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As fragilidades dos sistemas agrários

A superfície total das explorações agrícolas é a soma da superfície agrícola utilizada, da superfície das matas e florestas sem culturas sob coberto, da superfície agrícola não utilizada e das outras superfícies da exploração. Assim:

Superfície total das explorações Superfície Matas e Florestas Superfície Agrícola Agrícola Utilizada Outras
Superfície total das
explorações
Superfície
Matas e Florestas
Superfície Agrícola
Agrícola Utilizada
Outras Superfícies
(SAU)
Sem Culturas
Sob-coberto
Não Utilizada
(SANU)
Em 2009
Em 2009
Em 2009
Em 2009
A SAU representou
a maior fatia da
superfície total de
explorações (78%
da superfície total
das explorações)
A superfície florestal
sem aproveitamento
agrícola simultâneo
(mas incluída na
exploração agrícola)
que representou
cerca de 18%.
A área com
potencial agrícola
mas sem utilização,
representou apenas
As outras
superfícies (edifícios,
logradouros,
caminhos,
3%.
albufeiras, etc.)
representam cerca
de 1%.
Predominaram nas explorações de menor
dimensão: mais de 15% da superfície total
nas explorações com menos de 1 hectare de
SAU.
Superfície Agrícola Não Utilizada
Outras Superfícies
(SANU)

Superfície da exploração anteriormente utilizada como superfície agrícola, mas que já o não é por razões económicas, sociais ou outras. Não entra em rotações culturais. Pode voltar a ser utilizada com auxílio dos meios geralmente disponíveis na exploração.

Áreas ocupadas por edifícios, eiras, pátios, caminhos, barragens, albufeiras e ainda jardins, matas e florestas orientadas exclusivamente para fins de proteção do ambiente ou de recreio.

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Composição da superfície total das explorações (variação 1999-2009)

19991999
19991999
 
20092009
20092009

19%

4% 2%

19% 4% 2%

3% 1%

3% 1 %
 

18%

 

Entre 1999 e 2009:

75%

78%

A superfície total das explorações agrícolas diminuiu 9%, o que corresponde a uma diminuição de quase 480 mil hectares.

SAU

SAU

SAU

Matas e florestas sem culturas sob-coberto

SANU Outras superfícies

SANU

SANU Outras superfícies

Outras superfícies

 

Em termos regionais…

INE, Recenseamento Agrícola 2009, edição 2011

Superfície total das explorações (variação 1999-2009)

Portugal Continente EDM TM BL BI RO ALE ALG Açores Madeira
Portugal
Continente
EDM
TM
BL
BI
RO
ALE
ALG
Açores
Madeira

– 30

– 20

– 10

0

10 (%)

Os maiores decréscimos registaram-se:

na Beira Litoral (– 30%);

no Algarve (– 27%);

no Ribatejo e Oeste (– 23%).

O acréscimo registou-se:

no Alentejo.

INE, Recenseamento Agrícola 2009, edição 2011

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Assim:

Importância da superfície total das explorações (variação 1999-2009) N < 25% 25% a < 50%
Importância da superfície total das explorações (variação 1999-2009)
N
< 25%
25% a < 50%
50% a < 75%
≥ 75%
Entre
Trás-os-Montes
Douro e
Minho
Beira
Litoral
Região Autónoma dos Açores
Beira
Interior
Corvo
S. Miguel
Flores
Graciosa
S. Jorge
Ribatejo
Faial
e Oeste
Terceira
Pico
Sta. Maria
0
40 km
Região Autónoma da Madeira
Alentejo
Porto Santo
Madeira
Desertas
Algarve
Selvagens
0
40 km
0
50 km
81% da área geográfica do Alentejo está integrada em explorações agrícolas, representatividade
muito acima da observada nas duas outras regiões onde a superfície é predominantemente agrícola:
os Açores (56%) e Trás-os-Montes (50%). Em Entre Douro e Minho e no Algarve a superfície total
das respetivas explorações ocupa cerca de 1/3 da área geográfica das regiões, sendo que a Beira
Litoral, com apenas 19% da superfície geográfica abrangida, é a região continental em que as
explorações ocupam a menor área. Na Madeira as explorações agrícolas apenas ocupam 9% da
superfície da Região.
INE, Recenseamento Agrícola 2009, edição 2011
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A superfície florestal…

A floresta é fundamental do ponto de vista ambiental, económico, social e cultural, na medida em que permite, por exemplo:

manutenção da biodiversidade da fauna, da flora e dos habitats;

qualidade e a quantidade da água;

combate à erosão dos solos;

combate à desertificação;

a

a

o

o

Azinheira Eucalipto Castanheiro Sobreiro
Azinheira
Eucalipto
Castanheiro
Sobreiro

capacidade de retenção de CO 2 ;

a

fornecimento de fontes

o

de energia (biomassa) alternativas aos combustíveis fósseis;

criação de emprego;

a

desenvolvimento rural.

o

Em 2010 e de acordo com o Inventário Florestal Nacional:

O uso florestal do solo foi o uso dominante do território continental (35,4% em 2010).

A área florestal diminuiu durante o período 1995 a 2010.

A área arborizada (povoamentos) aumentou (+0,4% por ano) entre 1995 e 2010.

O eucalipto foi a principal ocupação florestal do Continente em área (812 mil ha), o sobreiro a segunda (737 mil ha), seguido do pinheiro‐bravo (714 mil ha).

A

área de pinheiro‐bravo apresentou uma forte redução, de ‐13% relativamente à superfí-

cie arborizada (povoamentos) e de – 27% quanto à superfície total (povoamentos e super- fícies temporariamente desarborizada, superfícies cortadas, ardidas e em regeneração).

Verificou‐se um aumento significativo das áreas arborizadas com pinheiro‐manso (+54%)

e castanheiro (+48%).

A área total pinheiro bravo diminuiu 263 mil ha entre 1995 e 2010. A maior parte desta

área transformou-se em “matos e pastagens” (165 mil ha), 70 mil em eucalipto, 13 mil em espaços urbanos e 13,7 mil em áreas florestais com outras espécies arbóreas.

A área total de eucalipto aumentou 13% entre 1995 e 2010.

A área de sobreiro apresentou‐se estável ente 1995 e 2010, com uma ligeira diminuição.

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As espécies florestais…

Distribuição das áreas totais por espécie/grupo de espécies

das áreas totais por espécie/grupo de espécies 6% 6% 23% 23% 26% 26% 6% 6% 2%
6% 6% 23% 23% 26% 26% 6% 6% 2% 2% 1% 1% 2% 2% 11%
6% 6%
23% 23%
26% 26%
6% 6%
2% 2%
1% 1%
2% 2%
11% 11%
23% 23%

Pinheiro-bravo23% 26% 26% 6% 6% 2% 2% 1% 1% 2% 2% 11% 11% 23% 23% Pinheiro-manso

Pinheiro-manso6% 6% 2% 2% 1% 1% 2% 2% 11% 11% 23% 23% Pinheiro-bravo Outras resinosas Sobreiro

Outras resinosas1% 1% 2% 2% 11% 11% 23% 23% Pinheiro-bravo Pinheiro-manso Sobreiro Azinheira Carvalhos Castanheiro Eucaliptos Outras

Sobreiro11% 23% 23% Pinheiro-bravo Pinheiro-manso Outras resinosas Azinheira Carvalhos Castanheiro Eucaliptos Outras folhosas

Azinheira23% Pinheiro-bravo Pinheiro-manso Outras resinosas Sobreiro Carvalhos Castanheiro Eucaliptos Outras folhosas Inventário

CarvalhosPinheiro-manso Outras resinosas Sobreiro Azinheira Castanheiro Eucaliptos Outras folhosas Inventário Florestal

CastanheiroPinheiro-manso Outras resinosas Sobreiro Azinheira Carvalhos Eucaliptos Outras folhosas Inventário Florestal Nacional 6

EucaliptosOutras resinosas Sobreiro Azinheira Carvalhos Castanheiro Outras folhosas Inventário Florestal Nacional 6 Áreas dos

Outras folhosasSobreiro Azinheira Carvalhos Castanheiro Eucaliptos Inventário Florestal Nacional 6 Áreas dos usos do solo e

Azinheira Carvalhos Castanheiro Eucaliptos Outras folhosas Inventário Florestal Nacional 6 Áreas dos usos do solo e

Inventário Florestal Nacional 6 Áreas dos usos do solo e espécies florestais de Portugal continental – Resultados provisórios, fevereiro de 2013

A superfície florestal cuja espécie dominante é o eucalipto representa a maior área do país (812 mil ha; 26%), o sobreiro a segunda (737 mil ha; 23%), seguido do pinheiro‐bravo (714 mil ha; 23%). A área ocupada por espécies resinosas corresponde a 31% da floresta portuguesa, sendo a restante (69%) ocupada por espécies folhosas.

Poderá consultar:

Infografia Público

http://www.publico.pt/multimedia/infografia/uma-floresta-sempre-em-mutacao-88