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Aula 1:

1. O Direito Penal e as demais Ciências Sociais Aplicadas.


1.1.O que é o Direito Penal e para que serve: senso comum.
1.2. A visão interdisciplinar do Direito Penal.
1.3. Conceitos de Direito Penal.

2. O Direito Penal.
2.1. Missões ou Funções no Estado Democrático de Direito.
2.2. Características.
2.3. Fontes.
2.4. As demais Ciências Penais: criminologia, política criminal, penalogia e vitimologia.

3. O Controle Social - Penal e o Estado Democrático de Direito.


3.1.Conceito .
3.2.Espécies : formal e informal.
3.3.Controle Social-Penal: legitimidade e relação com Direitos Humanos, Direitos
Fundamentais e Garantismo Penal.

Casos Concretos:
1) Leia o texto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras indicadas no
plano de aula e pelo seu professor.
Jonas, após um churrasco em que ingeriu cinco copos de cerveja, ainda que alertado por um
amigo sobre a nova lei de trânsito, que proíbe dirigir embriagado, decide ir embora dirigindo
seu carro, pois afirma que não se encontra embriagado e que, portanto, não há qualquer perigo
em dirigir. Tão logo sai da casa de seu amigo é surpreendido por uma “blitz” e submetido ao
teste do bafômetro, do qual resulta a constatação da alcoolemia de Jonas em índice previsto
pela Lei n. 9503/1997 (art. 306) para fins da caracterização do crime de embriaguez ao volante.
Ante o exposto, sendo certo que Jonas dirigia de forma normal, qual a fundamentação para a
intervenção penal sobre sua conduta e, consequente, responsabilização penal? Responda de
forma justificada com base nos estudos realizados sobre as missões do Direito Penal no
Estado Democrático de Direito.
Resposta: A fundamentação para a intervenção penal sobre sua conduta, e
consequentemente, responsabilização penal é a Lei nº.9503/1997 (art. 306). As missões do
Direito Penal no Estado Democrático de Direito é buscar ser efetivo nos direitos e garantias
fundamentais, sendo como uma forma de controle social.

Lei n. 9503/1997 – Código de Trânsito Brasileiro


CAPÍTULO XIX - DOS CRIMES DE TRÂNSITO
Seção II - Dos Crimes em Espécie
?Art. 306. Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por
litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob a influência de qualquer outra
substância psicoativa que determine dependência:
Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de
se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
Parágrafo único. O Poder Executivo federal estipulará a equivalência entre
distintos testes de alcoolemia, para efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo

Aula 2: Tema
Princípios Norteadores, Garantidores e Limitadores Do Direito Penal
1. Princípios e Regras
1.1. Conceito e distinção de regras e princípios.
2. Funções num Estado Democrático de Direito: promoção e efetivação de um sistema penal
constitucional pautado no respeito à dignidade da pessoa humana e consectários princípios.
3. Princípios constitucionais e infraconstitucionais:
3.1. Princípio da dignidade humana. O poder punitivo do Estado não pode aplicar
quaisquer sanções que atinjam sua dignidade ou lesionem a constituição físico-psíquica.
- Leia art. 1°, da CRFB/1988
3.1.1 Princípio da humanidade da pena.
- Leia o art. 5°, incisos XLVII, XLVIII, XLIX e L da CRFB/1988
3.1.2Princípio da personalidade da pena.
- Leia o art. 5°, inciso XLV, da CRFB/1988
3.2. Princípio da Legalidade . O estabelecimento de pena só pode ocorrer por intermédio
da Lei. Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sob prévia cominação legal.
- Leia o art. 1°, do Código Penal e o art. 5°, inciso XXXIX, da CRFB/1988
3.2.1 Princípio da Irretroatividade da Lei Penal Leia o art. 5°, inciso XL, da CRFB/1988.
3.2.1 Princípio da Anterioridade A lei Penal deve ser anterior ao fato.
Leia o art. 5°, inciso XXXIX, da CRFB/1988
3.3. Princípio da Intervenção Mínima. A criminalização de uma conduta só se legitima
acaso constitua meio necessário a proteção jurídica.
3.3.1.Princípio da Fragmentariedade.
3.3.2.Princípio da Lesividade. Auto lesão não é crime, é suicídio.
3.4. Princípio da Culpabilidade. Não há crime sem dolo ou culpa, tem que haver provas.
3.5. Princípio da Proporcionalidade das Penas.
Leia o art. 59,do Código Penal.
3.5.1 Princípio da Individualização das Penas
Leia o art. 5°, incisos XLVI, da CRFB/1988
3.9. Princípio da Insignificância. A conduta além de se adequar a norma penal sob
crime, deve ter sido lesivo ao bem ou interesse protegido.
3.10. Princípio da Adequação Social. Para ser considerado um crime tem que ofensiva a
sociedade; Há sociedade pode não querer essa proteção.

Casos Concretos:
1) Leia o texto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras indicadas no
plano de aula e pelo seu professor.
No dia 05 de abril de 2008, por volta das 18h, na Av. República Argentina, n. 000, Bairro
Centro, na cidade de Blumenau, Belízia, locatária do apartamento de Ana Maria, deixou o
imóvel e levou consigo algumas tomadas de luz, dois lustres e duas grades de ferro, bens de
que detinha a posse e detenção em razão de contrato de locação. Ana Maria dirigiu-se ao
imóvel tão logo tomou ciência de que Belízia havia o abandonado sem efetuar o pagamento do
último aluguel, bem como constatou a apropriação dos objetos acima descritos, que
guarneciam parte do imóvel conforme descriminado no contrato de locação.
Dos fatos narrados, Belízia, restou denunciada pelo delito de apropriação indébita, previsto no
art.168, do Código Penal, tendo a sentença rejeitado a denúncia sob o fundamento de que sua
conduta configurava mero ilícito civil, não havendo falar em responsabilização penal.

Apropriação indébita
Art. 168. Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Ante o exposto, é correto afirmar que a decisão do magistrado teve por fundamento qual(is)
princípio(s) norteador(es)de Direito Penal? Responda de forma fundamentada.
Resposta: É correto afirmar que a decisão do magistrado teve fundamento no Principio da
Intervenção Mínima, da qual o Direito Penal só pode ser usado como forma de controle social
se realmente eficaz e necessário. No caso acima descrito poderia ser solucionado pelo Direito
Civil, e o Principio da Insignificância poderia ser usado dependendo do valor dos lustres.

Aula: 3
Teoria da Norma Penal
1. Teoria da Norma.
1.1. A Norma Jurídico– Penal.
1.2. Características da norma penal.
2. Classificação:
2.1 Incriminadoras
2.2 Não Incriminadoras: permissivas e explicativas.
3. Interpretação da Lei Penal:
3.1. Finalidade
3.2. Espécies: quanto ao sujeito que a elabora; quanto ao resultado; quanto aos meios
empregados.
4. Interpretação e Integração:
4.1. Interpretação Analógica
4.2. Analogia em Direito Penal. Natureza Jurídica e incidência.
4.3. Distinção entre Analogia, Interpretação Analógica e Interpretação extensiva em Direito
Penal.
5. Norma Penal do Mandato em Branco – confronto com o Princípio da Legalidade.
6. Conflito aparente de normas
6.1. Conceito
6.2. Princípios que solucionam: Especialidade, Subsidiariedade e Consunção.
6.2. Antefato e pós-fato impuníveis.

Casos Concretos:
1) Leia o texto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras indicadas no
plano de aula e pelo seu professor.
Instaurado inquérito policial para fins de averiguação de autoria e materialidade e,
conseqüente responsabilização penal pela prática de tráfico ilícito de drogas, previsto no art.33,
da Lei n.11343/2006, por ter, em março de 2010 sido flagrado em uma boate portando
quantidade elevada dos hormônios testosterona em comprimidos e estrogênio equino, Alex
Sandro Lima, impetrou Habeas Corpus com vistas ao trancamento do referido inquérito policial,
sob o argumento de atipicidade da conduta por ausência de expressa previsão legal acerca
das substâncias apreendidas, haja vista o fato das mesmas configurarem drogas de uso
médico e veterinário, não sendo compreendidas, portanto, pelo respectivo dispositivo legal.
Ante o exposto, com base nos estudos realizados sobre teoria da norma, sua interpretação e
norma penal do mandato em branco, responda: deve a ordem ser concedida? Responda de
forma objetiva e fundamentada. A ordem não deve ser concedida porque as drogas não foram
usadas para suas devidas finalidades.
Resposta: Não, pois tem não na regulamentação da lei em branco, presente na lista da Anvisa
a substância mencionada como causadora de dependência.

Aula: 4
Validade e Eficácia da Lei Penal no Tempo e no Espaço.
Estrutura do Conteúdo
1. A Lei Penal no Tempo. Vigência e Validade – Atividade e Extratividade da Lei Penal.
2.Conflito de leis Penais no Tempo:
2.1. Abolitio criminis, Novatio Legis in mellius, Novatio Legis Incriminadora, Novatio Legis in
Pejus.
3.Princípios que regem o conflito de leis penais no tempo:
3.1. Princípio da Irretroatividade da Lei Penal Severa
3.2.Princípio da Retroatividade da Lei Penal mais Benigna.
4.Leis Excepcionais e Leis Temporárias.
4.1. Conceito.
4.2. Distinção
5. Tempo do Crime:
5.1.Teorias: atividade, resultado e mista.
5.2.Teoria adotada pelo Código Penal.
5.2.Crime Permanente, Continuidade Delitiva e Súmula n. 711, do Supremo Tribunal
Federal.
- Distinção entre os delitos e o conflito de leis penais no tempo.
6. A Lei Penal no Espaço.
6.1.Validade da Lei Penal
6.2. Lugar do Crime.
- Teorias: atividade, resultado, intenção, efeito mais próximo, ubiquidade e longa
mão.
6.3.Conceito de Território Nacional e sua Extensão.
6.4.Princípios Delimitadores do conflito de leis penais no espaço:
-Territorialidade.
-Extraterritorialidade: Incondicionada e Condicionada.
- Princípios: defesa, justiça universal, nacionalidade ativa, nacionalidade passiva
e representação.
6.5.Pena Cumprida no Estrangeiro.
Aplicação Prática Teórica
1) Para comemorar seu casamento, André realizou sua despedida de solteiro em um bar com
alguns amigos. Finda a farra, André, conduzindo seu veículo, atropelou e lesionou Paulo sendo
sua conduta tipificada como incursa no delito de lesões corporais culposas na direção de
veículo automotor (art. 303, da Lei n. 9503/1997). No curso da ação penal, restou demonstrado
pelos exames periciais que André encontrava-se embriagado no momento do acidente, razão
pela qual a pena imposta à sua conduta foi majorada de acordo com expressa previsão legal.
Dois meses após sua condenação, entra em vigor a Lei n.11705, de 19 de junho de 2008, que
revogou expressamente a causa de aumento prevista no Código de Trânsito Brasileiro (Lei n.
9503/1997). Ante o exposto, com base nos estudos realizados sobre o conflito de leis penais
no tempo, a alteração legislativa terá relevância para a sanção imposta à conduta de André?
Responda de forma justificada.
Código de Trânsito Brasileiro. Lei n. 9503/1997

Dos Crimes em Espécie

Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veiculo automotor:

Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a


permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

Parágrafo único. No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor, a pena é


aumentada de um terço à metade, se o agente:
-----------------------------------------------------------------------------------------------------

V - (Inciso acrescido pela Lei nº 11.275, de 7/2/2006 e revogado pela Lei nº


11.705, de 19/6/2008)

Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor:

Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se


obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

Parágrafo único. Aumenta-se a pena de um terço à metade, se ocorrer qualquer das hipóteses
do parágrafo único do artigo anterior.

Resposta: Antes da entrada em viigor da lei11705 não havia possibilidade de serem aplicados,
em um mesmo caso, os art. 302 / 303 combinados com o art. 306, tendo em vista que se o
condutor do veículo estivesse sob efeito de substancia alcoólica, tal fato seria usado como
causa de aumento de pena, afastado assim a incidência do artigo 306 CTB, Com a entrada em
vigor da lei 11705, foi revogadoo inciso 5 do paragrafo único dos art. 302 e 303, permitindo
assim a aplicação de tais artigos, em conjunto com o 306, contando para os casos ocorridos
antes de 19/06/2008 (lei 11705) surge uma novacios legis in melius, afastando-se a incidência
do artigo 5, e consequentemente o aumento de ⅓ da pena.

Aula: 5
Teoria do Delito
Estrutura do Conteúdo
1.Consolidação da Teoria do Delito.
2.Bem Jurídico Tutelado:
2.1 Conceito e Seleção.
3. A Infração Penal
3.1. Distinção das infrações extrapenais.
Leia o Capítulo I (Conceito de Delito) constante no seu material didático.
3.2. Sistemas Classificatórios: bipartido e tripartido
- Sistema adotado pelo Código Penal: Bipartido - distinção entre Crime e Contravenção
Penal.
3.3 Conceitos de Infração Penal:
- Formal.
- Material
- Analítico.
3.4. Objetos Jurídico e Material: conceito e distinção.
3.5. Sujeitos da Infração Penal.
- A responsabilidade penal da pessoa jurídica – controvérsias.
3.6. Elementos da Infração Penal consoante o Conceito Analítico.
- Fato Típico, Ilícito e Culpável : controvérsias.
4. Classificação das Infrações penais.
- comuns e próprios; de mão própria ou atuação pessoal; de dano e de perigo; materiais,
formais e de mera conduta; instantâneos, permanentes e instantâneos de efeitos permanentes
e habitual; impossível; complexo.

Casos Concretos:
Aplicação Prática Teórica
1) A partir da leitura comparativa entre os dispositivos legais concernentes à tipificação da conduta
do uso indevido de drogas, constantes, respectivamente, nas Leis n. 6368/1976 e 11343/2006,
consoante os estudos realizados sobre a Teoria do Delito, é correto afirmar que a conduta de
uso indevido de drogas foi descriminalizada pela nova redação legal estabelecida pela Lei .
11343/2006? Responda de forma justificada.
Lei n. 6368/1976
Art Art.16. Adquirir, guardar ou trazer consigo, para uso próprio,substância
entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, sem autorização ou em
desacordo com determinação legal ou regulamentar:
P Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e pagamento de 20 a 50 dias-multa.

Lei n. 11343/2006
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para
consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar será submetido às seguintes penas:
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
II - prestação de serviços à comunidade;
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
------------------------------------------------------------------------------------------
§ 6 Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o caput, nos
o

incisos I, II e III, a que injustificadamente se recuse o agente, poderá o juiz submetê-lo,


sucessivamente a:
I - admoestação verbal;
II - multa.

Resposta: Não se trata de abolicius crimem (discriminização da conduta), mas sim que o crime de
uso de drogas não admite pena de prisão , aplicando pena alternativa, com previsão legal do art. 5
inciso 46 da CF/88

Aula: 6
Da Conduta

Do Fato Típico e Seus Elementos:


1. Fato Típico e Seus Elementos.
2.Conduta.
2.1 Delimitação: Conduta e Vontade.
2.2 Teorias da Conduta
- Causalista
- Finalista
- Social
2.3 Sujeitos
- Ativo
- Passivo
3.Das Condutas Comissivas e Omissivas
3.1. Conceito. Distinção entre Ação e Omissão.
3.2. Omissão:
- Omissão própria
- Omissão imprópria - Agente garantidor.

Casos Concretos:

1) Leia o caso abaixo e responda à questão relacionada. Desenvolva sua fundamentação com
base na leitura indicada no seu plano de aula e por seu professor.
Padrasto é preso acusado de espancar enteado de três anos
Fonte: O Globo RIO, disponível em http://www.ogloboonline.com.br; última
atualização:08/02/2008 às 00h37m .

O padrasto de um menino de três anos foi preso no fim da noite desta quarta-feira em Duque
de Caxias acusado de espancar a criança. O menino foi levado pela mãe, Patrícia Alves, de 26
anos para o Hospital de Saracuruna, em Caxias, com um grande hematoma na cabeça. Ela
teria dito aos médicos que a criança, que tem uma deficiência mental, tinha caído de seus
braços, mas depois acabou confessando que o menino foi agredido pelo padrasto. De acordo a
polícia, os médicos teriam desconfiado da versão que a mulher estava contando porque não
era a primeira vez que ela levava a criança ao hospital. Segundo os médicos, foi a terceira vez
que Patrícia esteve na unidade, sempre contando a mesma história. Depois de pressionada ela
acabou contando que a criança fora vítima do padrastro, Elias Barbosa, de 34 anos. De acordo
com a Secretaria estadual de Saúde, o menino foi operado e está internado em coma no
Centro de Terapia Intensiva, e corre risco de vida. Ainda de acordo com a secretaria, a criança
teve traumatismo craniano e chegou ao hospital com escoriações pelo corpo todo. A mãe foi
detida no hospital por policiais do 15º BPM (Duque de Caxias). Na delegacia, ela prestou
depoimento e foi liberada. Já seu marido foi preso em casa, na Rua Coronel Matos, quando
fazia as malas para fugir. Ele foi preso em flagrante. O caso está sendo investigado pela 60ª
DP (Campos Elíseos).

Ante o caso concreto exposto, com base nos estudos realizados sobre ação e omissão,
responda: Patrícia também poderia ser responsabilizada criminalmente caso tivesse se omitido
face às agressões perpetradas por Elias e a criança tivesse sido socorrida por vizinhos?
Resposta: Sim. Ela se omitiu como agente garantidor (crime 136), mesmo tendo conhecimento
das agressões, e deixou os fatos prosseguirem. Ele responderá na qualidade de agente
garantidor nos termos do artigo 13 - parágrafo 2o - A. Lembre-se que o crime em análise
(possivelemente maus tratos) é praticado por ação, sendo aplicado a genitora na forma de
crime comissivo por omissão (ou omissivo impróprio).

Aula: 7
Das Condutas Dolosas e Culposas.
1. Da Conduta Dolosa:
1.1. Teorias
1.2. Natureza Jurídica
1.3. Elementos
1.4. Espécies de Dolo:
- Dolo Direto
- Dolo Indireto: eventual e alternativo
- Dolo Genérico
- Especial Fim de Agir
2.2. Natureza Jurídica
2.3 Elementos
- A relevância do reconhecimento da previsibilidade objetiva do resultado.
- Modalidades de culpa: Imprudência, negligência e imperícia,
- Crime culposo e tipo aberto.
- Distinção entre dolo eventual e culpa consciente.
2.4 Crime agravado pelo resultado: modalidades; o crime preterdoloso.
plicação Prática Teórica
Casos Concretos:

1 )Leia o caso abaixo e responda à questão relacionada. Desenvolva sua fundamentação com
base na leitura indicada no seu plano de aula e por seu professor.
Tragédia.
"Acidente deixa gravemente ferido deputado Fernando Carli Filho. Violenta colisão na
madrugada matou dois jovens no bairro Mossunguê".
Fonte: Redação Bem Paraná, disponível em http://www.bemparana.com.br,
"Concluído pela polícia polícia paranaense o inquérito que investigava o acidente provocado
pelo ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho. Ele estava embriagado e dirigia seu carro a 167
quilômetros por hora, quando, em 07 de maio, colidiu com outro veículo e matou duas pessoas.
Carli Filho foi indiciado por duplo homicídio com dolo eventual".
Fonte: Revista Veja, Ed. Abril, edição 2126-ano 42-n.33, 19 de agosto de 2009 - pp. 52 e 53.

Diante do caso apresentado por dois veiculos de comunicação e, com base nos estudos
realizados sobre os tipos penais responda ao que se pede e desenvolva sua argumentação
com base na leitura de seu material didático.:
a) Consoante a classificação dos tipos penais em dolosos e culposos, diferencie dolo eventual
e culpa consciente.

Resposta: Culpa Consciente: embora prevendo o resultado, acredita que ele não ocorrera.
Dolo Eventual: Agente mesmo sem querer efetivamente o resultado, assume o risco de
produzi-lo.

b) Diante dos dados constantes no inquérito policial e no respectivo indiciamento, aplicar-se-á,


caso, a Lei n.9503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro) ou o Código Penal?
Resposta: Será aplicado o código penal pela gravidade do resultado

AULA 8:
DO FATO TÍPICO. RELAÇÃO DE CAUSALIDADE. RESULTADO
Do Fato Típico. Relação de Causalidade. O Código Penal e os conceitos de Causa e
Concausa. Teorias sobre a Relação de Causalidade. Equivalência das Condições ou
conditio sine qua non. Causalidade Adequada. Espécies de Causas. Interrupção do
nexo causal. Do Resultado: Conceito. Classificação do Delito quanto ao resultado:
material, formal e mera conduta. A Relação de Causalidade segundo a Teoria da
Imputação Objetiva do Resultado – Críticas – Princípios.
CONTEÚDOS:
I.Relação de Causalidade
1. Conceitos de: Causa, Condição, Concausa.
2. O Código Penal e os conceitos de Causa e Concausa
3.Teorias sobre a Relação de Causalidade:
- Procedimento Hipotético de Eliminação
3.1 Equivalência das Condições ou conditio sine qua non
- A relevância Causal da Omissão
3.2 Causalidade Adequada.
4. Espécies de Causas:
4.1. Dependentes.
4.2.Independentes:
- Absoluta e Relativamente Independentes.
- Causas Preexistentes, Concomitantes e Supervenientes.
5. Interrupção do nexo causal.
- Causas (concausas) absolutamente independentes
- Superveniência de causa relativamente independente.
II. Do Resultado
5.1 Conceito de resultado para fins penais
5.2 Distinção entre resultado naturalístico e normativo – conceito adotado pelo
Código Penal.
5.3 Classificação do Delito quanto ao resultado: material, formal e mera conduta.
III. A Relação de Causalidade segundo a Teoria da Imputação Objetiva do
Resultado – Críticas.
- Princípios – O incremento de um risco não permitido;
- A quebra do dever objetivo de cuidado;
- A previsibilidade objetiva do resultado lesivo.

Casos Concretos:

Tendo em vista as teorias adotadas pelo Código Penal acerca da relação de causalidade,
solucione o caso concreto a seguir:
“Angélica ao sair da casa de sua amiga Anastácia, por volta das 22h em um sábado, é
abordada por Adilson que se aproxima gritando: isto é um assalto, passa tudo rápido!
Aterrorizada com a situação, Angélica nada faz, o que gera raiva em Adilson que acaba por
atirar em sua vítima vindo a acertá-la no peito. Angélica é prontamente socorrida por sua amiga
Anastácia que vira tudo da janela da sua casa e telefonara para a polícia, todavia já chega ao
hospital morta e, por meio dos exames cadavéricos realizados – necropsia, restou comprovado
que Angélica falecera em razão de um ataque cardíaco sofrido no momento do assalto e não
da hemorragia traumática decorrente das lesões causadas pelo projétil, oriundo da arma de
fogo de Adilson. Ante o exposto, com base nos estudos realizados sobre relação de
causalidade responda, fundamentadamente, indicando a teoria adotada e o respectivo
dispositivo legal, se o resultado morte de Angélica será imputado a Adilson.

Resposta: Não o crime não será imputado a Adilson pela superveniência de causa
relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado. Pela
teoria de causa concomitante absolutamente independente a morte foi causada pela ataque
cardiaco e não pelo disparo.

AULA 9:
DO FATO TÍPICO. ITER CRIMINIS.
Do Fato Típico Iter Criminis: Atos de cogitação, preparação e execução – distinção.
Consumação, Tentativa e Exaurimento. Da tentativa. Desistência Voluntária e
Arrependimento Eficaz: Conceito, natureza jurídica, requisitos, semelhanças e
distinções. Conseqüências na Tipicidade da Conduta.
CONTEÚDOS:
I. Iter Criminis.
1.1. Atos de cogitação, preparação e execução – distinção.
1.2.Atos Preparatórios e Executórios- critérios de identificação do início de
execução.
1.3 Consumação, Tentativa e Exaurimento. Caracterização do pós fato
impunível.
2. Tentativa (conatus)
2.1 Conceito
2.2 Natureza Jurídica
2.3. Requisitos
2.4. Espécies
- Perfeita e imperfeita
- Branca e Cruenta
3.5. Conseqüências para fins de Aplicação de Pena.
3. Desistência Voluntária e Arrependimento Eficaz:
3.1 Conceito
3.2 Natureza Jurídica
3.3 Requisitos, semelhanças e distinções.
3.4. Conseqüências na Tipicidade da Conduta.
Casos Concretos:

Mariana, com a finalidade de adquirir um aparelho de TV novo, mas sem condições financeiras
para pagá-lo, subtraiu da carteira de sua patroa, Maricarla, um talonário de cheques e a
carteira de identidade, da qual retirou a fotografia de Maricarla e colou a sua, em substituição.
Já na loja de departamentos, ao efetuar o pagamento do referido aparelho de TV, por meio da
apresentação de 10 cheques, dentre os subtraídos e falsificados por ela, bem como da
identidade de Maricarla, para fins de parcelamento do valor do bem, pois não pretendia chamar
atenção de ninguém com sua conduta, ficou nervosa ao verificar que a funcionária do caixa
consultava o título de crédito, conduta esta de costume para a funcionária, e pressentindo que
seria descoberta, resolveu abandonar a loja, sendo, então, seguida por um segurança desta e
detida ainda no estacionamento do shopping no qual se localizava a loja. Ante o exposto,
partindo-se da premissa que a conduta de Mariana está descrita no tipo penal do delito de
estelionato, art.171, do Código Penal, é correto afirmar que sua conduta restará tentada ou
configuraria desistência voluntária ou, ainda, arrependimento eficaz? Responda de forma
justificada de modo a diferenciar os citados institutos e seus efeitos jurídico-penais.
Indique o(s) respectivo(s) dispositivo(s) legal(is).
Resposta: Mariana cometeu o crime de estelionato na forma tentada, pois não desistiu de
forma voluntária e sim porque ficou com medo de ser descoberta. Arrependimento eficaz seria
se ela tivesse condições de sair da loja com a TV e tivesse desistido.

Aula 10:
Teoria do Tipo Penal e Tipicidade.
1. O Delito como Ação Típica
2. Conceito de Tipo Penal
- Tipo Penal e o Princípio da Legalidade
- Funções do Tipo Penal
3. Estrutura do Tipo Penal
3.1.Elementares
3.1.1 Objetivas
3.1.2 Subjetivas
3.1.3. Normativas.
3.2.Circunstâncias
4. Relação entre Tipo Penal, Tipicidade e Adequação Típica.
4.1 Adequação Típica Direta
4.2 Adequação Típica Indireta e as normas de extensão
5. Tipicidade
5.1.Formal
5.2. Material
5.3. Conglobante.
6. Espécies de Tipos Penais.
6.1. Fundamentais e Derivados
6.2. Incriminadores e Permissivos
6.3. Fechados e Abertos
7. Classificação dos Crimes
7.1. Comum, próprio e de mão própria.
7.2. Dano e Perigo (Concreto e Abstrato)
7.3. Material, Formal e de Mera Conduta
7.4. Comissivo, Omissivo (próprio e impróprio)
7.5. Instantâneo, Permanente e Instantâneo de efeitos permanentes.
7.6. Simples e Complexo
7.7 De forma livre e vinculada
7.8 Vago
7.9 Demais classificações.
Casos Concretos:
Aplicação Prática Teórica
1) Leia o caso concreto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras
indicadas no plano de aula e pelo seu professor:
Policiais são suspeitos de manter refém em delegacia em SP
02 de junho de 2011. 08h25 . Disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias
Um investigador da Polícia Civil, um cabo da PM e dois seguranças informantes da polícia são
suspeitos de sequestrar um ex-presidiário e mantê-lo duas horas em cativeiro no 9º DP de
Osasco, na região metropolitana de São Paulo, na noite de terça-feira. Os acusados exigiram
R$ 100 mil para soltar Pedro Henrique Brito dos Santos, caso contrário, iriam forjar um
flagrante de tráfico de drogas. Os quatro sequestradores acabaram presos. As informações são
do jornal Folha de S.Paulo. Em liberdade desde 2005, Santos teria sido extorquido por ser
cunhado de Josiel Lopes Cordeiro, o Tiganá, acusado de envolvimento no furto de R$ 164,7
milhões do Banco Central de Fortaleza (CE), em 2005. Tiganá foi absolvido e acabou
assassinado por PMs de Osasco à paisana, em 2008. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil
e da PM, os policiais abordaram Santos às 18h30 em uma viatura. O investigador Joaldenir
Patrício Diniz, o cabo Luids Ranes Santos do Nascimento e os seguranças Rogério Ribeiro
Machado e Fernando Moreira de Oliveira o levaram até a delegacia, que fecha à noite e estava
vazia no momento do crime. Acuado, Santos telefonou para a família, disse que estava preso e
precisava de R$ 100 mil para o resgate. A família do ex-presidiário avisou a Corregedoria, que
orientou uma cunhada de Santos a levar o dinheiro até o 9º DP, onde os quatro acusados
foram presos em flagrante por extorsão mediante seqüestro.
Art.159, CP.Sequestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer
vantagem, como condição de preço ou resgate: Pena - reclusão, de oito a quinze anos.
A partir dos estudos realizados acerca da classificação dos delitos quanto ao resultado
naturalístico, ante o caso concreto exposto, responda: possui relevância jurídica para a
consumação do delito de extorsão mediante sequestro o pagamento do resgate pela família da
vítima? Responda de forma objetiva e fundamentada.
Resposta: Não, porque o Art. 159 do CP é um delito formal e sua consumação ocorrerá no
instante do arrebatamento da vítima, independente do pagamento do resgate. O caso em
questão nos revela crime de concussão previsto no Art. 316 do CP, haja vista o meio
empregado para a exigência da vantagem indevida sob pena de ser causado à vítima mal
injusto e grave (futuro).

Aula 11:Tema
Ilicitude. Causas Excludentes
1.Conceito
1.1. Ilicitude Formal
1.2. Ilicitude Material
2. Causas de Justificação.
2.1. Discriminantes legais, supralegais e putativas.
2.2. O consentimento do ofendido
- Natureza jurídica e efeitos.
2.3. As Causas de Justificação Legais. - Leia o art. 23, do Código Penal
3. Estado de Necessidade:
3.1. Conceito
3.2. Natureza jurídica.
3.3 Teorias: Unitária e Diferenciadora objetiva.
3.4 Requisitos: Objetivos e Subjetivos
3.5 Espécies
- Real e Putativo
- Próprio e de Terceiro
- Justificante e Exculpante
3.6 Excesso - consequências
3.7 Estado de necessidade e o dever legal de enfrentar o perigo – o agente
garantidor - Leia o art.24, do Código Penal.
4. Legítima de Defesa:
4.1 Conceito.
4.2 Natureza Jurídica
4.3 Distinção do Instituto Estado de Necessidade.
4.4 Requisitos- Objetivos e Subjetivos
4.5 Espécies
- Real e Putativo
- Próprio e de Terceiro
- Sucessiva
- Justificante e Exculpante
4.6 Excesso - consequências - Leia o art. 25, do Código Penal.
5. Estrito Cumprimento de Dever Legal.
5.1 Conceito.
5.2 Natureza Jurídica
5.3 Requisitos- Objetivos e Subjetivos
5.4 Excesso – conseqüências.
- Os delitos de constrangimento ilegal (art. 146, do Código Penal) e abuso de autoridade
(Lei n. 4898/1965). - Leia o art. 23, inciso III, do Código Penal.
6. Exercício Regular de Direito.
6.1 Conceito.
6.2 Natureza Jurídica
6.3 Requisitos- Objetivos e Subjetivos
6.4 Ofendículos
- Conceito
- Natureza jurídica - controvérsias.
- Requisitos
- Conseqüências na esfera jurídico-penal
6.5 Excesso – conseqüências.- Leia o art. 23, inciso III, do Código Penal.
7. O Consentimento do Ofendido
7.1 Natureza Jurídica – Controvérsias (as teorias final e funcional da ação)
7.2 Conseqüências na esfera jurídico-penal

Casos Concretos:

1) Leia o caso concreto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras
indicadas no plano de aula e pelo seu professor.
CAIO resolve realizar uma viagem ao Pantanal, contratando um experiente guia da região,
TÍCIO, para auxiliá-lo. Mesmo tendo comunicado ao guia sua total inexperiência neste tipo de
viagem, TÍCIO não vê perigo em deixar CAIO sozinho no acampamento, local que acreditava
ser seguro, enquanto foi buscar lenha. De repente, TÍCIO ouve gritos vindo do rio, e ao chegar
lá, depara-se com a cena de um enorme jacaré segurando CAIO pelas pernas. Em face da
magnitude do animal, e por não possuir qualquer arma, TÍCIO se abstém de tentar o
salvamento, observando enquanto CAIO é morto pelo animal. Indaga-se: Poderá TÍCIO ser
responsabilizado pelo resultado morte? Responda de forma fundamentada, apontando o
dispositivo legal aplicável. (30º Exame OAB/RJ – 1ª Fase)
Resposta: Sim. A questão versa sobre ocorrência em tese de crime de homicídio culposo
praticado por Tício que deixou em perigo o turista pantaneiro Caio que acabou morrendo após
o ataque de um enorme jacaré, não sendo possível defender a vítima, porque o agente
garantidor não trazia arma para esboçar defesa. Ficou claro que o turista é inexperiente
naquele tipo de viagem ou não tinha como se defender dos riscos resultantes. Tício agiu de
forma comissiva por omissão, porque não soube prever o que era previsível.
► Há outra corrente pensadora no sentido se isentar Tício de qualquer responsabilidade pelo
resultado morte de Caio, porque, embora inicialmente na condição de agente garantidor nos
termos so §2º, letra b do art. 13 do CP, a lei não exige deste que aja em situações nas quais há
colisão entre o bem jurídico (seu e da vítima) haja vista não ter o dever legal de enfrentar o
perigo. sobressai do caso que Caio foi deixado em acampamento seguro e momentos depois
estava à beira de um rio e foi atacado e o jacaré, cujo enfrentamento seria inviável, merecendo
a conduta a abertura do estado de necessidade.
Aula 12:Tema
Culpabilidade
1. Conceitos
2. Teorias acerca da Culpabilidade:
2.1.Teoria Psicológica
2.2 Teorias Normativas
- Teoria Psicológico-Normativa
- Teoria Normativa Pura
- Teoria adotada pelo Código Penal.
3. A Culpabilidade na Concepção Finalista de Ação:
3.1.Elementos da culpabilidade na concepção finalista:
- Imputabilidade
- Potencial Consciência da Ilicitude
- Exigibilidade de conduta diversa.- Leia o art. 26, do Código Penal
3.2.Relação entre reprovabilidade, culpabilidade, imputabilidade e periculosidade.
4. Causas de exclusão da culpabilidade:
4.1. Inimputabilidade por doença mental, desenvolvimento mental incompleto ou
retardado.
4.2. Coação moral irresistível.
4.3. Obediência hierárquica. - Leia o art. 22, do Código Penal
4.4. A embriaguez, emoção e paixão e a exclusão da culpabilidade. - Leia os art. 26,
caput, 27 e 28, I, II, §§1° e 2° (embriaguez acidental completa) , todos do Código
Penal.
4.4. A inexigibilidade de conduta diversa como causa supralegal de exclusão da
culpabilidade.

Casos Concretos:

1) Leia o caso concreto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras
indicadas no plano de aula e pelo seu professor.

Arnaldo foi denunciado pela prática da conduta incursa no tipo penal previsto no art. 14 da Lei
n.10826/2003, por estar transportando uma espingarda da casa de seu avô para o sítio da
família. No curso da Instrução Criminal, a tese defensiva apresentada teve por fundamento o
fato da espingarda encontrar-se desmuniciada, bem como a existência de causa justificante de
sua conduta, a saber, erro sobre a potencial consciência da ilicitude de sua conduta para fins
de exclusão de culpabilidade. Por outro lado, a acusação sustentou caracterizar-se a figura
típica narrada como delito de perigo, sendo, desnecessária a comprovação, pela acusação, da
arma de fogo encontrar-se, no momento de sua apreensão montada, desmontada, municiada
ou não face ao bem jurídico tutelado pelo Estatuto do Desarmamento.

Lei n.10.826/2003
Art.14. Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Permitido.
Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que
gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo,
acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação
legal ou regulamentar:
Pena - reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa.

Ante o exposto, considerando ser Arnaldo, primário e bons antecedentes , com base nos
estudos realizados sobre as concepções acerca da Culpabilidade, deve prosperar a tese
defensiva?
Resposta: A questão versa sobre a possibilidade da exclusão da culpabilidade da conduta do
agente e, consequente exclusão da imputação de responsabilidade penal. A tese da defesa é
bastante controvertida, haja vista que a classificação do crime como sendo de perigo abstrato
tem levado juízes a uma abordagem segundo o principio da disponibilidade, mais
especificamente no porte de arma de fogo desmuniciada. Se o agente traz consigo a arma
desmuniciada, mas tem munição adequada à mão de modo a viabilizar sem demora
significativa ou municiamento e, em consequência o eventual disparo, tem-se a arma
disponível e o fato realiza o tipo.
2ª possibilidade de resposta → Ao contrário, se a munição não existe ou está em lugar
inacessível de imediato, não há a disponibilidade da arma de fogo, como tal - isto é, como
artefato idôneo a produzir disparo e, por isso, não realiza a figura típica (Marcos Basílio do TJ-
RJ). Apelação Criminal nº 200905001234 da 1ª Câmara Criminal.

Aula 13:
Teoria do Erro. Erro de TipoEstrutura do Conteúdo
1. Conceito de Erro.
2. Distinção entre Erro de Tipo e Delito Putativo por Erro de Tipo.
3. Distinção entre Erro de Tipo e Erro de Proibição:
3.1 Natureza Jurídica e efeitos.
4. Espécies de Erro de Tipo - Leia o art. 20, do Código Penal
4.1 Essencial e Acidental.
4.2 Escusável e Inescusável
4.3 Erro provocado por terceiro - Leia o art. 20,§2°, do Código Penal.
4.4 Erro sobre o objeto.
4.5 Erro sobre pessoa. - Leia o art. 20,§3°, do Código Penal.
4.6 Erro na execução (aberratio ictus) e Resultado diverso do pretendido (aberratio
criminis)- distinção. - Leia os art. 73 e 74, do Código Penal.
- Distinção entre Erro sobre pessoa e aberratio ictus.
4.7 Erro sobre o nexo causal ou aberratio causae.
4.8Descriminantes putativas, e as teorias extremada e limitada da culpabilidade. - Leia o art.
20,§1°, do Código Penal.

Casos Concretos:
1) Leia o texto caso concreto abaixo e responda às questões formuladas com base nas
leituras indicadas no plano de aula e pelo seu professor.

PM mata vítima de assalto e ladrões fogem


Fonte: Folha Online, em Brasília , 08/04/2005 – última atualização às 09h03. Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u476303.shtml
“Vítima confundida com assaltante e morta com dois tiros disparados pela própria polícia, um
policial militar com pouco mais de três anos de experiência preso em flagrante e os verdadeiros
assaltantes, que fugiram a pé, soltos. Esse foi o final de uma desastrosa operação policial na
zona sul de São Paulo, ontem pela manhã. Segundo testemunhas, o caso caminhava para
uma solução tranqüila até que uma série de erros causou a morte de uma das vítimas e
permitiu a fuga dos bandidos. Na confusão, o manipulador de laboratório Luiz Francisco da
Costa Batista, 22, foi atingido por engano no tórax e na perna. Ele morreu no hospital. O
soldado da PM, Paulo Roberto Betinelli Rodrigues, 23, que atendia a chamada de roubo, foi
indiciado por homicídio doloso (com intenção) por ter dado os tiros e foi encaminhado para o
presídio. Os criminosos sequer foram identificados. Às 6h05, o comerciante Hildon Chaves, 50,
futuro sogro de Batista, tirava o carro da garagem, na vila Santa Catarina (zona sul), quando foi
surpreendido por dois ladrões. De acordo com Chaves, um dos assaltantes queria entrar na
casa, onde estavam Batista e outros familiares.
A PM foi chamada. Chaves disse que já tinha conseguido convencer os ladrões a deixar o
local. Eles tinham guardado as armas na cintura e estavam indo embora quando o primeiro
carro da PM chegou. O comerciante disse que ele e os assaltantes foram obrigados a erguer
os braços. Foi a partir daí, segundo Chaves, que os erros começaram. Mesmo rendido, um dos
ladrões se abaixou, jogou um revólver 38 embaixo do carro de Chaves e saiu em disparada.
Nesse momento, um segundo carro da PM chegava ao local. Dois policiais saíram atrás do
suspeito e outros dois - entre eles Rodrigues-- ficaram na frente da casa do comerciante.
Batista estava dentro da casa, mas saiu quando viu os policiais chegarem. Chaves disse que o
segundo assaltante tentou entrar na garagem, mas foi contido por seu futuro genro.
"Ele [Batista] tentou conter o assaltante, que conseguiu se desvencilhar e fugir", relatou
Chaves. O criminoso passou pela frente do policial. Batista, que vinha atrás, levou dois tiros.
"ele estava de camiseta e cueca. Dava para ver que ele tinha acabado de acordar."
O PM Rodrigues afirmou que a vítima apanhou a arma do assaltante e foi em sua direção.
Chaves nega essa versão. "eu tinha o mesmo ângulo de visão do PM e não vi o Luiz Fernando
[Batista] com a arma na mão, nem depois dos tiros, quando ele estava caído no chão", disse o
comerciante.”Ante o exposto, com base nos estudos realizados acerca das Teorias sobre o
Erro, qual tese defensiva poderá ser apresentada pelo Policial Militar ?

Resposta: Poderia alegar erro na descriminantes putativas no hipótese de erro sobre


pressupostos fáticos, ou seja imaginou pelo fato de o homem estar com uma arma vindo na
sua direção, que era o ladrão e que iria disparar contra ele. Assim teria agido na sua vosão em
legítima defesa putativa.

Aula 14:Tema
Teoria do Erro. Erro de Proibição.
1. Erro de Proibição.
1.1 Natureza Jurídica
1.2 Efeitos quanto ao Dolo e à Culpabilidade
2. Espécies de Erro de Proibição
2.1 Escusável
2.2 Inescusável
2.3 Direto
2.4 Indireto ou Erro de Permissão. - Leia o art. 21, do Código Penal.
3. Erro de Proibição, Descriminantes Putativas e Culpabilidade. - Leia os art.20, §1°,21 e 22
do Código Penal.

Casos Concretos:
1) Leia o caso concreto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras
indicadas no plano de aula e pelo seu professor.
Jonas, em viagem de férias ao pantanal, recebe de seu agente de turismo a proposta de
realizar uma pequena excursão à cidade de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia (saída de
Corumbá). Ao chegar à cidade boliviana, Jonas e as demais pessoas integrantes do grupo
de excursão, visitam uma feira da região, na qual verificam que vários moradores estão
mascando folhas de coca. Com a intenção de fazer uma brincadeira com os amigos que
ficaram no Brasil, Jonas adquire, na referida feira, alguns pacotes de folha de coca. Em
seguida, descobre que um mercado próximo tinha à venda chá de coca industrializado e
decide adquirir dez caixas do produto.
Alguns dias após a viagem à Bolívia, finda a excursão ao pantanal, ao tentar embarcar no
aeroporto de Campo Grande de volta à sua cidade de origem, Jonas é surpreendido por
uma revista detalhada de suas bagagens, pois ao serem analisadas pelos aparelhos de
raio X geraram suspeitas face ao formato dos embrulhos em seu interior.
Ante o exposto, caso Jonas fosse preso em flagrante delito como incurso na conduta de tráfico
de drogas, consoante o disposto nos art. 33, caput, §1°,inciso I e art. 40, inciso I, todos da Lei
n. 11343/2006, poderia sustentar como tese defensiva o erro de proibição?
Lei n. 11343/2006
Art.33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda,
oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever,ministrar, entregar a
consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com
determinação legal ou regulamentar:
Pena – reclusão de 5 (cinco) a 15(anos) e pagamento de 500 (quinhentos) a 1500 (mil e
quinhentos) dias-multa.
§1° Nas mesmas penas incorre quem:
I. Importa, exporta, remete, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece,
transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização ou
em desacordo com determinação legal ou regulamentar,matéria prima para a
preparação de drogas;
Art. 40. As penas previstas nos art. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois
terços, se:
I. a natureza, a procedência da substância ou do produto apreendido e as circunstâncias do
fato evidenciarem a transnacionalidade do delito.

Resposta: Poderia alegar erro de proibição inevitável, que isenta o réu de pena e exclui a
culpabilidade. Se fosse considerado erro evitável, permiteiria a redução de pena de 1/6 a 1/3.

Aula 15:Tema
Concurso de Pessoas
1.Conceitos
1.1. Distinção entre concurso necessário e eventual de pessoas:
- crimes unissubjetivos e plurissubjetivos.
2. Natureza jurídica do concurso de pessoas
2.1 Teorias:
- Unitária, dualista e pluralista.
2.2.Teoria adotada pelo ordenamento jurídico brasileiro, Código Penal.
2.3. Delitos que excepcionam a teoria adotada pelo sistema penal pátrio – controvérsias
acerca da responsabilização penal.
3. Requisitos
3.1. Pluralidade de Pessoas e de conduta.
3.2. Relevância causal de cada conduta.
3.3 Liame Subjetivo ou Psicológico
3.4. Identidade de Ilícito Penal
4.Autoria:
4.1.Teorias acerca do conceito de autor:
4.1.1 Unitária, extensiva e restritiva.
4.2. Teoria adotada pelo Código Penal.
4.3 Espécies de autoria segundo a Teoria do Domínio Final do Fato.
4.3.1. co-autoria (autor executor, funcional e intelectual).
4.3.2. autoria mediata.
4.3.3. autoria colateral.
4.3.4. autoria incerta.
4.4 Distinção entre Autoria e Participação.
4.5 Responsabilidade Penal no Concurso de Pessoas.
- Leia o art. 29, caput, §§1° e 2°, do Código Penal.
5.Participação:
5.1. Teorias sobre a participação – teoria adotada pelo Código Penal.
5.1.1. Acessoriedade extrema.
5.1.2 Acessoriedade mínima.
5.1.3 Acessoriedade limitada.
5.1.4. Hiperacessoriedade.
5.2.Espécies de participação:
5.2.1. Induzimento.
5.2.2 Instigação
5.2.3. Auxílio.
5.2.4 Punibilidade no Concurso de Pessoas
a) Cooperação dolosamente distinta
b) Participação de menor importância
c) Participação sucessiva
d) Multidão delinquente
e) Participação impunível
- Leia os art. 29, §§1° e 2°, 30 e 31, do Código Penal.
6. Concurso de Pessoas em crimes culposos.
7. Concurso de Pessoas em crimes omissivos.
8. Concurso de Pessoas em crimes de mão própria.
9. Comunicabilidade das Circunstâncias e Condições Pessoais.
- Leia o art. 30, do Código Penal.

Casos Concretos:

Leia o caso concreto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras
indicadas no plano de aula e pelo seu professor.
1) Ricardo, menor inimputável, com 14 anos de idade, disse para Lúcio, maior de idade, que
pretendia subtrair aparelhos de som (CD player) do interior de um veículo. Para tanto, Lúcio
emprestou-lhe uma chave falsa, plenamente apta a abrir a porta de qualquer automóvel.
Utilizando a chave, Ricardo conseguiu seu intento. Na situação acima narrada, quem é
partícipe de furto executado por menor de idade responde normalmente por esse crime?
Fundamente sua resposta de acordo com teoria adotada pelo Código Penal quanto à natureza
jurídica da participação.(135° Exame de Ordem/SP – 2ª Fase. Cespe/UnB).
Resposta: Sim. De acordo com Luis Flávio Gomes, a participação é acessória. Sem a conduta
principal, não há que se falar em punição do partícipe. Quem é participe de furto executado por
menor responde normalmente pelo crime, poque a conduta principal não precisa ser levada a
cabo por agente culpável, bastando ser tipica e ilícita, segundo a teoria da acessoriedade
limitada, que é a adotada pelo Código Penal. Outras teorias não encampadas pelo CP norteiam
o problema, são elas: acessoriedade minima - basta que o fato principal seja tipico;
acessoriedade máxima - basta que o fato principal seja típico, lícito e culpável;
hiperacessoriedade - o fato principal deve ser tipico, ilícito, culpável e punível.

Aula 16:
REVISÃO DIREITO PENAL I

Casos Concretos:
Aplicação Prática Teórica
PRINCÍPIOS NORTEADORES, GARANTIDORES E LIMITADORES DO DIREITO PENAL
1) Assinale a alternativa correta:
a) O princípio da intervenção mínima do direito penal aplica-se somente no momento da
criminalização primária, pois no momento da criminalização secundária vige o princípio da
obrigatoriedade e da indisponibilidade.
Correta ⇒ b) O princípio da proporcionalidade preconiza a idéia de que a punição deve
guardar relação com o fato praticado.
c) A criminalização secundária consiste na individualização da pena.

2) De acordo com o princípio constitucional da legalidade:( OAB/SC)


Correta ⇒ a) Alguém só pode ser punido se, anteriormente ao fato por ele praticado, existir
uma lei que considere o fato como crime.
b) A norma penal vigorará se for benéfica ao réu.
c) O ato anti-social só será punido se estiver consignado na Carta Magna.
d) Ninguém será privado de seus bens sem o devido processo penal.

3) Assinale a alternativa correta:


Correta ⇒ a) De acordo com o princípio da legalidade, uma lei nunca pode retroagir para
alcançar fatos anteriores à sua vigência
b) A antiga expressão, já utilizada pelo nosso Código Penal, “mulher honesta” feria o princípio
da legalidade especificamente no aspecto nullum crimen nulla poena sine lege certa
c) Não se inclui no âmbito do princípio da legalidade o respeito às formalidades necessárias
para a edição de uma lei.
d) É possível ao Presidente da República, em caso de relevância e urgência, editar medida
provisória relativa a direito penal .

4) (Promotor de Justiça – RO -2006) O principio da ultima ratio:


a) estabelece que, a elaboração de normas incriminadoras e função exclusiva da lei.
b) constitui-se em sistema descontinuo de seleção de ilícitos não sancionado todas as
condutas lesivas dos bens mais relevantes.
c) praticamente erradica a responsabilidade objetiva enunciando que não há crime sem
culpabilidade.
d) implica na irretroatividade da lei penal.
Correta ⇒ e) estipula que a criminalização de uma conduta só se legitima se constituir meio
necessário para a proteção de determinado bem jurídico.

5) (Promotor de Justiça – GO – 2004) “ Em toda sociedade, por melhor organizada que seja,
não tem a possibilidade de brindar a todos os homens com as mesmas oportunidades. Em
conseqüência, há sujeitos que têm um menor âmbito de autodeterminação, condicionado desta
maneira por causas sociais. Não será possível atribuir estas causas sócias ao sujeito e
sobrecarrega-lo com elas no momento da reprovação de culpabilidade.” ( extraído do livro
“Manual de Direito Penal Brasileiro”, de Eugenio Raul Zaffaroni e Jose Henrique Pierangeli). O
texto refere-se:
a) A aplicacão do principio da insignificância nos crimes de bagatela, excluindo-se a tipicidade
material do crime.
b) Ao principio da adequação social, que trata da teoria da ação socialmente adequada ou
aceita.
Correta ⇒ c) A co-culpabilidade, que e o reconhecimento da co-responsabilidade da
sociedade, tratando-se de atenuante genérica inominada, aplicável em nosso direito, nos
termos do artigo 66 do Código Penal.
d) Ao reconhecimento do erro de proibição inescusável, com as conseqüências previstas no
artigo 21 do Código Penal.

6) (Promotor de Justiça – DF- 2002) Julgue os itens a seguir.


I- No aspecto material, o principio da legalidade exige que as normas penais definam com
precisão e de forma cristalina a conduta proibida.
II- São características das penas a legalidade, a personalidade e a proporcionalidade.
III- A fragmentariedade do direito penal indica que ele so deve atuar em ultima instância
quando as outras formas de controle fracassarem ou se mostrarem inertes.
IV- Podem ser indicadas como condições mínimas para o legitimo exercício do controle
penal no Estado Democrático de Direito: merecimento da pena, necessidade da tutela
penal, adequação e eficácia dessa tutela.
A quantidade de itens certos e igual a
a) 1.
b) 2.
Correta ⇒ c) 3.
d) 4.

TEORIA DA NORMA JURÍDICO-PENAL


7) Os princípios referentes à teoria do concurso aparente de tipos penais não incluem o
princípio da: (33º Exame OAB/CESPE-UnB).
a) consunção..
b) especialidade.
c) subsidiariedade
Correta ⇒ d) proporcionalidade.

VALIDADE E EFICÁCIA DA LEI PENAL NO TEMPO E NO ESPAÇO.

8) ( Juiz de Direito – MG- 2007) : A abolitio criminis, também chamada novatio legis, faz cessar:
a) os efeitos secundários da sentença condenatória, mas não a sua execução;
Correta ⇒ b) a execução da pena e também os efeitos secundários da sentença condenatória;
c) somente a execução da pena;
d) a execução da pena em relação ao autor do crime. Entretanto, tratando-se de benefício
pessoal, não se estende aos co-autores do delito.

9) ( Promotor de Justiça- MG- 2003) A respeito da lei penal no tempo, marque a opção FALSA.
a) A denominada lei intermediaria, sendo a mais benéfica, retroagira em relação à lei anterior
(do tempo do fato) e será ao mesmo tempo, ultrativa em relação à lei posterior ( que a sucedeu
antes do esgotamento dos efeitos jurídico-penais do acontecimento delitivo).
Incorreta ⇒ b) A lei posterior, que deixa de considerar como crime uma determinada conduta,
retroage para alcançar os fatos anteriores à sua vigência, ainda que definitivamente julgados.
c) As leis excepcionais ou temporárias são ultrativas, ou seja, têm eficácia mesmo depois de
cessada sua vigência, regulando os fatos praticados durante seu tempo de duração.
d) Em decorrência do principio de legalidade, a lei penal não retroagira, salvo para beneficiar o
agente.
e) Em virtude da abolitio criminis cessam a execução e os efeitos principais da sentença
condenatória, como a imposição de pena, permanecendo os efeitos secundários, como a
reincidência e a menção do nome do réu no rol dos culpados.

10) ( Promotor de Justiça- SP -2000) A expressão “abolito criminis” significa


a) Deixar o juiz de aplicar a pena quando as conseqüências da infração atingirem o agente de
forma tão grave que a sanção se torne desnecessária.
b) A possibilidade de absolvição do agente quando a norma tipificadora da infração penal
caiu em desuso.
Correta ⇒ c) Revogação de norma que tipifica uma conduta como infração penal; ela não
alcança os efeitos civis da condenação transitada em julgado.
d) Abolição da pena dos criminosos, mediante decreto do Presidente da Republica,
normalmente editado no Natal.
e) O mesmo que abolicionismo penal: corrente doutrinaria que propugna forma de
descriminalização.

11) (Juiz de Direito – SC- 2006) PEDRO foi vitima de um crime de extorsão mediante seqüestro
(art. 159 do CP), de autoria de MARCOS. O Código Penal, em seu artigo 4 , com vistas à
aplicação da lei penal, considera praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que
outro seja o momento do resultado. No curso do crime em questão, antes da liberação
involuntária do afendido, foi promulgada e entrou em lei nova, agravando as penas. Assinale a
alternativa correta:
a) A lei nova, mais severa, não se aplica ao fato, porque o nosso ordenamento penal
considera como tempo do crime, com vistas à aplicação da lei penal, o momento da ação ou
omissão e o momento do resultado, aplicando-se a sanção da lei anterior, por ser mais branda.
b) A lei nova, mais severa, não se aplica ao fato, frente ao principio geral da irretroatividade
da lei.
Correta ⇒ c) A lei nova, mais severa, e aplicável ao fato, porque sua vigência e anterior à
cessação da permanência.
d) A lei nova, mais severa, não se aplica ao fato em obediência à teoria da atividade.
e) A retroatividade da lei nova, sem a possibilidade, contudo, de ela gerar efeitos concretos
na atenuação de pena, tendo em conta a decisão condenatória transitada em julgado.

12) (Juiz de Direito- DF- 2007) Analise as proposições e assinale a única alternativa correta:
I- As leis penais incriminadas podem ser subdivididas em explicativas e permissivas.
II- Em relação ao tempo do crime, a lei penal adotou a teoria do resultado.
III- Na aplicação da medida de segurança, não vige os princípios da anterioridade e da
retroatividade da lei mais benigna.
a) todas as proposições são verdadeiras.
Correta ⇒ b) Todas as proposições são falsas.
c) Apenas uma das proposições e verdadeira.
d) Apenas uma das proposições e falsa.

DO FATO TÍPICO E SEUS ELEMENTOS


13) É elemento do crime culposo: (34º Exame OAB/CESPE-UnB).
a) a observância de um dever objetivo de cuidado.
Correta ⇒ b) o resultado lesivo não querido, mas assumido, pelo agente.
c) a conduta humana voluntária, sempre comissiva.
d) a previsibilidade.

14) Com base na legislação penal, não se impõe o dever de agir: (36º Exame OAB/CESPE-
UnB).
Correta ⇒ a) ao condutor do veículo que, por motivo de segurança, deixa de prestar socorro à
vítima de acidente, mas solicita auxílio da autoridade pública.
b) ao pai que deixa de prover ao filho em idade escolar a instrução primária, porque deseja
que este o ajude no trabalho.
c) ao médico que, em face de pedido do paciente, deixa de denunciar à autoridade pública
doença cuja notificação seja obrigatória.
d) ao servidor público que deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, para satisfazer
sentimento pessoal de comiseração.

15) Constitui crime omissivo próprio (37º Exame OAB/CESPE-UnB).


Correta ⇒ a) o abandono intelectual.
b) a mediação para servir a lascívia de outrem.
c) a falsidade de atestado médico.
d) o atentado ao pudor mediante fraude.

ILICITUDE
16) Sentindo-se acuado por um cão de grande porte, e não tendo para onde fugir, o pedreiro
José abateu o animal com única marretada. Ocorre que o cão pertencia a Mário, era manso e,
em busca de afagos, invadira o parque de obras no qual se encontrava José. Considerando
essa situação hipotética, é correto afirmar que a conduta de José: (32º Exame OAB/CESPE-
UnB).
a) não configurou infração penal punível, em razão de legítima defesa.
b) não configurou infração penal punível, em razão de legítima defesa putativa.
Correta ⇒ c) não configurou infração penal punível, em razão de estado de necessidade
putativo.
d) configurou crime de dano.

17) Com relação às causas excludentes de ilicitude (ou antijuridicidade), assinale a opção
correta. (35º Exame OAB/CESPE-UnB):
a) Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar-se de perigo atual
ou iminente que não provocou por sua vontade ou era escusável.
Correta ⇒ b) Supondo o agente, equivocadamente, que está sendo agredido, e repelindo a
suposta agressão, configura-se a legítima defesa putativa, considerada na lei como caso sui
generis de erro de tipo, o denominado erro de tipo permissivo.
c) Agem em estrito cumprimento do dever legal policiais que, ao terem de prender indiciado de
má fama, atiram contra ele para dominá-lo.
d) O exercício regular do direito é compatível com o homicídio praticado pelo militar que, em
guerra externa ou interna, mata o inimigo.

18) O agente que pratica fato típico em estrito cumprimento do dever legal: (33º Exame
OAB/CESPE-UnB)
a) não comete crime, pois sua conduta não é culpável.
Correta ⇒ b) não comete crime, pois sua conduta não é ilícita.
c) comete crime, mas terá sua pena atenuada.
d) comete crime, mas estará isento de punibilidade.

CULPABILIDADE. TEORIA DO ERRO


19) Maria Valentina encontra na rua uma corrente de ouro. Por não saber quem é a dona da
corrente e por não ter como descobrir, Valentina resolve ficar com a jóia, lembrando-se do
ditado que diz: “Achado não é roubado”. Este fato, porém, constitui o crime de apropriação de
coisa achada, previsto no art. 169, parágrafo único, inciso II do CP. Nesse caso ocorreu:
Correta ⇒ a) erro de proibição.
b) erro de tipo.
c) descriminante putativa.
d) crime impossível.

20) A única hipótese que configura causa de exclusão da imputabilidade é: (Delegado de


Polícia/RJ -2001 - 1 Fase):
a) embriaguez culposa e completa pelo álcool;
b) paixão;
c) doença mental completa ao tempo da ação que gera a total incapacidade de entender o
caráter ilícito do fato;
d) ingestão voluntária de substância entorpecente que retira a plena capacidade de se
autodeterminar ao tempo da ação;
e) perturbação da saúde mental que afasta a inteira capacidade de entender o caráter ilícito do
fato.

21) É consequência do erro de proibição, se escusável, a: (Ministério Público/PB).


a) exclusão do dolo do agente.
b) atipicidade do fato praticado pelo agente.
Correta ⇒ c) punição do agente por crime culposo, se previsto em lei.
d) diminuição da pena do agente de um sexto a terço.
e) isenção de pena do agente.

CONCURSO DE PESSOAS
22) Em relação ao concurso de pessoas, é INCORRETO afirmar que: (131° Exame OAB/SP).
a) ele pode realizar-se por meio de co-autoria e participação.
b) co-autor é quem executa, juntamente com outras pessoas, a ação ou omissão que
caracteriza a infração penal.
Correta ⇒ c) o partícipe realiza a conduta descrita pelo tipo penal.
d) o partícipe pratica uma conduta que contribui para a realização da infração penal, embora
não esteja descrita no tipo penal.

23)Fulgêncio, com animus necandi, coloca na xícara de chá servida a Arnaldo certa dose de
veneno. Batista, igualmente interessado na morte de Arnaldo, desconhecendo a ação de
Fulgêncio, também coloca uma dose de veneno na mesma xícara. Arnaldo vem a falecer pelo
efeito combinado das duas doses de veneno ingeridas, pois cada uma delas, isoladamente,
seria insuficiente para produzir a morte, segundo a conclusão da perícia. Fulgêncio e Batista
agiram individualmente, cada um desconhecendo o plano do outro.
Pergunta-se:( Juiz de Direito – MG).
Correta ⇒ a) Fulgêncio e Batista respondem por tentativa de homicídio doloso
qualificado.
b) Fulgêncio e Batista respondem, cada um, por homicídio culposo.
c) Fulgêncio e Batista respondem por lesão corporal seguida de morte.
d) Fulgêncio e Batista respondem, como co-autores, por homicídio doloso, qualificado,
consumado.

24) Abelardo, tomado pelo sentimento de comiseração e misericórdia, com o intuito de abreviar
o sofrimento de Leopoldo, amigo desde a infância e condenado pela doença, contrata Leôncio,
mediante o pagamento da quantia de R$1.000,00, para este pôr fim ao sofrimento e à vida do
enfermo. Diante da situação narrada, com base nas teorias adotadas sobre concurso de
pessoas, é correto afirmar que Abelardo e Leôncio responderão:
a) ambos por homicídio privilegiado, pelo motivo de relevante valor moral (art. 121, § 1°,
CP).
b) ambos por homicídio qualificado (art. 121, § 2°, I, CP).
c) Abelardo responderá por homicídio privilegiado (art. 121, § 1, CP), bem como por
homicídio qualificado (art. 121, § 2°, I, CP) por força da comunicabilidade das
circunstâncias, haja vista ter contratado, mediante pagamento Leôncio e, este, por
homicídio qualificado (art. 121, § 2°, I, CP).
Correta ⇒ d) Abelardo responderá por homicídio privilegiado (art. 121, § 1°, CP) e Leôncio
por homicídio qualificado (art. 121, § 2°, I, CP), pois as circunstâncias são incomunicáveis.