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EEEP FRANCISCA CASTRO DE MESQUITA

CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM


ENSINO MÉDIO INTEGRADO

CONVULSÃO E EPILEPSIA
Emergência Clínica

Walfrido Farias Gomes


Professor do Ensino Médio Integrado
Enfermeiro COREN/CE 312.517
EEEP FRANCISCA CASTRO DE MESQUITA
Reriutaba/Ce 2018
EEEP FRANCISCA CASTRO DE MESQUITA Enfermagem WALFRIDO FARIAS GOMES
CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
ENSINO MÉDIO INTEGRADO Urgência e Emergência COREN/CE 312.517 Enfermeiro

Crise Convulsiva
C O N C E I T O

• Significa todo e qualquer tipo de


DISTÚRBIO CLÍNICO comum a
diversos tipos de doenças e é
causado por uma ampla variabilidade
de situações.
• A convulsão é um estado modificado
agudo e súbito do grau de
consciência do indivíduo. Resultante
de um estímulo anormal dos
neurônios, propagando-se por todo
cérebro. Há contrações musculares
generalizadas e repetitivas.
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Crise Convulsiva
E T I O L O G I A
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Crise Convulsiva
E T I O L O G I A
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Crise Convulsiva
SINAIS E SINTOMAS

 Súbita perda de consciência;


 Queda da própria altura: podendo
desencadear traumas secundários;
 Movimentos bruscos e involuntários
da musculatura;
 Trismo (enrijecimento da musculatura
da mandíbula);
 Sialorréia (salivação excessiva);
 Cianose labial e em extremidades;
 Relaxamento dos esfíncteres urinário e
fecal.
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Crise Epiléptica
CLASSIFICAÇÃO

Crises Parciais
 Simples (sem amnésia temporária)
 Complexa (com amnésia temporária)

Crises Generalizadas
 Convulsivas (tônicas, clônicas e tônico-clônicas)
 Não convulsivas(do tipo ausência e mioclônicas)

Status epilepticus (estado de mal epiléptico)


 Convulsões generalizadas seguindo-se umas às
outras, sem recuperação da consciência (pelo menos
30 min)
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Crise Epiléptica
CRISES PA R C I A I S SIMPLES
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Crise Epiléptica
CRISES PA R C I A I S COMPLEXAS
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Crise Epiléptica
CRISES GENERALIZADAS

Não convulsivas
AUSÊNCIA Convulsivas
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Estado de Mal Epiléptico


D E F I N I Ç Ã O: crise suficientemente PROLONGADA ou
repetitiva para causar uma condição fixa e duradoura
Status convulsivo:

 Crise convulsiva com mais de 5 min de duração


 Pelo menos três convulsões em uma hora

 20-30 min de crises convulsivas contínuas


Status não-convulsivo:

 Crises não-convulsivas sem recuperação da consciência


entre as crises
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Estado de Mal Epiléptico


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Estado de Mal Epiléptico


Um a dois minutos
Mas quanto DURA uma
crise convulsiva? Intervalos de 30 min, segundo
dados epidemiológicos mostram
maior mortalidade

Mas a partir de quando


teremos um dano
neuronal? Outros autores advogam
20 min para definição de
Status epilepticus

Crises com atividade


tônico-clônica maior
que 5 min devem ser
tratadas com SE.
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Crise Convulsiva
TRATAMENTO

Objetivo do tratamento – não recorrência de crises


convulsivas.
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Crise Convulsiva
TRATAMENTO
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Crise Convulsiva
TRATAMENTO ( FÁ R M A C O S )

Mecanismo de Ação das Drogas Antiepilépticas

• Aumento da atividade sináptica inibitória;

• Diminuição da atividade sináptica excitatória;

• Controle da excitabilidade da membrana neuronal e da


permeabilidade iônica.
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Crise Convulsiva
TRATAMENTO ( FÁ R M A C O S )
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TRATAMENTO ( FÁ R M A C O S )
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Crise Convulsiva
TRATAMENTO ( FÁ R M A C O S )

Benzodiazepínicos

Diazepan (Valium): pode Sua ação é rápida e


interromper o status Por que? fugaz, portanto
rapidamente, mas não deve exige uma droga de
ser usado isoladamente ação longa para
evitar recorrência

Tratar as crises repetidas com


doses repetidas, sem abordar a
Grande erro na prática
causa desencadeante e sem
médica
adminstração de drogas de longa
duração
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Crise Convulsiva
TRATAMENTO ( FÁ R M A C O S )
Fenitoína:

HIDANTAL é destinado ao tratamento de:


• crises convulsivas durante ou após neurocirurgia;
• crises convulsivas, crises tônico-clônicas generalizadas e crise
parcial complexa (lobo psicomotor e temporal);
• estado de mal epiléptico.

Carbamazepina:

• É adequada para monoterapia e terapia combinada.


• Geralmente não é eficaz em crises de ausência e em crises
mioclônicas.
• Síndrome de abstinência alcoólica.
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Crise Convulsiva
TRATAMENTO ( FÁ R M A C O S )

Valproato:

• Epilepsia: é indicado como monoterápico ou como terapia


adjuvante ao tratamento em crises parciais complexas, que
ocorrem tanto de forma isolada ou em associação com outros tipos
de crises.
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Crise Convulsiva
AT E N D IM E N TO EMERGÊNCIA
INICIALMENTE: PROTEGER o paciente para EVITAR traumas adicionais

• MOV (Monitorização, Oxigênio, Veia)


Ritmo cardíaco, Crises com
Oximetria de pulso
O2 suplementar
SE SatO2 < 94% duração > 5
Glicemia capilar
minutos

• Abrir Vias Aéreas


Se Dx < 60 mg/dl
Glicose 50% IV
• Dextro
Diazepam ( valium )
• Drogas Fenitoína ( Hidantal )
Fenobarbital ( Gardenal )
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Crise Convulsiva
SEQUÊNCIA DROGAS
1 – Benzodiazepínico (lorazepam, Diazepam, midazolam);

2 – Repetir dose benzodiazepínico;

3 – Hidantalizar;

4 – Dose adicional Fenitoína;

5 – (45min) Fenobarbital ou midazolam;

6 – (60min) Anestesia geral (tiopental, midazolam,


propofol).
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Crise Convulsiva
C O N D U TA M E D I C A M E N TO SA P E D I ÁT R I C O

 Oferecer oxigênio (O2) suplementar sob máscara não


reinalante, SE saturação de O2 < 94%;

 Uso de medicamentos APENAS nas crises com


duração > 5 minutos;

 Administrar Diazepam (1ª escolha);

OU

 Administrar Midazolam (2ª escolha).


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Crise Convulsiva
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Administrar D I A Z E P A M (1ª escolha):


 Dose por via intravenosa (IV)/intraóssea (IO): 0,3 a 0,5 mg/kg/dose
(0,06 a 0,1 ml/kg/dose), máximo de 10 mg/dose; não exceder
velocidade de infusão de 1 mg/kg/min;

 Dose por via retal (se acesso vascular NÃO obtido): 0,5 a 1
mg/kg/dose (0,1 a 0,2 ml/kg/dose), máximo de 10 mg/dose;

 Interromper a administração SE CESSAR A CRISE;

 Repetir por duas vezes, intervalos de 5 a 15 minutos, se necessário;

 Início de ação: 1 a 3 minutos (via retal: 2 a 6 minutos);

 Apresentação: uma ampola = 2 mL = 10 mg (0,1 ml = 0,5 mg).


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Cuidados D I A Z E PA M :

 Não diluir;

 Não administrar por via IM;


 Não administrar se a crise já tiver cessado e o paciente encontrar-se
em período pós-convulsivo;

 Não utilizar no período neonatal (droga de escolha:

fenobarbital solução aquosa).


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Administrar M I D A Z O L A M (2ª escolha):


 IV/IO: 0,15 a 0,3 mg/kg/dose (0,03 a 0,06 ml/kg/dose), máximo de 5
mg/dose;

 Intramuscular (IM): 0,2 mg/kg/dose (0,04 ml/kg/dose), máximo de 5


mg/dose, se acesso venoso NÃO obtido;

 Intranasal: 0,3 mg/kg/dose (0,06 ml/kg/dose), máximo de 7,5 mg/dose;


usar metade em cada narina (aumenta a superfície de absorção) e
usar a apresentação mais concentrada disponível (5 mg/mL);

 Repetir por duas vezes se necessário;

 Apresentação: uma ampola = 3 ml = 15 mg (1 ml = 5 mg).


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Crise Convulsiva
C O N D U TA M E D I C A M E N TO SA P E D I ÁT R I C O

 Estado de mal epiléptico (EME): se após as medidas apresentadas


a crise PERSISTIR ou não houver recuperação da consciência entre
crises sucessivas, administrar:

Administrar F E N I T O Í N A :

 Dose de ataque: 20 mg/kg/dose (0,4 ml/kg/dose) IV, com velocidade


máxima de infusão de 1 mg/kg/minuto, diluída em solução salina 0,9%
ou água destilada;

 Início de ação: 10 a 30 minutos;

 Manter monitorização cardíaca;


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Crise Convulsiva
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 Estado de mal epiléptico (EME): se após as medidas apresentadas


a crise PERSISTIR ou não houver recuperação da consciência entre
crises sucessivas, administrar:

Administrar F E N I T O Í N A :

 Em criança que já faz uso da droga, NÃO EFETUAR dose de


ataque; usar outra medicação ou utilizar dose de 5 a 10 mg/kg (0,1 a
0,2 ml/kg).

 SE A CRISE PERSISTIR após a dose máxima de FENITOÍNA,

utilizar fenobarbital em solução aquosa:


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Cuidados FENITOÍNA:

 Utilizar apenas acesso IV, pois a infusão por via subcutânea


ou IM causa necrose;

 Infusão muito rápida causa bradiarritmias e hipotensão;


 Não deve ser utilizada em conjunto com solução glicosada;

 Não administrar dose de ataque em quem já faz uso da droga; nesses


casos, utilizar 5 a 10 mg/kg.
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Administrar F E N O B A R B I T A L :
 Dose de 20 mg/kg (0,2 ml/kg) IV ou IO lento;

 Pode ser diluído em igual volume de solução salina 0,9%;

 Velocidade máxima de infusão de 30 mg/minuto;

 Se persistir a crise, administrar nova dose de 10 mg/kg (0,1 ml/kg) IV


ou IO lento.

 Se a crise persistir após o fenobarbital e se houver bomba de


infusão disponível, administrar midazolam IV/IO contínuo, na dose
de 0,2 mg/kg de ataque (máximo de 5 mg), seguida de infusão
contínua de 0,1 a 0,2 mg/kg/hora.
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Cuidados F E N O B A R B I TA L :

Pode causar:

Parada respiratória;

Hipotensão arterial

Bradicardia
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Crise Convulsiva
C O N D U TA MEDICAMENTOSA A D U LT O

 Oferecer oxigênio (O2) suplementar sob máscara não


reinalante, SE saturação de O2 < 94%;

 Uso de medicamentos APENAS nas crises com


duração > 5 minutos;

 Administrar Diazepam
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Administrar D I A Z E P A M :
 Dose por via intravenosa (IV) 10 mg, (1 a 2 mg/min) até o controle
da crise;

 Interromper a administração SE CESSAR A CRISE;

 Repetir por duas vezes, intervalos de 5 a 10 minutos, se necessário;

 Início de ação: 1 a 3 minutos;

 Apresentação: uma ampola = 2 mL = 10 mg (0,1 ml = 0,5 mg).


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Cuidados D I A Z E PA M :

 Não diluir;

 Não administrar por via IM;


 Não administrar se a crise já tiver cessado e o paciente encontrar-se
em período pós-convulsivo;
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Crise Convulsiva
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 Estado de mal epiléptico (EME): se após as medidas apresentadas,


(10 e 20 minutos do início do atendimento) a crise PERSISTIR ou não
houver recuperação da consciência entre crises sucessivas,
administrar:

Administrar F E N I T O Í N A :

 Dose de ataque: 20 mg/kg/dose (0,4 ml/kg/dose) IV, com velocidade

máxima de infusão de 50 mg/min DILUÍDA em 250 a 500 ml


de SF 0,9%. Se necessário, pode ser administrada dose
adicional de 5 a 10 mg/kg (após 20 min);
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F E N I T O Í N A (Hidantalizar):

• Fenitoína 20mg /Kg (ampola 250mg / 5ml)


• DILUÍDO em 250 - 500ml de SF
• Velocidade infusão 50 mg / min
• Problemas: hipotensão, arritmias
• Recorrência da crise DURANTE INFUSÃO da
Fenitoína pode fazer DIAZEPAN

• Ainda em crise APÓS hidantalização pode fazer novas


doses de Fenitoína de 5 a 10 mg/Kg, respeitando
máximo de 30 mg/Kg
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 Estado de mal epiléptico (EME): se após as medidas apresentadas,


(10 e 20 minutos do início do atendimento) a crise PERSISTIR ou não
houver recuperação da consciência entre crises sucessivas,
administrar:

Administrar F E N I T O Í N A :

 SE A CRISE PERSISTIR após a dose máxima de FENITOÍNA,

utilizar fenobarbital em solução aquosa:


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Cuidados FENITOÍNA:

 Utilizar apenas acesso IV, pois a infusão por via subcutânea


ou IM causa necrose;

 Infusão muito rápida causa bradiarritmias e hipotensão;


 Não deve ser utilizada em conjunto com solução glicosada;

 Não administrar dose de ataque em quem já faz uso da droga; nesses


casos, utilizar 5 a 10 mg/kg.
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 Dose de 10 mg/kg (0,1 ml/kg) IV ou IO lento;

 Pode ser diluído em igual volume de solução salina 0,9%;

 Velocidade máxima de infusão de 30 mg/minuto;

 Se persistir a crise, administrar NOVA DOSE de 10 mg/kg (0,1 ml/kg)


IV.

 Se a crise persistir após o fenobarbital e se houver bomba de


infusão disponível, administrar Midazolam IV contínuo, na dose de
0,2 mg/kg de ataque, seguida de infusão contínua de 0,1 a 0,2
mg/kg/hora.
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Cuidados F E N O B A R B I TA L :

Pode causar:

Parada respiratória;

Hipotensão arterial

Bradicardia
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Crise Convulsiva
Tempo de crise Medidas gerais Fármacos
1-2min - ABC, SSVV, Dx,
exames
3-5min Diazepam 10-20mg Glicose + tiamina

10-30min Hidantalização Checar exames;


(fenitoína 20mg/kg) corrigir possíveis
distúrbios
30-45min Aumentar fenitoína TC Crânio, Líquor
(+10mg/kg)
45-60min Fenobarbital 10- Vaga UTI, IOT, EEG
15mg/kg
> 60min Midazolam,
Tionembutal, Propofol
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Após CONVULSÃO pense na


sua Causa!!!
• História clínica
• Exame físico
• Exames laboratoriais
• Exames imagem

• Em 90% dos casos fatais, a morte deve-se à


causa que levou ao status, e não ao status em
si
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Bibliografia :
* PROTOCOLOS DE SUPORTE AVANÇADO DE VIDA - Normas de Conduta
Técnica e Gestora para Profissionais do SAMU 192 – Regional Fortaleza /
Alan Breno Moura Pontes, Cláudio Roberto Freire de Azevedo e Gabriel
dos Santos Dias Soares / Cláudio Roberto Freire de Azevedo (Org.).
Volume 4. Fortaleza, CE: SMS Fortaleza, 2016
WALFRIDO FARIAS GOMES
COREN/CE 312.517 Enfermeiro

OBRIGADO!
EEEP FRANCISCA CASTRO DE MESQUITA
CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
ENSINO MÉDIO INTEGRADO

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