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CÁLCULO 3 14. INTEGRAIS


Guia Provas
DE SUPERFÍCIE -
CASO ESCALAR
1. O Que São Integrais Duplas

2. Integrais Duplas Sobre NESSE CAPÍTULO


Regiões Gerais
VOCÊ TAMBÉM
PODE:
3. Mudança de Variáveis

Ver em Vídeo
4. Coordenadas Polares

5. Integrais Triplas
Definição
6. Coordenadas Cilíndricas
Imagine uma superfície
7. Coordenadas Esféricas S qualquer
parametrizada por
8. Integrais de Linha - Caso φ(u, v) , queremos
Escalar
definir a integral de
superfície de uma
9. Integrais de Linha - Caso
Vetorial função f sobre S .

10. Teorema de Green Da mesma forma que


fizemos para calcular
11. Campos Conservativos áreas de superfícies,
vamos dividir o
12. Parametrização de domínio de S em
Superfícies
retângulos Rij e, assim,
dividir a superfície em
13. Áreas de Superfícies
retalhos
correspondentes Sij .
14. Integrais de Superfície -
Caso Escalar
Caso Escalar
Para cada um desses
Teoria Exercícios retalhos, calculamos o
valor da função f em
15. Integrais de Superfície - um ponto Pij
Caso Vetorial
pertencente a Sij e
multiplicamos pela
16. Teorema de Stokes
área ∆Sij do retalho.
17. Teorema de Gauss
Somando esses valores,
encontramos a Soma
de Riemann:

m n

∑ ∑ f (Pij ) ∆ Sij
i=1 j=1

Fazendo as divisões m
e n tender a infinito,
reduzimos o tamanho
desses retalhos Sij e
chegamos à definição
da integral de
superfície que
buscamos:

∬ f dS = lim ∑∑
m, n→∞
S
i=1

Mas como calcular essa


integral? Nós não
sabemos integral em
uma superfície
qualquer S , certo? Só
sabemos integrar em
uma área plana, do
plano xy, por exemplo.
Como já vimos no
cálculo de áreas de
superfícies, podemos
aproximar o valor de
∆Sij pela área de um
plano tangente:

∆Sij ≈ |ru × rv | ∆u∆v

Onde ru e rv são as
derivadas parciais de
φ(u, v) . Sendo assim,
podemos dizer que:

∬ f dS = lim ∑∑
m, n→∞
S
i=1

∬ f dS = ∬ f (φ (u
S D

O que é o mesmo que:

∬ f dS = ∬ f (φ (u
S D

Portanto, para calcular


a integral em uma
superfície, nós temos
primeiro que
parametrizá-la. Em
seguida, calculamos o
módulo produto das
derivadas parciais

∥∂ ∂

∥ ∂φ ∂φ

∥ ∂u × ∂v
∥ . Então, nós
escrevemos a integral
dupla na variável da
parametrização,
lembrando de escrever
f (a função a ser
integrada) em função
de u e v e lembrando
também que a área de
integração D vem do
domínio da
parametrização. Daí, é
só calcular.

Agora vamos olhar de


novo para essa fórmula
que encontramos

∬ f dS = ∬ f (φ (u
S D

Perceba que, quando


temos f (φ (u, v)) = 1 ,
temos:

∥ ⃗
∬ dS = ∬ ∥N (u, v
S D

Exatamente a definição
que vimos para área de
superfície, lembra?
Vimos algo muito
parecido para as
integrais de linha.
Denifimos o seguinte:

b
b

∫ f dS = ∫ f (σ (t)) ∥

C a

Se fizermos
f (σ (t)) = 1 , temos
comprimento do arco
C , veja:

∫ dS = ∫ ∥σ ' (t)∥dt
∥ ∥
C a

Repare que o termo


∥ '
∥σ (t)∥
∥dt éo
“diferencial de
comprimento” nas
integrais de linha,
assim como
∥ ⃗ ∥
∥N (u, v)∥dudv éo
“diferencial de área”,
nas integrais de
superfície. Nesse
sentido, as integrais de
linha são bastante
parecidas com as de
superfície!

Observação: Para o
caso particular em que
S é dada por sua
equação explícita
z = h(x, y) , a integral
de superfície é dada
por:
∬ f (x, y, h (x, y))√
D

Pois teremos

−−−−−
∥ ∂φ ∂φ ∥
∥ × ∥ = √1 + (
∥ ∂u ∂v ∥

Mas se você não se


lembrar dessa fórmula,
pode calcular pela
fórmula geral também,
ok?

Agora vamos ver um


exemplo, para você
entender melhor!

Exemplo: Considere a
superfície S do
paraboloide
z = x
2
+ y
2
contida no
interior do cilindro
x
2
+ y
2
≤ 4 e a função
f (x, y, z) = x
2
+ y
2
.
Calcule ∬S f dS .

Passo 1: Parametrizar
S

Como a superfície está


na sua forma explicita,
vamos parametrizá-la
como

2
φ (x, y) = (x, y, x + y
e utilizar a fórmula que
acabamos de ver para
calcular a integral.
Como temos o cilindro
limitando o domínio de
S

2 2
D = {(x, y)| x + y ≤

Passo 2: Calcular e
∂h

∂x
∂h

∂y

∂h
= 2x
∂x

∂h
= 2y
∂y

Você também pode


usar a fórmula geral
∬ f dS = ∬ f (φ (u, v
S D

aqui, sem problemas.


Talvez isso dê um
pouco de trabalho
apenas, já sabemos que

−−−−−−
∂φ ∂φ
∥ ∥ ∂
∥ ∂u
×
∂v
∥ = √1 + ( ∂

Passo 3: Montar a
integral

Temos a fórmula
∬ f dS = ∬ f (x, y
S D

Substituindo os valores
que temos:

2
∬ f dS = ∬ (x +
S D

2
∬ f dS = ∬ (x +
S D

Onde
2 2
D = {(x, y)| x + y ≤

Passo 4: Agora vamos


fazer a substituição
polar, pois nosso
domínio D é um
círculo e temos termos
quadráticos na
integral. Faremos:

x = r cos θ

y = r sen θ

|J | = r

O domínio passa a ser


,
0 ≤ r ≤ 2 0 ≤ θ ≤ 2π

(o interior do círculo de
raio 2 ).Temos, então,
2π 2
2 2
= ∫ ∫ r (sen θ +
0 0

2π 2
2
− −−−−− 2
= ∫ ∫ r √ 1 + 4r
0 0

Passo 5: Vamos fazer,


agora, a substituição
(1 + 4r ) = u
2
, dessa
forma, temos apenas u
dentro da raiz. Temos,
então

2
u − 1
r =
4

du
rdr =
8

2π 17
u − 1
∫ ∫ ( )√u
0 1
4

2π 17
1
= ∫ ∫ u√u −
32 0 0

2π 5
/2
1 2 2
= ∫ u − u
32 0
5 3


1 2 × 289 −−
= ∫ √17
32 0
5

1 2 × 289 −−
= ∫ √17
32 0
5

2π −−
1 391√17 + 1
= ∫ d
4 0
15

Passo 6: Integrando em
relação a θ , temos:

−− 2π
391√17 + 1 ∣
= ( )θ∣
120 ∣
0

−−
391√17 + 1
π
60

Show? O raciocínio que


você vai seguir vai ser
sempre basicamente o
mesmo, a parte mais
chata talvez seja
parametrizar as
superfícies, mas isso
você pega na prática.
Vamos para os
exercícios agora!

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