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UFRN – ESUFRN – CSTGH – ET5 – CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA – EEN1027 – AULA 2 – HISTÓRIA DO DINHEIRO, DA MOEDA E DA CONTABILIDADE

Moeda
Em termos econômicos, moeda é tudo aquilo que é geralmente aceito para liquidar as transações,
isto é, para pagar pelos bens e serviços e para quitar obrigações, ou seja, de acordo com esta
definição, qualquer coisa pode ser moeda, desde que aceita como forma de pagamento. Ela é
considerada o instrumento básico para que se possa operar no mercado. Pois a moeda atua
como meio de troca. Quando um indivíduo vende seu produto, ele receberá moeda pelo produto
vendido e, por conseguinte, terá moeda para comprar aquilo que desejar.

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Resumindo as três funções, temos:

 Moeda como meio de troca: intermediário entre as mercadorias;


 Moeda com unidade de conta: ser o referencial das trocas, o instrumento pelo qual as mercadorias são
cotadas; e
 Moeda como reserva de valor: poder de compra que se mantém no tempo, ou seja, forma de se medir
a riqueza.

Ao longo do tempo, a moeda evoluiu, primeiramente tínhamos a moeda-mercadoria (sal, animais, etc),
passando pela moeda metálica (ouro, prata, metais preciosos) até chegarmos ao que temos hoje,
o papel-moeda ou moeda fiduciária, para o qual não existe qualquer tipo de lastro. Isto é, não existe a
garantia física sustentando o valor da moeda, e sua aceitação se deve à imposição legal do Governo.

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Oferta da Moeda
Assim como demandamos moeda ao comprar e vender mercadorias, há também a oferta de moeda.Num sistema cuja
moeda é lastreada, por exemplo, em ouro, a circulação de moeda depende da quantidade de ouro em estoque no país.
Já em um sistema sem lastro, tem-se a moeda fiduciária, e o responsável pelo controle de oferta de moeda é o Banco
Central.
O Banco Central é o único emissor da moeda nacional, tendo com principal responsabilidade zelar pela quantidade de
moeda nacional.
O Banco Central é o órgão que controla a oferta monetária no país e os assuntos a ela relacionados.
São funções do Banco Central:

 Controlar a oferta de moeda (possui o monopólio);


 Zelar pelo valor da moeda nacional; e
 Regularizar e fiscalizar o sistema financeiro.

Recolhimento Compulsório
Recolhimento compulsório é um dos instrumentos de Política Monetária utilizado pelo Governo para aquecer a economia. É um
depósito obrigatório feito pelos bancos comerciais junto ao Banco Central.
Parte de todos depósitos que são efetuados à vista pela população junto aos bancos comerciais vão para o Banco Central. O Banco
Central fixa esta taxa de recolhimento. Esta taxa é variável, de acordo com os interesses do Governo em acelerar ou não a economia.
O recolhimento compulsório tem por finalidade aumentar ou diminuir a circulação de moeda no País. Quando o Governo precisa diminuir
a circulação de moedas no país, o Banco Central aumenta a taxa do compulsório, pois desta forma os bancos comerciais terão menos
crédito disponível para população, portanto, a economia acaba encolhendo.
Ocorre o inverso quando o Governo precisa aumentar a circulação de moedas no país. A taxa do compulsório diminui e com isso os
bancos comerciais fazem um depósito menor junto ao Banco Central. Desta maneira, os bancos comerciais ficam com mais moeda
disponível, consequentemente aumentam suas linhas de crédito. Com mais dinheiro em circulação, há o aumento de consumo e a
economia tende a crescer.
Os bancos comerciais podem fazer transferências voluntárias, porém, o depósito compulsório é obrigatório.

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O Fetichismo da mercadoria na obra de Karl Marx


Por Leonardo Dlugokenski

Segundo o Minidicionário da Língua Portuguesa Aurélio, o termo fetiche significa “objeto animado ou inanimado, feito pelo homem
ou produzido pela natureza, ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto” (Holanda, 1993), foi este significado conferido
ao fenômeno da atribuição de valor simbólico aos produtos (manufaturas) que o sociólogo por Karl Marx (1818 – 1883) observou
em meio aos seus estudos sobre o mundo do trabalho na modernidade.

Marx em sua obra máxima intitulada “O Capital”, nota que a mercadoria (manufatura) quando finalizada, não mantinha o seu valor
real de venda, que segundo ele era determinado pela quantidade de trabalho materializado no artigo, mas sim, que esta, por sua
vez adquiria uma valoração de venda irreal e infundada, como se não fosse fruto do trabalho humano e nem pudesse ser
mensurado, o que ele queria denunciar com isto é que a mercadoria parecia perder sua relação com o trabalho e ganhava vida
própria.

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Karl Marx denomina este fenômeno como sendo um “Fetiche da mercadoria”, para isto ele se baseia na história do personagem
bíblico Moisés, que após vagar quarenta anos com o povo escolhido por Deus (Judeus) atrás da terra prometida se depara com a
crescente descrença dos seus seguidores, que já estavam cansados de se deslocar errantemente por vários lugares, dado esta
insatisfação Moisés, deixa o seu povo em uma terra fértil e se retira temporariamente para meditar e procurar algum sinal que
indique a existência real deste Deus, a localização da terra prometida e que com isto possa recuperar a fé do seu povo que ia se
perdendo rapidamente.

reificação
e-i/
substantivo feminino
1. 1.
FILOSOFIA
segundo Georg Lukács 1885-1971, alargando e enriquecendo um conceito de Karl Marx 1818-1883, processo histórico inerente às sociedades
capitalistas, caracterizado por uma transformação experimentada pela atividade produtiva, pelas relações sociais e pela própria subjetividade
humana, sujeitadas e identificadas cada vez mais ao caráter inanimado, quantitativo e automático dos objetos ou mercadorias circulantes no
mercado.
Fonte: https://www.infoescola.com/filosofia/o-fetichismo-da-mercadoria-na-obra-de-karl-marx/
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Em 1642, a calculadora (ou melhor, o ábaco) sofreu uma grande evolução por meio do francês
Blaise Pascal. Filho de um cobrador de impostos, Pascal idealizou uma máquina automática de
cálculos para ajudar seu pai em sua profissão. A invenção de Pascal foi importante pelo fato
desta realizar os cálculos de forma rápida, algo bem diferente do que se via na utilização do ábaco.
Mesmo assim, a máquina de Pascal também realizava apenas operações de adição e subtração.
Foi só em 1671 que o filósofo e matemático alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz desenvolveu um
mecanismo capaz de realizar as outras operações: a “roda graduada”.
Fonte: http://www.historiadetudo.com/calculadora

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