Você está na página 1de 15

PROLÓGICA INFORMÁTICA

Aqui você encontra as melhores apostilas da Net

http://valenet.com.br/~cdturbo/

Como funciona o interruptor de três posições

Introdução
Em sua casa ou apartamento deve haver pelo menos uma lâmpada controlada por
dois interruptores separados. Sempre que você aciona cada um dos interruptores,
a lâmpada altera seu estado - se estiver ligada, ela desliga; se estiver desligada,
liga.
Se você sempre quis saber como essa configuração funciona e como cada
interruptor sabe o que o outro está fazendo, então continue lendo. Neste artigo,
vamos resolver o mistério dos interruptores de três posições!

Lâmpadas normais

Vamos começar olhando como é feita a fiação de uma lâmpada normal para que
você possa entender a fiação residencial básica de um interruptor de luz. A
figura abaixo mostra a configuração mais simples possível:
Nesse diagrama, o fio preto é o "vivo", ou seja, ele transporta a corrente de 120
volts AC. O fio branco é o neutro. Para mais informações sobre a corrente AC dos
aparelhos domésticos e aterramento. Você pode ver na figura, que a corrente
passa através do interruptor. O interruptor simplesmente abre (desliga) ou fecha
(liga) a conexão entre os dois terminais do interruptor. Quando o interruptor está
ligado, a corrente flui pelo fio preto, através do interruptor, até a lâmpada e, então,
retorna ao terra, através do fio branco, para completar o circuito.
O eletricista que instala a fiação da casa normalmente usa o Romex para
transportar a potência da caixa de fusíveis para os interruptores e tomadas da
casa. Um pedaço do Romex é mostrado aqui:

Romex
O Romex consiste em um invólucro externo de plástico (branco na foto) com três
fios dentro. Os fios preto e branco são eletricamente isolados, e um terceiro fio
desencapado funciona como o fio terra do circuito. A maior parte das aplicações
domésticas normais usa Romex de bitola 12 ou 14.

Lâmpadas de três posições

Para criar lâmpadas que funcionam com dois interruptores separados, o eletricista
usa dois equipamentos especiais no circuito:
• interruptores especiais conhecidos como interruptores de três
posições;
• fiação especial Romex que tem um fio vermelho encapado extra junto
com os fios preto e branco dentro do invólucro.
Um interruptor normal tem dois terminais que ficam ligados ou desligados. O
interruptor de três posições tem três terminais e o interruptor liga o primeiro
terminal ao segundo ou terceiro terminal, como é mostrado aqui:

Em um interruptor normal, os dois terminais estão conectados (como


mostrado) ou desconectados. Quando estão conectados, o interruptor está
"ligado". Em um interruptor de três posições, o terminal superior é
conectado a qualquer um dos dois terminais inferiores. Obs.: a configuração
real do terminal em um interruptor de três posições depende do fabricante.

Você usa os interruptores de três posições para controlar a lâmpada e fazer a


disposição dos fios como mostramos abaixo:
Nesse diagrama, um pedaço normal do Romex vem do painel de fusíveis para o
primeiro interruptor de três posições. O fio "vivo" preto é inserido no interruptor
pelo lado esquerdo. O Romex de três vias, que inclui os fios vermelho, preto e
branco, vai do interruptor à esquerda para o interruptor à direita, com o fio branco
carregando o terra e os fios vermelho e preto carregando a saída dos terminais no
interruptor esquerdo. O Romex normal vai do interruptor direito para a lâmpada.

Suponha que, com o interruptor para cima, os terminais 1 e 3 estejam conectados


como mostrado acima. Se o interruptor estiver para baixo, então os terminais 1 e 2
estarão conectados. Você pode ver, se seguir os fios e os interruptores, que, na
figura anterior, a lâmpada está apagada. É possível ver também que, se você
acionar qualquer interruptor, a lâmpada acenderá. E se você acionar qualquer
interruptor novamente, a lâmpada apagará. É, na verdade, um arranjo bastante
simples quando você vê tudo isso exposto dessa forma.

Existem vários outros jeitos de fazer a ligação dos interruptores de três posições a
uma lâmpada. Por exemplo, a potência da caixa de fusíveis pode entrar na
luminária, e existirão dois interruptores em série operando, ou a potência pode
entrar na luminária e então dois interruptores podem ser dispostos em paralelo a
partir da lâmpada.

Se você está tentando entender como o conjunto de interruptores foi configurado


em sua casa, o uso de um ohmímetro ou de um detector de continuidade é o
único modo de fazer a engenharia reversa para compreender o que o eletricista
fez. Certifique-se de desligar a chave geral no painel de fusíveis antes de
mexer na fiação elétrica. O importante é que, se você conhecer a idéia básica
que está por trás dos interruptores de três posições e da fiação de três vias, ficará
muito fácil entender como isso funciona. E se você quiser entender simplesmente
o que está acontecendo, para satisfazer sua curiosidade, agora você já sabe!

Como funcionam os interruptores dimmer

Introdução
Quando você mobília uma casa, a luz é essencial. O nível de iluminação em uma
sala determina o que você pode ou não fazer, e tem um efeito imenso em como
você se sente. Você não pode ler facilmente junto a uma vela, e um jantar a dois
perde o romantismo debaixo da luz de uma lâmapada halógena de 1.500 W.
As pessoas usam certos cômodos para vários propósitos, e estas diferentes
funções demandam diferentes quantidades de luz. É ai que entra em cena o
interruptor dimmer, um conveniente componente elétrico que lhe permite ajustar
níveis de luminosidade de quase escuro a completamente iluminado,
simplesmente girando um botão ou deslizando uma alavanca.
Neste artigo, examinaremos um destes aparelhos , para descobrir como eles
controlam os pontos de luz. Seu funcionamento interno é formidável e
surpreendente. Modernos interruptores dimmer funcionam de uma maneira
totalmente inusitada.
A maneira antiga
Os primeiros interruptores dimmer usavam uma solução bastante direta para
ajustar níveis de luminosidade, um potenciômetro ou resistor variável. Um
resistor comum é um pedaço de material que não conduz muito bem a
eletricidade, oferecendo muita resistência ao movimento da carga elétrica. Um
resistor variável consiste em um pedaço de material resistivo, um braço de contato
estacionário e um braço de contato móvel.

Nesta configuração, você pode variar a resistência total ao ajustar a distância que
a carga tem que percorrer através do material resistivo. Se o braço de contato está
posicionado à esquerda, o fluxo de corrente no circuito precisa trafegar apenas por
uma parte bem pequena do material resistivo. Se o braço de contato estiver
posicionado todo à direita, a carga tem que passar através de mais material
resistivo.
À medida que a carga elétrica se move pelo resistor, energia em forma de calor é
dissipada. Quando colocado em um circuito em série, o consumo de energia do
resistor faz com que a voltagem caia no circuito, diminuindo a energia disponível
para outras cargas (uma lâmpada elétrica, por exemplo). Uma voltagem reduzida
passando pela lâmpada, reduz sua emissão de luz.
O problema neste caso é que ainda se usa muita energia para aquecer o resistor,
o que não ajuda a iluminar a sala, mas continua a gastar. Além de serem
ineficientes, estes interruptores tendem a ser desajeitados e potencialmente
perigosos, já que um resistor variável emite uma quantidade considerável de calor.
Interruptores dimmer modernos têm uma abordagem mais eficiente.

A nova e melhorada forma


Em vez de desviar a energia da lâmpada para um resistor, os componentes mais
modernos ligam e desligam o circuito para reduzir a quantidade total de fluxo de
energia. O circuito da lâmpada é desligado várias vezes por segundo.
O ciclo de alternância é feito em torno da flutuação da corrente alternada
doméstica (AC). A corrente AC possui polaridade de voltagem variável. Na
oscilação de uma onda senoidal, ela flutua de uma voltagem positiva a uma
voltagem negativa. Em outras palavras, o movimento da carga elétrica que
compõe a corrente alternada (AC) está constantemente mudando de direção.
Nos Estados Unidos, ela vai de um ciclo a outro (move-se em uma direção a
outra) 60 vezes por segundo. O diagrama abaixo exemplifica esse ciclo de um
sexagésimo de segundo.

Um dimmer moderno "corta" a onda senoidal. Ele desliga automaticamente o


circuito da lâmpada cada vez que a corrente muda de direção, isto é, cada vez
que a voltagem desce à zero. Isto acontece duas vezes por ciclo, ou 120 vezes
por segundo. Ele religa o circuito quando a voltagem sobe novamente a um certo
nível.
Este "valor de acendimento" é baseado na posição do botão ou controle
deslizante do dimmer. Se o dimmer for regulado para oferecer mais luminosidade,
ele ligará rapidamente, logo após ter se desligado. O circuito estará ligado a maior
parte do tempo, suprindo mais energia por segundo para a lâmpada elétrica. Se o
dimmer for regulado para luminosidade baixa, esperará mais dentro do ciclo para
poder religar-se.
Este é o conceito básico, mas como o dimmer faz isso? Nas próximas seções,
examinaremos o esquema elétrico que o faz funcionar.

O Triac

Na seção anterior, vimos que um interruptor dimmer alterna rapidamente o circuito


entre ligado e desligado, reduzindo o fluxo de energia para um interruptor de luz.
O elemento principal deste circuito alternador é um triodo de corrente alternada,
ou triac.
Um triac é um pequeno dispositivo semicondutor, similar a um diodo ou transistor.
Assim como um transistor, um triac é feito com diferentes camadas de material
semicondutor. Isto compreende material tipo N, que tem muito elétrons livres, e
material tipo P, que tem muitos "buracos" por onde os elétrons livres podem
passar.
Veja aqui como o material tipo N e tipo P estão dispostos em um triac.
Você pode ver que um triac possui dois terminais, que são conectados nas duas
extremidades do circuito. Há sempre uma diferença de voltagem entre os dois
terminais, mas ela varia com a flutuação da corrente alternada. Isto é, quando a
corrente se move em um sentido, o terminal superior recebe uma carga positiva,
enquanto o terminal inferior recebe uma carga negativa; quando a corrente se
move em outro sentido, o terminal superior é carregado negativamente, ao mesmo
tempo em que terminal inferior é carregado positivamente.

O terminal de disparo também é conectado ao circuito, por meio de um resistor


variável. Este resistor variável opera da mesma maneira básica do antigo modelo
de interruptor dimmer, mas não desperdiça a mesma energia gerando calor. Você
pode ver como o resistor variável se encaixa no circuito pelo diagrama abaixo.
Então, o que acontece?
Resumindo:
• o triac atua como um interruptor acionado pela voltagem;
• a voltagem no terminal de disparo controla a ação alternadora;
• o resistor variável controla a voltagem no terminal de disparo.

Na próxima seção, examinaremos este processo com mais detalhes.

O circuito

Quando há voltagem "normal" passando pelos terminais e pouca voltagem no


terminal de disparo, o triac operará como um interruptor aberto e não conduzirá
eletricidade. Isto porque os elétrons do material tipo N preenchem os buracos ao
longo da borda com material tipo P, criando zonas de depleção, áreas isoladas
onde há poucos elétrons ou buracos.

Se você aplicar uma voltagem forte no terminal de disparo, ele irá dispersar as
zonas de depleção de forma que os elétrons possam mover-se livremente pelo
triac. A seqüência exata varia de acordo com a direção da corrente, isto é, em que
parte do ciclo estiver. Digamos que a corrente está fluindo de forma que o terminal
superior esteja carregado negativamente e o inferior esteja carregado
positivamente. O circuito está organizado de tal forma, que o aumento de
voltagem no terminal de disparo terá a mesma carga que o terminal superior.
Então teremos algo assim:

Quando o terminal de disparo está "carregado", a diferença entre ele e o terminal


inferior é forte o bastante para fazer os elétrons moverem-se entre eles. O
movimento dos elétrons para fora do material tipo N, área "e", desfaz a zona de
depleção entre as áreas "e" e "d". A inserção de mais elétrons livres na área "d"
desfaz a zona de depleção entre "d" e "c". Os elétrons da área c podem mover-
se em direção ao terminal inferior, pulando de buraco em buraco na área d. Criam-
se mais buracos na área c, o que faz os elétrons moverem-se para fora da zona
de depleção entre "c" e "b". A voltagem é suficientemente forte para conduzir
elétrons da área a para dentro dos buracos na área b, desorganizando a última
zona de depleção. Com as zonas de depleção dissipadas, os elétrons podem
mover-se livremente do terminal superior para o terminal inferior, o TRIAC agora
está condutivo! Observação: alguns dimmers também possuem um aparato
semicondutor similar, chamado diac, juntamente com o triac. Estes circuitos
trabalham basicamente da mesma maneira.

Para que o triac comece a conduzir eletricidade entre os dois terminais, ele
necessita de uma elevação de voltagem no seu terminal de disparo. O nível de
voltagem requerida não muda, mas você pode ajustar quanto tempo leva para o
terminal de disparo "carregar-se" para atingir essa voltagem. É aí que o capacitor
de disparo e o resistor variável aparecem.
A corrente passa pelo resistor variável e carrega o capacitor de disparo (a
corrente acumula carga elétrica nas placas do capacitor). Quando o capacitor
acumula uma certa quantidade de carga, ele tem a voltagem necessária para
conduzir a corrente do terminal de disparo do TRIAC para o terminal inferior. Ele
se descarrega, tornando o TRIAC condutivo.

Ao girar o botão do dimmer, o braço de contato (placa de contato) rotaciona no


resistor variável, aumentando ou diminuindo sua resistência total. Quando o botão
é ajustado para "escurecer", o resistor variável oferece maior resistência para
"segurar" a corrente. Em conseqüência disso, o impulso de voltagem necessário
não se acumula tão rapidamente no capacitor. No momento em que o capacitor
estiver suficientemente carregado para tornar o triac condutivo, o ciclo da corrente
CA já estará em andamento. Ao girar o botão em outro sentido, o resistor variável
oferece menor resistência e o capacitor recebe o aumento de voltagem necessário
mais cedo dentro do ciclo de flutuação.
Resistor variável de um interruptor dimmer básico

Tão logo a corrente flutue novamente para o ponto zero, a condução através do
triac deixa de acontecer e os elétrons param de se mover. A zona de depleção
forma-se novamente e o triac perde sua condutividade até que um impulso de
voltagem acumule-se no terminal de disparo.
Este sistema funciona muito bem, mas cria um estranho problema: tende a
produzir um zumbido característico na lâmpada. Na próxima seção,
descobriremos porque isto acontece.

O zumbido do dimmer

Se você instalar um interruptor muito barato, provavelmente notará um zumbido


esquisito. Isto provém das vibrações no filamento da lâmpada causadas pela
corrente cortada, vinda do triac.
Você deve saber que a eletricidade que passa por uma bobina de fio com certo
comprimento e gera um campo magnético considerável, e a flutuação da corrente
gera um campo magnético flutuante. O filamento no centro de uma lâmpada nada
mais é que o enrolamento de uma bobina. Faz sentido, então, que este filamento
em espiral se torne magnético toda vez que a corrente passe por ele e o campo
magnético flutue com a corrente alternada.
A corrente alternada normal flutua gradualmente, assim como o campo magnético.
A corrente cortada pelo dimmer, por outro lado, salta repentinamente em voltagem
toda vez que o triac se torna condutivo. Essa mudança inesperada na voltagem
muda o campo magnético abruptamente e faz o filamento vibrar, sendo
rapidamente atraído e repelido pelos contatos de metal que o seguram. Além de
produzir um suave zumbido, a mudança brusca de campo magnético irá gerar
fracos sinais de rádio, que podem causar interferências em aparelhos de TV ou
rádios nas imediações!
Interruptores de melhor qualidade apresentam componentes adicionais para
suprimir o efeito do zumbido. Normalmente o circuito do dimmer inclui um reator,
um certo comprimento de fio condutor enrolado em um núcleo de ferro e um
capacitor de interferência. Os dois dispositivos podem armazenar cargas
elétricas temporariamente e liberá-las mais tarde. Esta "corrente extra" age para
suavizar os saltos agudos de voltagem causados pelo triac para reduzir o zumbido
e a interferência de rádio.

O interior de um dimmer simples

Alguns dimmers mais avançados, tais como aqueles usados em iluminação de


palcos, são feitos em torno de um autotransformador em vez de um triac. O
autotransformador diminui a intensidade da luz através da redução da voltagem
fluindo pelo circuito. Um regulador móvel no autotransformador ajusta a ação de
redução para ofuscar a luz em diferentes níveis. Já que não corta a corrente AC,
este método não causa o mesmo zumbido como no caso do interruptor com triac.
Existem muitas outras variedades de dimmer no mercado, incluindo os de toque e
os fotoelétricos que monitoram o nível total de luminosidade em uma sala e
ajustam o dimmer. A maioria deles é construída em torno da mesma idéia: cortar a
corrente AC para reduzir a energia total que alimenta uma lâmpada. Basicamente,
isto é tudo que há para se saber a respeito.

Você também pode gostar