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Na obra cinematográfica O mundo global visto do lado de cá” de forma bastante

crítica aos efeitos da globalização, a sociedade do consumo, as divisões que


esta sociedade se encontra, as crises que está promove, na periferia, das
cidades, dos continentes, sobretudo nas nações em pleno progresso, se
exibindo uma enxurrada de fatos focando a atenção nas causas que a sistema
capitalista se concentra, como a aquisição de benefícios próprios e a apropriação
de bens comuns e o uso privado das riquezas mundiais por parte de uma
minoria.

Durante a crise financeira, o estado em meio ao caos que se encontra, tem o


crescimento crônico do desemprego, a miséria e o desabrigo que toda que se
alastra no decorrer da crise. Os baixos salários, e o estado de mendicância,
miséria no qual a população é posta, cresce de maneira proporcional ao que
chamamos do segundo efeito da globalização, ou do capitalismo da
perversidade, no qual a pobreza é vista com naturalidade

A tentativa para privatizar a água potável na Bolívia e o terceiro Fórum Mundial


da Água em Kioto, Japão foram os fatos que despertaram a atenção do mundo,
para as consequências da famigerada globalização frente ao avanço da
sociedade capitalista em que vivemos.

Há um problema social crescente hodiernamente, mais isto não interessa, ao


desenvolvimento da globalização, o que importa é afastar uma eventual crise
financeira. O uso do espaço urbano jamais esteve tão disputado na época atual.
Existe uma inquestionável luta de classes notada por uma que apresenta
abundância de capital e a precariedade das periferias com pobres. O Brasil entrou
às cegas no processo de globalização e do neoliberalismo, que ocasionou com
que várias famílias fossem destruídas e viu seu patrimônio demolido no início da
década de 1990 com o plano econômico elaborado no govern o Fernando Collor
que mexeu nas poupanças de milhares de brasileiros deixando alguns na miséria.
Na América latina a miséria, desemprego, fome, diante do neoliberalismo levou
milhares de bolivianos e argentinos as ruas para manifestar e protestar contra o
caos que foi estabelecido nestes países. De fato, os pobres continuar à mercê
do nada! O desemprego virou assunto normal. Porem atualmente nos fazem
admitir que estamos ganhando mais grana, e que podemos comprar tudo que
nos é oferecido. Também estas compras são efetivadas com cartões de credito
e que seguidamente devemos pagá-los em breve e dessa maneira
comprometendo o dinheiro que recebemos pelo nosso serviço. Em um dos
trechos uma pessoa revoltada exclamou: “você vale o que você tem no bolso no
instante eu não tenho nem um centavo. Logo eu não valo nada”.

Para Milton Santos, o mundo atual pode ser avaliado através de três pontos de
vista: como uma ficção, como perversidade e como oportunidade. O mundo
como ficção compreende as perspectivas de mundo e de globalização que um
pequeno grupo faz erigir tal como uma autenticidade sólida, entretanto que não
passam de mitos: a ideia de que vivemos em uma aldeia global; de que
conhecemos verdadeiramente os acontecimentos da vida dos outros habitantes
do terra; de que vivemos as mesmas experiências em um mesmo período; a
convicção de que, está no caminho uma mais-valia mundial, produzimos em
benefício da nação; bem como a certeza de que conhecemos o planeta ampla e
intimamente, de forma que isso é bastante para nos conceder a liberdade e o
poder de transformação da realidade.

Já o mundo com perversidade é a autêntica característica da globalização, quer


dizer, suas implicações práticas sobre a vida dos indivíduos, da natureza tendo
visibilidade, por centralizar-se em procura de um pequeno grupo pelo dinheiro e
pelo poder, acaba sendo uma fábrica de perversidade para as demais pessoas
e seu meio ambiente. Esta forma de globalização, decorrem os mais diferentes
tipos de agressão a fome, o desemprego, o desabrigo, as doenças, a corrupção,
a concorrência, a morte, etc.

Na primeira acepção da obra cinematográfica enfatiza que a globalização surgiu


no tempo das grandes navegações marítimas, do durante o processo de
colonização, e se caracterizado pela ocupação territorial. A segunda
globalização começou no término do século XX, marcada pela fragmentação dos
territórios e, em seguida, pelas revoluções tecnológicas, as quais determinaram
a alteração do modelo humanista pelo modelo do consumismo ambicioso. Em
consequência, as desigualdades se instalaram no planeta. A segunda parte
reproduz o relacionamento cerca da globalização (dinheiro e informação) e
território, sendo esse compreendido como o local da vida social, econômica e
cultural. Este relacionamento atua como influências negativas da nova divisão
internacional do trabalho. Em todo continente se concentra poderosas empresas
que se especializam na produção de algum bem, sendo componente da
produção internacional, no entanto elas não têm responsabilidade social e
acabam prejudicando os territórios de maneira profunda – social, econômica e
moralmente, uma vez que escapam do controle dos Estados , ao explorarem a
mão-de-obra das populações dos países pobres, faz com que haja o
enriquecimento dos que já são ricos e o empobrecimento dos pobres, levando
esses a um cenário de miséria.

Outro trecho do filme reproduz os olhares do Norte e os olhares do Sul, o que


significa assinala a disparidade acerca dos países do Norte e os do Sul, a forma
como cada um é abordado, até mesmo destacando a liberdade concedida aos
turistas norte-americanos para fazer passeios nas favelas de cidades como o
Rio de Janeiro, em contraste aos olhares de reprovação e ceticismo das pessoas
no momento em que os moradores das favelas visitam um shopping numa zona
sul da mesma cidade. Perante este contexto, questiona-se a separação e a
forma de construção dos códigos de ética, uma vez que há uma “ética dos
poderosos”, uma “ética dos que não tem nada” e uma “ética dos desesperados”,
os quais são levados a levar o sentido da violência, entretanto não a violência
gratuita, mas aquela que pode oferecer grandes mudanças. Tristemente, os
grupos que optam por esta última ética possuem em oposição a um sistema,
assentado na ética dos poderosos a que a maioria das pessoas está submissa,
fazendo com que deixe de perceber as causas reais da luta dos sem-terra, sem
teto e tantos outros.

REFERENCIAS:

http://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM. 2002: Acessado em: 14/05/2017.


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