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AULA 01: INTRODUÇÃO À ANTROPOLOGIA MISSIOLÓGICA

Objetivos

1. Definir o termo “Antropologia Missiológica”;


2. Destacar a Importância do seu Estudo;
3. Identificar algumas características transculturais na Bíblia.

Introdução

O estudo da Antropologia através de uma perspectiva teológica de missões promove uma compreensão
de incalculável abrangência ao missionário transcultural, pois ela é uma ferramenta absolutamente necessária ao
preparo daquele que deseja servir ao Senhor entre outras etnias. Assim, se quisermos comunicar o Evangelho de
forma integral a um povo, cujo modo de vida é diferente do nosso, precisamos estar em condições de analisar
sistematicamente as razões de sua maneira de pensar, agir, crer e viver, para que de forma eficaz, alcancemos o
objetivo proposto por Cristo Jesus: “...Ide fazei discípulos de todas as nações...” (Mt 28.19).

Definição do termo: “Antropologia Missiológica”

O termo “Antropologia Missiológica” não é encontrado de forma literal nas Escrituras. Porém, por ser
uma disciplina no campo da teologia, ela revela os aspectos da sua estrutura sistemática nas páginas do Antigo
e do Novo Testamento, bem como através do registro histórico da Igreja. Por ser causa de estudo formal a bem
pouco tempo, podemos compreendê-la através da seguinte definição:

1. Antropologia
É o corpo de disciplinas que se consagram ao estudo dos grupos humanos sob o prisma dos tipos
físicos e biológicos e sob o prisma das formas de civilização (DE PAULA, 1997, p.133). Esse termo
deriva de duas palavras gregas „anthropos‟, que quer dizer “homem”, e „logos‟, significando
“conhecimento ordenado” (MONTAGU 1969, p. 14). Por conseguinte, a Antropologia é o
conhecimento ordenado do homem. Ou seja, tudo o que é tratado sobre o homem, sua natureza,
existência e forma de viver são estudados dentro da Antropologia. Kroeber define a Antropologia
como “A ciência dos grupos humanos, seu comportamento e suas produções”. (EMAD, 2005,
p.162).
Sendo a Antropologia o "estudo do ser humano" ou, mais especificamente, "a ciência da cultura
humana", pode ser conceituada como “o resultado da aglutinação histórica de impressões, fatos e
ideias sobre a identidade do homem disperso em seus diferentes ajuntamentos sociais” (LIDÓRIO,
p.26). Desta forma, a Antropologia está dividida em duas áreas:

 Antropologia Física
O seu objeto de estudo é o homem no aspecto anatômico/fisiológico, observando as medidas do
corpo humano, características físicas dos povos; através da genética e das descrições que ela
fornece (DE PAULA, 1997, p 134).

 Antropologia Cultural
Esta se ocupa em estudar o homem nos aspectos culturais, psicológicos e sociológicos,
observando as culturas pré-históricas, a etnologia, o folclore, a organização social, a religião, a
língua, a personalidade, a aculturação e a aplicação da antropologia aos problemas do ser
humano (BURNS, 1995, p. 18).

A nossa causa de estudo não se ocupa em fazer uma abordagem do homem unicamente no aspecto
científico, mas essencialmente no sentido espiritual. Refletindo no que a Bíblia diz sobre o ser do homem, a sua
origem e como ele se conduziu desde a criação, diante dos tempos e situações, chegando até os dias de hoje.

2. Missiologia
A palavra “Missiologia” é composta por dois termos heterogêneos, sendo o primeiro do latim
„missio‟, que quer dizer “envio”, e, outro termo do grego, „logos‟, referindo-se ao estudo
sistemático. Portanto, a Missiologia é o estudo sistemático da atividade de evangelismo da Igreja e a
análise dos meios para realizar o IDE de Cristo Jesus. Esta disciplina é uma subdisciplina dentro da
Teologia Pastoral e da Eclesiologia. Por conseguinte, a Missiologia se correlaciona com as
seguintes ciências:

 Antropologia: Para entender os códigos éticos e os valores morais que baseiam o ser humano
dentro da sociedade em que ele está inserido;
 História: Para compreender como tal sociedade chegou a ser o que ela é;
 Geografia: Para obter uma percepção adequada quanto o espaço de atuação;
 Sociologia: Para observar as tendências do comportamento fenomenológico do homem em
sociedade.

Ao estudarmos “Antropologia Missiológica”, estamos nos munindo de meios que nos auxiliarão a
compreender o homem e tudo que o envolve, a fim de podermos entender melhor a razão de suas atitudes e
crenças, e, assim, anunciarmos-lhe o Evangelho com maior eficácia (DE PAULA, 1997, p.135).

A importância do Estudo da Antropologia Missiológica

1. O que entendemos por “missões”?


Missões dentro da perspectiva da teológica-cristã lida com a parte prática da Obra de Evangelização
em obediência ao Senhor Jesus Cristo (Mt 28.16-20; Mc 16.15-10; At 1.8). Ou seja, trata do preparo
e do envio do missionário ao Campo de Missões. Rui de Sousa, disse: “...A missão é a razão
principal da existência da comunidade de fé. Tudo o que se fez na comunidade é feito em favor de
missões...” (JOSGRILBERG, 1977).
Portanto, entendemos que missões é a tarefa dada por Deus à Igreja para que, seguindo o exemplo de
Cristo, proclame por palavras e ações o Reino dos Céus, chamando todos ao arrependimento e a ter
fé em Cristo, ensinando-os a ser discípulo de Cristo (EMAD, 2005, p. 15)

2. Qual a relevância da Missiologia no contexto Missionário?


A Missiologia lida com o estudo, com a análise e a observação de dados, de estatísticas e de
informações de como se deve efetuar a missão. David Bosh, afirma que “...o valor do Evangelho,
em razão de proclamá-lo, está totalmente associado à compreensão cultural do povo receptor. O
contrário seria apenas um emaranhado de palavras que não produziriam qualquer sentido...”
(BOSH, 1983, pp. 218-248). Consequentemente, esta disciplina manifesta a sua importância ao
fornecer esclarecimento sobre o campo e o povo a ser alcançado de forma mais eficaz.

Identificar algumas características transculturais na Bíblia

1. Antigo Testamento
Deus usou homens inseridos dentro do contexto cultural para cumprir a sua vontade e revelar o seu
interesse de ser conhecido a todos os povos como o Deus Soberano. Vemos alguns exemplos nas
Escrituras de homens que viveram inseridos em contextos transculturais: Abraão (Gn 12.1-3),
Moisés (Êx 2.19), Jonas (Jn 1.1-8), José (Gn 42.23), Daniel (Dn 1.4), Jeremias (Jr 1.4) e outros.

2. Novo Testamento
O mesmo interesse de Deus pelos povos continua sendo demonstrado através de seu filho, Jesus
Cristo, nas páginas do Novo Testamento (Jo 3.16; 1Tm 2.4). Essa missão foi entregue a igreja a fim
de alcançar os homens de todas as raças, tribos, línguas e nações (Mt 28.19,20; Mc 16.15; At 1.8;
Rm 10.13-17), pois todos irão comparecer diante do Senhor (Fp 2.10; Ap 5.9), independentemente
de suas múltiplas formas de costumes (1Co 9.16-23).

Conclusão

A aplicação ao estudo sistemático da Antropologia Missiológica resultará em benefícios em favor do


missionário transcultural e do povo a ser alcançado. Por isso quanto melhor conhecer a nova cultura, seus
hábitos e costumes, maior será a probabilidade de ser bem sucedido em sua missão.
AULA 02: A CULTURA E A MISSÃO TRANSCULTURAL
Objetivos:

1. Conceituar “cultura” e termos afins;


2. Descrever as principais subdivisões de uma cultura;
3. Exemplificar os “choques” culturais;
4. Compreender o que é bíblico, extrabíblicos e antibíblicos numa cultura.

Introdução

O missionário transcultural deve conhecer os costumes do povo a ser alcançado, considerando a


validade dos seus aspectos culturais, para que estes não firam os princípios bíblicos. Por isso, o estudo
Antropológico de Missões se faz necessário a fim de conferir ao enviado, o devido respaldo teológico na
proclamação do Evangelho a todos os povos.

Conceituação de “cultura” e de termos afins

Para muitas pessoas, a palavra "cultura" significa: “O grau de estudos de uma pessoa”. Por isso, é
comum ouvirmos alguém falar: "Fulano de Tal tem muita cultura". Nessa ordem de pensamento, uma pessoa
que tem um linguajar rudimentar, um modo de vida simples, logo é considerada sem cultura. O mesmo
acontece com as tribos indígenas; pelo fato de terem uma vida bem simples, são taxadas de povo "sem cultura".
Mas esta não é a definição coerente dentro de uma visão antropológica (EMAD, 2005, p.125).

1. O que é cultura?
Para uma ampla compreensão do que venha a ser cultura, devemos, primeiramente, perceber a
existência do homem em sociedade, pois como ser estritamente social, ele é o agente promotor da
cultura.

1.1.Cultura: Antrop. É o conjunto complexo dos códigos e padrões que regulam a ação humana
individual e coletiva, tal como se desenvolvem em uma sociedade ou grupo específico, e que se
manifestam em praticamente todos os aspectos da vida: modos de sobrevivência, normas de
comportamentos, crenças, instituições, valores espirituais, criações, materiais, etc. [Como conceito
das ciências humanas, esp. da antropologia, cultura pode ser tomada abstratamente, como
manifestação de um atributo geral da humanidade, ou, mais concretamente, como patrimônio
distintivo de um grupo ou sociedade específica] (FERREIRA, 2010, p.623).

1.2.Goodenough disse que a “cultura é um sistema de conhecimento e consiste em tudo aquilo que
alguém tem de conhecer ou acreditar para ponderar de maneira aceitável dentro de sua sociedade”
(LIDÓRIO, apud, p. 57);

1.3.E.B.Tylor disse que a cultura é “...Aquele todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, artes,
princípios morais, leis costumes e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelos homens,
como membros da sociedade...” (CHAMPLIN, Vol I, 2002, p. 1029);

1.4.Paul Hiebert ao conceituar o termo cultura diz que ela é o “sistema mais ou menos integrado de
ideias, sentimentos, valores e padrões associados do comportamento e de produtos, compartilhados
por um grupo de pessoas que organiza e regulamenta o que pensa, sente e faz” (HIBERT, 1999, p.
30).

Portanto, tudo o que um determinado grupo de pessoas que vivem juntas, como população, em
funcionamento, aprendeu a fazer como seres humanos; o seu modo de vida, sua forma de viver, em suma deve
ser considerada, cultura (MONTAGU, 1969, p.14).
2. Aculturar Causar ou promover aculturação; modificar-se como resultado do contato com outros
grupos e a assimilação ou adaptação parcial à cultura destes (FERREIRA, 2010, p.50);

3. Aculturação: Antrop. Processo decorrente do contato mais ou menos direto e contínuo entre dois ou
mais grupos sociais, pelo qual cada um desses grupos assimila, adota ou rejeita elementos da cultura
do outro, seja de modo recíproco, ou unilateral... Psicol. Adaptação de um indivíduo a uma nova
cultura com que estabelece contato, seja em seu local de origem, seja em outro local para que se
tenha mudado; Sociol. Formação de uma nova cultura a partir da absorção de uma cultura por outra.
(FERREIRA, 2010, p.50);

4. Aculturado: Adj. aquele que sofreu aculturação (FERREIRA, 2010, p.50);

5. Transculturação: Processo de transformação cultural caracterizado pela influência de elemento de


outra cultura, com a perda ou alteração dos já existentes. (FERREIRA, 2010, p.2068).
O prefixo “trans” vem do latim e significa “movimento para além”, “através de”. Portanto, em
linhas gerais, missões transculturais é transpor uma cultura para levar a mensagem universal do
Evangelho à outra cultura. (EMAD, 2005, p.128).

Descrição das principais subdivisões da Cultura

Após definirmos cultura como o conjunto de comportamentos e ideias característicos de um povo, que
se transmite de uma geração a outra, designando o modo de agir, de pensar e de se conduzir dessa população
em comunidade, podemos então afirmar que a cultura se torna herança imaterial, não transmitida biológica ou
financeiramente, porém vivenciada por aqueles que se encontram inseridos dentro de um mesmo contexto.
Desta forma, existe, portanto, dois tipos principais de cultura:

 Cultura civilizada e,
 Cultura primitiva.

Essas expressões são dadas, não em termos negativos, mas simplesmente em função do grau de
desenvolvimento para industrialização de cada grupo. Em termos antropológicos, não se pode valorizar uma
cultura, ao ponto de considerá-la superior a outra. Cada uma dentro da sua realidade tem o seu valor e espaço de
atuação para o povo que lhe acomoda. A cultura envolve os aspectos materiais, sociais, religiosos, linguísticos,
estéticos, musicais, artísticos, etc. que formam um sistema organizado para o convívio de uma comunidade.
Portanto, a cultura em todos os tempos e lugares é basicamente subdivida de acordo com as seguintes
orientações (BURNS, 1985, pp. 20-24, 46):

RELAÇÕES SOCIAIS

Família biológica Classe social Geografia Religião


Nível socioeconômico Profissão Língua Idade
Clubes de recreação Sexo Educação Política

Exemplos de “choques” culturais

Observando as diversas culturas existentes no mundo, vemos que cada povo tem sua própria ideia a
respeito de qualquer assunto em comum. Porém, cada povo considera sua ideia como universal, a única correta
e a que deve prevalecer acima das demais. Por isso, vejamos:

• A maneira de vestir;
• O modo de cumprimentar uns aos outros;
• O alimento a ser consumido;
• Linguajar e vocabulário;
• O tipo de transporte a ser utilizado;
• A forma de culto, etc.
Nós pensamos que os nossos costumes e que a nossa cultura são mais corretos e superiores que os
costumes de outras culturas. Às vezes, até rimos dos costumes dos outros povos. Muitas vezes julgamos as
atividades dos outros povos, sem entender os motivos que os levaram a agir daquela forma; agimos conforme
os nossos costumes, sem percebermos que também estamos sendo analisados pelos outros.

• Há um povo na Birmânia que não aceita o nascimento de gêmeos. Quando isso acontece, eles matam
os bebês, expulsam os pais da aldeia e queima a casa e a plantação desses pais (EMAD, 2005, p.
139);

• Na Tailândia, as mulheres não podem ocupar os quartos superiores de um hospital, se houverem


homens nos quartos inferiores, pois isso é interpretado como que as mulheres fossem superiores aos
homens (EMAD, 2005, p. 139);

• Numa tribo do Zaire, Ngombe, existe o costume entre os homens, de trocar de mulher até que se
descubra qual seja a mulher certa, somente depois dessa descoberta, os homens dessa tribo, decidem
casar. Isso é um fato tão comum para eles, que, quando alguns deles se converteram, não
conseguiram entender por que os missionários não concordavam com a aquela prática! (EMAD,
2005, p. 140);

• Nas Filipinas é comum as pessoas limparem com lenço as cadeiras antes de se sentar; e, também
limpar os pratos e talheres antes de se alimentar, mesmo que esses já estejam limpos (EMAD, 2005,
p. 141);

• No México, os Navajos abandonam a casa do falecido e nem sequer tocam mais nela. Por isso, eles
têm um medo terrível dos hospitais, pois sabem que neles as pessoas morrem (EMAD, 2005, p.
141);

• Na ilha de Yap, na Micronésia, os chefes da aldeia exigiram que as mulheres usassem saias até aos
pés. Para eles, é chocante uma mulher mostrar qualquer parte das pernas, e uma brasileira que lá
fosse com sua saia só até o joelho causaria muitos comentários! (BURNS, 1985, p. 8);

• No Japão é ética social se encurvar diante de uma pessoa para cumprimenta-la (BURNS, 1985, pp.
9);

• Na China, as pessoas pensavam que os missionários louvavam as cadeiras, porque oravam


ajoelhados de frente para elas (BURNS, 1985, p. 9);
• Os esquimós costumam oferecer a esposa a um visitante ou hóspede; além disso, se alguém matar
um membro de sua família, eles aceitam o assassino como substituto (BURNS, 1985, pp. 11-17);

• Em algumas tribos indígenas, é comum a bigamia; em outras, a poligamia; e, em outras, a


poliandria. (BURNS, 1985, pp. 11-17)

Numa cultura, o que dever ser considerado Bíblico, extrabíblico e antibíblico?

O missionário transcultural deve anunciar o Evangelho a toda a criatura (Mc 16.15; Mt 28.19), sem
fazer acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11), e independentemente de como este povo esteja arraigado em
suas superstições e crenças que os distanciam de Deus (1Jo 3.8). O missionário deve evitar o etnocentrismo e o
proselitismo cultural, mantendo uma postura de equilíbrio bíblico, através do conhecimento real das Escrituras,
para assim poder distinguir o que seja bíblico, extrabíblico e antibíblico numa cultura (EMAD, 2005, p. 142).
Vejamos como deve ser o seu procedimento:

1. O missionário transcultural e os elementos culturais bíblicos:


Esses elementos culturais referem-se aos usos e costumes de um povo que não se opõem à Bíblia.

Exemplo: Oração, louvor, etc.


Texto base: João 4.24
2. O missionário transcultural e os elementos culturais extrabíblicos:
São elementos culturais que se relacionam com o que a Bíblia não abrangeu especificamente como
livro normativo, porém, não se “choca” com as Escrituras quando a Bíblia é observada como um
livro de princípios.

Exemplo: Dote, cerimônia fúnebre, etc.


Texto base: 1 Coríntios 10.23,31-33.

3. O missionário transcultural e os elementos culturais antibíblicos:


São elementos culturais que vão de encontro com a bíblia, de forma antagônica. Esses elementos se
opõem à fé cristã, comprometendo os ensinamentos bíblicos.

Exemplo: Poligamia, feitiçaria, infanticídio, etc.


Texto base: (Lv 18.19-30; Dt 18.9-14);

Conclusão

Quando a cultura do povo a ser alcançado é contrária aos ensinos da Palavra de Deus, o missionário
deve buscar a Deus em oração para ensinar a sua Palavra, visando à transformação desse povo alcançado.
Nunca se deve negociar a Doutrina Bíblica pois ela é universal. Somente o Evangelho tem poder de promover
essa mudança, para a glória de Deus!
AULA 03: O MISSIONÁRIO E A IDENTIFICAÇÃO DAS RELIGIÕES
Objetivos

1. Descrever os principais desafios transculturais enfrentados pelo missionário;


2. Definir o termo “religião” numa perspectiva missiológica;
3. Identificar as principais religiões mundiais;
4. Enumerar os diferentes aspectos da religião;
5. Refletir na formulação das possíveis perguntas feitas pelo missionário transcultural.

Introdução

Embora a manifestação cultural de cada povo deva ser observada pelo missionário transcultural, a
ênfase de sua atenção recai sobre a religião, ou seja, como o povo a ser alcançado, conduz a sua espiritualidade.
O missionário, portanto, deverá conhecer quais são as crenças, superstições e formas de adoração deste povo; se
eles são monoteístas ou politeístas; qual é a sua perspectiva quanto ao futuro e a vida pós túmulo, etc. Desta
forma, quanto mais familiarizado com a crença e a religiosidade do povo, maior será a probabilidade do
missionário ser bem sucedido!

Descrevendo os principais desafios do missionário transcultural

A missão de levar o Evangelho a todas as etnias, independentemente do costume local que cada povo viva, é
uma tarefa desafiadora para igreja e para aquele que é enviado por ela a fim de cumprir essa missão. Cada povo
possui regras étnicas bastante peculiares. Dependendo da forma que o Evangelho é apresentado a um povo, essa
a Mensagem de Boas Novas pode ser aceita ou pode ser rejeitada. Ora, se para nós é difícil compreendermos a
nossa própria cultura, o que dizer quando temos que assimilar uma cultura que não seja a nossa?
Identifiquemos, portanto, alguns dos principais desafios que o missionário transcultural enfrenta:

1. A compreensão das funções e dos significados de cada aspecto encontrado numa cultura, tais como:
comida, abrigo, transporte, organização da família, crenças religiosas; língua, etc;
2. A percepção dos fatores que determinam a conservação de certos aspectos culturais e o entendimento da
substituição desses aspectos por outros com o decorrer do tempo.
3. O missionário transcultural não pode fazer de sua moradia um lugar de isolamento;
4. O missionário transcultural não pode transformar o seu companheiro em intérprete cultural;
5. O missionário transcultural deve questionar com interesse de aprender;
6. O missionário transcultural deve ter um equilíbrio quanto à visão crítica-comparativa;
7. O missionário transcultural deve procurar adaptar-se ao seu novo contexto cultural;
8. Dados estatísticos que desafiam o missionário transcultural:
a. No mundo hoje há mais de 7,2 bilhões de pessoas;
b. Sendo 16.598 povos, onde 7.165 destes ainda não foram alcançados;
c. Nascem por minuto em 180 pessoas e morrem 102 média;
d. Existem mais de 65 milhões de pessoas deslocadas ou refugiadas;
e. Existem projetos para 2.267 línguas receberem a tradução da bíblia;
f. Existem 1.5 bilhões de pessoas espalhadas entre os povos de 1.800 línguas, aproximadamente, que
ainda não tem se quer uma pequena porção da bíblia traduzida para o seu pleno entendimento;

NOTA: Os desafios missiológicos não se limitam a área antropológica, como apresentada acima. Há outras
áreas que desafiam o missionário. Todavia, devemos entender que na área transcultural, não havendo uma
comunicação viável, inteligível e aplicável do Evangelho às outras culturas, as consequências serão desastrosas,
gerando:

1. Sincretismo religioso, e
2. Nominalismo evangélico.
Por isso, somente um profundo conhecimento bíblico da natureza da Igreja e do propósito de Deus em
alcançar todos os povos, irá capacitar os missionários a terem atitudes enraizadas nas Escrituras a fim de levar o
Evangelho às diversas etnias (LIDÓRIO, pp. 17-21)

Definir o termo “religião”, numa perspectiva missiológica:

A Antropologia Missiológica respalda o missionário com o estudo das religiões, pois o seu alvo é levar
a Mensagem salvífica aos povos não alcançados pelo Evangelho do Senhor Jesus. É imperativo àquele que faz
missões entender que “...O evangelho é libertador, mesmo nas nuances culturais mais desfavoráveis...”
(LIDÓRIO, 2005, apud, p.19), por isso o conhecimento das religiões lhe favorecerá o missionário em seu
ofício.

1. O Dicionário de Aurélio define religião como: "...a crença na existência de uma força ou forças
sobrenaturais, considerada(s) como criadora(s) do Universo, e que como tal deve(m) ser
adorada(s) e obedecida(s)..." (FERREIRA, 2010, p. 1811).

2. A Enciclopédia de Teologia e de Filosofia de Champlim define o termo religião dizendo que: A


palavra portuguesa religião vem do latim, religare, “religar”, “atar”. A aplicação básica dessa
palavra é a ideia de que certos poderes sobrenaturais podem exercer autoridade sobre os homens,
exigindo que eles façam certas coisas e evitem outras, forçando-os a cumprir ritos, sustentar crenças
e seguir algum curso específico de ação. Através da filosofia analítica percebemos que a religião
pode ser descrita da seguinte forma:
2.1.A religião é um sistema qualquer de ideias, de fé e de culto;
2.2.A religião consiste em crenças e práticas organizadas formando algum sistema... mediante o qual...
pessoas são influenciadas;
2.3.Em uso popular do termo, a religião é qualquer coisa que ocupa o tempo e as devoções de alguém.
(CHAMPLIM, 2002, Vol 5, p. 637-656).

3. O Dicionário de Wycliffe diz que: Há diversas opiniões relativas à raiz e origem do termo religião.
Cícero a relaciona com religare, “ler novamente”, “considerar”, “dar atenção ao divino”. Lactântio e
Agostinho traduziram religare como “religar”, e enxergaram na palavra a ideia de obrigação. Em
filosofia e em uso comum, a palavra tem sido usada com vários significados. Schleiermacher a
define como o sentido de dependência absoluta. Kant a define como a “observância da lei moral
como uma instituição divina”. De forma geral, uma religião pode ser definida como sendo qualquer
sistema de fé e adoração a Deus. (WYCLIFFE, 2000, p.1664).

No contexto transcultural o missionário será desafiado pelo pluralismo religioso entre os povos que
revela as múltiplas formas de adoração e de busca pelo mundo transcendental. Há no homem o interesse pelo
conhecimento de Deus e caberá a esse mensageiro descodificar os complexos “labirintos” culturais a fim de
alcançar a alma do homem sedento por Deus.

Identificando as principais religiões mundiais

1. Cristianismo:
Dentro da fé cristã, devemos estar atentos aos vários grupos e subgrupos de fé com os seus
respectivos modo de crer e de viver que foram sendo formados ao longo do tempo. É importante
destacar que no mundo, poucos cristãos de fato usam a bíblia como única regra de prática e de fé. De
forma crescente, identificamos grupos professando a fé cristã de forma que podemos considera-los
como seitas, heresias e até outro tipo de organização de fé, mas que infelizmente recebem o nome de
fé cristã.

2. Islamismo:
O Islamismo é a religião que mais rapidamente ganha adeptos na atualidade, apesar da constante
exposição da prática terrorista e da violência gerada por este grupo de fé. As práticas religiosas dos
mulçumanos são fundamentais para eles, por exemplo:
a) Eles apresentam as preces a Alá, cinco vezes ao dia;
b) O mulçumano deve oferecer uma parte dos bens ao necessitado;
c) Durante a data do Ramadan, entre o amanhecer e o entardecer, há a obrigação do jejum;
d) Todos os seguidores da religião, pelo menos uma vez em sua vida, devem realizar a peregrinação à
cidade de Meca, simbolizando a própria peregrinação de Maomé à esta cidade.

3. Hinduísmo
É a principal religião da Índia. O Hinduísmo é um tipo de união de crenças com estilos de vida.
Sua cultura religiosa é a união de tradições étnicas. Cerca de 905 milhões de adeptos do
Hinduísmo vivem na Índia e no Nepal. Outros países com populações significativas de hinduísmo
são Bangladesh, Sri Lanka, Paquistão, Malásia, Singapura, Ilhas Maurício, Fiji, Suriname, Guiana,
Trindad e Tobago, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos da América.

4. Budismo
É uma filosofia que tem a sua doutrina baseada nos ensinamentos de Siddharta Gautama, o Buda
(600 a.C.), e que busca a realização plena da natureza humana ou da religião. O Budismo abrange
diversas tradições, crenças e práticas geralmente baseadas num ciclo contínuo de morte e
renascimento, no qual vidas presentes e passadas estão interligadas. Essa é a principal religião em
vários países do sudeste asiático, como Camboja, Laos, Birmânia e Tailândia, Tibete, China, e
Japão. Várias fontes apontam que há aproximadamente 500 milhões de adeptos budistas, sendo
assim a quinta maior religião do mundo.

Enumerar os diferentes aspectos das Religiões

Há muitas maneiras de se classificar as crenças religiosas existente numa cultura. Nenhuma é totalmente perfeita;
mas vamos basear-nos numa "lista de opostos", que nos ajudará a entender os diferentes aspectos das religiões ente os
povos (BURNS, 1995, p. 65):

1. Animista X Teísta
2. Amoral (não ética) X Moral (Ética)
3. Legalista X Salvífica
4. Local X Universal
5. Revelacionista X Não revelacionista
6. Inclusiva X Exclusiva

Perguntas e reflexões pertinentes ao missionário transcultural

O missionário transcultural chegando ao destino almejado deverá pacientemente, porém, de forma


constante, apresentar a si mesmo repostas quanto às questões espirituais daquele povo que se deseja alcançar,
assim a proclamação do Evangelho, por ele feita àquele povo, será eficaz:

1. Quanto à prática religiosa:


a. Há tendência ao sincretismo religioso ou pratica-se uma religião única?
b. Quais são os principais sinais de religiosidade?
c. Há cerimônias e rituais de adoração, gratidão ou reverência?
d. Qual a forma de culto, adoração e invocação?
e. Há distinção entre o sagrado e profano em relação a tais cerimônias?
f. Há presença de música considerada sacra?
g. Há cerimônias familiares e individuais?
h. Há relatos revelacionais: simbólicas, orais ou escritas?
i. Visões, profecias, ritos messiânicos, atos de invocação?
j. Há veneração aos ancestrais?
2. Quanto ao entendimento de Deus:
a. Há um deus acima de outros deuses?
b. Em que ele se distingue?
c. Esse deus é presente ou ausente?
d. É uma pessoa ou uma força?
e. Qual o seu nome?
f. Há deuses e deusas?

3. Quanto ao entendimento sobre a morte:


a. A morte é motivo de regozijo ou tristeza?
b. É celebrada ou temida?
c. Quais as causas da morte?
d. Quem é responsável pela morte?
e. Há práticas e tabus para se evitar a morte?
f. Há diferenciação entre morte do corpo e espírito?
g. Há crença em vida após a morte?
h. Há destino único para o espírito após a morte?
i. Há uma parte da pessoa que, após a morte, permanece na terra?
j. Com que função?
k. Em que condições?
l. Os mortos se relacionam com os vivos?
m. Há esperança depositada na vida futura, no além?
n. Respeito, reverência ou adoração?
o. Há reencarnação?
p. Que seres são reencarnados?

4. Quanto à crença nos espíritos:


a. Há espíritos que povoam o universo?
b. Quais são seus nomes?
c. Há categorização entre eles?
d. Servem ou são servidos pelos homens?
e. Temem ou são temidos pelos homens?
f. Há espíritos éticos (bons ou maus)?
g. Há ritos e cerimônias de invocação a espíritos?

5. Quanto à fertilidade:
a. O que causa fertilidade?
b. Há algum espírito de fertilidade?
c. Há seres espirituais envolvidos?
d. Há ritos de proteção?
e. Há utilização de talismãs ou amuletos?
f. Quem está presente no parto?

Conclusão

O homem é, por natureza, um ser religioso. Deus o criou capaz de conhecê-lo, adorá-lo e de servi-lo.
Mas, com a Queda, o homem perdeu o estado de pureza e de santidade, tornando-se politeísta, pagão,
sincretista, etc. Por isso, existem tantas formas diferentes de culto e de religião. Eis aí a necessidade do
missionário transcultural conhecer a religiosidade do povo a ser alcançado, visando a evangelização e a
conversão daquele povo, para a glória de Deus.
AULA 04: A MISSÃO TRANSCULTURAL DA IGREJA
BASEADA EM JESUS COMO O MODELO MISSIONÁRIO
Objetivos:

1. Enumerar algumas características de transculturação missionária encontradas em Jesus Cristo;


2. Pontuar, resumidamente, a Missão Transcultural da Igreja manifestada através do livro de Atos;
3. Compreender que essa missão deve ser realizada hoje pela Igreja!

Introdução:

Biblicamente, a igreja não pode limitar a sua perspectiva de Missão ao espaço geográfico, sendo canal
da bênção de Deus só para “Jerusalém” e para si mesmo, como igreja. O plano Divino revelado ao longo dos
séculos manifestou Jesus Cristo para todos os povos, em todos os tempos e em todos os lugares, após a sua
morte na Cruz do Calvário.

Jesus, o maior missionário transcultural.

Dentro do contexto missiológico, o missionário é “aquele que recebeu uma determinada missão para
realizar”. O missionário é o “enviado”, do termo grego ἀπόστολος, derivado do verbo comum, apostéllo, que
significa simplesmente “enviar (ou despachar)”. Jesus é chamado de apóstolo: “...Considerai a Jesus Cristo,
apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão...” (Hb 3.1). Ou seja, enviado. Isto porque Deus o enviou ao
mundo (Jo 3.17). Jesus era ciente de sua Missão e por isso ele enviou seus discípulos ao mundo (Jo 20.21). O
propósito da vinda de Jesus ao mundo foi para promover a salvação do homem (1Tm 1.15; Jo 3.16). É
impossível desvencilhar a sua vida e o seu ministério da Obra Missionária. Vejamos, portanto, alguns princípios
bíblicos de um autêntico missionário evidenciados em Cristo Jesus:

 Jesus foi um missionário enviado por Deus (Gl 4.4-5; Jo 5.37-38; 1Jo 4.14);
 Jesus foi um missionário segundo a vontade de Deus (At 2.22-23);
 Jesus foi um missionário que cumpriu a sua missão (Jo 17.8, 26);
 Jesus foi um missionário que reconhecia o propósito de sua missão (Lc 4.43; 19.10; Jo 10.10);
 Jesus Cristo é o modelo missionário para todos os tempos, lugares e situações.

1. Jesus, um judeu que era modelo de transcultural de missões:


O cristianismo não pode conceber o propósito de Missão Transcultural sem assimilar a pessoa de
Jesus como o exemplo de maior missionário que a humanidade já viu em toda a sua história.
Baseado nos evangelhos, vemos Jesus totalmente envolvido na cultura Judaica:

 Jesus falou como judeu;


 Jesus comeu como judeu;
 Jesus dormiu como judeu;
 Jesus procedeu como um judeu comum.

Jesus de forma incansável atendeu os chamados, visitou as cidades, as casas, as sinagogas, o Templo
e por toda a parte não cessou de ensinar, libertar, curar e ressuscitar vidas. Jesus, mesmo sendo
judeu, rompeu barreiras geográficas, culturais, étnicas e religiosas para alcançar outros povos (Mc
7.24-27; Jo 4.9).

2. Jesus um modelo para todas as nações:


A descrição apresentada pelo apóstolo Paulo sobre a missão de Jesus Cristo aqui na terra, descrita
aos Filipenses, serve de paradigma para os missionários em todas as nações (Fp 2.5-11). Com Jesus
aprendemos as seguintes lições:
 Deixou todo o seu prestígio para cumprir uma missão (Fp 2.6);
 Identificou-se com os homens a fim de alcançar um objetivo (Fp 2.7);
 Abdicou de tudo, humilhando-se, cumprindo assim um propósito (Fp 2.8);
 Alcançou a aprovação divina como confirmação do alvo alcançado (Fp 2.9-11).

A contextualização do Evangelho era algo comum no dia-a-dia de Cristo Jesus, pois trazer uma
mensagem dos céus na linguagem de homens não era nada fácil. Da mesma forma, o missionário
tem que traduzir o Evangelho aos povos de costumes e culturas diferentes fazendo-os compreender
que a entrega da sua vida ao senhorio de Cristo Jesus não é apenas um princípio abstrato ou mera
doutrina importada que visa “colonizar” esse povo, em dimensões espirituais, mas é um fator
determinante na vida e critério básico para o conhecimento de tão rica e incomparável Salvação.

Uma visão resumida da Missão Transcultural da Igreja através do Livro dos Atos dos Apóstolos:

A missão transcultural manifesta o desejo de Deus em alcançar a todos os povos através do esforço da
Igreja. Esta verdade foi exposta por Jesus Cristo através da Grande Comissão (Mt 28.16-20; Mc 16.15; Lc
24.47; Jo 21.; At 1.8). Por isso, o empenho da Igreja deve ultrapassar as barreiras linguísticas, raciais, religiosas
e culturais que cada povo venha a apresentar. Somente assim, o Evangelho do Senhor Jesus Cristo poderá ser
proclamado plena e indistintamente.
Através do relato proposto pelo médico Lucas, ao narrar no Livro dos Atos dos Apóstolos, os primeiros
passos da Igreja Primitiva, podemos perceber de maneira resumida, a forma em que o Espírito Santo de Deus
conduziu a Igreja para a realização do propósito Divino para alcançar o mundo de então:

1. Lucas mostra que Jesus tinha um plano para o derramamento do Espírito Santo num dia específico e
estratégico, pois muitos povos oriundos de diversas regiões estariam presentes em Jerusalém e
testemunhariam da manifestação espiritual através de sua Igreja (At 1.4, 8; 2.1-4; 8-11);
2. Muitos desses povos se converteram ao ouvir a pregação do Evangelho através do apóstolo Pedro,
no dia de Pentecostes (At 2.37-41; 4.4; 5.14);
3. Após tamanha repercussão, o Evangelho tomava maiores proporções, no entanto, estava restrito aos
limites da cidade de Jerusalém (At 6.1, 7);
4. A Igreja Primitiva venceu os limites geográficos de Jerusalém devido à perseguição que assolava os
crentes daquela época, avançando pelas terras da Judéia e Samaria (At 8.1-5);
5. Quando a Igreja chegou a Samaria e aos vilarejos daquela região (At 8.15), o anjo do Senhor
orientou Felipe avançar com a pregação do Evangelho, por isso, a mensagem de Boas Novas
alcançou a África (8.26-40);
6. A Igreja Primitiva investiu aproximadamente 10 anos da sua existência para percorrer um trajeto de
170 km e alcançar as regiões Judéia, Galileia e Samaria através das atividades missionárias
desenvolvidas pelos discípulos (At 9.31);
7. Mesmo o apóstolo Pedro recebendo a revelação de Divina que foi acompanhada por sinais vindos de
Deus (At 10.1-48), muitos discípulos da Igreja Primitiva em Jerusalém resistiram o avanço da Igreja
entre outros povos (At 11.1-3).
8. Somente depois de um poderoso testemunho apresentado pelo próprio apóstolo Pedro é que esses
discípulos vieram a crer, mas nada fizeram para o avanço da Missão Transcultural (At 11.18);
9. Finalmente a Igreja chegou a Antioquia, distância próxima de 550 km de Jerusalém. Isto aconteceu
11 anos depois da orientação de Jesus Cristo (At 1.8), infelizmente esse avanço não se deu como
fruto da obediência ao IDE, mas como resultado da perseguição (At 11.18-30);
10. Somente após 16 anos aproximadamente da sua existência é que a Igreja vem a cumprir o projeto
missionário (At 13.1-5);

Conclusão

A atualidade dos princípios ensinados por Jesus, bem como o lições de evangelismo deixadas pela Igreja
Primitiva servem como motivação para o nosso avanço através da Obra Missionária nos dias hodiernos.
Portanto, estudemos, mas acima de tudo pratiquemos Missões para melhor servirmos Àquele que nos chamou
das trevas para a verdadeira Luz. Que Deus nos abençoe!