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EPR

EPR
Equipamento de proteção respiratória (EPR)

Equipamento de proteção respiratória é todo o


conjunto pelo qual se é possível respirar
protegido de partículas (gases, poeiras, etc.)
nocivas ao organismo humano.
EPR
Existem vários tipos de equipamentos de proteção
respiratória:

• Por filtro.
• Por linha de ar.
• Autônomo:
- De circuito aberto (o ar circula na máscara e
escapa para o exterior).
- De circuito fechado (o ar circula na máscara e é
reciclado sem escapar para o exterior).
EPR
De circuito fechado (o ar circula na máscara e é
reciclado sem escapar para o exterior)
EPR
De circuito aberto (o ar circula na máscara e
escapa para o exterior)
EPR
De circuito aberto (o ar circula na máscara e
escapa para o exterior)

A norma EM 137 define um EPR de circuito


aberto como ‘Um aparelho portátil de proteção
respiratória, isolante, autônomo que possui uma
fonte portátil de ar comprimido, independente
da atmosfera ambiente.’
EPR
De circuito aberto (o ar circula na máscara e
escapa para o exterior)
EPR
EPR
Carona tipo capuz EPR
EPR
Autonomia EPR
EPR
Autonomia EPR
Cilindros de Alta Pressão (300 BAR)

Materiais:
• Aço Super Leve
• Fibra de Carbono
Volumes:
• 6,0 Litros
• 6,8 Litros -> usual
• 9,0 Litros
EPR
Autonomia EPR
Volume Hidrostático (Vh)

Definição: Volume de ar no interior do cilindro após


compressão
Vh = V / P
Onde:
V = volume de ar no cilindro
P = pressão do cilindro (BAR ou Mpa)
EPR
Autonomia EPR
Determinar o volume do cilindro

V = Vh x P

V = 6,8 x 300
V = 2.040 litros
EPR
Autonomia EPR
Autonomia em minutos

Considerando os padrões europeus, consumo


médio de um usuário 30 litros/min:
t= V / C
t = 2.040 / 30
t = 68 minutos
EPR
Manômetro

1 BAR = 0,1 Mpa = 14,5 psi = 1,01972 kgf/cm2


EPR
Composição do ar

• 78% Nitrogênio
• 21% Oxigênio
• 1% Outros gases, principalmente Argônio,
dióxido de carbono e vapor de água
EPR
O2 puro (exposição +24h)

• Edema pulmonar
• queda da taxa de troca gasosa pelo alvéolo
• dores no peito
• queda de 17% no volume total de ar permutável
• áreas localizadas de colapso alveolar obstruídos
por muco
EPR
Gases

• Asfixiantes
Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)
Mercaptano (álcool de enxofre)
Gás Metano (CH4)
Dióxido de Carbono (CO2)
Acetileno
EPR
GLP
Mistura entre Propano e Butano. O GLP não é
corrosivo, poluente e nem tóxico, mas se inalado
em grande quantidade produz efeito anestésico
e também asfixia, pois empurra o gás respirável
do ambiente em que se encontra.
EPR
Gás Metano

O metano não é tóxico. No Brasil o anexo 11 da


Norma Regulamentadora 15 (NR 15), considera o
produto como asfixiante simples e não impõe
limites de exposição, entretanto, no ambiente de
trabalho, deve-se garantir que a concentração
mínima de oxigênio seja de 18% em volume. As
situações na qual a concentração de oxigênio
estiver abaixo deste valor serão consideradas de
risco grave e iminente.
EPR
Gás Metano
EPR
Dióxido de Carbono CO2
(gás carbônico)
EPR
Dióxido de Carbono CO2
(gás carbônico)

Aparecimento de doenças respiratórias e


cardiovasculares, principalmente em idosos, crianças e
pessoas com problemas respiratórios. Entre os sintomas e
consequências estão maior incidência de asma e
bronquite, aumento das crises de asma e dor precordial
(desconforto torácico), limitação funcional, etc.
EPR
Acetileno
EPR
Acetileno

Os Vapores podem causar tontura e asfixia sem


aviso prévio, em concentrações elevadas pode
ser tóxico, altamente inflamável, o incêndio
pode produzir gases irritantes e ou tóxicos, o
contato com o gás pode causar queimaduras na
pele por “queimadura pelo frio”.
EPR
Acetileno

• Isole o derrame ou vazamento pelo menos 100


metros (grande em 800 metros) em todas as
direções.
• Garanta a circulação do ar.
• Mantenha-se protegido pelo vento (barlavento).
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Gases

• Tóxicos
Monóxido de Carbono (CO)
Sulfídrico (H2S)
Cianídrico (HCN)
EPR
Monóxido de Carbono (CO)
EPR
Monóxido de Carbono (CO)

É produto da combustão incompleta, ou seja,


queima em condições de pouco oxigênio de
combustíveis fósseis (lenha, carvão vegetal e
mineral, gasolina, querosene, óleo diesel, gás),
sistemas de aquecimento, usinas termelétricas a
carvão, queima de biomassa e tabaco.
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Monóxido de Carbono (CO)

A principal via de exposição ao monóxido de carbono é a


respiratória e intoxicações agudas podem ser fatais
devido a afinidade do CO com a hemoglobina contida nos
glóbulos vermelhos do sangue, que transportam oxigênio
(O2) para os tecidos de todos os órgãos do corpo. A
afinidade da hemoglobina pelo CO chega a ser 240 vezes
maior que pelo O2.
“Hipóxia”
EPR
Monóxido de Carbono (CO)

Os sintomas de uma ligeira intoxicação por monóxido de


carbono incluem desmaio, sensação de confusão,
cefaleia, vertigens e outros similares aos da gripe.

Exposições longas podem conduzir a uma toxicidade


grave no sistema nervoso central, no coração e levar até à
morte. As sequelas de uma intoxicação aguda são quase
sempre permanentes.
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Fato

Segundo Jalal Maleki, porta-voz da Organização de Bombeiros


do Irã “às 14h18min (horário local) n terça-feira, os bombeiros
receberam um aviso de que houve um incêndio em um edifício
residencial no bairro de Bagheri no Teerã. Uma mulher e seus
filhos estavam presos dentro do apartamento. A mulher
conseguiu escapar junto com seu filho, mas sua filha de 9
anos, estava pendurada em uma janela, tendo que ser
resgatada pelos bombeiros”.
EPR
Fato

Maleki, disse que o jovem bombeiro Omid Abbasi


colocou sua mascara de oxigênio na menina para
que ela pudesse respirar ação essa que salvou a
vida da pequena criança. No entanto ele não teve a
mesma sorte, pois segundo os médicos, a hipóxia
causou lhe morte cerebral.
EPR
Fato
EPR
Sulfídrico (H2S)

O gás sulfídrico (H2S) é um gás incolor, mais


pesado que o ar, que forma mistura explosiva
em contato com este , sendo altamente tóxico, e
com cheiro de ovo podre em baixas
concentrações e inibindo olfato em
concentrações elevadas.
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Sulfídrico (H2S)
• O H2S é altamente corrosivo para os metais;
• Sua toxidez se compara à do Cianureto de
hidrogênio, e é mais mortal que o monóxido
de carbono.
EPR
Sulfídrico (H2S)

O gás sulfídrico é um gás altamente tóxico e


irritante, que atua sobre o sistema nervoso, os
olhos e as vias respiratórias. A intoxicação pela
substância pode ser aguda, subaguda e crônica,
dependendo da concentração do gás no ar, da
duração, da frequência da exposição e da
suscetibilidade individual.
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Riscos (H2S)

• Este gás tóxico paralisa o sistema nervoso que


controla a respiração, incapacitando os pulmões
de funcionar, provocando asfixia.
• No nível do sistema respiratório: tosse, às vezes
expectoração sanguinolenta, polipnéia
(respiração rápida), espasmo brônquico, às vezes
edema agudo de pulmão, traqueobronquite,
broncopneumonia tardia, rinite com anosmia
(perda do olfato).
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Riscos (H2S)

• No nível cardiovascular: hipotensão, arritmias


(taquicardia, bradicardia, fibrilação atrial).
• No aparelho digestivo, o H2S irrita a mucosa
gastrointestinal e produz náusea e vômito.
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Cianídrico (HCN)

O ácido cianídrico é um ácido fraco que é


representado pela formula química HCN, podendo
ser encontrado naturalmente tanto no estado
liquido quanto no gasoso. Sendo um liquido
altamente volátil (com ponto de ebulição de 26° C),
incolor, inflamável e extremamente venenoso. Esse
ácido possui odor semelhante ao de amêndoas
amargas e, é solúvel em água, álcoois e éteres.
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Cianídrico (HCN)

O ácido cianídrico é altamente toxico, pois o ácido na corrente


sanguínea inibe os processos oxidativos celulares,
estabelecendo ligações extremamente estáveis com o ferro da
hemoglobina, formando o íon hexacianoferrato ou, que
impede o transporte de oxigênio e gás carbônico para as
células, além de desativar as oxidases (enzimas de oxidação),
tornando ineficaz a cadeia de transporte de elétrons, que leva
o intoxicado a uma asfixia interna, provocando sentimentos
de medo, tonturas e vômitos.
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Cianídrico (HCN)

A espuma usada no teto da boate Kiss, altamente


inflamável e que produz gás cianídrico quando
entra em combustão, foi a causa da morte das 235
vítimas do incêndio da boate Kiss.
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Cianídrico (HCN)
EPR
Gases

• Irritantes ou corrosivos
Amônia (NH3)
Cloro (CL2)
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Amônia (NH3)

A amônia é um produto básico na indústria química


e tem aplicações domésticas e industriais. Na
indústria, a amônia é usada no refino de petróleo,
como insumo na fabricação de produtos
farmacêuticos e como gás refrigerante nos
processos de resfriamento de câmaras frigoríficas e
ar condicionado industrial.
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Amônia (NH3)
A amônia é considerada um produto químico
perigoso, corrosivo para a pele, olhos, vias
aéreas superiores e pulmões.
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Amônia (NH3)

Tem um cheiro característico e, é irritante quando


inalada, e o nariz é geralmente o primeiro a sentir
os sintomas da exposição. Caso seja inalada, pode
causar tosse, chiado no peito, falta de ar, asfixiar e
queimar as vias aéreas superiores.
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Cloro
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Cloro (CL2)

O cloro é um gás altamente tóxico e corrosivo na


presença de umidade, agindo principalmente nos
olhos e sistema respiratório, exercendo uma ação
corrosiva e causando grande irritação. Mesmo
em baixa concentração sua presença no ar é
imediatamente detectada devido ao seu odor
irritante e penetrante.
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Cloro (CL2)

A exposição ao cloro em concentrações baixas,


causa irritação dos olhos, nariz e garganta, tosse,
dificuldades respiratórias e coceira na pele.
Exposições mais sérias podem ocasionar forte
irritação dos olhos e pálpebras, inflamação e
congestão dos sistemas respiratórios e
cardiovasculares.
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Cloro (CL2)

Cloro comercial, ou cloro ativo NÃO é cloro


realmente, mas sim, uma solução aquosa rica
em sais que contém cloro, tal como o hipoclorito
de sódio.
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Cloro (CL2)

Cloro comercial, ou cloro ativo NÃO é cloro


realmente, mas sim, uma solução aquosa rica
em sais que contém cloro, tal como o hipoclorito
de sódio.
EPR

Em todos esses gases citados anteriormente e


na exposição de outros produtos químicos,
conhecidos ou não, o bombeiro deve estar
protegido por EPR e traje contra o produto
químico adequado.
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Material de referência

• EN 137
• NR15
• ABIQUIM
• NBR 13716

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