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1) Estudar a fisiopatologia do AVE, dando ênfase às sequelas neurológicas e psicossociais

Acidente vascular cerebral isquêmico: A isquemia provoca infarto cerebral, com dano funcional e estrutural
irreversível (zona isquêmica central), além de uma região funcionalmente comprometida, mas estruturalmente
viável, chamada zona de penumbra isquêmica. Os principais mecanismos do AVCI são trombose de grandes
vasos (relacionado à doença aterosclerótica), cardioembolismo, trombose de pequenas artérias (oclusão de
artérias perfurantes nos hemisférios cerebrais ou tronco encefálico).
Acidente vascular cerebral hemorrágico: Possui dois mecanismos principais: Hemorragia intraparenquimatosa
(HIP) e Hemorragia subaracnóide (HSA). A primeira é consequência da ruptura de microaneurismas gerados
pela lesão vascular da hipertensão arterial sistêmica (HAS). Os locais mais frequentes de HIP são os núcleos
da base, ponte, cerebelo e substância branca lobar. Outras causas de HIP devem ser suspeitadas em
indivíduos não hipertensos, tais como: malformações vasculares, aneurismas saculares e micóticos, distúrbios
da coagulação, arterites, drogas, tumores cerebrais e angiopatia amilóide. A HSA é extremamente grave. Ela
decorre principalmente da ruptura de aneurismas saculares, localizados nas bifurcações arteriais próximas ao
polígono de Willis (artérias comunicantes anteriores e posteriores, cerebral média).
Depois de ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o paciente pode ficar com várias sequelas neurológicas
ligeiras ou graves, sendo que estas consequências podem ser temporárias ou permanecer para toda a vida.
Essas sequelas comprometem as atividades de vida diária (AVD) do paciente e, principalmente, as atividades
instrumentais de vida diária (AIVD). Dessa forma, fazer coisas simples como tomar banho e vestir uma roupa,
bem como, atividades mais complexas, como fazer cálculos e dirigir, podem estar comprometidas.
2) Reconhecer a importância da família na manutenção das condições de vida do indivíduo com disfunções
Levando em consideração que o enfoque seria no idoso, é de se imaginar que esse paciente, em sua maioria,
não possui grande capacidade financeira. Dessa forma, a família entra como ator principal na promoção de
cuidados ao indivíduo com disfunções, caso contrário, possivelmente não haveria quem o fizesse. Além disso,
o fato de o paciente ser um familiar, aumenta as chances desse cuidado ser realizado de uma forma mais
humana, com amor. Desta forma, pode-se concluir que a família é importante por estar disponível para o
cuidado e por fazê-lo de maneira mais reconfortante.
3) Avaliar o uso de medicamentos benzodiazepínicos (BZD) em idosos
O uso dos BZD na população idosa tem sido associado a maior incidência de efeitos adversos, tais como
quedas, fratura de fêmur, alterações cognitivas, delirium, sonolência diurna, acidentes automobilísticos com
maior frequência que em adultos jovens, inclusive aumento da mortalidade por todas as causas em 12 meses
quando comparados a não usuários de BZD. O incremento do risco associasse às modificações próprias da
idade em função renal, metabolismo hepático, diminuição de proteínas transportadoras plasmáticas e aumento
de gordura corporal, assim como dose e tempo de uso. Por isso, quando for necessário utilizar essa classe de
medicamento, deve-se iniciar com 1/3 da dose empregada em adultos e prosseguir com ajuste lento. Como
estratégia adicional, se necessário, pode-se fracionar a dosagem em 2 a 3 vezes/dia.