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PE.

ANTONIO FEITOSA

ELEMENTOS DE
LECiiSLACÃO CANÔNICA
,

CONFRONTOS ENTRE
O CóDIGO DE 1917 E O DE 1983

índice Analítico-alfabético
do Novo Código


Cf:dições CLoyola
São Paulo - 1984

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EDIÇõES LOYOLA

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FRANCISCO CARLOS GONGORA

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SUMÁRIO

1 S i , nisi , dummodo 7
2. Faculdades dos Bispos 7
3. Maioridade e puberdade 9
4. Domicíl io e quase-domicíl io 10
5. Graus de consangü i nidade 10
6. Eleições 12
7 Consentimento e conselho (ou parecer) 12
8. Leigos 14
9. Perda de ofício 14
1 O. Direito e deveres do povo de Deus 14
11 . Cl érigo 17
12 . Obediência 17
13. Espiritual idade de clérigos e religiosos 17
14 . Diáconos casados . 18
1 5. Hábito ec les iásti co 19
16 . Liturgia das horas 19
17 Jurisdição 19
18 . Igualdade 20
19 . Privi lég i os 20
20 . Cel ibato 21
21 . Funções proibidas aos clérigos 21
22 . Idoneidade para o ep iscopado 21
23 . Arquivo secreto 22
24 . Consel ho presbiteral 22
25 . Sindicatos e pol ítica 22
26. Associações 22
27 Jurisdição do Papa eleito 23
28 . Colegial idade 24
29. Sínodo dos Bisp os 24
30 . Cardeais 24
31 . Idades canônicas 24
32 . Virtudes do Bispo d iocesano 25
33 . Ausência e férias 26
34. Bispo e pároco eméritos 26
35 . Bispos coadjutores e aux i l iares 26
36 . Sede episcopal impedida 27
37 Sede episcopal vacante 28
38 . Metropol ita e Diocese sufragâneas 29
39 . Conferência dos Bispos 29
40 . Sínodo diocesano 29
41 . Cúria diocesana 30
42 . Vigários Gerais e Episcopais 30

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43 . Conselho de Assuntos Econômicos 30
44 . Ecônomo 31
45 . Conselho Presbiteral e Colégio dos Consultores 32
46 . Cabido dos Cônegos 34
47 . Conselho Pastoral 34
48 . Paróquia e pároco 34
49 . Administrador paroquial e vigários paroquiais 37
50 . Vigários forâneos 38
51 . Institutos de vida consagrada e sociedades de vida apostól ica 39
52 . Movimento ecumênico 46
53 . Pregação da Palavra de Deus 46
54 . Catequese 47
55 . Ação missionária da Igreja 47
56 . Educação catól ica 48
57 . Escolas 48
58 . Universidades catól icas e outros institutos de estudos
superiores 49
59 . Universidades e faculdades eclesiásticas 50
60 . Meios de comunicação social 51
61 . Profissão de fé 52
62 . Sacramentos em geral 52
63 . Batismo 55
64 . Confirmação 58
65 . Eucaristia 59
66 . Pen itência 64
67 . Indulgências 65
68 . Unção dos enfermos 70
69 . Ordem 70
70 . Matrimônio 74
71 . Exéquias 89
72 . Construção de igreja 89
73 . Igrejas e oratórios 89
74. Santuários 90
75 . Dias de festa 90
76 . Jejum e abstinência 90
77 . Bens temporais da Igreja 91
78 . Sanções 92
79 . Processos 93
80 . Processos matrimoniais 98
81 . Remoção de pároco 1 00

Apênd ice 1 03
Apêndice 11 1 07
Apêndice 111 1 09
Apêndice IV 111
Apêndice V 1 14
rndice anal ítico-alfabético 1 21

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1 . SI, NIS I , D U M MODO

(Se, a não ser, contanto que)

Código de 1 9 1 7 - Condições nos rescritos não podem ser consi­


deradas essenciais para a val idade se não forem regidas pelas partí­
culas se, contanto que ou outra de igual significação (c. 39) .
No novo Código se encontra "ato administrativo" em vez de
" rescrito "; as partícul as mencionadas são se, a não ser, contanto que;
não se fala de outra de igual significação ; e embora se afi rme que
se consideram postas para a val idade, não se declara que são " essen­
ciais" (c. 39).
Essa norma ajuda mu ito na interpretação de muitos cânones -
algu mas centenas .

Exemplos para escl areci mento:

- O se inicial do c. 1 1 1 6 deixa bem claro que as condições aí


apostas são necessárias para a val idade e l iceidade do matri mônio
cel ebrado só perante as testemunhas. A val idade e l i ceidade de
tal matrimônio fora do perigo de morte , em virtude do contanto que,
só se verifica se houver prudente previsão de que aquel e estado de
coisas vai durar por u m mês. Fica bem claro, pela força do nisi,
que seria nulo o matrimônio cel eb rado perante o B ispo ou pároco
atingido pelas penas mencionadas no c. 1 1 09.

2. FACULDADES DOS B ISPOS

Quanto ao poder de dispensar exigências de leis gerais da Igreja,


o Código de 1 9 1 7 breca fortemente a competência dos Bispos com
os freios de dois nisi. Não podem os Bispos dispensar a não ser,
segundo a norma do c. 81 (c. 336 § 1.0) . E o c. 8 1 não abriu porta
larga : " Não podem d ispensar das l eis gerais da Igreja, nem mesmo
em algum caso particul ar. a não ser que este poder l hes tenha sido

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outorgado expl ícita ou impl icitametne, ou que seja difíci l o recurso
à Santa Sé e ao mesmo tempo haja perigo de grave dano na demora,
e o caso seja daqueles que a Sé Apostó l ica costuma dispensar".
Sabe-se, por exemplo, ainda de acordo com o Código de 1 9 1 7, que a
Santa Sé não costuma conceder dispensa dos i mpedimentos matri­
mon iais de presbiterato e afi nidade em l i nha reta tendo s ido consu­
mado o matri môn io (c. 1 043) .
O Concíl io Vaticano 11 (Christus Dominus, 8b), em dispositivo
regulamentado por Paulo VI nas Letras Apostólicas DE EPISCOPORUM
M U NERI BUS (1 5 de j unho de 1 966) , modificou notavel mente esta
d iscipl ina.

Evidentemente, o n . 8 b do Decreto Christus Dominus é a fonte


do c. 87 § 1 .0 do novo Cód igo, que amplia de ste modo os poderes
dos Bispos : "O Bispo diocesano, sempre que julgar que isso possa
concorrer para o bem espi ritual dos fiéis, pode dispensá-los das leis
discipli nares , universais ou parti cul ares , dadas pela suprema auto­
ridade da Igreja para o seu território ou para os seus súditos " (c. 87
§ 1 .0). O mesmo cânon subtrai ao poder dos Bi spos a dispensa das
leis processuais ou penais e daquelas cuja dispensa é reservada espe­
cial mente à Sé Apostól ica ou a outra autoridade. Entretanto, o mesmo
cânon, no § 2 .0, atenua o rigor destas restrições permiti ndo a qualquer
Ordinário dispensar dessas leis, contanto que se trate de di spensa
que a Santa Sé costuma conceder, se é difíci l o recurso, e, ao mesmo
tempo, há perigo de grave dano na demora. Cumpre notar que a
dispensa do imped imento de afini dade na l i nha reta, tendo sido consu­
mado o matri môn io, não figura no novo Código entre as que a Santa
Sé não costuma conceder. A partir de 27 de novembro de 1 983 ,
os Bispos poderão conceder tal dispensa ipso iure.

Todavia, contra o que muitos esperavam, no novo Cód igo, ai nda


são muitas as restrições aos poderes dos Bi spos.

Os Bispos não podem :


- prorrogar rescritos apostól icos por mais de três ·meses (c. 72) ;
- reduzi r por escrito presbíteros o u diáconos a o estado leigo
(c. 290 n . 3) ;
- conceder dispensa da obrigação do celibato (c. 29 1 ) ;
- readmitir ao estado clerical o clérigo que o perdeu (c. 293) ;
- suprimir associações fundadas pela Santa Sé ou pela Conferência
dos Bispos (c. 320 §§ 1 .0 e 2 .0) ;
- unir institutos de vida consagrada (c. 582) ;
- mudar algo nos institutos de vida consagrada em pontos aprovados
pel a Santa Sé (c. 583) ;

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- suprimir instituto de vida consagrada (c. 584) ;
- suprimir casa religiosa que é única do instituto (c. 6 1 6 § 2 .0);
- constituir universidades e faculdades eclesiásticas ou aprovar os
estatutos e plano de estudo das mesmas (c. 8 1 6 §§ 1 .0 e 2 .0) ;
- aprovar edições de l ivros ou traduções da Sagrada Escriture
c. 825 §§ 1 .0 e 2.0) ;
- conceder indulgências (c. 995 §§ 1 .0 e 2.0) ;
- fazer consagração episcopal sem mandado pontifício (c. 1 0 1 3) ;
- fazer consagração episcopal sem dois consagrantes (c. 1 0 1 4) ;
- dispensar a idade exigida para ordenação d e diácono e presbítero
quando faltar mais de um ano (c. 1 031 § 4 .0) ;
- dispensar dos impedimentos matrimoniais de ordem sacra, de
voto públ ico e perpétuo em i nstituto de d i reito pontifício e de cri­
me (c. 1 078 §§ 1 .0 e 2.0) ;
- dispensar de a l gumas irregularidades e impedimentos à ordena-
ção (c. 1 047 §§ 1 .0, 2 .0 e 3.0);
- dissolver matrimônio rato e não consumado (c. 1 1 42) ;
- decretar dias santos o u de penitência permanentes (c. 1 244 § 2.0) ;
- permitir alienação de bens cujo valor excede determinado l imite,
ou de coisas preciosas pela arte ou pela história (c. 1 292 § 2.0) ;
- reduzi r ônus de missa manuais (c. 1 308) ;
- prorrogar indulto de exclaustração em favor de membros de i nsti-
tuto de d i reito pontifício (c. 686 § 1 .0) ;
- conceder indulto de exclaustração a monjas (c. 686 § 2.0) ;
- impor indu lto de exc l austração, mesmo requerido pelo Superior..__
geral com consenti mento do seu conselho, se se trata de m e m­
bros de instituto de direito pontifício (c. 686 § 3.0) ;
- estabelecer normas sobre os compromissos da parte católica nos
casos de matrimônio mi sto ( c . 1 1 26) ;
- dispensar qualquer norma ou exigência de l eis penais ou proces­
suais (c. 87 § 1 .0) etc . Só neste ú ltimo caso temos mais de 400
cânones com di spositivos cuja di spensa o Bispo não pode con­
ceder.

3. MAIORIDADE E PU BERDADE

Atinge-se a mai ori dade:

De acordo com o Código çje 1 917\ aos 21 anos completos (c. 88


§ 1 .o) .
De acordo com o Código de 1 983 , aos 1 8 anos completos (c. 97
§ 1 .o ) .

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Puberdade conforme o Código de 1 9 1 7: no sexo mascul ino, aos
1 4 anos ; no sexo fem i n i no , aos 12 anos (c. 88 § 2.0) . No novo Código,
nada se diz sobre relação entre idade e puberdade. O Padre Hortal
alega a "pouca aplicação prática" da distinção entre " púberes e
impúberes" (p. 37) . (As pági nas das citacões do Padre H ortal sempre
se referem ao CóDIGO DE DI REITO CANO N ICO, tradução oficial apro­
vada pela CNBB, edição b i l i ngüe , Edições LOYOLA, 1 983) .
Entretanto, cumpre notar que o novo Código não despreza a dis­
tinção entre púberes e impúberes . O c. 1 096 § 2.0 fala de u ma
ignorância que não se presume depois da puberdade. Para um juízo
mais seguro seria bem melhor que também o novo Código declarasse
a idade em que se presume que o homem ou a mulher passa a ser
púbere.

4. DOM ICf LIO E OUASE-DOM I CfLIO

Para aquisição de domicíl io, a exigência de residência por dez


anos , no Código de 1 91 7 (c. 92 § 1 .0) , fica reduzida, no Código de
1 983 , para cinco anos (c. 1 02 § 1 .0).
Quanto à aquisição de quase-domicíl io, o Código de 1 9 1 7 exige
intenção de permanecer pela maior parte do ano ou permanência real
por igual período (c. 92 § 2.0) . O novo Código reduz esses prazos para
três meses (c. 1 02 § 2 .0).
M esmo sem domicíl io óu quase:-domicíl io, a simples residência
pode ter importância. Exempl o : Para assisti r ao matri mônio é compe­
tente o Pároco da Paróquia onde qualquer um dos cônjuges tem
domicíl io, quase-domicílio, ou residência por um mês (c. 1 1 1 5) .

.
5. G RAUS D E CONSANGü i N I DADE

O modo de contar os graus de consangüinidade é o mesmo no


Código de 1 9 1 7 (c. 96 § 2.0) e no de 1 983 (c. 1 08 § 2 .0) quan�o à
l i nha reta. Temos algo de novo no tocante à l inha obl iqua ou colatera l .
O Código d e 1 9 1 7 adota a norma do di reito germânico: tantos graus
quantas gerações numa só l inha da árvore, excluindo-se o tronco
(c. 96 § 3 .0) . O Código de 1 983 preferiu a norma do direito romano :
tantos graus quantas pessoas e m ambas as l i nhas da árvore, excluin­
do-se o tronco (c. 1 08 § 3.0) .

Exemplos :
O parentesco entre pai e fi lho é de primei ro grau, e entre avô
e neto é de segundo grau, de acordo com os dois Códigos.

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O parentesco entre i rmãos é de primeiro grau no Código de
1 9 1 7, e de segundo grau no Código de 1 983.
Se há i rmãos entre os pais ou mães de duas pessoas, o paren­
tesco entre estas duas pessoas é de segundo grau no Código de
1 9 1 7, e de quarto grau no Código de 1 983.

Tronco Tronco

Código de 1 9 1 7

1 2
José Maria

José e M aria - i rmãos , 1 .0 grau João Rita


João e Rita - pri mos ,
2.0 grau

Tronco Tronco

Cód igo de 1 983

2 2 3
José Maria

4
José e Maria - i rmãos, 2.0 grau João Rita
João e Rita - primos ,
4.0 grau

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6. ELEIÇõES

Segundo o Cód igo de 1 9 1 7, se ninguém obtiver maioria absoluta


nos dois primeiros escrutínios, considera-se e�eito quem obtém maio­
ria relativa no terceiro. Havendo empate no terceiro escrutínio, o
presidente pode desempatar com seu voto. Se o presidente não
quiser desempatar, ter-se-á por eleito o mais antigo na ordenação, ou
na primeira profissão, ou na idade (c. 1 01 § 1 .0, n. 1 ) .
O novo Código concorda com o d e 1 9 1 7 na exigência d e maioria
absoluta para que se eleja alguém no pri meiro ou no segundo escrutínio.
Estabelece , porém, que, depois de dois escrutínios ineficazes, sejam
sufragados os dois candidatos que tiverem conseguido a maior parte
dos votos, e, se forem mais de dois, faça-se a eleição entre os dois
mais velhos (c. 1 1 9 n . 1 ) . Havendo empate, considere-se eleito o mais
vel ho.

São normas comuns aos dois Códigos:


- se algum dos que devem ser convocados para a eleição for
preterido e não comparecer, a eleição é válida, mas a requerimento
dele, provada a preterição e ausência, deve ser anulada pela autori­
dade competente;
- se os eleitores não convocados forem mais de um terço,
a eleição é nula, a não ser que os preteridos tenham realmente
comparecido;
- feita legitimamente a · convocação, têm o di reito de votar os
oresentes no dia e lugar marcados na convocação (CódiQo de 1 9 1 7,
c. 1 62 §§ 2 .0 e 3.0, c. 1 63; Código de 1 983, c. 166 §§ 2 .0 e 3.0, c.
1 67 § 1 .0) .

7. CONSENTI M ENTO E CONSELHO (ou PARECER)

Nos casos em que o di reito exige que o superior consulte algu­


mas pessoas, os dois Códigos dizem que às vezes se requer consen­
timento e, outras vezes, conselho (ou parecer) - de consilio (ou
audito) (Código de 1 9 1 7, c. 1 05 n. 1 ; Código de 1 983, c. 1 27 § 1 .0) .
Consentimento. O Cód igo de 1 9 1 7 estabelece : "Se se exige o
consentimento, o superior age inval idamente contra o voto das mes­
mas" pessoas. O que, todavia, não quer dizer que o superior tenha
obrigação de praticar o ato aprovado pelas pessoas consultadas
(c. 1 05 n. 1 ). O novo Código, ao que parece, estabelece certa con­
fusão entre consentimento e conselho: " Mas , para que os atos sejam
válidos , requer-se que se obtenha o consentimento da maioria abso­
luta dos que estão presentes, ou se peça o conselho de todos"

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(c. 1 27 § 1 .0) . Então, se se pede o voto de todos, não se exige que
o manifestem numa reunião?

Não é tão clara quanto se poderia desejar a segui nte norma


do novo Cód igo:

"Quando é institu ído pelo direito que, para praticar certos atos,
o Superior necessita do consentimento ou consel ho de algumas
pessoas tomadas individual mente:
" 1 .0 se for exigido o consenti mento , é i nválido o ato do Superior
que não ped ir o consenti mento dessas pessoas ou que agir contra
o voto de todas elas ou de alguma" (c. 1 27 § 2.0, n. 1 ) . Será invál i do o
ato do Superior se ele agir contra o voto de apenas alguma das
pessoas consultadas? Se entre todas as pessoas de um Colégio
dos Consultores somente uma não consente que se efetue a venda
de um bem temporal , o Bispo não poderá dar a l icença para a venda?
É o que parece mu ito estar declarado no c. 1 27 § 2.0, n. 1 . Mas não
quero crer q ue seja este o sentido, até porque o mesmo cânon , § 1 .0,
diz que, para o Superior agi r val idamente, bastam os votos favoráveis
da " maioria absol uta".

Conselho (ou Parecer) . Quando o direito não exige consenti­


mento, mas apenas conselho ou parecer (de consilio ou audito) diz o
Cód igo de 1 9 1 7 que "basta, para ag ir validamente , que o Superior
ouça aquelas pessoas" (c. 1 05 n . 1 ). A norma "basta para agir va l i­
damente" suscitou a cél ebre polêmica entre Vermeersch e Oiett i .
Um dizia que basta e é necessário para a validade , porque, se assi m
não fosse , o leg islador teria usado uma palavra supérflua ao falar
de validade. Basta, mas não é necessário, visto que, se fosse neces­
sário, o legis lador o teria declarado expressamente, alegava o outro.

O novo Código é c laríss imo neste ponto e elimina a dúvida :


"Se for exig i do o conse lho, é inválido o ator do Superior que não
ouvir essas pessoas" (c. 1 27 § 2 .0, n. 2) .

Exemplos para esclarecimento:

Para permitir a venda de um bem temporal da igreja, se o val or


fica .entre o máxi mo e o mínimo estabe lecidos pela Conferência dos
Bispos , o Bi spo precisa do consentimento do Colégio dos Consu l­
tores. Se o Bispo der a l i cença para a venda sem consultar o Col égio
ou for contrário à sua decisão , que n ão consenti u na venda , a l i cença
dada por ele será inválida. Para criar paróquia, o Bispo precisa de
ouvir o parecer ou consel ho do Conselho Presbiteral . Se o Bispo
cri ar a paróquia sem consu ltar o Conselho Presbiteral , seu ato será

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invál ido e a paróquia não estará criada. Mas o ato do Bispo será:
vál ido se ele, tendo consultado o Conselho Presbiteral, criar a paróquia
contra o parecer do Conselho.

8. LEI GOS

Segundo o Código de 1 9 17, é claro que se pode ser ao mesmo


tempo rel igioso e l eigo. Mas o Concílio Vaticano 11 não admite que
alguém possa ao mesmo tempo ser rel igioso e leigo: " Pelo nome
de l eigos aqui são compreendidos todos os cristãos, exceto os mem­
bros de ordem sacra e do estado rel igioso aprovado na Igreja'·
(Lumen Gentium, n. 31 ) . Deste modo, não há rel igioso leigo, como
não há clérigo leigo. Entretanto o novo Código deixa bem claro que
há rel i giosos leigos.

9. PERDA DE OF(CIO

Conforme o Código de 1 9 17, perde-se ofício eclesiástico por


renúncia, privação, remoção, transferência e decurso do tempo pre­
estabelecido (c. 183 § 1.0) . O novo Código apenas acrescenta
completação da idade definida pelo direito (c. 184 § 1 .0).

1 O. DIREITOS E DEVERES D.O POVO DE DEUS

Agora não há margem para confronto entre os dois Códigos.


Veremos somente o novo, pois, como diz o Padre Hortal , trata-se de
" novidade absoluta na legislação canônica" ( p. 93).

Obrigações e direitos de todos os fiéis (c. 208-223):

- Verdadei ramente Iguais porque regenerados em Cristo, devem


todos cooperar na edificação do Corpo de Cristo.
- Todos devem conservar, até no modo particular de agir, a
comunhão com a Igreja, cumprindo os deveres a que estão obrigados
para com a Igreja universal e a Igreja particular.
- Levar vida santa e promover o crescimento da Igreja e sua
contínua santificação.
- Esforços para que o anúncio da salvação chegue a todos os
homens de todos os tempos e de todo o mundo.
- Obediência ao que os sagrados Pastores declaram como
mestres da fé ou determinam como gulas da Igreja.
- Di reito de manifestar aos Pastores da Igreja as próprias
necessidades, principalmente espi rituais, e os próprios anseios.

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- Direito, e até o dever, de manifestar aos Pastores sagrados
a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja.
- Direito de participar dos bens espi rituais da Igreja, princi­
palmente dos auxíl ios da Palavra de Deus e dos sacramentos .
- Prestar culto a Deus e seguir sua própria espi ritualidade
conforme a doutrina da Igreja.
- Direito de fundar e d irigir associações para fins de caridade
e piedade, e de se reuni rem para a consecução comum dessas fina­
l idades.
- Direito de promover e sustentar a atividade apostólica, tam­
bém com iniciativas próprias.
- Direito à educação cristã em vista da maturidade da pessoa
humana e para conhec i mento e vivência do mistério da salvação.
- Justa l iberdade de pesquisar e manifestar com prudência o
próprio pensamento sobre as matérias em que são peritos.
- Direito de ser i mune de qualquer coação na escol ha do estado
de vida.
- Ninguém tem o d i reito de l esar ilegiti mamente a boa fama
de outro.
- Direito de reivindicar e defender os d i reitos de que gozam
na Igreja, no foro eclesiástico competente.
- Os que são chamados a juízo pela autoridade competente têm
o direito de ser julgados de acordo com a l ei.
- Dever de socorrer as necessidades da Igreja de modo que
a esta não falte o que é preciso para o culto , obras de apostolado
e caridade, e honesta sustentação dos ministros.
- Obrigação de p romover a justiça social e socorrer os pobres
com a..s próprias rendas .
- I ndividualmente ou unidos em associações, os fiéis devem
levar em conta o bem comum da Igreja, os di reitos dos outros e os
próprios deveres para com os outros .
- Compete à autoridade eclesiástica, em vista do bem comum,
regular o exercício dos di reitos que são próprios dos fiéis.

Obrigações e direitos dos l eigos (c. 224- 23 1 ) .

- M unidos das credenciais divi nas que o próprio Cristo l hes


entregou no batismo e na crisma, os leigos têm o d i reito e o dever
de participação no apostolado da Igreja, trabalhando Ind ividual mente
ou reunidos em associações, a fim de levar o anúncio da salvação
a todos os homens.
- Dever especial de cada um: animar e aperfeiçoar com o
espírito evangél ico a ordem das rea l idades temporais, consagrando
o mundo a Deus pela mensagem da palavra e pelo testemunho da
vida.

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- Dever especial da fermentação evangél ica do ambiente fami­
l iar, trabal hando os esposos, pelo matrimôni o e pela família, na
edificação do povo de Deus, e cuidando os pais da obrigação pri mor­
dial da educação cristã dos filhos.
- � di reito dos fiéis leigos que lhes seja reconhecida, na
ordem da sociedade civi l , a l iberdade que compete a todo cidadão,
correspondendo a este di reito o dever de usar esta l iberdade, i mbu i ndo
as suas atividades do espírito do Evangelho, atendendo à doutrina
proposta pelo mag istério da Igreja, e jamais apresentando como odu­
tri na da Igreja a própria opinião.
- Leigos idôneos podem ser nomeados pelos Pastores sagrados
para ofícios eclesiásticos , tais como os cargos de juiz, promotor de
justiça, defensor do vínculo etc., podendo ser designadas também
as mul heres .
- Podem os leigos prestar auxílio aos Pastores da Igreja como
peritos ou conselheiros, mesmo como membros de consel hos, de
acordo com o direito .
- Têm os leigos o direito e o dever de adqui ri r o conheci mento
da doutrina cristã a fim de poderem viver de acordo com ela, e parti­
cipar no exercício do apostolado, de modo adequado à capacidade
e à cond ição de cada um.
- Gozam também do di reito de adqu irir conhecimento mai s
compl eto das ci ências sagradas nas un iversidades eclesiásticas e
faculdades, ou nos i nstitutos de ci ências rel igiosas, frequentando
aulas e obtendo graus acadêmicos, podendo até ensi nar as ciências
sagradas nessas escolas.
- Podem os leigos, até estavel mente , ser assumidos para os
min istérios de leitor e de acól ito (excluídas as mul heres) , sem di reito
ao sustento ou à remuneração por parte da Igreja.
- Mesmo sem terem recebido o ministério de leitor, podem
os le igos exercer a função de leitor nos atos l itúrg icos , bem como
o encargo de comentador, cantor e outros de acordo com o direito.
- Podem igual mente os leigos, mesmo não sendo leitores nem
acól itos, exercer o ministério da palavra, presidir às orações l itú r­
gicas , conferi r o batismo e distribuir a sagrada comunhão , de acordo
com as normas do d i reito, devendo adqu irir a formação adequada
para exercer esses encargos consciente, dedicada e d i l igentemente.
- Têm eles o di reito a uma honesta remuneração conforme as
necessidades próprias e da fam ília, cabendo-l hes também o di reito
relativo à previ dência, seguros sociais e assistência à saúde.

� clara a i nfl uência do Vaticano 11 sobre esses mais de trinta


dispositivos canônicos que não se encontram no Código de 19 17 .

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1 1. CLÉRIGO

De acordo com o Código de 19 17, o leigo passa a ser cl érigo a


partir da pri mei ra tonsura (c. 1 08 § 1 .0 ). Segundo o Código de 1983,
passa-se da condição de leigo à condição de cl érigo a partir do dia­
conato (norma já em vigor) - (c. 266 § 1.0 ). Deste modo já não há
clérigo sem o sacramento da ordem .

12. OBED I�NCIA

Conforme o Código de 19 1 7, todos os clérigos, p rincipalmente


os presbíteros, têm especial obrigação de obedecer ao seu próprio
Bispo (c. 1 27 ). O novo Cód igo fala de obrigação especial de obediên­
cia ao Romano Pontífice e ao respectivo Bispo, sem expressa alusão
aos presbíteros (c. 273). Al iás, no novo rito da ordenação do d iácono
se inclui a promessa de obed iência que antes só se exigia na orde-
·

nação dos presbíteros.

13. ESPIRITUALIDADE DE CLÉRI GOS E RELIGIOSOS

O Código de 1917 põe sob os cuidados dos Ordinários dos


l ugares os• segui ntes atos a serem praticados por todos os clérigos :
freqüentemente - confissão sacramental ;
diariamente - oração mental por algum tempo, visita ao San­
tíssimo Sacramento, rosário (terço) e exame de
consciência.

Sem qualquer al usão aos cu idados por parte do Bispo, o novo


Código prescreve:
- os cl érigos são ob rigados por razão especial a p rocurar a
santidade, vi sto que são dispensadores dos mistérios de Deus a
serviço de seu povo;
- devem cumpri r fiel e incansavelmente os deveres do minis­
tério pastoral ;
-:- devem nutrir a própria vida espiritual na mesa da Sagrada
Escritu ra e da Eucaristi a, sendo , por isso, convidados a oferecer todos
os dias o sacrifício eucarístico, se forem sacerdotes; e a participar
áo mesmo se forem di áconos, também cotidianamente ;
- devem rezar todos os d ias a l iturgi a das horas (breviário);
- devem participar dos retiros espi rituais (sem determinação
de tempo) ;

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- são sol icitados a se dedicarem regu larmente à oração mental
(sem exigência de que seja diariamente), a se aproximarem com
freq üência do sacramento da penitência, a cultuarem com especial
veneração a Virgem Mãe de Deus (sem al usão ao rosário) , e a usarem
outros meios de santificação, comuns e particulares (c. 276 ) .
Quanto aos rel igiosos, também s e notam algumas diferença&
entre as normas dos dois Cód igos.
Figuram no c. 595 de 1 9 17 e não no c. 66 3 de 1983:
- confissão ao menos uma vez por semana;
- faculdade concedida ao Superior de proibir de comungar antes
de nova confissão o religioso que escandalizou gravemente a comu­
n idade ou cometeu alguma falta grave e externa ;
- comunhão em dias determinados como norma di retiva.

Figuram nos c. 66 3 e 664 do novo Código e não no c. 595 d o


Código d e 1 9 17 ;
- contemplação das coisas divinas e união com Deus pel a
oração assídua como principal dever de todos os religiosos;
- adoração ao Senhor presente no Sacramento;
- leitura da Sagrada Escritura;
- culto especial à Virgem Mãe de Deus, também com o rosári o
mariano;
- liturgia das horas de acordo com as prescrições do direito
próprio (este dever vem consignado no c. 6 10 § 1.0 do Código d e
19 17, e s e refere às rel igiões que têm obrigação d e coro) ;
- confissão freqüente e exame diário de consciência.

Figuram nos dois Códigos, nos cânones mencionados :


- retiro anual ;
- oração mental ;
- missa diariamente ;
- comunhão eucarística freq üente ou mesmo cotidiana.

Tanto no caso dos clérigos como no dos religiosos, o Código


de 19 17, e não o de 1983, coloca as referidas práticas sob os cuidados
do Superior. Agora o Legislador mostrou mais confiança na respon­
sabi l idade de cada um.

14. DIACONOS CASADOS

Sustentação do diácono casado e de sua famíl ia - c. 28 1 § 3.0


do novo Código.

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15 . HABITO ECLESIASTICO

A competência atri buída pelo Código de 1 91 7 ao Ordinário do


lugar (c. 1 36 § 1 .0) passa, no novo Código, para a Conferência dos
Bispos (c. 284).

16. liTURGIA DAS H O RAS

Norma do Código de 1 91 7 - todos os clérigos constituídos em


ordens maiores são obrigados a rezar cada dia integralmente as
horas canôn icas (breviário) (c. 1 35).
A I nstrução Geral da Sagrada Congregação para o Culto Divino
(2 de feverei ro d e 1 97 1 ) , aprovada por Paulo VI , diz que Laudes
e Vésperas não podem ser omitidas sem c 9usa grave.
O novo Código dispõe - os sacerdotes e os diáconos que aspi­
ram ao presbiterato são obrigados a rezar todos os dias a l iturgia
das horas, sem al usão especial a Laudes e Vésperas. Os diáconos
permanentes devem rezar a parte determinada pela Conferência dos
Bispos (c. 276 § 2.0, n. 3) .

17. JU R ISDIÇAO

Conforme o Código de 1 9 1 7, o poder de regime ou jurisdição é


exclusivo dos clérigos, e não de todos. No novo Código, os leigos,
Inclusive as mulheres, podem cooperar no exercício deste poder
(c. 1 29 § 2.0) .
Quem tem poder executivo pode exercê-lo em favor de seus
súditos, mesmo ausentes do território (c. 1 36). Exceção: Ordinaria­
mente , não é permitido conferir o batismo em território alheio , nem
mesmo aos próprios súditos (c. 862).

Erro Comum. C. 209 , de 1 91 7 - "No erro comum ou em dúvida


positiva e p rovável , quer de direito quer de fato, a Igreja supre a
jurisd ição tanto no foro externo como no interno".
9 Código de 1 983 introduz neste casC? duas diferenças :
- agora se diz "poder executivo de regime" em vez de "jurisdição";
2 - a especificação "de fato o u de direito " , q ue antes se referia
somente à dúvida, agora se refere também ao erro (c. 1 44 § 1 .0) .
Isto é i mportante. Antes diziam os intérpretes que o supri mento
se verificava no erro comum também no caso em que ocorresse

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apenas a existência de ci rcunstâncias capazes de i nduzir ao erro.
Agora quem o diz é a própria lei .
Sempre se admiti u o supri mento no sacramento da penitência.
Quanto ao matrimônio, alega-se não haver suprimento por se tratar
de jurisdição e o sacerdote que assiste a um matri mônio não exerce
aí nenhum poder de jurisdição . Os comentários do Padre Hortal
al udem apenas à "faculdade de ouvir confissões" (p. 63) .

No caso, a mais notável novidade do novo Código está no § 2 .0


do c. 1 44, onde se vê que o supri mento atinge três sacramentos
i ndicados na menção dos cânones 883, 966 e 1 1 1 1 § 1 .0:

c. 883, crisma;
c. 966, penitência;
c. 1 1 1 1 § 1 .0, matri mônio.

18 . IGUALDADE

C. 208 do novo Código: "Verdadeira igualdade . . . . . pela qual


todos cooperam para a edificação do Corpo de Cristo". (Na tradução
oficial se encontra: "Cooperam na construção do Corpo de Cristo") .
Hortal comenta expressivamente: A igualdade "não se refere preci­
samente às funções especmcas que correspondem a cada um" (p. 93) .
É claro . Em todos é igual a dignidade humana, a dignidade cristã,
a dignidade de filhos de Deus. Mas não são iguais as funções d o
Papa à s d o Bispo o u às d o presbítero etc. Não s e deve confund ir
igualdade com igual itarismo absoluto, que deixaria a Igreja na con­
dição de massa amorfa. Até um teólogo avançadíssimo na concepção
de uma Igreja sem organização externa, sem estrutura, simplesmente
comunidade de crentes (Hans Küng), afirma que a Igreja, embora
não devendo ser institucionalista, deve ser institucional , como con­
d ição para os carismáticos não se reduzi rem à condição de sonha­
dores utópicos (VERACIDADE) .

1 9. PR IVI LÉGIOS

O Código de 1 91 7 traz um título "direitos e privi l égios dos


cléri gos" (c. 1 1 8) , e outro título "obrigações dos clérigos" (c. 1 24) .

O novo Código envolve os di reitos e as obrigações dos clérigos


no mesmo títu lo, sem alusão a privil égios. Assim se real ça mais

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a estreita rel ação entre os di reitos e os deveres e se exclui a i déia
de cléri gos como casta de privi legiados (c. 273) .

20 . CELI BATO

O c . 277 do novo Código nos dá uma visão mais evangélica e pas­


toral do que ascética do cel ibato. Não se trata propriamente de
aceitar a mortificação de não ter uma mulher. Trata-se antes de
não ser de uma mulher, a fim de ficar l ivre para ser de todos. � evi­
dente a i nspiração evan gélica ("por causa do reino dos céus") e
especial mente paul ina ( " coração ind iviso") deste cânon . O enfoque
pastoral é bem forte: " Dedicar-se mais l ivremente ao serviço de Deus
e dos homens". Pau lo VI (Sacerdotalis Coelibatus, n. 1 9-34) apre­
senta três g randes razões de uma opção pelo cel ibato.
- Motivo cristológico - a preferência de Jesus Cristo pelo estado
vi rgi nal e sua especial pred i l eção pela Mãe Vi rgem , pelo di sci­
pulo virgem e por João Batista, também virgem.
- Motivo eclesiológico - disponibi l idade total a serviço dos i rmãos.
- Motivo escatológico - anúncio e sinal do reino futuro onde " nem
eles se casam nem elas se dão em casamento" (Mt 22 ,30) .

21 . FU NÇõES PROIBIDAS AOS CL�RIGOS (Vide n . 25)

Pelo Código de 1 91 7 os clérig os são proibidos de exercer as


funções : do médico, de cirurgião, de tabelião e notário em tribunais
civis (c. 1 39 § 2.0) e comerciante (c. 1 42). De todas estas proibições
a única ai nda em vigor no novo Código é a de exercer negociação
ou comércio (c. 286). Quanto às outras proibiçqes ainda em vi gor,
vide c. 285.
A legíti ma autoridade eclesiástica pode dar l icença para o clérigo
exercer atividade comercial (c. 286). Como não se faz alusão a
qualquer autoridade superior ao Bispo, está claro que este é compe­
tente para dar a l icença.

22 . IDONEIDADE PARA O EPISCOPADO

A pri meira exigência do Código de 191 7 é: Ser filho l egítimo; e


não basta ser legitimado, mesmo por matrimônio subseqüente (c. 331
§ 1 .0, n. 1 . O novo Código abol i u esta exigê11cia (c. 378 § 1.0,
n . 1-5). Convém notar que a condição de f i l ho legítimo, tão impor­
tante no Código de 1 9 1 7, não tem relevo no Código de 1 983.

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23. ARQUIVO SECRETO

De acordo com o Código de 1 9 1 7 o arquivo secreto episcopal


deve ter duas fechaduras e duas chaves, devendo ficar uma com o
Bispo e a outra com o Vigário Gera l , ou , faltando este, com o chan­
celer da Cúria (c. 379 § 3.0) .
Conforme o novo Código, a chave deve ser uma só, e deve ficar
em poder do Bispo (c. 490 § 1 .0) .

24 . CONSELHO PRESBITERAL

Normas para a desi gnação dos membros do Conselho Presbiteral :


- aproximadamente a metade deve ser eleita l ivremente pelos
próprios sacerdotes;
2 - alguns sacerdotes, conforme os estatutos, devem ser membros
do Consel ho em razão do ofício que lhes foi confiado, sendo
considerados membros natos (poderiam ser, por exemplo, os
vigários forâneos) ;
3 - alguns devem ser nomeados l ivremente pelo Bispo d iocesano
(c. 497).

Quanto ao ítem 1 , o c. 498 diz quem pode ser eleito e quem pode
ser eleitor.

25 . SINDICATOS E POLITICA

Não é permitido aos clérigos tomar parte em partidos pol íticos


e direção de sindicatos (Novo Código, c. 287 § 2.0).

26 . ASSOCIAÇOES

Normas do Novo Código (c. 300 e 3 1 2) :


- nenhuma associação d e fiéis tome o nome d e católica sem
o consentimento da Santa Sé, se a associação for internacional ; da
Conferência dos Bispos, se a associação for nacional ; do Bispo dioce­
sano (não do Administrador diocesano) se a associação for diocesana;
- os que exercem funções de direção de partidos políticos não
podem ser di retores de associações públ icas de fiéis cristãos que se
ordenam di retamente a exercer o apostolado (c. 3 1 7 § 4.0) .

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27 . JUR ISD IÇÃO DO PAPA ELEITO

Conforme o Código de 1 9 1 7 (c. 21 9) , o Papa leg iti mamente e leito


obtém imediatamente depois da aceitação, por direito divino, a ple­
nitude da jurisdição suprema. Não se faz distinção entre as condições
do el eito. Se for um l eigo, recebe imediatamente o supremo poder
de jurisdição , por direito divino, antes da ordenação presbiteral e
episcopal .
Com o novo Código já não é assim. O Papa eleito que não é
Bispo obtém o pl eno e supremo poder de j urisdição no ato da con­
sagração episcopal (c. 332 § 1 .0) . Entende-se que assim seja. Mas
não parece que agora uma norma canônica está contra o di reito
d ivino? Ou teria havido mudança no di reito d ivino? Ou o Papa, em
1 9 1 7 , aprovou interpretação errada do direito d ivino?
O Papa Honório I aprovou uma heresia, o monotel ismo; Pas­
coal 11, cedendo a pressões de Henrique V, fez uma concessão consi­
derada herética sobre as i nvestiduras; João XXI I afirmou que as
a l mas só se salvam no dia do juízo u niversal ; Pio IX fundamentou a
defin ição dogmática da Imacu l ada Conceição em duas traduções
Inexatas de textos da Bíblia: ipsa conteret e gratia plena. Parece-me
fácil entender tudo isto . João XXI I esclareceu que não falou como
Papa , mas apenas como teólogo. Honório e Pascoal , por fraqueza,
d isseram o que um Papa não devia d izer, mas pode ter sido l apsp
de um momento no qual não se envolveu a condição de Sumo Pontí­
fice. Os dois textos a l egados por Pio IX não são tradução certa do
origina l , mas encerram conceitos exatos: ipsa conteret, Maria é
vencedora da serpente : gratia plena, Maria é realmente cheia de
graça.
Já não é tão fác i l expl i car o nosso caso. Bento XV, não como
teól ogo, não como canon ista, mas na condição de Sumo Pontífice da
Igreja, promulgou o Cód igo no qual está declarado que o leigo eleito
Papa fica i nvestido de pleno poder de jurisdição desde o momento
da aceitação, PO R D I REITO DIVINO. Note-se que isto não é apenas
norma canôn ica. A proposição é teológica.
Ora , o Vaticano 11 nos assegu ra que " o conjunto dos fiéis não
pode enganar-se no ato de fé" (Lumen Gentium, 1 2 ) . U ma afi rmação
relativa ao DI REITO DIVINO não se enquadra no campo da fé ? Como
expl icar que, durante tantos anos, desde 1 9 1 7, todos os Papas, todos
os Bispos , toda a Igreja, enganaram-se a respeito do D I REITO
DIVINO? O Vaticano 11 mod ificou várias normas do Código de 1 9 1 7.
Deixou esta intacta. Mas agora se sabe que esta norma estava errada.
Como quer que sej a , somente a ignorância do verdadeiro sentido
da i nfal i bi l idade poderá tirar daí concl usão ou argumento contra ela.

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Por outro lado, parece haver contradição no Código de 1 9 1 7, entre
os c. 2 1 8 § 2.0 e 2 1 9 . Um diz que a jurisdição do Papa é poder
"verdadei ramente episcopal " e o outro admite que um lei go pode
ter esta jurisdição. Um leigo com jurisdição episcopal?

28 . COLEGIALI DADE

Normas do novo Cód igo - colegial idade dos Bispos (c. 336-341 ) .

29 . SfNODO DOS BISPOS

Novo Código (c. 342-348) .

30 . CARDEAIS

Não figura no novo Código a lista de 24 privi légios dos Cardeais


que se encontra no c. 239 de 1 91 7. Mas não foram abol idos todos
os privi légios dos Cardeais. Embora sem a denomi nação de privi­
l égio, competem aos Cardeais algumas prerrogativas. Por exemplo:

- têm a faculdade de ouvi r confissões em todo o mundo sem


necessidade de algum Bispo lhes confi rir tal poder (c. 967 § 1 .0) ;
- têm o di reito de ser sepultados nas igrejas (c. 1 242) ;
- nas causas mencionadas no c. 1 401 , somente o Romano Pon-
tífice os pode julgar (c. 1 405 § 1 .0, n. 1 ) ;
- sendo arrolados como testemunhas, podem escol her o lugar
onde serão ouvidos (c. 1 558 § 2 .0).

31. I DADES CANONICAS

Para o episcopado:
- Cód igo de 1 9 1 7 tri nta anos (c. 331 § 1 .0, n. 2) ;
-

- Cód igo de 1 983 - trinta e cinco anos (c. 378 § 1 .0, n. 3) .


Para o presbiterato:
- Código de 1 91 7 - vinte e quatro anos (c. 975) ;
- Código de 1 983 - vinte e ci nco anos e maturidade sufi-
ciente (c. 1 031 § 1 .0) .
Para o diaconato de aspirante ao presbiterato:
- Código de 1 9 1 7 - vinte e dois anos (c. 975) ;
- Código de 1 983 - vi nte e três anos (c. 1 031 § 1 .0) .

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Para diaconato permanente:
- Cód igo de 1 983 - diácono não casado , vinte e ci nco anos:
d iácono casado, trinta e cinco anos e consentimento da
esposa (c. 1 031 § 2 .0) .

Para o noviciado:
- Cód igo de 191 7 - quinze anos (c. 555 § 1 .0, n. 1 ) ;
- Cód igo d e 1983 - dezessete anos (c. 643 § 1 .0, n . 1 ) .

Para profissão temporária:


- Código de 1 91 7 - dezesseis a nos (c. 573);
- Código de 1 983 - dezoito anos (c. 656, n . 1 ) .

Para profissão perpétua:


- Códi gos de 1 91 7 e de 1 983 - vinte e um anos (c. 573 e
658, n. 1 , respectivamente) .

Para superiores religiosos:


- Código de 191 7 - quarenta anos para Superior-geral e trinta
anos para outros Superiores M aiores (c. 504) ;
- Cód i go de 1 983 - tempo conveniente após a profissão per-
pétua e defin itiva, sem determinação de idade exigida (c. 623) .

Para Mestre de noviços:


- Cód i go de 1 9 1 7 - tri nta e cinco anos (c. 559 § 1 .0) ;
- Código de 1 983 - votos perpétuos, sem exi gência de idade
determinada (c. 65 1 § 1 .0) .

Para Vigário Geral e Vigário Episcopal:


- Código de 1 9 1 7 - trinta anos (Vigário Gera l , c. 367 § 1 .0) ;
- Código de 1983 trinta anos (Vigário Geral e Episcopal ,
-

C. 478 § 1 .0).

Para Vigário Capitular e Administrador diocesano:


- Código de 1 9 1 7 - trinta anos (Vigário Capitu l ar, c. 434 § 1 .0) ;
- Código de 1 983 - trinta e ci nco anos (Admi nistrador dioce-
sano, c. 425 § 1 .0) .

32 . YI RTU DES DO BISPO DIOCESANO

D eve o Bispo diocesano dar exemplo -de santidade na caridade,


na humi ldade e na simpl icidade de vida, empenhando-se em promover
a santi dade dos fiéis com todos os meios , para que cresçam na graça
medi ante a celebração dos s acramentos, e conheçam e vivam o
mistério pascal (Novo Cód igo, c. 387).

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33 . AUSENCIA E FJ:: R IAS

Bispo. O Código de 1 9 1 7 não permite ao Bispo estar ausente da


Catedral nos tempos do Advento e da Quaresma e nos d ias de Natal ,
Ressurreição, Pentecostes e Corpo de Cristo (c. 338 § 3.0) . A norma
do novo Código é quase a mesma: apenas "Semana Santa" em vez
de "tempos do Advento e da Quaresma" (c. 395 § 3.0).
As férias do Bispo , de dois ou três meses segundo o Código de
1 9 1 7 (c. 338 § 2.0) , ficam no novo Código reduzidas a u m mês contínuo
ou descontínuo (c. 395 § 2.0) .

Pároco. As férias do Pároco, no máximo de dois meses conforme


o Código de 1 9 1 7 (c. 465 § 2.0) , ficam l i mitadas a um mês no novo
Código (c. 533 § 2.0) .

34 . BISPO E PAROCO EMÉR ITOS

O Bispo diocesano que tiver completado setenta e cinco anos


de i dade é sol icitado a apresentar a renúncia ao ofício. No caso
de se tornar menos capacitado para cumpri r seu ofício por doença
ou por outra causa grave, o Bi spo é vivamente sol icitado a renunciar.
Sendo aceita a renúncia, o Bispo passa a ser Bispo emérito de sua
Diocese (novo Código, c. 401 e 402) .
O Pároco, tendo completado setenta e cinco anos de idade, é
sol icitado a apresentar sua renúncia ao ofício (c. 538 § 3.0) , e pode
ser-lhe conferido o títul o de emérito de acordo com o c. 1 85 do
novo Cód igo.

35 . BISPOS COADJUTORES E AUXI LIARES

Propalou-se que, de acordo com o novo Código, o Bispo auxi l i ar


passa a ser dado à Diocese e não mais ao Bispo diocesano, e toma
posse. Que toma posse está claro no c. 404 § 2.0 Que já não é dado
ao Bi spo diocesano mas à Diocese, não sei donde se concluiu.

De acordo com o Código de 1 91 7, o Bispo coadjutor pode ter ou


não o di reito de sucessão , sendo, na segunda hipótese, denominado
Bispo auxi l iar (c. 350 §§ 2 .0 e 3.0).

Conforme o novo Cód igo, o Bispo coadjutor sempre é nomeado


com direito de sucessão, e, se toma posse legiti mamente, passa a
ser, i mediatamente , Bispo da Diocese, no caso de vacância (c. 403
§ 3.0 e 409 § 1 .0).

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Outra d iferença entre os dois Códigos :

- norma de 1 9 1 7 - o Bispo coadjutor pode ser dado à Diocese


ou ao Bispo diocesano, sendo no segundo caso chamado de Bispo
auxi liar;
- norma de 1983 - Bi spo coadjutor e Bispo auxi l iar são duas
figuras sempre distintas.

Até 27 de novembro de 1 983 val e a norma de Paulo VI nas Letras


Apostólicas ECCLESIAE SANCTAE ( 1 966), art. 1 3 § 2 .0: o Bispo dio­
cesano deve conceder ao Bispo auxi l iar a nomeação de Vigário Geral
ou Vigário Epi scopal. A parti r de 27 de novembro, será obrigatória
a nomeação de Vigário Geral em favor do Bispo coadjutor e do
Bispo auxi liar com faculdades especiais (c. 406 § 1 .0 e 403 § 2 .0).
Naturalmente, a nomeação deverá ser feita mesmo em favor dos
Bispos coadjutor e auxiliar nomeados antes da vi gência do novo
Cód igo, e também antes da sua promul gação.
No caso de vacância da sede episcopal , cessa o ofício do Bispo
auxi liar, conforme o Código de 1 9 1 7 (c. 355 § 2 .0) , se nas Letras
Apostólicas não se determina o contrário.
De acordo com o novo Código, ficando vacante a sede episcopal ,
o Bispo auxi l iar conserva todos e somente os poderes e faculdades
de que gozava como Vigário Geral ou como Vigário Epi scopal
(c. 409 § 2.0) .

36 . SEDE EPISCOPAL I M PEDIDA

Considera-se i mped ida a sede episcopal se, por prisão, confina­


mento, exíl io ou i ncapaci dade, o Bispo d iocesano ficar total mente
imped ido de exercer o munus pastoral na Diocese, não podendo
comunicar-se com os seus d iocesanos nem sequer por carta (novo
Código, c. 41 2) . Repete-se a norma do c. 429 § 1 .0 do Código de 1 9 1 7.
Logo vêm as d iferenças.
Segundo o Código de 1 9 1 7, o governo da Diocese impedida, se
a Santa Sé não tomar outra del i beração, passa para as mãos do
Vigário Geral ou de outro ecl esiástico delegado pelo Bispo, podendo
este nomear vários delegados que se sucedem mutuamente no cargo.
No caso de falta de todos estes, o Cabido da Catedral constitui seu
Vigário que assume o governo da Diocese com autoridade de Vigário
Capitu lar (c. 429 §§ 1 .0 , 2.0 e 3.0) .
Normas do novo Cód igo - impedida a sede episcopal , se a
Santa Sé não tomar outra p rovidência, o governo da Diocese compete

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ao Bispo coadjutor, se houver. Na falta ou impedimento do Bispo
coadjutor, ficará o governo da Diocese exercido por um Bispo auxiliar,
ou por um Vigário Geral ou Episcopal, ou por um sacerdote, observan­
do-se a ordem das pessoas estabelecida na lista que o Bispo diocesano
deve preparar sem demora, depois de ter tomado posse da Diocese.
Esta lista deve ser levada ao conhecimento do Metropolita, e se
exige que seja renovada pelo menos a cada três anos, ficando
sempre guardada em segredo pelo chanceler (c. 41 3 § 1 .0) . Claro está
que os atuais Bispos diocesanos, entrando em vigor o novo Código,
devem preparar quanto antes a referida lista.
Se faltar ou estiver impedido o Bispo coadjutor, e não houver
a mencionada lista, o Colégio dos Consultores elegerá o sacerdote
que governe a Diocese (c. 4 1 3 § 2 .0). Colégio dos Consultores - a
nova denominação dos consultores diocesanos.

37 . SEDE EPISCOPAL VACANTE

Concordam os dois Códigos- em dizer que vaga a Diocese-pela


morte do Bispo, por renúncia, por transferência ou por privação
(191 7, c. 430 § 1 .0; 1 983, c. 41 6) . Logo, porém, divergem as normas.
De acordo com o Código de 1 9 1 7, ficando vaga a sede, se não
há Administrador Apostólico, ou se a Santa Sé não deu outra deter­
minação, o Cabido da Catedral assume o governo da Diocese provi­
soriamente, devendo, dentro de oito dias a partir da notícia da va­
cância, eleger um vigário capitular que governe a Diocese (c. 431
§ 1 .0 ; 432 § 1 .0) .
Segundo o novo Código, ficando vacante a sede, até a eleição
do Administrador diocesano o governo da Diocese é confiado ao Bispo
auxiliar e, se for mais de um, ao mais antigo quanto à promoção.
Não havendo Bispo auxiliar, o Colégio dos Consultores (não mais o
Cabido) assume o governo da Diocese. Quem assim assume o go­
verno da Diocese deve sem demora convocar o colégio competente
para eleger o Administrador diocesano (não mais Vigário Capitular).

Dentro de oito dias a partir da notícia da vacância, o Colégio dos


Consultores deve eleger o Administrador diocesano (c. 4 1 9 e 421 § 1 .0).
Se há Bispo coadjutor, tudo é mais simples: o Bispo coadjutor
passa imediatamente a ser o Bispo diocesano, se tiver tomado posse
legitimamente (c. 409 § 1 .0) .
O Vigário Capitular pode ser, ao mesmo tempo, ecônomo ( 1 9 1 7,
c. 433 § 3.0) . O Administrador diocesano não poderá ser, ao mesmo
tempo, ecônomo ( 1 983, c. 423 § 2.0).

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Estando vacante a sede episcopal, quem governar a Diocese antes
da eleição do Administrador diocesano, terá o poder que o direito
reconhece ao Vigário Geral (c. 426).

Deve ser eleito somente um Administrador diocesano. Se for eleito


mais de um, a eleição será nula (novo Código, c. 423 § 1 .0) .

O Colégio dos Consultores é competente para eleger o Admi­


nistrador diocesano; não, porém, para destituí-lo. Só a Santa Sé pode
remover o Administrador diocesano (c. 430 § 2 .0) .

No caso de remoção, renúncia ou morte do Administrador dioce­


sano, o Colégio dos Consultores deve eleger outro dentro de oito
dias (c. 430 § . 2 .0) .

38. METROPOLITA E DIOCESES SUFRAGÂNEAS

Em vez das oito atribuições do Metropolita nas Dioceses sufra­


gâneas segundo o Código de 1 9 1 7 (c. 274) , o novo Código assinala
apenas três (c. 436 § 1 .0) :

- vigiar para que a fé e a disciplina eclesiástica sejam atenta­


mente conservadas e informar o Romano Pontífice de eventuais
abusos;
- fazer a visita canônica, com aprovação da causa pela Santa
Sé, se o sufragâneo for negligente;
- designar o Administrador diocesano, se o Colégio dos Con­
sultores não o elegeu segundo a norma do direito.

39 . CONFERENCIA DOS BISPOS

Novo Código, c. 447-459 . Vide Apêndice IV.

40 . SfNODO DIOCESANO

O Código de 1 9 1 7 manda convocar o Sínodo diocesano ao menos


a cadl!l dez anos (c. 356 § 1 .0) .

O novo Código deixa a convocação do Sínodo diocesano a juízo


do Bispo, que, no caso, deve ouvir o Conselho Presbiteral (c. 461 § 1 .0).
Notável novidade - segundo o novo Código, devem ser chamados
também leigos para o Sínodo diocesano, e o Bispo diocesano pode
até convidar como observadores, se julgar oportuno, ministros ou

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membros de Igrejas ou comunidades eclesiais sem plena comunhão
com a Igreja católica (c. 463 § 1 .0, n. 5; § 3.0) . Os leigos a serem
chamados para o Sínodo devem ser eleitos pelo Conselho Pastoral.
O número de participantes e o modo de elegê-los são determinados
pelo Bispo diocesano (c. 463 § 1 .0, n. 5).

41 . CúRIA DIOCESANA

Novo Código (c. 473 §§ 2 .0, 3.0 e 4°) : Vigários Gerais, VIgários
Episcopais, Conselho Episcopal constituído dos Vigários Gerais e
Episcopais e outra nova figura: o Diretor da Cúria. Na nossa edição
bilingüe "Moderator" traduziu-se por "Coordenador". Moderator
parece encerrar mais a idéia de Diretor que a de Coordenador.

42 . VIGARIOS GERAIS E EPISCOPAIS

Novo Código, c. 475-481 .

O Vigário Episcopal, se não for Bispo auxiliar, seja nomeado por


tempo determinado no próprio ato da constituição (c. 477 § 1 .0) .

Não é permitido aos Vigários Geral e Episcopal proceder contra


a vontade e a mente do Bispo diocesano (c. 480) .

43 . CONSELHO DE ASSUNTOS ECONOMICOS

O Conselho de Administração do Código de 1 91 7 (c. 1 520) é


substituído no novo Código (c. 492 e 493) pelo Consilium a rebus
oeconomicis, que se traduz na nossa edição bilingüe por Conselho de
economia e Conselho de assuntos econômicos. Parece-me que de­
veria ser antes Conselho de negócios econômicos.

Na linguagem do novo Código não é estranho o termo negócio.

Temos, por exemplo:


- negotiorum genere - espécie de negócios de que devem tratar
os Vigários Geral e Episcopal (c. 476) ;
- capituli negoti a, negócios do Cabido (c. 506 § 1 .0) ;
- negotiis iuridicis - negócios jurídicos da Paróquia (c. 532);
- cuiuslibet negotii - administração de bens temporais com
a qual muito tem a ver o Conselho de que se trata (c. 638 § 3.0);
- negotii - referência a alienação de bens (c. 638 § 3 .0) ;
- negotium instituti - negócio de pessoa jurídica (c. 639 § 2 .0);

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- negotiorum cursu - nas atribuições dos Legados do Papa
(c. 365 § 2.0) ;
- negotia Ecclesiae - negócios da Igreja (c. 360) ;
- Consilio pro publicis Ecclesiae negotiis - Conselho para os
negócios públicos da Igreja, na Cúria Romana (c. 360 ) .

R es pode ser assunto e pode ser negócio. Pela natureza da


matéria de que se trata, Consilium a rebus oeconomicis, salvo melhor
juízo, se deve traduzir em nossa língua por Conselho de negócios
econômicos.
Conforme o Código de 1 91 7, o Conselho de Administração é
constituído de dois ou mais membros, do sexo masculino (viris).
O Bispo é o presidente (c. 1 520 § 1 .0) .

O Conselho de assuntos econômicos (já que esta tradução foi


aprovada) deve ser constituído de três membros no mínimo, nomea­
dos pelo Bispo. Devem ser fiéis, sem distinção de sexo. Logo, podem
ser mulheres. O presidente é o Bispo diocesano ou seu delegado
(c. 492 § 1 .0) .
Os membros do Conselho de assuntos econômicos são nomeados
por cinco anos, podendo ser reconduzidos (c. 492 § 2.0) .

O Código de 1 9 1 7 dispõe que não podem ser membros do Con­


selho de Administração os parentes do Ordinário em primeiro ou
segundo graus de consangüinidade ou afinidade (c. 1 520 § 2.0) .

O Código de 1 983 exclui do Conselho de assuntos econômicos


os parentes do Bispo até quarto grau de consangüinidade ou de afi­
nidade (c. 492 § 3.0).

Nesse caso, as normas dos dois Códigos são idênticas,


havendo apenas a diferença entre o sistema germânico e o romano
de contar os graus de parentesco.
O Conselho de assuntos econômicos deve, abrangendo o regime
de toda a Diocese, preparar o orçamento das receitas e despesas do
ano venturo e prestar contar do ano findo (c. 493). (Obs.: A tradução
deste cânon na nossa edição bilingüe saiu lamentavelmente lacunosa.)

44 . ECONOMO

No Código de 1 9 1 7 a ex1gencia da nomeação de ecônomo ou


ecônomos refere-se ao caso de vacância da sede episcopal, devendo
o Vigário Capitular fazer a nomeação se houver frutos a perceber
(c. 432 § 1 .0) .

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O novo Código manda que em todas as Dioceses o Bispo faça
nomeação de um ecônomo realmente perito em economia e de pro­
bidade absolutamente exímia. O ecônomo, que pode ser clérigo ou
leigo, homem ou mulher, deve ser nomeado por cinco anos, podendo
ser várias vezes reconduzido.
O ecônomo é administrador dos bens da Diocese, e deve prestar
contar das receitas e despesas ao Conselho de assuntos econômicos.

Tanto para a nomeação como para a destituição do ecônomo,


o Bispo deve ouvir o Colégio dos Consultores e o Conselho de assun­
tos econômicos, sem, todavia, ser abrigado a proceder segundo o
parec�r destes órgãos (c. 494 §§ 1 .0, 2.0 3 .0 e 4 .0) .

45 . CONSELHO PRESBITERAL E COLÉGIO DOS CONSULTORES

O Conselho Presbiteral, órgão de que não se fala no Código


de 1 9 1 7, deve, de acordo com o novo Código, e segundo as diretrizes
do Concílio Vaticano 11 (Christus Dominus, 27; Presbyterorum Urdi­
nis 7) , regulamentadas por Paulo VI (Ecclesiae Sanctae, 1 966, art.
15 §§ 1 .0, 2.0, 3 .0 e 4.0) , ser constituído em todas as Dioceses. O Con­
selho Presbiteral é um grupo de sacerdotes representantes do Pres­
bitério. Cabe-lhe, como senado do Bispo, colaborar no governo da
Diocese, visando a promover o maior bem do povo de Deus na Igreja
particular a que serve (c. 4�5 § 1 .0).

Na eleição do Conselho Presbiteral têm voz ativa _e passiva :

- todos os sacerdotes seculares incardinados na Diocese;


- sacerdotes seculares não incardinados na Diocese, e sacer-
dotes-membros de instituto religioso ou sociedade de vida apos­
tólica, residentes na Diocese e que exercem a serviço dela algum
ofício (c. 498 § 1 .0).

Abre-se a possibilidade de voz ativa e passiva de outros sacer­


dotes que tenham domicílio ou quase-domicílio na Diocese
(c . 498 § 2 .0) .

Na constituição do Conselho Presbiteral deve-se levar em conta a


diversidade dos ministérios e as várias regiões da Diocese (c. 499) .

Compete ao Bispo diocesano convocar e presidir o Conselho


Presbiteral e determinar as questões de que se haverá de tratar,
podendo aceitar questões propostas pelos membros (c. 500 § 1 .0) .
A maneira de os membros proporem questões (por escrito ou oral­
mente, antes da reunião ou dentro da mesma) depende dos estatutos.

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C . 500 § 2 .0: " O Conselho Presbiteral tem voto apenas consultivo;
o Bispo diocesano ouça-o nas questões de maior importância, mas
precisa do seu consentimento só nos casos expressamente deter­
minados pelo direito". Difícil, porém, é encontrar um caso em que
o direito expressamente determina que o Bispo precisa do consenti­
mento do Conselho Presbiteral.

O Conselho Presbiteral não pode divulgar o que foi estabelecido


e jamais pode agir sem o Bispo diocesano (c. 500 § 3.0).

Constituição do Conselho Presbiteral:

- aproximadamente a metade deve ser eleita pelos próprios


sacerdotes;
- alguns membros, conforme os estatutos, são considerados
natos, em razão do ofício que exercem;
- alguns são nomeados livremente pelo Bispo diocesano (c. 497).

Os membros do Conselho Presbiteral são designados pelo tempo


determinado nos estatutos, devendo, porém, ser renovados totalmente
ou em parte d entro de cinco anos (c. 50 1 § 1 .0) . Como não se exige
tal renovação para todos os membros, os membros natos podem
permanecer no Conselho Presbiteral por mais de cinco anos, enquanto
permanecerem no ofício que exercem.
Vagando a sede, desaparece o Conselho Presbiteral e suas fun­
ções passam para o Colégio dos Consultores. Novo Conselho Pres­
biteral deve ser constituído dentro de um ano a partir da posse do
novo Bispo (c. 501 § 2 .0).

Entre os membros do Conselho Presbiteral o Bispo diocesano


escolhe os componentes do Colégio dos Consultores, não menos de
seis nem mais de doze. Estes são nomeados por cinco anos, mas,
vencido este prazo, permanecem no posto até a constituição do novo
Colégio (c. 502 § 1 .0) .

Pela norma em v igor até 27 de novembro de 1 983, o ofício dos


Consultores diocesanos se prolonga por três anos, podendo os mes­
mos ser reconduzidos (Código de 1 9 1 7, c. 426 §§ 1 .0 e 2.0).

O presidente do Colégio dos Consultores é o Bispo diocesano


(c. 502 § 2.0).

De acordo com o Códi go de 1 91'7 , o Conselho dos Consultores


diocesanos deve ser constituído nas Dioceses onde não há o Cabido
dos Cônegos (c. 423) . O novo Código ·exige que o Colégio dos
Consultores seja constituído em todas as Dioceses (c. 502 § 1 .0).

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46 . CABIDO DOS CONEGOS

No Código de 1 9 1 7 são dedicados aos cônegos 32 cânones; no


novo Código, apenas 8 cânones.

Segundo o Código de 1 91 7, o Cabido dos Cônegos é como o sena­


do ou Conselho do Bispo, e faz as vezes deste quando fica vaga a
sede episcopal (c. 391 § 1 .0). O novo Código deixou os Cônegos
sem estas atribuições (c. 503 ss.).

No Cabido a função mais relevante é a do cônego penitenciário:


em virtude de seu ofício, tem faculdade ordinária, não delegável, de
absolver, no foro sacramental das censuras /atae sententiae não de­
claradas, não reservadas à Sé Apostólica, podendo exercer este poder,
dentro da Diocese, mesmo em favor dos estranhos, e mesmo fora
da Diocese em favor dos diocesanos.

Onde não existe Cabido, o Bispo deve conceder esta faculdade


a um sacerdote (c. 508 §§ 1 .0 e 2.0).

47 . CONSELHO PASTORAL

O Conselho Pastoral, constituído de clérigos, religiosos e princi­


palmente de leigos, será constituído conforme as circunstâncias pas­
torais de cada Diocese. Todos os membros devem estar em plen::1
comunhão com a Igreja católica (novo Código, c. 5 1 1 e 5 1 2 § 1 .0).

O Conselho Pastoral, cujo presidente é o Bispo diocesano, tem


voto apenas consultivo, e deve ser convocado ao menos uma vez
por ano (c. 5 1 4 §§ 1 .0 e 2.0).

O Conselho Pastoral é constituído por tempo determinado se­


gundo os estatutos, e cessa quando vaga a sede episcopal (c. 51 3
§§ 1 .0 e 2.0).

48 . PARóQUIA E PAROCO

No novo Código se leva em conta, na definição de Paróquia, mais


. a comunidade de pessoas do que o aspecto geográfico ou territorial
(c. 5 1 5 § 1 .0). Não se despreza, porém, a territorialidade da Paróquia
(c. 51 8). Pode, todavia, haver Paróquia sem limites territoriais defi­
nidos (Paróquias pessoais) (c. 5 1 8). Seria o caso de Paróquia dos
estudantes, ou dos operários, ou dos professores de toda uma cldadu
onde há várias paróquias com limites territoriais.

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Para erigir, ou supr1m1r, ou modificar Paróquias, o Bispo dioce­
sano deve ouvir o Conselho Presbiteral, sem obrigação de cumprir a
deliberação deste- (c. 5 1 5 § 2.0 ; 1 27 § 2.0, n. 2) .
Na falta de sacerdotes, o cuidado pastoral da Paróquia pode ser
entregue a um diácono ou outra pessoa sem o caráter sacerdotal, ou
a uma comunidade de pessoas, sob a direção de um sacerdote com
faculdades e poderes de pároco (c. 51 7 § 2.0) .

Para alguém ser nomeado pároco validamente é preciso que


esteja constituído na ordem de presbiterato (1 983, c. 521 § 1 .0)

. Já não se fala de diferença entre párocos amovíveis e inamoví­


veis, de acordo com o Vaticano 11 (Christus Dominus, 3 1 ).

O pároco deve ser estável, nomeado por tempo indefinido. Pode- li


-se admitir o contrário em virtude de decreto da Conferência dos
Bispos (1 983, c. 522).
Ficando vaga a Paróquia, antes do juízo sobre a idoneidade do
novo pároco a ser nomeado, o Bispo ouça o vigário forâneo, e, se for
oportuno, ouça também outros �resbíteros e--/elgos( f983� c. 524).
Estando vaga ou impedida a sede episcopal, o Administrador dio­
cesano ou outro que governa interinamente a Diocese pode nomear
párocos depois de um ano a partir da vacância ou impedimento (1 983,
c. 525 n. 2) .
Nos c. 528 e 529 do novo Código se encontram preciosís­
simas 1normas e diretrize-s'. para uma pastoral paroquial eficiente e li
proveitõsa. Aí se encontra, inclusive (c. 528 § 1 .0), a expressão
"justiça social" que não aparece no Código de 1 9 1 7, nem era então
conhecida, visto que foi usada pela primeira vez por Pio XI , em 1 93 1 ,
na Encíclica Quadragésimo Anna.
Quanto às funções especialmente atribuídas ao pároco o Código
de 1 9 1 7, c. 462, n. 4 e 6 fala de proclamas para ordenações, de
casamentos e de bênção de casas. O novo Código não alude a estélS
funções, e inclui duas que não se encontram no Código de 1 9 1 7: con-,
ferir o sacramento da confirmação aos que se acham em perigo de
morte e celebração eucarística mais solene aos domingos e festas
de preceito (1 983, c. 530, n. 2 e 7).
Compete ao Bispo diocesano, que no caso deve consultar o Con- ' "
selho Presbiteral, determinar o destino d e ofertas do povo por ocasião
de funções paroquiais ( 1 983, c. 531 )-.
De acordo com o Código de 1 9 1 7 (c. 465 § 2.0), o pároco pode
estar ausente da Paróquia (férias) em cada ano, até por dois meses
contínuos ou interromp idos. Conforme o novo Código, c. 533 § 2.0,

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·, as férias do pároco se reduzem a um mês contínuo ou interrompido,
não se contando os dias de exercícios espirituais (retiro).

Para ausência do pároco por mais de uma semana o Código de


1 9 1 7 exige:

1. causa legítima;
2. licença escrita do Ordinário;
3. deixar em seu lugar um Vigário substituto a ser aprovado
pelo Ordinário.

O novo Código simplificou a disciplina. Basta que o pároco, no


caso de ausência por mais de uma semana, avise ao Ordinário do
lugar, e compete ao Bispo diocesano tomar as devidas providências
para não ficar prejudicada a Paróquia (c. 533 §§ 2 .0 e 3.0) .
Quanto aos livros paroquiais o novo Código não fala do livro
do estado das almas (c. 535 § 1 .0).
O Bispo diocesano, ouvido o Conselho Presbiteral, pode determi­
nar a constituição de Conselhos Pastorais nas Paróquias. Estes Con­
selhos têm apenas voto consultivo (c. 536 §§ 1 .0 e 2.0) .
Obrigatória a constituição do Conselho de assuntos econômicos
em cada Paróquia (c. 537) .
Ao completar setenta e cinco anos de idade, o pároco é solici­
tado a apresentar sua renúncia (c. 538 § 3 .0) e pode ter o título de
emérito (c. 1 85).

Áureas normas de pastoral paroquial nos c. 528 e 529:

- palavra de Deus integralmente anunciada aos que vivem na


Paróquia;
- instrução dos leigos nas verdades da fé, especialmente pela
homilia e catequese;
- estímulo às obras que promovem o espírito evangélico (Cur­
silhos, Movimentos de jovens, Pastoral familiar, Focolare etc.) ;
- educação católica das crianças e jovens;
- anúncio, também pelo trabalho dos leigos, do Evangelho aos
que se afastaram das práticas da religião ou não professam a ver­
dadeira fé;
- Eucaristia como centro da comunidade paroquial dos fiéis;
- devota celebração dos sacramentos, com acesso freqüente
à Penitência e Eucaristia;
- oração em família e participação consciente e ativa na liturgia;
- evitar abusos na liturgia;
- conhecimento dos fiéis da Paróquia, visita às famílias, parti-
cipação nas preocupações, angústias e dores dos paroquianos ;

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- prudente correção; r,
- ajuda aos doentes com exuberante caridade;
- especial dedicação aos pobres, aos aflitos e solitários, aos 1
exilados, aos que passam por especiais dificuldades:
- ajuda aos esposos e pais no cumprimento dos seus deveres; 1
- incentivo ao crescimento da vida cristã na família;
- estímulo às associações que se propõem a finalidades reli-
giosas;
- cooperação com o Bispo e com o Presbitério;
- incentivo aos leigos do espírito de comunhão na Paróquia, na
Diocese e na Igreja universal e estímulo às obras que se destinam a
promover esta comunhão:
- incentivo a obras que promovem a justiça social.

Esplêndido plano de pastoral paroquial. Se se cumprir em todas


as Paróquias o que aí está, o mundo se transformará.

Nestes dois cânones está um dos grandes méritos do novo Código.

49 . ADMINISTRADOR PAROQUIAL E VIGARIOS PAROQUIAIS

Foi notavelmente modificada a disciplina canônica relativa aos


vigários paroquiais.

Conforme o Código de 1 91 7, os vigários paroquiais são:


- vigário ecônomo, que rege a Paróquia vaga até a nomeação
do novo pároco (c. 472, n. 1 ) ;
- vigário substituto, que rege a Paróquia quando o pároco se
ausenta por mais de uma semana (c. 465 § 4.0 e 474) ;
- " vigário adjutor, se o pároco, por velhice, cegueira etc., já não
tem condições de exercer como convém o seu ofício (c. 475 § 1 .0);
- vigário cooperador, se, devido à multidão do povo, ou por
outras causas, o Ordinário julga que o pároco não pode sozinho exer­
cer como convém as funções paroquiais (c. 476 § 1 .0).

E também se fala de Sacerdote suplente, que o pároco deve


indicar ao Ordinário, quando se ausenta por mais de uma semana
por causa repentina e grave (c. 465 § 5 .0).
' No novo Código tudo é mais simples. Fala-se apenas de Admi­
nistrador paroquial e vigários paroquiais sem mais subdivisões.
Vagando a Paróquia, ou ficando o pároco impedido por motivo de
prisão, exílio, confinamento, incapacidade, doença ou qualquer outra
causa, o Bispo diocesano deve quanto antes nomear um Administrador
paroquial (não mais vigário ecônomo) (c. 539).

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. Se o Bispo não determinar o contrário, o Administrador paroquial
I tem os mesmos di reitos e os mesmos deveres do pároco (c. 540 § 1 .0).
Terminada a sua função, o Administrador paroquial prestará con­
tas ao novo pároco, ou ao mesmo pároco, se este retornar às funções
1 do cargo (c. 540 § 3 .0) .

Sendo necessário ou oportuno, o Bispo pode nomear um ou mais


vigários paroquiais para que, como cooperadores do pároco e partici­
pantes de sua solicitude, prestem sua ajuda no ministério pastoral
(c. 545 § 1 .0) .
A ampl itude da ajuda a ser dada pelo vigário paroquial pode
variar quanto às pessoas e quanto ao espaço (c. 545 § 2 .0) , conforme
as determinações do Bispo que o designa.
Ficando vacante a Paróquia, ou impedido o pároco, o_vigário parQ­
quial assume interinamente o governo da Paróquia antes da nomeação
do Administrador paroquia l . Se houver vários vigários paroquiais, assu­
me as funções paroquiais o mais antigo na nomeação. Se não houver
vigário paroquial , o pároco determinado pel o direito particular passa
a reger a Paróquia. E se houver vários vigários paroquiais nomeados si­
multaneamente, quem assume o governo da Paróquia? O melhor meio
de evitar a difi culdade é o cuidado de não nomear vários vigários
paroquiais, simultaneamente, para a mesma paróquia.

Conforme o Cód igo de 1 9 1 7, o Bispo, para nomear vigário coope­


rador, deve ouvi r o pároco (ç. 476 § 3.0). Norma do novo Código:
"O Bispo nomeia l ivremente o vigário paroquial , ouvindo, se julgar
oportuno, o pároco ou párocos das Paróquias para as quais é consti­
tuído, bem como o vigário forâneo (c. 547) .
Para constitui r um religioso nas funções de vigário paroquial ,
exige-se a apresentação ou pelo menos a anuência do Superior com­
petente (c. 547 e 682 § 1 .0) .

50 . VIGARIO FORANEO

Definição no novo Código: "Vigário Forâneo, também chamado


decano, arcipreste ou com outro nome, é o sacerdote colocado à
frente de um vicariato forâneo" (c. 553 § 1 .0) .
Segundo o Código de 1 9 1 7, a nomeação de Vigário Forâneo não
recai necessariamente sobre um pároco (c. 448 § 2.0) , mas o BispoJ
o deve escol her de preferência entre os reitores de Igrejas paro­
qu iais (c. 446 § 1 .0) . O novo Cód igo amplia mais a l i berdade do
Bispo. O ofício ·de Vigário Forâneo não está l igado às funções de

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pároco , e o Bispo fica i ntei ramente l ivre para nomear o sacerdote
que ju lgar idôneo, tendo ponderado as ci rcunstâncias de l ugar e
tempo (c. 554 § 1 .0) .
A pri ncipal função do Vigário Forâneo, segundo o novo Código,
é "promover e coordenar a atividade pastoral comum ao vicariato"
(forania) .
O Código de 1 91 7 não alude a consulta do Bispo a quem quer
que seja para a nomeação de Vigário Forâneo . O novo Código, porém,
dispõe: "O Vigário Forâneo é nomeado pelo Bispo diocesano, tendo
ouvido, de acordo com seu prudente juízo, os sacerdotes que exercem
seu mi nistério no vicariato em questão" (c. 553 § 2.0) .
Permanecem no novo Código as funções de inspeção do Código
de 1 9 1 7.

51 . INSTITUTOS DE VIDA CONSAG RADA E SOCIEDADES DE VIDA


APOSTóLICA

O Superior maior (Geral , Provincial) pode permiti r, com o consen­


timento do seu Consel ho, a permanência de rel i giosos fora da casa
do i nstituto, por justa causa, não, porém, por mais de um ano (novo
Código, c. 665 § 1 .0) . Não está proibida a renovação da licença. Mas
renovações sucessivas , de modo que o rel igioso passe longos
anos isolado de qual quer comunidade do instituto, contrariam o espí­
rito da lei .
Licença para permanência fora de qualquer casa do insituto por
um período maior (" mais de um ano") pode ser concedida por três
motivos :

- tratamento de saúde;
- estudos ;
- apostolado em nome do instituto (c. 665 § 1 .0) .

Tal permanência pode ser prolongada enquanto perdurar a causa,


visto que a lei não marca limite de tempo.
A causa " aposto l ado" pode ser atividade pastoral em lugar onde
não há casa do i nstituto, ou incompatib i l i dade entre os trabalhos do
rel ig ioso e a discipl i na da casa.
Conforme o Código de 1 9 1 7, só a Santa Sé pode conceder indulto
de exclaustração e secularização nas rel igiões de d i reito pontifíc!o.
O Ord inário do l ugar pode conceder tais indultos nas rel igi ões de
direito d iocesano (c. 638) .

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O novo Cód igo confere ao Superior-geral (Supremo) a faculdade
de conceder, com o consentimento do seu conselho, indu lto de ex­
claustração a rel igiosos de votos perpétuos, não, porém, por mais
de três anos . Se o reli gioso é clérigo, exige-se o consentimento
prévio do Ordi nário do lugar onde ele pretende residir. Prorrogação
do indu lto ou concessão por mais de três anos é competência da
Santa Sé, no caso de instituto de direito pontifício, e do Bispo dioce­
sano no caso de instituto de di reito diocesano (c. 686 § 1 .0) .

Somente a Santa Sé, pode conceder indulto de exclaustração a


monjas (c. 686 § 2 .0) .
Quanto ao indulto de afasta m ento do instituto (secularização) ,
o novo Código dispõe :
- o professo de votos perpétuos não o peça a não ser por
causas gravíssi mas, ponderadas diante de Deus ;
- o interessado apresente o seu ped ido ao Superior-geral ( Mo­
"
derador Supremo) e este transmitirá o requeri mento, com o seu
voto e o do seu Conselho, à Santa Sé, se o instituto é de direito pon­
tifício, e ao Bispo diocesano, se o instituto é de direito diocesano
(c. 691 §§ 1 .0 e 2 .0).

Entre as causas pelas quais o religioso fica ipso facto demitido,


o Código de 1 91 7 inclui : fuga com pessoa do outro sexo (c. 646 § 1 .0,
n. 2). O novo Código não menciona esta causa (cfr. c. 694) .
Temos mais diferenças bem relevantes entre os dois Códigos.
Os I nstitutos de vida consagrada estão divididos em :
- Institutos Relig iosos ; e
- Institutos Secu lares.
As Sociedades de Vida Apostólica não estão classificadas como
Institutos de Vida Consagrada.

Nos Institutos Rel igiosos, de acordo com os dois Códigos, de­


vemos considerar:

- vida consagrada pel a profissão dos consel hos evangélicos , com


os votos de obedi ência, castidade e pobreza ( 1 9 1 7, c. 487 ; 1 983
c. 598 § 1 .0) , tendo o novo Cód igo mudado a ordem que agora
fica sendo - castidade, pobreza e obediência;
2 - vida comum ( 1 9 1 7, c. 594 § 1 .0; 1 983, c. 608) .

Os Institutos Secu lares , que também são de vida consagrada,


têm em comum com os Institutos Relig iosos a vida consagrada pela
profissão dos conselhos evangélicos (c. 573 § 1 .0) assumidos por
vínculos sagrados que não são necessariamente os votos (c. 7 1 2 ) .

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Não se exige a vida comum , podendo os membros viver no mundo.
na própria família (c. 71 4) .
As Sociedades de Vida Apostólica se caracterizam pela vida
fraterna em comum , em casa eregida pela competente autoridade
da sociedade, com o p révio consenti mento escrito do Bispo d iocesano
(c. 73 1 § 1 .0; 733 § 1 .0). Podem ser assum idos os conselhos evangé­
licos por meio de algum víncu lo determinado pelas Constitui ções e
disti nto dos votos (c. 73 1 §§ 1 .0 e 2 .0).

Em resumo :

- os Institutos Relig iosos se caracterizam pelos conselhos


evangélicos e pel a vida comu m ;
- os Institutos Seculares , pelos consel hos evangélicos ;
- as Sociedades de Vida Apostólica, pela vida comum.

E as três entidades são governadas por Superiores ou Mode­


radores de vários g raus. O Cód igo não admite "Coordenadora" em
vez de Superiora ou Moderadora. Pode parecer que o novo Códi go
dá mais ênfase ao poder, mas , por outro lado, convém notar que
agora o Código fala de Superiores com poder defin ido pelo direito
universal e pelas constitu ições , abandonando a expressão "poder
dominativo " do Cód igo de 1 9 1 7 no c. 501 § 1 .0•

- Casas. O Código de 1 9 1 7 denomi na "casa formada" aquela


em que resi dem no m ínimo seis re ligi osos professas (c. 488,
n. 5). No novo Código já não se fala de d iferença entre casa
formada e casa não formada. Fica ass i m o Ordinário do lugar
sem a obrigação que lhe i mpõe e c. 6 1 7 § 2.0 de vigi lância e
providências no tocante a abusos em casas não formadas.
- Eleição de Superior-geral. O Código de 1 91 7 exige a presi­
dência do Ord i nári o do l ugar na eleição da Superi ora-geral ,
sem distinção entre instituto de direito pontifício e de direito
diocesano (c. 506 § 4 .0) . Conforme o Código de 1 983 , não
compete ao Bi spo d iocesano presid i r a el eição da Superiora­
-geral de i nstituto de direito pontifício (c. 625 § 2 .0).
--:- Visita do Ordinário do l ugar. D e acordo com o Código de
1 9 1 7 , o Ord i nário do lugar deve visitar todas as casas de Con­
gregações laicais e clericais ( mesmo i sentas) de d i reito pon­
tifício (c. 5 1 2 n. 1 2 e 1 3) . O novo Códi go l i mita o d i reito
e dever da vis ita aos mosteiros sui iuris e aos institutos da
direito diocesano situados no território do Bispo diocesano
(c. 628 § 2.0).

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- Pobreza. C. 634 § 2.0 do novo Códi go: " Evitem, porém, qual­
quer manifestação de luxo, lucro imoderado e acúmulo de
bens". Esta norma seria evidentemente supérflua se se refe­
risse a cada rel igioso ou rel i giosa. Do contexto (vide § 1 .0)
resulta claramente que a determinação se refere aos i nsti­
tutos, provinciais e casas. �. portanto, bem oportuna a nota
de Jesus Horta I: "O novo Código apresenta uma sadia preo­
cupação com a pobreza coletiva, da qual nem se falava no
de 1 9 1 7" (p. 295) .
- Alienação de bens. Prescreve o Códi go de 1 9 1 7, c. 534 § 1 .0 :
Para al ienação d e coisas preciosas o u d e bens cujo valor ultra­
passa a soma de tri nta mil francos ou l i ras , é necessária a
l icença da Santa Sé. O novo Código modificou um pouco
esta norma. � exig ida a l icença da Santa Sé não no caso em
que o valor ultrapassa uma quantia predeterminada na lei ,
mas no caso em que o valor é maior que a soma determi­
nada pela mesma Santa Sé para cada região (c. 638 § 3.0) .

- Postulado. Normas no Códi go de 1 9 1 7, c. 539-541 . Nenhuma


determinação no novo Código. Exigência abol ida.
- Admissão ao noviciado. O novo Código é um pouco mais
exigente quanto à· idade necessária para a val idade da admis­
são - 1 7 anos completos em vez dos 1 5 exigidos pelo Código
de 1 9 1 7 ( 1 9 1 7, c. 542, n. 1 ; c. 55� § 1 .0, n. 1 ; 1 983, c. 643 § 1 .0,
n. 1 ) . Nova também . é a exigência para a val idade da admis­
são, de não estar o candidato l igado por vínculo sagrado a
um Instituto Secular ou a uma Soci edade de Vida Apostólica.
Ati ngidos pelo mesmo impedi mento os que tenham ocultado
sua incorporação a um Instituto de Vida Consagrada ou a
uma Sociedade de Vida Apostólica. Esta exi gência do c. 643
§ 1 .0, n. 5 pode parecer supérflua depois da norma
do n. 3. A tradução portuguesa autorizada pela CNBB des­
prezou o "actu" do texto lati no. A importância do "actu"
é precisamente esta: o i mped i mento ati nge quem ainda
está ligado a uma das entidades mencionadas , ao passo
que o n. 5 ati nge quem já esteve incorporado a uma dessas
entidades e ocultou esta ci rcunstância. No mai s, o novo
Códi go é muito mais benigno do que o de 1 91 7. Enquanto
o Código de 1 9 1 7 menciona oito exigências para a val idade
e seis para a liceidade (14 exigências), o novo Código, sem
falar de condições para a liceidade, arrola apenas cinco requi­
sitos para a validade ( 1 91 7, c . 542 ; 1 983, c. 643) . O novo
Cód igo não menciona neste cânon , por exemplo, os que ade­
ri ram a uma seita acatól ica, nem os que têm dívida insolvível,

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nem os fi lhos que devem socorrer os pais ou avós, nem os
pais cujo auxílio seja necessário para al i mentar ou educar
os fi lhos. Sem al usão a val idade ou liceidade, o c. 644
determina que os Superiores não admitam ao noviciado os
clérigos seculares sem consultar o Ordinário deles, nem os
end ividados que não podem pagar a dívida. Está claro que
os impedimentos mencionados neste cânon não atingem a
validade da admissão, mas exigem-se apenas para a l i ceidade.

- Validade do noviciado. O Código de 1 9 1 7, além da mencionada


exigência de i dade, exige também:
- um ano completo e contínuo;
- em casa de novi ciado (c. 555 § 1 .0, n. 2 e 3) .

Exceções no novo Código q uanto à exigência de noviciado em


casa devidamente designada para isso:
- em casos parti cu l ares , o Moderador Supremo (Superior-geral) ,
com o consentimento de seu conselho, pode permitir que o noviciado
seja feito noutra casa do Instituto, sob a d i reção de um rel igioso
experiente que faça as vezes do mestre de noviços;
- o Superior Maior (não só o Supremo) pode permiti r que o
(ou um) grupo de noviços , em determinados períodos de tempo, more
em outra casa do I nstituto designada por ele (c. 647 §§ 2 .0 e 3.0) .

A du ração do noviciado deve ser de doze meses no mín i mo e


dois anos no máximo (c. 648 §§ 1 .0 e 3 .0) .

Fica inválido o noviciado no caso de ausência da casa por espaço


de mais de três meses, salvas as mencionadas exceções . A ausência
que ultrapassar qui nze d ias deve ser suprida. O Superior Maior
(não só o Geral) pode antecipar a primeira profissão até por q uinze
dias (c. 649 §§ 1 .0 e 2.0).

- Mestre de noviços:
Para o cargo d e Mestre de noviços o Código exige ( 1 91 7)
tri nta e ci nco anos de idade no m ínimo e pelo menos dez
de p rofesso (c. 559 § 1 .0) . O novo Código é menos exigente:
o M estre de noviços deve ser um rel igioso de votos perpétuos
(não importa por q uanto tempo) e não se exige i dade mí­
nima (c. 651 § ) .
- Admissão à profissão:
Concluído o novic iado, o noviço deve ser admitido à profis­
são temporária , se julgado idôneo; caso contrário, seja
dem itido. R estando dúvid a sobre a idoneidade, o tempo de

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prova pode ser prorrogado pelo Superior Maior, não, porém ,
por mais de seis meses (c. 653 § 2 .0).
Quanto às condições para a val idade da profissão, no­
tam-se duas pequenas diferenças entre o Código de 1 9 1 7 e
o de 1 983:
- o Código de 1 9 1 7 diz: " Para a validade de qualquer
profissão rel igiosa se exige . . . " (c. 572 § 1 .0) ; e o novo Có­
d igo diz: " Para a val idade da profissão temporária, se exi­
ge . . . " (c. 656) ;
- diferença na exigência relativa à idade , como já v i mos.

Ambos os Cód igos destacam em dispositivo especi al as condi­


ções próprias para a validade da profissão perpétua :

- no Código de 1 9 1 7 - que antes da profissão perpétua tenha


ocorrido a temporária (c. 572 § 2 .0) ;
- no Cód igo de 1 983 - i dade de 21 anos completos e prévia
profissão temporária, ao menos por três anos (c. 658) .
- Obrigações. O Código de 1 9 1 7 fala de obrigações e privi légios
dos rel igiosos (c. 592-625) . O Código de 1 983 fala de obri­
gações e di reitos (c. 662-672) , evitando, como no caso dos
clérigos, e hoje malsoante, o vocábulo privilégio.
Muita afi nidade e algumas diferenças entre o c . 595, de 1 91 7
e o c . 663 , de 1 983.

Figuram no c. 595 , d e 1 9 1 7 e não no c. 663, de 1 983 :


- confissão ao menos uma vez por semana;
- faculdade conced ida ao Superior de proi bir de comungar antes
de nova confissão o religioso que deu escândalo grave à
comunidade ou cometeu alguma falta grave e externa ;
- comunhão em dias determi nados como norma di retiva.

Figuram no c. 663 , de 1 983 e não no c. 595, de 1 9 1 7 :


- contemplação das coisas divinas e a união com Deus pela
oração assídua como o principal dever de todos os rel igiosos;
- adoração ao Senhor presente no Sacramento ;
- leitu ra da Sagrada Escritura ;
- culto especial à Virgem M ã e d e Deus , também c o m o rosário
mariano;
- l iturgia das horas de acordo com as prescrições do di reito
próprio (este dever vem consignado no Código de 1 9 1 7 no
c. 61 0 § 1 .0 e se refere às rel igiões que têm obrigação de
coro) ;
- confissão freqüente (c. 664) .

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Essas práticas de espi ritualidade não estão colocadas sob os
cu idados dos Superi ores . Aqu i , como no caso idêntico relativo aos
clérigos, o leg i slador achou melhor confiar os atos de espi ritual idade
à responsabil idade dos súditos do que exigir providências dos Su­
periores .

- Pobreza. O Código de 1 9 1 7 distingue vários graus de pobreza


dos rel igiosos :

- os professas de votos simples (é o caso das Congrega­


ções) , se as Constituições não determinam o contrário, con­
servam a propriedade de seus bens e a capacidade de adquirir
outros (c. 580) ;
- os professas de votos solenes (é o caso das Ordens) , se
adqui rem bens, estes pertencem à Ordem, à província ou à
casa, conforme as Constituições ;
- se a Ordem é incapaz de possui r , tais bens pertencem à San·
ta Sé (c. 582 ) .

No novo Código não há disti nção entre votos simples e votos


solenes . O c. 668 § 5 .0 d ispõe : " Pela natureza de seu i nstituto, o
professo que tiver renunci ado plenamente a seus bens perde a capa·
cidade de adqu i ri r e possu i r ; por i sso pratica inval idamente atos con·
trários ao voto de pobreza. Mas o que l he advém depois da renúncia
pertence ao instituto, de acordo com o di reito próprio". A tradução
oficial da CNBB desprezou o "propri i " do texto lati no. A renúncia
de que aqu i se trata não é obrigatória.

- Apostolado dos religiosos. C. 673-683 do novo Código.

- Atribuições e competências dos Bispos (c. 678 §§ 1 .0, 2.0 e 3.";


683 §§ 1 .0 e 2 .0).
- Demissão. O c. 700 do novo Código atri bui ao Superior-geral
o poder de decretar demissão de membros de seu i nstituto,
mas o decreto não terá valor se não for confi rmado pela
Santa Sé ou , se se tratar de rel igião de di reito diocesano,
pelo Bispo da diocese em que se encontra a casa à qual o
rel i gioso está adscrito.
O comentário do Padre Horta! assi nala que a "diferença
com o proced i mento que anteriormente estava em vigo r é que
antes o Superior·geral não dava nenhum decreto, mas apenas
apresentava uma proposta à Santa Sé", p. 326. N isto não vejo
como concordar com o abal izado canonista e i ntérprete muito
sapiente do novo Código. Efetivamente, segundo o Código
de 1 91 7, nos casos de rel i giosos de votos perpétuos, tanto

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nos i nstitutos laicais como nos clericais, isentos ou não, é
competente o Superior-geral para decretar a demissão e não
apenas para apresentar uma proposta à Santa Sé (c. 650 § 2.0,
n . 2; c. 655 § 1 .0) .

52 . MOVI M ENTO ECU M�NICO

O Código de 1 9 1 7 não fala de movimento ecumênico. Não esta­


vam ainda postas no devido relevo as perspectivas e visões do Con­
cíl io Vaticano 11 rumo ao ideal evangél ico- "que todos sejam um"
(Jo 1 7,2 1 ) . Ainda se admitia que era melhor aci rrar os âni mos com
polêmicas sobre purgatório, indulgências, imagens , culto dos san­
tos etc., do que aprofundar conheci mentos em diálogo fraterno e
si ncero sobre o mistério da salvação, divi ndade e human idade de
Jesus Cristo, vi rtudes de Nossa Senhora, fé, caridade etc. Olhava-se
demais para o que nos separa dos cristãos não catól icos, e pouca
importância se dava ao fortaleci mento dos laços que a eles nos unem.
Além de tantos outros gestos expressivos e edificantes, a cristan­
dade viu , maravi lhada, Pau lo VI e Atenágoras abraçando-se e cance­
lando velhas excomunhões recíprocas.
O sopro renovador que perpassa através dos documentos do
Concíl io Vaticano 11 e os magníficos exemplos de caridade e frater­
nidade dos Papas desde João XXI I I até João Paulo 11 na abertura para
os i rmãos separados i nspi raram as normas do c. 755 do novo Código:

- compete a todo o Colégio dos Bispos e à Santa Sé fomentar


e dirigir o movimento ecumênico entre os catól icos , em vista da rei n­
tegração da unidade entre todos os cristãos (§ 1 .0) ;
- devem também os Bispos e a Conferência dos Bispos promover
a mesma unidade até com normas práticas conforme as várias neces­
sidades e oportunidades , segundo as determinações da suprema auto­
ridade da Igreja (§ 2.0) .

53 . PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

Leigos podem ser chamados a cooperar com o Bispo e os pres­


bíteros no exercício dó ministério da palavra. Podem os leigos prestar
esta colaboração mesmo nas igrejas e oratórios públ icos , segundo as
determinações da Conferência dos Bispos . Não podem os leigos
fazer pregação dentro de funções litú rgicas (homi lias) . Para exercer
tal função é preciso ter recebido ao menos a ordem de diácono
(c. 759 , 766 e 767 § 1 .0) .

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Nestes cânones não se faz disti nção entre homens e mulheres,
e aí está a especial d iferença entre a norma do novo Código e o
d ispositivo do c. 1 327 do Cód igo de 1 9 1 7: Os Bispos, além dos páro­
cos, devem chamar a ajudá-los outros varões idôneos a fim de cum­
prir com fruto este ofício da pregação (c. 1 327 § 2.0) .

54 . CATEQUESE

No Código de 1 91 7 a catequese é dever gravissimo, principal­


mente dos pastores de al mas (c. 1 329) . No novo Código este dever
é apenas grave (c. 773 ) .

Desaparece a ameaça d e pena contra o s presbíteros e outros


clérigos que não ajudam o pároco na catequese (c. 1 333 § 2.0, de
1 9 1 7) , mas não fica esqueci da a cooperação dos clérigos (c. 776,
de 1 983) . Salienta-se a colaboração dos re ligiosos e das soci edades
de vida apostólica, e dos leigos, sobretudo catequistas (c. 776) . Mas
já não se fala de especial dever da associação da doutrina cristã,
consignado do Código de 1 9 1 7 (c. 1 333 § 1 .0) . Nem se menciona no
novo Cód igo a exi gência do Código de 1 91 7 rel ativa à i nstituição das
confrarias da doutrina cristã e do Santíssimo Sacramento (c. 7 1 1 § 2.0) .
Entretanto, não faltam no novo Código normas sobre associações que
se encarreguem de promover o culto público, a doutrina cristã, obras
de apostolado, especialmente de piedade, espi ritual idade e caridade
(c. 298 § 1 .0 ; 30 1 § 1 .0 ; 303 e 327) .
Os jovens, esquecidos nos cânones de 1 9 1 7 relativos à cate­
quese, são agora mencionados d uas vezes , mas sem o relevo que
era de se esperar, visto que são apresentados apenas como deve ser
catequizado e não como catequizadores (c. 776 e 777, n. 5 ) .

Ressalta-se a i mportância dos instrumentos d e comuni cação que


pareçam mais eficazes (c. 779) .
Quanto aos pais, aos q u e fazem s u a s vezes e o s padrinhos,
chama-se a atenção para o dever de educar na fé e na prática da
vida cristã, pela mensagem da pal avra e pelo testemunho do exem­
plo (c. 774 § 2.0) .

55 . AÇÃO MISSIONARIA DA IGREJA

Uma visão global do mundo de hoje evidencia que é premente


a necessidade, já enfocada por J. 8. Montini antes de ser promovido
ao sumo pontificado, de se pôr a Igreja em peso (toda a h ierarquia

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e todo o laicato) em estado de missão (Prefácio do l ivro NOVOS
RUMOS DA I G REJA M ISSIONAR IA, de Suenens) . No mesmo sentido,
diz o novo Código que toda a Igreja é, por sua natureza, missionária.
e, por isso, todos os fiéis cristãos (hierarquia e leigos) devem assumi:'
sua parte na obra missionária, sob a di reção suprema do Sumo Pon­
tífice e do Colégio dos Bispos , sal ientando-se a sol i·citude especial
de cada Bispo (c. 78 1 e 782 §§ 1 .0 e 2.0) .

Também os institutos de vida consagrada, os leigos devidamente


instruídos e os catequistas são convocados para a grande campanha
de âmbito universal e de assi nalado i nteresse local nas Igrejas parti­
culares (c. 783 e 785 §§ 1 .0 e 2.0) .

Pontos sal ientes da ação missionária:


- diálogo dos m issionários, com o reforço do testemunho da
vida e da palavra, com os que não têm fé em Cristo (c. 787 § 1 .0) ;
- respeito à índole e cultu ra dos povos pagãos aos quais se
leva o anúncio do Evangelho (c. 787 § 1 .0) ;
- cooperação de todas as Dioceses (c. 79 1 ) ;
- organização d o catecumenato segundo as diretrizes d a Confe-
rência dos Bispos (c. 788 § 3.0) .

56 . EDUCAÇÃO CATó LICA

Conforme o Código de 1 9 1 7 , a educação rel igiosa, moral , física


e cívica dos fil hos é gravíssima obrigação dos pais (c. 1 1 1 3) . Mais
uma vez o novo Cód igo atenua uma exigência do Código de 1 9 1 7.
A nova norma estabelece que os pais e os que fazem suas vezes têm
o direito e a obrigação de educar os filhos , mas não se diz que
esta obrigação é gravíssi ma, nem mesmo que é grave (c. 793 § 1 .0) .
Não é necessário dizer o que é evidente.
O mesmo dever e direito de educar cabe à Igreja por especial
razão (c. 794 § 1 .0) .
O c. 795 chama à atenção para o bem de cada um e o bem comum
da sociedade, para a harmonia no cresci mento dos dotes físicos,
morais e i ntelectuais, para a aquisição do senso de responsabilidade,
para o reto uso da l iberdade e participação ativa na vida social .

57 . ESCOLAS

Normas do novo Código:


- acentua-se a grande importância da estreita cooperação entre
os pais e os professores (c. 796 § 2 .0) ;

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- devem os pais confiar os fi lhos a escolas que ministrem edu­
cação catól ica , e, se não for possível, buscar outros meios de dar
educação católica (c. 798) ;
- não havendo escolas onde se ministre educação i mbuída de
espírito cristão, deve o Bispo esforçar-se para que sejam fundadas,
sem o omiti r providências também para conseguir a instalação de
escolas profissionais e técn icas e ai nda outras requeridas por neces­
sidades especiais (c. 80 2 §§ 1 .0 e 2.0) .

Escola catól ica é aquela que é d i rig ida pela competente autori­
dade eclesiástica ou por pessoa jurídica eclesiástica públ i ca, o u
como tal é reconhecida pela autoridade eclesiástica em documento
escrito. Nenhuma escola, embora seja realmente católica, pode tomar
o nome de escola católica sem o consentimento da competente auto­
ridade eclesiástica (c. 803 §§ 1 .0 e 3.0) .
I ncumbe ao Ordinário do l ugar o cuidado de conseguir que a
educação rel igi osa nas escolas seja confiada a mestres que se reco­
mendem pela doutrina exata, pelo testemunho de vida cristã e pela
arte pedagógica (c. 804 § 2 .0). Compete também ao Ordinário do
1 ugar, em sua Diocese, nomear o u aprovar os professores de religião,
bem como afastá-los ou exigir seu afastamento, caso o requei ra algum
motivo de ordem rel i giosa o u moral (c. 805) .
Supervisão e visita do Bispo Diocesano e providências dos Di re­
tores de Escolas católicas sob a vigilância do Ordi nário do l ugar no
sentido de que a formação nelas dada não fique em condições de
lnferioridade em relação ao n ível científico das outras escolas (c .
.806 §§ 1 .0 e 2.0) .

58 . U N IVERSI DADES CATóLICAS E OUTROS I NSTITUTOS DE


ESTUDOS SU PER IORES

Nen h uma u n iversidade , mesmo sendo de fato católica, pode tomar


o nome ou títu l o de Universidade católica sem o consentimento da
competente autoridade eclesi ástica (c. 808 ) .
A fidel idade aos princípios da doutri na catól ica nas universidades
.católicas fi ca sob a vigilância da Conferência dos Bispos e do Bispo
.diocesano (c. 81 O § 2 .0) .
Q uanto aos professores nas universidades catól icas, cabe à
autoridade competente , de acordo com os estatutos, tomar as devidas
,providências :
- para que sejam n omeados professores que se sobressaiam
pela idoneidade científica e pedagógica, pel a integridade da doutrina
.e probidade da v ida;

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- para que sejam afastados os professores aos quais faltem
esses requisitos (c. 8 1 0 § 1 .0).
Também aos leigos se deve dar oportun idade para estudos �e
teologia nas universidades catól icas (c. 81 1 § 1 .0).
O c. 8 1 3 confia ao Bispo diocesano o cuidado de se esforçar para
consegui r que mesmo nas universidades não católicas haja centro�
universitários católicos que sejam de ajuda , sobretudo espi ritual , à
juventude (c. 8 1 3) .
A s normas relativas à s universidades s e apl icam, com igual
razão, aos demais i nstitutos de estudos superiores (c. 8 1 4) .

59 . U N IVERSI DADES E FACU LDADES ECLESIÁSTICAS

Antes de tudo, não esquecer que universidade católica e univer·


sidade eclesiástica não são exatamente a mesma coisa. Toda univer­
sidade eclesiástica é universidade catól ica, mas nem toda universi­
dade católica é universidade eclesiástica.
Uma universidade pode ser de fato católica, mesmo sem o con­
sentimento expresso da competente autoridade eclesiástica, e este
consentimento basta para a universidade se i ntitular de " católica"
(c. 808). Para uma universidade ser " eclesiástica" não basta o sim­
ples consentimento da competente autoridade eclesiástica. É neces­
sário que seja ereg ida ou aprovada pela Sé Apostól ica, competendo
também a esta a alta supervisão (c. 8 1 6 § 1 .0). O Código de 1 91 7
exigia " constituição canônica" reservada à Sé Apostól ica, sem alusão
a uma si mples aprovação (c . 1 376 § 1 .0) que passa a ser suficiente
.

no novo Código.

Graus acadêmicos com efeitos canônicos na Igreja podem ser


conferidos somente por un iversidades ou faculdades ereg idas ou
aprovadas pela Santa Sé (c. 81 7) .

As universidades e faculdades eclesiásticas podem aceitar estu­


dantes leigos (c. 8 1 9) , e também a estes podem ser conferidos os
graus acadêmicos - leigos podem ser doutores em Teologia, D i reito
Canônico etc.
O Código não exige que os professores nas universidades e facul­
dades simplesmente católicas ou mesmo eclesiásticas, sejam clérigos.
Também nos leigos é possível encontrar os requisitos do c. 81 O § 1 .0•

Os c. 820 e 821 falam de cooperação entre u niversidades e facul­


dades mesmo não eclesiásticas e de providências da Conferência dos

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Bispos e dos Bispos diocesanos para que sejam fundados i nstitutos
superiores de ciências rel igiosas, nos quais se ensi nem as d iscipl i nas
teol ógicas e outras referentes à doutrina cristã.

60 . MEIOS DE COM UNICAÇÃO SOCIAL

Depois do interesse que o Concíl io Vaticano 11 despertou pel o


u s o dos meios de comunicação social , não s e expl icaria que este
assunto fosse omitido no novo Código.
São em nossos dias os instrumentos de comunicação socia l a
mais cortante espada de dois gumes . Por isso, o Código de 1 983
nos adverte sobre o uso positivo ou negativo dessa poderosa arma
que pode ser de grande proveito pastoral quando vivificada pelo espí­
rito humano e cristão, e pode trazer danos à fé e à moral dos fiéis,
se usada por agentes i nábeis ou maldosos (c. 822 §§ 2.0 e 3.u;
823 § 1 .0) .

O novo Código fez um i nesperado corte nas faculdades dos


Bispos : passa dos Ordinários dos l ugares para a Santa Sé e Confe­
rência dos Bispos a competência para aprovar edições dos Livros da
Sagrada Escritura (c. 1 385 §§ 1 .0 e 2.0, de 1 91 7, e 825 § 1 .0, de 1 983) .
Agora está firmada e m lei canônica a permissão de editar a
Bíblia em colaboração com os i rmãos separados (Bfbl ia ecumênica)
(c. 825 § 2.0).

Exigem-se duas condições:

- convenientes notas explicativas;


- l icença da Conferência dos Bispos .

Os c. 826, 838 e 846 trazem normas sobre l ivros litúrgicos :


- quanto às traduções de livros l itúrgicos , não sejam publi­
cadas sem a declaração do Ord i nário do l ugar da publ icação de que
concordam com a edição aprovada (c. 826 § 2.0) ;
- compete à Santa Sé editar os l ivros litúrgicos e aprovar suas
traduções para línguas vernácul as (c. 838 § 2 .0) ;
� compete à Conferência dos Bispos preparar as traduções
dos l ivros l itúrgicos (c. 838 § 3 .0) ;
- na celebração dos sacramentos, é o brigatório segui r fielmente
os l ivros l itúrgicos aprovados pela autoridade competente (c. 846) .

Exige-se aprovação d a competente autoridade eclesiástica para


se adotarem nas escolas e lementares, méd ias e superiores l ivros que

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tratam de questões atinentes à Sagrada Escritura, Teologia, Direi to
Canônico, História Eclesiástica e d isciplinas rel igiosas ou morais,
salvo o caso em que tais l ivros j á foram devidamente editados ou
aprovados pel a dita autoridade (c. 827 § 2.0) .
Permanecendo i nalterado o d i reito que tem cada Ordinário do
lugar, a Conferência dos Bispos pode organizar l i sta de censores de
l ivros que fiquem à d isposição das Cúrias diocesanas (c. 830 § 1 .0) .
Colaboração para órgãos de i mprensa que costumam atacar aber­
tamente a rel igião catól ica ou os bons costumes :
- os fiéis não o façam sem causa justa e razoável ;
- clérigos e rel igiosos não o façam sem l icença d o Ordinário
do l ugar (c. 831 § 1 .0) .

Cabe à Conferência dos Bispos dar normas sobre o que se re­


quer para clérigos e religiosos poderem tratar de assuntos referentes
à doutrina catól ica ou aos costumes em programas de rádio ou tele­
visão (c. 831 § 2.0) .

61 . PROFISSÃO DE FJ:

Exige-se profissão de fé a ser feita pelos promovidos à ordem


do diaconato ( exigência do novo Código, c. 833 n. 6). Não se exi ge
mais profissão de fé a ser feita pelos promovidos ao canonicato, pelos
censores de l ivros, pelos sacerdotes aprovados para ouvi r confissões,
pelos pregadores (cfr. c. 1 406 § 1 .0, n. 5 e 7, de 1 91 7) . Por falta de
razão de ser, cai u a exigência de profissão de fé a ser feita pelos
admitidos ao subdiaconato. Devem fazer a profissão de fé tanto o Admi­
nistrador diocesano como o Vigário Capitular (c. 1 406 § 1 .0, n .4, de
1 9 1 7; c. 833, n. 4 , de 1 983) . O Vigário Episcopal e o Vigário Judicial,
dos quais não se fala no Código de 1 9 1 7, também devem fazer a
profissão de fé (c. 833, n. 5) . O Código de 1 9 1 7 exige que os Consul­
tores diocesanos façam profissão de fé (c. 1 406 § 1 .0, n. 6), mas o
novo Código não exige dos membros do Colégio dos Consultores.
Quanto aos outros casos, concordam os dois Códigos.

62 . SACRAM ENTOS EM GERAL

Cód igo de 1 91 7, c. 731 § 2 .0 - proi bição de conferir os sacra­


mentos da Igreja a hereges ou cismáticos, mesmo que estejam em
boa fé.

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O novo Cód igo traz as condições em que é permitido:

- aos catól icos, receber os sacramentos da Penitência, Eucaristia


e U nção dos enfermos, conferidos por ministros não catól icos ;
- aos ministros catól icos conferir estes sacramentos a quem
não está em plena comunhão com a Igreja católica (c. 844 §§ 2.0,
3 .0, 4.0 e 5.0 ) .

Quanto a o óleo a s e r usado nos sacramentos, o Código de 1 9 1 7


exige simplesmente que seja de ol iveira (c. 734 § 2 .0). Segundo o
novo Código, o óleo pode ser de ol iveira ou de outras plantas (c. 847
§ 1 .o).
De acordo com o Código de 1 9 1 7, as espórtul as por ocasião dos
Sacramentos e sacramentais devem ser determinadas pelo Concíl io
Provincial ou reunião dos Bispos da Província, ficando a decisão a
depender de aprovação da Santa Sé (c. 1 507 § 1 .0). Conforme o
Cód igo de 1 983, as espórtulas serão determinadas pela autoridade
competente. Qual ? (c. 848).

Acrescenta-se que não se deixem os necessitados sem o auxíl io


dos sacramentos por causa da sua pobreza.
O c. 846 § 1 .0, do novo Código, dispõe: " N a celebração dos sacra­
mentos , sigam-se fiel mente os livros l itúrgicos aprovados pela auto­
ridade competente; portanto, n inguém acrescente, suprima ou altere
coisa al guma neles por própria iniciativa". Este novo dispositivo
canônico reproduz ipsis l itteris a determinação do Vaticano 1 1 , i nfe­
l izmente por muitos desprezada, ou esquecida, ou ignorada : salva a
competência suprema da Sé Apostólica e a faculdade mais restrita
da Conferência dos Bispos e do Bispo d iocesano, "jamais qualquer
outro, mesmo que seja sacerdote, acrescente, ti re ou mude por conta
própria qualquer coisa à l itu rgi a " (Sacrosanctum Concilium, 22 §§ 1 .0,
2.o e 3.o) .'
E a criatividade? Para dar largas à criatividade, com a devida
prudência, todos podem promover experi ências de oração, funções
paral itúrgicas, celebrações extral itúrgicas da palavra etc. A l iturgia,
porém, não pode ficar flutuando à mercê dos gostos ou preferências
individuais. Ouvi certa vez um ardoroso adepto do movimento caris­
mático dizer: " Não sou muito de cumprir rubricas". Efetivamente,
não .o foi , nem muito nem pouco, na missa que logo depois cel ebrou .
O que não houve foi qualquer vantagem d as suas normas individuais
sobre as rubri cas .

Outros parece não e ntenderem a grande importância do si lêncio


l itúrg ico e levam o povo a i nterrompê-lo até com fórmulas há muito
abol idas.

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Alega-se que não se pode estar atento a tantas exigências das
rubricas . Mas, por outro lado, presta-se muita atenção a minudências
abol idas. São muitos, por exemplo, os que ainda têm o cuidado de
juntar as mãos ao dizerem "demos graças ao Senhor nosso Deus";
e se despreza a norma ainda em vigor que manda i ncl i nar a
cabeça aos nomes de Jesus e Maria - rubrica de sól ido fundamento
bíbl ico (Fip 2,1 0 ; Lc 1 ,48) .

Por vezes as i ncoerências vêm do alto. Atribui-se grande i mpor­


tância às diferenças entre solenidade, festa e memória. Entretanto,
até no Missal muitas vezes se faz tábua rasa dessas d iferenças.
Temos, por exemplo, no M issal Romano:

8 de dezembro - Imacul ada Conceição de Nossa Senhora,


SOLEN I DADE, e, logo, na oração sobre as oferendas: " . . . na FESTA
da Vi rgem Maria . . . " A Solenidade foi rebaixada à condição de Festa.

1 5 de setembro - Nossa Senhora das Dores, MEMóRIA, e na


oração sobre as oferendas: " . . . na FESTA da Virgem Maria . . . "
A Memória foi elevada à condição de Festa.

E são muitos os casos como este:

São Boaventura, MEMóRIA, e " na FESTA de São Boaventura . . . "

Não seria mel hor que a simpl ificação empreendida depois do


Vaticano 11 avançasse um pouco mais, e todas as celebrações l itúr­
gicas fossem apenas FESTAS?

Outros mais parecem esquecer a "brevidade" e " nobre s i mpl i­


cidade", áureas normas das funções l itúrgicas segundo a Constituição
Sacrosanctum Concilium (n. 34) e enxertam na Missa novenas, absol­
vições coletivas e não sei o que mais, alongando e enfeitando a Missa
com superfetações e enfeites que levam alguns a exclamar - " que
M issa bonita ! " -, mas tudo se reduz só a achar bon ito, e ficam abafa­
das as grandes mensagens das fórmu las l itúrgicas. Ademais, há m uito
mais beleza na simpl icidade de Jesus Cristo ao i nstitu i r a Eucaristia
e na sobriedade das ceri mônias e fórmulas l itúrgicas do que em
certos gestos um tanto espetaculares que às vezes se notam. Dizem
que isto é bom para quebrar a monotonia da M issa. Só por m uita
falta de bom gosto ou por muita distração pode-se achar que a M i ssa,
com tanta varied ade de leituras bíbl icas, com tantas mensagens
sublimes em tantos prefácios e em tantas preces maravi l hosamente
inspiradas, seja enfadonha ou monótona.

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63 . BATISMO

Normas pastorais sobre batismo de adultos e sobre as instruções


aos pais e padri nhos (Código de 1 983, c. 85 1 , n. 1 e 2) :
Ministro - Normas do Código de 1 9 1 7 - o ministro ordi nário
do batismo solene é o sacerdote (c. 738 § 1 .0), mas a função é atri­
b u ída especial mente ao pároco (c. 462, n. 1 ). Segundo o novo Código,
o mi nistro ordi nário do batismo (omite-se a palavra " solene") é o
Bispo, ou o presbítero, ou o diácono (c. 861 § 1 .0), sendo a função
atri buída especial mente ao pároco (c. 530 n. 1 ).

Ausente ou impedido o ministro ordi nário, o catequ ista ou outra


pessoa designada pelo Ordinário do lugar pode l icitamente batizar;
e m caso de necessidade, qualquer outra pessoa movida de reta i nten­
ção (c. 86 1 § 2 0) . Como entender o "caso de necessidade" ? Não se
.

diz que seja " em perigo de morte". Há necessidade se estão ausentes


ou i mpedidos o ministro ordinário e o catequista.
Já não se fal a de proi bição de os pais batizarem os próprios
fi lhos (cfr. c. 742 § 3.0, de 1 91 7). Por que os agentes da geração
n ão poderiam ser ministros da regeneração?

Quanto à reservação do batismo de adultos ao Ordi nário do


lugar (c. 744, de 1 9 1 7) , o novo Código menciona a idade: ao menos
daqueles que completaram 14 anos (c. 863) .
Batizandos. O novo Código usa o vocábulo " batizando" em vez
da expressão "sujeito do batismo", do Código de 1 9 1 7.

Prescreve o Código de 1 9 1 7 missa e comunhão em ato contínuo


ao batismo dos adultos . O novo Código determina confirmação,
missa e comunhão (c. 753 § 2 .0, de 1 9 1 7 ; c. 866, de 1 983) .

O novo Código nada diz sobre batismo antes do nascimento,


batismo de monstros, amentes e furiosos (cfr. Código de 1 9 1 7, c. 746
§§ 1 .0, 2 .0, 3.0 e 4.0; c. 748; c. 754 § 1 .0) .

Padrinhos. O novo Cód igo não fala de diferença entre condições


para ser padrinho val idamente e l icitamente. Quanto à i dade, o novo
Código é um pouco mais exigente que o de 1 91 7 : 16 anos (c. 874
n. 2, de 1 983) ; 14 anos (c. 766, n. 1 , de 1 9 1 7).

Religioso professo, noviço e clérigo já não precisam de l i cença


para ser padri nho (cfr. c. 766 n. 4 e 5, de 1 977) .
O novo Código nada diz sobre o parentesco espi ritual de que
trata o Código de 1 9 1 7 (c. 768) .

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Tanto no Código de 1 9 1 7 como no novo, padrinho de batismo
não é exigência absoluta. Ambos os Códigos dizem : "Enquanto pos­
sível" (c. 762 § 1 .0, de 1 9 1 7 ; c. 872 , de 1 983) .

Segundo o Código d e 1 91 7, o batismo gera parentesco espi ritual


(c. 768). Nada do novo Código sobre tal parentesco.

Pessoa. C. 96 do novo Cód igo : " Pelo batismo o homem é i ncor­


porado à Igreja de Cristo e nela constituído pessoa, com os deveres
e os di reitos que são próprios dos cristãos".
Notável a particularidade " constituído pessoa". É claro que todo
homem é pessoa, mesmo antes de ser batizado. Cumpre distinguir
as várias categorias de pessoas conforme os aspectos :
- antropológico ou natural ;
- legal (civi l ou eclesiástico) .

Do ponto de vista antropológico ou natura l , o homem é pessoa


desde a concepção. Legal mente , segundo o Código Civi l Brasileiro.
o homem é pessoa a parti r do nascimento com vida (Livro I - Das
pessoas, art. 4) : e, conforme a lei canônica, a parti r do novo nasci­
mento - o batismo. Por isso , o c. 96 frisa : " constituído pessoa nela".
na Igreja.
Associa-se a idéia de pessoa à capacidade de di reitos e deveres.
Os nascituros e os recém-nascidos têm di reitos? Sim, evidentemente.
Se não os tivessem, o aborto e o infanticídio não seriam cri mes.
E, embora não tenham ainda a responsabil idade dos deveres, têm a
capacidade fundamental de os assumir.

Antes do batismo, o homem não tem os di reitos nem os deveres


de cristão, e, por isso mesmo, não é pessoa na Igreja. Ou , mel hor,
invertendo os termos : antes do batismo o homem não é pessoa na
Igreja, e, sendo assim, não tem os di reitos nem os deveres de cristão.

Agua. Diz o novo Código que o batismo é conferido validamente


com água verdadeira (c. 849). O Código de 1 9 1 7 diz "com água
verdadeira e natural". A diferença não é tão irrelevante quanto­
parece. De acordo com o Códi go de 1 9 1 7, o batismo conferido com
água obtida no eudiômetro pela combi nação de hidrogênio com oxi­
gênio seria nulo, pois esta água não é natural mas artificia l .
D e acordo c o m o novo Código o batismo, n o caso, é vál ido, pois a
água obtida artificial mente é verdadeira água, tem todas as proprie­
dades da água natural , servindo, incl usive , para o mais importante
do ponto de vista do batismo - l avar. Deve-se entender " água ver­
dade ira" segundo a esti mação comu m , isto é, água em estado l íquido.

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pois esta é a que serve para lavar. Não seria vál ido o batismo con­
ferido com vapores de água, porquanto estes, embora sejam verda­
deira água segundo a ciência, não os são na avaliação comum e não
servem para lavar.
Forma do Batismo. O Padre J. Hortal assinala: "A forma necessária
para a val idade é: (N) Eu te batizo, em nome do Pai e do Fi l ho e do
Espírito Santo". Quandoque bonus dormitat Homerus. Ao i ndicar a
"forma necessária para a val i dade", o Padre Hortal cochi lou algumas
vezes, o que certamente de modo algum apoucou o mérito do exímio
canonista. Para a val idade do batismo não é necessário dizer o
nome (N) do batizando, pois ele está expressamente mencionado no
pronome te. Para a val idade não é necessário o pronome eu, visto
que o verbo na primeira pessoa já identifica o ministro. Note-se que
a forma dos gregos , também vál ida, não i nclui o pronome eu.
Se o batismo é conferido em lati m, pode-se omiti r, sem prejudicar
a val idade, a proposição in, dizendo simplesmente nomine em vez
de in nomine. É sentença comum dos teólogos que não é necessária
para a val idade a repetição da conjunção e - e do Filho e do Espí­
rito Santo. Aliás, a forma aprovada depois do Concíl i o Vaticano 11
omite o primeiro e: " N . . . eu te batizo em nome do Pai , do Filho e
do Espírito Santo ", com N em tinta vermelha, para indicar que se trata
de si mples rubri ca e não de elemento da forma.

Em face de todas estas ponderações , a forma necessária para a


validade do batismo é : Batizo-te em nome do Pai , do Fi l ho e do Espí­
rito Santo. Claro está que não se deve usar esta forma, porque não
é permitido desprezar a l i ceidade. Note-se que até já se encontra
entre os biblistas algum defensor da val idade do batismo com a
forma : Batizo-te em nome d e Jesus Cristo. E não faltam fundamentos
bíblicos. Em nome de Jesus Cristo ou do Senhor Jesus :
- os que se converteram ao ouvirem o primeiro sermão de São
Pedro (At 2,38) foram bat izados por determinação do mesmo
Apóstolo;
- o diácono Fi l ipe conferiu o batismo na Samaria (At 8,1 6) ;
- São Paulo batizou a l guns discípulos em Éfeso (At 1 9,5) .

Nome. O Código de 1 91 7 prescreve: "Cuidem os párocos de que


se imponha a quem se batiza um nome cristão" (c. 761 ) . Nesta norma
o novo Código introduziu duas modificações :
- no Código de 1 983 a responsabi l idade é atribuída aos pais,
aos padrinhos e ao pároco (c. 855) , n orma bem mais razoável ,
porque a escolha d o nome do filho compete pri mordial mente
aos pais;

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- agora, em vez de "impor nome cristão" se diz " não se impo­
nham nomes alheios ao senso cristão". É bem mais fel iz a
nova formulação . Que mal haveria em ser cristão com
nome judeu como Moisés, Davi , El i as, Isaías ? Que i ncon­
ven iente resultaria de ser cristão com nome pagão como
Homero , Aristóteles, Cícero , Virgílio? Enfim, que se entende
propriamente por nome cristão? Nome de um santo, d izem
alguns. Será que Amalberga e Brioco são nomes cristãos só
porque há uma santa e um santo com estes nomes? Entende­
-se melhor a nova norma - evitar nomes alheios ao senso
cristão. Naturalmente, entende-se que são alheios ao senso
cristão nomes como Herodes, Caifás, Pilatos, Nero, H itler,
Sta l i n etc.
- Batismo em Igrejas acatólicas. Oportuníssima a relação das
Igrejas não catól icas que batizam val idamente, nas notas do
Padre Hortal (p. 394 e 395) .
- Legitimidade. No registro de batismo não se exige que seja
mencionada a condição de filho legítimo ou ilegíti mo (c. 877
§ 1 .0) . Para se ver quanto decaiu no novo Código a importân­
cia da condição de fi lho legítimo, basta considerar que os
filhos ilegítimos podem até ser Bispos e Cardeais, contra a
exigência do Código de 1 9 1 7 (c. 232 § 2 ·.0, n. 1 ; c. 331 § 1 .0, n. 1 ),
que não lhes permitia a promoção a tais d ignidades nem
mesmo que tivessem sido legiti mados por subseqüente ma­
tri mônio.

64 . CONFIR MAÇÃO

Forma. Depois do Concílio Vaticano 11 foi aprovada a forma


" recebe, por este sinal , o Dom do Espírito Santo". Se os dons do
Espírito Santo são sete, como s e lê em ls 1 1 ,2 . 3, e como a Igreja
ensina ofi cialmente na Seqüência da missa do dia do Espírito
Santo (sacrum septenarium), por que se diz o dom e não os dons?
Deve ter entrado aí a i nfl uência do gen itivo epexegético do grego
bíbl ico. Dentre outros, podemos destacar o exemplo de Col 1 ,1 8 :
e kephalé tou sómatos tes ekklesías, caput corporis ecclesiae,
cabeça do corpo da Igreja. O sentido é : corpo que é a Igreja.
Apl icando a mesma norma l i ngüística à nova forma do sacra­
mento da crisma, logo se concl ui que o sentido é: recebe, por
este si nal , o Dom que é o Espírito Santo. São Paulo proclama
(Rom 5,5) que o Espírito Santo nos foi dado por Deus ; l ogo, é
o dom de Deus.

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Matéria. óleo de oliveira, conforme o Código de 1 9 1 7 (c. 734
§ 2 .0) . óleo de ol iveira ou de outras plantas, conforme o Código de
1 983 (c. 847 § 1 .0).
Ministro. Aos que se acham em perigo de morte, o pároco ou
qualquer presbítero pode, ipso iure, conferi r o sacramento da crisma
(c. 883, n. 3) . A norma já está em vigor, mas não ipso iure.

Quanto à faculdade de crismar concedida ipso iure aos Cardeais


(c. 782 § 3.0; c. 239 § 1 .0, n. 23, de 1 9 1 7) , nada se diz no novo Código.
Sendo a crisma conferida por um presbítero sem a devida facul­
dade, o sacramento será vál ido se ocorrer dúvida ou erro comum nos
termos do cap. 1 44 §§ 1 .0 e 2 .0• A Igreja supre a faculdade.
De acordo com o Códi go de 1 9 1 7 (c. 785 § 4.0; c. 274 n. 4), no
caso de grave negligência do Bispo quanto à administração do sacra­
mento da crisma, o Metropolita deve i nformar o Sumo Pontí­
fice . O novo Código nada diz a este respeito.
Idade. Norma do Código de 1 9 1 7 -11a Igreja Lati na convém
diferi r a admin istração do sacramento da crisma até os sete anos de
idade (c. 788). O novo Código indica a idade da d iscrição (7 anos,
conforme o c . 97 § 2 .0) , podendo a Conferência dos Bispos determinar
outra idade (c. 891 ) .
Padrinho. Desaparecem algumas exigências d o Código de 1 9 1 7
nos c. 795 n. 3 e c. 796 n . 1 e 2. Para a val idade se exige
que o confirmando não seja cônjuge do padrinho, e, para liceidade,
que o padrinho de crisma não seja o mesmo de batismo e seja o
padri nho do mesmo sexo do confirmando. No novo Código até se
recomenda que o padrinho de crisma seja o mesmo de batismo
(c. 893 § 2.0) .
Fica bem claro que o confirmando pode ter mad rinha e a confir­
manda pode ter padrinho sem necessidade de l icença visto que não
se faz restrição no novo Código a este respeito.
Idade para ser padrinho. O Código de 1 9 1 7 exige para a l icei­
dade 1 4 anos (c. 796 n. 3; c. 766 n. 1 ). O novo Cód igo exi ge , como
condição necessária, 1 6 anos (c. 893 § 1 .0; c. 874 § 1 .0, n. 2) .

65 . EUCARISTIA

Participação. O novo Cód igo prescreve que a celebração euca­


rística se ordene de modo que todos os participantes colham os
frutos que o Senhor teve em vista ao institutir o Sacrifício eucarís­
tico (c. 899 § 3.0) .

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Referindo-se à Missa, o novo Código, em vez de assistir, ouvir ou
estar presente, prefere o verbo participar. Nisto é clara a influência
do Concílio Vaticano 11.
O c. 915 do novo Código inclui entre os que não podem ser admi­
tidos à sagrada Comunhão os que .. obstinadamente persistem no
pecado grave manifesto". A nova norma se afasta um pouco da
redação do c. 8 55 § 1 .0 do Cód i go de 19 1 7. Oportuno o comentário
do Padre Horta ! : A mesma norma vale da injustiça manifesta no
..

trato dos operários, do arbítrio pol icial (torturas) , do abuso de


poder etc.". Pecador públ ico (corrija-se uma noção falsa muito
divulgada) não é somente o concubi nário.
Permite-se a concel ebração, sem mais alusão às restrições esta­
belecidas pelo Vaticano 11 (Sacrosanctum Concilium, 57) (c. 902) .

Conforme o Código de 1917, todos os sacerdotes devem cel e­


brar a santa Missa várias vezes por ano, ficando a cel ebração aos
domi ngos e festas de preceito sob a vigi lância do Bispo ou do Superior
rel igioso (c. 805). O novo Código determina que os sacerdotes
celebrem a M issa freqüentemente, e encarecidamente recomenda
que a cel ebrem diariamente, mesmo sem a presença dos fiéis. � o
mais importante munus do sacerdote (c. 904) . Todavia, o c. 906
prescreve que o sacerdote não cel ebre a Missa sem a participação
de ao menos algum fiel , a não ser que haja motivo justo e razoável
(c. 906 ) .
� proibida a concelebração d e sacerdote catól ico com sacerd ote
ou ministro de Igreja ou comunidade eclesial sem plena comunhão
com a Igreja catól ica (c. 908 ) .
Ministro da comunhão. D e acordo com o Cód igo d e 1917: minis­
tro ordinário da comunhão, só o sacerdote; ministro extraordi nário,
o diácono, com licença, por causa grave, do Ordinário do l ugar ou
do pároco (c. 845 §§ 1 .0 e 2.0 ) . Nova disciplina: ministro ordinário :
Bispo, presbítero e diácono ; ministro extraordinário, o acól ito, ou
mesmo quem não é acól ito nem leitor (c. 910 §§ 1 .0 e 2 .0 ; c. 230 § 3.0 ) .
Comunhão. Normas d o Código d e 198 3 : primei ra comunhão ao
atingir o uso da razão (cerca de sete anos) ; responsabi l idade dos
pais e do pároco (c. 914) ; conhecimento sufici ente e cuidadosa pre­
paração (c. 913 § 1 . 0 ) .
Permanece no c. 916 do novo Código a mesma proibição d o
Código de 1 9 1 7 (c. 8 56 ) , de comungar tendo obtido o perdão d e
pecado grave sem a absolvição sacramental , a não ser q u e haja causa
grave e falte oportunidade para a confissão.

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O Código de 1 91 7 não permite comungar mais de uma vez no
mesmo d ia, admitindo duas exceções: perigo de morte e evitar irre­
verência contra o Sacramento (c. 857 e 858 § 1 .0) . A discipl ina neste
ponto já é mais aberta, designando várias ci rcunstâncias em que é
permitido comungar mais de uma vez no mesmo dia. Temos mais
abert.u ra no novo Código: quem já comungou pode novamente comun­
gar no mesmo dia, dentro da cel ebração eucarística de que participa
(c. 8 1 7).
Jejum eucarístico. O Código de 1 9 1 7 prescreve : antes da cele­
bração da Missa e antes da comunhão, jejum natural desde a meia­
noite (c. 808 e 858 § 1 .0) . A nova d iscipli na , já em vigor, determina:
abster-se de qualquer al i mento , sólido ou líquido, exceto água ou
reméd io, ao menos por uma hora antes da comunhão (c. 9 1 9 § 1 .0) ,
Norma de 1 9 1 7 - doentes há um mês, sem esperança certa de
recuperação, podem, a juízo do confessor, comungar uma ou duas
vezes por semana, tendo antes tomado alimento l íquido o u remédio
(c. 858 § 2.0) . Bem mais benigna a nova d iscipl ina - os idosos e
os doentes, bem como os que deles cuidam podem receber a comu­
nhão, mesmo que tenham tomado al guma coisa na hora que ante­
cede (c. 91 9 § 3.0) .
DI FERENÇA:
- a exceção favorece agora também os i dosos ;
- não se exige mais que o enfermo esteja doente há um mês;
- não se exige o juízo do confessor;
- a concessão não se l i mita mais a uma ou duas vezes por
semana;
- o alimento pode ser sólido.
Quem seria, no caso, idoso ? Pode-se apl icar o critério do c. 1 252:
60 anos começados ou 59 completos.
Comunhão anual. É obrigatória a comunhão anual desde o uso da
razão, segundo o Código de 1 9 1 7 (c. 859 § 1 .0) ; obrigatória para todos
os que já fizeram a primei ra comunhão (c. 920 § 1 .0) , conforme o
novo Código. O Cód igo de 1 9 1 7 diz - " na Páscoa". O novo Código
diz - " no tempo pascal". Quem não cumpriu o preceito no tempo
pascal , não fica, por isso, dispensado da comunhão anual .
Líhgua. Código de 1 91 7 : M issa na l íngua l itúrgica aprovada pela
Igreja para cada rito (c. 81 9) . Código de 1 983 : Missa em lati m ou nou­
tra l íngua, contanto que os textos l itúrgicos tenham s ido legitima­
mente aprovados (c. 928).
Hora. O Código de 1 9 1 7 proíbe começar a missa mais de uma hora
antes da aurora ou mais de u m a hora depois do meio-dia (c. 821 § 1 .0) ,

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discipl ina notavel mente modificada por Pio XI I ; tendo antes Pio XI
permitido exceções. O novo Código permite comunhão e celebração
da Missa em qualquer hora (c. 931 ) .

Altar. A Missa deve ser celebrada e m altar consagrado, salvo


o privi légio de altar portáti l (pedra d 'ara) , conforme o Çódigo de 1 91 7
(c. 822 §§ 1 .0 e 2 .0) . O Código de 1 983 dispõe - M issa e m altar
dedicado ou bento, mas , fora do lugar sagrado, pode-se usar uma
mesa conveniente, com toalha e corporal (c. 932 § 2.0) . A reforma
l itúrgica já abol iu a exigência de três toalhas .
Templo não católico. Normas do novo Código:

- não celebrar M issa em templo de herege ou cismático, mes­


mo que o templo tenha sido antes legitimamente consagrado ou bento
(c. 823 § 1 .0, de 1 9 1 7) ;
- por motivo justo, e com l icença expressa d o Ordi nário d o
lugar, é permitido celebrar a M i ssa e m templo d e Igreja o u comu­
nidade eclesial sem plena comunhão com a Igreja cató l ica (c. 933) .

Exposição do Santíssimo e bênção. Do Código de 1 983 :

- ministro da exposição e da bênção, o sacerdote ou o diácono ;


- ministro da exposição e reposição sem a bênção, o acól ito,
o ministro extraordinário da comunhão ou outro aprovado pelo Ordi­
nário do l ugar (c. 943).
Procissão de Corpus ·christi. O comparecimento a esta procissão
é obrigatório para os clérigos, rel igiosos mascul inos, sem excetuar os
isentos, e confrarias de l eigos, segundo o Código de 1 91 7 (c. 1 29 1
§ 2.0) . O novo Código alude a esta procissão s e m estabelecer qual­
quer obrigação, deixando tudo a critério do Bispo diocesano (c. 944
§§ 1 .0 e 2.0) .
Espórtulas de Missa. Não deixar os pobres prejudicados por
não poderem pagar taxas (c. 945 § 2 .0, do novo Código).
Os dois Cód igos exigem que sejam celebr�das tantas M issas
quantas espórtulas, mesmo exíguas , foram oferecidas e aceitas (c. 828,
de 1 9 1 7 e c. 948, de 1 983) . Pode-se receber mais de uma espórtula
pela apl icação de uma só missa, ficando uma para o celebrante e
a outra ou as outras para a i greja? Onde a lei não distingue, não
podemos disti nguir. Está simplesmente proibido receber mais de
uma espórtula por uma só M issa, e o motivo está bem claro nos dois
Códigos : evitar até a simples aparência de negociação com M issa
(c. 827, de 1 9 1 7, e c. 947 de, 1 983) . E ambos os Códigos ressaltam ­
absolutamente (omnino). Sendo em favor da igreja, a aparência de
negociação ou comércio não seria mais detestável ?

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Comentando o c. 952, o Padre Hortal diz: atComo se pode ver
nestes cânones , não se fala nada das chamadas 'i ntenções comuni­
tárias ': nem se aprovam nem se reprovam. São, portanto, l ícitas . . . '
(p. 424) .
Pode-se sustentar que não se reprovam? Um comentário sobre
as " i ntenções comun itárias " te ria antes o que ver com o c. 948 :
" Devem ser apl icadas Missas disti ntas na intenção de cada um da­
queles pelos quais foi oferecida uma espórtula, mesmo exígua, sendo
aceita". Claro : se recebi 50 cruzeiros de José, 1 00 cruzeiros de João,
200 cruzei ros de Luís, devo cel ebrar três Missas : uma, segundo a
intenção de José ; outra, segundo a i ntenç�o de João e uma outra, segun­
do a intenção de Lu ís . Como expl icar que o contrário não está repro­
vado ? A i ntenção do Legislador ficou bem clara quando rejeitou o
c. 1 1 4 § 1 .0 do anteprojeto: " É l ícito, porém, celebrar uma só M issa
segundo a intenção de mu itos que l ivremente contribuíram para a
oferta de uma espórtula comum para a celebração da mesma M issa".
Ademais, é mu ito avançada a alegação de que simplesmente é
lícito o que não está expressamente reprovado.

O c. 1 370 § 3 .0 reprova o comportamento de quem usa de violência


física contra clérigo, por desprezo à fé, à Igreja, ao poder eclesiástico
ou ao ministério, e não aprova nem reprova tal violência por outro
motivo qualquer. Concluiríamos daí que é l ícito espancar diáconos
e presbíteros por motivos si mplesmente pessoais ?
Proi bidas são a s chamadas " intenções comunitárias" sem a cele­
bração de tantas missas quantas ofertas, e proibida mais de uma
espórtu l a por uma só Missa, absolutamente. Agora, se tais praxes
foram introduzidas, o Bispo, em seu prudente juízo, as pode aprovar,
se os fiéis não ficarem desedificados e até gostarem de ser atendidos
deste modo, e nisto não vêem aparência de ganânci a dos padres ou
de negociação com M i ssas. Até aí pode chegar a facul dade de dis­
pensar, amplamente concedi da aos Bispos no novo Código.
A competência para determinar espórtulas de M issa é do Ordi­
nário do lugar, conforme o Código de 1 9 1 7 (c. 831 § 1 .0). O Código
de 1 983 transferiu a competência para o Concíl io Provincial ou encon­
tro dos Bi spos da Província (c. 952 § 1 .0). A espórtula deve ser a
mesma para toda a província.
A redução de ônus de Mi ssa manual é reservada à Sé Apostó­
l ica (c. 1 308 § 1 .0).

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66 . PENITt:NCIA

Confissão e absolvição gerais. A discipl ina do novo Código em


dois pontos é mais apertada do que as normas da instrução contida
na introdução ao rito para a reconci liação de vários penitentes com
confissão e absolvição gerais:
- a simples circunstância de não haver confessores suficientes
para atender a todos os penitentes em confissão indi­
vidua l , não é motivo bastante para a confissão e absol­
vição gerais - também se exige outra razão: que a absol­
vição comunitária seja necessária para não ficarem os peni­
tentes, sem culpa própria, forçados a permanecer por muito
tempo sem a graça sacramental ou sem a sagrada comunhão
(como se pode saber?) ;
- o novo Código deixou os sacerdotes sem a faculdade de dar
a absolvição comunitária, em caso de necessidade, sem
expressa autorização do Bispo, devendo apenas informá-lo
depois (c. 961 § 1 .0, n. 2 ) ;
- Ministro. E m caso d e erro comum o u dúvida nos termos d o
c. 1 44 §§ 1 .0 e 2 .0, é vál ida e l ícita a absolvição dada por um
sacerdote que não tem a devida faculdade. A Igreja supre
a faculdade.

Notável diferença entre os dois Códi gos. De acordo com o Có­


digo de 1 9 1 7, os que têm poder ordinário de absolver podem exercê-lo
em todo o mundo sobre os seus súditos (c. 881 § 2 .0) . É o caso dos
párocos. O novo Código é bem mais pródigo neste ponto: os que
têm faculdade de ouvi r confissões habitual mente, ou em razão do
ofício (ordinária), ou por concessão do Ordinário do lugar (delegada).
podem exercê-la por toda parte, a não ser que o Ordinário do l ugar
se oponha nalgum caso particular (c. 967 § 2 .0) . A faculdade de ouvir
confissões deve ser dada por escrito (c. 973).
Revogada a faculdade de ouvi r confissões pelo Ordinário do
l ugar que a concedeu , o presbítero fica privado de tal faculdade em
toda parte: sendo revogada por outro Ordinário do lugar, a revogação
vale apenas no território deste (c. 974 § 2.0).
Os dois Códigos conferem aos Cardeais a faculdade de ouvir
confissões em qualquer parte do mundo (Código de 1 91 7, c. 239 § 1 .0,
n . 1 : c. 873 § 1 .0; Código de 1 983, c. 967 § 1 .0). Este mesmo cânon de
1 983 concede aos Bispos a faculdade de ouvir confissões por toda
parte, mas não podem exercê-la l icitamente se o Bispo d iocesano se
opõe nalgum caso particular.

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A absolvição do cúmpl ice em pecado torpe é inválida (Código
de 1 91 7, c. 884). O novo Código diz "pecado contra o sexto preceito
do decálogo" em vez de "pecado torpe" (c. 977). Ambos os Códigos
ressalvam o caso de perigo de morte. 1: válida a absolvição de
pecado no qual o confessor não foi cúmpl ice.
Denúncia falsa. Segundo o Código de 1 9 1 7, i ncorre ipso facto
em excomunhão reservada de modo especial à Santa Sé quem falsa­
mente denuncia o confessor de crime de sol icitação (c. 2363). O novo
Código exige retratação formal e reparação dos danos, se os houver,
mas não fala de excomunhão (c. 982).
Confissão anual. O Código de 1 9 1 7 estabelece a obrigação da
confissão ao menos uma vez no ano (c. 906) . A interpretação escla­
recia que só vigorava tal obrigação no caso de pecado grave, visto
que n inguém é obrigado a confessar pecados venais. O novo Código
deixa claro que este preceito se l imita ao caso de pecado grave
(c. 989). Ambos os Códigos dispõem : depois de atingir a idade da
discrição ou uso da razão.

67 . I N DU LG�NCIAS

Conforme o Código de 191 7, os Cardeais podem conceder indul­


gência de duzentos dias; os Metropol itas, de cem dias, na sua Dio­
c e �e e nas sufragâneas ; os Bispos, de cinqüenta dias - faculdades
depois ampl iadas (c. 239 § 1 .0, n. 24 ; c. 274 n. 2; c. 349 § 2.0 , n. 2). Ao
consagrar uma igreja ou a ltar, o Bispo pode conceder i ndulgência
de um ano a quem visitar a igreja ou o altar no mesmo dia da consa­
gração (c. 1 1 66 § 3.0). Nada a este respeito no novo Código. O altar
privi legiado (c. 916, de 1 91 7) é outro assunto de que não se fala no
novo Código, certamente porque a M issa vale mais do que as indul­
gências.
Determi na o novo Código: " Além da autoridade suprema da
Igreja, só podem conceder indulgências aqueles a quem este poder
é reconhecido . pelo direito ou concedido pelo Romano Pontífice''
(c. 995 § 1 .0). No Código de 1 983 não se concede tal faculdade a
nenhuma autoridade i nferior ao Sumo Pontífice. Neste ano santo
(1 983) , em virtude de i ndulto especial , os Bispos podem conceder até
indulgências plenárias.
Quanto à concessão de - i ndu lgências, devem ser observadas outras
prescrições contidas em leis especiais da Igreja.
Segue-se um resumo dessas disposições especiais.

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A N EXO

(I.D. lndulgentiarum Doctrina ( Doutrina das I ndulgências), Cons­


tituição Apostól ica de Paulo VI - 1 .0 de janeiro de 1 967. N. Normas
anexas à mesma Constituição) .
Nos pecados devemos distinguir culpa e pena. A s penas devidas
por pecados já perdoados quanto à culpa são temporárias ( não eter­
nas) e podem ser descontadas em parte ou totalmente, na vida
presente pelas várias modalidades de sofrimento, e depois da morte,
no purgatório (I. D. 2 . 3) .
Indulgência não perdoa pecado, não perdoa culpa. !: apenas
remissão da pena merecida por pecados que já foram perdoados
quanto à culpa (1 . D. 8) .
Daí se conclui que as i ndulgências não são necessárias para a
salvação.
A fonte das indulgências é o "tesouro da Igreja" constituído dos
méritos infinitos de Jesus Cristo e do valor i menso das boas obras
e orações da Santíssima Virgem M aria e de todos os santos ( 1 . D. 5) .
N inguém pode abastecer-se desta riqueza com suas propnas mãos .
A distribuição é feita pelo S umo Pontífice, o Papa, em forma d e
i ndulgências.

Se é descontada em parte a pena merecida pelos pecados, a


indulgência é parcial. No caso de remissão de toda a pena, a i ndul­
gência é plenária (N. 2) .
Quanto às i ndulgências parciais , não vale mais a antiga deter­
minação de dias e anos ( 1 00 dias, 500 dias, 7 anos etc.). Agora a
medida é outra: a boa disposição i nterior de quem pratica a obra
indulgenciada ( 1 . D . 1 2) . Se duas pessoas executam a mesma obra
.

i ndulgenciada, a indulgência não é Igual nos dois casos - é maior


para .quem teve mel hores d isposições.
Se alguém faz uma boa obra com o coração contrito, já obtém,
por isso mesmo, um desconto de penas merecidas pelos pecados.
Se essa obra é indulgenciada, o desconto é duplicado ( N . 5).
Foi diminuído o número de indulgê ncias plenárias , para que os
fiéis as estimem mais. " Pouco se valoriza o que se d á freqüente­
mente e pouco se aprecia o que se oferece em abundância" (1. D. 1 2).
Já não se pode obter mais de uma i ndulgênci a p lenária no mesmo
dia, exceto o caso de quem recebeu tal indulgência e vem a morrer
no mesmo dia (N. 6, 1 8) . Assim, não há mais i ndulgência plenária

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toties quoties (tantas vezes a i ndulgência quantas vezes se executas­
se a obra indulgenciada no mesmo dia) .

A mencionada exceção se verifica em dois casos.


1 . Os padres têm a faculdade de conceder a quem está em
perigo de morte a bênção apostólica com I ndulgência plen ária (N. 1 8) .
Fórmul a : "Eu, pela faculdade que m e foi concedida pela Sé Apostó­
lica, concedo-te i ndulgência plenária e o perdão de todos os teus
pacados, em nome do Pai e do Fi lho e do Esp(rlto Santo. Amém" .
A i ndulgência fica reservada para o momento d a morte e é obtida
mesmo por aqueles que já a lcançaram indulgência plenária no mes·
mo dia.
2 . Mesmo sem assistência de um padre, obtém Indulgência
plenária no momento da morte quem está com as devidas disposições
e rezou habitualmente durante a vida ( N . 1 8) . Também neste caso
a i ndulgência plenária pode ser a segunda no mesmo dia.
I ndulgência parcial pode ser obtida várias vezes no mesmo dia,
se a obra indulgenciada no mesmo dia).
As associações rel igiosas podem obter as i ndulgências que lhes
são peculiares, sem mais exigências do uso do distintivo (1. D. 1 2) .
A s indulgências não dependem mais de fitas e medalhas.
Para se consegui r indulgência plenária é necessário cumprir as
exigências da Igreja e as experi ências de Deus. A Igreja exige:
1. execução da obra indulgenciada:
2. confissão sacramental ;
3. comunhão eucarística ;
4. oração segundo as intenções do Sumo Pontífice ( N . 7) .
O que se exige não é rezar pelo Santo Padre, mas segundo as
intenções dele . Cumpre·se esta exigência rezando um Pai Nosso e
uma Ave Maria ( N . 1 0).
Com uma comunhão e uma oração segundo as intenções do
Santo Padre poda.se obter apenas uma indulgência plenária. Mas
é possível conseguir várias indulgências plenárias com uma confis­
são ( N . 9). Nesse caso, não é l i mitado o número de i ndulgên cias possr­
veis sem repetição da confissão, e , por isso, vale a seguinte Inter­
pretação :
" Pode bas:tar a confissão anual p�ua conseguir todos o s d ias do
ano a i ndulgência plenária anexa ao rosário" ou terço (cf. Revista
SAL TERRAE, março de 1 970) . O mesmo se pode dizer da I ndulgência
plenária anexa à visita ao Santíssimo, à leitura da Sagrada Escritura
e à Vía Sacra.

8'7
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Em favor dos que não podem cumpri r a obra indulgenciada ou
as condições exigidas, o confessor pode comutar tanto a obra como
as condições. Em sua Diocese o Bispo pode, em favor dos que só
dificilmente poderiam receber os sacramentos da confissão e comu­
nhão, determinar que sejam favorecidos com i ndulgência plenária,
contanto que estejam contritos e dispostos a receber os referidos
sacramentos logo que seja possível ( N . 1 1 ) .
Para s e consegui r i ndulgência plenária, Paulo V I menciona outras
exigências que são certamente de Deus. É de todos conhecida a
exigência - não ter apego a nenhum pecado, nem mesmo venial .
Tal apego já faz merecer alguma pena. Outras exigências referidas
na Constituição de Paulo VI :

1. que se restabeleça a amizade de Deus por uma sincera


conversão da mente;
2. que os bens diminuídos ou eliminados pelo pecado sejam
plenamente reintegrados pela reparação voluntária;
3. disposição de aceitar qualquer pena estabelecida pela justiça
e sabedoria de Deus;
4. amar a Deus ;
5. detestar o pecado;
6. confiança nos méritos de Jesus Cristo;
7. crer no grande proveito da comunhão dos santos (1 . D . 3 . 1 0) .

Se alguém não tiver estas disposições e m grau suficiente para


alcançar i ndulgência plenária, a i ndulgência será parcial (N. 7) .

Todas as indulgências, pl enárias ou parciais, podem ser apl icadas


em favor dos mortos (1 . D. 8; N. 3) . Não se pode aplicar i ndulgência
pelos vivos.
A indulgência plenária do dia 2 de novembro deve sempre ser
apl icada em favor dos mortos. Como, no caso, também se exige
visita a uma igreja ou oratório públi co , é preciso, além das condições
já mencionadas, rezar um Pai Nosso e um Creio em Deus Pai ( N . 1 5 .
1 6) . A i ndulgência plenária de 2 de novembro se pode obter desde
o meio-dia do dia primeiro até a meia-noite entre os d ias dois e três.
No dia 29 de junho de 1 968 foi publicada a nova coleção autên­
tica das i ndulgências.

Exemplos de i ndulgências parciais:


- concede-se indulgência parcial aos fiéis que, no cumprimento
dos seus deveres ou na paciência com que suportam as
amarguras da vida, elevam a mente a Deus com humildade
e confiança e rezam ao menos mentalmente uma jaculatória;

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- igualmente, indulgência parcial é concedida a quem, animado
de espírito de fé, se dedica m isericordiosamente aos i rmãos
necessitados ou em favor deles apl ica os seus bens;
- concede-se também indulgência parcial a quem, em espírito
de penitência, se abstém de alguma coisa l icita e agradável ;
- estão ainda anexas i ndulgências parciais :
ao terço rezado i ndividualmente;
à leitura da Sagrada Escritura, mesmu que seja por poucos
m inutos ;
à visita ao Santíssimo, mesmo que seja breve.

Exemplos de obras a que são anexas indulgências plenárias, que


podem ser obtidas diariamente :

- visita ao Santíssimo durante meia hora;


- l eitura da Sagrada Escritura por meia hora;
- rosário (ou terço) rezado numa igreja ou oratório público, ou
em família. Não é preciso usar o objeto chamado terço.
Não há mais terço indulgenciado. l ndulgenciada é a oração.

Permanece a i ndulgência plenária da Via Sacra diante das esta­


ções. O que é necessário para se obter a i ndulgência são as cruzes,
não os quadros. Nenhuma fórmula de oração é exigida. Basta refleti r
em cada estação sobre a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Quem
não pode i r a uma igreja onde estão cruzes de Via Sacra, pode con­
segui r a i ndu lgência plenária com l eitura e refl exão sobre a Paixão e
Morte do Senhor durante meia hora. Caiu a antiga exigência de usar,
no caso, um crucifixo indulgenciado. Agora se valorizam mais as obras
e as orações do que certos objetos.

Em qualquer caso, é preciso cumprir as condições exigidas por


Deus ou pela Igreja para a remissão total das penas - efeito da
indulgência plenária.
N ão esquecer:
A existência do Purgatório é dogma de fé solenemente definido
pelo Concíl io de Trento.
O mesmo Concíl io defi niu como dogma de fé que as indulgências
não s âo inúteis e que a Igreja tem o poder de concedê-las.

I MPORTANTE:
O que mais val e no Ano Santo não é a remissão das penas pelas
i ndulgências . O mais i mportante é o perdão das culpas na reconci­
liação com Deus e com os i rmãos. O que Pio XII disse no Ano

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Santo de 1 950, vale também agora em 1 983 : "Ano do grande retorno
e do grande perdão". O "caminhar juntos" do povo de Deus que
volta · ao Pai em espírito de penitência, o esforço de conversão da
mente e do coração, a coragem de reformar a vida, a consolidação
da fraternidade sustentada pelo amor - '"vínculo da perfeição" -, é
este o sentido do grande apelo que nos faz o Santo Padre João
Paulo 11 neste Ano Santo.

68 . U NÇÃO DOS ENFERMOS

Matéria, forma e ministro. O que há de novo já estava em vigor


antes do novo Código:
- óleo de ol iveira ou de outras plantas ;
- simpl ificação das unções;
- nova forma sem as repetições nos órgãos dos cinco sentidos ;
- qualquer presbítero pode benzer o óleo em caso de necessi-
dade, no ato da administração do sacramento (c. 999, n. 2 ;
C. 1 000 § 1 .0) ;

- Sujeito. Segundo o Código de 1 9 1 7, a "extrema-unção" pode


ser dada aos que se acham em perigo de morte por doença ou por
velhice (c. 940 § 1 .0) . Pequena diferença no novo Código : a unção
dos enfermos pode ser administrada aos que começam a estar em
perigo por motivo de doença ou velhice (c. 1 004 § 1 .0) . Basta começar
a estar em perigo, e não se diz de que. Naturalmente se entende
que é de morte .

Nada diz o novo Código a respeito de administração da unção


dos enfermos sob condição quando há dúvida sobre a perseverança
obstinada em pecado grave manifesto (Código de 1 9 1 7 , c. 942) .

Na dúvida sobre se o doente já atingiu o uso d a razão, ou s e está


gravemente doente, ou se já está morto, o novo Código manda admi­
nistrar a unção dos enfermos (c. 1 005) , sem a cláusula "sob condi­
ção", do Código de 19 1 7 (c. 941 ) .

69 . ORDEM

Matéria. Pio XII dirimiu a controvérsia sobre a matéria do sacra­


mento da Ordem. Depois da Constituição Apostól ica Sacramen­
tum Ordinis, de 30 de novembro- de 1 947, não se alude mais à
entrega da patena com a hóstia e do cálice com vinho como
matéria da ordem de presbiterato. A matéria das três ordens

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(diaconato, presbiterato e episcopado) é a imposição das mãos
(c. 1 009 §§ 1 .0 e 2.0) .

Consagração episcopal. No caso da consagração episcopal sem


autorização da Santa Sé, o Bispo consagrante e o consagrado
i ncorrem em excomunhão (c. 1 382) . A pena é agora mais grave
- era apenas suspensão no Código de 1 9 1 7. O Código de 1 91 7
sempre falava de " consagração" episcopal (c. 333, 954, 1 006,
2370, 2398). O novo Pontificai Romano desprezou o termo "con­
sagração" e adotou "ordenação". O Código de 1 983 fala exclusi­
vamente de "consagração".

Escrutínio. Os proclamas que, segundo o Código de 1 91 7, devem


anteceder a ordenação de subdiácono, diácono e presbítero
(c. 998-1000) são agora exigência abolida.

As ordens , conforme o Código de 1 91 7, eram menores e maiores,


e as maiores eram subdiaconato, diaconato e presbiterato (c. 949).
As menores já foram abolidas, ficando em seu lugar os dois minis­
térios de leitor e acól ito. No Código de 1 983 as ordens são episco­
pado, presbiterato e diaconato (c. 1 009 § 1 .0) .

Tempo. Código de 1 9 1 7, c. 1 006 § 1 .0 - ordenação episcopal aos


domingos ou dias de Apóstolos ; ordens maiores nos sábados das qua­
tro têmporas , no sábado antes do domingo da Paixão, no sábado santo,
ou, por causa grave, em qualquer domi ngo ou festa de preceito ; as
ordens menores em qualquer domingo ou festa de rito dúplice (c. 1 006
§§ 1 .o , 2 .o , 3 .0 e 4 .o) .

Tudo isto é mais simples n o novo Código - qualquer ordenação


(sem distinção entre episcopado, presbiterato e diaconato) pode ser
feita em qualquer domingo ou festa de preceito e até, se houver
razões pastorais , noutros dias, sem excetuar os feriais (c. 1 0 1 0) .
Ministro. Segundo o Código d e 1 9 1 7, o mi nistro ord i nário da
ordenação é o Bispo consagrado. Ministro extraordinário, mesmo
sem caráter episcopal, é quem, pelo direito ou por indulto recebeu
autorização da Santa Sé (c. 95 1 ). Por dispositivo do direito podem
conferir ordens menores - mesmo sem caráter episcopal - o
Vigário . e Prefeito Apostól ico, o Prelado e o Abade nullius e o Abade
regular de regime (c. 957 § 2 .0 e c. 964 n. 1 ) .

D e acordo com o novo Códi go, s ó o Bispo consagrado é ministro


da ordenação (c. 1 01 2). Já não se faz disti nção entre ministro ordi­
nário e extraordinário, e, não havendo mais ordens menores, desapa­
recem, por falta de razão de ser, as faculdades de conferir ordens por
ministro sem o caráter episcopal .

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Dimissórias. Código de 1 91 7 - O Vigário G eral , com mandado
especial do Bispo, pode dar cartas dimissórias para ordenação (c. 958
§ 1 .0, n. 2). O novo Código não menciona o Vigário Geral entre os
que podem dar dimissórias (cf. c. 1 01 8) .

O c. 958 § 1 .0, n. 3, de 1 9 1 7, atribui a o Vigário Capitular o poder


de dar dimissórias, com o consentimento do Cabi do (ou dos consul­
tores diocesanos), a partir de um ano após a vacância da sede epis­
copal.
O novo Código concede ao Administrador diocesano (novo nome
do Vigário Capitular) a faculdade de dar dimissórias com o consenti­
mento do Colégio dos Consultores, sem exigência de qualquer de­
curso de tempo (c. 1 01 8 § 2.0) ; não pode concedê-las em favor da­
queles cujo acesso às ordens foi negado pelo Bispo diocesano.
Idades para ordenações. Determinações já vistas (n. 3 1 ) . A Con­
ferência dos Bispos pode exigir idade mais alta para o presbiterato
e para o d iaconato permanente (c. 1 031 § 3.0) . Dispensa de idade
por mais de um ano para presbiterato e diaconato é reservada à
Sé Apostól ica (c. 1 031 §§ 1 0, 2 .0 e 4 .o) .
.

Promoção. Exigências do Código de 1 91 7 :


- para ser admitido à ordem do diaconato é preciso ter iniciado
o quarto ano de Teologia;
- para a ordem de presbítero, é preciso ter atingido a metade
do quarto ano (c. 976 § 2 .0) .

O novo Código dispõe:


- os aspi rantes ao presbiterato não podem ser admitidos ao
diaconato antes de compl etarem o quinto ano do curso filosófico -
teológico;
- concluídos os estudos, o Diácono, antes de ser admitido ao
presbiterato, deve, por tempo determinado pelo Bispo ou pelo Superior
rel igioso, tomar parte na vida pastoral , exercendo a ordem diaconal ;
- o aspi rante ao diaconato permanente não pode ser admitido
a esta ordem senão depois de completar o tempo de formação;
- antes de ser admitido ao diaconato, permanente ou não, o
candidato deve receber e exercer os ministérios de leitor e acól ito,
e entre estes e o diaconato deve haver um intervalo de pelo menos
seis meses (c. 1 032 §§ 1 .0, 2.0 e 3.0, e c. 1 035 §§ 1 .0 e 2 .0) .

Celibato (Adendo ao n. 20) . O aspi rante ao d iaconato perma­


nente que não foi casado e o que se destina ao presbiterato, não
podem ser admitidos ao diaconato se não assumirem publicamente,

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perante Deus e a Igreja , a obrigação do cel ibato (c. 1 037) , ou já
tenham emitidos os votos perpétuos em Instituto Relig ioso.
Desistência. O diácono aspi rante ao presbiterato que desiste de
ser presbítero não pode ser privado de exercer as funções da ordem
de diácono, a não ser no caso de impedi mento canônico ou por outra
tausa grave a juízo do Bispo diocesano ou do Superior maior compe­
tente (c. 1 038). O diácono, neste caso, fica praticamente na condi ção
de quem tivesse optado pelo d iaconato permanente.
Exercícios espirituais. O c. 1 001 § 1 .0, de 1 9 1 7, exige seis d ias
completos de exercícios espirituais antes de qualquer ordem maior.
No caso de alguém ser promovido, dentro de um semestre, a mais
de uma ordem maior, o Ordinário pode reduzir, não a menos de três
d ias, os exercícios espi rituais antes da ordenação de diácono.
O novo Código exige que todos os que vão ser promovidos a qual­
quer ordem façam os exercícios espirituais ao menos por ci nco
dias, e o Bispo, antes de proceder à ordenação, deve ser i nformado
de que se cumpriu tal exigência (c. 1 039) .
Irregularidades e impedimentos. O novo Código aboliu a distin­
ção entre irregularidade por defeito e i rregularidade por del ito
(c . 984 e 985, de 1 91 7). Novidade é agora a diferença entre irregula­
ridade para receber ordens e i rregularidade para exercer ordens já
recebidas (Código de 1 983 , c. 1 04 1 e 1 044) . Entre as i rreguraridades
para receber qualquer ordem , o Código de 1 91 7 cita em primeiro
lugar, como i rregularidade por defeito, a condi ção de filho i legítimo
(c . 984, n. 1 ).
No novo Código, ser filho i legítimo não constitui obstáculo ne­
nhum para se receber qualquer ordem , nem mesmo para o episco­
pado, nem também para o cardinalato, nem para o cargo de Superior
rel igioso, mesmo supremo.
Segundo o novo Código, a d ispensa de irregularidades ou impe­
dimentos é reservada a Santa Sé :
- se o fato gerador da i rregularidade foi levado ao foro judicial :
- se a i rregularidade provém de apostasia, heresia, cisma, ou
de casamento, mesmo só o c ivi l , sendo públ icos os del itos:
----=.. se a causa da irregularidade é homicídio ou aborto, seguido

o efeito, i nclusive os que cooperam positivamente, quer sejam públ i­


cos, quer sejam ocultos os delitos :
- se o impedimento resulta de vínculo matrimonial , salvo o
caso do homem que se destina ao d iaconato permanente:
- se se trata de irregularidade para o exercício de ordem rece­
bida, tratançfo-se de matrimônio m esmo só civil, se o caso é público,

73
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ou de homicídio ou aborto, mesmo nos casos ocultos (cfr. c. 1 047
e 1 041 ) .
Quanto aos impedimentos e i rregularidades não reservados à
Santa Sé, o Ordinário pode dispensar (c. 1 047 § 4.0) .
Tratando-se de i rregularidade por homicídio voluntário ou por
aborto provocado, exige-se, para a val idade de dispensa, que se indi­
que o número dos del itos (c. 1 049 § 2 .0) .
Dispensa geral das i rregularidades ou i mpedi mentos para receber
ordens vale para todas as ordens (c. 1 049 § 3.0) .
Dúvida. Depois de obtidas todas as devidas informações, se o
Bispo tem boas razões para duvidar da idoneidade do candidato à
ordenação, não pode este ser promovido (c. 1 052 § 3 .0).

70 . MATRIMONIO

Consentimento. Os dois Códigos concordam em dizer que o matri­


mônio é gerado pelo consentimento das partes e não pode ser su­
prido por nenhum poder humano. Sendo o matrimônio como Deus
o fez, nem o poder divino pode suprir o consentimento. Aliás, have­
ria contradição em Deus (c. 1 081 § 1 .0, de 1 9 1 7 ; c. 1 057 § 1 .0, de 1 983) .

Sendo essencial o cons�ntimento, não apenas como condição,


mas como causa eficiente necessária do matrimônio, como expl icar
a diferença entre os dois Códigos na própria definição do consenti­
mento matri monial ?
Cód igo de 1 9 1 7, c. 1 081 § 2.0: "O consenti mento matrimonial é
o ato da vontade pelo qual ambas as partes dão e aceitam o direito
perpétuo e exclusivo sobre o corpo em ordem aos atos de si aptos
para gerar a prole".
Cód igo de 1 983, c. 1 057 § 2.0 : "Consentimento matri monial é o
ato de vontade pelo qual o homem e a mulher, por al iança i rrevo­
gável, se entregam e se recebem mutuamente para constitui r matri­
mônio".
A definição do novo Código é mais precisa na alusão expressa
a homem e mulher. O Código de 1 91 7 ressalta a exclusividade, o
di reito sobre o corpo e o intuito de relações conjugais (atos de si
aptos para a geração da prole).

Nos pontos em que a definição do novo Código é menos precisa


que a do Código de 1 91 7, o Legislador parece querer supri r o
que teria faltado, esclarecendo :

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- que o matrimônio é ordenado à procriação da prole por meio
de alguma cooperação sexual (c. 1 096 § 1 .0) ;
- e, mais claramente, que o matrimônio se consuma pelo "ato
conjugal apto por si para a geração da prole , ao qual , por sua própria
natureza, se ordena o matrimônio, e pelo qual os cônjuges se tornam
uma só carne" (c. 1 061 § 1 .0). Aqui o novo Código ratificou plena­
mente a defi nição do Código de 1 9 1 7, e foi bem mais claro do que
nas expressões vagas e i ndefinidas do c. 1 096 § 1 .0: "Alguma coope­
ração sexual " .

Fim. No Código d e 1 9 1 7 o f i m pnmar1o d o matri môn io é a pro­


criação e educação da prole (c. 1 01 3 § 1 .0) .
O novo Código diz que o matri mônio , por sua índole natural , é
ordenado ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole
(c. 1 055 § 1 .0) . Já não se fala de fim pri mário.

Alguns pretenderam conservar a expre�são "fim pri mário" subs­


tituindo "geração" por "amor". O papel do amor é preponderante ;
insubstituível é o amor. Mas o seu lugar não é na l inha das final i­
dades do matrimôn io. A sua função é mais importante : é causa efi­
ciente , não causa final do matri mônio. O amor é gerador do matri­
mônio porque é causador do consentimento. Os nubentes não se
casam para que se amem, mas porque se amam. Claro está que os
esposos se devem amar cada vez mais através do matrimôn io. Mas
não é menos claro que já se deviam amar antes do matrimônio.
O i nfluxo do amor sobre o matri mônio deve ser antecedente, conco­
mitante e subseqüente - o amor prepara o matrimônio, real iza o
matrimônio e peren iza o matrimônio.
Outros alegam o amor como pretexto para evitar fi lho. Que
possa haver motivo justo para evitar fi lhos, ninguém o nega. Que
o amor seja causa justa para evitá-los, negam-no os dois Códigos nos
cânones citados. Nega-o Conc ílio Vaticano 11 na Constituição Gaudim
et Spes (n. 5 1 )
- " O matri mônio e o amor conjugal, por sua própria
índole, se ordenam à procriação e educação dos filhos ". Nega-o
Pau lo VI, na Encíclica H U MANAE VITAE (n . 9) - "O amor conjugal
é amor fecundo que não se esgota na comunhão entre os cônjuges,
mas que está destinado a continuar-se suscitando novas vidas ". E já
que por aí há quem valorize mais o que d izem os teóologos
progressistas do que a voz do Mag istério da Igreja vejam os desta
linha o que dizem os progressistas e . avançados teólogos do CATE­
CISMO HOLAN D�S :
" Quem analisa a história do matri mônio, poderá perguntar-se
alguma vez : qual foi o primeiro e pri mordial motivo por que o homem
e a mul her se uni ram em matri mônio? Foi a tendência a se entrega-

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rem um ao outro, ou a tendência a terem e criarem fi lhos? Esta
pergunta separa o que, em si, está unido e deve ficar unido. Fecun­
didade é algo que, por natureza, acompanha o amor, e o amor é
sempre, por natureza, fonte de vida, também em outros valores
vitais. Onde há amor, nasce mais vida. Enfi m : amor é fecundo e
vivificador.
" O amor sexual , contudo, tem por característica própria
estar ligado, por natureza, a uma forma de fecundidade toda parti­
cular e mais elevada: a concepção de novo ser humano. Este nexo
entre amor sexual e fecundidade é tão estreito que a Igreja tem por
invál ido o matrimônio em que, desde o princípio, se coloque como
condição não ter filhos" (p. 464). Diante de tudo isso parece bem
esquisito ir buscar no amor pretexto ou motivo para evitar filhos.
Se o amor conjugal deve ser fecundo, gerador de novas vidas, ale­
gue-se outro motivo.
Consumação. O conceito de matrimônio consumado é agora um
pouco diferente. De acordo com o Código de 1 91 7, o matri mônio é
consumado se entre os cônjuges houve o ato conjugal pelo qual
ambos se fazem uma só carne (c. 1 01 5 § 1 .0) .
O novo Código acrescenta na defi nição de matrimônio consu­
mado a ci rcunstância "de modo humano" (c. 1 06 1 § 1 .0) . Logo, se o
ato conjugal foi realizado, mas não de modo humano, o matri mônio
não se considera consumado, e pode ser dissolvido pelo Sumo Pon­
tífice (c. 1 1 42) .
Preparação. Usar também os instrumentos de comunicação social
como veículos para levar aos fi éis instruções sobre o sentido do
matrimônio e o papel dos cônjuges e pais cristãos (c. 1 063 , n . 1 ) .
Pelo Código de 1 9 1 7 são obrigatórios os proclamas (c. 1 024) .
Conforme o Código de 1 983, compete à Conferência dos Bispos
estabelecer normas sobre os proclamas (c. 1 067) .
Decisões reservadas ao Bispo. O c. 1 071 § 1 .0 menciona sete
casos em que não é permitido assistir ao matrimônio sem licença
do Ordinário do lugar.
Dispensa de impedimentos. O Código de 1 9 1 7 reserva o poder
de dispensar imped imentos matrimoniais à Santa Sé ou a quem está
munido de tal faculdade pelo direito comum ou por indulto especial
(c. 1 040) .
O novo Cód igo concede a o Ordinário d o lugar a faculdade de
dispensar de todos os impedimentos de direito eclesiástico, com
exceção dos casos reservados à Santa Sé (c. 1 078 § 1 .0 apl icação
-

do c. 87 § 1 .0) .

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Os casos reservados são os impedi mentos de:
- ordem sacra;
- voto públ ico e perpétuo de castidade em instituto de direito
pontifício;
- crime de homicídio (c. 1 078 § 2.0 , n . 1 e 2).

Em perigo de morte. A faculdade concedida pelo c. 1 043, de


1 91 7, excetua dois impedi mentos : ordem do presbiterato e afinidade
em linha reta tendo sido consumado o matri mônio. O novo Código
excetua apenas um impedi mento : ordem do presbiterato (c. 1 079 § 1 .0) .
Tudo preparado. A faculdade de dispensar concedida ao pároco
ou sacerdote delegado de acordo com os c. 1 045 § 3.0 e c. 1 044,
do Código de 1 9 1 7 , é concedido, no Código de 1 983, também ao diá­
cono delegado; não, porém, ao l eigo legiti mamente delegado, visto
que a Lei menciona expressamente "o ministro sagrado" (c. 1 080
§ 1 .0 , e c. 1 079 § 2 .0).

O c. 1 080 § 1 .0 merece especial atenção em alguns detal hes :


- se o imped i mento se descobre quando tudo está preparado
para as núpcias - não quer dizer que a dispensa pode ser conce­
dida somente no caso em que o impedimento se descobre quando
os noivos já se apresentam para a celebração do casamento; tudo
está preparado se já se cumpri ram as exigências canônicas que
devem anteceder a celebração do matri mônio;
- c aso oculto - não quer d izer que não se pode dispensar quan­
do o i mpedimento, de sua natureza, é público; o caso pode ser
ocu lto mesmo que o i mpedi mento possa ser provado no foro externo ,
sendo, por isso, considerado públ ico, como é, por exemplo, o caso
da consangüinidade ;
- enquanto não se obtém a dispensa da autoridade competente
o recurso à autoridade competente praticamente se considera
i mpossível se só é possível por meios extraordinários. Telégrafo e
telefone são meios extraordinários.

Impedimentos abolidos. Comparando-se a nova relação dos impe­


dimentos (c. 1 083-1094) com os i mpedimentos mencionados no Código
de 1 9 1 7 , verifica-se que foram abolidos os i mpedimentos de:
-· consangüi n idade nos hoje chamados tercei ro grau igual e
terceiro atingente ao segundo (sexto grau e qui nto grau , segundo o
novo modo de contar os graus) ;
- afi nidade em linha colateral em qualquer grau ;
- parentesco espiritual ;
- crime de adultério;
- honestidade pública no segundo grau .

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Impedimentos que permanecem. El i minada a distinção entre i mpe­
di mentos dirimentes e i mpedientes, o novo Código menciona doze
impedi mentos, todos diri mentes. Obstáculo que acarreta apenas
i l iceidade do matrimônio não vem no novo Código com o nome de
imped imento.
IDADE. O homem, antes dos dezesseis anos completos, e a mulher,
antes dos catorze também completos, não podem contrair matrimônio
válido. O Ordinário do l ugar pode dispensar. A Conferência dos
Bispos pode exigir, para a liceidade, idade mais alta (c. 1 083 §§ 1 .0 e 2 .0) .

IMPOTENCIA . A impotência coeundi antecedente e perpétua, ab­


soluta ou relativa, por parte do homem ou da mulher, diri me o matri­
mônio por sua própria natureza (c. 1 084 § 1 .0) . Diferença entre este
cânon e o c. 1 068 § 1 .0, do Código de 1 9 1 7:
- o novo Código eliminou as palavras quer seja conhecida pelo
outro cônjuge, quer não seja;
- o novo Código específico: i mpotência coeundi, deixando bem
claro que se trata da impossibilidade de real izar o ato conjugal e
não da i mpossibi l idade de gerar fi lhos ;
- em vez de " pelo próprio di reito natural ", como se lê no Código
de 1 9 1 7, diz agora o novo Cód igo - .. pela própria natureza" do
matri mônio.

A interpretação do c. 1 068 § 1 .0, de 1 9 1 7, esclarecia que a i mpo­


tência generandi não é impedi mento, com fundamento no c. 1 068
§ 3.0: "A esterilidade não diri m e nem i mpede o matrimônio". A mes­
ma declaração sobre esteri l idade se encontra no c. 1 084 § 3.0, de
1 983, parecendo aí supérflua, pois já ficou declarado que só a i mpo­
tência coeundi é i mpedimento.
Trata-se de impotência antecedente e perpétua, o que quer dizer
que não há problema se a impotência é curável ou se sobrevém de­
pois do matrimônio.
A i mpotência relativa também d i rime o matri mônio; se o ato
conjugal é possível com uma pessoa e não com outra, é nulo o ma­
tri mônio com esta.
No anteprojeto do novo Cód igo pedia-se uma sugestão : é melhor
dizer "pelo próprio d ireito natural" ou '"pela própria natureza do
matrimônio"? Desprezada a formulação do Cód igo de 1 91 7, preva­
leceu a nova - pela própria natureza do matrimônio. Donde se
pode concluir: sendo o matrimônio como Deus o instituiu, nem Deus
pode dispensar o impedimento de i mpotência coeundi.
Concordam os dois Códigos em dizer que, se o impedi mento de
i mpotência é duvidoso, não se pode impedi!· o matrimônio, acres-

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cantando o novo Código - " nem, permanecendo a dúvida, declará-lo
nulo" (c. 1 068 § 2 .0, de 1 9 1 7, e c. 1 084 § 2 .0, de 1 983) .

VINCULO ,'\AA TRIMONIA L. � i nválido o matrimônio de quem está


ligado pelo vínculo de matrimônio anterior, mesmo que este não
tenha sido consumado (c. 1 069 § 1 .0, de 1 9 1 7 , e c. 1 085 § 1 .0, de 1 983) .
M esmo sendo nulo o matri mônio anterior, é preciso constar legiti­
mamente da sua nul idade para ser l ícito o matrimônio posterior (c.
1 069 § 2 .0, de 1 91 7, e c. 1 085 § 2 .0, de 1 983) .

DISPARIDADE DE CULTO. Duas diferenças entre os dois Códigos:


- conforme o novo Código, não há i mpedi mento de disparidade
do culto se a parte que foi batizada na Igreja catól ica ou a
ela se converteu, dela se afastou por um ato formal ; o Ord i­
nário do lugar pode d ispensar;
- de outra parte, segundo o novo Código, passa a haver impe­
di mento se a parte catól ica foi convertida do paganismo, por­
quanto foram eliminadas as palavras restritivas "da heresia
ou de cisma" ( 1 9 1 7 - c. 1 070 § 1 .0; 1 983 - 1 086 § 1 .0) .

As condições para as d ispensas são as mesmas que se referem


aos matrimônios mistos (c. 1 086 § 2.0).

ORDENS SAGRADAS. Segundo a interpretação do Padre Hortal ,


este impedi mento ati nge o diácono permanente casado que fica
viúvo. Realmente, no caso, haveria casamento de alguém que está
constituído em o rdem sagrada - uma exceção que não se pode
admiti r, porquanto não está consignada na Lei ; reserva-se à Santa Sé.
VOTO. Segundo o Código de 1 9 1 7, o impedi mento é dirimente se
os votos, mesmo temporários, são solenes ou simples com efeito
de sol enes (o caso dos jesuítas, c. 1 073) . Se os votos são s imples
sem efeito de votos solenes , o i mpedi mento é impediente (c. 1 058).
_
Tudo mais si mpl es no novo Código. O impedi mento é sempre
diri mente , 1 e só existe se os votos são "públicos e perpétuos". O Có­
digo específico: voto de castidade, especificação que não se encontra
na lei anterior (c. 1 088) . Se o Instituto é de dire ito pontifício, a dis­
pensa é reservada à Santa Sé (c. 1 078 § 2 .0, n. 1 ) .

1 . Se um religioso de votos si mples contrai matrimônio sem dispensa


antes do dia 27 de novembro de 1 98 3 , o matrimônio é válido, porque a lei
não tem efeito retroativo. Sendo depois daquela data, o matrim ônio será
nulo, mesmo que os votos tenham sido emitidos durante a vigência do
Código de 1 91 7. O i mpedimento anteriormente impedlente passa a ser
diri mente. Na vigência do novo Código, todos os i mpedimentos são diri­
mentes.

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RAPTO. Código de 1 9 1 7, c. 1 074 ; Código de 1 983, c. 1 089. O Padre
Horta I comenta : " . . . mentalidade discriminatória. Por que não se
estabelece o mesmo impedimento para o rapto do homem?" (p. 481 ) .

O Ordinário pode dispensar.

CRIME. Homicídio e adultério, conforme o Código de 1 9 1 7 (c.


1 075) . O novo Código aboliu o i mpedi mento de adultério. O de crime
se verifica em dois casos :
- se alguém, com intuito de contrair matri mônio com determi­
nada pessoa, mata o cônjuge desta ou o próprio cônjuge ;
- s e o s futuros esposos, d e comum acordo, cooperando física
ou moralmente , tiverem matado o cônjuge (c. 1 090 §§ 1 .0 e 2.0) .

Note-se a diferença entre os doi s casos :


- no primeiro caso só há impedimento se há intuito de contrair
matrimônio;
- no segundo caso há impedimento sem haver intuito de matri­
mônio, mas não há impedi mento se não houver cooperação.

Esclarecimento sobre o segundo caso:


José e Maria, sem pensar em casamento, matam de comum acor­
do, cooperando física ou moralmente, Pedro, esposo de Maria. Há
i mpedi mento para o casamento de José com a viúva Maria.

CONSANGüiNIDADE. São dispensáveis os impedi mentos de con­


sangüinidade no tercei ro e quarto graus segundo o novo modo de
contar os graus :
- se um nubente é irmão do pai ou da mãe do outro, tercei ro
grau ;
- se um nubente é irmão de avô ou avó do outro, quarto grau ;
- se há irmãos entre os pais ou mães dos nubentes , quarto grau.

1 2
José

3
Maria - José I rmão do pai ou mãe de Maria -
3 .0 grau
80
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1 2
João João i rmão do avô ou avó de Rita -

4 .0 grau
3

R ita

2 3 Pai ou mãe de Luís i rmão do pai ou


mãe de Rosa -4.0 grau .

1 4
Luís Rosa
Em todos estes graus o Ord inário do l ugar pode dispensar.
AFINIDADE. C. 1 092: A afini dade em l i nha reta torna nulo o ma­
tri mônio em qualquer grau. Ass im, já não há i mpedimento de afin i­
dade na l inha colateral : não há impedimento nem mesmo entre cunha­
do e cunhada.
A dispensa pode ser dada pelo Ordinário do lugar.

HONESTIDADE PúBUCA. Duas diferenças entre os dois Códigos :

- Código de 1 91 7: " matrimônio invál ido, consumado ou não


(c. 1 078) ; Código de 1 983: " matrimônio invál ido, depois de instau­
rada a vida comum " (c. 1 093) :
- Código de 1 9 1 7 - " primeiro e segundo graus da l inha reta" ;
Código de 1 983 : • •primeiro grau d a l inha reta". Assim, não mais
será preciso pedir dispensa para casamento de um homem com a
avó ou com a neta de sua concubina ou da mulher com quem se
casou i nval idamente.

O impedi mento pode ser d ispensado pelo Ordinário do lugar ..


N otar as diferenças entre os i mpedimentos de afi nidade e hones­
tidade pública:

81
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- só há impedi mento de afinidade se houver matrimônio vál ido,
mesmo não consumado (c. 1 09 § 1 .0), ao passo que o impedimento
de honestidade públ ica se origina de casamento invál ido ou de con­
cubi nato ;
- o impedi mento de afi nidade acarreta a nulidade do matrimôni o
em qualquer grau d a linha reta; o i mpedimento de honestidade
pública, só no pri meiro grau.

PARENTESCO LEGAL. O Código de 1 9 1 7 legal izou canonicamente


o impedi mento de parentesco legal como ele existe na lei civi l de
cada nação. Na França, o impedimento de parentesco é impediente,
segundo a lei civi l ; lá o impedimento canônico é i mpediente. No
Brasi l , o impedi mento de parentesco legal é diri mente ; aqui o impe­
di mento canônico é diri mente . A extensão do impedi mento é a mes­
ma na lei civi l e na lei canônica - existe na lei canônica nos mesmos
graus em que existe na lei civi l (c. 1 080) .
O c. 1 094 do novo Código desvinculou totalmente o impedimento
do parentesco legal dos dispositivos da l ei civi l . Agora, em qualquer
parte, o impedimento é di rimente e só se verifica na l i nha reta ou
no segundo grau da l inha colateral.

A interpretação do Padre Hortal, com alusão ao c. 1 1 0, admite


que, no Brasi l , o impedimento canônico de parentesco l egal persiste ,
mesmo segundo o novo Código, nas mesmas condições do nosso
Código Civi l . " Cremos", diz comedidamente o Padre Horta! . Eu,
porém, não posso crer. O que o c. 1 1 0 d iz é. apenas que a Igreja
reconhece o parentesco legal entre adotante e adotado, conforme
a lei civi l . Mas uma coisa é o parentesco e outra é o impedi­
mento. Ao tratar do i mpedimento, o novo Código olvida totalmente
as normas da lei civi l . Ademais, se o c. 1 1 0 menciona apenas o
adotante e o adotado, como pode o Padre Horta! , baseado neste
cânon , crer que ai nda há i mped imento canônico.

- entre o adotante e o cônjuge do adotado?


- entre o adotado e o cônjuge do adotante?
- entre o adotado e o filho superven iente do pai ou mãe adotiva?

O novo Código é claríssimo: sem nenhuma dependência em


relação à lei civi l , o impedimento do parentesco legal só se verifica
" na l inha reta ou no segundo grau da l inha colateral" - entre ado­
tante e adotado ou entre irmãos adotivos. Note-se mais que o c. 1 1 O
se refere exclusivamente ao parentesco legal na l i nha reta.

Erro sobre a qualidade da pessoa. a: Inválido o matrimônio se


o erro sobre a qualidade da pessoa redunda em erro sobre a pessoa,

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segundo o Cód igo de 1 9 1 7 (c. 1 083 § 2.0, n . 1 ) . Na práti ca, poderiam
daí surgi r sérias d ificuldades. Como saber, em cada caso, se o erro
sobre a qualidade redunda em erro sobre a pessoa? O novo Código
nos l ivra desta dificuldade. Agora , erro sobre a qual idade da pessoa
acarreta a nuli dade do matrimônio se essa qualidade for di reta e
princi pal mente pretendida (c. 1 097 §§ 1 .0 e 2.0) . Escl areci mento :
- Pedro casou-se com Joana convencido erroneamente de que
ela era virgem e este erro foi causa do contrato - este casa­
mento pode ser válido ou inválido:
- este casamento só é invál ido se Pedro valoriza tanto a qual i­
dade virgem que a ela visa di reta e principalmente.

O Código de 1 9 1 7 declara nulo o matri môn io se uma pessoa l ivre


se casa com outra que julga ser livre, mas de fato é escrava (c.
1 083 § 2 .0, n . 2) . O novo Código omite esta norma, que seria supér­
flua, visto se saber que o casamento será nulo se a quali dade livre
for pretend ida d i reta e principalmente.
Erro sobre a qualidade da pessoa, mesmo que essa qualidade
não seja pretendida d i reta e principal mente, acarreta a nu lidade do
matri mônio, se alguém se casa enganado por dolo perpetrado para
obter o consenti mento matrimonial (c. 1 098, de 1 983) .

Consentimento sob condição. S e a cond ição s e refere a o passado


ou ao presente, o matrimônio é vál ido ou nulo conforme exista ou não
aqui lo que é obieto da condição. Nisto concordam os dois Códigos.
O novo apenas acrescenta que não é lícito apor condiçãq sem l icença
escrita do Ordinário do lugar ( 1 9 1 7 , c. 1 092; 1983 , c. 1 1 02 §§ 2 .0 e 3 .0) .
O novo Código desprezou as complicações do Código de 1 9 1 7 sobre
cond ição de futuro - diz s implesmente que não se pode contrair
val idamente o matrimônio sob condição d e futuro (c. 1 1 02 § 1 .0) .
Escl arecimento - se uma mulher dá o consentimento matrimo­
nial sob a condição de que o marido nunca venha a ser i nfiel , o u
nunca chegue a maltratá-la o u s e r grossei ro, o casamento é vál ido
e permanece vál ido mesmo que depois o marido seja infiel , que
maltrate a esposa ou que seja g rosseiro .
Q uando a condição d e presente o u d e passado encerra a s normas
canônicas para se acarretar a nul idade do matrimônio, este é nulo,
mesmo que a condição aposta seja apenas tácita. Assim, é nulo o
matri mônio se a n ubente não for vir-gem e o nubente, sem condição
expressamente mencionada, decida - consinto se ela for vi rgem.

Violência ou medo. Duas diferenças entre o Código de 1 9 1 7 e o


de 1 983 :

83
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- segundo o novo Código, o medo grave acarreta a nu I idade
sem a condição de ser i ncutido i njustamente ;
- segundo o novo Código, o medo acarreta a nul idade mesmo
que não seja di rigido para extorqui r o consenti mento ( 1 91 7 - c. 1 087;
1 983 - c. 1 1 03).

Esclarecimento - se alguém contrai matrimônio por medo grave


porque o pai da noiva o ameaça de processá-lo por crime de defloramen­
to, o medo não é incutido injustamente, e, por isso, o casamento será vá­
l ido se se real izar antes do dia 27 de novembro de 1 983, e será nulo se
se realizar a partir desta data. Se alguém dá o consentimento sob
pressão de um medo grave que foi i ncutido sem i ntuito de extorqu i r
o consentimento, o matrimônio será válido s e s e real izar antes d o
dia 2 7 de novembro d e 1 983 ; será n u l o s e se realizar a partir dessa
data.
Forma. Se um sacerdote ou diácono assiste a um matri môn io
sem estar munido da devida faculdade (del egação) , o matri mônio é
vál ido no caso de erro comum, nos termos do c . 1 44 §§ 1 0 e 2.0, de 1 983.
.

Não parece bastante claro que a condição "para que seja vál ida"
ati nja os três incisos do c. 1 1 1 1 § 2 .0, separados por ponto e vírgula,
e, por isso , independentes entre si. A condição "para que seja váli­
da" está expressa apenas no primeiro i nciso. Na i nterpretação do
Padre Hortal , as palavras iniciais do primeiro inciso ati ngem também
o terceiro, sendo assim necessário, para a validade da del egação
geral, que seja dada por escrito. Praticamente, não há dificuldade .
Quer se trate de validade, quer se trate apenas de liceidade, a dele­
gação geral deve ser dada por escrito . E não custa nada escrever com
data e assinatura estas poucas palavras : Concede ao Padre N. (ou
ao diácono M.) delegação gerar para assistir aos matrimônios nesta
paróquia de São J.

Competência. O pároco competente para assistir ao matrimônio


é o da nubente, segundo o Código de 1 9 1 7 (c. 1 097 § 2.0) Não se
trata propriamente da forma canônica exigida para a val idade, pois
se supõe que o pároco assista ao matrimônio dentro de seu território,
e, no caso, o matrimô.n io é vál ido, mesmo que os dois nubentes sejam
de outras paróqu ias.

O novo Código abo l i u o privi l égio da nubente. De acordo com a


nova norma, o matri mônio deve ser celebrado na paróquia onde uma
das partes tiver domicíl io, quase-domi cíl i o ou residência há um mês
(c. 1 1 1 5) .

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Delegação. O novo Código introduziu notáveis diferenças no
tocante à delegação para a assistência aos matrimônios.
Conforme o Código de 1 9 1 7, a delegação deve ser dada a sacer­
dote determinado para matrimônio determinado, podendo ser dada
del egação geral ao vigário cooperador (c. 1 096 § 1 .0) .
O novo Código permite delegação geral a sacerdotes e diáconos
(c. 1 1 1 1 § 1 .0) . Com o prévio voto favorável da Conferência dos
Bispos , e obtida a l icença da Santa Sé , o Bispo diocesano pode dele­
gar leigos para ass isti rem aos matrimônios (c. 1 1 1 2 § 1 .0) .

Matrimônios mistos. O c. 1 060 do Código de 1 9 1 7 proíbe severis­


s i mamente os matrimônios entre duas pessoas batizadas , sendo uma
delas catól ica e a outra herética ou cismática.

A proibição do Código de 1 983 não é severíssi ma nem severa,


e os termos herético e cismático foram substituídos por expressões
mais benignas - "pertencente a uma Igreja ou comunidade eclesial
que não esteja em plena comunhão com a I greja cató l ica". Em vez
de simplesmente pessoa "catól ica", o novo Código diz - batizada na
I g reja catól ica ou nela recebida depois do batismo, e que não tenha
saído dela por ato forma l " (c. 1 1 24) .

Notável a evolução da exi gência das cautelas.

Primei ra etapa - Exigências do Código de 1 91 7: que a parte


acató l ica dê garantia de não expor a parte catól ica ao perigo d e
perversão, e ambas a s partes assumam o compromisso de batizar e
educar toda a prole na reli gião católica.

Segunda etapa - d isci pl ina da I nstrução MATR I M ON I I SACRA­


MENTU M da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé ( 1 966) :
deve-se· afastar da parte cató l ica o perigo para sua fé, e dela se
deve exigir a promessa expl ícita de se esforçar para batizar e educar
os fil hos na rel ig ião catól ica. A parte acatól ica deve ser i nformada ,
com a devida delicadeza e em termos claros sobre a doutrina catól ica
a respeito da dignidade do matri mônio e suas principais p ropriedades :
unidade e i ndissolubil idade. Deve a parte acatól ica ser convidada a
pron:teter abertamente e sinceramente que não criará nenhum obstá­
culo ao cumpri mento da promessa da parte católica. Se a parte
acató l ica acha que não lhe é possível formular tal promessa sem
lesar a própria consciência, o Ordinário deve relatar o caso com
todos os seUs el ementos à Santa Sé. Nas Letras Apostólicas DE
EPISCOPORUM M U NERIBUS , Paulo VI reservou à Santa Sé a dispensa
do i mpedi mento de religião mista (ainda se chama impedimento até

85
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27 de novembro de 1 983) quando não se podem observar as condições
exigidas na mencionada Instrução da S. Congregação para a Doutrina
da Fé.

Terceira etapa - as normas do novo Código:


- a parte catól ica deve decl arar que está disposta a afastar
os perigos de falhar na fé , e prometer sinceramente fazer todo o
possível para que toda a prole seja batizada e educada na Igreja
catól ica ;
- esses compromissos da parte católica devem ser levados ao
conhecimento da parte acatól ica, de modo que esta fique verdadei­
ramente ciente do compromisso e da obri gação da parte catól ica;
- ambas as . partes devem ser instru ídas a respeito dos fins e
propriedades essenciais do matri mônio, que nenhum dos contraentes
deve excluir (c. 1 1 25 n. 1 , 2 e 3 ) .

Note-se q u e d a parte catól ica se exige que prometa fazer o que


for possível, e da parte acatól ica já não se exige que prometa não
pôr obstáculo ao cumprimento da promessa da parte catól ica.
Para a dispensa, o Código de 1 91 7 exige causa justa e grave (c.
1 061 § 1 .0, n. 1 ) . O novo Cód igo exige causa justa e razoável (c. 1 1 25).
Se não se cumprem as condições exigidas , o Bispo não pode
conceder a l icença para o casamento, nem é esta reservada à Santa
Sé. Simplesmente não será. permitido o casamento, a não ser que
a Santa Sé, informada do caso, determine o contrário.

Compete à Conferência dos Bispos estabelecer o modo como


devem ser feitas as declarações e compromissos e como deve ser
informada a parte acatól ica (c. 1 1 26).
Dissolução do vínculo. O matri mônio entre partes não batizadas
pode ser vál ido, verdadeiro matrimônio, embora não seja sacramento.
Da própria definição de matrimônio rato nos dois Códigos concl ui-se
que nunca há matri mônio rato entre partes não batizadas, nem tam­
bém entre uma parte batizada e outra não (c. 1 0 1 5 § 1 .0, de 1 91 7, e
c. 1 061 § 1 .0, de 1 983) .
Falam o s dois Códigos, mas nem sempre nos mesmos termos,
da dissolução do matrimônio vál ido entre partes não batlzadas, em
virtude do privi légio pau l ino ( 1 Cor 7 , 1 2-1 6).
O Código de 1 91 7 alude expressamente a matri môn io "legítimo"
e "mesmo consumado" (c. 1 1 20 § 1 .0) . O si lêncio do novo Código,
que no caso não alude a matrimônio .. legftlmo" nem a matri môni o
"consumado", não t e m o sentido de abolição de nenhuma norma

86
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(c. 1 1 43 § 1 .0) . Quanto à cláusul a "em favor da fé ", o novo Código
acrescenta "da parte que recebeu o batismo".
O Código de 1 9 1 7 esclarece : "Este privi légio não tem apl icação
no matri môn io celebrado com dispensa do i mpedimento de dispari­
dade de culto entre uma parte batizada e outra não" (c. 1 1 20
§ 2 .0) . Este dispositivo não se encontra no novo Código, certamente
por ter sido considerado supérfl uo, porquanto o privi légio pau l i no
só se aplica ao matrimônio celebrado entre duas pessoas não bati­
zadas .

Dispel)sa das interpelações :

- competência da Santa Sé, segundo o Código de 1 9 1 7 (c.


1 1 2 1 § 2 .0) ;
- competência do Ordinário do lugar, se constar por um pro­
cesso, mesmo sumário e extrajudicial , que a interpelação não pode
ser feita ou que seria inúti l - conforme o Código de 1 983 (c. 1 1 44
§ 2 .o ) .

A s novas núpcias :

- de acordo com o Código de 1 91 7, a parte batizada pode con­


trair novas núpcias com pessoa _ católica (c. 1 1 23) ;
- igualmente, o novo Código d ispõe: A parte batizada tem
..

direito de contrai r novo matrimônio com parte catól ica (c. 1 1 46) ; mas
acrescenta, no c. 1 1 47, que o Ordinário do lugar, por causa grave,
pode permitir o novo matrimônio da parte batizada com parte não
catól ica e mesmo não batizada, observando-se as p rescrições rela­
tivas aos matrimônios mistos .

O novo Código apresenta outro caso de dissolução de matrimônio


vál ido e consumado entre não batizados. Se um esposo tem várias
esposas , sendo casado vali damente com uma delas, não sendo bati­
zados nem ele nem elas , e se ele recebe o batismo na Igreja cató­
l ica, pode então ficar com qualquer uma delas (só uma), mesmo
desvi nculando-se daquela com a qual contraíra matrimônio vál ido e
tendo este s ido consumado. O mesmo vale para a mulher não batiza­
da ,que tenha s imultaneamente vários maridos não batizados (c.
1 1 48 § 1 .0).
São d issol uções de matrimônios vál idos e consumados , mas não
ratos , nem são sacramentos.
O matrimôni o rato e consumado não pode ser dissolvido por
nenhum poder humarro ( 1 91 7 - c . 1 1 1 8 ; 1 983 - c. 1 1 4 1 ) .

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Em virtude do poder humano, mesmo o matrimônio rato e não
consumado não pode ser dissolvido, visto que é indissolúvel por
di reito divino. O Sumo Pontífice d issolve o vínculo do matrimôni o
rato e não consumado, explicou P i o XI I , dispensando uma exigência
do direito divino em vi rtude do poder vicário, não por um simples
poder humano. Pelo mesmo poder vicário, o Sumo Pontífice pode
dissolver matrimônio rato e consumado (embora não exerça este
poder) , porquanto o que faz a indissolubilidade não é a consumação.
Cumpre notar que, de acordo com o c. 1 1 48 § 1 .0, pode ser dissolvido
o vínculo do matrimônio consumado que, embora não seja sacra­
mento, é vál ido. O que faz a indissolub i l idade não é a sacramental i­
dade. No caso, dissolve-se matrimônio vál ido e consumado, i ndis­
solúvel por d i reito divino. Quem pode l i mitar o poder vicário de
desligar?

Em suma:

- dissolve-se matrimônio vál ido consumado e não rato;


- dissolve-se matrimônio vál ido rato e não consumado;
- não se dissolve matrimônio rato e consumado.

Quanto ao processo para dispensa do matri mônio rato e não


consumado, veja c. 1 697-1 706 do novo Código.
"Matrimônio dos católicos". Com razão, o Padre Hortal chama
a atenção para a dificuldade de se entender o que precisamente signi­
fica, no caso, a palavra "catól ico". Falta no Código uma definição.
Com fundamento nos c. 1 1 1 7 e 1 1 24 do novo Código, Hortal
admite que catól ico é "a pessoa batizada na Igreja católica ou que
tiver sido recebido nela e dela não se tiver afastado por um ato
formal".
"Casamento ecumênico". O assistente católico e o não cató l ico
podem fazer leituras, orações, homi l ia, mas a um só é permitido
sol icitar o consentimento das partes (c. 1 1 27 § 3.0 do novo Código) .
Convalidação. Norma do Código de 1 9 1 7 : A renovação do consen­
timento deve ser um novo ato da vontade em ordem a contrair um
matrimônio que consta ter sido nulo desde o princípio (c. 1 1 34). Não
se diz a quem deve constar. Mas a interpretação esclarecia que
deve constar a quem renova o consentimento, porque, do contrário,
não haveria um novo ato da vontade, porém, simplesmente , a confir­
mação de um consentimento ineficaz.
O novo Código é mais claro que o anterior, declarando que deve
constar à parte renovante que o matrimônio foi nulo desde o pri ncípio.
Não se exige certeza: " Sabe ou julga" (c. 1 1 57).

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Sanação "in radice". Norma do Código de 1 9 1 7 : Somente a Santa
Sé pode conceder a sanação in radice (c. 1 1 41 ) . Sem grande dificul­
dade a Santa Sé tem delegado a facul dade de conceder a sanação
in radice, sobretudo em países de missões.

Normas do novo Cód igo:

- a sanação in radice pode ser concedida pela Sé Apostól ica


(sem o somente do Código de 1 9 1 7) (c. 1 1 65 § 1 .0) ;
- pode ser concedida a sanação pelo Bispo diocesano, caso por
caso, mesmo que sejam vários os motivos de nul idade do mesmo
matrimônio (assim, não pode o Bispo conceder sanação geral para
vários matrimônios nulos ) ;
- s e s e trata d e matrimônio misto, devem ser observadas as
cauções ;
- não pode o Bispo conceder a sanação se houver i mpedi mento
cuja dispensa é reservada à Sé Apostólica (c. 1 1 65 § 2 .0) .

71 . EXÉQU IAS

O Código de 1 9 1 7 consigna seis casos em que se proíbe a sepu l­


tura eclesiástica ·(c. 1 240 § 1 .0) . O novo Código menciona apenas
três (c. 1 1 84 § 1 .0) . No caso de opção pela cremação do cadáver, a
privação da sepultura eclesiástica se l i m ita ao caso em que tal opção
tenha s ido feita por motivos contrários à fé cristã (c. 1 1 84 § 1 .0, n .2 ) .
O novo Cód igo deixou fora d a l ista dos q u e devem s e r privados das
exéquias eclesiásticas os excomungados, os interditos, os maçons,
os suicidas e os duelistas.
A exclusão das exéquias eclesiásticas acarreta a exclusão de
qualquer Missa exequial (c. 1 1 85).

72 . CONSTRU ÇÃO DE IGREJA

Para permitir construção de igreja o Bispo diocesano deve ouvi r


o Conselho Presbiteral e os reitores das igrejas vizinhas . A l icença
do Bispo deve ser expressa e escrita (c. 1 2 1 5 §§ 1 .0 e 2.0).

73 . I G REJAS E ORATóR IOS

A noção de igreja no novo Código (c. 1 2 1 4) l eva a concluir que


oratórios públ icos , do Código de 1 9 1 7 (c. 1 1 88 § 2.0, n . 1 ) , passam
a ser igrejas.

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O novo Códi go não fala de oratório privado de que se trata no
Código de 1 9 1 7 (c. 1 1 88 § 2 .0, n. 3). Ao oratório privado equivale a
capela particular do novo Código (c. 1 226) .

74 . SANTUARIOS

Competentes para aprovar estatutos:

- de santuário diocesano, o Ordinário do l ugar;


- de santuário nacional, a Conferência dos Bispos ;
- de santuário internaciona l , a Santa Sé (c. 1 232 § 1 .0) .

75 . DIAS DE FESTA

Propalou-se que o novo Código reduziu a dois os dias de festa:


Natal e um dia de Nossa Senhora a ser determi nado pela Conferência
dos Bispos . Não é verdade. Os dias de festa no Código de 1 983
(c. 1 246 § 1 .0) são os mesmos do Código de 1 9 1 7 (c. 1 247 § 1 .0) .
Apenas uma diferença de denominação, já em vigor: dia de Santa
Maria M ãe de Deus em vez de d i a da Circuncisão ( 1 .0 de janei ro).

76 . JEJ U M E ABSTINÊNCIA

De acordo com o Código de 1 9 1 7, a lei da absti nência obriga a


todos os que completaram sete anos (c. 1 254 § 1 .0), e a lei do jej u m
é obrigatória desde o s vinte e um anos completos , até o s sessenta
começados ou cinqüenta e nove compl etos (c. 1 254 § 2 .0) .

O novo Cód igo é um pouco menos exi gente, por um lado, e u m


pouco mais, por outro. A lei d a abstinência obriga a todos o s que
completaram catorze anos de idade, e a obrigatoriedade da lei do
jej u m atinge os que completaram dezoito anos (maioridade) (c. 1 252) .
O c. 1 251 do novo Códi go confi rma o dispositivo do Código de
1 9 1 7, no c. 1 252 § 1 .0 : absti nência em todas as sextas-fei ras do ano .
De acordo com o espírito dos c. 4, 20 e 73, parece que perma­
nece em vigor a norma especial para o Bras i l : Fica a absti nência
com utada em outras formas de penitência, principal mente em obras
de caridade e exercícios de piedade (cfr. Di retório Litúrgico, 1 983 ,
p. 96) (cfr. c. 1 253 do novo Código) .

90
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77 . BENS TEM PORAIS DA I G REJA

Administração. Para atos de administração que, em vista da situa­


ção econômica da Diocese, são considerados mais importantes, o
Bispo d iocesano deve ouvi r o Conselho de Negócios Econômicos e
o Colégio dos Consultores, e precisa do consenti mento deste Con­
selho e deste Colég io para os atos extraordi nários da admi nistração,
além dos casos especial mente mencionados no di reito universal ou
no documento de fundação (c. 1 277).

Alienação. Esclarecimento sobre o c. 1 292 §§ 1 .0 e 2 .0, do novo


Código :
A "soma máxima" equ ivale a duas mil vezes o maior salário
mínimo vigente no país. A soma mín ima, sugere o Padre Hortal ,
aplicando a norma do c. 1 532 do Código de 1 9 1 7, deveria ser a trigé­
sima parte da soma máxima, enquanto a CNBB não der outra norma.
O Códi go fala de mil l i ras ou francos e trinta mil l i ras ou francos.
Sendo hoje (junho de 1 983) , Cr$ 34.776,00 o valor do salário mínimo
mais a lto, segue-se que só é preciso recorrer à Santa Sé para obter
a licença se o bem a ser a l ienado for aval iado em mais de Cr$
69 .552.000,00. A partir da trigési ma parte desta soma (Cr$ 2 .3 1 8.400,00) ,
o Bispo diocesano pode, com o consenti mento do Conselho d e Negó­
·
cios Econômicos , do Colégio dos Consultores e dos i nteressados, dar
a l icença. Decretado novo salário mínimo, faz-se o reajuste, obede­
cendo ao mesmo índice percentua l .
Para al ienação d e bens cujo valor fica abaixo da soma mín i ma
determi nada pela Conferência dos Bispos , o novo Código não exige
formalidades canônicas.

As exigênci as dos c. 1 293 e 1 294, desde que não se fal a


d e val i dade , ati ngem apenas a l iceidade, conforme o c . 1 0.
Deveres dos administradores. C. 1 284 § 1 .0 do novo Código:
Todos os admini stradores são obrigados a cumpri r o seu encargo
com a dil igência de um bom pai de fam íl ia. O § 2 .0 menciona os
deveres em nove itens .
Normas d e administração. Toda pessoa jurídica deve ter seu
Consel ho de Negócios Econômicos ou pelo menos dois conselhei ros
que 'ajudem o administrador no desempenho de suas funções, segundo
os estatutos (c. 1 280) .
Salvas as prescrições dos estatutos, os administradores praticam
i nval idamente atos que excedem os limites e os modos da adminis­
tração ordinári a , a não ser que previamente ten ham obtido , por escrito ,
a a utorização do Ordinário (c. 1 28 1 § 1 .0) .

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Nos estatutos , deve-se declarar quais os atos que excedem os
l i m ites e o modo da administração ordinária. No entanto, se os
estatutos si lenciam a respeito, compete ao Bispo diocesano, ouvido
o Conselho de Negócios Econômicos, determinar esses atos para
as pessoas que lhe são sujeitas (c. 1 281 § 2.0) .

78 . SANÇOES

Absolvição. Qualquer sacerdote, mesmo que não tenha faculdade


de ouvir confissões , absolve válida e l i citamente de qualquer censura
e de qualquer pecado qualquer penitente em perigo de morte, mesmo
que esteja presente um sacerdote aprovado (c. 976 do novo Código).
O Código de 1 9 1 7 concede tal facu ldade mesmo fora do perigo de
morte (c. 2253, n. 1 ).

Quanto à absolvição do cúmplice :

- exceto e m perigo d e morte, é i nvál ida a absolvição d o cúmplice


em pecado contra o sexto mandamento do Decálago (novo Código,
c. 977; " pecado torpe" no Código de 1 91 7, c. 884) ;
- segundo o Código de 1 9 1 7, o confessor que absolve o cúmplice
incorre, ipso facto, em excomunhão reservada de modo especialíssimo
à Sé Apostól ica (c. 2367 § 1 .0) ; conforme o novo Código, o confessor,
em tal caso, incorre em excomunhão latae sententiae reservada à Sé
Apostól ica (c. 1 378 § 1 .0) ;
- a pena estabel ecida no Código de 1 9 1 7 atinge também o
sacerdote que finge absolver (c. 2367 § 1 .0) ; a pena estabelecida no
novo Código não ati nge o si mulador de absolvição . Trata-se de absol­
vição do pecado no qual o confessor foi cúmpl ice. Quanto à absolvição
de outros pecados, não há problema;
- nas dioceses onde não existe o Cabido dos cônegos , o Bispo
diocesano deve designar um sacerdote para absolver das censuras
não reservadas à Santa Sé, com os mesmos poderes do cônego peni­
tenciário (c. 508 §§ 1 .0 e 2 .0) .
- Casos de excomunhão no novo Código, todas latae sententiae:
- apostasia, heresia, ou cisma (c. 1 364 § 1 .0) ;
- profanação das espécies consagradas, reservada à Santa
Sé (c. 1 367) ;
- agressão física ao Sumo Pontífice, reservada à Santa Sé
(c. 1 370 § 1 .0) ;
- absolvição do cúmplice em pecado contra o sexto manda;­
mento, reservada à Santa Sé (c. 1 378 § 1 .0 e c. 977) ;

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- consagração episcopal sem mandado pontifício, reservada
à Santa Sé (incorrerem na pena o consagrante e o consa­
grado - c. 1 382) ;
- violação direta do sigilo da confissão, reservada à Santa
Sé (c. 1 388 § 1 .0) ;
- provocação de aborto, seguindo-se o efeito (c. 1 398) .

Somente as excomunhões por apostasia, heresia, cisma e aborto


não são reservadas à Sé Apostólica.
Desaparece a d istinção entre reservados simplesmente, de modo
especial e de modo especialissimo.

79 . PROCESSOS

O tribunal e os ofícios. Todo Bispo diocesano deve constitui r um


Vigário judicial ou ofi cial com poder ordinário de ju lgar. Ordinaria­
mente, o Vigário judicial deve ser distinto do Vi gário Gera l , podendo
haver exceção a esta exigência nos casos de pequena extensão da
Diocese ou raridade das . causas .
O Vigário judicial constitui um único tribunal com o Bispo, mas
não pode julgar as causas que este reserva para si.
Ao Vigário judicial podem ser dados adjutores com nome de
vigários j ud iciais adjutores ou vice-oficiais (c. 1 420 §§ 1 .0, 2.0 e 3 .0).
Em cada Diocese o B ispo deve nomear j uízes que ordi nariamente
devem ser cl érigos , mas podem, a juízo da Conferência dos Bispos ,
ser l eigos (c. 1 421 §§ 1 .0 e 2 .0) .
O juiz único em qualquer juízo, pode escol her, como consultores,
dois assessores de vida i l i bada, cléri gos ou l eigos, podendo também
ser mulheres (c. 1 424) .
O tri bunal colegial deve ser constituído d e três o u ci nco juízes,
número ímpar para evitar empate (c. 1 425 §§ 1 .0 e 2.0) .

São reservadas ao tribunal coleg ial :


· as causas contenciosas sobre o víncul o da sagrada ordenação
-

e sobre o vínculo do matrimônio, excetuado o caso do processo


documental na pri meira e segund� i nstâncias, conforme os c. 1 686
e 1 688 ;
- as causas penais sobre del itos, que podem ter como conse­
qüência a demissão do estado clerica l , ou se se tratar de imposição
ou declaração de excomunhão (c. 1 425 § 1 .0, n. 1 e 2).

93
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Com aprovação da Sé Apostól ica, pode haver um só tribunal de
primeira instância para várias dioceses (c. 1 423 § 1 .0) .
No juízo de primeiro grau, as causas reservadas ao tribunal
colegial , se eventual mente este não puder ser constituído, a Confe­
rência dos Bispos, enquanto durar a situação, pode permiti r que o
Bispo as confie a um único juiz clérigo, e este escol herá para s i ,
sendo possível , um assessor e um auditor ( c . 1 425 § 4 .0).

São vál i dos os atos se o Promotor de Justiça e o Defensor do


Vínculo, mesmo não citados, comparecerem ou exercerem suas
funções compulsando os autos, ao menos antes da sentença (c. 1 433) .
Ambos podem ser constituídos para todas as causas indistintamente
ou para cada causa em particular, e podem, por justa causa, ser remo­
vidos pelo Bispo (c. 1 436 § 2.0) . A mesma pessoa pode exercer os
ofícios de Promotor de J ustiça e Defensor do Vínculo, não, porém,
na mesma causa (c. 1 436 § 1 .0) .
Podem ser leigos, inclusive mulheres : os juízes (a critério da
Conferência dos Bispos - c. 1 421 § 2 .0) , o auditor (c. 1 428 § 2.0), os
assessores do juiz (c. 1 424) , Promotor de J ustiça, Defensor do Vín­
culo (c. 1 435) , advogado e procurador (c. 1 483) . Não se exige que
o procurador seja catól ico.
Libelo. Sobre o que deve conter o l i belo, o novo Código acres­
centa uma exi gência às três do Código de 1 91 7 : indicar o domicíl io
ou quase-domicílio da parte demandada (c. 1 504) .
Compete a o juiz único o u a o presidente d o tribunal colegial
aceitar ou rejeitar o l i belo, conforme o novo Código (c. 1 505 § 1 .0) .
Assim se transfere para o presidente a competência que o Código
de 1 9 1 7 atribui ao tri bunal (c. 1 709 § 1 .0) .

Início da instância. A instância começa :


- com a contestação da l i de, segundo o Código de 1 91 7 (c.
1 732) ;
- com a citação, segundo o Código de 1 983 (c. 1 5 1 7) .

Perempção. Notável diferença entre o s prazos :


- de acordo com o Código de 1 91 7, se, não havendo impedi­
mento algum, não se pratica nenhum ato processual durante dois
anos na primeira instância, ou durante um ano no grau de apelação,
caduca a instância (c. 1 736) ;
- o novo Cód igo, sem distinção entre primei ra i nstância e grau
de apelação, reduziu o prazo para seis meses (c. 1 520) .

94
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Interrogatório. De acordo com o Código de 1 9 1 7, compete ao
Defensor do Vínculo apresentar ao juiz os interrogatórios (c.
1 968 n. 1 ) .

D e acordo com o Cód igo d e 1 983, as partes, o Promotor d e Justiça


e o D efensor do Vínculo, podem apresentar ao juiz pontos sobre os
quais a parte seja ·interrogada (c. 1 533).
Provas. O Código de 1 91 7 declara isentos de prova os fatos
notórios (c. 1 747 n. 1 ) . O novo Código não isenta expressamente
tai s fatos da exigência de prova, talvez porque já estejam i sentos por
si mesmos , naturalmente (cfr. c. 1 526).

Não vejo razão para a nota do Padre Jesus Hortal : " Modificando
a ordem do Códi go de 1 91 7, o atual i nclui entre as provas também
o depoi mento das partes " (p. 662) . Ambos os Códigos mencionam ,
em ú ltimo lugar, como i sentos de provas, "os fatos afi rmados por
u m dos contendores e adm itidos pelo outro, a não ser que o direito
ou o juiz exijam , apesar disso, a prova ( 1 9 1 7, c. 1 747 n . 3; 1 983,
c . 1 526 § 1 .0, n. 2) .

Quanto às provas exigidas nos casos de i mpotência, as exigências


de provas são mais benignas no c. 1 680 do novo Código do que no
c. 1 975 § 1 .0, de 1 9 1 7. Já não se fala nas testemunhas chamadas
de séti ma mão .
Obrigação de responder. Estão de acordo os dois Códigos em
estabel ecer a obrigação que tem a parte leg itimamente i nterrogada,
de responder e d izer a verdade ( 1 91 7 - c. 1 743 § 1 .0 ; 1 983 - c. 1 53 1
§ 1 .0) , ressaltando o novo Cód igo que n o caso se deve dizer toda a
verdade (integre}. O mesmo cânon de 1 9 1 7 isenta as partes de con­
fessar del ito por elas cometido.
Concordam também os d ois Códi gos em atribui r ao juiz o cui­
dado de i nterpretar o sil êncio da parte reticente, sal ientando o Có­
digo de 191 7 que este deve apreciar o valor da reticência (se é justa ou
se equ ivale a uma confissão) , e chamando a atenção o Código de
1 983 para o que se pode deduzir de s i lêncio para a prova dos fatos
( 1 9 1 7 - c. 1 743 § 2 .0; 1 983 - c. 1 531 § 2 .0) . Se a parte obrigada a
responder não responde ou se se prova que mentiu, o novo Cód igo
isenta o juiz do desagradável dever de i nfl ig i r castigo, instituído no
c. 1 743 § 3 .0, do Códi go de 1 91 7.

Documentos. Em qualquer espé.cie de juízo, admite-se prova por


documentos públicos o u particul ares (novo Cód igo , c. 1 539). É a mes­
ma norma do Código de 1 9 1 7 no c. 1 81 2. Os documentos públicos
que fazem prova perante os tribu nais ecl esiásticos podem ser ecle­
siásticos ou civi s .

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Testemunhas. O Código de 1 91 7 exclui absolutamente os i mpú­
beres e os débeis mentais da função de testemunha (c. 1 757 § 1 .0) .
O novo Código exclui os débeis mentais e os que têm menos de
14 anos, mas admite que podem ser ouvidos por decreto do juiz, no
qual se declare ser isto conveniente (c. 1 550 § 1 .0) . O Código de
1 9 1 7 al ega falta de idoneidade ; o de 1 983 não alega este motivo.
O Código de 1 9 1 7 exclui como suspeitos os excomungados, os
perjuros, os infames, depois de sentença declaratória ou condena­
tória, os de costumes tão depravados que não sejam merecedores
de crédito, os que têm inimizade públ ica e grave com a parte
(c. 1 757 § 2.0) .
Surpreendente: o novo Código não exclui nenhum destes, e não
exclui ni nguém por motivo de suspeição. O Legislador preferiu deixar
confiado à prudência do juiz o juízo sobre o valor dos depoimentos.
São exclu ídos no Código de 1 9 1 7, como incapazes, os que são
partes na causa ou fazem suas vezes ; o Superior ou o admin istrador
na causa de sua comunidade ou da causa pia em cujo nome com­
parece em juízo ; o juiz ou seus assistentes ; o advogado e outros
que assistem ou assisti ram as partes na mesma causa; os sacerdotes,
no que se refere ao que conheceram mediante confissão sacramental ;
cônjuge, na causa de seu cônjuga; consangüíneo ou afi m, na causa
de seu consangüíneo ou seu afi m em qualquer grau da l i nha reta
ou no primeiro grau da l i nha colateral (c. 1 757 § 3.0, n. 1 , 2 e 3).

O novo Códi go não exclui cônjuges, nem consangüíneos , nem


afins. Quanto ao que o sacerdote ouviu em confissão sacramental :

- o Código de 1 9 1 7 acrescenta - " mesmo que esteja desli­


gado do vínculo do sigilo" (c. 1 757 § 3 .0, n. 2) ;
- o Código de 1 983 esclarece - " mesmo que o pen itente peça
que o manifeste" (c. 1 550 § 2.0, n. 2).

Ressaltam os dois Códigos : o que se ouvi u por ocas 1ao da


confissão não pode ser aceito nem mesmo como indício de verdade.
Entende-se. O que não entendo é a norma discriminatória do c. 1 757
§ 1 .0, do Código de 1. 9 1 7 - a julgar pelo que diz o c. 88 § 2 .0 sobre
puberdade, a mul her é idônea aos treze e mesmo aos doze anos , ao
passo que o homem é i nidôneo enquanto não completar catorze anos.

Contumácia e ausência. Se a parte chamada a juízo não compa­


rece, nem alega motivo justo, o juiz a deve declarar contumaz, con­
forme o Código de 1 9 1 7 (c. 1 729 § 1 .0) .

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O novo Código substitui a palavra contumaz por outra mais beni g­
na - ausente (c. 1 592 § 1 .0).
Sentença. O Código de 1 9 1 7 menciona três vícios de nul idade
insanável da sentença e quatro vícios de nulidade sanável (c. 1 892
e 1 894) .

O Código de 1 983 é bem mais exigente - menciona oito vícios


de nul idade insanável e seis de nulidade sanável . Deve quem redige
a sentença estar bem lembrado de todas as exigências dos c.
1 620 e 1 622 do novo Cód igo, para evitar o perigo de sentença nula.
A sentença pode ser nula por motivos que não parecem muito rel e­
vantes : se faltar uma só das assi naturas exigidas ou a indicação do
Jugar ou da data (ano, dia e mês) , a sentença é nula.

lnapelabilidade. O Código de 1 91 7 arrola nove tipos de sentenças


lnapeláveis.
O Código de 1 983 menciona apenas ci nco ( 1 91 7 - c. 1 880;
1 983 - c. 1 629) .

Deixam de ser inapeláveis :


- a sentença do juiz delegado pela Santa Sé para ver uma
causa com a cláusul a : excluída a apelação (já não se usa tal
cláusula) ;
- a sentença defi nitiva baseada em juramento decisório;
- a sentença contra o contumaz que não tiver deposto sua
contumácia;
- a sentença contra quem expressamente declarou por escrito
que renuncia à apelação.

Quanto à inapelabilidade da sentença nula, o novo Código faz


u ma ressalva: A não ser que se faça juntamente com a querela de
nul idade de acordo com o c. 1 625 (c. 1 629 n. 2).
Prazo. O prazo para a apel ação é de dez dias a partir da notícia
da publ icação da sentença, conforme o Cód igo de 1 91 7 (c. 1 88 1 ) .
O novo Cód igo ampl iou o prazo - quinze dias ( c . 1 630 § 1 .0) .
Efeito da apelação. Ambos os Códigos determinam que a apela­
ção tem efeito suspensivo ( 1 9 1 7 - c. 1 889 § 2.0; 1 983 - c. 1 638) ,
podéndo haver exceção. A exceção estabelecida no novo Código se
encontra no c. 1 644 § 2 .0, e se refere ao caso de recurso ao Tri bunal
Superior para obtenção de nova proposição da causa.

Restituição "in integrum". Os motivos pelos quais uma sentença


deve ser considerada manifestamente injusta são quase os . mesmos
no Cód igo de 1 9 1 7 (c. 1 905 § 2 .0) e no novo Código (c. 1 645 § 2.0) .

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Diferenças:
- é manifestamente injusta a sentença baseada em provas que
depois se descobre serem falsas e que, sem e/as, a parte
dispositiva da sentença não possa sustentar,..s e (a parte gri­
fada é acréscimo do novo Código) ;
- é manifestamente injusta a sentença quando evidentemente
se negl igenciou alguma prescrição da lei, não meramente
processual (a parte grifada é acréscimo do novo Código) ;
- é manifestamente injusta a sentença (norma do novo Código}
que se opõe a uma decisão anterior que já tenha passado em
julgado.

Despesas judiciais e gratuito patrocínio. Normas no novo Códigop


c . 1 649.
Processo contencioso oral. Notável novidade do Código de 1 983
(c. 1 656-1 670) .

80 . PROCESSOS MATRI MONIAIS

Foro competente. Modificadas as normas sobre a competência


do foro nos casos não reservados à Santa Sé.

Segundo o Código de 1 91 7, é juiz competente :

- o do l ugar onde se celebrou o matri mônio;


- o do l ugar onde a parte demandada tem domicíl io ou quase-
domicíl io;
- o do lugar onde tem domicíl io ou quase-domicíl io a parte
católica, se uma parte não é catól ica (c. 1 964) .

O Código de 1 983 concorda com essas normas, sem aludir 8()


caso de só uma parte ser catól ica. Acrescenta o Código que é com­
petente o Tribunal :

- do l ugar onde a parte demandante tem domicíl io, contanto


que ambas as partes morem no território da mesma Conferência dos
Bispos, e o Vigário judicial do domicíl io da parte demandada o con­
sinta, depois de ouvi-la;
- do l ugar em que de fato deve ser recol hida a maior parte
das provas, contanto que haja o consentimento do Vigário judicial
da parte demandada, o qual antes l he perguntará se tem algo a opor
(c. 1 673) .

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Competentes para acusar o matrimônio. São competentes para
acusar o matrimônio, segundo os dois Cód igos, os cônjuges e o
Promotor de justiça, com as segui ntes diferenças :
- segundo o Código de 1 91 7, os cônjuges podem i mpugnar o
matri mônio se não foram eles a causa da nulidade, ao passo que o
Código de 1 983 não faz esta restrição;
- quanto ao Promotor de J ustiça, o Código de 1 91 7 l imita a
atribuição - tratando-se de impedimento público por sua natureza -,
enquanto o novo Cód igo apresenta outra restrição - se a nulidade
já foi divulgada e não for possível ou conveniente convalidar o ma­
trimônio (c. 1 971 § 1 .0, n. 1 e 2, de 1 91 7; c. 1 674, n. 1 e 2).

Outro qualquer, conforme o Código de 1 9 1 7, embora não possa


acusar o matri mônio, pode denunciar a nul idade ao Ordinário ou ao
Promotor de Justiça (c. 1 971 § 2.0).
O matrimônio que não foi acusado de nul idade, estando vivos
ambos os cônjuges, já não pode ser impugnado depois da morte de
ambos ou mesmo de um só, a não ser que:
- a questão surja incidentalmente ( 1 91 7 - c. 1 972) ;
- a questão da val idade seja prejudicial para a solução de outra
controvérsia, no foro canônico ou no foro civil (1 983 - c .
1 675 § 1 .0).
Se um cônjuge morre durante a pendência da causa, observe-se
o c. 1 5 1 6 (c. 1 675 § 2.0 do novo Código) .
Segundo o Código de 1 91 7, somente os cônjuges têm o direito
de ped i r a dispensa de matrimôni o rato e não consumado (c. 1 973) .
A norma do novo Código é mais precisa: Somente os cônjuges,
ou um deles, mesmo contra a vontade do outro, têm o direito de
pedir a dispensa do matri mônio rato e não consumado (c. 1 697) . Nor­
mas nos c. 1 097-1 706.
Dispensa das solenidades processuais. O c . 1 686 do novo Código
reproduz, com notáveis modificações, a norma do Códi go de 1 9 1 7,
c. 1 990, sobre declaração de nulidade de matrimônio sem as forma­
l idades do processo ordinário.
Diferenças:
- a competência do Ordinário é agora atrlbufda ao Vigário judi­
cial ou ao juiz por ele designado;
- a norma não se apl ica somente ao caso de nulidade por
alguns impedimentos determinados, mas por qualquer impe­
d imento d i ri mente ou por falta da forma, ou por falta de man­
dado vá I ido do procurador.

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A competência atribuída neste cânon ao Vigário judicial não
priva o Bispo do poder de reservar a causa para si (c. 1 41 9 § 1 .0,
1 420 § 2 .0) .

Apelação. O novo Código confi rma a norma do Código de 1 91 7


- s ó a sentença d e nul idade d a pri meira instância não basta para
se poder autorizar a celebração de novas núpcias.

Mas logo vêm as diferenças:


- de acordo com o Código de 1 91 7, o Defensor do Vínculo tem
obrigação de apelar para o Tribunal Superior, dispondo de dois prazos
- dez dias para interpor a apelação, a contar da notícia da publica­
ção da sentença, e um mês para o prosseguimento, a partir da inter­
posição (c. 1 986, 1 881 e 1 883) ;
- segundo o Cód igo de 1 983, a sentença que primeiro tiver
declarado a nulidade do matri mônio, juntamente com as apelações,
se houver, e com os outros autos do juízo , deve ser transmitida
ex officio ao tribunal de apelação, estabelecendo-se apenas um prazo
- vinte d ias a partir da publicação da sentença, e a obrigação já
não recai sobre o Defensor do Vínculo (c. 1 682 § 1 .0).

O novo Cód igo confirma uma norma já em vigor, que não se


encontra no Código de 1 9 1 7 : Se no primeiro grau a sentença foi de
nulidade do matri mônio, o tri bunal de apel ação tem dois cami nhos
a seguir: ou confirmar a· sentença i mediatamente por decreto, ou
admiti r a causa para exame ordinário do novo grau (c. 1 682 § 2.0) .
Tornada executiva a sentença, o Vigário j udicial deve notificá-la
ao Ordinário do lugar onde o matri mônio foi celebrado, e este man­
dará que se façl:l menção da declaração de nul idade nos l ivros de
casamentos e de batizados (c. 1 685) .
Causas de separação. Ver as diferenças entre o Código de 1 91 7
(c. 1 1 20-1 1 32) e o Código de 1 983 (c. 1 692-1 696).

81 . REMOÇAO DE PAROCO

O Vaticano 11 .(Christus Dominus 31 ) eliminou a diferença entre


pároco amovível e pároco inamovível . Na Carta Apostól ica de Paul o VI,
ECCLESIAE SANCTAE ( 1 966) se dizia que, além das causas de remo­
ção mencionadas no c. 2 1 47 § 2.0, do Código de 1 91 7, pode val er mais
alguma, segundo o juízo do Bispo. Nos c. 1.740 e 1741 do novo Có­
digo, as causas não são exatamente as mesmas do Código de 1917
(c. 2147 § 2.0) e não se fala de "outra causa a juízo do Bispo".

100
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O Código de 1 9 1 7 exi ge que o Ordinário, antes da remoção, con­
vide o pároco a renunciar dentro de determi nado tempo (c. 2 1 48 § 1 .0).
O novo Código diz que, nesse caso, o Bispo deve dar o prazo de qui nze
dias para a renúncia (c. 1 742 § 1 .0) e, se o pároco não responder
dentro desses dias, o prazo deve ser prorrogado (c. 1 744 § 1 .0). Se
o pároco impugna a causa alegada e as suas razões, alegando motivos
que o Bispo julgar insuficientes, este, para agi r val idamente, encon­
tra no c. 1 745 do novo Código, as normas que deve cumpri r.

Nova e i mportante norma se encontra no c. 1 742 : Se constar


canonicamente da existência de causa para a remoção, o Bispo de­
verá examinar o caso com dois párocos do grupo, escol hidos pelo
Conselho Presbiteral, por proposta do Bispo. Somente depois disto
o Bispo aconselhará paternalmente o pároco a renunciar dentro do
prazo de quinze dias (c. 1 742 § 1 .0).

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AP�NDICE I

N U LI DADE E ANU LAÇÃO DE MATR I M ó N I O

U ma coisa é o processo para declaração de nul idade d o matri­


mônio e outra bem diferente é o processo para anulação de matri mônio .
N o pri meiro caso, supõe-se q u e o matrimônio é nulo desde
a sua celebração (ab initio, desde o pri ncípio) . No segundo caso se su­
põe que o matrimônio é vál ido. No pri meiro caso não há dissolução do
víncu lo, e antes se pretende provar que não houve vínculo. No se­
g undo caso se pretende obter dissolução do víncu lo, tendo sido vál ido
o matrimônio. No primeiro caso , declaração de que o matri môni o
é n u l o . No segundo, anulação de um matri mônio vál ido.

NULI DADE

Várias causas podem acarretar a nul idade do matrimônio:


- falta ou vício do consentimento;
- impedimento dirimente ;
- falta de forma canônica.

Para haver matrimônio vál ido é necessário o consenti mento dos


nubentes, e a exigência é de d i reito divino. É nulo, portanto, o matri­
mônio, se ao menos uma d as partes man ifesta s inal externo de con­
sentimento, simulando ou fing i ndo consentir. Mas o matri mônio goza
do favor do � i reito: uma vez celebrado, se presume que é vál ido
enquanto não se provar o contrário.
Mesmo no caso em que ambos os cônjuges consentem realmente,
o matrimônio pode ser nulo por alguma causa que vicia o consen­
ti mento.

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Podem viciar o consentimento:
- ignorância ;
- o erro ;
- engano por dolo;
- condição ;
- violência ou medo ;
- ato positivo de vontade que excl ui o propno matri mônio,
algum elemento essencial ou propriedade essenci al do ma­
tri mônio.
Ignorância:
É nulo o matrimônio se os nubentes ignoram que o matrimônio é
um consórcio permanente entre homem e mul her, ordenado à pro­
criação da prole por meio de alguma cooperação sexual .
Normas do novo Código quanto ao erro:
- erro de pessoa torna invál ido o matrimônio;
- erro sobre qual idade da pessoa, embora seja causa do matri-
mônio, só acarreta nulidade do matrimônio se essa qual idade
for intentada di reta e pri ncipal mente ; e, sendo assim, mesmo
que o erro sobre a qual idade não redunde em erro sobre a
pessoa (como dispõe o Código de 1 9 1 7) , o matrimônio pode
ser nulo;
- erro a respeito da unidade, da i ndissolubi l idade ou da digni­
dade sacramental do matrimônio, se não determina a vontade,
não vicia o consentimento - supõe-se que aquele que quer
o matrimônio o aceita com as prioridades essenciais, salvo o
caso de exclusão expl ícita.

Normas do novo Código sobre o engano por dolo:


- quem contrai matri môn io, enganado por dolo perpetrado para
obter o consentimento matrimonial , a respeito de algu ma
qualidade da outra parte, e essa qualidade, por sua natureza,
pode perturbar gravemente o consórcio da vida conjugal , o con­
trai inval idamente ; nesse caso, o matrimônio é nulo mesmo se
a qual idade de que se trata não é itentada direta e princi­
pal mente .

Normas do novo . Código sobre consentimento condicionado:


- se a condição se refere ao passado ou ao presente, o matri­
mônio é vál ido ou não conforme exista ou não aquilo que é
objeto da cond ição ;
- se a condição se refere ao futuro, o matrimôn io é nulo em
qualquer hipótese .

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Normas do novo Código sobre violência ou medo:
- é nulo o matrimônio contraído por violência ou por medo grave
p roveniente de causa externa, ai nda que não d i rigido para
extorquir o consentimento , quando, para dele se livrar, alguém
se veja obrigado a contrai r o matri mônio. (Obs .: "Ainda que
não dirigido para extorquir o consentimento" - assim está
na nossa edição bi l ingue, como tradução de "etiam haud con­
sulto incussum".) Assi m , já não se exige como condição para
a nul idade que o medo seja incutido para forçar o matri mônio;
e também já não se exige que o medo seja incutido injusta­
mente. Agora, o medo incutido por motivo justo também
vicia o consenti mento.
Falta da forma legítima:
- é nulo o matri mônio celebrado perante sacerdote ou diácono
não del egado pel o Ordinário do l ugar ou pel o pároco, e, com
maior razão, se for celebrado por algum assistente que não
pode ser d e l egado;
- é nulo o matrimônio se o. assistente não solicita e recebe a
manifestação do consentimento;
- é nulo o matrimônio se o Ordinário ou o pároco a ele assiste
fora de seu território, mesmo que os nubentes sejam seus
súditos ;
- é nu lo o matrimônio se na delegação não se menciona expres­
samente a pessoa do delegado, mas é válido mesmo que
não se mencionem nubentes determinados ;
- excessões a estas normas: c. 1 44, erro comum; c. 1 1 1 2 § 1 .0 ,
l eigo delegado pela Santa Sé ; c. 1 1 1 6, caso de perigo de morte
ou impossibi l idade de ir ao assistente competente, sendo
então vál ido o matri mônio só perante as testemunhas ; c. 1 1 27
§ 2.0, no caso de grande d ificuldade para a observância da
forma nos matrimôni os mistos;
- é nulo o matri mônio celebrado sem a presença de duas teste-
munhas.
Impedimentos:
O novo Cód igo menciona 12 impedi mentos, todos eles d i ri mentes:
- 2 impedimentos indispensáveis - Impotência e vínculo ma-
tri mon ial ;
- 3 impedimentos que só a Santa Sé pode d ispensar - ordem
sagrada, voto nos i nstituto� de d i reito pontifício , e crime;
- 7 imped imentos que os Bispos podem dispensar - idade,
rapto, disparidade d e culto, consangü inidade, afi nidade, ho­
nestidade pública, parentesco legal e voto em i nstituto de
di reito d iocesano.

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Quem tem certeza de que seu matrimônio é nulo, não pode, só
por isso, convolar novas núpcias. � necessário que a nulidade seja
declarada em sentença judicial, e ordi nariamente não basta uma
sentença. Por isso, o novo Código, embora isentando o Defensor do
Víncu lo da obri gação de apelar, determina:
"A sentença que pri meiro tiver declarado a nulidade de matri­
mônio, juntamente com as apelações , se houver, e com os outros
autos do juízo, seja transmitida ex officio ao tribunal de apelação".
Entretanto, se a nul idade não provém de vício do consentimento,
mas de impedimento ou de falta da forma, não é preciso ocupar o
tribunal. O Vigário judicial é competente para declarar a nulidade,
e as novas núpcias podem ser permitidas sem necessidade de duas
sentenças. A apelação é permitida, mas não é obrigatória (c. 1 686-
1 687) .

AN U LAÇÃO
O matri mônio válido fica anu lado quando se dissolve o vínculo.
Não se pode obter anulação de matri mônio rato e consumado, isto
é, matri mônio vál ido entre batizados, ao qual se segui u a relação
sexual de modo humano.
O matrimônio rato e não consumado pode ser dissolvido me­
diante dispensa concedida pelo Sumo Pontífice em virtude do poder
vicário (c. 1 697-1 706).
O matrimônio não rato mas consumado pode ser dissolvido em
dois casos:
1. privi légio paul ino (c. 1 1 43 § 1 .0) ;
2. o caso do não batizado que tem simultaneamente várias
esposas e da não batizada que tem simultaneamente vários
maridos (c. 1 1 48 § 1 .0).

O Código fala de "dissolução" ou de "dispensa", não de "anula­


ção". Parece que a Comissão codificadora não quis introduzi r o vocá­
bulo annulatio, não usado na lati nidade clássica. O escrúpulo não
parece justificável em quem não recuou diante de neologismo repe­
tido ; retrotractio, retrotractio, rajadas de metralhadora ferindo os
ouvidos do leitor: tro, tra, tro, tra.
O nosso Código Civi l fala expressamente de nulidade e de anula­
ção de casamento.
A dissol ução do vínculo eli mina os efeitos do matri mônio, e
matri mônio vál ido que ficou sem efeito é matrimônio anulado. Por
isso, embora não se encontre no Código de Direito Canônico o vocá­
bulo annulatio ou anulação, há, de fato, anulação canônica de ma­
trimônio.

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AP�NDICE 11

Casos em que o Bispo deve consultar alguma pessoa ou grupo


de pessoas.

(Obs .: Quando se exige consentimento, o ato do Bispo é inválido


se ele proceder contra a deliberação do órgão consultado, mas ele
não é obrigado a praticar o ato que foi aprovado. Quando se trata
apenas de parecer, o Bispo procede val idamente mesmo contra a
d e l iberação do órgão consultado, porém, seu ato será i nvál ido se a
consu lta não for feita.)

O Bispo deve consultar:

- para convocar sínodo diocesano, o Conselho Presbiteral (c. 461


§ 1 .0 - parecer) ;
- para nomeação de ecônomo, o Colégio dos Consultores e o
Conselho de Negócios Econômicos (c. 494 § 1 .0 - parecer) ;
- para criação ou supressão ou modificação de paróquia, o
Conselho Presbiteral (c. 51 5 § 2 .0 - parecer) ;
- para preencher paróquia vaga, o vigário forâneo, e, se for opor­
tuno, outros presbíteros, e até leigos (c. 524 - parecer) ;
- para determinar o desti no de ofertas por ocasião de funções
paroquiais, o Conselho Presbiteral (c. 531 - parecer);
- para constitui r consel ho pastoral paroquial, o Conselho Pres­
biteral (c. 536 § 1 .0 - parecer) ;
- para nomear vigário paroquial , se o B ispo julgar oportuno, o
pároco ou párocos das paróquias a que se desti na, e o vigário
forâneo (c. 547) ;
- para nomear vigário forâneo, se julgar oportuno, os sacerdotes
da forania (c. 553 § 2.0) ;

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- para construção de igreja, o Conselho Presbiteral e os reitores
das igrejas vizinhas (c. 1 2 1 5 § 2.0 - parecer) ;
- para reduzi r igreja a uso profano, o Conselho Presbiteral (c.
1 222 § 2.0 - parecer) e consentimento dos que reivindicam
legítimos direitos;
- para i mpor tributos às pessoas juríd icas públicas, o Conselho
de negócios econômicos e o Conselho Presbiteral (c. 1 263 -
parecer) ;
- para atos administrativos de maior importânci a, vista a situa­
ção econômica da Diocese, o Conselho de negócios e econô­
micos e o Colégio dos Consultores (c. 1 277 - parecer) ;
- para atos de administração extraordinária, o Conselho de ne­
gócios econômicos e o Colégio dos Consultores - consenti­
mento (c. 1 277) ;
- para definir quais os atos que ultrapassam os l imites e o modo
da administração ordinária, se os estatutos não os determi­
nam, o Conselho de negócios econômicos (c. 1 281 § 2 .0 -
parecer) ;
- para alienação de bens cujo valor está entre o máxi mo e
o m ínimo estabelecidos pela Conferência dos Bispos, o Con­
selho de negócios econômicos, o Colégio dos Consultores e
os interessados (c. 1 292 § 2.0 - consentimento) ;
- para diminuir ônus resultante da vontade do fundador, o Con­
selho de negócios econômicos e os interessados (c. 1 3 1 0 § 2 .0
- parecer) ;
- para investi mento em favor de fundações pias, o Conselho
de negócios econômicos e os interessados (c. 1 305 - parecer) ;
- para nomear capelão ou assistente eclesiástico de associa­
ção públ i ca de fiéis, se julgar oportuno, os oficiais maiores
da associação (c. 31 7 § 1 .0) ;
- para conferir canonicato, o Cabido (c. 509 § 1 .0 - parecer) ;
- para confiar paróquia a um i nstituto rel igioso clerical ou a
uma Sociedade Clerical de Vida Apostólica, o Superior com­
petente (c. 520 § 1 .0 - consenti mento) ;
- para afastar um acusado do ministério sagrado ou de qual­
quer outro ofício, o Promotor de Justiça (c. 1 722 - parecer)
e citar o acusado.

O Administrador d iocesano precisa do Consentimento do Colégio


dos Consultores para:
- conceder excardinação, i ncardinação e transferência para ou­
tra igreja particular (c. 272) ;
- remover o Chanceler ou outros notários (c. 485);
- dar dimissórias ( 1 0 1 8 § 1 .0, n . 2).

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APeNDICE 111

Casos em que o Superior deve consultar seu Conselho

a) Nos Institutos Religiosos :


- para permitir al ienação de bens, o Superior competente (c.
638 § 3.0 - consentimento);
- para ereção, transferência ou supressão de noviciado, o M o­
derador Supremo (c. 647 § 1 .0 - consentimento) ;
- para novi ciado noutra casa, o M oderador Supremo (c. 647
§ 2 .0 - consenti mento) ;
- para admiti r à profissão temporária, o Superior competente
(c. 656, n. 3 - voto) ;
- para permitir residência fora de casa do Instituto, o Superior
Maior (c. 665 § 1 .0 - consenti mento) ;
- para rel igioso de votos perpétuos passar de u m Instituto
para outro , permissão dos Moderadores Supremos de ambos
os I nstitutos, e consenti
' mento dos respectivos conselhos (c.
684 § 1 .0) ;
- para excl austração de relig ioso de votos perpétuos , o Mode­
rador Supremo (c. 686 § 3.0 - consentimento) ;
- para indu lto de saída do Instituto durante a profissão tempo­
rária, o M oderador Supremo (c. 688 § 2.0 - consenti mento) ;
- para exclu i r da subseqüente profissão, terminada a profissão
temporári a , o Superior Maior competente (c. 689 § 1 .0 -

parecer) ;
- para readm issão de quem saiu legitimamente depois de termi­
nado o noviciado ou depois da profissão, o Moderador Supre­
mo (c. 690 § 1 .0 - consentimento) ;
- para transmitir à Autoridade competente o pedido de indulto
de saída do Instituto, se o requerente fez votos perpétuos ,

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o Moderador Supremo, com seu voto e do seu Conselho (c.
691 §§ 1 .0 e 2 .0) - o Superior competente é a Santa Sé para os
Institutos de direito pontifício;
- para declaração do fato de demissão de membro do Instituto
ipso facto, o Superior Maior, com seu Conselho (c. 694
§§ 1 .o e 2.o) ;
- para i niciar processo de demissão, o Superior Maior (c. 697
- parecer) ;
- para julgar se consta suficientemente da incorribil idade do
rel i gioso admoestado e recalcitrante, o Superior Maior com
seu Conselho (c. 697 n. 3) ;
- para avaliar as provas, argumentos e alegações antes de de­
cretar a demissão, o M oderador Supremo com seu Conselho
que, para a val idade, deve ser de quatro membros no mínimo
(c. 699 § 1 .0) ;
- para expulsar alguém da casa (não do I nstituto) em caso de
grave escândalo externo ou de gravíssimo perigo imi nente
para o Instituto, o Superior Maior, ou, havendo perigo na
demora, o Superior local (c. 703 - consentimento).

b) Nos Institutos Seculares:

- para admiti r à prova ou a assumir os vínculos , o Superior


Maior com seu Conselho (c. 720) ;
- para exclu i r um membro, decorrido o tempo da incorporação
temporária, o Superior Maior (c. 726 § 1 .0 - parecer) ;
- para conceder indulto de saída do I nstituto, o Moderador Su­
premo (c. 726 § 2.0 - consentimento).

c) Nas Sociedades de Vida Apostól ica:


- para indulto de saída da Sociedade a quem está definitiva·
mente incorporado, o Moderador Supremo (c. 743 - consenti­
mento) ;
- para alguém definitivamente incorporado poder passar para
outra Sociedade de Vida Apostólica, o Moderador Supremo
(c. 744 § 1 .0 - consentimento ) ;
- para indulto de viver fora da Sociedade, a o defi nitivamente
incorporado, o Moderador Supremo (c. 745 - consentimento).

Quanto aos casos de demissão, devem ser cumpridas as normas


dadas para os Institutos Rel igiosos (c. 694-704) .

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APÊNDICE IV

Competências e atribuições da Conferência dos Bispos.

- Poder legislativo (c. 88 e 1 71 4) .


- Idade e qual idades para o s ministérios d e leitor e acól ito (c.
230 § 1 .0) .
- Formação dos aspi rantes ao diaconato permanente, solteiros
ou casados (c. 236 n. 2).
- Ereção de Seminário i nterdiocesano - mediação junto à Sé
Apostólica (c. 237 § 2 .0).
- Di retrizes básicas em cada nação para a formação sacerdotal
(c. 242 § 1 .0) .
- Parecer sobre ereção de Igrejas Particulares (c. 372 § 2.0) .
- Parte da l iturgia das horas a ser rezada pelos diáconos per-
manentes (c. 276 § 2 .0, n. 3).
- Normas sobre hábito eclesiástico (c. 284) .
- Parecer à Sé Apostól ica sobre ereção de Prelazias pessoais
que constem de presbíteros e diáconos do clero secular
(c. 294).
- Ereção de associações públicas nacionais (c. 31 2 § 1 .0, n. 2) .
- Supressão de associações nacionais (c. 320 § 2 .0) .
- Ele ição de Bispos para o Sínodo (c. 346 § 1 .0).
- Ajuda do Legado Pontifício (c. 364 n. 3) .
....,.... Lista de presbíteros mais aptos para o Episcopado (c. 377 § 2.0) .
- Sugestão ao Legado pontifício sobre nomeação de Bispos,
função do Presidente (c. 377 § 3.0) .
- A participação nas suas reuníões permite ao Bispo ausentar-
-se da sua Diocese sem serem descontados dias do mês de
férias (c. 395 § 2.0) .
- D igna sustentação do Bispo renunciante (c. 402 § 2 .0).

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- Reunião de Províncias Eclesiásticas em Regi ões Eclesiásti­
cas - mediação j unto à Sé Apostól ica (c. 433 § 1 .0) .
- Estímulo à cooperação entre Regiões Ecl esiásticas (c. 434) .
- Juízo sobre uti l idade ou necessidade de Concíl io Plenário (c.
439 § 1 .0) .
- Atri buições relativas ao Concílio Pl enário (c. 441 ) , e Concíl ios
particulares (c. 443 § 1 .0 , n. 3 , § 3 .0, n. 2, § 6 .0).
- Cânones especiais sobre a Conferênci a dos B ispos (c. 447-459) .
- Conheci mento das declarações e decretos do Sínodo dioce-
sano (c. 467) .
- Estatutos do Conselho Presbiteral (c. 496).
- Colég io dos Consultores e Cabido da Catedral (c. 502 § 3.0) .
- Aprovação de nomeação de pároco por tempo determi nado
(c. 522) .
- Livros paroquiais além dos exigidos pelo Di reito (c. 535 § 1 .0) .
- Sustento e moradia do Bispo renunciante (c. 538 § 3 .0) .
- Conferências e Conselhos de Superi ores Maiores (c. 708) .
- Mestres e Doutores da doutrina (c. 753) .
- Promoção da un idade entre os cristãos (c. 755 § 2 .0) .
- Pregação de lei gos em igrejas e oratórios (c. 766) .
- Doutrina cristã pelo rád io e televisão (c. 772 § 2.0) .
- Ed ições de catecismo (c. 775 § 2.0) .
- Departamento de catequese (c. 775 § 3 .0) .
- Organização de catecumenato (c. 788 § 3 .0) .
- Acolhi mento aos ,que vêm de terras de missões por motivos
de trabalho ou estudo (c. 792) .
- Formação e educação rel i g iosa em quaisquer escolas (c. 804
§ 1 .D) ,
- Universidades e faculdades (c. 809) .
- Doutri na católica nas universidades (c. 8 1 O § 2 .0) .
- Institutos Superiores de Ci ências Rel i giosas (c. 821 ) .
- Escritos e meios de comunicação social ( c . 823 § 2 .0) .
- Aprovação de Livros da Sagrada Escritura (c. 825 § 1 .0) .
- Edições de versões ecumênicas da Bíbl ia (c. 825 § 2 .0) .
- Lista de censores de l ivros (c. 830 § 1 .0) .
- Participação de cl érigos e rel i giosos em programas de rádio
e televisão (c. 83 1 § 2 .0).
- Traduções de l ivros l itúrgicos (c. 838 § 3.0) .
- Sacramentos a cristãos sem plena comunhão com a Igreja
catól ica (c. 844 § 4.0) .
- Normas sobre Sacramentos conferidos por ministro catól ico
a não-católico e por ministro não-catól i co a catól i co (c. 844
§ 5.o) .
- Ritual de iniciação para batismo de adultos (c. 851 n. 1 ) .

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- Batismo por imersão ou i nfusão (c. 854).
- Anotação de batismo de filho adotivo (c. 877 § 3.0) .
- Idade para confirmação (c. 891 ).
- Anotação de confirmação (c. 895) .
- Absolvição geral sem prévia confissão individual (c. 961 § 2.0) .
- Confessi onário (c. 964 § 2 .0) .
- Idade para presbiterato e diaconato permanente (c. 1 031 § 3.0) .
- Esponsais (c. 1 062 § 1 .0) .
- Exames de noivos, procl amas e outros meios de investiga-
ção (c. 1 067) .
- Idade para o matrimônio (c. 1 083 § 2 .0) .
- Delegação a leigos para assistirem aos matri mônios - voto
favorável , dependendo da Santa Sé (c. 1 1 1 2 § 1 .0).
- R ito próprio do matri mônio (c. 1 1 20) .
- Matrimônios mistos (c. 1 1 26).
- Santuário Nacional (c. 1 231 ).
- Estatutos de Santuário Nacional (c. 1 232 § 1 .0) .
- Aboli ção ou transferência de festas de preceito - depen-
dendo da Santa Sé (c. 1 246 § 2.0) .
- Abstinência nas sextas-fei ras (c. 1 251 ) .
- Observância d o jejum e abstinência (c. 1 253) .
- Contribuições dos fiéis para as necessidades da Igreja (c. 1 262) .
- Coletas ( c . 1 265 § 2 .0).
- Regiões onde existem benefícios propriamente ditos (c. 1 272) .
- I nstituto para seguridade social dos clérigos (c. 1 274 § 2 .0, cfr.
§ 4.o).
- Atos de administração extraordinária (c. 1 277) .
- Somas máxi ma e m ínima nos casos d e alienação de bens
(c. 1 292 § 1 .0) .
- Locações de bens eclesiásticos (c. 1 297) .
- Leigos ju ízes ( c . 1 42 1 § 2 .0) .
- Um só juiz se não for possível constitui r o colégio (c. 1 425 § 4 .0) .
- Tri bunais de segunda instância (c. 1 439 § 2 .0) .
- Poderes sobre tri bunais de segunda instância (c. 1 439 § 3.0).
- Modos de evitar juízos (c. 1 71 4) .
- M e i o d e evitar contenda entre o autor d e um decreto e quem
se considerar prejudicado (c. 1 733 § 2.0) .

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AP�NDICE V

Observações sobre o texto oficial e sobre a tradução portuguesa


para o Brasil.

a) Texto oficial

O Código de 1 9 1 7 chama a atenção para o valor das partículas


si, dummodo (se, contanto que) ou outra da mesma significação.
A norma se refere aos rescritos.
O novo Código, referindo-se não aos rescritos, mas aos atos
administrativos, acrescenta a partícula nisi (a não ser que) e omite
o acréscimo ou outro da mesma significação. Naturalmente somos
levados a crer que, no novo Código, não iremos encontrar nenhuma
partícula equivalente a si, dummodo ou nisi. Entretanto, as encon­
tramos. No c. 69 temos modo na mesmíssima acepção de dummodo.
E não falta fundamento na latinidade clássica. Cícero já dizia:
"Sit modo a/iqua respublica" - contanto que haja um governo;
"Modo ne turpitudo sequatur" - contanto que não advenha opró­
brio.
O tradutor esteve atento, e consignou em português "contanto
que" como versão do modo do c. 69.

Temos, ainda, tantummodo (somente) no c. 490 § 1 .0, e solummodo


(sinônimo de tantummodo} no c. 500 § 2.0, com a mesma força de
exclusão de si, dummodo e nisi. Por que, então, o novo Código e l i­
minou a cláusula "ou outra da mesma significação?"

Não se poderia esperar que um bom lati nista usasse o vocábulo


retrotractio, que se encontra nos dois Códigos ( 1 9 1 7, c. 1 1 38 § 1 .0• e
retrotrahit, c. 2232 § 2.0; 1 983 , c. 1 1 61 §§ 1 .0 e 2.0) . É um neol ogismo, e

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justamente por isso a boa latinidade o repete. Há, evidentemente,
neologismos indispensáveis:

neologismos técnicos - aeródromo, radar, metral hadora;


neologismos científicos - eletrão, ci bernética, penici l i na;
neologismos l iterários - ambiência, afiar, melodizar;
neologismos populares - al mofadinha, farofada, janota.

Seria ridícu lo (e tempo perdido) fazer guerra sistemática aos


neologismos. Língua que o povo fala é viva, é di nâmica, e ninguém
l he pode deter a evolução . Mas não se deve desprezar a norma:
"Os neologismos são sempre úteis, quando necessários à expressão
de idéias novas ou quando formados de acordo com a lei da formação
das palavras".
Ora, retrotractio e retrotrahere (arrastar para trás) , além de mal
formados, são inúteis e malsonantes . Bons latinistas apresentam peri­
frases bem mais eufônicas, mais expressivas, e mais significativas:
- retroagir, In preteritum valere;
- retroação, effectus in preterltum valens;
- retroativo, vim obtinens In preterltum.

Depois do Vaticano 11 é altíssimo o relevo que se tem dado à


participação dos l eigos no munus sacerdotal , profético e régio de
Cristo, desde o batismo. Está claro em vários passos dos documentos
conci liares : Lumen Gentium, 1 0 . 64; Apostolicam Actuositatem, 2 . 1 0 ,
e mais precisamente na LU M EN GENTIUM, 31 : "Estes fiéis, pelo ba­
tismo, foram incorporados a Cristo, constituídos no povo de Deus e a
seu modo feitos participantes do munus sacerdotal, profético e
régio de Cristo".
Ora, o novo Código, nisto bem diferente do antigo, fala de
várias manei ras de os leigos exercerem as funções do trípl ice munus :
batizar, distri buir a comunhão, pregar a palavra de Deus, ministrar
ensino rel igioso através da catequese e do magistério em escolas
de todos os g raus, coordenar atividades apostól icas , dirigi r atividades
de associações, e tantas outras funções. E o batismo é fonte de
tudo isso (c. 225 § 1 .0) .
Por estas razões, parece-me esquisito o que diz o novo Código
no c. 375 § 2.0: " Pe la própria consagração episcopal , os Bispos rece­
bem, juntamente com o munus de santificar, também o munus de
ensinar e governar".
Santificar, munus sacerdotal ; ensinar, munus profético ; governar,
munus régio. Sendo certo, certíssi mo, que o leigo já recebeu estes

115
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três munus no batismo, como se d iz agora que o Bispo os recebe na
consagração episcopal ? Ao menos por motivo de clareza e mais
exatidão se deveria dizer que o Bispo, na consagração, recebe a
planificação do tríplice munus de Cristo.

No c. 545 temos "parochi cooperatores". Em português tanto


pode ser " párocos cooperadores" como " cooperadores do pároco" .
A ambigü idade não ocorreria s e tivéssemos "parochorum cooperato­
res". A tradução portuguesa para o Brasi l , levando-se em conta que
os vigários paroquiais não são párocos, está exata - " cooperadores
do pároco".

Quem l ê pela primeira vez o novo Código pode ficar um pouco


atônito ao ver falar de atribuição do vigário paroquial no c. 541 § 1 .Q,
sem saber o que é vigário paroquial neste Código. Somente depois,
no c. 545 § 1 .0, é que tudo se esclarecerá. Bem parece que o l ugar
do c. 545 § 1 .0, ficaria melhor antes do c. 541 § 1 .0•

O c. 555 § 2 .0, n . 1 , alude ao c. 272 § 2.0• O c. 272 nada tem


a ver com a matéria de que se trata e não tem nenhum parágrafo.
A tradução portuguesa para o Brasi l menciona, no caso, o c. 282 § 2 .0•
Este sim tem dois parágrafos, mas nada diz sobre "cursos, reuniões
teológicas ou conferências". Sem dúvida, a alusão do c. 555 § 2 .0,
n . 1 deve ser ao c. 279 § 2.0•
Não é do esti lo das leis consignar o mesmo d ispositivo . mais
de uma vez. Uma vez dito, dito está. Ora, o c. 833 relaciona todos
os que devem fazer a profissão de fé, mencionando (n. 3) "todos os
promovidos ao episcopado". E o c. 380 também dispõe que deve
fazer a profissão de fé quem foi promovido ao episcopado.

O c. 1 004 § 1 .0 diz que a unção dos enfermos pode ser adminis­


trada a quem começa a estar em perigo. Perigo de quê? Natural­
mente, entende-se que seja de morte. Mas o Código de 1 9 1 7 foi mais
preciso, declarando expressamente - "em peri go de morte" (c.
940 § 1 .0).
Lê-se nos dois Códigos que esteri l idade não é i mpedimento matri­
monial , ( 1 91 7, c. 1 068 § 3.0; 1 983, c. 1 084 § 3 .0) . No Código de 1 9 1 7,
a norma é importante, porque esclarece que a impotência generandl
não é i mpedi mento. No novo Código, a norma nada adianta, pois já
se sabe que o impedi mento é a impotência coeundi (§ 1 .0) .

Se a puberdade ai nda é assunto i mportante (c. 1 096 § 2.0) , por


que no novo Código eliminou-se o dispositivo do Código de 1 91 7 (c. 88
§ 2 .0) sobre a idade da puberdade?

116
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b) Tradução portuguesa para o Brasil

C. 227 - "omnibus civibus ". Tradução - "Todo o cidadão".


Não seria melhor "todos os cidadãos" ou "todo cidadão"?
C. 225 § 1 .0
- per baptismum. Tradução - " por meio do batis­
mo". Em vez de "por meio do batismo", não seria melhor dizer, como
na tradução da Lumen Gentium, n. 3 1 , " pelo batismo"? Respeitemos,
porém, a tradução como está, e atentemos mais numa particulari­
dade mais importante. A tradução empana a clareza do texto lati no.
"Ad aposto/atum per baptismum deputentur está claro que se
-

trata de designação pelo batismo para o apostolado, o que pode ser


bem diferente de para o apostolado pelo batismo, ou apostolado por
meio do batismo, como se lê no texto português. Em relação às ati­
vidades do apostolado o batismo não é instrumento ou meio. O ba­
tismo está na fonte, é pri ncípio. O apostolado está no caminho, é
jornada. Faz-se apostolado por meio da catequese, da imprensa, da
cátedra, de tantos meios de comunicação, não por meio do batismo.
O batismo é a causa do di reito e dever de fazer apostol ado.
U ma simples vírgula depois de "apostolado", tiraria a ambigüi­
dade do texto português.

C. 226 § 1 .0- "aedificationem populi Dei". Tradução - ..cons­


trução do povo de Deus ".
C. 275 § 1 .0 - "aedificationem Corporis Christi". Tradução -
"construção do Corpo de Cristo".

Evidentemente, o que a í está foi colhido na Carta aos Efé­


sios, 4, 1 2 .
Consultando mais d e vinte edi ções católicas e protestantes da
Bíblia em l ínguas modernas, encontrei quase sempre - edificação,
edificacion, edificazione, édification, edifying; apenas uma vez cons­
trução e, uma vez, construction.
Igual mente, em Mt 1 6,1 8 - "edificarei mi nha Igreja", em vez de
construirei.
Mesmo antes de conhecer a quase-unan imidade em favor de
edificação, esta palavra já me parecia encerrar uma certa conotação
de genuína espiritual idade que me soava ao ouvido da fé bem melhor
do que construção. Por isso, muito me custa entender a preferência
do nosso tradutor por construção, com desprezo a edificação.

C. 248 - "ingenio". "Capacidade" parece forte demai s como tra­


dução de ingenium. Entendimento ou mentalidade talvez correspon­
desse mel hor ao sentido do texto latino.

1 17
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Todos sabem que plures pode ser varws e pode ser mais. Não
pode, porém , ser escolhida arbitrariamente a tradução.

No c. 4 1 9 , "se forem mais de um" é tradução exata de "si plures


slnt". No c. 1 439 § 2 .0, "vários tri bunais" corresponde exatamente a
"p/urla tribuna/ia ". Noutros casos não houve semel hante exação:

- no c. 1 439 § 1 .0, em vez de "para várias Dioceses", como era


de se esperar, encontramos "para mais Dioceses" - tradu­
ção de "pro pluribus dioecesibus";
- no c. 1 423 § 1 .0 "p/ures dioecesani Episcopi" se traduziu por
"mais Bispos diocesanos " , quando tudo indica que a tradução
exata seria "vários Bispos diocesanos" ;
- n o c. 1 1 9, n . 1 a tradução de "si sint plures" n a nossa edição
bilingue é "se forem vários" , mas o contexto claramente i ndica
que deve ser "se forem mais" (de dois).

Ainda, nos c. 1 40 § 1 .0 e 461 § 2.0, se encontra " mais" onde


se deveria encontrar várias.

Página 463 , nota: em vez de problemas, proclamas.


O novo Código afastou a idéia de "poder dominativo", de que
se fala no c . 501 § 1 .0 do Código de 1 9 1 7, certamente para inculcar
que se trata de serviço e não de dominação. De outra parte, não
acolhendo a substituição de "superiora" por "coordenadora", parece
o novo Código dar certa ênfase ao poder. E ambos os Códigos , onde
o poder é maior, usam " Moderator" em vez de " Superior". Temos,
por exemplo, " Moderador supremo" e "Superior provincial" no Código
de 1 9 1 7, c. 488 , n. 8, e o novo Código prefere " Moderador" quando se
refere ao supremo . Apenas no caso do Sumo Pontífice os dois
Códigos valorizam mais o título de Superior que o de Moderator (c.
499 § 1 .0, de 1 9 1 7, e c. 590 § 2 .0 , de 1 983) .

Como quer q u e seja, nos dois Códigos , Moderator não é um sim­


ples Coordenador. Por que, então, nos c. 473 § 2 .0 e 474 do
novo Código, Moderator curiae é apenas Coordenador da cúria?
Por que neste caso, e somente neste, Moderator é Coordenador?

No c. 494 § 1 .0, "probitate prorsus praestans" foi traduzido por


"distinto por sua probidade". Distinto parece mais fraco do que
praestans (excelente, exímio) , mas, no caso, o que me chama a aten­
ção é a omissão de uma palavra que traduza o " prorsus" - absolu­
tamente.
Verifica-se no c. 493 a maior fal ha na tradução. Basta ver cinco
l i nhas no texto latino e apenas três e meia na versão portuguesa,

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para suspeitar que alguma coisa falta . Efetivamente, ficaram sem
tradução :
- "pro universo dioecesis regimine" - para toda a administra­
ção da d i ocese ;
- "anno exeunte, rationem accepti et expensi probare" - fi ndo
o ano, prestar contar da receita e da despesa.

C. 439 § 1 .0 -"ipsi Episcoporum conferentiae". Na tradução,


si mpl esmente "à própria Conferência".
A primeira e não bastante atenta vista , pode parecer que o n. 5
do c. 643 é supérfluo depois do que já ficou disposto no n . 3. Lei­
tura mais cuidadosa leva a entender que no n. 3 se trata de alguém
que pretende ser admitido ao noviciado de um i nstituto, sendo ainda
membro de outro instituto, ao passo que o n. 5 supõe o caso de
quem já foi membro de outro instituto, e ocultou esta circunstância.
Salta aos o lhos a importância desta norma - o Superior recipiente
deve saber o motivo por que o candi dato saiu do outro i nstituto. U ma
palavra actu - do texto latino, n. 3, não traduzida, ajuda a compreen­
der o sentido das exi gências dos n. 3 e 5.

No c. 668 § 5.0, temos "ad norman iuris proprii", e , na tradução,


" de acordo com o direito", desprezada a palavra proprii do texto
oficial . Esta omissão altera o sentido. Se é "iuris proprii", trata-se
de direito particu lar do i nstituto ou as Constituições . Se é simples­
mente "direito", trata-se do d i reito comum.

C. 877 § 2 .0 - "filio e matre non nuptae nato". Tradução - " fi­


l ho de mãe solteira". Por que o tradutor não quis dizer "fi lho de
mãe não casada " ? Mater non nupta pode ser mãe solteira e pode ser
mãe viúva.
"Maxime", no c. 9 1 8, e "enixe", nos c . 945 § 2 .0 e c . 1 1 52 § 1 .0, são
traduzidos pela mesma pal avra em português - "vivamente". Está
claro que vivamente ou encarecidamente é boa tradução de enixe.
Maxime é expressão bem mais forte, e exi ge que se use em portu­
guês al gum termo como sumamente ou muitíssimo.
Traduzi r o "obtinet" do c. 1 521 por "se produz" é engenhoso e
j eitoso meio de traduzi r com exatidão, quando a versão ad litteram
é impossível .
C. 924 § 2.0 - "panis mere triticeus " - "pão só de trigo". Que
quer dizer "pão só de trigo"? Que ·não pode ser de cevada ? Que não
pode ser d e m i l ho? Ou que deve ser de trigo sem mistura, sem fer­
mento ? Se o sentido é este ú ltimo, fica supérfluo o c. 926 na exigên­
cia de "pão ázi mo".

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Títu lo antes do c. 1 026 - "De requisitis in ordinandis". Em
português : " Dos requ isitos ordenados".

No c. 1 1 03 aparece uma tradução i nterpretativa naturalmente


baseada no contexto. "Metum etiam haud consulto incussum". A tra­
dução mais fiel parece que seria - medo mesmo não de propósito
i ncutido. O que temos, porém, é o seguinte : " Medo ai nda que não
d i rigido para extorquir o consenti mento". O texto latino não diz
com toda clareza que é disto que se trata. Seria desejável que o
texto oficial fosse tão claro como a tradução, visto que se trata de
algo que pode acarretar nul idade do matrimônio.
C. 1 681 - "in instructione causae". Tradução - " na i nstrução da
causa de nulidade do matrimônio". O tradutor quis ser mais claro,
mas o acréscimo é supérfluo, pois já se sabe que se trata de nuli­
dade de matrimônio.
C . 1 1 57- "matrimonium, quod". Tradução - " ato que". No
texto latino, o pronome relativo se refere a matrimonium. Se, por­
ventura, se referisse a actus, seria quem e não quod. Praticamente
não há diferença , porque, se o ato de vontade foi nulo, o matrimônio
também foi nulo. Mas o que o texto oficial ressalta é a nulidade do ma­
tri môn io. O que há de inexato na tradução é que aí se fala de nulidade
do novo ato, quando o que se exige é um novo ato vál ido de vontade,
tendo sido ineficaz o ato anterior.
C. 948, na tradução - "daquel es pelos quais foi oferecida e
aceita uma espórtula". Assim, pode-se entender que os que oferecem
a espórtula são os mesmos que a aceitam. Certamente não é este
o sentido do texto lati no. Acontece que o pro do texto latino, sem
dúvida , não rege um complemento de causa efi ci ente. Já não se
pode dizer o mesmo de pelos em português. Se se dissesse " em
favor dos quais" em vez de " pelos quais", o sentido ficaria mais
claro.
Por que "coniugi" no c. 1 090 § 2 .0 se traduziu por "o outro
cônjuge"?

No c. 1 697, "de outro" deve ser "do outro".


Nota: n. 89 , p. 33 - o c. 1 081 apenas se refere ao dever d e
comunicar a o Ordinário a dispensa concedida. A faculdade de dispen­
sar está nos c. 1 079 e 1 080.
C. 1 420 : Ouilibet Episcopus. Tradução - "todo o Bispo". Não
seria melhor simplesmente "todo Bispo"?
No c. 1 09 § 2 .0 a tradução alterou o sentido do texto latino.
A afi nidade depende da consangüi n idade. Como está na tradução, a
consangüinidade depende da afinidade.

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INDICE ANALITICO-ALFABÉTICO

ABADE: primaz e o Superior de con­ fissão, c. 668 § 1 .0 ; bens temporais


gregação monástica, deve ser julga­ da Ig reja (1 273-1 289): patrimônio co­
do pela Rota Romana, c. 1 405 § 3.0, mum em cada Diocese, c. 1 274
n. 2; é Superior maior com poder § 3.0; órgãos que devem ser con­
limitado, c. 620; juiz em controvér­ sultados para os atos de adminis­
sias entre religiosos, c. 1 427, §§ 1 .0 tração extraordinária, c. 1 277; con­
e 2.0; 1 .8 e 2.8 instâncias, c. 1 438 dições de uma boa administração,
§ 3.o. c. 1 282-1283; obrigações dos admi­
nistradores, 1 284-1 288; dos institu­
ABORTO: excomunhão, c. 1 398; irre­ tos religiosos (634-640) ; capacida­
gularidade para ordenação, c. 1 041 de de possuir, c. 634 § 1 .0; come­
n. 4. dimento, c. 634 § 2.0; normas gerais
de ad ministração, c. 635-637; adm i­
AB-ROGAÇAO: do Código de 1 91 7 e
nistração ordinária, extraordinária e
outras leis, c. 6 §§ 1 .0 e 2.0 ; de lei
alienação, c. 638; dividas e obriga­
anterior por lei posterior, c. 20; na
ções, c. 639; pobreza coletiva, c.
dúvida sobre revogação de lei an­
634 § 2.0, e c. 640.
terior, c. 21 .
ADMINISTRADOR : apostólico, c. 371
ABSOLVIÇAO: individual e coletiva, c.
§ 2.0; diocesano, eleição pelo Colé­
960-963; de penas, c. 1355-1361 ; c.
gio dos Consultores ou nomeação
508; c. 976; de cúmplice, c. 977-
pelo Metropolita, c. 421 §§ 1 .0 e 2.o;
1 378.
informação à Sé Apostólica da mor­
ABSTINêNCIA DE CARNE: o preceito, te do Bispo e eleição do Adminis­
c. 1 251 ; idade, c. 1 252; competên­ trador, c. 422; um só Adm i nistrador,
cia da Conferência d os Bispos, c. que não pode ser ao mesmo tempo
1 253. ecônomo, c. 423; idade e outros
requisitos, c. 425; obrigações e po­
ACóLITO: é leigo, c. 230 § 1 .0 ; minis­
der, c. 427-428 ; cessação do ofrcio,
tério sem d i reito a remuneração, c.
remoção, renúncia e morte, c. 430;
230 § 1 . 0; ministro extraordinário
atribuições especiais no caso de pa­
da sagrada comunhão, c. 91 0 § 2.0;
róquia vacante ou impedida, c. 525;
e da exposição e reposição do San­
condições para dar cartas dimis­
tfssimo Sacramento, c. 943.
sórias, c. 1 0 1 8 § 1 .0, n. 2 e § 2.o;
ADMINISTRAÇAO DOS BENS: noviços como pode remover o chanceler e
devem ceder antes da primeira pro- outros notários, c. 485 ; condições

121
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para conceder excardinação, incar­ matrimônio secreto, c. 1 1 33; de dis­
dinação e transferência para outra pensa de impedimento matrimonial,
igreja particu lar, c. 272; paroquial, c. 1 081 ; de dispensa da forma, c.
nomeação e interinidade das fun­ 1 1 21 § 3.0; de dissolução de matri­
ções, c. 539; d i reitos e deveres, c. mônio rato e não consumado, c.
540 §§ 1 .0-3.0; dos bens, c. 1 273- 1 706; de setença executiva de nu­
1 289. lidade de matrimônio, c. 1 685.

ADMISSAO: diaconato e presbiterato, APELAÇAO: direito das partes, c. 1 628;


c. 1 034 §§ 1 .0 e 2.0; Instituto Se­ sentenças inapeláveis, c. 1 629; pra­
cular - prova inicial , c. 721 ; Insti­ zos, c. 1 630 ; c. 1 633; c. 1 634 § 2.0;
tuto de Vida Consagrada, c. 597; no­ questão sobre o direito de apelar, c.
viciado, c. 641-645; padrinho de 1 631 ; tribunal de apelação, c. 1 632;
batismo e de crisma, c. 874-893; renúncia, c. 1 636; ambivalência, c.
profissão religiosa, c. 656; Socieda­ 1 637; efeito suspensivo, c. 1 638; no­
de de Vida Apostólica, c. 735 (cf. c. vo título de demanda inadmissrvel,
642-645) ; seminário, c. 241 §§ 1 .0-3.0; c. 1 639; modo de proceder em grau
de provas rejeitadas, c. 1 527 § 2.0• de apelação, c. 1 640; nas causas
o rdinárias de nulidade de matrimô­
ADSCRIÇAO: a determinada igreja, c. nio, c. 1 681 § 2.0; no processo do­
1 1 1 -1 1 2. cumental, c. 1 687 §§ 1 .0 e 2.0; nos
ADVENA: noção, c. 1 00. processos de nulidade de ordena­
ção, c. 1 71 1 .
ADVOGADO - Veja PROCESSOS.
APOSTOLADO: dos Bispos, c. 394
AFINIDADE: origem e modo de con- § 1 .0; dos clérigos, c. 275-277; dos
tar, c. 1 09; impedi mento matrimo­ fiéis (clérigos e leigos), c. 208-21 1 ;
nial, c. 1 092. c. 21 5; c. 2 1 6 ; c. 222 ; c. 223; dos
leigos, c. 225; c. 226; c. 229-231 ;
ALIENAÇAO DE BENS TEMPORAIS:
dos rel igiosos, c. 673-683; relações
da Igreja, c. 1 291-1 296; licenças e
com o Bispo e com o clero secular,
consentimentos exigidos, c. 1 292
c. 678-683; dos Institutos Seculares,
§§ 1 .0 e 2.0; dos Institutos Religio­
sos, c. 638 §§ 3.0 e 4.0; das Socie­ c. 71 3-7 1 9 ; das Sociedades de Vida
dades de Vida Apostólica, c. 741 Apostólica, c. 731-737.
§ 1 .o. APRESENTAÇAO: para otrcio eclesiás­
ALTAR: fixo e móvel, c. 1 235; matéria, tico, c. 1 58-1 63.
c. 1 236 ; dedicação e bênção, c.
ARQUIVO: diocesano (486-491 ) ; lugar
1 237; c. 1 238 § 1 .0; reHquias, c.
1 237 § 2.0; redução a uso profano, seguro, c. 486 § 2.0, c. 487 § 1 .0;
c. 1 238 § 2.0; culto, c. 1 239; proibi­ inventário ou catálogo dos documen­
ção de sepultamento, c. 1 239 § 2.0• tos, c. 486 § 3. 0, c. 491 ; retirada de
documentos, c. 488, c. 491 § 3.0;
ALUNOS: formação no seminário, c. secreto, c. 489, c. 490 ; histórico, c.
244-258; o reitor não pode ser con­ 491 § 2.0; paroquial, c. 535 §§ 1 .0-5.0•
fessor, c. 985.
ASSINATURA APOSTóLICA: Tribunal
AMBULA: conservaç�o da Eucaristia,
Supremo, c. 1 445 § 1 .0; competên­
c.939.
cia, c. 1 445 §§ 1 .0-3.0; inapelabilida­
ANO: noção, c. 202 § 2.0• de de suas sentenças, c. 1 629 n. 1 ;
conflito entre tribunais, c. 1 41 6.
ANOTAÇAO: de batismo, c. 877-878;
de crisma, c. 895; de ordenação, c. ASSIST�NCIA SOCIAL: para os clé­
1 053-1 054; de missas, c. 955 § 4.0 ; rigos, c. 281 § 2.0, para leigos, c.
de matrimônio, c. 1 1 21 § 1 .0; de 231 § 2.0•

122
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ASSOCIAÇÕES DE FIÉIS: normas co­ a q uem pode ser dada, c. 1 1 70 ; co­
muns, c. 298-31 1 ; públ icas, c. 31 2- mo tratar as coisas bentas, c. 1 1 71 .
320 ; particulares, c. 321 -326; de lei­
gos, c. 327-329; relações com as BENS TEMPORAIS: da Igreja: di reito
autoridades eclesiásticas, c. 300, e capacidade de adquiri r, possuir e
301 , 305, 31 2-31 5 ; direito de fundar adm inistrar, c. 1 254-1 256; como se
e dirigir, c. 215, 31 7, 320, 322, 323, regem, c. 1 257 §§ 1 .0 e 2.0; aquisi­
325 ; di rigentes e política partidária, ção, c. 1 259-1272; admin istração, c.
c. 31 7 § 4.0 ; personalidade jurfdi­ 1 272-1 273-1 289; atos de importância
ca, c. 322 ; cuidados do pároco, c. maior, c. 1 277; atos de administra­
529 § 2.0; competência dos fiéis ção extraord inária, ou além dos l i­
(fundação e direção), c. 215. mites e modo da administração or­
dinária, c. 1 277-1 281 §§ 1 .0 e 2.0;
ATOS JURfDICOS: praticados por vio­ deveres do administrador antes e
lência, medo ou ignorância, c. 1 25, depois de exercer o cargo, c. 1 283,
1 26; exigência de consentimento e 1 284, 1 286, 1 287 §§ 1 .0 e 2.0; con­
de conselho, c. 1 27 §§ 1 .0 e 2.0, tratos: direito canônico e legislação
n. 1 e 2. civil , 1 290 ; alienação: licença, c.
1 29 1 -1 292 §§ 1 .0-3.0; consentimento,
AUTOR - Veja PROCESSOS. c. 1 292 §§ 1 .0-4.0; valor m fnimo e má­
ximo a juízo da Conferência dos Bis­
pos, c. 1 292 § 1 . 0; aplicação do di­
nheiro recebido, c. 1 294 § 2.0; loca­
BATISMO: o homem é incorporado à ção, c. 1 297; l icença para venda e lo­
Igreja e nela constituído pessoa, c. cação ao administrador ou a seus pa­
96 ; noção, efeitos, matéria e for­ rentes por consangüinidade ou afi­
ma, c. 849; ritual, c. 850-854; prepa­ nidade, c. 1 298; dos Institutos Reli­
ração, c. 851 ; de criança, c. 851 giosos (634-640): atos que excedem
n. 2; de adulto, c. 851 n. 1 ; c. 852 os limites e o modo da administra­
§ 2.0 ; c. 863; nome, c. 855 ; lugar, ção ordinária, c. 638 § 1 .0 ; aliena­
c. 857; c. 859; c. 860 §§ 1 .0 e 2.o; ção, c. 638 § 3.0 ; dfvidas e obriga­
pia batismal, c. 858 ; ministro ordi­ ções, c� 639 §§ 1 .0-5.0; luxo, l ucro
nário e extraordinário, c. 861 §§ 1 .0 imoderado e acúmulo de bens, c.
e 2.0; em território alheio, c. 862; 634 § 2.0•
batizandos: q uem é capaz de rece­
BINAÇAO: permissão, c. 905 §§ 1 .o e
ber o batismo, c. 864; criança, c.
2.0; dispensa do jej u m eucarfstico,
867-868 ; adulto, c. 865-866; em ca­ c. 91 9 § 2.0; espórtula, c. 951 § 2.0•
so de d úvida, c. 869 §§ 1 .0-3.0; crian­
ça exposta, c. 870 ; feto abortivo, BISPOS: em geral: sucessores dos
c. 871 ; padri nhos: responsabilidade, Apóstolos, c. 330, 375; cooperação
c. 872 ; padrinho ou madrinha ou com do Romano Pontífice, c. 333 §
pad ri nho e madri nha, c. 873; requ i­ 2.0, c. 334; colégio, c. 336-341 ; univer­
sitos, c. 874 § 1 .0; de batizado per­ salidade de poder, c. 337; consagra­
tencente a comunidade eclesial não ção e seus efeitos, c. 379, 375 § 2.0;
católica , c. 874 § 2.0; prova e ano­ equiparados aos Bispos, c. 1 34
tações: testemunha, se não houver § 3.0, c. 381 § 2.0; diocesanos e ti­
padrinho, c. 875; c. 876; o que ano­ tulares, c. 376 ; lista dos aptos para
tar no registro, c. 877; de batismo o episcopado, c. 377 § 2.0; nomea­
não conferido pelo pároco, c. 878; ção, c. 377 §§ 1 .0-5.0; idoneidade do
batizados: di reitos e deveres, c. 96. candidato, c. 378; profissão de fé e
juramento de fidel idade à Sé Apos­
BI!NÇAO: do Santíssimo Sacramento, tólica, c. 380-833 n. 3; infalibilida­
c. 943; sacramental , c. 1 1 69-1 1 71 ; de, c. 749 § 2.c ; diocesano: poder
quem pode dar, c. 1 1 69 §§ 2.0 e 3.0; de d ispensar leis particulares e u ni-

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versais, c. 87 §§ 1 .0 e 2.0; c. 88; CAPELAO: noção, c. 564; nomea­
d ispensa de irregularidades e I mpe­ ção, c. 565; c. 567 § 1 .0; faculdade:
d imentos para ordenação, c. 1 047 de ouvir confissões, c. 566 § 1 .0 ;
§ 4.0; dispensa de impedimentos d e absolver de censura c. 566 § 2.0;
matrimoniais, c. 1 079 § 1 .0, c. 1 080; funções, c. 567 § 2.0; entendimento
dispensa da forma do matrimônio, com o pároco, c. 571 ; destituição,
c. 1 079 § 1 .0; poder ordinário, pró­ c. 572 (cfr. c. 563) ; leis para cape­
prio e imediato, c. 381 § 1 .0; pos­ lão mil itar, c. 569.
se c. 382; virtudes, c. 383, 387; so­
CAPITULO: dos I nstitutos Religiosos,
l icitude aos presbrteros, c. 384; pre­
c. 631 -633.
gação, c. 386; missa pelo povo, c.
388; celebração da eucaristia, c. CARÁTER: sacramental: do batismo,
389; funções pontificais, c. 390 ; po­ confirmação e ordem, c. 845 § 1 .0•
der legislativo, executivo e judiciá­
rio, c. 391 ; disciplina eclesiástica, CARDEAIS: elegem o Romano Pontr­
c. 392; apostolado, c. 394; residên­ fice, c. 349; três ordens, c. 350 §§
cia, c. 395 § 1 .0; férias, c. 395 § 2.o; 1 .0-6.0; promoção, c. 351 §§ 1 .0-3.0;
visita canônica, c. 396-398; relatório decano, c. 352 §§ 1 .0-4.0; 355 § 1 .0 ;
ao Sumo Pontrfice, c. 399 ; visita aos protodiácono, c. 355 § 2.0; consistó­
sepulcros dos Apóstolos Pedro e rio, c. 350 § 5.0; c. 353 §§ 1 .0-4.0; co­
Paulo, c. 400; renúncia em razão da laboração com o Romano Pontrfice, c.
356; prerrogativas: podem ouvir con­
idade, doença ou outra causa, c.
fissões em todo o mundo sem ne­
401 §§ 1 .0 e 2.0; trtulo de emérito,
cessidade de faculdade concedida
c. 402 § 1 .0; sustento do Bispo re­
pelo Ordinário, c. 967 § 1 .0 ; podem
nunciante, c. 402 § 2.0; coadjuto­ ser sepultados nas igrejas, c. 1 242;
res e auxiliares: coadjutor tem di­ nas causas mencionadas no c. 1 401 ,
reito de sucessão, c. 403 § 3.o; au­ só o Romano Pontrfice os pode j ul­
xiliar não tem d i reito a sucessão, gar, c. 1 405 § 1 .0, n. 2; sendo tes­
c. 403 § 1. 0; posse do coadjutor e temunhas, podem escolher o l ugar
do auxiliar, c. 404 §§ 1 .0 e 2.0;. coad­ onde querem ser ouvidos, c. 1 558
jutor e auxiliar com faculdades es­ § 2.o.
peciais devem ser nomeados Vigá­
CARGOS POBLICOS: proibidos aos
rios Gerais, c. 406 § 1 .0; auxiliar
clérigos, c. 285 § 3.0 ; que depen­
deve ser nomeado Vigário Geral ou
dem de licença do Ordinário, c.
ao menos Vigário Episcopal, c. 406
285 § 4.0•
§ 2. 0 ; funções pontificais, c. 408;
ficando vacante a sede episcopal, CARIDADE: obras de caridade, meios
o coadjutor se torna imediatamen­ de santificação, c. 839 § 1 .0, do Bis­
te Bispo da Diocese, se tiver toma­ po, c. 383 § 3.0, c. 387; do pároco,
do posse legitimamente, c. 40.9 § C. 529 § 1 .0•
1 .0; faculdades do auxiliar quando
CASAS: de Institutos Religiosos: ere­
fica vacante a sede, c. 409 § 2.0;
ção, c. 609; supressão, c. 61 6; ati­
residência e renúncia do coadjutor
vidades apostólicas, c. 61 2 ; de So­
e do auxiliar, c. 41 0-41 1 .
ciedades de Vida Apostól ica; ere­
ção, c. 733; conseqüências do con­
sentimento para ereção, c. 733 § 2.0•

CABIDO - Veja CON EGOS. CASTIDADE: sentido do conselho evan­


gélico, c. 599; dos clérigos, c. 277;
CAPELA PARTICULAR: noção, c. 1 226; c. 1 037.
licença do Ordinário, c. 1 226; do
Bispo, c. 1 227; licença para cele­ CATÁLOGO: dos documentos da Cúria
brações, c. 1 228; bênção, c. 1 229. diocesana, c. 486 § 1 .o.

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CATECOMENOS: alusões no Código: c. 279 §§ 1 .0-3.0; remuneração e as­
c. 206 §§ 1 .0 e 2.0, c. 788 §§ 1 .0, sistência social, c. 281 §§ 1 .0 e 3.0;
2.0 e 3.0; c. 1 1 70-1 1 83. funções proibidas, c. 285-286; hábi­
to eclesiástico, c. 284; participação
CATEQU ESE: dever dos pastores de em partidos poHticos e direção de
almas, c. 773; d i reção e competên­ sindicatos, c. 287 § 2.0; liturgia das
cia das autoridades eclesiásticas, horas, c. 276 § 2.0, n. 3; perda do
c. 774 § 1 .0; c. 775 §§ 1 .0-3.0; c. 780 ; estado clerical, c. 290-293.
dever dos pais, c. 774 § 2.0; respon­
sabilidade dos Superiores religiosos CóDIGO: de 1 91 7, ab-rogado, c. 6 §
e das Sociedades de Vida Apostóli­ 1 °, n. 1 ; de 1 983, somente para a
ca, c. 778; meios, c. 779; relação Igreja latina, c. 1 ; leis litúrgicas,
com os sacramentos, c. 777; c. 843 c. 2; convenções celebradas com
§ 2.0; obrigação do pároco, c. 528 a Sé Apostól ica, c. 3 ; direitos ad­
§ 1 .0; cooperação dos religiosos, quiridos e privilégios, c. 4; c. 20 ; leis
dos Institutos Seculares e das So­ reordenadas, c. 6 § 1 .0, n. 4; costu­
ciedades de Vida Apostól ica com a mes em vigor, c. 5 §§ 1 .0 e 2.0; leis
catequese paroquial, c. 776; nas contrárias, c. 6 § 1. 0, n. 2; leis pe­
missões, c. 785 §§ 1 .0 e 2.0 nais, c. 6 § 1 .0, n. 3; direito anti­
go, c. 6 § 2.0 ; estudo no seminário,
CELIBATO: preparação dos alunos dos c. 252 § 3.0; de Instituto de vida
seminários, c. 247 § 1 .0; obrigação consagrada, c. 587 §§ 1 .0-3.0•
dos clérigos, c. 277 §§ 1 .0-3.0; c.
1 037. COLAÇAO LIVRE: na p rovisão de otr­
cio eclesiástcio, c. 1 57.
CEMITÉRIOS: próprios da Igreja, on­
de for possível, c. 1 240 § 1 .0 ; ou­ COLÉGIO: dos Cardeais, denomina-se
tras pessoas jurídicas ou famflias Sacro Colégio, c. 350 § 1 .0; c. 352
os podem ter, bem como paróquias §§ 1 .0 e 2.0 ; dos Bispos (336-341 ) :
e Institutos Religiosos, c. 1 241 §§ membros e cabeça, c . 336; exten­
1 .0 e 2.0; sepultamento nas Igrejas, são do poder e modo de exercer o
c. 1 242; disciplina, c. 1 243. ofício, c. 337 (Veja CONCfLIO) ; dos
Consultores: elege o Administrador
CHANCELER: nomeação e atribuições, diocesano, c. 421 § 1 .0 ; informação
c. 482; qualidades, c. 483 § 2 .0 ; re­ da morte do Bispo à Sé Apostólica,
moção, c. 485. c. 422 ; casos em que o Bispo o de­
ve consultar - veja AP�NDICE 1 1
CHAVE: do tabernáculo, c. 938 § 5.0,
deste volume.
do arquivo diocesano ,c. 487 § 1 .0
c. 490 § 1 .0• COMÉRCI O : proibido aos clérigos, c.
286; seja afastado das espórtulas
CITAÇAO - Veja PROCESSOS. de m issas, c. 947.
CLAUSURA: adequada à índole e mis­ COMPROMISSO: quanto às eleições,
são do instituto, c. 667 § 1 .0 ; mais c. 1 74; c. 1 75.
estrita nos mosteiros destinados à
COMUNHAO EUCARISTICA: ministro
vida contemplativa, c. 667 §§ 2.0 e
ordinário e extraordinário, c. 91 O
3.0; o B ispo pode entrar na clau­
§§ 1 . 0 e 2.0; como viático, c. 9 1 1
sura, c. 667 § 4.0•
§§ 1 . 0 e 2.0; normas gerais (91 2-
CLÉRIGOS: formação, c. 232-264; ins­ 923); crianças, c. 91 3-91 4 ; dever dos
tituição divina, c. 207 § 1 .0; obriga­ pais e do pároco quanto à comu­
ções e direitos, c. 273-289; meios nhão das crianças, c. 914; quem
de procurar a santidade, c. 276 §§ pode e d eve, e quem não pode ser
1 .0 e 2.0; continência perfeita e per­ admitido c. 91 2-915; necessidade de
pétua, c. 277 § 1 .0; estudos, mesmo confissão sacramental prévia, c.
depois de recebido o sacerdócio, 91 6; várias vezes no mesmo dia,

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9 1 7 ; na celebração eucaristica, 2.0 ; cuidados e poder, c. 445; en­
c. 918; jejum eucarfstico, c. 9 1 9 vio das atas à Sé Apostólica e pro­
§§ 1 .0-3.0 ; n o tempo pascal, c . 920 mulgação, c. 446.
§§ 1 .0 e 2.0; em perigo de morte, c.
921 §§ 1 .0-3.0; c. 922; rito, c. 923, CONDIÇÕES: no consentimento matri­
sob uma ou duas espécies, c. 925. monial: de futuro, c. 1 1 02 § 1 .0 ; de
passado e de presente, c. 1 1 02 §§
COMUNICAÇAO SOCIAL: uso dos 2.0 e 3.0•
meios, c. 822 ,§§!1 .0-3.0; vigi lância dos
pastores, c. 823 §§ 1 .0 e 2.0; livros CONEGOS: competências, c. 503; ere­
e outros escritos c. 824-832 ; râdio ção ou supressão do Cabido da ca­
e televisão, c. 831 § 2.0; na prepa­ tedral, c. 504; estatutos, c. 505; 506;
ração para o matrimônio, c. 1 063 507; presidência e outros oficios,
n. 1 ; uso pelos religiosos, c. 666. c. 507 §§ 1 .0 e 2.0; faculdades do
cônego penitenciârio, c. 508 § 1. 0;
COMUTAÇAO: de voto, c. 1 1 97: da competência para conferir canoni­
observância do jejum e abstinência, catos, c. 509 §§ 1 .0 e 2.0; relações
c. 1 253. entre paróquia e Cabido, c. 51 0 §§
CONCELEBRAÇAO: permitida, c. 902 ; 1 .0-4.0; regulares, c. 6 1 3 § 1 .0•
admissão d e sacerdote desconheci­ CONFER�NCIA: dos Bispos: em que
do, c. 903; proibida com os que não consiste, c. 447-448; ereção, supres­
estão em plena comunhão com a são, modificação, c. 449 § 1 .0 ; per­
Igreja católica, c. 908; espórtula, c. sonalidade jurfdica, c. 449 § 2.0;
951 § 2.0• membros, c. 450 ; estatutos, c. 451 -
CONCILIOS: ecumênico: convocação, 454 § 2.0 ; presidente, c. 452 §§ 1 .0
c. 338 § 1 .0; questões de que se e 2. 0; voto deliberativo ou consulti­
deverâ tratar, c. 338 § 2.0; direito e vo, c. 454 §§ 1 .0 e 2.0; assembléias
dever de comparecer com voto de­ gerais, c. 453-454; decretos gerais,
liberativo, c. 339 § 1 .0; outros par­ c. 455; remessa à Sé Apostólica dos
ticipantes, c. 339 § 2.0; suspensão decretos e relatórios dos atos, c.
por morte do Sumo Pontifica, c. 456 ; competência do Conselho per­
340; decretos do Concilio e do Co­ manente, c. 457; atribuições da Se­
légio dos Bispos (força de obrigar) cretaria geral, c. 458; relações en­
c. 341 §§ 1 .0 e 2.0; plenârio, c. 439: tre as Conferências, c. 459 §§ 1 .0
convocação, c. 441 n. 1 ; lugar, pre­ e 2.0 (v. AP�NDICE IV deste vol.) ;
sidência, regimento e questões a dos Superiores maiores: meios e a
serem propostas, c. 441 , n. 2-4; par­ finalidade do Instituto, c. 708; esta­
ticipantes, c. 443; dever de compa­ tutos, c. 709.
recer, por si ou por procurador, c.
444 §§ 1 .0 e 2.0; cuidados e pode­ CONFESSIONARIO: c. 964 §§ 2.0 e 3.0•
res, c. 445; envio das atas à Sé CONFESSOR: poder de absolver de
Apostólica e promulgação, c. 446; censuras, c. 508 §§ 1 .0 e 2.0 ; c.
provincial: convocação e celebra­ 976; dispensa impedimentos matri­
ção, c. 440 §§ 1 .0 e 2.0; c. 442 § 1 .0, moniais, c. 1 079 § 3.0; faculdade
n. 1 ; lugar, regimento, questões (veja PEN IT�NCIA) ; funções, c.
propostas, presidência, c. 442 §§ 978; de religiosos, c. 630; de semi­
1 .0 e 2.0; os que devem ser convo­
naristas, c. 240-985; de noviços, c.
cados e têm direito a voto delibe­
985.
rativo, c. 443 §§ 1 .0 e 2.0; os que
devem ser convocados com voto CONFIRMAÇAO: noção e efeitos, c.
consultivo, c. 443 §§ 3.0-5.0; os que 879; matéria e forma, c. 880 §§ 1 .0
podem ser convocados, c. 443 §§ e 2.0; lugar, c. 881 ; ministro, c. 882-
4.0-6.0; dever de comparecer, por si 888; associação de outros presbfte­
ou por procurador, c. 444 §§ 1 .0 e ros ao presbrtero ou ao Bispo que

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confere o sacramento, c. 884 § 2.0 ; casos em que deve ser consultado,
na própria Diocese ou noutra com veja AP�NDICE 11 deste volume; pa­
a devida licença, c. 886 §§ 1 .0 e roquiais de assuntos econômicos:
2.0 ; presbrtero com faculdade, c. existência, normas de regimento,
887; confirmando&: quem recebe va­ funções, c. 537; presbiterais: em ca­
l idamente ou licitamente o sacra­ da Diocese, vicariato e prefeitura
mento, c. 889 §§ 1 .0 e 2.0; obriga­ apostólica, c. 495; estatutos, c. 496;
ção, c. 890; idade, c. 891 ; padri­ designação dos membros, c. 497;
nhos: responsabilidade, c.892; con­ voz ativa e passiva, c. 498 §§ 1 .0
dições, c. 893 § 1 .0 ; convém que o e 2. 0; modo de eleger os membros,
padrinho de crisma seja o mesmo c. 499; convocação e presidência,
de batismo, c. 893 § 2. 0 anotação: c. 500 § 1 .0; relações com o Bispo,
o que se deve anotar, c. 895; in­ c. 495 § 1 .0, c. 500 §§ 2.0 e 3.0 ;
formações do pároco e ao pároco, duração do mandato, c. 501 § 1 .0 ;
c. 895-896; antes do matrimônio, c. n a vacância d a sede, c . 501 § 2.0 ;
1 065 § 1 .0• dissolução, c. 501 § 3.0; pastorais
diocesanos: em cada diocese, atri­
CONFISSAO - Veja PEN IT�NCIA: j u­ buições, c. 51 1 ; como são consti­
d icial e extrajudicial, c. 1 537-1 538; turdos, c. 5 1 2 §§ 1 .0-3.0; cessação, c.
de delito, c. 1 728 § 2.0• 513 § 2.0 ; convocação e presidên­
CONSAGRAÇAO EPISCOPAL: efeitos, cia, c. 5 1 4 §§ 1 .0 e 2.0; voto consul­
c. 375 § 2.0 ; excomunhão do con­ tivo, c. 514 § 1 .0 ; para negócios
sagrante e do consagrado sem o públ icos da Igreja, c. 360; pastorais
mandado pontifício, c. 1 382. paroquiais: constituição, presidên­
cia, funções, c. 536 § 1 .0 ; voto con­
CONSANGÜINIDADE: linhas e graus c. sultivo e normas, c. 536 § 2.0; nos
1 08 §§ 1 .0-3.0 ; impedimento matrimo­ atos jurfdlcos: valor, c. 1 27 §§ 1 .0
n ial, c. 1 091 §§ 1 .0-4.0 ; impedimento e 2.0, n . 2 ; convocação do colégio
aos consangüíneos do Bispo para ou gru po, c. 1 27 § 1 .0 ; manifestação
o Conselho de assuntos econômi­ do parecer e segredo, c. 1 27 § 3.0;
cos, c. 492 § 3.o . episcopais: Vigários Gerais e Epis­
copais, c. 473, § 4.0; nas Dioce­
CONSELHOS: evangélicos: profissão ses e Institutos Religiosos: veja
na vida consagrada, c. 573 § 1 .0 ; AP�NDI CES 11 e 1 1 1 deste volume.
parte d a vida e santidade d a Igre­
ja, c. 574 § 1 .0; castidade, pobreza CONSENTIMENTO: nos atos jurrdicos:
e obediência, c. 599-601 ; observân­ valor, c. 1 27 §§ 1 .0 e 2.0, n. 1 ; con­
c ia, c. 598; na vida eremrtica, c. vocação do colégio ou grupo, c. 1 27
603 § 2.0; caracterrstica dos I nsti­ § 1 .0 ; manifestação da vontade e
tutos Rel igiosos, c. 607 § 2.0; pro­ segredo, c. 1 27 § 3.0 ; matrimonial:
fissão religiosa, consagração a noção e efeito, c. 1 057 §§ 1 .0 e 2.0;
Deus, c. 654; vrnculos sagrados nos incapacidade, c. 1 095 ; ignorância da
I nstitutos Seculares, c. 71 2; vivência natureza d o matrimônio, c. 1 096 §§
nos I nstitutos Seculares, c. 722 §§ 1 .0 e 2.0; erro de pessoa e de qua­
2.0 e 3.0; formação após os vínculos l idade, c. 1 097 §§ 1 .0 e 2.0; erro
sagrados, c. 724 §§ 1 .0 e 2.0; na a respeito da u nidade, indissolubi­
formaçãa dos noviços, c. 652 § 2.0 ; l idade ou d ignidade sacramental do
permanentes dos Bispos - Veja matrimônio, c. 1 099; engano por
CONFER�NCIA; diocesanos de as­ dolo, c. 1 098; consentimento inter­
suntos econômicos: e m cada Dio­ nó e palavras ou sinais, c. 1 1 01 §§
cese, c. 492 § 1 .0 ; nomeação e du­ 1 .0 e 2.0; consentimento condicio­
ração do mandado, c. 492 § 2.0; ex­ nal, c. 1 1 02 §§ 1 . 0-3.0 ; violência ou
cluídos por parentesco com o Bis­ medo, c. 11 03 ; presença dos nuben­
po, c. 492 § 3.0; funções, c. 493; tes e manifestação da vontade, c.

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1 1 04 §§ 1 .0 e 2.0; procurador, c. 1 1 05 COSTUMES: contra as prescriÇões do
§§ 1 .0-4.0; intérprete, c. 1 1 06; presun­ do Código, c. 5 § 1 .0 ; praeter lua,
ção de perseverança do consenti­ c. 5 § 2.0; condições para terem
mento, c. 1 1 07; renovação, c. 1 1 57; força de lei, c. 23-26; o melhor
dos pais: para casamento de menor, intérprete da lei, c. 27; revogação
c. 1 071 § 1 .0, n. 6; do Bispo: para por costume ou lei contrãria, c. 28.
ereção de casa religiosa, c. 609 §
1 .0 ; c. 61 1 . CRIANÇA: idade, c. 97 § 2.0; os que
a ela se comparam, c. 99; respon­
CONSISTóRIO: oportunidade para sabilidades dos pais, c. 793 § 1 .0;
Cardeal passar de um tftulo para ou­ c. 796-798; 914; dever do pãroco,
tro, c. 350 § 5 .0; ajuda ao Sumo c. 9 1 4 ; condições para a primeira
Pontífice, c. 353 § · 1 .0 ; ordinãrio e comunhão, c. 9 1 3 §§ 1 .0 e 2.0; pre­
extraordinãrio, c. 353 §§ 2.0-4.o . ceito da comunhão no tempo pas­
cal, c. 920 §§ 1 .0 e 2.0; cuidados
CONSTITUIÇÕES: dos Institutos de Vi· do pãroco, c. 528 § 1 .0•
da Consagrada, c. 587 § 1 .0, c. 595
§ 1 .0, c. 596 § 1 .0, c. 598 § 1 .0; dos CULTO: a Deus, direito dos fiéis, c.
Institutos Religiosos, c. 609 § 1 . 0, 214; à Eucaristia, c. 898-899 § 3.0,
c. 616 § 3.0, c. 623-627 § 1 .0, c. c. 942-944; à Virgem Maria, c. 246
628 § 1 .0, c. 629-631 §§ 1 .0-3.0, c. 636 § 3.0, c. 276 § 2.0, n. 5, c. 663 § 4 0,
.

§ 1 .0, c. 638 §§ 1 .0 e 2.0, c. 648 c. 1 1 86; aos santos, c. 1 1 86-1 1 87;


§ 2. 0, c. 668 § 5. 0; dos Institutos às imagens, c. 1 1 88-1 1 90 § 3.0; às
Seculares, c. 71 7 § 1 . 0, c. 720-723 reHquias, c. 1 1 90 § 2.0, c. 1 237
§§ 2.0 e 4.0, c. 724 § 1 .0, c. 727 § 2.o .
1. 0 ; das Sociedades de Vida Apos­
tólica, c. 731 §§ 1 .0 e 2.0, c. 736 CURADOR: nos processos, c. 1 478
§ 1 .0, c. 737-738 § 1 .0, C. 739-741 §§ 1 . o-4. o .
§ 1 .0, c. 742-743. CORIA Romana: constituição e fun­
CONSULTAS: entre os Bispos dioce­ ções, c. 360 ; órgãos que se deno­
sano, coadjutor e auxiliar, c. 4 07 minam Sé Apostólica ou Santa Sé,
§§ 1 .0 e 2.0; para obter manifesta­ c. 361 ; Diocesana: constituição, c.
ção de parecer ou consentimento, 469-470; compromissos dos admiti­
veja APeNDICES 11 e 1 1 1 deste vo­ dos a ofícios, c. 471 ; coordenação
lume. dos trabalhos, c. 473 §§ 1 .0-4.0; Mo­
derador; c. 473 §§ 2.0 e 3.0; c. 474;
CONSULTORES - Veja COLÉGIO.
atos que devem ser assinados pelo
CONTESTAÇAO DA UDE - Veja PRO· Bispo e pelo Chanceler, c. 474; veja
CESSOS. PROCESSOS, VIGÁRIOS G ERAL e
CONTRATOS: direito canônico e le­ EPISCOPAL, CHANCELER, NOTA­
gislação civil, c. 1 290 ; veja ALIE­ RIO, CONSELHO DE ASSUNTOS
NAÇÃO. ECONôMICOS, ECôNOMO.
CONVENÇÕES: da Sé Apostólica com CURSO: filosófico-teológico anterior
nações ou outras sociedades poU­ ao diaconato, c. 1 032 § 1 .0 ; poste­
ticas, c. 3. rior à ordenação sacerdotal, c. 279
§ 2.0, c. 555 § 2.0, n. 1 .
COORDENAÇAO: na administração da
Diocese, c. 473 §§ 1 .0 e 2.0; da
atividade pastoral na forania, c. 555
§ 1 .0, n. 1 .
DECANO: preside o Sacro Colégio dos
CORPO D E CRISTO: procissão a jufzo Cardeais, c. 352 § 1 .0 ; vacância do
do Bispo, c. 944 § 1 .0; normas so­ oficio, c. 352 § 2.0 ; preside a elei­
bre a procissão, c. 944 § 2.0• ção do Subdecano, c. 352 § 3.0;

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deve ter domicilio em Roma, c. 352 religiosos: demitidos ipso facto, c.
§ 4.o . 694; del itos que acarretam demissão,
c. 695 § 1 .0; direito de defesa, c.
DECRETOS: gerais: são leis, c. 29; ge­ 695 § 2.0; outras causas, c. 696 §§
rais e poder executivo, c. 30; ge­ 1 .0 e 2.0; o q ue fazer antes de ini­
rais executórios, c. 31-33 § 1 .0 ; ces­ ciar o processo de demissão, c.
sação, c. 33 § 2.0; singulares: no­ 697; di reito do acusado de se co­
ção, c. 48; informações e provas, municar com o Moderador Supre­
c. 50 ; por escrito, c. 51 ; valor, c. mo, c. 698; como deve proceder o
52; contrários, c. 53; efeito e obri­ Moderador Supremo, c. 699 § 1 .0;
gatoriedade, c. 54 §§ 1 .0 e 2.0; inti­ competência do Bispo diocesano
mação, c. 55-56; prazo, c. 57 §§ nos mosteiros sul luris, c. 699 § 2.0;
1 .0-3.0; cessação, c. 58 §§ 1 .0 e 2.0, confirmação do decreto de demis­
poder do Bispo: c. 391 §§ 1 .0 e 2.0, são pela Santa Sé ou pelo Bispo,
c. 455 § 4.0; poder da Conferên­ c. 700; efeitos, c. 701 ; eqüidade e
cia dos Bispos: c. 455 §§ 1 .0-4.0; caridade do I nstituto, c. 702 § 2.0;
c. 458; dos Concrlios, c. 338 § 1 .0, causa para expulsão i mediata d a
c. 446. casa, c. 703; relatório à S é Apos­
tólica, c. 704.
DEFENSOR DO VINCULO: nomeação
e atribuições, c. 1 432-1 436; 1 561 ; DIA: noção, c. 202-203 §§ 1 .0 e 2.0;
1 606; 1 628; 1 678 § 1 0 ; no proces­
.
de festa, na Igreja universal, c. 1 246
so documental, c. 1 686; c. 1 687; nas § 1 .0; atribuição da Conferência dos
causas de nulidades de ordenação, B ispos, c. 1 246 § 2.0; obrigação de
c. 1 71 1 . participar da m issa e evitar ativida­
DELEGAÇAO: para assistir aos matri­
des que impeçam o culto, c. 1 247;
mônios: o Ordinário do lugar e o cumprimento do preceito da missa
pároco a podem conceder, c. 1 1 1 1 no dia d e festa ou n a tarde do dia
§ 1 .0 ; pode ser concedida, mesmo anterior, c. 1 248 § 1 .0 ; l iturgia da
palavra quando não é possível a
geral, a sacerdotes e diáconos, c.
1 1 1 1 § 1 .0; expressamente e a pes­ participação na celebração eucarrs­
tica, c. 1 248 § 2.0; de penitência:
soas determinadas, c. 1 1 1 1 § 2.0;
especial, c. 1 1 1 1 § 2.0; geral, deve obrigação de fazer penitência, c.
1 249; dias e tempos de penitência
ser dada por escrito, c. 1 1 1 1 § 2. 0 ;
em toda a Igreja, c. 1 250 ; abstinên­
condições para s e r dada a leigos,
cia d e carne, c. 1 251 ; idade para
c. 1 1 1 2 §§ 1 .0 e 2.0; condição para
abstinência e jejum, c. 1 252; facul­
a especial, c. 1 1 1 3; norma geral
dade de com utação pela Conferên­
quanto à validade do matrimônio, c.
cia dos Bispos, c. 1 253.
1 1 08 § 1 .0; quando o delegado pode
dispensar de impedi mentos matri­ DIACONATO: ordem sacra e como se
moniais, c. 1 080 § 1 .0, c. 1 079 § 2.0• confere, c. 1 009 §§ 1 . 0 e 2. 0; for­
mação do aspirante ao diaconato
DEMENTE: equiparado a criança, c. 99. permanente, c. 236; dimissórias, c.
DEMISSAO (REMOÇÃO, PRIVAÇÃO) : 101 5 § 1 .0; c. 101 9 ; Bispo próprio
acarreta perda de of(cio, c. 1 84; para conferir o diaconato, c. 1 01 6;
do Bispo diocesano, c. 41 6; do qualidades, c. 1 025 §§ 1 .0 e 2.0;
pároco, q uando é permitida, c. 1 740 ; preparação, c. 1 027; idade, c. 1 03 1
causas, c. 1 741 ; modo de proceder, §§ 1 .0-4.0 ; rito d e admissão, c . 1 034
c. 1 742-1 744 ; o que fazer se o pá­ '§§ 1 .0 e 2.0; exigências para a pro­
roco contestar a causa, c. 1 745; co­ moção, c. 1 035 §§ 1 .0 e 2.0; decla­
mo deve o Bispo proceder depois ração de livre vontade, c. 1 036; obri­
da remoção, 1 746; dever do pároco gação do celibato, c. 1 037; do­
depois da remoção, c. 1 747; dos cumentos exigidos, c. 1 050 n. 3.

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DIACONO: passa à condição de clé­ DIVIDAS: de pessoas j urrd l cas ou fr­
rigo, c. 266 § 1 .0; participante do sicas nos Institutos Religiosos, c.
exercrcio do cuidado pastoral da c. 639 §§ 1 .0-5.0•
paróquia, · c. 51 7 § 2.0; cooperação
ao pároco, c. 51 9; delegado para DOCUMENTOS: arquivo diocesano:
assistir aos matrimônios, c. 1 1 1 1 cuidados, segurança e inventário ou
§ 1 .0 ; poder de dispensar, c . 89, catálogo, c. 491 ; 486 §§ 1 .0-3.0;c. 487;
c. 1 020 ; a quem podem ser dadas, retirada de documentos, c. 488; 491
acesso ao presbiterato, c. 1 030 ; di­ § 3.0; arquivo secreto, c. 489; 490;
reito do que se recusa a ser pro­ destruição, c. 489 § 2.0; arquivo
movido ao presbiterato, c. 1 038; es­ histórico, c. 491 § 2.0; arquivo paro­
tágio antes do presbiterato, c. 1 032 quial: c. 535 §§ 1 .0-5. o .
§ 2. o . DOENTES: solicitude do pároco, c.
DIMISS6RIAS: quem pode dar, c. 529 § 1 .0; normas em favor dos que
1 01 5; 1 01 8; 1 01 9 ; antecedentes, c. se acham em perigo de morte: quan­
1 020; a quem poderia ser dados, to ao batismo, c. 867 § 2.0; q uanto
c. 1 021 ; lim itação e revogação, à confirmação, c. 889 § 2.0; q uanto
c. 1 023; conteúdo, c. 1 052 § 2.0; à unção dos enfermos, c. 998-1 004
pena contra o B ispo que confere § 1 . 0; quanto ao matrimônio, c.
ordem sem as devidas dimissórias, 1 079 §§ 1 .0-4.0; jejum eucarrstico, c.
c. 1 383. 91 9 § 3.0; voto nas eleições, c. 1 67
§ 2. o .
DIOCESE: igreja particular, c. 368; as­
pecto pessoal e territorial, c. 369; DOLO : atos jurrdicos, c. 1 25 § 2.0;
372 §§ 1 .0 e 2.0; várias no mesmo matrimônio, c. 1 098; voto, c. 1 1 91
território, c. 372 § 2.0; ereção, c. § 3. o.
373; personalidade jurrdica, c. 373;
DOMICILIO: como se adquire, c. 1 02
divisão em paróquias, c. 374 § 1 .0•
§ 1 .0; como se perde, c. 1 06; paro­
DIREITOS E DEVERES: dos clérigos, quial e diocesano, c. 1 02 § 3.0; dos
c. 273-289; dos religiosos, c. 662- rel igiosos e Sociedades de Vida
672; de todos os fiéis, c. 208-223; Apostól ica, c. 1 03; dos cônjuges,
dos leigos, c. 224-231 ; dos batiza­ c. 1 04; dos menores; c. 1 05 §§ 1 .0
dos, c. 96. e 2.0 ; pároco e Ordinário próprio
DISCIPLINA: dever do Bispo, c. 392 em razão do domicílio, c. 1 07 § 1 .0 ;
§§ 1 .0 e 2.0 ; nos Institutos de Vida quanto a o matrimônio, c . 1 1 1 5 ;
Consagrada, c. 593-594; nas Socie­ desconhecido (foro), c. 1 409 § 2.0;
dades de Vida Apostólica, c. 738 no caso de dispensa de matrimô­
§ 1 .0; nos tribunais, c. 1 446-1 457.
nio rato e não consumado, c. 1 699.

DISPENSAS: reservadas à Santa Sé: DOVIDA: sobre leis, c. 1 4; sobre sufi­


c. 87 § 1 .0, c. 1 047 §§ 1 .0-3.0; c. ciência da causa para dispensa, c.
1 078 § 2.0; poderes do Bispo: em 90 § 2.0; suprimento de poder exe­
geral, c. 14; c. 87 §§ 1 .0 e 2.0; c. 88 cutivo de regime, c. 1 44 §§ 1 .0 e
quanto a irregularidades e impedi­ 2.0; sobre idoneidade de candidato
mentos à ordenação, c. 1 047 § 4.0; a ordenação, c. 1 052 § 3.0; sobre
quanto aos impedimentos matrimo­ privação de exéquias eclesiásticas,
niais, c. 1 078 § 1 .0, c. 1 079 § 1 .0, c. 1 1 84 § 2.0; sobre revogação de
c. 1 080 ; faculdade do pároco, ou­ lei, c. 21 .
tros presbíteros ou diáconos, c. 89,
c. 1 079 §§ 2.0 e 3.0; 1 080 ; 1 245;
casos especiais: fora do território,
c. 91 ; desenvolvimento sucessivo, ECONOMO: em cada Diocese, c. 494
c. 93; interpretação, c. 92; causa, § 1 .0; duração do mandato e no­
c. 90 §§ 1 .0 e 2.0• meação, c. 494 §§ 1 .0 e 2.0; atribui-

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ções, c. 494 § 3.0; deve prestar con­ ENSINO: munus e competência da
tas, c. 494 § 4.0; o Administrador Igreja, c. 747 §§ 1 .0 e 2.0; magisté­
d iocesano não pode ser ao mesmo rio e infalibilidade, c. 749 §§ 1 .0-3.0;
tempo ecônomo, c. 423 § 2.0• 750; 752; 753; 754.

ECUM ENISMO: competência do Colé­ EREÇAO: de associação, c. 299-301


gio dos Bispos e da Santa Sé, c. § 1 .0, c. 31 2 §§ 1 .0 e 2.0; de Cabi­
755 § 1 .0; c. 844 §§ 2.0-4.0; c. 1 1 27 do dos Cônegos, c. 504; de Confe­
§ 3.o. rência dos Bispos, c. 449 § 1. 0; de
casa de I nstituto Religioso ou de So­
EDUCAÇAO CATóLICA: das crianças ciedade de Vida Apostólica, c. 609
e dos jovens, cuidado especial do § 1 .0, c. 733 §§ 1 .0 e 2.0 ; de igreja
pâroco, c. 528 § 1 .0; em que consis­ particular, c. 373 ; de Instituto de Vi­
te, c. 795; obrigação e direito dos da Consagrada, c. 579; de oficio
pais, da Igreja, dos pastores, c. 793 eclesiástico, c. 1 48; de paróquia, c.
§§ 1 .0 e 2.0; 794 §§ 1 .0 e 2.0; apri­ 515 § 2.0; de Universidade ou Fa­
moramento na escola, c. 796 §§ 1 .0 culdade eclesiástica, c. 816 § 1 .0;
e 2.0; dos filhos, c. 226 § 2.0; direi­ de noviciado, c. 647 § 1 .0•
to dos fiéis, c. 21 7.
ERRO: a respeito de leis, c. 1 5 §§ 1 .0
ELEIÇAO: para provisão de ofício va­ e 2.0 ; comum, c. 1 44 §§ 1 .0 e 2.0;
cante, c. 1 65; convocação, c. 1 66 no matrimônio: sobre a pessoa o u
§§ 1 .0-3.0; conseqüência da falta de qualidade da pessoa, c. 1 097 §§ 1 .0
convocação de um o u de um terço e 2.0 ; sobre p ropriedades essen­
dos que devem ser convocados, c. ciais, c. 1 099.
1 66 §§ 1 .0-3.0 ; quem tem direito de vo­
tar, c. 1 67 § 1 .0 ; voto dos doentes, ESCOLAS: meio de aprimorar a edu­
c. 1 67 § 2.0; direito de votar por cação, c. 796 § 1 .0 ; cooperação
diversos trtulos, c. 1 68; quem não com a famma, c. 796 § 2.0; direito
pode ser admitido a votar, c. 1 69; dos pais, c. 797; preferência pela
nulidade por falta de liberdade, c. escola católica, c. 798; educação
1 70 ; inábeis para votar, c. 1 71 §§ religiosa e moral, c. 799; direito da
1 .0 e 2.0; condições para a valida­ Igreja, c. 800 § 1 .0; colaboração d os
de do voto, c. 1 72 §§ 1 .0 e 2.0; fiéis, c. 800 § 2.0; função dos Ins­
escrutinadores e escrutrnio, c. 1 73- titutos Religiosos, c. 801 ; cuidados
1 79, n. 1 ; quem é considerado elei­ do B ispo, c. 802 §§ 1 .0 e 2.0; nor­
to, c. 1 1 9, n. 1 ; c. 1 76; atas, c. 1 73 ma especial sobre escola católica,
§ 4.0; por compromisso, c. 1 74-1 75; c. 803 §§ 1 .0-3.0; atribuição do Bispo
comunicação ao eleito, c. 177; con­ quanto à formação e educação ca­
firmação, c. 1 78-1 79 ; aceitação, c. tólica e professores, c. 804 §§ 1 .0
1 77-1 78; do Romano Pontifica, c. e 2.0; c. 805; supervisão e visita
332 § 1 . 0; c. 349; de membros do do Bispo, c. 806 §§ 1 .0 e 2.0•
Conselho Presbiteral, c. 497 n. 1 , c.
498-499; de Superior religioso, c. ESCRITURA SAGRADA: leitura e estu­
623-625 §§ 1.0-3.0; do Administrador do: no seminário, c. 252 § 2.0; clé­
d iocesano, c. 421 § 1 .0• rigos, c. 276 § 2.0, n. 2 ; religiosos,
c. 652 § 2.0; c. 663 § 3.0; fonte da
EMÉRITO : trtulo do resignatário, es­ pregação, c. 760.
pecialmente do Bispo, c. 1 85-402
§ 1 .o. ESCRUTINIO: designação de escrutl­
.
nadores, c. 1 73 § 1 .0 ; como proce­
ENFERMOS - Veja DOENTES. der, c. 1 73 §§ 2.0 e 3.0•
ENGANO: por dolo pode acarretar n u­ ESPIRITUALIDADE: dos clérigos, c.
lidade de matrimônio, c. 1 098. 275-277 ; dos religiosos, c. 662-664;

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dos Institutos Seculares, c. 71 0-71 9 nato dos aspirantes ao presbiterato,
§§ 1 .0-4.0 ; dos fiéis, c. 206 § 1 .0, c. c. 1 032 § 1 .0 ; prosseguimento de­
21 0-21 4 . 21 7; dos leigos, c. 225 §§ pois de recebido o presbiterato, c.
1 .0 e 2.0• 279 §§ 1 .0-3.0 ; c. 555 § 2.0, n. 1 ; nos
seminários menores e maiores, c.
ESPóRTULAS DE MISSAS: liceidade, 234-237; nas escolas, c. 802 § 2 .0 ;
c. 945 § 1 .0; dispensa em favor dos c. 803 § 2.0 ; nas universidades, c.
pobres, c. 945 § 2.0; afastamento 81 1 §§ 1 .0 e 2.0 ; c. 91 8-820.
de qualquer aparência de comércio
ou negócio, c. 947; missas distintas EUCARISTIA: centro de toda a vida
segundo as intenções dos que ofe­ do seminário, c. 246 § 1 .0 ; dever
receram espórtulas, c. 948; obriga­ do Bispo e do pãroco, c. 389; 528
ção de quem perdeu a espórtula re­ § 2.0 ; memorial e perpetuação da
cebida, c. 949; uma só espórtula morte e ressurreição do Senhor, c.
para o celebrante que celebra vã­ 897; ãpice e fonte do culto e da
rias missas no mesmo dia, exceto vida cristã, c. 897; participação dos
no dia do Natal do Senhor, c. 951 fiéis, c. 898; 906; celebração, c. 899
§ 1 .0; nenhuma espórtula por se­ §§ 1 .0-3.0; ministro, o sacerdote,
gunda missa concelebrada no mes­ c. 900 ; aplicação, c. 901 ; concele­
mo dia, c. 951 § 2.0; a quem com­ bração, c. 902-908-951 § 2.0; ad­
pete determinar as espórtulas, c. missão de desconhecido a celebrar,
952; transmissão, c. 955 § 1 .0; pra­ c. 903; celebração freqüente, c.
zo para celebração, c. 955 § 2.0; 904; mais de uma celebração no
anotação, c. 955 §§ 3.0 e 4.0 ; c. 958; mesmo dia, c. 905 §§ 1 .0 e 2.o; pre­
não sujeitas a prescrição, c. 1 99, paração, c. 909; ministro ordinário
n. 5. e extraordinário da sagrada comu­
nhão, c. 910 §§ 1 .0 e 2.0; c. 230 § 3.o;
ESTADO CLERICAL: como se adquire, viãtico, c. 91 1 §§ 1 .0 e 2.0; c. 921
266 § 1 .0; como se perde, c. 290; §§ 1 .0 e 2.0 ; c. 922; admissão à
conseqüência da perda, c. 291 -293; comunhão (91 2-923) : crianças, c.
delitos que podem acarretar a per­ 9 1 3 §§ 1 .0 e 2.0; c. 914; excomun­
'
da, c. 1 370 §§ 1 .0 e 2.0, c. 1 367, gados e interditos, c. 91 5; neces­
c. 1 387, c. 1 394, c. 1 395 §§ 1 .0 e 2.0• sidade de confissão sacramental em
caso de pecado grave, c. 9 1 6 ; mais
ESTATUTOS: normas gerais, c. 94 §§
de uma vez no mesmo dia, c. 91 7-
1 .0-3.0; das associações dos fiéis;
921 § 2.0; na missa, c. 91 8; jejum
c. 304 § 1 .0; c. 314; 317 § 2.0; 321 ;
eucarfstico e exceções em favor do
322; do Cabido dos Cônegos, c. 505-
sacerdote que celebra mais de uma
506 §§ 1 .0 e 2.0; da Conferência dos
Bispos, c. 451 ; da Conferência dos missa no mesmo dia, e em favor
Superiores maiores, c. 709; do Con­ dos idosos, dos doentes e dos que
selho Pastoral diocesano, c. 5 1 3 cuidam deles, c. 91 9 §§ 1 .o-3.o; pre­
§ 1 .0; d o Conselho Presbiteral, c. ceito da comunhão no tempo pas­
496-498 § 2.0, c. 499-501 § 1 .0 ; de cal, c. 920 §§ 1 .0 e 2.0; rito, c. 923;
Igrejas, c. 562; de Universidades cerimônias: pão de trigo e vinho
e Faculdades eclesiásticas, c. 8 1 6 de uva, c. 924 §§ 1 .0-3.0; c. 926; duas
§ 2.0; de seminário, c. 239 § 3.0; matérias, c. 927; proibição de con­
das prelazias pessoais, c. 295 § 1 . 0; sagrar fora da celebração eucarrs­
c. 297; das conferências de Supe­ tica, c. 927; Hngua, c. 928; paramen­
riores maiores, c. 709; da admi­ tos, c. 929; sacerdotes doentes,
nistração dos bens, c. 1 281 § 2.0; idosos ou cegos, c. 930; tempo e
c. 1 280. lugar, c. 931-933; conservação e ve­
neração (934-944) ; igreja, oratório,
.�STUDOS: nos seminários, c. 247-261 ; capela do Bispo, casa de Instituto
exigidos para admissão ao diaco- Religioso, c. 934-936; cuidados e ce-

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· lebração da missa ao menos duas EXERCICIOS ESPIRITUAIS ou RETI,;,
vezes por mês, c. 934 § 2.0; na RO: dos clérigos, c. 276 § 2.0, n. 4 ;
própria casa, c. 935; tabernéculo, dos religiosos, c. 663 § 5.0; dos
c. 938 §§ 1 .0 e 3.0; ou lugar mais que vão ser promovidos às ordens,
seguro, c. 938 § 4.0 ; chave do ta­ c. 1 039; no seminário, c. 246 § 5.0;
bernáculo, c. 938 § 5.0; prxide, c. meio de santificação, c. 839 § 2.0;
939; lâmpada, c. 940; exposição e segundo as prescrições do Bispo �
bênção, c. 941-943; solenidade do c. 770.
Corpo e Sangue de Cristo, c. 944;
no seminério, c. 246 § 1 .0; no no­ EXPOSIÇAO DO SANTISSIMO: reco­
viciado, c. 652 § 2.0 ; clérigos e re­ mendével, c. 942; ministro, c. 943.
l igiosos, c. 276 § 2.0 ; c. 663 § 2.0; na EXPULSAO: de casa religiosa, c. 703;
catequese, c. 777 n. 2.
EVANGELIZAÇAO: dever fundamental,
c. 781 ; e sacramentos, c. 843 § 2.0; FAMIUA: deveres dos casados, c. 226
nos Institutos Seculares, . c. 71 3 § § 1 .0 ; educação dos filhos, c. 226
2.0 ; nos Institutos de Vida Consagra­ § 2.0, c. 793 §§ 1 .0 e 2.0; coopera­
da, c. 758; dever próprio dos pres­ ção com a escola, c. 796 § 2 .0, c.
brteros; c. 757; dever dos fiéis lei­ 797-798 ; visita do pároco, c. 529
gos, c. 759; veja CATEQU ESE, M I S­ § 1 .o.
S O ES, PALAVRA DE DEUS, PRE­
GAÇÃO. FÉRIAS: do Bispo diocesano, c. 395
§ 2.0 ; dos Bispos auxiliares e coad­
EXAME : de noivos, c. 1 067; das teste­ j�tores, c. 41 0 ; do pároco, c. 533
munhas, c. 1 558 § 1 .0; para facul­ § 2 .0 ; do Vigário paroquial, c. 550
dade de ouvir confissões, c. 970; § 3.o.
de consciência para religiosos, c.
664; antes da confissão, c. 988 § 1 .0• FESTAS: dias de festa na Igreja uni­
versal, c. 1 246 § 1 .0; veja D IA.
EXCARDINAÇAO: causa justa, c. 270;
efeito, c. 267 § 2.0; poder do Ad­ FETO ABORTIVO: batismo, c. 871 .
ministrador diocesano, c. 272. FIÉIS: noção, c . 204; clérigos e leigos,
c. 207 § 1 .0; obrigações e direitos
EXECUÇAO: de decretos, c. 34 § 1 . 0;
(208-223) ; igualdade, c. 208; comu­
c. 54 § 1 .0 ; de rescrito, c. 62; 69;
nhão com a Igreja, c. 209; deveres
70 ; de sentença, c. 1 650-1655.
para com a Igreja Universal e a
EXCLAUSTRAÇAO: q uem pode conce­ Igreja Particular, c. 209 § 2.0; vida
der, c. 686 ; efeitos, c. 687. santa, c. 21 0 ; anúncio d a salvação,
c. 21 1 ; relações com os Pastores, c.
EXCOMUNHAO: efeitos, c. 1 331 §§ 1 .0 21 2 §§ 1 .0-3.0; c. 2 1 3 ; culto a Deus,
e 2.0 ; reservadas à Santa Sé: c. c. 21 4; associações, c. 2 1 5 ; ativi­
1 367-1370 § 1 .0, c. 1 378 § 1 .0 ; 1 382; dade apostólica, c. 21 6 ; educação
1 388 § 1 .0; não reservadas: c. 1 364 cristã, c. 21 7 ; liberdade de pesqu i­
§ 1 .0 ; c. 1 398 ; veja n . 77 deste vo­ sar, c. 2 1 8 ; escolha do estado de
lume. vida, c. 21 9; boa fama, c. 220; de­
fesa dos direitos, julgamento e pe­
EXÉQUIAS ECLESIÁSTICAS: impor­ nas, c. 221 §§ 1 .0-3.0; necessidade da
tância, c. 1 1 76 ; celebração, c. 1 1 77- Igreja, obras de apostolado e sus­
1 1 82; a que m devem ser concedidas, tento dos ministros, c. 222 § 1 .0;
c. 1 1 83 §§ 1 .0-3.0; os que devem justiça social, c. 222 § 2.0; o bem
ser privados, c. 1 1 84 § 1 .0 ; em caso comum e os direitos dos outros,
de dúvida, c. 1 1 84 § 2.0 ; privação c. 223 §§ 1 .0 e 2.0 ; veja LEIGOS,
da missa exequial, c. 1 1 85. CLÉRIGOS, ASSOCIAÇOES.

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F'LHOS: pátrio poder, c. 98 § 2.0; edu­ c. 287 § 1 .0; do Colégio dos Bispos,
cação, veja FAM[LIA; legrtimos e c. 336, 337; da Conferência dos
i legltimos, c. 1 1 37-1 1 40 ; adotivos, c. Bispos - veja APeNDICE IV deste
1 1 0 ; de mãe não casada, c. 877 volume; da Cúria romana, c. 360; da
§ 2.o. Igreja, c. 232; dos Legados do Su­
mo Pontífice, c. 363 §§ 1. 0 e 2. 0;
FILOSOFIA ·e TEOLOGIA: estudos: nos c. 364; do Metropolita, c. 435, 436;
r seminários, c. 250-252; 1 032 § 1 .0;
..
dos notários, c. 484; dos párocos,
nas Universidades, c. 81 1 -81 2; nos c. 530; do Pontrflce Romano, c.
encontros e cursos, c. 279 § 2.0, 33� § 1 .0, c. 333, 338 §§ 1 .0 e 2.0,
C. 555 § 2.0•
c. 344, 362, 377 § 1 .0; do srnodo
dos Bispos, c. 343; do Vigário fo­
.FOLHAS: dos autos, n umeradas e au­
tenticadas, c. 1 472 § 2.0• râneo, c. 555 §§ 1 .0-4.0; veja COLÉ­
G I O, CONEGOS, CONSELHO, CúRIA,
FORMA CANONICA: do matrimônio: S[NODO.
assistente, c. 1 1 08-1 1 1 0 ; delegação,
FUNDAÇÕES: noção e normas, c.
c. 1 1 1 1 -1 1 1 3; quem pode ser dele­
1 303-131 0.
gado, c. 1 1 1 1 § 1 .0, c. 1 1 1 2 §§ 1 .0
e 2.0; celebração onde uma das
partes tem domicrJio, quase-domi­
crJio ou residência hé um mês, c. GERAÇAO: dos filhos, c. 1 055 § 1 .o,
1 1 1 5 ; só perante as testemunhas, c.1 096 § 1 . 0•
c. 1 1 1 6 § 1 .0; lugar da celebração,
c. 1 1 1 8 §§ 1 .0-3.0; ritos, c. 1 1 1 9-1 1 29; GRAUS: acadêmicos, c. 81 7 ; de con­
anotação da dispensa da forma, c. sangüinidade e afinidade, c. 1 08,
1 1 21 § 3.0; processo de nulidade 1 09, 1 091 § 2.0, c. 1 092; na hones­
de matrimônio por falta da forma, tidade pública, c. 1 093.
c. 1 686.
FORMAÇAO: dos clérigos, c. 232-264;
veja SEMINÁRIO ; dos noviç�s, c. HABITO: dos clérigos, c. 284; dos re­
650-652; dos religiosos, c. 659-661 ; ligiosos, c. 669 § 1 .0; dos religiosos
nos Institutos Seculares, c. 722- clérigos, c. 669 § 2.0•
724; dos fiéis em geral, e especial­
mente dos leigos, para o aposto­ HERESIA: noção, c. 751 ; pena, c. 1 364
lado, c. 2 1 7, 229; 231 § 1 .0; dos § 1 .o .
aspirantes ao diaconato permanen­ HIERARQUIA: CONSTITUIÇÃO hierár­
te, c. 236; nas Sociedades de Vida quica da Igreja, c. 330-572.
Apostólica, c. 735 §§ 1 .0-3.0•
HOMIC[DIO: i rregularidade para a or­
FRATERNIDADE: do presbitério deve denação, c. 1 041 n. 4; impedimen­
ser preparada no seminário, c. 245 to matrimonial, c. 1 090 §§ 1 .0 e 2.o.
§ 2.0; nos I nstitutos de Vida Consa­ HOMILIA: nos domingos e festas, c.
grada, c. 602. 528 § 1 .0 ; reservada aos Diáconos
FRUTO: do matrimônio - os filhos, e sacerdotes, c. 767 § 1 .0•
c. 1 055 § 1 .0, c. 1 096 § 1 .0• HONESTIDADE POBLICA: impedimen­
to matrimonial, c. 1 093.
FUNÇõES: específicas: dos Bispos, c.
375 §§ 1 .0 e 2.0, c. 381 § 1 .0, c. HORA: da celebração da Eucaristia,
383-386, 390, 391 ' 394, 396-398, c. 931 ; veja LITURG IA DAS HORAS.
462, 468 § 1 .0, c. 882, 1 0 1 2 ; dos HóSTIA consagrada: pena contra os
Cardeais, c. 349; 352 §§ 1 .0 e 2.0 ; profanadores, c. 1 367.
do Chanceler, c. 482 § 2.0; dos
clérig!)s, c. 274 § 1 .0; c. 275 § 1 .0; HUMILDADE: dos Bispos, c. 387.

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IDADE: maior e menor, c. 97 § 1 .0 ; (em perigo de morte) ; c. 1080 (tudo
do uso d a razão, c . 9 7 § 2 . 0 ; veja preparado) ; informação ao O rdiná­
n. 31 deste volume; não passfveis rio, c. 1 081 ; anotação no caso de
de pena por falta de idade, c. 1 323 impedimento, c. 1 082; em especial:
n. 1 . afinidade, c. 1 092; consangüinida­
de, c. 1 091 §§ 1 .0-4.0; disparidade de
IDONEIDADE: para oficio eclesiástico culto, c. 1 086 §§ 1 .0-3.0; homicfdio, c.
· em geral, c. 1 49, 1 50; para os off­ 1 090 §§ 1 .0 e 2.0; honestidade pú­
cios de: Administrador diocesano, blica, c. 1 093 ; idade, c. 1 083 §§
c. 425 §§ 1 .0 e 2.0; Advogado, c. 1 .0 e 2.0; Impotência, c. 1 084 §§
1 483; Bispo, c. 378 §§ 1 .0 e 2.0; 1 .0-3.0; ordem sagrada, c. 1087; pa­
Chanceler, c. 483 § 2.0; Ecônomo, rentesco legal, c. 1 094; rapto, c. 1 089;
c. 494 § 1 .0; Juiz, c. 1 421 § 3.0; vinculo matrimonial, c. 1 085 §§ 1 .0
Mestre de noviços, c. 651 § 1 .0 ; e 2.0; voto, c. 1 088; processo de
Moderador d a Cúria, c . 473 § 2.0; nul idade por i mpedimento, c. 1 686.
Notário, c. 483 § 2.0; Péroco, c.
521 §§ 1 .0-3.0; Perito, c. 1 574; Pro­ IMPOTI!NCIA: i m pedimento matrimo­
curador, c. 1 483; Superior religioso, nial, c. 1 084; em caso de dúvida, c.
c. 623; Testemunha, c. 1 550 §§ 1 .0 1084 § 2.0•
e 2.0; Vigários Geral e Episcopal, c.
478 § 1 .0• IMPUGNAÇAO: da sentença, c. 1 61 9-
1 640 ; veja QUERELA, APELAÇÃO.
IGNORANCIA: da lei, c. 15 §§ 1 .0 e
2.0; nos atos jurfdicos, c. 1 26 ; d a INCARDINAÇAO: em igreja particular
natureza do matrimônio, c. 1 096 e I nstituto Religioso, c. 265-272; con­
dições, c. 269; poder do Adminis­
§§ 1 .0 e 2.0•
trador diocesano, c. 272.
IGREJA: pessoa moral, c. 1 1 3; cléri­
IN COLA: noção, c. 1 00.
gos e leigos, c. 207 § 1 . 0; consti­
tuição hierárquica, c. 330-367; uni­ INDULGI!NCIAS: noção, c. 992, 993;
versal e particular, c. 368-374; fun­ quem as pode lucrar, c. 994, 996
ções educativas, c. 794, 800, 804; §§ 1 .0 e 2.0; quem as pode conce­
veja CATEQUESE, EVANGELIZA­ der, c. 995 §§ 1 .0 e 2.0; a quem po­
ÇÃO, PALAVRA DE DEUS; templos: dem ser aplicadas, c. 994; veja n .
noção, c. 1 21 4 ; licença para cons­ 67, ANEXO, neste volume.
trui r, c. 1 21 5 ; normas para constru­
INFALIBILIDADE: do Sumo Pontifica,
ção, c. 1 21 6 ; titular, c. 1 21 8; culto,
c. 749 § 1 .0; do Colégio dos Bis­
c. 1 21 9 ; limpeza e decoro, c. 1 220;
pos, c. 749 § 2.0•
ingresso, c. 1 221 ; redução a uso
profano, c. 1 222; sepultamento, c. INFORMAÇAO: de dispensa de impe­
1 242. dimento em perigo de morte, c.
1 081 ; de matrimônio só perante as
IGUALDADE: de todos os fiéis, c. 208.
testem unhas, c. 1 1 21 § 2.0; da mor­
IMAGENS SAGRADAS: veneração, c. te do Bispo, c. 422; da eleição do
1 1 88; preciosas, c. 1 1 89. Adm i n istrador diocesano, c. 422.

IMPEQIMENTO: da Sé episcopal, c. INSTANCIA: primei ra em cada Dioce­


41 2-41 5 ; do B ispo em razão de u m a se: c. 141 9 § 1 .0 ; um tribunal para
pena, c . 41 5; para ordenação, c . mais de uma Diocese, c. 1423 § 1 .0;
1 042, 1 047 § 2.0, n . 3; para o ma­ segunda n a sede do Metropolita ou
trimônio: em geral : efeito, c. 1 073; Diocese designada, c. 1 438 n. 1 e
público e oculto, c. 1074; poder de 2; inrcio e término, c. 1 51 7 ; sus­
declarar ou estabelecer, c. 1 075 ; pensão, c. 1 51 8 n. 1 ; perempção,
dispensa, c. 1078 §§ 1 .0-3.0; c. 1 079 c. 1 520-1 522.

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INSTITUTOS: de vida consagrada: re­ INSTRUÇõES: obrigatoriedade, c. 34
lações com associações, c. 31 1 ; no­ § 1 .0; em relação às leis, c. 34
ção de vida consagrada, c. 573 § § 2.0; cessação, c. 34 § 3.0•
1 .0; c. 574, 573 § 2.0, vocação, c.
574 § 2.0; conselhos evangélicos, INTERDITO: casos em que se aplica,
c. 574-576, 598-601 , 603 § 2.0; agre­ c. 1 370 § 2.0; 1 373; 1 374; 1 378 § 2.0;
gação, c. 580; divisão, c. 581 ; fusão, 1 380; 1 390 § 1 .0 ; 1 394 § 2.0; efeito,
c. 582; mudanças, c. 583; supres­ c. 1 332.
são, c. 584, 585; autonomia de vida INTERPELAÇAO: no caso do privilé­
e regime, c. 586; clerical e laical, gio paulino, c. 1 1 44, 1 1 45.
c. 588; direito pontifício e direito
diocesano, c. 589; obediência, c. INTERPRETAÇAO: das leis, c. 1 6 §§
590 ; isenção, c. 591 ; relatório à 1 .0-3.0, normas, c. 1 7, 1 8; de privilé­
Santa Sé, c. 592 § 1 .0 ; conheci­ gio, c. 77; de d ispensa e do poder de
mento dos documentos da Santa dispensar, c. 92; do pod e r executi­
Sé, c. 59? § 2.0 ; disciplina, c. 593; vo, c. 1 38; dos conselhos evangéli­
Bispo e instituto de direito diocesa­ cos, c. 576; de juramento, c. 1 204;
no, c. 594; aprovação das constitui­ dos cânones do novo Código, c. 6
ções, e dispensa, c. 595 §§ 1 .0 e § 2.o .
2.0; poder dos Superiores, e capr­
tulos, c. 596; admissão, c. 597; fra­ INTÉRPRETE: da lei, c. 1 6 § 1 .0 ; n a
ternidade, c. 602 ; vida eremltica e confissão sacramental, c. 983 § 2.0;
anacorética, c. 603; ordem das vir­ c. 990 ; no matrimônio, c. 1 1 06.
gens, c. 604 § 1 .0 ; competência da INTERROGATóRIO: das testemunhas,
Santa Sé e dos Bispos, c. 605 ; re­ c. 1 558-1 571 .
ligiosos: noção, c. 607; doação to­
tal, c. 607 § 1 .0 ; testemunho públi­ INTERVALO: entre o acolitato e o dia­
co de Cristo, c. 607 § 3.0; casas, conato, c. 1 035 § 2.0; entre o dia­
c. 61 0-61 6 ; obediência, c. 6 1 8 ; Su­ conato e o presbiterato, c. 1 031
periores - espírito de serviço, res­ § 1 .o .
peito à pessoa, dedicação ao offcio,
INTERVENÇAO: de terceiro na causa,
c. 61 8, 61 9; Superiores maiores, c.
c. 1 596, 1 597.
620 ; província, c. 621 ; Superiores
e conselhos, c. 61 7-630 ; capítulos, INVENTARIO: dos documentos da
c. 631-633; bens temporais, c. 634- Cúria diocesana, c. 486 § 3.0•
640; noviciado, 641-653; profissão
religiosa, c. 654-658; formação dos INVESTIGAÇÃO: no processo penal,
religiosos, c. 659-661 : obrigações e c. 1 71 7-1 71 9.
direitos, c. 662-672 ; apostolado, c. IRREGULARIDADES: para receber or­
673-683; passagem para outro Insti­ dens, c. 1 041 ; para exercer ordens
tuto, c. 684-685 ; saída do I nstituto, recebidas, c. 1 044; multipl icação, c.
c. 686-693 ; demissão de membros, 1 046 ; dispensa pela Santa Sé, c. 1 047
694-704; religiosos promovidos ao §§ 1 .0-3.0; pelo O rdinário, c. 1 047
episcopado, c. 705-707; conferência § 4.0; nos casos mais urgentes, c.
dos Superiores maiores, c. 708-709 ; 1 048; o que se deve mencionar nos
seculares: noção, c. 71 0 ; conselhos ped idos de dispensa, c. 1 049 §§
evangélicos, c. 71 2 ; apostolado, c. 1 .0 e 2.0; efeito da dispensa geral ,
71 3-71 9; espiritualidade, c. 710, 719 c. 1 049 § 3.0•
§§ 1 .0-4.0 ; ad missão e prova ini­
cial, c. 721 ; formação, c. 722 §§ ISENÇAO: de I nstitutos de Vida Con­
1 .0-3.0, c. 723-724; de previdência em sagrada, c. 591 ; d e sede de Lega­
favor do clero, c. 1 274 §§ 1 .0 e 2.0, ção pontifícia, c. 366 n. 1 ; do se­
dos leigos, c. 231 § 2.0• minário, c. 262.

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JEJUM: eucarrstico, c. 9 1 9 §§ 1 .0-3.o; LEGITIMAÇAO: como se faz, c. 1 1 39;
preceito, c. 1 251 -1 253. conseqüência, c. 1 1 40.

JOVENS: formação: catequética, c. LEI: ab-rogadas pelo novo Código, c.


776, 777, n. 5; dos aspirantes ao 6 § 1 .0, n. 1 -4; instituição, c. 7 ;
diaconato permanente, c. 236 n. 1 ; promulgação, c . 8 § § 1 .0 e 2.o;
dos aspirantes ao sacerdócio, c. prazo para vigência, c. 8 § 1 .0 ;
234 § 2.0 ; c. 235 § 1 .0 ; catequese so­ e m relação a o futuro e ao pas­
bre o sentido do matrimônio, c. sado, c. 9; irritantes ou inabilitan­
1 063 n. 1 ; acesso a estudos supe­ tes, c. 1 0 ; quem é obrigado às leis
riores, c. 819; centros universitários, eclesiásticas, c. 1 1 , 13; lugares
c. 8 1 3 ; cuidados do pároco, c. 528 e pessoas, c. 12 §§ 1 .0-3.0; na
§ 1 .o. dúvida, c. 1 4; 21 ; Ignorância ou
erro, c. 1 5 §§ 1 .0 e 2.0; Interpre­
JUIZ: punições, c. 1 326; c. 1 341 -1 343; tação, c. 1 6-1 8; c. 27; falta de de­
1 346; razões dos peritos, c. 1 579 terminação expressa, c. 1 9; poste­
§§ 1 .0 e 2.0; de primeira instância, rio r e anterior, c. 20; lel civil, 22;
o Bispo diocesano, c. 1 41 9 § 1 .0 ; e costume, c. 23-28; e decretos ge­
clérigo ou leigo, c. 1 421 § § 1 .0 e rais, c. 29; e instruções, c. 34 §§
2.0; idoneidade, c. 1 421 § 3.0; veja 1 .0 e 3.0; d ispensa, c. 85-93; indis­
VIGÁRIO JUDI CIAL, TRIBUNAL. pensável , c. 86; dispensa: pelos Bis­
pos, c. 87 §§ 1 .0 e 2.0; c. 88; por ou­
.JURAMENTO: noção, c. 1 1 99 § 1 .0 ; tros clérigos, c. 89 {cf. c. 1 079,
obrigação de cumprir, c . 1 200; pro­ 1 080, 1 245) ; trabalhista, c. 1 286
missória, c. 1 201 , 1 202; suspensão, n. 1 ; nos contratos, c. 1 290.
dispensa e comutação, c. 1 203; In­
terpretação, c. 1 204; de fidelidade LEIGO: e clérigo são a Igreja, c. 207
dos Bispos à Santa Sé, c. 380 ; de § 1 .0 ; participante do exercrcio do
ter recebido o batismo, c. 876, cuidado pastoral, c. 51 7 § 2.0; co­
1 068; de ter sido crismado, c. 876, operação ao pároco, c. 51 9; pode
894; de não existência de Impedi­ ser ouvido para preenchimento de
mento matrimonial, c. 1 068; das paróquia vacante, c. 524; pode ser:
partes nos processos, c. 1 532; das membro do Conselho de negócios
testemunhas, c. 1 562 § 2.0; dos que econômicos, c. 492 § 1 .0; ecônomo,
constituem o Tribunal, c. 1 454; dos c. 494; juiz, c. 1 421 § 2.0; promotor
administradores de bens, c. 1 283, de justiça ou defensor do vínculo,
n. 1 . c. 1 435 ; auditor, c. 1 428 § 2.0; ad­
vogado ou procurador, c. 1483; em
JUSTIÇA SOCIAL: solicitude do páro­ geral, ser cooperador no exercício
co, c. 528 § 1 .0 ; obrigação dos fiéis, do poder de regime, c. 1 29 § 2.0;
c. 222 § 2.0• pode: pregar a palavra de Deus, c.
766; batizar, c. 861 § 2.0; dar a
comunhão, c. 91 0 § 2.0; fazer ex­
posição e reposição do Santíssimo
LAMPADA: diante do tabernáculo, c. sem a bênção, c. 943; ser autoriza­
940. do pela Santa Sé a assistir aos ma­
LATIM : na formação sacerdotal, c. trimônios, c. 1 1 1 2 §§ 1 .0 e 2.0;
249 ; na celebração eucarrstica, c. ensinar ciências sagradas, c. 229
928. § 3.0; obrigações e di reitos: anún­
cio da salvação, c. 225 § 1 .0 ; fer­
LEGADOS DO ROMANO PONT(FICE: mentação evangélica da ordem das
nomeação, c. 362; funções, c. 363- realidades temporais, c. 225 § 2.0;
365 ; isenção do poder de regime do construção d o povo de Deus e edu­
O rdinário, c . 366 n. 1; cessação, cação d os fil hos, c. 226; uso d a
c. 367. liberdade, c. 227; otrcios eclesiás-

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ticos e auxUios aos Pastores, c. valor da aprovação, c. 829; jornais,
228; conhecimento e ensino das opúsculos e revistas, c. 831 § 1 .0;
ciências sagradas, c. 229; leitor e edições de Institutos Religiosos, c.
acólito, c. 230; pregação, batismo 832; de contab i lidade, c. 1 284 §
e comunhão, c. 230 § 3.0; formação 2.0, n. 7.
adequada e remuneração, c. 231 ;
veja FIÉIS, ASSOCIAÇõES. LUGAR: de origem do filho, c. 1 01 §
1 .0; do batismo, c. 857 §§ 1 .0 e 2.0;
LEITOR: ministério de leigos, c. 230 da confirmação, c. 881 ; da celebra­
§ 1 .o . ção eucarrstica, c. 932, 933; para
ouvi r confissões, c. 964 §§ 1 .0-3.0; da
LIBELO: necessidade, c. 1 501 ; propõe ordenação, c. 1 01 1 § 1 .0 ; do matri­
o objeto da controvérsia, c. 1 502; mônio, c. 1 1 1 5 ; 1 1 1 8 §§ 1 .0-3�0; do
petição o ral, c. 1 503; o que deve jurzo, c. 1 468, 1 469; do interroga­
conter, c. 1 504; competente para tório das testemunhas, c. 1 558 §§
admiti r ou rejeitar, c. 1 505 § 1 .0; 1 .o-3. o .
rejeição, c. 1 505 §§ 2.0-4.0; negligên­
cia do juiz, c. 1 506.
LfNGUA: na celebração eucarrstica, c.
928; nos estudos do seminério, c. MADRINHA: de batismo, c. 873; de
249. crisma, cfr. c. 893 § 2.0•

UNHAS: de parentesco, c. 1 08, 1 09, MAGIST�RIO: infaHvel, c. 749 §§ 1 .0


1 091 , 1 092, 1 093. e 2.0; solene ou ordinário e univer­
sal, c. 750; autêntico, c. 752, 753;
LISTA: dos aptos para o episcopado, orienta a formação teológica nos
c. 377 § 2.0; de sacerdotes para seminérios, c. 252 § 1 .0•
governo da Sé impedida, c. 41 3
§ 1 .o . MAIOR: idade, c. 97 § 1 .0 ; exercrclo
dos direitos, c. 98 § 1 .0•
LITURGIA: leis l itúrgicas, c. 2; parti­
cipação dos fiéis, c. 528 § 2.0; c. MARIA: devoção: dos alunos do seml­
837 § 2.0; evitar abusos, cuidados nério, c. 246 § 3.0; dos clérigos,
do péroco, c. 528 § 2.0; meio de c. 276 § 2.0, n. 5; dos religiosos, c.
santificação, c. 834 § 1 .0 ; ação pú­ 663 § 4.0; de todos os fiéis, c. 1 1 86.
blica da Igreja, c. 837 § 1 .0; direção MATRIMôNIO: fndole e finalidade, c.
e ordenação, c. 838 §§ 1 .0 e 2.0; 1 055 § 1 .0; entre batizados é sacra­
livros litúrgicos - edição e tra­
mento, c. 1 055 § 2.0; propriedades
dução, c. 826, 838 §§ 2.0 e 3.0 ;
essenciais, c. 1 056; noção e efeito
competência dos Bispos, c. 838 §
do consentimento, c. 1 057 §§ 1 .0 e
4.0 ; obrigação de seguir fielmente
2.0; rege-se pelo di reito divino e
os livros l itúrgicos, c. 846 § 1 .0; das
pelo di reito canônico, c. 1 059; fa­
horas, c. 1 1 73-1 1 75; participação
vor do di reito, c. 1 060 ; rato ou rato
dos fiéis, c. 528 § 2.0; evitar abu­
e consumado, c. 1 061 §§ 1 . 0 e 2.0;
sos, C. 528 § 2.0•
putativo, c. 1 061 § 3.0; esponsais,
LIVROS: paroquiais, c. 535 §§ 1 .0 e c. 1 062 §§ 1 .0 e 2.0; antecedentes:
2.0; litúrgicos, c. 826, 838 §§ 2.0 e assistência aos fiéis, c. 1 063, 1 064;
3.0; c. 276 § 2.0, n. 3; da Sagrada instrução aos noivos e casais, c.
Escritura, c. 825 §§ 1 .0 e 2.0; de 1 063, n. 1 -4; confirmação, eucaris­
oração, c. 826 § 3.0; sobre fé e tia e penitência, c. 1 065 §§ 1 .0 e 2.0;
costumes, c. 823 § 1 .0 ; catecismos, evitar celebração invalidada ou iH­
c. 827 § 1 . 0; nas escolas, c. 827 cita, c. 1 066; exame dos noivos e
§§ 2.0 e 3.0; venda nas igrejas e proclamas, c. 1 067; juramento de
oratórios, c. 827 § 4.0; limites do estado desempedido e batismo em

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perigo de morte, c. 1 068; manifes­ bição, c. 1 077 §§ 1 .0 é 2.0; poder
tação de impedi mento, c. 1 069; ca­ de dispensar, c. 1 078 §§ 1 .0 e 2.0;
sos em que se exige l icença do dispensas reservadas à Santa Sé,
Ordinário, c. 1 071 § 1 .0 ; a quem c. 1 078 § 2.0, n. 1 e 2 ; indispensá­
não se pode dar a licença, c. 1 071 veis, c. 1 078 § 3.0; em perigo de
§ 2. 0; consentimento: noção c. 1 057 morte - faculdade do Ordinário do
§ 2.0, c. 1 096; produz o matrimô­ lugar, do pároco, do delegado e do
nio, c. 1 057 § 1 .0 ; incapazes, c. confessor, c. 1 079 §§ 1 .0-4.0; tudo pre-
1 095 ; conhecimento necessário, c. parado, c. 1 080; informação ao Or­
1 096 ; manifestação, c. 1 1 01 ; 1 1 04 dinário do lugar e anotação de dis­
§ 2.0; fatores que podem viciar: pensa, c. 1 081 , 1 082; em especial:
erro sobre a pessoa, qualidade ou afinidade, c. 1 092; consangüinida­
propriedades do matrimônio, c. 1 097 de, c. 1091 ; crime, c. 1 090 ; dispa­
§§ 1 .0 e 2.0, c. 1 099; condlçlo, c. ridade de culto, c. 1 086; honestida­
1 1 02 §§ 1 .0-3.0; violência ou medo, de pública, c. 1 093; idade, c. 1 083;
c. 1 1 03 (cfr. c. 1 25 §§ 1 .0 e 2.0) ; pre­ impotência, c. 1 084; o rdem, c. 1 087;
sença dos nubentes, c. 1 1 04 § 1 .0 ; parentesco legal , c. 1 094; rapto, c.
por p rocu rador, c . 1 1 05 § § 1 .o-4. o ; · 1 089; vrnculo matrimonial, c. 1 085;
por intérprete, c. 1 1 06; presunção de voto, c. 1 088; misto: proibição, c.
perseverança, c. 1 1 07; convalidação 1 1 24; condições para licença, c.
simples: renovação do consentimen­ 1 1 25 ; competente para dar a licen­
to, c. 1 1 56-1 1 60 ; d ispensa de Im­ ça, c. 1 1 25 ; modo de declaração
pedimento, c. 1 1 56 § 1 .0 ; nulidade da parte católica e informação da
por falta de forma, c. 1 1 60 ; dlasolu­ parte não católica, c. 1 1 26 ; forma,
çlo: matrimônio não consumado, c. c. 1 1 27 ; assistente católico com mi­
1 1 42 ; privilégio paulino, c. 1 1 43- nistro não católico, c. 1 1 27 § 3.0;
1 1 47; batizado que teve várias mu­ cuidados do Ordinário e outros pas­
l heres antes do batismo, c. 1 1 48; tores, c. 1 1 28; rato: c. 1 061 § 1 .0 ;
efeitos: vrnculo perpétuo e exclusi­ rato e consumado, c. 1 061 § 1 .0 ;
vo, c. 1 1 34 ; iguais deveres e direi­ dispensa de rato e n ã o consuma­
tos, c. 1 1 35; educação dos filhos, do, c. 1 697, 1 698 {veja PROCEs­
c. 1 1 36 ; legitimidade dos filhos, c. SOS) ; sanaçlo In radlce: noção, c.
c. 1 1 37; 1 1 38 § 2.0; paternidade, c. 1 1 61 § 1 .0 ; retroação, c. 1 1 61 § 2.0;
1 1 38 § 1 .0; legitimação, c. 1 1 39, se faltou consentimento, c. 1 1 62 §§
1 1 40 ; forma: condição para a vali­ 1 .0 e 2.0; matrimônios sanáveis, c.
dade - o assistente e as testemu­ 1 1 63 §§ 1. 0 e 2. 0 ; exigência de cau­
nhas, c. 1 1 08 § 1 .0 ; solicitação e sa grave, c. 1 1 64; poder de con­
manifestação do consentimento, c. ceder, c. 1 1 65 §§ 1 .0 e 2.0; secreto:
1 1 08 § · 2.0 ; competência territorial licença, c. 1 1 30 ; i m p licações, c.
e pessoal do assistente, c. 1 1 09, 1 1 31 ; 1 1 32 ; anotação, 1 1 33; separa­
1 1 1 0 ; delegação a sacerdote e Diá­ ção: com permanência do vrnculo:
conos, c. 1 1 1 1 §§ 1 .0 e 2.0; dele­ obrigação da convivência, c. 1 1 51 ;
gação a leigos, c. 1 1 1 2 §§ 1 .0 e dissolução por motivo de adultério,
2.0 ; delegação especial, c. 1 1 1 3; es­ c. 1 1 52 ; perdão, c. 1 1 52 §§ 1 .0 e 2.0;
tado livre dos contraentes, c. 1 1 1 3, causa de separação, c. 1 1 52 § 3.0;
1 1 1 4; paróquia da celebração, c. caso de convivência muito dificil,
1 1 1 5; só perante as testemunhas, c. 1 1 53 § 1. 0 ; o bem dos filhos, c.
c. 1 1 1 6; os sujeitos à forma canô­ 1 1 54; restau ração da convivência,
n ica, c. 1 1 1 7; lugar, c. 1 1 1 8 §§ 1 .0- c. 1 1 53 § 2.0, C. 1 1 55.
3.0; rito, c. 1 1 19, 1 1 20 ; anotação, c.
1 1 21-1 1 23; impedimentos em geral: MEDO: n os atos ju rrdicos, c. 1 25 §
efeito dos di rimentes, c. 1073; p(J­ 2.0; no matrimônio, c. 1 1 03; no voto,
blico, c. 1 074; competência para es­ c. 1 1 91 § 3.0; nos delitos, c. 1 323,
tabelecer, c. 1 075 §§ 1 .0 e 2.0; prol· n. 4; na rem issão de pena, c. 1 360.

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MENOR: idade, c. 97 § 1.0; criança e fiéis, c. 899 §§ 1.0 e 2.0; pelo povo,
uso da razão, c. 97 § 2.0; uso dos c. 388 §§ 1.0-4.0 (Bispo diocesano),
direitos, c. 98 § 2.0; consentimento c. 429 (Administrador diocesano), c.
dos pais para o matrimônio, c. 1071 534 §§ 1.0 3 .0 (pãroco), c. 540 § 1.0
-

§ 1.0, n. 6; jejum e abstinência, (Administrador paroquial); participa­


c. 1252. ção nos domingos e outros dias de
festa, c. 1247, 1248; veja EUCARIS­
M!S: noção, c. 202 §§ 1.0 e 2.0•
TIA, ESPóRTULA.
MESTRE DE NOVIÇOS: direção dos MISSõES: dever da Igreja toda, c. 781;
noviços, c. 650 §§ 1.0 e 2.0; condi­ direção suprema, c. 782 §§ 1.0 e
ções para o cargo, c. 651 §§ 1.0
2.0; participação dos Institutos de
e 3.0; colaboradores, c. 651 § 2.0;
Vida Consagrada, c. 783; os missio­
atribuições, c. 652 §§ 1.0 e 2.0; co­
nários, c. 784; 787; catequistas, c.
laboração dos noviços, c. 652 § 3.0; 785 §§ 1.0 e 2.0; atividades, c. 786;
não confessor dos noviços, c. 985. pré-catecumenato e catecumento, c.
788 §§ 1.0-3.0; neófitos, c. 789; com­
METROPOLITA: no impedimento do
petência do Bispo, c. 790 §§ 1.0 e
·Bispo em razão de uma pena, c.
2.0; promoções, c. 791, 792.
415; nomeação de Administrador
diocesano, c. 421 § 2.0; autoridade MODERADOR: da cúria diocesana: no­
na provincia eclesiástica, c. 432 § meação e função, c. 473 § 2.0; po­
1.0; c. 435; competências nas dio­ de ser o Vigãrio Geral, c. 473 § 3.0;
ceses sufragãneas, c. 436 §§ 1.0-3.0; supremo: de Instituto Religioso -

petição do pãlio, e uso, c. 437 §§ extensão do poder, c. 622; 624; elei­


1.0-3.0; competências quanto ao Con­ ção, c. 625 §§ 1.0 e 2.0; c. 631 §
cilio provincial, c. 442 §§ 1.0 e 2.0; 1.0; indulto de exclaustração, c. 686
dissolução do Conselho presbiteral §§ 1.0 e 3.0; indulto de salda do
nas dioceses sufragãneas, c. 501 Instituto, c. 688 § 2 .0; demissão, c.
§ 3.o. 698; 699 § 1 .0; readmissão de quem
MINISTÉRIO: de leitor e acólito, c. saiu legitimamente, c. 690 § 1.0;
ereção, transferência e supressão
230 § 1.0; c. 910 § 2.0; 943; da pa­
lavra de Deus: missão da Hierarquia do noviciado, c. 647 § 1.0; novicia­
e dos leigos, c. 756-759; fontes, c. do noutra casa, c. 647 § 2.0; pas­
760; meios, c. 761; pregação, c. sagem para outro Instituto, c. 684
762-772; formação catequética, c. § 1.0; de Instituto Secular - indulto
773-780; veja CATEQUESE, PRE­ de salda: incorporação temporária,
GAÇÃO. c. 726 § 2.0; incorporação perpétua,
c. 727 § 1.0; de Sociedade de Vida
MINISTRO: do batismo, c. 861-862; da Apostólica: indulto de saída, c. 743;
confirmação, c. 882-888; da euca­ passagem para outra Sociedade, c.
ristia, c. 900-911; da sagrada comu­ 744 § 1.0; indulto de viver fora da
nhão, c. 910, 911; da penitência, Sociedade, c. 745.
c. 965-986; da unção dos enfermos,
c. 1003; da ordenação, c. 1012; da MONJAS: organização de vida, c. 614;
consagração episcopal, c. 1013, confessor, c. 630 § 3.0; clausura pa­
1014, 1382; da exposição do San­ pal, c. 667 § 3.0; exclaustração, c.
tíssimo e bênção, c. 943; dos sa­ 686 § 2.0•
cramentais em geral, c. 1168; das
MORTE: registro, c. 535 § 1.0; do Su­
consagrações, c. 1169 § 1.0; das
mo Pontrfice: nada se modifique, c.
bênçãos, c. 1169 §§ 1.0 e 2.0; dos
exorcismos, c. 1172 §§ 1.0 e 2.0• 335; suspende-se Concílio Ecumêni­
co, c. 340; do Bispo, informação à
MISSA: ação do próprio Cristo, c. 899 Santa Sé, c. 422; nada se modifi­
§ 1.0; participação de todos os que; c. 428; interrompe-se o srnodo

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diocesano, c. 468 § 2.0; presumida § 1 .0; dos ju(zes, c. 1 421 § 1 .0; de
(processo), c. 1 707 §§ 1 .0-3.0• auditor, c. 1 428; de relator, c. 1 429;
do Promotor de Justiça e do Defen­
MOSTEIROS - MONGES: c. 6 1 3-61 5, sor do Vínculo, c. 1 435; de advoga­
620, 624, 625, 638, 699. do e procurador, c. 1 481 §§ 1 .0-3.0; c.
1 482 §§ 1 .0-3.0; dos peritos, c. 1 575.
MOTIVOS: da sentença, c. 1 61 1 , n. 3.
NOTARIO : valor jurldico da assin a­
MUDANÇA: nos Institutos de Vida Con­
tura, c. 483 § 1 .0 ; q ualidades, c.
sagrada, c. 583; nas paróquias, c.
483 § 2.0; deveres, c. 484; remo­
51 5 § 2.0; proibida na vacância da
ção, c. 485; nos processos, c. 1 437
Sé, c. 428, 435; nas atividades apos­
§§ 1 .0 e 2.0; c. 1 567; 1 568.
tól icas de casa religiosa, c. 61 2 ; no
Cabido dos cônegos, c. 504. NOVICIADO: admissão, c. 641 -645;
competência para admitir, c. 641 ;
MULHERES: domicilio próprio, c. 1 04;
exigências para admissão, c. 642;
madrinha de batismo e de confir­
condições para val idade, c. 643 §§
mação para ambos os sexos, c. 873,
1 .0 e 2.0; clérigos, c. 644; documen­
893 § 2.0; impedimento de idade,
tos e informações, c. 645 §§ 1 . o-4.o ;
c. 1 083 § 1 .0 ; veja LEIGOS.
inicia a vida no Instituto, c. 646·; fi­
nalidade, c. 646; ereção, transferên­
cia e supressão, c. 647 § 1 .0; casa
designada (validade}, c. 647 § 2.0;
NATAL: dia de festa, c. 1 246 § 1 .0 ;
du ração, c. 648 §§ 1 .0-3.0; c. 649 §
espórtulas d e missas, c . 951 § 1 .0•
2.0; ausência da casa, c. 649 § 1 .0 ;
NEóFITO: formação, c. 789; l ugar de formação, c. 652 § § 1 .0-5.0; abandono
origem, c. 101 § 1 .0 ; impedido de e dem issão, c. 653 § 1 .0; após a
receber ordem, c. 1 042 n. 3. conclusão, c. 653 § 2.0; veja M ES­
TRE DE NOVIÇOS.
NOIVOS: preparação para o casamen­
to, c. 1 063-1066; exame, c. 1 067. NULIDADE: de atos jurídicos, c. 1 25,
1 27 § 1 .0, n. 1 e 2; do noviciado, c.
NOMEAÇAO: de cardeais, c. 351 §§ 643 §§ 1 .0 e 2.0; c. 647 § 2.0; c.
1 .0 e 2.0; de Bispos, c. 377 § 1 .0 ; 648 § 1 .0; da profissão religiosa, c.
de Administrador diocesano, c. 421 656, n . 1 -5 ; da prova inicial nos
§ 2. 0; dos que exercem ofrcio na Institutos Seculares, c. 721 §§ 1 .o
cúria diocesana, c. 470; do modera­ e 2.0; admissão às Sociedades de
dor da cúria, c. 473 §§ 2.0 e 3.0; Vida Consagrada, c. 735 § 2.0 ; d a
do Vigário Geral e Vigário Episco­ absolvição, c. 977 (cfr. c. 966-968) ; da
pal, c. 477 § 1 .0 ; de Vigário Geral, ordenação (cfr. c. 1 024) ; processo, c.
para o Bispo coadjutor, c. 406 § 1 708-1 712; do matrimônio, veja CON­
1 .0 ; de Vigário Geral ou Vigário SENTIM ENTO, FORMA, I MPEDIM EN­
Episcopal, para o B ispo auxiliar, c. TO, MATRIMÔNIO processo), c.
406 §§ 1 .0 e 2.0; do conselho de 1 671 -1 688; SENTENÇA.
negócios econômicos, c. 492 § 1 .0 ;
d o ecônomo, c. 494 § 1 .0; d e alguns NúPCIAS: novas: depois de duas sen­
membros do conselho presbiteral, c. tenças de nulidade, c. 1 684 § 1 .o;
497 . n. 3 ; dos consultores, c. 502 depois de uma sentença, c. 1 686.
§ 1 .0 ; de cônegos, c. 509 § 1 .0 ;
do pároco, c . 522 ; 525 n . 2 ; de
administrador paroqu ial, c. 539; de
Vigário paroquial, c. 545 § 1 .0 ; de Vi­ OBEDiêNCIA: dos fiéis aos Pastores,
gário forãneo, c. 553 § 2.0; de rei­ c. 21 2 § 1 .0 ; dos clérigos, c. 273;
tor de igreja, c. 557; de capelão, nos Institutos de Vida Consagrada,
c. 565; do Vigário j udicial, c. 1 420 c. 601 ; ao Sumo Pontífice, c. 590

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§ 2.0 ; dos religiosos: ao Bispo, c. 1 01 4, 1 382; c. 1 01.5-1 01 7; dimissórias,
678 § 1 .0, c. 681 § 1 .0; aos Supe­ 1 0 1 9-1 023; ordenandos: capacidade,
riores, c. 61 8; dos Institutos Secula­ c. 1 024; requisitos para liceidade,
res ao Bispo, c. 71 5 §§ 1 .0 e 2.0; c. 1 025 ; a serviço de outra Diocese,
obrigação não passível de prescri­ c. 1 025 § 3.0 ; l iberdade, c. 1 026;
ção, c. 1 99 n. 7; ao reitor do se­ preparação, c. 1 027, 232-264; ins­
minário, c. 260. trução c. 1 028; 1 029; reta intenção,
c. 1 029; proibição de acesso ao
OBRIGAÇÕES: dos clérigos, 273-289 ; presbiterato, c. 1 030; idade, c. 1 031
de todos os fiéis, c. 208-223, c. 754; §§ 1 .0-4.0; curso filosófico-teológico,
dos leigos, c. 224-231 ; dos religio­ para o diaconato, c. 1 032 § 1 .0 ; in­
sos, c. 662-672; dos otrcios, c. 1 45 tervalo e estágio antes do presbi­
§ 2.o. terato, c. 1 031 § 1 .0, c. 1 032 § 2.0;
formação para o diaconato perma­
OFICIAL: nomeação, c. 1 420 § 1 .0 ; ve­
nente, c. 236, 1 032 § 3.0 ; ordena­
ja VIGÁRIO JUDICIAL.
ção : antecedentes: crisma, c.
OFICIO: eclesiástico: noção, c. 1 45 § 1 033; admissão, c. 1 034 §§ 1 .0 e 2.0;
1 .0; obrigações e di reitos, c. 1 45 ministérios anteriores à promoção,
§ 2.0 ; provisão: normas gerais, c. c. 1 035 §§ 1 .0 e 2.0 ; declaração de
1 46-1 56; livre colação, c. 1 57; apre­ livre e espontânea vontade, c. 1 036;
sentação, c. 1 58-1 63 ; eleição, c. celibato, c. 1 037; Diácono que re­
1 64-1 79; postulação, c. 1 80-1 83; per­ solve não ser presbítero, c. 1 038;
da: normas gerais, c. 1 84-1 86; re­ exercícios espirituais; c. 1 039; irre­
n úncia, c. 1 87-1 89 ; transferência, c. gularidades e outros impedimentos:
1 90, 1 91 ; destituição, c. 1 92-1 95; i rregulares para receber ordens,
privação, c. 1 96. c. 1 041 ; irregulares para exercer or­
dens recebidas, c. 1 044 § 1 .0; im­
óLEO: de oliveira ou de outras plan­ pedidos de receber ordens, c. 1 042;
tas, nos sacramentos, c. 847 § 1 .0; impedidos de exercer ordens, c.
pedido e guarda, c. 847 § 2.0; na 1 044 § 2.0; ignorância e multipl ica­
confirmação; c. 880 §§ 1 .0 e. 2.o ; ção de irregu laridades ou impedi­
na unção dos enfermos, c. 999. mentos, c. 1 045, 1 046; dispensa,
1 047-1049; documentos e escrutí­
ôNUS: de missas, c. 1 308; de provar, nio: documentos exigidos, c. 1 050,
c. 1 526 § 1 .0 ; redução de ônus de 1 052; escrutínio sobre as q ual ida­
fundação e de missas, c. 1 31 0 §§ des do ordenando, c. 1 051 ; anota­
2.0 e 3.0• ção e certificado, c. 1 053, 1 054.
ORAÇAO: no seminário, c. 246 § 3.0; ORDINARIO: noção, c. 1 34 §§ 1 .0-3.o,
dos clérigos, c. 276 § 2.0, n . 3, 5 ; dispensa de leis na dúvida de fato,
dos rel igiosos, c . 663 §§ 3.0 e 4.0; c. 1 4; dispensa de leis disciplina­
meio de santificação, c. 839 §§ 1 .0 res universais ou particulares, c.
e 2.0 ; em família, c. 528 § 2.0• 87 § 2.0; dispensa de leis dioce­
sanas, c. 88; O rdinário p róprio e
ORATóRIO: noção, c. 1 223; licença,
domicílio, c. 1 07 § 1 .0 ; dos vagos,
c. 1 224 §§ 1 .0 e 2.0; uso profano,
c. 1 07 § 2.0; obediência dos clé­
c. 1 224 § 2.0; celebrações, c. 1 225;
rigos, c. 273; e das associações de
particular, c. 1 227-1229..
fiéis, c. 325 § 2.0 ; permissão ao
ORDEM: terceira, c. 303; das cogni­ pároco para residir fora da casa
ções (processos}, c. 1 458-1464; das paroquial , c. 533 § 1 .0 ; informado
virgens, c. 604 § 1 .0; Sacramento: pelo pároco que se ausenta da pa­
noção, c. 1 008; 1 009 § 1 .0 ; rito, c. róquia por mais de uma semana, c.
1 009 § 2.0; tem po, c. 1 01 0 ; lugar, 533 § 2.0; permissão para o vigário
c. 1 0 1 1 § 1 .0; ministro, 1 01 2, 1 0 1 3, paroquial residir fora da paróquia,

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c. 550 § 1 .0; vida comu m entre o ritual à parte católica e filhos de
pároco e os vigários, c. 550 § 2.0; matrimônio misto, c. 1 1 28i advertên­
isenção dos I nstitutos de Vida Con­ cia a quem está em ocasião próxi­
sagrada, c. 591 ; p restação de con­ ma de cometer delito, c. 1 339 §
tas dos mosteiros sul luris, c. 637; 1 .0; advertência ao réu absolvido,
restrição e faculdade do reitor da c. 1 348; solicitude em favor do clé­
igreja para pregação, c. 764; pre­ rigo demitido do estado clerical, c.
paração de catequistas, c. 780 ; re­ 1 350 § 2.0; remissão de pena, c.
cebe a profissão de fé, c. 833, n. 1 355, 1 356; quanto aos delitos e
6, 7; orações e exercrcios confor­ penas contra autoridades eclesiásti­
mes com as normas da Igreja, c. cas, c. 1 371 , 1 373 ; investigação
839 § 2.0; destino de espórtulas de prévia no processo penal, c. 1 71 7
missas, sendo várias no mesmo dia, § 1 .0, c . 1 71 8, 1 71 9 ; na evolução
c. 951 § 1. 0; faculdades quanto ao do processo penal, c. 1 720-1722; ex­
sacramento da penitência, c. 967 claustração de religioso clérigo, c.
§ 2.0; 968 § 1 .0; 969 § 1 .0 ; 971 ; 686 § 1 .0•
974 §§ 1 .0-3.0; dispensa de irregulari­
dades e impedimentos (ordenação), OSTENSóRIO: para exposição do San­
c. 1 047 § 4.0; proibição de matri­ tíssimo, c. 941 § 1 .0•
mônio, c. 1 077 § 1 .0 ; dispensa de
imped imentos matrimoniais, c. 1 078
§ 1 .0 ; c. 1 079; 1 080 ; deve ser in­
formado de dispensa concedida pe­ PADRINHOS: de batismo: responsabi­
lo pároco, sacerdote ou Diácono, lidade, c. 872; padrinho ou madri­
c. 1 081 ; licença para matrimônio nha, ou padrinho e madrinha, c.
misto, c. 1 1 25; atribuições sobre 873; condições, c. 874 §§ 1 .0 e 2.o;
matrimônio secreto, c. 1 1 30-1 1 32 ; de crisma: dever, c. 892 ; condições,
normas e dispensa da interpelação c. 893 § 1 .0 ; convém ser o mesmo
(privilégio paulino), c. 1 1 44 § 2.o, de batismo, c. 893 § 2.0•
c. 1 1 45 § 1 .0 ; exéquias de crianças
PAIS: responsáveis pelos filhos me­
e de batizados não catól icos, c.
nores, c. 98 § 2.0; educação dos
1 1 83 §§ 2.0 e 3.0; d ispensa de
votos particulares, c. 1 1 96 n. 1, 3 ; filhos, c. 226 § 2.0; c. 793 § 1 .0 ;
preparação d o s filhos para a p ri­
uso profano d e lugar sagrado, c.
1 21 0, 1 21 2; licença para oratório, meira comunhão, c. 9 1 4 ; coopera­
c. 1 223, 1 224, 1 226; celebrações ção com os professores, c. 796 §
2.0; liberdade na escolha das esco­
em oratórios, c. 1 225 ; admin istra­
ção dos bens, c. 1 276 §§ 1 .o e 2.o; las, c. 797; preferência por escola
1 279 ; c. 1 281 § 1 .0 c. 1 283 n. 1 ; em que se cuide da educação ca­
tólica, c. 798; batismo dos filhos,
1 287 § 1 . 0; executor de vontades
pias, c. 1 301 §§ 1 .0-3.0; di minuição d e c. 867 § 1 .0 ; matrimônio de fi lho
ônus de fundações, c . 131 0 § 2.o; menor, c . 1 071 § 1 .0, n. 6 ; adoti­
nomeação d e professor de religião, vos, c. 1 1 0.
c. 805; aprovação de l ivros, c. 824 PALAVRA DE DEUS: auxUio dos Pas­
§ 1 .0 ; c. 826 §§ 2.0 e 3.0 ; c. 827 tores aos fiéis, c. 213; missão da
§§ 1 .0 e 3.0; c. 830 §§ 1 .0 e 3.o; Igreja u n iversal e d a Igreja parti­
exercrcio das ordens pelos que so­ cular, c. 756 §§ 1 .0 e 2.0; obriga­
frem de doenças psrqulcas, c. 1 044 ção dos presbrteros, c. 757; teste­
§ 2.0, n. 2; anotação de d ispensa munho d os I nstitutos de Vida Con­
de forma, c. 1 1 21 § 3.0; deve ser sagrada, e dos leigos, c. 758, 759;
informado do matrimônio só perante fontes, c. 760 ; meios, c . 761 ; veja
as testemunhas, c. 1 1 21 §§ 2.0 e 3.o; CATEQU ESE, PREGAÇÃO.
dispensa da forma nos matrimônios
mistos, c. 1 1 27 § 2.0; auxmo espi- PALIO: petição e uso, c. 437 §§ 1 .0-3.0•

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PAO: na celebraçAo da Eucaristia, c. § 2.0; personalidade jurrdica, c. 5 1 5
924 §§ 1 .0 e 2.0; c. 925; 926; 927. § 3.0; cu idado sol idário, c. 51 7
§ 1 .0; participação de Diácono e lei­
PARAMENTOS: exigidos para a Mis­ gos, c. 5 1 7 § 2.0; livros paroquiais,
sa, c. 929. c. 535 §§ 1 .0 e 2.0; selo, c. 535
PARENTESCO: legal : como se gera, § 3.0; arquivo, c. 535 §§ 4.0 e 5.0;
c. 1 1 0 ; impedimento matrimonial, c. conselho pastoral, c. 536 §§ 1 .0 e
1 094; veja AFIN IDADE, CONSAN­ 2.0; consel ho de negócios econô­
GÜINIDADE. micos, c. 537; impedimento e va­
cância c. 539 (veja ADM INISTRA­
PÁROCO: pastor da paróquia, sob a
DOR PAROQUIAL, VIGÁRIOS PA­
autoridade do Bispo, c. 519; como
ROQUIAIS) ; administração sol idária,
pessoa jurídica pode assumir paró­
c. 542-544.
quia, c. 520 §§ 1 .0 e 2.0; deve ser
presbítero, c. 521 § 1 .0 ; qual idades PARTES: nos juízos em geral: deman­
e idoneidade, c. 521 §§ 2.0 e 3.0; dada deve responder, c. 1 476 ; re­
c. 524; estabilidade, c. 522; nomea­ convenção, c. 1 494 § 1 .0 ; no juízo
ção, c. 523, 525 n. 2; consulta a contencioso: assinatura do libelo pe­
presbrteros e leigos, c. 524; de uma lo autor, c. 1 504 n. 3; compareci­
ou mais paróquias, c. 526 § 1 .0 ; mento sem citação, c. 1 507 § 3.0;
um s ó na mesma paróquia, c. 526 morte de uma parte l itigante, c.
§ 2.0 ; posse, c. 527 §§ 1 .0-3.0; ativida­ 1 51 8; renúncia à instância, c. 1 524;
des pastorais e litúrgicas, c. 528 recusa de se apresentar ao juiz,
§§ 1 .0 e 2.0 ; c. 529 §§ 1 .0 e 2.0 ; c. 1 528; interrogatório, c. 1 530,
funções especiais, c. 530 n. 1 -7 ; 1 533, 1 534 ; interrogatório das tes­
c. 777; representante da paróquia, temunhas, c. 1 559 ; ausência, c.
c. 532; residência, c. 533 § 1 .0 ; 1 592, 1 595 §§ 1 .0 e 2.0; apelação, c.
férias, c. 533 § 2 . 0 ; ausência por 1 628, 1 632 § 2.0; c. 1 634 § 2.0; c.
mais de uma semana, c. 533 §§ 2.0 1 637 §§ 1 .0-3.0; despesas, c. 1 649
e 3.0; missa pelo povo, c. 534 §§ 1 .0- § 1 . 0, n. 1 ; no processo contencio­
3.0; cessação do ofício, c. 538 §§ so oral: citação, c. 1 661 §§ 1 .0 e
1 .0-3.0; formação catequética, com 2.0; interrogatório, c. 1 663 § 2.0;
cooperação de clérigos, religiosos respostas, c. 1 664; nos processos
e leigos, c. 776; profissão de fé, matr;moniais: os cônjuges, c. 1 674
c. 833 n. 6; anotação do batis­
n. 1 ; interrogatório das testemu­
mo, c. 877 §§ 1 .0-3.0; viático,
nhas, c. 1 678 §§ 1 .0 e 2.0 ; no pro­
c. 530 n. 3; c. 91 1 § 1 .0 ; anotação
cesso documental, c. 1 686; nas cau­
de espórtulas de missas, c. 958
sas de separação, c. 1 693 § 1 .0 ; no
§ 1 .0 ; ouve confissões em razão do
ofício, c. 968 § 1. 0; deve ser infor­ processo para dispensa do matri­
mado de impedimento matrimonial, mônio rato e não consumado -
c. 1 069 ; 1 070; dispensa de impedi­ os cônjuges, c. 1 697.
mentos matrimoniais, c. 1 079 § 2.0, PARTICIPAÇAO: na Eucaristia: direito
c. 1 080 ; competência para assistir dos batizados, c. 91 2 ; crianças, c.
aos matri mônios e delegar a facul­ 91 3 §§ 1 .0 e 2.0; dever dos pais, c.
dade, c. 1 1 08 § 1 .0, c. 1 1 1 1 § 1 .0 ; 914; os que não podem ser admiti­
dispensa d e votos particulares, c. dos, c. 91 5 ; necessidade de confis­
1 1 96 n. 1 ; dispensa de juramento são sacramental, c. 9 1 6 ; mais de
promissória, c. 1 203; dispensa da uma vez no mesmo dia, c. 91 7; co­
obrigação de guardar dia de festa munhão na celebração eucarística,
ou de penitência, c. 1 245. c. 918; jejum eucarístico, c. 9 1 9
PARóQUIA: aspectos pessoal e terri­ § § 1 .0 e 3.0; preceito da comunhão
torial, c. 51 5 § 1 .0, c. 5 1 8 ; ereção, no tempo pascal, c. 920 ; viático, c.
supressão e modificação, c. 5 1 5 921 , 922 ; rito, 923; na celebração,

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c. 899 § 3.0; nos partidos poHticos 1 346; advertência, contumácia, c.
e direção de sindicatos, c. 287 § 2.0. 1 347 §§ 1 .0 e 2.0; medidas após a
absolvição, c. 1 348; caso de pena
PARTIDOS POLITICOS: participação
indeterminada, c. 1 349; honesto sus­
p roibida aos clérigos, c. 287 § 2.0; tento do clérigo pun ido, c. 1 350 ; ca­
d i reção de partidos e moderadores ráter territorial, c. 1 351 ; suspensão
de associações, c. 31 7 § 4.0. das penas, c. 1 352; efeito suspen­
PASTORES: relacionamento com os sivo da apelação, c. 1 353; cessa­
fiéis, c. 21 2, 2 1 3 ; Bispos, c. 375 ção: poder de remitir, c. 1 354 §§ 1 .0-
§ 1 .0 ; párocos, c. 5 1 9. 3.0 ; c. 1 355-1 357; abandono da con­
tumácia, c. 1 358 § 1 .0 ; várias pe­
PATRIARCA: prerrogativa de honra, c. nas, c. 1 359; remissão extorquida,
438. c. 1 360 ; normas especiais da re­
missão, c. 1 361 ; extinção de ação
PATROC(NIO: gratuito, c. 1 649 § 1 .0, criminal, c. 1 362, 1 363; para cada
n. 3. delito: veja EXCOM U NHÃO, INTER­
DITO, PRIVAÇÃO, SUSPENSÃO, n.
PATRONOS: nos tribunais, c. 1 490. 78 deste volume; delitos passfveis
de "justa pena": c. 1 365-1366, 1 368,
PEDRA: matéria de altar, c. 1 236 § 1 . 0. 1 369, 1 370 § 3.0 - 1 377, 1 379, 1 381 ,
1 384-1 386, 1 388 § 2.0 - 1 391 , 1 393,
PENAS: em geral: direito de i nflingir, 1 395 § 2.0 - 1 396, 1 399.
c. 1 31 1 ; divisão, c. 1 3 1 2 ; 1 31 4;
competência do poder legislativo, c. PENIT!NCIA: d ias de penitência, c.
1 31 5 § 1 .0; lei particular e lei uni­ 1 249-1 253; jejum e abstinência, c.
versal, c. 1 31 5 § 3.0; uniformidade, 1 251-1 253; sacramento: noção, c.
c. 1 31 6; medida, c. 1 31 7 ; limites do 959; confissão individual e rntegra,
poder, c. 1 31 8; poder de regime, c. 960 ; absolvição coletiva sem pré­
c. 1 31 9; punição de religiosos pelo via confissão individual, c. 961-963;
O rdinário; c. 1 320 ; violação exter­ lugar para ouvi r confissões, c. 964;
na da lei, c. 1 321 §§ 1 .0-3.0; os que confessionário, c. 964 §§ 2.0 e 3.0;
não têm habitualmente uso da ra­ ministro: sacerdote, c. 965; poder
zão, c. 1 322; isentos de pena, c. de ordem e faculdade, c. 966 §§ 1 .0
1 323 n. 1 -7 ; m itigação ou substitui­ e 2.0; faculdade pelo próprio di reito
ção, c. 1 324 §§ 1 .0-3.0; competência e por concessão, c. 967 §§ 1 .0-3.0;
do juiz para penas m ais g raves que em vi rtude do ofício, c. 968 §§ 1 .0 e
as estabelecidas na lei, c. 1 326; 2.0; competentes para conceder a
circunstâncias escusantes, atenuan-
faculdade, c. 969 §§ 1 .0 e 2.0; idonei­
1es ou ag ravantes na lei particular,
dade, c. 970 ; faculdade a presbf­
c. 1 327; delito não consumado, c.
teros n ão d iocesanos, c. 971 ; tem­
1 328; cumplicidade, c. 1 329; mani­
festações de vontade ou conheci­ po, c. 972; por escrito, c. 973; re­
mento, c. 1 330 ; efeitos: da excomu­ vogação da faculdade, c. 974 §§ 1 .0-
nhão, c. 1 331 ; da interdição, c. 4.0; cessação, c. 975 ; em perigo de
1 332; da suspensão, c. 1 333, 1 334; morte, c. 976; c. 986 § 2.0; absolvição
suspensão da suspensão, c. 1 335; de cúm plice, c. 977 ; confessor, juiz
expiatórias, c. 1 336-1 338; remédios e médico, c. 978 § 1 .0 ; fidelidade
penais, c. 1 339-1340 ; apl i cação: pro­ à doutrina e às normas, c. 978 §
cedi mento jud icial ou administrati­ 2.0; perguntas, c. 979; obrigação de
vo, c. 1 341 ; decreto extrajudicial, absolver, c. 980; satisfação, c. 981 ;
1 342; consciência e prudência do confissão de denúncia falsa, c. 982;
juiz, c. 1 343; 1 344; circunstâncias sigilo, c. 983, 984; c. 1 388; mestre
especiais atenuantes ou escusantes, de noviços e reitor do seminário
.c. 1 345 ; acumulação de penas, c. não ouçam confissões dos alunos,

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c. 985; obrigação do·s que têm cura 1 .0-2.0; constituição, finalidades e
de almas, c. 986 § 1 .0 ; penitente: condições, c. 1 1 4 §§ 1 .0;.3.0; universa­
d ispo'sições, c. 987; confissão de lidade de pessoas ou de coisas, c.
pecados g raves e de pecados ve­ 1 1 5-1 1 7; representação, c. 1 1 8; atos
n iais, c. 988 §§ 1 .0 e 2.0; preceito colegiais, c. 1 1 9, n. 1 -3; eleições,
da confissão anual, c. 989; confis­ c. 1 1 9 n. 1 ; perpetuidade e extin­
são por rrieio de intérprete, c. 990; ção, c. 1 20 §§ 1 .0 e 2.0; fusão e di­
liberdade de escolher confessor, c. visão, c. 1 21 , 1 22 ; destino dos bens
991 ; obras de penitência, c. 839 no caso de extinção, c. 1 23.
§ 1 .o.
PiXIDE: conservação das hóstias con­
P ERDA: de privilégio, c. 78 § 3.0, c. sagradas, c. 939 ; exposição do San­
79, 80, 83, 84; do estado clerical, tíssimo, c. 941 .
c. 290-293, 1 31 7, 1 364 § 2.0, c.
POBRES: não sejam privados dos sa­
1 367; 1 394 § 1 .0, c. 1 395 §§ 1 .0 e
cramentos por causa de sua pobre­
2.0; de ofício eclesiástico, c. 1 84-
za, c. 848; deles não se exija es­
1 86; do cargo de Bispo d iocesano,
pórtula de missa, c. 945 § 2.0; fa­
c. 401 , 402, 41 6 ; do cargo de páro­
co, c. 538 §§ 1 .0�3.0; c. 1 740-1747; vorecidos com o gratuito patrocr­
.1 748-1 752; veja RENúNCIA, TRANS­ nio, c. 1 649 § 1 .0, n. 3; solicitude
do pároco, c. 529 §_ 1 .0•
FER�NCIA, REMOÇÃO, PRIVAÇÃO.
POBREZA: exemplo de Cristo, c. 600 ;
PEREGRINO: noção, c. 1 00 ; leis a que
nos I nstitutos de Vida Consagrada:
não está obrigado, c. 13 § 2.0,
dependência e limitação no uso e
n. 1, 2.
disposição dos bens, c. 600 ; nos
PEREMPÇAO: prazo, c. 1 520: decla­ Institutos Rel igiosos: aquisição de
ração, c. 1 521 ; efeito, c. 1 522; des­ bens por própria indústria, pensão,
pesas feitas, c. 1 523. subvenção ou seguro, c. 668 § 3.0;
renúncia plena aos bens, c. 668
PERITOS: quando se requer que in­ §§ 4.0 e 5.0 ; cessão da administra­
tervenham, c. 1 574; nomeação, c. ção dos bens, antes da primeira
1 575; exclusão e rejeição, c. 1 576; profissão, c. 668 §§ 1 .0 e 2.0; po­
funções, c. 1 577 §§ 1 .0-3.0; laudo e breza coletiva, c. 634 § 2.0; c. 635
explicações, c. 1 578 §§ 1 .0-3.0 ; res­ § 2.0; c. 640.
postas por escrito, c. 1 664; con­
clusões, c. 1 579 §§ 1 .0 e 2.0; di­ PODER: de regi me: q uem é capaz, c.
reito a pagamento, c. 1 580 ; parti­ 1 29 § 1 .0 ; cooperação dos leigos,
culares, designados pelas partes, c. c. 1 29 § 2.0; foro externo e interno,
1 581 §§ 1 .0 e 2.0• c. 1 30 ; ordi nário e delegado, c. 1 31 -
1 33; a quem cabe o nome d e O rd i­
PESSOA: física: na Igreja, a partir do nário, c. 1 34 §§ 1 .0 e 2.0; legislati­
batismo, c. 96 ; maior e menor, c. vo, executivo e judiciário, c. 1 35
97 §§ 1 .0 e 2.0; c. 98 §§ 1 .0 e 2.0; §§ 1 .0-4.0; fora do território, c. 1 36;
sem o uso da razão, c. 99; ádvena, delegação e subdelegaç.ão, c. 1 37
peregrino e vago, c. 1 00 ; lugar de §§ 1 .0-4.0; interpretação, c. 1 38; infe­
o rigem do· filho, c. 1 01 §§ 1 .0 e 2.0; riores e su periores, c. 1 39; delega­
domicrlio e quase-domicílio (aquisi­ ção a várias pessoas para o mes­
ção e perda), c. 1 02-1 06; aquisição mo negócio, c. 1 40 §§ 1 .0-3.0; c. 1 41 ;
de pároco ou O rdinário p róprio, c. extinção de poder delegado, c. 1 42
1 07 §§ 1. 0-3.0; parentescos, c. 1 08- §§ 1 .0 e 2.0; extinção e suspensão
1 1 0 ; adscrição a determinada Igreja do poder ordinário, c. 1 43 §§ 1 .0
pelo batismo, c. 1 1 1 , 1 1 2 ; jurídica: e 2.0; suprimento nos casos de er­
Igreja católica, Sé Apostólica e ou­ ro comum e dúvida, c. 1 44 ; de d is­
tras pessoas juddicas, c. 1 1 3 §§ pensar, veja DISPENSA.

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PONT(FICE ROMANO: Bispo da Igre­ POVO DE DEUS: os fiéis, c. 204 § 1 .0;
ja de Roma, cabeça do Colégio dos governo, c. 204 § 2.0; plena comu­
Bispos, VIgário de Cristo, Pastor da nhão com a Igreja católica, c. 205;
Igreja Universal, c. 331 , 333 § 2.0, os catecúmenos, c. 206 §§ 1 .0-2.0;
c. 336; tem a p rimazia do poder clérigos e leigos, c. 207 §§ 1 .0 e 2.0;
ordinário sobre todas as Igrejas par­ veja FIÉIS, LEIGOS, ASSOCIAÇõES,
ticulares, c. 333 § 1 .0 ; não pode CLÉRIGOS, H I ERARQU IA, INSTITU­
haver apelação contra seus decre- TOS {religiosos e seculares).
-tos ou sentenças, c. 333 § 3.0; é
assistido pelos Bispos, c. 334; com­ PRAZO para entrarem em vigor as
pete-lhe convocar e presid i r Con­ leis: universais, c. 8 § 1 .0 ; parti�
crlio Ecumênico, determinar as ques­ culares, c. 8 § 2.0 ; para a consa­
' gração episcopal, c. 379; para pos­
tões e aprovar os decretos, c. 338
§§ 1 . 0 e 2.0; c. 341 § 1 . 0 ; elege se: do Bispo diocesano, c. 382 § 2.0;
Cardeals,· c. 351 § 1 .0 ; nomeia Bispos, do Bispo transferido, c. 418 § 1 .0;
c. 377 § 1 .0 ; compete-lhe eri g i r, su­ dó pároco, c. 527 § 3.0; para elei­
ção. do Admin istrador diocesano, c.
primir e modificar Conferências dos
421 § 1 . 0 ; para o Metropolita ped i r
Bispos, c. 449 § 1 .0 ; goza de Infa­
o páE.o, c . 437 § 1 .0 ; para nomea­
libilidade no magistério, c. 749 §
ção de Administrador paroquial
1 .0; compete-lhe a d ireção e coor­
(qUanto antes), c. 539; para o batis­
denação suprema das iniciativas e mo dos filhos {dentro das primei­
. atividades próprias da obra das mis­ ras semanas), c. 867 § 1 .0; na tra­
sões, c. 782 § 1 .0 ; não é julgado mitação dos processos, c. 1 465-
por n inguém, c. 1 404 ; retém o d i­ 1 467; para perempção da instânciaJ
reito exclusivo de julgar os supre­ c. 1 520 ; para apelação, c. 1 630 §
·mos Magistrados dos Estados, os 1 .0 ; para envio da primeira senten­
Cardeais, os Legados da Sé Apos­ Ça de n ulidade de matrimônio ao
tól ica, e, nas causas penais, os tribunal de apelação, c. 1 682 § 1 .0 ;
Bispos, c. 1 405 § 1 .0 ; pode conce­ para confirmação de sentença d e
der dispensa do matrimônio rato e nulidade d e matrimônio pelo tribu­
não consumado, c. 1 698 § 2. 0; quem nal de apelação {imediatamente),
o agride fisicamente incorre em ex­ 'c. 1 682 § 2.0; nos recursos contra
comunhão, c. 1 370 § 1 .0; juiz su­ decretos administrativos, c. 1 735,
premo, c. 1 442; Superior supremo 1 736 § 4 .0 ; para renúncia de páro­
dos I nstitutos de Vida Consagrada, co antes da remoção, c. 1 742 § 1 .0�
c. 590 § 2.0; competência quanto ao c. 1 744 § 1 .0 ; para postulação, c.
srnodo dos Bispos, c. 344, n. 1 -6. 1 82; prorrogação de noviciado, c.
POSSE: do Bispo diocesano, c. 382 653 § 2. 0; vigência das leis, c. 8 §§
§§ 1 .0-4.0 ; do Bispo coadjutor, c. 404 1 . 0 e 2.0; conclusão das causas,
§ 1 . 0 ; c. 409 § 1 .0; do Bispo auxi­ c. 1 453 ; para admissão de prova
liar, c. 404. § 2.0 ; do Bispo transferi­ rejeitada {máxima rapidez), c. 1 527
do, c. 41 8 § 1 .0; do pároco, c. 527 § 2.0; decreto de citação, c. 1 507 §
§§ 1 .o-3. o . 2.0; apresentação de defesa, c.
1 601 ; sentença, c. 1 609 § 3.0; pu­
POSTULAÇAO: . di reito dos eleitores, blicação da sentença, c . 1 61 0 § 3.0;
não do compromissário, c. 1 80 §§ apelação no caso de d uas senten­
1 .0 e 2.0; condição para a validade ças concordes, c. 1 644 § 1 . 0; recur­
e modo de se exprim i r, c. 1 81 §§ so contra rejeição de libelo, c. 1 505
1 .0 e 2.0; c. 1 82 § 2.0; prazo e d is­ ·§ 4.0; pedido de modificação do
pensa de Impedimento, c. 1 82 §§ decreto de definição dos termos da
1 .0 e 2.0; admissão, c. 1 82 § 3.0, controvérsia, c. 1 51 3 § 3.0 ; recurso
c. 1 83 ; revogação, c. 1 83 § 4.0; contra decreto adm i nistrativo, c.
efeito da aceitação, c. 1 83 § 3.0• 1 735.

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PRECAUÇõES: no caso de matrimô­ enfermos, c. 1 003 § 1 .0; delegado
nio m isto, c. 1 1 25, n. 1 -3, c. 1 1 26. para assistir aos matrimônios, c.
c. 1 1 1 1 § 1 .0 ; estudos, c. 555 § 2.0;
PREFEITURA APOSTóLICA: noção, c. c. 279 §§ 1 .0 e 2.0; liturgia das ho­
371 § 1 .0; o Prefeito é dispensado ras, c. 276 § 3.0; remuneração, c.
da visita aos sepulcros dos Apósto­ 281 § 3.0 ; condição para ser: no­
los, c. 400 § 3.0 ; Conselho da Mis­ târio nas causas em que possa es­
são em vez de Colégio dos Consul­ tar em jogo a fama de um sacerdo­
tores, c. 495 § 2.0, c. 502 § 4.0; te, c. 483 § 2.0; membro do Con­
vacância, c. 420. selho Presbiteral ou do Colégio dos
Consultores, c. 495 § 1 .0; c. 498
PREGAÇÃO: importância, c. 762; di­
reito e dever dos Bispos, c. 763; § 1 .0; c. 502 § 1 .0 ; Vigârio Ge­
c. 386; faculdade dos presbfteros o ral ou Vigârio Episcopal, c. 478
Diâconos, c. 764; aos religiosos, § 1 .0 ; pâroco, c. 521 § 1 .0;
Vigârio forâneo, c. 554; Reitor de
c. 765; permissão aos leigos, c.
Igreja, c. 556; Capelão, c. 564; veja
766; homilia, c. 767 §§ 1 .0-4.0; conteú­
CLÉRIGOS.
do, c. 768 §§ 1 .0 e 2.0; adaptação,
c. 769; exercfcios espirituais e mis­ PRESCRIÇAO: noção, boa fé, c. 1 97-
sões, c. 770 ; a todos os fiéis e aos 1 98; casos não passfveis de pres­
não crentes, c. 771 § 2.0; normas crição, c. 1 99, n. 1 -7 ; de ação cri­
diocesanas, c. 772 § 1 .0; râdio e m inal, c. 1 362 §§ 1 .0 e 2.0•
televisão, c. 772 § 2.0; veja CATE­
PRESENTES: a jufzes e auxiliares do
QUESE, MISSOES.
tribunal, c. 1 456; a advogados e
PRELAZIA: territorial, c. 370; pessoal, procuradores, c. 1 489.
c. 294-297. PRESUNÇAO: não precisa de prova,
PREPARAÇAO: para os sacramentos c. 1 526 § 2.0, n. 1 ; de validade de
em geral, c. 843 § 2.0 ; para o ba­ atos jurfdicos, c. 1 24 § 2.0; de va­
tismo de adultos, •c. 865 § 1 .0 ; para l idade do matrimônio, c. 1 060; de
a confirmação, c. 889 § 2.0; para ignorância do sentido do consenti­
a eucaristia, c. 9 1 3 § 1 .0 ; para a mento matrimonial, c. 1 096 § 2.0;
penitência, 988 § 1 .0; para diaco­ de morte de cônjuge, c. 1 707; de
nato e presbiterato, c. 1 027; para revogação de lei pré-existente, c. 21 ;
o matrimônio, c. 1 063, n. 1 e 2. de concessão de privilégio, c. 76
§ 2.0, e de perpetuidade, c. 78 § 1 .0;
PRESBITERATO: ordem c. 1 009 § 1 .0; de perseverança do consentimento,
como se confere, c. 1 009 § 2.0; pre­ c. 1 1 07; normas gerais, c. 1 584-1 586.
paração, c. 1 027; l iberdade, c. 1 026;
idoneidade, c. 1 029; idade, c. 1 031 PREVID�NCIA SOCIAL: leigos, c. 231
§ 1 .0; admissão, c. 1 034 § 1 .0; c. § 2.0; clérigos, c. 281 § 2.0•
1 037; exercícios espirituais, c. 1 039; PRIMAZ: prerrogativa de honra, c. 438;
veja ORDEM. Abade: tem poder de Superior maior
PRESBITÉRIO: objeto de sol icitude do com limitações, c. 620; julgado pela
Bispo, c. 384; cooperação com o Rota Romana, c. 1 405 § 3.0, n. 2.
Bispo, c. 384; representado pelo PRIVAÇAO: legalidade, c. 1 96 § 1 .0;
Conselho Presbiteral, .c. 495 § 1 .0• efeito, c. 1 96 § 2.0; do offcio de
Bispo, c. 41 6; casos especiais: c.
PRESBITEROS: auxiliares e conselhei­
1 387, 1 389, 1 394 § 1 .0; c. 1 396,
ros do B ispo, c. 384; ministros: do
1 397, 1 389 § 1 .0 ; do privilégio, c. 84.
batismo, c. 861 § 1 .0 ; da confirma­
ção, c. 882; da eucaristia, c. 900 PRIVILÉGIOS: quem pode conce­
§ 1 .0; da comunhão, c. 9 1 0 § 1 .0 ; der, c. 76 § 1 .0 ; posse centená­
da penitência, c . 965; da unção dos ria ou i memorial, c. 76 § 2.0; inter-

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pretação, c. 77; presunção de per­ ao juiz e outros funcionários falto­
petuidade, c. 78 § 1 .0 ; pessoal e real, sos, c. 1 457 §§ 1 .0 e 2.0 ; ordem das
c. 78 §§ 2.0 e 3.0; extinção e ces­ cognições: c. 1 458-1464; prazos e di­
sação, c. 78 §§ 1 .0 e 2.0; c. 79-84; lações: c. 1 465-1 467 ; veja PRAZO ; lu­
renúncia, c. 80 §§ 1 .0-3.0; abuso, c. gar do juízo: c. 1 468, 1 469; pes­
84; permanência dos não revoga­ soas na sala do juizo: c. 1 470 . 1 471 :
dos, c.4. redação e conservação dos autos:
c. 1 472-1475; autor e parte deman­
PROCESSOS: juizos em geral, c. 1 400- dada: quem pode agi r em juizo, c.
1 403; foro competente: Sumo Pon­ 1 476, 1 478 §§ 1 .0-4.0; obrigação de
trtice, c. 1 405 §§ 1 .0 e 2.0; Rota comparecer, c. 1 477; tutor ou cura­
Romana, c. 1405 § 3.0 ; incompetên­ dor, c. 1 478 §§ 1 .0-4.0 ; representan­
cia de outros juizes, c. 1 406; 1 407 tes, c. 1 477, 1 480 §§ 1 .0 e 2.0; veja
§ 1 .0; nas demandas em primeira PARTES; procuradores e advoga­
i nstância, c. 1 408-1414; caso de co­ dos: direito das partes, c. 1 481 ;
nexão , c. 1 414; igualdade de com­ mandado, c. 1 484 § 1 .0 ; requisitos, c.
petência, c. 1 4 1 5 ; conflito de com­ 1 483; renúncia, c. 1 485; remoção,
petência, c. 1 41 6 ; tribunal de pri­ c. 1 486 §§ 1 .0 e 2.0; recusa, c. 1 487;
meira ir�stãncla: juiz - o B ispo ou negociação e fraude, c. 1 488 §§ 1 .0
o tribunal de apelação, c. 1 41 9 §§ e 2.0 ; c. 1 489; patronos, c. 1 490;
1 .0 e 2.0; Vigário judicial e auxiliares, ações e exceções: em geral - pro­
c. 1 420 §§ 1 .0-5.0; c. 1 422, 1 425 §§ teção do di reito, c. 1 491 ; prescri­
3.0 e 5.0; c. 1 426 § 2.0; 1 686; tri­ ção, c. 1 492 §§ 1 .0 e 2.0; ações si­
bunal colegial de três ou cinco jui­ multâneas, c. 1 493; reconvenção, c.
zes, c. 1 425 §§ 1 .0 e 2.0; único juiz, 1 494, 1 495; em especial - seqües­
c. 1 425 § 4.0; juiz nas controvérsias tro, c. 1 496-1499; ação possessória,
entre rel igiosos, c. 1 427 §§ 1 .0-3.0; c. 1 500; foro contencioso: veja L I­
auditores e relatores, c. 1 428, 1 429; BELO ; citação, c. 1 507 §§ 1 .0-3.0;
veja PROMOTOR DE JUSTIÇA, DE­ 1 508, 1 51 0-1 5 1 2 ; notificação, 1 509 §§
FENSOR DO VfNCULO, NOTÁRIO; 1 . o e 2.0, c. 1 51 2 ; contestação da lide,
tribunal de segunda Instância: com­ c. 1 51 3-1 51 6 ; instância, c. 1 51 7-
petência dos tribunais metropolita­ 1 525 ; veja INSTÂNCIA; provas, 1 526-
no, diocesano e rel igioso, c. 1 438; 1 529, veja PROVAS ; declarações das
n o caso de um só tribunal de pri­ partes: critério do juiz, c. 1 530; obri­
m ei ra instância para várias d ioce­ gação de responder, c. 1 531 ; j ura­
ses, c. 1 439 §§ 1 .0-3.0 ; incompetência mento, c. 1 532; pontos para interro­
d o juiz, c. 1 440; constituição, c. gatório, c. 1 533; confissão judicial,
1 441 ; tribunal da Sé Apostólica, o c. 1 535-1 538; prova documental: do­
Sumo Pontífice, c. 1 442, 1 443, 1 405 cumento público ou particular, c.
§ 1 .0 ; Rota Romana, c. 1 405 § 3.0; 1 539 ; p rova testemunhal, veja TES­
1 444 §§ 1 .0 e 2.0; Assinatura Apos­ TEMUN HAS ; inspeção, c. 1 582,
tó lica, c. 1 41 6, 1 445 §§ 1 .0-3.0; c. 1 583; presunções, c. 1 584-1 586;
1 629 n . 1 ; disciplina nos tribunais: causas incidentes, c. 1 587-1 591 ; au­
evitar lides ou controvérsias, c. 1 446 sência das partes, c. 1 592-1595, ve­
§§ 1 .0-3.0; i ncompatibilidade de fun­ ja PARTES; intervenção de tercei­
ções, c. 1 447; suspeição por paren­ ros, c. 1 596-1597; publicação dos
tesco, c. 1 448 §§ 1 .0 e 2.0; recusa autos, c. 1 598; conclusão In causa,
do juiz, em outros funcionários, c. 1 599 §§ 1 .0-3.0; discussão da causa,
1 449-1451 ; negócios de particul a­ 1 601-1 606; p ronunciamentos do juiz,
res, c. 1 452 ; prazos para conclusão veja S ENTENÇA; i m pugnação d a
das causas, c. 1453; juramento de sentença, veja QUERELA DE N U LI­
cumprir o ofrcio, c. 1 454; segredo, DADE, APELAÇÃO; coisa julgada:
c. 1 455 §§ 1 .0 e 3.0; proibição de casos em que ocorre, c. 1641 ; esta­
receber presente, c. 1 456; punição bilidade, c. 1 642; efeito, c. 1 642 §

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2.0; causas que não passam em jul­ colas, c. 804 § 2.0, c. 805; nas uni­
gado, c. 1 643; nova proposição de versidades e faculdades eclesiásti­
causa no caso de du�s sentenças cas, c. 820; professor leigo de ciên­
concordes, c. 1 644 §§ 1 .0 e 2.0; res­ cias sagradas, c. 229 § 3.0•
tituição in integrum, veja RESTITUI­
ÇÃQ ; despesas e gratuito patrocrnio, PROFISSAO: de fé, c. 380, 833; reli­
c. 1 649; processo contencioso oral: giosa; consagração a Deus, c. 654;
c. 1 656-1 670; processos matrimo­ tempo da profissão temporária, c.
niais: foro competente, c. 1 671-1 673; 655; condições para validade da
hábeis para impugnar o matrimônio, profissão temporária e perpétua, c.
1 674, 1 675 ; tribunal colegial, c. 656 n. 1 -5, c. 658 n. 1 , 2; reno­
1 425 § 1 .0, n. 1 ; sentença e apela­ vação e profissão perpétua, c. 657
ção, c. 1 681 , 1 682, 1 683; novas § 1 .0 ; prorrogação do tempo da
nupcias, c. 1 684 §§ 1 .0 e 2.0; exe­ profissão temporária, c. 657 § 2.0;
cução, c. 1 685 ; processo documen­ antecipação da profissão perpétua,
C. 657 § 3.0•
tal ; impedimento ou falta de forma,
c. 1 686 ; competência do Vigário ju­ PROLE: veja FAM[LIA, FILHOS, LEGI·
dicial, c. 1 686; apelação, c. 1 687 TI MAÇÃO.
§§ 1. 0 e 2. 0; decisão da segunda
instância, c. 1 688; em causa matri­ PROMESSA: de matrimônio (espon­
monial não se admite processo con­ sais), c. 1 062 §§ 1 .0 e 2.0•
tencioso oral, c. 1 690; causas de
separação dos cônjuges, veja SE­ PROMOTOR DE JUSTIÇA: no tribunal
PARAÇÃO ; dispensa do matrimônio de primeira instância, c. 1 430,
rato e não consumado, c. 1 697-1 706, 1 431 , 1 433-1 436; nos processos ma­
veja V[NCULO (dissolução); morte trimoniais, c. 1 674; no processo pe­
presumida; c. 1 707; causas de nuli­ nal, c. 1 721 §§ 1 .0 e 2.0; c. 1 722;
dade de ordenação, c. 1 708-1 71 2; 1 727 § 2.0; causas de separação
modos de evitar juízos: c. 1 71 3-1 71 6 ; dos cônjuges, c. 1 696.
processo penal: investigação, c . 1 71 7-
1 71 9 ; evolução do processo, c. 1 720- PROMULGAÇAO: das leis, c. 7, 8.
1 728; decreto extrajudicial, c. · 1 720;
PROTODIACONO: anuncia ao povo o
promotor. de justiça, c. 1 721 §§ 1 .0
nome do novo Papa, c. 355 § 2.0•
e 2.0; 1 722; evitar escândalo e pro­
teger liberdades, c. 1 722; advoga­ PROVA: ônus de provar, c. 1 526 § 1 .0 ;
do, c. 1 723; renúncia à instância, normas gerais, c. 1 526-1 529; do­
c. 1 724 §§ 1 .0 e 2.0; d iscussão da cumental, c. 1 539-1686; testemunhal,
causa, c. 1 725 ; di reitos do réu, c. veja TESTEMUNHAS.
1 726, 1 727; apelação, c. 1 727 § 2.0;
ação para reparação de danos: PROVINCIA: eclesiástica, c. 431 -432:
c. 1 729-1731 ; recurso contra decre­ religiosa, c. 620-622.
tos administrativos: c. 1 732-1739;
processo para remoção de párocos: PROVOCAÇAO: de aborto (excomu­
veja REMOÇÃO; processo para nhão), c. 1 398.
transferência de párocos: veja
PúBERES: presume-se que não igno­
TRANSFER�NCIA.
ram o sentido de consentimento ma­
.PROCLAMAS: normas, c. 1 067. trimonial, c. 1 096 § 2.0•
PROCURADOR: no matri mônio, c. 1 071 PUBLICAÇAO: dos proclamas matri­
§ 1 .0, n. 7; c. 1 1 05 §§ 1 .0-4.0 ; nos moniais, c. 1 067; dos autos, c. 1 598
processos, c. 1 481-1 489. § 1 .0; da sentença, c. 1 61 4, 1 6 1 5.

PROFESSOR: nos seminários, c. 253 PUNIÇAO DE RELIGIOSO: pelo Ordl·


_§§ 1 .0-3.0, c. 254; de religião nas es· nário, c. 1 320.

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QUASE-DOMICILIO: como se adquire, RELfQUIAS: alienação, c·. 1 1 90 §§ 1 .0
c. 1 02 § 2.0; como se perde, c. 1 06; e 2.0; no altar fixo, c. 1 237 § 2.0;
paroquial e diocesano, c. 1 02 § 3 .0; veneração, c. 1 1 90 § 2. 0•
dos · rel igiosos e sociedades de vi­
da apostólica, c. 1 03; dos cônjuges, REMOÇAO ou DESTITUIÇAO: perda
c. 1 04; dos menores, c. 1 05 §§ 1 .0 de oficio, c. 1 84 § 1 .0; normas ge­
e 2.0; pároco e Ordinário próprios rais, c. 1 92-1 95; do pároco: c. 538
em razão do quase-domicrlio, c. 1 07 § 1 . 0 ; processo: causas, c. 1 740,
§ 1 .0; quanto ao matrimônio, c. 1 741 ; providências do Bispo, 1 742
1 1 1 5 ; desconhecido (foro) , c. 1 409 §§ 1 .0 2.0; comportamento do páro­
§ 2.0, no caso de dispensa de ma­ co, c. 1 743-1 745; novas providên­
trimônio rato e não consumado, c. cias do Bispo antes e depois da re­
1 699. moção, c. 1 745-1 747 §§ 2.0 e 3.0;
comportamento do pároco após a
QUERELA DE NULIDADE: da senten­ remoção, c. 1 747 § 1 .0•
ça, c. 1 61 9-1 627; veja SENTENÇA.
REMUNERAÇAO: devida aos clérigos,
c. 281 §§ 1 .0-3. 0 ; não devida aos lei­
tores e acólitos, c. 230 § 1 .0 ; do
RADIO: uso na pregação, c. 772 § 2.0 ; transferido, c. 1 91 § 2.0; c. 41 8
participação de clérigos e religio­ § 2.0, n. 2; devida pelos administra­
sos em programas, c. 831 § 2.0• dores aos que trabalham, c. 1 286,
n. 2.
RAPTO: impedimento matrimonial, c.
1 089. RENGNCIA: normas gerais, c. 1 87-1 89;
do Sumo Pontrfice, c. 332 § 2.0;
RECONVENÇAO: nos processos, c. do Bispo diocesano, c. 401 §§ 1 .0
1 494, 1 495. e 2.0; do Bispo coadjutor e auxil iar,
REGIAO ECLESIASTICA: reunião de
c. 41 1 ; do pároco, c. 538 § 3.0
províncias, c. 433 § 1 .0 ; pessoa ju­ RESCRITOS: normas gerais, c. 59-75,
rrdica, c. 433 § 2.0; ação pastoral
comum, c. 434. RESID�NCIA: do Bispo diocesano, c.
395 § 1 .0; do Bispo coadjutor e au­
REGIME (poder) : veja PODER. xil iar, c. 4 1 0 ; do Administrador dio­
REGIMENTO: noção e obrigatoriedade, cesano, c. 429; do pároco, c. 533
c. 95 §§ 1 .0 e 2.0; veja ESTATUTOS. § 1. 0 do vigário paroquial, c. 550
§ 1 .0 ; de Superior religioso, c. 629;
REGULAMENTO: de seminário, c. 243. dos religiosos, c. 665 § 1 .0 ; nas So­
ciedades de Vida Apostólica, c. 740;
REITOR: de semi nário, c. 239 § 1 .o, quanto ao matrimônio, c. 1 1 1 5; des­
c. 260-262; 557 § 3.0; c. 463 n. 6 ; conhecida (foro), c. 1 409 § 2.0•
noção, c . 556; nomeação, c . 557
§§ 1 .0 e 2.0; funções proibidas o u RESTITUIÇAO IN INTEGRUM: normas,
permitidas, c . 558-560; celebração c. 1 645-1 648.
litúrgica por outros sacerdotes, c.
561 ; obri gações, c. 562 ; destituição, RETIRADA: de documentos da Cúria
c. 563; não confessor dos alunos, diocesana, c. 488-491 §§ 1 .0-3 .0 •
c . 985.
RITO: norma geral, c. 2; inalterabi l i­
.

RELATóRIO: do Bispo ao Sumo Pon­ dade, c. 846 §§ 1 .0 e 2.0; uso do


tífice, c. 399 §§ 1 . 0 e 2. 0; do Mode­ óleo, c. 847 § 1 .0 ; batismo, c. 850,
rador Supremo de Instituto de VIda 853, 854; confirmação, c. 880 §§
Consagrada, c. 592 § 1 .0• 1 .0 e 2.0; eucaristia, c. 899 § 1 .0,
c. 924-930; penitência, c. 960-961 ;
RELIGIOSOS: Veja INSTITUTOS. unção dos enfermos, c. 999, 1 000 ;

151
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da ordenaÇão, c. 1 0 1 0 ; do matrimô­ de penitência e caridade, c. 839
nio, c. 1 1 1 9, 1 1 20 ; dos sacramen­ §§ 1 .0 e 2.0•
tais, c. 1 1 67 § 2.0; de dedicação de
igreja, c. 1 21 7 § 2.0• SANTOS: culto, c. 1 1 86, 1 1 87; vene­
ração especial à Virgem Mãe de
ROSARIO MARIANO: nos institutos re­ Deus, c. 1 1 86.
ligiosos, c. 663 § 4.0•
SATISFAÇAO: no sacramento da pe­
nitência, c. 981 .

SÉ APOSTóLICA ou SANTA SÉ: o que


SACRAMENTAIS: noção, c. 1 1 66 ; po­ vem com este nome no Código, c.
der de constitui r, e ritos, c. 1 1 67 361 ; pessoa ju rídica por ordenação
§§ 1 . 0 e 2. 0; ministro, c. 1 1 68; c. divina, c. 1 1 3 § 1 .0 ; por ninguém é
1 1 69 §§ 1 .0-3.0; a quem podem ser julgada, c. 1 404; competência ex­
concedidas as bênçãos, c. 1 1 70 ; re­ clusiva para erigir, supri m i r ou mo­
verência às coisas sagradas, c. dificar Conferência dos B ispos, c.
1 1 71 ; exorcismos, c. 1 1 72 §§ 1 .0 449 § 1 .0 ; veja PONTfFICE.
e 2.0•
SÉ EPISCOPAL: impedida: quando
SACRAMENTOS: noção e instituição,
ocorre impedimento, c. 41 2 ; gover­
c. 840; determinação de requisitos
no da Diocese durante o impedi­
para a validade, c. 841 ; batismo, a
mento, c. 41 3 §§ 1 .0-3.0; c. 41 4 ; caso
porta, c. 842 § 1 .0 iniciação cristã,
c. 842 § 2. 0; a quem não podem de impedimento do B ispo em ra­
ser recusados, c. 843 § 1 .0 ; prepa­ zão de pena eclesiástica, c. 41 5; va­
ração, c. 843 § 2.0; entre católicos cante: quando ocorrer a vacância,
e não católicos, c. 844 §§ 1 .0-5.0; i m­ c. 4 1 6 ; governo da Diocese, vicaria­
primem caráter, c. 845; rito, c. 846 to ou prefeitura apostólica durante
§§ 1 .0 e 2.0; uso do óleo, c. 847 a vacância, c. 41 9-421 ; normas re­
§§ 1 .0 e 2.0; di reitos dos pobres, lativas ao Administrador d iocesano,
c. 848. c. 423-430 ; seja um só, c. 423 § 1 .0 ;
não pode ser ao mesmo tempo ecô­
SA[DA: de I nstituto Religioso: compe­ nomo, c. 423 § 2.0; modo de ser
tência da Santa Sé e do Moderador eleito, c. 424 (1 65-1 78) ; idade e qua­
Supremo, c. 686 §§ 1 .0-3.0, c. 688 lidades, c. 425 §§ 1 .0-3.0; obrigações
§ 2.0, c. 691 §§ 1 .0 e 2.0; atribuição e poder do B ispo diocesano, c. 427
do Superior maior, c. 689 ; efeito
§§ 1 .0 e 2.0; proibição de fazer mo­
da exclaustração, c. 687; livre sar­
dificações; c. 428 §§ 1 .0 e 2.0; resi­
da, c. 688 § 1 .0 ; readmissão, c. 690
dência e missa pelo povo, c. 429;
§§ 1 .0 e 2.0; notificação do indulto,
cessação do ofício e remoção, c.
c. 692; saída de religioso clérigo,
430 §§ 1 .0 e 2.0•
c. 693; de Sociedade de Vida Apos­
tólica: os não definitivamente incor­ SECRETARIA de Estado: vem sob o
porados, c. 742; competência do nome de Santa Sé ou Sé Apostó­
Moderador supremo e da Santa Sé, lica, c. 361 .
c. 743-745 ; de I nstituto Secular, c.
726, 727. SELO: da paróquia, c. 535 § 3.0•

SANÇOES: Veja PENAS. SEMINARIO: menor e maior, c. 234-


264; formação espiritual e pastoral,
SANTIFICAÇAO: pela l iturgia, c. 834; c. 234 § 1 .0, c. 235 § 1 .0; C. 242 §§
munus dos Bispos, presbíteros, diá­ 1 . o e 2.0; c. 244, 245-247; c. 255,
conos e leigos, c. 835 §§ 1 .0-4.0; m i­ 257 §§ 1 .0 e 2.0, c. 258; estudos,
nistério da palavra, c. 836; ações li­ 234 § 2.0, c. 248-252; professores,
túrgicas, c. 837-838; orações e obras c. 253 §§ 1 .0-3.0; c. 261 § 1 .0 ; c. 239

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§ 3.0; reitor, c. 238 § 2.0; c. 239 § SINODO dos Bispos: noção, c. 342;
1 .0 ; c. 260, 261 §§ 1 .0 e 2.0; vice­ atribuições, c. 343; competência do
reitor e ecônomo, c. 239 § 1 .0 ; Bis­ Sumo Pontrfice, c. 344; assembléias,
po, c. 263, 264; 241 ; 259 ; diretor c. 345-348; secretaria geral, c. 348
espi ritual e confessores, c. 239 § §§ 1 .0 e 2.0; diocesano: noção, c.
2.0; c. 240 §§ 1 .0 e 2.0; outros mo­ 460, quando se deve celebrar, c.
deradores, c. 239 § 3.0; pessoa ju­ 461 § 1 .0 ; convocação e pre­
r(dica, c. 238 § 1 .0; isenção do re­ sidência, c. 461 § 2.0, c. 462 §§ 1 .0
gime paroquial, c. 262; admissão, e 2.0; quem deve ser convocado,
c. 463 § 1 .0, n. 1 -9 ; quem pode ser
c. 241 §§ 1 .0-3.0; estatutos e regula­
convocado: como membro, c. 463
mentos, c. 239 § 3.0, c. 243; interdio­
§ 2.0, como observador, c. 463 §
cesano, c. 237 § 2.0, c. 263.
3. 0; detidos por i mpedimento, c.
SENTENÇA: conteúdo, c. 1 609 § 3.0, 464; l ivre discussão, c. 465; legis­
c. 1 61 1 , n. 1 -4, c. 1 61 2 §§ 1 .o-4.o; lador: o Bispo, c. 466; comunica­
adiamento, c. 1 609 § 5.0; redação pe­ ções, c. 467; suspensão, dissolução
Jo ponente ou relator, ou pelo juiz, c. e interrupção, c. 468 §§ 1 .0 e 2.o.
1 61 0 §§ 1 .0 e 2.0; publicação, c.
SOCIEDADE DE VIDA APOSTóLICA:
1 61 0 § 3.0; c. 1 61 4 ; 1 61 5 ; correção,
sem votos, c. 731 § 1 .0 ; finalidade,
c. 1 61 6 § 1 .0; interlocutória, c. 1 61 3,
c. 731 § 1 .0 ; conselhos evangéli­
1 61 8; nulidade insanável, c. 1 620
cos, c. 731 § 2.0; ereção de casa
n. 1 -8; nulidade sanável, c. 1 622
e constituição de comunidade local,
n. 1 -6 ; inapelável, c. 1 629, n. 1 -5 ; c. 733 §§ 1 .0 e 2.0; regime, c. 734;
nos processos matrimoniais, c . admissão, c. 735 §§ 1 .0 e 2.0; for­
1 682 § § 1 .0 e 2.0, c . 1 684, 1 685; mação, c. 735 § 3. 0 ; sociedades
no processo matrimonial documen­ clericais, c. 736 §§ 1 .0 e 2.0; efeito
tal, c. 1 686, 1 688; nas causas de da incorporação, c. 737; moderado­
separação dos cônjuges, c. 1 692 § res, c. 738 § 1 .0, c. 744 § 1 .o , c.
1 .0 ; nas causas de nulidade de o r­ 745; autoridade do B ispo, c. 738
denação, c. 1 71 2. §§ 2. 0 e 3. 0; obrigações, c. 739,
740; pessoa jur(dica, c. 741 § 1 .o ;
SEPARAÇAO DOS CONJUGES: por de­
capacidade de possuir, c . 741 § 2.0 ;
creto do Bispo ou sentença do juiz, sarda e demissão, c . 742, 743; trans­
c. 1 692 § 1 .0 ; efeitos civis, c. 1 692 ferência, c. 744 §§ 1 .0 e 2.0; ausên­
§§ 2.0 e 3.0; processo contencioso cia e demissão dos definitivamente
ord inário ou o ral, c. 1 693; compe­ incorporados, c. 745, 746.
tência do tribunal, c. 1 694; esforço
para reconciliação, c. 1 695; promo­ SOMA: máxim a e m rnlma nos casos
tor de justiça, c. 1 69 6 ; normas ge­ de alienação, c. 1 292 §§ 1 .o e 2.o,
rais, c. 1 1 51 -1 1 55. c. 1 293; nos Institutos Religiosos,
c. 638 § 3.0•
SEQÜESTRO: direito de obter, c. 1 496;
1 497; quando não é cabrvel, c. 1 498; SUBDECANO: atribuições, c. 352 § 1 .0•
caução, c. 1 499; direito civil, c.
1 500. SUCESSAO: de São Pedro e dos Após­
tolos, c. 330.
SIGILO .SACRAMENTAL: Inviolabilida­
de, c. 983 § 1 .0 ; obrigação do con­ SUPERIORES: Veja MODERADOR, I NS­
fessor e do intérprete, c. 983 § 2.0, TITUTOS, SOCI EDADE DE VIDA
c. 984; pena pela violação, c. 1 388 CONSAGRA DA.
§ 1 .o.
SUPRESSAO: da Conferência dos Bis­
SINDICATO: di reção proibida aos clé­ pos, c. 449 § 1 .0; de paróquia, c.
rigos, c. 287 § 2. 0• 51 5 § 2.0; do Cabido dos Cônegos,

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c. 504; de casa de I nstituto Religioso, c. 1 551-1 557 ; l ugar do interrogató­
c. 61 6 §§ 1 .0-3.0 ; de mosteiro sul rio, c. 1 558 §§ 1 .0-3.0 ; ausência das
iuris, c. 6 1 6 § 4.0• partes, c. 1 559; normas do interro­
gatório, c. 1 560-1 565; respostas, c.
SUSPENSAO: a quem pode atingir, c. 1 566, 1 567 ; juramento, c. 1 568; lei­
1 333 § 1 .0; o que prorbe c. 1 333 § tura do depoimento, c. 1 569; assi­
1 . 0 , n. 1 -3, § 4.o; ofício e direitos que naturas, c. 1 569 § 2.0; novo i nter­
a proibição não atinge, c. 1 333 § rogatório, c. 1 570; reembolso de
3.0, n. 1 -3; âmbito, c. 1 334 § 1 .0 ; despesas, c. 1 571 .
suspensão d a proibição, c . 1 335;
delitos a que estâ anexa a pena: c. TESTEMUNHOS: admissão de prova
1 370 § 2.0; c. 1 378 § 2.0; c. 1 380; testemunhal, c. 1 547; força proba­
1 383; 1 387; 1 390; 1 394 § 1 .0 ; c. 1 395 tória, c. 1 572 n. 1 -4; depoimento de
§ 1 .o . uma única testemunha, c. 1 573.
TITULO DE EMÉRITO: a quem perde
o ofício, c. 1 85; ao Bispo, c. 402 §
1 .o.
TABERNACULO: lugar de conservação
da Eucaristia, c. 938 § 1 .0; visibili­ TRADIÇAO: canônica e interpretação
dade de ornamento, c. 938 § 2. 0 ; se­ dos cânones, c. 6 § 2.0; nos estudos
gurança contra perigo de profana­ de teologia dogmâtica, c. 252 § 3.0;
ção, c. 938 § 3.o. fonte da pregação, c. 760.
TAXAS: pela administração dos sacra­ TRANSFER�NCIA: quem pode fazer,
mentos, c. 848; dispensa em favor c. 1 90 § 1 .0 ; causa, c. 1 90 § 2.0;
dos pobres, c. 848; veja ESPóR­ por escrito, c. 1 90 § 3.0; vacância
TULAS. do primei ro ofício, c. 1 91 § 1 .0 ;
remuneração do transferido, c . 1 91
TEMPO: cômputo, c. 200-203; sagra­ § 2.0; de Bispo, c. 41 8 §§ 1 .0 e 2.0;
do: constituição e transferência, c. de pâroco: c. 538 § 1 .0 ; processo,
1 244 §§ 1 .0 e 2.0 ; dispensa, c. 1 245. c. 1 748-1752.
TELEFONE E TELÉGRAFO: meios ex­ TRANSITO ou PASSAGEM: de um Ins­
traordinârios a que não se tem obri­ tituto Religioso para outro, c. 684,
gação de recorrer, c. 1 079 § 4.0 685; de uma Sociedade de Vida Apos­
TELEVISAO: uso na pregação, c. 772 tól ica para outra, c. 744 § 1 .0 ; de
§ 2.0; participação de clérigos e Sociedade de Vida Apostólica para
rel igiosos nos programas, c. 831 Instituto de Vida Consagrada e vice­
§ 2. o . versa, c. 744 § 2.0•

TEOLOGIA E FILOSOFIA: estudos: nos TRIBUNAL: de primeira i nstância: em


seminârios, c. 250-252; c. 1 032 § cada Diocese, c. 1 41 9, § 1 .0 ; caso
1 .0 ; nas universidades, c. 81 1 , 81 2 ; de pessoa jurrdica representada pe­
n o s encontros e cu rsos, c . 279 § 2.0, lo Bispo, c. 1 41 9 § 2.0; Vigârio ju­
d icial ou oficial, c. 1 420 §§ 1 .0-4.0; c.
C. 555 § 2.0•
1 422, 1 425 § 5.0; um só tribunal
TESTAMENTO: de noviços antes da para vârias dioceses, c. 1 423 §§
primeira profissão, c. 668 § 1 .0• 1 .0 e 2.0; assessores do juiz, c.
1 424; três ou cinco j urzes ou um
TESTEMUNHAS: obrigação de dizer a só, c. 1 425 §§ 1 .0, 2.0 e 4.0; proce­
verdade, c. 1 548 § 1 . 0; d ispensa­ d imento colegial, c. 1 426 § 1 .0 ; con­
dos desta obrigação, c. 1 548 § 2.0, trovérsia entre religiosos, c. 1 427
n. 1 , 2 ; quem pode e quem não §§ 1 .0-3.0; auditor, c. 1 428 §§ 1 .0-3.0;
pode testemunhar, c. 1 549, 1 550 veja RELATOR, DEFENSOR DO V[N­
§§ 1 .0 e 2.0; apresentação e recusa, CULO, PROMOTOR DE JUSTIÇA,

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NOTÁRIO; de segunda Instância: · UNIVERSIDADES: catól.icas: di reito de
ap�lação para o tribunal do Metro­ fundar · e dirigir, c. 807; trtulo de
pal ita ou para tribunal de Bispo su­ católica, c. 808; providências dos
fragâneo, c. 1 438 n. 1 , 2; entre re­ Bispos e da Conferência dos Bis­
ligiosos, c. 1 438, n. 3; caso de um pos, c. 809, 81 0 § 2.0, c. 81 3 ; pro­
tribunal para várias dioceses, c. fessores, c. 81 0 § 1 .0 ; c. 81 2 ; estu·
1 439 §§ 1 .0-3.0; competência em ra­ dos de teologia, c. 81 1 ; eclesiásti­
zão do grau, c. 1 440; constituição, c. cas: direito da Igreja, c. 81 5; ere­
1 441 ; da Sé Apostólica: o Sumo ção, aprovação e supervisão, c. 81 6
Pontrfice, juiz s upremo, c. 1 442; Ro­ § 1 .0 ; estatutos, c. 81 6 § 2.0; g raus
ta Romana, c. 1443, 1 444; Assina­ acadêmicos, c. 8 1 7 ; encaminhamen­
tura Apostól ica, c. 1 445 §§ 1 .0-3.0• to de jovens e de clérigos, c. 81 9;
dirigentes e professores, c. 820;
TRIBUTO: para o seminário, c. 264 providências dos Bispos e da Con­
§ 2.0; a ser pago por pessoas ju­ ferência dos Bispos para fundação,
rfdicas por determinação do Bispo, c. 821 .
c. 1 263.
TOM ULO: bênção, c. 1 240 § 2.0•

TUTOR e CURADOR: constituição e VACANCIA: d a S é Romana, c . 335,


poderes: c. 98 § 2.0; nos proces­ 340, 347 § 2.0; c. 359, 367; da Sé
sos, c. 1 478 §§ 1 .o-4.o. Episcopal, c. 409 §§ 1 .0 e 2.0, c.
41 6-430; veja ADMI N ISTRADOR dio­
cesano; de paróquia, c. 524, 525,
539-541 .
·uNÇAO DOS ENFERMOS: noção e ri­
to, c. 998-1 002 ; m i nistro, c. 1 003 VAGOS: noção, c. 1 00 ; sujeição às
§§ 1 .0-3.0; a quem se deve conferir, leis, c. 1 3 § 3.0; pároco e Ordiná­
c. 1 004-1 006; a quem não se deve rio dos vagos, c. 1 07 § 2.0 ; foro,
conferir, c. 1 007. c. 1 409 § 1 .0•

UNIAO: dos fiéis com a Igreja, c. 209 VELHOS: dispensados da lei do je­
§ 1 .0; dos fiéis com Cristo e com jum eucarrstico e penitenciai, c. 919
a Igreja, c. 205; dos catecúmenos § 3.0, c. 1 252; Bispos e párocos
convidados a renunciar, c. 401 § 1 .0,
com a Igreja, c. 206 § 1 .0 ; dos alu­
c. 538 § 3.0•
nos do seminário entre si, com a
Igreja, com o Sumo Pontrfice, com VIATICO: função especial do pároco,
o Bispo, c. 245 § 2.0 ; dos clérigos c. 530 n. 3; c. 91 1 § 1 .0 ; em perigo
com o Romano Pontrfice, com o de morte, c. 921 §§ 1 .0-2.0; não se
Bispo e entre si, c. 273, 275 § 1 .0 ; retarde, c. 922.
dos Bispos entre si e com o Sumo
Pontrfice, c. 336; dos religiosos com VICARIATO APOSTóLICO: noção, c.
Deus, com os Superiores e com o 371 § 3.0•
Bispo, c. 663, 675 § 2. 0; c. 601 ; VIGARIO: apostólico: visita aos sepul­
c. 678 §§ 1 .0 e 2.0 ; c. 681 § 1 .0 ; de cros dos Apóstolos, c. 400 § 3.0;
provrncias eclesiásticas em regiões, vacância, c. 420; forâneo: noção, c.
c. 433. 553 § 1 .0 ; nomeação, c. 553 § 2.0,
c. 554 §§ 1 .0 e 2.0; remoção, c.
UNIDADE entre todos os cristãos, c.
554 § 3.0; direito e dever, c. 555
755 §§ 1 .0 e 2.0; propriedade do
matrimônio, c. 1 056. §§ 1 .0-4.0; deve ser ouvido pelo Bis­
po, c. 524, 547; Judicial: nomeação c.
UN IVERSALIDADE: na delegação de 1 420 § 1 .0; 1 422; constitui um tribu­
poder, c. 1 37 §§ 1 .0-3. o. nal com o Bispo, c. 1 420 § 2.0;

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auxiliares, c. 1 420 § 3.0; deve ser VIOL!NCIA: nos atos jurrdlcos, c. 1 25
sacerdote, c. 1 420 § 4.0; convoca § 1 .0 ; no matrimônio, c. 1 103.
os jurzes, c. 1 425 § 3.0; sentença
no processo matrimonial documen­ VIRGEM: ordem das virgens, c. 604.
tal, c. 1 686; paroquial: nomeação, VISITA do Bispo: aos sepulcros dos
c. 545 §§ 1 .0 e 2.0, c. 547; coope­ Apóstolos, c. 400 §§ 1 .0-3.0; à Dioce­
rador do pároco, c. 545 §§ 1 .0 e 2.0; se, c. 396 §§ 1 .0 2.0; a pessoas e
deve ser presbrtero, c. 546; quando instituições, c. 397 §§ 1 .0 e 2.0; d i­
rege interinamente a paróquia, c. l igência e comedimento, c. 398; do
541 ; geral e episcopal: validade dos pároco às famrlias, c. 529 § 1 .0; aos
atos antes da notrcla da morte do doentes, c. 529 § 1 .0•
Bispo, c. 41 7; cessação do poder,
c. 41 8 § 2.0, n. 1 ; Moderador da VOCAÇOES: i ncentivadas pelo Bispo,
cúria, c. 473 § 3.0 ; geral - um só c. 385; dos noviços, c. 652 § 1 .0•
ou mais, c. 475 §§ 1 .0 e 2.0; poder
ordinário, c. 476; nomeação, c. 4n VONTADES: pias, c. 1 299-1302.
§§ 1 .0 e 2.0; Idade e outros requi­ VOTO: noção, c. 1 1 91 § 1 .0 ; divisão,
sitos, c. 478 §§ 1 .0 e 2.0; atribui­ c. 1 1 92; capacidade, c. 1 1 91 § 2.0;
ções, c. 479-480; cessação e sus­
por medo ou dolo, c. 1 1 91 § 3.0;
pensão do poder, c. 481 §§ 1 .0 a quem obriga, c. 1 1 93 ; cessação,
e 2.0; participação dos Vigários ge­ c. 1 1 94; dispensa, c. 1 1 96; comu­
rais, episcopais, judiciais e forâneos
tação, c. 1 1 97 ; anterior à profissão
no srnodo diocesano, c. 463 n. religiosa, c. 1 1 98 ; na profissão re­
2, 7.
ligiosa, c. 654 {cfr. c. 659-661 , 668);
VINCULO: matrimonial: indissolúvel, c. impedimento matrimonial, c. 1 088;
1 056, 1 1 41 ; dissolução do rato e dispensa do impedimento, c. 1 078
não consumado, c. 1 1 42, 1 696 §§ § 2.0, n. 1 ; obediência ao Sumo Pon­
1 .0 e 2.0; dissolução do consumado trfice em virtude do voto, c. 590 §
e não rato, c. 1 1 43, 1 1 48 § 1 .0; 2.0; nas eleições, c. 1 1 9, n. 1 , c.
impedimento matrimonial, c. 1 085. 1 67-172.

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