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ESCOLA SUPERIOR MADRE CELESTE

CURSO DE DIREITO

ZILDOMAR SILVA DE SOUZA

INEFICIÊNCIA DO PODER PUNITIVO DO ESTADO COMO FATOR GERADOR DA


JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS: UM RETROCESSO NO PROCESSO
CIVILIZATÓRIO

Ananindeua
2018
1

ZILDOMARSILVA DE SOUZA

INEFICIÊNCIA DO PODER PUNITIVO DO ESTADO COMO FATOR GERADOR DA


JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS: UM RETROCESSO NO PROCESSO
CIVILIZATÓRIO.

Trabalho Apresentado à disciplina de Trabalho de


Conclusão de Curso I, como requisito para
qualificação de obtenção de nota do 1º NPC da
Escola Superior Madre Celeste.

Orientadora: Clébia Costa

Ananindeua
2018
2

ZILDOMARSILVA DE SOUZA

INEFICIÊNCIA DO PODER PUNITIVO DO ESTADO COMO FATOR GERADOR DA


JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS: UM RETROCESSO NO PROCESSO
CIVILIZATÓRIO.

DATA DA APROVAÇÃO; ________


NOTA ;_________

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________
PROFESSOR.

_________________________________________
PROFESSOR.

_________________________________________
PROFESSOR.

__________________________________________
PROFESSOR.
__________________________________________
3

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO -------------------------------------------------------------------------- 4
2. PROBLEMA DE PESQUISA ------------------------------------------------------- 5
3. HIPÓTESE--------------------------------------------------------------------------------- 5
4. JUSTIFICATIVAS---------------------------------------------------------------------- 7
5. OBJETIVOS------------------------------------------------------------------------------- 8
5.1 OBJETIVO GERAL----------------------------------------------------------------- 8
5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS----------------------------------------------------- 8
6. REVISÃO DA LITERATURA --------------------------------------------------------- 9
7. METODOLOGIA ----------------------------------------------------------------------- 12
8. CRONOGRAMA-------------------------------------------------------------------------- 13
REFERENCIA----------------------------------------------------------------------------- 14

1. INTRODUÇÃO
4

Tendo em vista a Origem e função constitucional do Estado, o presente


trabalho procura demonstrar e descrever empiricamente as mudanças no padrão
comportamental de cidadãos diante da ineficiência do poder punitivo do Estado,
promovendo um retrocesso no processo civilizatório.
A pesquisa pretende analisar o linchamento como uma conduta criminosa
provocada pela ausência de proteção legítima do Estado e de sua ineficiência em
relação ao seu poder punitivo com o interesse de demonstrar que um dos fatores
geradores que levam um grupo de pessoas racionais, cidadãos a praticar atos de
violência ilegítimos motivados por um êxtase determinado por um certo grau de
“sabor” de vingança e falsa justiça.
A pesquisa nos mostrará que os contextos são variáveis, todavia, há
elementos comuns na maioria dos casos, tais como o caráter coletivo da ação, os
preconceitos, os temores e os sentimentos de ódio e vingança gerados pela
sensação de anomia.
O que se questiona é: Quais fatores movem o sentimento e o
comportamento coletivo para a prática de fazer “justiça com as próprias mãos”, cujas
consequências criminosas são: lesão corporal, tentativa de homicídio ou mesmo
homicídio?
O que se espera desta pesquisa é contribuir com conhecimentos
profissionais, sociais e acadêmicos para assegurar a manutenção da justiça legítima
confirmada pelo tácito contrato social, para que possamos promover a eficiência e a
eficácia de políticas públicas que assegurem a ordem, a civilidade e a confiança
jurídica por parte da sociedade.

2 PROBLEMA DE PESQUISA
5

Como professor na Rede Pública de ensino ao longo de 10 anos, morador de


Ananindeua por 20 anos, e tendo vivenciado inúmeros casos de linchamento nesta
cidade a problemática desta pesquisa não poderia ser outra a não ser a inquietação
mais profunda da alma de quem presencia um linchamento: Quais os fatores que
levam pessoas chamadas civilizadas a um retrocesso, a um retorno à barbárie, a
executar sumariamente uma pessoa, sem qualquer espécie de julgamento legal
partindo de sentimentos e comportamentos primitivos, se unir coletivamente, como
que tomados por um êxtase de ódio para praticar crimes, cuja finalidade é lesionar
ou na maioria das vezes, matar?

3 HIPÓTESE

Cientes que na cidade de Ananindeua, localizada na Região Metropolitana de


Belém, como reflexo de um judiciário brasileiro lento e pouco eficaz, bem como os
serviços públicos precários, desde a educação, saúde, as polícias militar e civil e
outros órgãos que deveriam assegurar a paz social não o fazem e acabam por
contribuir para este retrocesso, o linchamento, como se fosse uma justiça feita com
as próprias mãos.

Para se encontrar os fatores geradores do linchamento é preciso diagnosticar


quais sentimentos levaram pessoas chamadas civilizadas a um comportamento
coletivo e não necessariamente individual, desembocando em violações das leis e o
que realmente pretendiam: se pretendiam apenas bater, mas não matar, cometendo
o crime de lesão corporal seguida de morte (homicídio preterdoloso), previsto no
art.129, § 3º,CP; mas se intencionavam realmente matar, o crime é de homicídio
consumado, art. 121, CP. Não é possível alegar rixa, prevista no art. 137, CP, pois
não há confronto, briga. O que há é um espancamento, um concurso de crimes
previstos nos artigos 121, 129 e 345 CP.

Para se resolver o problema da ineficiência do poder punitivo é necessário


estabelecer de forma coletiva e civilizada, ações e políticas públicas eficientes e
eficazes que tragam a segurança e a confiança jurídica à população, visando não
permitir que o sentimento de anomia que promove esta anomalia social não seja
confundido com sentimento de “justiça” por meio da prática do linchamento,
6

misturando-se com um profundo êxtase coletivo de que se está fazendo algo


positivo para a sociedade.

Quanto aos parâmetros de justiça é necessário satisfazer o princípio de


equidade para que haja legitimidade, pois se considerarmos que seja no judiciário ou
no linchamento, há injustiça do mesmo modo; naquela ou nesta, quem acaba sendo
punido é o menos favorecido, na justiça do Estado as provas nem sempre levam a
punibilidade, bem como no linchamento, onde só basta a desconfiança. Na Justiça
do Estado ou não há punição, ou a punição é lenta, neste sentido difere do
linchamento que é imediata.

No Estado de Natureza, segundo Hobbes, a liberdade é a causa da guerra,


portanto, a insubmissão aos limites postos pelo poder do Estado são fundamentais
para que haja a paz social. O Princípio da Equidade desenvolvida em cada cidadão
permitirá o cumprimento do tácito contrato social, tanto por parte do Estado, quanto
por parte dos seus cidadãos.

O poder punitivo do Estado é ineficiente em função de fatores diversos que


vão da burocracia, desmando das instituições, desvios de finalidades dos órgãos
punitivos, até a corrupção. Para que um Estado seja democrático precisa de um
mínimo de legitimidade, é aqui o âmago do nosso problema, pois quando o povo
resolve fazer justiça com as próprias mãos, ignorando o Poder da Justiça, está
declarando e demonstrando sua insubmissão e destemor às leis e a ordem.

Portanto, já que o sentimento é de anomia, onde o Estado democrático de


direito, a dignidade da pessoa humana, a presunção de inocência só serve para
atender aos chamados Direitos humanos com aplicação eficiente a infratores da
lei, “parece” que a solução encontrada pela população desta Região Metropolitana
ou de qualquer outro lugar onde não haja o mínimo de segurança e confiança no
Poder Estatal, será a justiça com as próprias mãos.

4 JUSTIFICATIVA
7

Dentre todas as funções dos operadores do direito, podemos afirmar que é


buscar defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e
individuais indisponíveis, fortalecendo e aperfeiçoando as condições para uma
sociedade mais justa, neste trabalho, buscando uma interdisciplinaridade, mas com
foco nas áreas do direito penal, em específico ao direito de punir do Estado.

Assim, a elaboração do presente estudo: Justiça com as próprias mãos, no


caso do linchamento é justificável por se tratar de prática criminosa na Cidade de
Ananindeua, no Estado do Pará. O crime não está tipificado no ordenamento
jurídico.

Dentre as dificuldades para tratar o tema está a falta de dados oficiais, haja
vista que, os casos de linchamento são registrados nas ocorrências policiais como
agressões, tentativas de homicídio, homicídio simplesmente ou qualificado, portanto,
não produzindo dados e estatísticas próprios do linchamento.

Vale a pena ressaltar a importância acadêmica deste trabalho nas áreas do


Direito Penal, da Filosofia, Sociologia e Psicologia jurídica, da Teoria Geral do
Estado, do Direito Constitucional e da própria História do Direito. A relevância ao
estudo científico-acadêmico pode contribuir com ideias e documentos que somem
conhecimentos e materiais sobre o linchamento e suas consequências como lesão
corporal, homicídio, e outras.
Quanto à relevância social é fomentar atitudes de civilidade, urbanidade, paz,
respeito aos direitos humanos e aos princípios do contraditório e da ampla defesa,
buscando conscientizar que atitudes baseadas em sentimentos de ódio, vingança
acabam por produzir mais injustiças.

A contribuição deste trabalho no âmbito profissional servirá como matéria


complementar estimulando a reflexão, o conhecimento, e o debate sobre as
consequências do linchamento e as obrigações do Estado para com seus membros,
bem como desenvolverá uma autocritica sobre a ineficiência do poder punitivo como
fator gerador do linchamento, fortalecendo atitudes de denuncias tanto contra o
comportamento desta comunidade, como contra a ausência do Estado em relação
ao índice de criminalidade e impunidade neste município como gerador do
linchamento e a desassistência aos familiares e vitimados por tal conduta criminosa.
A pesquisa é relevante por fomentar a própria pesquisa para identificar o índice de
8

presos, detidos ou que respondem por processo judicial em decorrência da prática


ou participação em linchamento.

Finalizando, este trabalho busca proporcionar e assegurar, como fator


positivo, a manutenção da justiça legítima confirmada pelo tácito contrato social
mediante atitudes e implementação de ações que promovam a eficiência e a eficácia
de políticas públicas que assegurem a ordem, a civilidade e a confiança jurídica por
parte da sociedade em relação ao Estado.

5 OBJETIVOS

5.1 OBJETIVOS GERAIS

O presente trabalho tem como objetivo geral evidenciar que a ineficiência do


poder punitivo do Estado, acarreta condutas criminosas (linchamento) coletivas
associadas ao sentimento de falsa justiça, fazendo com que comunidades ditas
civilizadas possam praticar atos de violência ilegítimos para punir os infratores da
lei, demonstrando que a ausência do Estado na Cidade de Ananindeua provoca um
profundo sentimento de “anomia”, insegurança e incredulidade no poder judiciário.

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Esclarecer e conceituar os termos fundamentais para a compreensão


do tema, tais como, Estado e sua origem, cidadão e cidadania, Teoria
da anomia, linchamento, políticas públicas eficientes e eficazes e
seus contrários, poder punitivo do Estado, Equidade, Tácito contrato
social, justiça, sistema judicial e prisional.

 Mostrar as causas psicossociais do sentimento de anomia e da


pratica do linchamento à luz do ordenamento jurídico..

 Demonstrar que as consequências do linchamento: lesão corporal,


tentativa de homicídio ou mesmo homicídio foram gerados a partir da
ineficiência do poder punitivo do estado.

6 REVISÃO DA LITERATURA
9

Para analisar a ineficiência do poder punitivo do estado como fator gerador da


justiça com as próprias mãos e responsabiliza-lo pelo retrocesso no processo
civilizatório faz-se necessário antes buscar fundamentos sobre os fenômenos de
origem, formação, estrutura, organização, funcionamento e finalidades do Estado.

As complexidades para compreender os aspectos teleológicos do Estado nos


levariam a discutir diversas teorias com inúmeros conceitos de Estado e suas
finalidades, então não abordaremos detalhadamente estes aspectos, mas
partiremos do princípio comum entre os diversos doutrinadores de que o Estado é
uma sociedade política que deve criar condições para a consecução dos fins
particulares de seus membros.

Para Bonavides (2010, p.5) o Estado deve conhecer quais os fins que, nesta
ou naquela época, neste ou naquele Estado, efetivamente se buscaram, enquanto
que Kelsen (2002, p.15) afirma não haver um fim específico na natureza do Estado,
do que discorda Gropalli (1978, p.34) afirmado que a finalidade é elemento formador
do Estado. Nesta pesquisa, divergindo de algumas posições doutrinarias por
acreditar existir uma finalidade específica para o Estado faremos voz juntamente
com Dalmo Dallari (1995, p.45), que reúne interdisciplinarmente uma diversidade de
conhecimentos jurídicos, filosóficos, sociológicos, políticos, históricos,
geográficos, antropológicos, econômicos e psicológicos, nos permitindo um
panorama do próprio Direito Constitucional, abrangendo o interesse do nosso tema,
nos permitindo compreender como o Estado é responsável pelo processo
civilizatório, haja vista que Direito Público tem por obrigação o aperfeiçoamento do
Estado, tratando o fato social e a ordem pública com eficácia e com justiça.

Para Dalmo Dallari (1998, p. 24) o Estado é responsável pelos valores éticos,
pelos fatos concretos e pelas normas técnicas e formais e ainda define que a
finalidade do Estado é “o bem comum de um povo situado em determinado
território”, culminando no fato de que o todas as condições de vida social devem
favorecer o desenvolvimento integral da personalidade humana Então, quando o
poder punitivo do estado se torna ineficiente significa que o bem comum que serviria
para desenvolver a civilidade por meio da criação de condições sociais, permitindo
que cada cidadão conseguisse seus respectivos fins particulares, o próprio Estado
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se torna fator de injustiça, provocando cidadãos de bem a terem que determinar


suas próprias leis, sua própria justiça.

Ananindeua faz parte da região metropolitana de Belém, cujo


desenvolvimento iniciou com investimentos na área da indústria com apoio do
governo federal. A formação da população girou em torno da construção de
conjuntos habitacionais que concentrou um grande contingente populacional, ainda
que insuficiente a toda população, o que acabou por originar uma periferia em forma
de “invasões” com toda sorte de anomalias sociais, falta de saneamento, drenagem,
iluminação (Melo, 2012).

A ausência do poder público e sua ineficiência na garantia da segurança e da


sua capacidade de punir geraram um complexo sentimento de abandono,
impunidade, injustiça e revolta, ou seja, o puro sentimento de anomia, em outras
palavras, o Estado por meio de suas instituições sociais que deveriam cumprir
as leis, falharam em seus objetivos, tais como as polícias, os tribunais, as prisões,
etc. Portanto, quanto maior a ineficiência do poder punitivo do estado maior é
o grau de anomia, maior será o grau de possibilidades para que haja justiça com as
próprias mãos, como podemos analisar os cinco casos de linchamento a serem
abordados neste trabalho.

O direito de punir, previsto na Constituição, em seu art. 144, dispõe que “A


segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida
para a preservação da ordem pública e do patrimônio”. Estabelecendo não apenas
um direito, mas um dever ao Estado por meio de processo. Todavia, a ineficiência do
poder punitivo do Estado se consolida pela falta de eficiência e eficácia quanto à
proteção dos bens jurídicos, inclusive quanto a finalidade da pena, que de acordo
com o código Penal em seu Artigo 59, deveria ser aplicada para reprovar e prevenir
o crime, o que em função de determinadas limitações acabam por não cumprir sua
função.

O Estado tenta resolver o problema criando leis e mais leis, que não são
efetivadas, tornando-as ilegítimas, e acirrando ainda mais a anomia e demonstrando
sua ineficiência ou incompetência, já que não trata a desigualdade social. Assim
ressalta Bicudo (2010, p.184) que:
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O modelo de Direito Penal legítimo deve estar afinado com um Estado e


uma sociedade civil que promovam políticas públicas e particulares, no
sentido de minimizar a desigualdade social e favorecer a construção de uma
crescente cidadania em que sejam asseguradas as condições de todas as
pessoas auferirem seus direitos fundamentais à subsistência, a vida, a
saúde e a educação.

A Constituição Federal de 1988 elenca dignidade da pessoa humana, em seu


art. 1º, inciso III, o que revela uma demonstração da evolução da pena para
diferenciar dos relatos que Focault, em sua Obra Vigiar e Punir, nos adverte o
quanto era desumano a aplicação da pena aos condenados, mas esse princípio de
forma exacerbada contribui para ineficiência do poder punitivo.

Quanto as frustrações relacionadas às relações do homem em sociedade e


com as leis e aplicabilidade das mesmas visando ao bem estar social, sem contudo
atingir sua finalidade afirma Lopes (2003, p. 304):

Delitos de grupo contra a vida: o ataque do grupo a uma ou várias pessoas,


tem geralmente um motivo de vingança ou satisfação compensadora de
frustrações anteriores. Um exemplo desse tipo de delito é o linchamento à
negros, judeus, espancamentos aferidos à mendigos, índios e pessoas
Indefesas.

A frustração, portanto, aqui tratada é a insuficiência do poder punitivo que leva


as pessoas chamadas civilizadas a se motivares, pelas mais variadas razões a
extravasarem os estímulos que receberam durante suas vidas.
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7 METODOLOGIA

A metodologia utilizada neste trabalho será efetuada considerando que não


há uma tipificação legal para o linchamento (justiça com as próprias mãos) e os
conceitos de ineficiência do poder punitivo e processo civilizatório pode ser
relativizado, não será possível utilizar documentos oficiais para uma análise
quantitativa. Por este motivo será feita uma pesquisa por fontes secundárias, como
as notícias de jornal, que contribuirão para localizar a ocorrência de linchamentos,
onde então serão eventualmente investigados, cuja estratégia é reportar-se ao local
para entrevistar a comunidade e delegacia que atendeu a ocorrência para buscar
informalmente informações sobre os fatos que nos permitam entender o que levou
aquela comunidade, de forma direta ou indireta, optar pela justiça com as próprias
mãos e quais foram às atitudes tomadas pelo poder público em relação àquela
situação.

Pretende-se que os entrevistados descrevam a ação que presenciaram ou


participaram, e se possível que avaliem a escolha que tomaram. Esta estratégia nos
permitirá compreender alguns significados comportamentais e motivacionais sobre
essa ação criminosa. Não há pretensão nesta pesquisa de apresentar fontes
seguras, haja vista as fontes sobre o tema são falhas e controvertidas, todavia serão
fontes úteis para o desenvolvimento do tema. Embora, sobre a historicidade do
linchamento serão usadas bibliografias que analisam quantitativamente o assunto.
As entrevistas pretendem identificar quais foram os fatores geradores da ação e
quais consequências na vida de participantes, espectadores e vítimas de
linchamento. Portanto, as fontes secundárias serão obtidas por meio de análise
bibliográfica, enquanto que as primárias por meio de entrevistas realizadas com
moradores, linchadores, escrivães, investigadores e delegados de Ananindeua onde
ocorreram cinco (5) linchamentos e também com os próprios. A estratégia é buscar
compreender como a ineficiência do poder punitivo do estado pode ser fator gerador
do linchamento.
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8 CRONOGRAMA

Fev/20 Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
18
Escolha do tema X
Levantamento X X X
bibliográfico
Elaboração do X
anteprojeto
Apresentação do X
projeto
Coleta de dados X X X X
Análise dos X X X
dados
Organização do X
roteiro/partes
Redação do X X
trabalho
Revisão e X
redação final
Entrega da X
monografia
Defesa da X
monografia

REFERENCIAS
14

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NOTAS
1. Vide BONAVIDES, Ciência Política, pág. 57
2. Cf. GROPPALI in BASTOS, Curso de teoria de Estado e Ciência Política pág. 8
(nota de rodapé); DALLARI, Elementos de Teoria geral do Estado, pág. 103
3. Cf. BONAVIDES, Teoria do Estado, pág. 4; DALLARI, op. cit., pág. 102
4. Cf. DALLARI, op. cit., pág. 102
5. Cf. BASTOS, Curso de teoria de Estado e Ciência Política, págs 6ss;
BONAVIDES, Ciência Política, págs. 61ss; DALLARI, op. cit., págs. 115ss; MALUF,
Teoria geral do Estado, págs. 19ss
6. Cf. BASTOS, op. cit., pág 4; DALLARI, op. cit., pág. 49
7. DALLARI, op. cit., pág. 48
8. BIGNE DE VILLENEUVE in BONAVIDES, Teoria do Estado, pág. 8
9. Cf. DALLARI, op. cit., págs. 104-105
10. Cf. DALLARI, op. cit., pág. 106
11. BONAVIDES, Teoria do Estado, págs 5-6
12. Idem, ibidem
13. DALLARI, op. cit., pág. 103
14. BONAVIDES, Teoria do Estado, pág. 8; DALLARI, op. cit., pág. 102
15. BONAVIDES, Teoria do Estado, pág. 8
16. JOÃO XXIII in DALLARI, op. cit., pág. 24
17. Cf. DALLARI, op. cit., pág. 107

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Atlas, 2007.
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BARROS, Carmem Silvia de Moraes. A individualização da pena na


execução penal. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001.

BECCARIA, Cesare. Dos delitos e das penas. Tradução por Torrieri


Guimarães. São Paulo: Martin Claret, 2007.

BICUDO, Tatiana Viggiani. Por que punir? Teoria geral da pena. São
Paulo: Saraiva, 2010.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. 30.ed. Petrópolis: Vozes, 2005.

PRACIANO, Elisabeba Rebouças Tomé. O direito de punir na


Constituição de 1988 e os Reflexos na execução da pena privativa de
liberdade. Disponível em: www.unifor.br/oul/unsecure.jsp?conteudosite/?
cdConteudo=2055612. Acesso em: 01 de Junho de 2011.

THOMPSON, Augusto. Quem são os criminosos? 2.ed. Rio de


Janeiro: Lúmen Júris, 2007.

REFERÊNCIAS

MORAIS, Alexandre de. Direito Constitucional. 22 ed. São Paulo:


Atlas, 2007.

BARROS, Carmem Silvia de Moraes. A individualização da pena na


execução penal. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001.

BECCARIA, Cesare. Dos delitos e das penas. Tradução por Torrieri


Guimarães. São Paulo: Martin Claret, 2007.

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Paulo: Saraiva, 2010.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. 30.ed. Petrópolis: Vozes, 2005.

PRACIANO, Elisabeba Rebouças Tomé. O direito de punir na


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cdConteudo=2055612. Acesso em: 01 de Junho de 2011.

THOMPSON, Augusto. Quem são os criminosos? 2.ed. Rio de


Janeiro:
20

Tipo

Livro

Autor

Groppali, Alessandro

Título

Introdução ao estudo do direito

Data

1978, 1974, 1968

Ementa

Sumário:Direito - sociedade - Estado -- As normas de conduta social -- A norma


jurídica como comando -- A natureza abstracta e geral da norma jurídica -- A
imperatividade da norma jurídica -- A coercitividade da norma jurídica -- A
bilateridade da norma jurídica -- Funções e fins do direito -- Direito e moral -- Direito
21

e equidade -- Direito e lícito jurídico -- A relação jurídica -- O sujeito dos direitos -- O


objecto dos direitos -- A lei no tempo e no espaço -- A interpretação dos contratos.

Classificação (CDDir)

340.4

DIREITO [ 340 ]
» Introdução à ciência jurídica [ 340.4 ]

Publicação: Texto - Português

3. ed. --.

1978

Introdução ao estudo do direito / Alessandro Groppali ; tradução de manuel de


alarcão. --
Imprenta: Coimbra, Coimbra ed, 1978.
Descrição Física: 261 p.

Referência: 1978.
Disponibilidade: Rede Virtual de Bibliotecas
Localização: PGR, SEN, TCD, TST

2. ed. --.
22

1974

Introdução ao estudo do direito / Alessandro Groppali ; tradução de Manuel de


Alarcão. --
Imprenta: Coimbra, Coimbra ed, 1974.
Descrição Física: 261 p.

Referência: 1974.
Disponibilidade: Rede Virtual de Bibliotecas
Localização: STJ

1.ed. --.

1968

Introdução ao estudo do direito / Alessandro Groppali ; tradução de Manuel de


Alarcão. --
Imprenta: Coimbra, Coimbra Ed, 1968.
Descrição Física: 261 p.--

Referência: 1968.
Disponibilidade: Rede Virtual de Bibliotecas
Localização: STJ

Lúmen Júris, 2007.

BONAVIDES, Paulo. Teoria Geral do Estado. 5. ed. rev. e ampl. São Paulo: Malheiros, 2010. 558 p.
ISBN 978-85-392-0032-0. Publicado anteriormente como Teoria do Estado.85-7420-596-6.

KELSEN, Hans. Teoria pura do direito, 1ª versão. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2a ed., 2002

JELLINEK, Georg. Teoria General Del Estado. Tradução de


23

Fernando de Los Rios Urruti. México: D. F. Compañia Editorial


Continental , s.d. (1933).