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Licores

Licores e Cordiais: Pensa-se, erradamente, que existe uma grande diferença


entre um licor e um cordial.
De facto, ambas as palavras querem dizer a mesma coisa: bebida açucarada,
alcoólica, feita de espíritos redestilados ou misturados, a que se adicionam
aromatizantes e corantes.

Licor é a palavra mais usada na Europa.


Na América preferem a palavra cordial.
Em Inglaterra, por exemplo, a palavra cordial é usada para descrever bebidas
não alcoólicas, mas aromáticas e doces, como o Lime Juice Roses, que trás no
rótulo a palavra cordial.
Dizem-nos alguns estudos sobre esta matéria que a palavra cordial se
começou a aplicar nas bebidas doces porque eram consumidas em ambiente
cordial e amigável.

Vamos deixar para trás, deliberadamente, a palavra cordial e apenas


usaremos o termo licor.
Como já foi dito os licores são obtidos a partir de um espírito (álcool,
aguardente vínica ou outro), aromatizantes e açucarados, ervas, frutos,
raízes, especiarias e flores. Esta definição parece dizer tudo mas, no entanto,
é quase nada, tal é a imensidão deste tema.

O aparecimento dos licores remonta de tempos imemoriais. Consta que já nas


tumbas, do velho Egipto, foram encontradas receitas de licores que eram
usados como digestivos e como produtos medicinais, especialmente nos
problemas do estômago.

Os monges e alquimistas faziam destilações, em atmosfera de magia,


tentando descobrir um elixir que lhes desse a eternidade.
Consta que este sistema contribuiu para o aparecimento de muitos licores que
são hoje famosos, especialmente alguns feitos à base de ervas.

Na época medieval, os famosos cozinheiros de então usavam os licores como


aromatizantes, para disfarçar o aroma das carnes em más condições, assim
como de alguns vegetais. Devido à sua doçura eram muito usados em bolos
de creme e sobremesas.

No século XV, os italianos apareceram a liderar o «mundo» dos licores,


particularmente famosos entre as senhoras e usados para os mais variados
fins.
Eram tomados pelas mulheres quando estavam prestes a dar a luz; as ervas
usadas serviam como medicina e o álcool como primeira anestesia.
As raparigas da época quando estavam interessadas em cativar o apaixonado
ofereciam-lhe um especial licor afrodisíaco.

O licor nos tempos modernos


A imagem de fabrico e consumo dos licores começou a mudar bastante a
partir de 1920. Em 1930 houve grandes mudanças graças à acção das
relações-públicas dos importadores e fabricantes.
O creme de menthe frappé foi promovido a bebida da moda, em 1960.
Em 1970 a casa GALLIANO popularizou o famoso Harvey Walbenguer. E foram
atitudes deste género aliadas à acção dos barmen que criaram nas pessoas
uma nova maneira de consumir licores, marcando assim uma época.

De que são feitos os licores

Entram no fabrico dos licores, como aromatizantes, os seguintes produtos:


plantas (manjericão, hissopo, hortelã, erva-cidreira, alecrim), flores
(camomila, alfazema, alecrim, rosa, laranjeira, etc.), frutos (banana,
maracujá, morango, laranja, tangerina, medronho, cereja, groselha, melão,
tâmara, pêra, kiwi, pêssego, apricot, amêndoa, etc.), cascas de árvore (quina,
canela, sândalo), raízes (angélica, aipo, genciana, cenoura), sementes (anis,
damasco, café, cacau, zimbro, pimenta, nozes, baunilha, etc.), açúcar (açúcar
de cana, beterraba, mel e sumo de uvas concentrado).

Classificação: os licores classificam-se segundo a variedade de produtos com


que são fabricados:
a) Licores à base de plantas
b) Licores à base de frutos
c) Licores à base de essências
d) Licores à base de natas (este grupo de licores é recente, assim como o
aparecimento dos
dos Cream Liqueurs: Bailey's, Carolan's, Emmets, Royal Tara, etc.).

Quanto ao método de fabrico agrupamos os licores do seguinte modo:


a) Por destilação (licores à base de plantas)
b) Por infusão/maceração (licores à base de frutos)
c) Por extractos ou essências
d) Por adição de natas (cream liqueurs)
Os métodos de fabrico podem ser a frio ou a quente.

Destilação

Pode ser usada a destilação por álcool ou por água.

Destilação por álcool: É um processo, normalmente, executado num


pequeno alambique de cobre. O agente aromático é embebido em álcool por
algumas horas e colocado no alambique, onde lhe é adicionado álcool.
Desta destilação apenas uma parte do licor destilado é aproveitada, voltando o
resto a ser redestilado em nova «Jornada».

Destilação por água: Este método é usado para ervas e flores muito
delicadas. São embebidas em água e só depois se procede à sua destilação
suave, em alambique. Este procedimento permite preservar os aromas. A esta
água destilada e aromática junta-se álcool puro (espirituoso).
Por este processo são feitos alguns dos mais famosos licores existentes no
mercado.

Infusão/Maceração

O processo de infusão pode ser feito a frio ou a quente. Quando é feito a frio
as frutas são esmagadas e colocadas num recipiente de água fria por um
período de tempo que pode ir até um ano. Após este período o líquido é
filtrado e adicionado a álcool neutro.

As fases deste processo de fabrico:


a) Homogeneização
b) Repouso (em recipiente de vidro por algumas semanas)
c) Refrigeração
d) Filtragem (através de carvão ou outros sistemas)
e) Engarrafamento.

Extractos ou Essências

É o método mais usado no fabrico dos licores por ser mais económico e
prático. Talvez, por isso, a qualidade destes licores seja inferior a de outros
obtidos por processos diferentes.
Nos licores fabricados por este processo entram os seguintes elementos: água,
álcool, açúcar, essências, corante.

Adição de Natas

Este tipo de licor apareceu recentemente. Embora o creme (natas) já fosse


usado em imensas composições de bar, só a partir do ano de 1975 a firma
irlandesa R.A. Bailey aperfeiçoou a técnica de combinar um espírito com as
natas sem que estas azedassem. Como resultado desta experiência apareceu
o famoso Bailey Irish Cream.
Este tipo de licor considerado tecnicamente como «Cream Liqueurs» não deve
ser confundido com os «créme liqueurs».

Os créme liqueurs não incluem natas na sua composição. Exemplos: creme de


banana, creme de menthe.

Os «cream liqueurs» são de mais baixo teor alcoólico que os outros licores.
Ex.: o Bailey e o Emmets, 17%.

A Lei Portuguesa sobre licores

A lei portuguesa obriga a que os licores obedeçam aos seguintes requisitos,


segundo o art. 4.º do Dec. Lei n.º 257/87 de 25 de Junho:
1 ) Teor alcoólico em volume, a 20ºC:
a ) Nos licores com leite, natas ou ovos - mínimo 15%.
b ) Nos outros licores - mínimo 20%.
2 ) Açúcares totais:
a ) Nos licores creme (natas/ovos) - mínimo 420 gr/l.
b ) Outros licores - mínimo 105 gr/l.

Como se servem licores

A maneira mais simples de servir as deliciosas bebidas que são os licores é a


mais usual, numa tulipa própria (cálice a licor), após as refeições e como
digestivo.

Coffee Drinks: são usados vários licores para confeccionar os chamados


«coffee drinks», bebidas que em Portugal poderemos chamar, talvez, «cafés
especíais».
Alguns exemplos dos licores utilizados nestas bebidas: Tia Maria, Kahlua,
Strega, Benedictine, etc.

Frappés: frappé é uma forma de servir alguns tipos de licores (especialmente


nas tardes soalheiras de verão), em copo tipo old fashioned ou taça dupla a
cocktail, com gelo moído e palhinhas, são o «ingrediente» ideal para servir
licores frappé.

On-the-Rock's: é já muito frequente beberem-se licores com gelo,


aconselhável: 2 a 3 pedras de gelo.

Como são feitos os licores

Alguns exemplos sobre a composição de alguns licores, especialmente a sua


base.
É bastante difícil saber a composição de certos licores devido ao cuidado que
existe em manter a sua fórmula em rigoroso segredo.

Advoocat: Licor de origem holandesa, mas também fabricado em diversos


países. A sua graduação alcoólica é de 17º. Em Portugal este licor tem uma
graduação alcoólica de 20º. O líder no mercado do Advoocat é o Warninks,
gastando-se no seu fabrico 60 milhões de ovos por ano. Entre nós o mais
conhecido é o Bols.

Amaretto: É um licor italiano de uma certa categoria especial. O seu aroma é


facilmente identificável com amêndoas, no entanto, apenas entram no seu
fabrico 10% de amêndoas amargas e 90% de caroços de damasco. Segundo a
história deste licor, a receita do Amaretto foi inventada por uma jovem viúva
para oferta ao pintor para quem posou, Benardino Luini, e por quem se
apaixonou.

Amarguinha: Licor nacional, à base de amêndoa amarga. É a nova versão da


amêndoa amarga. É um licor de origem algarvia. Graduação: 20º.

American Cream: É um licor da família dos "cream liqueurs", no mesmo


sistema e proporções do Bailey's, mas tendo como diferença o facto de ser
feito com Bourbon. É fabricado pela firma Heublein.

Afrikoko: Este licor foi lançado recentemente no mercado europeu.


É originário da Serra Leoa e é feito à base de coco e chocolate.

Almendrado: Licor mexicano produzido pela firma produtora da Tequila José


Cuervo. É à base de amêndoas.

Anis del Mono: É um licor de anis espanhol, fabricado na zona de Barcelona.


Apresenta-se nos tipos doce e seco. Este licor foi bastante popular em Portugal
há alguns anos atrás.

Anis Dómuz: É um licor de anis fabricado em Campo Maior, pela firma


Azinhais Nabeiro. Apresenta-se nos tipos doce, seco e mel damas.
O Mel Damas, tal como o nome indica, tem como base o mel, é muito doce e
de cor castanho-claro.

Anissete: O licor Anissete é produzido por imensas firmas que se dedicam ao


fabrico de licores. No entanto, cremos que o original é fabricado pela Marie
Brizard. Fabrica-se em França, mais exactamente em Bordéus, desde o século
XVIII.

Apricot brandy ou apricot: A maioria das firmas fabricantes de licores têm


um Apricot Licor na sua gama que costuma aparecer com a designação
"Apricot Brandy" ou simplesmente "Apricot". Este licor é feito à base de
damascos macerados e aguardentes vínicas, sendo-lhe adicionado caramelo e
açúcar. Inicialmente a designação "Apricot Brandy" referia-se a uma
aguardente mas, actualmente, esta designação é considerada e comercializada
como um licor. Grad. alc. 20º.

Ashanti Gold: É um licor dinamarquês produzido pela firma Peter Heering


Company. Apresenta-se com a cor castanho-escuro. Esta cor advém-lhe da
sua base, o chocolate.

Atholl Rose: É um licor de origem escocesa feito a partir de whisky de malte,


aveia, mel e natas.

Alota coffee: Este licor é bastante popular na Escócia. É uma versão dos
Coffee Liqueurs (licor à base de café) e apresenta-se com 50º Proof (29º GL).

Aurum: É um licor feito na Itália, à base de aguardente envelhecida, algumas


ervas e aromatizado com casca de tangerina. A sua graduação alcoólica é de
70º Proof (40º).

Batia: É um licor brasileiro feito à base de cereais, café e de paladar amargo-


doce.

Bailey's Irish Cream: Licor irlandês feito em Dublin. No seu fabrico entram o
Irish Whiskey, álcool neutro, chocolate e natas. A sua graduyação alcoólica é
de 30º Proof (17º GL). Este licor foi dos primeiros a ser comercializado a nível
dos cream liqueurs (licores à base de natas).

Beirão: É um licor potuguês fabricado na Lousã pela firma J. Carranca


Redondo, a partir da maceração e destilação de 13 plantas aromáticas. A cor é
obtida com a junção de caramelo.

Benedictine D.O.M.-Deo Optimo Máximo: Quer dizer muito bom, o melhor


dos bons, o melhor dos grandes.
É um licor de grande qualidade e talvez um dos mais antigos do mundo.
Começou a ser produzido em 1510, na abadia de FECAMP, em França.
A origem deste licor deve-se aos monges dessa abadia que durante anos
guardaram sigilosamente a sua receita.
Actualmente este licor é fabricado por uma firma particular (nada tendo em
comum com o licor fabricado pelos monges) que se situa na zona da
Normandia.
Sabe-se que este fabricante continua a guardar grande segredo sobre o
Benedictine e também que em homenagem aos monges que inventaram a
receita construiu a fábrica Benedictine, em réplica à abadia de Fecamp.
Devido ao sigilo que envolve este licor apenas se sabe que no seu fabrico
entram várias dezenas de plantas, sendo usado o processo de maceração e
destilação.
A sua graduação alcoólica é de 40º GL.

Ben Shalom: É um licor israelita feito a partir das famosas laranjas doces de
Jaffa.

Blackberry: É um licor de origem inglesa mas com várias versões,


especialmente na Polónia e Alemanha. Fabrica-se a partir de amoras. A sua
graduação alcoólica é de 52º Proof (30º GL).

Brandymel: É um licor algarvio fabricado na zona de Portimão pela firma


Cristinalda. Na origem do seu fabrico estão o medronho e o mel e não o
Brandy, como erradamente se pensa devido ao nome. Apresenta-se numa cor
âmbar e sua graduação alcoólica é de 40º GL.

Bronte: É um licor inglês produzido a partir de aguardente vínica, ervas e


mel. Este licor originário de Yorkshire tem 34,5º como graduação alcoólica.

Cacau Mit Nuss: É um licor alemão fabricado com chocolate e avelãs,


pricipalmente com aromatizantes. A sua graduação alcoólica é de 30º GL.

Carlsberg: É um licor amargo fabricado a partir de ervas seleccionadas e


águas termais, produzido na Alemanha e ex-Checoslóvaquia.

Carolans Irish Cream: É um licor irlandês e faz parte do grupo dos Cream
Liqueurs. Fabrica-se com whisky irlandês, natas e mel. A sua graduação
alcoólica é de 17º.

Caraway (Kummel): Designação que os americanos dão ao Kummel. (Ver


Kummel).

Cassis, creme de: Produzido desde o século XVI pelos monges de Dijon, em
França. Inicialmente era considerado um remédio para várias doenças por ser
muito rico em vitamina C.
É fabricado a partir de aguardente vínica e groselhas pretas. A sua graduação
alcoólica varia entre os 17º e os 20º. Com ele se faz o famoso Kir Royale.

Cayo Verde: É um licor americano produzido a partir de limas (o chamado


limão da Índia) e álcool neutro.

Cerasella: Licor italiano considerado um dos melhores licores de Itália. É feito


à base de cerejas. Às cerejas juntam-se também algumas ervas que lhe dão
um gosto rico e único.

Chautré: É um licor alemão, de cor castanha-clara e produzido a partir de


Brandy e natas. Tem um acentuado sabor a Brandy.

Charleston Follies: É um licor francês à base de frutas diversas: papaia,


manga, maracujá, pêssego, ananás. É de fraco teor alcoólico, 23º.
Particularidade: a sua garrafa é em formato de shaker.

Chartreuse: É um licor francês de renome mundial feito à base de ervas e no


seu fabrico entram 130 variedades.
Foi no ano de 1605 que um capitão às ordens do rei francês Henrique IV deu a
receita deste licor aos monges da ordem de Cartucha, que por sua vez o
começaram a produzir, segundo tudo indica, desde o ano de 1607 até 1901.
Nessa altura foram expulsos de França e montaram uma destilaria em
Terragona, em Espanha.
Este licor foi inicialmente considerado como um "elixir para assegurar longa
vida" e mais tarde apareceu então nos seguintes tipos:
Chartreuse Verde: O mais forte dos dois tipos conhecidos: 55,5º GL.
Chartreuse Amarelo: A este tipo é adicionada uma pequena quantidade de
mel, que lhe dá um gosto diferente. A graduação alcoólica é de 43º GL.
Chartreuse Elixer Vegetal: Existe ainda este terceiro tipo de chartreuse que
tem cerca de 80º GL. Vende-se em doses individuais e é considerado como um
produto farmacêutico, especialmente recomendado para curar constipações
comuns.

Cherry Brandy: Existem inúmeras versões deste licor em vários países.


É feito pela maceração de cerejas em álcool neutro ou aguardente e nalguns
casos são-lhe adicionadas plantas para aromatizar.
Na classe dos Cherry Brandys incluímos também outros licores bem
conhecidos, tais como: Cherry Marnier, Peter Herring (Cherry Herring), Cherry
Karise, Cherry Rocher, Cherry Grants Morella (produzido com cerejas tipo
morella), Cherry Bom (produzido em Portugal por J. Maria da Fonseca) e a
famosa ginga de Alcobaça.
Os Cherry Brandys são produzidos com todos os tipos de cerejas mas é
evidente que o seu sabor está em harmonia com o tipo de cerejas usado.
O Cherrry Brandy está para os ingleses equiparado ao Sloe Gin.
Usa-se muito em ocasiões especiais, como, por exemplo, as famosas batidas
às raposas, onde é oferecido a cada participante o Cherry Brandy como um
"mata-bicho", antes de iniciar a caçada.
A graduação alcoólica varia entre 23º e 25º GL.

Cherry Suisse: É um licor suíço também produzido a partir de cerejas e


chocolate. É uma produção do grupo Seagram's e apresenta-se numa linda
garrafa de porcelana. A mesma firma produz um outro licor, chocolate-Suisse,
que tem pequenos pedaços de chocolate a flutuar.

Chesky: Licor francês da família dos Cherry-Liqueur, tendo como aguardente


base o whisky.

Chococo: Licor à base de chocolate e coco.

Chocalu: Licor mexicano feito à base de cacau. Tem uma particularidade


interessante: se no rótulo desta garrafa figurar a palavra "chouao" quer dizer
que os grãos de cacau são de origem venezuelana e não mexicana.

Citronen-eis: É um licor de origem alemã produzido a partir de sumo de


limão e casca. A palavra Eis (gelo em alemão) significa que o licor deve ser
servido com gelo.

Cointreau: É um licor francês dos mais famosos do mundo, cujo


aparecimento se deu no século XIX pela mão dos dois irmãos Cointreau.
Hoje ainda é a família Cointreau quem domina a firma com o mesmo nome,
com sede em Anvers, França.
A sua produção faz-se a partir de cascas de laranjas amargas das "West
Indies" e de cascas de laranjas doces espanholas.
Para melhor apuramento de qualidade o Cointreau é de dupla destilação.
A sua graduação alcoólica é de 40º GL.

Cordial Campari: É um licor italiano obtido a partir da destilação de


framboesas e que se apresenta incolor.

Cocoribe: Licor obtido a partir de coco e rum da Jamaica.

Creme de Banana: É um licor muito conhecido e vários países têm a sua


versão "creme de banana". Os franceses foram talvez os primeiros a produzi-
lo e, durante muitos anos, a partir de bananas das Caraíbas. É produzido
através da maceração das bananas e pura aguardente neutra.

Creme de Cacau: Também este licor é fabricado pela a maioria das firmas
produtoras de licores. Apresenta normalmente uma cor castanho-escuro, ou
incolor quando é utlizada a baunilha. Como o nome indica é produzido a partir
de cacau. A sua graduação alcoólica varia de 27º a 30º.

Creme de Fraises: É um licor francês produzido à base de morangos.


A graduação alcoólica é de 30º GL.

Creme de Mandarine: É um licor feito à base de tangerinas e, também a


exemplo de outros licores, é fabricado por diversas firmas produtoras de
licores, com maior incidência na Holanda, França e Dinamarca.

Creme de Menthe: (Pippermint). É um licor de origem francesa, embora


também se fabrique em diversos países. Obtém-se a partir de álcool de
cereais e de hortelã. Normalmente apresenta-se em duas cores: verde e
branco. A sua graduação alcoólica é de 30º GL.

Creme de Mokka: É um licor francês produzido à base de café (tipo Mocca) e


também de algumas ervas seleccionadas. Apresenta-se com cor castanha-
escura..

Creme de Noyau: Este licor é produzido por várias firmas produtoras de


licores, no entanto, o mais conhecido é o francês. É feito a partir de caroços de
pêssego e damasco. Apresenta-se, variavelmente, com cor rosada. A sua
graduação alcoólica é de 31,5º GL.

Creme de Noix: Licor francês produzido a partir de nozes verdes do sueste


francês. Em alguns casos, este licor é misturado com outro obtido a partir de
ameixas secas.

Creme de Baunilha: É um licor francês bastante aromático e suave, feito a


partir de baunilha.

Creole: Licor de coco e rum produzido pela Bols, 24º vol.

Cuarenta-y-Tres: Licor espanhol produzido na zona de Cartagena há


centenas de anos.
A sua cor é amarelo-dourado.
Deve o seu nome à quantidade de ervas que entram na sua composição,
precisamente quarenta e três.
A sua graduação alcoólica é de 31,5º GL.
Curaçau: É um licor de origem holandesa bastante conhecido e muito usado,
especialmente na confecção de cocktails.
É produzido a partir de cascas de laranja azedas, das ilhas Curaçau.
Curaçau é o termo que se aplica a quase todos os licores feitos à base de
infusão de cascas de laranja.
Quando há uma terceira destilação chama-se tríple-sec. No entanto, alguns
fabricantes deste licor já não insistem na designação tríple-sec no rótulo,
porque em alguns países o tríple-sec aparece numa versão muito doce, o que
contraria em absoluto um Curaçau.
O licor Curaçau apresenta-se para além de incolor, verde, vermelho, azul e
castanho-claro.

Drambuie: É um licor escocês feito à base de Whisky velho/Blended, açúcar e


mel aquecido e aromatizado com ervas.
Produz-se na famosa ilha de Skye, desde 1745, embora a sua comercialização,
em termos industriais, apenas se tivesse começado a efectuar a partir de
1906.
Julga-se também que grande parte da sua produção é feita numa destilaria
própria de Edimburg.
Apresenta-se em cor dourada e a sua graduação alcoólica é de 40º GL.

Dopio Cedro: É um licor italiano com sabor a limão e produzido pela casa
Galliano.

Elixir D'Anvers: É um licor belga criado em 1863, feito à base de ervas e


sementes. Tem um sabor amargo-doce e apresenta-se em cor amarelo-
dourado. A sua graduação alcoólica é de 34,5º GL.

Elixir da China: É um licor italiano produzido à base de anis e quinino. É


bastante doce e apresenta-se incolor.

Ensian Calisay: É um licor espanhol produzido na região da Catalunha.


Obtém-se a partir de uma complexa mistura de ervas e quinino e é
envelhecido em cascos de Canadian Whisky.
Normalmente designa-se apenas por Calisay. A sua graduação alcoólica é de
32º GL.

Enzian Liqueur: É um licor da Bavaria. Produz-se a partir de plantas de


Genciana dos Alpes.
É considerado um licor estomacal, sendo usado frequentemente para cura de
dores abdominais.
Este licor produz-se também na Suíça sob a mesma designação e em França
com o nome de Suze.

Escarchado/Anis: É um licor feito à base de anis e apresentado numa


garrafa que contém um ramo de anis no interior.
Este licor é muito doce e o açúcar cristalizado aparece no ramo do anis dando-
lhe aspecto de uma árvore de cristal.

Filtar: É um licor produzido na ilha de Chipre.


Pertence ao tipo curaçau e apresenta-se normalmente numa linda garrafa de
pedra, tipo jarro.

Fior D'Alpi: Licor produzido nos Alpes italianos a partir de ervas e plantas
provenientes dos Alpes.
É apresentado numa garrafa alta contendo no seu interior um ramo onde o
açúcar se cristaliza, assemelhando-se a um ramo de uma árvore de Natal.

Forbiden Fruit: É um licor americano produzido à base de Whisky, a que são


adicionados extractos de toranja, casca de laranja e mel.
Este é um dos mais famosos licores na América e a sua graduação alcoólica é
de 32º GL.

Fraises des Bois: Licor francês produzido a partir de morangos selvagens,


bastante doce. A sua graduação alcoólica é de 30º GL.

Framboise Sauvage: Licor francês produzido a partir de framboesas


selvagens. Apresenta-se numa cor pink (rosada). A sua graduação alcoólica é
de 30º GL.

Framboise, Creme de: Licor francês produzido a partir de framboesas. A sua


graduação alcoólica é de 30º GL. (Não confundir este licor com a existência da
aguardente Framboise).

Frangelico: Licor italiano produzido à base de avelãs. Grad. Alc. 24º.


Particularidades: apresenta-se em garrafa imitando um frade.

Freesomint: É um licor francês que pertence à classe dos "Creme de


Menthe". Apresenta-se com cor verde e, como o nome indica, produz-se a
partir de hortelã-pimenta. A sua graduação alcoólica é de 27º GL.

Galliano: É um licor italiano obtido a partir de plantas dos Alpes.


Pertence ao grupo dos licores de fórmula secreta, pois apenas se sabe que
entram na sua composição mais de trinta plantas diferentes, raízes, bagas e
pétalas de flores para aromatizar.
O nome deste licor foi-lhe dado no ano de 1896, em homenagem a um oficial
italiano, Major Galliano, que esteve sitiado num forte durante 44 dias. A sua
graduação alcoólica é de 35º GL.

Gaetano, creme liqueur: É um licor americano produzido pela destilaria Jim


Beam, obtido a partir de Whiskey e natas.

Galweiss: É um licor irlandês obtido a partir de Whiskey irlandês, plantas, mel


e café.

Glayva: É um licor escocês produzido a partir de Whisky, aromatizado com


plantas e também com mel aquecido. Este licor começou a ser produzido mais
a sério no ano de 1947. A sua graduação alcoólica é de 35º GL.

Glen Mist: É um licor irlandês produzido a partir de Whiskey irlandês, mel,


plantas e especiarias. O seu paladar é mais seco do que os licores similares
produzidos na Escócia, o que lhe dá uma característica especial. É colocado em
cascos para "amaciar" durante alguns meses antes de ser comercializado.

Goldwasser: É um licor alemão produzido em Danzing desde 1599.


O nome da cidade onde foi produzido serve para o identificar, por isso se pode
ler nos rótulos "Danzing Gold Wasser". Actualmente produz-se em Berlim.
Obtém-se a partir de anis e alcaravia (caraway). Apresenta-se incolor e com
pequenas partículas douradas que flutuam na garrafa.
A sua graduação alcoólica é de 40º GL.

Grand Marnier: É um licor francês conhecido mundialmente e obtido a partir


de laranjas amargas do Haiti, de Cognac e de aguardente vínica.
A sua produção começou no ano de 1880 pela família de Louis Alexandre
Marnier-Lapostolle, que conseguiu uma boa combinação de laranjas do Haiti e
Cognac.
Hoje, o Grand Marnier, embora se fabrique com outro tipo de laranja e
segundo métodos mais avançados, continua a ter um nome respeitado em
todo o mundo.

Apresenta-se em duas versões:


Cordon Rouge: obtido a partir de Cognac, apresenta-se numa cor laranja-
escura e é colocado em cascos pelo menos dezoito meses antes da sua
comercialização. Graduação alcoólica: 38,5º GL.
Cordon Jaune: incolor, obtido de aguardente vínica, muito semelhante a um
tríple-sec. O Grand Marnier pertence à família dos Curaçau, mas com uma
grande diferença dos mesmos.

Grand Marnier Creme: É um produto da família dos Cream Liqueurs, à base


de Cognac e natas. Grad. alc. 17º.