercadoria, sem observância das normas

de controle aduaneiro. 

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Excetuam-se dessa proibição, os veículos:

I – de guerra, salvo se utilizados no transporte comercial;


II – das repartições públicas, em serviço;
III – autorizados para utilização em operações portuárias ou aeroportuárias, inclusive
de transporte de passageiros e tripulantes; e
IV – que estejam prestando ou recebendo socorro. 

O ingresso em veículo procedente do exterior ou a ele destinado será permitido

somente aos tripulantes e aos passageiros, às pessoas em serviço, devidamente iden-

tificadas, e às pessoas expressamente autorizadas pela autoridade aduaneira – para

lembrar é só fazer uma analogia com o piloto, a aeromoça, o comissário de bordo.

Não esqueça que, quando conveniente aos interesses da Fazenda Nacional, a

autoridade aduaneira poderá determinar o acompanhamento fiscal de veículo pelo

território aduaneiro. 

14. (ESAF/AFRFB/2014) Sobre controle aduaneiro de veículos, julgue o item a seguir:

O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma

e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas,

bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado.

A autoridade aduaneira poderá proceder às buscas em veículos necessárias para

prevenir e reprimir a ocorrência de infração à legislação, mas, em respeito à ampla

defesa e ao contraditório, as buscas poderão ocorrer apenas em momento ulterior

à apresentação das referidas informações pelo transportador.15

15
Errado.

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O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma

e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas,

bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado

(art. 31 do RA). Mas com relação às buscas em veículos, a autoridade aduaneira

poderá procedê-las em qualquer veículo para prevenir e reprimir a ocorrência de

infração à legislação aduaneira, inclusive em momento anterior à prestação das

informações anteriormente citadas (art. 34 do RA).

Logicamente o agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome

do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou

desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário também devem

prestar as informações sobre as operações que executem e as respectivas cargas.

Após a prestação das informações do transportador, e a efetiva chegada do ve-

ículo ao País, será emitido o respectivo termo de entrada, na forma estabelecida

pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 

Perceba que as operações de carga, descarga ou transbordo em embarcações

procedentes do exterior somente poderão ser executadas depois de prestadas

as informações.

No caso de busca, a autoridade aduaneira poderá determinar a colocação de

lacres nos compartimentos que contenham os volumes ou as mercadorias de fácil

extravio e que estejam incluídas em listas de sobressalentes e provisões de bordo

(o caso do lanchinho que servem no avião), mas que não forem necessárias a este

fim, podendo adotar outras medidas de controle fiscal. 

Ainda na busca, havendo indícios de falsa declaração de conteúdo, a autoridade

aduaneira poderá determinar a descarga de volume ou de unidade de carga para a

devida verificação, lavrando-se termo. 

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Sobre o controle dos sobressalentes e das previsões de bordo que acabei de

citar, as mercadorias incluídas nessas listas deverão corresponder, em quantidade

e qualidade, às necessidades do serviço de manutenção do veículo e de uso ou

consumo de sua tripulação e dos passageiros.

Lembra do lacre? Pois é, as mercadorias incluídas em listas de sobressalentes

e provisões de bordo, que durante a permanência do veículo na zona primária não

forem necessárias aos fins indicados (além do lacre), serão depositadas em com-

partimento fechado, o qual poderá ser aberto somente na presença da autoridade

aduaneira ou após a saída do veículo do local. 

Além disso, a Secretaria da Receita Federal do Brasil disciplinará o funcionamen-

to de lojas, bares e instalações semelhantes, em embarcações, aeronaves e outros

veículos empregados no transporte internacional, de modo a impedir a venda de

produtos sem o atendimento ao disposto na legislação aduaneira.

Vamos dar uma olhada no art. 39 do RA:

Art. 39.  É livre, no País, a entrada e a saída de unidades de carga e seus acessórios


e equipamentos, de qualquer nacionalidade, bem como a sua utilização no transporte
doméstico.

O que é uma unidade de carga? De acordo com o art. 24 da Lei 9.611, de 19 de

fevereiro de 1998, temos que:

UNIDADE
DE CARGA Qualquer equipamento adequado à unitização
de mercadorias a serem transportadas,
sujeitas a movimentação de forma indivisível
em todas as modalidades de transporte
Não constituem utilizadas no percurso.
embalagem.

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Quer um exemplo? Um container, daqueles que transporta mercadorias em

navio, é uma unidade carga.

Ainda de acordo com o art. 39 do RA, a unidade de carga não precisa sofrer des-

pacho aduaneiro, sua entrada é livre, pois não faria sentido tributar container de

navios, que saem e entram toda hora no país. Quando ele entra no território nacio-

nal, aplica-se automaticamente o regime de admissão temporária ou de exportação

temporária (ainda veremos esse regime, por enquanto o importante é você saber

que não existe tributo a ser pago). Poderá ser exigida a prestação de informações

para fins de controle aduaneiro, nos termos estabelecidos em ato normativo da

Secretaria da Receita Federal do Brasil. 

Como já era de se imaginar, o transportador de passageiros, no caso de veícu-

lo em viagem internacional ou que transite por zona de vigilância aduaneira, fica

obrigado a identificar os volumes transportados como bagagem em compartimento

isolado dos viajantes e seus respectivos proprietários. E, no caso de transporte

terrestre de passageiros, a identificação referida também se aplica aos volumes

portados pelos passageiros no interior do veículo. Sendo que as mercadorias trans-

portadas no compartimento comum de bagagens ou de carga do veículo, que não

constituam bagagem identificada dos passageiros, devem estar acompanhadas do

respectivo conhecimento de transporte. Para piorar, presume-se de propriedade do

transportador, para efeitos fiscais, a mercadoria transportada sem a identificação

do respectivo proprietário.

Antes de começarmos o próximo tópico, é importante que você saiba que exis-

tindo um transporte de cargas, será emitido um documento fazendo menção a toda

carga transportada, inclusive as cargas de diferentes remetentes para diferentes

destinatários (cargas desvinculadas entre si). Esse documento faz referência ao

transporte que está sendo feito, seu nome é Manifesto de Carga. Tudo bem? Veja-

mos o art. 41:

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Art. 41.  A mercadoria procedente do exterior, transportada por qualquer via, será re-
gistrada em manifesto de carga ou em outras declarações de efeito equivalente.

Mas o Manifesto de Carga não é o único documento emitido quando do transporte.


Existe também o Conhecimento de Carga:
O conhecimento de carga, também conhecido como conhecimento de transpor-
te emitido pelo transportador, define a contratação da operação de transporte
internacional, comprova o recebimento da mercadoria na origem e a obrigação
de entregá-la no lugar de destino, constitui prova de posse ou propriedade da
mercadoria e é um documento que ampara a mercadoria e descreve a operação
de transporte16.

O Conhecimento de Carga é um documento que acompanha a carga. Percebeu

que o transportador pode estar carregando um Manifesto (relativo àquele transpor-

te que está sendo feito) e vários Conhecimentos de Carga (cada um deles conecta-

do a uma carga diferente)?

Vamos em frente...

O responsável pelo veículo apresentará à autoridade aduaneira, na forma e no

momento estabelecidos em ato normativo da Secretaria da Receita Federal do Bra-

sil, o manifesto de carga, com cópia dos conhecimentos correspondentes, e a lista

de sobressalentes e provisões de bordo. 

Se for o caso, o responsável pelo veículo apresentará, em complemento a esses

documentos, relação das unidades de carga vazias existentes a bordo, declaração

de acréscimo de volume ou mercadoria em relação ao manifesto e outras declara-

ções ou documentos de seu interesse. 

O conhecimento de carga deverá identificar a unidade de carga em que a mer-

cadoria por ele amparada esteja contida. 

16
Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/despacho-de-importacao/
topicos-1/despacho-de-importacao/documentos-instrutivos-do-despacho/conhecimento-de-carga/introducao>

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Veja bem, para cada ponto de descarga no território aduaneiro, o veículo deverá

trazer tantos manifestos quantos forem os locais, no exterior, em que tiver recebido

carga. Se ele parar em duas cidades brasileiras diferentes (Salvador e Cárceres) e

tiver, no exterior, recebido carga em Mendonza e Buenos Aires (cidades da Argen-

tina), ele deverá trazer dois manifestos (um relativo às cargas de Mendoza e outro

às de Buenos Aires) para cada uma das cidades brasileiras (Salvador e Cárceres).

Como não poderia ser diferente, a não apresentação de manifesto ou declara-

ção de efeito equivalente, em relação a qualquer ponto de escala no exterior, será

considerada declaração negativa de carga. 

15. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre controle aduaneiro de veículos:

A mercadoria procedente do exterior, transportada por qualquer via, será regis-

trada em manifesto de carga ou em outras declarações de efeito equivalente. O

manifesto de carga conterá a identificação do veículo e sua nacionalidade; o local

de embarque e o de destino das cargas; o número de cada conhecimento; a quan-

tidade, a espécie, as marcas, o número e o peso dos volumes; a natureza das mer-

cadorias; o consignatário de cada partida; a data do seu encerramento; e o nome

e a assinatura do responsável pelo veículo.17

A carga eventualmente embarcada após o encerramento do manifesto será in-

cluída em manifesto complementar, que deverá conter as mesmas informações

previstas para o manifesto. Veja bem,  para efeitos fiscais, qualquer correção no

conhecimento de carga deverá ser feita por carta de correção dirigida pelo emitente

do conhecimento à autoridade aduaneira do local de descarga, a qual, se aceita,

17
Certo. A primeira parte da questão a gente já tinha visto e a segunda parte trata-se do art. 44 do RA
(o que conterá o manifesto de carga).

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implicará correção do manifesto. E não é só isso, a carta de correção deverá estar

acompanhada do conhecimento objeto da correção e ser apresentada antes do

início do despacho aduaneiro. Se for apresentada após o início do despacho adu-

aneiro, até o desembaraço da mercadoria, poderá ainda ser apreciada, a critério

da autoridade aduaneira, mas não implica denúncia espontânea (sem perdão das

respectivas multas). 

No caso de divergência entre o manifesto e o conhecimento, prevalecerá este,

podendo a correção daquele ser feita de ofício. 

16. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos, julgue o item

a seguir:

Se objeto de conhecimento regularmente emitido, a omissão de volume em ma-

nifesto de carga poderá ser suprida mediante a apresentação da mercadoria sob

declaração escrita do responsável pelo veículo, anteriormente ao conhecimento da

irregularidade pela autoridade aduaneira.18

A assinatura do emitente é obrigatória nas averbações, nas ressalvas, nas emen-

das ou nas entrelinhas lançadas nos conhecimentos e manifestos. 

Como as cargas podem ter procedência de qualquer país do mundo, a Secre-

taria da Receita Federal do Brasil poderá estabelecer normas sobre a tradução

do manifesto de carga e de outras declarações de efeito equivalente, escritos em

idioma estrangeiro. 

18
Certo. É isso mesmo, trata-se do art. 48 do RA. Claro, não vale fazer a apresentação da mercadoria sob
declaração escrita somente para excluir a responsabilidade do transportador por extravios ou acréscimos
(art. 49 do RA). Quer dizer, o responsável do veículo não pode fazer uma declaração escrita a respeito de
omissão de volume somente para excluir a responsabilidade do transportador por extravios ou acréscimos
(nesses casos, o transportador deve responder pela irregularidade).

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A competência para autorizar descarga de mercadoria em local diverso do in-

dicado no manifesto é da autoridade aduaneira do novo destino, que comunicará

o fato à unidade com jurisdição sobre o local para onde a mercadoria estava ma-

nifestada. Se não fosse assim, o manifesto de nada valeria e o controle aduaneiro

seria mais difícil, pois o transportador poderia descarregar onde bem entendesse.

O manifesto será submetido à conferência final para apuração da responsabi-

lidade por eventuais diferenças quanto a extravio ou a acréscimo de mercadoria.

Quando a carga chegar ao destino, a Fazenda Nacional vai querer saber se está

tudo como estava no momento em que a carga entrou no país. Nada de ficar dei-

xando presentinhos pelo caminho... rs.

No caso de veículos marítimos, os transportadores, bem como os agentes au-

torizados de embarcações procedentes do exterior, deverão informar à autoridade

aduaneira dos portos de atracação, na forma e com a antecedência mínima esta-

belecidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, a hora estimada de sua chega-

da, a sua procedência, o seu destino e, se for o caso, a quantidade de passageiros.

O responsável pelo veículo, além do manifesto de carga com cópia dos conheci-

mentos correspondentes, e a lista de sobressalentes e provisões de bordo, deverá

apresentar as declarações de bagagens dos viajantes, se exigidas pelas normas

específicas, e a lista dos pertences da tripulação, como tais entendidos os bens e

objetos de uso pessoal componentes de sua bagagem. 

Para se ter certeza dos locais onde o veículo está parando, nos portos seguin-

tes ao primeiro de entrada, será ainda exigido o passe de saída do porto da escala

anterior. 

Vamos aos veículos aéreos...

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17. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos, no caso de um ve-

ículo aéreo:

Os agentes ou os representantes de empresas de transporte aéreo deverão infor-

mar à autoridade aduaneira dos aeroportos, com a antecedência mínima estabe-

lecida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, os horários previstos para a

chegada de aeronaves procedentes do exterior. Os volumes transportados por via

aérea serão identificados por etiqueta própria, que conterá o nome do proprietário,

o número do conhecimento de carga aéreo, a quantidade e a numeração dos volu-

mes neste compreendidos, os aeroportos de procedência e de destino e o nome do

consignatário.19

As aeronaves procedentes do exterior que forem obrigadas a realizar pouso de

emergência fora de aeroporto alfandegado ficarão sujeitas ao controle da autorida-

de aduaneira com jurisdição sobre o local da aterrissagem, a quem o responsável

pelo veículo comunicará a ocorrência. Não é por causa de um pouso de emergência

que a Receita vai perder o controle aduaneiro sobre a mercadoria. Aliás, para ter
certeza de que nenhum extravio vai ocorrer, a bagagem dos viajantes e a carga

ficarão sob responsabilidade da empresa transportadora até que sejam satisfeitas

as formalidades de desembarque e descarga ou tenha prosseguimento o voo. 

As aeronaves de aviação geral, ou não, engajadas em serviço aéreo regular,

quando procedentes do exterior, ficam submetidas às mesmas normas que as de-

mais aeronaves. Visando assegurar que nenhuma aeronave escape, os responsá-

veis por aeroportos são obrigados a comunicar à autoridade aduaneira jurisdicio-

nante a chegada dessas aeronaves, imediatamente após a sua aterrissagem. 

Agora, os veículos terrestres...

19
Errado. A primeira frase está correta (art. 56 do RA), contudo a segunda frase está errada, pois a etiqueta
deverá conter o nome da empresa transportadora (art. 57 do RA).

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18. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos, no caso de um ve-

ículo terrestre:

Quando a mercadoria for destinada a local interior do território aduaneiro e deva

para lá ser conduzida no mesmo veículo procedente do exterior, a conferência adu-

aneira deverá, sempre que possível, ser feita sem descarga. Essa mesma regra não

é aplicável à mercadoria destinada ao exterior por via terrestre.20

Imagine uma empresa trazendo um equipamento do tamanho de um edifício de

seis andares de um país vizinho para o Brasil. Logicamente um único caminhão não

vai conseguir carregar tudo. Teremos, então, vários caminhões fazendo o transpor-

te de uma carga que, na verdade, é uma só. Como deve ser feita a regular entra-

da no país? No caso de partida que constitua uma só importação e que não possa

ser transportada num único veículo, será permitido o seu fracionamento em lotes,

devendo cada veículo apresentar seu próprio manifesto e o conhecimento de carga

do total da partida. 

A entrada, no território aduaneiro, dos lotes subsequentes ao primeiro deverá

ocorrer dentro de trinta dias contados do início do despacho de importação. Mas a

autoridade aduaneira local poderá estabelecer prazo superior em casos justificados. 

Se for descumprido esse prazo estabelecido (30 dias ou mais, quando justifi-

cado), o cálculo dos tributos correspondentes aos lotes subsequentes será refeito

com base na legislação vigente à data da sua efetiva entrada. Veja bem, se cum-

prido o prazo, mesmo que entre o momento da entrada de uma parte e outra do

equipamento, a alíquota do imposto se eleve, não haverá pagamento adicional por

isso, fica valendo como fato gerador a primeira entrada. O problema é se o prazo

for descumprido.

20
Errado. A primeira frase está correta (art. 60 do RA), só que a segunda não. Na verdade, a conferência
aduaneira deverá, sempre que possível, ser feita sem descarga quando a mercadoria for destinada ao exterior
pela via terrestre (Parágrafo único art. 60 do RA).

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O conhecimento de carga dessa entrada fracionada (de um mesmo produto)


será apresentado por cópia, a partir do segundo lote (o primeiro lote entra com o
original), uma para cada um dos veículos, com averbação da quantidade de volu-
mes ou de mercadorias de cada um dos lotes. 
Para fins de fiscalização, cada manifesto terá sua conferência realizada separa-
damente, sem prejuízo da apuração final de eventuais extravios ou acréscimos em
relação à quantidade submetida a despacho de importação. 
De acordo com as especificidades (pense agora no Paraguai), a Secretaria da
Receita Federal do Brasil poderá estabelecer procedimentos de controle aduaneiro
para o tráfego de veículos nas localidades fronteiriças do Brasil com outros paí-
ses. Cada caso é um caso.
Com relação à descarga e à custódia da mercadoria, a mercadoria descar-
regada de veículo procedente do exterior (qualquer um, terrestre, aéreo ou marí-
timo) será registrada pelo transportador, ou seu representante, e pelo depositário,
na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 

19. (ESAF/ AFRFB/2014) Sobre controle aduaneiro de veículos, julgue o item


a seguir:
Relativamente à mercadoria descarregada de veículo procedente do exterior, o volu-
me que, ao ser descarregado, apresentar-se quebrado, com diferença de peso, com
indícios de violação ou de qualquer modo avariado, deverá ser objeto de conserto
e pesagem, fazendo-se, ato contínuo, a devida anotação no registro de descarga,
pelo depositário. A autoridade aduaneira poderá determinar a aplicação de cautelas
fiscais e o isolamento dos volumes em local próprio do recinto alfandegado, exceto
nos casos de extravio ou avaria, dado o estado já verificado dos volumes, os quais

não poderão permanecer no recinto alfandegado.21

21
Errado.

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Essa questão é exatamente o que te apresento nas questões inéditas. A primei-

ra frase é o caput do art. 63 do RA, que vimos anteriormente. A segunda frase é o

§ 1º desse artigo e a terceira seria exatamente o § 2º, só que a palavra “inclusive”

foi trocada pela “exceto”, observe:

§ 2° A autoridade aduaneira poderá determinar a aplicação de cautelas fiscais e o iso-


lamento dos volumes em local próprio do recinto alfandegado, inclusive nos casos de
extravio ou avaria.

O veículo será tomado como garantia dos débitos fiscais, inclusive os decorren-

tes de multa que sejam aplicadas ao transportador ou ao seu condutor. Enquanto

não forem concluídos os procedimentos fiscais destinados a verificar a existência de

eventuais débitos para com a Fazenda Nacional, a autoridade aduaneira poderá per-

mitir a saída do veículo, mediante termo de responsabilidade firmado pelo represen-

tante do transportador no país.

A autoridade aduaneira poderá impedir a saída, da zona primária, de qualquer

veículo que não haja satisfeito às exigências legais ou regulamentares. Viu como

não é brincadeira? O concurso é pesado, mas é muito poder que o Auditor tem nas

mãos. Aliás, poderá ser vedado o acesso, a locais ou recintos alfandegados, de

veículos cuja permanência possa ser considerada inconveniente aos interesses

da Fazenda Nacional. 

20. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos, julgue o item

a seguir:

O responsável por embarcação de recreio, aeronave particular ou veículo de com-

petição que entrar no País por seus próprios meios deverá apresentar-se à unidade

aduaneira do local habilitado de entrada, no prazo de vinte e quatro horas, para a

adoção dos procedimentos aduaneiros pertinentes.22

22
Certo. Isso mesmo. Trata-se do art. 66 do RA.

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Encerrando a aula de hoje, quero ainda destacar o art. 67 do RA: o controle

aduaneiro de veículos aplica-se também aos veículos militares, quando utilizados

no transporte de mercadoria. Não esqueça isso!

Acabamos! Primeira aula tranquila, não é mesmo? O grande lance dessa aula é

que ela tem diversos conceitos que servem de base para as seguintes. Espero que

tenha conseguido entender como funciona a questão do controle aduaneiro, pois de

agora em diante, ele será o principal objeto de nossas aulas.

Até a próxima!!!

3. Resumo da Aula

• A fiscalização e o controle sobre o comércio exterior, essenciais à defesa dos

interesses fazendários nacionais, serão exercidos pelo Ministério da Fazenda.

• O território aduaneiro compreende todo o território nacional. 

• No território aduaneiro (nacional) existe uma zona primária e outra secundá-

ria. A zona primária consiste basicamente nos pontos de fronteira, onde se

configura a entrada ou saída das mercadorias do país (portos, aeroportos,

pontos de fronteira), e a zona secundária abrange todo o resto.

• O ato que declarar o alfandegamento estabelecerá as operações aduaneiras

autorizadas e os termos, limites e condições para sua execução. 

• Somente nos portos, aeroportos e pontos de fronteira alfandegados poderá

efetuar-se a entrada ou a saída de mercadorias procedentes do exterior ou a

ele destinadas.

O que não se aplica: I – à importação e à exportação de mercadorias condu-

zidas por linhas de transmissão ou por dutos, ligados ao exterior, observadas

as regras de controle estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal do Bra-

sil; e  II – a outros casos estabelecidos em ato normativo da Secretaria da

Receita Federal do Brasil.

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• O alfandegamento de portos, aeroportos e pontos de fronteira somente pode-

rá ser efetivado: I – depois de atendidas as condições de instalação do órgão

de fiscalização aduaneira e de infraestrutura indispensável à segurança fiscal;

II – se atestada a regularidade fiscal do interessado; III – se houver disponi-

bilidade de recursos humanos e materiais; e IV – se o interessado assumir a

condição de fiel depositário da mercadoria sob sua guarda. 

• Nas cidades fronteiriças, poderão ser alfandegados pontos de fronteira para o

tráfego local e exclusivo de veículos matriculados nessas cidades. 

• Os recintos alfandegados serão assim declarados pela autoridade aduaneira

competente, na zona primária ou na zona secundária, a fim de que neles pos-

sam ocorrer, sob controle aduaneiro, movimentação, armazenagem e despacho

aduaneiro de: I – mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, in-

clusive sob regime aduaneiro especial; II – bagagem de viajantes procedentes

do exterior, ou a ele destinados; e III – remessas postais internacionais. 

• Portos secos são recintos alfandegados de uso público nos quais são execu-

tadas operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de

mercadorias e de bagagem, sob controle aduaneiro. 

• Os portos secos não poderão ser instalados na zona primária de portos e ae-

roportos alfandegados. 

• O exercício da administração aduaneira compreende a fiscalização e o contro-

le sobre o comércio exterior, essenciais à defesa dos interesses fazendários

nacionais, em todo o território aduaneiro.

• A fiscalização aduaneira poderá ser ininterrupta, em horários determinados, ou

eventual, nos portos, aeroportos, pontos de fronteira e recintos alfandegados.

• Nas áreas de portos, aeroportos, pontos de fronteira e recintos alfandegados,

bem como em outras áreas nas quais se autorize carga e descarga de merca-

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dorias, ou embarque e desembarque de viajante, procedentes do exterior ou a

ele destinados, a autoridade aduaneira tem precedência sobre as demais que ali

exerçam suas atribuições.

• As pessoas físicas ou jurídicas exibirão aos Auditores-Fiscais da Receita Fede-

ral do Brasil, sempre que exigidos, as mercadorias, livros das escritas fiscal

e geral, documentos mantidos em arquivos magnéticos ou assemelhados, e

todos os documentos, em uso ou já arquivados, que forem julgados necessá-

rios à fiscalização, e lhes franquearão os seus estabelecimentos, depósitos e

dependências, bem assim veículos, cofres e outros móveis, a qualquer hora

do dia, ou da noite, se à noite os estabelecimentos estiverem funcionando.

• Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer dispo-

sições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias,

livros, arquivos, documentos, papéis de efeitos comerciais ou fiscais, dos

comerciantes, industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibi-los.

• No exercício de suas atribuições, a autoridade aduaneira terá livre acesso:

I – a quaisquer dependências do porto e às embarcações, atracadas ou não;

e II – aos locais onde se encontrem mercadorias procedentes do exterior ou

a ele destinadas. 

• A entrada ou a saída de veículos procedentes do exterior ou a ele destinados

só poderá ocorrer em porto, aeroporto ou ponto de fronteira alfandegado. 

• É proibido ao condutor do veículo colocá-lo nas proximidades de outro, sendo

um deles procedente do exterior ou a ele destinado, de modo a tornar possí-

vel o transbordo de pessoa ou mercadoria, sem observância das normas de

controle aduaneiro. 

• O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na

forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas

transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior

ou a ele destinado.

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• A autoridade aduaneira poderá proceder a buscas em qualquer veículo para

prevenir e reprimir a ocorrência de infração à legislação aduaneira.

• As mercadorias incluídas em listas de sobressalentes e provisões de bordo

deverão corresponder, em quantidade e qualidade, às necessidades do ser-

viço de manutenção do veículo e de uso ou consumo de sua tripulação e dos

passageiros. 

• É livre, no país, a entrada e a saída de unidades de carga e seus acessórios

e equipamentos, de qualquer nacionalidade, bem como a sua utilização no

transporte doméstico.

• O transportador de passageiros, no caso de veículo em viagem internacional

ou que transite por zona de vigilância aduaneira, fica obrigado a identificar os

volumes transportados como bagagem em compartimento isolado dos viajan-

tes e seus respectivos proprietários.

• A mercadoria procedente do exterior, transportada por qualquer via, será regis-

trada em manifesto de carga ou em outras declarações de efeito equivalente.

• Para cada ponto de descarga no território aduaneiro, o veículo deverá trazer

tantos manifestos quantos forem os locais, no exterior, em que tiver recebido

carga. 

• Se objeto de conhecimento regularmente emitido, a omissão de volume em

manifesto de carga poderá ser suprida mediante a apresentação da merca-

doria sob declaração escrita do responsável pelo veículo, anteriormente ao

conhecimento da irregularidade pela autoridade aduaneira. 

• Os transportadores, bem como os agentes autorizados de embarcações pro-

cedentes do exterior, deverão informar à autoridade aduaneira dos portos

de atracação, na forma e com a antecedência mínima estabelecidas pela Se-

cretaria da Receita Federal do Brasil, a hora estimada de sua chegada, a sua

procedência, o seu destino e, se for o caso, a quantidade de passageiros. 

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• Os agentes ou os representantes de empresas de transporte aéreo deverão

informar à autoridade aduaneira dos aeroportos, com a antecedência mínima

estabelecida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, os horários previs-

tos para a chegada de aeronaves procedentes do exterior. 

• Quando a mercadoria for destinada a local interior do território aduaneiro e

deva para lá ser conduzida no mesmo veículo procedente do exterior, a con-

ferência aduaneira deverá, sempre que possível, ser feita sem descarga. 

• A mercadoria descarregada de veículo procedente do exterior será registrada

pelo transportador, ou seu representante, e pelo depositário, na forma e no

prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

• O veículo será tomado como garantia dos débitos fiscais, inclusive os decorren-

tes de multas que sejam aplicadas ao transportador ou ao seu condutor.

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QUESTÕES COMENTADAS EM AULA

1. (ESAF/AFRFB/2014) Sobre Jurisdição Aduaneira e Controle Aduaneiro de Veícu-

los, JULGUE A ALTERNATIVA A SEGUIR:

O território aduaneiro compreende todo o território nacional, exceto as Áreas de

Livre Comércio, sujeitas à legislação específica.

2. (ESAF/AFRFB/2012) No que concerne à Jurisdição Aduaneira, julgue o item

a seguir:

Para efeito de controle aduaneiro, segundo a Lei n. 11.508, de 20 de julho de 2007,

as Zonas de Processamento de Exportação constituem zona secundária.

3. (ESAF/AFRFB/2012) No que concerne à Jurisdição Aduaneira, julgue o item

a seguir:

Poderão ser demarcadas, na orla marítima e na faixa de fronteira, Zonas de Vigi-

lância Aduaneira.

4. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre território aduaneiro, portos, aeroportos e pontos de

fronteira alfandegados, recintos alfandegados, e administração aduaneira, julgue a

alternativa a seguir:

Compreende-se na Zona de Vigilância Aduaneira a totalidade do Estado atravessa-

do pela linha de demarcação, ainda que parte dele fique fora da área demarcada. 

5. (ESAF/AFRFB/2014) Sobre Jurisdição Aduaneira e Controle Aduaneiro de Veícu-

los, JULGUE o item a seguir:


Somente nos portos, aeroportos e pontos de fronteira alfandegados poderá efetu-
ar-se a entrada ou a saída de mercadorias procedentes do exterior ou a ele destina-
das, mas isso não se aplica à importação e à exportação de mercadorias conduzidas

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por linhas de transmissão ou por dutos, ligados ao exterior, observadas as regras


de controle estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, e a outros
casos estabelecidos em ato normativo da Secretaria da Receita Federal do Brasil.

6. (QUESTÃO INÉDITA) O alfandegamento de portos, aeroportos e pontos de fron-


teira somente poderá ser efetivado, EXCETO:
a) Depois de atendidas as condições de instalação do órgão de fiscalização adua-
neira e de infraestrutura indispensável à segurança fiscal.
b) Se atestada a regularidade fiscal do interessado.
c) Se for atestada a idoneidade do interessado.
d) Se houver disponibilidade de recursos humanos e materiais.
e) Se o interessado assumir a condição de fiel depositário da mercadoria sob
sua guarda. 

7. (QUESTÃO INÉDITA) No que tange ao alfandegamento, julgue o item a seguir:


Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil definir os requisitos técnicos,
mas não os operacionais, para o alfandegamento dos locais e recintos onde ocor-
ram, sob controle aduaneiro, movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro
de mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob regime
aduaneiro especial, bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele desti-
nados, e remessas postais internacionais.

8. (ESAF/AFRFB/2012) No que concerne à Jurisdição Aduaneira, JULGUE o item


a seguir:
O recolhimento da multa de que trata o caput do art. 38 da Lei n. 12.350, de 20
de dezembro de 2010, não garante o direito à operação regular do local ou recinto
alfandegado nem prejudica a aplicação das sanções estabelecidas no art. 37 da
referida Lei e de outras penalidades cabíveis ou a representação fiscal para fins
penais, quando for o caso.

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9. (ESAF/AFRFB/2012) Sobre mercadorias avariadas e extraviadas; alfandega-


mento; e sobre infrações e penalidades dispostas na legislação aduaneira, JUL-
GUE o item a seguir:
A pessoa jurídica de que tratam os arts. 35 e 36 da Lei n. 12.350, de 20 de dezem-
bro de 2010, responsável pela administração de local ou recinto alfandegado, fica
sujeita, observados a forma, o rito e as competências estabelecidos no art. 76 da
Lei n. 10.833, de 29 de dezembro de 2003, à aplicação direta da sanção de sus-
pensão das atividades de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de
mercadorias sob controle aduaneiro, referidas no caput do art. 34 da Lei n. 12.350,
de 20 de dezembro de 2010.

10. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre território aduaneiro, portos, aeroportos e pontos de


fronteira alfandegados, recintos alfandegados, e administração aduaneira, julgue a
alternativa a seguir:
Portos secos são recintos alfandegados de uso público nos quais são executadas
operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias
e de bagagem, sob controle aduaneiro.

11. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre território aduaneiro, portos, aeroportos e pontos de


fronteira alfandegados, recintos alfandegados, e administração aduaneira, julgue a
alternativa a seguir:
A fiscalização aduaneira poderá ser ininterrupta, em horários determinados, ou
eventual, nos portos, aeroportos, pontos de fronteira e recintos alfandegados.

12. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre administração aduaneira, julgue o item a seguir:


O importador, o exportador ou o adquirente de mercadoria importada por sua conta
e ordem têm a obrigação de manter, em boa guarda e ordem, os documentos rela-
tivos às transações que realizarem, pelo prazo decadencial estabelecido na legisla-
ção tributária a que estão submetidos, e de apresentá-los à fiscalização aduaneira

quando exigidos.

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13. (QUESTÃO INÉDITA) As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de proces-

samento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou

financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal

ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal do Brasil,

os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na le-

gislação tributária. Nessa hipótese, a Secretaria da Receita Federal do Brasil:

a) Poderá estabelecer prazo inferior ao ali previsto, que poderá ser diferenciado

segundo o porte da pessoa jurídica.

b) Poderá estabelecer prazo superior ao ali previsto, que poderá ser diferenciado

segundo o porte da pessoa jurídica.

c) Expedirá e designará a autoridade competente para expedir os atos necessários ao

estabelecimento da forma e do prazo em que os arquivos digitais e sistemas deverão

ser apresentados.

d) Expedirá e designará a autoridade competente para expedir os atos necessários ao

estabelecimento da forma, mas não do prazo em que os arquivos digitais e sistemas

deverão ser apresentados.

e) Expedirá e designará a autoridade competente para expedir os atos necessários

ao estabelecimento da forma e do prazo em que os arquivos impressos deverão ser

apresentados.

14. (ESAF/ AFRFB/2014) Sobre controle aduaneiro de veículos, julgue o item

a seguir:

O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma

e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas,

bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado.

A autoridade aduaneira poderá proceder às buscas em veículos necessárias para

prevenir e reprimir a ocorrência de infração à legislação, mas, em respeito à ampla

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defesa e ao contraditório, as buscas poderão ocorrer apenas em momento ulterior

à apresentação das referidas informações pelo transportador.

15. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre controle aduaneiro de veículos: 

A mercadoria procedente do exterior, transportada por qualquer via, será regis-

trada em manifesto de carga ou em outras declarações de efeito equivalente. O

manifesto de carga conterá a identificação do veículo e sua nacionalidade; o local

de embarque e o de destino das cargas; o número de cada conhecimento; a quan-

tidade, a espécie, as marcas, o número e o peso dos volumes; a natureza das mer-

cadorias; o consignatário de cada partida; a data do seu encerramento; e o nome

e a assinatura do responsável pelo veículo.

16. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos, julgue o item

a seguir:

Se objeto de conhecimento regularmente emitido, a omissão de volume em ma-

nifesto de carga poderá ser suprida mediante a apresentação da mercadoria sob

declaração escrita do responsável pelo veículo, anteriormente ao conhecimento da

irregularidade pela autoridade aduaneira. 

17. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos, no caso de um


veículo aéreo:

Os agentes ou os representantes de empresas de transporte aéreo deverão informar

à autoridade aduaneira dos aeroportos, com a antecedência mínima estabelecida

pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, os horários previstos para a chegada

de aeronaves procedentes do exterior. Os volumes transportados por via aérea serão

identificados por etiqueta própria, que conterá o nome do proprietário, o número do

conhecimento de carga aéreo, a quantidade e a numeração dos volumes neste com-

preendidos, os aeroportos de procedência e de destino e o nome do consignatário.

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18. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos, no caso de um ve-

ículo terrestre:

Quando a mercadoria for destinada a local interior do território aduaneiro e deva

para lá ser conduzida no mesmo veículo procedente do exterior, a conferência adu-

aneira deverá, sempre que possível, ser feita sem descarga. Essa mesma regra não

é aplicável à mercadoria destinada ao exterior por via terrestre.

19. (ESAF/AFRFB/2014) Sobre controle aduaneiro de veículos, julgue o item

a seguir:

Relativamente à mercadoria descarregada de veículo procedente do exterior, o volu-

me que, ao ser descarregado, apresentar-se quebrado, com diferença de peso, com

indícios de violação ou de qualquer modo avariado, deverá ser objeto de conserto

e pesagem, fazendo-se, ato contínuo, a devida anotação no registro de descarga,

pelo depositário. A autoridade aduaneira poderá determinar a aplicação de cautelas

fiscais e o isolamento dos volumes em local próprio do recinto alfandegado, exceto

nos casos de extravio ou avaria, dado o estado já verificado dos volumes, os quais

não poderão permanecer no recinto alfandegado.

20. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos, julgue o item

a seguir:

O responsável por embarcação de recreio, aeronave particular ou veículo de com-

petição que entrar no País por seus próprios meios deverá apresentar-se à unidade

aduaneira do local habilitado de entrada, no prazo de vinte e quatro horas, para a

adoção dos procedimentos aduaneiros pertinentes.

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QUESTÕES DE CONCURSO

21. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre território aduaneiro, portos, aeroportos e pontos de

fronteira alfandegados, recintos alfandegados, e administração aduaneira, JULGUE

A ALTERNATIVA A SEGUIR:

O território aduaneiro compreende todo o território nacional. 

22. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre território aduaneiro, portos, aeroportos e pontos

de fronteira alfandegados, recintos alfandegados, e administração aduaneira, JUL-

GUE A ALTERNATIVA A SEGUIR:

Na demarcação da zona de vigilância aduaneira em orla marítima, se levará em

conta, além de outras circunstâncias de interesse fiscal, a existência de portos ou

ancoradouros naturais, propícios à realização de operações clandestinas de carga e

descarga de mercadorias. 

23. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre território aduaneiro, portos, aeroportos e pontos de

fronteira alfandegados, recintos alfandegados, e administração aduaneira, JULGUE

A ALTERNATIVA A SEGUIR:

Com exceção da importação e exportação de mercadorias conduzidas por linhas

de transmissão ou por dutos, ligados ao exterior, observadas as regras de controle

estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, somente nos portos, ae-

roportos e pontos de fronteira alfandegados poderá efetuar-se a entrada ou a saída

de mercadorias procedentes do exterior ou a ele destinadas.

24. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre controle aduaneiro de veículos, julgue o item a seguir:

A entrada ou a saída de veículos procedentes do exterior ou a ele destinados não

poderá ocorrer em porto, aeroporto ou ponto de fronteira não alfandegado.

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25. (QUESTÃO INÉDITA) Os portos, aeroportos e pontos de fronteira serão alfan-

degados por ato declaratório da autoridade aduaneira competente, para que neles

possam, sob controle aduaneiro, EXCETO:

a) Estacionar veículos procedentes do exterior ou a ele destinados.

b) Transitar veículos procedentes do exterior ou a ele destinados.

c) Ser efetuadas operações de carga ou descarga de mercadorias procedentes do

exterior ou a ele destinadas.

d) Ser efetuadas operações de armazenagem ou passagem de mercadorias proce-

dentes do exterior ou a ele destinadas.

e) Embarcar, desembarcar ou transitar viajantes procedentes do interior ou a

ele destinados.

26. (QUESTÃO INÉDITA) No que tange ao alfandegamento de recintos, julgue o

item a seguir:

Poderão ser alfandegados silos ou tanques, para armazenamento de produtos a

granel, localizados em áreas contíguas a porto organizado ou instalações portuá-

rias, ligados a estes por tubulações, esteiras rolantes ou similares, instaladas em

caráter permanente. 

27. (QUESTÃO INÉDITA) Na definição dos requisitos técnicos e operacionais para

o alfandegamento de locais e recintos, a Secretaria da Receita Federal do Brasil

deverá estabelecer:

a) Segregação e proteção física da área do local ou recinto, exceto entre as áreas

de armazenagem de mercadorias ou bens para exportação, para importação ou

para regime aduaneiro especial. 

b) Disponibilização de edifícios e instalações, aparelhos de informática, mobiliário

e materiais para o exercício de suas atividades e, mesmo que desnecessário, de

outros órgãos ou agências da administração pública federal. 

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c) Disponibilização e manutenção de balanças e outros instrumentos necessários à

fiscalização e ao controle aduaneiro. 

d) Disponibilização e manutenção de instrumentos e aparelhos de inspeção invasi-

va de cargas e veículos, como os aparelhos de raios X ou gama.

e) Disponibilização de edifícios e instalações, equipamentos, instrumentos e apa-

relhos especiais para a verificação de mercadorias frigorificadas, apresentadas em

tanques ou recipientes que devam ser abertos durante o transporte, produtos quí-

micos, tóxicos e outras mercadorias que exijam cuidados especiais para seu trans-

porte, manipulação ou armazenagem.

28. (QUESTÃO INÉDITA) No que tange ao alfandegamento de recintos, julgue o

item a seguir:

Nas cidades fronteiriças, poderão ser alfandegados pontos de fronteira para o trá-

fego local e exclusivo de veículos matriculados nessas cidades. 

29. (ESAF/AFRFB/2014) Sobre Jurisdição Aduaneira e Controle Aduaneiro de Veí-

culos, JULGUE o item a seguir:

Compete ao Ministro de Estado da Fazenda definir os requisitos técnicos e opera-

cionais para o alfandegamento dos locais e recintos onde ocorram, sob controle

aduaneiro, movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias

procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob regime aduaneiro espe-

cial, bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele destinados, e remes-

sas postais internacionais.

30. (ESAF/AFRFB/2012) Sobre mercadorias avariadas e extraviadas, alfandega-

mento, e sobre infrações e penalidades dispostas na legislação aduaneira, JUL-

GUE o item a seguir:

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Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil definir os requisitos técnicos


e operacionais para o alfandegamento dos locais e recintos onde ocorram, sob
controle aduaneiro, movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mer-
cadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, com exceção daquelas sob
regime aduaneiro especial, bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele
destinados, e remessas postais internacionais. 

31. (QUESTÃO INÉDITA) Os recintos alfandegados serão assim declarados pela au-
toridade aduaneira competente, na zona primária ou na zona secundária, a fim de
que neles possam ocorrer, sob controle aduaneiro, movimentação, armazenagem e
despacho aduaneiro de, EXCETO:
a) Mercadorias procedentes do exterior, exceto sob regime aduaneiro especial.
b) Mercadorias destinadas ao exterior, inclusive sob regime aduaneiro especial.
c) Bagagem de viajantes procedentes do exterior.
d) Bagagem de viajantes destinadas ao exterior.
e) Remessas postais internacionais. 

32. (QUESTÃO INÉDITA) No que tange aos portos secos, JULGUE o item a seguir:
Os portos secos poderão ser instalados na zona primária de portos e aeroportos
alfandegados. 

33. (QUESTÃO INÉDITA) As operações de movimentação e armazenagem de merca-


dorias sob controle aduaneiro, bem como a prestação de serviços conexos, em porto
seco, sujeitam-se ao regime de concessão ou de permissão. Julgue o item a seguir:
A execução das operações e a prestação dos serviços movimentação e armazena-
gem de mercadoria sob controle aduaneiro, bem como a prestação de serviços co-
nexos, serão efetivadas mediante o regime de permissão, salvo quando os serviços
devam ser prestados em porto seco instalado em imóvel pertencente à União, caso

em que será adotado o regime de concessão precedida da execução de obra pública. 

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34. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item a seguir sobre administração aduaneira:


O exercício da administração aduaneira compreende a fiscalização e o controle so-
bre o comércio exterior, essenciais à defesa dos interesses fazendários nacionais,
somente em território nacional.

35. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item a seguir sobre administração aduaneira:


As atividades de fiscalização de tributos incidentes sobre as operações de comér-
cio exterior serão supervisionadas e executadas por Analista Tributário da Receita
Federal do Brasil.

36. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre administração aduaneira, julgue o item a seguir:


O atendimento em dias e horas fora do expediente normal da unidade aduaneira
poderá ser realizado por meio de agendamento prévio do interessado, na forma
estabelecida em ato normativo da Secretaria da Receita Federal do Brasil, sem ne-
cessidade de se ressarcir a administração das despesas decorrentes dos serviços a
eles efetivamente prestados.

37. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre administração aduaneira, julgue o item a seguir:


Nas áreas de portos, aeroportos, pontos de fronteira e recintos alfandegados, bem
como em outras áreas nas quais se autorize carga e descarga de mercadorias, ou em-
barque e desembarque de viajante, procedentes do exterior ou a ele destinados, a au-
toridade aduaneira tem precedência sobre as demais que ali exerçam suas atribuições.

38. (QUESTÃO INÉDITA) O importador, o exportador ou o adquirente de mercado-


ria importada por sua conta e ordem tem a obrigação de manter, em boa guarda
e ordem, os documentos relativos às transações que realizarem, pelo prazo deca-
dencial estabelecido na legislação tributária a que estão submetidos, e de apre-
sentá-los à fiscalização aduaneira quando exigidos. Entre esses documentos se

encontram, EXCETO:

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a) Documentos de instrução das declarações aduaneiras.


b) A correspondência oficial, não sendo necessários os documentos de negociação
e cotação de preços.
c) Os instrumentos de contrato comercial, financeiro e cambial.
d) Os instrumentos de transporte e seguro de mercadorias.
e) Os registros contábeis e os correspondentes documentos fiscais.

39. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre administração aduaneira, julgue o item a seguir:


Os documentos que devem ser mantidos por importador, exportador ou o adquirente
de mercadoria, por conta e ordem, compreendem os documentos de instrução das
declarações aduaneiras, a correspondência comercial, incluídos os documentos de
negociação e cotação de preços, os instrumentos de contrato comercial, financeiro
e cambial, de transporte e seguro das mercadorias, os registros financeiros e os
correspondentes documentos fiscais, bem como outros que a Secretaria da Receita
Federal do Brasil venha a exigir em ato normativo.

40. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre a fiscalização aduaneira, julgue o item a seguir:


A autoridade aduaneira que proceder ou presidir a qualquer procedimento fiscal
lavrará os termos necessários para que se documente o início do procedimento, na
forma da legislação aplicável, que fixará prazo máximo para a sua conclusão.

41. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre controle aduaneiro de veículos: 


A entrada ou a saída de veículos procedentes do exterior ou a ele destinados não
poderá ocorrer em porto, aeroporto ou ponto de fronteira não alfandegado.

42. (QUESTÃO INÉDITA) É proibido ao condutor do veículo colocá-lo nas proxi-


midades de outro, sendo um deles procedente do exterior ou a ele destinado, de
modo a tornar possível o transbordo de pessoa ou mercadoria, sem observância

das normas de controle aduaneiro. Excetuam-se os veículos:

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a) De guerra, mesmo os utilizados no transporte comercial.

b) Das repartições públicas, mesmo quando fora de serviço.

c) Autorizados para utilização em operações portuárias ou aeroportuárias, exceto

os de transporte de passageiros e tripulantes.

d) Que estejam prestando ou recebendo socorro.

e) Que esteja transportando autoridades representativas do governo brasileiro.

43. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre controle aduaneiro de veículos: 

O agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importa-

dor ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou descon-

solide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, devem prestar as

informações sobre as operações que executem e respectivas cargas.

44. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos:

A Secretaria da Receita Federal do Brasil disciplinará o funcionamento de lojas,

bares e instalações semelhantes em embarcações, aeronaves e outros veículos

empregados no transporte internacional, de modo a impedir a venda de produtos

sem o atendimento ao disposto na legislação aduaneira. 

45. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos:

O transportador de passageiros, no caso de veículo em viagem internacional ou

que transite por zona de vigilância aduaneira, fica obrigado a identificar os volu-

mes transportados como bagagem em compartimento isolado dos viajantes e seus

respectivos proprietários. No caso de transporte terrestre de passageiros, a identi-

ficação também se aplica aos volumes que não sejam portados pelos passageiros

no interior do veículo.

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46. (QUESTÃO INÉDITA) O manifesto de carga conterá, EXCETO:

a) A identificação do veículo e sua nacionalidade.

b) O local de embarque e o de destino das cargas, com o número de cada conhe-

cimento.

c) A quantidade, a espécie, as marcas, o número e o peso dos volumes, além da

natureza das mercadorias.

d) O consignatário de cada partida.

e) A data do seu encerramento e o nome e a assinatura do responsável pelo

transporte. 

47. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre controle aduaneiro de veículos: 

No caso de divergência entre o manifesto de carga e o conhecimento de carga,

prevalecerá o conhecimento de carga, podendo a correção do manifesto ser feita

de ofício.

48. (ESAF/ATRFB/2012) Sobre controle aduaneiro de veículos: 

O conhecimento de carga original, ou documento de efeito equivalente, constitui

prova de posse ou de propriedade da mercadoria.

49. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos: 

O veículo será tomado como garantia dos débitos fiscais, inclusive os decorrentes

de multas que sejam aplicadas ao transportador ou ao seu condutor. Enquanto não

concluídos os procedimentos fiscais destinados a verificar a existência de eventuais

débitos para com a Fazenda Nacional, a autoridade aduaneira não poderá permitir a

saída do veículo, mediante termo de responsabilidade firmado pelo representante do

transportador, no País.

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50. (QUESTÃO INÉDITA) Sobre controle aduaneiro de veículos: 

A autoridade aduaneira poderá impedir a entrada, da zona primária, de qualquer

veículo que não haja satisfeito às exigências legais ou regulamentares.  Poderá ser

vedado o acesso, a locais ou recintos alfandegados, de veículos cuja permanência

possa ser considerada inconveniente aos interesses da Fazenda Nacional. 

GABARITO

1. E 20. C 39. E

2. E 21. C 40. C

3. C 22. C 41. E

4. E 23. C 42. d

5. C 24. E 43. C

6. c 25. e 44. C

7. E 26. C 45. E

8. C 27. c 46. e

9. E 28. C 47. C

10. C 29. E 48. C

11. C 30. E 49. E

12. C 31. a 50. E

13. a 32. E

14. E 33. C

15. C 34. E

16. C 35. E

17. E 36. E

18. E 37. C

19. E 38. b

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