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TEMA: FILHOS DE DEUS OU FILHOS DO DIABO?

1 JO 3.3 E
a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim
como ele é puro.
4 Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado
é a transgressão da lei. 5 Sabeis também que ele se manifestou para tirar os
pecados, e nele não existe pecado. 6 Todo aquele que permanece nele não vive
pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.
7 Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça
é justo, assim como ele é justo. 8 Aquele que pratica o pecado procede do diabo,
porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de
Deus: para destruir as obras do diabo.
9 Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o
que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando,
porque é nascido de Deus.
10 Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele
que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu
irmão.

Confesso que não sei bem como começar a reflexão desta noite, pois o que temos
diante de nós para refletirmos é delicado demais. Sinceramente, acredito que foi por
esta razão que o apóstolo introduziu seu teste moral em relação ao verdadeiro
cristianismo falando da grandeza do amor de Deus e do fato de sermos filhos de
Deus, pois o que ele vai dizer, se mal compreendido, pode causar sequelas
profundas na vida dos seus leitores.
Como saber se uma pessoa não está equivocada com relação ao seu
relacionamento com Deus? Como saber se sou mesmo um filho de Deus? Será que
o fato de termos aceitados a Cristo, de virmos aqui na frente atendendo ao apelo
feito pelo pastor faz de nós verdadeiros cristãos? Somos filhos de Deus ou somos
filhos do diabo?
Você acredita realmente que a Bíblia seja a Palavra de Deus? Tem certeza de
disso ou quer pedir ajuda para os universitários? Estará a Bíblia apta para nos
corrigir e apontar o caminho que devemos trilhar? Nos submeteremos aos seus
ensinos?
Vamos começar com um pequeno teste. O texto lido classifica as pessoas em
duas categorias especificas: filhos de Deus e filhos do diabo. Você acredita nisso?

3 E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele
é puro.
Este versículo diz que todo aquele que tem a esperança de ser semelhante ao
Senhor Jesus se purificará assim como Ele é puro. Diz que todos quantos tem
experimentado o amor de Deus, a certeza de que são filhos e a esperança de que um
dia serão semelhantes ao Senhor não viverão na prática do pecado. E por que não
viverão na prática do pecado?
1 - A primeira razão por que os cristãos não podem viver na pratica do
pecado é que o pecado é incompatível com a lei de Deus que eles amam.
4 Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a
transgressão da lei.
(Sl 119. 33 Ó SENHOR Deus, ensina-me a entender as tuas leis, e eu sempre as
seguirei. 34 Dá-me entendimento para que eu possa guardar a tua lei e cumpri-la de
todo o coração, 97 Como eu amo a tua lei! Penso nela o dia todo).
A expressão "transgressão da lei" significa muito mais do que transgredir a lei
de Deus. Expressa o sentido máximo de rebelião, ou seja, viver como se não
houvesse lei ou ignorar as leis que existem (Tg 4.17).
Transgressão - ανομια anomia
1) a condição daquele que não cumpre a lei
1a) porque não conhece a lei
1b) porque transgride a lei
2) desprezo e violação da lei, iniquidade, maldade
2 - Uma segunda razão por que os cristãos não podem viver na pratica do
pecado é que o pecado é incompatível com a obra de Cristo.
5 Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe
pecado.
Se a natureza de Jesus é sem pecado, e se o propósito de Seu aparecimento
histórico era tirar o pecado, então todo aquele que permanece Nele não vive
pecando, ao passo que, por outro lado, todo aquele que vive pecando não no viu,
nem o conheceu
Cristo morreu para santificar (ou seja, tornar santo) o cristão (2Co 5.21 Deus fez
daquele que não tinha pecado algum a oferta por todos os nossos pecados, a fim de
que nele nos tornássemos justiça de Deus). Pecar é uma ação que vai de encontro à
obra de Cristo de destruir o domínio do pecado na vida do cristão.
3 – A terceira razão pela qual um cristão não pode viver na prática do
pecado é o pecado procede do diabo e o Senhor Jesus se manifestou para
destruir suas obras.
8 Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando
desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do
diabo.
Jo 8.38 Eu falo das coisas que o meu Pai me mostrou, mas vocês fazem o que
aprenderam com o pai de vocês.
39 —O nosso pai é Abraão! —responderam eles. Então Jesus disse: —Se vocês
fossem, de fato, filhos de Abraão, fariam o que ele fez. 40 Mas eu lhes tenho dito
a verdade que ouvi de Deus, e assim mesmo vocês estão tentando me matar.
Abraão nunca fez uma coisa assim! 41 "Vocês estão fazendo o que o pai de vocês
fez. Eles responderam: —Nós não somos filhos ilegítimos; nós temos um Pai, que
é Deus!"
42 Jesus disse a eles: —Se Deus fosse, de fato, o Pai de vocês, então vocês me
amariam, pois eu vim de Deus e agora estou aqui. Eu não vim por minha própria
conta, mas foi Deus que me enviou. 43 Por que é que vocês não entendem o que
eu digo? É porque não querem ouvir a minha mensagem. 44 Vocês são filhos do
Diabo e querem fazer o que o pai de vocês quer. Desde a criação do mundo ele
foi assassino e nunca esteve do lado da verdade porque nele não existe verdade.
Quando o Diabo mente, está apenas fazendo o que é o seu costume, pois é
mentiroso e é o pai de todas as mentiras.

4 - A quarta razão por que os cristãos não podem viver na pratica do pecado é
que o pecado é incompatível com o ministério do Espírito Santo, que concedeu
uma nova natureza ao cristão nascido de Deus.
9 Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que
permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é
nascido de Deus.

João escreveu aqui acerca do novo nascimento. Quando a pessoa se torna cristã,
Deus a transforma numa nova criatura com uma nova natureza (2Co 5.17). Essa
nova natureza exibe o caráter habitual da justiça produzida pelo Espírito Santo.
Gl 5. 16 Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da
carne. 17 Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne,
porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso
querer. 18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.
19 Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza,
lascívia, 20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias,
dissensões, facções, 21 invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a
estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não
herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade,
bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há
lei. 24 E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e
concupiscências. 25 Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.

O apóstolo João também assinala algumas verdades fundamentais sobre o


pecado.

(1) Diz-nos o que é o pecado. O pecado é a violação da Lei: É o


deliberado quebrantamento de uma Lei que todo homem conhece muito
bem.
4 Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado
é a transgressão da lei.

Pecar significa pôr nossos próprios desejos em lugar da Lei de Deus. É


obedecer a si mesmo antes que obedecer a Deus.

(2) Diz-nos o que faz o pecado. O pecado desfaz a obra de Cristo.

5 Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não
existe pecado.
Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João
1:29). Portanto, pecar é destruir a obra de Cristo. É retroagir e até
acrescentar esse pecado que ele deveu destruir.

(3) Diz-nos o porquê do pecado. O pecado surge de não


permanecermos em Cristo. Provém de uma imperfeita união com Jesus Cristo.

6 Todo aquele que permanece nele não vive pecando

Isto significa que enquanto lembramos a presença contínua de Jesus e


andamos deliberadamente com Ele, poderemos evitar o pecado. Quando nos
esquecemos de Cristo é quando pecamos. O lembrar a presença
permanente de Jesus Cristo em nós, é tornar o pecado sempre difícil, e às
vezes até impossível.

(4) Diz-nos de onde vem o pecado. O pecado vem do diabo; e o


diabo é aquele que peca, por princípio, ou seja, ele fez do pecado seu estilo
de vida.
8 Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive
pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para
destruir as obras do diabo.
Pecamos pelo que as coisas e o prazer que julgamos ilícitos têm a
nos oferecer; para o diabo o pecado é uma questão de princípio; o
pecado é aquilo ao que dedicou sua vida. O Novo Testamento não
procura explicar o diabo e suas origens; mas está firmemente
convencido de que há no mundo um princípio e um poder hostis a
Deus, e que pecar é obedecer a esse poder em lugar de obedecer a
Deus.

(5) Diz-nos como se vence ao pecado. O pecado é derrotado porque


Jesus Cristo destruiu as obras do diabo.
8c - Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.
9 Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o
que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando,
porque é nascido de Deus.

O Senhor Jesus Cristo mediante sua vitória, quebrantou o poder das forças
do diabo, e mediante sua ajuda essa mesma vitória pode ser nossa. (Barclay)

10 Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que
não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão.

Esse versículo é a chave porque resume a seção dos vs. 4-10. Existem somente
dois tipos de filhos no mundo: os filhos de Deus e os filhos de Satanás.
Ninguém pode pertencer a ambas as famílias ao mesmo tempo. A pessoa
pertence à família de Deus e exibe o caráter divino de justiça ou pertence à
família de Satanás e exibe a sua natureza pecaminosa.

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