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Secretaria de Estado da

Administração do Estado
do Amapá - SEAD-AP

Analista Administrativo

Língua Portuguesa
Domínio da ortografia oficial. ............................................................................................................................................1
Emprego da acentuação gráfica. .......................................................................................................................................5
Emprego dos sinais de pontuação. ...................................................................................................................................7
Flexão nominal e verbal. ...................................................................................................................................................8
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. .......................................................................................... 13
Domínio dos mecanismos de coesão textual. .............................................................................................................. 19
Emprego de tempos e modos verbais. Vozes do verbo. ............................................................................................ 21
Concordância nominal e verbal. ..................................................................................................................................... 28
Regência nominal e verbal. ............................................................................................................................................ 31
Sintaxe. ................................................................................................................................................................................ 35
Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas). ............................................................. 46
Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. ................................................................................. 48
Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. Adequação da linguagem ao tipo de documento. Adequação do
formato do texto ao gênero. ........................................................................................................................................... 50

Raciocínio Lógico-Matemático
Números inteiros e racionais: operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação) ....................1
Expressões numéricas .........................................................................................................................................................6
Múltiplos e divisores de números naturais; problemas. ...............................................................................................8
Frações e operações com frações. .................................................................................................................................. 11
Números e grandezas proporcionais: razões e proporções ...................................................................................... 13
Divisão em partes proporcionais ................................................................................................................................... 15
Regra de três ...................................................................................................................................................................... 18
Porcentagem e problemas. .............................................................................................................................................. 21
Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; deduzir novas
informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas
relações. .............................................................................................................................................................................. 22
Compreensão e elaboração da lógica das situações por meio de: raciocínio verbal, raciocínio matemático,
raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação de conceitos, discriminação de
elementos............................................................................................................................................................................ 38
Compreensão do processo lógico que, a partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma válida, a
conclusões determinadas. ............................................................................................................................................... 48

História do Amapá
Colonização da região do Amapá. Disputas territoriais e conflitos estrangeiros no Amapá ..................................1
Principais atividades econômicas do Amapá: séculos XIX e XX. A Cabanagem no Amapá......................................3
A Criação do Território Federal do Amapá e sua transformação em Estado do Amapá .........................................5
Manifestações populares e sincretismo cultural no Amapá .........................................................................................5
Patrimônio histórico de Macapá ........................................................................................................................................7

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Geografia do Amapá
O espaço natural do Amapá (noções de relevo, clima, vegetação e hidrografia do estado)....................................1
A população do Amapá: crescimento, distribuição, estrutura e movimentos ...........................................................5
O espaço econômico: atividades agropecuárias, extrativistas e industriais. O desenvolvimento econômico do
Amapá.....................................................................................................................................................................................7
O estado do Amapá no contexto brasileiro ......................................................................................................................9

Conhecimentos Específicos
Principais funções da administração: planejamento, organização, direção e controle. ..........................................1
Análise de processos de trabalho. ....................................................................................................................................4
Administração de Pessoas. ............................................................................................................................................ 10
Administração de cargos e salários. .............................................................................................................................. 17
Recrutamento, Seleção e Treinamento de Pessoal. ..................................................................................................... 21
Avaliação de Desempenho. ............................................................................................................................................ 30
Gestão por resultados. ..................................................................................................................................................... 34
Avaliação e indicadores. .................................................................................................................................................. 37
Efetividade, eficiência e eficácia. .................................................................................................................................... 42
Planejamento Organizacional: planejamento estratégico, tático e operacional. .................................................. 44
Visão sistêmica. ................................................................................................................................................................. 49
Departamentalização. ...................................................................................................................................................... 50
Organização do Estado e da Administração Pública. .................................................................................................. 56
Modelos teóricos de Administração Pública: patrimonialista, burocrático e gerencial. ..................................... 60
Princípios da Administração Pública. .......................................................................................................................... 65
Novas tecnologias gerenciais e organizacionais e sua aplicação na Administração Pública. ............................. 70
Governo eletrônico. Transparência da administração pública. ................................................................................ 77
Lei de Acesso à Informação. .......................................................................................................................................... 83
Qualidade na Administração Pública. ........................................................................................................................... 90
Comunicação na gestão pública e gestão de redes organizacionais. ....................................................................... 92
Cultura e clima organizacional. ..................................................................................................................................... 99
Motivação e Liderança. ...................................................................................................................................................104
Descentralização. Delegação. .......................................................................................................................................116
Trabalho em equipe. .......................................................................................................................................................119
Comunicação interpessoal. ............................................................................................................................................124
Atos administrativos. .....................................................................................................................................................127
Administração direta, indireta e fundacional. ...........................................................................................................136
Orçamento Público: conceitos e princípios orçamentários. ...................................................................................145
Orçamento segundo a Constituição federal de 1988: Plano Plurianual – PPA, Lei de Diretrizes Orçamentárias
– LDO e Lei Orçamentária Anual – LOA. Lei de Responsabilidade Fiscal. .............................................................151
Governança e accountability em Organizações Públicas. ........................................................................................159
Controles internos e externos. ....................................................................................................................................163
Organização e métodos. ...............................................................................................................................................167
Administração e fluxo de processos.............................................................................................................................170
Licitações e Contratos administrativos (Lei nº 8.666/1993 atualizada): Conceito, finalidade, princípios, objeto,
obrigatoriedade, dispensa, inexigibilidade e vedações, modalidades, procedimentos, anulação e revogação,
sanções .............................................................................................................................................................................170
Pregão presencial e eletrônico, sistema de registro de preços. Decreto nº 3.555/2000 (atualizado). Lei nº
10.520/2002. ...................................................................................................................................................................202
Administração de materiais: Conceitos de materiais e patrimônio. .....................................................................222
Dimensionamento e controle de estoques. .................................................................................................................234
Classificação e localização de materiais .....................................................................................................................240

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Noções de Direito Administrativo
Organização Administrativa Brasileira: Princípios; Espécies; Formas e Características. Centralização e
Descentralização. Concentração e Desconcentração. Administração Pública Direta; Administração Pública
Indireta: Autarquias; Fundações; Empresas Públicas; Sociedades de Economia Mista; Agências Reguladoras.
Entidades Paraestatais; Organizações Sociais. ...............................................................................................................1
Atos Administrativos: Conceito; Requisitos; Mérito; Atributos; Classificação; Teoria dos Motivos
Determinantes; Anulação e Revogação dos atos administrativos; Discricionariedade. ...................................... 12
Serviços Públicos: conceito: classificação; regulamentação e controle; permissão; concessão e autorização.
.............................................................................................................................................................................................. 18
Licitações Públicas e Contratos Administrativos. ....................................................................................................... 23
Parcerias Público–Privada. ............................................................................................................................................. 67
Controle administrativo, legislativo e judicial da Administração. ........................................................................... 74
Intervenção do Estado sobre a propriedade privada. ............................................................................................... 79
Bens públicos: caracterização, titularidade, regime jurídico, aquisição, alienação e utilização dos bens públicos
pelos particulares. ............................................................................................................................................................ 87
Responsabilidade extracontratual do Estado. ............................................................................................................. 91

Noções de Direito Constitucional


Princípios Fundamentais da Constituição Brasileira. ...................................................................................................1
Direitos e Garantias Fundamentais: Direitos e Deveres Individuais e Coletivos; Direitos Sociais; Nacionalidade;
dos Direitos Políticos. .........................................................................................................................................................3
Administração Pública: Disposições Gerais; dos Servidores Públicos. ................................................................... 23
Organização dos Poderes: Conceito de Poder: Separação, Independência; Harmonia. ....................................... 30
Poderes do Estado: Poder Legislativo; ......................................................................................................................... 32
Poder Executivo; ............................................................................................................................................................... 52
Poder Judiciário: Disposições Gerais. ........................................................................................................................... 57
Organização do Estado: da organização político-administrativa; da União; dos Estados federados; dos
Municípios; do Distrito Federal e dos Territórios; da Intervenção. ........................................................................ 63
Do Processo Legislativo. .................................................................................................................................................. 74
Da Tributação e do Orçamento: do Sistema Tributário Nacional; das Finanças Públicas. .................................. 75
Da Ordem Econômica e Financeira: Princípios Gerais da Atividade Econômica. ................................................. 88
Controle de Constitucionalidade: vício e sanção de inconstitucionalidade; modalidades de controle; efeitos
subjetivos e temporais de declaração de inconstitucionalidade e de constitucionalidade. ................................ 93
Ação direta de constitucionalidade. .............................................................................................................................. 95
Ação declaratória de constitucionalidade. .................................................................................................................103
Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. ......................................................................................104

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
Exceção: mecha

4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras


inglesas aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu

5) Nas seguintes palavras:


Domínio da ortografia oficial. bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar,
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale,
xingar, etc.
Ortografia
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos:
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão,
forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha,
a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A
Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia
forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem
que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é
da palavra. Veja os exemplos:
oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e
gesso: Origina-se do grego gypsos
consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
jipe: Origina-se do inglês jeep.
O Alfabeto
Emprega-se o G:
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
Exceção: pajem
a A (á) b B (bê)
c C (cê) d D (dê)
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio
e E (é) f F (efe)
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio
g G (gê ou guê) h H (agá)
i I (i) j J (jota)
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
k K (cá) l L (ele)
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
m M (eme) n N (ene)
vertiginoso (de vertigem)
o O (ó) p P (pê)
q Q (quê) r R (erre)
4) Nos seguintes vocábulos:
s S (esse) t T (tê)
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete,
u U (u) v V (vê)
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
w W (dáblio) x X (xis)
y Y (ípsilon) z Z (zê)
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear
Observação: emprega-se também o ç, que representa o
Exemplos:
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
arranjar: arranjo, arranje, arranjem
despejar: despejo, despeje, despejem
Emprego das letras K, W e Y
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
Utilizam-se nos seguintes casos:
enferrujar: enferruje, enferrujem
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus
viajar: viajo, viaje, viajem
derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor,
2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
taylorista.
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji
b) Em topônimos originários de outras línguas e seus
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
derivados.
Exemplos:
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
lisonjeador nojo- nojeira
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer
unidades de medida de curso internacional.
jeito- ajeitar
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
(quilômetro), Watt.
4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje,
Emprego de X e Ch
traje, pegajento
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo.
Emprego das Letras S e Z
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
Emprega-se o S:
Exceção: recauchutar e seus derivados
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no
radical
2) Após a sílaba inicial “en”.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
Exemplos:
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo
análise- analisar catálise- catalisador
“en-”
casa- casinha, casebre liso- alisar
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título
ou origem
3) Após a sílaba inicial “me-”.
Exemplos:
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
burguês- burguesa inglês- inglesa

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
chinês- chinesa milanês- milanesa Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/.
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa Observe:
Exemplos:
catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa Emprega-se o S:
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa Nos substantivos derivados de verbos terminados em
“andir”,”ender”, “verter” e “pelir”
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa Exemplos:
Exemplos: expandir- expansão pretender- pretensão verter-
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, versão expelir- expulsão
metamorfose, virose estender- extensão suspender- suspensão
converter - conversão repelir- repulsão
5) Após ditongos
Exemplos: Emprega-se Ç:
coisa, pouso, lousa, náusea Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer”
Exemplos:
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus ater- atenção torcer- torção
derivados deter- detenção distorcer-distorção
Exemplos: manter- manutenção contorcer- contorção
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos Emprega-se o X:
repus, repusera, repusesse, repuséssemos Em alguns casos, a letra X soa como Ss
Exemplos:
7) Nos seguintes nomes próprios personativos: auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto,
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa, trouxe
Teresa, Teresinha, Tomás
Emprega-se Sc:
8) Nos seguintes vocábulos: Nos termos eruditos
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia, Exemplos:
decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente,
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível,
raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc. plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.

Emprega-se o Z: Emprega-se Sç:


1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no Na conjugação de alguns verbos
radical Exemplos:
Exemplos: nascer- nasço, nasça
deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar crescer- cresço, cresça
raiz- enraizar cruz-cruzeiro descer- desço, desça

2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a Emprega-se Ss:


partir de adjetivos Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”,
Exemplos: “mitir”, “ceder” e “cutir”
inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez Exemplos:
rígido- rigidez agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão
frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo- discutir- discussão
surdez progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o
exceder- excesso repercutir- repercussão
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
substantivos Emprega-se o Xc e o Xs:
Exemplos:
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização Em dígrafos que soam como Ss
colonizar- colonização realizar- realização Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
Exemplos: Observações sobre o uso da letra X
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita 1) O X pode representar os seguintes fonemas:
/ch/ - xarope, vexame
5) Nos seguintes vocábulos:
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz, /cs/ - axila, nexo
cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
/z/ - exame, exílio
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no
contraste entre o S e o Z /ss/ - máximo, próximo
Exemplos:
cozer (cozinhar) e coser (costurar) /s/ - texto, extenso
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior) 2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
Exemplos: excelente, excitar
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os
exemplos: Emprego das letras E e I
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i /
exame exato exausto exemplo existir exótico pode não ser nítida. Observe:
inexorável

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
Emprega-se o E: Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
Exemplos:
magoar - magoe, magoes “Auriverde pendão de minha terra,
continuar- continue, continues Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior) As promessas divinas da Esperança…”
Exemplos: antebraço, antecipar (Castro Alves)

3) Nos seguintes vocábulos: Observações:


cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, - No início dos versos que não abrem período, é facultativo o
orquídea, etc. uso da letra maiúscula.

Emprega-se o I : Por Exemplo:


1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir “Aqui, sim, no meu cantinho,
Exemplos: vendo rir-me o candeeiro,
cair- cai gozo o bem de estar sozinho
doer- dói e esquecer o mundo inteiro.”
influir- influi
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra) se letra minúscula.
Exemplos: Por Exemplo:
Anticristo, antitetânico “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
3) Nos seguintes vocábulos:
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio, b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
etc. Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
Emprego das letras O e U
Emprega-se o O/U: c) Nos topônimos, reais ou fictícios.
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de Exemplos:
algumas palavras. Veja os exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
realização) d) Nos nomes mitológicos.
soar (emitir som) e suar (transpirar) Exemplos:
Dionísio, Netuno.
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
moleque. e) Nos nomes de festas e festividades.
Exemplos:
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua Natal, Páscoa, Ramadã.

Emprego da letra H f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.


Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. Exemplos:
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e ONU, Sr., V. Ex.ª.
da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta
forma devido a sua origem na forma latina hodie. g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos,
políticos ou nacionalistas.
Emprega-se o H: Exemplos:
1) Inicial, quando etimológico Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria,
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio União, etc.

2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula
Exemplos: flecha, telha, companhia quando são empregados em sentido geral ou indeterminado.
Exemplo:
3) Final e inicial, em certas interjeições Todos amam sua pátria.
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
elemento, se etimológico Exemplos:
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário
Observações: Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha 2) Utiliza-se inicial minúscula:
ele não é utilizado. a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
Exemplos:
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos
sempre são grafados com h. Veja: b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
herbívoro, hispânico, hibernal. Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas segunda, sexta, domingo, etc.
1) Utiliza-se inicial maiúscula: primavera, verão, outono, inverno
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos: c) Nos pontos cardeais.

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplos: Exemplos:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, Conjunção
A situação agravou-se
sudoeste. que indica
porque ninguém reclamou.
explicação ou
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os causa
Ninguém mais o espera,
pontos cardeais são grafados com letra maiúscula. Porque porque ele sempre se atrasa.
Exemplos:
Nordeste (região do Brasil) Conjunção de
Exemplos:
Ocidente (europeu) Finalidade –
Oriente (asiático) equivale a “para
Não julgues porque não te
que”, “a fim de
julguem.
Lembre-se: que”.
Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
Função de
se letra minúscula. Exemplos:
substantivo
– vem
Exemplo: Não é fácil encontrar o
acompanhado
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, Porquê porquê de toda confusão.
de artigo ou
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
pronome
Dê-me um porquê de sua
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula: saída.
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Exemplos:
1. Por que (pergunta)
Crime e Castigo ou Crime e castigo
2. Porque (resposta)
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
3. Por quê (fim de frase: motivo)
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
4. O Porquê (substantivo)
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
Emprego de outras palavras
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
Exemplos:
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
nenhuma senão criticar.
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá
Santa Maria ou santa Maria.
desta situação crítica.
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não
disciplinas.
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa.
Exemplos:
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão
Português ou português
pouco esta semana.
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
modernas
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios.
História do Brasil ou história do Brasil
Traz - do verbo trazer.
Arquitetura ou arquitetura
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está
fono24.php
vultuosa e deformada.
Questões
Emprego do Porquê
01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou
Orações até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre
Interrogativas Exemplo: ........................ praticar atividade física..........................benefícios
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
(pode ser Por que devemos nos terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para
substituído por: preocupar com o meio .......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
Por por qual motivo, ambiente? avanço da idade.
Que por qual razão) (Ciência Hoje, março de 2012)

Exemplo: As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e


Equivalendo respectivamente, com:
a “pelo qual” Os motivos por que não (A) porque … trás … previnir
respondeu são desconhecidos. (B) porque … traz … previnir
(C) porquê … tras … previnir
Exemplos: (D) por que … traz … prevenir
(E) por quê … tráz … prevenir
Você ainda tem coragem de
Final de
Por perguntar por quê? 02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas
frases e seguidos
Quê da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos,
de pontuação
Você não vai? Por quê? talvez seja _____ chorou.
(A) porquê / porque;
Não sei por quê! (B) por que / porque;
(C) porque / por que;
(D) porquê / por quê;
(E) por que / por quê.

Língua Portuguesa 4
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APOSTILAS OPÇÃO
03. Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus

Como podemos observar, mediante todos os exemplos


mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente:
são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados,
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.

Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos


em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
observar no exemplo a seguir:
Considerando a ortografia e a acentuação da norma-
padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e “Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”.
respectivamente, preenchidas por:
(A) mal ... por que ... intuíto Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos;
(B) mau ... por que ... intuito os demais, como átonos (que, em, de).
(C) mau ... porque ... intuíto
(D) mal ... porque ... intuito Os Acentos Gráficos
(E) mal ... por quê ... intuito
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
04. Assinale a alternativa que preenche, correta e sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, de acordo com as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns.
a norma-padrão. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenômeno da Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos)
corrupção e das fraudes.
(A) a … concenso … acerca acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e
(B) há … consenso … acerca “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
(C) a … concenso … a cerca Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
(D) a … consenso … há cerca
(E) há … consenço … a cerca acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
artigos e pronomes.
05. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam Ex.: à – às – àquelas – àqueles
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. derivadas de nomes próprios estrangeiros.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. Ex.: mülleriano (de Müller)
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
Respostas nasais.
01. D/02. B/03. D/4-B/5-D Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Regras fundamentais:
Emprego da acentuação gráfica.
Palavras oxítonas:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”,
“em”, seguidas ou não do plural(s):
Acentuação Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos
procurando estabelecer uma relação de familiaridade e, ou não de “s”.
consequentemente, colocando-as em prática na linguagem Ex.: pá – pé – dó – há
escrita.
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas
Regras básicas – Acentuação tônica de lo, la, los, las.
A acentuação tônica implica na intensidade com que são respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de
forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As Paroxítonas:
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
denominadas de átonas. - i, is
táxi – lápis – júri
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas - us, um, uns
como: vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
última sílaba. - ã, ãs, ão, ãos
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel ímã – ímãs – órfão – órgãos
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se - Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que
evidencia na penúltima sílaba. essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são
Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim
ficará mais fácil a memorização!
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se
evidencia na antepenúltima sílaba.

Língua Portuguesa 5
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APOSTILAS OPÇÃO
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
plural de:
água – pônei – mágoa – jóquei
ele tem – eles têm
Regras especiais: ele vem – eles vêm (verbo vir)

Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter,
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com deter, abster. 
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas. ele contém – eles contêm
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma ele obtém – eles obtêm
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são ele retém – eles retêm
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. ele convém – eles convêm
Ex.:
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
Antes Agora
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
assembléia assembleia
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
idéia ideia
como:
jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira
ou não de “s”, haverá acento:
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex:
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
Ela pode fazer isso agora.
Observação importante:
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
preposição por.
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”,
feiúra feiura
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”;
nos outros casos, “por” preposição. Ex:
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido.
Ex.:
Faço isso por você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
Antes Agora
crêem creem
Questões
vôo voo
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que,
A) Tem a última sílaba como tônica.
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento
B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
como antes: CRER, DAR, LER e VER.
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
D) Não tem sílaba tônica.
Repare:
1-) O menino crê em você
02. Assinale a alternativa correta.
Os meninos creem em você.
A palavra faliu contém um:
2-) Elza lê bem!
A) hiato
Todas leem bem!
B) dígrafo
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
C) ditongo decrescente
Esperamos que os dados deem efeito!
D) ditongo crescente
4-) Rubens vê tudo!
Eles veem tudo!
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente,
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
- Cuidado! Há o verbo vir:
mesmo motivo que:
Ele vem à tarde!
A) túnel
Eles vêm à tarde!
B) voluntário
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
C) até
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
D) insólito
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
E) rótulos
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
04. Assinale a alternativa correta.
seguidas do dígrafo nh:
A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem
ra-i-nha, ven-to-i-nha.
paroxítonas terminadas em ditongo.
B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamente,
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
encontro consonantal e hiato.
precedidas de vogal idêntica:
C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as palavras
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
grifadas são paroxítonas.
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as partes
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com
destacadas são dígrafos.
“u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não
E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p-si-có-
serão mais acentuadas. Ex.:
lo-ga” e “a-ci-o-na”.
Antes Depois
05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO:
apazigúe (apaziguar) apazigue
A) saúde
argúi (arguir) argui
B) cooperar

Língua Portuguesa 6
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APOSTILAS OPÇÃO
C) ruim Reticências
D) creem 1- Indica que palavras foram suprimidas.
E) pouco - Comprei lápis, canetas, cadernos...
Respostas
1-B / 2-C / 3-B / 4-A / 5-E 2- Indica interrupção violenta da frase.
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
Emprego dos sinais de
pontuação. 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
- Este mal... pega doutor?

Pontuação 4- Indica que o sentido vai além do que foi dito


- Deixa, depois, o coração falar...
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
para compor a  coesão  e a  coerência textual  além de ressaltar Vírgula
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais Não se usa vírgula
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua *separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se
portuguesa. diretamente entre si:

Ponto a) entre sujeito e predicado.


1- Indica o término do discurso ou de parte dele. Todos os alunos da sala    foram advertidos. 
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que Sujeito                            predicado
se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores. 
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.              V.T.D.I.              O.D.                      O.I.

2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto
adnominal.
Ponto e Vírgula ( ; ) A surpreendente reação do governo contra os sonegadores
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma despertou reações entre os empresários.
importância. adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
-  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de Usa-se a vírgula:
nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
- Para marcar intercalação:
2- Separa partes de frases que já estão separadas por a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância,
vírgulas. vem caindo de preço.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
e cobertor. produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir
decreto de lei, etc. mão dos lucros altos.
- Ir ao supermercado;
- Pegar as crianças na escola; - Para marcar inversão:
- Caminhada na praia; a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
- Reunião com amigos. Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
Dois pontos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
1- Antes de uma citação c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: de 1982.

2- Antes de um aposto - Para separar entre si elementos coordenados (dispostos


- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde em enumeração):
e calor à noite. Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
rotina de sempre. Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

4- Em frases de estilo direto - Para isolar:


 Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão? - o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um
Ponto de Exclamação trânsito caótico.
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
súplica, etc. - o vocativo:
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! Ora, Thiago, não diga bobagem.

2- Depois de interjeições ou vocativos Questões


- Ai! Que susto!
- João! Há quanto tempo! 01. Assinale a alternativa em que a pontuação está
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da
Ponto de Interrogação língua portuguesa.
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou

Língua Portuguesa 7
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APOSTILAS OPÇÃO
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
ajudar a revelar quem era a sua dona. outros.
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou 05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse após o acréscimo das vírgulas.
ajudar a revelar quem era a sua dona. (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na pulseira
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora instruções para que envie, uma mensagem eletrônica ao grupo
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou ou acione o código na internet.
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o
ajudar a revelar quem era a sua dona. código foi acionado.
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados,
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse criança foi encontrada.
ajudar a revelar quem era a sua dona. (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega primeiro
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, às, areias do Guarujá.
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou (E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse de quem a encontrou e informar um ponto de referência
ajudar a revelar quem era a sua dona.
Resposta
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a 1-C 2-C 3-B 4-D 5-E
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas
da frase abaixo:
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem Flexão nominal e verbal.
ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula Flexão nominal e verbal.
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; Flexão nominal
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. Flexão de número
Os nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral,
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente admitem a flexão de número: singular e plural.
em: Ex.: animal − animais
A) Duas explicações, do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção Palavras simples
de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de 1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S.
vendas associadas aos dois temas. Ex.: ponte − pontes
B) Duas explicações do treinamento para consultores bonito − bonitos
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de 2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES.
vendas associadas aos dois temas. Ex.: éter − éteres
C) Duas explicações do treinamento para consultores avestruz − avestruzes
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção Obs.: O pronome qualquer faz o plural no meio: quaisquer.
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de
vendas associadas aos dois temas. 3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES.
D) Duas explicações do treinamento para consultores Ex.: ananás − ananases,
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção Obs.: As paroxítonas e as proparoxítonas são invariáveis.
de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de Ex.: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus
vendas associadas aos dois temas.
E) Duas explicações, do treinamento para consultores 4) Palavras terminadas em IL:
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção a) átono: trocam IL por EIS.
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de Ex.: fóssil − fósseis
vendas associadas aos dois temas.
b) tônico: trocam L por S.
04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da Ex.: funil − funis
revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à
regência nominal e à pontuação. 5) Palavras terminadas em EL:
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, a) átono: plural em EIS.
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais Ex.: nível − níveis
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em b) tônico: plural em ÉIS.
outros. Ex.: carretel − carretéis
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente
seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais 6) Palavras terminadas em X são invariáveis.
notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em Ex.: o clímax − os clímax
outros.
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente 7) Há palavras cuja sílaba tônica avança.
seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais Ex.: júnior − juniores; caráter − caracteres
notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em Obs.: A palavra caracteres é plural tanto de caractere quanto
outros. de caráter.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente
seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais 8) Palavras terminadas em ÃO
notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em Fazem o plural em ÃOS, ÃES e ÕES.
outros. Veja alguns muito importantes.
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, a) Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões.
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais

Língua Portuguesa 8
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APOSTILAS OPÇÃO
b) Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos. navio-escola − navios-escola (a finalidade é a escola)
Obs.: Os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem o
plural em ÃOS. Observações
a) Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos. É
c) Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães uma situação polêmica.
Ex.: mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas
d) Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos,
anões/anãos b) Quando dizemos (e isso vai ocorrer outras vezes) que é
uma situação polêmica, discutível, convém ter em mente que a
e) Em ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/ questão do concurso deve ser resolvida por eliminação, ou seja,
guardiães, cirugiões/cirurgiães analisando bem as outras opções.

f) Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermitões/ 3) Apenas o último elemento varia.


ermitãos/ermitães a) Quando os elementos são adjetivos.
Ex.: hispano-americano − hispano-americanos
9) Plural dos diminutivos com a letra z Obs.: A exceção é surdo-mudo, em que os dois adjetivos se
Coloca-se a palavra no plural, corta-se o s e acrescenta-se flexionam: surdos-mudos.
zinhos (ou zinhas). b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO, GRÃ
e BEL.
Ex.: coraçãozinho Ex.: grão-duque − grão-duques
corações → coraçõe → coraçõezinhos grã-cruz − grã-cruzes
bel-prazer − bel-prazeres
azulzinha
azuis → azui → azuizinhas c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer
elemento invariável (advérbio,
10) Plural com metafonia (ô → ó) interjeição, prefixo etc.) mais substantivo ou adjetivo.
Ex.: arranha-céu − arranha-céus
Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre da sempre-viva − sempre-vivas
vogal o; outras, não. super-homem − super-homens
Veja a seguir.
d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos
Com metafonia (representam sons).
Ex.: reco-reco − reco-recos
singular (ô) plural (ó) pingue-pongue − pingue-pongues
coro - coros bem-te-vi − bem-te-vis
corvo - corvos
destroço - destroços Observações
forno - fornos a) Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma
fosso - fossos alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais.
poço - poços
rogo - rogos b) Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois
no plural.
Sem metafonia Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas

singular (ô) - plural (ô) 4) Nenhum elemento varia.


adorno - adornos
bolso - bolsos a) Quando há verbo mais palavra invariável.
endosso - endossos Ex.: O cola-tudo − os cola-tudo
esgoto - esgotos
estojo - estojos b) Quando há dois verbos de sentido oposto.
gosto - gostos Ex.: o perde-ganha − os perde-ganha

11) Casos especiais: c) Nas frases substantivas (frases que se transformam em


aval − avales e avais substantivos).
cal − cales e cais Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as-
cós − coses e cós outras
fel − feles e féis
mal e cônsul − males e cônsules Observações
a) São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha,
Palavras compostas sem-teto e sem-terra.
1) Os dois elementos variam. Ex.: Os sem-terra apreciavam os arco-íris.
Quando os compostos são formados por substantivo mais
palavra variável (adjetivo, substantivo, numeral, pronome). b) Admitem mais de um plural:
Ex.: amor-perfeito − amores-perfeitos pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos
couve-flor − couves-flores padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos
segunda-feira − segundas-feiras terra-nova − terras-novas ou terra-novas
salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo-condutos
2) Só o primeiro elemento varia. xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate
a) Quando há preposição no composto, mesmo que oculta.
Ex.: pé-de-moleque − pés-de-moleque c) Casos especiais: palavras que não se encaixam nas regras.
cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor) o bem-me-quer − os bem-me-queres
o joão-ninguém − os joões-ninguém
b) Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim o lugar-tenente − os lugar-tenentes
ou semelhança). o mapa-múndi − os mapas-múndi
Ex.: banana-maçã − bananas-maçã (semelhante a maçã)

Língua Portuguesa 9
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APOSTILAS OPÇÃO
Flexão de gênero b) analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc.
Os substantivos e as palavras que o acompanham na frase
admitem a flexão de gênero: masculino e feminino. 3) Diminutivo
Ex.: Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário. a) sintético: chapeuzinho
Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação. b) analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc.
A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras. Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo;
analítico, por meio de outras palavras.
1) Com a troca de o ou e por a.
Ex.: lobo − loba Grau do adjetivo
mestre − mestra 1) Normal ou positivo: João é forte.
2) Comparativo
2) Por meio de diferentes sufixos nominais de gênero, muitas a) de superioridade: João é mais forte que André. (ou do que)
vezes com alterações do radical. b) de inferioridade: João é menos forte que André. (ou do
que)
Veja alguns femininos importantes. c) de igualdade: João é tão forte quanto André. (ou como)
ateu − atéia 3) Superlativo
bispo − episcopisa a) absoluto
conde − condessa sintético: João é fortíssimo.
duque − duquesa analítico: João é muito forte. (bastante forte, forte demais
frade − freira etc.)
ilhéu − ilhoa
judeu − judia b) relativo
marajá − marani de superioridade: João é o mais forte da turma.
monje − monja de inferioridade: João é o menos forte da turma.
pigmeu − pigméia
Observações
Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento
seja, possuem uma única forma para masculino e feminino. do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, érrimo
Podem ser: ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito, bastante,
1) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo demasiadamente, enorme etc.
designar os dois sexos.
Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunha b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem
2) Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos, sempre graus de superioridade.
podendo então ser masculinos ou femininos. Ex.: O carro é menor que o ônibus.
Ex.: o estudante − a estudante, o cientista − a cientista, o menor (mais pequeno): comparativo de superioridade.
patriota − a patriota Ele é o pior do grupo.
3) Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade.
animais.
Ex.: O jacaré, a cobra, o polvo c) Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem
apresentar dúvidas.
Observações acre − acérrimo
a) O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é amargo − amaríssimo
correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta. amigo − amicíssimo
b) Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado antigo − antiquíssimo
epiceno. É algo discutível. cruel − crudelíssimo
c) Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas doce − dulcíssimo
costumam trocar. Veja alguns que convém gravar. fácil − facílimo
Masculinos - Femininos feroz − ferocíssimo
champanha - aguardente fiel − fidelíssimo
dó - alface geral − generalíssimo
eclipse - cal humilde − humílimo
formicida - cataplasma magro − macérrimo
grama (peso) - grafite negro − nigérrimo
milhar - libido pobre − paupérrimo
plasma - omoplata sagrado − sacratíssimo
soprano - musse sério − seriíssimo
suéter - preá soberbo – superbíssimo
telefonema
Questões
d) Existem substantivos que admitem os dois gêneros.
Ex.: diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc. 1) Assinale a alternativa que apresenta erro de plural.
a) o balãozinho – os balõezinhos, o júnior – os juniores
Flexão de grau b) o lápis – os lápis, o projetil − os projéteis
c) o arroz – os arrozes, o éter – os éteres
Por razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre os d) o mel – os meles, o gol – os goles
processos de flexão.
Alguns autores também o fazem, talvez pelo mesmo motivo. 2) Está mal flexionada em número a palavra:
a) o paul − os pauis
Grau do substantivo b) o látex − os látex
c) a gravidez − as gravidezes
1) Normal ou positivo: sem nenhuma alteração. d) o caráter − os caráteres
Ex.: chapéu
3) Assinale o item em que todas as palavras são masculinas.
2) Aumentativo a) dinamite, pijama, eclipse
a) sintético: chapelão b) grafite, formicida, omoplata

Língua Portuguesa 10
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APOSTILAS OPÇÃO
c) grama (peso), dó, telefonema Ex.: O poste foi derrubado pelo carro.
d) suéter, faringe, clã sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se.
Ex.: Derrubou-se o poste.
4) Marque a opção em que todas as palavras são femininas.
a) agravante, aguardente, libido Obs.: Estudaremos bem o pronome apassivador (ou partícula
b) milhar, alface, musse apassivadora) na sétima lição: concordância verbal.
c) cataplasma, lança-perfume, champanha
d) cal, soprano, laringe c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece
um pronome reflexivo.
Respostas Ex.: O garoto se machucou.
1–B/ 2–D /3–C /4–A
Formação do imperativo
Flexão verbal 1) Afirmativo: tu e vós saem do presente do indicativo
menos a letra s; você, nós e vocês, do presente do subjuntivo.
1) Número: singular ou plural Ex.: Imperativo afirmativo do verbo beber
Ex.: ando, andas, anda → singular Bebo → beba
andamos, andais, andam → plural bebes → bebe (tu) bebas
bebe beba → beba (você)
2) Pessoas: são três. bebemos bebamos → bebamos (nós)
a) A primeira é aquela que fala; corresponde aos pronomes bebeis → bebei (vós) bebais
eu (singular) e nós (plural). bebem bebam → bebam (vocês)
Ex.: escreverei, escreveremos Reunindo, temos: bebe, beba, bebamos, bebei, bebam.

b) A segunda é aquela com quem se fala; corresponde aos 2) Negativo: sai do presente do subjuntivo mais a palavra
pronomes tu (singular) e vós (plural). não.
Ex.: escreverás, escrevereis Ex.: beba
bebas → não bebas (tu)
c) A terceira é aquela acerca de quem se fala; corresponde beba → não beba (você)
aos pronomes ele ou ela (singular) e eles ou elas (plural). bebamos → não bebamos (nós)
Ex.: escreverá, escreverão bebais → não bebais (vós)
bebam → não bebam (vocês)
3) Modos: são três. Assim, temos: não bebas, não beba, não bebamos, não
a) Indicativo: apresenta o fato verbal de maneira positiva, bebais, não bebam.
indubitável.
Ex.: vendo Observações
a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular,
b) Subjuntivo: apresenta o fato verbal de maneira duvidosa, eu; a terceira pessoa é você.
hipotética. b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do
Ex.: que eu venda presente do indicativo. Eis o seu imperativo:
afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam
c) Imperativo: apresenta o fato verbal como objeto de uma negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não
ordem. sejam
Ex.: venda! c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode
mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos
4) Tempos: são três. passar para tu, e vice-versa.
a) Presente: falo Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu)
Peça agora a sua comida. (tratamento: você)
b) Pretérito d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo
perfeito: falei afirmativo, perder também a letra e que aparece antes da
imperfeito: falava desinência s.
mais-que-perfeito: falara Ex.: faze (tu) ou faz (tu)
dize (tu) ou diz (tu)
Obs.: O pretérito perfeito indica uma ação extinta; o e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego
imperfeito, uma ação que se prolongava num determinado do imperativo. É assunto muito cobrado em concursos públicos.
ponto do passado; o mais-que-perfeito, uma ação passada em
relação a outra ação, também passada. Tempos primitivos e tempos derivados
Ex.: Eu cantei aquela música. (perfeito)
Eu cantava aquela música. (imperfeito) 1) O presente do indicativo é tempo primitivo. Da primeira
Quando ele chegou, eu já cantara. (mais-que-perfeito) pessoa do singular sai todo o presente do subjuntivo.
Ex.: digo → que eu diga, que tu digas, que ele diga etc.
c) Futuro dizes
do presente: estudaremos diz
do pretérito: estudaríamos Obs.: Isso não ocorre apenas com os poucos verbos que não
apresentam a desinência o na primeira pessoa do singular.
Obs.: No modo subjuntivo, com relação aos tempos simples, Ex.: eu sou → que eu seja
temos apenas o presente, o pretérito imperfeito e o futuro (sem eu sei → que eu saiba
divisão). Os tempos compostos serão estudados mais adiante.
2) O pretérito perfeito é tempo primitivo. Da segunda pessoa
5) Vozes: são três do singular saem:

a) Ativa: o sujeito pratica a ação verbal. a) o mais-que-perfeito.


Ex.: O carro derrubou o poste. Ex.: coubeste → coubera, couberas, coubera, coubéramos,
coubéreis, couberam
b) Passiva: o sujeito sofre a ação verbal.
analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar. b) o imperfeito do subjuntivo.

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APOSTILAS OPÇÃO
Ex.: coubeste → coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, Observações
coubésseis, coubessem a) Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado
segue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo
c) o futuro do subjuntivo. primitivo e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão origem
Ex.: coubeste → couber, couberes, couber, coubermos, a verbos derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. Para eles,
couberdes, couberem vale a mesma regra explicada acima.
Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente
3) Do infinitivo impessoal derivam: se fala por aí)

a) o imperfeito do indicativo. b) Requerer e prover não seguem integralmente os verbos


Ex.: caber → cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam querer e ver. Eles serão mostrados mais adiante.

b) o futuro do presente. 5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu,


Ex.: caber → caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis, cremos, crestes, creram.
caberão
6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: mantém o ditongo
c) o futuro do pretérito. fechado em todos os tempos, inclusive o presente do indicativo.
Ex.: caber → caberia, caberias, caberia, caberíamos, caberíeis, Ex.: A bomba estoura. (e não estóra, como normalmente se
caberiam diz)
Eu inteiro (e não intéro)
d) o infinitivo pessoal.
Ex.: caber → caber, caberes, caber, cabermos, caberdes, 7) Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir,
caberem expelir, repelir:
a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos,
e) o gerúndio. aderimos, aderem.
Ex.: caber → cabendo
b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos,
f) o particípio. adirais, adiram.
Ex.: caber → cabido
Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na primeira
Tempos compostos pessoa do singular do presente do indicativo e em todas do
presente do subjuntivo.
Formam-se os tempos compostos com o verbo auxiliar (ter
ou haver) mais o particípio do verbo que se quer conjugar. 8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar:
a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo,
1) Perfeito composto: presente do verbo auxiliar mais enxáguas, enxágua
particípio do verbo principal.
Ex.: tenho falado ou hei falado → perfeito composto do b) presente do subjuntivo: águe, águes, águe; enxágue,
indicativo tenha falado ou haja falado → perfeito composto do enxágues, enxágue
subjuntivo
9) Arguir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi,
2) Mais-que-perfeito composto: imperfeito do auxiliar mais arguimos, arguis, argúem
particípio do principal.
Ex.: tinha falado → mais-que-perfeito composto do indicativo 10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no presente do
tivesse falado → mais-que-perfeito composto do subjuntivo subjuntivo: apazigúe, apazigúes, apazigúe, apaziguemos,
apazigueis, apazigúem
3) Demais tempos: basta classificar o verbo auxiliar.
Ex.: terei falado → futuro do presente composto (terei é 11) Mobiliar:
futuro do presente) a) presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília,
mobiliamos, mobiliais, mobíliam
Verbos irregulares comuns em concursos
b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie,
É importante saber a conjugação dos verbos que seguem. mobiliemos, mobilieis, mobíliem
Eles estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos mais
problemáticos. 12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule,
1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: seguem polimos, polis, pulem
integralmente o verbo pôr.
Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc. 13) Passear, recear, pentear, ladear (e todos os outros
pus → compus, repus, expus etc. terminados em ear)

2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem integralmente o a) presente do indicativo: passeio, passeias, passeia,
verbo ter. passeamos, passeais, passeiam
Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc.
tiveste → retiveste, mantiveste etc. b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie,
passeemos, passeeis, passeiem
3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem integralmente
o verbo vir. Observações
Ex.: vierem → intervierem, provierem etc. a) Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam
vim → intervim, convim etc o ditongo ei nas formas risotônicas, mas apenas nos dois
presentes.
4) Rever, prever, antever etc.: seguem integralmente o verbo
ver. b) Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto.
Ex.: vi → revi, previ etc. Ex.: estreio, estreias, estreia; ideio, ideias, ideia
víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc.
14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: verbos regulares.

Língua Portuguesa 12
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APOSTILAS OPÇÃO
Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam [referência ao nome]

Observações Essa moça morava nos meus sonhos!


a) Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas risotônicas. [qualificação do nome]
Grande parte dos pronomes não possuem significados
b) Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar, fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
apesar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei. um  contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, medeiem ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do singular do e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
presente do indicativo e, apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
consequentemente, em todo o presente do subjuntivo. indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
Ex.: requeiro, requeres, requer dessa característica, os pronomes apresentam uma  forma
requeira, requeiras, requeira específica para cada pessoa do discurso.
requeri, requereste, requereu
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
16) Prover: conjuga-se como verbo regular no pretérito [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
perfeito, no mais-que-perfeito, no imperfeito do subjuntivo,
no futuro do subjuntivo e no particípio; nos demais tempos, Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
acompanha o verbo ver. [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, provera;
provesse, provesses, provesse etc. A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
provejo, provês, provê; provia, provias, provia; proverei, [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
proverás, proverá etc.
Em termos morfológicos, os pronomes são  palavras
17) Reaver, precaver-se, falir, adequar, remir, abolir, colorir, variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
ressarcir, demolir, (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através
acontecer, doer são verbos defectivos. Estude o que falamos do pronome seja coerente em termos de gênero e número
sobre eles na lição anterior, no item sobre a classificação dos (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
verbos. este se apresenta ausente no enunciado.
Ex.: Reaver, no presente do indicativo: reavemos, reaveis
Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile
Questões da nossa escola neste ano.
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
1) Marque o erro de flexão verbal. adequada]
a) Teus amigos só veem problemas na empresa. [neste: pronome que determina “ano” = concordância
b) Eles vêm cedo para o trabalho. adequada]
c) Se nós virmos a solução, a brincadeira perderá a graça. [ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
d) Viemos agora tentar um acordo. inadequada]

2) Assinale a única forma verbal correta. Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos,
a) Tudo que ele contradizer deve ser analisado. demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
b) Se o guarda retesse o trânsito, haveria enorme
engarrafamento. Pronomes Pessoais
c) Carlos preveu uma desgraça.
d) Eu não intervinha no seu trabalho. São aqueles que substituem os substantivos, indicando
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
3) Aponte a frase sem erro no que toca à flexão verbal. assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”,
a) Os funcionários reporam a mercadoria. “você”  ou  “vocês”  para designar a quem se dirige e  “ele”, “ela”,
b) Se ele manter a calma, poderá ser aprovado. “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
c) Quando eu revesse o processo, acharia o erro. quem fala.
d) Àquela altura, já tínhamos intervindo na conversa. Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso
4) Assinale a frase com erro de flexão verbal. oblíquo.
a) Eu já reouve meu relógio.
b) Isso não condizeria com meus ideais. Pronome Reto
c) Enquanto depúnhamos, ele procurava novas provas.
d) Quando contiverdes as emoções, sereis felizes. Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Respostas Nós lhe ofertamos flores.
1-D / 2-D / 3-B / 4-A
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero
Pronomes: emprego, formas de (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
tratamento e colocação. flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
quadro dos pronomes retos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular: eu
Pronome - 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele - 1ª pessoa do plural: nós
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de - 2ª pessoa do plural: vós
alguma forma. - 3ª pessoa do plural: eles, elas
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
[substituição do nome] Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita! ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,

Língua Portuguesa 13
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APOSTILAS OPÇÃO
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a viram + o: viram-no
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. repõe + os = repõe-nos
Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome retém + a: retém-na
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas tem + as = tem-nas
verbais marcam, através de suas  desinências, as pessoas do
verbo indicadas pelo pronome reto. Pronome Oblíquo Tônico
Fizemos boa viagem. (Nós)
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre
Pronome Oblíquo precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
indireto) ou complemento nominal. configurado:

Ofertaram-nos flores. (objeto indireto) - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo


Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
oração. - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos. Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
Pronome Oblíquo Átono repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
São chamados átonos os pronomes oblíquos que  não  são pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca. contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os
Ele me deu um presente. pronomes costumam ser usados desta forma:
Não há mais nada entre mim e ti.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado: Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
- 1ª pessoa do singular (eu): me Não há nenhuma acusação contra mim.
- 2ª pessoa do singular (tu): te Não vá sem mim.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 1ª pessoa do plural (nós): nos Atenção:
- 2ª pessoa do plural (vós): vos Há construções em que a preposição, apesar de surgir
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
Observações: expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
O “lhe”  é o único pronome oblíquo átono que já se reto.
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a Não vá sem eu mandar.
função de objeto indireto na oração.
- A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes
Os pronomes  me, te, nos  e  vos  podem tanto ser objetos originou as formas especiais  comigo, contigo, consigo,
diretos como objetos indiretos. conosco  e  convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
Os pronomes  o, a, os e as  atuam exclusivamente como frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de
objetos diretos. companhia.
Ele carregava o documento consigo.
Saiba que:
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- por palavras como  outros, mesmos, próprios, todos, ambos  ou
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas algum numeral.
nos exemplos que seguem:
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a Ele disse que iria com nós três.
vocês?
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram. Pronome Reflexivo
pouco.
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
No português do Brasil, essas combinações não são usadas; como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.  Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo
verbo.
Atenção: O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
Os pronomes  o, os, a, as  assumem formas especiais depois
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z, - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
-s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo Eu não me vanglorio disso.
tempo que a terminação verbal é suprimida. Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo
fazei + o = fazei-os - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
dizer + a = dizê-la Assim tu te prejudicas.

Língua Portuguesa 14
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APOSTILAS OPÇÃO
Conhece a ti mesmo. texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
Guilherme já se preparou. na terceira pessoa.
Ela deu a si um presente. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Antônio conversou consigo mesmo. cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. cabelos. (correto)
Lavamo-nos no rio. Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (correto)
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista. Pronomes Possessivos

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
Eles se conheceram. (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
Elas deram a si um dia de folga. possuída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
A Segunda Pessoa Indireta
Observe o quadro:
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso Número Pessoa Pronome
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na singular primeira meu(s), minha(s)
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte: singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
Pronomes de Tratamento
plural primeira nosso(s), nossa(s)
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques plural segunda vosso(s), vossa(s)
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos plural terceira seu(s), sua(s)
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
oficiais-generais Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
universidades o objeto possuído.
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores difícil.
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento Observações:
cerimonioso 1 -  A forma  “seu”  não é um possessivo quando resultar da
Vossa Onipotência V. O. Deus alteração fonética da palavra senhor.
- Muito obrigado, seu José.
Também são pronomes de tratamento  o senhor, a
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados 2 -  Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
no tratamento cerimonioso;  “você”  e  “vocês”, no tratamento Podem ter outros empregos, como:
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português a) indicar afetividade.
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente; - Não faça isso, minha filha.
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à b) indicar cálculo aproximado.
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. Ele já deve ter seus 40 anos.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Observações: Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em 3-  Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
relação à pessoa com quem falamos. pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
encontro.
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa. 4-  Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o concorda com o mais próximo.
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. Trouxe-me seus livros e anotações.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao átonos assumem valor de possessivo.
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa. Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a
b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam- posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.
se à  2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os discurso.
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
na 3ª pessoa. No espaço:
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro
c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do fala.

Língua Portuguesa 15
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APOSTILAS OPÇÃO
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro Pronomes Indefinidos
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
  dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
Atenção:  em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto indeterminada.
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro plantadas.
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade não se quer revelar. 
destinatária).
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar Classificam-se em:
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
envia a mensagem). - Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São
No tempo: eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere outrem, quem, tudo.
ao ano presente. Algo o incomoda?
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a Quem avisa amigo é.
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se - Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser
referindo a um passado distante. expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
  aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Cada povo tem seus costumes.
invariáveis, observe: Certas pessoas exercem várias profissões.

Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s). Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
Invariáveis: isto, isso, aquilo. pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.) Menos palavras e mais ações.
- mesmo(s), mesma(s): Alguns se contentam pouco.
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
- próprio(s), própria(s): Os pronomes indefinidos podem ser divididos
Os próprios alunos resolveram o problema. em variáveis e invariáveis. Observe:

- semelhante(s): Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto,


Não compre semelhante livro. outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
- tal, tais: tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns,
Tal era a solução para o problema. todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas,
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Note que: Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada.
a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
salientar algum termo anterior. Por exemplo: qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for,
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar Cada um escolheu o vinho desejado.
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto. Indefinidos Sistemáticos
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
de). afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo;
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/
d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa;
lugar. certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; Essas oposições de sentido são muito importantes na
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado] construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica. vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
A menina foi a tal que ameaçou o professor? expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem
pronome demonstrativo:  àquele, àquela, deste, desta, disso, parte:
nisso, no, etc. Nada  do que tem sido feito produziu  qualquer  resultado
prático.
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
pessoas quaisquer.

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APOSTILAS OPÇÃO
Pronomes Relativos (preposição)

São aqueles que representam nomes já mencionados g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
orações subordinadas adjetivas. A casa onde morava foi assaltada.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um
grupo racial sobre outros. h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = que.
oração subordinada adjetiva). Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
O pronome relativo  “que” refere-se à palavra  “sistema”  e exterior.
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema”
é antecedente do pronome relativo que. i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome - como (= pelo qual)
demonstrativo o, a, os, as. Não me parece correto o modo como você agiu semana
Não sei o que você está querendo dizer. passada.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem - quando (= em que)
expresso. Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
Quem casa, quer casa.
j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
Observe: numa só frase.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O futebol é um esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O povo gosta muito deste esporte.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

Note que: k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode


a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego, ocorrer a elipse do relativo “que”.
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for (que) fumava.
um substantivo.
Pronomes Interrogativos
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).
b)  O qual, os quais, a qual e as quais  são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são preferes.
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos
ou depois de determinadas preposições: passageiros desembarcaram.

Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o Sobre os pronomes:


qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria
ambiguidade.) O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas desempenha função de complemento. Vamos entender,
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que
função exerce. Observe as orações:
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
refere a uma oração. 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
lo.
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a
sua vocação natural. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto.
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
das quais. Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia
(antecedente) (consequente) ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: “ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”)
Emprestei tantos quantos foram necessários. estiver no infinitivo ou gerúndio.
(antecedente) Eu desejo lhe perguntar algo.
Eu estou perguntando-lhe algo.
Ele fez tudo quanto havia falado.
(antecedente) Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos:
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente
f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre dos segundos que são sempre precedidos de preposição.
precedido de preposição. - Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu
estava fazendo.
É um professor a quem muito devemos.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que Quais estão corretas?
eu estava fazendo. (A) Apenas I.
(B) Apenas II.
Questões (C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
01. Observe as sentenças abaixo. (E) I, II e III.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- 03. Observe a charge a seguir.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.

O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma


culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.

02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou


que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada.
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam (A) A fala do personagem é uma modificação intencional de
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos uma fala de Cristo.
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais (B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos pessoas distintas.
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são (C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem poder.
fora dela. (D) A posição dos braços do personagem na charge repete a
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito de Cristo na cruz.
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo (E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles forma equilibrada.
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe Respostas
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando 01. A\02. E\03. B
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das Colocação dos Pronomes Oblíquos
redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às Átonos
informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com
ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se
do conceito de amizade. referem.
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe,
assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e lhes, nos e vos.
“seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo oração em relação ao verbo:
Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu
que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si 1. próclise: pronome antes do verbo
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto 2. ênclise: pronome depois do verbo
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas. 3. mesóclise: pronome no meio do verbo
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos. Próclise
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você. - Palavras com sentido negativo:
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as Nada me faz querer sair dessa cama.
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre Não se trata de nenhuma novidade.
si.
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em: - Advérbios:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet- Nesta casa se fala alemão.
estamudando-amizade-619645.shtml>. Naquele dia me falaram que a professora não veio.

Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se - Pronomes relativos:


estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
se referem. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a
amizades. - Pronomes indefinidos:
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma Quem me disse isso?
superficial de amizade. Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
se aos pronomes eu e você. - Pronomes demonstrativos:
Isso me deixa muito feliz!

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APOSTILAS OPÇÃO
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! (A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho –
conhecia-o
- Preposição seguida de gerúndio: (B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais – tinha encontrado-o.
indicado à pesquisa escolar. (C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no
Museu – relatá-las-ão.
- Conjunção subordinativa: (D) Quem explicou às crianças as histórias de seus
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram. antepassados? – explicou-lhes.
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de
Ênclise um museu virtual – Lhes vinham perguntando.

A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não 04. De acordo com a norma-padrão e as questões gramaticais
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A que envolvem o trecho “Frustrei-me por não ver o Escola”, é
ênclise vai acontecer quando: correto afirmar que
(A) “me” poderia ser deslocado para antes do verbo que
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: acompanha.
Amem-se uns aos outros. (B) “me” deveria obrigatoriamente ser deslocado para antes
Sigam-me e não terão derrotas. do verbo que acompanha.
(C) a ênclise em “Frustrei-me” é facultativa.
- O verbo iniciar a oração: (D) a inclusão do advérbio Não, no inı́cio da oração “Frustrei-
Diga-lhe que está tudo bem. me”, tornaria a próclise obrigatória.
Chamaram-me para ser sócio. (E) a ênclise em “Frustrei-me” é obrigatória.

- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição 05. A substituição do elemento grifado pelo pronome
“a”: correspondente foi realizada de modo INCORRETO em:
Naquele instante os dois passaram a odiar-se. (A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu
Passaram a cumprimentar-se mutuamente. (B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la
- O verbo estiver no gerúndio: (D) que desviava a água = que lhe desviava
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de (E) supriam a necessidade = supriam-na
despreocupada.
Despediu-se, beijando-me a face. Respostas
01. D/02. E/03. C/04. D/05. D
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no Domínio dos mecanismos de
mesmo instante. coesão textual.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
Mesóclise

A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no Coesão


futuro do presente ou no futuro do pretérito:
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de
realizará) um texto, como descreve Marina Cabral. Percebemos tal definição
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases
proposta a você) e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao
Fontes: outro.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php Os elementos de coesão determinam a transição de ideias
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal. entre as frases e os parágrafos.
htm
Observe a coesão presente no texto a seguir:
Questões “Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a
política agrária do país, porque consideram injusta a atual
01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura
de estrutura nominal por pronome em: considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço- projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-
lhes antecipadamente. terra.”
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional,
verbo fabricar se extraiu-lhe. 2007, p. 566
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do
conhecê-las. texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela. texto.
Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os
02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em principais são:
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser - Palavras de transição: são palavras responsáveis pela
(A) Basta apresenta-lo. coesão do texto, estabelecem a interrelação entre os enunciados
(B) Basta apresentar-lhe. (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções,
(C) Basta apresenta-lhe. alguns advérbios e locuções adverbiais.
(D) Basta apresentá-la.
(E) Basta apresentá-lo. Veja algumas palavras e expressões de transição e seus
respectivos sentidos:
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o - inicialmente (começo, introdução)
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a - primeiramente (começo, introdução)
norma-padrão? - primeiramente (começo, introdução)

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APOSTILAS OPÇÃO
- antes de tudo (começo, introdução) privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao
- desde já (começo, introdução) transporte coletivo. Surpreendentemente, houve entrevistado
- além disso (continuação) que opinou favoravelmente, valorizando Los Angeles – um caso
- do mesmo modo (continuação) típico de cidade rodoviária e dispersa.
- acresce que (continuação) Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta
- ainda por cima (continuação) geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento
- bem como (continuação) global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é agente
- outrossim (continuação) básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
- enfim (conclusão) poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.)
- dessa forma (conclusão) O transporte também esteve no centro dos protestos de
- em suma (conclusão) junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a
- nesse sentido (conclusão) moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões para
- portanto (conclusão) o debate do tema.
- afinal (conclusão)
- logo após (tempo) “Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.”
- ocasionalmente (tempo)
- posteriormente (tempo) Substituindo o termo destacado por uma oração
- atualmente (tempo) desenvolvida, a forma correta e adequada seria:
- enquanto isso (tempo) (A) para que se debatesse o tema;
- imediatamente (tempo) (B) para se debater o tema;
- não raro (tempo) (C) para que se debata o tema;
- concomitantemente (tempo) (D) para debater-se o tema;
- igualmente (semelhança, conformidade) (E) para que o tema fosse debatido.
- segundo (semelhança, conformidade)
- conforme (semelhança, conformidade) 02. “A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
- quer dizer (exemplificação, esclarecimento) poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”.
- rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento). A oração em forma desenvolvida que substitui correta e
Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso adequadamente o gerúndio “advertindo” é:
cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor (A) com a advertência de;
qualidade de vida. (B) quando adverte;
(C) em que adverte;
- Coesão por referência: existem palavras que têm a função (D) no qual advertia;
de fazer referência, são elas: (E) para advertir.
- pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os...
- pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso... 03. Texto III - Corrida contra o ebola
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo... Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África
- pronomes relativos: que, o qual, onde... Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional,
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá... mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para refrear
o avanço da doença tenham sido eficazes.
Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações
resultado demonstra que ela se esforçou bastante para alcançar registradas neste ano ocorreram nas últimas três semanas,
o objetivo que tanto almejava. e as mais de 2.000 mortes atestam a força da enfermidade. A
escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção
- Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa, de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a afirmar que a epidemia
objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do texto por uma está fora de controle.
palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a O vírus encontrou ambiente propício para se propagar.
repetição no corpo do texto. De um lado, as condições sanitárias e econômicas dos países
afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização
Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”; Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade
Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”; um contingente expressivo de profissionais para atuar nessas
João Paulo II: Sua Santidade; localidades afetadas.
Vênus: A Deusa da Beleza. Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica
por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da entidade
Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária. vêm de contribuições compulsórias dos países-membros – o
Não é por acaso que o “Poeta dos Escravos” é considerado o mais restante é formado por doações voluntárias.
importante da geração a qual representou. A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área,
e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu orçamento
Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para comparação, o CDC
agrupados em conjuntos. dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6
bilhões.
Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coesao.htm Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A agência
passou a dar mais ênfase à luta contra enfermidades globais
Questões crônicas, como doenças coronárias e diabetes. O departamento
de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado
01. a outros. Muitos profissionais experimentados deixaram seus
Texto 1 – Bem tratada, faz bem cargos.
Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para
Sérgio Magalhães, O Globo reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais foram
limitados e mal liderados.
O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais
carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a reversão possível enfrentá-lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS.
cultural que se deu no consumo do tabaco? Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África
Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. Este Ocidental, com representantes dos países afetados.
jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou o Espera-se também maior comprometimento das potências

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APOSTILAS OPÇÃO
mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, (D) Caso você se mantém nos caminhos da verdade, lembre
que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné, de levar um capacete.
respectivamente. (E) Ainda que você se mantêm nos caminhos da verdade,
A comunidade internacional tem diante de si um desafio leva um capacete.
enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez.
Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido conta Respostas
a favor da doença. 01. (C)/02. (C)/03. (D)/04. (A)/05. (C)
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/
opiniao/2014/09/1512104-editorial-corrida-contra-o-ebola.shtml: Emprego de tempos e modos
Acesso em: 08/09/2014)
verbais. Vozes do verbo.
Assinale a opção em que se indica, INCORRETAMENTE, o
referente do termo em destaque.
(A) “quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual” (5º§) – Verbo
organização
(B) “A agência passou a dar mais ênfase” (6º§) – OMS Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
(C) “Pesa contra o órgão da ONU”(7º§) – OMS número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
(D) “Seus esforços iniciais foram limitados” (7º§) – gravidade processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
da situação ocorrência (nascer); desejo (querer).
(E) “A comunidade tem diante de si” (10º§) – comunidade O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
internacional possíveis significados. Observe que palavras como corrida,
chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
4. Leia o texto para responder a questão. verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma universidade
pública e de qualidade. No vestibular, que é o princípio de Estrutura das Formas Verbais
tudo, os cotistas estão só um pouco atrás. Segundo dados do
Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os candidatos Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
convencionais a vagas de medicina nas federais foi de 787,56 apresentar os seguintes elementos:
pontos. Para os cotistas, foi de 761,67 pontos. A diferença
entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. IstoÉ entrevistou a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado
educadores e todos disseram que essa distância é mais do que essencial do verbo. Por exemplo:
razoável. Na verdade, é quase nada. Se em uma disciplina tão fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
concorrida quanto medicina um coeficiente de apenas 3%
separa os privilegiados, que estudaram em colégios privados, b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a
dos negros e pobres, que frequentaram escolas públicas, então conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
é justo supor que a diferença mínima pode, perfeitamente, ser
igualada ou superada no decorrer dos cursos. Depende só da São três as conjugações:
disposição do aluno. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro 1ª - Vogal Temática - A - (falar)
(UFRJ), uma das mais conceituadas do País, os resultados do 2ª - Vogal Temática - E - (vender)
último vestibular surpreenderam. “A maior diferença entre 3ª - Vogal Temática - I - (partir)
as notas de ingresso de cotistas e não cotistas foi observada
no curso de economia”, diz Ângela Rocha, pró-reitora da UFRJ. c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o
“Mesmo assim, essa distância foi de 11%, o que, estatisticamente, tempo e o modo do verbo.
não é significativo”. Por exemplo:
(www.istoe.com.br) falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
Para responder a questão, considere a passagem – A
diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa
O pronome eles tem como referente: a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou
(A) candidatos convencionais e cotistas. plural).
(B) beneficiados. falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
(C) dados do Sistema de Seleção Unificada. falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
(D) dados do Sistema de Seleção Unificada e pontos.
(E) pontos. Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a
03. Leia os quadrinhos para responder a questão. forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do
verbo: põe, pões, põem, etc.

Formas Rizotônicas e Arrizotônicas

Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos


verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com
facilidade que nas formas  rizotônicas, o acento tônico cai no
radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim
Um enunciado possível em substituição à fala do terceiro na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.
quadrinho, em conformidade com a norma- padrão da língua
portuguesa, é: Classificação dos Verbos
(A) Se você ir pelos caminhos da verdade, leve um capacete.
(B) Caso você vá pelos caminhos da verdade, lembra-se de Classificam-se em:
levar um capacete. a) Regulares:  são aqueles que possuem as desinências
(C) Se você se mantiver nos caminhos da verdade, leve um normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações
capacete. no radical.

Língua Portuguesa 21
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APOSTILAS OPÇÃO
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações fumar.)
no radical ou nas desinências. Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse (Sujeito: que não vejo Cláudia)
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais.
- Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os verbo  falir. Este verbo teria como formas do presente do
principais verbos impessoais são: indicativo  falo,  fales, fale, idênticas às do verbo  falar  - o que
a)  haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se provavelmente causaria problemas de interpretação em certos
ou fazer (em orações temporais). contextos.
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) o próprio verbo  computar, que, com o desenvolvimento e a
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
Era primavera quando a conheci. tempos, modos e pessoas.
Estava frio naquele dia.
d) Abundantes:  são aqueles que possuem mais de uma
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares
escurecer,  etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci  mal- terminadas em  -ado  ou  -ido, surgem as chamadas  formas
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado. curtas (particípio irregular). Observe:
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu) Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) Anexar Anexado Anexo

d) São impessoais, ainda: Dispersar Dispersado Disperso


1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. Eleger Elegido Eleito
Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de, Envolver Envolvido Envolto
indicando suficiência. Ex.:  Imprimir Imprimido Impresso
Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem, Matar Matado Morto
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência Morrer Morrido Morto
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos, Pegar Pegado Pego
então, pessoais. Soltar Soltado Solto
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
possível”. Por exemplo: e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical
Não deu para chegar mais cedo. em sua conjugação.
Dá para me arrumar uns trocados? Por exemplo: 

- Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se


apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural. Ir Pôr Ser Saber
A fruta amadureceu. vou ponho sou sei
As frutas amadureceram. vais pus és sabes
ides pôs fui soube
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos fui punha foste saiba
pessoais na linguagem figurada:
foste seja
Teu irmão amadureceu bastante.
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
animais; eis alguns: f) Auxiliares
bramar: tigre São aqueles que entram na formação dos tempos
bramir: crocodilo compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando
cacarejar: galinha acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas
coaxar: sapo nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
cricrilar: grilo                         
  Vou                       espantar           as          moscas.
Os principais verbos unipessoais são: (verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo)
1.  cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
ser (preciso, necessário, etc.). Está                    chegando            a         hora     do    debate.
Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos (verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                 
bastante.)                    
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.) haver.
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da Conjugação dos Verbos Auxiliares
conjunção que.
SER - Modo Indicativo

Língua Portuguesa 22
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APOSTILAS OPÇÃO
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
vós éreis, eles eram. estiverdes, quando eles estiverem.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós Futuro Composto: Tiver estado.
fomos, vós fostes, eles foram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós estai vós, estejam eles.
fôramos, vós fôreis, eles foram. Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido. estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam. por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, Formas Nominais
vós sereis, eles serão. Infinitivo: estar
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido. Gerúndio: estando
Particípio: estado
SER - Modo Subjuntivo
ESTAR - Formas Nominais
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós
sejamos, que vós sejais, que eles sejam. Infinitivo Impessoal: estar
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem. estarem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido. Gerúndio: estando
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele Particípio: estado
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido. HAVER - Modo Indicativo

SER - Modo Imperativo Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
hão.
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
vós, sejam eles. havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele
nós, não sejais vós, não sejam eles. houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
sermos nós, por serdes vós, por serem eles. Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles
SER - Formas Nominais houveram.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.
Formas Nominais Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
Infinitivo: ser haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Gerúndio: sendo Futuro do Presente Composto: terei havido.
Particípio: sido Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos Futuro do Pretérito Composto: teria havido.
nós, serdes vós, serem eles.
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo
ESTAR - Modo Indicativo
Modo Subjuntivo
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais, Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós
eles estão. hajamos, que vós hajais, que eles hajam.
Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se
estávamos, vós estáveis, eles estavam. ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele houvessem.
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram. Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido.
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado. Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles houverdes, quando eles houverem.
estiveram. Futuro Composto: tiver havido.
Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele Modo Imperativo
estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão. Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós,
Futuro do Presente Composto: terei estado. hajam eles.
Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam. hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado. Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
HAVER - Formas Nominais
Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam. Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos,
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se haverdes, haverem.
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles Infinitivo Pessoal: haver
estivessem. Gerúndio: havendo
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado Particípio: havido

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APOSTILAS OPÇÃO
TER - Modo Indicativo Observações:
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
eles têm. oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós sintática.
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, exercem funções sintáticas.
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. Por exemplo:
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós direto) - 1ª pessoa do singular
teremos, vós tereis, eles terão.
Futuro do Presente: terei tido. Modos Verbais
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria,
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam. Dá-se o nome de  modo  às várias formas assumidas pelo
Futuro do Pretérito composto: teria tido. verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três
modos: 
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo:
Eu sempre estudo.
Modo Subjuntivo Subjuntivo  - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que exemplo: Talvez eu estude amanhã.
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham. Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele exemplo: Estuda agora, menino.
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido. Formas Nominais
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver,
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem. Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas
Futuro Composto: tiver tido. que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais.
Modo Imperativo Observe: 
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, - a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo
tende vós, tenham eles. de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles. É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
termos nós, por terdes vós, por terem eles. (forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro.
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com
os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal;
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja: nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os 2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se, 1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós)
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos 2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós)
verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita 3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles)
no radical do verbo. Por exemplo:
Arrependi-me de ter estado lá. Por exemplo:
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.
um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o - c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou
pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do advérbio. Por exemplo: 
verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz- Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de
se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva advérbio)
expressa pelo radical do próprio verbo.   Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso;
respectivos pronomes):  na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo:
Eu me arrependo  Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
Tu te arrependes  Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
Ele se arrepende 
Nós nos arrependemos  - d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos
Vós vos arrependeis  tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
Eles se arrependem de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e
grau. Por exemplo:
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que Terminados os exames, os candidatos saíram.
a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo
faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos (adjetivo verbal). Por exemplo:
transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.
conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava. Tempos Verbais
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode Tomando-se como referência o momento em que se fala,
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
penteou-me. Veja:

Língua Portuguesa 24
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APOSTILAS OPÇÃO
1. Tempos do Indicativo CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
- Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantaSTE vendeSTE partISTE STE
Eu estudo neste colégio. cantoU vendeU partiU U
- Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaSTES vendeSTES partISTES STES
terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido Pretérito mais-que-perfeito
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 1ª/2ª e 3ª conj.
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. CANTAR VENDER PARTIR - -
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames. cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito  -  Expressa um fato ocorrido cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
(forma simples) cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. Pretérito Imperfeito do Indicativo
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado CANTAR VENDER PARTIR
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, cantAVA vendIA partIA
os alunos já terão terminado o teste. cantAVAS vendIAS partAS
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode CantAVA vendIA partIA
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias. cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
- Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que cantAVAM vendIAM partIAM
poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria Futuro do Presente do Indicativo
viajado nas férias.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
2. Tempos do Subjuntivo CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento cantar ás vender ás partir ás
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame. cantar á vender á partir á
- Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas cantar emos vender emos partir emos
posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que cantar eis vender eis partir eis
ele vencesse o jogo. cantar ão vender ão partir ão

Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções Futuro do Pretérito do Indicativo
em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato. 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente CANTAR VENDER PARTIR
terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha cantarIA venderIA partirIA
estudado bastante, não passou no teste. cantarIAS venderIAS partirIAS
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode cantarIA venderIA partirIA
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo: cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
Quando ele vier à loja, levará as encomendas. cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que cantarIAM venderIAM partirIAM
indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
levará as encomendas. Presente do Subjuntivo
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
ao momento atual mas já terminado antes de outro fato Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a
futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
visitaremos. indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).
Presente do Indicativo
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência 1ª conj. 2ª/3ª conj.
pessoal CANTAR VENDER PARTIR
CANTAR VENDER PARTIR cantE vendA partA E A Ø
cantO vendO partO O cantES vendAS partAS E A S
cantaS vendeS parteS S cantE vendA partA E A Ø
canta vende parte - cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantaIS vendeIS partIS IS cantEM vendAM partAM E A M
cantaM vendeM parteM M
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
Pretérito Perfeito do Indicativo
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
pessoal obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse

Língua Portuguesa 25
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APOSTILAS OPÇÃO
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número Infinitivo Pessoal
e pessoa correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal CANTAR VENDER PARTIR
1ª /2ª e 3ª conj. cantar vender partir
CANTAR VENDER PARTIR cantarES venderES partirES
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantar vender partir
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarDES venderDES partirDES
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS cantarEM venderEM partirEM
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M Questões

Futuro do Subjuntivo 01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos


___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo- para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa do texto.
correspondente. (A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess. (C) sejam … mantém
1ª /2ª e 3ª conj. (D) seja … mantivessem
CANTAR VENDER PARTIR (E) seja … mantêm
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES 02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão
cantaR vendeR partiR R Ø apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS verbal em destaque expressa ação
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES (A) concluída.
cantaREM vendeREM PartiREM R EM (B) atemporal.
(C) contínua.
Imperativo (D) hipotética.
(E) futura.
Imperativo Afirmativo
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar,
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais
do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:  (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo (C) adotar como referência de qualidade.
Eu canto --- Que eu cante (D) julgar de acordo com normas legais.
Tu cantas CantA tu Que tu cantes (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos Respostas
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis 1-B / 2-C / 3-E
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
Vozes dos Verbos
Imperativo Negativo
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São
negação às formas do presente do subjuntivo. três as vozes verbais:
- Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo expressa pelo verbo: Ele fez o trabalho. (ele – sujeito agente)
Que eu cante --- (fez – ação) (o trabalho – objeto paciente)
Que tu cantes Não cantes tu - Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação
Que ele cante Não cante você expressa pelo verbo: O trabalho foi feito por ele. (O trabalho –
Que nós cantemos Não cantemos nós sujeito paciente) (foi feito – ação) (por ele – agente da passiva)
Que vós canteis Não canteis vós - Reflexiva: Há dois tipos de voz reflexiva:
Que eles cantem Não cantem eles
Reflexiva: Será chamada simplesmente de reflexiva, quando
Observações: o sujeito praticar a ação sobre si mesmo. Exemplos:
- Carla machucou-se.
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa - Osbirvânio cortou-se com a faca.
(singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido - Roberto matou-se.
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês. Reflexiva Recíproca: Será chamada de reflexiva recíproca,
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), quando houver dois elementos como sujeito: um pratica a ação
sede (vós). sobre o outro, que pratica a ação sobre o primeiro. Exemplos:
- Paula e Renato amam-se.
Infinitivo Impessoal - Os jovens agrediram-se durante a festa.
- Os ônibus chocaram-se violentamente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR Formação da Voz Passiva: A voz passiva pode ser formada
por dois processos: Analítico e Sintético.

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APOSTILAS OPÇÃO
Voz Passiva Analítica: Constrói-se da seguinte maneira: Batizei-me na Igreja do Carmo.
Verbo Ser + particípio do verbo principal: A escola será pintada; Operou-se de hérnia.
O trabalho é feito por ele. O agente da passiva geralmente é
acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção Questões
com a preposição de: A casa ficou cercada de soldados. Pode
acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na 1) Desde o desenvolvimento da linguagem, há 5.000 anos, a
frase: A exposição será aberta amanhã. A variação temporal é espécie humana passou a ter seu caminho evolutivo direcionado
indicada pelo verbo auxiliar (Ser), pois o particípio é invariável. pela cultura, cujos impulsos foram superando a limitação da
Observe a transformação das frases seguintes: biologia e os açoites da natureza. Foi pela capacidade de pensar
e de se comunicar que a humanidade obteve os meios para
Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo) escapar da fome e da morte prematura.
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo) O atual empuxo tecnológico se acelerou de tal forma que
alguns felizardos com acesso a todos os recursos disponíveis
Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) na vanguarda dos avanços médicos, biológicos, tecnológicos
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo) e metabólicos podem realisticamente pensar em viver em
boa saúde mental e física bem mais do que 100 anos. O
Ele fará o trabalho. (futuro do presente) prolongamento da vida saudável, em razão de uma velhice sem
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) doenças, já foi só um exercício de visionários. Hoje é um campo
de pesquisa dos mais sérios e respeitados.
Nas frases com locuções verbais, o verbo Ser assume o Robert Fogel, o principal formulador do conceito da evolução
mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Observe tecnofísica, e outros estudiosos estão projetando os limites
a transformação da frase seguinte: O vento ia levando as folhas. dessa fabulosa caminhada cultural na qualidade de vida dos
(gerúndio); As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) seres humanos. Quando se dedicam a essa tarefa, os estudiosos
É menos frequente a construção da voz passiva analítica esbarram, em primeiro lugar, nas desigualdades de renda e de
com outros verbos que podem eventualmente funcionar acesso às inovações. Fazem parte das conjecturas dos estudiosos
como auxiliares: A moça ficou marcada pela doença. a questão ambiental e a necessidade urgente de obtenção e
popularização de novas formas de energia menos agressivas ao
Voz Passiva Sintética: A voz passiva sintética ou pronominal planeta.
constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome (Adaptado de Revista Veja, 25 de abril de 2012 p 141)
apassivador “se”: Abriram-se as inscrições para o concurso;
Destruiu-se o velho prédio da escola. O agente não costuma vir que a humanidade obteve os meios ...
expresso na voz passiva sintética.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva: Pode-se mudar a verbal resultante será:
voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da A) seria obtido.
frase. B) tinham obtido.
C) foi obtida.
Gutenberg inventou a imprensa. (Voz Ativa) D) teriam sido obtidos.
Gutenberg – sujeito da Ativa E) foram obtidos.
a imprensa – Objeto Direto
2) Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando a
A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Passiva) constatação do satélite Kepler de que existem muitos planetas
A imprensa – Sujeito da Passiva com características físicas semelhantes ao nosso, reafirmou sua
por Gutenberg – Agente da Passiva fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que a vida complexa
(animal) é um fenômeno não tão comum no Universo.
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo
o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida
assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo. microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até
em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas,
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos o que, se não permite estimar o número de civilizações
mestres. extraterráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas
Eu o acompanharei. expectativas.
Ele será acompanhado por mim. Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da
inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não complexos leva necessariamente à consciência e à inteligência?
haverá complemento agente na passiva: Prejudicaram-me; Fui Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais
prejudicado. matemático do que biológico: complexidade engendra
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre
- Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexivos, espécies cujo subproduto é a inteligência.
são chamados neutros: O vinho é bom; Aqui chove muito. Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e
- Há formas passivas com sentido ativo: coincidências que alguns animais transformaram a capacidade
É chegada a hora. (= Chegou a hora.) de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.) rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou) processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes as
chances de não chegarmos a nada parecido com a inteligência.
- Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo: (Adaptado de Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 28/10/2012)
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado) ...alguns animais transformaram a capacidade de resolver
problemas em estratégia de sobrevivência.
- Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido
cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o sujeito Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
é paciente. verbal resultante será:
Chamo-me Luís. A) transformam-se.

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APOSTILAS OPÇÃO
B) foi transformada. doação de alimentos. 
C) foram transformados. Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
D) é transformado. de formatura. 
E) era transformada.
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
3) Assinale a alternativa INCORRETA quanto à classificação que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos
das vozes verbais: que atuaram na Copa América.
A) Consertam-se bicicletas. (Voz passiva sintética)
B) Machucou-se com o canivete. (Voz reflexiva) 7) Em casos relativos à concordância com locuções
C) Estaremos aqui pelos mesmos motivos. (Voz ativa) pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
D) Alugaram-se as casas daquele bairro. (Voz passiva quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos
analítica) atermos a duas questões básicas:
Respostas - No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
1) “E”/2) “B”/3) “D” o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
/ Alguns de nós o receberão.
Concordância nominal e verbal. - Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum
de nós o receberá.  

Concordância Verbal 8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome


“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
Ao falarmos sobre a  concordância verbal, estamos nos ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:   
referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes nós quem contamos toda a verdade para ela.
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra
a função de subordinado.  “que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza- palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. /
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número Em casa sou eu que decido tudo.   
e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno
chegou 10) No caso de o sujeito aparecer representado por
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:   
(ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram 50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50%
atrasados. do eleitorado apoiou a decisão.
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. Observações:
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos:  a decisão da diretoria 50% dos funcionários.     
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular:
Casos referentes a sujeito simples 1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.  
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.  50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 

2) Nos casos referentes a sujeito representado por 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira
singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos. pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das
Observação: homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.  
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. que os determinam:
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser,
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, este permanece no singular, contanto que o predicativo também
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar criação de Machado de Assis.   
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência
dos alunos resolveram ficar. mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo potência mundial. 
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas. Casos referentes a sujeito composto

5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando
um candidato se inscreveu no concurso de piadas.   relacionado a dois pressupostos básicos:
Observação: - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, - Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá
necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos.
aluno, mais de um professor  contribuíram na campanha de Tu e ele são primos.

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APOSTILAS OPÇÃO
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto 03. Uma pergunta
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
filhos compareceram ao evento.   Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos. e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. decisão: - Quem sofrerá?
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com considerar.
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: (Salvador Nicola, inédito)
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do
mundo. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase:
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas (A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, (B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. peso de suas mais graves decisões.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de (C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer)
meu esforço. tomar decisões sem medir suas consequências.
Questões (D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar)
sobrevir consequências imprevistas e injustas.
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual (E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
alternativa? recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência humana.
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em
breve, o ultrapassará. 04. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando a
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos constatação do satélite Kepler de que existem muitos planetas
que chegarão atrasados, tenho certeza disso. com características físicas semelhantes ao nosso, reafirmou sua
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que a vida complexa
comê-las sem receio! (animal) é um fenômeno não tão comum no Universo.
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo
janela do hotel! persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até
02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na
posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas,
Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos o que, se não permite estimar o número de civilizações
nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos extra terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas
de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato expectativas.
de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da
sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos
tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações complexos leva necessariamente à consciência e à inteligência?
cotidianas com os outros. Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato matemático do que biológico: complexidade engendra
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam complexidade, levando a uma corrida armamentista entre
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. espécies cujo subproduto é a inteligência.
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao coincidências que alguns animais transformaram a capacidade
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se
alguma coisa que também quer se expressar. rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes as
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. chances de não chegarmos a nada parecido com a inteligência.
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima (Adaptado de Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo,
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os 28/10/2012)
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas A frase em que as regras de concordância estão plenamente
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que respeitadas é:
as sentem. (A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado,
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose.
2005. p 250) (B) Cada um dos organismos simples que vivem na natureza
sobrevivem de forma quase automática, sem se valerem de
A frase em que se respeitam as normas de concordância criatividade e planejamento.
verbal é: (C) Desde que observe cuidados básicos, como obter energia
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos por meio de alimentos, os organismos simples podem preservar
atraem. a vida ao longo do tempo com relativa facilidade.
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos (D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio de
atraem. dificuldades para obter a energia necessária a sua sobrevivência
(C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças.
nos atraem. (E) A maioria dos organismos mais complexos possui um
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a
atraem. mudanças ambientais, como alterações na temperatura.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros
nos atraem.

Língua Portuguesa 29
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APOSTILAS OPÇÃO
05. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
concordância verbal está correta em: 1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois singular e o adjetivo no plural.
acabou os créditos. Renato advogou um e outro caso fáceis.
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
que executa diversos serviços para os clientes.
(C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis para g) É bom, é necessário, é proibido
os passageiros que chegavam à cidade. 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
(D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas precedido de artigo ou outro determinante.
lembranças que seu tio lhe deixou. Canja é bom. / A canja é boa.
(E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de táxi É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
para bater um papo com o motorista. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada
é proibida.
Respostas
01. C\02. A\03. C\04. E\05. C h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Concordância Nominal Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Concordância nominal  é que o ajuste que fazemos aos Os sapatos estavam caros.
demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o  substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 2- Como advérbios: são invariáveis.
artigo, o  adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos Comi muito durante a viagem.
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
concordam em gênero e número com o substantivo. i) Mesmo, bastante
- A pequena criança é uma gracinha. 1- Como advérbios: invariáveis
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
geral mostrada acima. 2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
a) Um adjetivo após vários substantivos Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
ou concorda com o substantivo mais próximo. j) Menos, alerta
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. 1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas.
2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. k) Tal Qual
- Ela tem pai e mãe louros. 1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o
- Ela tem pai e mãe loura. consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos. l) Possível
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. 1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor”
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos A mais possível das alternativas é a que você expôs.
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
próximo. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da
Comi delicioso almoço e sobremesa. cidade.
Provei deliciosa fruta e suco.
2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: m) Meio
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. 1- Como advérbio: invariável.
Estavam feridos o pai e os filhos. Estou meio (um pouco) insegura.
Estava ferido o pai e os filhos. 2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. n) Só
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 1- apenas, somente (advérbio): invariável.
2- coloca o substantivo no plural. Só consegui comprar uma passagem.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. 2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
d) Pronomes de tratamento
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa. Questões
Vossa Santidade esteve no Brasil.
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado nominal:
1 - Concordam com o substantivo a que se referem. (A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
As cartas estão anexas. (B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam
A bebida está inclusa. encontros semanais com os diversos interessados no assunto.
Precisamos de nomes próprios. (C) Alguma solução é necessária, e logo!
Obrigado, disse o rapaz. (D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido

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APOSTILAS OPÇÃO
não pode prosperar. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de conhecermos as diversas significações que um verbo pode
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. 
certa autonomia econômica. Observe:
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou
gênero, número ou pessoa): prazer”, satisfazer.
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a
diferença.” Logo, conclui-se que “agradar  alguém” é diferente de
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil. “agradar a alguém”.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. Saiba que:
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de O conhecimento do uso adequado das preposições é um
longe... dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais também nominal). As preposições são capazes de modificar
compreensivo. completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os
exemplos:
03. A concordância nominal está INCORRETA em: Cheguei ao metrô.
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o Cheguei no metrô.
envolvimento da empresa.
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo
desnecessária. caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se
e a campanha. vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa muito comum existirem divergências entre a regência coloquial,
desnecessárias. cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.

04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de
parênteses. acordo com sua  transitividade. A transitividade, porém, não é
(A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/ um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
necessária) formas em frases distintas.
(B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas)
(C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/ Verbos Intransitivos
bastantes) Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
(D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios) importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
(E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino. aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
(meio/ meia) a) Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais
05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em: de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
(A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos. indicar destino ou direção são: a, para.
(B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre o Fui ao teatro.
assunto.       Adjunto Adverbial de Lugar
(C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e
criança viciadas. Ricardo foi para a Espanha.
(D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de                   Adjunto Adverbial de Lugar
parentes. b) Comparecer
Respostas O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
por em ou a.
01. D\02. D\03. B Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último
jogo.
04. a) necessária b) alerta c) bastantes d) vazia e) meio
Verbos Transitivos Diretos
05. C Os verbos transitivos diretos são complementados por
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses
Regência nominal e verbal. verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos  o, a, os,
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
Regência Verbal e Nominal sons nasais), enquanto  lhe  e  lhes  são, quando complementos
verbais, objetos indiretos.
Dá-se o nome de  regência  à relação de subordinação que São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar,
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar,
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar,
frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar,
desejado, que sejam corretas e claras. humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar,
socorrer, suportar, ver, visitar.
Regência Verbal Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar:
Termo Regente:  VERBO Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre Amam aquele rapaz. / Amam-no.
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).

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APOSTILAS OPÇÃO
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para - Na utilização de pronomes como complementos,  veja as
indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais). construções:
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) eles)
Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os
Verbos Transitivos Indiretos seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Os verbos transitivos indiretos são complementados por
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma Comparar
preposição  para o estabelecimento da relação de regência. Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento
podem atuar como objetos indiretos são  o “lhe”, o “lhes”, para indireto.
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos
indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes Pedir
oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
pronomes átonos lhe, lhes.  de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Pedi-lhe                 favores.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Objeto Indireto    Objeto Direto
a) Consistir - Tem complemento introduzido pela                                      
preposição “em”. Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio.
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva
todos.                                                            Objetiva Direta
b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos
introduzidos pela preposição “a”. Saiba que:
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. 1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem
Eles desobedeceram às leis do trânsito. cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No
c) Responder - Tem complemento introduzido pela entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a subentendida.
quem” ou “ao que” se responde. Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Respondi ao meu patrão. Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma
Respondemos às perguntas. oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para
Respondeu-lhe à altura. ir entregar-lhe os catálogos em casa).
Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto 2) A construção  “dizer para”,  também muito usada
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva popularmente, é igualmente considerada incorreta.
analítica. Veja:
O questionário foi respondido corretamente. Preferir
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. Na língua culta, esse verbo deve apresentar  objeto
d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
introduzidos pela preposição “com”. Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Antipatizo com aquela apresentadora. Prefiro trem a ônibus.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
para uma minoria privilegiada. termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos no próprio verbo (pre).
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse Mudança de Transitividade versus Mudança de
grupo: Significado

Agradecer, Perdoar e Pagar Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade,


São verbos que apresentam objeto direto apresentam mudança de significado. O conhecimento das
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico
Veja os exemplos: muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
Agradeço    aos ouvintes         a audiência. de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a
                   Objeto Indireto      Objeto Direto quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:
Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador.
                                                                 Obj. Direto       Objeto Indireto AGRADAR
Paguei      o débito        ao cobrador. 1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos,
               Objeto Direto      Objeto Indireto acariciar.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com quando o revê.
particular cuidado. Observe: Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia
Agradeci o presente. / Agradeci-o. não perde oportunidade de agradá-lo.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. 2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
Paguei minhas contas. / Paguei-as. pela preposição “a”.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.
Informar
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto ASPIRAR
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. 1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar
Informe os novos preços aos clientes. (o ar), inalar.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
preços)

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APOSTILAS OPÇÃO
2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
como ambição.
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
elas) indireto e rege com preposição “com”.
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe”
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o PROCEDER
exemplo: 1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo,
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) ter cabimento, ter fundamento  ou  portar-se, comportar-se,
agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
ASSISTIR adjunto adverbial de modo.
1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar As afirmações da testemunha procediam, não havia como
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: refutá-las.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. Você procede muito mal.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição”
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela
estar presente, caber, pertencer. preposição “a”) é transitivo indireto.
Exemplos: O avião procede de Maceió.
Assistimos ao documentário. Procedeu-se aos exames.
Não assisti às últimas sessões. O delegado procederá ao inquérito.
Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é QUERER
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar 1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter
introduzido pela preposição “em”. vontade de, cobiçar.
Assistimos numa conturbada cidade. Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
CHAMAR
1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar, 2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição,
solicitar a atenção ou a presença de. estimar, amar.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la. Quero muito aos meus amigos.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo VISAR
preposicionado ou não. 1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar,
A torcida chamou o jogador mercenário. fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
A torcida chamou ao jogador mercenário. O homem visou o alvo.
A torcida chamou o jogador de mercenário. O gerente não quis visar o cheque.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como
CUSTAR objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor O ensino deve sempre visar ao progresso social.
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial. Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
Frutas e verduras não deveriam custar muito. público.
Questões
2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
transitivo indireto. 01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego
Muito custa          viver tão longe da família. correto da regência do verbo, EXCETO:
            Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva  (A) Faço entrega em domicílio.
       Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo (B) Eles assistem o espetáculo.
(C) João gosta de frutas.
Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude. (D) Ana reside em São Paulo.
        Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva  (E) Pedro aspira ao cargo de chefe.
        Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
02. Assinale a opção em que o verbo
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que chamar é empregado com o mesmo sentido que
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa. apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara,
Observe o exemplo abaixo: Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”:
Custei para entender o problema.  (A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;
Forma correta: Custou-me entender o problema. (B) bateram à porta, chamando Rodrigo;
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo;
IMPLICAR (D) o chefe chamou-os para um diálogo franco;
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: (E) mandou chamar o médico com urgência.

a) dar a entender, fazer supor, pressupor 03. A regência verbal está correta na alternativa:
Suas atitudes implicavam um firme propósito. (A) Ela quer namorar com o meu irmão.
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé.
b)  Ter como consequência, trazer como consequência, (C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor.
acarretar, provocar (D) É preferível ir a pé a ir de carro.
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um
povo. 04. Em todas as alternativas, o verbo grifado foi empregado
com regência certa, exceto em:
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, (A) a vista de José Dias lembrou-me o que ele me dissera.
envolver (B) estou deserto e noite, e aspiro sociedade e luz.

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APOSTILAS OPÇÃO
(C) custa-me dizer isto, mas antes peque por excesso; Apto a, para
(D) redobrou de intensidade, como se obedecesse a voz do Favorável a
mágico; Prestes a
(E) quando ela morresse, eu lhe perdoaria os defeitos. Ávido de
Generoso com
05. A regência verbal está INCORRETA em: Propício a
(A) Proibiram-no de fumar. Benéfico a
(B) Ana comunicou sua mudança aos parentes mais íntimos. Grato a, por
(C) Prefiro Português a Matemática. Próximo a
(D) A professora esqueceu da chave de sua casa no carro da Capaz de, para
amiga. Hábil em
(E) O jovem aspira à carreira militar. Relacionado com
Compatível com
Respostas Habituado a
01. B\02. A\03. D\04. B\05. D Relativo a
Contemporâneo a, de
Regência Nominal Idêntico a
   
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, Advérbios
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa Longe de Perto de
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes Obs.: os advérbios terminados em  -mente  tendem a seguir
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, paralelamente a; relativa a; relativamente a.
conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:
Verbo  obedecer  e os nomes correspondentes: todos regem Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
Questões
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém. 01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva
ser empregada, de acordo com a regência nominal.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os (A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento.
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses (B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão.
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. (C) Sirlene tem horror ____ aves.
(D) O diretor está ávido ____ melhores metas.
Substantivos (E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda
Admiração a, por população.
Devoção a, para, com, por
Medo a, de 02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto......
Aversão a, para, por simpatia.
Doutor em
Obediência a (A) a, por, menos
Atentado a, contra (B) do que, por, menos
Dúvida acerca de, em, sobre (C) a, para, menos
Ojeriza a, por (D) do que, com, menos
Bacharel em (E) do que, para, menos
Horror a
Proeminência sobre 03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser
Capacidade de, para seguidos pela mesma preposição:
Impaciência com (A) ávido, bom, inconsequente
Respeito a, com, para com, por (B) indigno, odioso, perito
(C) leal, limpo, oneroso
Adjetivos (D) orgulhoso, rico, sedento
Acessível a (E) oposto, pálido, sábio
Diferente de
Necessário a 04. “As mulheres da noite,......o poeta faz alusão a colorir
Acostumado a, com Aracaju,........coração bate de noite, no silêncio”. A opção que
Entendido em completa corretamente as lacunas da frase acima é:
Nocivo a (A) as quais, de cujo
Afável com, para com (B) a que, no qual
Equivalente a (C) de que, o qual
Paralelo a (D) às quais, cujo
Agradável a (E) que, em cujo
Escasso de
Parco em, de 05. Com relação à Regência Nominal, indique a alternativa
Alheio a, de em que esta foi corretamente empregada.
Essencial a, para (A) A colocação de cartazes na rua foi proibida.
Passível de (B) É bom aspirar ao ar puro do campo.
Análogo a (C) Ele foi na Grécia.
Fácil de (D) Obedeço o Código de Trânsito.
Preferível a
Ansioso de, para, por Respostas
Fanático por 01. D\02. A\03. D\04. D\05. A
Prejudicial a

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APOSTILAS OPÇÃO
Exclamativas: aquela através da qual externamos uma
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimento,
Sintaxe. etc.:
Como eles são audaciosos!
Não voltaram mais!
Análise Sintática
Optativas: É aquela através da qual se exprime um desejo:
A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide Bons ventos o levem!
e classifica as orações que o constituem e reconhece a função Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios!
sintática dos termos de cada oração. “E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos de Laet)
Daremos uma ideia do que seja frase, oração, período, termo,
função sintática e núcleo de um termo da oração. Imprecativas: Encerram uma imprecação (praga, maldição):
As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são “Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Castelo
reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança Branco)
o objetivo do discurso, ou seja, da atividade linguística: a “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias)
comunicação com o ouvinte ou o leitor. “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!”
Frase, Oração e Período são fatores constituintes de (Domingos Carvalho da Silva)
qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de
uma sequência lógica de ideias, todas organizadas e dispostas Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de frase
em parágrafos minuciosamente construídos. podem encerrar uma afirmação ou uma negação. No primeiro
caso, a frase é afirmativa, no segundo, negativa. O que caracteriza
Frase: é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação, ora
ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode ascendente ora descendente.
revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser
o período mais complexo, elaborado segundo os padrões integralmente captados se atentarmos para o contexto em que
sintáticos do idioma. São exemplos de frases: são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se
explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase “Que educação!”,
Socorro! usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de
Muito obrigado! pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do
Que horror! que aparentemente diz.
Sentinela, alerta! A entoação é um elemento muito importante da frase falada,
Cada um por si e Deus por todos. pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo
Grande nau, grande tormenta. de como é dita, uma frase simples como «É ela.» pode indicar
Por que agridem a natureza? constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc.
“Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, conforme o
“Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) tom com que a proferimos. Observe:
“Fumaça nas chaminés, o céu tranquilo, limpo o terreiro.” Olavo esteve aqui.
(Adonias Filho) Olavo esteve aqui?
“As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) Olavo esteve aqui?!
“Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos Olavo esteve aqui!
seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em
helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, Questões
mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)
01. Marque apenas as frases nominais:
As frases são proferidas com entoação e pausas especiais, (A) Que voz estranha!
indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Muitas frases, (B) A lanterna produzia boa claridade.
principalmente as que se desviam do esquema sujeito + (C) As risadas não eram normais.
predicado, só podem ser entendidas dentro do contexto (= (D) Luisinho, não!
o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente, as
circunstâncias) em que o falante se encontra. Chamam-se frases 02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa,
nominais as que se apresentam sem o verbo. Exemplo: Tudo exclamativa, optativa ou imperativa.
parado e morto. (A) Você está bem?
(B) Não olhe; não olhe, Luisinho!
Quanto ao sentido, as frases podem ser: (C) Que alívio!
(D) Tomara que Luisinho não fique impressionado!
Declarativas: aquela através da qual se enuncia algo, (E) Você se machucou?
de forma afirmativa ou negativa. Encerram a declaração ou (F) A luz jorrou na caverna.
enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: (G) Agora suma, seu monstro!
Paulo parece inteligente. (afirmativa) (H) O túnel ficava cada vez mais escuro.
Nunca te esquecerei. (negativa)
Neli não quis montar o cavalo velho, de pêlo ruço. (negativa) 03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o
modelo:
Interrogativas: aquela da qual se pergunta algo, direta Luisinho ficou pra trás. (declarativa)
(com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de Lusinho, fique para trás. (imperativa)
interrogação). São uma pergunta, uma interrogação:  
Por que chegaste tão tarde? (A) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos.
Gostaria de saber que horas são. (B) Luisinho procurou os fósforos no bolso.
“Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) (C) Os meninos olharam à sua volta.

Imperativas: aquela através da qual expressamos uma 04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos.
ordem, pedido ou súplica, de forma afirmativa ou negativa. Assinale, pois, as frases verbais:
Contêm uma ordem, proibição, exortação ou pedido: (A) Deus te guarde!
“Cale-se! Respeite este templo.” (afirmativa) (B) As risadas não eram normais.
Não cometa imprudências. (negativa) (C) Que ideia absurda!
“Não me leves para o mar.” (negativa) (D) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos.

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APOSTILAS OPÇÃO
(E) Tão preta como o túnel! - Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e
(F) Quem bom! Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente
(G) As ovelhas são mansas e pacientes. da Passiva).
(H) Que espírito irônico e livre!
- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
Respostas Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.

01. “a” e “d” Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
(ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:
02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d)
optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h)
Sujeito Predicado
declarativa
Pobreza não é vileza.
03. a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho,
Os sertanistas capturavam os índios.
procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta!
Um vento áspero sacudia as árvores.
04. a = guarde / b = eram / d = quebrou / g = são
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica
Oração uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu
período, completando um pensamento e concluindo o enunciado papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal,
casos, através de reticências. o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, - estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
não podem ser analisadas sintaticamente frases como: - apresentar-se como elemento determinante em relação ao
predicado;
Socorro! - constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo
Com licença! ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Que rapaz impertinente!
Muito riso, pouco siso. Exemplo:

Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como A padaria está fechada hoje.
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos está fechada hoje: predicado nominal
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois a padaria: sujeito
grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o
predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo: No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante,
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição
A menina banhou-se na cachoeira. de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire
A menina – sujeito sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma
banhou-se na cachoeira – predicado sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado) Exemplo:

O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em As formigas invadiram minha casa.
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara as formigas: sujeito = termo determinante
algo», «o tema do que se vai comunicar». invadiram minha casa: predicado = termo determinado
O predicado é a parte da oração que contém “a informação Há formigas na minha casa.
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. sujeito: inexistente

Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse
seja, o predicado, é «é eterno». nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu,
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa,
que identificamos por ser o termo que concorda em número e sua representação pode ser feita através de um substantivo, de
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras,
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um Exemplos:
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de Eu acompanho você até o guichê.
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente: Vocês disseram alguma coisa?
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
desembarcar.” (Aníbal Machado) Marcos tem um fã-clube no seu bairro.
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. Marcos: sujeito = substantivo próprio
Ninguém entra na sala agora.
Os termos da oração da língua portuguesa são classificados ninguém: sujeito = pronome substantivo
em três grandes níveis: O andar deve ser uma atividade diária.
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado. o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração

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APOSTILAS OPÇÃO
Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa
oração substantiva subjetiva: língua.
Exemplos:
É difícil optar por esse ou aquele doce... É fácil este problema!
É difícil: oração principal Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.”
(José de Alencar)
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos: Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a
O sino era grande. nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª
Ela tem uma educação fina. pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos
Isto não me agrada. de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer fenômenos meteorológicos.
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) segmento extraído da estrutura interna das orações ou das
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse
O sujeito pode ser: sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico
que estabelece concordância com outro termo essencial
Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.” subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal).
Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo
cavalo nadavam ao lado da canoa.” que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua
Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno
amanhã. da concordância entre esses dois termos essenciais da oração.
Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando Então têm por características básicas: apresentar-se como
não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.
saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) Exemplo:
aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
vocês) Carolina conhece os índios da Amazônia.
Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo sujeito: Carolina = termo determinante
fertiliza o Egito. predicado: conhece os índios da Amazônia = termo
Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa determinado
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se Nesses exemplos podemos observar que a concordância é
açudes. (= Açudes foram construídos.) estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos
Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e “conhece”;
por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque
dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, isto
trancou-se no quarto. é, que são responsáveis pela principal informação naquele
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da
a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso,
bem naquele restaurante. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por
Observações: um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou
- Sujeito formado por pronome indefinido não é termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o
indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do
Ninguém lhe telefonou. predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com Minha empregada é desastrada.
admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De predicado: é desastrada
qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.” núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo tipo de predicado: nominal
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
Pode ser omitido junto de infinitivos. do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
Aqui vive-se bem. característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
Devagar se vai ao longe. funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.
predicado: demoliu nosso antigo prédio
- Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o
verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles sujeito
fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas. tipo de predicado: verbal

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APOSTILAS OPÇÃO
Os manifestantes desciam a rua desesperados. - “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
predicado: desciam a rua desesperados - “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o - “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo
sujeito; desesperados = atributo do sujeito que já morreu...” (Ciro dos Anjos)
tipo de predicado: verbo-nominal
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
responsável também por definir os tipos de elementos que chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo:
constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar,
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
do predicado. Comprei um terreno e construí a casa.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por Maricá)
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: “Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.”
(Guedes de Amorim)
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os
depois de algozes) que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) Consideramos o caso extraordinário.
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina Inês trazia as mãos sempre limpas.
Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso.
Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
forma o predicado. Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, ser usados também na voz passiva; Outra característica desses
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes
de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo: o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente
As flores murcharam. com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico:
Os animais correm. arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta;
As folhas caem. tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar,
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar,
o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos: receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.

João puxou a rede. Transitivos Indiretos: são os que reclamam um


“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara complemento regido de preposição, chamado objeto indireto.
Resende) Exemplos:
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
(Camilo Castelo Branco) adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, neutros.” (Érico Veríssimo)
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê? Américo)
Os verbos de predicação completa denominam-se “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.”
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os (José Geraldo Vieira)
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
(bitransitivos). distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe,
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe,
uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal, lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir
relacionando o predicativo com o sujeito. os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele,
pois têm sentido completo. depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis) Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar) a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” pouco mais, usados também como transitivos diretos: João
(Marquês de Maricá) paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado,
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como
Observações: Os verbos intransitivos podem vir atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido. vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira.
As orações formadas com verbos intransitivos não podem (tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc.,
“transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos variam de significação conforme sejam usados como transitivos
passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com diretos ou indiretos.
o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)

Língua Portuguesa 38
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APOSTILAS OPÇÃO
Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele
dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente. choque com o mundo me causara.”
Exemplos:
No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres. Termos Integrantes da Oração
A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva. Chamam-se termos integrantes da oração os que completam
Ceda o lugar aos mais velhos. a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram,
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou compreensão do enunciado. São os seguintes:
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na - Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
formação do predicado nominal. Exemplos: - Complemento Nominal;
A Terra é móvel. - Agente da Passiva.
A água está fria.
O moço anda (=está) triste. Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação
A Lua parecia um disco. incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
As plantas purificaram o ar.
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais Procurei o livro, mas não o encontrei.
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por Ninguém me visitou.
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. O objeto direto tem as seguintes características:
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria - Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma - Normalmente, não vem regido de preposição;
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com - Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
dificuldades.; Parece que vai chover. verbo ativo: Caim matou Abel.
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação por Caim.
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos: O objeto direto pode ser constituído:
O homem anda. (intransitivo) - Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador
O homem anda triste. (de ligação) cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos:
O cego não vê. (intransitivo) Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.;
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto) “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto) quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de
objeto. plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos
Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo, meus escritos?”
um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos: Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-
A bandeira é o símbolo da Pátria. se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma
A mesa era de mármore. esfera semântica:
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na (Vivaldo Coaraci)
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos: “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava Machado)
atrasado.) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado
O menino abriu a porta ansioso. de Assis)
Todos partiram alegres. Em tais construções é de rigor que o objeto venha
acompanhado de um adjunto.
Observações: O predicativo subjetivo às vezes está
preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem
estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre
verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, principalmente:
os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas - Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
coisas.; Onde está a criança que fui? Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto
um verbo transitivo. Exemplos: hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o
O juiz declarou o réu inocente. seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
O povo elegeu-o deputado. - Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos;
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com
certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente aquele homem a quem na realidade também temia, como todos
se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se ali”.
ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta; - Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando
Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo
considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.;
inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas “Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?

Língua Portuguesa 39
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APOSTILAS OPÇÃO
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos:
duas criaturas que só tinham uma à outra”. Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os
conheço desde os seus mais tenros anos”. obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro quem conto são poucas.
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a
ambos...”. Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a representado pelos substantivos (ou expressões substantivas)
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a,
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos com, contra, de, em, para e por.
outros.; A quantos a vida ilude!.
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar) Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto,
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase.
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões,
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos,
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição.
do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono, Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao
quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe, mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”;
lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê- “Ah, não fosse ele surdo à minha voz!”
lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões Observações: O complemento nominal representa o
ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um
a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de
expressão. assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas
Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no complementar verbos, complementa nomes (substantivos,
início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que
pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos: verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo;
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais,
O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem. obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc.
“Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz
Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal: frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos
“Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
significação dos verbos: conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”

- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma. pelos pronomes:
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): As flores são umedecidas pelo orvalho.
Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a
verdade ao moço.) O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz
ativa:
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável. Observações:
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade.
Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para (Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto (Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara
com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos
frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele
impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas
adjuntos adverbiais. ruas. (certo)

Língua Portuguesa 40
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APOSTILAS OPÇÃO
Termos Acessórios da Oração seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do
sujeito:
Termos acessórios são os que desempenham na oração Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de
determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São cores.
três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
adverbial e aposto. Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia;
(Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
– vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
adnominal). (Graciliano Ramos)
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, vezes, está elíptico. Exemplos:
este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, alma humana.
posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem tempestade iminente.
- fio de aço, casa de madeira: matéria O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
Um aposto pode referir-se a outro aposto:
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto
de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor é, a saber, ou da preposição acidental como:
de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai,
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém não são banhados pelo mar.
ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, Este escritor, como romancista, nunca foi superado.
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das O aposto que se refere a objeto indireto, complemento
matas, cheiro de petróleo, amor de mãe. nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:

Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica “Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das
o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas coisas.” (Raquel Jardim)
numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.
é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.; Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título,
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às a coisa personificada a que nos dirigimos:
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
de repente. de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes Assis)
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não “Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa.
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso,
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade
adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de
complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj. apelo (ó, olá, eh!):
adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, “Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!”
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos: (Graciliano Ramos)
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio. “Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” Castelo Branco)
(Carlos Drummond de Andrade) O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
substantivo: Questões
Foram os dois, ele e ela.
Só não tenho um retrato: o de minha irmã. 01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade
em:
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases (A) pode aprender e assimilar MUITA coisa

Língua Portuguesa 41
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APOSTILAS OPÇÃO
(B) enfrentamos MUITAS novidades Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter de infância.
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes 1ª oração: Passeamos pela praia
(E) assumimos MUITO conflito e confusão 2ª oração: brincamos
3ª oração: recordamos os tempos de infância
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há As três orações que compõem esse período têm sentido
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática:
respectivamente: elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de
(A) sujeito – objeto direto; sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
(B) sujeito – aposto; sintaticamente.
(C) objeto direto – aposto; As orações independentes de um período são chamadas
(D) objeto direto – objeto direto; de orações coordenadas (OC), e o período formado só de
(E) objeto direto – complemento nominal. orações coordenadas é chamado de período composto por
coordenação.
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e
indireto. sindéticas.
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana)
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
Pessoa) Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar OCA OCA OCA
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de
Guimarães) “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a Assis)
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa) (Antônio Olavo Pereira)
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
04. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa frase (Coelho Neto)
o sujeito de “fez”?
(A) o prêmio; - As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
(B) o jogador; introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
(C) que; O homem saiu do carro / e entrou na casa.
(D) o gol; OCA OCS
(E) recebeu.
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
05. Assinale a alternativa correspondente ao período onde acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
há predicativo do sujeito: que as introduzem. Pode ser:
(A) como o povo anda tristonho!
(B) agradou ao chefe o novo funcionário; - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
(C) ele nos garantiu que viria; mas também, não só... mas ainda.
(D) no Rio não faltam diversões; Saí da escola / e fui à lanchonete.
(E) o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação. OCA OCS Aditiva

Respostas Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção


01. D\02. C\03. D\04. C\05. A que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
Período
A doença vem a cavalo e volta a pé.
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um As pessoas não se mexiam nem falavam.
período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de “Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até
interrogação ou com reticências. nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”
O período é simples quando só traz uma oração, chamada (Machado de Assis)
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma - Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
Estudei bastante / mas não passei no teste.
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há OCA OCS Adversativa
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
locuções verbais nele existentes. Exemplos: que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) uma conjunção coordenativa adversativa.
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma A espada vence, mas não convence.
oração) “É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
verbais, duas orações) - Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo.
Há três tipos de período composto: por coordenação, por
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
tempo (também chamada de misto). OCA OCS Conclusiva

Período Composto por Coordenação – Orações Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
Coordenadas que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
Considere, por exemplo, este período composto:

Língua Portuguesa 42
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APOSTILAS OPÇÃO
Vives mentindo; logo, não mereces fé. Os dias já eram quentes.
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade. A água do mar ainda estava fria.
As praias permaneciam desertas.
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou,
ora... ora, seja... seja, quer... quer. Respostas
Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
OCA OCS Alternativa 01.
Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção  
coordenativa alternativa. 02. E\03. C\04. B

Venha agora ou perderá a vez. 05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda estava
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de fria, por isso as praias permaneciam desertas.
Assis)
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço Período Composto por Subordinação
muito caro.” (Renato Inácio da Silva)
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.” Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
(Luís Jardim) Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
Todos querem sua participação. (objeto direto)
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
porque, pois, porquanto. causa)
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
OCA OCS Explicativa Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção orações com a mesma função sintática:
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa com função de adjunto adnominal)
explicativa. Todos querem / que você participe. (oração subordinada
com função de objeto direto)
Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico subordinada com função de adjunto adverbial de causa)
Veríssimo)
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
Questões certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
01. Relacione as orações coordenadas por meio de menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
conjunções: subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram. é classificado como período composto por subordinação. As
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
  
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar Orações Subordinadas Adverbiais
das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
(A) causa As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas
(B) explicação que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
(C) conclusão (OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
(D) proporção que as introduz:
(E) comparação
  - Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
sublinhada pode indicar uma ideia de: visto que.
(A) concessão Não fui à escola / porque fiquei doente.
(B) oposição OP OSA Causal
(C) condição
(D) lugar O tambor soa porque é oco.
(E) consequência Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
   Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido. Sousa)
1. Correu demais, ... caiu.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz. - Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
3. A matéria perece, ... a alma é imortal. ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
detalhes. Irei à sua casa / se não chover.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde. OP OSA Condicional

(A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos
(B) por isso, porque, mas, portanto, que ofensores.
(C) logo, porém, pois, porque, mas Se o conhecesses, não o condenarias.
(D) porém, pois, logo, todavia, porque “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de
(E) entretanto, que, porque, pois, portanto Andrade)
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência
05. Reúna as três orações em um período composto por tenha êxito.
coordenação, usando conjunções adequadas.

Língua Portuguesa 43
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APOSTILAS OPÇÃO
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. daquele olhar.
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
que, mesmo que. Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
OP OSA Concessiva subentendido o verbo ser (como a mãe é).
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que - Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto
arriscou uma opinião. mais, quanto menos.
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. OSA Proporcional OP
Por mais que gritasse, não me ouviram.
À medida que se vive, mais se aprende.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. diminuindo.
OP OSA Conformativa
Orações Subordinadas Substantivas
O homem age conforme pensa.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação. substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
integrantes que e se. Elas podem ser:
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que). aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
OP OSA Temporal O grupo quer / que você ajude.
OP OSS Objetiva Direta
Formiga, quando quer se perder, cria asas.
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) mestre exigia a presença de todos.)
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês Mariana esperou que o marido voltasse.
de Maricá) Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
Enquanto foi rico, todos o procuravam. O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É
que, porque (=para que), que. aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
OP OSA Final Necessito / de que você me ajude.
OP OSS Objetiva Indireta
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
(Marquês de Maricá) Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. viagem.)
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = Aconselha-o a que trabalhe mais.
para que) Daremos o prêmio a quem o merecer.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as Lembre-se de que a vida é breve.
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
para que não deixasse) - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= É importante / que você colabore.
porque), pois que, visto que. OP OSS Subjetiva
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Consecutiva A oração subjetiva geralmente vem:
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José ele voltará amanhã.
J. Veiga) - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude - depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
prolongar minha viagem. ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com da reunião.
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com necessária.)
menos ou mais). Parece que a situação melhorou.
Ela é bonita / como a mãe. Aconteceu que não o encontrei em casa.
OP OSA Comparativa Importa que saibas isso bem.

A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.” - Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
(Marquês de Maricá) É aquela que exerce a função de complemento nominal de um
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro. termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. inocência. (complemento nominal)

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APOSTILAS OPÇÃO
Estou convencido / de que ele é inocente. Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
OP OSS Completiva Nominal escreveram.
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão Mariano)
dele.) - Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas
Estava ansioso por que voltasses. quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
Sê grato a quem te ensina. referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
(Graciliano Ramos) O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
novo livro.
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela OP OSA Explicativa OP
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal,
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua Deus, que é nosso pai, nos salvará.
felicidade. (predicativo) Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
O importante é / que você seja feliz. Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
OP OSS Predicativa Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.

Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) Orações Reduzidas
Minha esperança era que ele desistisse. Observe que as orações subordinadas eram sempre
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
Não sou quem você pensa. apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que se apresentam com o verbo numa das formas nominais
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício
do país. (aposto) - Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do (infinitivo)
país. - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
OP OSS Apositiva - Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
(particípio)
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
coisa: a sua felicidade) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. formas nominais são chamadas de reduzidas.
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
que virias a morrer...” (Osmã Lins) devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
oculto?” (Machado de Assis) passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois- conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração da oração desenvolvida.
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a
saúde, tornou-se realidade. Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, OSA Temporal
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos: reduzida de infinitivo.
Não sei quando ele chegou.
Diga-me como resolver esse problema. Precisando de ajuda, telefone-me.
Se precisar de ajuda, / telefone-me.
Orações Subordinadas Adjetivas OSA Condicional
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem condicional, reduzida de gerúndio.
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração
principal. Observe como podemos transformar um adjunto Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
adnominal em oração subordinada adjetiva: Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) vestiário.
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada OSA Temporal
adjetiva) Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de particípio.
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem Observações:
ser classificadas em:
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
referem. Exemplo: desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. cidade.
OP OSA Restritiva - O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica Exemplos:
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não Preciso terminar este exercício.
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. Ele está jantando na sala.
Essa casa foi construída por meu pai.
Pedra que rola não cria limo. - Uma oração coordenada também pode vir sob a forma
Os animais que se alimentam de carne chamam-se reduzida. Exemplo:
carnívoros. O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.

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APOSTILAS OPÇÃO
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração Respostas
coordenada sindética aditiva) 01. B\02. A\03. D\04. E\05. B
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
gerúndio. Redação (confronto e
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas reconhecimento de frases
e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser
corretas e incorretas).
iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome
indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
oração principal, que traz o efeito. Norma Culta e Língua-Padrão
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, De acordo com M. T. Piacentini, mesmo que não se mencione
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. terminologia específica, é evidente que se lida no dia-a-dia com
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por níveis diferentes de fala e escrita. É também verdade que as
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. pessoas querem “falar e escrever melhor”, querem dominar a
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto língua dita culta, a correta, a ideal, não importa o nome que se
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. lhe dê.
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O O padrão de língua ideal a que as pessoas querem chegar é
período agora é composto por coordenação, pois a oração aquele convencionalmente utilizado nas instâncias públicas de
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou uso da linguagem, como livros, revistas, documentos, jornais,
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o textos científicos e publicações oficiais; em suma, é a que circula
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela nos meios de comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de
ter chorado. pesquisa e trabalhos acadêmicos.
Não obstante, os linguistas entendem haver uma língua
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. circulante que é correta mas diferente da língua ideal e
OP OSA Comparativa OSA Condicional imaginária, fixada nas fórmulas e sistematizações da gramática.
Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o ideal: a língua
Questões concreta com todas suas variedades de um lado, e de outro um
padrão ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”, o que
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava conformaria, no seu entender, uma língua artificial, situada num
para ser mãe”, a oração destacada é: nível hipotético.
(A) subordinada substantiva objetiva indireta Para os cientistas da língua, portanto, fica claro que há
(B) subordinada substantiva completiva nominal dois estratos diferenciados: um praticamente intangível,
(C) subordinada substantiva predicativa representado nas normas preconizadas pela gramática
(D) coordenada sindética conclusiva tradicional, que comporta as irregularidades e excrescências da
(E) coordenada sindética explicativa língua, e outro concreto, o utilizado pelos falantes cultos, qual
seja, a “linguagem concretamente empregada pelos cidadãos
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. que pertencem aos segmentos mais favorecidos da nossa
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na população”, segundo Marcos Bagno.
realidade.” A oração sublinhada é: Convém esclarecer que para a ciência sociolinguística
(A) adverbial conformativa somente a pessoa que tiver formação universitária completa
(B) adjetiva será caracterizada como falante culto(urbano).
(C) adverbial consecutiva Sendo assim, como são presumivelmente cultos os sujeitos
(D) adverbial proporcional que produzem os jornais, a documentação oficial, os trabalhos
(E) adverbial causal científicos, só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que a
língua que tais pessoas falam e os textos que produzem nem
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos sempre se coadunem com as regras rígidas impostas pela
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características gramática normativa, divulgada na escola e em outras instâncias
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos (de repressão linguística) como o vestibular.
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de Isso é o que pensam os linguistas. E o povo – saberá ele fazer
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma a distinção entre as duas modalidades e os dois termos que as
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em descrevem?
(A) para se encaixarem. Para os linguistas, a língua-padrão se estriba nas normas
(B) para seu encaixotamento. e convenções agregadas num corpo chamado de gramática
(C) para que se encaixassem. tradicional e que tem a veleidade de servir de modelo de
(D) para que se encaixem. correção para toda e qualquer forma de expressão linguística.
(E) para que se encaixariam. Querer que todos falem e escrevam da mesma forma e de
acordo com padrões gramaticais rígidos é esquecer-se que não
04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir pode haver homogeneidade quando o mundo real apresenta
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das uma heterogeneidade de comportamentos linguísticos, todos
orações seguintes? igualmente corretos (não se pode associar “correto” somente a
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. culto).
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. Em suma: há uma realidade heterogênea que, por abrigar
(C) O aluno fez-se passar por doutor. diferenças de uso que refletem a dinâmica social, exclui a
(D) Precisa-se de operários. possibilidade de imposição ou adoção como única de uma
(E) Não sei se o vinho está bom. língua-modelo baseada na gramática tradicional, a qual, por sua
vez, está ancorada nos grandes escritores da língua, sobretudo
05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A os clássicos , sendo pois conservadora. E justamente por se valer
oração sublinhada é: de escritores é que as prescrições gramaticais se impõem mais
(A) subordinada substantiva completiva nominal na escrita do que na fala.
(B) subordinada substantiva objetiva indireta “ A cultura escrita, associada ao poder social , desencadeou
(C) subordinada substantiva predicativa também, ao longo da história, um processo fortemente unificador
(D) subordinada substantiva subjetiva (que vai alcançar basicamente as atividades verbais escritas),
(E) subordinada substantiva objetiva direta   que visou e visa uma relativa estabilização linguística, buscando
neutralizar a variação e controlar a mudança. Ao resultado desse

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APOSTILAS OPÇÃO
processo, a esta norma estabilizada, costumamos dar o nome de sendo assim classificando os cidadãos nascidos e criados em
norma-padrão ou língua-padrão” (Faraco, Carlos Alberto). zonas urbanas e com grau de instrução superior completo.
Aryon Rodrigues entra na discussão: “Frequentemente o “Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras
padrão ideal é uma regra de comportamento para a qual tendem dos grandes escritores, em cuja linguagem a classe ilustrada põe
os membros da sociedade, mas que nem todos cumprem, ou não o seu ideal de perfeição, porque nela é que se espelha o que o uso
cumprem integralmente”. Mais adiante, ao se referir à escola, ele idiomático e consagrou”. (ROCHA LIMA).
professa que nem mesmo os professores de Língua Portuguesa Dentre as características que são pertinentes à Norma Culta
escapam a esse destino: “Comumente, entretanto, o mesmo podemos citar que é: a variante de maior prestígio social na
professor que ensina essa gramática não consegue observá-la comunidade, sendo realizada com certa uniformidade pelos
em sua própria fala nem mesmo na comunicação dentro de seu membros do grupo social de padrão cultural mais elevado;
grupo profissional ”. cumpre o papel de impedir a fragmentação dialetal; ensinada
Vamos ilustrar os argumentos acima expostos. Não há pela escola; usada na escrita em gêneros discursivos em que há
brasileiro – nem mesmo professores de português – que não fale maior formalidade aproximando-a dos padrões da prescrição da
assim: gramática tradicional; a mais empregada na literatura e também
– Me conta como foi o fim de semana… pelas pessoas cultas em diferentes situações de formalidade;
– Te enganaram, com certeza! indicada precisamente nas marcas de gênero, número e pessoa;
– Me explica uma coisa: você largou o emprego ou foi usada em todas as pessoas verbais, com exceção, talvez, da 2ª
mandado embora? do plural, sendo utilizada principalmente na linguagem dos
sermões; empregada em todos os modos verbais em relação
Ou mesmo assim: verbal de tempos e modos; possuindo uma enorme riqueza
– Tive que levar os gatos, pois encontrei eles bem de construção sintática, além de uma maior utilização da
machucados. voz passiva; grande o emprego de preposições nas regências
– Conheço ela há muito tempo – é ótima menina. aproveitando a organização gramatical cuidada da frase.
– Acho que já lhe conheço, rapaz. De modo geral, um falante culto, em situação comunicativa
formal, buscará seguir as regras da norma explícita de sua
Então, se os falantes cultos, aquelas pessoas que têm acesso língua e ainda procurará seguir, no que diz respeito ao léxico,
às regras padronizadas, incutidas no processo de escolarização, um repertório que, se não for erudito, também não será vulgar.
se exprimem desse modo, essa é a norma culta. Já as formas Isso configura o que se entende por norma culta. A Norma
propugnadas pela gramática tradicional e que provavelmente só Padrão está vinculada a uma língua modelo. Segue prescrições
se encontrariam na escrita (conta-me como foi /enganaram-te / representadas na gramática, mas é marcada pela língua
explica-me uma coisa / pois os encontrei / conheço-a há tempos produzida em certo momento da história e em uma determinada
/ acho que já o conheço) configuram a norma-padrão ou língua- sociedade. Como a língua está em constante mudança, diferentes
padrão. formas de linguagem que hoje não são consideradas pela Norma
Se para os cientistas da língua, portanto, existe uma Padrão, com o tempo podem vir a se legitimar.
polarização entre a norma-padrão (também denominada Dentro da Norma Padrão define-se um modelo de língua
“norma canônica” por alguns linguistas) e o conjunto das idealizada prescrito pelas gramáticas normativas, como sendo
variedades existentes no Brasil, aí incluída a norma culta, no uma receita que nenhum usuário da língua emprega na fala e
senso comum não se faz distinção entre padrão e culta. Para os raramente utiliza na escrita. Sendo também uma referência
leigos, a população em geral, toda forma elevada de linguagem, para os falantes da Norma Culta, mas não passam de um ideal
que se aproxime dos padrões de prestígio social, configura a a ser alcançado, pois é um padrão extremamente enriquecido
norma culta. de língua. Assim, as gramáticas tradicionais descrevem a Norma
Padrão, não refletindo o uso que se faz realmente do Português
Norma culta, norma padrão e norma popular no Brasil.
Marcos Bagno propõe, como alternativa, uma triangulação:
A Norma é um uso linguístico concreto e corresponde ao onde a Norma Popular teria menos prestígio opondo-se à Norma
dialeto social praticado pela classe de prestígio, representando Culta mais prestigiada, e a Norma Padrão se eleva sobre as duas
a atitude que o falante assume em face da norma objetiva. A anteriores servindo como um ideal imaginário e inatingível.
normatização não existe por razões apenas linguísticas, mas A Norma Padrão subdivide-se em: Formal e Coloquial. A
também culturais, econômicas, sociais, ou seja, a Norma na Padrão Formal é o modelo culto utilizado na escrita, que segue
língua origina-se de fatores que envolvem diferenças de classes, rigidamente as regras gramaticais.
poder, acesso a educação escrita, e não da qualidade da forma Essa linguagem é mais elaborada, tanto porque o falante
da língua. Há um conceito amplo e um conceito estreito de tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como
Norma. No primeiro caso, ela é entendida como um fator de porque é supervalorizada na nossa cultura. É a história do vale o
coesão social. No segundo, corresponde concretamente aos que está escrito. Já a Padrão Coloquial é a versão oral da língua
usos e aspirações da classe social de prestígio. Num sentido culta e, por ser mais livre e espontânea, tem um pouco mais de
amplo, a norma corresponde à necessidade que um grupo liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais.
social experimenta de defender seu veículo de comunicação das Entretanto, a margem de afastamento dessas regras é estreita e,
alterações que poderiam advir no momento do seu aprendizado. embora exista, a permissividade com relação às transgressões é
Num sentido restrito, a Norma corresponde aos usos e atitudes pequena.
de determinado seguimento da sociedade, precisamente aquele Assim, na linguagem coloquial, admitem-se sem grandes
que desfruta de prestígio dentro da Nação, em virtude de razões traumas, construções como: ainda não vi ele; me passe o
políticas, econômicas e culturais. Segundo Lucchesi considera- arroz e não te falei que você iria conseguir?. Inadmissíveis na
se que a realidade linguística brasileira deve ser entendida como língua escrita. O falante culto, de modo geral, tem consciência
um contínuo de normas, dentro do quadro de bipolarização do dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente
Português do Brasil. as construções acima na comunicação oral, evita-as na escrita.
A existência da civilização dá-se com o surgimento da Contudo, como se disse, não são muitos os desvios admitidos
escrita. Suas regras são pautadas a partir da Norma Culta. Sendo e muitas formas peculiares da Norma Popular são condenadas
esta importante nos documentos formais que exigem a correta mesmo na linguagem oral. A Norma Popular é aquela linguagem
expressão do Português para que não haja mal entendido algum. que não é formal, ou seja, não segue padrões rígidos, é a
Ela nada mais é do que a modalidade linguística escolhida pela linguagem popular, falada no cotidiano.
elite de uma sociedade como modelo de comunicação escrita e O nível popular está associado à simplicidade da utilização
verbal. linguística em termos lexicais, fonéticos, sintáticos e semânticos.
A Norma Culta é uma expressão empregada pelos linguistas Esta decorrerá da espontaneidade própria do discurso oral e da
brasileiros para designar o conjunto de variantes linguísticas natural economia linguística. É utilizado em contextos informais.
efetivamente faladas, na vida cotidiana pelos falantes cultos, Dentre as características da Norma Popular podemos

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APOSTILAS OPÇÃO
destacar: economia nas marcas de gênero, número e pessoa; A linguagem informal típica dos adolescentes.
redução das pessoas gramaticais do verbo; mistura da 2ª com
a 3ª pessoa do singular; uso intenso da expressão a gente em 09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
lugar de eu e nós; redução dos tempos da conjugação verbal e de 01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
certas pessoas, como a perda quase total do futuro do presente assunto;
e do pretérito-mais-que-perfeito no indicativo; do presente do 02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
subjuntivo; do infinitivo pessoal; falta de correlação verbal entre leitura;
os tempos; redução do processo subordinativo em benefício da 03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
frase simples e da coordenação; maior emprego da voz ativa menos duas vezes;
em lugar da passiva; predomínio das regências verbais diretas; 04) Inferir;
simplificação gramatical da frase; emprego dos pronomes 05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
pessoais retos como objetos. 06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
Na visão de Preti, os falantes cultos “até em situação de autor;
gravação consciente revelaram uma linguagem que, em geral, 07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
também pertence a falantes comuns”. Sendo mais espontânea e compreensão;
criativa, a Norma Popular se afigura mais expressiva e dinâmica. 08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
Temos, assim, alguns exemplos: estou preocupado (Norma questão;
Culta); to preocupado (Norma Popular); to grilado (gíria, limite 09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
da Norma Popular). Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
Não basta conhecer apenas uma modalidade de língua; urge interpretacao-de-textos-em-provas/
conhecer a língua popular, captando-lhe a espontaneidade,
expressividade e enorme criatividade para viver, necessitando Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar
conhecer a língua culta para conviver. inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo
Fonte:https://centraldefavoritos.wordpress. moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a
com/2011/07/22/norma-padrao-e-nao-padrao/(Adaptado) proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender
Compreensão e interpretação de aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está
relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do
textos de gêneros variados. código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de
Interpretação de Texto textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas
dúvidas.
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao Uma interpretação de texto competente depende de
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade, alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes,
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo, texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso, não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender, surpreendentes que não foram observados anteriormente.
primeiro, algumas definições importantes: Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo,
Texto isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando
televisão também são formas textuais. ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
Interlocutor explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam
É a pessoa a quem o texto se dirige. conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor,
Texto-modelo isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você, do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente. autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando. certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…) praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado, leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
da sua vida.” Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
(Revista Capricho) interpretacao-texto.html
Modelo de Perguntas
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem Questões
é o seu interlocutor preferencial?
Um leitor jovem. O uso da bicicleta no Brasil

2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
a você identificar o interlocutor preferencial do texto? ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes. comparação entre todos os meios de transporte, um dos que

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APOSTILAS OPÇÃO
oferecem mais vantagens. (E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas dar prioridade ao pedestre.
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos 03. Considere o cartum de Evandro Alves.
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e Afogado no Trânsito
prioridade sobre os automotores.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
claro, nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção 04. Considere o cartum de Douglas Vieira.
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não Televisão
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas,
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de (http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br.
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender Adaptado)
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, É correto concluir que, de acordo com o cartum,
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com (A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro ou
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pela TV são equivalentes.
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. (B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma imaginação
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
mais ativa.
(C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de que não sabe se distrair.
locomoção nas metrópoles brasileiras (D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto assistir
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra a um programa de televisão.
devido à falta de regulamentação. (E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido idêntico, embora ler seja mais prazeroso.
incentivado em várias cidades.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela Leia o texto para responder às questões:
maioria dos moradores.
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os Propensão à ira de trânsito
demais meios de transporte.
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente
arriscada e pouco salutar. perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro
do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas.
objetivos centrais do texto é E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas
ciclista. também se engajam num comportamento de risco – algumas até
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é agem especificamente para irritar o outro motorista ou impedir
mais seguro do que dirigir um carro. que este chegue onde precisa.
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá
no Brasil. ter antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de motorista a tomar decisões irracionais.
locomoção se consolidou no Brasil.

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APOSTILAS OPÇÃO
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante. escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa determinado assunto.
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos. E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos de
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação.
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de Descrição
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no
momento.
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta uma
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros visão;
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao É um tipo de texto figurativo;
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos concentrarmos Retrato de pessoas, ambientes, objetos;
em nós mesmos, descartando o aspecto comunitário do ato de Predomínio de atributos;
dirigir.
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o Uso de verbos de ligação;
Dr. James acredita que a causa principal da ira de trânsito não Frequente emprego de metáforas, comparações e outras
são os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim figuras de linguagem;
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças
aprendem que as regras normais em relação ao comportamento Tem como resultado a imagem física ou psicológica.
e à civilidade não se aplicam quando dirigimos um carro. Elas
podem ver seus pais envolvidos em comportamentos de disputa Narração
ao volante, mudando de faixa continuamente ou dirigindo em
alta velocidade, sempre com pressa para chegar ao destino. Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente);
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era descarregar
a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a descarga de É um tipo de texto sequencial;
frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma situação de ira Relato de fatos;
de trânsito, a descarga de frustrações pode transformar um
incidente em uma violenta briga. Presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo;
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas Apresentação de um conflito;
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está
predisposta a apresentar um comportamento irracional quando Uso de verbos de ação;
dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior parte das Geralmente, é mesclada de descrições;
pessoas fica emocionalmente incapacitada quando dirige. O que
deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente de seu estado O diálogo direto é frequente.
emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo quando estiver
tentado a agir só com a emoção. Dissertação
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/
furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado) Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa;
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é É um tipo de texto argumentativo.
correto afirmar que Defesa de um argumento:
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à a) apresentação de uma tese que será defendida,
medida que os motoristas se envolvem em decisões conscientes. b) desenvolvimento ou argumentação,
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas c) fechamento;
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto
comunitário do ato de dirigir. Predomínio da linguagem objetiva;
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é Prevalece a denotação.
o principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção
agressiva. Carta
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de
experiências e atividades não só individuais como também
sociais. Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver um
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das remetente e um destinatário;
emoções positivas por parte dos motoristas. É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre visa um
tipo de leitor;
Respostas
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D) É necessário que se utilize uma linguagem adequada com
o tipo de destinatário e que durante a carta não se perca a
visão daquele para quem o texto está sendo escrito.
Reconhecimento de tipos e
gêneros textuais. Adequação Descrição
da linguagem ao tipo de
É a representação com palavras de um objeto, lugar, situação
documento. Adequação do ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares
formato do texto ao gênero. ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja
apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em
imagens.
Tipos Textuais Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa
ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não
Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do
implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa
momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer) forma, o que será importante ser analisado para um, não será
e o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito). para outro.
Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas

Língua Portuguesa 50
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APOSTILAS OPÇÃO
A vivência de quem descreve também influencia na hora de verbos que indiquem estado ou fenômeno.
transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto, - Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos
pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento. adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto.

Exemplos:
(I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Mas A característica fundamental de um texto descritivo é essa
a penumbra dos ramos cobria o atalho. inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, numa
Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam
pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado sempre simultâneos, não indicando progressão de uma situação
pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o anterior para outra posterior. Tanto é que uma das marcas
meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente
abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.” ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa
concomitância em relação ao momento da fala; o segundo, em
(extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector) relação a um marco temporal pretérito instalado no texto.
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um
aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em estado anterior para um posterior. No caso do texto II inicial,
reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso
minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo...
cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança fina,
pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola Características Linguísticas:
depois do pai e retiravase antes. O mestre era mais severo com O enunciado narrativo, por ter a representação de
ele do que conosco. um acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela
temporalidade, na relação situação inicial e situação final,
(Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São enquanto que o enunciado descritivo, não tendo transformação,
Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.) é atemporal.
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático-
Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor da semânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão:
escola que o escritor frequentava. - Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores
Deve-se notar: de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente
- que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao no presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver,
mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os situar-se, existir, ficar).
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha - Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é
grande medo ao pai); descrito;
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser - Emprego de figuras (metáforas, metonímias, comparações,
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de sinestesias).
vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola é - Uso de advérbios de localização espacial.
cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do relato,
porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o Recursos:
escritor quer é explicitar uma característica do menino, e não - Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.
traçar a cronologia de suas ações); Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se), todas sol.
elas estão no pretérito imperfeito, que indica concomitância em - Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas,
relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu
de 1840, em que o escritor frequentava a escola da Rua da Costa) sereno, uma pureza de cristal.
e, portanto, não denota nenhuma transformação de estado; - As sensações de movimento e cor embelezam o poder da
- se invertêssemos a sequência dos enunciados, não natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica que deslumbrava e enlouquecia qualquer um.
poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar - A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do
e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal,
ele do que conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se muito crente.
antes...
A descrição pode ser apresentada sob duas formas:
Características: Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a passagem
- Ao fazer a descrição enumeramos características, são apresentadas como realmente são, concretamente. Ex: “Sua
comparações e inúmeros elementos sensoriais; altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg. Aparência atlética, ombros largos,
- As personagens podem ser caracterizadas física e pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos negros e lisos”.
psicologicamente, ou pelas ações; Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo:
- A descrição pode ser considerada um dos elementos “ A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central
constitutivos da dissertação e da argumentação; que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de
- é impossível separar narração de descrição; guilhotina para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado,
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim a dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei.
capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza; Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo: velha que Juiz de Fora, provavelmente sede de alguma fazenda
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo que tivesse ficado, capricho da sorte, na linha de passagem da
desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois
e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha
parecem conformados expressamente para esposas da multidão e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú
(...)” (Raul Pompéia – O Ateneu); de Ossos)
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não
existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus Descrição Subjetiva: quando há maior participação da
enunciados; emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são
- Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar
se usem então as formas nominais, o presente e o pretério ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é
imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações

Língua Portuguesa 51
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APOSTILAS OPÇÃO
gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu! - Introdução: comentário de caráter geral.
Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos, - Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do
calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia) ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e
“(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra aroma (se houver).
esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par- - Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos
de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou
por lei, de sobregoverno.” quaisquer outros objetos.
(Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) - Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no
ambiente.
Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos
descritivos: Descrição de paisagens:
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão - Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer
temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente, outra referência de caráter geral.
uma vez que eles indicam propriedades ou características que - Desenvolvimento: observação do plano de fundo
ocorrem simultaneamente. No entanto, ela não é indiferente do (explicação do que se vê ao longe).
ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para - Desenvolvimento: observação dos elementos mais
baixo ou viceversa, do detalhe para o todo ou do todo para o próximos do observador explicação detalhada dos elementos
detalhe cria efeitos de sentido distintos. que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem.
Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de - Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo acerca
Bocage: da impressão que a paisagem causa em quem a contempla.

Magro, de olhos azuis, carão moreno, Descrição de pessoas (I):


bem servido de pés, meão de altura, - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
triste de facha, o mesmo de figura, aspecto de caráter geral.
nariz alto no meio, e não pequeno. - Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor
da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas).
Incapaz de assistir num só terreno, - Desenvolvimento: características psicológicas
mais propenso ao furor do que à ternura; (personalidade, temperamento, caráter, preferências,
bebendo em níveas mãos por taça escura inclinações, postura, objetivos).
de zelos infernais letal veneno. - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
geral.
Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968, pág. 497.
Descrição de pessoas (II):
O poeta descreve-se das características físicas para as - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria aspecto de caráter geral.
o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer - Desenvolvimento: análise das características físicas,
relevo. associadas às características psicológicas (1ª parte).
O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a - Desenvolvimento: análise das características físicas,
visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de associadas às características psicológicas (2ª parte).
um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou geral.
suas características psicológicas e até emocionais (descrição
subjetiva). A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos, estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam.
também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado Porque toda técnica descritiva implica contemplação e
desta técnica, sugere-se que o concursando, após escrever seu apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever,
texto, sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou precisa possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor
depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. capta o mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma
descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua
Descrição de objetos constituídos de uma só parte: sensibilidade.
- Introdução: observações de caráter geral referentes à
procedência ou localização do objeto descrito. Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior
com figuras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular.
(largura, comprimento, altura, diâmetro etc.) Por ser objetiva, há predominância da denotação.
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, cor/
brilho, textura. Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para
como um todo. descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
compõem, para descrever experiências, processos, etc.
Descrição de objetos constituídos por várias partes: Exemplo:
- Introdução: observações de caráter geral referentes à Folheto de propaganda de carro
procedência ou localização do objeto descrito. Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir
- Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando
partes que compõem o objeto, associados à explicação de como tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat
as partes se agrupam para formar o todo. Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de
- Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo elevada capacidade, proporcionando a climatização perfeita do
(externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, cor ambiente.
e brilho. Porta-malas - O compartimento de bagagens possui
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado.
sua totalidade. Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para
Descrição de ambientes: evitar a deformação em caso de colisão.

Língua Portuguesa 52
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APOSTILAS OPÇÃO
Textos descritivos literários: Na descrição literária Elementos Estruturais (II):
predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de Personagens Quem? Protagonista/Antagonista
associações conotativas que podem ser exploradas a partir de Acontecimento O quê? Fato
descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes; Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato
situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato
podem ocorrer tanto em prosa como em verso. Modo Como? De que forma ocorreu o fato
Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato
Narração Resultado - previsível ou imprevisível.
Final - Fechado ou Aberto.
A Narração é um tipo de texto que relata uma história real,
fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se
apresenta personagens que atuam em um tempo e em um de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente,
espaço, organizados por uma narração feita por um narrador. como simples exemplos de uma narração. Há uma relação
É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo, de implicação mútua entre eles, para garantir coerência e
tendo mudança de um estado para outro, segundo relações verossimilhança à história narrada.
de sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão,
descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os conflitos e obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as
as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo, utilizando personagens ou o fato a ser narrado.
situações que contêm essa vivência.
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada), Existem três tipos de foco narrativo:
o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e
com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração - Narrador-personagem: é aquele que conta a história na
predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações; qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao
assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa.
texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem - Narrador-observador: é aquele que conta a história como
o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a
texto recebe o nome de enredo. história é contada em 3ª pessoa.
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas - Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo
personagens, que são justamente as pessoas envolvidas e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos
no episódio que está sendo contado. As personagens são íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos misturada com pensamentos dos personagens (discurso
próprios. indireto livre).
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem
querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  as ações do Estrutura:
enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre - Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados
uma ação ou ações  é chamado de espaço, representado no texto alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da
pelos advérbios de lugar. história, como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá.
Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer - Complicação: é a parte do texto em que se inicia
“quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem,
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através conduzindo ao clímax.
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de - Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu
tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. - Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações
A história contada, por isso, passa por uma introdução dos personagens.
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita, Tipos de Personagens:
o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama) Os personagens têm muita importância na construção de um
e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou
Aquele que conta a história é o narrador,  que pode ser pessoal secundários, conforme o papel que desempenham no enredo,
(narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: podem ser apresentados direta ou indiretamente.
Ele). A apresentação direta acontece quando o personagem
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos aparece de forma clara no texto, retratando suas características
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando
substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo
do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas a sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de
pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada. suas ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a
história. - Em 1ª pessoa:
Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a
Elementos Estruturais (I): história e é o protagonista.
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos. Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar,
- Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam eu estava lá e vi.
e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por
meio de características físicas ou psicológicas. Os personagens - Em 3ª pessoa:
podem ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais
(trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa.
medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou antiheróis, Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como
protagonistas ou antagonistas. sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo:
- Narrador: é quem conta a história.
- Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico.
- Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o Tipos de Discurso:
tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente
interior, subjetivo. para o personagem, sem a sua interferência.
Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem
diz, sem lhe passar diretamente a palavra.

Língua Portuguesa 53
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APOSTILAS OPÇÃO
Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do - Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que
personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente aconteceu, quando e onde.
recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. - Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos
personagens.
Sequência Narrativa: - Desenvolvimento: detalhes do fato.
Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias: - Conclusão: consequências do fato.
uma coordenase a outra, uma implica a outra, uma subordinase
a outra. Caracterização Formal:
A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto
- uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade,
dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo); porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do
competência para fazer algo); enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens. Assim
- uma em que a personagem executa aquilo que queria ou é de grande importância saber se o relato é feito em primeira
devia fazer (é a mudança principal da narrativa); pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a participação
- uma em que se constata que uma transformação se deu e do narrador; segundo, há uma inferência do último através da
em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens onipresença e onisciência.
(geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos
maus). acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo
o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”.
Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se O narrador que usa essa técnica (característica comum no
pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade,
realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no
efetuase porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazêla. espaço.
Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento:
quando se assina a escritura, realizase o ato de compra; para Exemplo - Personagens
isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever
comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou “Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr.
ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por exemplo). Amâncio não viu a mulher chegar.
Algumas mudanças são necessárias para que outras se Não quer que se carpa o quintal, moço?
deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face
bambu ou outro instrumento para derrubála. Para ter um carro, escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do
é preciso antes conseguir o dinheiro. passado, os olhos).”
(Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mercado
Narrativa e Narração Aberto, p. 5O)

Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narratividade Exemplo - Espaço


é um componente narrativo que pode existir em textos que
não são narrações. A narrativa é a transformação de situações. Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza
Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, incentivouse escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não
a imigração de europeus”, temos um texto dissertativo, que, havia, em todo o caso, como negarlhe a insipidez.”
no entanto, apresenta um componente narrativo, pois contém
uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da (Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto
imigração européia. Alegre: Movimento, 1981, p. 51)
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto,
o que é narração? Exemplo - Tempo
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características:
- é um conjunto de transformações de situação (o texto de “Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase: a
Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
essa condição);
- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fatos (Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4)
concretos (o texto “Porquinho-daíndia» preenche também esse
requisito); Tipologia da Narrativa Ficcional:
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal - Romance
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e - Conto
posterioridade (no texto “Porquinhodaíndia» o fato de ganhar - Crônica
o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por - Fábula
sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala, que por seu - Lenda
turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão). - Parábola
- Anedota
Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre - Poema Épico
pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no Tipologia da Narrativa NãoFiccional:
romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, - Memorialismo
quando o narrador começa contando sua morte para em - Notícias
seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada. - Relatos
No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações - História da Civilização
de anterioridade e de posterioridade.
Resumindo: na narração, as três características explicadas Apresentação da Narrativa:
acima (transformação de situações, figuratividade e relações - visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em
de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) quadrinhos) e desenhos.
devem estar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só - auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e discos.
uma ou duas dessas características não é uma narração. - audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas.
Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto
narrativo:

Língua Portuguesa 54
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APOSTILAS OPÇÃO
Dissertação que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder,
escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.”
de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. - Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, compõem o texto.
clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento - Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a
de trabalho e uma habilidade de expressão. pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo
É em função da capacidade crítica que se questionam futebol não é uma prova de alienação?”
pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo - Suspense: alguma informação que faça aumentar a
e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu curiosidade do leitor.
significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição - Comparação: social e geográfica.
de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade - Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à
de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo
Observe-se que: das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades
- o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira
com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem doença do século...”
particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas - Narração: narrar um fato.
do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder);
- existe mudança de situação no texto (por exemplo, a Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial,
mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais
no momento em que se tornam primeirosministros); importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas:
- a progressão temporal dos enunciados não tem importância, - Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com
pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a este tipo de abordagem.
corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação - Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a ideia
para primeiroministro). principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a definição.
- Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações
Características: distintas.
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é - Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos
temático; favoráveis e desfavoráveis.
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; - Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou
- ao contrário do texto narrativo, nele as relações de descrever uma cena.
anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior - Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos.
importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, - Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para
pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, prováveis resultados.
implicação, etc. - Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve
- a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de apresentar questionamento e reflexão.
redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem - Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos,
características próprias a cada tipo de texto. valores, juízos.
  - Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento porquês de uma determinada situação.
/ Conclusão. - Oposição: abordar um assunto de forma dialética.
Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a - Exemplificação: dar exemplos.
ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento.
Tipos: Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fechamento
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas
Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que as ideias anteriormente desenvolvidas.
olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...” - Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um - Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um
fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de
dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que quem lê.
a década colecionou, agravou vários dos históricos problemas
sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana, 1º Parágrafo – Introdução
cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população
brasileira.” A. Tema: Desemprego no Brasil.
- Proposição: o autor explicita seus objetivos. Contextualização: decorrência de um processo histórico
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma problemático.
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer
se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento
Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse
momento! B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que
- Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex: “É remetem a uma análise do tema em questão.
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da
solução no combate à insegurança.” realidade.
- Características: caracterização de espaços ou aspectos. D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex: quem propõe soluções.
“Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.
televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de
aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem 7º Parágrafo: Conclusão
no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e F. Uma possível solução é apresentada.
2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). G. O texto conclui que desigualdade não se casa com
(...)” modernidade.
- Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos
fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras recursos que permite uma segurança maior no momento de

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APOSTILAS OPÇÃO
dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são atitudes 3-
que favorecem o senso crítico, essencial no desenvolvimento de - A Santa Missa em seu lar.
um texto dissertativo. - Terço Bizantino.
- Despertar da Fé.
Ainda temos: - Palavra de Vida.
Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o - Igreja da Graça no Lar.
assunto que vai ser abordado.
Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo 4-
discutido. - Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo
Argumentação: é um conjunto de procedimentos brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios
linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas sociológicos e poluição.
opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer - Existem várias razões que levam um homem a enveredar
argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma determinada pelos caminhos do crime.
tese. - A gravidez na adolescência é um problema seríssimo,
porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.
Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. - O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua
sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: - O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em
- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de várias categorias.
pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação;
- em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema; Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através
- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação; da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e
- impõem-se sempre o raciocínio lógico; apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.
- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer Exemplo:
ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração
do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original, “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a
nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente
(evitar-se o uso da primeira pessoa). sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a
felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”.
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: (Arthur Schopenhauer)
uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou
mais frases que explicitem tal ideia. Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes,
Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato
(ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente motivador) e, em outras situações, um segmento indicando
graves. (ideia secundária)”. consequências (fatos decorrentes).
Vejamos:
Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam
urgentemente. temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos.

Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se
combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais
tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo compreensíveis.
daquelas que sofrem de problemas respiratórios: Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do
coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém
muita gente ao vício. sangue vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria pulmonar,
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o
criados pelo homem. coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar
- A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades gás carbônico”.
e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido
apenas pela polícia. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser
atualmente. enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das
sociedade brasileira. seguintes ideias:

O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: - A violência contra os povos indígenas é uma constante na
história do Brasil.
Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de - O surgimento de várias entidades de defesa das populações
coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características, indígenas.
funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemento - A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio
necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se brasileiro.
enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência, - A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena.
classificação ou aleatoriamente.
Exemplo: Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve
fazer a estruturação do texto.
1- O adolescente moderno está se tornando obeso por várias
causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:
e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos
de Televisão. Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida
(geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por
2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois
número de emissoras que dedicam parte da sua programação à itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento.
veiculação de programas religiosos de crenças variadas. Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a
hipótese ou a tese a ser defendida.

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APOSTILAS OPÇÃO
Desenvolvimento: exposição de elementos que vão narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e
fundamentar a ideia principal que pode vir especificada injuntivo.
através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da
causa e da consequência, das definições, dos dados estatísticos,
da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No
desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos
forem necessários para a completa exposição da ideia. E esses
parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas
acima.
Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve
aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já
foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação
(um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o
objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese
ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no Texto Narrativo
desenvolvimento. Os textos narrativos apresentam ações de personagens no
Gêneros Textuais tempo e no espaço. Sua estrutura é dividida em: apresentação,
desenvolvimento, clímax e desfecho. Alguns exemplos de
Os gêneros textuais são classificações de textos de acordo gêneros textuais narrativos:
com o objetivo e o contexto em que são empregados. Dessa Romance
maneira, os gêneros textuais são definidos pelas características Novela
dos diversos tipos de textos, os quais apresentam características Crônica
comuns em relação à linguagem e ao conteúdo. Contos de Fada
Fábula
Lendas

Texto Descritivo
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor
determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento. Dessa
forma, são textos repletos de adjetivos os quais descrevem ou
apresentam imagens a partir das percepções sensoriais do
locutor (emissor). São exemplos de gêneros textuais descritivos:
Diário
Relatos (viagens, históricos, etc.)
Biografia e autobiografia
Notícia
Currículo
Lista de compras
Lembre-se que existem muitos gêneros textuais, os quais Cardápio
promovem uma interação entre os interlocutores (emissor e Anúncios de classificados
receptor) de determinado discurso, seja uma resenha crítica
jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do restaurante, Texto Dissertativo-Argumentativo
bilhete ou lista de supermercado; porém, faz-se necessário Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor
considerar seu contexto, função e finalidade. um tema ou assunto por meio de argumentações; são marcados
pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tenta
O gênero textual pode conter mais de um tipo textual, ou persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três
seja, uma receita de bolo, apresenta a lista de ingredientes partes: tese (apresentação), antítese (desenvolvimento), nova
necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto tese (conclusão). Exemplos de gêneros textuais dissertativos:
injuntivo). Editorial Jornalístico
Carta de opinião
Distinguindo Resenha
É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero Artigo
literário e tipo textual. Cada uma dessas classificações é Ensaio
referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado
possui um significado totalmente diferente da outra. Veja uma Veja também: Texto Dissertativo.
breve descrição do que é um gênero literário e um tipo textual:
Texto Expositivo
Gênero Literário – nestes os textos abordados são apenas os Os textos expositivos possuem a função de expor determinada
literários, diferente do gênero textual, que abrange todo tipo de ideia, por meio de recursos como: definição, conceituação,
texto. O gênero literário é classificado de acordo com a sua forma, informação, descrição e comparação. Assim, alguns exemplos de
podendo ser do gênero líricos, dramático, épico, narrativo e etc. gêneros textuais expositivos:
Seminários
Tipo textual – este é a forma como o texto se apresenta, Palestras
podendo ser classificado como narrativo, argumentativo, Conferências
dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo. Cada uma Entrevistas
dessas classificações varia de acordo como o texto se apresenta Trabalhos acadêmicos
e com a finalidade para o qual foi escrito. Enciclopédia
Verbetes de dicionários
Tipos de Gêneros Textuais
Texto Injuntivo
Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura; note que O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é
existem inúmeros gêneros textuais dentro das categorias aquele que indica uma ordem, de modo que o locutor (emissor)
tipológicas de texto. Em outras palavras, gênero textual são objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor); por isso,
estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos: apresentam, na maioria dos casos, verbos no imperativo. Alguns
exemplos de gêneros textuais injuntivos:

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APOSTILAS OPÇÃO
Propaganda identifique os gêneros descritos a seguir:
Receita culinária I. Tem como principal característica transmitir a opinião de
Bula de remédio pessoas de destaque sobre algum assunto de interesse. Algumas
Manual de instruções revistas têm uma seção dedicada a esse gênero;
Regulamento II. Caracteriza-se por apresentar um trabalho voltado
Textos prescritivos para o estudo da linguagem, fazendo-o de maneira particular,
refletindo o momento, a vida dos homens através de figuras que
Exemplos de gêneros textuais possibilitam a criação de imagens;
Diário – é escrito em linguagem informal, sempre consta III. Gênero que apresenta uma narrativa informal ligada à
a data e não há um destinatário específico, geralmente, é vida cotidiana. Apresenta certa dose de lirismo e sua principal
para a própria pessoa que está escrevendo, é um relato dos característica é a brevidade;
acontecimentos do dia. O objetivo desse tipo de texto é guardar IV. Linguagem linear e curta, envolve poucas personagens,
as lembranças e em alguns momentos desabafar. Veja um que geralmente se movimentam em torno de uma única ação,
exemplo: dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações
“Domingo, 14 de junho de 1942 encaminham-se diretamente para um desfecho;
Vou começar a partir do momento em que ganhei você, V. Esse gênero é predominantemente utilizado em manuais
quando o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de de eletrodomésticos, jogos eletrônicos, receitas, rótulos de
aniversário. (Eu estava junto quando você foi comprado, e com produtos, entre outros.
isso eu não contava.) São, respectivamente:
Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que a) texto instrucional, crônica, carta, entrevista e carta
não é de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me argumentativa.
deixam levantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha b) carta, bula de remédio, narração, prosa, crônica.
curiosidade até quinze para as sete. Quando não dava mais para c) entrevista, poesia, crônica, conto, texto instrucional.
esperar, fui até a sala de jantar, onde Moortje (a gata) me deu as d) entrevista, poesia, conto, crônica, texto instrucional.
boas-vindas, esfregando-se em minhas pernas.” e) texto instrucional, crônica, entrevista, carta e carta
Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”. argumentativa.

Carta – esta, dependendo do destinatário pode ser informal, 03.


quando é destinada a algum amigo ou pessoa com quem se tem Câncer 21/06 a 21/07
intimidade. E formal quando destinada a alguém mais culto
ou que não se tenha intimidade. Dependendo do objetivo da O eclipse em seu signo vai desencadear mudanças na sua
carta a mesma terá diferentes estilos de escrita, podendo ser autoestima e no seu modo de agir. O corpo indicará onde você
dissertativa, narrativa ou descritiva. As cartas se iniciam com falha – se anda engolindo sapos, a área gástrica se ressentirá. O
a data, em seguida vem a saudação, o corpo da carta e para que ficou guardado virá à tona, pois este novo ciclo exige uma
finalizar a despedida. “desintoxicação”. Seja comedida em suas ações, já que precisará
de energia para se recompor. Há preocupação com a família,
Propaganda – este gênero geralmente aparece na forma e a comunicação entre os irmãos trava. Lembre-se: palavra
oral, diferente da maioria dos outros gêneros. Suas principais preciosa é palavra dita na hora certa. Isso ajuda também na vida
características são a linguagem argumentativa e expositiva, amorosa, que será testada. Melhor conter as expectativas e ter
pois a intenção da propaganda é fazer com que o destinatário calma, avaliando as próprias carências de modo maduro. Sentirá
se interesse pelo produto da propaganda. O texto pode conter vontade de olhar além das questões materiais – sua confiança
algum tipo de descrição e sempre é claro e objetivo. virá da intimidade com os assuntos da alma.
Revista Cláudia. Nº 7, ano 48, jul. 2009.
Notícia – este é um dos tipos de texto que é mais fácil de
identificar. Sua linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, seu
desse texto é informar algo que aconteceu. contexto de uso, sua função específica, seu objetivo comunicativo
e seu formato mais comum relacionam-se com os conhecimentos
Fontes: http://www.todamateria.com.br/generos-textuais/ construídos socioculturalmente. A análise dos elementos
http://www.estudopratico.com.br/generos-textuais/ constitutivos desse texto demonstra que sua função é:
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/genero-textual. a) vender um produto anunciado.
htm b) informar sobre astronomia.
Questões c) ensinar os cuidados com a saúde.
d) expor a opinião de leitores em um jornal.
01. MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É MELHOR DO QUE A DE e) aconselhar sobre amor, família, saúde, trabalho.
COMPUTADOR E GUARDE ESTA CONDIÇÃO: 12X SEM JUROS.
04. Leia o texto a seguir para responder à questão:
Revista Época. N° 424, 03 jul. 2006.
A outra noite
Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como
práticas de linguagem, assumindo funções específicas, formais Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de
e de conteúdo. Considerando o contexto em que circula o texto vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de
publicitário, seu objetivo básico é táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a
a) definir regras de comportamento social pautadas no ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua
combate ao consumismo exagerado. cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de
b) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
que visam à adesão ao consumo. Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou
c) defender a importância do conhecimento de informática o sinal fechado para voltar-se para mim:
pela população de baixo poder aquisitivo. - O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa.
d) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas Mas, tem mesmo luar lá em cima?
classes sociais economicamente desfavorecidas. Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e
e) questionar o fato de o homem ser mais inteligente que a torpe havia uma outra – pura, perfeita e linda.
máquina, mesmo a mais moderna. - Mas, que coisa...
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu
02. Partindo do pressuposto de que um texto estrutura-se fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente.
a partir de características gerais de um determinado gênero, Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.

Língua Portuguesa 58
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APOSTILAS OPÇÃO
- Ora, sim senhor... valor negativo, entretanto, assume valor positivo em Depois do
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um “boa trabalho vamos tomar uma cerveja gelada?
noite” e um “muito obrigado ao senhor” tão sinceros, tão
veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei. 3. Adequação aos interlocutores
Há, nesse critério, quatro tipos de seleção vocabular: quanto
Rubem Braga à atividade profissional com o uso dos jargões; quanto à imagem
social de um dos interlocutores, ou seja, um chefe de Estado se
Analisando as principais características do texto lido, expressa como o que se espera de alguém que ocupa tal cargo;
podemos dizer que seu gênero predominante é: quanto à idade com o uso de vocábulos modernos (luminária)
a) Conto. ou antigos (abajur) ou quanto à origem dos interlocutores com
b) Poesia. emprego do vocábulo regional (piá – criança).
c) Prosa.
d) Crônica. 4. Adequação à situação de comunicação
e) Diário. Refere-se, esse critério, ao uso de vocábulos formais ou
Respostas informais e ainda aos estrangeirismos.
01 (B) \02. (C)\03.(E)\04. (D) Lembrando que palavras estrangeiras devem ser grafadas
entre aspas nas redações e só devem ser usadas quando
Adequação Vocabular necessárias, ou seja, quando forem importantes para o
entendimento; em uma situação de estilo ou quando não houver
Adequação Vocabular é obter das palavras os melhores palavra equivalente na Língua Portuguesa.
efeitos. É conseguir usar as palavras adequadas ao contexto
em que elas são produzidas: para quem são produzidas, quem 5. Adequação ao código
produz, com que finalidade, em que ambiente e momento. É relevante para esse critério a correção não só ortográfica,
É conseguir usar as palavras corretamente e, como recurso, mas também semântica, respeitando os significados
conseguir substituí-las por outras sem prejuízo de sentido. dicionarizados.
Como adequar as palavras? Uma das formas de adequação Agostinho ressalta que os empregos “de moda” devem
vocabular, é a substituição de um termo por um hipônimo ou evitados, pois “em nada contribuem para o real enriquecimento
hiperônimo. Hiperônimo é uma palavra que apresenta um de um idioma” e dá um exemplo: colocar em lugar de apresentar
significado mais abrangente que o seu hipônimo, palavra com e assumir em lugar de responsabilizar-se:
significado mais restrito. É o que acontece com as palavras – Vou colocar aqui um problema…
doença (hiperônimo) e gripe (hipônimo). – Se der errado, eu assumo…
Também podemos adequar bem as palavras usando e
aplicando os conceitos de homonímia, paronímia, sinonímia, Somam-se a esse caso, os parônimos e os homônimos
antonímia, conotação e denotação, discutidos em aulas (homógrafos e homófonos), já tratados em outra aula. ( tópico
anteriores. A adequação vocabular depende de uma boa escolha jà tratado aqui)
lexical.
6. Adequação ao contexto
Adequação linguística As situações textuais revelam-se nas relações desenvolvidas
Fatores Contexto entre as palavras do texto. Por exemplo, se há relação de causa
e efeito – tropeçar / cair; se há relação de finalidade – livro /
Interlocutores Com quem estamos falando? estudar; se há relação de parte e todo – rei / xadrez; se há relação
Situação É uma situação formal ou de sinonímia – aroma / perfume; se há relação de antonímia
informal? – entrar / sair; se há relação de unidade e coletivo – livro /
biblioteca; se há relação de objeto e ação – cadeira / sentar e se
Assunto Tratamos de assuntos há relação simbólica – pomba / paz.
diferentes com o mesmo tipo O uso do vocábulo fora de um desses critérios e até mesmo
de linguagem? O nascimento em critério inadequado à situação será erro.
um bebê é anunciado da
mesma forma que um Fonte:s http://slideplayer.com.br/slide/1270845/
velório? http://conversadeportugues.com.br/2015/11/adequacao-e-
inadequacao-linguistica/
Ambiente Estamos em uma festa ou no
escritório?

Agostinho Dias Carneiro em seu livro Redação em Anotações


Construção* descreve seis critérios de adequação vocabular,
listados a seguir:

1. A adequação ao referente
Esse critério baseia-se na utilização de vocábulos gerais
frente a vocábulos específicos. O exemplo que o autor dá é
a palavra ver, que tem emprego mais amplo que observar,
contemplar, distinguir, espiar, fitar etc.
Se eu disser, por exemplo, Pedro estava muito triste com a
separação. Por isso, foi à praia, sentou-se na areia e viu o sol,
certamente causará estranhamento no interlocutor. Ao passo
que se eu disser Pedro estava muito triste com a separação.
Por isso, foi à praia, sentou-se na areia e contemplou o sol,
não haverá nenhum problema na comunicação, pois houve
adequação quanto ao uso do vocábulo.

2. Adequação ao ponto de vista


Aqui serão levados em consideração os vocábulos positivos,
neutros e negativos.
Em Você me deu um café gelado, a palavra gelado assume

Língua Portuguesa 59
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APOSTILAS OPÇÃO

Língua Portuguesa 60
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RACIOCÍNIO LÓGICO-
MATEMÁTICO

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APOSTILAS OPÇÃO

Operações com Números Inteiros


Números inteiros e
racionais: operações (adição, Adição de Números Inteiros: para melhor entendimento
desta operação, associaremos aos números inteiros positivos
subtração, multiplicação, a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de
divisão, potenciação) perder.
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+ 5) + (+ 3) = (+8)
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (- 3) + (- 4) = (- 7)
CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS – Z Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+ 8) + (- 5) = (+ 3)
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado,
Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião mas o sinal (–) antes do número negativo NUNCA pode ser
do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...}, o dispensado.
conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este
conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen = número em Subtração de Números Inteiros: a subtração é
alemão). empregada quando:
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma
delas tem a mais que a outra;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a
uma delas para atingir a outra.

A subtração é a operação inversa da adição.


N ᑕ Z – O conjunto dos números Naturais está contido no Observe que em uma subtração o sinal do resultado é
Conjunto do Números Inteiros. sempre do maior número!!!
3+5=8
Subconjuntos notáveis: 3 – 5 = -2
- O conjunto dos números inteiros não nulos:
Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4, ...}; Exemplificando:
Z* = Z – {0} 1) Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou
de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da temperatura?
- O conjunto dos números inteiros não negativos: Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) –
Z+ = {0, 1, 2, 3, 4, ...} (+3) = +3
Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N
2) Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o
- O conjunto dos números inteiros positivos: dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de 3 graus.
Z*+ = {1, 2, 3, 4, ...} Qual a temperatura registrada na noite de terça-feira?
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) =
- O conjunto dos números inteiros não positivos: +3
Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0} Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6)
– (+3) é o mesmo que (+6) + (–3).
- O conjunto dos números inteiros negativos: Temos:
Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1} (+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
Módulo (–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
O módulo de um número inteiro é a distância ou
afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira. ATENÇÃO: Subtrair dois números inteiros é o mesmo que
Representa-se o módulo por | |. adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7 Fique Atento!!!
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9 Todos parênteses, colchetes, chaves, números, entre
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é outros, precedidos de sinal negativo, tem o seu sinal
sempre positivo. invertido, ou seja, é dado o seu oposto.

Números opostos ou simétricos Multiplicação de Números Inteiros: a multiplicação


Dois números inteiros são ditos opostos um do outro funciona como uma forma simplificada de uma adição quando
quando apresentam soma zero; assim, os pontos que os os números são repetidos. Poderíamos analisar tal situação
representam distam igualmente da origem. como o fato de estarmos ganhando repetidamente alguma
Exemplo: O oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, quantidade, como por exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes
pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0 consecutivas, significa ganhar 30 objetos e esta repetição pode
Particularmente o oposto de zero é o próprio zero. ser indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2
+ 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60

Raciocínio Lógico-Matemático 1
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APOSTILAS OPÇÃO

Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2) 3) Potência de Potência: Conserva-se a base e
+ (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60 multiplicam-se os expoentes. Ex.: [(-8)5]2 = (-8)5 . 2 = (-8)10

Divisão de Números Inteiros: divisão exata de números 4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. Ex.: (-
inteiros. 8)1 = -8 e (+70)1 = +70
Veja o cálculo:
(– 20): (+ 5) = q  (+ 5) . q = (– 20)  q = (– 4) 5) Potência de expoente zero e base diferente de zero:
Logo: (– 20): (+ 5) = - 4 É igual a 1. Ex.: (+3)0 = 1 e (–53)0 = 1

Considerando os exemplos dados, concluímos que, para Radiciação de Números Inteiros: a raiz n-ésima (de
efetuar a divisão exata de um número inteiro por outro ordem n) de um número inteiro a é a operação que resulta em
número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do outro número inteiro não negativo b que elevado à potência n
dividendo pelo módulo do divisor. fornece o número a. O número n é o índice da raiz enquanto
que o número a é o radicando (que fica sob o sinal do radical).
Fique Atento!!!
* (+7): (–2) ou (–19): (–5) são divisões que não podem
ser realizadas em Z, pois o resultado não é um número
inteiro.
* No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é
associativa e não tem a propriedade da existência do
elemento neutro.
* Não existe divisão por zero. - A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a
* Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente operação que resulta em outro número inteiro não negativo
de zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro que elevado ao quadrado coincide com o número a.
por zero é igual a zero.
Exemplo: a) 0: (–10) = 0 b) 0: (+6) = 0 c) 0: (–1) = 0 ATENÇÃO: Não existe a raiz quadrada de um número
inteiro negativo no conjunto dos números inteiros.
Regra de Sinais aplicado a Multiplicação e Divisão
Fique Atento!!!
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais
didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas
aparecimento de: √9 = ±3 , mas isto é errado.
O certo é: √9 = +3

Potenciação de Números Inteiros: a potência an do Observação: não existe um número inteiro não negativo
número inteiro a, é definida como um produto de n fatores que multiplicado por ele mesmo resulte em um número
iguais. O número a é denominado a base e o número n é o negativo.
expoente. an = a x a x a x a x ... x a, a é multiplicado por a n vezes
- A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a
operação que resulta em outro número inteiro que elevado ao
cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos
cálculos somente aos números não negativos. Exemplos:
3
(𝐼) √8 = 2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 23 = 8
3
Exemplos: (𝐼𝐼) √−8 = −2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 (−2)3 = 8
33 = (3) x (3) x (3) = 27
(-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125 Fique Atento!!!
(-7)² = (-7) x (-7) = 49 Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de
(+9)² = (+9) x (+9) = 81 números inteiros, concluímos que:
(1) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número
Fique Atento!!! inteiro negativo.
- Toda potência de base positiva é um número inteiro (2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz
positivo. Exemplo: (+3)2 = (+3). (+3) = +9 de qualquer número inteiro.

- Toda potência de base negativa e expoente par é um


número inteiro positivo. Exemplo: (– 8)2 = (–8). (–8) = +64 Propriedades da Adição e da Multiplicação dos
números Inteiros
- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é Para todo a, b e c ∈ 𝑍
um número inteiro negativo. Exemplo: (–5)3 = (–5). (–5) . 1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
(–5) = –125 2) Comutativa da adição: a + b = b +a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
Propriedades da Potenciação 4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva- 5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
se a base e somam-se os expoentes. Ex.: (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6 6) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
= (–7)9 7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição:
2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva- a.(b +c ) = ab + ac
se a base e subtraem-se os expoentes. Ex.: (-13)8 : (-13)6 = (- 9) Distributiva da multiplicação relativamente à
13)8 – 6 = (-13)2 subtração: a .(b –c) = ab –ac

Raciocínio Lógico-Matemático 2
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APOSTILAS OPÇÃO

10) Elemento inverso da multiplicação: Para todo inteiro z 05. SAP/SP – Agente de Segurança Penitenciária – MS
diferente de zero, existe um inverso CONCURSOS/2017) Dentre as alternativas, qual faz a
z –1 = 1/z em Z, tal que, z x z–1 = z x (1/z) = 1 afirmação verdadeira?
11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de (A) A subtração de dois números inteiros sempre resultará
um número natural por outro número natural, continua como em um número inteiro.
resultado um número natural. (B) A subtração de dois números naturais sempre
resultará em um número natural.
Referências (C) A divisão de dois números naturais sempre resultará
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – Conjuntos e
em um número natural.
Funções (D) A divisão de dois números inteiros sempre resultará
em um número inteiro.
Questões
Comentários
01. (Fundação Casa – Analista Administrativo –
VUNESP) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a 01. Resposta: A.
respeito do uso adequado dos materiais em geral e dos 50-20=30 atitudes negativas
recursos utilizados em atividades educativas, bem como da 20.4=80
preservação predial, realizou-se uma dinâmica elencando 30.(-1)=-30
“atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento 80-30=50
dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um classificasse
suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) 02. Resposta: B.
pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se Em 1918 ele desfilou uma vez, logo 100 – 1 = 99. Somando
um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes 1918 + 99 = 2017.
anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50. 03. Resposta: D.
(B) 45. Maior inteiro menor que 8 é o 7
(C) 42. Menor inteiro maior que - 8 é o - 7.
(D) 36. Portanto: 7(- 7) = - 49
(E) 32.
04. Resposta: E.
02. (CGE/RO – Auditor de Controle Interno – Se multiplicarmos o número de mesas por lugares que
FUNRIO/2018) O jornal “O Globo” noticiou assim, em cada uma tem, teremos: 18. 6 = 108 lugares.
10/02/2018, em sua página eletrônica, o desfile 108 lugares – 110 pessoas = -2, isto significa que todas as
comemorativo do centenário de fundação do tradicional bloco mesas foram preenchidas e 2 pessoas não sentaram.
carnavalesco “Cordão da Bola Preta”.
Se o tradicional bloco desfilou pela primeira vez em 1918 05. Resposta: A.
e, de lá para cá, desfilou todos os anos, apenas uma vez por ano, (a) A subtração de dois números inteiros sempre resultará
então o centésimo desfile do Cordão da Bola Preta realizou-se em um número inteiro. – V
ou se realizará no ano de: (b) A subtração de dois números naturais sempre resultará
(A) 2016. em um número natural. – somente se o primeiro for maior que
(B) 2017. o segundo - F
(C) 2018. (c) A divisão de dois números naturais sempre resultará
(D) 2019. em um número natural. – somente se o dividendo for maior
(E) 2020. que o divisor - F
(d) A divisão de dois números inteiros sempre resultará
03. (BNDES - Técnico Administrativo – CESGRANRIO) em um número inteiro. – somente se o dividendo for maior que
Multiplicando-se o maior número inteiro menor do que 8 pelo o divisor - F
menor número inteiro maior do que - 8, o resultado
encontrado será CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS – Q
(A) - 72 𝑚
(B) - 63 Um número racional é o que pode ser escrito na forma ,
𝑛
(C) - 56 onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser
(D) - 49 diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar
(E) – 42 a divisão de m por n.
Como podemos observar, números racionais podem ser
04. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – Cachoeira obtidos através da razão entre dois números inteiros, razão
Dourada – MPE-GO/2017) Para o jantar comemorativo do pela qual, o conjunto de todos os números racionais é
aniversário de certa empresa, a equipe do restaurante reconhecido pela letra Q. Assim, é comum encontrarmos na
preparou 18 mesas com 6 lugares cada uma e, na hora do literatura a notação:
jantar, 110 pessoas compareceram. É correto afirmar que: m
(A) se todos sentaram em mesas completas, uma ficou Q={ : m e n em Z, n ≠0}
vazia; n
(B) se 17 mesas foram completamente ocupadas, uma
ficou com apenas 2 pessoas;
(C) se 17 mesas foram completamente ocupadas, uma ficou
com apenas 4 pessoas;
(D) todas as pessoas puderam ser acomodadas em menos
de 17 mesas;
(E) duas pessoas não puderam sentar.

Raciocínio Lógico-Matemático 3
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APOSTILAS OPÇÃO

N ᑕ Z ᑕ Q – O conjunto dos números Naturais e Inteiros b) Seja a dízima 3, 1919...


estão contidos no Conjunto do Números Racionais. O período que se repete é o 19, logo dois noves no
denominador (99). Observe também que o 3 é a parte inteira,
Subconjuntos notáveis: logo ele vem na frente, formando uma fração mista:
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos: 19
3 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜
- Q* = conjunto dos racionais não nulos; 99
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos; 316
→ (3.99 + 19) = 316, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos; 99
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos; 316
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos. Assim, a geratriz de 3,1919... é a fração .
99

Representação Decimal das Frações Neste caso para transformarmos uma dízima periódica
𝒎
Tomemos um número racional , tal que m não seja simples em fração, basta utilizarmos o dígito 9 no
𝒏
múltiplo de n. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar denominador para cada dígito que tiver o período da
a divisão do numerador pelo denominador. dízima.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O número decimal obtido possui, após a vírgula, um c) Seja a dízima 0,2777...
número finito de algarismos (decimais exatos): Agora, para cada algarismo do anteperíodo se coloca um
3 algarismo zero, no denominador, e para cada algarismo do
= 0,6 período se mantém o algarismo 9 no denominador.
5
No caso do numerador, faz-se a seguinte conta:
2º) O número decimal obtido possui, após a vírgula,
infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se (Parte inteira com anteperíodo e período) - (parte inteira
periodicamente (Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas): com anteperíodo)
1
= 0,3030 …
33

Existem frações muito simples que são representadas por


formas decimais infinitas, com uma característica especial
(existência de um período):

Uma forma decimal infinita com período de UM dígito


pode ser associada a uma soma com infinitos termos desse
tipo:
1 1 1 1
0, 𝑎𝑎𝑎𝑎. . . = 𝑎. 1
+ 𝑎. 2
+ 𝑎. 3
+ 𝑎. …
(10) (10) (10) (10)4

Aproveitando, vejamos um exemplo:


1 1 1 1 d) Seja a dízima 1, 23434...
0,444. . . = 4. 1
+ 4. 2
+ 4. 3
+ 4. … O número 234 é a junção do anteperíodo com o período.
(10) (10) (10) (10)4
Neste caso temos uma dízima periódica composta, pois existe
uma parte que não se repete e outra que se repete. Neste caso
Representação Fracionária dos Números Decimais
temos um anteperíodo (2) e o período (34). Ao subtrairmos
Estando o número racional escrito na forma decimal, e
deste número o anteperíodo (234-2), obtemos como
transformando-o na forma de fração, vejamos os dois casos:
numerador o 232. O denominador é formado pelo dígito 9 –
1º) Transformamos o número em uma fração cujo
que corresponde ao período, neste caso 99(dois noves) – e
numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador
pelo dígito 0 – que corresponde a tantos dígitos que tiverem o
é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quanto
anteperíodo, neste caso 0(um zero).
forem as casas decimais após a virgula do número dado:
7
0,7 =
10

7
0,007 =
1000

2º) Devemos achar a fração geratriz (aquela que dá 232


origem a dízima periódica) da dízima dada; para tanto, vamos 1 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 − 𝑎:
990
apresentar o procedimento através de alguns exemplos: 1222
(1.990 + 232) = 1222, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
990
a) Seja a dízima 0, 444...
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo Simplificando por 2, obtemos 𝑥 =
611
, a fração geratriz da
495
4), então vamos colocar um 9 no denominador e repetir no
dízima 1, 23434...
numerador o período.
Módulo ou valor absoluto: é a distância do ponto que
representa esse número ao ponto de abscissa zero.

4
Assim, a geratriz de 0,444... é a fração .
9

Raciocínio Lógico-Matemático 4
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APOSTILAS OPÇÃO

𝑎 𝑐 𝑎 𝑑
: = .
𝑏 𝑑 𝑏 𝑐

Potenciação de Números Racionais: a potência bn do


número racional b é um produto de n fatores iguais. O número
b é denominado a base e o número n é o expoente.
bn = b × b × b × b × ... × b, (b aparece n vezes)
Exemplos:
3 2 3 3 9
𝑎) ( ) = . =
7 7 7 49
Logo, o módulo de:
5 5 3 3 3 3 3 27
− é . 𝑏) (− ) = (− ) . (− ) . (− ) = −
7 7 7 7 7 7 343
5 5
𝐼𝑛𝑑𝑖𝑐𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟: |− | =
7 7 Propriedades da Potenciação
5 5
1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1.
Números Opostos: dizemos que − 𝑒 são números 3 0
7 7
racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto do ( ) =1
7
5 5
outro. As distâncias dos pontos − é ao ponto zero da reta
7 7
são iguais. 2) Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.
3 1 3
( ) =
Inverso de um Número Racional 7 7
a −n b n 5 −2 7 2
( ) ,a ≠ 0 = ( ) ,b ≠ 0 → ( ) = ( ) 3) Toda potência com expoente negativo de um número
b a 7 5 racional, diferente de zero é igual a outra potência que tem a
base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao
Representação geométrica dos Números Racionais
oposto do expoente anterior.
3 −2 7 2 49
( ) =( ) =
7 3 9

4) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal


da base.
Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem 3 3 3 3 3 27
infinitos números racionais. (− ) = (− ) . (− ) . (− ) = −
7 7 7 7 343
Operações com Números Racionais 5) Toda potência com expoente par é um número positivo.
3 2 3 3 9
Soma (Adição) de Números Racionais: como todo ( ) = . =
7 7 7 49
número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de
uma fração, definimos a adição entre os números racionais a/b 6) Produto de potências de mesma base: reduzir a uma só
e, c/d, da mesma forma que a soma de frações, através de: potência de mesma base, conservamos as bases e somamos os
𝑎 𝑐 𝑎𝑑 + 𝑏𝑐 expoentes.
+ =
𝑏 𝑑 𝑏𝑑 3 2 3 3 3 2+3 3 5
( ) .( ) = ( ) =( )
Subtração de Números Racionais: a subtração de dois 7 7 7 7
números racionais p e q é a própria operação de adição do
𝑎 7) Divisão de potências de mesma base: reduzir a uma só
número p com o oposto de q, isto é: p – q = p + (–q), onde p = e potência de mesma base, conservamos a base e subtraímos os
𝑏
𝑐
q= . expoentes.
𝑑
𝑎 𝑐 𝑎𝑑 − 𝑏𝑐 3 5 3 3 3 5−3 3 2
− = ( ) :( ) =( ) =( )
𝑏 𝑑 𝑏𝑑 7 7 7 7

Multiplicação (Produto) de Números Racionais: como 8) Potência de Potência: reduzir a uma potência (de
todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na mesma base) de um só expoente, conservamos a base e
forma de uma fração, definimos o produto de dois números multiplicamos os expoentes.
racionais a/b e, c/d, da mesma forma que o produto de 3 2
3
3 2.3 3 6
frações, através de: [( ) ] = ( ) = ( )
𝑎 𝑐 𝑎𝑐 7 7 7
. =
𝑏 𝑑 𝑏𝑑
Radiciação de Números Racionais: se um número
O produto dos números racionais a/b e c/d também pode representa um produto de dois ou mais fatores iguais, então
ser indicado por a/b × c/d ou a/b . c/d. Para realizar a cada fator é chamado raiz do número.
multiplicação de números racionais, devemos obedecer à
mesma regra de sinais que vale em toda a Matemática. Exemplos:
𝟏 1 1 1 2
1) √ , representa o produto . ou ( ) .
Divisão (Quociente) de Números Racionais: a divisão 𝟐𝟓 5 5 5
1 1
de dois números racionais p e q é a própria operação de Logo, é a raiz quadrada de .
5 25
multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q = p ×
𝑎 𝑐 𝑑
q-1 onde p = , q = e q-1= ; 2) 0,216 representa o produto 0,6. 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. Logo,
𝑏 𝑑 𝑐
0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se: 3√0,216 = 0,6.

Raciocínio Lógico-Matemático 5
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APOSTILAS OPÇÃO

Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o Comentários


número zero ou um número racional positivo.
01. Resposta: D.
Fique Atento!!! Ele recebeu 120 de mesada, deste guardou 1/6 na
Os números racionais negativos não têm raiz quadrada poupança, logo:
em Q. 120
= 20
6
Referências Então ele guardou na poupança 20 e sobrou 120 – 20 =
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único 100.
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 – Conjuntos e Funções
https://educacao.uol.com.br
Desses 100, gastou 2/5 com figurinhas:
http://mat.ufrgs.br 2
100. = 40
5
Questões Ele gastou 40,00 com figurinhas e sobrou 100 – 40 = 60,
que ele gastou com a excursão.
01. (SAP/SP – Oficial Administrativo – MS
CONCURSOS/2018) Um menino ganhou sua mesada de 02. Resposta: B.
R$120,00, guardou 1/6 na poupança, do restante usou 2/5 Quantia que eu tinha: x
para comprar figurinhas e gastou o que sobrou numa excursão Gastei na farmácia: 2/5 x, logo sobrou em meu bolso 3/5x
3𝑥 1 3𝑥
da escola. Quanto gastou nessa excursão? Compadre pagou 1/3 do que eu tinha no bolso: . =
5 3 15
(A) 32
(B) 40 Fiquei com a quantia total de:
(C) 52 3𝑥 3𝑥 9𝑥 + 3𝑥 12𝑥
+ = =
(D) 60 5 15 15 15
(E) 68 Gastei metade deste valor em alimentos:
12𝑥
02. (IPSM - Analista de Gestão Municipal – 15 = 12𝑥 . 1 = 12𝑥
Contabilidade – VUNESP/2018) Saí de casa com 2 15 2 30
determinada quantia no bolso. Gastei, na farmácia, 2/5 da Logo o que sobrou(metade) corresponde a 420,00:
quantia que tinha. Em seguida, encontrei um compadre que me 12𝑥 12600
pagou uma dívida antiga que correspondia exatamente à terça = 420 → 12𝑥 = 12600 → 𝑥 = → 𝑥 = 1050
30 12
parte do que eu tinha no bolso. Continuei meu caminho e gastei
a metade do que tinha em alimentos que doei para uma casa Como o compadre pagou 3x/15, basta substituirmos o
de apoio a necessitados. Depois disso, restavam-me 420 reais. valor de x por 1050 e acharmos o valor:
O valor que o compadre me pagou é, em reais, igual a 3.1050
(A) 105. = 210
15
(B) 210.
(C) 315.
(D) 420. 03. Resposta: A.
(E) 525. Basta dividirmos 9/40 = 0,225.

03. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista – Prime 04. Resposta: A.


Concursos/2017) Qual a alternativa que equivale a 9/40 em Simplificando temos:
forma decimal 36/2 = 18
(A) 0,225 100/2 = 50
(B) 225 Logo temos 18/50
(C) 0,0225
(D) 0,22 05. Resposta: E.
X = envelopes
04. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista – Prime 3
𝐴= 𝑥
Concursos/2017) Ao simplificar a fração 36/100, dividindo o 8
numerador e o denominador por 2, obtemos:
(A) 18/50 5 4 4
𝐵 = 𝑥. = 𝑥
(B) 9/25 8 5 8
(C) 12/50
(D) 9/50 Sobrou 75
Logo o número de envelopes total é
3𝑥 4𝑥 3𝑥 + 4𝑥 + 600
05. (Câmara de Dois Córregos/SP – Oficial de 𝑥= + + 75 → 𝑥 = →
Atendimento e Administração – VUNESP/2018) Uma 8 8 8
empresa comprou um lote de envelopes e destinou 3/ 8 deles
8x = 7x + 600 → 8x – 7x = 600 → x = 600
ao setor A. Dos envelopes restantes, 4/ 5 foram destinados ao
O número total de envelopes é 600.
setor B, e ainda restaram 75 envelopes. O número total de
envelopes do lote era
(A) 760.
(B) 720. Expressões numéricas
(C) 700.
(D) 640.
(E) 600.
Expressões numéricas são todas sentenças matemáticas
formadas por números, suas operações (adições, subtrações,
multiplicações, divisões, potenciações e radiciações) e também

Raciocínio Lógico-Matemático 6
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APOSTILAS OPÇÃO

por símbolos chamados de sinais de associação, que podem C) [(5² - 6.2²).3 + (13 – 7)² : 3] : 5
aparecer em uma única expressão. [(25 – 6.4).3 + 6² : 3] : 5 =
[(25 – 24).3 + 36 : 3 ] : 5 =
Para resolvermos devemos estar atentos a alguns [1.3 + 12] : 5 =
procedimentos: [3 + 12 ] : 5 =
15 : 5 = 3
1º) Nas expressões que aparecem as operações numéricas,
devemos resolver as potenciações e/ou radiciações 𝟑
D) [(𝟏𝟎 − √𝟏𝟐𝟓)𝟐 + (𝟑 + 𝟐𝟑 : 𝟒)]𝟐
primeiramente, na ordem que elas aparecem e somente depois [(10 - 5)2 + (3 + 8 : 4)]2
as multiplicações e/ou divisões (na ordem que aparecem) e [5² + (3+2)]2
por último as adições e subtrações também na ordem que [25 + 5]2
aparecem. 302
Exemplos: 900
A) 10 + 12 – 6 + 7→ primeiro resolvemos a adição e
subtração em qualquer ordem Expressões Numéricas com Frações
22 – 6 + 7 A ordem das operações para se resolver uma expressão
16 + 7 numérica com fração, são as mesmas para expressões
23 numéricas com números reais. Você também precisará
dominar as principais operações com frações: adição,
subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação.
B) 15 x 2 – 30 ÷ 3 + 7 → primeiro resolveremos a Um ponto que deve ser levado em conta é o m.m.c (mínimo
multiplicação e a divisão, em qualquer ordem. múltiplo comum) entre os denominadores das frações, através
30 – 10 + 7 → Agora resolveremos a adição e subtração, da fatoração numérica.
também em qualquer ordem.
27 Exemplos:
1) Qual o valor da expressão abaixo?
2º) Quando aparecem os sinais de associações os mesmos
1 3 1 3
tem uma ordem a ser seguida. Primeiro, resolvemos os ( ) + .
parênteses ( ), quando acabarem os cálculos dentro dos 2 2 4
parênteses, resolvemos os colchetes [ ]; e quando não houver
A) 7/16
mais o que calcular dentro dos colchetes { }, resolvemos as
B) 13/24
chaves.
C) 1/2
→ Quando o sinal de adição (+) anteceder um parêntese,
D) 21/24
colchetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o
Resolvendo temos:
colchete ou chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os
números internos com o seus sinais originais. 1º passo resolver as operações entre parênteses, depois a
multiplicação:
→ Quando o sinal de subtração (-) anteceder um parêntese,
colchetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o 1 3
colchete ou chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os + , 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑜 𝑑𝑒𝑛𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑑𝑜𝑟 é 𝑜 𝑚𝑒𝑠𝑚𝑜,
8 8
números internos com o seus sinais invertidos.
4 1
Exemplos: 𝑒𝑓𝑒𝑡𝑢𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑎 𝑎𝑑𝑖çã𝑜: , 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑟:
8 2
A) {100 – 413 x (20 – 5 x 4) + 25} : 5 → Inicialmente
devemos resolver os parênteses, mas como dentro dos Resposta: C
parênteses há subtração e multiplicação, vamos resolver a
multiplicação primeiro, em seguida, resolvemos a subtração. 9 2 2 4
{100 – 413 x (20 – 5 x 4) + 25} : 5 2) O resultado da expressão 3. − {[( ) + 2] : √ }, em
4 3 9
{100 – 413 x (20 – 20) + 25} : 5
sua forma mais simples é:
{100 – 413 x 0 + 25} : 5
A) 6/37
Eliminado os parênteses, vamos resolver as chaves,
B) 37/12
efetuando as operações seguindo a ordem.
C) 27/4
{100 – 413 x 0 + 25} : 5
D) 22/6
{100 – 0 + 25} : 5
Resolvendo:
{100 + 25} : 5
Vamos resolver a multiplicação do início, a potenciação
125 : 5
que está entre parênteses e a radiciação do final:
25 27 4 2
− {[ + 2] : },
B) – 62 : (– 5 + 3) – [– 2 . (– 1 + 3 – 1)² – 16 : (– 1 + 3)²] → 4 9 3
elimine os parênteses.
Na sequência vamos resolver a operação entre colchetes:
– 62 : (– 2) – [– 2 . (2 – 1)² – 16 : 2²] → continue eliminando
os parênteses. 27 4 + 18 2
– 62 : (– 2) – [– 2 . 1 – 16 : 2²] → resolva as potências dentro − {[ ] : } , 𝑜 𝑚𝑚𝑐 é 9,
4 9 3
do colchetes. 27 22 2
– 62 : (– 2) – [– 2 . 1 – 16 : 4] → resolva as operações de 𝑎𝑔𝑜𝑟𝑎 𝑣𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑒𝑓𝑒𝑡𝑢𝑎𝑟 𝑎 𝑠𝑜𝑚𝑎: − {[ ] : }
4 9 3
multiplicação e divisão nos colchetes.
– 62 : (– 2) – [– 2 – 4] = 27 22 3
– 62 : (– 2) – [– 6] = elimine o colchete. 𝑟𝑒𝑠𝑜𝑙𝑣𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑎 𝑑𝑖𝑣𝑖𝑠ã𝑜, 𝑡𝑒𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠: − { . },
4 9 2
– 62 : (– 2) + 6 = efetue a potência.
31 + 6 = 37

Raciocínio Lógico-Matemático 7
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APOSTILAS OPÇÃO

Lembrando que na divisão com frações conservamos a 1ª (A) -22 × 3-1 + 1 ÷ 3 = -1


fração e multiplicamos pelo inverso da 2ª, podemos também (B) 3 - 3 ÷ 3 + 3 × 3 - 3 = 6
simplificar o resultado: (C) 48 ÷ 2 ÷ 2 × 3 = 4
27 11 (D) (-17 + 26) ÷ 9 × 2 = 1/2
− { }.
4 3 (E) 7 + 2 × 3 - 5 × (-2) = 17

27 11 Respostas
− , 𝑓𝑎𝑧𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑜 𝑚𝑚𝑐(4,3) = 12,
4 3
01. Resposta: A.
3.27 − 4.11 81 − 44 37 Resolvendo as expressões temos:
= =
12 12 12 (a) 2 + [(5 - 3) + 4] x 2 + 3 ⇾ 2 + [2 + 4] x 2 + 3
2 + [6] x 2 + 3 ⇾ 2 + 12 + 3 = 17
Resposta: B. (b) 13 - [5 x (2 - 1) + 4 x 2] ⇾ 13 - [5 x (1) + 8]
13 - [5 + 8] ⇾ 13 -13 = 0
Referências
http://quimsigaud.tripod.com/expnumericas
(c) 6 + 4 x 2 x (5 - 1) – 7 ⇾ 6 + 8 x (4) - 7
6 + 32 – 7 ⇾ 31
Questões Colocando em ordem crescente: 0 < 17 < 31, que é b < a < c

01. (Pref. Tramandaí/RS – Auxiliar Administrativo – 02. Resposta: E.


OBJETIVA) Dadas as três expressões numéricas abaixo, é Vamos resolver cada expressão separadamente:
1 1 1 1 1 16 + 8 + 4 + 2 + 1 31
CORRETO afirmar que: 𝐴= + + + + = =
(a) 2 + [(5 - 3) + 4] x 2 + 3 2 4 8 16 32 32 32
(b) 13 - [5 x (2 - 1) + 4 x 2]
1 1 1 1 1
(c) 6 + 4 x 2 x (5 - 1) - 7 𝐵= + + + +
3 9 27 81 243
(A) b < a < c 81 + 27 + 9 + 3 + 1 121
(B) a < b < c =
(C) c < a < b 243 243
(D) c < b < a 31 121 243.31 + 32.121
A+B = + =
32 243 7776
02. (MANAUSPREV – Analista Previdenciário –
Administrativa – FCC) Considere as expressões numéricas, 7533 + 3872 11405
abaixo. = = 1,466 ≅ 1,5
7776 7776
A = 1/2 + 1/4+ 1/8 + 1/16 + 1/32 e B = 1/3
+ 1/9 + 1/27 + 1/81 + 1/243
03. Resposta: A.
O valor, aproximado, da soma entre A e B é Resolvendo cada termo em partes temos:
(A) 2 10010 = 1
(B) 3 1 3 2 3+3 2
(C) 1 ( + ) =( ) = (1)2 = 1
(D) 2,5 2 6 6
(E) 1,5 3
11/3 = √1 = 1
03. (Pref. Tanguá/RJ – Agente Administrativo – MS 1001/2 = √100 = 10
CONCURSOS/2017) Com base nas operações e propriedades Montando a expressão temos: 1 + 1 + 1. 10 ⇾ 2 + 10 = 12
dos números reais, resolva a expressão abaixo:
1 3 2 1 1 04. Resposta: E.
x = 10010 + ( + ) + 13 .1002 Resolvendo por partes temos:
2 6
(121 – 100) ÷ (30 – 9) ÷ 3 ⇾ (21) ÷ (21) ÷ 3 ⇾ 1 ÷ 3 ou
Qual é o valor correto de x? 1/3
(A) 12
(B) 10 05. Resposta: A.
(C) 1002 (a) -4 x 1/3 + 1/3 = -1 ⇾ -4/3 + 1/3 = -1 ⇾ -3/3 = -1 ⇾ -1
(D) 102 = -1 (V)
(b) 3 – 1 + 9 – 3 = 6 ⇾ 2 + 6 = 6 ⇾ 8 = 6 (F)
04. (UNESP – Assistente Administrativo – (c) 24 ÷ 2 x 3 = 4 ⇾ 12 x 3 = 4 ⇾ 36 = 4 (F)
VUNESP/2017) Considere a seguinte expressão numérica: (d) 7 + 6 + 10 = 17 ⇾ 23 = 17 (F)
(112 – 102 ) ÷ (3·2·5 – 32 ) ÷ 3
O resultado correto é
(A) 5/3 Múltiplos e divisores de
(B) 4/3 números naturais; problemas
(C) 1
(D) 2/3
(E) 1/3
Sabemos que 30 : 6 = 5, porque 5 x 6 = 30.
05. (UFSCAR – Assistente em Administração – Podemos dizer então que:
UFSCAR/2017) Considerando as expressões matemáticas “30 é divisível por 6 porque existe um número natural (5)
apresentadas a seguir, qual das seguintes igualdades é que multiplicado por 6 dá como resultado 30.”
verdadeira? Um número natural a é divisível por um número natural b,
não-nulo, se existir um número natural c, tal que c . b = a.

Raciocínio Lógico-Matemático 8
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APOSTILAS OPÇÃO

Conjunto dos múltiplos de um número natural: É quantidade de algarismos a serem analisados quanto à
obtido multiplicando-se esse número pela sucessão dos divisibilidade por 7.
números naturais: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,... Exemplo: 41909 é divisível por 7 conforme podemos
Para acharmos o conjunto dos múltiplos de 7, por exemplo, conferir: 9.2 = 18 ; 4190 – 18 = 4172 → 2.2 = 4 ; 417 – 4 = 413
multiplicamos por 7 cada um dos números da sucessão dos → 3.2 = 6 ; 41 – 6 = 35 ; 35 é multiplo de 7.
naturais:
7x0=0 Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando
7x1=7 seus três últimos algarismos forem 000 ou formarem um
7 x 2 = 14 número divisível por 8.
7 x 3 = 21 Exemplos:
⋮ a) 57000 é divisível por 8, pois seus três últimos
algarismos são 000.
O conjunto formado pelos resultados encontrados forma o b) 67024 é divisível por 8, pois seus três últimos
conjunto dos múltiplos de 7: M(7) = {0, 7, 14, 21, ...}. algarismos formam o número 24, que é divisível por 8.

Observações: Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando


- Todo número natural é múltiplo de si mesmo. a soma dos valores absolutos de seus algarismos formam um
- Todo número natural é múltiplo de 1. número divisível por 9.
- Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos Exemplos:
múltiplos. a) 6253461 é divisível por 9, pois 6 + 2 + 5 + 3 + 4 + 6 + 1 =
- O zero é múltiplo de qualquer número natural. 27 é divisível por 9.
- Os múltiplos do número 2 são chamados de números b) 325103 não é divisível por 9, pois 3 + 2 + 5 + 1 + 0 + 3 =
pares, e a fórmula geral desses números é 2k (k N). Os demais 14 não é divisível por 9.
são chamados de números ímpares, e a fórmula geral desses
números é 2k + 1 (k N). Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10
O mesmo se aplica para os números inteiros, tendo k  Z. quando seu algarismo da unidade termina em zero.
Exemplo:
Critérios de divisibilidade 563040 é divisível por 10, pois termina em zero.
São regras práticas que nos possibilitam dizer se um
número é ou não divisível por outro, sem efetuarmos a divisão. Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11
quando a diferença entre a soma dos algarismos de posição
Divisibilidade por 2: Um número é divisível por 2 quando ímpar e a soma dos algarismos de posição par resulta em um
termina em 0, 2, 4, 6 ou 8, ou seja, quando ele é par. número divisível por 11 ou quando essas somas forem iguais.
Exemplo: Exemplo:
9656 é divisível por 2, pois termina em 6, e é par. - 43813:
1º 3º 5º  Algarismos de posição ímpar.(Soma dos
Divisibilidade por 3: Um número é divisível por 3 quando algarismos de posição impar: 4 + 8 + 3 = 15.)
a soma dos valores absolutos de seus algarismos é divisível por 4 3 8 1 3
3. 2º 4º  Algarismos de posição par.(Soma dos
Exemplo: algarismos de posição par:3 + 1 = 4)
65385 é divisível por 3, pois 6 + 5 + 3 + 8 + 5 = 27, e 27 é
divisível por 3. 15 – 4 = 11  diferença divisível por 11. Logo 43813 é
divisível por 11.
Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando
seus dois algarismos são 00 ou formam um número divisível Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12
por 4. quando é divisível por 3 e por 4 ao mesmo tempo.
Exemplos: Exemplo:
a) 536400 é divisível por 4, pois termina em 00. ) 78324 é divisível por 12, pois é divisível por 3 ( 7 + 8 + 3
b) 653524 é divisível por 4, pois termina em 24, e 24 é + 2 + 4 = 24) e por 4 (termina em 24).
divisível por 4.
Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15
Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando quando é divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo.
termina em 0 ou 5. Exemplo:
Exemplos: a) 650430 é divisível por 15, pois é divisível por 3 ( 6 + 5 +
a) 35040 é divisível por 5, pois termina em 0. 0 + 4 + 3 + 0 =18) e por 5 (termina em 0).
b) 7235 é divisível por 5, pois termina em 5.
Fatoração numérica
Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando Essa fatoração se dá através da decomposição em fatores
é divisível por 2 e por 3 ao mesmo tempo. primos. Para decompormos um número natural em fatores
Exemplos: primos, dividimos o mesmo pelo seu menor divisor primo,
a) 430254 é divisível por 6, pois é divisível por 2 e por 3 (4 após pegamos o quociente e dividimos o pelo seu menor
+ 3 + 0 + 2 + 5 + 4 = 18). divisor, e assim sucessivamente até obtermos o quociente 1. O
b) 80530 não é divisível por 6, pois não é divisível por 3 (8 produto de todos os fatores primos representa o número
+ 0 + 5 + 3 + 0 = 16). fatorado.
Exemplo:
Divisibilidade por 7: Um número é divisível por 7 quando
o último algarismo do número, multiplicado por 2, subtraído
do número sem o algarismo, resulta em um número múltiplo
de 7. Neste, o processo será repetido a fim de diminuir a

Raciocínio Lógico-Matemático 9
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APOSTILAS OPÇÃO

Divisores de um número natural 02. Resposta: D.


Vamos pegar como exemplo o número 12 na sua forma Sabemos que o produto de MDC pelo MMC é:
fatorada: MDC (A, B). MMC (A, B) = A.B, temos que MDC (A, B) = 4 e
12 = 22 . 31 o produto entre eles 96, logo:
O número de divisores naturais é igual ao produto dos 4 . MMC (A, B) = 96 → MMC (A, B) = 96/4 → MMC (A, B) =
expoentes dos fatores primos acrescidos de 1. 24, fatorando o número 24 temos:
Logo o número de divisores de 12 são: 24 = 23 .3 , para determinarmos o número de divisores,
22 . 3⏟1 → (2 + 1) .(1 + 1) = 3.2 = 6 divisores naturais
⏟ pela regra, somamos 1 a cada expoente e multiplicamos o
(2+1) (1+1) resultado:
(3 + 1).(1 + 1) = 4.2 = 8
Para sabermos quais são esses 6 divisores basta pegarmos
cada fator da decomposição e seu respectivo expoente natural 03. Resposta: D.
que varia de zero até o expoente com o qual o fator se Para ser divisível por 6 precisa ser divisível por 2 e 3 ao
apresenta na decomposição do número natural. mesmo tempo, e por isso deverá ser par também, e a soma dos
Exemplo: seus algarismos deve ser um múltiplo de 3.
12 = 22 . 31 → 22 = 20,21 e 22 ; 31 = 30 e 31, teremos: Logo os finais devem ser 4 e 6:
20 . 30=1 354, 456, 534, 546, 564, 576, 654, 756, logo temos 8
20 . 31=3 números.
21 . 30=2
21 . 31=2.3=6 MDC
22 . 31=4.3=12
22 . 30=4 O máximo divisor comum(MDC) de dois ou mais números
O conjunto de divisores de 12 são: D(12) = {1, 2, 3, 4, 6, 12} é o maior número que é divisor comum de todos os números
A soma dos divisores é dada por: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28 dados. Consideremos:

Observação - o número 18 e os seus divisores naturais:


Para sabermos o conjunto dos divisores inteiros de 12, basta D+ (18) = {1, 2, 3, 6, 9, 18}.
multiplicarmos o resultado por 2 (dois divisores, um negativo e
o outro positivo). - o número 24 e os seus divisores naturais:
Assim teremos que D(12) = 6.2 = 12 divisores inteiros. D+ (24) = {1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24}.

Questões Podemos descrever, agora, os divisores comuns a 18 e 24:


D+ (18) ∩ D+ (24) = {1, 2, 3, 6}.
01. O número de divisores positivos do número 40 é:
(A) 8 Observando os divisores comuns, podemos identificar o
(B) 6 maior divisor comum dos números 18 e 24, ou seja: MDC (18,
(C) 4 24) = 6.
(D) 2
(E) 20 Outra técnica para o cálculo do MDC:
Decomposição em fatores primos
02. O máximo divisor comum entre dois números naturais Para obtermos o MDC de dois ou mais números por esse
é 4 e o produto dos mesmos 96. O número de divisores processo, procedemos da seguinte maneira:
positivos do mínimo múltiplo comum desses números é:
(A) 2 - Decompomos cada número dado em fatores primos.
(B) 4 - O MDC é o produto dos fatores comuns obtidos, cada um
(C) 6 deles elevado ao seu menor expoente.
(D) 8 Exemplo:
(E) 10

03. Considere um número divisível por 6, composto por 3


algarismos distintos e pertencentes ao conjunto
A={3,4,5,6,7}.A quantidade de números que podem ser
formados sob tais condições é:
(A) 6
(B) 7 MMC
(C) 9
(D) 8 O mínimo múltiplo comum(MMC) de dois ou mais
(E) 10 números é o menor número positivo que é múltiplo comum de
todos os números dados. Consideremos:
Respostas
- O número 6 e os seus múltiplos positivos:
01. Resposta: A. M*+ (6) = {6, 12, 18, 24, 30, 36, 42, 48, 54, ...}
Vamos decompor o número 40 em fatores primos.
40 = 23 . 51 ; pela regra temos que devemos adicionar 1 a - O número 8 e os seus múltiplos positivos:
cada expoente: M*+ (8) = {8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, ...}
3 + 1 = 4 e 1 + 1 = 2 ; então pegamos os resultados e
multiplicamos 4.2 = 8, logo temos 8 divisores de 40. Podemos descrever, agora, os múltiplos positivos comuns:
M*+ (6) M*+ (8) = {24, 48, 72, ...}

Raciocínio Lógico-Matemático 10
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APOSTILAS OPÇÃO

Observando os múltiplos comuns, podemos identificar o Respostas


mínimo múltiplo comum dos números 6 e 8, ou seja: MMC (6,
8) = 24 01. Resposta: D.
Fazendo o mdc entre os números teremos:
Outra técnica para o cálculo do MMC: 60 = 2².3.5
72 = 2³.3³
Decomposição isolada em fatores primos 48 = 24.3
Para obter o MMC de dois ou mais números por esse Mdc(60,72,48) = 2².3 = 12
processo, procedemos da seguinte maneira: 60/12 = 5
- Decompomos cada número dado em fatores primos. 72/12 = 6
- O MMC é o produto dos fatores comuns e não-comuns, 48/12 = 4
cada um deles elevado ao seu maior expoente. Somando a quantidade de envelopes por provas teremos:
Exemplo: 5 + 6 + 4 = 15 envelopes ao todo.

02. Resposta: C.
Devemos achar o mmc (40,60,80)

O produto do MDC e MMC é dado pela fórmula abaixo:

MDC(A, B).MMC(A,B)= A.B


𝑚𝑚𝑐(40,60,80) = 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 3 ∙ 5 = 240
Questões
03. Resposta: B.
01. Um professor quer guardar 60 provas amarelas, 72 Como os trens passam de 2,4 e 1,8 minutos, vamos achar o
provas verdes e 48 provas roxas, entre vários envelopes, de mmc(18,24) e dividir por 10, assim acharemos os minutos
modo que cada envelope receba a mesma quantidade e o
menor número possível de cada prova. Qual a quantidade de
envelopes, que o professor precisará, para guardar as provas?
(A) 4;
(B) 6;
(C) 12;
(D) 15. Mmc(18,24)=72
Portanto, será 7,2 minutos
02. O policiamento em uma praça da cidade é realizado por 1 minuto---60s
um grupo de policiais, divididos da seguinte maneira: 0,2--------x
x = 12 segundos
Grupo Intervalo de passagem Portanto se encontrarão depois de 7 minutos e 12
Policiais a pé 40 em 40 minutos segundos
Policiais de moto 60 em 60 minutos
Policiais em viaturas 80 em 80 minutos
Frações e operações com
Toda vez que o grupo completo se encontra, troca frações
informações sobre as ocorrências. O tempo mínimo em
minutos, entre dois encontros desse grupo completo será:
(A) 160 NÚMEROS FRACIONÁRIOS
(B) 200
(C) 240 Quando um todo ou uma unidade é dividido em partes
(D) 150 iguais, uma dessas partes ou a reunião de várias formam o que
(E) 180 chamamos de uma fração do todo. Para se representar uma
fração são, portanto, necessários dois números inteiros:
03. Na linha 1 de um sistema de Metrô, os trens partem 2,4 a) O primeiro, para indicar em quantas partes iguais foi
em 2,4 minutos. Na linha 2 desse mesmo sistema, os trens dividida a unidade (ou todo) e que dá nome a cada parte e, por
partem de 1,8 em 1,8 minutos. Se dois trens partem, essa razão, chama-se denominador da fração;
simultaneamente das linhas 1 e 2 às 13 horas, o próximo b) O segundo, que indica o número de partes que foram
horário desse dia em que partirão dois trens simultaneamente reunidas ou tomadas da unidade e, por isso, chama-se
dessas duas linhas será às 13 horas, numerador da fração. O numerador e o denominador
(A) 10 minutos e 48 segundos. constituem o que chamamos de termos da fração.
(B) 7 minutos e 12 segundos.
(C) 6 minutos e 30 segundos.
(D) 7 minutos e 20 segundos.
(E) 6 minutos e 48 segundos.

Raciocínio Lógico-Matemático 11
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APOSTILAS OPÇÃO

Observe a figura abaixo: 2- Se o denominador é 1, a fração é igual ao denominador:


25/1 = 25; 325/1 = 325

- Quando o denominador é zero, a fração não tem sentido,


pois a divisão por zero é impossível.
- Quando o numerador e denominador são iguais, o
resultado da divisão é sempre 1.

- Números mistos: Números compostos de uma parte


inteira e outra fracionária. Podemos transformar uma fração
imprópria na forma mista e vice e versa.
Exemplos:

25 4
A primeira nota dó é 14/14 ou 1 inteiro, pois representa a 𝑨) =3 ⇒
fração cheia; a ré é 12/14 e assim sucessivamente. 7 7

Nomenclaturas das Frações 4 25


𝑩) 3 = ⇒
7 7
Numerador → Indica
quantas partes
- Frações equivalentes: Duas ou mais frações que
tomamos do total
apresentam a mesma parte da unidade.
que foi dividida a
Exemplo:
unidade.
4: 4 1 4: 2 2 2: 2 1
= ; 𝑜𝑢 = ; 𝑜𝑢 =
Denominador → 8: 4 2 8: 2 4 4: 2 2
Indica quantas partes 4 2 1
iguais foi dividida a As frações , e são equivalentes.
unidade. 8 4 2

-Frações irredutíveis: Frações onde o numerador e o


No figura, lê-se: três oitavos. denominador são primos entre si.
Exemplo: 5/11 ; 17/29; 5/3
-Frações com denominadores de 1 a 10: meios, terços,
quartos, quintos, sextos, sétimos, oitavos, nonos e décimos. Comparação e simplificação de frações
-Frações com denominadores potências de 10:
décimos, centésimos, milésimos, décimos de milésimos, Comparação:
centésimos de milésimos etc. - Quando duas frações tem o mesmo denominador, a
- Denominadores diferentes dos citados maior será aquela que possuir o maior numerador.
anteriormente: Enuncia-se o numerador e, em seguida, o Exemplo: 5/7 >3/7
denominador seguido da palavra “avos”.
- Quando os denominadores são diferentes, devemos
Exemplos: reduzi-lo ao mesmo denominador.
8
𝑙ê − 𝑠𝑒 ∶ 𝑜𝑖𝑡𝑜 𝑣𝑖𝑛𝑡𝑒 𝑐𝑖𝑛𝑐𝑜 𝑎𝑣𝑜𝑠; Exemplo: 7/6 e 3/7
25 1º - Fazer o mmc dos denominadores → mmc(6,7) = 42
7.7 3.6 49 18
2 𝑒 → 𝑒
𝑙ê − 𝑠𝑒 ∶ 𝑑𝑜𝑖𝑠 𝑐𝑒𝑛𝑡é𝑠𝑖𝑚𝑜𝑠; 42 42 42 42
100 2º - Compararmos as frações:
49/42 > 18/42.
Tipos de Frações
Simplificação: É dividir os termos por um mesmo número
- Frações Próprias: Numerador é menor que o até obtermos termos menores que os iniciais. Com isso
denominador. formamos frações equivalentes a primeira.
1 5 3
Exemplos: ; ; ; … Exemplo:
6 8 4
4: 4 1
=
- Frações Impróprias: Numerador é maior ou igual ao 8: 4 2
denominador.
6 8 4
Exemplos: ; ; ; … Operações com frações
5 5 3

- Adição e Subtração
- Frações aparentes: Numerador é múltiplo do Com mesmo denominador: Conserva-se o denominador
denominador. As mesmas pertencem também ao grupo das e soma-se ou subtrai-se os numeradores.
frações impróprias.
6 8 4
Exemplos: ; ; ; …
1 4 2

- Frações particulares: Para formamos uma fração de


uma grandeza, dividimos esta pelo denominador e
multiplicamos pelo numerador.
Exemplos:
1 – Se o numerador é igual a zero, a fração é igual a zero: Com denominadores diferentes: Reduz-se ao mesmo
0/7 = 0; 0/5=0 denominador através do mmc entre os denominadores.

Raciocínio Lógico-Matemático 12
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APOSTILAS OPÇÃO

O processo é valido tanto para adição quanto para filho havia comido e o 4º filho comeu 3 / 2 do que o 3º filho
subtração. havia comido. Eles compraram a menor quantidade de tortas
inteiras necessárias para atender a todos. Assim, é possível
calcular corretamente que a fração de uma torta que sobrou
foi
(A) 5 / 6.
(B) 5 / 9.
(C) 7 / 8.
(D) 2 / 3.
(E) 5 / 24.

Respostas

01. Resposta: A.
Vamos chamar de x a mesada.
Como ele gastou a terça parte 1/3 de 3/5 da mesada que
equivale a 23,00. Podemos escrever da seguinte maneira:
Multiplicação e Divisão 1 3 𝑥
. 𝑥 = = 23 → 𝑥 = 23.5 → 𝑥 = 115
3 5 5
- Multiplicação: É produto dos numerados dados e dos
denominadores dados. Logo a metade de 115 = 115/2 = 57,50
Exemplo:
02. Resposta: A.
1
. 200000 = 40000
5

03. Resposta: E.
Podemos ainda simplificar a fração resultante: Vamos chamar a quantidade de tortas de (x). Assim:
288: 2 144 𝟐 𝟐
= * Dona Amélia: . 𝟏 =
𝟑 𝟑
10: 2 5
𝟑 𝟐
- Divisão: O quociente de uma fração é igual a primeira * 1º filho: . =𝟏
𝟐 𝟑
fração multiplicados pelo inverso da segunda fração.
Exemplo: * 2º filho:
𝟑
.𝟏 =
𝟑
𝟐 𝟐

𝟑 𝟑 𝟗
* 3º filho: . =
𝟐 𝟐 𝟒

Simplificando a fração resultante: 𝟑 𝟗 𝟐𝟕


168: 8 21 * 4º filho: . =
𝟐 𝟒 𝟖
=
24: 8 3
𝟐 𝟑 𝟗 𝟐𝟕
+𝟏+ + +
Referência 𝟑 𝟐 𝟒 𝟖
CABRAL, Luiz Claudio; NUNES, Mauro César – Matemática básica explicada passo
a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 𝟏𝟔 + 𝟐𝟒 + 𝟑𝟔 + 𝟓𝟒 + 𝟖𝟏 𝟐𝟏𝟏 𝟐𝟒 𝟏𝟗 𝟏𝟗
= =𝟖. + =𝟖+
𝟐𝟒 𝟐𝟒 𝟐𝟒 𝟐𝟒 𝟐𝟒
Questões
Ou seja, eles comeram 8 tortas, mais 19/24 de uma torta.
01. (Pref. Maranguape/CE – Prof. de educação básica – Por fim, a fração de uma torta que sobrou foi:
Matemática – GR Consultoria e Assessoria) João gastou R$
𝟐𝟒 𝟏𝟗 𝟓
23,00, equivalente a terça parte de 3/5 de sua mesada. Desse 𝟐𝟒

𝟐𝟒
=
𝟐𝟒
modo, a metade do valor da mesada de João é igual a:
(A) R$ 57,50;
(B) R$ 115,00; Números e grandezas
(C) R$ 172,50; proporcionais: razões e
(D) R$ 68,50;
proporções
02. (EBSERH/ HUSM – UFSM/RS – Analista
Administrativo – Administração – AOCP) Uma revista
1 RAZÃO
perdeu dos seus 200.000 leitores.
5
Quantos leitores essa revista perdeu? É o quociente entre dois números (quantidades, medidas,
(A) 40.000. grandezas).
(B) 50.000. Sendo a e b dois números a sua razão, chama-se razão de a
(C) 75.000. para b:
(D) 95.000.
(E) 100.000. 𝑎
𝑜𝑢 𝑎: 𝑏 , 𝑐𝑜𝑚 𝑏 ≠ 0
𝑏
03. (METRÔ – Assistente Administrativo Júnior – FCC)
Dona Amélia e seus quatro filhos foram a uma doceria comer
tortas. Dona Amélia comeu 2 / 3 de uma torta. O 1º filho comeu
3 / 2 do que sua mãe havia comido. O 2º filho comeu 3 / 2 do
que o 1º filho havia comido. O 3º filho comeu 3 / 2 do que o 2º

Raciocínio Lógico-Matemático 13
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APOSTILAS OPÇÃO

Onde: 𝑎 𝑐 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑


= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑

4 - A soma dos antecedentes está para a soma dos


consequentes, assim como cada antecedente está para o seu
consequente.
Exemplo: 𝑎 𝑐 𝑎+𝑐 𝑎 𝑎+𝑐 𝑐
Em um vestibular para o curso de marketing, participaram = → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑏+𝑑 𝑏 𝑏+𝑑 𝑑
3600 candidatos para 150 vagas. A razão entre o número de
vagas e o número de candidatos, nessa ordem, foi de 5 - A diferença dos antecedentes está para a diferença dos
consequentes, assim como cada antecedente está para o seu
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑔𝑎𝑠 150 1 consequente.
= = 𝑎 𝑐 𝑎−𝑐 𝑎 𝑎−𝑐 𝑐
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎𝑡𝑜𝑠 3600 24
= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑏−𝑑 𝑏 𝑏−𝑑 𝑑
Lemos a fração como: Um vinte e quatro avós.
- Problema envolvendo razão e proporção
- Quando a e b forem medidas de uma mesma grandeza, Em um concurso participaram 3000 pessoas e foram
essas devem ser expressas na mesma unidade. aprovadas 1800. A razão do número de candidatos aprovados
para o total de candidatos participantes do concurso é:
- Razões Especiais A) 2/3
Escala → Muitas vezes precisamos ilustrar distâncias B) 3/5
muito grandes de forma reduzida, então utilizamos a escala, C) 5/10
que é a razão da medida no mapa com a medida real (ambas D) 2/7
na mesma unidade). E) 6/7
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑚𝑎𝑝𝑎
𝐸=
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑟𝑒𝑎𝑙 Resolução:

Velocidade média → É a razão entre a distância percorrida


e o tempo total de percurso. As unidades utilizadas são km/h, Resposta “B”
m/s, entre outras.
𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑝𝑒𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎 Referências
𝑉=
𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e
Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
Densidade → É a razão entre a massa de um corpo e o seu http://educacao.globo.com
volume. As unidades utilizadas são g/cm³, kg/m³, entre outras.
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜 Questões
𝐷=
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
01. André, Bruno, Carlos e Diego são irmãos e suas idades
PROPORÇÃO formam, na ordem apresentada, uma proporção. Considere
que André tem 3 anos, Diego tem 18 anos e Bruno é 3 anos
É uma igualdade entre duas razões. mais novo que Carlos. Assim, a soma das idades, destes quatro
irmãos, é igual a
𝑎 𝑐 𝑎 𝑐
Dada as razões e , à setença de igualdade = chama- (A) 30
𝑏 𝑑 𝑏 𝑑
se proporção. (B) 32;
Onde: (C) 34;
(D) 36.

02. Alfredo irá doar seus livros para três bibliotecas da


universidade na qual estudou. Para a biblioteca de
matemática, ele doará três quartos dos livros, para a biblioteca
- Propriedades da Proporção de física, um terço dos livros restantes, e para a biblioteca de
1 - Propriedade Fundamental química, 36 livros. O número de livros doados para a biblioteca
O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto de física será
é, a . d = b . c (A) 16.
Exemplo: (B) 22.
45 9 (C) 20.
Na proporção = ,(lê-se: “45 esta para 30 , assim como
30 6 (D) 24.
9 esta para 6.), aplicando a propriedade fundamental , temos: (E)18.
45.6 = 30.9 = 270
03. Foram construídos dois reservatórios de água. A razão
2 - A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro entre os volumes internos do primeiro e do segundo é de 2
(ou para o segundo termo), assim como a soma dos dois para 5, e a soma desses volumes é 14m³. Assim, o valor
últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo). absoluto da diferença entre as capacidades desses dois
𝑎 𝑐 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑 reservatórios, em litros, é igual a
= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑 (A) 8000.
(B) 6000.
3 - A diferença entre os dois primeiros termos está para o (C) 4000.
primeiro (ou para o segundo termo), assim como a diferença (D) 6500.
entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto (E) 9000.
termo).

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APOSTILAS OPÇÃO

Respostas Divisão Diretamente Proporcional

01. Resposta: D. - Divisão em duas partes diretamente proporcionais


Pelo enunciado temos que: Para decompor um número M em duas partes A e B
A=3 diretamente proporcionais a p e q, montamos um sistema com
B=C–3 duas equações e duas incógnitas, de modo que a soma das
C partes seja A + B = M, mas
D = 18 𝐴 𝐵
=
Como eles são proporcionais podemos dizer que: 𝑝 𝑞
𝐴 𝐶 3 𝐶 A solução segue das propriedades das proporções:
= → = → 𝐶 2 − 3𝐶 = 3.18 → 𝐶 2 − 3𝐶 − 54 = 0
𝐵 𝐷 𝐶 − 3 18 𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀
= = = =𝑲
𝑝 𝑞 𝑝+𝑞 𝑝+𝑞
Vamos resolver a equação do 2º grau:
O valor de K é que proporciona a solução pois: A = K.p e B
−𝑏 ± √𝑏 2 − 4𝑎𝑐 = K.q
𝑥=
2𝑎
Exemplos:
−(−3) ± √(−3)2 − 4.1. (−54) 3 ± √225 1) Para decompor o número 200 em duas partes A e B
→ → diretamente proporcionais a 2 e 3, montaremos o sistema de
2.1 2
modo que A + B = 200, cuja solução segue de:
3 ± 15
→ 𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 200
2
= = = = 𝟒𝟎
2 3 5 5
3 + 15 18 3 − 15 −12
𝑥1 = = = 9 ∴ 𝑥2 = = = −6
2 2 2 2 Fazendo A = K.p e B = K.q ; temos que A = 40.2 = 80 e
B=40.3 = 120
Como não existe idade negativa, então vamos considerar
somente o 9. Logo C = 9 2) Determinar números A e B diretamente proporcionais a
B=C–3=9–3=6 8 e 3, sabendo-se que a diferença entre eles é 40. Para resolver
Somando teremos: 3 + 6 + 9 + 18 = 36 este problema basta tomar A – B = 40 e escrever:

02. Resposta: E. 𝐴 𝐵 𝐴 − 𝐵 40
X = total de livros = = = =𝟖
8 3 5 5
Matemática = ¾ x, restou ¼ de x
Física = 1/3.1/4 = 1/12 Fazendo A = K.p e B = K.q ; temos que A = 8.8 = 64 e B =
Química = 36 livros 8.3 = 24
Logo o número de livros é: 3/4x + 1/12x + 36 = x
Fazendo o mmc dos denominadores (4,12) = 12 - Divisão em várias partes diretamente proporcionais
Logo: Para decompor um número M em partes x1, x2, ..., xn
9𝑥 + 1𝑥 + 432 = 12𝑥 diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-se montar um
→ 10𝑥 + 432 = 12𝑥
12 sistema com n equações e n incógnitas, sendo as somas x1 + x2
+ ... + xn= M e p1 + p2 + ... + pn = P.
→ 12𝑥 − 10𝑥 = 432 → 2𝑥 = 432 → 𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
432 = =⋯=
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛
𝑥= → 𝑥 = 216
2 A solução segue das propriedades das proporções:
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 𝑀
Como a Biblioteca de Física ficou com 1/12x, logo teremos: = =⋯= = = =𝑲
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 𝑝1 + 𝑝2 + ⋯ 𝑝𝑛 𝑃
1 216 Observa-se que partimos do mesmo princípio da divisão
. 216 = = 18
12 12 em duas partes proporcionais.

03. Resposta: B. Exemplos:


Primeiro:2k 1) Para decompor o número 240 em três partes A, B e C
Segundo:5k diretamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-se montar um
2k + 5k = 14 → 7k = 14 → k = 2 sistema com 3 equações e 3 incógnitas tal que A + B + C = 240
Primeiro: 2.2 = 4 e 2 + 4 + 6 = P. Assim:
Segundo5.2=10
Diferença: 10 – 4 = 6 m³ 𝐴 𝐵 𝐶 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 240
1m³------1000L = = = = = 𝟐𝟎
2 4 6 𝑃 12
6--------x
x = 6000 l Logo: A = 20.2 = 40; B = 20.4 = 80 e C = 20.6 =120

2) Determinar números A, B e C diretamente


Divisão em partes proporcionais a 2, 4 e 6, de modo que 2A + 3B - 4C = 480
proporcionais A solução segue das propriedades das proporções:

𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 480
Uma forma de divisão no qual determinam-se = = = = = −𝟔𝟎
2 4 6 2.2 + 3.4 − 4.6 −8
valores(a,b,c,..) que, divididos por quocientes(x,y,z..)
previamente determinados, mantêm-se uma razão que não Logo: A = - 60.2 = -120 ; B = - 60.4 = - 240 e C = - 60.6 = -
tem variação. 360.

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APOSTILAS OPÇÃO

Também existem proporções com números negativos. 2-Para obter números A, B e C inversamente proporcionais
Divisão Inversamente Proporcional a 2, 4 e 6, de modo que 2A + 3B - 4C = 10, devemos montar as
proporções:
- Divisão em duas partes inversamente proporcionais
Para decompor um número M em duas partes A e B 𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 120
= = = = =
inversamente proporcionais a p e q, deve-se decompor este 1/2 1/4 1/6 2/2 + 3/4 − 4/6 13/12 13
número M em duas partes A e B diretamente proporcionais a
1/p e 1/q, que são, respectivamente, os inversos de p e q. logo A = 60/13, B = 30/13 e C = 20/13
Assim basta montar o sistema com duas equações e duas Existem proporções com números fracionários!
incógnitas tal que A + B = M. Desse modo:
Divisão em partes direta e inversamente
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞 proporcionais
= = = = =𝑲
1/𝑝 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 𝑝+𝑞
- Divisão em duas partes direta e inversamente
O valor de K proporciona a solução pois: A = K/p e B = K/q. proporcionais
Para decompor um número M em duas partes A e B
Exemplos: diretamente proporcionais a, c e d e inversamente
1) Para decompor o número 120 em duas partes A e B proporcionais a p e q, deve-se decompor este número M em
inversamente proporcionais a 2 e 3, deve-se montar o sistema duas partes A e B diretamente proporcionais a c/q e d/q, basta
tal que A + B = 120, de modo que: montar um sistema com duas equações e duas incógnitas de
forma que A + B = M e além disso:
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 120 120.6
= = = = = 144 𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
1/2 1/3 1/2 + 1/3 5/6 5 = = = = =𝑲
𝑐/𝑝 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐. 𝑞 + 𝑝. 𝑑
Assim A = K/p → A = 144/2 = 72 e B = K/q → B = 144/3 =
48
O valor de K proporciona a solução pois: A = K.c/p e B =
2 - Determinar números A e B inversamente proporcionais K.d/q.
a 6 e 8, sabendo-se que a diferença entre eles é 10. Para
resolver este problema, tomamos A – B = 10. Assim: Exemplos:
1) Para decompor o número 58 em duas partes A e B
𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 10 diretamente proporcionais a 2 e 3, e, inversamente
= = = = 240
1/6 1/8 1/6 − 1/8 1/24 proporcionais a 5 e 7, deve-se montar as proporções:

Assim A = K/p → A = 240/6 = 40 e B = K/q → B = 240/8 = 𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 58


= = = = 70
30 2/5 3/7 2/5 + 3/7 29/35

- Divisão em várias partes inversamente Assim A = K.c/p = (2/5).70 = 28 e B = K.d/q = (3/7).70 = 30


proporcionais
Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn 2) Para obter números A e B diretamente proporcionais a
inversamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta decompor 4 e 3 e inversamente proporcionais a 6 e 8, sabendo-se que a
este número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente diferença entre eles é 21. Para resolver este problema basta
proporcionais a 1/p1, 1/p2, ..., 1/pn. escrever que A – B = 21 resolver as proporções:
A montagem do sistema com n equações e n incógnitas,
assume que x1 + x2 + ... + xn= M e além disso 𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 21
= = = = 72
4/6 3/8 4/6 − 3/8 7/24
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯=
1/𝑝1 1/𝑝2 1/𝑝𝑛 Assim A = K.c/p = (4/6).72 = 48 e B = K.d/q = (3/8).72 = 27

Cuja solução segue das propriedades das proporções: Divisão em n partes direta e inversamente
proporcionais
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn
= =⋯= =
1 1 1 1 1 1 diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn e inversamente
+ +⋯
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 proporcionais a q1, q2, ..., qn, basta decompor este número M
em n partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a p1/q1,
𝑀 p2/q2, ..., pn/qn.
= =𝑲
1 1 1 A montagem do sistema com n equações e n incógnitas
+ + ⋯+
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 exige que x1 + x2 + ... + xn = M e além disso

Exemplos: 𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯=
1-Para decompor o número 220 em três partes A, B e C 𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑝𝑛 /𝑞𝑛
inversamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-se montar um
sistema com 3 equações e 3 incógnitas, de modo que A + B + C A solução segue das propriedades das proporções:
= 220. Desse modo:
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥𝑛 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 220 = =⋯= 𝑝 =𝑝 𝑝 𝑝 =𝑲
= = = = = 240 𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑛 1
+ 2 +⋯+ 𝑛
1/2 1/4 1/6 1/2 + 1/4 + 1/6 11/12 𝑞𝑛 𝑞1 𝑞2 𝑞𝑛

A solução é A = K/p1 → A = 240/2 = 120, B = K/p2 → B =


240/4 = 60 e C = K/p3 → C = 240/6 = 40

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Exemplos: 3) Em uma seção há duas funcionárias, uma com 20 anos


1) Para decompor o número 115 em três partes A, B e C de idade e a outra com 30. Um total de 150 processos foi
diretamente proporcionais a 1, 2 e 3 e inversamente dividido entre elas, em quantidades inversamente
proporcionais a 4, 5 e 6, deve-se montar um sistema com 3 proporcionais às suas respectivas idades. Qual o número de
equações e 3 incógnitas de forma de A + B + C = 115 e tal que: processos recebido pela mais jovem?
A) 90
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 115 B) 80
= = = = = 100
1/4 2/5 3/6 1/4 + 2/5 + 3/6 23/20 C) 60
D) 50
Logo A = K.p1/q1 = (1/4)100 = 25, B = K.p2/q2 = (2/5)100 = E) 30
40 e C = K.p3/q3 = (3/6)100 = 50
Estamos trabalhando aqui com divisão em duas partes
2) Determinar números A, B e C diretamente inversamente proporcionais, para a resolução da mesma
proporcionais a 1, 10 e 2 e inversamente proporcionais a 2, 4 temos que:
e 5, de modo que 2A + 3B - 4C = 10.
A montagem do problema fica na forma: 𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
= = = = =𝑲
1/𝑝 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 𝑝+𝑞
𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 100
= = = = =
1/2 10/4 2/5 2/2 + 30/4 − 8/5 69/10 69 O valor de K proporciona a solução pois: A = K/p e B =
K/q.
A solução é A = K.p1/q1 = 50/69, B = K.p2/q2 = 250/69 e C
= K.p3/q3 = 40/69 Vamos chamar as funcionárias de p e q respectivamente:
p = 20 anos (funcionária de menor idade)
Problemas envolvendo Divisão Proporcional q = 30 anos
1) As famílias de duas irmãs, Alda e Berta, vivem na mesma Como será dividido os processos entre as duas, logo cada
casa e a divisão de despesas mensais é proporcional ao uma ficará com A e B partes que totalizam 150:
número de pessoas de cada família. Na família de Alda são três A + B = 150 processos
pessoas e na de Berta, cinco. Se a despesa, num certo mês foi 𝐴 𝐵 150 150
= = =
de R$ 1.280,00, quanto pagou, em reais, a família de Alda? 1 1 1
+
1 1
+
1
A) 320,00 𝑝 𝑞 20 30 20 30
B) 410,00
C) 450,00 150.20.30 90000
= = = 𝟏𝟖𝟎𝟎
D) 480,00 20 + 30 50
E) 520,00
A = k/p → A = 1800 / 20 → A = 90 processos.
Resolução:
Alda: A = 3 pessoas Questões
Berta: B = 5 pessoas
A + B = 1280 01. (Pref. Paulistana/PI – Professor de Matemática –
𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 1280 IMA) Uma herança de R$ 750.000,00 deve ser repartida entre
+ = = = 160 três herdeiros, em partes proporcionais a suas idades que são
3 5 3+5 8
de 5, 8 e 12 anos. O mais velho receberá o valor de:
A = K.p = 160.3 = 480 (A) R$ 420.000,00
Resposta D (B) R$ 250.000,00
(C) R$ 360.000,00
2) Dois ajudantes foram incumbidos de auxiliar no (D) R$ 400.000,00
transporte de 21 caixas que continham equipamentos (E) R$ 350.000,00
elétricos. Para executar essa tarefa, eles dividiram o total de
caixas entre si, na razão inversa de suas respectivas idades. Se 02. (TRF 3ª – Técnico Judiciário – FCC) Quatro
ao mais jovem, que tinha 24 anos, coube transportar 12 caixas, funcionários dividirão, em partes diretamente proporcionais
então, a idade do ajudante mais velho, em anos era? aos anos dedicados para a empresa, um bônus de R$36.000,00.
A) 32 Sabe-se que dentre esses quatro funcionários um deles já
B) 34 possui 2 anos trabalhados, outro possui 7 anos trabalhados,
C) 35 outro possui 6 anos trabalhados e o outro terá direito, nessa
D) 36 divisão, à quantia de R$6.000,00. Dessa maneira, o número de
E) 38 anos dedicados para a empresa, desse último funcionário
citado, é igual a
Resolução: (A) 5.
v = idade do mais velho (B) 7.
Temos que a quantidade de caixas carregadas pelo mais (C) 2.
novo: (D) 3.
Qn = 12 (E) 4.
Pela regra geral da divisão temos:
Qn = k.1/24 → 12 = k/24 → k = 288 03. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo
A quantidade de caixas carregadas pelo mais velho é: 21 – – FCC) Uma prefeitura destinou a quantia de 54 milhões de
12 = 9 reais para a construção de três escolas de educação infantil. A
Pela regra geral da divisão temos: área a ser construída em cada escola é, respectivamente, 1.500
Qv = k.1/v → 9 = 288/v → v = 32 anos m², 1.200 m² e 900 m² e a quantia destinada à cada escola é
Resposta A diretamente proporcional a área a ser construída.

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Sendo assim, a quantia destinada à construção da escola Quanto MAIOR for o grau de
com 1.500 m² é, em reais, igual a dificuldade de um serviço,
Tempo x grau
(A) 22,5 milhões. Direta MAIS tempo será necessário
de dificuldade
(B) 13,5 milhões. para realizar determinado
(C) 15 milhões. serviço
(D) 27 milhões.
(E) 21,75 milhões. Exemplos:
1) Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros
Respostas de álcool esse carro gastaria para percorrer 210 km?
O problema envolve duas grandezas: distância e litros de
01. Resposta: C. álcool.
5x + 8x + 12x = 750.000 Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser
25x = 750.000 consumido.
x = 30.000 Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma
O mais velho receberá: 1230000=360000 mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que se
correspondem em uma mesma linha:
02. Resposta: D.
2x + 7x + 6x + 6000 = 36000 Distância (km) Litros de álcool
15x = 30000 180 ---- 15
x = 2000 210 ---- x
Como o último recebeu R$ 6.000,00, significa que ele se
dedicou 3 anos a empresa, pois 2000.3 = 6000 Na coluna em que aparece a variável x (“litros de álcool”),
vamos colocar uma flecha:
03. Resposta: A.
1500x + 1200x + 900x = 54000000
3600x = 54000000
x = 15000
Escola de 1500 m²: 1500.15000 = 22500000 = 22,5 Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo de
milhões. álcool também duplica. Então, as grandezas distância e litros
de álcool são diretamente proporcionais. No esquema que
estamos montando, indicamos esse fato colocando uma flecha
na coluna “distância” no mesmo sentido da flecha da coluna
Regra de três “litros de álcool”:

REGRA DE TRÊS SIMPLES

Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente


ou inversamente proporcionais podem ser resolvidos através Armando a proporção pela orientação das flechas, temos:
de um processo prático, chamado regra de três simples.
Vejamos a tabela abaixo: 180 15
=
Grandezas Relação Descrição 210 𝑥
Nº de MAIS funcionários → 𝑜𝑚𝑜 180 𝑒 210 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚 𝑠𝑒𝑟 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟 30, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠:
funcionário x Direta contratados demanda MAIS 180: 30 15 1806 15
= =
serviço serviço produzido 210: 30 𝑥 2107 𝑥
Nº de MAIS funcionários
funcionário x Inversa contratados exigem MENOS → 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑐𝑟𝑢𝑧𝑎𝑑𝑜(𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑚𝑒𝑖𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑜𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠)
105
tempo tempo de trabalho → 6𝑥 = 7.156𝑥 = 105 → 𝑥 = = 𝟏𝟕, 𝟓
Nº de MAIS eficiência (dos 6
Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool.
funcionário x Inversa funcionários) exige MENOS
eficiência funcionários contratados
2) Viajando de automóvel, à velocidade de 50 km/h, eu
Nº de Quanto MAIOR o grau de
gastaria 7 h para fazer certo percurso. Aumentando a
funcionário x dificuldade de um serviço,
Direta velocidade para 80 km/h, em quanto tempo farei esse
grau MAIS funcionários deverão
percurso?
dificuldade ser contratados
MAIS serviço a ser produzido
Serviço x Indicando por x o número de horas e colocando as
Direta exige MAIS tempo para
tempo grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as
realiza-lo
grandezas de espécies diferentes que se correspondem em
Quanto MAIOR for a uma mesma linha, temos:
Serviço x
Direta eficiência dos funcionários,
eficiência
MAIS serviço será produzido Velocidade (km/h) Tempo (h)
Quanto MAIOR for o grau de 50 ---- 7
Serviço x grau dificuldade de um serviço, 80 ---- x
Inversa
de dificuldade MENOS serviços serão
produzidos Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”), vamos
Quanto MAIOR for a colocar uma flecha:
eficiência dos funcionários,
Tempo x
Inversa MENOS tempo será
eficiência
necessário para realizar um
determinado serviço

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Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo fica De acordo com essas informações, o número de casos
reduzido à metade. Isso significa que as grandezas velocidade registrados na cidade de Campinas, até 28 de abril de 2014,
e tempo são inversamente proporcionais. No nosso teve um aumento em relação ao número de casos registrados
esquema, esse fato é indicado colocando-se na coluna em 2007, aproximadamente, de
“velocidade” uma flecha em sentido contrário ao da flecha da (A) 70%.
coluna “tempo”: (B) 65%.
(C) 60%.
(D) 55%.
(E) 50%.

02. (FUNDUNESP – Assistente Administrativo –


Na montagem da proporção devemos seguir o sentido das VUNESP) Um título foi pago com 10% de desconto sobre o
flechas. Assim, temos: valor total. Sabendo-se que o valor pago foi de R$ 315,00, é
7 80 7 808 correto afirmar que o valor total desse título era de
= , 𝑖𝑛𝑣𝑒𝑟𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑙𝑎𝑑𝑜 → = 5 → 7.5 = 8. 𝑥 (A) R$ 345,00.
𝑥 50 𝑥 50
(B) R$ 346,50.
35 (C) R$ 350,00.
𝑥= → 𝑥 = 4,375 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 (D) R$ 358,50.
8
(E) R$ 360,00.
Como 0,375 corresponde 22 minutos (0,375 x 60 minutos),
então o percurso será feito em 4 horas e 22 minutos 03. (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF.
aproximadamente. IMARUÍ) Manoel vendeu seu carro por R$27.000,00(vinte e
sete mil reais) e teve um prejuízo de 10%(dez por cento) sobre
3) Ao participar de um treino de fórmula Indy, um o valor de custo do tal veículo, por quanto Manoel adquiriu o
competidor, imprimindo a velocidade média de 180 km/h, faz carro em questão?
o percurso em 20 segundos. Se a sua velocidade fosse de 300 (A) R$24.300,00
km/h, que tempo teria gasto no percurso? (B) R$29.700,00
(C) R$30.000,00
Vamos representar pela letra x o tempo procurado. (D)R$33.000,00
Estamos relacionando dois valores da grandeza velocidade (E) R$36.000,00
(180 km/h e 300 km/h) com dois valores da grandeza tempo
(20 s e x s). Respostas
Queremos determinar um desses valores, conhecidos os
outros três. 01. Resposta: E.
Utilizaremos uma regra de três simples:
ano %
11442 ------- 100
17136 ------- x
Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo gasto 11442.x = 17136 . 100 x = 1713600 / 11442 = 149,8%
para fazer o percurso cairá para a metade; logo, as grandezas (aproximado)
são inversamente proporcionais. Assim, os números 180 e 300 149,8% – 100% = 49,8%
são inversamente proporcionais aos números 20 e x. Aproximando o valor, teremos 50%
Daí temos:
3600 02. Resposta: C.
180.20 = 300. 𝑥 → 300𝑥 = 3600 → 𝑥 =
300 Se R$ 315,00 já está com o desconto de 10%, então R$
𝑥 = 12 315,00 equivale a 90% (100% - 10%).
Conclui-se, então, que se o competidor tivesse andando em Utilizaremos uma regra de três simples:
300 km/h, teria gasto 12 segundos para realizar o percurso. $ %
315 ------- 90
Questões x ------- 100
90.x = 315 . 100 x = 31500 / 90 = R$ 350,00
01. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP) Em 3 de
maio de 2014, o jornal Folha de S. Paulo publicou a seguinte 03. Resposta: C.
informação sobre o número de casos de dengue na cidade de Como ele teve um prejuízo de 10%, quer dizer 27000 é
Campinas. 90% do valor total.
Valor %
27000 ------ 90
X ------- 100

27000 909 27000 9


= 10 → = → 9.x = 27000.10 → 9x = 270000
𝑥 100 𝑥 10
→ x = 30000.

REGRA DE TRÊS COMPOSTA

O processo usado para resolver problemas que envolvem


mais de duas grandezas, diretamente ou inversamente
proporcionais, é chamado regra de três composta.

Raciocínio Lógico-Matemático 19
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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplos: As grandezas “pessoas” e “estrada” são diretamente


1) Em 4 dias 8 máquinas produziram 160 peças. Em proporcionais. No nosso esquema isso será indicado
quanto tempo 6 máquinas iguais às primeiras produziriam colocando-se na coluna “estrada” uma flecha no mesmo
300 dessas peças? sentido da flecha da coluna “pessoas”:
Indiquemos o número de dias por x. Coloquemos as
grandezas de mesma espécie em uma só coluna e as grandezas
de espécies diferentes que se correspondem em uma mesma
linha. Na coluna em que aparece a variável x (“dias”),
coloquemos uma flecha:

Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x. Como já haviam 210 pessoas trabalhando, logo 315 – 210
= 105 pessoas.
As grandezas peças e dias são diretamente proporcionais. Reposta: Devem ser contratados 105 pessoas.
No nosso esquema isso será indicado colocando-se na coluna
Referências
“peças” uma flecha no mesmo sentido da flecha da coluna MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição –
“dias”: Rio de Janeiro: Elsevier,2013.

Questões

01. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO


ADMINISTRATIVO – FCC) O trabalho de varrição de 6.000 m²
de calçada é feita em um dia de trabalho por 18 varredores
As grandezas máquinas e dias são inversamente trabalhando 5 horas por dia. Mantendo-se as mesmas
proporcionais (duplicando o número de máquinas, o número proporções, 15 varredores varrerão 7.500 m² de calçadas, em
de dias fica reduzido à metade). No nosso esquema isso será um dia, trabalhando por dia, o tempo de
indicado colocando-se na coluna (máquinas) uma flecha no (A) 8 horas e 15 minutos.
sentido contrário ao da flecha da coluna “dias”: (B) 9 horas.
(C) 7 horas e 45 minutos.
(D) 7 horas e 30 minutos.
(E) 5 horas e 30 minutos.

02. (PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL) Uma


Agora vamos montar a proporção, igualando a razão que equipe constituída por 20 operários, trabalhando 8 horas por
4 dia durante 60 dias, realiza o calçamento de uma área igual a
contém o x, que é , com o produto das outras razões, obtidas 4800 m². Se essa equipe fosse constituída por 15 operários,
x trabalhando 10 horas por dia, durante 80 dias, faria o
calçamento de uma área igual a:
 6 160 
segundo a orientação das flechas  . : (A) 4500 m²
 8 300  (B) 5000 m²
(C) 5200 m²
(D) 6000 m²
(E) 6200 m²

Simplificando as proporções obtemos: 03. (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP) Dez


4 2 4.5 funcionários de uma repartição trabalham 8 horas por dia,
= → 2𝑥 = 4.5 → 𝑥 = → 𝑥 = 10 durante 27 dias, para atender certo número de pessoas. Se um
𝑥 5 2
funcionário doente foi afastado por tempo indeterminado e
Resposta: Em 10 dias. outro se aposentou, o total de dias que os funcionários
restantes levarão para atender o mesmo número de pessoas,
2) Uma empreiteira contratou 210 pessoas para trabalhando uma hora a mais por dia, no mesmo ritmo de
pavimentar uma estrada de 300 km em 1 ano. Após 4 meses de trabalho, será:
serviço, apenas 75 km estavam pavimentados. Quantos (A) 29.
empregados ainda devem ser contratados para que a obra seja (B) 30.
concluída no tempo previsto? (C) 33.
(D) 28.
Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x. (E) 31.
As grandezas “pessoas” e “tempo” são inversamente
proporcionais (duplicando o número de pessoas, o tempo fica Respostas
reduzido à metade). No nosso esquema isso será indicado
colocando-se na coluna “tempo” uma flecha no sentido 01. Resposta: D.
contrário ao da flecha da coluna “pessoas”: Comparando- se cada grandeza com aquela onde esta o x.
M² varredores horas
6000--------------18-------------- 5
7500--------------15--------------- x
Quanto mais a área, mais horas (diretamente
proporcionais)

Raciocínio Lógico-Matemático 20
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APOSTILAS OPÇÃO

Quanto menos trabalhadores, mais horas (inversamente 18


= 0,60(. 100%) = 60%
proporcionais) 30
5 6000 15
= ∙ - Lucro e Prejuízo
𝑥 7500 18
É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
6000 ∙ 15 ∙ 𝑥 = 5 ∙ 7500 ∙ 18 Caso a diferença seja positiva, temos o lucro(L), caso seja
90000𝑥 = 675000 negativa, temos prejuízo(P).
𝑥 = 7,5 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠
Como 0,5 h equivale a 30 minutos, logo o tempo será de 7 Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de Custo (C).
horas e 30 minutos.
Podemos ainda escrever:
02. Resposta: D. C + L = V ou L = V - C
Operários horas dias área P = C – V ou V = C - P
20-----------------8-------------60-------4800
15----------------10------------80-------- x A forma percentual é:
Todas as grandezas são diretamente proporcionais, logo:

4800 20 8 60
= ∙ ∙
𝑥 15 10 80
20 ∙ 8 ∙ 60 ∙ 𝑥 = 4800 ∙ 15 ∙ 10 ∙ 80
9600𝑥 = 57600000
𝑥 = 6000𝑚² Exemplo:
Um objeto custa R$ 75,00 e é vendido por R$ 100,00.
03. Resposta: B. Determinar:
Temos 10 funcionários inicialmente, com os afastamento a) a porcentagem de lucro em relação ao preço de custo;
esse número passou para 8. Se eles trabalham 8 horas por dia, b) a porcentagem de lucro em relação ao preço de venda.
passarão a trabalhar uma hora a mais perfazendo um total de
9 horas, nesta condições temos: Resolução:
Funcionários horas dias Preço de custo + lucro = preço de venda → 75 + lucro =100
10---------------8--------------27 → Lucro = R$ 25,00
8----------------9-------------- x
Quanto menos funcionários, mais dias devem ser 𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜
trabalhados (inversamente proporcionais). 𝑎) . 100% ≅ 33,33%
𝑝𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜
Quanto mais horas por dia, menos dias devem ser
trabalhados (inversamente proporcionais). 𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜
Funcionários horas dias 𝑏) . 100% = 25%
𝑝𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎
8---------------9-------------- 27
10----------------8----------------x - Aumento e Desconto Percentuais
27 8 9
A) Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo
= ∙ → x.8.9 = 27.10.8 → 72x = 2160 → x = 30 dias. por (𝟏 +
𝒑
).V .
𝑥 10 8 𝟏𝟎𝟎
Logo:
𝒑
VA = (𝟏 + ).V
Porcentagem e problemas
𝟏𝟎𝟎

Exemplo:
1 - Aumentar um valor V de 20%, equivale a multiplicá-lo
por 1,20, pois:
Razões de denominador 100 que são chamadas de 20
razões centesimais ou taxas percentuais ou simplesmente de (1 + ).V = (1+0,20).V = 1,20.V
100
porcentagem. Servem para representar de uma
maneira prática o "quanto" de um "todo" se está B) Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo
𝒑
referenciando. por (𝟏 − ).V.
𝟏𝟎𝟎
Costumam ser indicadas pelo numerador seguido do Logo:
símbolo % (Lê-se: “por cento”). V D = (𝟏 −
𝒑
).V
𝟏𝟎𝟎
𝒙
𝒙% = Exemplo:
𝟏𝟎𝟎
Diminuir um valor V de 40%, equivale a multiplicá-lo por
Exemplo: 0,60, pois:
40
Em uma classe com 30 alunos, 18 são rapazes e 12 são (1 − ). V = (1-0,40). V = 0, 60.V
100
moças. Qual é a taxa percentual de rapazes na classe?
Resolução: A razão entre o número de rapazes e o total de 𝒑 𝒑
18 A esse valor final de (𝟏 + ) ou (𝟏 − ), é o que
alunos é . Devemos expressar essa razão na forma 𝟏𝟎𝟎 𝟏𝟎𝟎
30 chamamos de fator de multiplicação, muito útil para
centesimal, isto é, precisamos encontrar x tal que: resolução de cálculos de porcentagem. O mesmo pode ser um
acréscimo ou decréscimo no valor do produto.
18 𝑥
= ⟹ 𝑥 = 60
30 100 - Aumentos e Descontos Sucessivos
São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente.
E a taxa percentual de rapazes é 60%. Poderíamos ter Para efetuar os respectivos descontos ou aumentos, fazemos
divido 18 por 30, obtendo: uso dos fatores de multiplicação.

Raciocínio Lógico-Matemático 21
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APOSTILAS OPÇÃO

Vejamos alguns exemplos: O produto sem o juros, preço original, vale R$ 90,00 e
1) Dois aumentos sucessivos de 10% equivalem a um representa 100%. Logo se receber um desconto de 25%,
único aumento de...? significa ele pagará 75% (100 – 25 = 75%) → 90. 0,75 = 67,50
𝑝
Utilizando VA = (1 + ).V → V. 1,1 , como são dois de Então Marcos pagou R$ 67,50.
100
10% temos → V. 1,1 . 1,1 → V. 1,21 Analisando o fator de
multiplicação 1,21; concluímos que esses dois aumentos 02. Resposta: B.
15 30
significam um único aumento de 21%. * Dep. Contabilidade: . 20 = = 3 → 3 (estagiários)
100 10
Observe que: esses dois aumentos de 10% equivalem a
21% e não a 20%. * Dep. R.H.:
20
. 10 =
200
= 2 → 2 (estagiários)
100 100

2) Dois descontos sucessivos de 20% equivalem a um


𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑔𝑖á𝑟𝑖𝑜𝑠 5 1
único desconto de: ∗ 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = = =
𝑝 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛á𝑟𝑖𝑜𝑠 30 6
Utilizando VD = (1 − ).V → V. 0,8 . 0,8 → V. 0,64 . .
100
Analisando o fator de multiplicação 0,64, observamos que 03. Resposta: D.
esse percentual não representa o valor do desconto, mas sim 15% de 1130 = 1130.0,15 ou 1130.15/100 → 169,50
o valor pago com o desconto. Para sabermos o valor que
representa o desconto é só fazermos o seguinte cálculo:
100% - 64% = 36% Estrutura lógica de relações
Observe que: esses dois descontos de 20% equivalem a
36% e não a 40%.
arbitrárias entre pessoas,
lugares, objetos ou eventos
Referências
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e
fictícios; deduzir novas
Estatística Descritiva informações das relações
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
http://www.porcentagem.org fornecidas e avaliar as
http://www.infoescola.com
condições usadas para
Questões estabelecer a estrutura
daquelas relações
01. Marcos comprou um produto e pagou R$ 108,00, já
inclusos 20% de juros. Se tivesse comprado o produto, com
25% de desconto, então, Marcos pagaria o valor de:
(A) R$ 67,50 ESTRUTURAS LÓGICAS
(B) R$ 90,00
(C) R$ 75,00 Em uma primeira aproximação, a lógica pode ser
(D) R$ 72,50 entendida como a ciência que estuda os princípios e o métodos
que permitem estabelecer as condições de validade e
02. O departamento de Contabilidade de uma empresa tem invalidade dos argumentos. Um argumento é uma parte do
20 funcionários, sendo que 15% deles são estagiários. O discurso no qual localizamos um conjunto de uma ou mais
departamento de Recursos Humanos tem 10 funcionários, sentenças denominadas premissas e uma sentença
sendo 20% estagiários. Em relação ao total de funcionários denominada conclusão.
desses dois departamentos, a fração de estagiários é igual a Em diversas provas de concursos são empregados toda
(A) 1/5. sorte de argumentos com os mais variados conteúdos: político,
(B) 1/6. religioso, moral e etc. Pode-se pensar na lógica como o estudo
(C) 2/5. da validade dos argumentos, focalizando a atenção não no
(D) 2/9. conteúdo, mas sim na sua forma ou na sua estrutura.
(E) 3/5.
Conceito de proposição
03. Quando calculamos 15% de 1.130, obtemos, como Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou
resultado símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de
(A) 150 sentido completo. Assim, as proposições transmitem
(B) 159,50; pensamentos, isto é, afirmam, declaram fatos ou exprimem
(C) 165,60; juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou
(D) 169,50. entes.
Elas devem possuir além disso:
Respostas - um sujeito e um predicado;
- e por último, deve sempre ser possível atribuir um valor
01. Resposta: A. lógico: verdadeiro (V) ou falso (F).
Como o produto já está acrescido de 20% juros sobre o seu Preenchendo esses requisitos estamos diante de uma
preço original, temos que: proposição.
100% + 20% = 120% Vejamos alguns exemplos:
Precisamos encontrar o preço original (100%) da A) Terra é o maior planeta do sistema Solar
mercadoria para podermos aplicarmos o desconto. B) Brasília é a capital do Brasil.
Utilizaremos uma regra de 3 simples para encontrarmos: C) Todos os músicos são românticos.
R$ %
108 ---- 120 A todas as frases podemos atribuir um valor lógico (V ou
X ----- 100 F).
120x = 108.100 → 120x = 10800 → x = 10800/120 → x =
90,00

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APOSTILAS OPÇÃO

TOME NOTA!!! Exemplos:


Uma forma de identificarmos se uma frase simples é ou O ceu é azul ou cinza.
não considerada frase lógica, ou sentença, ou ainda Se hoje é sábado, então vou a praia.
proposição, é pela presença de:
- sujeito simples: "Carlos é médico"; Observação: os termos em destaque são alguns dos
- sujeito composto: "Rui e Nathan são irmãos"; conectivos (termos de ligação) que utilizamos em lógica
- sujeito inexistente: "Choveu" matemática.
- verbo, que representa a ação praticada por esse sujeito,
e estar sujeita à apreciação de julgamento de ser verdadeira 3) Sentença aberta: quando não se pode atribuir um
(V) ou falsa (F), caso contrário, não será considerada valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a
proposição. proposição!), portanto, não é considerada frase lógica. São
consideradas sentenças abertas:
Atenção: orações que não tem sujeito, NÃO são a) Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou
consideradas proposições lógicas. ontem? – Fez Sol ontem?
b) Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
Princípios fundamentais da lógica c) Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue
A Lógica matemática adota como regra fundamental três a televisão.
princípios1 (ou axiomas): d) Frases sem sentido lógico (expressões vagas,
paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é verdadeira” (expressão
paradoxal) – O cavalo do meu vizinho morreu (expressão
I – PRÍNCIPIO DA IDENTIDADE: uma proposição ambígua) – 2 + 3 + 7
verdadeira é verdadeira; uma proposição falsa é falsa.
4) Proposição (sentença) fechada: quando a proposição
II – PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma admitir um único valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso,
proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo nesse caso, será considerada uma frase, proposição ou
tempo. sentença lógica.

III – PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda Observe os exemplos:


proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre
um desses casos, NUNCA existindo um terceiro caso. Frase Sujeito Verbo Conclusão
Maria é Maria É (ser) É uma frase
baiana (simples) lógica
Se esses princípios acimas não puderem ser aplicados, Lia e Maria Lia e Maria Têm (ter) É uma frase
NÃO podemos classificar uma frase como proposição. têm dois (composto) lógica
irmãos
Valores lógicos das proposições Ventou Inexistente Ventou É uma frase
Chamamos de valor lógico de uma proposição a verdade, hoje (ventar) lógica
se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se a proposição Um lindo Um lindo Frase sem NÂO é uma
é falsa (F). livro de livro verbo frase lógica
Consideremos as seguintes proposições e os seus literatura
respectivos valores lógicos: Manobrar Frase sem Manobrar NÂO é uma
a) Brasília é a capital do Brasil. (V) esse carro sujeito frase lógica
b) Terra é o maior planeta do sistema Solar. (F) Existe vida Vida Existir É uma frase
em Marte lógica
A maioria das proposições são proposições contingenciais,
ou seja, dependem do contexto para sua análise. Assim, por Sentenças representadas por variáveis
exemplo, se considerarmos a proposição simples: a) x + 4 > 5;
b) Se x > 1, então x + 5 < 7;
“Existe vida após a morte”, ela poderá ser verdadeira (do c) x = 3 se, e somente se, x + y = 15.
ponto de vista da religião espírita) ou falsa (do ponto de vista
da religião católica); mesmo assim, em ambos os casos, seu valor Observação: Os termos “atômicos” e “moleculares”
lógico é único — ou verdadeiro ou falso. referem-se à quantidade de verbos presentes na frase.
Consideremos uma frase com apenas um verbo, então ela será
Classificação das proposições dita atômica, pois se refere a apenas um único átomo (1 verbo
As proposições podem ser classificadas em: = 1 átomo); consideremos, agora, uma frase com mais de um
1) Proposições simples (ou atômicas): são formadas por verbo, então ela será dita molecular, pois se refere a mais de
um única oração, sem conectivos, ou seja, elementos de um átomo (mais de um átomo = uma molécula).
ligação. Representamos por letras minusculas: p, q, r,... .
Questões
Exemplos:
O céu é azul. 01. (Pref. Tanguá/RJ- Fiscal de Tributos – MS
Hoje é sábado. CONCURSOS/2017) Qual das seguintes sentenças é
classificada como uma proposição simples?
2) Proposições compostas (ou moleculares): possuem (A) Será que vou ser aprovado no concurso?
elementos de ligação (conectivos) que ligam as orações, (B) Ele é goleiro do Bangu.
podendo ser duas, três, e assim por diante. Representamos por (C) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista.
letras maiusculas: P, Q, R, ... . (D) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos.

1 Algumas bibliografias consideram apenas dois axiomas o II e o III.

Raciocínio Lógico-Matemático 23
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APOSTILAS OPÇÃO

02. (IF/PA- Auxiliar de Assuntos Educacionais – De acordo com o Princípio do Terceiro Excluído, toda
IF/PA/2016) Qual sentença a seguir é considerada uma proposição simples “p” é verdadeira ou falsa, ou seja, possui o
proposição? valor lógico V (verdade) ou o valor lógico F (falsidade).
(A) O copo de plástico. Em se tratando de uma proposição composta, a
(B) Feliz Natal! determinação de seu valor lógico, conhecidos os valores
(C) Pegue suas coisas. lógicos das proposições simples componentes, se faz com base
(D) Onde está o livro? no seguinte princípio, vamos relembrar:
(E) Francisco não tomou o remédio.

03. (Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir: O valor lógico de qualquer proposição composta
• “A frase dentro destas aspas é uma mentira.” depende UNICAMENTE dos valores lógicos das
• A expressão x + y é positiva. proposições simples componentes, ficando por eles
• O valor de √4 + 3 = 7. UNIVOCAMENTE determinados.
• Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
• O que é isto?
Há exatamente: Para determinarmos esses valores recorremos a um
(A) uma proposição; dispositivo prático que é o objeto do nosso estudo: A tabela
(B) duas proposições; verdade. Em que figuram todos os possíveis valores lógicos da
(C) três proposições; proposição composta (sua solução) correspondente a todas as
(D) quatro proposições; possíveis atribuições de valores lógicos às proposições
(E) todas são proposições. simples componentes.

Respostas Número de linhas de uma Tabela Verdade


O número de linhas de uma proposição composta depende
01. Resposta: D. do número de proposições simples que a integram, sendo dado
Analisando as alternativas temos: pelo seguinte teorema:
(A) Frases interrogativas não são consideradas
proposições. “A tabela verdade de uma proposição composta com n*
(B) O sujeito aqui é indeterminado, logo não podemos proposições simples componentes contém 2n linhas.” (*
definir quem é ele. Algumas bibliografias utilizam o “p” no lugar do “n”)
(C) Trata-se de uma proposição composta Os valores lógicos “V” e “F” se alteram de dois em dois para
(D) É uma frase declarativa onde podemos identificar o a primeira proposição “p” e de um em um para a segunda
sujeito da frase e atribuir a mesma um valor lógico. proposição “q”, em suas respectivas colunas, e, além disso, VV,
VF, FV e FF, em cada linha, são todos os arranjos binários com
02. Resposta: E. repetição dos dois elementos “V” e “F”, segundo ensina a
Analisando as alternativas temos: Análise Combinatória.
(A) Não é uma oração composta de sujeito e predicado.
(B) É uma frase imperativa/exclamativa, logo não é Construção da tabela verdade de uma proposição
proposição. composta
(C) É uma frase que expressa ordem, logo não é proposição. Para sua construção começamos contando o número de
(D) É uma frase interrogativa. proposições simples que a integram. Se há n proposições
(E) Composta de sujeito e predicado, é uma frase simples componentes, então temos 2n linhas. Feito isso,
declarativa e podemos atribuir a ela valores lógicos. atribuimos a 1ª proposição simples “p1” 2n / 2 = 2n -1 valores
V , seguidos de 2n – 1 valores F, e assim por diante.
03. Resposta: B.
Analisemos cada alternativa: Exemplos
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não 1) Se tivermos 2 proposições temos que 2n =22 = 4 linhas e
podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma 2n – 1 = 22 - 1 = 2, temos para a 1ª proposição 2 valores V e 2
sentença lógica. valores F se alternam de 2 em 2 , para a 2ª proposição temos
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir que os valores se alternam de 1 em 1 (ou seja metade dos
valores lógicos, logo não é sentença lógica. valores da 1ª proposição). Observe a ilustração, a primeira
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois parte dela corresponde a árvore de possibilidades e a segunda
podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado a tabela propriamente dita.
que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também
podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando
a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um
valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir
valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.

CONCEITO DE TABELA VERDADE

Sabemos que tabela verdade é toda tabela que atribui,


previamente, os possíveis valores lógicos que as proposições
simples podem assumir, como sendo verdadeiras (V) ou (Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html)
falsas (F), e, por consequência, permite definir a solução de
uma determinada fórmula (proposição composta). 2) Neste caso temos 3 proposições simples, fazendo os
cálculos temos: 2n =23 = 8 linhas e 2n – 1 = 23 - 1 = 4, temos para
a 1ª proposição 4 valores V e 4 valores F se alternam de 4 em

Raciocínio Lógico-Matemático 24
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APOSTILAS OPÇÃO

4 , para a 2ª proposição temos que os valores se alternam de 2 Simbolicamente temos:


em 2 (metade da 1ª proposição) e para a 3ª proposição temos ~V = F ; ~F = V
valores que se alternam de 1 em 1(metade da 2ª proposição). V(~p) = ~V(p)

Exemplos
Proposição Negação: ~p
(afirmações): p
Carlos é médico Carlos NÃO é médico
Juliana é carioca Juliana NÃO é carioca
Nicolas está de férias Nicolas NÃO está de férias
Norberto foi NÃO É VERDADE QUE
trabalhar Norberto foi trabalhar

A primeira parte da tabela todas as afirmações são


verdadeiras, logo ao negarmos temos passam a ter como valor
lógico a falsidade.

(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html) - Dupla negação (Teoria da Involução): vamos


considerar as seguintes proposições primitivas, p:” Netuno é o
Vejamos alguns exemplos: planeta mais distante do Sol”; sendo seu valor verdadeiro ao
negarmos “p”, vamos obter a seguinte proposição ~p: “Netuno
01. (FCC) Com relação à proposição: “Se ando e bebo, NÂO é o planeta mais distante do Sol” e negando novamente a
então caio, mas não durmo ou não bebo”. O número de linhas proposição “~p” teremos ~(~p): “NÃO É VERDADE que Netuno
da tabela-verdade da proposição composta anterior é igual a: NÃO é o planeta mais distante do Sol”, sendo seu valor lógico
(A) 2; verdadeiro (V). Logo a dupla negação equivale a termos de
(B) 4; valores lógicos a sua proposição primitiva.
(C) 8;
(D) 16; p ≡ ~(~p)
(E) 32.
Observação: O termo “equivalente” está associado aos
Vamos contar o número de verbos para termos a “valores lógicos” de duas fórmulas lógicas, sendo iguais pela
quantidade de proposições simples e distintas contidas na natureza de seus valores lógicos.
proposição composta. Temos os verbos “andar’, “beber”, “cair” Exemplo:
e “dormir”. Aplicando a fórmula do número de linhas temos: 1. Saturno é um planeta do sistema solar.
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas. 2. Sete é um número real maior que cinco.
Resposta D.
Sabendo-se da realidade dos valores lógicos das
02. (Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições proposições “Saturno é um planeta do sistema solar” e “Sete é
simples e distintas, então o número de linhas da tabela- um número rela maior que cinco”, que são ambos verdadeiros
verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a: (V), conclui-se que essas proposições são equivalentes, em
(A) 2; termos de valores lógicos, entre si.
(B) 4;
(C) 8; 2) Conjunção – produto lógico (^): chama-se de
(D) 16; conjunção de duas proposições p e q a proposição
(E) 32. representada por “p e q”, cujo valor lógico é verdade (V)
quando as proposições, p e q, são ambas verdadeiras e
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio falsidade (F) nos demais casos.
acima, então teremos: Simbolicamente temos: “p ^ q” (lê-se: “p E q”).
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas. Pela tabela verdade temos:
Resposta D.

Estudo dos Operadores e Operações Lógicas


Quando efetuamos certas operações sobre proposições
chamadas operações lógicas, efetuamos cálculos
proposicionais, semelhantes a aritmética sobre números, de
forma a determinarmos os valores das proposições. Exemplos
(a)
1) Negação ( ~ ): chamamos de negação de uma p: A neve é branca. (V)
proposição representada por “não p” cujo valor lógico é q: 3 < 5. (V)
verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F) quando p é V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ V = V
verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de
p. (b)
Pela tabela verdade temos: p: A neve é azul. (F)
q: 6 < 5. (F)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ F = F

(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ F = F

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APOSTILAS OPÇÃO

(d) Pela tabela verdade temos:


p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número ímpar. (V)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ V = F

- O valor lógico de uma proposição simples “p” é indicado


por V(p). Assim, exprime-se que “p” é verdadeira (V),
escrevendo:
V(p) = V Para entender melhor vamos analisar o exemplo.
p: Nathan é médico ou professor. (Ambas podem ser
- Analogamente, exprime-se que “p” é falsa (F), verdadeiras, ele pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, uma
escrevendo: condição não exclui a outra – disjunção inclusiva).
V(p) = F Podemos escrever:
Nathan é médico ^ Nathan é professor
- As proposições compostas, representadas, por exemplo,
pelas letras maiúsculas “P”, “Q”, “R”, “S” e “T”, terão seus q: Mario é carioca ou paulista (aqui temos que se Mario é
respectivos valores lógicos representados por: carioca implica que ele não pode ser paulista, as duas coisas
V(P), V(Q), V(R), V(S) e V(T). não podem acontecer ao mesmo tempo – disjunção exclusiva).
Reescrevendo:
3) Disjunção inclusiva – soma lógica – disjunção Mario é carioca v Mario é paulista.
simples (v): chama-se de disjunção inclusiva de duas
proposições p e q a proposição representada por “p ou q”, cujo Exemplos
valor lógico é verdade (V) quando pelo menos uma das a) Plínio pula ou Lucas corre, mas não ambos.
proposições, p e q, é verdadeira e falsidade (F) quando b) Ou Plínio pula ou Lucas corre.
ambas são falsas.
Simbolicamente: “p v q” (lê-se: “p OU q”). 5) Implicação lógica ou condicional (→): chama-se
Pela tabela verdade temos: proposição condicional ou apenas condicional representada
por “se p então q”, cujo valor lógico é falsidade (F) no caso em
que p é verdade e q é falsa e a verdade (V) nos demais
casos.

Simbolicamente: “p → q” (lê-se: p é condição suficiente


para q; q é condição necessária para p).
p é o antecedente e q o consequente e “→” é chamado de
símbolo de implicação.
Exemplos Pela tabela verdade temos:
(a)
p: A neve é branca. (V)
q: 3 < 5. (V)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v V = V

(b)
p: A neve é azul. (F)
q: 6 < 5. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = F v F = F Exemplos
(a)
(c) p: A neve é branca. (V)
p: Pelé é jogador de futebol. (V) q: 3 < 5. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F) V(p → q) = V(p) → V(q) = V → V = V
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v F = V
(b)
(d) p: A neve é azul. (F)
p: A neve é azul. (F) q: 6 < 5. (F)
q: 7 é número ímpar. (V) V(p → q) = V(p) → V(q) = F → F = V
V(p v q) = V(p) v V(q) = F v V = V
(c)
4) Disjunção exclusiva ( v ): chama-se disjunção p: Pelé é jogador de futebol. (V)
exclusiva de duas proposições p e q, cujo valor lógico é q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
verdade (V) somente quando p é verdadeira ou q é V(p → q) = V(p) → V(q) = V → F = F
verdadeira, mas não quando p e q são ambas verdadeiras
e a falsidade (F) quando p e q são ambas verdadeiras ou (d)
ambas falsas. p: A neve é azul. (F)
Simbolicamente: “p v q” (lê-se; “OU p OU q”; “OU p OU q, q: 7 é número ímpar. (V)
MAS NÃO AMBOS”). V(p → q) = V(p) → V(q) = F → V = V

6) Dupla implicação ou bicondicional (↔):chama-se


proposição bicondicional ou apenas bicondicional
representada por “p se e somente se q”, cujo valor lógico é
verdade (V) quando p e q são ambas verdadeiras ou falsas
e a falsidade (F) nos demais casos.

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Simbolicamente: “p ↔ q” (lê-se: p é condição necessária e Simbolicamente temos: Q: ~ (q v r ^ ~p).


suficiente para q; q é condição necessária e suficiente para p).
Pela tabela verdade temos: R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
João não bebe.
(p v r) ↔ ~q

Observação: os termos “É falso que”, “Não é verdade que”,


“É mentira que” e “É uma falácia que”, quando iniciam as
Exemplos frases negam, por completo, as frases subsequentes.
(a)
p: A neve é branca. (V) - O uso de parêntesis
q: 3 < 5. (V) A necessidade de usar parêntesis na simbolização das
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ V = V proposições se deve a evitar qualquer tipo de ambiguidade,
assim na proposição, por exemplo, p ^ q v r, nos dá a seguinte
(b) proposições:
p: A neve é azul. (F)
q: 6 < 5. (F) (I) (p ^ q) v r - Conectivo principal é da disjunção.
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ F = V (II) p ^ (q v r) - Conectivo principal é da conjunção.

(c) As quais apresentam significados diferentes, pois os


p: Pelé é jogador de futebol. (V) conectivos principais de cada proposição composta dá valores
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F) lógicos diferentes como conclusão.
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ F = F Agora observe a expressão: p ^ q → r v s, dá lugar,
colocando parêntesis as seguintes proposições:
(d) a) ((p ^ q) → r) v s
p: A neve é azul. (F) b) p ^ ((q → r) v s)
q: 7 é número ímpar. (V) c) (p ^ (q → r)) v s
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ V = F d) p ^ (q → (r v s))
e) (p ^ q) → (r v s)
Transformação da linguagem corrente para a
simbólica Aqui duas quaisquer delas não tem o mesmo significado.
Este é um dos tópicos mais vistos em diversas provas e por Porém existem muitos casos que os parêntesis são suprimidos,
isso vamos aqui detalhar de forma a sermos capazes de a fim de simplificar as proposições simbolizadas, desde que,
resolver questões deste tipo. naturalmente, ambiguidade alguma venha a aparecer. Para
isso a supressão do uso de parêntesis se faz mediante a
Sejam as seguintes proposições simples denotadas por “p”, algumas convenções, das quais duas são particularmente
“q” e “r” representadas por: importantes:
p: Luciana estuda.
q: João bebe. 1ª) A “ordem de precedência” para os conectivos é:
r: Carlos dança. (I) ~ (negação)
(II) ^, v (conjunção ou disjunção têm a mesma
Sejam, agora, as seguintes proposições compostas precedência, operando-se o que ocorrer primeiro, da esquerda
denotadas por: “P ”, “Q ”, “R ”, “S ”, “T ”, “U ”, “V ” e “X ” para direita).
representadas por: (III) → (condicional)
P: Se Luciana estuda e João bebe, então Carlos não dança. (IV) ↔ (bicondicional)
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana não Portanto o mais “fraco” é “~” e o mais “forte” é “↔”.
estuda.
R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se, Logo: Os símbolos → e ↔ têm preferência sobre ^ e v.
João não bebe.
Exemplo
O primeiro passo é destacarmos os operadores lógicos p → q ↔ s ^ r , é uma bicondicional e nunca uma
(modificadores e conectivos) e as proposições. Depois condicional ou uma conjunção. Para convertê-la numa
reescrevermos de forma simbólica, vajamos: condicional há que se usar parêntesis:
p →( q ↔ s ^ r )
E para convertê-la em uma conjunção:
(p → q ↔ s) ^ r

Juntando as informações temos que, P: (p ^ q) → ~r 2ª) Quando um mesmo conectivo aparece


sucessivamente repetido, suprimem-se os parêntesis,
Continuando: fazendo-se a associação a partir da esquerda.

Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana Segundo estas duas convenções, as duas seguintes
estuda. proposições se escrevem:

Proposição Nova forma de escrever


a proposição
((~(~(p ^ q))) v (~p)) ~~ (p ^ q) v ~p
((~p) → (q → (~(p v r)))) ~p→ (q → ~(p v r))

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- Outros símbolos para os conectivos (operadores lógicos): F V V F F F V


“¬” (cantoneira) para negação (~). F F V F F V F
“●” e “&” para conjunção (^). 4 1 3 2 1
“‫( ”ﬤ‬ferradura) para a condicional (→).
Observe que vamos preenchendo a tabela com os valores
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que lógicos (V e F), depois resolvemos os operadores lógicos
facilitará na resolução de diversas questões (modificadores e conectivos) e obtemos em 4 os valores
lógicos da proposição que correspondem a todas possíveis
atribuições de p e q de modo que:

P(V V) = V, P(V F) = F, P(F V) = V, P(F F) = V

A proposição P(p,q) associa a cada um dos elementos do


(Fonte: http://www laifi.com.) conjunto U – {VV, VF, FV, FF} com um ÚNICO elemento do
conjunto {V,F}, isto é, P(p,q) outra coisa não é que uma função
Exemplo de U em {V,F}
Vamos construir a tabela verdade da proposição:
P(p,q) = ~ (p ^ ~q) P(p,q): U → {V,F} , cuja representação gráfica por um
diagrama sagital é a seguinte:
1ª Resolução) Vamos formar o par de colunas
correspondentes as duas proposições simples p e q. Em
seguida a coluna para ~q , depois a coluna para p ^ ~q e a
útima contento toda a proposição ~ (p ^ ~q), atribuindo todos
os valores lógicos possíveis de acordo com os operadores
lógicos.

p q ~q p ^~q ~ (p ^ ~q)
V V F F V
V F V V F
F V F F V 3ª Resolução) Resulta em suprimir a tabela verdade
F F V F V anterior as duas primeiras da esquerda relativas às
proposições simples componentes p e q. Obtermos então a
2ª Resolução) Vamos montar primeiro as colunas seguinte tabela verdade simplificada:
correspondentes a proposições simples p e q , depois traçar
colunas para cada uma dessas proposições e para cada um dos ~ (p ^ ~ q)
conectivos que compõem a proposição composta. V V F F V
p q ~ (p ^ ~ q) F V V V F
V V V F F F V
V F V F F V F
F V 4 1 3 2 1
F F
Referências
Depois completamos, em uma determinada ordem as CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
colunas escrevendo em cada uma delas os valores lógicos. lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
p q ~ (p ^ ~ q) Nobel – 2002.
V V V V
V F V F ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES
F V F V
F F F F Propriedades da Conjunção: Sendo as proposições p, q e
1 1 r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também
simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e
p q ~ (p ^ ~ q) F(falsidade), temos as seguintes propriedades:
V V V F V
V F V V F 1) Idempotente: p ^ p ⇔ p (o símbolo “⇔” representa
F V F F V equivalência).
F F F V F A tabela verdade de p ^ p e p, são idênticas, ou seja, a
1 2 1 bicondicional p ^ p ↔ p é tautológica.

p q ~ (p ^ ~ q) p p^p p^p↔p
V V V F F V V V V
V F V V V F F F V
F V F F F V
2) Comutativa: p ^ q ⇔ q ^ p
F F F F V F
A tabela verdade de p ^ q e q ^ p são idênticas, ou seja, a
1 3 2 1
bicondicional p ^ q ↔ q ^ p é tautológica.
p q ~ (p ^ ~ q) p q p^q q^p p^q↔q^p
V V V V F F V V V V V V
V F F V V V F V F F F V

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F V F F V 4) Identidade: p v t ⇔ t e p v w ⇔ p
F F F F V A tabela verdade de p v t e p, e p v w e w são idênticas, ou
seja, a bicondicional p v t ↔ t e p v w ↔ p são tautológicas.
3) Associativa: (p ^ q) ^ r ⇔ p ^ (q ^ r)
A tabela verdade de (p ^ q) ^ r e p ^ (q ^ r) são idênticas, p t w pvt pvw pvt↔t pvw↔p
ou seja, a bicondicional (p ^ q) ^ r ↔ p ^ (q ^ r) é tautológica. V V F V V V V
F V F V F V V
p q r p^q (p ^ q) ^ r q^r p ^ (q ^ r)
V V V V V V V Estas propriedades exprimem que t e w são
V V F V F F F respectivamente elemento absorvente e elemento neutro da
V F V F F F F disjunção.
V F F F F F F
F V V F F V F Propriedades da Conjunção e Disjunção: Sejam p, q e r
F V F F F F F proposições simples quaisquer.
F F V F F F F 1) Distributiva:
F F F F F F F - p ^ (q v r) ⇔ (p ^ q) v (p ^ r)
- p v (q ^ r) ⇔ (p v q) ^ (p v r)
4) Identidade: p ^ t ⇔ p e p ^ w ⇔ w
A tabela verdade das proposições p ^ (q v r) e (p v q) ^ (p
A tabela verdade de p ^ t e p, e p ^ w e w são idênticas, ou
v r) são idênticas, e observamos que a bicondicional p ^ (q v r)
seja, a bicondicional p ^ t ↔ p e p ^ w ↔ w são tautológicas.
↔ (p ^ q) v (p ^ r) é tautológica.
p t w p^t p^w p^t↔p p^w↔w
p q r qvr p ^ (q v r) p^q p^r (p ^ q) v (p ^ r)
V V F V F V V
V V V V V V V V
F V F F F V V
V V F V V V F V
Estas propriedades exprimem que t e w são V F V V V F V V
respectivamente elemento neutro e elemento absorvente da V F F F F F F F
conjunção. F V V V F F F F
F V F V F F F F
Propriedades da Disjunção: Sendo as proposições p, q e F F V V F F F F
r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também F F F F F F F F
simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e
F(falsidade), temos as seguintes propriedades: Analogamente temos ainda que a tabela verdade das
proposições p v (q ^ r) e (p v q) ^ (p v r) são idênticas e sua
1) Idempotente: p v p ⇔ p bicondicional p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r) é tautológica.
A tabela verdade de p v p e p, são idênticas, ou seja, a
bicondicional p v p ↔ p é tautológica. A equivalência p ^ (q v r) ↔ (p ^ q) v (p ^ r), exprime que a
conjunção é distributiva em relação à disjunção e a
p pvp pvp↔p equivalência p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r), exprime que a
V V V disjunção é distributiva em relação à conjunção.
F F V Exemplo:
“Carlos estuda E Jorge trabalha OU viaja” é equivalente à
2) Comutativa: p v q ⇔ q v p seguinte proposição:
A tabela verdade de p v q e q v p são idênticas, ou seja, a “Carlos estuda E Jorge trabalha” OU “Carlos estuda E Jorge
bicondicional p v q ↔ q v p é tautológica. viaja”.

p q pvq qvp pvq↔qvp 2) Absorção:


V V V V V - p ^ (p v q) ⇔ p
- p v (p ^ q) ⇔ p
V F V V V
F V V V V
A tabela verdade das proposições p ^ (p v q) e p, ou seja, a
F F F F V
bicondicional p ^ (p v q) ↔ p é tautológica.
3) Associativa: (p v q) v r ⇔ p v (q v r)
p q pvq p ^ (p v q) p ^ (p v q) ↔ p
A tabela verdade de (p v q) v r e p v (q v r) são idênticas, ou
V V V V V
seja, a bicondicional (p v q) v r ↔ p v (q v r) é tautológica.
V F V V V
F V V F V
p q r pvq (p v q) v r qvr p v (q v r)
F F F F V
V V V V V V V
V V F V V V V
Analogamente temos ainda que a tabela verdade das
V F V V V V V
proposições p v (p ^ q) e p são idênticas, ou seja a bicondicional
V F F V V F V
p v (p ^ q) ↔ p é tautológica.
F V V V V V V
F V F V V V V p q p^q p v (p ^ q) p v (p ^ q) ↔ p
F F V F V V V V V V V V
F F F F F F F V F F V V
F V F F V
F F F F V

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Referências atividades de Mário no referido órgão: P: “Mário dá suporte às
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
salas de treinamento e executa scripts de atualização do banco
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: de dados.”, julgue o item a seguir.
Nobel – 2002.
Simbolizando-se P por A∧B, a negação da proposição P
Questões será a proposição R: “Mário não dá suporte às salas de
treinamento nem executa scripts de atualização do banco de
01. (MEC – Conhecimentos básicos para os Postos dados.”, cuja tabela-verdade é a apresentada abaixo.
9,10,11 e 16 – CESPE)

( )Certo ( )Errado

Respostas
A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-
verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V 01. Resposta: Certo.
e F correspondem, respectivamente, aos valores lógicos P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
verdadeiro e falso.
Com base nessas informações e utilizando os conectivos R Q P [P v (Q ↔ R) ]
lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
V V V V V V V V
A última coluna da tabela-verdade referente à proposição
lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal V V F F V V V V
é igual a V F V V V F F V
V F F F F F F V
F V V V V V F F
F V F F F V F F
( ) Certo ( ) Errado F F V V V F V F
F F F F V F V F
02. (BRDE-Analista de Sistemas, Desenvolvimento de
Sistemas – FUNDATEC) Qual operação lógica descreve a
02. Resposta: D.
tabela verdade da função Z abaixo cujo operandos são A e B?
Observe novamente a tabela abaixo, considere A = p, B = q
Considere que V significa Verdadeiro, e F, Falso.
e Z = condicional.

03. Resposta: E.
Como já foi visto, a disjunção só é falsa quando as duas
(A) Ou.
proposições são falsas.
(B) E.
(C) Ou exclusivo.
04. Resposta: Errado.
(D) Implicação (se...então).
Temos que montar a tabela verdade de P = A∧B, assim
(E) Bicondicional (se e somente se).

03. (EBSERH – Técnico em Citopatologia – INSTITUTO A B P = A∧B


AOCP) Considerando a proposição composta ( p ∨ r ) , é V V V
correto afirmar que V F F
(A) a proposição composta é falsa se apenas p for falsa. F V F
(B) a proposição composta é falsa se apenas r for falsa. F F F
(C) para que a proposição composta seja verdadeira é Assim a negação de P será:
necessário que ambas, p e r sejam verdadeiras. ~P = R
(D) para que a proposição composta seja verdadeira é F
necessário que ambas, p e r sejam falsas. V
(E) para que a proposição composta seja falsa é necessário V
que ambas, p e r sejam falsas. V

04. (CRM/DF – Assistente Administrativo – EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS


QUADRIX/2018) Considerando que Mário seja assistente de
tecnologia da informação de determinado Conselho Regional Definição: Duas ou mais proposições compostas são
de Medicina (CRM) e a seguinte proposição a respeito das equivalentes, mesmo possuindo fórmulas (ou estruturas

Raciocínio Lógico-Matemático 30
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lógicas) diferentes, quando apresentarem a mesma solução em


F V F F V V F F
suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições P e Q são ambas TAUTOLOGIAS, ou F F F V F F V F
então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.

Exemplo: 2 - Reflexiva (equivalência por reflexão)


Dada as proposições “~p → q” e “p v q” verificar se elas são p→p⇔p→p
equivalentes.
Vamos montar a tabela verdade para sabermos se elas são p p p → p p → p
equivalentes.
V V V V V V V V
p q ~p → q p v q
F F F V F F V F
V V F V V V V V

V F F V F V V F 3 – Transitiva
Se P(p,q,r,...) ⇔ Q(p,q,r,...) E
F V V V V F V V Q(p,q,r,...) ⇔ R(p,q,r,...) ENTÃO
P(p,q,r,...) ⇔ R(p,q,r,...) .
F F V F F F F F
Equivalências notáveis:
Observamos que as proposições compostas “~p → q” e “p
∨ q” são equivalentes. 1 - Distribuição (equivalência pela distributiva)
a) p ∧ (q ∨ r) ⇔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r)
~p → q ≡ p ∨ q ou ~p → q ⇔ p ∨ q, onde “≡” e “⇔” são os
símbolos que representam a equivalência entre proposições. p q r p ^ (q v r) (p ^ q) v (p ^ r)

Equivalências fundamentais V V V V V V V V V V V V V V V

1 – Simetria (equivalência por simetria) V V F V V V V F V V V V V F F


a) p ^ q ⇔ q ^ p
V F V V V F V V V F F V V V V
p q p ^ q q ^ p
V F F V F F F F V F F F V F F
V V V V V V V V
F V V F F V V V F F V F F F V
V F V F F F F V
F V F F F V V F F F V F F F F
F V F F V V F F F F V F F F V V F F F F F F V
F F F F F F F F F F F F F F F F F F F F F F F

b) p v q ⇔ q v p b) p ∨ (q ∧ r) ⇔ (p ∨ q) ∧ (p ∨ r)
p q p v q q v p p q r p v (q ^ r) (p v q) ^ (p v r)

V V V V V V V V V V V V V V V V V V V V V V V

V F V V F F V V V V F V V V F F V V V V V V F

F V F V V V V F V F V V V F F V V V F V V V V

F F F F F F F F V F F V V F F F V V F V V V F

F V V F V V V V F V V V F V V
c) p ∨ q ⇔ q ∨ p
F V F F F V F F F V V F F F F
p q p v q q v p
F F V F F F F V F F F F F V V
V V V F V V F V
F F F F F F F F F F F F F F F
V F V V F F V V

F V F V V V V F 2 - Associação (equivalência pela associativa)


a) p ∧ (q ∧ r) ⇔ (p ∧ q) ∧ (p ∧ r)
F F F F F F F F p q r p ^ (q ^ r) (p ^ q) ^ (p ^ r)

V V V V V V V V V V V V V V V

d) p ↔ q ⇔ q ↔ p V V F V F V F F V V V F V F F
p q p ↔ q q ↔ p V F V V F F F V V F F F V V V
V V V V V V V V V F F V F F F F V F F F V F F
V F V F F F F V F V V F F V V V F F V F F F V

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APOSTILAS OPÇÃO

F V F F F V F F F F V F F F F Exemplo:
~p → q: Se André não é professor, então é pobre.
F F V F F F F V F F F F F F V ~q → p: Se André não é pobre, então é professor.

F F F F F F F F F F F F F F F 3º caso: (p → ~q) ⇔ (q → ~p)


p q p → ~q q → ~p
b) p ∨ (q ∨ r) ⇔ (p ∨ q) ∨ (p ∨ r)
p q r p v (q v r) (p v q) v (p v r) V V V F F V F F

V V V V V V V V V V V V V V V V F V V V F V F

V V F V V V V F V V V V V V F F V F V F V V V

V F V V V F V V V V F V V V V F F F V V F V V
V F F V V F F F V V F V V V F
Exemplo:
F V V F V V V V F V V V F V V p → ~q: Se André é professor, então não é pobre.
q → ~p: Se André é pobre, então não é professor.
F V F F V V V F F V V V F F F

F F V F V F V V F F F V F V V 4 º Caso: (p → q) ⇔ ~p v q
p q p → q ~p v q
F F F F F F F F F F F F F F F
V V V V V F V V
3 – Idempotência
V F V F F F F F
a) p ⇔ (p ∧ p)
F V F V V V V V
p p p ^ p
F F F V F V V F
V V V V V

F F F F F Exemplo:
p → q: Se estudo então passo no concurso.
~p v q: Não estudo ou passo no concurso.
b) p ⇔ (p ∨ p)
p p p v p 5 - Pela bicondicional
a) (p ↔ q) ⇔ (p → q) ∧ (q → p), por definição
V V V V V
p q p ↔ q (p → q) ^ (q → p)
F F F F F
V V V V V V V V V V V V

4 - Pela contraposição: de uma condicional gera-se outra V F V F F V F F F F V V


condicional equivalente à primeira, apenas invertendo-se e
negando-se as proposições simples que as compõem. F V F F V F V V F V F F

F F F V F F V F V F V F
1º caso – (p → q) ⇔ (~q → ~p)
p q p → q ~q → ~p
b) (p ↔ q) ⇔ (~q → ~p) ∧ (~p → ~q), aplicando-se a
V V V V V F V F contrapositiva às partes
p q p ↔ q (~q → ~p) ^ (~p → ~q)
V F V F F V F F
V V V V V F V F V F V F
F V F V V F V V
V F V F F V F F F F V V
F F F V F V V V
F V F F V F V V F V F F

F F F V F V V V V V V V
Exemplo:
p → q: Se André é professor, então é pobre.
~q → ~p: Se André não é pobre, então não é professor. c) (p ↔ q) ⇔ (p ∧ q) ∨ (~p ∧ ~q)
p q p ↔ q (p ^ q) v (~p ^ ~q)
2º caso: (~p → q) ⇔ (~q → p)
p q ~p → q ~q → p V V V V V V V V V F F F

V V F V V F V V V F V F F V F F F F F V

V F F V F V V V F V F F V F F V F V F F

F V V V V F V F F F F V F F F F V V V V

F F V F F V F F

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APOSTILAS OPÇÃO

6 - Pela exportação-importação Equivalência “NENHUM” e “TODO”


[(p ∧ q) → r] ⇔ [p → (q → r)] 1 – NENHUM A é B ⇔ TODO A é não B.
p q r [(p ^ q) → r] [p → (q → r)] Exemplo:
Nenhum médico é tenista ⇔ Todo médico é não tenista (=
V V V V V V V V V V V V V Todo médico não é tenista).

V V F V V V F F V F V F F 2 – TODO A é B ⇔ NENHUM A é não B.


V F V V F F V V V V F V V
Exemplo:
Toda música é bela ⇔ Nenhuma música é não bela (=
V F F V F F V F V V F V F Nenhuma música é bela).

F V V F F V V V F V V V V Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
F V F F F V V F F V V F F Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
F F V F F F V V F V F V V lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

F F F F F F V F F V F V F Questões

Proposições Associadas a uma Condicional (se, então) 01. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016)
Chama-se proposições associadas a p → q as três Considere a sentença:
proposições condicionadas que contêm p e q: “Corro e não fico cansado”.
– Proposições recíprocas: p → q: q → p Uma sentença logicamente equivalente à negação da
– Proposição contrária: p → q: ~p → ~q sentença dada é:
– Proposição contrapositiva: p → q: ~q → ~p (A) Se corro então fico cansado.
(B) Se não corro então não fico cansado.
Observe a tabela verdade dessas quatro proposições: (C) Não corro e fico cansado.
(D) Corro e fico cansado.
(E) Não corro ou não fico cansado.

02. (TCE/RN – Conhecimentos Gerais para o cargo 4 –


CESPE) Em campanha de incentivo à regularização da
documentação de imóveis, um cartório estampou um cartaz
Note que: com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e
não registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”.
A partir dessa situação hipotética e considerando que a
proposição P: “Se o comprador não escritura o imóvel, então
ele não o registra” seja verdadeira, julgue o item seguinte.
A proposição P é logicamente equivalente à proposição “O
comprador escritura o imóvel, ou não o registra”.
( ) Certo ( ) Errado

Respostas
01. Resposta: A.
A negação de P→Q é P ^ ~ Q
A equivalência de P-->Q é ~P v Q ou pode ser: ~Q-->~P

02. Resposta: Certo.


Relembrando temos que: Se p então q = Não p ou q. (p → q
= ~p v q)
Observamos ainda que a condicional p → q e a sua
recíproca q → p ou a sua contrária ~p → ~q NÃO SÃO
IMPLICAÇÃO LÓGICA
EQUIVALENTES.
Exemplos:
Uma proposição P(p,q,r,...) implica logicamente ou apenas
p → q: Se T é equilátero, então T é isósceles. (V)
implica uma proposição Q(p,q,r,...) se Q(p,q,r,...) é verdadeira
q → p: Se T é isósceles, então T é equilátero. (F)
(V) todas as vezes que P(p,q,r,...) é verdadeira (V), ou seja, a
proposição P implica a proposição Q, quando a condicional P
Exemplo:
→ Q for uma tautologia.
Vamos determinar:
Representamos a implicação com o símbolo “⇒”,
a) A contrapositiva de p → q
simbolicamente temos:
b) A contrapositiva da recíproca de p → q
c) A contrapositiva da contrária de p → q
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).
Resolução:
A não ocorrência de VF na tabela verdade de P → Q, ou
a) A contrapositiva de p → q é ~q → ~p
ainda que o valor lógico da condicional P → Q será sempre V,
A contrapositiva de ~q → ~p é ~~p → ~~q ⇔ p → q
ou então que P → Q é uma tautologia.
b) A recíproca de p → q é q → p
Observação: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente
A contrapositiva q → q é ~p → ~q
distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um
conectivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação
c) A contrária de p → q é ~p → ~q
lógica que pode ou não existir entre duas proposições.
A contrapositiva de ~p → ~q é q → p

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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo: A tabela acima também demonstram as importantes


A tabela verdade da condicional (p ^ q) → (p ↔ q) será: Regras de Inferência:
Adição – p ⇒ p v q e q ⇒ p v q
Simplificação – p ^ q ⇒ p e p ^ q ⇒ q
p q p^q p↔q (p ^ q) → (p ↔ q)

V V V V V 2 – A tabela verdade das proposições p ↔ q, p → q e q →


p, é:
V F F F V L p q p↔q p→q q→p
F V F F V 1ª V V V V V
F F F V V 2ª V F F F V

Portanto, (p ^ q) → (p ↔ q) é uma tautologia, por isso (p ^ 3ª F V F V F


q) ⇒ (p ↔q).
4ª F F V V V
Em particular:
- Toda proposição implica uma Tautologia: p ⇒ p v ~p A proposição “p ↔ q” é verdadeira (V) na 1ª e 4ª linha e as
proposições “p → q” e “q → p” também são verdadeiras. Logo a
p p v ~p
primeira proposição IMPLICA cada uma das outras duas
V V proposições. Então:

F V p↔q⇒p→q e p↔q⇒q→p

3 - Dada a proposição: (p v q) ^ ~p sua tabela verdade é:


- Somente uma contradição implica uma contradição: p ^
~p ⇒ p v ~p → p ^ ~p

p ~p p ^ ~p p v ~p → p ^ ~p

V F F F

F V F F Esta proposição é verdadeira somente na 3ª linha e nesta


linha a proposição “q” também verdadeira, logo subsiste a
IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada Regra do Silogismo
Propriedades da Implicação Lógica
disjuntivo.
A implicação lógica goza das propriedades reflexiva e
(p v q) ^ ~p ⇒ q
transitiva:
É válido também: (p v q) ^ ~q ⇒ p
Reflexiva: P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
Uma proposição complexa implica ela mesma.
4 – A tabela verdade da proposição (p → q) ^ p é:
Transitiva: Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R.

Exemplificação e Regras de Inferência


Inferência é o ato de derivar conclusões lógicas de
proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em
outras palavras :é a obtenção de novas proposições a partir de
proposições verdadeiras já existentes. Vejamos as regras de A proposição é verdadeira somente na 1ª linha, e nesta
inferência obtidas da implicação lógica: linha a proposição “q” também é verdadeira, logo subsiste a
IMPLICAÇÃO LÓGICA, também denominada Regra de Modus
1 – A tabela verdade das proposições p ^ q, p v q , p ↔ q ponens.
é:
(p → q) ^ p ⇒ q

5 – A tabela verdade das proposições (p → q) ^ ~q e ~p


é:

A proposição “p ^ q” é verdadeira (V) somente na 1ª linha,


e também nesta linha as proposições “p v q” e “p → q” também
são. Logo a primeira proposição IMPLICA cada uma das outras
duas proposições.
Então:
p^q⇒pvq A proposição (p → q) ^ ~q é verdadeira somente na 4º
p^q⇒p→q linha e nesta a proposição “~p” também é verdadeira, logo
subsiste a IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada de Regra Modus
tollens.

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APOSTILAS OPÇÃO

(p → q) ^ ~q ⇒ ~p Acordo cedo ou não corro


V F
Observe que “~p” implica “p → q”, isto é: ~p ⇒ p → q
Portanto ele:
Recapitulando as Regras de Inferência aplicadas a Comeu muito
Implicação Lógica: Não fez ginástica
Correu, e;
Acordou cedo
Adição p⇒pvq
q⇒pvq
02. Resposta D
Simplificação p^q⇒p Na expressão temos ~p v q  p  q  ~q  ~p. Temos
p^q⇒q duas possibilidades de equivalência p  q: Se André não é
artista , então Bernardo não é engenheiro. Porém não temos
Silogismo disjuntivo (p v q) ^ ~p ⇒ q essa opção ~q  ~p: Se Bernardo é engenheiro, então André
(p v q) ^ ~q ⇒ p é artista. Logo reposta letra d).

Modus ponens (p → q) ^ p ⇒ q 03. Resposta: A.


Na expressão temos ~p v q  p  q p  q: Se Pedro é
Modus tollens (p → q) ^ ~q ⇒ ~p pedreiro, então Paulo é paulista. Letra a).

Referência CONTRADIÇÃO E CONTIGÊNCIA

ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Contradição (proposições contra válidas ou
Nobel – 2002.
proposições logicamente falsas): é toda proposição
composta cuja última coluna da sua tabela verdade encerra
Questões
somente com a letra F (falsidade), ou seja, seus valores lógicos
são sempre F, quaisquer que sejam os valores lógicos das suas
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial –
premissas. A contradição é a negação da Tautologia e vice
FGV) Renato falou a verdade quando disse:
versa.
• Corro ou faço ginástica.
Para as contradições vale um “Princípio de Substituição”,
• Acordo cedo ou não corro.
análogo ao que foi para as tautologias:
• Como pouco ou não faço ginástica.
Certo dia, Renato comeu muito.
PRINCÍPIO DA SUBSTITUIÇÃO: Seja P (p, q, r, ...) é uma
contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma
É correto concluir que, nesse dia, Renato:
contradição, quaisquer que sejam as proposições P0, Q0, R0,
(A) correu e fez ginástica;
(B) não fez ginástica e não correu;
(C) correu e não acordou cedo; Exemplo:
(D) acordou cedo e correu; A proposição (p v ~q) ↔ (~p ^ q) é uma contradição.
(E) não fez ginástica e não acordou cedo. Vamos montar a tabela verdade para provarmos:

02. Dizer que “André é artista ou Bernardo não é


engenheiro” é logicamente equivalente a dizer que: p q ~p ~q pv ~p ^ q (p v ~q) ↔ (~p ^ q)
(A) André é artista se e somente Bernardo não é ~q
engenheiro.
(B) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro. V V F F Vv F ^ V= F V↔F=F
(C) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro. F= V
(D) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista.
V F F V VvV F^F=F V↔F=F
(E) André não é artista e Bernardo é engenheiro.
=V
03. Dizer que “Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista,” é F V V F FvF V^V= F↔V=F
do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que: =F V
(A) Se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista.
(B) Se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro. F F V V FvV V^F=F V↔F=F
(C) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista. =V
(D) Se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista.
(E) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista. Última coluna

Resposta Os valores da última coluna são todos F (falsidade).


01. Resposta: D. Contingência (proposições contingentes ou
Na disjunção, para evitarmos que elas fiquem falsas, basta proposições indeterminadas): toda proposição composta
por uma das proposições simples como verdadeira, logo: cuja última coluna da tabela verdade figuram as letras V e F
“Renato comeu muito” cada uma pelo menos uma vez. Em outros termos a
Como pouco ou não faço ginástica contingência é uma proposição composta que não é tautologia
F V e nem contradição.
Corro ou faço ginástica Exemplo:
V F A proposição p ↔ (p ^ q) é uma contingência. Vamos
comprovar através da tabela verdade.

Raciocínio Lógico-Matemático 35
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APOSTILAS OPÇÃO

b) Se João é alto, então João é alto E Guilherme é gordo


p q p^q p ↔ (p ^ q)
Isso equivale a p → p ^ q. A tabela verdade seria:
V V V V
p q p^q p→ p^q
V F F F V V V V
F V F V V F F F
F V F V
F F F V
F F F V
Última coluna
Ao encontrarmos o 1º “F” você já saberia que não se trata
de tautologia e sim de uma contingência, poderíamos parar
Uma proposição simples, por definição, ou será uma por aqui nossa análise.
tautologia – valor lógico verdade (V) – ou uma contradição – c) Se João é alto OU Guilherme é gordo, então Guilherme é
valor lógico falsidade (F) –, e nunca uma contingência – valor gordo
lógico verdade (V) e falsidade (F), simultaneamente. Isso equivale a p v q → q. A tabela verdade seria:

Referências p q pvq pvq→q


V V V V
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio V F V F
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
F V V V
Nobel – 2002. F F F V

Questões
Ao encontrarmos o 1º “F” você já saberia que não se trata
01. (PECFAZ /ESAF) Conforme a teoria da lógica de tautologia e sim de uma contingência, poderíamos parar
proposicional, a proposição ~P ∧ P é: por aqui nossa análise.
(A) uma tautologia.
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p. d) Se João é alto OU Guilherme é gordo, então João é alto E
(C) uma contradição. Guilherme é gordo
(D) uma contingência. Isso equivale a p v q→p^q. A tabela verdade seria:
(E) uma disjunção.
p q pvq p^q pvq→p^q
02. (ESAF) Chama-se tautologia a toda proposição que é V V V V V
sempre verdadeira, independentemente da verdade dos
termos que a compõem. Um exemplo de tautologia e: V F V F F
(A) se Joao e alto, então Joao e alto ou Guilherme e gordo; F V V F F
(B) se Joao e alto, então Joao e alto e Guilherme e gordo; F F F F V
(C) se Joao e alto ou Guilherme e gordo, então Guilherme e
gordo;
Ao encontrarmos o 1º “F” você já saberia que não se trata
(D) se Joao e alto ou Guilherme e gordo, então Joao e alto e
de tautologia e sim de uma contingência, poderíamos parar
Guilherme e gordo;
por aqui nossa análise.
(E) se Joao e alto ou não e alto, então Guilherme e gordo.
e) Se João é alto OU não é alto, então Guilherme é gordo
Resposta
Isso equivale a p v ~p→ q. A tabela verdade seria:
01. Resposta: C.
Resolução: Basta observar que ~p^p terá tudo “F” na
p q ~p pv~p pv~p→q
última coluna, consequentemente será uma contradição.
V V F V V
02. Resposta: A. V F F V F
Resolução:
F V V V V
Fazendo p: João é alto e q: Guilherme é gordo, vamos
analisar as alternativas, F F V V F
a) Se João é alto, então João é alto OU Guilherme é gordo
Isso equivale a p → p v q. A tabela verdade seria: Ao encontrarmos o 1º “F” você já saberia que não se trata
de tautologia e sim de uma contingência, poderíamos parar
p q pvq p→ pvq por aqui nossa análise.
V V V V
TAUTOLOGIA
V F V V
F V V V Esse é um tópico que se refere a classificação mediante a
F F F V solução obtidas das proposições compostas.

Vejamos,
Observe que a alternativa “A” já nos levou a uma
Tautologia: é uma proposição composta que tem valor
proposição “sempre verdadeira”, ou seja, já encontramos a
lógico V (verdade) para quaisquer que sejam os valores
tautologia. Portanto, não seria necessário analisarmos as
lógicos das proposições componentes, ou seja, uma tautologia
outras. Vamos fazê-lo apenas para praticarmos um pouco mais
conterá apenas V (verdade) na última coluna (ou coluna
o raciocínio.
solução) de sua tabela verdade. As tautologias também são

Raciocínio Lógico-Matemático 36
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APOSTILAS OPÇÃO

chamadas de proposições tautológicas ou proposições - Princípio de Substituição para as tautologias


logicamente verdadeiras. Seja P (p; q; r; ...) uma proposição composta tautológica
É imediato que as proposições p → p e p ↔ p são e sejam P0 (p; q; r; ...), Q (p; q; r; ...), R (p; q; r; ...), ..., proposições,
tautológicas (Principio de Identidade para as proposições: também compostas, e componentes de P (p; q; r; ...). Como o
toda a proposição é igual a si mesma, ou ainda, todo valor valor de P (p; q; r; ...) é sempre verdade (V), quaisquer que
lógico de uma proposição é igual a ele mesmo). sejam os valores lógicos das proposições simples
componentes “p”, “q”, “r”, ..., é óbvio que, substituindo-se as
Exemplos proposições p por P0, q por Q0, r por R0, ...na tautologia P (p; q;
1) A proposição “~ (p ^ ~p) é tautológica (Princípio da não r; ...), a nova proposição P (P0; Q0; R0; ...) que assim se obtém
contradição), conforme vemos na sua tabela verdade: também será uma tautologia. É o que chamamos para as
tautologias “Princípio de substituição”.
p ~p p ^ ~p ~(p ^ ~p)
PRINCÍPIO DA SUBSTITUIÇÃO: Seja P (p, q, r, ...) uma
V F F V tautologia, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma tautologia,
quaisquer que sejam as proposições P0, Q0, R0, ...
F V F V
Exemplo
Então podemos dizer que uma proposição não pode ser
simultaneamente verdadeira e falsa.
Se “p”, “q”, “r” e “s” são proposições simples, então a
proposição expressa por: {[(p → q) ↔ (r ∧ s)] ∧ (r ∧ s)} → (p
2) A proposição “p v ~p” (Princípio do terceiro excluído) é
→ q) é uma tautologia, então, veja:
tautológica, vejamos sua tabela verdade.

p q r s p→ r^s : {[(p → q) ↔ (r ∧ s)] ∧ Solução


p ~p p v ~p q (r ∧ s)} → (p → q)

V F V V V V V V V [(V ↔ V) ∧ (V)] → V V

F V V V V V F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V
Com isso podemos dizer que uma proposição é verdadeira V V F V V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V
ou falsa, nunca as duas juntos.
V V F F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V
3) A proposição “p v ~ (p ^ q)” é tautológica, conforme
mostra sua tabela verdade. V F V V F V [(F ↔ V) ∧ (V)] → F V

V F V F F F [(F ↔ F) ∧ (F)] → F V
p q p^q ~ (p ^ q) p v ~ (p ^ q)
V F F V F F [(F ↔ F) ∧ (F)] → F V
V V V F V
V F F F F F [(F ↔ F) ∧ (F)] → F V
V F F V V
F V V V V V [(V ↔ V) ∧ (V)] → V V
F V F V V
F V V F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V
F F F V V
F V F V V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V

4) A proposição “p ^ q → (p ↔ q)” é tautológica, conforme F V F F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V


mostra sua tabela verdade.
F F V V V V [(V ↔ V) ∧ (V)] → V V

p q p^q p→q p ^ q → (p ↔ q) F F V F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V

V V V V V F F F V V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V

V F F F V F F F F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V

F V F F V Substituindo as proposições compostas “p → q” e “r ∧ s”


F F F V V pelas proposições simples “a” e “b”, respectivamente, então
obteremos a seguinte proposição composta: {[a ↔ b] ∧ b} → a.
Pelo Princípio da Substituição, tem-se que a nova proposição
5) A proposição “p v (q ^ ~q) ↔ p” é tautológica, conforme composta também será tautológica, vejamos:
mostra sua tabela verdade.
a b a↔b [a ↔ b ] ∧ b {[a ↔ b] ∧ b} → (a) Solução
p q ~q q ^ ~q p v (q ^ ~q) p v (q ^ ~q) ↔ p
V V V V∧V=V V→V V
V V F F V V
V F F F∧F=F F→V V
V F V F V V
F V F F∧V=F F→F V
F V F F F V
F F V F∧F=F F→F V
F F V F F V

Raciocínio Lógico-Matemático 37
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APOSTILAS OPÇÃO
Referências Muitas empresas utilizam exercícios de raciocínio lógico
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002.
para testarem a capacidade dos candidatos.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. Raciocínio lógico matemático ou quantitativo
O raciocínio lógico matemático ou quantitativo é o
Questão raciocínio usado para a resolução de alguns problemas e
exercícios matemáticos. Esses exercícios são
01. (DPU – Analista – CESPE/2016) Um estudante de frequentemente usados no âmbito escolar, através de
direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua problemas matriciais, geométricos e aritméticos, para que
própria legenda, na qual identificava, por letras, algumas os alunos desenvolvam determinadas aptidões. Este tipo de
afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as raciocínio é bastante usado em áreas como a análise
vinculava por meio de sentenças (proposições). No seu combinatória.
vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A. - Raciocínio analítico (crítico) ou Lógica informal - é a
Q: Cometeu o crime B. capacidade de raciocinar rapidamente através da percepção.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão Em concursos exigem bastante senso crítico do candidato e
no regime fechado. capacidade de interpretação, portanto exigem mecanismos
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança. próprios para a resolução das questões. O raciocínio analítico
nada mais é que a avaliação de situações através de
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não interpretação lógica de textos.
recordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o Tipos de raciocínio
item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira,
independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras Raciocínio Raciocínio espacial Raciocínio
ou falsas. verbal - consiste - remete para a abstrato -
( ) Certo ( ) Errado na capacidade de aptidão para criar e responsável pelo
apreensão e manipular pensamento
Resposta estruturação de representações abstrato e a
elementos mentais visuais. Está capacidade para
01. Resposta: Certo. verbais, relacionada com a determinar
Considerando P e Q como V. culminando na capacidade de ligações
(V→V) ↔ ((F)→(F)) formação de visualização e de abstratas entre
(V) ↔ (V) = V significados e uma raciocinar em três conceitos através
Considerando P e Q como F ordem e relação dimensões. de ideias
(F→F) ↔ ((V)→(V)) entre eles. inovadoras.
(V) ↔ (V) = V
Então concluímos que a afirmação é verdadeira.
Vejamos um exemplo que roda pela internet e redes sociais, os
quais são chamados de Desafios, os mesmos envolvem o
Compreensão e elaboração “raciocínio” para chegarmos ao resultado:
da lógica das situações por
meio de: raciocínio verbal,
raciocínio matemático,
raciocínio sequencial,
orientação espacial e
temporal, formação de
conceitos, discriminação de
elementos
Solução: 4 em romanos é IV e 1 em inglês é ONE, logo
DEFINIÇÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO juntando os dois temos: IVONE.

Raciocínio lógico é um processo de estruturação do CONCEITOS LÓGICOS


pensamento de acordo com as normas da lógica que permite
chegar a uma determinada conclusão ou resolver um A lógica a qual conhecemos hoje foi definida por
problema. É aquele que se desvincula das relações entre os Aristóteles, constituindo-a como uma ciência autônoma que se
objetos e procede da própria elaboração do indivíduo. Surge dedica ao estudo dos atos do pensamento (Conceito, Juízo,
através da coordenação das relações previamente criadas Raciocínio, Demonstração) do ponto de vista da sua estrutura
entre os objetos. ou forma lógica, sem ter em conta qualquer conteúdo material.
Falar de Lógica durante séculos, era o mesmo que falar da
Um raciocínio lógico requer consciência e capacidade de lógica aristotélica. Apesar dos enormes avanços da lógica,
organização do pensamento. É possível resolver problemas sobretudo a partir do século XIX, a matriz aristotélica persiste
usando o raciocínio lógico. No entanto, ele não pode ser até aos nossos dias. A lógica de Aristóteles tinha objetivo
ensinado diretamente, mas pode ser desenvolvido através da metodológico, a qual tratava de mostrar o caminho correto
resolução de exercícios lógicos que contribuem para a para a investigação, o conhecimento e a demonstração
evolução de algumas habilidades mentais. científica. O método científico que ele preconizava assentava
nos seguintes fases:

Raciocínio Lógico-Matemático 38
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APOSTILAS OPÇÃO

1. Observação de fenômenos particulares; João tem um(a) filho(a).


2. Intuição dos princípios gerais (universais) a que os Cláudia não tem irmãos.
mesmos obedeciam; Beth é irmã de Paula.
3. Dedução a partir deles das causas dos fenômenos André não tem irmãs.
particulares. Com essas informações, pode-se afirmar que Ana é
(A) filha de Celi.
Por este e outros motivos Aristóteles é considerado o pai (B) prima de Beth.
da Lógica Formal. (C) prima de Paula.
A lógica matemática (ou lógica formal) estuda a lógica (D) filha de Bianca.
segundo a sua estrutura ou forma. A lógica matemática
consiste em um sistema dedutivo de enunciados que tem como Partindo das informações temos:
objetivo criar um grupo de leis e regras para determinar a
validade dos raciocínios. Assim, um raciocínio é considerado Filhos (3) Netos (6)
válido se é possível alcançar uma conclusão verdadeira a partir Bianca (3 filhos(as))
de premissas verdadeiras. Maria
Celi (2 filhos (as))
Em sentido mais amplo podemos dizer que a Lógica está João (1 filho (a))
relacionado a maneira específica de raciocinar de forma
acertada, isto é, a capacidade do indivíduo de resolver Netos: André e Fernando (2)
problemas complexos que envolvem questões matemáticas, os Netas: Ana, Beth, Claudia, Paula (4)
sequências de números, palavras, entre outros e de - A resposta mais direta é a de Claudia que não tem irmãos,
desenvolver essa capacidade de chegar a validade do seu logo é filha única e só pode ser filha de João.
raciocínio. - Depois temos que André não tem irmãs. Logo ele pode ter
O estudo das estruturas lógicas, consiste em aprendermos irmão, como só tem 2 meninos. André e Fernando são filhos de
a associar determinada preposição ao conectivo Celi.
correspondente. Mas é necessário aprendermos alguns - Observe que sobrou Ana, Beth e Paula que só podem ser
conceitos importantes para o aprendizado. filhas de Bianca.
Analisando as alternativas a única correta é a D.
Exemplos
Referências
01. (Câmara de Aracruz/ES – Agente Administrativo e ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002.
Legislativo – IDECAN/2016) Analise a lógica envolvida nas CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
figuras a seguir. lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
http://conceito.de/raciocinio-logico
http://www.significados.com.br/raciocinio-logico

Questões

01. "Abaixar" está para "Curvar" assim como


"Continuidade" está para:
(A) Intervalo
A letra que substitui o sinal “?” é: (B) Frequência
(A) O. (C) Intermitência
(B) R. (D) Interrupção
(C) T. (E) Suspensão
(D) W.
02. Marcelo tinha 77 figurinhas e Paulo tinha 58. Marcelo
Substituindo as letras pelas posições no alfabeto: deu algumas de suas figurinhas para Paulo. Depois dessa
C - 3º posição do alfabeto / E - 5º posição do alfabeto / H - doação, é possível que Marcelo e Paulo fiquem,
8ºposição do alfabeto respectivamente, com as seguintes quantidades de figurinhas:
L- 12º posição do alfabeto / G- 7º posição do alfabeto / S- (A) 82 e 53
19º posição do alfabeto (B) 74 e 62
I - 9º posição do alfabeto / K - 11º posição do alfabeto / (C) 68 e 68
Qual será a letra? (D) 66 e 69
(E) 56 e 89
Após a substituição observamos que a 1ª letra é a diferença
das outras duas: 03. (SESAU-RO – Farmacêutico – FUNRIO/2017) A soma
C (3) E (5) H (8) de 10 números é 400. Um desses números é o 44. Assim, avalie
L (12) G (7) S (19) se as seguintes afirmativas são falsas (F) ou verdadeiras (V):
I (9) K (11) ? Ao menos um dos demais 9 números é menor do que 40.
Ao menos três números são menores ou iguais a 39.
8–5=3 Ao menos um dos números é menor do que 37.
19 – 7 = 12 As afirmativas são respectivamente:
? – 11 = 9 → ? = 9 + 11 → ? = 20 = T. (A) F, V e V.
Resposta: C. (B) V, F e V.
(C) V, F e F.
02. (Pref. Barbacena/MG – Advogado – FCM/2016) (D) F, V e F.
Maria tem três filhos, Bianca, Celi e João, e seis netos, Ana, (E) F, F e F.
André, Beth, Cláudia, Fernando e Paula. Sabe-se que:
Bianca tem três filhos(as).
Celi tem dois filhos(as).

Raciocínio Lógico-Matemático 39
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APOSTILAS OPÇÃO

04. (SESAU-RO – Técnico em Informática – Sequências Lógicas


FUNRIO/2017) Capitu é mais baixa que Marilu e é mais alta As sequências podem ser formadas por inúmeros fatores,
que Lulu. Lulu é mais alta que Babalu mas é mais baixa que dentre eles temos pessoas, figuras, letras, números, etc.
Analu. Marilu é mais baixa que Analu. Assim, a mais alta das Existem várias formas de se estabelecer uma sequência, o
cinco é: importante é que existem pelo menos três elementos que
(A) Analu. caracterize a lógica de sua formação, entretanto algumas
(B) Babalu. séries necessitam de mais elementos para definir sua lógica.
(C) Capitu. Algumas sequências são bastante conhecidas e todos que
(D) Lulu. estudam lógica devem conhece-las, tais como as progressões
(E) Marilu. aritméticas e geométricas, a série de Fibonacci, os números
primos e os quadrados perfeitos.
05. Um terreno retangular será cercado com arames e Exemplo 1
estacas. Quantas estacas serão necessárias se em cada lado
terá de haver 20 delas?
(A) 80 estacas.
(B) 78 estacas.
(C) 76 estacas.
(D) 74 estacas.
(E) 72 estacas.
A sequência numérica proposta envolve multiplicações
Respostas por 4.
6 x 4 = 24
01. Resposta: B 24 x 4 = 96
O sinônimo de "Continuidade" é "Frequência". 96 x 4 = 384
384 x 4 = 1536
02.Resposta: D
Se Marcelo doou figurinhas, então ele ficou com uma Exemplo 2
quantidade inferior a que ele possuía, assim sendo considere a
alternativa D como a correta. Pois se Marcelo ficou com 66,
significa que ele doou 11, e Paulo recebeu 11, logo 58 + 11 =
69.
03. Resposta: C
Se um dos números é 44, os outros nove somam 356.
Dividindo 356 por 9, temos 39,9999.... Logo, podemos ver
que não importa quais são os números, um necessariamente
será menor que 40. Por isso, a afirmativa I é Verdadeira. A diferença entre os números vai aumentando 1 unidade.
É possível que menos de 3 números seja menor maior que 13 – 10 = 3
39. Por exemplo, 100 + 100 + 100 + 40 + 10 + 2 + 2 + 1 + 1 = 17 – 13 = 4
356. Logo, afirmativa II é Falsa. 22 – 17 = 5
Como vimos, é possível que os 9 números restantes sejam 28 – 22 = 6
iguais a 39,999... ou seja, afirmação III é Falsa. 35 – 28 = 7
Gabarito: V, F e F.
Questões
04. Resposta: A.
Seja A= Analu, B= Babalu, C= Capitu, L= Lulu e M= Marilu. 01. Observe atentamente a disposição das cartas em cada
Pelo enunciado temos: linha do esquema seguinte:
M>L
L>B
A>L
A>M.
Portanto a maior de todas é A= Analu.

05. Resposta: C.
Se em cada lado deverá haver 20 estacas, nos quatro lados
do terreno deverá ter 4x20 – 4 = 76 estacas.
Diminuímos 4 porque contando 20 em cada lado as que
estão no canto (vértices) foram contadas duas vezes.

LÓGICA SEQUENCIAL OU SEQUÊNCIAS LOGICAS

O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental.


Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições,
para concluir através de mecanismos de comparações e
abstrações, quais são os dados que levam às respostas
verdadeiras, falsas ou prováveis. Logo, resumidamente o
raciocínio pode ser considerado também um dos integrantes
dos mecanismos dos processos cognitivos superiores da
formação de conceitos e da solução de problemas, sendo parte
do pensamento.

Raciocínio Lógico-Matemático 40
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APOSTILAS OPÇÃO

A carta que está oculta é: 06. Ana fez diversas planificações de um cubo e escreveu
em cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo, ela deseja
que a soma dos números marcados nas faces opostas seja 7. A
única alternativa cuja figura representa a planificação desse
cubo tal como deseja Ana é:

02. Considere que a sequência de figuras foi construída


segundo um certo critério.

07. As figuras da sequência dada são formadas por partes


iguais de um círculo.

Se tal critério for mantido, para obter as figuras


subsequentes, o total de pontos da figura de número 15 deverá
ser: Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16
(A) 69 círculos completos na:
(B) 67 (A) 36ª figura
(C) 65 (B) 48ª figura
(D) 63 (C) 72ª figura
(E) 61 (D) 80ª figura
(E) 96ª figura
03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 990,
970, 940, 900, 850, ... 08. Analise a sequência a seguir:
(A) 800
(B) 790
(C) 780
(D) 770

04. Na sequência lógica de números representados nos


hexágonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um deles
que pode ser: Admitindo-se que a regra de formação das figuras
seguintes permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura
que ocuparia a 277ª posição dessa sequência é:

09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual é o
próximo número?
(A) 76 (A) 20
(B) 10 (B) 21
(C) 20 (C) 100
(D) 78 (D) 200

05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos de 10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo
fósforo constrói uma sequência de quadrados conforme número?
indicado abaixo: (A) 4
(B) 20
(C) 31
(D) 21

Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura? 11. Os dois pares de palavras abaixo foram formados
(A) 20 palitos segundo determinado critério.
(B) 25 palitos
(C) 28 palitos LACRAÇÃO → cal
(D) 22 palitos AMOSTRA → soma
LAVRAR → ?

Raciocínio Lógico-Matemático 41
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APOSTILAS OPÇÃO

Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá ocupar o 15. Considere que a sequência seguinte é formada pela
lugar do ponto de interrogação é: sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que os
(A) alar algarismos sejam separados.
(B) rala 1234567891011121314151617181920...
(C) ralar
(D) larva O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa
(E) arval sequência é:
(A) 9
12. Observe que as figuras abaixo foram dispostas, linha a (B) 8
linha, segundo determinado padrão. (C) 6
(D) 3
(E) 1

Respostas

01. Resposta: A.
A diferença entre os números estampados nas cartas 1 e 2,
em cada linha, tem como resultado o valor da 3ª carta e, além
disso, o naipe não se repete. Assim, a 3ª carta, dentro das
opções dadas só pode ser a da opção (A).

02. Resposta: D.
Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de
simetria, tem-se:
Segundo o padrão estabelecido, a figura que substitui Na figura 1: 01 ponto de cada lado  02 pontos no total.
corretamente o ponto de interrogação é: Na figura 2: 02 pontos de cada lado  04 pontos no total.
Na figura 3: 03 pontos de cada lado  06 pontos no total.
Na figura 4: 04 pontos de cada lado 08 pontos no total.
(A) (B) (C) (D) (E) Na figura n: n pontos de cada lado  2.n pontos no total.

Em particular:
Na figura 15: 15 pontos de cada lado  30 pontos no total.
13. Observe que na sucessão seguinte os números foram
colocados obedecendo a uma lei de formação. Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de simetria,
tem-se:
Na figura 1: 02 pontos acima e abaixo  04 pontos no
total.