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MÓDULO II

2. PREGÃO

2.1. Conceito de Pregão.

⇒ Segundo Aurélio Buarque de Holanda, ( Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 1986,p.1.382) é


o “ ato de apregoar. Proclamação pública.

⇒ CONCEITO LEGAL - LEI FEDERAL Nº 10.520/02


DEC. FEDERAL Nº 3.555/00

⇒ Pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns, onde a disputa pelo
fornecimento se dá através de sessão pública, por meio de propostas e lances, para a classificação e
habilitação do licitante que ofertou o menor preço.

2.2. Finalidade do Pregão

⇒ Redução de despesa através da negociação em ato público, onde ganha quem ofertar menor
preço;

⇒Agilidade nas requisições de bens e serviços;

⇒ Possibilidade de realização de vários processos licitatórios para um mesmo objeto, sem que seja
caracterizado fracionamento de despesa;
⇒ Redução do tempo necessário para a concretização do certame licitatório.

2.3. Fundamento Legal do Pregão

CONSTITUCIONALIDADE DO PREGÃO

⇒ O inciso XXVII, do art. 22 da Constituição Federal de 1988, estabelece que compete


privativamente à União legislar sobre:

“normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas


diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estado, Distrito Federal e Municípios, obedecido o
disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos
dos art. 173, § 1°, III,” (Redação dada pela emenda constitucional n° 19, de 04.06.98).

LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA

⇒ Lei Federal n° 10.520, de 17 de julho de 2002. Lei que institui no âmbito da União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, a modalidade de licitação denominada pregão.

⇒ Decreto Federal n° 3.555, de 08 de agosto de 2000, e suas alterações. Este decreto aprova o
regulamento para a modalidade pregão, disciplinada na Medida Provisória n° 2.026-3 datada de
04.05.2000;
⇒ Decreto Federal n° 3.697, de 21 de dezembro de 2002, que regulamenta o Parágrafo Único do
art. 2°, da MP n° 2.026-7 de 23 de novembro de 2000, artigo que trata do pregão por meio da
utilização de tecnologia da informação.
⇒ Decreto Federal n° 5.450, de 31 de maio de 2005, que regulamenta o pregão, na forma
eletrônica, para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências.

LEGISLAÇÃO SUBSIDIÁRIA

⇒ A própria Lei n° 10.520/02, estabelece em seu Art. 9° que se aplicam subsidiariamente para a
modalidade pregão, as normas gerais de licitação estabelecidas pela Lei n° 8.666, de 21 de junho de
1993, com suas alterações

2.4. PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PREGÃO

⇒ O art. 4°, do Decreto n° 3.555/00, estatui que “A licitação na modalidade de pregão é


juridicamente condicionada aos princípios básicos e correlatos.

⇒ O art. 5°, do Decreto n° 5.450/05, estatui que “A licitação na modalidade de pregão é


condicionada aos princípios básicos e correlatos da razoabilidade, competitividade e
proporcionalidade.

PRINCÍPIOS BÁSICOS:

⇒ PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

Por esse princípio, os atos do gestor público só serão legitimados se forem praticados na
conformidade com a Lei vigente, desta forma a prática de atos que estão autorizados na Lei,
implicará em responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso.
⇒ PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE

Este princípio veda qualquer tipo de concessão de privilégios e ou benefícios, assegurando sempre
aos licitantes, condições justas de competição.

⇒ PRINCÍPIO DA MORALIDADE

O Princípio da Moralidade Administrativa constitui pressuposto básico para que o ato da


Administração Pública tenha validade. Desta forma, o ato administrativo

não terá que obedecer somente aos preceitos da Lei, mas também à ética do agente administrativo,
que deve ser pautada no saber distinguir o bem do mal, o honesto do desonesto.

⇒ PRINCÍPIO DA IGUALDADE OU ISONOMIA

Este princípio é primordial para o pregão, visto que não pode ocorrer licitação com discriminação
entre participantes. Não é admissível que editais contenham cláusulas que favoreçam a uns e
prejudiquem a outros.

⇒ PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE
Por este princípio não há nem pode haver licitação sigilosa. Este princípio obriga a Administração
Pública a expor todo e qualquer ato por ela realizado, afim de garantir ao cidadão a necessária
segurança na conduta do administrador.

⇒ PRINCÍPIO DA PROBIDADE ADMINISTRATIVA


Este princípio está contido no princípio da moralidade, onde o Administrador deverá pautar seus
atos na moralidade e probidade evitando a corrupção, o desvio e a negociata com recursos e os bens
públicos. O gestor tem que ser honesto em cumprir os deveres que lhes são atribuídos por força de
legislação.

⇒ PRINCÍPIO DA VINCULAÇÃO AO EDITAL

Segundo Hely Lopes de Meirelles, “o edital é a lei da licitação, e como tal, vincula aos seus termos
tanto os licitantes quanto a Administração que o expediu. É impositivo para ambas as partes e para
todos os interessados na licitação”. Assim, este princípio obriga tanto a Administração como os
licitantes a cumprirem os termos do edital em todas as fases do processo licitatório.

⇒ PRINCÍPIO DO JULGAMENTO OBJETIVO

Por este princípio o pregoeiro terá que julgar conforme estabelece o edital. Não é admissível no
julgamento, em qualquer das suas fases, o uso de subjetivismo, do personalismo e da
discricionariedade.

Assim, o julgamento terá que se ater a critérios objetivos


Prefixados no edital, confrontando-os com as especificações contidas nas propostas dos licitantes.

PRINCÍPIOS CORRELATOS:

⇒ PRINCÍPIO DA CELERIDADE
O pregão é a modalidade licitatória, que pelo seu rito busca reduzir o tempo necessário para o
processo de compra/contratação. Neste sentido o pregoeiro deverá
desenvolver seus trabalhos visando o melhor negócio para a Administração no menor tempo
possível.

⇒ PRINCÍPIO DA FINALIDADE

Por este princípio, no edital o pregoeiro ao eleger as condições mínimas, deve fazê-lo em função da
finalidade a ser satisfeita com a compra ou contratação.

⇒ PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE

Este princípio condena o excesso e a desproporcionalidade, tanto nas quantidades necessárias


quanto nas exigências para a contratação.

⇒ PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE

Por este princípio o pregoeiro deve empregar no pregão somente os meios necessários para alcançar
o fim desejado. Como regra, o princípio da proporcionalidade é aplicável com maior relevância no
momento da elaboração do edital, visto que iniciada a fase externa da licitação reduz-se
radicalmente a discricionariedade do agente público.
⇒ PRINCÍPIO DA COMPETITIVIDADE

Este princípio está diretamente ligado ao princípio da isonomia, por ele a Administração terá que
manter as condições que garantam uma competição isenta de dirigismos, preferências escusas ou
interesses dissociados da coisa pública.

⇒ PRINCÍPIO DO PREÇO JUSTO


Por este princípio o pregão busca encontrar um ponto de equilíbrio onde a Administração busca o
menor preço e o licitante o seu lucro mínimo na contratação, é um ponto em que todos ganham.

⇒ PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE

Por este princípio a Administração nas suas compras/contratações está obrigada a selecionar a
melhor proposta ofertada pelos licitantes que acorreram ao certame.

⇒ PRINCÍPIO AS COMPARAÇÃO OBJETIVA DA PROPOSTA

Este princípio garante ao licitante que o pregoeiro julgará conforme estabelece o edital, através da
confrontação da proposta com as especificações contidas no edital, em qualquer fase da licitação.

2.5. Estruturas e fases para elaboração do Pregão

2.5.1. FASE INTERNA - PREPARATÓRIA

A fase interna ou preparatória do pregão é estabelecida no art. 3° da Lei n° 10.520/02, inicia-se com
a abertura do processo licitatório pela autoridade competente, através de instrumento que contenha
TERMO DE REFERÊNCIA do objeto, bem assim devem ser observadas as exigências abaixo
explicitadas:

2.5.1.1. Exigências a serem observadas

I. Justificativa da necessidade da compra/contratação


Aqui se dá a requisição do objeto, a partir da demonstração da necessidade da contratação,
manifestada por agente público, onde sejam definidos, no mínimo, os seguintes elementos: por que
precisa contratar; qual o consumo previsto; como vai aplicar; o quantitativo necessário (e possível
de ser adquirido em função dos recursos); como vai utilizar.

II . Definição do objeto a ser licitado

O inciso II art. 3°, da Lei n° 10.520/02, estabelece:

“II – a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações
que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem a competição;”

Com essa regra, quis a Lei assegurar a competividade, de forma a que a Administração não venha a
inserir no Edital cláusulas ou condições que venham a ferir o Princípio da Competividade,
estabelecendo preferências, distinções ou tratamento diferenciado aos licitantes, à exceção das
restrições já previstas em lei, ao teor dos arts. 12 e 15 da Lei n° 8.666/93, quais sejam, aqueles
requisitos que imprimam ao objeto:
− segurança;
− funcionalidade e adequação ao interesse público;
− economia na execução, conservação e operação;
− possibilidade de emprego de mão-de-obra, materiais, tecnologia e matérias-primas existentes no
local para execução, conservação e operação;
− facilidade na execução, conservação e operação;
− durabilidade;
− atendimento de normas técnicas, de saúde, de segurança do trabalho e do impacto ambiental;
− padronização;
− compatibilidade de especificações técnicas, inclusive regras de ergonomia;
− condição de manutenção, assistência técnica, garantia, guarda e armazenamento;
− marca ou características exclusivas.

Importa salientar que a descrição do objeto não pode ser feita a partir de determinada marca, pois
equivale a indicar marca ou características exclusivas, prática vedada no art. 7°, parágrafo 5°, Lei n°
8.666/93.

III Definição das exigências para a habilitação dos licitantes

O inciso XIII do art. 4° da Lei n° 10.520/02, estabelece critérios para a habilitação dos licitantes, na
forma que se segue:

XIII – a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular
perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço –
FGTS, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende
às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira;

IV. Definição dos critérios de aceitação das propostas

Ainda nessa fase interna, deve a Administração definir os critérios de aceitação da proposta, norma
onde se encontram abrangidas duas regras: as pertinentes ao exame de conformidade, que dizem
respeito ao objeto; e aceitabilidade dos preços.
Segundo o Prof. JORGE ULISSES JACOBY FERNANDES, “definir diretrizes para o pregoeiro
aceitar a proposta significa:
a) estabelecer como o licitante vai descrever o produto (...);
b) estabelecer como o licitante vai apresentar a proposta, número de vias (...), o valor por extenso e
em algarismos, indicando o que prevalece, se houver divergência;
c) embora a Lei do pregão e da licitação convencional sejam silentes sobre a questão da amostra, o
edital deve prever, se for o caso, como se processa a entrega, o exame e a aprovação;
d) indicar o procedimento para a aceitação de produto similar ao pretendido pela Administração;
e) estabelecer o prazo de garantia do produto e como se formalizará;
f) estabelecer o prazo de entrega, as condições de embalagem;
g) indicar outros elementos característicos para avaliação do objeto ofertado pelo licitante.

V. Definição das sanções por inadimplemento

Na fase interna, há a Administração que indicar as penalidades a serem previstas no edital para os
licitantes e futuros contratados, diante de eventual inadimplência de sua parte.
No pregão há regra própria sobre as sanções cabíveis, ao teor do art. 7°, da Lei n° 10.520/02,
valendo destaque que a nova sanção “impedimento de licitar e contratar com a União, Estados,
Distrito Federal ou Municípios” e a multa não serão cumulativas com as penalidades administrativas
previstas na Lei n° 8.666/93, mas apensas com os crimes definidos nessa norma, valendo lembrar
que as multas somente podem ser aplicadas se previstas no edital e sempre em atendimento aos
Princípios da Razoabilidade e Proporcionalidade.

I . Definição das cláusulas que comporão o contrato, inclusive com fixação dos prazos para o
fornecimento

A definição das cláusulas do contrato deve levar em conta, principalmente, as regras do art. 55 da
Lei 8.666/93, tendo em vista que as normas do pregão se exaurem com o término do procedimento,
vigorando plenamente, na regulação dos contratos, o previsto no Estatuto das Licitações.
II. Orçamento

O art. 3°, III da Lei n° 10.520/02 estabelece que dos autos do processo licitatório deverá constar o
orçamento do bem ou serviço a ser licitado.

Abaixo algumas decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a obrigatoriedade do


orçamento/ Planilha de custo nas licitações.

1. Orçamento- detalhado em planilhas – requisito prévio.


TCU determinou: “... somente proceda à licitação de obras ou de serviços ou dê prosseguimento a
processos de contratação direta de obras e serviços – quando existir orçamento detalhado em
planilhas que expressem todos os custos unitários das obras ou serviços objeto da licitação ou da
contratação direta, de acordo com o artigo 7°, § 2°, inciso II e dispensa e inexigibilidade de
licitação”.

2. Planilha de custos – valor estimado – divergência.


O TCU entendeu irregular a despesa ou mandou instaurar Tomada de Conta Especial no órgão que
contratou empresa com valor 53% superior ao estimado no edital.

3. Planilha de custos – Consulta a fornecedores - Forma


TCU decidiu: “... esclarecer que a existência de documento que consolida os valores obtidos e
permita verificar a base de dados utilizados para a necessária estimativa, pode ser elaborado com
fundamento em qualquer meio de comunicação entre gestor e fornecedor, é suficiente para atender a
formalização desejável” (Processo n° TC 015769/2003 – 3 – Acórdão n° 1.110/2004 – Plenário.

4. Planilha de custos – deve considerar o preço de mercado


TCU determinou: “observar o disposto nos arts. 7°, § 2°, inciso II, da Lei n° 8.666/93 quanto à
TCU determinou: “observar o disposto nos arts. 7°, § 2°, inciso II, da Lei n° 8.666/93 quanto à
necessidade da disponibilização de orçamentos, em seus editais de licitação, que espelhem a
realidade dos valores praticados no mercado e nos quais reste claro o valor máximo a ser aceito pela
Administração para as obras e serviços a serem contratados, a fim de propiciar um julgamento
objetivo, em estrita vinculação aos instrumentos convocatórios” (processo n° TC – 014.599/2000-2.
Acórdão n° 1.753/2004 – 2° Câmara).

5. Planilha de custas – dever da CPL


O TCU entendeu que: é dever da CPL observar a obrigatoriedade da planilha. Multa aos membros
por inobservância da norma. (processo n° 350.057/95-8. Decisão n° 504/1996 – Plenário.
6. Planilha de custas- inaplicável à compras
O TCU recomendou fazer prévio levantamento de preços de mercado – art. 15, III e V – mas não
exigiu planilhas de custos para compras. Anulou licitação e contrato superfaturado e multou
servidores. (processo n° 004.882/95- 4 – Acórdão 099/1995 – Plenário.

7. Planilha de custos – Preços superfaturado


O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) isentou membros da CPL e condenou apenas
aquele que fez a pesquisa de preços. (processo n° 7744/93. Decisão n° 6015/1999).

III. Designação do pregoeiro e equipe de apoio

Ainda nessa fase preparatória do pregão, a autoridade competente (aquele a quem o regimento ou o
estatuto do órgão ou da entidade conferir essas atribuições: 1 – determinar a abertura da licitação, 2
– designar o pregoeiro e os componentes da equipe de apoio. 3 – decidir os recursos contra atos do
pregoeiro. 4 – homologar o resultado da licitação e 5 – promover a celebração do contrato), designar
o pregoeiro e a equipe de apoio.

A norma não estabelece como se formaliza o ato de nomeação, deixando o tema a ser regulado
A norma não estabelece como se formaliza o ato de nomeação, deixando o tema a ser regulado
segundo as normas internas do órgão ou entidade (normalmente se faz por portaria). Do ato de
nomeação deve constar os poderes do pregoeiro e da equipe de apoio, o período, termo e condições
da investidura, e, ainda, o substituto do pregoeiro (normalmente, um membro da equipe de apoio).

Cópia do ato de nomeação deve ser inserido dos autos do processo (aplicação subsidiária do
Estatuto das Licitações).

2.5.1.1. Edital do Pregão

⇒ Conforme estabelece a lei nº 10.520/02, no art. 4º, III, no edital deverão constar:

1) A Legislação Aplicada;
2) O objeto do certame;
3) Regras para recebimento e abertura dos envelopes;
4) As exigências de habilitação;
5) Os critérios de aceitação das propostas;
6) As sanções por inadimplemento;
7) As cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para fornecimento;
8) Outros itens, que garantam a Administração pública a realização da melhor contratação.

⇒ Da Legislação Aplicada.

O edital deverá fazer menção a legislação que regerá o certame licitatório. Desta forma, deverá
explicitar as leis e decretos que regerão o pregão, bem como, para que não paire dúvidas, definir os
termos constantes do edital, que são considerados importantes,
⇒ Das Condições para Participação no Certame

Neste item serão explicitadas as condições impostas pela Administração para que o licitante possa
participar no certame licitatório

⇒ Objeto da Licitação
O edital deverá conter a definição clara e precisa do objeto da licitação, de forma que não dê
margem a interpretações diferentes, ocasionando propostas com objetos distintos do que é buscado
pela Administração.
É de bom alvitre que a especificação do objeto seja colocada em documento anexo ao edital,
facilitando assim, tanto para a Administração Pública como para o licitante.

⇒ Regras Para Recebimento e Abertura dos Envelopes de Propostas de Preços.

Deverá conter no mínimo o seguinte:

Local, Dia e Hora da realização do Pregão. A lei nº 10.520/02, no inciso V do art. 4º, estabelece
que o prazo fixado para apresentação das propostas, contados a partir da publicação do aviso, não
será inferior a 8 (oito) dias úteis.

⇒ Dos Lances:

Os lances serão feitos pelas licitantes na ordem decrescente dos preços ofertados, até a proclamação
do vencedor.

Obs.: Não serão aceitos lances iguais ou superiores ao menor preço ofertado.
Ao Encerrar a fase de lances as propostas são reordenadas em ordem crescente sendo dado
conhecimento da classificação aos presentes.

Em seguida verificará se a proposta classificada em primeiro lugar atende os requisitos do edital


quanto ao objeto e valor e decidirá motivadamente a respeito de sua aceitabilidade (Inciso XI, do
art. 4º da Lei nº 10.520/02)

Para a decisão do pregoeiro quanto à aceitação da proposta, conforme estabelece o inciso X, do art.
4º da Lei 10.520/02, deverá observar os seguintes critérios:

II – Menor preço;

II – Prazo para fornecimento;

II – Especificações técnicas;

II – Parâmetros mínimos de desempenho e qualidade.

⇒ ADJUDICAÇÃO

O inciso XIV, do art. 11, do Decreto n.º3.555/00, estabelece que se a proposta e a documentação de
habilitação do licitante que ofertou o menor preço tiverem atendido as exigências do edital, o
pregoeiro o declarará vencedor, adjudicando-lhe o objeto do certame.

Se a proposta não for aceita ou se a documentação do licitante não atendeu ás exigências do edital, o
pregoeiro examinará a oferta e habilitação dos licitantes subseqüentes na ordem de classificação, até
que seja apurada uma proposta que atenda aos requisitos do edital, sendo o respectivo licitante
declarado vencedor, recebendo a adjudicação do objeto do certame.

⇒ DAS SANÇÕES POR INADIMPLEMENTO


Neste item devem ser explicitadas as sanções a serem aplicadas no caso de descumprimento das
normas contidas no Edital.

A Lei n.º 10.520, no seu art. 7º, estabelece a penalidade a ser aplicada quando a licitante cometer
uma das seguintes infrações:

 Não celebrar o contrato;

 Se omitir de entregar documentos ou entregar documentos falsificados;

 Não manter a proposta;

 Falhar ou fraudar na execução do contrato;

 Comportar-se de modo inidôneo;

 Cometer fraude fiscal.

PENA: Impedimento de licitar com a administração que poderá ir até 5 ( cinco ) anos, sem prejuízo
de multas e demais cominações legais ( arts. 93 a 96 da Lei 8.666/93).

2.5.1.2. RECURSOS NO PREGÃO

DOS RECURSOS
DOS RECURSOS

Atendidas as exigências para a habilitação o pregoeiro declara o vencedor do certame adjudicando-


lhe o objeto.

Em seguida, o pregoeiro pergunta aos credenciados habilitados a atuarem na sessão, se desejam


examinar a documentação do vencedor, e se desejam interpor recurso.

A documentação da licitante vencedora é disponibilizada para exame na sessão em curso.

Caso algum representante manifeste a intenção de interpor recurso, deverá registrar em ata a
motivação do recurso, ficando este de pronto intimado a apresentar as razões do recurso no prazo de
3 ( três ) dias, conforme preceitua o inciso XVIII, do art. 4º, da Lei n.º 10.520/02. O mesmo
mandamento legal define que os demais licitantes ficam desde logo intimados a apresentar contra-
razões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo do recorrente.

O pregoeiro comunicará aos licitantes que o processo ficará disponível para consulta durante o
prazo recursal, em local por ele designado, na sede do órgão licitador, de lá não podendo ser retirado
por se tratar de prazo comum a todas as partes.

Na contagem dos prazos deverá ser observado o disposto no art. 110, da Lei n.º 8.666/93.

2.5.1.3. HOMOLOGAÇÃO

Não havendo ou sendo decididos os recursos a autoridade competente homologará a licitação e


convidará o adjudicado para assinar o contrato dentro do prazo estabelecido no edital.

2.6.FASE EXTERNA DO PREGÃO


A fase externa inicia-se com a convocação dos interessados, através da publicação do aviso do
pregão, nos meios indicados pela Lei n.º 10.520/02, regulamentada pelo Decreto n.º 3.555/00.

2.6.1. DO AVISO DO EDITAL.

O aviso do edital do pregão conterá obrigatoriamente as seguintes informações :

⇒ Definição clara do objeto a ser licitado;

⇒ Indicação do local, dia e horários em que poderá ser lida e obtida a integra do edital.

2.6.2. PUBLICAÇÃO DO AVISO PREGÃO

Conforme estabelece o art. 11, do Decreto n.º 3.555/00, a publicação do aviso obedecerá aos
seguintes limites:

⇒ Para bens e serviços de valores estimados em até R$ 160.000,00 (Cento e sessenta mil reais), a
publicação será feita no Diário Oficial do Estado e na Internet;

⇒ Para bens e serviços de valores estimados acima de R$ 160.000,00 (Cento e sessenta reais) até
R$ 650.000,00 (Seiscentos e cinqüenta mil reais), a publicação será feita no Diário Oficial do
Estado, na Internet e em jornal de grande circulação local;

⇒ Para bens e serviços de valores estimados acima de R$ 650.000,00 (Seiscentos e cinqüenta mil
reais), a publicação será feita no Diário Oficial do Estado, na Internet e em jornal de grande
circulação regional ou nacional.
2.7. ATRIBUIÇÕES DO PREGOEIRO E COMISSÃO DE APOIO.

2.7.1. ATRIBUIÇÕES DO PREGOEIRO

o Credenciar os representantes das licitantes interessadas


o Receber os envelopes de Propostas de preços e Documentação;
o Abrir os envelopes de propostas analisar sua aceitabilidade e classificar as propostas
apresentadas;
o Conduzir os procedimentos relativos aos lances e a escolha da proposta ou do lance de
menor preço;
o Abrir o envelope de documentação do licitante que apresentou o menor preço;
o Examinar a documentação, e se for o caso habilitar a licitante que ofertou o menor preço;
o Conduzir os trabalhos da equipe de apoio;
o Elaborar a ata registrando as manifestações dos representantes credenciados;
o Adjudicar ou não o objeto do certame;
o Receber, examinar e decidir sobre os recursos;
o Encaminhar o processo devidamente instruído, após a adjudicação, á autoridade superior
visando a homologação do certame e autorize a contratação.

2.7.2. SÃO ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE APOIO

o Fazer a recepção dos licitantes até o local que se dará a sessão pública;
o Realizar a identificação dos credenciados;
o Receber os envelopes de proposta de preços e documentação de habilitação;
o Numerar todas as folhas das propostas de preços;
o Rubricar todos os documentos
o Colher assinatura em lista de presença;
o Distribuir crachás

2.8. ATRIBUIÇÕES DA AUTORIDADE COMPETENTE E DO PREGOEIRO PARA O


PREGÃO ELETRÔNICO.

2.8.1. ATRIBUIÇÕES DA AUTORIDADE COMPETENTE (ART. 8º DO DECRETO Nº


5.450/05)

• designar e solicitar, junto ao provedor do sistema, o credenciamento do pregoeiro e dos


componentes da equipe de apoio;
• indicar o provedor do sistema;
• determinar a abertura do processo licitatório;
• decidir os recursos contra atos do pregoeiro quando este mantiver sua decisão;
• adjudicar o objeto da licitação, quando houver recurso;
• homologar o resultado da licitação; e
• celebrar o contrato

2.8.2. ATRIBUIÇÕES DO PREGOEIRO PARA O PREGÃO ELETRÔNICO, (ART. 11 DO


DECRETO Nº 5.450/05)

• Coordenar o processo licitatório


• Receber, examinar e decidir as impugnações e consultas ao edital, apoiado pelo setor
responsável pela sua elaboração
• Conduzir a sessão pública na Internet
• Verificar a conformidade da proposta com as exigências do edital
• Dirigir a etapa de lances
• Verificar e julgar as condições de habilitação
• Receber, examinar e decidir os recursos, encaminhando à autoridade competente quando
mantiver sua decisão
• Indicar o vencedor do certame
• Adjudicar o objeto, quando não houver recurso
• Conduzir os trabalhos da equipe de apoio
• Encaminhar o processo devidamente instruído à autoridade superior e propor a homologação

OBRIGAÇÕES DO LICITANTE INTERESSADO (ART. 13 DO DECRETO Nº 5.450/05)

• Credenciar-se no SICAF (quando for o caso)


• Remeter, no prazo estabelecido, exclusivamente por meio eletrônico, via internet, a proposta e,
quando for o caso, seus anexos
• Responder formalmente pelas transações efetuadas em seu nome, assumindo como firmes e
verdadeiras suas propostas e lances, inclusive os atos praticados diretamente ou por seu
representante, não cabendo ao provedor do sistema ou órgão promotor da licitação responsabilidade
por eventuais danos decorrentes de uso indevido da senha, ainda que por terceiros
• Acompanhar as operações no sistema eletrônico durante o processo licitatório,
responsabilizando-se pelo ônus decorrente da perda de negócios diante da inobservância 29 de
quaisquer mensagens emitidas pelo sistema ou sua desconexão
• Comunicar imediatamente ao provedor do sistema qualquer acontecimento que possa
comprometer o sigilo ou a inviabilidade do uso da senha, para imediato bloqueio de acesso
• Utilizar-se da chave de identificação ou da senha de acesso para participar do pregão eletrônico
• Solicitar o cancelamento da chave de identificação ou da senha de acesso por interesse próprio
2.10. DOS LANCES

Os lances serão feitos exclusivamente por meio do sistema eletrônico (art. 24 do Decreto nº
5.450/05)

• O licitante será imediatamente informado do seu recebimento e do valor consignado no registro;


• O licitante poderá oferecer lances sucessivos, observando as regras estabelecidas no edital;
• O licitante somente poderá oferecer lance inferior ao último por ele ofertado e registrado pelo
sistema;
• Não serão aceitos dois ou mais lances iguais
• Os licitantes serão informados, em tempo real, do valor do menor lance registrado, vedada a
identificação do licitante;
• O sistema eletrônico encaminhará aviso de encerramento dos lances, após o que transcorrerá
período de tempo de até 30 minutos, aleatoriamente, findo o qual será automaticamente encerrada a
recepção de lances;
• A etapa de lances será encerrada por decisão do pregoeiro.

IFERENÇAS ENTRE PREGÃO PRESENCIAL E O PREGÃO ELETRÔNICO


PRESENCIAL ELETRÔNICO
Na ausência do licitante o mesmo, será
O credenciamento do licitante dar-se-á pela
representado somente por um único preposto, com
atribuição de chave de identificação e de senha
poderes para formular propostas e praticar todos
de acesso.
os demais atos inerentes ao certame.
Declaração dando ciência de que a licitante Os fornecedores somente serão habilitados
cumpre plenamente os requisitos de habilitação quando do envio de propostas dentro do período
exigidos no edital. estabelecido no edital.
PRESENCIAL ELETRÔNICO
Na ausência do licitante o mesmo, será
O credenciamento do licitante dar-se-á pela
representado somente por um único preposto, com
atribuição de chave de identificação e de senha
poderes para formular propostas e praticar todos
de acesso.
os demais atos inerentes ao certame.
Declaração dando ciência de que a licitante Os fornecedores somente serão habilitados
cumpre plenamente os requisitos de habilitação quando do envio de propostas dentro do período
exigidos no edital. estabelecido no edital.
O fornecedor deverá estar presente in loco para Os lances serão ofertados eletronicamente via
ofertar seus lances. internet.
A licitante portará dois envelopes contendo: um, a A habilitação somente será exigida da licitante
habilitação e o outro as propostas de preço. vencedora do certame.
O índice de recursos é bem inferior em relação
Alta probabilidade de recursos.
as outras modalidades.
As licitantes tomam conhecimento das suas As Licitantes não identificam as suas
concorrentes no ato pregão. concorrentes.

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE PREGÃO E A LEI Nº 8.666/93

Procedimento Pregão Lei 8.666/93


Fase preparatória Termo referente -
Habilitação Firma vencedora Todas
Presença do licitante Obrigatória Não é obrigatória
Negociação de preços Têm Não Têm
Publicação Edital 08 Dias úteis 05 a 45 dias
Tipo de Licitação Menor Preço Menor Preço, Melhor Técnica, Técnica
e Preço, Maior Lance ou oferta
Uso do meio eletrônico Permite Não permite
Margem de inclusão 10% do menor preço ou as -
03 propostas menores
Impugnação de Edital Até 02 dias úteis 05 dias úteis
Valores Não há valores mínimo e Diferença de valor Dispensa
máximo
Fracionamento Não há risco Existe o risco
Validade da Proposta 60 dias se outro prazo não Até 60 dias
estiver fixado
Prazo recursal 03 dias 05 dias úteis
Suspensão temporária Até 05 anos Até 02 anos