HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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Higiene e Segurança do Trabalho 1. Fundamentos da Segurança no Trabalho 1.1 - Introdução 1.2 - História da Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho 1.3 - Termos e Definições 1.4 - A Participação do Governo na Prevenção dos Acidentes 2. Acidente de Trabalho sob os Aspectos Técnico e Legal 2.1 - Classificação dos Acidentes do Trabalho 2.2 - Conseqüências dos Acidentes do Trabalho 2.3 - Causas dos Acidentes do Trabalho 2.4 - Custos dos Acidentes do Trabalho 2.5 - Estatística de Acidentes no Brasil 2.6 - FAP e NTEP 3. Condições Ambientais de Trabalho 4. Órgãos de Segurança e Medicina do Trabalho nas Empresas(SESMT e CIPA) 5. Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 6. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 7. Atividades e Operações Insalubres 7.1 – Insalubridade e Periculosidade 7.2 - Aposentadoria Especial 8. Atividades e Operações Perigosas 9. Normas Regulamentadoras 10. PCMAT 11. Segurança em Canteiro de Obras 12. Programas de Prevenção 13. Fundamentos de Ergonomia 14. Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

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LISTA DE SIGLAS ASO ABNT BSI Atestado de Saúde Ocupacional Associação Brasileira de Normas Técnicas British Standards Institution (Instituto Britâncio de Normalização - órgão inglês, responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) CA CAT CBO CIPA CPN CPR CIPATR CLT CNAE CPATP CTPP DORT DRT EPC EPI FAP FISPQ FUNDACENTRO GLP IBGE INSS INMETRO ISO Certificado de Aprovação Comunicação de Acidente do Trabalho Classificação Brasileira de Ocupações Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Comitê Permanente Nacional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção Comitê Permanente Regional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural

Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas
Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário

Comissão Tripartite Paritária Permanente Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho Equipamento de Proteção Coletiva Equipamento de Proteção Individual Fator Acidentário Previdenciário
Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho

Gases Liquefeitos de Petróleo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Nacional do Seguro Social
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

International Organization for Standartization

Normalização e Qualidade Industrial Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Segurança e Saúde Ocupacional Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhado (órgão do Ministério do Trabalho e Emprego. responsável pela segurança e saúde no Brasil). SST Segurança e Saúde do Trabalho .4 (Organização Internacional de Normalização) LER MTE NBR NR NRR NTEP OIT OSHA Lesão por Esforços Repetitivos Ministério do Trabalho e Emprego Normas Brasileiras (da ABNT) Norma Regulamentadora Norma Regulamentadora Rural Nexo Técnico Epidemiológico Organização Internacional do Trabalho Occupational Safety and Health Administration (órgão americano responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) OHSAS Occupational Health and Safety Assessment Series (Série de Avaliações de Segurança e Saúde Ocupacional) PAIR PAT PCMAT PCMSO PGR PPP PPRA SENAR SAT SESI SESMT SINMETRO SIPAT SSO SSST Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Alimentação do Trabalhador Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional Programa de Gerenciamento de Riscos Perfil Profissiográfico Previdenciário Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Serviço Nacional de Formação Profissional Rural Seguro de Acidentes do Trabalho Serviço Social da Indústria Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Sistema Nacional de Metrologia.

para transformar essas matérias-primas existentes na natureza em bens que satisfaçam as suas necessidades. utilizando menos matéria-prima e em menos tempo. são eventos indesejáveis que surgem no decorrer do processo produtivo. se se gera ou não aposentadoria especial para determinados trabalhadores sujeitos a determinados agentes ambientais de riscos de acidentes. em grande parte. O ser humano. Assim. para satisfazer as suas necessidades. O correto é que se deveria estar discutindo a necessidade da existência desses agentes de riscos . através do uso de máquinas. deseja-se obter uma maior quantidade de bens materiais. No entanto. o trabalhador começa a ser o centro de atenção do processo produtivo. porque em pleno início de um novo milênio. era tratado como um aspecto secundário. podem surgir eventos indesejáveis. ou seja. em decorrência desse trabalho. Diz-se “começa”. Com o passar do tempo e após muitas lutas.0 – FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA NO TRABALHO 1. precisa utilizar diversos bens materiais que. No passado. precisa da realização de uma série de processos de trabalho. ainda se se discute se devem ou não pagar os adicionais de insalubridade ou de periculosidade. ferramentas. não são encontrados na natureza. para conseguir esses bens. em favor da produção e da máquina. equipamentos e da sua própria força de trabalho. Ao realizar o processo produtivo. bem como a Doença do Trabalho (que é equiparada ao Acidente do Trabalho).INTRODUÇÃO O Acidente do Trabalho. principalmente com o advento da Revolução Industrial. um objetivo específico desse trabalho humano é a obtenção de uma maior quantidade de produtos com uma menor quantidade de insumos num menor tempo possível. Exemplo desses eventos indesejáveis é o Acidente do Trabalho e a Doença Ocupacional. o homem.1 . e mesmo antes do seu início.5 HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO 1.

Além disso. verdadeira chaga social. que requer a mobilização de toda a sociedade brasileira em busca de sua erradicação. ou seja. os acidentes registrados (ignorando aqueles que não são notificados ao INSS). Sabe-se. as estatísticas oficiais no Brasil que servem de ponto de partida para as políticas governamentais para a prevenção de Acidentes do Trabalho são reconhecidamente subdimensionadas. A Engenharia de Segurança e a Medicina do Trabalho. muito há o que se fazer em nosso país. que não é tarefa fácil eliminar a exposição do trabalhador a esses agentes de riscos. ou seja. à custa de muito esforço. No entanto. Isto envolve uma série de interesses sociais. os acidentes com vítimas (não levando em conta os acidentes com apenas perda de tempo e/ou de materiais). por razões óbvias. vêm consolidando sua posição como fonte geradora das ações preventivas no cotidiano da produção e representa um importante avanço para a proteção da saúde e da vida dos trabalhadores. dado que as estatísticas apontam para uma triste e terrível realidade. chegando ao extremo. o que deveria ser a luta pela eliminação ou atenuação dos agentes de riscos que causam ou que podem causar acidentes e por melhores condições de trabalho. bem como melhorar as condições de trabalho. • • praticamente. apenas os acidentes urbanos (não mostrando os acidentes ocorridos em áreas rurais). por parte de alguns. dever-se-ia estar discutindo a necessidade de eliminá–los ou atenuar os seus efeitos. uma vez que elas contemplam apenas: • os casos legalmente reconhecidos. sindicatos e trabalhadores. de temer perder o poder de barganha existente entre patrão.6 que podem causar acidentes. econômicos e políticos. . O que se vê no Brasil é a existência de más condições de trabalho. o que serve de pano de fundo para a luta de grande parte da classe trabalhadora por melhores compensações econômico–financeiras.

no ano de 1997. 2001). (ANUÁRIO brasileiro de proteção. A maior parcela dos custos referentes aos acidentes é paga pelas empresas que pagam uma verdadeira fortuna ao Governo Federal através do Seguro de Acidente do Trabalho .407. o número de trabalhadores na formalidade. 2006). Dos 71. foi de 2. 2001). em média. que é obrigatório. no Brasil.SAT.9 milhões são trabalhadores com empregos formais (PROTEÇÃO.º país em maior número de Acidentes do Trabalho no mundo.956 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. • o Brasil gasta em torno de R$ 20 bilhões por ano com acidentes do trabalho (PASTORE. apenas 24. • • o número de acidentes do trabalho no Brasil. em 1999. 2006). parcial ou totalmente (BRASIL.576 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. os trabalhadores que estão na chamada economia informal. tais como: • • o Brasil é o 9.29 (matéria do jornal Diário do Nordeste de 17 de setembro de . 1998) • em Sobral ocorrem algo em torno de 200 Acidentes do Trabalho em média por ano. 2001). R$ 7. Saem os números de acidentes de trabalho do país. no ano de 2004.7 A necessidade urgente de a sociedade e o Estado levarem a fundo a discussão desse tema pode basear-se em números alarmantes. no ano de 2000. 16.757 trabalhadores tornaram-se incapazes permanentemente para o trabalho. • no Ceará. no ano de 2004. no ano de 2004. 2006). ou seja. um acidente custou. foi de 478.801 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. no Brasil. foi de apenas 31. ficando de fora dessas estatísticas em torno de 65% da população economicamente ativa – PEA.7 milhões de pessoas que estão trabalhando. 2006).919. notificados ao INSS. • o número de óbitos motivados por acidentes do trabalho.

com cinco óbitos entre 24. com sete óbitos entre 3. Acidentes de trabalho .826 trabalhadores.764) e Rússia (3. 2001). Já na década de 1990. houve diminuição: 3. Aproximadamente 2.090).782 trabalhadores. mas ainda estão longe do ideal.341 trabalhadores. são 1. Ranking mundial Segundo o estudo da OIT.503 óbitos. o coeficiente é de 10 óbitos por 1.2 milhões deles resultam em mortes. os acidentes de trabalho aumentaram e ultrapassaram os 500 mil casos. Dados dos Ministérios do Trabalho e Emprego e Previdência Social de 2005 mostram que as áreas com maior número de mortes são Transporte.925 óbitos para 23. enquanto hoje está em torno de 150. ocorrem anualmente 270 milhões de acidentes de trabalho em todo o mundo. Nos anos 1980. esse coeficiente é de 5. Entretanto.428. último publicado pelo INSS.. em relação ao ano anterior. com os Estados Unidos. o coeficiente de acidentes fatais (óbitos em 1.077. Armazenagem e Comunicações.000 de empregados (CIPA. Saúde e Segurança do Trabalho cada vez mais em pauta Os custos gerados por problemas relacionados à Saúde dos funcionários estão fazendo com que os gestores de Recursos Humanos tratem como prioridade a prevenção de problemas bucais e doenças crônicas.000 de empregados) no Brasil. com seis óbitos entre 6. como . o Brasil registrava uma média de 3. desde 2003. o número de trabalhadores aumentou para 21. o Brasil ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes.672. O Anuário Estatístico da Previdência Social de 2006.5%. mostra que número de mortes relacionadas ao trabalho diminuiu 2. adotou 28 de abril como Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. na década de 80.3 milhão de casos. Na década de 1970.Brasil é o quarto em número de mortes 07/09/08 De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).000. No Brasil. que. que têm como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho. a Indústria da Construção. O país perde apenas para China (14.924).000. com 2. Cipa notícias – fique sabendo.. Já na Grã-Bretanha. segundo o relatório. Estados Unidos (5. Mas quando comparado.804 e as mortes chegaram a 4.648. Para se ter uma idéia.604 óbitos para 12.855 trabalhadores. e o Comércio e Veículos. por exemplo.908 trabalhadores. era 220.8 Não se pode deixar de dizer que os índices de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no Brasil estão melhorando.

tem uma função por demais importante na prevenção dos acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. descreveriam algumas doenças a que estavam sujeitas as pessoas que trabalhavam com o enxofre. Ásia e Américas e constatou que mais da metade delas tem alguma ação voltada para a Saúde dos colaboradores. o Estado. o homem está exposto a riscos. Como ele não tem controle sobre esses riscos. o que prova que a simples formulação jurídica não tem conseqüência nenhuma). seja na geração ou alteração da legislação (que no Brasil já é riquíssima. os teares mecânicos.2 – HISTÓRIA DA HIGIENE. as máquinas a vapor. pois evita despesas extras com indenizações e ajuda a manter uma boa imagem. se por um lado o progresso científico e tecnológico facilitam o processo de trabalho e produção. quando Hipócrates (considerado o Pai da Medicina) fez algumas referências aos efeitos do chumbo na saúde humana. Várias empresas já entenderam que contribuir com a manutenção da Saúde do Trabalhador é um bom negócio do ponto de vista financeiro. a eletricidade e até os computadores. o zinco e o chumbo. outros estudiosos. Posteriormente. É um longo aprendizado tecnológico. O estudo analisou 30 multinacionais da Europa. por outro trazem novos riscos. sujeitando o homem a acidentes e doenças decorrentes desse processo (CAMPOS. ocorre sobre ele todo tipo de acidente.9 hipertensão e males respiratórios. No entanto. O homem inventou a roda d’água. como principal agente de mudanças. 1. Como se trata de um problema que afeta toda a sociedade. SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Desde seu aparecimento na Terra. Pelo que se sabe. a preocupação com os Acidentes e Doenças decorrentes do trabalho humano surgiu na Grécia Antiga. No Antigo Egito . como Plínio (o Velho) e Galeno. um elevado número de empresas passou a adotar programas para prevenir doenças. 2001). De acordo com pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Instituto de Pesquisas em Saúde da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). como também na fiscalização e na educação preventiva.

com a descrição de 53 tipos de enfermidades profissionais. Por esta obra. . por Paracelso. Ramazzini passou a ser considerado como o Pai da Medicina do Trabalho a estabelecer definitivamente a relação entre saúde e trabalho. sendo que para algumas delas eram apresentadas formas de tratamento e até mesmo de prevenção. Porém. No ano de 1700. o italiano Bernardino Ramazzini publica seu livro “De Morbis Artificum Diatriba” (As Doenças dos Artesãos). relacionando saúde e ocupações. o interesse pela proteção do operário no seu ambiente de trabalho só ganharia força e ênfase no século XIX com o impacto da Revolução Industrial (MIRANDA. e versava sobre vários métodos de trabalho e inúmeras substâncias manuseadas. inclusive. George Bauer e Ysbrand Diemerbrock. como Ulrich Ellenbog (que detecta a ação tóxica do monóxido de carbono. onde eram estudados diversos problemas relacionados à extração e à fundição do ouro e da prata. apesar dos trabalhos consagrados de Agrícola. a primeira monografia a abordar especificamente a relação trabalho e doença foi publicada em 1567. Este campo de conhecimento volta a progredir após a Revolução Mercantil (século XIV). dedicando especial atenção às intoxicações ocupacionais por mercúrio. Paracelso (que estuda as moléstias dos mineiros). que publicou seu trabalho De Re Metálica. enfocando. os acidentes de trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros. graças aos estudos de médicos.10 e no mundo greco-romano já existiam estudos realizados por leigos e médicos. 1998). Paracelso e Ramazinni. da autoria de Georgius Agrícola. Contudo. 1º Livro: O primeiro livro a abordar a questão surgiu em 1556. do mercúrio e do ácido nítrico).

onde a mão-de-obra era abundante. proibia o trabalho noturno e tornava obrigatória a ventilação do ambiente e a lavagem das paredes das fábricas duas vezes por ano. A situação era dramática. provocando indignação na opinião pública. utilizando a nova tecnologia que surgia. na Inglaterra.11 Com o surgimento crescente de inventos mecânicos que multiplicaria consideravelmente a produtividade do trabalho. uma nova formação capitalista mercantil surgia e dava origem a uma nova classe dirigente. 1º Lei: Segundo RODRIGUES (1993). notadamente nas grandes cidades. normalmente se refere também às doenças decorrentes do trabalho humano) cresceu assustadoramente. nesse ínterim. que estabelecia o limite de 12 horas de trabalho por dia. A questão da força de trabalho tomava um novo enfoque. constituída principalmente de mulheres e crianças. A situação ficou tão grave. devido às péssimas condições de trabalho existentes. o conhecimento acumulado até então começou a ser utilizado para formação de leis de proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores. como: • a “Lei da Saúde e Moral dos Aprendizes” (1802). em força de trabalho assalariado. As fábricas eram instaladas em galpões improvisados. . que se temeu pela falta de mão–de–obra. o que acabou gerando várias comissões de inquérito no Parlamento Inglês. interessada na aplicação de capitais em sistemas fabris de produção em massa. Com o advento da Revolução Industrial e a expansão do capitalismo industrial. pois tornava possível e vantajosa a conversão de toda a mão-de-obra. inclusive a escrava. 1993). numa tentativa de preservar o novo modo de produção. tal era a quantidade de trabalhadores mortos ou mutilados (RODRIGUES. o número de acidentes do trabalho (quando se fala em acidentes do trabalho. estábulos e velhos armazéns.

e que fixava em 9 anos a idade mínima para o trabalho. em 1802 na Inglaterra. as leis de proteção ao trabalhador surgiram. No Brasil. na Escócia. Em 1865. tais como equipamentos de proteção individual. com a regulamentação da segurança e higiene do trabalho. Robert Baker. sistema de ventilação industrial. 2001). em 1834. que lançaram mão de técnicas de engenharia para a criação de sistemas de prevenção ou controle de infortúnios. o Dr. etc. A primeira máquina a vapor surgiu em 1785 na Inglaterra. . Surgiam. No ano seguinte. 1ª Fábrica: Em 1840 surgiram os primeiros estabelecimentos fabris no Brasil. Já no século XX. Portanto. numa fábrica de tecidos de Itu. durante os primeiros três séculos de nossa história.12 • a Lei das Fábricas (1833). as funções específicas do médico de fábrica. então. a Fábrica São Luiz. enquanto no Brasil surgiu em 1869 na Província de São Paulo. também na Inglaterra. a preocupação com os acidentes do trabalho passou a ser incorporada pelos gestores dos estabelecimentos industriais. e em 1921 nos Estados Unidos (CAMPOS. o governo britânico nomeia o primeiro Inspetor – Médico de Fábricas. inicialmente. a direção de uma fábrica têxtil contratou um médico que deveria submeter os menores trabalhadores a exames médicos admissionais e periódicos. Na França foi em 1862. considerada a primeira norma realmente eficiente no campo da proteção ao trabalhador. Portanto. as atividades industriais ficaram restritas aos engenhos de açúcar e à mineração. em parte decorrente do desenvolvimento da administração científica. e em 1842. na Alemanha. 84 anos depois. proibia o trabalho noturno para menores de 18 anos e exigia exames médicos de todas as crianças trabalhadoras.

que começava timidamente a legislar sobre as condições de trabalho no Brasil. situada no bairro do Tatuapé. que até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas. especialmente de café. em 1923. junto às seguradoras da iniciativa privada. o que se consolidou nos anos 50. quando este for de natureza a só por si causá-la”. 1º Médico do Trabalho: Em 1920 surge o primeiro médico de empresa brasileira. na Cidade de São Paulo. a organização capitalista brasileira era praticamente agroexportadora. contrata um médico para dar atenção à saúde dos seus trabalhadores (MIRANDA. Como parte das reformas conduzidas por Carlos Chagas. então. de 15 de janeiro. reforçando a obrigatoriedade do SAT. criando a . Essa lei não considera acidente de trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). Abre. com 145 anos de atraso em relação ao surgimento da primeira máquina a vapor no mundo. que inclui as questões de higiene profissional e industrial no âmbito da Saúde Pública. Institui o pagamento de indenização proporcional à gravidade das seqüelas. Exige reparação apenas em caso de “moléstia contraída exclusivamente pelo exercício do trabalho. O SAT ficaria exclusivo da iniciativa privada até 1967. promulga-se o Regulamento Sanitário Federal. que já começavam a preocupar.724. portanto. com o Decreto Legislativo nº. A partir de 1930. iniciou-se a passagem do modelo agroexportador para a industrialização. quando passou a ser prerrogativa da Previdência Social. No entanto.13 Em 1890 é criado pelo governo o Conselho de Saúde Pública. como ponto de partida da intervenção do Estado nas condições de consumo da força de trabalho industrial em nosso país. 1998). desde o fim do Império até o ano de 1930. 3. então. com uma política governamental de substituição das importações. 1ª Lei Brasileira: Em 1919 surge a primeira lei de acidentes do trabalho. a possibilidade de as empresas contratarem o SAT. quando a Fiação Maria Zélia.

elaborada pelo Ministério do Trabalho. Foi a primeira lei a tratar especificamente do assunto. que. as ações de higiene e segurança do trabalho. É reconhecida como acidente do trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). com o decreto nº. em Departamento. 24. em 1943. de 10 de julho. ficando sob sua subordinação. de 1º de abril de 1943. que modificou a legislação anterior. até hoje. mas que passam a sê-lo.433. de 10 de novembro. 5. que se transformaria ao longo dos anos em Serviço. Vale registrar que em 1941 já foi criada a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes – ABPA. no seu artigo 82. Indústria e Comércio. Indústria e Comércio e que elaborou também o primeiro projeto de Consolidação das Leis da Previdência Social. Em 1944 surge a terceira lei de acidentes do trabalho no Brasil. O Decreto n. órgão regulamentador e fiscalizador das condições de trabalho. que é uma instituição não governamental. 19.637. reformou a legislação sobre o seguro de acidentes do trabalho. de 26 de novembro de 1930. novamente em Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. Em 1934 surge a segunda lei de acidentes do trabalho. passando as questões de saúde ocupacional para o domínio deste ministério. aprovou a CLT.Lei n. em Divisão. que no Brasil as atividades destinadas a prevenir acidentes do trabalho e doenças ocupacionais foram realmente institucionalizadas.452. Foi com o advento da CLT. criou o Ministério do Trabalho.14 Inspetoria de Higiene Industrial. Amplia-se o conceito de doença profissional. com o Decreto – Lei 7. em Secretaria e. O Decreto . É criada a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho. quando obrigou as empresas a organizarem . mais recentemente. criada antes mesmo da implantação da Consolidação das Leis do Trabalho.036. abrangendo um maior número de doenças até então não consideradas relacionadas ao trabalho.

Ainda sem grandes conhecimentos prevencionistas e quase sempre não bem orientadas. realizando concursos. como o de assumir toda a responsabilidade pela prevenção de acidentes nas empresas.ABPA destacaram-se em colaborar com as empresas na instalação da CIPA e nos seus primeiros passos. por ocasião das palestras de integração de novos empregados. as empresas que instalavam uma CIPA deixavam-na sob os cuidados do Departamento de Pessoal ou da Assistência Social da empresa. caixa de sugestões e outros recursos propostos pela sua regulamentação. a fim de estimular o interesse pelas questões de prevenção de acidentes. O Serviço Social da Indústria . as CIPAs cometiam sérios erros administrativos. deixando gerentes e supervisores comodamente fora da responsabilidade pela solução dos problemas de segurança que existissem. o que era inconcebível. de onde recebeu sua denominação utilizada até hoje: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). . inclusive do seu alto escalão. baixada pelo então Departamento Nacional do Trabalho. pela Portaria 229.SESI e a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes .15 comissões internas com o objetivo de prevenir acidentes. pela primeira vez. pois não havia envolvimento da alta direção das empresas. Como era mais difícil atuar na solução de problemas de segurança nas áreas de trabalho. por exemplo. mas de toda a empresa. pois hoje se sabe que uma política de segurança séria deve ter o envolvimento não só da CIPA ou do SESMT. Normalmente. Determinou que as empresas com mais de 100 funcionários constituíssem uma comissão interna para representá-los. Essa Comissão foi então regulamentada. as CIPAs dedicavam-se mais a alguns tipos de treinamento que existiam na época e a divulgar o assunto entre os trabalhadores.

Sentiram a necessidade de ampliar as ações preventivas de acidentes. cometendo o mesmo erro de assumir toda a responsabilidade pela segurança do trabalho. dando grande impulso às atividades prevencionistas. ou seja. mesmo várias dessas sugestões fugindo de sua alçada pela dificuldade de acesso às decisões ocorridas na cúpula das empresas. quando se viu que se gastava mais com acidentes do que arrecadava. A prevenção então passou a ser a ordem do dia. notadamente quando visualizavam a possibilidade de ganhos de produtividade e eliminação de perdas. Em 1953. as CIPAs que tiveram melhor sucesso foram aquelas cujas empresas contrataram um inspetor de segurança ou instalaram uma seção de segurança. Porém. 155 regulamenta a atuação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) no Brasil. Em 1965. embora cometendo alguns erros. surgiu a primeira estatística de acidentes. com a instalação de fábricas de automóveis e o uso intenso da eletricidade. Mesmo assim. Em 1944. muitos desses profissionais começaram a trabalhar na esteira da CIPA.16 Por isso. criando a função do inspetor de segurança. . Álvaro Zochio foi o grande líder em segurança no Brasil. que foi o primeiro profissional com tempo integral nas empresas que se dedicava à segurança do trabalho. a CIPA tem o mérito de ter sido pioneira na integração de novos empregados no trabalho e de levar os empregados a fazerem sugestões para melhoria das condições de trabalho. embora incipiente. Nos anos 50. que muitas empresas perceberam a importância da prevenção de acidentes. o empregador fica obrigado a proporcionar máxima higiene e segurança no ambiente de trabalho. Foi com a atuação da CIPA. a Portaria nº.

69. Restringiu o conceito de doença do trabalho. 5. de 1o de maio de 1969. de 14 de setembro de 1967. O Decreto n. 61. . Teve curta duração. Integrou o seguro de acidentes do trabalho na Previdência Social. Em 1967. excluindo as doenças degenerativas e as inerentes a grupos etários. o início das ações de Governo. A rigor. estendeu a Previdência Social ao trabalhador rural. A Lei n. 564.17 Em 1967 surgiu a quarta lei de acidentes do trabalho no Brasil. sob pressão do Banco Mundial. de 11 de dezembro de 1972. porque foi totalmente revogada pela Lei nº. de 4 de agosto de 1971. pois o Brasil possuía mais de 1 milhão de acidentes por ano. surgiu no Brasil a partir de 1970.014. a respeito de Segurança e Saúde no Trabalho. reforçando a obrigatoriedade do SAT por parte das empresas. o qual até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas. E como exigência para concessão de novos empréstimos. 5. com o Decreto-Lei nº. A Lei nº. passou a ser estatal. o governo Médici começou a criar leis de segurança e saúde do trabalho.316. as principais alterações na legislação acidentária brasileira foram: o SAT passou a ser prerrogativa da Previdência Social.890. promoveu a prevenção de acidentes e reabilitação profissional.784. introduziu o conceito de acidente de trajeto. ou seja.316. retirando-o da iniciativa privada. O Decreto–Lei n. de 28 de fevereiro. de 14 de setembro do mesmo ano. incluiu os empregados domésticos na Previdência Social. O Decreto nº. aprovou o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho. foi a quinta lei de acidentes do trabalho no Brasil. estruturou o Ministério do Trabalho e Previdência Social – MTPS. 5. 293. de 28 de novembro de 1967.

destinado a financiar subsidiariamente o investimento fixo de setores sociais (BRAGA & PAULA. n. bem como pela supervisão dos órgãos que lhe são subordinados” e das entidades a ele vinculadas. ANDRADE. de 19 de dezembro. Além disso.25% do FAS fica destinado à prevenção de acidentes. 6. A Lei. 79. e o Decreto n. 6. que aprova o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho.439.367.195. com diversas medidas e instrumentos que ampliariam ainda mais a contratação de serviços médicos privados.). instituiu o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social – SINPAS. 2001). Surge a sexta lei de acidentes do trabalho. a Lei n. 6. a lei identifica a doença profissional e a doença do trabalho como expressões sinônimas. in . de 24 de dezembro de 1976. coordenado e controlado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. Ficam sem proteção especial contra acidentes do trabalho o empregador doméstico e os presidiários que exercem trabalho não remunerado. farmacêutica e social. orientado. de 1o de setembro de 1977.037. profissionais e intelectuais da saúde. questionando a política social e as demais políticas governamentais. duas medidas muito importantes acontecem no campo da saúde: a implementação do Plano de Pronta Ação – PPA. de 19 de outubro de 1976. Em 1976. 1. responsável “pela proposição da política de previdência e assistência médica. etc. antes de responsabilidade da Previdência Social. novos atores surgem na cena política (movimento sindical. e a criação do Fundo de Apoio ao desenvolvimento Social – FAS. equiparando-as a acidente do trabalho somente quando constantes da relação organizada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. Em 1974. com o fim do período de expansão econômica e iniciada a abertura política lenta e gradual. com a Lei n.18 Por volta de 1974. que amplia a cobertura previdenciária de acidente de trabalho. estendeu a cobertura especial dos acidentes do trabalho ao trabalhador rural. Neste ano.

o Ministro de Estado do Trabalho expediu portaria com as normas regulamentadoras. O artigo 163 torna obrigatória a constituição de CIPA. do seu dimensionamento. Essa lei altera o capítulo V do título II da CLT. de suas atribuições e do seu funcionamento. para dar cumprimento às disposições relativas à segurança e saúde no trabalho. de 8 de junho. a Portaria 3. Para tanto. de 22 de dezembro. que trata de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. dizendo que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. . relativas à segurança e medicina do trabalho. por força de lei. de conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho. 6. a lei que criou o SESMT foi o divisor de águas entre o ontem e o hoje das atividades destinadas à segurança e saúde no trabalho em nossa terra. aprova as Normas Regulamentadoras – NR (28 ao todo) do capítulo V do título II da CLT.214. que trata de CIPA. e com o qual concordamos. Nessa década foram criados. os atuais Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. a Lei n. Isto veio consagrar a iniciativa de muitas empresas e valorizar os profissionais que já vinham se dedicando à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. e reconhecidos os seus profissionais. Na opinião de alguns profissionais de segurança e medicina do trabalho. Entre as NRs consta a NR-4. Embora não sendo obrigatório por lei até o início da década de 70.514. deu redação ao artigo 200 da CLT. relativo à segurança e medicina do trabalho. Em 1978. e a NR-5. as seções de segurança do trabalho e seus profissionais foram adotados espontaneamente por algumas empresas.19 Em 1977.

de 12 de abril.213. Conhecendo e eliminando riscos no trabalho. impulsionadas pela necessidade de diminuir seus custos. 8. a Lei nº. 611.067. pois não se sabia se se aproveitava a oportunidade ou se se tratava apenas de mais um modismo. aderissem à segurança e saúde do trabalho. 3. da formação dos CCQ – Círculos de Controle de Qualidade e das séries de normas para certificação ISO. A estabilização da economia brasileira.20 Com a globalização. a Portaria nº. abre suas portas a esse movimento imperioso de competição internacional. de 21 de julho. não por opção própria. relativas à segurança e higiene do trabalho rural. 33 altera a NR-5. de 24 de junho expede o Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. da Presidência da República. inicialmente através das empresas multinacionais e depois das empresas nacionais. Em 1992. 1997). aprova as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR (5 ao todo). conscientizando-se de que isso fazia parte do processo produtivo e não era um apêndice indesejável no interior das empresas (PIZA. mas por não poder se omitir junto aos seus parceiros comerciais externos. A empresa é responsável por medidas . com a apresentação da “Teoria Z” . Pouco antes disso. 8. Em 1983. a Portaria nº.213. o Brasil. dá nova redação ao Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. o Decreto-Lei nº. Em 1991. através do controle da inflação. entra na era da qualidade. o Brasil. foi definitiva para que as empresas de médio e grande porte. introduzindo a observância dos riscos ambientais. onde a ênfase dada à segurança e saúde do trabalho é muito grande. Esse momento histórico causou incertezas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. de acordo com a Lei nº. Em 1988.

sejam responsáveis por acidentes e doenças do trabalho que venham a gerar dispêndios para o INSS (artigo 176). e da NR-9. através do Ministério do Trabalho. é feita nova alteração na NR-5. a área de segurança e saúde do trabalho passou por uma revisão das normas regulamentadoras. sendo contravenção penal. É assegurada a estabilidade no emprego ao acidentado por um período mínimo de 12 meses após a cessação do auxílio-doença acidentário. onde uma comissão formada por representantes do governo. empregadores e trabalhadores se sentaram à mesa para propor alterações nas normas regulamentadoras. que trata do Programa de Controle Médio de Saúde Ocupacional. com a implantação das metodologias do mapeamento de riscos e da árvore de causas. visando atender às convenções da OIT. propondo-se a revolucionar a área de segurança e saúde do trabalho com discussões de forma tripartite com representantes dos empregados. 2001). independentemente do percebimento de auxílioacidente (artigo 169). que trata do Programa de prevenção de Riscos Ambientais.21 individuais e coletivas de proteção. No entanto. passou a revisar as Normas Regulamentadoras que foram editadas a partir de 1978. . de 8 de abril. O início dessa revolução se deu com o advento da NR-7. 5. Essa alteração da NR-5 resultou da primeira experiência brasileira de um trabalho tripartite. normas estas que foram editadas em dezembro de 1994. Em 1994. bem como negligenciar as normas-padrão de segurança e higiene do trabalho. pela Portaria nº. pela não observância das normas de segurança. a empresa deixar de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho (artigo 173). indicadas para a proteção individual e coletiva dos trabalhadores. punível com multa. da era da globalização e da estabilização econômica. empregadores e governo. O INSS tem o direito de promover ações regressivas contra empresas ou pessoas que. essa alteração não chegou a se concretizar. Com o surgimento da Qualidade do Produto. pois o Ministério do Trabalho optou por novas rodadas de negociações (CAMPOS. O governo.

172. Todas as normas. caso assim não o proceda. através da Portaria nº. é aprovada a NR-29. No entanto. 6 dos empregadores e 6 do governo. estabelece metodologia para elaboração de novas Normas Regulamentadoras e revisão das existentes. 201. estabelece que a lei disciplinará “a cobertura do acidente do trabalho. Este fato contribuiu para a publicação da NRZero. que se desencadeou um processo moderno de prevenção de acidentes e doenças e implantação de programas de eliminação de riscos nos ambientes de trabalho.22 Mas foi principalmente com a publicação da Portaria 393/96. Estabelece que a empresa deve elaborar e manter atualizado um perfil profissiográfico das atividades desenvolvidas pelo trabalhador e. com redação dada pela Emenda Constitucional n0 20. 2. Em 1997. 611. 8. uma comissão tripartite e paritária para conclusão da revisão da NR-18. o parágrafo 100 do art. quando da rescisão de contrato. Essa portaria. foi criada. Mantém basicamente o texto do Decreto-Lei nº. compreendendo a formação de uma CTPP -Comissão Tripartite Paritária Permanente. com 6 representantes dos trabalhadores. O princípio deste trabalho é a utilização de um sistema tripartite de discussão. do artigo 66). Em 1997. ocorrida a partir de 10 de junho de 1994. o Decreto nº. mesmo antes da publicação desta norma. corriqueiramente chamada de NR-Zero. de 09 de abril de 1996. A empresa está sujeita a penalidades. da Presidência da República. de 21 de julho de 1992. Em 1998. são discutidas a partir desta CTPP. a empresa deverá fornecer ao trabalhador cópia autenticada deste documento (parágrafo 5º. a partir de então.213. 53. quando da revisão da NR-18. de 17 de dezembro. de acordo com a Lei nº. de 5 de março. . que trata de segurança e saúde do trabalho portuário. em 1995. aprova o Regulamento de Benefícios da Previdência Social. a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado”.

Em fevereiro de 1999. Permanece. que organização notadamente custeio. da Presidência da da seguridade social. de 23 de fevereiro. República. pelo menos teoricamente.213/91. as empresas que oferecem maior risco de exposição ao trabalhador a agentes nocivos terão de pagar um prêmio mais alto. altera os dispositivos das Leis nº. o certo é que as empresas continuarão com a obrigatoriedade do SAT.212/91 e 8. o que até hoje não foi feito. quando o SAT passou a ser de responsabilidade estatal. Independentemente se ficará com o setor privado. O primeiro período. quando a cobertura do acidente do trabalho seria atendida unicamente pelo Estado. respectivamente. 9. Em 1999. 8. estatal ou será um misto dos dois regimes.051. altera a NR-5. e sobre benefícios da Previdência Social.280 – cadastro de acidentes de trabalho: procedimento e classificação. a Lei nº. em 1998 iniciou-se. de 26 de fevereiro. a ABNT edita a norma NBR-14. através da Portaria nº. assim. o período de responsabilidade da iniciativa privada. em substituição à NB-18 – . ou se haverá incentivos ou mesmo isenção para as empresas que conseguirem a redução dos acidentes do trabalho. 5. necessitando de regulamentação pelo Congresso Nacional.23 Portanto. a Portaria nº. mudando bastante a antiga redação. o terceiro período da Legislação Brasileira relativo ao SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho. De 1967 até 1998 ocorreu o segundo período. Em 1998. Assim. Em 1998 estabeleceu-se um regime misto concorrencial. iniciou-se em 1919 com a criação do SAT e foi até 1967.732. da SSST. Em 1998. como uma compensação financeira. é aprovado o novo formulário de CAT. Outra discussão a ser feita é se continuará um SAT indenizatório tão somente. de 1 dispõem. sobre de dezembro. uma seja. 8. uma única seguradora de acidentes do trabalho: o INSS.

3. Em 2001. 176. edita a Portaria No. do INSS. conversão e comprovação do exercício de atividade especial. 42. da Secretaria de Inspeção do trabalho. são disciplinados procedimentos a serem adotados quanto ao enquadramento. através da Resolução nº. de 22 de janeiro. de 1975. Em 16 de maio de 2001.597. a ser seguida pelo setor de saúde. Em 2001. 737/GM. sobre aposentadoria especial. através da Instrução Normativa nº. Em 2000. ou seja. da Presidência da República. 6. é estabelecida a proibição do trabalho do menor de 18 anos nas atividades constantes do anexo dessa Portaria. de 12 de setembro. através do Decreto nº. através da Portaria nº. Até julho de 2001. . o grupo tripartite continua a discutir essa alteração. são promulgadas a convenção 182 e a Recomendação 190 da OIT. de 24 de outubro. Em 7 de abril de 2000 é publicada no Diário Oficial da União a proposta de alteração da NR-4. através do Gabinete do Ministro. sobre proibição das piores formas de trabalho infantil e ação imediata para sua eliminação. o Ministério da Saúde. do Ministério da Saúde. Em 2000. que foram concluídas em Genebra. do Ministério do Trabalho e Emprego. que trata da Política Nacional De Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. Estabelece uma nítida diferença entre acidente e lesão e entre acidente e acidentado. é publicada a “Orientação Técnica sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em Ambientes Climatizados Artificialmente de Uso Público e Coletivo”. de 5 de fevereiro. em 17 de junho de 1999. da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.24 cadastro de acidentes. na Suiça.

que não deixe dúvidas quanto aos termos empregados. no Brasil.25 A história da proteção legal ao trabalhador contra acidentes e doenças ocupacionais no Brasil é mais recente. ela vem se desenvolvendo ao longo dos últimos cinqüenta anos e num ritmo acelerado. Qualquer discussão sobre riscos ou análise de riscos deve ser precedida de uma explicação da terminologia. em resposta à necessidade urgente de diminuição das estatísticas. a terminologia relacionada ainda carece de clareza e precisão. é particularmente frustrante tal condição. 1998). Pode até mesmo ocorrer a morte do trabalhador. no horário regulamentar.3 – TERMOS E DEFINIÇÕES “Acidentes ocorrem desde tempos imemoriais. isto é. Na verdade. apesar de o assunto ter sido discutido continuamente. em comparação aos países mais desenvolvidos. tendo em vista a sua prevenção por períodos comparavelmente extensos. no mesmo dia do acidente ou no dia seguinte. ACIDENTE COM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado sofre uma incapacidade temporária ou permanente que o impossibilita de retornar ao trabalho no mesmo dia ou no dia seguinte ao acontecido. que possuem uma trajetória de industrialização que se iniciou muito antes que no Brasil. e as pessoas têm se envolvido. 1. Lamentavelmente. Essa colocação nos faz refletir e torna necessária a definição de uma terminologia consistente. . que são uma verdadeira tragédia nacional. que podem se adicionar às dificuldades. seu sentido preciso e inter-relacionamento” (HAMMER in PIZA. na resolução de problemas. Do ponto de vista técnico. Os termos (e sua explicação) que foram considerados importantes para este trabalho são: ACIDENTE SEM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado pode exercer sua função normal. pois da mesma resultam desvios e vícios de comunicação e compreensão.

não inspecionar máquinas e equipamentos com que vai trabalhar. As atitudes contrárias aos procedimentos e/ou às normas de segurança que o homem assume podem ou não ser deliberadas. aos invés de generalizá-lo. resultando danos. fazer brincadeiras ou exibição. ESPECIAL: aposentadoria devida a alguns empregados. É equiparado ao acidente do trabalho. Os profissionais preferem descrever o ato inseguro cometido. CAUSA: é a origem de caráter humano ou material relacionada com o evento catastrófico (acidente) pela materialização de um risco. APOSENTADORIA tolerância. o homem deve estar sendo impelido por problemas psicossociais. o termo “ato inseguro”. ingerir bebidas alcoólicas antes ou durante o trabalho. conforme art. o que facilita em muito a análise dos acidentes. em investigações de acidentes. ATO INSEGURO: é um termo técnico utilizado em prevenção de acidentes que. 21 da Lei 8. inclusive veículo de propriedade do segurado. porém com o mesmo significado. 1998).P. (PIZA. (Equipamentos de Proteção Individual). Normalmente. dependendo da exposição a agentes de riscos fora do limite de . qualquer que seja o meio de locomoção.26 ACIDENTE DE TRAJETO: é aquele que ocorre no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. possui definições diferentes. usar caixotes como escada. não é mais utilizado. etc. não usar E. Entendem-se como atos inseguros todos os procedimentos do homem que contrariem as normas de prevenção de acidentes. quando essas atitudes não são propositais.I. Atualmente.213/91. Exemplos de atos inseguros: não seguir normas de segurança. conforme a escola.

a entidade sindical competente.CAT: conforme a Lei 8.213/91.: 1) Em Sobral.R. sob pena de multa. seus dependentes. Considera-se como dia do acidente. à autoridade competente. no caso de doença profissional ou do trabalho.T. site: http://www. mesmo no caso em que não haja afastamento do trabalho. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual. arquivo capturado em 06 de maio de 2001).mpas. o INSS faz a caracterização do acidente do trabalho ou doença ocupacional ou acidente de trajeto. o Ministério do Trabalho é representado pela Subdelegacia do Trabalho de Sobral. A CAT é composta por 6 vias (de acordo com pesquisa na INTERNET. sediada em Fortaleza – Ceará. sendo: 1 via para o Empregado 1 via para a Empresa 1 via para o Sindicato da categoria 3 vias para o INSS. que deve ser preenchido quando da ocorrência de um acidente do trabalho ou de uma doença ocupacional. ou o dia em que for realizado o diagnóstico. não prevalecendo nestes casos o prazo acima previsto. Na falta de comunicação por parte da empresa.. valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. 3) Os procedimentos para emissão da CAT variam conforme as instruções de cada posto da Previdência Social.27 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . bem como para fins estatísticos oficiais. podem formalizá-lo o próprio acidentado. em caso de morte. 2) Com base nos dados fornecidos pela CAT. devendo ser encaminhado à Previdência Social e se destina ao registro do tratamento médico do acidentado. A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. .br . que é subordinada à Delegacia Regional do Trabalho – D.gov. 1 retida para o INSS 1 enviada pelo INSS para o Ministério do Trabalho 1 enviada pelo INSS para o Ministério da Saúde OBS. é um documento obrigatório. de imediato. ou o dia da segregação compulsória.

Conclui-se. ou perda física. DANO: é a severidade da lesão. independente do seu nível hierárquico dentro da empresa” (PIZA. falta de ordem e limpeza. produzida ou processos produtivos desenvolvidos. Possui como característica uma ação lenta e . iluminação inadequada. 1997). portanto. Exemplos: piso escorregadio. via de regra. instalações elétricas precárias. geradas por problemas comportamentais do homem. desencadeada pelo exercício do trabalho. Normalmente são classificados em: • condições de segurança: quando as situações em que os trabalhos são realizados estão livres da probabilidade da ocorrência de acidentes. que podem resultar se o controle sobre um risco é perdido. “Como essas condições estão nos locais de trabalho. bem como treinamentos específicos recebidos. etc. máquinas e equipamentos. • condições de insegurança ou condições inseguras: quando as circunstâncias externas de que dependem as pessoas para realizar seu trabalho são incompatíveis com ou contrárias às Normas de Segurança e Prevenção de Acidentes.28 CONDIÇÕES DE TRABALHO: são as circunstâncias postas à disposição dos trabalhadores para a realização de suas atividades laborais. DOENÇA OCUPACIONAL: doença adquirida. podemos deduzir que foram instaladas por decisão e/ou mau comportamento de pessoas que permitiram o desenvolvimento de situações de risco àqueles que lá executavam suas atividades. representadas pelo meio ambiente existente. Pode ser uma doença profissional ou uma doença do trabalho. funcional ou econômica. que as Condições Inseguras existentes são. 1998). Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. (PIZA.

213/91. LER (Lesão por Esforços Repetitivos). é “produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social”. DOENÇA DO TRABALHO: o Inciso II do artigo 20. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO CONTRA ACIDENTES: representam todos os dispositivos empregados com a finalidade de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho ou minimizar os seus efeitos. define como sendo aquela “adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. etc. que é um infortúnio com conseqüências imediatas. E de sua competência. são equiparados. DORT (Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho). diferentemente do acidente do trabalho. quantificar os agentes existentes no ambiente de trabalho que servirá para subsidiar o estudo do risco a que se expõem os trabalhadores. Asbestose. Por força da legislação. da Lei 8. Dividem-se normalmente em: A – Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC: são dispositivos utilizados no ambiente laboral destinados à proteção de grupos de trabalhadores contra a ocorrência de acidentes do trabalho ou doenças profissionais. Exemplos: PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído). barreiras e . ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à preservação da integridade física e da saúde do trabalhador realizando a prevenção de acidentes através da análise de riscos dos locais de trabalho e das operações neles realizadas. da Lei 8. Bissinose.213/91. constante da relação mencionada no inciso I”. conforme explicita o Inciso I do Artigo 20. DOENÇA PROFISSIONAL: equiparada ao acidente do trabalho que. Silicose. por exemplo. podendo ser representados por proteções das máquinas e equipamentos.29 paulatina. A sua atuação é na prevenção de acidentes do trabalho.

.30 sinalizadores. quanto mais a atividade econômica oferece riscos que podem proporcionar doença ou acidente do trabalho. INCAPACIDADE PARCIAL PERMANENTE: é a diminuição. o avental. Neste caso. cones de advertência. Exemplos: perda de um dos olhos. etc. os calçados de proteção contra riscos de origem mecânica. INCAPACIDADE TEMPORÁRIA: é a perda total da capacidade de trabalho por um período limitado de tempo. podendo ser destinados à parte específica do corpo ou do corpo inteiro. O Quadro I da Norma Regulamentadora NR-4 do Ministério do Trabalho e Emprego traz o Grau de Risco por tipo de atividade econômica. por toda a vida. executando as suas funções normalmente. guarda-corpos. HIGIENE OCUPACIONAL: é a ciência dedicada à atuação na prevenção técnica das doenças profissionais. o trabalhador sofre redução parcial e permanente da sua capacidade laborativa. etc. Significa que. É aquele em que o acidentado. perda de um dos dedos. detectores de gases e fumaças. B – Equipamentos de Proteção Individual – EPI: são dispositivos utilizados pelos trabalhadores para proteção da sua saúde e de sua integridade física no ambiente laboral. volta à empresa. através do estudo dos agentes ambientais existentes no ambiente de trabalho. corrimões. etc. exaustores. o capacete de segurança. Como exemplos de EPIs podem ser citados: as luvas de raspa de couro. dependendo da atividade da empresa. como fazia antes do ocorrido. nunca superior a um ano. GRAU DE RISCO: o grau de risco de uma empresa é um número que varia de 1 a 4. maior o seu grau de risco. da capacidade de trabalho em razão de um acidente. depois de algum tempo afastado do serviço devido ao acidente. os óculos contra as radiações ultravioletas. constante da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE.

1998).31 INCAPACIDADE TOTAL E PERMANENTE: é a invalidez incurável para o trabalho. o estudo dos produtos existentes no ambiente de trabalho. pontes. é a relação entre números de mortos e de pessoas sãs.: A diferença entre morbidade e mortalidade é que morbidade se refere ao número de doentes e mortalidade ao número de mortos. INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO . indústrias. não podendo exercê-la em nenhuma função. barragens. Portanto. MEDICINA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à atuação no indivíduo através de ações predominantemente preventivas. etc. com o objetivo de avaliar o poder que estes possuem de contaminar ou provocar doenças nos trabalhadores. É quando o acidentado perde a capacidade total para o trabalho. edifícios. Portanto. em determinado agrupamento humano. por exemplo. MORTALIDADE: conjunto de mortes ocorridas num espaço de tempo. OBS. Relação. é a relação entre os números de doentes e sãos. MORBIDADE: relação entre o número de casos de moléstias e o número de habitantes de um dado lugar e momento. reparos e manutenção de empreendimentos como: usinas. casas. vidas ou unidades operacionais (PIZA.É o conjunto das atividades de construção. estradas. para todas as moléstias em conjunto ou para cada uma delas em particular. Pode ser indicado pela probabilidade de um acidente multiplicada pelo dano em reais. . como. demolição. entre o número de mortos e o de habitantes. NÍVEL DE RISCO: expressa a probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais.

Portanto. é a situação potencial que pode causar conseqüências graves. Segundo PIZA (1998). Entretanto.32 PERIGO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis de conseqüências graves aos trabalhadores. PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO: representa todos os procedimentos e comportamentos adotados no sentido de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho. dentre outras: a Engenharia de Segurança do Trabalho. SAÚDE OCUPACIONAL: é a ciência do ramo da saúde pública que dedica atenção à saúde e à segurança do trabalhador no seu ambiente laboral. mas pode haver baixo nível de perigo pelas precauções tomadas. danos a equipamentos ou estruturas. Um risco pode estar presente. é praticamente impossível a eliminação completa de todos os . Havendo um risco. enquanto perigo é uma subestação toda protegida. ao patrimônio ou ao meio ambiente. através de ações predominantemente preventivas contra a ocorrência de acidentes ou doenças no trabalhador. risco é uma ou mais condições de uma variável. Expressa a exposição relativa a um risco que favorece a sua materialização em danos. SEGURANÇA: é freqüentemente definida como “isenção de riscos”. São citadas como ciências correlatas. ao patrimônio ou ao meio ambiente. é uma situação potencial que pode causar danos. a Higiene Ocupacional e a Medicina do Trabalho. Portanto. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas. RISCO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis que causem danos aos trabalhadores. persistem as possibilidades de efeitos adversos. Por exemplo: risco é um transformador de energia em operação. perdas de material em processo ou redução da capacidade de desempenho de uma função predeterminada. com o potencial necessário para causar danos.

Mas esses avanços foram acelerados. de 09 de abril de 19996.A PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO NA PREVENÇÃO DOS ACIDENTES São incontestáveis os avanços conseguidos na área de Segurança e Saúde do Trabalhador.4 . Hoje. como cultural. só trazia desgastes e pouca eficácia no combate aos acidentes. o que é seu papel. passou dois anos e meio para ser aprovada. A nível federal. 1998). um compromisso acerca de uma relativa proteção da exposição a riscos. de onde devem partir as diretrizes para orientar a sociedade como um todo na prevenção dos acidentes do trabalho. que ficou conhecida como Norma Regulamentadora número zero (NR-0). publica no Diário Oficial da União e dá um prazo de 90 dias para a sociedade se manifestar. A CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente).33 riscos. ou seja. É o antônimo de perigo (PIZA. portanto. a NR-5 (que trata sobre CIPA). propondo revisão da NR-4 (SESMT). está . Recentemente foi lançada a Portaria no. de 6 de abril de 2000. SSST/MTb No 393/96. revisada recentemente. quando o Ministério do Trabalho deixou de legislar somente nos gabinetes e passou a ouvir a sociedade. 10. com a publicação da Portaria do Ministério do Trabalho. o Estado adotaria a seguinte atitude ao legislar sobre Segurança e Saúde no Trabalho: propõe uma norma ou texto técnico. então criada com essa Portaria. A partir de 1996. sem consulta prévia à sociedade. Por exemplo. as normas são revisadas com divulgação prévia através de portarias e com prazo para remessa de sugestões ao Ministério do Trabalho. apresentando sugestões. tanto no aspecto sócio-econômico. impor legislações e normas regulamentadoras. mesmo contrariando alguma parte. Segurança é. indicaria um GTT (Grupo de Trabalho Tripartite) para analisar as sugestões. Se não houvesse consenso. SÚMULAS: São manifestações interpretativas que revelam a opinião dominante nos tribunais superiores. 1. o Estado definiria a questão.

as propostas levadas pelos representantes da classe trabalhadora muitas vezes são combatidas por governo e empregador. tendo-se tornado um pólo democrático de troca de experiências e disseminação de informação. governo e empregadores. As centrais sindicais valorizam esse fórum de discussão e decisão. visando atingir as metas de redução dos acidentes. O movimento sindical tinha como reivindicação antiga participar do processo de elaboração e revisão da regulamentação na área de segurança e saúde no trabalho. 6 representantes trabalhadores (Força Sindical. pois. Sistema Integrado de Segurança e Saúde no Trabalho”.34 havendo sinais. Saúde e Previdência e Assistência Social). de que podemos ter fóruns para discussão dos problemas de segurança e saúde do trabalhador. O Projeto nº 1. por exemplo. ou seja. doenças e da melhoria da qualidade de vida no trabalho. Seu funcionamento requer melhorias. A CTTP é uma comissão tripartite com organização nacional. a nosso ver. Confederação Nacional do Comércio – CNC. por exemplo. Por exemplo. Confederação Nacional da Agricultura – CNA. para estudo e consolidação das sugestões apresentadas pela sociedade quanto à revisão das Normas Regulamentadoras e às CTPP – Comissão Tripartite Paritária Permanente. é “Reconstrução do Modelo de Organização do . Confederação Nacional dos Transportes – CNT e Confederação Nacional das Instituições Financeiras – CNIF). está como gerente em 2 projetos do PBQP – Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade. do Ministério do Trabalho. pelo que se sabe. A CUT – Central Única dos Trabalhadores. onde ocorre a negociação entre trabalhadores. CUT. a criação de GTT – Grupos de Trabalhos Tripartite. Mas de qualquer forma é um avanço. Confederação Geral dos Trabalhadores – CGT e SDS) e 6 representantes do governo (Ministério do Trabalho e Emprego. no jogo de interesses há uma tendência de governo e empregador votarem juntos. composta por 6 representantes dos empregadores (Confederação Nacional das Indústrias – CNI.

35 O GTT da CIPA (NR 5) foi constituído a partir da CTPP. E assim. Em Sobral. notamos que praticamente não existe integração entre as ações dos Ministérios do Trabalho e Emprego. tem se tornado. controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. no decorrer do tempo. que é . Em nível estadual. O DSST – Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador. responsável por essa fiscalização. quanto ao risco no trabalho. cada vez maior. mas relativamente novos no Brasil. Ministério da Saúde e Ministério da Previdência e Assistência Social. Os projetos do PBQP são coordenados também pela CTPP. hoje. No caso do Ceará. Os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. A redação atual do capítulo da CLT que abrange a segurança e a saúde dos trabalhadores (Título II. Capítulo V) foi os mesmos mecanismos. uma integração entre os diversos segmentos se faz necessária. enquanto a legislação ordinária está contida na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – e em legislação complementar. a DRT fica localizada em Fortaleza. existe a Subdelegacia do Trabalho. inclusive a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares. é o órgão de âmbito nacional para coordenar. estão estabelecidos no artigo 7º da Constituição de 1988. principalmente a nível federal. através do Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST). que legislam na área de Segurança e Saúde. Acreditamos que assim deva ser. gerando conflitos negativos entre empregados e empregadores. A influência do Estado na prevenção dos acidentes do trabalho. mas não utilizam prevenir. No entanto. em todo território nacional. além de uma base estatística sobre acidentes e doenças do trabalho ainda muita frágil. essa fiscalização é executada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT). pouco colaborando no que interessa. sendo obrigação do Estado realizar este papel. pois a Segurança e Saúde do Trabalho são assuntos em pauta. orientar.

mesmo que esporadicamente. Na Constituição Brasileira de 1988. quando isso representar risco de queda para o trabalhador. . de 22 de dezembro de 1977. edição de 12 de julho de 2001. porque se trata de questão de interesse nacional. no jornal Diário do Nordeste. através da Portaria No.514. Em 12 de abril de 1988. Normas como a obrigatoriedade do cinto de segurança tipo pára–quedista para atividades a mais de dois metros do piso. Em 8 de junho de 1978. ficou estabelecido que compete ao SUS – Sistema Único de Saúde – executar as ações de saúde do trabalhador. aprovou as Normas Regulamentadoras (NR) relativas à segurança e medicina do trabalho. através da Portaria No. foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRR). Diz a matéria: “Mesmo com exaustivas campanhas. vem dando sua contribuição. o Ministério do Trabalho. A prova disso é o número de acidentes fatais.36 estabelecida pela Lei No. no seu artigo 200. e se estende do artigo 154 ao 201. O Estado tem uma responsabilidade muita grande na prevenção dos acidentes do trabalho. página 13. 6. são burladas por patrões e empregados”.214. está estampada a manchete: “Acidentes de trabalho ainda são freqüentes no Ceará”. caderno A.067. Recentemente. 3. a segurança no trabalho vem sendo negligenciada a todo momento. onde a sociedade é diretamente afetada e onde está em questão a preservação de vidas humanas. A mídia. cobrando das instituições responsáveis uma atuação mais eficaz na redução dos acidentes do trabalho. 3. seis na construção civil e sete no setor elétrico somente este ano no Ceará.

0 . recorrer a uma advertência escrita. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda. informa que é responsabilidade do empregador contratar. suspensão e demissão por justa causa. a matéria menciona que os construtores reclamam que os operários se recusam a utilizar os EPIs. em seu capítulo II. de 24 de julho de 1991. ao inquerir a DRT. Lei Básica da Previdência Social. permanente ou temporária da capacidade para o trabalho”.37 Em seguida. que interfere no desenvolvimento normal de uma tarefa e que pode causar: perda de tempo e/ou danos materiais ou ambientais e/ou lesões físicas até a morte ou doenças nos trabalhadores. ou ainda a redução.ACIDENTE DE TRABALHO SOB OS ASPECTOS TÉCNICO E LEGAL ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Legal: O conceito definido pela lei 8. ou as três coisas simultaneamente. 2.213. inesperada ou não programada. determina. em caso de recusa do empregado. ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Prevencionista: É toda ocorrência indesejável. que “acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta Lei. artigo 19. A diferença entre os conceitos acima reside no fato de que no primeiro é necessário haver lesão física. mas a própria reportagem. treinar e exigir o uso dos Equipamentos de Proteção Individual. Seção I. podendo. enquanto no segundo conceito são .

500 3.800 4.200 Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) 25 33 ½ 40 75 50 40 6 1.000. de 27.10. além da lesão física. de Dias Perdidos + Dias Debitados ) X 1. quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda 1º.500 2. a perda de tempo e os danos materiais ou as três coisas simultaneamente.800 1. 33. TAXA DE FREQUÊNCA: No.000 2. quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda 1º. quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.000.000 600 300 750 1.000 I A G = -------------------------------------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas (Portaria No. de Acidentes X 1.38 levados em consideração.000 1.quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) 100 100 100 30 75 60 50 10 5 12 ½ 20 30 20 6.500 3.000 6.000 6.500 3.000 T F = ---------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas ÍNDICE DE AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE: (No.200 1. quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.000 2.1983 do M T E) QUADRO 1-A TABELA DE DIAS DEBITADOS Natureza Avaliação Percentual Dias Debitados Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda 1º.400 4.400 300 .

por inundação.Acidente sem afastamento (retorno ao trabalho até o horário normal do início da jornada no dia seguinte).1 .Acidente com afastamento. . . ou seja.Acidente material sem danos. PARCIAL = até 74% da capacidade laborativa.000 2.Acidente de trajeto. .Acidente pessoal com lesão.Acidente material e pessoal. . maremoto etc.CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DO TRABALHO QUANTO À NATUREZA . terremoto. podendo ser o acidente pessoal ou o acidente impessoal.2 . QUANTO À INCAPACIDADE PARA O TRABALHO .Acidente típico. 2.Morte. . o imprevisível por exemplo. . QUANTO AO AFASTAMENTO .Acidente pessoal sem lesão. .CONSEQÜÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO = mais de 75% da capacidade laborativa.Doença Ocupacional QUANTO AOS DANOS E LESÕES .39 Perda 1º. . pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos 10 0 10 50 600 0 600 3.Acidente material com danos.Acidente com incapacidade permanente: TOTAL .Acidente com incapacidade temporária (nunca superior a 1 ano). .

lombalgias. que poderá causar possível descontentamento dos clientes ou multas contratuais. prejuízos morais. tendinites.: queimaduras. reflexos negativos no ambiente de trabalho. tempo perdido para substituição do acidentado e para comentar o fato. contusões. profissionais de segurança e saúde do trabalho. instalações. tempo perdido no trabalho. os atores sociais sabem dessa realidade. perda de lucros por serviços paralisados / interrompidos. O que falta é conscientização. que é o legítimo representante da nação. matéria – prima. etc. redução do seu salário. As perdas.40 Os Acidentes do Trabalho só trazem prejuízos. diminuição da produtividade dos . incapacidade para o trabalho. ferramentas. despesas com treinamento do substituto. salários pagos a outros trabalhadores. equipamentos. danificação ou perda de máquinas.). • para a Empresa: gastos com primeiros socorros e transporte do acidentado. etc.). atraso na prestação de serviços ou na produção. distúrbios familiares.). podem ser: Humanas: lesão imediata (ex. na hora do acidente e após o mesmo. etc. cortes. diminuição da eficiência do acidentado ao retornar ao trabalho. etc. desamparo para a família. governo. silicose. seqüelas ou invalidez. traumas psicológicos. nenhum benefício. pagamento do salário do acidentado nos primeiros 15 dais sem o funcionário produzir. salários adicionais pagos por trabalhos de horas extras em razão do acidente. conseqüências dos acidentes do trabalho. etc. Materiais: matéria-prima. visto que o auxílio – salário. lesão mediata (ex. para a análise do acidente por parte da CIPA e do SESMT. doença do INSS corresponde a 91% do seu impossibilidade de realizar horas extras. máquinas. enfim. As conseqüências dos acidentes podem ser: • para o Trabalhador: sofrimento físico (dor. quando afastado por mais de 15 dias.: surdez. mesmo após meses ou anos de ocorrido o acidente.). morte. empregadores. ferimentos. doenças. Tempo: paralisação do processo produtivo. Os empregados.

problemas com o meio ambiente. problemas com o sindicato. 2. “espantam” os consumidores. desde que elas estejam estreitamente ligadas. A atividade corresponde à parte do trabalho desenvolvida por um indivíduo no sistema de produção considerado (uma fábrica. e a cada indivíduo corresponde uma atividade. dependência do INSS. se necessários. uma oficina ou um canteiro de obras). máquinas. para que ocorra um acidente. produtos. um acidente pode envolver várias atividades.3 . como: auxílio . d) o meio (meio ambiente de trabalho). define uma unidade de análise denominada atividade. Então. c) o material (matéria-prima. aposentadoria por invalidez e pensão por morte. despesas com reabilitação profissional através de fisioterapia e equipamentos. atraem a atenção das autoridades que têm a responsabilidade de zelar pelo cumprimento dos padrões de segurança. acúmulo de encargos assumidos pela Previdência Social. Isso se dá particularmente no caso de trabalho em equipe (BINDER et al.41 trabalhadores devido ao imposto emocional (risco psicológico). prejuízos para a imagem da empresa perante a sociedade. problemas com a família.CAUSAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO Um indivíduo é lesionado ou lesiona outro durante a execução de uma tarefa com certo material em determinado ambiente (meio). b) a tarefa (atitudes do indivíduo). aumento do custo de vida. possíveis aumentos das taxas de seguros e impostos para cobrir os gastos do governo.doença. peças. ou componentes: indivíduo-tarefa-materialmeio. despesas médicas. . • para a Nação: perda temporária ou permanente de elementos produtivos. quatro coisas são necessárias: a) o indivíduo. Assim. hospitalares e farmacêuticas. ferramentas ou outro objeto. 1996). composto dos quatro elementos. equipamentos. O conjunto. pagamentos de benefícios ao trabalhador acidentado ou a seus dependentes. auxílio–acidente.

neuroses. 2001). A partir de 1994. ou fator pessoal – causa relativa ao comportamento humano. que leva à prática do ato inseguro. social (problemas de relacionamento. que é o nome dado às falhas humanas decorrentes. permitindo que ele cometa atos inseguros. principalmente depois de estudiosos americanos terem analisado 75.280. ou seja. Mas poderíamos dizer que o acidente ocorre como resultado da soma das condições inseguras e dos atos inseguros. 2001). ato inseguro (ação ou omissão que. etc). a ABNT cancelou e substituiu a NB-18 pela NBR 14. existiam três causas de acidentes: atos inseguros. é que o uso do termo . tensão.42 No Brasil. De acordo com a NB-18. Tecnicamente. congênitos ou de formação cultural que alteram o comportamento do trabalhador. na maior parte das vezes. introduziu a metodologia da árvore de causas. contrariando preceito de segurança. pode causar ou favorecer a ocorrência do acidente) e condição ambiente de insegurança (condição ambiente do meio que causou o acidente ou contribuiu para sua ocorrência) (CAMPOS.000 acidentes industriais e concluído que 88% estavam ligados a fatores humanos e 10% a fatores materiais. quando a Portaria nº 5 do Ministério do Trabalho. Em fevereiro de 1999. etc). durante muito tempo as causas de acidentes eram tão somente atos inseguros ou condições inseguras. mas manteve as três causas de acidentes: fator pessoal de insegurança (causa relativa ao comportamento humano. excitação. existem vários aspectos que decorrem dessas causas. educação. de problemas de ordem psicológica (depressão. dependências químicas. às condições ambientais (CAMPOS. já substituída. preocupações com necessidade sociais. relativo à CIPA. de acordo com a Norma Brasileira NB-18 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). em que ambos são oriundos de aspectos psicossociais denominados Fatores Pessoais de Insegurança. condições inseguras e o fator pessoal de insegurança. que pode levar à ocorrência do acidente ou à prática do ato inseguro).

mas ela faz parte do negócio da empresa. na busca das causas dos acidentes. segurança não é prioridade. em geral. previnem por um longo período um acidente similar. Constatar “ato inseguro” sempre foi um meio. as causas gerenciais existem porque segurança deve ser encarada de forma sistêmica contingencial. principalmente. pois ela não acaba nunca. de se achar um culpado pelo acidente (CAMPOS. dentre outras terminologias. Exemplos de causas básicas: falta de conhecimento ou de treinamento. O ato inseguro não deixou de existir. verificações e programas de manutenção inadequados. sistema de recompensa inadequado. durante uma investigação e análise de acidentes. falta de reforço em práticas seguras. alguns autores falam em “atos inadequados”. Segundo CAMPOS (2001). procurar falhas no processo de trabalho e não identificar se o acidente foi causado por um ato inseguro ou por condições inseguras. compra de equipamentos de qualidade duvidosa. Ele é a ponta do processo. métodos ou procedimentos inadequados (CAMPOS. mas descrever o risco sem que haja essa necessidade de classificação (PIZA. 1997). tais como acidentes ou doenças ocupacionais. e neste existem muitas variáveis. Em outras palavras. Todo acidente tem causas imediatas. quando corrigidas. origem administrativa e. causas gerenciais. os profissionais envolvidos não devem utilizar os termos atos inseguros ou condições inseguras. 2001). portanto. se ações . uso de equipamento de proteção individual inadequado. As imediatas são o ato inseguro e as condições inseguras. Hoje. posto de trabalho inadequado. como conjunto ordenado de meios de ação visando um resultado. Ou seja. 2001). Afinal. Por essa razão é que. no Brasil. falhas de engenharia (projeto e construção). causas básicas (ou raiz) e. As básicas têm.43 “ato inseguro” ficou obsoleto. Deve-se. ou seja. sempre pronto para prever ou atender eventos indesejáveis. não procurem classificá-los em atos inseguros ou condições inseguras. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho.

hospitalares e farmacêuticas com a recuperação do acidentado. 2001). a diminuição do tempo entre a concepção do produto e a sua colocação no mercado como necessidade capitalista de competitividade. pelo falta de conhecimento ou de treinamento necessário para realização das tarefas. em detrimento do próprio homem e do meio ambiente. mas também por uma solução coletiva de mudanças das regras do sistema capitalista que impera no mundo de hoje. transformando-o num mero coadjuvante e. 2. as quais visam a proteção da integridade física do trabalhador no desempenho de suas atividades. mas devido ao não cumprimento das normas de segurança.CUSTOS DOS ACIDENTES DO TRABALHO São compostos por: Custo Direto (ou Custo Segurado): são: o SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho. a aceleração da produção. ou seja. deixando-o exposto aos riscos que. Somem-se ao descumprimento das normas a falta de fiscalização e a pouca conscientização do empresariado (VENDRAME. a introdução de novas tecnologias traz. enquanto não for possível eliminá-lo do processo. como também o controle de perdas. despesas ligadas diretamente ao acidente. não só através de atitudes individuais. a conseqüente redução do tempo do processo produtivo. são causas inequívocas dos acidentes do trabalho e doenças do trabalho. Vale ressaltar que a maioria dos acidentes do trabalho ocorrem não por falta de legislação. Está nas mãos do homem a redução dos infortúnios. A corrida capitalista por maiores lucros direciona os esforços para o componente que a curto prazo traz maior retorno: a criação de novas tecnologias. na maioria das vezes.4 . pagamento do . A globalização. como despesas médicas.44 gerenciais que possam prever ou atender eventos indesejáveis não existem na empresa. o aumento da competição. esquecendo o homem ou procurando diminuir a sua interferência no processo produtivo. então fatalmente há causas de acidentes ou doenças ocupacionais.

ou seja. não havendo cobertura em tal circunstância. a relação 4 : 1 entre os custos não segurados (indiretos) e segurados (diretos) de um acidente. em sua pesquisa publicada no livro intitulado “Prevenção de acidentes industriais”. listado em tabela própria e que foi majorado recentemente para alguns tipos de empresas. Custo Indireto (ou Custo Não Segurado): despesas não atribuídas aos acidentes. Ainda nessa época. médio ou grave. respectivamente. que contra . in PIZA (1998). despesas com treinamento do substituto. caracterizado pelo importe pago ao INSS. em 1930. correspondem 4 dólares de custo não segurado. como: salário pago ao acidentado não coberto pelo INSS. O SAT representa uma alíquota incidente na folha de salários da empresa em valores de 1% . dependendo do tipo de empresa. como transporte do acidentado. O Custo Direto é. custo que não se manifesta pelo acidente. outras despesas.45 salário relativo aos primeiros 15 dias após o acidente. representado por contribuições e seguro de acidentes do trabalho – SAT. em 1931. o custo direto é a parcela do custo cuja responsabilidade é de uma empresa seguradora (no caso do Brasil. Em outras palavras. 2% ou 3%. É de responsabilidade exclusiva do empregador. horas extras pagas a outros funcionários. evidenciou. ou seja. etc. em grande parte. danos materiais. Esta relação. Heinrich enunciou. H. HEINRICH. W. etc. para grau leve. mas sim como conseqüência indireta deste. relativo aos pequenos acidentes. dependendo do risco de acidente que a empresa oferece. despesas com a investigação do acidente. enquanto o trabalhador se encontra no ambulatório da empresa. assistência à família. salários pagos a outros funcionários no atendimento ao acidentado. o INSS) contratada por imposição legal. demonstrando assim que apenas pequena parcela dos prejuízos com acidentes são reembolsáveis pelas empresas. é baseada no fato de que a cada dólar gasto com indenização e assistência às vítimas do acidente (custo segurado). aceita pelos especialistas. em virtude da existência ou não de trabalhadores com direito à aposentadoria especial. perda de lucros.

Essa estimativa devese ao fato de que o custo privado é sempre mensurável. o que mostra o alto custo indireto do acidente do trabalho e que não é indenizável. mas com danos à propriedade. calcula . e deve seguir a convenção da uniformidade ou da consistência dos lançamentos contábeis da empresa. já estava provado ao mundo que os acidentes que geram lesões e afastam o trabalhador do ambiente de trabalho para tratamento médico são apenas a ponta do “iceberg” (PIZA. mas o custo social nem sempre o é. Vários fatores dificultam a exata mensuração dos custos dos acidentes do trabalho. Então. uma sugestão para o cálculo dos custos dos acidentes do trabalho pode ser apresentada conforme segue: Ce = C – i .. formou sua teoria de Controle de Danos. No entanto. in PIZA (1998). Segundo CICCO (1983). o custo do acidente é função da característica de cada empresa. 1998).000 acidentes realizada em 1966. FRANK BIRD JR. Na prática.se desta forma: Custo Indireto = 4 x Custo Direto Custo Total do Acidente = Custo Direto + Custo Indireto Custo Total do Acidente = Custo Direto + 4 x Custo Direto Estudos mais recentes apontam para uma relação entre custos indiretos e diretos variando de 8 : 1 até 10 : 1 (PIZA.46 cada lesão incapacitante (com afastamento) havia 29 lesões não incapacitantes (sem afastamento) e 300 acidentes sem lesão. Será mais preciso se tiver um inventário permanente e não periódico. como também das responsabilidades referentes às conseqüências dos acidentes. apoiado numa análise de 90. chegando à conclusão que contra cada lesão incapacitante ocorriam 100 lesões não incapacitantes e 500 acidentes com danos à propriedade. 1998). como a dificuldade na obtenção de todos os custos associados ao acidente pela fragmentação das informações.

Destes R$20 bilhões. pela “melhorias do processo” no âmbito da empresa. pois a redução do número de acidentes passa. enquanto os . mas se constitui numa parcela necessária de financiamento de risco para que a empresa não venha a arcar com o ônus de seu caixa efetivo. em recente estudo constatou que o Brasil gasta R$ 20 bilhões por ano com acidentes e doenças ocupacionais. manutenção e lucros cessantes). as indenizações e os ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros são um coeficiente de segurança econômico que pouco tem a ver com o custo efetivo dos acidentes. como paralisação. C2 = custo referente ao reparo e reposição de máquinas. é uma fortuna o que se gasta com acidentes.5 bilhões pelas famílias e 5 bilhões pelo governo. Portanto. mas a transferência de riscos de acidentes a terceiros é um caso a se pensar. que deve ser subtraída das demais. foi incluída apenas para que se identifique o total líquido do custo efetivo dos acidentes. onde: C = C1 + C2 + C3 C1 = custo correspondente ao tempo de afastamento (até os primeiros quinze dias) por acidente com lesão. equipamentos ou materiais danificados (danos à propriedade). Vê-se que.47 Ce = custo efetivo do acidente C = custo do acidente i = indenizações e ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros (valor líquido). dependemos fundamentalmente da organização interna da empresa. Não nos colocaremos aqui numa posição contrária ou a favor da adoção desse critério de Cicco. A parcela “I”.5 bilhões são gastos pelas empresas. C3 = custos complementares (assistência médica e primeiros socorros) e aos danos à propriedade (outros custos. PASTORE (2001). 12. antes de tudo. professor da Universidade de São Paulo-USP. 2. para Cicco (1983). Para determinarmos exatamente as parcelas C2 e C3.

178.137 Fonte: Anuário Brasileiro de Proteção . se esvaem em indenizações. No mundo ocorrem cerca de 250 milhões de acidentes ao ano.680 503.090 acidentes de trabalho .124 991.472 1995 424.761 1.443 693.071 399.211 1.304 ANO 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 TOTAL 395.551. ou 9 por segundo. Os custos econômicos com acidentes do trabalho estão crescendo aceleradamente.111 1.115 961. ou seja.504. dentre outros prejuízos.523 1. Tais acidentes resultam em 1.723 1. perda de competitividade.916.465 ANO 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 TOTAL 1.077 465.464.796.343 414.207. (VENDRAME.514 412.868 340.890 653. 685 mil por dia.341 387.077. 2006.825 1.455 421.696 1.48 investimentos na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais refletem diretamente na redução do custo com acidentes.581 888.251 393.743.187 1.501 1. Segundo a OIT .1 milhão de mortes por ano.Revista Proteção. o mundo gasta 4% do PIB com acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.137.5 – ESTATÍSTICA DE ACIDENTES NO BRASIL Tabela – Número de acidentes ocorridos no Brasil ANO 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 TOTAL 1.322 532. desestruturação de famílias.627 1.330.220. 2000). os quais na realidade.820 363.575 1. 2.861 1.632. no aumento da produtividade e na melhoria da qualidade dos produtos e processos. INSS registra 653.444.270.003.293 388. estamos mais preocupados em somente arrecadar recursos públicos para cobrir essas despesas.859 1.090 1982 1.572 632. 475 por minuto. No entanto.614. perda de capital humano.750 1.700 499.

porém. sendo 414. Os homens representam 73.28% a menos. elas eram feitas apenas com base nas informações passadas pelas empresas.090 acidentes de trabalho.5% em relação a 2006.49 Fonte: Agora Brasília/DF .500. Antes.785 decorrentes da atividade do acidentado.000 0 ANO .000.786 por doença profissional característica do trabalho executado.000 1. Os demais foram identificados pelo instituto por meio de um dos nexos (exames que relacionam as causas de doenças e acidentes do trabalho).000 No. 78. As empresas. Gráfico – Número de acidentes ocorridos no Brasil NÚMERO ACIDENTES POR ANO 2.000. no ano passado.564 ocorridos no trajeto entre a casa e o local de trabalho e 20.135 desses acidentes – ou seja.34% dos segurados que tiveram um acidente de trabalho em 2007. comunicaram ao INSS 514.000 500. Os nexos foram criados no ano passado justamente para um controle mais rigoroso sobre os acidentes de trabalho e para tornar as estatísticas mais confiáveis. a estatística da Previdência aponta uma alta de 27. ACIDENTES 2.500. 21.A Previdência registrou. 653. Considerando-se o número total de acidentes em 2007 (653 mil).000 1.

que produzirá efeitos a partir de janeiro de 2009. que a Previdência chama de alíquota específica.Somafoto A Receita Federal do Brasil e o Ministério da Previdência divulgam a partir de 1° de setembro o FAP (Fator Acidentário Previdenciário) de cada empresa. Esse é mais um passo para consolidação do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico) no país. O resultado é a taxa do SAT a ser paga por cada empresa. Isso porque elas já puderam entre 31 de novembro e 3 de janeiro de 2008 contestar o FAP. As empresas que discordarem do valor só poderão contestá-lo mediante ação judicial.FAP e NTEP FAP entra em vigor Fonte: Revista Proteção Foto: Marcus Almeida . .6 . Esse valor será multiplicado pelo percentual do SAT gerado a partir do segmento econômico.50 2. a chamada alíquota nominal. que foi recalculado após as contestações.

Segundo o Ministério da Previdência. com a supervisão do Ministério da Previdência Social. a CNI (Confederação Nacional da Indústria) ajuizou uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o NTEP. Segundo o ministro. Pimentel explicou que o adiamento é necessário para que uma comissão formada por governo. A pergunta deixou de ser se o trabalhador está doente.24/9/2008 Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. A idéia do governo é que a alíquota do imposto seja reduzida para as empresas com pouca incidência de acidentes no trabalho e seja ampliada para aquelas com altos registros de acidentes. Senar. José Pimentel. Sócio da Coelho e Morello Advogados . “O NTEP é mal elaborado. Senac. A questão não foi julgada. A pergunta agora é se o ambiente é doentio. Passamos a enxergar o coletivo e que há empresas que são epidêmicas e estão produzindo doentes”.por ser um imposto. que será publicado nos próximos dias. O FAP será aplicado sobre a alíquota do imposto do seguro de acidente no trabalho pago pelas empresas. ingressando como parte interessada e pedindo a improcedência da ação. As empresas podem ter um acréscimo de 100% nas alíquotas enquanto a redução é de 50%. Luiz Eduardo Moreira Coelho. É um critério desigual e de caráter arrecadatório e não de proteção ao trabalhador”. “A visão da Previdência é uma visão de saúde pública. empresários e trabalhadores conclua as discussões sobre o marco legal na área de saúde e de segurança no trabalho. mas um decreto do presidente da República. Com a entrada em vigor do FAP. Ainda em 2007. explicou o ministro. as empresas não estão cumprindo a cota de deficientes e de trabalhadores reabilitados porque a qualificação oferecida hoje não é suficiente para garantir a inserção desses trabalhadores. Senat. anunciou quarta-feira. Além disso.2/9/2008 Previdência adia vigência do FAP para janeiro de 2010 Fonte: Agência Estado Brasília/DF .51 Mas isso não significa que todos os setores estão aceitando essa nova realidade que foi regulamentada pelo Decreto 6042. avalia o médico do Trabalho e membro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). rebate o Coordenador-Geral de Políticas de Saúde do Trabalhador do Ministério da Previdência Social e doutor em ciências da saúde pela UNB (Universidade de Brasília). o governo negocia com o chamado Sistema S (Senai.O ministro da Previdência Social. e o NTEP está em vigor. Fonte: Agência Estado . Sesc. a alíquota do seguro de acidentes varia de 1% a 3% sobre a folha de pagamento da empresa. Por sua vez. Esse mecanismo entraria em vigor no dia 1º de janeiro de 2009. Fonte: Revista Proteção . Há falhas técnicas e jurídicas. 24. adiará a implantação do FAP para 1º de janeiro de 2010. Paulo Rogério Albuquerque de Oliveira. o adiamento por um ano da entrada em vigor do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Sebrae e Sescoop) a assinatura de um protocolo até o fim deste ano para que a reabilitação e requalificação dos trabalhadores vítimas de acidente no trabalho ou de doenças ocorram dentro do espaço dessas entidades que integram o Sistema S. a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) se posicionou a favor das alterações. essas alíquotas podem ser reduzidas à metade ou serem ampliadas em até 100%. O Nexo tem sido criticado por alguns profissionais de SST e pelo meio empresarial. As empresas precisam mostrar que têm um ambiente salubre e equilibrado. a sua vigência só pode ocorrer no ano seguinte à sua aprovação e definição do marco legal. de 12/02/07. Consultor Trabalhista e Previdenciário. O foco passa a ser a empresa e não mais o trabalhador. Iseu Milman. Pimentel disse ainda que o adiamento por um ano da entrada em vigor do FAP ocorre também em razão do critério da anualidade . Sest. que vem se mobilizando.

até porque dele não se pode esperar amplo domínio de todas as patologias. menor será o gasto da Previdência com benefícios. torna-se importante o debate acerca da importância e da qualidade das provas para efeito de os empregadores se resguardarem diante de potenciais contingências (que não são poucas e podem ser de vulto. algo que favorece a todos nós. tem movido ações para cobrar os valores desembolsados a título de benefício a empregados afastados por tais motivos. Isto porque o NTEP cria situação para se discutir administrativa e judicialmente o real estado de saúde de empregados que se afastam do trabalho em virtude de doenças que. muitas vezes não decorrem do trabalho. de até 50%. Ela ficará sujeita a um SAT mais elevado. grande será a probabilidade de surgirem contingências de vulto. Para as empresas com maior número de empregados. que regulamentou o NTEP e FAP. ou mesmo ao ajuizamento de ação por parte do Ministério Público do Trabalho. Em sua opinião. reduzirá o número de acidentes e doenças ocupacionais. E. algo cada vez mais comum. presente que o médico perito do INSS está sujeito a equívocos no momento de estabelecer nexo. por fim. que acontecerá em setembro de 2008? Qual a importância desse evento para as empresas? É uma excelente iniciativa. Por via reflexa. Ademais. que. a revisão de benefícios e aumento do número de altas médicas. Para evitar esses ônus. em face da conexão existente entre todos os órgãos acima citados. como já salientado acima). No que as mudanças na lei auxiliarão nisso? Com a instituição do NTEP cabe ao médico perito estabelecer nexo entre doenças e trabalho. já está se verificando nos últimos anos. Como conseqüência. o SAT. essa nova sistemática tende a induzir as empresas a redobrar suas atenções com medicina e segurança do trabalho. Qual a dica que o senhor dá para quem está com problemas com a previdência? . Isto. do que é exemplo o Decreto nº 6. com maior freqüência.042.52 Como a previdência social tem atuado a fim de diminuir os elevados gastos com benefícios? Em diversas frentes: aperfeiçoando a legislação em vigor. a partir de uma lista de patologias atreladas a atividade econômica do empregador. além de permitir maior disponibilidade para que a estrutura do Instituto possa melhor atender aos trabalhadores em geral. pois o SAT incide sobre a folha de pagamentos a cada mês. Quem o senhor avalia será mais atingido? O empregador ou o colaborador? Aquela empresa que não der atenção à segurança no trabalho. de até 100%. Ademais. contendo pedidos de reparação por danos morais e materiais. Ao transferir para o médico perito do INSS a missão de enquadrar ou não um caso como doença profissional de empresa empregadora e das patologias que normalmente delas resultam. a redução poderá ser significativa. Esse sistema aumenta a possibilidade de responsabilização futura das empresas pelo INSS e o incremento do seguro de acidente de trabalho que hoje recolhem. ainda ficará exposta ao risco de autuações por parte da Previdência e do Ministério do Trabalho. etc. pois se assim não agirem. por sinal. se der causa a muitos acidentes ou doenças ocupacionais (com afastamento superior a 15 dias). Quem cuidar bem da saúde e da segurança de seus empregados (o que é um dever de todas as empresas) poderá se beneficiar de uma redução do valor do seguro de acidente de trabalho. incremento da fiscalização. todas deverão aprimorar a gestão de medicina e segurança. Como o senhor avalia as mudanças na lei de seguro de acidente de trabalho? Positiva ou negativa? Por que? É positiva a medida. qual a importância do NTEP? Total. Ficará exposta a ações regressivas do INSS. A empresa relapsa ainda deparará com maior volume de ações trabalhistas individuais. Como o senhor avalia o seminário prova e contraprova do NETP. menos doenças e menos acidentes resultam em diminuição do "déficit" da Previdência.

INSS e para o MTE. quando o trabalhador pede auxíliodoença. quem mantiver um nível de exposição acentuado tende a ser descoberto. Quais as principais mudanças que essa norma traz? As mudanças são: a) inversão do ônus da prova.53 Para responder a indagação basta considerar dois fatores incontroversos: o INSS tem um "déficit" que precisa ser reduzido ou eliminado. Logo. fazer um bom exame admissional e saber um pouco de sua vida pessoal. 11. Considero provável a hipótese de.430/06 e regulamentado pelo Decreto n. Gustavo Gomez. As fontes de aumento da arrecadação do Governo. A dica então não pode ser outra: revejam e corrijam suas posturas porque o Governo não ignora que nesse âmbito previdenciário a arrecadação poderá crescer sensivelmente.042/07. sob diversos aspectos. produzindo acima de 85 db(A). Faça um breve histórico de como será sua palestra no seminário NTEP. Exemplo: se uma empresa tem uma máquina ruidosa (barulhenta). b) Se a empresa não provar que não tem culpa. arca com conseqüências seriíssimas de variada ordem. se for o caso. 6. de forma a atingir o interesse geral. O segurado não tem de provar que houve o NTEP. antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. . Essas mudanças beneficiarão quem? O empregador ou o empregado? As mudanças beneficiam o trabalhador e se as empresas seguirem a lei vão beneficiar o INSS. um tema que poderá ser melhor focalizado por Dr. abordar "situações de vulnerabilidade que desencadeiam nexo entre atividades laborativas e doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho". quem declara a sua presença é a Perícia Médica do INSS. O empregador. Advogado Especializado em Direito Previdenciário. Creio que poderá surgir a oportunidade também para falar de "implicações judiciais associadas a NTEP". resolver os problemas. Causa: ambiente laboral insalubre. Quer dizer uma relação (ilação. ENTENDA SOBRE NTEP Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. responsabilidades e conseqüências para o trabalhador. entende-se que ela foi adquirida nessa empresa e daí sobrevém um mundão de desdobramentos. estão associadas as questões previdenciárias. Nesse campo. Autor de mais de 50 Obras Previdenciárias e Comendador do Instituto dos Advogados Previdenciários de São Paulo – IAPE O que é NTEP? NTEP é uma sigla que designa o Nexo Técnico Epidemiológico. Minha participação no seminário girará em torno do "case" que será apresentado. fazer a contraprova. Qual a importância de organizar e participar um evento para falar sobre o tema? Quem organiza um evento dessa natureza está tentando explicar as empresas as suas responsabilidades. entendimento) lógica entre uma causa e um efeito.07. Não apenas por realizar uma má gestão em medicina e segurança. Dele procurarei extrair elementos para uma abordagem mais ampla. Efeito: doença ocupacional do trabalhador. Não há outro. por exemplo. se não tomar cuidados. Cabe à empresa. conclusão. Foi criado pela Lei n. a empresa. mas por adotar procedimentos não conformes que. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. autuado e multado. a partir do que for abordado pelo palestrante do "case". e o trabalhador que foi admitido hígido (saudável) na empresa apresenta disacusia (surdez).04. os empregadores encontram-se vulneráveis. ajudá-las a encontrar o melhor caminho. sofrerá as ações. c) As empresas têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente. de uma forma ou de outra. Não é fácil. Coisa muito séria. consubstanciam menor receita para o custeio do sistema previdenciário. como ele bem sabe. igualmente convidado para esse módulo do evento. Entrou em vigor em 1º. Wladimir Novaes Martinez.

o primeiro a ser publicado sobre o assunto no País.5%. seu conceito. QUER DIZER. Civil: podem ter de pagar uma indenização.54 Qual a importância de uma empresa participar desse evento? Como estas questões são VARIADÍSSIMAS. orientações. PARTICIPE DO EVENTO E VOCÊ TERÁ A RESPOSTA!!! Quais as mudanças em valores que serão modificadas com essa mudança na lei? Quando a Perícia Médica do INSS declarar a existência do NTEP. E aí. Dr. Alíquotas aplicadas à folha de pagamento dos salários. a Perícia Médica entenderá que foi adquirida digitando e a responsabilidade é do banco. COMPLICADÍSSIMAS E DISCUTIDÍSSIMAS.5% até 6%. é o critério de concessão de benefício de acidentes de trabalho para os segurados que estão de alguma forma incapacitados de exercerem suas funções. expõe o que é o NTEP. Wladimir Novaes Martinez. Quanto as empresas pagavam e quanto pagarão agora? Em termos de SAT. a contribuição mensal era fixada em 1%. 2% ou 3% da folha de pagamento de salários para custeio do Seguro Acidente de Trabalho. ou seja.NTEP? Minha palestra tratará da novidade: a substituição do nexo causal (que todo mundo conhecia relação de causa e efeito normal . Esse valor que as empresas pagam é referente a que? Esse valor é revertido em beneficio para o empregado? Tais contribuições do seguro de acidentes do trabalho (SAT) destinam-se a custear a previdência social e um modo geral e as prestações acidentárias em particular. Quem não tem INFORMAÇÃO pode sofrer seriíssimas conseqüências e ter muitas dores de cabeça. de 2% para 1% e de 3% para 1. o SAT passa a ter nova fórmula para o cálculo e a alíquota paga pelas empresas irá variar de 0. Seguro de Acidente de Trabalho pode ter valor dobrado pela nova lei O NTEP. as empresas podem sofrer uma ação regressiva para a autarquia recuperar o que gastou com o segurado. Podem ser multadas pelo MTE. como é que fica? O banco não tem culpa. o NTEP é importante e as empresas precisam conhecê-lo com profundidade. Nexo Técnico Epidemiológico. Trabalhista: Podem ter de garantir o emprego do trabalhador por 12 meses e recolher o FGTS enquanto perdurar o auxílio-doença. se ele for flexibilizado. esta nova metodologia leva em conta o número de afastamentos encaminhados ao INSS gerados . Mas. o SAT. De acordo com o especialista em Direito Previdenciário. Se o INSS entender que está presente a negligência. Fale um pouco sobre o livro do senhor. Mas. um tratamento epidemiológico das doenças ocupacionais. Como será a sua palestra no Seminário Prova e Contraprova do Nexo Técnico Epidemiológico. mas tricoteia em casa. poderá passar de 1% para 2%.5% (asse diminbuirem os acidentes). visto que algumas empresas poderão ter seu SAT reduzido em até 50% enquanto outras terão aumento de até 100%. de 2% para 4% e de 3% para 6% (se dobrarem os acidentes). enfim quase tudo sobre o assunto. Se um bancário requerer um auxílio-doença no INSS e alegar a LER. que iniciará os neófitos na matéria. se caracterizada a culpa pela doença ocupacional. que variava conforme o risco de cada empresa. Vou dar um exemplo claríssimo: nos bancos existe muita digitação e muita LER (Lesão por Esforço Repetitivo). Um livrinho bom e barato. desdobramentos. Anteriormente. as empresas assumem um enorme encargo. uma mudança significativa. A partir de setembro. e se a pessoa é quem faz o cafezinho e nunca digitou. SEM EXAGERO. Do que fala? Meu livro "PROVA E CONTRAPROVA DO NEXO EPIDEMIOLÓGICO". olhe.pelo nexo epidemiológico. é importante ouvir vários expositores para encadear as idéias. também pode passar de 1% para 0. responsabilidades.

em 11 meses de aplicação do Nexo Técnico. uma ampla exposição sobre a ocorrência de acidentes de trabalho no Brasil e as medidas adotadas pelo governo para fortalecer a cultura da prevenção e de ambientes mais seguros para os trabalhadores. integrada por representantes dos Ministérios da Previdência. De 1º de setembro a 31 de dezembro de 2008. o que é fundamental para a definição de políticas preventivas. em Seul (Coréia). A aplicação do Nexo Técnico. Segundo Martinez. de cada empresa. Com a criação do NTEP. “As empresas que afastam pouco e têm bons índices acabarão sendo beneficiadas.27/06/2008 SÁUDE E SEGURANÇA: Brasil apresenta na OIT iniciativas para combater acidentes Previdência destaca importância do NTEP contra a subnotificação Da Redação (Brasília) – O diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social. Tanto é que. Remígio Todeschini. o que comprova a ocorrência de subnotificação. as empresas poderão contestar esse valor do FAP.55 por acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Esse Fator deverá ser multiplicado pela atual alíquota do SAT para se saber qual a nova alíquota que a empresa deverá se submeter a partir de janeiro de 2009. Se a empresa não provar que não tem culpa. arca com sérias conseqüências de variada ordem. o registro de acidentes e doenças ocupacionais dependia de comunicação da empresa. vai trabalhar para aperfeiçoar a política de prevenção de doenças e acidentes do trabalho no Brasil. “Vai haver inversão do ônus da prova. para algumas empresas. diz Todeschini. a Previdência Social constatou um grande número de subnotificação. A partir de 1º de setembro o INSS divulgará o Fator Acidentário Previdenciário. no 18º Congresso Mundial de Seguridade e Saúde no Trabalho. o próprio perito enquadra o caso como doença do trabalho ou decorrente de acidente do trabalho. . este momento é uma grande oportunidade de reduzir custos e melhorar. O NTEP. Portanto. O evento começa neste domingo (29). proposto pelo INSS. Embora a comunicação seja obrigatória por lei. já que antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. FAP. da Saúde e do Trabalho e Emprego. as mudanças precisam estar bem explicadas. houve um crescimento de 134% no número de auxíliosdoença acidentários concedidos. afirma o advogado 09:32 . possibilita que o perito médico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) verifique se há correlação entre a doença apresentada pelo trabalhador e a atividade que ele exerce na empresa. enquanto para outras pode significar ameaça”. Antes. fazendo a contraprova. muitas delas não informavam a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais ao Ministério da Previdência Social. implantado em abril de 2007. Em caso positivo. “O Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) é o nosso instrumento de combate à subnotificação”. explica Todeschini. As empresas também têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente”. e dos trabalhadores e empresários. permite ao governo ter dados mais próximos da realidade. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. fará. e termina no dia 2 de julho. Esses benefícios eram registrados como auxílio-doença previdenciário. Uma comissão tripartite.

entrou em vigor o chamado NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico). cabia às empresas dizer que o afastamento tinha sido causado pelo trabalho. na década de 70. Esse tipo de afastamento dá ao empregado estabilidade de 12 meses e obriga a empresa a depositar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) do funcionário afastado. "Muitos empresários evitam assumir os afastamentos por acidente de trabalho para evitar custos com FGTS e a estabilidade do empregado". que o Brasil colocará em prática. R$ 10. Com o novo mecanismo.7 bilhões aos cofres da Previdência Social. O nexo é um estímulo para que as empresas melhorem os processos. as alíquotas de contribuição ao seguro – de 1%.539 em março. O total de benefícios concedidos no período. um novo sistema de cobrança do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT). o perito não tem condições técnicas para avaliar se há correlação entre a doença e a atividade profissional. em 2007.O número de afastamentos por acidentes de trabalho cresceu 147. Foram concedidos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em abril 28. também. a partir de janeiro. secretário de Políticas de Previdência Social. . manteve-se estável. =================================================== Nova regra do INSS faz explodir afastamento por acidente São Paulo/SP . O aumento dos auxílios-doença acidentários aconteceu porque. dependendo do grau de risco de cada uma delas. em relação a março. Em maio. socializam o prejuízo e continuam estragando a saúde de outros trabalhadores. o perito pode determinar que a doença foi causada pela atividade do trabalhador. e pode ser reduzida significativamente com a adoção de medidas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. contra 11. somando-se os acidentários e os previdenciários. Já aquelas com maior incidência de doenças e acidentes de trabalho vão pagar mais. Até então. com alíquotas diferenciadas por empresa.594 benefícios de auxílios-doença acidentários. "Eles se livram do trabalhador acidentado. o Brasil registrava uma média de 1.56 Em sua exposição. Atualmente. no entanto. explicará. a empresa que investir mais em prevenção terá uma alíquota menor.são estabelecidas por setor. Remígio Todeschini. em abril." Alguns advogados dizem que o NTEP será mais um atravancador não só do INSS como também da Justiça trabalhista. Além do drama para o trabalhador acidentado e sua família. houve novo aumento. último mês em que foi feito o levantamento. A média caiu para 500 mil. afirma Helmut Schwarzer.8% no mês de abril. sem consertar o que está errado. os acidentes de trabalho e as aposentadorias especiais decorrentes de trabalhos penosos e insalubres custaram. Segundo eles. 2% e 3% . Com a entrada em vigor do NTEP. Todeschini ressalta que.5 milhão de acidentes do trabalho por ano. de 15%. Essa listagem permite aos médicos peritos do INSS estabelecer a correlação entre a doença do trabalhador e a atividade econômica da empresa.

podem causar danos à saúde das pessoas. ênfase maior deve ser dada aos agentes ambientais ou riscos ambientais. lay-out.57 porque ele não conta com a infra-estrutura para realização de exames que determinam a causa do afastamento. Morello e Bradfield. sem fazer uma investigação mais profunda da causa da doença". CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS. do Ministério do Trabalho e Emprego) GRUPO 1: VERDE Riscos Físicos Ruídos Vibrações GRUPO 2: VERMELHO Riscos Químicos Poeiras Fumos GRUPO 3: MARROM Riscos Biológicos Vírus Bactérias GRUPO 4: AMARELO Riscos GRUPO 5: AZUL Riscos de Ergonômicos Acidentes Esforço Físico Arranjo Físico Intenso Levantamento Inadequado e Máquinas Proteção de Ferramentas Inadequadas e e Transporte Manual Equipamentos sem Radiações Ionizantes Radiações Não Ionizantes Frio Gases Parasitas Neblinas Fungos Névoas de Peso Protozoários Exigência Postura Inadequada Defeituosas Controle Rígido de Iluminação Produtividade Imposição Inadequada de Eletricidade Ritmos Excessivos . máquinas e equipamentos. especializado em assuntos trabalhistas e previdenciários.Paulo – 26/07/07 3. que envolve desde a estrutura física. afirma Luiz Coelho.0 – CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO As condições ambientais de trabalho são as situações de trabalho existentes no ambiente. que são os elementos ou substâncias presentes nos diversos ambientes humanos. (Tabela I do Anexo à Portaria No. do escritório Coelho. 25. Fonte: Folha de S. DE ACORDO COM A SUA NATUREZA E A PADRONIZAÇÃO DAS CORES CORRESPONDENTES. utensílios. até os recursos humanos disponíveis. de 29 de dezembro de 1994. Sob o ponto de vista da Segurança e Saúde do Trabalho. "O médico perito olha o trabalhador e faz o diagnóstico a partir da listagem. materiais. que quando encontrados acima dos limites de tolerância.

praticamente junto com as Normas Regulamentadoras – NR. c) Riscos Ergonômicos: Esforço Físico Intenso. calor. Compostos ou Produtos Químicos em geral Umidade Monotonia Jornadas Trabalho Prolongadas e Animais Repetitividade Peçonhentos Outras situações Outras situações causadoras psíquico de de riscos que stress físico e/ou poderão contribuir para a ocorrência de acidentes Os riscos de acidentes são conhecidos também como riscos mecânicos. vibrações. 4. b) Riscos Químicos: poeiras. Imposição de Ritmos Excessivos. d) Riscos de Acidentes: Arranjo Físico Inadequado. Controle Rígido de Produtividade. Eletricidade.0 . os principais agentes de riscos existentes no ambiente de trabalho são: a) Riscos Físicos: ruídos. Armazenamento Inadequado. Na indústria da construção. Trabalho em Turno e Noturno. substâncias tais como cimento e cal. Máquinas e Equipamentos sem Proteção.ÓRGÃOS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO NAS EMPRESAS (SESMT E CIPA) Criado na década de 70. Ferramentas Inadequadas e Defeituosas. Levantamento e Transporte Manual de Peso. Exigência de Postura Inadequada.58 Calor Vapores Bacilos Trabalho em Probabilidade Incêndio Explosão de Armazenamento Inadequado de ou Turno e Noturno Pressões Anormais Substâncias. o SESMT é um setor existente em algumas .

Sérgio Latance Júnior. E. Engenheiro de Segurança do Trabalho. Técnico de Segurança do Trabalho. por exigência legal. É considerado um “divisor de águas” nas atividades destinadas à segurança e saúde do trabalho. Assim é que a Norma Regulamentadora NR-4 está em fase de revisão. ou seja.SESMT para “Sistema Integrado de Prevenção de Riscos do Trabalho – SPRT”. através da Portaria No. passaram a tê-lo. Alguns profissionais de segurança. Existiriam agora três tipos de SESMT: . Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho desempenham um papel relevante na Prevenção dos Acidentes e Doenças do Trabalho.59 empresas. E. não concordam que o SESMT reduziu o número de acidentes. A sua obrigatoriedade nas empresas é função do número de empregados da empresa e do seu grau de risco. dependendo do seu grau de risco e o número de empregados. A primeira mudança seria no nome da NR-4 que passaria de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . O grau de risco. pois muitas empresas que não tinham seu SESMT. conforme Quadro II constante na NR-4. conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. No entanto. como o Eng. consta do Quadro I da NR-4 e é função da atividade da empresa. que vai de 1 a 4. organização do trabalho e programas de melhoria contínua. como conseqüência. matéria prima. hoje. diminuiu consideravelmente o número de acidentes do trabalho. continuaria regulamentando sobre SESMT. Acredita ele. esquecendo a melhoria das condições de trabalho do ponto de vista produtivo. o Ministério do Trabalho e Emprego publicou. Os profissionais que já trabalhavam em algumas empresas na área de segurança do trabalho passaram a ser reconhecidos oficialmente. os profissionais pertencentes aos SESMT: Médico do Trabalho. 10 de 06 de abril de 2000. que o SESMT tratou as normas de forma legalista. Os SESMT são normalizados através da Norma Regulamentadora NR-4. as alterações para consulta prévia.

A diferença. . uma empresa de cerâmica que fabrica tijolos e telhas. 5). mas cujas atividades são exclusivamente voltadas para a segurança e saúde no trabalho. por falta de fiscalização e uma consciência prevencionista não as constituíam. • SESMT Coletivo – determinado grupo de empresas. poderiam formar um SESMT multiempresa. SESMT Externo – empresas que não sejam obrigadas um manter um SESMT próprio deveriam contratar uma entidade jurídica prestadora de serviços na área de segurança e saúde no trabalho. embora outras empresas fossem obrigadas a tê-las. dependendo das situações • previstas na NR-4. entre CIPA e SESMT é que a CIPA é composta por funcionários da empresa que realizam atividades diversas das atividades de segurança e saúde no trabalho e enquanto que os componentes do SESMT são também funcionários da empresa. dependendo do número de funcionários e do grupamento de atividade econômica a qual pertence. voltando a serem constituídas somente em 1993. Até 1986. Sobral continuou com apenas uma empresa a possuir CIPA. dependendo da situação prevista na NR-4. A primeira CIPA de Sobral foi constituída em 27 de março de 1978 na COSMAC. sendo que a última foi em 1999. esta foi criada em 1944 e realiza papel importante até hoje. de acordo com a sua Classificação Nacional de Atividade Econômica. No entanto. a formação e o funcionamento da CIPA. A relação de classes a qual pertence cada empresa. dentre outras. Algumas empresas são obrigadas a formar esta comissão. está descrito na NR – 5 (Norma Regulamentadora Nr. A Norma Regulamentadora NR-5 é quem normatiza a constituição. Quanto à CIPA.60 • SESMT Próprio – continua sendo contratação obrigatória de de determinadas empresas.MTE. A NR-5 já foi revista por seis vezes. credenciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego . Em 1987 foram constituídas mais 10 CIPA’s. dependendo do grau de risco e número de funcionários.

ANO No. houve um grande aumento nos CIPA’s. Sobral conta com 52 CIPA’s. CIPA ANO No. CIPA 1978 1 1979 0 1981 0 1982 0 1984 0 1985 0 1987 10 1988 0 1990 0 1991 0 1993 2 1994 3 1996 3 1997 22 1999 9 2000 3 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral ANO 1980 1983 1986 1989 1992 1995 1998 No. a chefia do Setor de Inspeção do Trabalho da Sub – Delegacia do trabalho de Sobral. Número de CIPA por ano 25 Nº de CIPA 20 15 10 5 0 1978 1 0 1979 0 1980 0 1981 0 1982 0 1983 0 1984 0 1985 0 1987 1986 10 2 1993 3 0 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 3 22 16 9 3 0 1988 0 1989 0 1990 0 1991 0 1992 Ano Em junho de 2000. em 1997. fato este ocorrido quando assume. O crescente número de CIPA’s em Sobral a partir de 1997 deve-se ao maior rigor na fiscalização e exigência do cumprimento da legislação. pois 17 foram desativadas por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação. CIPA 0 0 0 0 0 0 16 Gráfico 1 – No. CIPA CONSTITUÍDAS POR ANO EM SOBRAL. Vejamos a evolução: Tabela 1 – Número de CIPA constituídas em Sobral. . quando se intensificou a fiscalização.61 Em 1997. o Engenheiro Agrônomo Francisco José Ponte Albuquerque. a partir de 1978.

a partir de 1991. O número de acidentes do trabalho registrados em Sobral. Mas a partir de 1998 está com tendência de queda. Vejamos a evolução: Tabela 2 – Número de SESMT constituídos a partir de 1997 ANO 1997 1998 Nº de SESMT 6 2 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral 1999 7 2000 2 Em junho de 2000. Até então não havia nenhum SESMT. cresceu a partir de 1997. . Conforme levantamento feito junto à Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral.: Os dados referente ao ano de 2000 se referem até junho/2000. o número de acidentes ocorridos ano a ano. Sobral possui 12 SESMT. pois 5 (cinco) foram desativados por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação. foram: Tabela 3 – Número de Acidentes Ocorridos em Sobral ANO 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 NºAC IDEN 139 144 101 130 162 105 207 286 183 56 TES FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral Obs.62 Os SESMT’s das empresas de Sobral só vieram a ser cosntituídos a partir de 1997 quando foram criados 6 (seis) SESMT. em Sobral. exatamente quando do aumento da fiscalização que propiciou a criação das CIPA’s e SESMT’s em Sobral. Isto deve-se ao fato de que os acidentes/doenças passaram a ser registrados devido a uma maior rigor na fiscalização do cumprimento das normas de segurança e prevenção de acidentes. mostrando que há um trabalho dos profissionais no sentido de reduzir esses números.

recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador. a preferência pela utilização deste é maior em relação à utilização do EPI. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. 5. eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. e c) para atender a situações de emergência. Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA. Portanto.SESMT.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) O Equipamento de Proteção Individual . O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade.63 A partir de 1993.CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT.0 . ou seja. Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6 . mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado. ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .EPC são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos. cabe ao encarregado. o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente. Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades. gratuitamente. a necessidade de prevenção dos acidentes e doenças no . Os equipamentos de proteção coletiva . Palestras. em perfeito estado de conservação e funcionamento. b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade. de uso individual utilizado pelo trabalhador. destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde. propagandas em rádio. gincanas. já que colabora no processo aumentando a produtividade e minimizando os efeitos e perdas em função da melhoria no ambiente de trabalho. quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis. etc são realizados com a intenção de divulgar e alertar as pessoas para trabalaho.NR-6. panfletagem. em Sobral é criada a ACISPAT – Aliança das CIPA’s na Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho. EPI adequado ao risco. a empresa é obrigada a fornecer aos empregados.EPI é todo dispositivo ou produto. Trata-se de um evento anual realizado durante uma semana em que se reúnem todas as CIPA’s das empresas localizadas nos municípios sob a jurisdição da Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral. ruas.

Neste caso. • Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes. tais como: • Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares. • responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. e • comunicar o MTE qualquer irregularidade observada. por exemplo. a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau enquadrado. • Proteção visual e facial: óculos e viseiras. • comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO O empregado também terá que observar as seguintes obrigações: • utilizar o EPI apensas para a finalidade a que se destina. já que com a utilização adequada do equipamento. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação . • Proteção respiratória: máscaras e filtro. expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. • Proteção para o tronco: aventais. de fabricação nacional ou importado. PROTEÇÃO DO TRABALHADOR E REDUÇÃO DE CUSTOS AO EMPREGADOR Os Equipamentos de Proteção Individual além de essenciais à proteção do trabalhador. será eliminado. está acima dos limites de tolerância previstos na NR-15. Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído. cabe ao empregador as seguintes obrigações: • adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR Dentre as atribuições exigidas pela NR-6. podem também proporcionam a redução de custos ao empregador. É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído. capuz. guarda e conservação. nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. além . botas e botinas. A eliminação do ruído ou a neutralização em nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional. • Proteção para o cabelo: boné. • responsabilizar-se pela guarda e conservação. capas e jaquetas. • Proteção de pernas e pés: sapatos. 20% ou 40%. visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. • fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão. • orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. • Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões. O equipamento de proteção individual. podendo ser de 10%. • Proteção da cabeça: capacetes. e • cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal. o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado. • substituir imediatamente o EPI. • exigir seu uso.64 Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger. quando danificado ou extraviado. gorro e rede.CA.

ABNT NBR IEC 61313/2004 (Tomografia). evitando acidentes. Sem CA. 3 – Ar condicionado. 5 – Corrimãos 6 – Guarda-corpos 7 – Exaustores 8 – Ventiladores 9 – Detectores de gás óxido de etileno 10 – Lava-olhos e chuveiro de emergência (Central de Óxido de Etileno) 11 – Portas revestidas de chumbo. 6.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) Os equipamentos de proteção coletivas (EPC) são aparelhos usados no saneamento do meio-ambiente.65 de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI. Exemplos de EPC: 1 . o trabalhador deve usar cinto de segurança do tipo pára-quedista. fabricante KONEX. protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores. O ambiente de trabalho deve garantir a saúde e a segurança do trabalhador através de proteções coletivas. 12 – Lavatório com torneira com acionamento com os braços (Centro Cirúrgico) 13 – Biombos revestidos com chumbo para proteção contra radiação . 4 – Extintores de incêndio.0 . Também faz parte da NR-18 as medidas de proteção coletivas contra quedas de materiais e ferramentas sobre o trabalhador. fabricante Osmed Produtos Radiológicos Ltda. Em locais onde isso não for possível. O exaustor é um exemplo de EPC. O equipamento de proteção coletiva serve para neutralizar a ação dos agentes ambientais. As medidas de proteção coletivas contra quedas de altura (como bandejas. guarda-corpo e outras) são obrigatórias e prioritárias.Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa. tipo avental de chumbo. 2 – Paredes revestidas de argamassa baritada para proteção radiológica. marca Barimassa.

Macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos.5 mm/Pb. sem CA. fabricante N. CA 4895 (Central de Óxido de Etileno). capacidade total 13. 25 – Sinalização de Segurança 26 – Coifa 27 – Fita de Demarcação 28 – Telas de Proteção 29 – Pisos Antiderrapantes 30 – Para – Raios 31 – Carrinho de transporte para material contaminado 32 – Pia para lavagem de mãos 33 – Cones de sinalização de obstáculos 7.Cadeiras ergonômicas. CRF 025. sem CA. caixa tipo descartex. fabricante N. fabricante N. de Proteção Ind. 17 – Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa. 0.. avental impermeável. em papelão. recipiente identificado para recolhimento de resíduos e descrição do procedimento. composto de: luvas de procedimento.0 litros. 15 . sabão. marca MAVIG. 0. tipo avental de chumbo. a Periculosidade e a Penosidade estão previstas na Constituição Federal.ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES INSALUBRIDADE e PERICULOSIDADE A Insalubridade.5 mm/Pb. própria para descarte de material perfuro cortante.0 . 20 – Capela de exaustão para Histologia – Laboratório de Anatomopatologia. marca MAVIG.66 14 – Coletor de Material Perfurocortante Safe Pack. sem CA. (Radiologia). marca MAVIG. proteção respiratória. 18 – Protetor da tireóide contra riscos de origem radioativa. ref. 19 – Protetor da genitália contra riscos de origem radioativa. proteção ocular. Martins Proteções Radiológicas. 16 . Ltda. (Radiologia). tamanho 100x60. 22 – Dispositivos de Pipetagem tipo pêra de borracha 23 – Filtro para impedir passagem de óxido de etileno 24 – “Kit” para limpeza em caso de derramamento de quimioterápicos. no art. 21 – Capela de exaustão para manipulação de Quimioterápicos com cortina de ar. fabricante Personal do Brasil Equip.: . 7º. 0.5 mm/Pb. capacidade útil 10. (Radiologia). compressas absorventes. Martins Proteções Radiológicas. Martins Proteções Radiológicas.0 litros.

” O Art. o MTE emitiu a Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” São consideradas atividades e operações insalubres as que se desenvolvem: Acima dos Limites de Tolerância: . por sua natureza. O Ministério do Trabalho e Emprego – MTE regulamentou as atividades insalubres e perigosas. através de Norma Regulamentadora . 189 – CLT: “São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. conforme NR-1 – Disposições Gerais. Em razão disso. até agora. exponham os empregados a agentes noviços à saúde. condições e métodos de trabalho. na forma da lei. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.67 “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. somente atividades insalubres e perigosas foram regulamentadas. insalubres ou perigosas. Porém a observância somente é obrigatória para empresas privadas ou públicas que possuam empregados regidos pela CLT (carteira assinada). XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas. E os funcionários das empresas públicas que são regidos pelo Estatuto do Servidor Público. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: . INSALUBRIDADE Art... como fica? Somente terão direito se houver lei específica. na forma da lei.NR. regulamentando. Não há lei regulamentando as atividades penosas.” No entanto. 190 da CLT delega ao Ministério do Trabalho a aprovação das atividades e operações insalubres e a adoção de normas regulamentadoras.

........................... 9 – Frio (só câmaras frigoríficas ou similares) Anexo No.........................................20% Anexo No................................10% Anexo No. 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente Anexo No..10% ........................ 9 – Frio... Anexo No.............. 11 – Agentes Químicos.........................10%.......................... 3 – Calor. 12 da Lei No...incide sobre um salário mínimo Anexo No....... 3 – Calor Anexo No...40% Anexo No..................................10%............................... 8 – Vibrações..... 12 – Poeiras Minerais.10% Anexo No........................10% Anexo No.................... 8............................ constantes no Anexo No............................................. 5 – Radiações Ionizantes.......... 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas Anexo No.... 3 – Calor..................20% Anexo No................ 10 – Umidade... 14 – Agentes Biológicos Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho......... 11 – Agentes Químicos Anexo No.....20% Anexo No....: Anexo No........20% Anexo No.................... 2 – Ruído de Impacto Anexo No.................................... 7 – Radiações não ionizantes................20% e 40% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Federal (Ver art............40% Anexo No....20% Anexo No....................... 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente...... 2 – Ruído de Impacto............. 7 – Radiações não ionizantes (microondas... 8 – Vibrações...40% Anexo No.........20% Anexo No. 8 – Vibrações Anexo No.... 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente. 7 – Radiações não ionizantes.. 4 – Iluminação foi revogado.. 5 – Radiações Ionizantes Anexo No.............. 20% e 40% Anexo No.................................. 13 – Agentes Químicos Anexo No............... 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas................ 12 – Poeiras Minerais Nas atividades mencionadas no Anexo No....10% Anexo No.270 / 91) – incide sobre o vencimento do cargo efetivo............. ultravioletas e laser) Anexo No...........68 Anexo No.... 5 – Radiações Ionizantes................................20% Anexo No......... 14 – Agentes Biológicos................................ 20% e 40% Anexo No.... 2 – Ruído de Impacto.........20% Anexo No......................... 13 – Agentes Químicos........ 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas................. ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Empregados – CLT (Ver NR-15) ....... 10 – Umidade Obs............................20% Anexo No.

............ SUBSEÇÃO IV Dos Adicionais de \insalubridade Periculosidade ou Penosidade Art.....10% Anexo No.... No caso do Município de Sobral..20% Anexo No........... e incidirão sobre o vencimento básico do servidor............5%.......... 9 – Frio......... 697 de 30 de junho de 2006............5%.. 10 – Umidade.........10% Anexo No..................... 10% e 20% Anexo No...... 13 – Agentes Químicos.......... A legislação municipal que regulamenta as situações específicas é a Lei No... 14 – Agentes Biológicos.......... 12 – Poeiras Minerais....... 697 / 2006 diz que os servidores terão direito aos adicionais de insalubridade e periculosidade nas mesmas condições dos trabalhadores em geral.. 10% e 20% Anexo No...... ......... Em resumo: a Lei Municipal No........... .........10% e 20% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Estadual e Municipal – depende da existência de lei específica de cada Estado e de cada Município.................. insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal.......Os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. 74 – Na concessão dos adicionais de penosidade.. Art......... porém incidentes sobre o vencimento básico do servidor.................. 038/92 ( Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral): ......... PERICULOSIDADE . 72 ......................... 11 – Agentes Químicos........ condições e limites fixados nas normas legais e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral. regulamentando. Diz que os adicionais de insalubridade e periculosidade são devidos nos termos...............69 Anexo No. existe a Lei No.........

Art. assegura ao empregado o adicional de periculosidade de que trata o § 1º do art.. de 4 de abril de 2003. 193 -. prêmios ou participação nos lucros da empresa. Publicada no DOU de 07/04/2003 Art. 2º O trabalho. § 1º . Adicional de Periculosidade = 30% incidente sobre o salário.1985.. prêmios ou participação nos lucros da empresa.. VOLTANDO À INSALUBRIDADE NR -15 – Anexo No.) Energia Elétrica – Lei No. 1 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente .. prêmios ou participações nos lucros da empresa. sem os acréscimos resultantes de gratificações.10.. por sua natureza ou métodos de trabalho. de 29.. radiações ionizantes ou substâncias radioativas. Para atividades envolvendo eletricidade = 30% sobre o salário que perceber.369/85.70 A legislação brasileira confere o direito ao adicional de periculosidade nas seguintes situações: 1ª. incidindo sobre esses vencimentos 40% de risco de vida e insalubridade. 1º Adotar .. o Anexo No. PORTARIA Nº 518.O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações. 2ª. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho..se refere o artigo 1º. 3ª.) Radiação Ionizante – No. regulamentada pelo Decreto No. aquelas que.394. 7. 193 – CLT: “São consideradas atividades ou operações perigosas. 5 da NR – 15 ficou sem uso para o caso de atividades e operações com Raios X.. Observação Importante: Exclusivamente para Operadores de Raios X.. diz que o salário mínimo dos profissionais será de 2 (dois) salários mínimos. 93.. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho Art. sem os acréscimos resultantes de gratificações.CNEN.) Art. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Para atividades que envolvem Explosivos e Inflamáveis e Radiações Ionizantes = 30% incidente sobre o salário. a Lei 7...412/86. aprovado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear . Então...” NR – 16 : “Atividades e Operações Perigosas” regulamenta as atividades envolvendo inflamáveis e explosivos... o "Quadro de Atividades e Operações Perigosas".

a exposição estará acima do Limite de Tolerância C1 C2 C3 Cn DOSE = ----------. de tal forma que se a DOSE > 1 (um).+ ----------. deve ser considerado o efeito combinado. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade.71 Ruído contínuo ou intermitente – é que não é de impacto.+ -----------. Calcule a dose. Nível de Ruído dB(A) (Nível de Pressão Sonora) 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 115 Máxima Exposição Diária Permissível (Limite de Tolerância) 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos Se na jornada ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a níveis diferentes.+ ----------T1 T2 T3 Tn C = tempo total em que o trabalhador fica exposto a um nível de pressão específico T = máxima exposição diária permissível (Limite de Tolerância) a este nível específico Exemplo 1: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 5 horas e a 90 dB(A) durante 3 horas. se não houver proteção. .

individualmente. 2 – Limites de Tolerância para Ruído de Impacto Ruído de Impacto é aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo.3 tg Ambientes externos com carga solar IBUTG = 0. a 86 dB(A) durante 1 hora e a 80 dB(A) durante 3 horas. NR -15 – Anexo No.7 tbn + 0. Exemplo 2: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 4 horas. Calcule a dose. acima do Limite de Tolerância. 3 – Limites de Tolerância para Exposição ao Calor 1. então. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade. 65 8 7 infinito Portanto.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo .15 + 0 = 0. Concluímos.75 = 1.+ ----------. que o instrumento correto para medir ruído é o dosímetro e não o decibelímetro. a intervalos superiores a 1 (um) segundo.72 Solução: 5 3 DOSE = ----------.1 tbs + 0. abaixo do Limite de Tolerância. embora que.625 + 0.5 + 0.7 tbn + 0.+ ----------. em cada nível de pressão sonora esteja dentro da máxima exposição diária permissível. sem não houver proteção. Não tem direito ao Adicional de Insalubridade. Limite de Tolerância = 130 dB (LINEAR) ou 120 dB (C) NR -15 – Anexo No.= 0. Tem direito ao Adicional de Insalubridade. Solução: 4 1 3 DOSE = ----------.375 8 4 Portanto.= 0. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" – (IBUTG) definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos sem carga solar IBUTG = 0.+ ----------.

2 2.0 . 3. Limites de Tolerância para exposição ao calor.8 a 28. 1 Regime de Trabalho Intermitente com Descanso no Próprio Local de Trabalho (por hora) Trabalho contínuo TIPO DE ATIVIDADE Leve Moderada até 26. anexo No. Moderada ou Pesada) é feita consultandose o Quadro 3 da Norma Regulamentadora NR-15.4 29.0 Acima de 30 até 30.5 a 15 minutos trabalho 45 minutos descanso 32.0 25. considera-se como local de descanso.0 30. Para os fins deste item. em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural. 2.4 31.2 Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas Acima de adequadas de controle 32.7 a 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 31.9 26. Em função do índice obtido. 3. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso) 1.1 a 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador.0 28. 3. Limites de Tolerância para exposição ao calor.0 a 27.73 tbs = temperatura de bulbo seco 2.7 26.1 Acima de 31.1 Pesada até 25. ambiente termicamente mais ameno.9 28. à altura da região do corpo mais atingida. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.0 a 30.1 a 25.5 30. o regime de trabalho intermitente será definido no QUADRO 1 Quadro No. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. A determinação do tipo de atividade (Leve.5 a 31.1 a 29.6 30. 1. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro No. 2 M (kcal/h) 175 200 Máximo IBUTG (oC) 30. 2 Quadro No.

5 26. Td . Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. em minutos. determinada pela seguinte fórmula: Mt x Tt + Md x Td M = ————————— 60 Sendo: Mt .5 25. Tt e Td = como anteriormente definidos. Md .5 27. As taxas de metabolismo Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro n º 3. sendo Tt + Td = 60 minutos corridos. determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd —————————— 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora.74 250 300 350 400 450 500 28. 3. _____ IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora. 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE TIPO DE ATIVIDADE SENTADO EM REPOUSO TRABALHO LEVE Kcal/h 100 . Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho.soma dos tempos. Quadro No. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso.0 25.5 26.soma dos tempos. 4.taxa de metabolismo no local de trabalho. em minutos. em que se permanece no local de trabalho.taxa de metabolismo no local de descanso. em que se permanece no local de descanso. Tt .

ambiente externo com carga solar. trabalho leve.2 oC. Solução: IBUTG = 0.7 x 26. Exemplo2: para o mesmo caso acima.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância.2 + 0. Somente vai aquecer. De pé.9 oC.43 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo. em máquina ou bancada.01: “Diretrizes Básicas de Radioproteção” da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN NR -15 – Anexo No. Trabalho fatigante. 125 150 150 180 175 220 300 440 550 Exemplo1: se as medições realizadas foram tbn = 26. principalmente com os braços. tem direito ao Adicional de Insalubridade. 5 – Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes Transforma átomo em íon.7 x 26. De pé. porém ambiente externo sem carga solar. tem direito ao Adicional de Insalubridade.31 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo.3 x 29. trabalho moderado de levantar. TRABALHO MODERADO Sentado. atividade moderada) = até 26.2 + 0. Em movimento. empurrar ou arrastar pesos (ex.2 x 29. 4 – Limites de Tolerância para Iluminação (Revogado) NR -15 – Anexo No. neste caso. 6 – Trabalhos sob Condições Hiperbáricas Trabalhos sob ar comprimido. NR -15 – Anexo No.: dirigir). atividade moderada) = até 26.proveniente do calor radiante de usinas siderúrgicas . trabalho moderado. tbs = 31. Exemplos de atividades: .9 = 27. trabalho leve. em máquina ou bancada. trabalho moderado de levantar ou empurrar. em máquina ou bancada.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância. com alguma movimentação. ultravioletas e laser.1 oC e tg = 29. Os Limites de Tolerância são os especificados na Norma CNEN-NE-3. movimentos vigorosos com braços e pernas. movimentos com braços e tronco (ex. é o cristalino do olho humano.1 x 31.9 = 27. Para uma atividade com regime de trabalho contínuo.: remoção com pá). retirando elétron. movimentos com braços e pernas (ex. onde o trabalhador é obrigado a suportar pressões maiores que a atmosférica. NR -15 – Anexo No. Solução: IBUTG = 0. com alguma movimentação. Trabalhos submersos.1 + 0.75 Sentado. Os danos ao DNA são os mais importantes e podem levar ao mal funcionamento ou morte da célula.: datilografia). TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar. 7 – Radiações Não Ionizantes Para efeito desta norma são radiações não ionizantes: microondas. O órgão que se deve ter mais cuidado. De pé. atividade em movimento. Sentado.

NR -15 – Anexo No. 13 – Agentes Químicos Arsênico. Mercúrio. Obs. Benzeno. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. NR -15 – Anexo No. Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos. UHF = Ultra High Frequency (microondas). Insalubridade de grau máximo . Fósforo.antenas. Substâncias Cancerígenas. com umidade excessiva. Carvão Mineral. Hidrocarbonetos e outros Compostos de Carbono. . Cromo. 14 – Agentes Biológicas Relação das atividades que envolvem agentes biológicos. 11 – Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local de Trabalho. pois possui radar. Silicatos. mas não é considerado insalubre.: Campo eletromagnético é não ionizante. Chumbo. Limites de Tolerância da Organização Internacional para a Normalização – ISSO em suas normas ISO2631 e ISSO/DIS 5349. capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores. 9 – Frio As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. Deve-se ficar atrás da antena. sem a proteção adequada. cuja insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa. VHF = Very High Frequency. NR -15 – Anexo No.operação com solda com arco aberto (ultravioleta). 12 – Limites de Tolerância para Poeiras Minerais ASBESTO. NR -15 – Anexo No. . NR -15 – Anexo No.76 . serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes do Quadro no 1 deste Anexo. NR -15 – Anexo No. MANGANÊS e SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA.bico do avião. ou em locais que apresentem condições similares. que exponham os trabalhadores ao frio. Operações Diversas. 8 – Vibrações È a energia mecânica que não se dissipa em forma de ruído. 10 – Umidade As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados. NR -15 – Anexo No.

Insalubridade de grau médio Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes. . . Atualmente somente as atividades relacionadas no Anexo IV do Decreto 3. . vísceras. benefício da Previdência Social que têm direito alguns trabalhadores a se aposentarem com 15. não previamente esterilizados. . bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes. . bem como objetos de seu uso. ambulatórios.77 Trabalho ou operações.resíduos de animais deteriorados. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes. . em contato permanente com: .laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico). .contato em laboratórios. ossos. enfermarias. com animais destinados ao preparo de soro. .esgotos (galerias e tanques). serviços de emergência.carnes. de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico).hospitais.gabinetes de autópsias. não previamente esterilizados). APOSENTADORIA ESPECIAL Aposentadoria Especial é um tipo de aposentadoria.lixo urbano (coleta e industrialização). ambulatórios. glândulas. Insalubridade e Periculosidade estão inseridos dentro do ramo do Direito Trabalhista. vacinas e outros produtos. brucelose. couros. tuberculose).estábulos e cavalariças. . Acreditam que o fato de estarem recebendo adicional de insalubridade ou mesmo de periculosidade lhes garante o direito à aposentadoria especial. sangue. . animais ou com material infectocontagiante.048 / 99 têm direito à aposentadoria especial. 20 ou 25 anos de contribuição. . pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais). Muitas pessoas confundem insalubridade com aposentadoria especial.pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas. em: .cemitérios (exumação de corpos).hospitais.

de 11 de dezembro de 1990 – Estatuto dos Servidores Públicos Federais. diz no seguinte artigo: Art. insalubres ou perigosos. 70.1 . 7. nos seguintes artigos: Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade.º 8.INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE A) PARA SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL Lei Federal N. 69. Periculosidade ou Atividades Penosas Art. radioativas ou com risco de vida.atividades e operações com radiações não ionizantes.78 Enquanto Aposentadoria Especial está inserido dentro do ramo do Direito Previdenciário. enquanto durar a gestação e a lactação. Art. corrige e reestrutura tabelas de vencimentos. Art. Lei Federal N. exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. Os servidores civis da União. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas. das operações e locais previstos neste artigo. § 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão.º 8. das autarquias e das fundações públicas federais perceberão adicionais de insalubridade e de periculosidade. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos. fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. e dá outras providências. nos termos das normas legais e . 68. de insalubridade e de periculosidade. serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. mas não têm direito à aposentadoria especial: . de 17 de dezembro de 1991 que dispõe sobre reajuste da remuneração dos servidores públicos. Atividades e operações que têm direito ao Adicional de Insalubridade. 12. A servidora gestante ou lactante será afastada.270.112. Na concessão dos adicionais de atividades penosas. . Parágrafo único.atividades e operações com umidade.atividades e operações em câmaras frigoríficas ou similares (frio) . § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles.

médio e máximo. conforme se dispuser em regulamento. B) PARA SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL Para cada categoria existe um decreto diferente. no de periculosidade. 74 diz que “na concessão dos adicionais de penosidade. § 1° O adicional de irradiação ionizante será concedido nos percentuais de cinco.dez por cento. e sujeita aos mesmos percentuais de revisão ou antecipação dos vencimentos. nominalmente identificada.” No art.cinco. nominalmente identificada. insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal. de 15 de dezembro de 1992 – Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral. porém faltava a regulamentação do Art. 72. dez e vinte por cento. § 2° A gratificação por trabalhos com Raios X ou substâncias radioativas será calculada com base no percentual de dez por cento. respectivamente. no caso de insalubridade nos graus mínimo. de 15 de dezembro de 1992. Em seu art. II . superiores aos aqui estabelecidos. os funcionários tinham direito ao adicional. 72 diz que “os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. de 30 de junho de 2006. serão mantidos a título de vantagem pessoal. § 3° Os percentuais fixados neste artigo incidem sobre o vencimento do cargo efetivo. são regidos pelo Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral.79 regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral e calculados com base nos seguintes percentuais: I . por exemplo. ● Lei Municipal Nº 697. dez e vinte por cento. No caso de Sobral: ● Lei Municipal Nº 038/92. C) PARA SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL DE SOBRAL Cada município deverá possuir sua legislação própria. para os servidores que permaneçam expostos à situação de trabalho que tenha dado origem à referida vantagem. Lei Municipal nº 038/92. conforme Art. § 5° Os valores referentes a adicionais ou gratificações percebidos sob os mesmos fundamentos deste artigo. que veio com a Lei nº 697 . 74. com percentuais diferentes. § 4° O adicional de periculosidade percebido pelo exercício de atividades nucleares é mantido a título de vantagem pessoal. por tratar-se de servidores públicos municipais. até então. Os funcionários do SAAE. aplicando-se a esses valores os mesmos percentuais de revisão ou antecipação de vencimentos.” Portanto.

80 de 30 de junho de 2006 que em seu Art. 1º diz que “os adicionais de insalubridade e de periculosidade, de que trata o art. 72 do Regime Jurídico Único do Município de Sobral (Lei nº 38 de 15 de dezembro de 1992), são devidos aos servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE, que vieram a trabalhar, com habitualidade, em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, nos termos, condições e limites fixados nas normas gerias e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral, e incidirão sobre o vencimento básico do servidor.” O adicional de insalubridade será devido ao servidor que trabalhar, com habitualidade, em local insalubre ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, da mesma forma pertinente aos trabalhadores em geral. O percentual correspondente ao adicional de insalubridade incidirá, de acordo com a Lei Municipal nº 697, de 30 de junho de 2006, sobre o vencimento básico do servidor e não sobre o salário mínimo da região. D) PARA EMPREGADOS REGIDOS PELA CLT Conforme a classificação do Ministério do Trabalho e Emprego, constante no Anexo à Portaria No. 25, de 29 de dezembro de 1994, os riscos ocupacionais, estão classificados em riscos: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Porém, vale lembrar, que nem todo risco ocupacional gera adicional de insalubridade e/ou periculosidade. Os trabalhadores em geral são aqueles regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Por isso, as atividades e operações insalubres serão aquelas elencadas na Norma Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), do Ministério do Trabalho e Emprego, de conformidade com o art. 7º, inciso XXII da Constituição Federal de 1998, com os artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT, com a Lei N.º 6.514 de 22/12/1997 do Ministério do Trabalho e com a Portaria N.º 3.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho.

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A CLT define atividades e operações insalubres nos seguintes artigos: Art. 189: “Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.” Art. 190: “O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressores, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes.” O Ministério do Trabalho e Emprego publicou a Norma

Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), constante da Portaria No. 3.214, de 08 de junho de 1978, que regulamenta a Lei N o. 6.514, de 22 de dezembro de 1977, em que classifica os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão do adicional de insalubridade, a saber: a) riscos físicos:
- ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 da NR-15 e no item 6 do mesmo Anexo; - ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2 da NR-15; - exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2 do Anexo 3 da NR-15; - radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados no Anexo 5 da NR-15. - condições hiperbáricas, conforme Anexo 6 da NR-15; - radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 7 da NR-15; - vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 8 da NR-15; - frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 9 da NR-15;

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- umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 10 da NR-15;

b) riscos químicos:
- agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1 do Anexo 11 da NR-15; - poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Anexo 12 da NR-15; - atividades ou operações, envolvendo agentes químicos, consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada constante no local de trabalho, constantes no Anexo 13 da NR-15;

c) riscos biológicos:
- agentes biológicos, conforme Anexo 14 da NR-15.

Riscos ergonômicos e de acidentes não são considerados insalubres, segundo a legislação, para efeito de concessão do adicional de insalubridade.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

No item 15.2 e subitens 15.2.1; 15.2.2 e 15.2.3 da NR-15, diz que percepção do adicional de insalubridade será de: 40% (quarenta por cento) para insalubridade grau máximo; 20% (vinte por cento) para insalubridade de grau médio; 10% (dez por cento) para insalubridade grau mínimo, incidentes sobre o valor de um salário mínimo.

Anexo 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Atividades ou operações que exponham o trabalhador Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo Anexo. Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2. Exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2. Níveis de iluminamento inferiores aos mínimos fixados no Quadro 1. (Revogado) Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados neste Anexo. Ar comprimido. Radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no

Percentual 20% 20% 20% 20% 40% 40% 20% 20% 20%

prevista na Súmula nº 191. a partir de agora. dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. convenção coletiva ou sentença normativa. assim. da Súmula Vinculante nº 4. A redação anterior da Súmula nº 228 do TST adotava o salário mínimo como base de cálculo. consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1. a não ser para categorias que. Atividades ou operações.O Tribunal Superior do Trabalho decidiu na quinta-feira. BASE DE CALCULO. assim. 20% e 40% 40% 10%. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do STF veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. pelo Supremo Tribunal Federal. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. Por maioria de votos. tivesse salário profissional ou piso normativo. 26. por analogia. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Na mesma sessão. Agentes biológicos. em sessão do Tribunal Pleno. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. ============================================================ Súmula 228: nova redação será publicada amanhã (04) A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. A partir de 9 de maio de 2008. realizada na semana passada. o TST adotou. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. será publicada no Diário da Justiça amanhã (04). 20% e 40% 20% e 40% TST fixa novo critério para o adicional de insalubridade Brasília/DF . que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados neste Anexo. a alteração foi motivada pela edição. 10 11 12 13 14 20% 10%.83 local de trabalho. Com a modificação. em 9 de maio. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. envolvendo agentes químicos. por força de lei. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do tribunal para o adicional de periculosidade. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. o . Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna.

por analogia. Por maioria de votos. por força de lei. HORA EXTRA. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. A redação anterior da Súmula nº 228 adotava o salário mínimo como base de cálculo. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. Fonte: TST ============================================== ======= Insalubridade . A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. A resolução entra em vigor na data de sua publicação Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho. prevista na Súmula nº 191. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do Tribunal para o adicional de periculosidade. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. a não ser para categorias que. em sessão do Tribunal Pleno. 08/07/08 TST fixa novo critério para adicional de insalubridade O Tribunal Superior do Trabalho decidiu ontem (26). ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. convenção coletiva ou sentença normativa. BASE DE CÁLCULO. tivesse salário profissional ou piso normativo. em 9 de maio.84 adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico.Novos cálculos para o adicional. Na mesma sessão. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT.Justiça define cálculos . a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. nos seguintes termos: 47. dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. assim. ================================================== ======== Insalubridade . o TST adotou.

Fonte: Agência Brasil Insalubridade . salvo se houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva.STF suspende súmula do TST sobre pagamento 20/07/08 Liminar suspende Súmula do TST sobre pagamento de insalubridade Na última terça-feira (15). "O ideal para nós seria que nenhum trabalhador precisasse receber o adicional de insalubridade. A Súmula do TST permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. A decisão consta na Súmula 228 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicada no Diário da Justiça de hoje (4). No entanto. ministro Gilmar Mendes. Carlos Cavalcante Lacerda. considerou o secretário da CNTM. concedeu liminar pedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e suspendeu a aplicação de parte da Súmula 228. salvo critério mais vantajoso fixado em acordos coletivos. Na última sessão do Tribunal Pleno. entidade que no início deste ano entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). decidiu o STF. o adicional agora será de R$ 400. isso ainda não é uma realidade". A decisão retroage ao dia 9 de maio de 2008. sobre pagamento de adicional de insalubridade. Pelos seus cálculos. De acordo com o secretário de Assuntos Parlamentares da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). Cerca de 20% desses profissionais recebem o adicional de insalubridade e terão aumento no contra-cheque. Lacerda informou que a média salarial da categoria é de R$ 2 mil. o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Mendes suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. . R$ 80 pelo adicional de insalubridade. o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o adicional de insalubridade deve ser calculado sobre o salário básico. os trabalhadores vinham recebendo.85 09/07/08 Justiça determina que insalubridade seja calculada sobre salário contratual Brasília . A decisão agradou uma das categorias mais atingidas pelas condições de trabalho insalubres: os metalúrgicos. "A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade". Além disso. pedindo a mudança no cálculo do adicional de insalubridade.O salário mínimo não pode mais servir de base para o cálculo do adicional de insalubridade. em média. A maioria dos metalúrgicos que recebem insalubridade são os que trabalham em fornos e auto-fornos. do Tribunal Superior do Trabalho (TST). o adicional de insalubridade passa a fazer parte da base de cálculo da hora extra.

exceto quando houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. concedeu a liminar pedida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. Gilmar Mendes aceitou as alegações da CNI e considerou que “a nova redação estabelecida para a Súmula 228 do TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante 4. em maio deste ano. que aprovou a nova redação. a argumentação "afigura-se plausível". Para Mendes. Veja abaixo a nova redação da Súmula 228: A partir de 9 de maio de 2008. que não permite a utilização de salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. ministro Gilmar Mendes. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. ministro Rider Nogueira de Brito. instrumento jurídico próprio para preservar decisões da Suprema Corte e impedir desrespeito às súmulas vinculantes. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa". no dia 15 de julho. assim. Para Gilmar Mendes. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”. determinando que. o adicional de insalubridade poderia ser calculado sobre o salário básico. As informações foram solicitadas pelo presidente do STF. editada pelo STF no início do ano. Fonte: STF TST suspende a aplicação da Súmula 228 Fonte: Última Instância Brasília/DF . Base de Cálculo. "a nova redação estabelecida para a Súmula 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante nº 4. Em seguida. nos seguintes termos: 47. inconstitucional o artigo 192 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). o STF editou a Súmula Vinculante nº 4 para impedir a utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem devida a servidor público ou a empregado. Hora extra. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. ministro Gilmar Mendes. o presidente do STF. Nas informações fornecidas ao STF. o ministro Rider de Brito tece considerações sobre o posicionamento adotado na sessão do Tribunal Pleno do dia 26 de junho. após conceder liminar que suspendeu a aplicação da Súmula 228. a partir da vigência da Súmula Vinculante nº 4. Em termos práticos. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. O entendimento foi firmado no julgamento de processo que tratava sobre o pagamento de adicional de insalubridade para policiais militares paulistas. fica suspensa a aplicação da Súmula 228 até que o STF julgue o mérito da questão. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. O enunciado também impede a substituição da base de cálculo (do salário mínimo) por meio de decisão judicial. salvo se houvesse critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. com o objetivo de oferecer subsídios para o julgamento da matéria pelo Supremo.86 A CNI alegou que a súmula do TST afronta a Súmula nº 4. Adicional de Insalubridade. . encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) esclarecimentos sobre a Súmula 228 do TST. A alteração foi motivada pela edição da Súmula Vinculante 4 do Supremo. Porém. A confederação contesta o dispositivo em uma Reclamação (RCL 6266). segundo informa o TST. salvo nos casos previstos na Constituição. Histórico O dispositivo foi publicado no dia 4 de julho e permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade.O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho). o TST modificou a Súmula 228. Em abril.

da Súmula Vinculante nº 4. A polêmica se concentra em dispositivo da Constituição que veda indexação sobre o menor salário do país. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. Fonte: Agência Brasil . inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. pelo Supremo Tribunal Federal (STF). para ser aplicado. "Elas podem deixar de pagar esse adicional e um monte de outros tributos que vêm em forma de cascata.87 Fonte: Última Instância . período em que foram promovidas alterações em diversas súmulas. que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. argumentou que dar o adicional com base no salário mínimo "torna o benefício irrisório". para adequar a matéria à Constituição Federal. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. que envolve entendimento jurídico em torno da Constituição. salvo critério mais . Vendrame deu entrevista ao programa Revista Brasil. A adoção do cálculo sobre o salário básico das categorias e não sobre o salário mínimo vem sendo discutida há vários anos na Justiça. BASE DE CALCULO. realizada na semana passada. desde que invistam na segurança do trabalhador". o professor e engenheiro de Segurança do Trabalho. opinando que as empresas têm que pagar esse adicional "como penalidade por não proporcionarem ambiente adequado ao trabalhador". a alteração foi motivada pela edição. mesmo depois que o STF der uma solução definitiva para a questão e se ficar aprovada a alternativa mais favorável. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. assim. Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. no dia 26 de junho. Trata-se de matéria de direito. foi publicada hoje (04) no Diário da Justiça. que. A partir de 9 de maio de 2008. Ao falar sobre o assunto. o cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário básico do trabalhador. A Suprema Corte vai atender a questionamentos de federações e grupos de empresas de diversos estados.30/7/2008 ===================================================================================== Mudança no adicional de insalubridade depende do STF Fonte: Agência Brasil Brasília/DF . o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. O adicional vinha sendo pago sobre 30% do valor do salário mínimo. da Rádio Nacional. completou. conforme lembrou. que julgam a alteração promovida pelo TST inconstitucional.A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que definiu. Antônio Carlos Vendrame.17/8/2008 Notícias do Tribunal Superior do Trabalho 04/07/2008 Súmula 228: nova redação foi publicada hoje A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. Com a modificação. o trabalhador terá que reivindicá-la por meio de ação na Justiça. Vendrame entende. está dependendo de julgamento do mérito da questão. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. Ele acha mais justa a forma arbitrada pelo TST. pelo Supremo Tribunal Federal.

ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. sem cunho oficial.2 . 57 da Lei 8. 57 da Lei 8. durante o período mínimo fixado. biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física.INSS. pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício.048/99: “A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado. A resolução entra em vigor na data de sua publicação. do tempo de trabalho permanente. (Carmem Feijó) Esta matéria tem caráter informativo. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. durante 15 (quinze). HORA EXTRA. 20 (vinte) ou 25(vinte e cinco) anos. nos seguintes termos: 47. De conformidade com o § 3o do Art. (61) 3314-4404 imprensa@tst. físicos. diz que a aposentadoria especial será devida. 57 da Lei 8. ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 64 do Decreto 3. além do tempo de trabalho.213/91 e com o § 1 o do Art.213/91 e com o § 2 o do Art.048/99: “O segurado deverá comprovar.gov.” . uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei. 64 do Decreto 3.88 vantajoso fixado em instrumento coletivo.br 7. não ocasional nem intermitente.APOSENTADORIA ESPECIAL O art.” Também. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. efetiva exposição aos agentes nocivos químicos. Permitida a reprodução mediante citação da fonte Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho Tel. em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. conforme dispuser a lei. de conformidade com o § 4o do Art. perante o Instituto Nacional do Seguro Social .213/91. BASE DE CÁLCULO.

inclusive com informações relativas à saúde ocupacional. Desta forma. quem tem Direito a Aposentadoria Especial? O benefício da Aposentadoria Especial foi instituído na década de 60. Equipamento de Proteção Individual e se este o protegia de fato. etc. Bombeiros. quando do contato direto com pacientes. OUTROS CORTES: A partir de 05/03/97 novos cortes foram introduzidos. Assim. poeiras minerais. etc. passará a se denominar PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. etc) – Chumbo – Fumos Metálicos de Solda. temos o Soldador. Como exemplo. bem como as atividades com a presença de Umidade e Frio. de forma habitual e permanente. períodos anteriores a Dez/98. tal como ruído. outros produtos químicos. não ocasional. os segurados que estivessem realmente expostos a agentes agressivos. A FIGURA DO EPI A PARTIR DE 14/12/98: E para amarrar de vez as normas previdenciárias. Clínicas. passaram a dar o direito a Aposentadoria Especial. chumbo. o Eletricista. somente a exposição a Ruído é que dependia de um Laudo Ambiental de comprovação. somente seriam enquadradas como especial. certos agentes agressivos à saúde e reconhecidos pelo INSS. Ambulatórios. Resumindo: Precisaria então que a empresa tivesse um Laudo Ambiental com estas informações. Após abril/95 o INSS alterou o enquadramento: Somente teriam direito. pelo simples exercício da função. dependendo da atividade. a Telefonista. o direito a especial deixaria de existir. apelando para o direito adquirido e para a inconstitucionalidade da ação regressiva da figura do EPI. com as trabalhistas. o documento que atesta a exposição. o INSS introduziu a obrigatoriedade da empresa em informar se o segurado que por ventura estivesse exposto a um determinado risco. Atualmente ele é chamado de DIRBEN 8030 (Antigo SB 40) e a partir de 01 de Janeiro de 2004. Bombeiro. Os riscos provenientes de Atividades de Risco. como Eletricista. Anterior a 1995. etc. uma vez que muitas empresas sempre informaram a existência do EPI muito antes desta exigência. e acima do Limite de Tolerância determinados pela Legislação Trabalhista (NR 15). Para a devida comprovação junto ao INSS. tais como Ruído – Produtos Químicos – Poeiras Agressivas (Sílica. independentemente de comprovação dos riscos em Laudos de Segurança do Trabalho. os segurados estão ingressando com ações contra o INSS. Policiais. Respondendo afirmativamente. o Torneiro Mecânico. atenuando ou neutralizando o risco de certos agentes. constituindo-se de um autêntico histórico laboral do trabalhador junto à empresa. estava ou não efetivamente protegido pelo EPI. . cada ano de exposição era convertido com o devido acréscimo. Postinhos de Saúde. As exercidas em Hospitais. DIREITO ATÉ 1995 Até 28/04/1995 muitas atividades foram reconhecidas pelo INSS como especiais.89 Afinal de contas. não mais seriam contempladas simplesmente pelo risco. A grande polêmica é que muitos segurados tiveram cortados ou não considerados. nem intermitente e sem a devida proteção. Nestes casos. podendo variar de 20% a 40%. o Enfermeiro. Riscos Biológicos e até mesmo atividades tidas como perigosas. gerando aposentadorias aos 15. como as exercidas por Eletricistas. com o objetivo de retirar o segurado precocemente da atividade nociva à saúde ou prejudicial a sua integridade física. Policial. 20 ou 25 anos de trabalho. a empresa fornecia e ainda fornece OBRIGATORIAMENTE. se o trabalho fosse em Hospitais ou Estabelecimentos de Doenças Infecto Contagiosas e a exposição permanente e não ocasional.

Uma empresa que assim concordasse. somente para receber o direito a aposentadoria especial. muito bem. funcionários que estiverem de fato totalmente desprotegidos. a exposição será considerada como intermitente e portanto não dará o enquadramento. evitando-se assim exposição aos riscos e consequentemente a preservação da saúde e uma menor incidência de aposentadorias especiais e por invalidez ocupacional. Concluímos portanto. durante toda a Jornada de Trabalho do segurado. Se os índices da concentração variarem. afim de custear a Aposentadoria Especial dos mesmos. estaria se expondo a fiscalização e enquadramento do Ministério do Trabalho e do Ministério Público. sem proteção individual e coletiva. teve um acréscimo ao tempo trabalhado. CUSTEIO DA APOSENTADORIA ESPECIAL (GFIP): A partir de 1999. que a partir de agora. IMPORTANTE: Se o segurado anterior a 1997 ou 1995 laborou em atividades que por si só já lhe davam o direito a aposentadoria especial. as atividades exercidas deverão ser analisadas da seguinte forma: PERÍODO TRABALHADO ENQUADRAMENTO . mas para períodos atuais. somente terão direito a aposentadoria especial. ou seja. esteve e está (dependendo do caso) obrigada a recolher taxas que variam de 6 a 12% sobre a Folha de Pagamento dos funcionários expostos. acima e abaixo do Limite de Tolerância. junto ao INSS. e ainda. para efeito de aposentadoria especial. o PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. Encerrando. Seria inconcebível imaginarmos um funcionário preferindo não usar um determinado EPI e exposto a um agente agressivo à sua saúde. exigindo muito mais em termos do cumprimento das normas de segurança. Qualquer que seja a data do requerimento dos benefícios. tal como já explicado. além de se obrigar a contribuir com acréscimo em sua Folha de Pagamento. as Empresas deverão dar maior atenção a Gestão da Saúde e da Segurança de seus funcionários. Em assim agindo. ou seja. de forma a custear a Aposentadoria Especial. tem garantido o direito e a devida contagem do referido tempo como especial. os funcionários estarão mais bem assistidos e protegidos. toda empresa que manteve seus funcionários expostos a riscos nocivos à saúde e vem emitindo o documento que atesta tal condição.90 CONCLUSÃO: Atualmente e com o novo documento de comprovação. quem teve direito a aposentadoria especial no passado. o que convenhamos seria difícil admitir para uma empresa que valorize a segurança. será praticamente impossível obterse um enquadramento.DIRBEN 8030 ou PPP). que os agentes estejam acima dos Limites de Tolerância. pelo menos para empresas idôneas e que valorizam a Segurança e a Saúde de seus trabalhadores. para fins de Aposentadoria Especial (DSS 8030 .

19 e § 2º do art.0 do Anexo ao Decreto nº 53.831.080.048. que deverão ser confrontados com as De 06/05/99 a 31/12/03 informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. de 1964. de 1999. de 1979. Aposentadoria especial dos engenheiros Site: http://www. Anexo I do Decreto nº 83. ganha a matéria relativa a este benefício interesse cada vez maior entre os próprios segurados que trabalharam sob condições insalubres. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.º 4.079. aprovado pelo Decreto nº 2. LTCAT. para todos os agentes nocivos. Formulário que deverá ser confrontado com as informações A partir de 01/01/2004 relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art. de 2002.Instituto de Estudos Previdenciários.079. 68 do RBPS. com redação dada pelo Decreto n. de 1979. Anexo IV do RBPS. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.080. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. de 1979. de 2002. Código 1.172. Anexo IV do RBPS. com redação dada pelo Decreto n. Anexos I e II do RBPS.079. de 2002.asp?id=68 Vinícius Vieira de Souza . de 1964. De 05/09/60 a 28/04/95 De 29/04/95 a 13/10/96 De 14/10/96 a 05/03/97 De 06/03/97 a 31/12/98 De 01/01/99 a 05/05/99 Anexo IV do RBPS.080. para todos os agentes nocivos. de 1997. buscando informações que lhes permitam recorrer aos órgãos competentes na consolidação de seus direitos.048.br/palavra_profissional.831. de 1964.crea-mt. aprovado pelo Decreto nº 2. que deverão ser confrontados com as informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art.0.91 Quadro anexo ao Decreto nº 53. Entre os beneficiários da aposentadoria especial encontram-se os engenheiros de . aprovado pelo Decreto nº 3. obrigatoriamente para o agente físico ruído. aprovado pelo Decreto nº 83. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. Diante das freqüentes irregularidades cometidas pelo INSS nos processos de concessão de aposentadoria especial. Anexo IV do RBPS. 19 e § 2º do art. com redação dada pelo Decreto n.º 4. Anexo I do Decreto nº 83.831.0 do Anexo ao Decreto nº 53. 68 do RBPS. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. 68 do RBPS. 19 e § 2º do art. Código 1. obrigatoriamente para o agente físico ruído.org. para todos os agentes nocivos. Formulário: CP/CTPS.º 4.IEPREV .0. de 1999.172. de 1997. aprovado pelo Decreto nº 3. para todos os agentes nocivos.

Neste sentido. editou-se o Decreto 63. Regulamentando a Lei 3. Em 10 de setembro de 1968. As divergências dizem respeito à determinação das atividades e agentes considerados insalubres para fins da contagem do tempo especial. Com apenas dois meses de vigência do Decreto 63. uma vez que o Decreto criava presunção absoluta de insalubridade das atividades. para tais profissões.230/68.807/60 que instituiu o benefício em questão. gerando enorme confusão ao operador do direito previdenciário. prevê a legislação previdenciária redução no tempo de contribuição exigido para a concessão da aposentadoria por tempo de serviço ou contribuição. extremamente conveniente para os engenheiros que trabalhavam como profissionais autônomos.230/68 que revogou parte da lista das atividades especiais constante daquela norma. ser aplicada a norma vigente em cada período trabalhado. o Decreto 53. Nestes casos. não se podendo falar em retroatividade da Lei. contudo.831/64 classificou inicialmente as atividades e agentes considerados insalubres. contendo a norma que rege a matéria diversas sutilezas em relação a cada uma das modalidades desta profissão. minas. A presunção mostrava-se. A comprovação da atividade especial poderia ser feita através de todo contrato de execução de obras ou prestação de serviços de engenharia formalizado mediante Anotação de Responsabilidade Técinica (ART) junto ao CREA. A dificuldade na aplicação das normas que cuidam da aposentadoria especial é acentuada pelas inúmeras alterações sofridas.831/64. Visando compensar os efeitos danosos à saúde do trabalhador que laborou exposto a condições insalubres. elencando em seu rol as especialidades de engenharia de construção civil.92 várias especialidades. metalurgia e eletricistas. devendo. mesmo os engenheiros que trabalhavam em escritórios poderiam beneficiar-se com a redução no tempo de contribuição. inexigível qualquer comprovação de efetiva exposição. ainda. em 08/11/1968 foi . quatro anos apenas da entrada em vigor do Decreto 53. tanto em nível legal como infralegal. excluindo de seu rol a atividade dos engenheiros de construção civil e eletricista. uma vez que não necessitavam apresentar os formulários técnicos preenchidos pelos empregadores. ou em direito adquirido em matéria previdenciária.

Em 1992. revestindo novamente de presunção absoluta a insalubridade das atividades profissionais compreendidas no antigo Decreto. levando a entender que. Apenas em 28/04/1995.93 editada a Lei 5. trouxe. 57 da Lei 8.831/64.527/68 de 08/11/1968 que ressalvou o direito dos engenheiros eletricistas e de construção civil à aludida presunção. assim.080/79. 57 da Lei 8. não tendo sido editada nenhuma nova lei regulamentando o art. contudo. determinando sua aplicação concomitantemente com o Decreto 83.213/91. regulamentando o novo diploma previdenciário. exigindo. foi editado o Decreto 611/92 que. 53. restando intocado o direito dos engenheiros à presunção absoluta de insalubridade de sua atividade. colocando novamente em vigor a totalidade do rol do Decreto 53.).213/91. 57 da Lei 8. mesmo após a entrada em vigor deste diploma. não se exigiu que uma lei posterior específica criasse novo rol de profissões insalubres. . dispondo sobre a matéria.032/95 constitui. A nova redação do art. em brecha da lei que permitiu aos engenheiros das duas modalidades contarem seu tempo de serviço como especial mediante a simples comprovação de exercício de sua atividade. substituindo-a por “conforme dispuser a lei”. não ocasional nem intermitente” às condições especiais (§ 3º.213/91 a expressão “conforme atividade profissional”. Lei 8. reiterando o direito dos engenheiros eletricistas e de civis. através da Lei 9.831/64. não necessitando comprovar a exposição às condições especiais. ainda. comprovação pelo segurado de sua exposição em caráter “permanente.032/95. restando por beneficiar os engenheiros eletricistas e da construção civil. sutileza que “driblou” a intenção do legislador de excluir a presunção de insalubridade em favor dos trabalhadores de qualquer grupo profissional.032/95 visava a concessão da aposentadoria especial apenas para os segurados que comprovassem sua exposição efetiva aos agentes insalubres. não mais parecendo aceitar qualquer tipo de presunção neste sentido.213/91. manteve a aplicação do Decreto já em vigor. A substancial alteração introduzida pela Lei 9. permanecia em vigor a Lei 5. Ao substituir a expressão “conforme categoria profissional” por “conforme dispuser a lei”. foi suprimida da redação do art.527/68. O detalhe da Lei 9.

Até a entrada em vigor da Medida Provisória 1. diante da ausência de informações sobre o mesmo. Enquanto os engenheiros eletricistas e civis possuem a presunção de insalubridade de sua atividade até 11/10/1996. 58 da Lei 8. bem como conferiu novamente ao Poder Executivo a competência para definir o rol dos agentes nocivos. de 23/10/1997. além do formulário técnico. constatando as condições especiais da atividade. conforme se vê do julgamento do Recurso Especial de nº 296562/RN. Tendo o direito pátrio excluído o direito à contagem especial do tempo de contribuição sem a comprovação da efetiva exposição às condições insalubres. O entendimento acima suplantado já possui assento em nossos Tribunais. convertida na Lei 8.032/95 de constarem dos formulários a informação de “permanência.032/95. Pela Medida Provisória 1.523/96. pela Instrução Normativa nº 49 do INSS. metalurgia e químicos gozam da presunção apenas até 28/04/1995.523-14 e convertida na Lei 8.527/68. inclusive. não mais valem quaisquer tipos de presunções.523-13. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”.523/96 passou a exigir. A alteração introduzida pela referida Medida Provisória 1. já tendo inclusive sólida jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. diante de liminar concedida em Ação Civil Pública julgada pela 4ª Vara Previdenciária de Porto Alegre – RS.213/91. reeditada até a de número 1. os engenheiros de minas. data da entrada em vigor da Lei 9. de 11/10/1996.528/97. de 03/05/2001. introduziu-se o § 4º no art. devendo os segurados atenderem às exigências das normas previdenciárias para sua comprovação.528/97. que revogou expressamente a Lei 5. a comprovação poderia se dar mediante a simples apresentação dos formulários técnicos do INSS devidamente preenchidos pelos empregadores. exigência que . aqui.94 Tal discrepância somente foi corrigida pela Medida Provisória 1. a comprovação através de laudo pericial expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. a exigência introduzida pela Lei 9. de 11/10/1996. Importante ressaltar.523. não ocasionalidade nem intermitência” da exposição. sob pena de desconsideração do formulário. no que tange ao preenchimento dos documentos. criando enorme alvoroço entre o empresariado. direito já reconhecido.

213/91. instituído por esta como o formulário padrão para a comprovação da atividade especial desempenhada pelos segurados. de 16/07/2002. A escusa da norma do INSS de que o direito não é devido aos contribuintes individuais por impossibilidade de prova é. têm considerado as Instruções Normativas 78/02 e 84/02 que o trabalhador sem vínculo empregatício não pode ter sua atividade enquadrada como especial. diante da ausência de informações sobre o mesmo. Neste aspecto. ilegal. introduzindo regras não previstas em Lei. importante salientar que não possuem as Instruções Normativas o condão de inovar no Ordenamento Jurídico. por exemplo. em que pese mencionado pelo Decreto 2. assim. não podendo o INSS aplicar as exigências atuais para os períodos pretéritos. Deve-se observar. o § 4º no art. por exemplo. de metalurgia e químicos. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”. basta a apresentação dos contratos de serviços de engenharia formalizados pelas ARTs. criando enorme alvoroço entre o empresariado. fica este dispensado. para os engenheiros civil e eletricistas. em função de não deter meios de comprovar sua exposição. o PPP somente foi aprovado pela Instrução Normativa nº 78.95 anteriormente somente existia em relação os agentes nocivos ruído e calor. não havendo qualquer restrição ao direito destes segurados na legislação previdenciária. sem qualquer objeção pelo Órgão administrativo. e até 28/04/1995 para os engenheiros de minas. 58 da Lei 8. Sobre este aspecto.172/97. como. na impossibilidade de emissão do PPP ou formulário DIRBEN 8030. através de justificação administrativa e judicial. importante sublinhar que para os casos de empresa extinta. até 11/10/1996. ainda. que o enquadramento da atividade especial obedecerá à sistemática legal vigente no período laborado. Relativamente à comprovação pelo trabalhador autônomo. conforme inicialmente aludido. bem como mediante de fiscalização do Órgão competente. Através da Lei 8. introduziu-se. Carente de regulamentação.528/97. Já no que tange aos períodos posteriores a estas datas. conforme mencionado acima. podendo a comprovação ser processada mediante Justificação . podendo valer-se de meios outros que não os formulários técnicos para comprovarem sua exposição aos agentes insalubres.

369.ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS Quanto a periculosidade. ainda. por sua natureza ou métodos de trabalho. dando. relativa à Lei N.96 Administrativa. como por exemplo. Decreto 3.514 de 22/12/1977. de 20. aprovada pela Portaria N. somente para atividades realizadas dentro do Sistema Elétrico de Potência. Um quarto agente considerado perigoso. aquelas que. criando novo rol de agentes nocivos à saúde. aos artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho e à Norma Regulamentadora NR – 16 (Atividades e Operações Perigosas). inclusive. Raios X. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. 193: “São consideradas atividades ou operações perigosas.º 6. são as radiações ionizantes. regulamentada pelo Decreto 93.2003 e da NR-16.0 . onde são consideradas atividades perigosas as que envolvem inflamáveis e explosivos.048/99.1985. sob o ponto de vista legal. de conformidade com a Lei Nº 7.04. Porém. que implementou a Reforma da Previdência. 7º. ou seja.” O terceiro agente legalmente considerado perigoso é a energia elétrica ou eletricidade. desde a geração da energia elétrica até o medidor. pois a partir do medidor é considerado Unidade de Consumo e não mais integrante do Sistema Elétrico de Potência. de 04. inciso XXII da Constituição Federal. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. . Após a promulgação da Emenda Constitucional 20/1998. 8. novo Decreto foi editado em 1999.09. tornando-o terreno fértil para discussões que devem persistir na defesa dos direitos dos segurados.º 3. de conformidade com a Portaria nº 518. o tema referente à aposentadoria especial possui diversas nuances que o torna complexo para o operador da previdência.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho. Conforme acima apresentado. competência para a resolução de qualquer dúvida sobre o enquadramento dos agentes aos Ministérios do Trabalho e da Previdência e Assistência Social. os trabalhadores em geral são também submetidos ao art.412/1986. A CLT define atividades e operações perigosas no artigo abaixo: Art.

do Ministério do Trabalho e Emprego. de 22 de dezembro de 1977.412. concessionária. transmissão e distribuição de energia elétrica e. cujos limites são definidos por meio de critérios apropriados. A Lei No.atividades e operações perigosas com inflamáveis. constante na Portaria No. localização geográfica.97 De conformidade com a Norma Regulamentadora NR-16 (Atividades e Operações Perigosas). corresponde a um conjunto definido de linhas e subestações que assegura a transmissão e/ou a distribuição de energia elétrica. os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão de adicional de periculosidade são: .atividades e operações perigosas com explosivos. após o medidor. é o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração. unidades de consumo. de 14 de outubro de 1986. inclusive. também instituiu o adicional de periculosidade para trabalhadores expostos aos riscos de contato com a energia elétrica. 93.369. regulamentada pelo Decreto No. 93. transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição. 3. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE .214.514. pág. que são as áreas localizadas dentro de um chamado Sistema Elétrico de Potência. . “Sistema Elétrico de Potência. vem definir Sistema Elétrico de Potência como sendo. transmissão e distribuição da energia elétrica até o medidor. que regulamenta a Lei N o. segundo a norma brasileira NBR 5460/81 da ABNT. 7. que vai desde a geração. 487) A Norma Regulamentadora NR-10. do Ministério do Trabalho e Emprego. tensão etc. tais como.” Atividades com energia elétrica.atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas. 6. ou seja. de 20 de setembro de 1985. em seu glossário.” (GONÇALVES.412/86. porém nas atividades e áreas de risco constante do Anexo do Decreto No. . após o medidor. não dão direito ao trabalhador à percepção do adicional de periculosidade. em sentido amplo. de 08 de junho de 1978. em sentido restrito. pois estão fora do Sistema Elétrico de Potência. “Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à geração. 2003. Até o medidor são unidades de potência.

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De acordo com a NR-16, no seu item 16.2, para as seguintes atividades:
- atividades e operações perigosas com explosivos; - atividades e operações perigosas com inflamáveis; - atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas,

16.2. O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa. No caso dos eletricitários, o adicional de periculosidade incide sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial, conforme Súmula 191 do Tribunal Superior do Trabalho: 191 – ADICIONAL. PERICULOSIDADE. INCIDÊNCIA. – O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. Em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. (Res. 121/2003 – DJ – 21-11-2003). 9.0 - NORMAS REGULAMENTADORAS NORMAS REGULAMENTADORAS (NR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria. Para dar cumprimento às disposições relativas à Segurança e Saúde no Trabalho, ficou determinado no art. 200 da CLT (com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.77) que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. Para tanto expediu-se a Portaria MTb nº 3.214, de 08.06.78 (em vigência desde 06.07.78), a qual aprovou 28 (vinte e oito) Normas Regulamentadoras (NRs) que detalham o disposto no Capítulo V do Título II da CLT.

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Posteriormente, por meio da Portaria MTb nº 3.067, de 12.04.88, foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRRs), relativas à “Segurança e Higiene do Trabalho Rural”, e por meio da Portaria SSST nº 53, de 17.12.97, aprovado o texto da Norma Regulamentadora relativa à “Segurança e Saúde no Trabalho Portuário” (NR 29). Portanto, hoje existem 32 Normas Regulamentadoras (NR) destinadas às atividades urbanas e 5 Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) destinadas à regulamentação das atividades rurais relativas à segurança e saúde do trabalho, cada uma delas tratando de um tema específico, conforme segue: NR 1 – Disposições Gerais NR 2 – Inspeção Prévia NR 3 – Embargo ou Interdição NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO NR 8 – Edificações NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA NR 10 – Instalações e Serviços em Eletricidade NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais NR 12 – Máquinas e Equipamentos NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão NR 14 – Fornos NR 15 – Atividades e Operações Insalubres NR 16 – Atividades e Operações Perigosas NR 17 – Ergonomia NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

100 NR 19 – Explosivos NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis NR 21 – Trabalho a Céu Aberto NR 22 – Trabalhos Subterrâneos NR 23 – Proteção Contra Incêndios NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho NR 25 – Resíduos Industriais NR 26 – Sinalização de Segurança NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério NR 28 – Fiscalização e Penalidades NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde NR 33 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados NORMAS REGULAMENTADORAS RURAIS (NRR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria, conforme preceitua o artigo 13 da Lei No. 5.889, de 08 de junho de 1973, e que regem a segurança e saúde do trabalho no Brasil no tocante ao trabalho rural. As primeiras Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) foram aprovadas pela Portaria No. 3.067, de 12 de abril de 1988. Atualmente são 5 NRRs, a saber: NRR-1 – Disposições Gerais NRR-2 – Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - SEPATR NRR-3 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - CIPATR

a seus empregados Equipamentos de Proteção Individual adequados ao risco e em perfeito estado de conservação.SEPATR: Estabelece a obrigatoriedade para que as empresas rurais. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO.889. 102) Revoga as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR.889. NRR1 . de 8 de junho de 1973. no uso da competência que lhe . de 8 de junho de 1973.Produtos Químicos: Estabelece os preceitos de Segurança e Medicina do Trabalho rural a serem observados no manuseio de produtos químicos.101 NRR-4 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI NRR-5 – Produtos Químicos. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. NRR5 .889.Portaria Revoga As Normas Regulamentadoras Rurais – NRR 03/06/08 MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA N. de 8 de junho de 1973.889. Legislação .889. NRR2 .Disposições Gerais: Estabelece os deveres dos empregados e empregadores rurais no tocante à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 5. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no meio rural. de 8 de junho de 1973. DE 15 DE ABRIL DE 2008 (DOU de 16/04/08 – Seção 1 – Pág. NRR3 . em função do número de empregados que possuam. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº.Equipamento de Proteção Individual .º 191.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural . de 8 de junho de 1973. gratuitamente.EPI: Estabelece a obrigatoriedade para que os empregadores rurais forneçam. 5.CIPATR: Estabelece para o empregador rural. organizem e mantenham em funcionamento serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho.Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural . 5. a obrigatoriedade de organizar e manter em funcionamento uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. 5. 5. a fim de protege-los dos infortúnios laborais. NRR4 .

A fundamentação legal. são os artigos 154 a 159 da Consolidação das Leis do Trabalho .CLT. A fundamentação legal. NR3 .333 a 6. A fundamentação legal.º 3. ordinária e específica. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. Seção 1. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam . bem como os procedimentos a serem observados. NR7 . publicada no DOU do dia 17 de novembro de 1989. é o artigo 160 da CLT. NR6 . são os artigos 166 e 167 da CLT.º 3. são os artigos 163 a 165 da CLT. eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. ordinária e específica. A fundamentação legal. ordinária e específica. CARLOS LUPI Fonte: SINTESP NORMAS REGULAMENTADORAS De que trata cada Norma Regulamentadora (NR). de organizarem e manterem em funcionamento.º 86. uma comissão constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios laborais. bem como a forma de sua realização. considerando a vigência da Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura.Embargo ou Interdição: Estabelece as situações em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisação de seus serviços. A fundamentação legal.336. na adoção de tais medidas punitivas no tocante à Segurança e a Medicina do Trabalho. que estendeu às NRR a aplicação das penalidades constantes da Norma Regulamentadora n. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. aprovada pela Portaria GM n. resolve: Art. Silvicultura.º 28 (Fiscalização e Penalidades).Inspeção Prévia: Estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTb a realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos. urbanas e rurais? NR1 . que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. 20. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho .Equipamentos de Proteção Individual . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR2 .CIPA: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento. A fundamentação legal. que aprovou as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR. de 14 de novembro de 1989. sempre que as condições de trabalho o exigirem. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. por estabelecimento. dos empregadores e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. pág. Exploração Florestal e Aqüicultura. máquinas ou equipamentos. que possuam empregados regidos pela CLT. através da apresentação de sugestões e recomendações ao empregador para que melhore as condições de trabalho. é o artigo 161 da CLT.EPI: Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados. ordinária e específica. NR5 . Pecuária. 2º Revogar a Portaria GM n.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . é o artigo 162 da CLT. pela fiscalização trabalhista. 87 da Constituição Federal e.883 a 20. ordinária e específica.102 confere o inciso II. 1º Revogar a Portaria GM n. de 12 de abril de 1988. bem como os direitos e obrigações do Governo.Disposições Gerais: Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho do Trabalho Urbano. NR4 . 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.SESMT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Art.067. Art. Seção 1. 6. pág. do parágrafo único do art.884.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas.303. de 03 de março de 2005. publicada no DOU do dia 13 de abril de 1988.

A fundamentação legal.Programas de Prevenção de Riscos Ambientais: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. ensejam a caracterização do exercício insalubre.Atividades e Operações Insalubres: Descreve as atividades. com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. são os artigos 168 e 169 da CLT. em suas diversas etapas. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. que dá embasamento jurídico à caracterização da energia elétrica como sendo o 3° agente periculoso é a Lei n° 7. NR16 . assim. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. no que se refere ao transporte. NR8 . assim como a segurança de usuários e de terceiros. Especificamente no que diz respeito ao Anexo n° 01: Atividades e Operações Perigosas com Explosivos. que institui o adicional de . à armazenagem e ao manuseio de materiais. são os artigos 189 e 192 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. são os artigos 184 e 186 da CLT. incluindo elaboração de projetos. A fundamentação legal.369 de 22 de setembro de 1985. através da antecipação. observando-se. distribuição e consumo de energia elétrica. visando à prevenção de acidentes do trabalho. as normas técnicas oficiais vigentes e. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. reconhecimento. quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores. ordinária e específica. à movimentação. A fundamentação legal. definindo. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. NR9 . estipulando as recomendações prevencionistas correspondentes. operação.PPRA. A fundamentação legal. A fundamentação legal. inclusive seus limites de tolerância. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. tanto de forma mecânica quanto manual. ordinária e específica. ordinária e específica.PCMSO. operação e manutenção de fornos industriais nos ambientes de trabalho.103 trabalhadores como empregados. A fundamentação legal.Fornos: Estabelece as recomendações técnicos-legais pertinentes à construção. para tanto. ordinária e específica.Instalações e Serviços em Eletricidade: Estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. Armazenagem e Manuseio de Materiais: Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho. as situações que. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. são os artigos 182 e 183 da CLT. e ao anexo n° 02: Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis.Edificações: Dispõe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional .Caldeiras e Vasos de Pressão: Estabelece todos os requisitos técnicos-legais relativos à instalação. NR14 . transmissão. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. NR12 . operações e agentes insalubres. é o artigo 187 da CLT. ordinária e específica. reforma e ampliação. operação e manutenção de máquinas e equipamentos.Atividades e Operações Perigosas: Regulamenta as atividades e as operações legalmente consideradas perigosas. NR11 . ordinária e específica. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. são os artigos 179 a 181 da CLT. as normas técnicas internacionais. tem a sua existência jurídica assegurada através dos artigos 193 a 197 da CLT. são os artigos 187 e 188 da CLT.A fundamentação legal. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. A fundamentação legal. NR10 .Máquinas e Equipamentos: Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relação à instalação. NR15 . são os artigos 170 a 174 da CLT. e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde. na falta destas. operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão. A fundamentação legal. ordinária e específica. NR13 . execução. de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho.Transporte. objetivando a prevenção de infortúnios laborais. visando à preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . são os artigos 175 a 178 da CLT. em quaisquer das fases de geração. manutenção. Movimentação.

NR22 . ordinária e específica. é o artigo 200 inciso VII da CLT.Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condições de Segurança e Medicina do Trabalho. é o artigo 200 inciso VII da CLT. é o artigo 200 inciso IV da CLT. nas condições e no meio ambiente de trabalho na industria da construção civil. sendo controvertido legalmente tal enquadramento. é o artigo 200 inciso VIII da CLT.Ergonomia: Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptaçào das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores. A fundamentação legal. visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal. NR24 . A fundamentação legal. NR19 . NR26 . ordinária e específica. refeitórios. ordinária e específica. A fundamentação legal. segurança e desempenho eficiente. NR25 . de planejamento de organização. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. é o artigo 200 inciso IV da CLT.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção: Estabelece diretrizes de ordem administrativa. tais como.104 periculosidade para os profissionais da área de eletricidade.Resíduos Industriais: Estabelece as medidas preventivas a serem observadas. A fundamentação legal. NR17 .Trabalho a Céu Aberto: Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas com a prevenção de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. é o artigo 200 inciso II da CLT. pelas empresas. todos da CLT.393 de 17 de dezembro de 1987.Líquidos Combustíveis e Inflamáveis: Estabelece as disposições regulamentares acerca do armazenamento. ordinária e específica. manuseio e transporte de explosivos. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR18 . manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. são os artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III. ordinária e específica. que objetivem a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. em minas ao ar livre e em pedreiras. ordinária e específica. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. especialmente no que se refere a: banheiros. ordinária e específica.Explosivos: Estabelece as disposições regulamentadoras acerca do depósito. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. na medida em que não existe lei autorizadora para tal. objetivando a proteção da saúde e a integridade física dos trabalhadores m seus ambientes de trabalho. ordinária e específica. A fundamentação legal. vestiários. NR23 . de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores.Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho: . visando a higiene dos locais de trabalho e a proteção à saúde dos trabalhadores. é o artigo 200 inciso II da CLT. objetivando a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho.Proteção Contra Incêndios: Estabelece as medidas de proteção contra Incêndios.Sinalização de Segurança: Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança nos ambientes de trabalho. NR21 . A fundamentação legal. que já eram insalubres de grau máximo. de modo a proporcionar um máximo de conforto. A fundamentação legal. são os artigos 198 e 199 da CLT. é o artigo 200 inciso I da CLT. cozinhas. estabelece as medidas de proteção contra incêndio que devem dispor os locais de trabalho. numa atitude casuística e decorrente do famoso acidente com o Césio 137 em Goiânia. ordinária e específica. A fundamentação legal. NR27 . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. ordinária e específica. NR20 . como o 4° agente periculoso. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. A portaria MTb n° 3.Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho. veio a enquadrar as radiações ionozantes. alojamentos e água potável.

534. no serviço de reboque em alto-mar. A sua existência jurídica está assegurada em nível de legislação ordinária.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estpaços Confinados: tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores que realizam suas atividades em espaços confinados. na navegação interior. através da Medida Provisória n° 1. de 19/09/90 que promulga a Convenção n° 152 da OIT. especificamente no tocante à instituição da Unidade Fiscal de Referência -UFIR. pelo artigo 1° da Lei n° 8. que institui o Bônus do Tesouro Nacional . ordinária e específica.530 de 9 de abril de 1986. NR33 . acordos e contratos coletivos de trabalho. A fundamentação legal. regulamentado pelo artigo 7° do Decreto n° 92. como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas em substituição ao BTN. tem seu embasamento jurídico assegurado través do artigo 3° da lei n° 7.575-6. quando em deslocamento. A fundamentação legal. de 27/11/97.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados (consulta pública): tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados. NR31 .383 de 30 de dezembro de 1991. tanto no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas. As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações tanto a bordo como em terra. junto ao Ministério do Trabalho.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Assistência à Saúde. bem como a falta de controle da concentração de oxigênio presente no ambiente.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário (consulta pública): Aplica-se aos trabalhadores de toda embarcação comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros. na navegação marítima de longo curso. como também.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário: Tem por objetivo Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. através do artigo 201 da CLT. NR28 .410 de 27 de novembro de 1985. . de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. monitoramento e controle dos riscos existentes. e posteriormente. do artigo 200 da CLT. situadas dentro ou fora da área do porto organizado. facilitar os primeiro socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. NR32 . ordinária e específica.855 de 24 de outubro de 1989. NR29 . (consulta pública): tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores em estabelecimentos de assistência à saúde. bem como em plataformas marítimas e fluviais. NR30 . na cabotagem. como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas. o Decreto n° 99. seu reconhecimento. assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias. com as alterações que lhe foram dadas pelo artigo 2° da Lei n° 7.Fiscalização e Penalidades: Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização trabalhista de Segurança e Medicina do Trabalho.105 Estabelece os requisitos a serem satisfeitos pelo profissional que desejar exercer as funções de técnico de segurança do trabalho. Espaço confinado é qualquer área não projetada para ocupação humana que possua ventilação deficiente para remover contaminantes. A observância desta Norma Regulamentadora não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições legais com relação à matéria e outras oriundas de convenções. a nível de legislação ordinária. em especial no que diz respeito ao seu registro profissional como tal. e embarcações de apoio marítimo e portuário. tem a sua existência jurídica assegurada.BTN. no que concerne ao procedimento de autuação por infração às Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho.

que a empresa deverá comunicar e solicitar a aprovação do órgão regional do MTb. Determina obrigações ao empregador e ao empregado sobre segurança e medicina do trabalho. e ainda. e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. ou embargar obra. NR 3 – Embargo ou Interdição Dar autonomia ao Delegado Regional do Trabalho. à vista de laudo técnico do serviço competente. bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativos e Judiciário. máquina ou equipamento. . obrigatoriamente. para interditar estabelecimento. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Determinar as empresas privadas e públicas. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. indicando na decisão tomada.106 9. deverá solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do MTb. visando assegurar que suas atividades estão livre de riscos de acidentes e/ou doenças do trabalho. quando ocorrer modificações substanciais nas instalações e/ou nos equipamentos de seu(s) estabelecimento(s). que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.Objetivos das Normas Regulamentadoras NR 1 – Disposições Gerais Determina que são de observância obrigatória pelas empresas privadas. É considerado grave e iminente risco toda condição ambiental de trabalho que possa causar acidente do trabalho ou doença profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador. que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador. as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. com a brevidade que a ocorrência exigir. antes de iniciar suas atividades. NR 2 – Inspeção Determina que todo o estabelecimento novo. setor de serviço.2 . com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. manterão.

é todo dispositivo de uso individual. NR 8 – Edificações Estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI Estabelecer que Equipamento de Proteção Individual – EPI. NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . NR – 10 Instalações e Serviços em Eletricidade Fixar as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. Estabelece ainda. inclusive CA – Certificado de Aprovação. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.107 NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes A prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem.PCMSO Estabelece obrigatoriedade da elaboração e implementação. através da antecipação. reconhecimento. respectivamente. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. as Obrigações do Empregador e do Empregado. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. em suas diversas etapas. . por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. quanto ao CRF Certificado de Registro de Fabricante e CRI Certificado de Registro de Importação. de fabricação nacional ou estrangeira. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. Determina obrigações ao Fabricante Nacional ou Importador. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. objetivando a promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores.

radiações ionizantes ou substâncias radioativas. e fixa o adicional de periculosidade. NR 14 . e os equipamentos para movimentação de materiais. empilhadeiras. NR 12 – Máquinas e Equipamentos Normatizar a Instalação e área de Trabalho.Fornos Normatizar a construção de fornos. observando-se os pisos dos locais de trabalho. reforma e ampliação e. guinchos. acompanhamento de operação e manutenção. NR 15 – Atividades e Operações Insalubres Normatizar as atividades e operações insalubres. NR 11 – Transporte. operação. e Maquinas Transportadoras. inclusive os meios de controle e registros. inflamáveis. determina as atividades perigosas com explosivos. ainda. o adicional de insalubridade. e ainda. dispositivos de segurança de acionamento. pontestalhas. os espaços e distância mínima. a segurança de usuários e terceiros. Movimentação.108 incluindo projeto. inclusive. devendo ser instalados em locais adequados. as áreas de circulação. médio e leve. NR 16 – Atividades e Operações Perigosas Normatizar as atividades e operações perigosas. Guindastes. inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão. de Máquinas e Equipamentos. NR 17 – Ergonomia . inclusive equipamentos com força motriz própria. oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores. elevadores de cargas. execução. ascensores. NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão Normatizar os projetos de construção. observando-se a utilização de revestimento de materiais refratário de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecido na NR 15. Armazenagem e Manuseio de Materiais Normatizar as operações de Elevadores. fixando os limites de tolerância e tempo de exposição ao agente. manutenção. para o grau máximo. Transportadores Industriais rolantes. partida e parada dos mesmos. esteiras-rolantes.

de modo a proporcionar um máximo de conforto. NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Definir líquido combustível. seu ponto de fulgor e classe. incluindo os aspectos relacionados ao levantamento. insolação excessiva. segurança e desempenho eficiente. NR 21 – Trabalho a Céu Aberto Normatizar os trabalhos a céu aberto. NR 19 . que deverá adotar métodos e manter locais de trabalho que proporcionem a seus empregados condições satisfatórias de segurança e medicina do trabalho. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. o calor. bem como os cuidados para armazenagem.Explosivos Normatizar os procedimentos para: Depósito. NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho . transporte e descarga de materiais. o frio. a umidade e os ventos inconvenientes. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção. NR 23 – Proteção contra Incêndios Normatizar as exigências mínimas de proteção contra incêndios que todas as empresas devem possuir. Manuseio e Armazenagem de Explosivos. objetivando proteger os trabalhadores contra intempéries. de planejamento de organização.109 Estabelece parâmetro que permite a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. NR 22 – Trabalhos Subterrâneos Normatizar as empresas que explorem mina. NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Estabelece as diretrizes de ordem administrativa. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. ao mobiliário. inclusive meio de controle e registros e ainda treinamento de brigada.

armários etc. 6º. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. que depende de prévio registro no Ministério do Trabalho. bem como os produzidos por processos e operações industriais. NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho Normatizar o exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho.855. NR 29 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário.955.º 55. de 26/07/89. no Título VII da CLT e no § 3º. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. delimitando áreas. e n. identificando os equipamentos de segurança. do art. . da Lei n. com processo iniciado através das Delegacias Regionais do Trabalho – DRT. líquidos e sólidos) dos locais de trabalho. bem como sua aplicabilidade. mictórios. NR 26 – Sinalização e Segurança Fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. e advertindo contra riscos. sua higienização.º 97. armários. de 24/10/89 e nesta Norma Regulamentadora. de 15/03/65. . sendo efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos n.110 Normatizar as condições mínimas de instalações sanitárias. de acordo com as características e atividades das empresas. lavatórios. chuveiros.841. pisos e paredes. NR 28 – Fiscalização e Penalidades Disciplinar a fiscalização das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador. NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquário.º 7. NR 25 – Resíduos Industriais Normatizar os procedimentos a serem adotados para os resíduos industriais (gasosos. efetuado pela Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho.

NR-18. NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores da Agricultura. o Ministério do Trabalho e Emprego revisou. bem como sua aplicabilidade. Silvicultura. . inserindo novos requisitos.0 – PCMAT PCMAT . Pecuária. Silvicultura. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. em julho de 1995.Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção. NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores que exercem suas atividades em espaços considerados confinados pela norma. bem como sua aplicabilidade. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores aquaviários. bem como sua aplicabilidade. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. 10. NR 33 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em em Espaços Confinados.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção .NR 18. Em busca de melhorias na implantação de programas que controlassem os processos de trabalho e padronizassem ações de segurança e saúde visando sempre a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Exploração Florestal e Aqüicultura. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores dos estabelecimentos de saúde. Exploração Florestal e Aqüicultura. Pecuária.111 Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. sua Norma Regulamentadora . Um deles foi o PCMAT . bem como sua aplicabilidade. obrigatórios para a área de construção.

andaimes e proteção contra quedas de altura. seu item 18. Esse planejamento abrange o cumprimento das normas ambientais. andaimes. galerias e plataformas de proteção. alvenaria e acabamentos. condições sanitárias e de conforto nas obras de construção. passagens. à prevenção de danos nas edificações dentro do canteiro de obras que assegurem a segurança e a saúde dos trabalhadores. máquinas e equipamentos. . escavação. O PCMAT tem como objetivo básico garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. carpintaria.112 O PCMAT deverá ser elaborado pelas empresas enquadradas no grupo das "Indústrias da Construção" conforme classificação da NR 4 (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho . operações de soldagem e corte a quente.br Produzido em: 3 Novemb0r. de planejamento de organização. químicos e biológicos.NR 18.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. e especificamente nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais. tapumes. manuseio de materiais e transportes de pessoas e de materiais. trabalho em concreto armado. escadas. rampas e aberturas. proteção contra incêndio.SEESMT). demolição e reparos. instalações elétricas nos canteiros de obras. A Norma Regulamentadora . os riscos provocados por agentes físicos.com. Este deve contemplar as exigências contidas na NR-09 . determinando normas de segurança específica para: armazenagem e estocagem de materiais. desde as fundações até sua entrega. demolição. ferramentas diversas. fundações e desmontes de rochas. estrutura metálicas.3 contempla os requisitos a serem seguidos para a elaboração e cumprimento do PCMAT.torrefortesaude. também. 2008 Objetivos da NR-18: estabelece as diretrizes de ordem administrativa. http://www. através da prevenção dos diversos riscos que derivam do processo de execução de obras na indústria da construção. Quando o canteiro de obras envolver 20 trabalhadores ou mais. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção. pois para que as ações de melhoria das condições do ambiente de trabalho sejam implantadas é necessário conhecer. dentre outras.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) que dê conta da prevenção de todos os riscos da obra. equipamento de proteção individual. o empregador deve fazer um planejamento (PCMAT .

Novos treinamentos devem ser feitos sempre que necessário a cada fase da obra Esse desenvolvimento motiva o trabalhador a executar suas tarefas com maior segurança contribuindo para a melhoria da qualidade e produtividade da empresa. os riscos de sua função específica. quase que exclusivamente. da mão-de-obra utilizada. Os números de acidentes na construção civil são alarmantes e. Antes de iniciar suas tarefas o trabalhador deve ser informado sobre as condições de trabalho no canteiro. de preferência de campo. também. dentro do seu horário de trabalho.0 . A construção civil se difere dos outros setores industriais por possuir características próprias. e as medidas de proteção coletivas e individuais (EPC e EPI) a serem adotadas. 11. o setor é quarto maior gerador de acidentes fatais em termos de freqüência e o terceiro em termos de coeficiente por cem mil trabalhadores (1997). além das proteções físicas enfatizadas pelas normas. assim como seu cumprimento são de importância fundamental. deve ser buscada.SEGURANÇA EM CANTEIRO DE OBRAS Atualmente. a construção civil continua a se destacar como um dos setores com os índices mais elevados de acidentes do trabalho. a melhoria no gerenciamento da segurança e saúde no trabalho.113 O planejamento e elaboração do PCMAT. porém o que se nota é que este continua sendo um dos setores industrias com maior percentual de acidentes. a legislação não contribui muito para reduzi-los. A nova NR-18 determina que todos os empregados recebam treinamentop. tanto no Brasil quanto em países desenvolvidos. pesquisas em diversos países têm indicado que. A grande dependência que a construção civil tem da mão-de-obra utilizada deveria contribuir para que este fosse um setor desenvolvido no aspecto de segurança no trabalho. sendo que uma das principais é a pouca importância das máquinas e tecnologias para a obtenção da qualidade do produto. No Brasil. dependendo esta. . Tendo em vista a redução desses índices.

tem aumentado os acidentes na construção setor.PROGRAMAS DE PREVENÇÃO Resumo dos Programas a serem elaborados pelas Empresas A INSTRUÇÃO NORMATIVA DO INSS IN / DC 99 de 05 de Dezembro de 2003 substitui a IN / DC 95 (Instrução Normativa da Diretoria Colegiada Nº 95) O INSS emitiu novas "regras" conforme a instrução IN / DC acima citada. entre 2004 e 2006. o qual deve estar. Quanto à taxa de mortalidade. o número de acidentes voltou a aumentar em 2007 e 2008.Foi instituída pelo INSS uma adequação do modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). Segurança do trabalho . . . adiante. alguns dos Artigos deste DC. que ostentou por vários anos a taça de campeão. 12.Risco de retrocesso Avanços na segurança dos canteiros estão ameaçados por escassez de operários qualificados e ritmo acelerado das obras Há duas constatações importantes sobre a segurança do trabalho na construção civil. ficou em 4o lugar no período.. A outra notícia serve de alerta: diante do aquecimento do setor.. a construção ocupa o 5o lugar no ranking dos setores com maior número de acidentes. embora números oficiais de 2007 não tenham sido divulgados. conforme Anexo XV. Vamos ressaltar. algumas desconhecem que os mesmos são obrigatórios. com excesso de horas extras e contratação de operários pouco qualificados. Pelas últimas estatísticas. Uma delas é positiva: nos últimos anos vem caindo o número de acidentes de trabalho no Ritmo acelerado dos canteiros.114 Um dado extremamente importante e preocupante é o de que muitas empresa não sabem quais são os EPI’s necessários para a construção civil e. A saber: 1.0 . efetivamente implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004.

e fornecer cópia autêntica desse documento.000. POIS nada foi alterado na IN-DC-99 com relação ao LTCAT citado na IN-DC-78. TODOS OS FATOS GERADOS ANTERIORMENTE A ESSA DATA DEVEM CONTINUAR A SER REGISTRADOS NOS ANTIGOS FORMULÁRIOS DIRBEM OU DSS-8030. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art.(cujas multas poderão variar de R$ 8. (Todas as empresas que possuem empregados) ou PCMAT ." 3.O INSS/MPAS informa que. . 5. 155 da IN-DC-78.Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004).115 2. (pelo menos a partir de 01/01/2004).em reportagem à Revista CIPA Ano XXV . ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. DIRBEN 8030. na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial. " A VIGÊNCIA DO PPP É A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2004. ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER VALIDADE/EFICÁCIA.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (empresas que não são obrigadas a elaborar PPRA / PCMAT /PGR). 133 da Lei Nº 8. Devem ser elaborados por função.A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido preferencialmente por Engenheiro do Trabalho). APÓS ESTA DATA.00 a R$ 80.A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos.Os dados constantes no PPP deverão ser corroborados com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho).A empresa deverá já ter elaborado e mantido atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador. 4. a ser emitido conforme Art.213 de 1991. Segundo o Dr.000.Até 31/12/2003.293.00) 7. 2º) PPP .Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (para empresas de construção) ou PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos (para empresas de mineração) ou LTCAT . 6. o INSS aceitará os formulários antigos SB-40. quando da rescisão do contrato de trabalho. o fiscal solicitará os seguintes documentos: 1º) PPRA . Para empresas .Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa. João Emílio de Bruim . DSS 8030.Advogado .

213 de 1991. ou Médico do Trabalho. mesmo que não exista efetiva exposição à agentes nocivos. Por força de Lei do Ministério do Trabalho .Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 2ª. 3.Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. basicamente. e afirmar que . 133 da Lei Nº 8. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos A empresa de mineração DEVE ter o PGR por. PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais A empresa DEVE ter o PPRA por. Por força de Lei do Ministério do Trabalho .048/99. basicamente. PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção A empresa DEVE ter o PCMAT por. 3º) PCMSO . Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. 4. dois motivos: 1ª. como um meio de assegurar atendimento à Legislação.Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (todas as empresas que possuem empregados). três motivos: 1ª. Por força de Lei do Ministério do Trabalho NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração 2ª.NR-9 NR-9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 2ª. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. LTCAT . Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. OBS: Entende-se que é mais prudente emitir LTCAT para todas as funções existentes na empresa. Deve ser elabora para cada empregado.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho 1.116 que possuem empregados que exerçam atividades que gerem aposentadoria especial (Ver Decreto 3. 178 constante na IN-DC-99 do INSS/MPAS: RELEMBRAMOS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos.O LTCAT tem que conter as informações detalhadas.Deve ser emitido QUANDO existe efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador.NR-18 NR-18 .É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos. basicamente. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. solicitadas pelo Art. 2. dois motivos: 1ª.

FAZER O PPRA. Por força de Lei do Ministério do Trabalho . mantê-los atualizados e em arquivo digital (de preferência) para emiti-los quando da rescisão de contrato de trabalho. CONCLUSÃO SUGERIMOS O SEGUINTE "ROTEIRO". adiante. fornecendo uma cópia ao funcionário. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. mas continuam valendo para os fatos gerados anteriormente à 01/01/2004. PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais no Trabalho) Instruções Normativas INSS / DC Nº 84/2002 e 90/2003. 2. o qual deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário. três motivos: 1ª. e vamos ressaltar. para todas as funções.Deve ser emitido. quando da rescisão do contrato de trabalho. PPP . Após 01/01/2004 não terá mais validade para novas emissões. 3ª. 4ºFAZER TODOS OS PPP (PERFÍS PROFISSIOGRÁFICOS PREVIDENCIÁRIOS) por função e local. e mantê-los arquivados.FAZER O PCMSO. 2º. DIRBEN 8030 1.Poderá ser emitido até 31/12/2003. mesmo para aquelas que não têm efetiva exposição a agentes nocivos a saúde.PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO 1. SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. O INSS emitiu novas "regras" conforme o DC acima citado. necessariamente.EMITIR O PPP e o LTCAT quando da rescisão de contrato de trabalho. Para realizar A.117 o trabalhador NÃO esteve exposto aos eventuais agentes nocivos existentes na empresa. 2O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão. a saber: Foi instituído pelo INSS .Deverá obrigatoriamente ter sido emitido em meio magnético a partir de 01/01/2004 para todos os funcionários (Conforme $2º de IV da IN-99). com base nas informações colhidas do LTCAT .S. 3º.FAZER OS LTCAT. apenas alguns dos Artigos deste DC.O. (Veja observação no item acima). PCMSO – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional A empresa DEVE ter o PCMSO por. necessariamente nesta ordem seqüencial : 1º.NR-7 NR-7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional 2ª. (Avaliação de Saúde Ocupacional) dos funcionários. 5º. basicamente.

Após 01/01/2004 não terá mais validade. Os dados constantes no PPP deverão estar de acordo com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho). quando da rescisão do contrato de trabalho. APÓS ESTA DATA. DIRBEN 8030 Poderá ser emitido somente até 31/12/2003. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. conforme Art.Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido por Engenheiro ou Médico do Trabalho). O INSS/MPAS informa que. a ser emitido conforme Art. PPP . APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO. o qual deverá estar. LTCAT Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. efetivamente. LTCAT . conforme Anexo XV. Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa. Até 31/12/2003. DIRBEN 8030. 133 da Lei Nº 8. podendo chegar aa multas de. .102. Deve ser emitido. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão. ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER EFICÁCIA. na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial.213 de 1991.00. emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS. determinadas pela INDC-79 do INSS/MPAS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos. e fornecer cópia autêntica desse documento. DISES BE 5235. necessariamente. O LTCAT tem que conter as informações detalhadas.213 de 1991.910.118 um modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos. emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS. É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos. 155 da IN-DC-78. A empresa deverá elaborar e manter atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art.Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004) e PCMSO . 148. DSS 8030.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho. PPP . 133 da Lei Nº 8. o fiscal solicitará todos os seguintes documentos: PPRA .PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO Deverá obrigatoriamente ser emitido a partir de 01/01/2004 e deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário. A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. quando da rescisão do contrato de trabalho.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. com base nas informações colhidas do LTCAT . ou Médico do Trabalho.00 a 99. o INSS aceitará os formulários antigos SB-40. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004. SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. R$ 9.

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PPP - PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO “A empresa deverá elaborar e manter atualizado Perfil Profissiográfico, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento” . Parágrafo 4º do Art.. 58 da Lei nº 9.528 de 10/12/97. • Elaboração do Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT, no âmbito de cada estabelecimento, por setor de trabalho, envolvendo de forma pormenorizada, a análise de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes; • Averiguação da existência de agentes nocivos no ambiente de trabalho, mediante análise quantitativa para o dimensionamento da exposição dos trabalhadores, subsidiando o equacionamento das medidas de proteção e comprovação do controle da exposição ou inexistência dos riscos identificados; • Utilização de aparelhos para: Intensidade Luminosa - Luxímetro, modelo LD200, da Instrutherm; Ruído – Decibelímetro, modelo 33-2055, da Rádio Shack; Ruído – Dosímetro, modelo DOS 450, da Instrutherm; Calor – Termômetro de Globo Digital, modelo TGD-200, da Instrutherm; • Elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário, por funcionário, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador, com base em Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT; • Retratação das atividades laborativas do funcionário, na empresa, desde a sua admissão, envolvendo exposição à agentes de risco e medidas de proteção fornecidas; • Manutenção do PPP por mídia magnética ou ótica, disponível através de disquete ou CD, ou meio digital, disponível através de formulário eletrônico, com acesso por meio de “nome de usuário” e “senha”, a serem fornecidos no endereço eletrônico www.centraldocumentos.com.br, na Internet. LTCAT – LAUDO TÉCNICO DE CONTROLE DE AMBIENTE DO TRABALHO Documento técnico que regista as condições ambientais do trabalho. Discriminando por setor ou grupo de trabalhadores, com as mesmas funções, identificando e registrando – qualitativamente e quantitativamente – os agentes nocivos à saúde do trabalhador por ventura oriundo de agentes físicos, químicos e biológicos – NR 15 e NR 16 e anexos. A emissão deste documento é de responsabilidade do Médico do Trabalho ou

120 Engenheiro de Segurança do Trabalho por prerrogativa decorrente do Art. 5º, parágrafo XIII ca Constituição Federal que resultou na Lei 7.410/85 e Decreto 92.530/86 e também pela redação do Artigo 195 da CLT.

13.0 - FUNDAMENTOS DE ERGONOMIA Ergonomia é a ciência que trata da interação entre homem e tecnologia, visando adaptar tarefas, sistemas, produtos e ambientes às habilidades e limitações físicas e mentais das pessoas. Projeto ergonômico é a aplicação da informação ergonômica ao design de ferramentas, máquinas, objetos, tarefas, sistemas e ambientes ao uso humano seguro, confortável e efetivo. Nada mais do que o princípio do design centrado no usuário: A Ergonomia procura adaptar o trabalho ao trabalhador, o produto ao usuário. Estende-se do mobiliário de trabalho ao de casa, hoje em dia orgãos de defesa do consumidor solicitam testes de produtos de consumo e apenas são aprovados os mais eficientes e que satisfaçam as condições de consumo. A ergonomia também estuda, cores, iluminação, umidade, temperatura e ruídos, leva em consideração o local de trabalho por inteiro, as funções de cada pessoa e tempo de permanência que cada função exige, pois o conforto é diretamente proporcional à produtividade. O objetivo prático da Ergonomia é a adaptação do posto de trabalho, dos instrumentos, das máquinas, dos horários, do meio ambiente às exigências do homem. A realização de tais objetivos, ao nível industrial, propicia uma facilidade do trabalho e um rendimento do esforço humano.
A Ergonomia é considerada por alguns autores como ciência, enquanto geradora de conhecimentos.Outros autores a enquadram como tecnologia, por seu caráteer aplicativo, de transformação.Apesar das divergências conceituais, alguns aspectos são comuns as várias definições existentes:
• • • •

a aplicação dos estudos ergonômicos; a natureza multidisciplinar, o uso de conhecimentos de várias disciplinas; o fundamento nas ciências; o objeto: a concepção do trabalho.

OBJETO E OBJETIVO DA ERGONOMIA

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Se, para um certo número de disciplinas, o trabalho é o campo de aplicação ou uma extensão do objeto próprio da disciplina, para a ergonomia o trabalho é o único possível de intervenção. A ergonomia tem como objetivo produzir conhecimentos específicos sobre a atividade do trabalho humano. O objetivo desejado no processo de produção de conhecimentos é o de informar sobre a carga do trabalhador, sendo a atividade do trabalho específica a cada trabalhador. O procedimento ergonômico é orientado pela perspectiva de transformação da realidade, cujos resultados obtidos irão depender em grande parte da necessidade da mudança. Mesmo que o objetivo possa ser diferente de acordo com a especialização de cada pesquisador, o objeto do estudo não pode ser definido a priori, pois sua construção depende do objetivo da transformação. Em ergonomia o objeto sobre o qual pretende-se produzir conhecimentos, deve ser construido por um processo de decomposição/ recomposição da atividade complexa do trabalho, que é analisada e que deve ser transformada. O objetivo é ocultar o mínimo possível a complexidade do trabalho real. Quanto mais ergonomia aprofunda o seu questionamento sobre a realidade, mais ela é interpelada por ela mesma.

14.0 - GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

GESTÃO DO RISCO OCUPACIONAL
Antonio Carlos Vendrame A exemplo do denominado imposto verde, que se constitui nas exageradas exigências na esfera ambiental e, que acabam por emperrar o crescimento do país; o excessivo protecionismo estatal às relações de trabalho tem contribuído para a redução do emprego formal. A CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, promulgada na década de 40, tutelava o trabalhador como alguém que fosse indefeso, irracional e despreparado para decidir por si só. Passados mais de 60 anos, o trabalhador evoluiu, não podendo mais ser comparado ao silvícola, mas a legislação continua com as mesmas características: tutelar, legalista e protecionista. O excessivo protecionismo estatal consegue contaminar a Justiça Trabalhista, que deveria ser imparcial com as partes; mas, fatalmente acaba sendo um fórum de privilégio ao trabalhador e condenação às empresas. Uma conseqüência direta desta situação é que a empresa não mais busca a justiça, mas evita-a, para não correr riscos desnecessários.

tornaram-se muito vulneráveis. ou não em atividade insalubre. ambos estarão fiscalizando indistintamente as duas áreas. uma antiga aspiração deste setor. transferindo-a para o Ministério da Saúde. tais empresas sempre acabam sendo envolvidas nos processos solidariamente à empresa terceirizada. inobstante trazerem outros vários reflexos. por envolver matéria técnica. As empresas nunca se preocuparam em documentar suas ações em segurança e saúde no trabalho. seu panorama ambiental e a saúde de seus trabalhadores. acabando por cometer ilegalidades que comprometem o trabalho pericial. tampouco em registrar. com algumas exceções. seja pela falta de formação. bem como pela doença. via de regra. Assim. ficando sem qualquer comprovação para rebater as alegações do trabalhador numa ação indenizatória. necessitam ser avaliados por um Perito. Anteriormente havia fiscais com formações distintas para fiscalizar tributos e segurança e saúde. não impactam a folha de pagamento. A fiscalização do trabalho também tem sido uma pedra no sapato do empresário. que está legalmente equiparada ao acidente.122 Os mecanismos governamentais criados para a defesa da saúde do trabalhador. não passam de pequenos deslizes. transformando o trabalho que deveria ser técnico em discurso pela defesa da saúde irrestrita e tendenciosa do trabalhador. Milhares de empregos poderiam estar sendo gerados se houvesse liberdade de negociação entre empregador e empregado. Alguns se julgam verdadeiros juízes. Liberdade de negociação . as empresas tem terceirizado suas atividades de risco ou perigo. administração. Acabam também levados pela ideologia política. Ocorre que tais pedidos para serem apreciados pelo Juiz. Estas ações são vultosas e certamente podem inviabilizar a continuidade de uma pequena ou média empresa. não têm sido suficientes para estimular os investimentos pelas empresas. engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. a terceirizada encerra suas atividades. por sua própria opção. As empresas. por seu valor. carecem de conhecimentos da área jurídica. Pior ainda é o possível desmantelamento da área de segurança e saúde do trabalhador do Ministério do Trabalho. Os pedidos de adicionais de insalubridade e periculosidade. economia ou contabilidade poderá estar fiscalizando segurança e saúde ao invés de um profissional com formação específica em engenharia de segurança do trabalho ou medicina do trabalho. quando não. Porém. ao longo dos anos. restando para a empresa toda a responsabilidade. no âmbito trabalhista. Estes Peritos. transformandose em presa fácil de um trabalhador oportunista assessorado por um bom advogado. relatará ao Juiz se o trabalhador laborou. inclusive sentenciando em seus laudos. mas que aos olhos do leigo. Para se isentar das questões de segurança e saúde no trabalho. um fiscal com formação em direito. O que também têm trazido preocupação às empresas são as ações por danos materiais e morais pelo acidente do trabalho e. que através de vistoria. agora não. seja pelo amadorismo.

Neste compasso as normas ISO vêm ampliando seu horizonte abrangendo segurança e saúde no .denuncia o desencadeamento ou agravamento de perda auditiva ocupacional nos trabalhadores.Perfil Profissiográfico Previdenciário . o discurso da sustentabilidade deixou de ser exclusivo enfoque ambiental para abranger também questões sociais.123 não é abrir mão dos direitos do trabalhador.Auditor Fiscal da Previdência Social . médicos e técnicos em segurança do trabalho. tornando o empregado com carteira assinada menos oneroso do que é atualmente.Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional . ou ainda. por exemplo. por mais incrível que pareça. O PPP possui várias armadilhas em seu bojo tornando-se uma verdadeira arma contra a empresa se as informações lançadas naquele documento forem mal administradas.e. com finalidade única de “criar renda”. mas flexibilizar as relações de trabalho. não existe coerência entre os diversos documentos produzidos. cujo propalado mérito seria se tornar no mais importante instrumento na preservação da segurança e saúde do trabalhador. criando provas contrárias ao interesse da organização. Outra complicação adicional é o fato do AFPS . por carência de enfoque jurídico em sua formação.instituído pela Previdência Social. É o caso típico do PPP . o fiscal previdenciário terá acesso aos documentos trabalhistas. o PPRA . Como se não bastasse o governo causar empecilho às relações de trabalho.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . redundando em evidente incoerência. olvidando sua função de advogado técnico e. ainda há uma forte tendência dos profissionais engenheiros. atuar contrariamente aos interesses da empresa. com finalidade de retirada de informações desnecessárias e cujo teor podem comprometer os interesses da empresa. bem como o excessivo poder normatizante em segurança e saúde do trabalhador. Por outro lado. a criação de inúmeras modificações na legislação de aposentadoria especial com vistas a reduzir o número de aposentáveis de forma especial. que não passa de 5% do contingente de trabalhadores. Nos novos tempos. mas tão somente apenar. aquelas empresas que não cumprirem a legislação.afirma que inexistem níveis de pressão sonora acima do limite tolerável e o PCMSO . assim. Os documentos produzidos não passam por um crivo jurídico. É retrógrado reivindicar os adicionais de risco (insalubridade e periculosidade) quando a tendência atual é lutar para melhores condições de trabalho. no entanto.ter autonomia para confrontar os dados do PPP (um documento previdenciário) com os documentos da alçada trabalhista. Tanto o governo anterior como o atual não demonstra estar preocupado em campanhas preventivas.Seguro de Acidentes do Trabalho . alguns sindicados ainda não evoluíram o suficiente para entender que saúde não se vende. de forma oportunista. é somente uma nova forma para fiscalizar à distância as empresas. inobstante a criação da alíquota suplementar do SAT .

Segundo FATURETO (1998). normas e funções. administração” (MELHORAMENTOS. Como administração é um conjunto de princípios. para se obter determinado resultado. 5) o diretor é o patrocinador das ações de segurança e saúde do trabalho. ou Normas ISO. além das tradicionais qualidade e meio ambiente. ISO 14000 e OHSAS 18001. gerência. 2) as ações de segurança e saúde no trabalho como parte integrante do sistema produtivo. As normas da International Organization for Standartization (Organização Internacional de Normalização). a nova forma de gestão da segurança e saúde do trabalho deve possuir os seguintes princípios: 1) definição de uma política de segurança clara e compatível. O termo gestão quer dizer “ato de gerir. gestão é a prática desse princípios. 7) os empregados têm o direito de recusar trabalhos em condições de risco acentuado. 6) os gerentes são os responsáveis pela alocação dos recursos nas áreas. da implementação dos documentos legais (sem produzir provas contra si mesmo) e a gestão do passivo em segurança e saúde no trabalho. 3) gerenciamento integrado de qualidade.124 trabalho e responsabilidade social. normas e funções que têm por fim ordenar os fatores de produção e controlar a sua produtividade e eficiência. 4) indicadores importantes. meio ambiente e segurança. como ISO 9000. produtividade. 2000). então. . visam estabelecer critérios para as questões técnicas que incidam na produção e comercialização de bens e serviços em todo o mundo. A gestão de segurança e saúde do Trabalho adotada por uma empresa estabelece as diretrizes do sistema de processos para conhecimento e eliminação dos riscos de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais nos ambientes de trabalho. Estes e tantos outros assuntos estão sendo tratados em nossa recém lançada obra pela Editora Thomson/IOB intitulado Gestão do Risco Ocupacional que trata dos dez pontos nevrálgicos em segurança e saúde no trabalho e suas implicações legais. sendo que a série ISO 9000 é voltada para qualidade e a série ISO 14000 para meio ambiente.

com o surgimento da BS 8800 – Guide to Health and Safety Management Systems (Guia para o Gerenciamento de Segurança e Saúde Ocupacional).001e. mesmo porque não se trata de uma certificação reconhecida pelos governos. AENOR. foi criada em 1999 por organismos certificadores. SGS. posteriormente. A partir de 1996. que é uma norma inglesa do BSI. da UNE 81. Lloyds Register Quality Assurance. com a edição da OHSAS 18. tipos similares de documentos. tanto quanto as normas BS 8800 e UNE 81.001 em conjunto com essas instituições é aberto a outros patrocinadores que desejam produzir. A OHSAS 18. existiam as normas BS 8800 e UNE 81.001. etc. que trata do Sistema de Gestão e Prevenção de Riscos Laborais. o mercado globalizado solicitava uma norma para certificação.001.900 (séries de normas espanholas). Diante disso.900. o que acabou ocorrendo com o advento da OHSAS 18. mas estas não conferiam certificação para as empresas num âmbito internacional. que é uma série de normas para avaliação de segurança e saúde no trabalho. onde sistemas foram adotados por organizações privadas e independentes. .900 são normas voltadas para segurança e saúde no trabalho. 2001). tais como a DNV. BVQI. O processo de desenvolvimento utilizado para a OHSAS 18. em associação com o BSI – British Standards Institution. iniciou-se a procura por um sistema de gestão para a segurança e saúde. ou seja. e. vez que foi criada por instituições certificadoras privadas. O fato de uma organização estar em conformidade com a OHSAS 18.001 por si só não lhe dá imunidade em relação às obrigações legais. em 1996 e 1997.002: diretrizes para implementação da OHSAS 18. contanto que esses patrocinadores estejam dispostos a atender às condições do BSI para tais documentos. inclusive no Brasil.125 As normas OHSAS 18001. que queriam utilizá-las em caráter voluntário (CAMPOS. posteriormente.

instalação. 4. ISO 9000 – normas para gerenciamento e garantia da qualidade – diretrizes para seleção e uso. várias delas foram ratificadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas . 3. o conhecimento. 2. pois este cada vez mais exige a certificação de uma das normas da série ISO 9000 como comprovação da qualidade técnica de seus produtos e serviços.ABNT. A ISO 14000 segue a mesma sistemática. A ISO 14001 estabelece requisitos a serem seguidos pelas empresas no gerenciamento de seus produtos e processos de maneira que não agridam o meio ambiente.126 Quanto às Normas ISO. na história recente do Brasil. produção e assistência técnica. principalmente as da série ISO 9000 (normas para o Sistema de Gestão de Qualidade) e ISO 14000 (normas para o Sistema de Gestão Ambiental). notadamente aquelas que se voltam para o mercado internacional. a administração e o controle dos resíduos que ela possa gerar durante a produção e uso dos produtos. A ISO 9000 é um conjunto de cinco normas: 1. mas uma certificação baseada na ISO 14001. 5. que é a única da família ISO 14000 e que permitirá ter um certificado de Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA). As normas da série ISO 9000 fixam diretrizes mínimas para os processos de gestão e devem ser prioritárias por parte das empresas. que a comunidade na qual esteja inserida não sofra com os resíduos gerados e que a sociedade seja beneficiada. ou seja. A empresa deve desenvolver uma sistemática que propicie o acesso contínuo às exigências legais pertinentes ao exercício de sua atividade e que seja de forma clara à direção da empresa. ISO 9003 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade para inspeção e ensaios finais. sejam . desenvolvimento. Os procedimentos devem permitir a identificação. ISO 9002 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade na produção e instalação. não haverá uma certificação ISO 14000. ISO 9004 – gerenciamento de qualidade e elementos do sistema de qualidade – diretrizes. ISO 9001 – sistemas da qualidade – modelos para garantia da qualidade no projeto.

evitar perdas. principalmente.127 emissões atmosféricas. E assim. de acordo com a Directiva Marco 89/391/CEE. assim. O Brasil não aceitou sua transformação numa norma internacional. melhor qualidade de vida para o trabalhador em seu ambiente laboral. A British Standard 8800 (BS 8800) é um programa de qualidade integrada. sejam elas quais forem. Os principais pontos da diretriz da BS 8800 são: 1 – Elaboração de programa de avaliação de riscos no local de trabalho 2 – Estruturação da avaliação 3 – Coleta de informações 4 – Determinação dos perigos 5 – Identificação das pessoas em condições de risco 6 – Determinação das normas sobre exposição a riscos 7 – Avaliação dos riscos 8 – Investigação das possibilidades de eliminação ou controle dos riscos 9 – Determinações das prioridades e seleção das medidas de controle 10 . mas é um referencial de muitos profissionais de segurança e saúde no trabalho. que estabelece as diretrizes de avaliação de riscos da comunidade européia. cujo objetivo é uniformizar os interlocutores sociais da comunidade européia no tocante às obrigações relativas às avaliações de riscos no local de trabalho. A certificação das empresas pela ISO 14001 é também um fator diferenciador de mercado. afina-se de forma . O objetivo da saúde e segurança no trabalho é a integridade da saúde do trabalhador. efluentes líquidos ou resíduos sólidos. o comércio exterior. tendo em vista. contínua. A adoção da Norma ISO da série 14000 promoverá a melhoria das condições e do meio ambiente do trabalho.Aplicação das medidas de controle 11 – Registro da avaliação 12 – Eficácia das medidas 13 – Revisão 14 – Continuidade do programa de avaliação de riscos caso haja alterações nos ambientes de trabalho. obtendo-se.

para a estrutura da prevenção. 6 – Análise de segurança do trabalho: elaborar padrões de atividades. No Brasil.deve ter como principais pontos: 1 – Reunião de segurança: mensal. hierarquicamente tem-se em primeiro lugar a Política de Segurança. da divisão e da gerência. 10 – Auditoria: (tipo uma ISO 9000) através de pontuação de cada setor de trabalho (LATANCE Júnior. 7 – Observação planejada de trabalho: ver se o padrão está sendo seguido pelo trabalhador. Devem ser feitas reuniões do setor.Programa de Prevenção de Perdas. no local de trabalho. surgiram os primeiros programas de prevenção de perdas ou programas de qualidade. em segundo. que engloba.128 ideal e perfeita com os critérios da qualidade. nos anos 80 e 90. em terceiro. operar equipamento sem autorização. 1997). adequação. além de um PPP . Por exemplo. o Programa de Saúde e Segurança do Trabalho. qualidade. sobre métodos e processos de trabalho. 9 – Comunicação pessoal – instrução de trabalho: instruir o empregado para trabalhar com segurança. validade. definindo condições seguras antes da execução do serviço. 3 – Registros de atos contra a segurança. limpeza. integridade. etc. estabelecido através de Ordens de Serviço emitidas pela empresa a serem seguidas pelos trabalhadores. 4 . 8 – Inspeção planejada de segurança: para detectar acidente potencial e condições sub–padrão. em sua plenitude (PIZA. 2000). o Regulamento Interno de Segurança.Uso de EPI: utilização. que define responsabilidades e atribuições de todos os níveis hierárquicos. onde são discutidos os acidentes e quase acidentes ocorridos durante o último período. os . Um Programa de Prevenção de Perdas – PPP . 5 – Permissão de trabalho: é uma autorização escrita emitida pela chefia. Informações básicas sobre segurança e saúde no trabalho. Numa gestão de segurança e saúde no trabalho. 2 – Treinamento de segurança. produtividade e controle dos custos.

Obras com mais de vinte empregados são obrigadas a possuir um PCMAT e não o PPRA. caso venha a ocorrer o acidente. Em qualquer programa de ação. vez que o que se fazia antes era. além das necessidades de enfoque dos riscos ambientais. A prevenção passa pela eliminação ou. Essa comprovação se baseia em técnicas de controle. Nos estudos para a sua eliminação deve-se dar prioridade à análise da relação custo x benefício dentre as alternativas de solução possíveis e. na verdade. Uma gestão de segurança e saúde do trabalho tem por objetivo a prevenção de acidentes e doenças. conhecendo-se as causas. . Em segurança e saúde ocupacional. se faz necessária a comprovação do seu cumprimento após um certo período. O PCMAT nada mais é do que um PPRA para as obras de construção civil. que pode ser tanto interna como externa. o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (previsto na NR-7) e o PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (previsto na NR-18). Todas as empresas que possuam empregados regidos pela CLT são obrigadas a ter PPRA e PCMSO. o PCMSO para prevenção das doenças ocupacionais e o PCMAT para prevenção de acidentes do trabalho em um canteiro de obras. inspeção. de qualquer atividade. para que. que são o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (previsto na NR9). Uma das técnicas é a auditoria. se enfatizem os riscos inerentes às atividades da indústria da construção. A distinção entre estes programas obrigatórios é que o PPRA é direcionado para prevenção dos riscos de acidentes do trabalho.129 programas obrigatórios constantes nas NR . dar ênfase às causas dos acidentes e não ao acidentado. onde. sendo que as obras com até vinte empregados são obrigadas a possuir PPRA.Normas Regulamentadoras. ela é relativamente recente. caso não seja possível. neutralização dos riscos ambientais geradores de infortúnios laborais. que podem ser muito diferentes em seus vários aspectos. incluindo-se terceiros e meio ambiente. se tomem providências para que não mais ocorram acidentes semelhantes.

que são BS 8800. A justificativa direta das auditorias é comprovar o grau de cumprimento das exigências de uma norma (ou Plano de Ação). já superada. E os fundamentos das auditorias de SSO são comuns aos aplicados por essas áreas. A decisão de realizar uma auditoria pode estar motivada por uma ou várias das seguintes razões: a) legais: para verificar o cumprimento obrigatório de uma legislação. através de análises críticas.130 Está havendo o incentivo das auditorias dos sistemas de qualidade e ambiental. A essência de uma gestão eficaz em segurança e saúde no trabalho não deve distinguir-se das sólidas práticas de gestão defendidas pelos promotores da excelência da qualidade. A finalidade essencial é a melhoria das condições a partir da correção das anomalias detectadas. As auditorias devem ser planejadas não apenas para verificarem a conformidade do documental. as normas de referências e a efetiva implementação deste documental. b) econômicas ou estruturais: motivadas pelo objetivo de melhoria dos sistemas operativos e sua rentabilidade econômica. A auditoria é um eficaz instrumento empresarial para a melhoria das operações. Consequentemente.900 e OHSAS 18.001. As auditorias estão previstas nos sistemas de qualidade. mas também para prover informações que permitam à gestão com responsabilidade executiva determinar. de um sentido fiscalizador e sancionador. eficácia e a eficiência do sistema para atingir metas e objetivos. nos sistemas de gestão ambiental e nos sistemas de SSO. c) sociais: orientada a facilitar uma informação independente aos empregados. os consumidores ou à sociedade. frente à interpretação. UNE 81. com um papel positivo. a propriedade. as empresas que têm .

Segurança e saúde têm uma influência muito grande sobre a produção de um bem. com base na ISO 9001/2000. Isso foi possível. a uniformização dos procedimentos para aquelas organizações que possuem os três sistemas de gestão. gerando grandes benefícios. não procure a médio prazo integrá-los. ou que. e um sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho. onde cada um tem sua documentação própria. as empresas têm procurado implantar três sistemas de gestão: um sistema para a qualidade (SGQ). meio ambiente e segurança e saúde).131 sucesso comercial conseguem também sucesso na gestão da segurança e saúde.001. com base na ISO 14001. um sistema de gestão para o meio ambiente (SGA). o sistema de qualidade (ISO 9001) é a base para todos os outros sistemas. com base na OHSAS 18. ela se adequou à melhoria contínua que já era prevista na ISO 14001 e OHSAS 18. em geral. produto ou serviço. sendo difícil vislumbrar vida longa para uma organização que não tenha pelo menos um sistema de gestão. onde todos querem comprar de e vender a todos. Assim é que atualmente. porque na revisão ocorrida em 2000 da ISO 9001. tendo vários sistemas de gestão.001. além de agora começar e terminar com o foco no cliente e ser obrigatória a satisfação deste. Essa é a tendência que se apresenta num mundo globalizado e altamente competitivo. inclusive. . Num Sistema Integrado de Gestão – SIG (qualidade. facilitando.

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