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Diocleciano ou Constantino

Diocleciano foi o imperador romano responsável pela décima, última e mais sangrenta
perseguição romana aos cristãos. Este imperador imoral tentou extirpar o cristianismo pela
força da espada. De origem humilde, filho de um escravo liberto da Dalmácia, Diocleciano,
entronizado em 284, e foi se cercando de autoridades hostis ao cristianismo e gradativamente
implantando leis de intolerância aos cristãos. Primeiro expulsou-os dos cargos públicos.
Depois, a partir de 24 de fevereiro de 303, cassou todos os direitos civis dos cristãos e os
escravizou. Um segundo decreto no verão do mesmo ano determinou a prisão de todos os
pastores cristãos. As prisões superlotaram. Um novo decreto em 20 de novembro concedeu
anistia aos prisioneiros que sacrificassem aos ídolos, e pena de morte aos que resistissem.

A perseguição de Diocleciano foi finalmente abolida dez anos depois por Constantino. Este
imperador publicou em 13 de junho de 313 o Édito de Milão, que encerrou legalmente a
intolerância aos cristãos no Império e ordenou a devolução de suas propriedades confiscadas.
Constantino teria ganho a Batalha da Ponte Mílvia em 28 de outubro de 312 após pintar uma
cruz nos escudos de seus soldados. Ele se mostrou simpático ao cristianismo ao mesmo tempo
que cultuava Hércules e o Deus Sol Invencível, além de aceitar e incitar para si mesmo os
louvores e a adoração próprios de uma divindade. O mais intrigante é que Constantino
concedeu aos bispos cristãos poder temporal. A política anticristã de seu antecessor foi
substituída por um estado cristão. As dioceses e paróquias do Império passaram a ser geridas
pelos líderes cristãos. Costumes religiosos tornaram-se lei. A igreja sucumbiu à tentação do
poder mundano e acabou formando a imagem da besta apocalíptica: um híbrido de
cristianismo bíblico e paganismo imperialista. Com a legalização e a politização, a Igreja
corrompeu-se e entrou numa longa era de apostasia. A espada de Diocleciano não pôde
destruir a fé pela força, mas cruz espúria de Constantino deturpou a doutrina cristã. A partir de
Constantino, um cristão não era muito diferente de um pagão.

O Brasil está diante de um Diocleciano imoral e anticristão e de um Constantino que se mostra
simpático aos cristãos, apesar de ele mesmo não demonstrar ter passado pelo novo
nascimento. Diocleciano ameaça a Igreja com a legalização do pecado. Constantino oferece à
Igreja o reino deste mundo, se tão somente os cristãos se prostrarem e o adorarem.
Infelizmente, muitos cristãos ávidos por poder secular têm aceitado a oferta de Constantino. A
história revela que a cruz de Constantino foi a estratégica demoníaca para esvaziar a Igreja de
todo o seu poder espiritual. Na China comunista a Igreja proscrita é fervorosa, enquanto no
reino evangélico da Suécia a Igreja estatizada é fria e descompromissada. Não há porque o
cristão votar em Diocleciano, mas Constantino é uma armadilha mais sagaz contra a pureza da
fé.