Você está na página 1de 5

SEMANA 1 Ao iniciar o cumprimento de sentença envolvendo obrigação de pagar, o credor pretende

que seja penhorado um bem imóvel do devedor, avaliado em R$ 1.000.000,00 (um milhão de Reais),
para pagamento de uma dívida de apenas R$ 10.000,00 (dez mil Reais). O devedor, por meio do seu
patrono, peticiona ao juízo informando que possui um veículo automotor avaliado em R$ 30.000,00
(trinta mil Reais), valor que é mais compatível com o do débito, requerendo a substituição do bem
penhorado em atenção ao princípio do menor sacrifício ao executado. Indaga-se: deve ser deferido o
pleito do executado?

R= sim, com base no principio do menor sacrifício, quando a execução poder ser realizada por mais de um
meio, está, devera seguir um meio menos gravoso para o devedor. É um modo que visa o principio da
dignidade da pessoa humana. É um meio que visa ser menos gravoso para o devedor e esta previsto em lei.
No caso concreto considerando que o executado indicou outro meio menos gravoso e ao mesmo tempo
eficaz para satisfazer a execução, devera o pleito ser acolhido.

SEMANA 2: No curso de uma ação de indenização e antes da sentença de 1o grau, o réu vendeu seus dois
únicos imóveis por R$ 100.000,00 (cem mil reais), os quais constituíam a totalidade de seu patrimônio.
Julgado procedente o pedido, com sentença transitada em julgado, o autor pretende receber o valor da
indenização fixado pelo Juiz, ou seja, R$ 100.000,00 (cem mil reais). Considerando o enunciado acima,
distinga os institutos da fraude à execução e da fraude contra credores, e, num segundo momento,
indique os caminhos processuais adequados para que o exequente, na prática, possa receber seu
crédito.

R= a fraude contra credores, previsto em lei, para que se configure, exige a presença de dois requisitos: um
objetivo que seria o dano e o outro subjetivo que seria a fraude. O ato praticado em fraude contra
credores é anulável e para seu reconhecimento é necessário o ajuizamento de ação de conhecimento
chamada ação pauliana. Já a fraude em execução, por sua vez se da somente após ajuizamento de ação
condenatória ou executiva em face do devedor, trata-se de ato grave conhecido como ato atentatória
contra justiça. Suas hipóteses estão prevista em lei e se reconhecimento se da nos próprios autos do
processo, não depende de ato de ajuizamento de ação própria, diferente do que se espera da fraude
contra credores. Uma vez reconhecida a fraude em execução o ato de alienação ou oneração se torna
ineficaz em face ao credor.

SEMANA 3 Adalberto ajuizou uma ação em face da Seguradora Porto Bello pleiteando o recebimento do
seguro de vida realizado pelo seu tio Marcondes. Alega na inicial que a seguradora, de forma
injustificada, se negou a pagar a indenização sob o argumento de que o segurado agiu de má-fé ao não
informar que realizara uma cirurgia de coração 10 anos antes da assinatura do contrato. Após a
instrução o juiz julgou procedente o pedido para condenar a Seguradora a pagar a respectiva
indenização em valor a ser apurado em fase de liquidação. Diante do caso concreto indaga-se: a) Qual é
a modalidade de liquidação de sentença mais adequada ao caso concreto? É possível modificar a
sentença em fase de liquidação? b) Como deverão proceder as partes caso discordem do valor apurado
na liquidação?
A liquidação pode ser por pelo procedimento comum onde existe a necessidade de produzir novas provas
ou por arbitragem que depende de complementação com ajuda das partes ou ate mesmo com ajuda de
um perito. No caso narrado considerando a insuficiência de informação, não e possível se chegar a uma
conclusão precisa da modalidade de liquidez adequada ao caso. A liquidação de sentença poder se da por
arbitragem ou procedimento comum. Em regra geral será por arbitramento quando houver a necessidade
de conhecimento técnico para elaboração de cálculo, podendo o juiz se levar da atuação de um perito. Já o
procedimento comum os elementos dos autos não forem suficiente para apurar o quanto será a liquidez,
sendo necessária a produção de provas para alega fato nova.

A liquidação não poderá ser revista, não e possível a modificação de sentença em fase de liquidação a lei
veda a rediscussão da lide ou modificação da sentença em sede de liquidação, a liquidação de sentença se
presta para dar liquidez a sentença iliquida possibilitando a sua execução.

Considerando que o ato do juiz que resolve liquidação de sentença tem natureza de decisão interlocutória,
casoa as partes não concordem com o valor, poderão lançar o recuros de agravo de instrumento.

SEMANA 4 Juca Cipó ingressa em juízo com ação de cobrança em desfavor de Sinhozinho Malta, que,
citado pelo correio, quedou-se inerte, vindo, em consequência, o pedido autoral a ser julgado
procedente, com a condenação do réu ao pagamento de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). Iniciado por
Juca Cipó o cumprimento de sentença, após a segurança do juízo, Sinhozinho Malta oferece impugnação,
na qual alega a nulidade de sua citação na fase cognitiva. O juiz, então, acata a impugnação de
Sinhozinho Malta. Qual seria o recurso cabível contra esta decisão judicial?

No caso narrado, o acolhimento da alegação de nulidade de citação não ira gerar o fim do processo, mas
sim a reabertura da etapa de conhecimento, anulando se todas os atos praticados após a citação cuja a
nulidade foi reconhecida. Considerando tal particularidade do caso narrado, a decisão que reconhece a
nulidade de citação é interlocutória, passível de ser impugnada por agravo de instrumento.

SEMANA 5 Repelidos Embargos de Devedor com fundamento em sua intempestividade, apresenta o


Executado petição avulsa, intitulando-a como Objeção de Não Executividade (também conhecida como
Exceção de Pré-Executividade), denunciando a nulidade do título. Deve tal pleito, inobstante a rejeição
dos Embargos, ser admitido ao exame do órgão judicial? Se admissível a referida peça, teria a
apresentação da mesma efeito suspensivo?

Sim considerando que os embargos da execução foram liminarmente rejeitados devido a


intempestividade, não houve pronunciamento judicial acerca das matérias que foram apresentadas nos
embargos, ou seja, não houve qualquer decisão sobre aquilo que se pretendia discutir nos embargos. A
objeção de não executividade é uma construção doutrinaria aceita pela jurisprudência que possibilita ao
devedor resistir a execução argüindo matéria de ordem publica que deveriam ser reconhecida de oficio
pelo juiz. No caso narrado, a nulidade do titulo constitui matéria argüível por meio de objeção e como
nos embargos tal manteria não foram decididas, caberia objeção. Atualmente nem mesmo os embargos
a execução possuem, como regra, efeito suspensivo. Como a objeção de não executividade não tem
previsão legal, por certo que tal remédio não poderá ser recebido em seu efeito suspensivo. Não se
desconhece, entretanto, posicionamento doutrinário que se manifeste pela possibilidade de atribuir
esse efeito dependendo do caso.
SEMANA 6 prova : Determinado credor instaurou processo de execução, lastreado em título executivo
extrajudicial, em face de um incapaz, que se encontra regularmente representado nos autos. A penhora
recaiu sobre um determinado bem e não foram oferecidos embargos à execução. Como o exequente não
manifestou interesse na adjudicação, o magistrado determinou a expropriação por alienação em leilão
judicial. No segundo leilão, o bem constricto recebeu um lance equivalente a 75% do valor da avaliação,
o que gerou a assinatura no auto de arrematação. Imediatamente, o executado peticionou ao juízo,
postulando o reconhecimento da ineficácia da arrematação, uma vez que o bem foi expropriado por
preço vil. Já o credor, por sua vez, ponderou que, de acordo com o art. 891, parágrafo único, do CPC, a
arrematação teria sido perfeitamente válida. Indaga-se: como deve decidir o magistrado?

R= considera-se vil o preço inferior a 50% DA AVALIAÇAO. Ocorre que em se tratando de bens imóveis
pertencente a incapaz a lei trás uma regra diferente e especifica, invalidando as arrematações cujo os
lances sejam inferiores a 80% do valor da avaliação desse imóvel, no caso narrado, assiste razão ao
executado.

SEMANA 7 prova: Após a vigência do CPC, Rodolfo promove execução em face de Matheus e Lucas,
objetivando o recebimento de determinada quantia. A citação de ambos foi realizada regularmente e
não foram localizados bens passíveis de penhora. Diante desta situação, o magistrado suspendeu o
processo pelo prazo de um ano. Findo este período e, também tendo sido ultrapassado o prazo
prescricional da obrigação, os executados peticionam ao juízo requerendo o desarquivamento do
processo e a pronúncia da prescrição intercorrente. Devidamente intimado, o exequente se posiciona
em sentido contrário, ao argumento de que esta suspensão deveria permanecer sine die, ou seja,
indefinidamente, até que sejam localizados bens passíveis de constrição judicial. Como deverá se
posicionar o magistrado quanto ao tema?

R= umas das causas de suspensão da execução é a ausência de bens penhoráveis do executado. Em


ocorrendo tal situação o juiz determinara a suspensão pelo prazo de um ano , durante esse prazo, não
ocorrera o prazo da prescrição intercorrente. Após vencido esse período de um ano e não havendo
manifestação por parte do credor requerente, começara o transcurso do prazo da prescrição intercorrente,
que será reconhecido caso tenha sido ultrapassado o prazo prescricional da obrigação previsto nas leis de
direito material . no caso apresentado, o argumento trazido pelo exequente não e valido já que a
suspensão não permanecera indefinidamente, de modo que como no enunciado foi informado o decurso
do prazo prescricional da obrigação, a execução devera ser extinta.

SEMANA 8 Em determinado processo, o magistrado fixou astreintes diárias para compelir o devedor a
cumprir obrigação de entrega de coisa, o que não ocorreu no prazo estabelecido. Levando em
consideração que o valor acumulado das astreintes está próximo de R$ 100.000,00 (Cem Mil Reais) e que
o conteúdo econômico discutido no processo é de no máximo R$ 20.000,00 (Vinte Mil Reais), a parte ré
peticiona requerendo a redução do valor retroativamente. Ocorre que a exequente, por seu turno,
sustenta que este montante de R$ 100.000,00 (Cem Mil Reais) já integra o seu patrimônio. Vindo os
autos conclusos para decisão, o magistrado percebe, na ambiência de seu gabinete, que o CPC fornece
um tratamento inconclusivo quanto ao tema astreintes. Em determinada norma, por exemplo, autoriza
que o magistrado possa alterar ou mesmo excluir o valor das multas, mas apenas para aquelas vincendas
(art. 537, par. 1º), o que contraria entendimento jurisprudencial. Por outro lado, em outro momento,
deixa o tema um tanto vago (art. 806, par. 1º), nada dispondo se a revisão do valor pode ser realizada
em caráter retroativo. Indaga-se: Como decidir? O valor das astreintes poderia ser reduzido ex tunc? E,
para os casos de fixação desta multa, não seria melhor simplesmente o magistrado fixar multa de
incidência única, em valor mais substancial, para que a mesma realmente possa funcionar como fator
coercitivo?

R= nos termos da lei torna-se impossível que haja fundamentação para que a multa seja reduzida ou
excluída com efeitos retroativos. A lei autoriza a modificação do valor da periodicidade e ate mesmo a
exclusão da multa. Caso se torne insuficiente ou excessiva que haja cumprimento parcial da obrigação,
sendo certo, que tal alteração somente poderá incidir sobre as multas vincedas, ou seja, futura. Há quem
entenda, todavia, pela possibilidade de alteração com caráter retroativo, sob o fundamento de que no
caso concreto poderia o magistrado perceber que tal mecanismo executivo seria insuficiente para atingir
os seus fins tendo se desvirtuado completamente e transformado em fonte de enriquecimento indevido,
para estes o juiz faria a retroatividade ate o momento processual em que se percebeu esse desvio. Tal
entendimento tem sido adotado pela jurisprudência.

SEMANA 9 Maurício promove execução por título extrajudicial em face da Fazenda Pública, para
cumprimento de obrigação de fazer, observando o disposto entre o art. 815 e art. 821 do CPC. Esta, ao
ser citada, aduz em sua defesa que há error in procedendo, eis que tem a prerrogativa de ser executada
por modelo próprio estatuído no art. 910 do NCPC. A quem assiste razão?

R= Ainda que a fazenda publica tenha prerrogativa de juízo especial nas obrigações de pagar quantia certa.
Quando se tratar de obrigação de fazer, não fazer ou entrega de coisa. Essa mesma fazenda publica é
tratada como se particular fosse perdendo essa perrogativa de juízo especial. Portanto assiste razão a
Mauricio pois a obrigação narrado no caso é uma obrigação de fazer.

SEMANA 10: Geisa, servidora pública estadual, promove demanda em face da Fazenda Pública que se
encontra vinculada, pleiteando o pagamento de determinada importância em dinheiro, que lhe foi
indevidamente descontada em sua remuneração. A demanda se processa regularmente, tendo sido
proferida sentença favorável condenando a ré ao pagamento. Na etapa de cumprimento e, diante da
demora na executada em liquidar a sua obrigação sujeita a pagamento por meio de precatório, a
exequente peticiona ao juízo requerendo que seja aplicada a multa de 10%, prevista no art. 523,
parágrafo 1º, do CPC. Este pleito deve ser deferido?

R= Por força de lei a fazenda publica é executada por meio de precatório ou rpv, portando não sofre
execução forçada, conforme artigo 534§ 2º. Neste caso o pleito devera ser negado. Por este motivo, o
pagamento deve ser realizado apenas por precatório ou por RP V (requisição de pequeno valor),
dependendo dos valores envolvidos. Por este motivo, ainda que a Fazenda Pública queira liquidar a
obrigação, ela está impedida por ter que obrigatoriamente observar este procedimento. Por es te
motivo, aliás, é que o CPC expressamente proibiu a aplicação desta multa de 10% nos casos em qu
e a Fazenda Pública estiver sendo executada.

SEMANA 15 PROVA Consumidor promove demanda em face da EBCT (Empresa Brasileira de Correios e
Telegráfos) e da empresa Rodsoft Informática, perante um Juizado Especial Federal. Argumenta, em sua
petição inicial, que comprou um determinado produto no site da segunda, para que o mesmo fosse
entregue pela primeira em seu endereço residencial, o que não ocorreu em razão de extravio. Também
aduz que não foi ressarcido, o que justificaria a instauração do presente processo em face de ambas,
objetivando o recebimento de danos materiais e morais. Ocorre que a empresa Rodsoft já encerrou suas
atividades, embora tenha ficado evidente nos autos que a mesma vinha sendo utilizada por seus sócios
para a prática de diversos ilícitos civis. Diante desta situação, o autor pleiteia que, no Juizado Especial
Federal, seja autorizada a desconsideração da personalidade jurídica. Ocorre que este requerimento foi
indeferido pelo magistrado, ao argumento de que o CPC trata deste incidente como uma modalidade de
intervenção de terceiros (art. 132 ? art. 137), o que é vedado no sistema dos Juizados Especiais (art. 10,
Lei nº 9.099/95). Esta decisão foi objeto de posterior mandado de segurança impetrado perante a Turma
Recursal Federal, com o intuito de reformá-la. Indaga-se: os magistrados lotados no órgão revisor,
analisando as normas constantes no CPC, deverão conceder ou negar a segurança? Por quais
fundamentos?

R= vale ressaltar que não cabe nenhuma intervenção de terceiros no juizado especial, porem, no art 1062
do CPC/15 juntamente com art 10 da lei 9099/95, existe uma ressalva, ou seja, em caso de incidente de
desconsideração da personalidade jurídica, essa caberá em face do juizado especial, pois deve se ressaltar
os princípios da celeridade processual e simplicidade nos autos.

SEMANA 16 Max ingressou com uma ação indenizatória em face do Banco X visando obter reparação
pelos danos decorrentes de negativação indevida de seu nome. O feito tramitou perante o juízo cível da
Comarca de Duque de Caxias e após a instrução o réu foi condenado a pagar a quantia de R$150.000,00.
Transitada em julgado a decisão, o exequente promove a execução do julgado, devidamente atualizado,
cujo valor perfaz a quantia de 195.000,00. O devedor discorda do valor exequendo e pretende se
defender alegando excesso de execução. Diante do caso Indaga-se: a) Qual meio de defesa deverá ser
utilizado pelo devedor e em que prazo? Justifique. b) A defesa apresentada pelo devedor acarretará a
suspensão da execução do julgado? Justifique c) Caso a alegação do devedor seja acolhida qual o recurso
cabível para impugnar a respectiva decisão e em qual prazo? Justifique.

R= A- o meio de defesa a ser apresentado é impugnação com prazo de 15 dias a contar dos 15 dias da data
do pagamento.

B- não. Pois não suspende de imediato, para ter o efeito suspensivo é necessário cumprir o requisitos
como garantia do juízo e apresentar o requisitos da tutela provisória.

C- por se tratar de uma decisão interlocutória o recurso a ser interposto =e agravo de instrumento com
prazo de 15 dias.