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Estratégias para a conservação da fauna amazônica

José Márcio A y r e s *
Robin Best *

A Amazonia com seus 7 milhões de k m 2


mínimo, 20 espécies de mamíferos, 5 espécies
apresenta uma diversidade florística e faunís- de aves e 3 espécies de répteis já têm proble-
tica incomparável a qualquer outro biótopo do ma com relação a seus estoques naturais e
planeta (Fittkau, 1969). Existem, somente na que ainda, 5 destas podem ser consideradas em
parte brasileira, mais espécies de primatas perigo de extinção, dada às altas taxas de des-
que em qualquer outro país, aproximadamen- matamentos, à caça comercial e de subsistên-
te 2.000 espécies de peixes (Roberts, 1972; cia. Discutiremos, a seguir, as 3 principais
Junk, 1975) e cerca de 1 1 % das espécies de causas que colocam em risco a fauna da bio-
aves conhecidas no mundo inteiro (Amadon, ta amazônica brasileira, e tentaremos traçar,
1973; Sick, 1972; Meyer de Schauensee, 1966). com base nos conhecimentos atuais disponí-
Com o aumento recente das pesquisas taxo- veis sobre a biologia das espécies, as diretri-
nómicas, na região, estes números têm sido zes básicas para a conservação da fauna lo-
incrementados a cada ano que passa; no en- cal .
tanto, como veremos adiante, o conhecimento
sobre a biologia das espécies encontra-se ain- DESMATAMENTOS EM GERAL
da num estágio muito rudimentar. Na década de 60, houve uma grande modi-
Apesar de a Amazônia possuir uma densi- ficação sócio-econômica na região amazônica.
dade demográfica humana muito baixa em re- Basicamente, dois acontecimentos assinalaram
lação ao restante do continente americano, as estas mudanças : a construção das grandes ro-
taxas de desmatamento têm-se mostrado bas- dovias como a Belém-Brasília e Transamazôni-
tante elevadas. Deste modo, estamos na imi- ca, e a decisão da SUDAM de modificar sua
nência de perder, sem ao menos tomar cons- política de incentivos fiscais, no sentido de ge-
ciência, parte de uma fauna que poderia trazer rar e dinamizar as atividades agropecuárias
para o homem amazônico benefícios, tais co- (Santos, 1977). A partir destes eventos, a des-
mo : truição dos habitats cresceu, colocando decisi-
a) patrimônio biológico e cultural; vamente em risco toda a fragilidade do ecos-
sistema amazônico.
b) recurso natural de extrativismo e turís-
tico;
COLONIZAÇÃO
c) fonte de proteínas e nutrientes.
Com a implantação do sistema rodoviário,
Para chegar ao estado evolutivo atual a a exploração dos ambientes de terra firme tor-
Amazônia levou alguns milhares de anos. So- nou-se possível em larga escala. Assim, pas-
mente nas últimas duas décadas a região foi, saram a ser vulneráveis locais cujo acesso es-
como ainda continua sendo, sumamente modi- tava limitado, já que estes, anteriormente, res-
ficada, tanto cultural quanto estruturalmente e tringiam-se aos rios navegáveis, paranás, furos,
os reflexos desta alteração começam a ser lagos e às proximidades dos maiores centros
percebidos agora (Schubart, 1977; Ianni, 1979). urbanos como Belém e Manaus (Figura 1).
Neste curto período, pelo menos 10% de Como conseqüência da colonização dirigi-
toda a cobertura florestal da região foi altera- da na Amazônia, foram implantadas estradas,
da (Tardin et ai., 1979; Goodland & Irwin, 1975) que possibilitando o estabelecimento de famí-
e das conseqüências dessa alteração pouco se lias em áreas não exploradas, visavam entre
sabe ainda. Acredita-se no entanto, que, no outras coisas, a diminuir as tensões sociais do

SUPL. A C T A A M A Z Ô N I C A 9 ( 4 ) : 81-101. 1979

* Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus - AM


As maiores responsáveis pelas altas taxas
de destruição ambiental na Amazônia brasilei-
ra, são as empresas agropecuárias, estimula-
das graças à ajuda propiciada pela SUDAM e
BASA através dos incentivos fiscais. Até maio
de 1974, haviam sido programados pela
SUDAM, incentivos para 312 projetos cobrin-
do uma área maior que 7 milhões de hectares
(Cardoso & Muller, 1978). Em levantamentos
recentes, em uma área de 55.000.000 de hec
tares no sul do Pará, constatou-se através de
imagens transmitidas por satélite LANUSAi
que 4.000.000 desta área foram completamen-
te desmatados para a realização de projetos
agropecuários de grande porte (Tardin et ai.,
1979J. tste é um problema especialmente gra-
ve, já que muitas empresas desrespeitam o
código riorestal (lei N.° 4.711 de 15 de setem-
bro de 1965) desmatando muito acima das ta-
xas permitidas pelo órgão responsável peio
Fig. 1 — Imagens de satélites LANDSAT, da região de controle (Pinto, 1977).
Manaus. As partes mais claras da foto mostram as
áreas completamente desmatadas (Foto tomada em 31
de julho de 1977/INPE). EXPLORAÇÃO MADEIREIRA

Em toda a Amazônia brasileira, existem


aproximadamente 480 serrarias, sete fábricas
nordeste brasileiro. O plano inicial do INCRA de madeira compensada e uma de tábuas (Sch-
era o de estabelecer, na região, 309.000 famí- mithüsen, 1978). Apesar de as taxas de explo-
lias; no entanto até 1973 somente 5.759 foram ração madeireira serem ainda baixas em reia-
assentadas (Cardoso & Müller, 1978) tendo
ção a outras regiões do globo, como a Mala-
esse número correspondido a pelo menos
sia e Indonésia, a situação pode agravar-se, j&
600.000 hectares em desmatamentos. As po-
que a SUDAM e o IBDF estimulam o extrati-
pulações das agrovilas, oriundas de outras re-
vismo madeireiro. Nesse sentido, já existem
giões do país, enfrentaram, de início, sérios
algumas propostas recentes feitas pelos dois
problemas devido ao desconhecimento da re
órgãos (Pandolfo, 1978; Schmithüsen, 197üJ
gião amazônica como também dos problemas
para a exploração através dos "contratos at
relacionados com a sustentabilidade dos seus
solos (Smith, 1977; Fearnside, 1979] . risco", de 40 milhões de hectares.

Ainda, em conseqüência dos desmatamen- Muito embora a retirada seletiva de madei-


tos decorrentes da agricultura rudimentar, ve- ra possa empobrecer o ecossistema, isso não
rificou-se uma redução na fauna vizinha às agrava de forma crítica a fauna nele presen-
áreas de colonização, agravando o problema te. Já a exploração intensiva proposta por pro-
alimentar dessas populações. Deste modo, jetos como os "contratos de risco", promove-
observou-se o aparecimento de um contingen- rá a destruição irreversível desse frágil ecos-
te de mão-de-obra nas áreas de terra firme sistema, uma vez que os reflorestamentos,
que poderia ser utilizado para dinamizar o pro- usualmente feitos com monoculturas, limitam
cesso de exploração madeireira, agropecuária a diversidade da fauna e aumentam a suscep-
e mineral (Ianni, 1979). tibilidade ao fracasso da produção.
Através de concessões dos órgãos gover- sem manejo. Esta atividade pode ser feita com
namentais, algumas empresas madeireiras já fins de exploração de peles, carne e animais
ocupam extensos latifúndios, o que pode con 7 vivos, por exemplo, primatas e peixes orna-
tribuir para a extinção de algumas variedades mentais (Carvalho, 1967).
geográficas inteiramente desconhecidas devi- Das atividades citadas, a mais importante
do às poucas informações a respeito da biolo- corresponde à exportação de peles, que já vi-
gia das espécies amazônicas. Cabe neste ca- timou durante anos, milhares de animais sil-
so, o discutido projeto JARI com mais de . . . . vestres em toda a Amazônia (Carvalho, 1967;
1.400.000 de hectares de área (Fearnside & Hidroservice, 1973) (Tabela 1).
Rankin, no prelo).
Felizmente, a poluição através da fabrica- TABELA 1 — Produção de peles e couros de alguns ani-
ção de celulose e papel não chega ainda a mais silvestres no Estado do Amazonas entre 1950 e
constituir um perigo, dado o baixo número de 1965 (Carvalho, 1967).

indústrias na região, porém, não devemos es


quecer-nos que sua ameaça se encontra pre- ESPÉCIES QUANTIDADES
sente .
Jacarés (Melanosuchus niger e
Caiman crocodilus) 7.517.226
MINERAÇÃO
Lontra (Lutra enudris) 3.170
Atualmente, a mineração apresenta uma Capivara (Hydrochaeris hydrochaeris) 498.868
distribuição ainda restrita na Amazônia brasi- Camaleão (Iguana iguana) 1.660
leira. No entanto, alguns minérios como a cas- Caititu (Tayassu tajacu) 220.447
siterita, abundante em Rondônia, são encon- Ariranha (Pteronura brasiliensis) 7.510

tradas em extensas áreas, podendo, por esse Onça-pintada (Panthera onca) 11.016
Cobra (várias espécies) 1.703
motivo, constituir com sua exploração, um gra-
Gatos (Felis spp.) 7.912
ve risco às populações faunísticas locais.
Peixe-boi (Trichechus inunguis) 121.725
Entretanto, os perigos mais sérios pare- Queixada ou porção (Tayassu pecari) 198.989
cem ser potenciais e são verificados por pro- Veado (Mazama sp.) 222.859
jetos de exploração de minérios, já aprovados,
como é o caso dos minérios de ferro da Serra Total 8.804.637
dos Carajás.
Sabe-se que existem depósitos ferríferos O perigo de ameaça a uma espécie, está
da ordem de 18 bilhões de toneladas, com uma na dependência do valor econômico do seu
área a ser destruída estimada em 590.800 hec- couro. Esse valor é que vai determinar a in-
tares (Polamazônia, 1977). Esses depósitos tensidade de procura da espécie e, conseqüen-
encontram-se numa das regiões mais proble- temente, seu risco de extinção. Como o salá-
máticas para a fauna amazônica, o sul do Es- rio mínimo no meio rural amazônico é muito
tado do Pará {Ayres, 1977). baixo e o preço dos produtos de primeira ne-
cessidade, muito alto, o "caboclo" se vê for-
CAÇA COMERCIAL çado a procurar as atividades extrativistas pa-
Desde 1967, com o surgimento da lei 5.197 ra sobreviver (Tabela 2).
da proteção da fauna, que proíbe a captura de Como a Amazônia não possui mamíferos
animais silvestres para a comercialização de de grande porte, como os que são freqüentes
peles, os dados relativos a esta atividade, de- em outros continentes (África e Ásia), a pro-
sapareceram das estatísticas, ainda que se sai- cura de carne no mercado limita-se a poucas
ba que ela continua a existir de forma clandes- espécies. Historicamente dois animais são
tina. ameaçados face à procura de sua carne, estes
Infelizmente a história do extrativismo na são o peixe-boi (Trichechus inunguis) (Figura
Amazônia servirá como exemplo de exploração 2) e a tartaruga (Podocnemis expansa). A pre-
TABELA 2 — Preços de alguns animais silvestres comercializados na Amazônia legal (várias localidades dos Estados
do Amazonas, Pará e Mato Grosso).

Nome local Espécie Preço (CRS/USS) % do Sal. mínimo


regional

Saguí ou Sauim Saguinus bicolor 300,00/ 10,00 (vivo) 12,84 %


Papagaio Amazona sp. 250,00/ 8,50 (vivo) 10,53
Leãozinho Cebuella pygmaea 300,00/ 10,00 (vivo) 12,84
Macaco de Cheiro Saimirí sciureus 300,00/ 10,00 (vivo) 12,84
Macaco Aranha Ateies paniscus 500,00/ 16,50 (vivo) 21,05
Peixe-boi Trichechus inunguis 5.000,00/165,00 (vivo) 210,9
Onça-pintada Panthera onca 2.100,00/ 70,00 (couro) 88,24
Ariranha Pteronura brasiliensis 800,00/ 27,00 (couro) 33,68
Lontra Lutra enutris 500,00/ 16,50 (couro) 21,05
Gato Maracajá Felis spp. 1.200,00/ 40,00 (couro) 50,7

Fig. 2 — A pesca predatória de peixe-boi levou a espécie ao ponto a ser ameaçada de extinção. Aqui está o resul-
tado de um dia de pesca no lago Aiapuá, no rio Purus (foto tirada do trabalho de Rego, 1944).

ferência por esses animais, provavelmente, re- da são também vendidos clandestinamente
laciona-se com o fato de existirem técnicas nos mercados e restaurantes dos centros ur-
eficientes para conservação, transporte e es- banos como Manaus (Wetterberg et al., 1976)
tocagem de sua carne por um bom tempo. com preços normalmente abaixo dos da carne
Outros animais como a anta, caititu e a queixa- de gado (Tabela 3).
TABELA 3 — Preços de carne de alguns animais selva- res, 1979). Esta atividade é mais generalizada
gens e domésticos nos mercados suburbanos da cida- que a caça comercial, dependendo principal-
de de Manaus (9/1979).
mente da disponibilidade de cada espécie, épo-
ca e método de caça empregado (Smith, 1978;
Cr$/kg Ross, 1978). Algumas espécies são protegidas
por tabus alimentares pelo caboclo e o índio,
Capivara (Hydrochaeris hydrochaeris) 60,00
os quais vêm sendo modificados lentamente
Peixe-boi (Ttrichechus inunguis) 70,00
com a imigração de outras regiões do país e
Queixada ou porção (Tayassu pecari) 40,00
pela falta de outras espécies cinergéticas
Veado (Mazama spp.) 40,00
(Ross, 1978; Smith, 1978).
Tatu (Dasypus spp.) 30,00
Paca (Dasyprocta agouti) 40,00 Como meio de subsistência, essa explora-
Galinha de granja 85,00 ção não constitui atualmente uma ameaça à
Porco doméstico 60,00 fauna local. No entanto, se não for observado
Carne de gado (equivalente) 170,00 um esquema racional de ocupação da área, a
baixa biomassa de vertebrados da região (Fit-
tkau & Klinge, 1973) não poderá suportar a in-
Pouco se conhece a respeito da comercia- tensificação da atividade.
lização de animais vivos na Amazônia brasilei-
ra (Carvalho, 1967), contudo, sabe-se que en- CONSERVAÇÃO E MANEJO DA FAUNA
tre os mamíferos, os primatas são os grupos M A N E J O , FISCALIZAÇÃO E EDUCAÇÃO
mais procurados, tendo especial preferência
os gêneros Saimiri, Aotus e Saguinus (Kalter Dada a pobreza de informações sobre a bio¬
et al., 1976). ta amazônica, os sistemas de manejo usados
nos países desenvolvidos não podem ser apli-
Com a restrição às importações dos prima-
cados a ela nos dias de hoje. Além deste pro-
tas do velho mundo, principalmente os maca-
blema, os sistemas vigentes de fiscalização
cos rhesus (Macaca mulata) provenientes da
não são adequados para a manutenção e a co-
índia, houve um aumento considerável na pro
leta dos dados necessários para avaliar os
cura dos primatas neotropicais pelos laborató-
efeitos da utilização. Das informações biológi-
rios de pesquisas e indústrias farmacêuticas
cas críticas para o manejo de qualquer espé-
(Ihorington, 1969).
cie, deveríamos incluir os seguintes aspectos
O comércio de primatas no Brasil nunca (Giles, 1969) :
se deu em grande escala, já que pelas esta-
a) dinâmica das populações;
tísticas conhecidas, os maiores exportadores
da América do Sul são o Peru e a Colômbia. b) uso do espaço e habitat crítico;
Nesses países, os locais de maior captura e c) cronologia da história natural, época de
exportação são Iquitos (PE) e Letícia (CO), ci- reprodução, sobrevivência da prole, etc;
dades bem próximas à fronteira da Amazônia d) grau de exploração humana.
Ocidental brasileira (Coimbra-Filho, 1972; Mit¬ Nenhum vertebrado endêmico da Amazô-
termeier & Coimbra-Filho, 1977). Somente en- nia chegou a ser estudado a tal ponto que se
tre 1961 e 1971, foram exportados de Iquitos pudesse conhecer todos estes aspectos da sua
mais de 330.000 macacos (Grimwood, 1968, biologia, podendo conseqüentemente fazer-se
Soini, 1972] um manejo apropriado das populações A fi-
nalidade de manejar alguns elementos da fau-
CAÇA DE SUBSISTÊNCIA na não é simplesmente dar proteção aos ani-
Os indígenas e caboclos da região sempre mais em fase de extinção mas visa principal-
dependeram da caça e pesca como fontes na- mente o prolongamento da sustentabilidade da
turais de proteína animai e outros nutrientes caça de subsistência; Tentativas de manejo
(Pierret, 1967, Gross, 1975; Smith, 1976; Shrim- têm sido feitas pelo IBDF, em alguns tabulei-
pton, 1977; Shrimpton et a!., 1978; Ayres & Ay- ros de desova da tartaruga, com resultados ra-
zoáveis (Alho et al., 1979), no entanto faltam sistema aumentaram sensivelmente nos últi-
ainda maiores conhecimentos sobre a biologia mos 3 anos.
da espécie para avaliar o programa. O sistema existente de planejamento dos
Apesar de sua grande extensão florestal, parques (IBDF, 1979) e estações ecológicas
a Amazônia brasileira tem um número muito (SEMA, 1977) está bastante atrasado em rela-
limitado de fiscais. Como por exemplo, o Es- ção às taxas de desmatamentos. As áreas pro-
tado do Amazonas tem apenas 22 fiscais, o postas são, em sua maioria, inadequadas tan-
que corresponde a 1 fiscal para cada 7 milhões to no tamanho, quanto na localização da área
de hectares de floresta. Estes indivíduos são a ser protegida e não leva em consideração a
logicamente os responsáveis pela proteção da imensa diversidade faunística regional. Por
fauna e flora dessa enorme extensão, o que é exemplo, muito pouca ênfase tem sido dada
um trabalho impossível de ser realizado. A aos ecossistemas aquáticos.
fiscalização torna-se importante se efetivamen- Os dados mais importantes sobre a área
te levar ao cumprimento das leis do código mínima de uma unidade de conservação ain-
florestal, especificamente aquelas que dizem da não são conhecidos. Por exemplo: qual é
respeito à fauna. Ao nível mais específico a área mínima para incluir populações geneti
(parques nacionais, reservas e equivalentes) a camente viáveis dos animais que ocupam o to-
fiscalização é crítica para a proteção das uni- po da cadeia alimentar, como a onça-pintada
dades de conservação. O tráfico de peles, cou- (.Panthera onca) ou o gavião real (Harpia har-
ros e animais vivos também poderá ser signi- pyja)?
ficativamente inibido, através das patrulhas de
Para respondermos a problemas deste ti-
guardas florestais nas estradas e principalmen-
po, é lógico que mais estudos devem ser fei-
te nos rios que cruzam a fronteira do país.
tos, no entanto como o tempo necessário pa-
Nestas regiões fronteiriças deveriam ser esti-
ra elucidar tais questões é longo, não podere-
mulados os acordos bilaterais entre os órgãos
mos deter-nos neles sem que antes sejam to-
responsáveis pelo patrimônio biológico do país
madas medidas mais abrangentes. Não quere-
em questão (Pacto Amazônico).
mos com isto dizer que estes estudos não de-
Paralelamente a esse incremento, faz-se vam ser realizados, muito pelo contrário, eles
necessária a elevação dos níveis educacionais deveriam ser intensificados e os desmatamen-
e salariais, já que a maior freqüência de cor- tos desacelerados, até que se conheça o sufi-
rupção nesta profissão, é um reflexo das pre- ciente para planejar racionalmente as áreas de
cárias condições de vida da população. A edu- preservação e exploração não predatória da bio¬
cação preservacionista pode ser feita através ta.
de programas educacionais implantados nos A realidade no entanto é outra. Os órgãos
cursos de alfabetização e 1.° grau, com conti oficiais vêm respeitando muito pouco os prin-
nuidade até ao nível superior. Programas so- cípios ecológicos fundamentais, e indiscrimi-
bre a natureza e conservação na televisão, rá- nadamente vêm determinando áreas para ex-
dios, jornais e revistas poderão contribuir de- ploração, com base em objetivos econômicos
cisivamente para a implantação dessa cons- imediatos.
ciência.
O sistema brasileiro de parques nacionais,
vigente na Amazônia, foi baseado no conceito
PARQUES NACIONAIS
de refúgios (Wetterberg et al., 1977). Estes
As conseqüências das elevadas taxas de refúgios seriam áreas de alto endemismo, for-
desmatamentos anteriormente referidas já co- madas por contrações climáticas durante o
meçam a se fazer sentir nas alterações climá- Pleistoceno e que constituíram o centro de dis-
ticas (Salati & Ribeiro, neste volume) e nos persão e evolução das espécies. O modelo de
problemas com os níveis d'água dos rios e a parques pelo IBDF consiste numa relação de
ciclagem de nutrientes (Schubart, 1977). Des- áreas derivadas da superposição de refúgios
ta maneira as preocupações ao nível de ecos- determinados para alguns organismos. Os gru-
pos incluem pássaros (Haffer, 1969; 1974), la- Para evitar o isolamento e a formação de
gartos (Vanzolini, 1973), duas subfamilias de ilhas genéticas ou refúgios artificiais, deveria
borboletas (Brown et al., 1974; Brown, 1977) e haver uma continuidade entre as unidades me-
4 famílias de plantas (Prance, 1973). Nas áreas nores de cada província biogeográfica e entre
onde os refúgios coincidem mais de duas ve- os parques nacionais. Estes "cinturões ver-
zes, pelos autores são consideradas prioritá- des" que permitiriam um fluxo genético entre
rias e assim por diante. Este modelo estará as populações das espécies de cada uma des-
criando irremediavelmente um isolamento geo tas áreas, poderiam ser estabelecidos com ba-
gráfico sem levar em consideração a variabili- se no item b do Artigo 16 do Código Florestai
dade das raças geográficas nem os ecossiste- (IBDF), segundo o qual qualquer propriedade
rural deverá sempre deixar 50% de floresta in-
mas aquáticos. Além disso, o número de re-
tocados. Assim, teríamos uma forma de orga-
fúgios aumenta inversamente proporcional ao
nização entre os proprietários das estruturas
tamanho do organismo em questão. Assim,
fundiárias de maneira que deixassem intocada
por exemplo, o refúgio de uma borboleta da fa-
exatamente a faixa correspondente ao "cintu
mília Nymphalidae não poderá nunca ter o
rão verde" (Figura 4).
mesmo tamanho que o de uma anta (Lovejoy,
1979). As 12 sub-regiões seriam submetidas a le-
vantamentos sistemáticos para determinar os
Desta proposição, partimos para um mode- seguintes parâmetros :
lo mais abrangente, que é compatível com as
a) situação fundiária, densidade populacio-
áreas propostas pelos técnicos do IBDF (Wet¬
nal humana e distribuição dos grupos in-
terberg et al., 1977; IBDF, 1979) e as subdi-
dígenas;
visões fitogeográficas (Braga, neste volume).
b) ocupação e uso da terra (que poderia ser
Para que seja realmente representativo da
feito facilmente através de imagens de
imensa diversidade o sistema de parques
satélite LANDSAT);
deveria incluir áreas biogeográficas distin-
c) levatamento florístico (Projeto Flora);
tas, cujos componentes apresentassem di-
ferenças funcionais, morfológicas e genéticas d) levantamento faunístico (o ainda não
significativas. Alguns autores como Hershko- existente Projeto Fauna);
vitz (1963), Fooden (1965), Sick (1967), Ávila- e) geomorfologia e geologia;
Píres (1974), Hershkovitz (1978) têm chamado f) uso potencial da terra (agropecuário e
a atenção para a importância dos grandes rios desenvolvimento florestal).
como barreiras de isolamento geográfico pa- Estes levantamentos poderiam ser desen
ra os componentes faunísticos da bacia ama- volvidos por uma equipe de pesquisadores do
zônica. Deste modo, propomos um modelo ba- INPA em conjunto com outras instituições de
seado em 12 regiões biogeográficas distintas pesquisa na região.
(Figura 3), no qual os rios funcionam como bar- Torna-se necessário que se faça com ur-
reiras de isolamento geográfico. Dentro de ca- gência os levantamentos referentes aos itens
da uma destas áreas propostas, teríamos que a e b (no prazo de alguns meses) com bases
proteger os biótopos de maneira que as popu em dados já existentes como as estatísticas
lações endêmicas fossem genética e ecologi cadastrais do INCRA, FIBGE e INPE, de cada
camente viáveis, selecionando-se, para tal, uma das sub-regiões propostas. Deve-se levar
áreas proporcionais à quantidade da fauna e em consideração que a política de distribuição
flora, que eles contêm. Assim 10% ou mais das propriedades, favorecendo o estabeleci-
em áreas contínuas seriam transformados em mento de grandes latifúndios (INCRA, 1974;
Parques Nacionais, e outros 10% seriam divi Santos, 1977) pode ocasionar problemas na ins-
didos em unidades menores de conservação, talação de reservas florestais onde as tensões
tais como, Reservas Biológicas, Estações Eco- fundiárias são grandes como no caso de algu
lógicas, Santuários e Parques Estaduais. mas áreas propostas. Com a expulsão dos pos-
seiros de suas propriedades pelas empresas xistência de uma justiça agrária e uma política
de grande porte, há uma tendência de os mes- de distribuição mais uniforme de terra entre
mos virem a ocupar as áreas destinadas a es- as populações marginalizadas, estes conflitos
tas reservas. No caso amazônico, com a ine- são muito freqüentes.

Fíg. 3 — Definição de 12 grandes regiões, delimitadas pelos principais rios, para fins de preservação da biota. Em
cada região, 10% ou mais em área contínua seriam transformadas em Parques Nacionais; outros 10% seriam divi-
didos em outras unidades de «preservação, tais como, Reservas Biológicas, Estações Ecológicas, Santuários e Par-
ques Estaduais.
Reserva A Reserva B

Fig. 4 — Modelo esquemático para corredores entre Parques Nacionais e ou as demais unidades de conservação
na Amazônia brasileira.

A partir do conhecimento sobre as estatís- CRIAÇÃO E M CATIVEIRO

ticas atuais de ocupação, potencial e planos fu- Têm sido feitas várias propostas de cria-
turos para a utilização de cada uma destas sub- ção de animais silvestres e lacustres em ca-
regiões, poderemos detectar quais as áreas tiveiro para fins econômicos e assim diminuir
prioritárias (levando em conta a ocupação) pa- a saída dos estoques naturais. Até hoje não
ra os levantamentos mais minuciosos. A me- existe nenhum programa ao nível experimen-
dida que cada biorregião for cuidadosamente tal em andamento na Amazônia brasileira, con-
analisada nos parâmetros mencionados, as tudo o projeto CECAM do IBDF está sendo de-
áreas correspondentes à conservação deverão senvolvido. O programa de piscicultura tropi-
ser imediatamente discriminadas e demarca- cal já está sendo implantado em nível experi-
das. mental no INPA (St. Paul & Bayley, neste volu-
Todos os aspectos mencionados acima são me). Os objetivos dos programas de criação em
da mais alta importância e devem ser levados cativeiro podem ser fundamentalmente econô-
adiante o mais breve possível. É melhor que micos e/ou de reintrodução de espécies amea-
tais providências sejam tomadas logo e a ní- çadas em seus habitats originais. No primeiro
vel de ecossistemas, e não ficarmos somente caso, nossos conhecimentos precários sobre a
tentando remediar com programas de salvação biologia reprodutiva, de crescimento e nutri-
de determinadas espécies ameaçadas de extin- cional, resultam numa superestimação da capa-
ção. cidade de desfrute das criações. No sentido
de criar animais para serem reintroduzidos em cies amazônicas, comentando de maneira ge-
seus habitats naturais, a criação em cativeiro ral os problemas de cada grupo que achamos
só será recomendável quando for possível pro- que devem ser tratados com maior atenção. Es-
teger a fauna pelo sistema de parques men- ta lista contém 20 espécies de mamíferos, 5 de
cionados anteriormente. Também, o sistema aves e 3 de répteis. Utilizamos as mesmas ca-
de criadouros particulares, se não for bem fis- tegorias do "Red Data Book" (IUCN, 1974), para
calizado, poderá trazer problemas para a fau- avaliar a situação de cada uma das espécies
na silvestre, pois se tem verificado que geral- constituintes da lista (Tabela 4):
mente estes servem apenas como um dispo- a) ameaçadas — espécies em perigo de
sitivo para burlar a lei que proíbe a comercia- extinção são aquelas cuja sobrevivência é im-
lização de animais silvestres, já que muitos possível se as causas de sua dimiuição conti-
utilizam animais capturados na natureza, co- nuarem a operar. Incluídas as espécies cujos
mo parte de sua produção. números foram reduzidos a um nível crítico
Para concluir, a criação em cativeiro não ou cujos habitats foram tão drasticamente re-
está ainda no estado de produção econômica duzidos que elas estão em perigo imediato de
dada a falta de maiores conhecimentos sobre extinção;
a biologia de cada espécie, e não pode ser b) vulneráveis (V) — espécies que prova-
considerada de grande Importância para a con- velmente estão indo em direção à categoria (A)
servação até que um sistema de unidades de no futuro próximo, se as causas de sua dimi-
conservação esteja funcionando como o tal. nuição populacional continuarem a operar;
No caso da criação econômica, há uma exce-
c) raras (R) — são aquelas com pequenas
ção : existe uma boa base científica para o
populações mundiais que não estão no presen-
manejo da capivara, em cativeiro, adquirido
te em perigo, mas estão em risco, por causa
na Venezuela (Ojasti & Padilha 1972; Ojasti,
de sua distribuição restrita ou estão esparsa-
1973; Gonzalez & Parra, 1975).
mente distribuídas em uma área mais extensa;
d) indeterminadas (I) — são aquelas que
AS E S P É C I E S A M E A Ç A D A S se suspeita estarem em uma das três primei-
ras categorias, mas não há informações sufi-
O problema das espécies ameaçadas de cientes disponíveis.
desaparecimento, vêm preocupando, com o
passar dos anos, o mundo contemporâneo.
ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE ESPÉCIES
Antes do ano 1600, estima-se que as taxas de
AMAZÔNICAS POTENCIALMENTE
extinção naturais eram de uma espécie a cada
AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO
1000 anos. De 1600 até 1950 estas taxas ele-
varam-se ao ponto de haver uma extinção a
M A M MAL IA
cada 10 anos. De 1950 para os dias atuais de-
saparece pelo menos uma espécie a cada ano
Ordem SIRENIA
(Myers, 1976). Na Amazônia, provavelmente
ainda não chegamos a este estágio, todavia O peixe-boi da Amazônia (Trichechus inun-
não estamos muito longe do dia em que co- guis) é um animal historicamente caçado des-
meçarão a desaparecer as primeiras de nos- de o século XVII. Sua distribuição inclui as
sas espécies. Em 1977, durante o primeiro en- águas da bacia amazônica (rio? e lagos) até
contro das entidades conservacionistas, sobre as primeiras corredeiras de cada afluente do
o Comércio Internacional das Espécies da Fau- rio Amazonas (Pereira, 1944; Rego, 1944; Viei-
na e Flora ameaçada de extinção, já havia na ra, 1955; Veríssimo, 1970).
lista oficial da CITES algumas espécies da fau- O peixe-boi é o único mamífero herbívoro,
na amazônica. Eram 14 mamíferos, 2 aves e 4 totalmente aquático, nas sguas da bacia ama-
répteis (IUCN, 1977). Aqui, organizamos uma zônica, onde se alimenta de macrófitas aquáti-
nova lista que acrescenta mais algumas espé- cas (ex: capins, murirú, aguapé, etc.) (Best a,
TABELA 4 — Lista das espécies da fauna amazônica potencialmente ameaçadas de extinção. (A) Ameaçada; (V) Vul-
nerável; (R) Rara; (I) Situação Indeterminada. (1) Destruição do habitat; (2) Comercialização da pele ou carne; (3)
Caça de Subsistência.

Classe/Ordem Espécies Nome Popular Situação Ameaças


Atual Potenciais

MAMMALIA/SIRENIA Trichechus inungiiis Peixe-boi A 2-3

MAMMALl A/CARNÍVORA Panthera onca Onça-pintada V 2-1

MAMMAL] A/CARNÍVORA Felis spp. Maracajás V 2-1

MAMMALIA/CARNÍVORA Atelocynus microtis Cachcrro-do-mato R 1


de orelha curta

MAM MALI A/CARNÍVORA Spheothus venaticus Cachorro-do-vinagre R 1

MAMMALIA/CARNÍVORA Pteronura brasiliensis Ariranha A 2-1

MAMMALIA/CARNÍVORA Lutra enudris Lontra V 2-1

MAMMALIA/EDENTATA Priodonteus giganteus Tatu-canastra V 1-3

MAMMALIA/EDENTATA Myrmecophaga tridactyla Tamanduá-bandeira V 1

MAMMALIA/PRIMATA Ateies paniscus Coatá, Macaco-aranha V 1-3

MAMMALIA/PRIMATA Ateies belzebuth Coatá, Macaco-aranha V 1-3

MAMMALIA/PRIMATA Lagothrix lagothricha Macaco barrigudo V 1-3

MAMMALIA/PRIMATA Cacajao calvus calvus Uacari branco V 3-1

MAMMALIA/PRIMATA Cacajao melanocephalus Uacari cabeça preta V 3-1

MAMMALIA/PRIMATA Chiropotes albinasus Cuxiú-de-nariz vermelho V 1-3

MAMMALIA/PRIMATA Chiropotes satanás satanás Cuxiú preto A 1-3

MAMMALIA/PRIMATA Saguinus imperator Bigode, Saguí de bigode V 1

MAMMALIA/PRIMATA Saguinus bicolor Saguí de colar, Sauim A 1

MAMMALIA/PRIMATA Callimico goeldi Callimico R 1-2

AVES/FALCONIFORMES Harpia harpyja Gavião real ou Uiraçu R 1

AVES/FALCONIFORMES Morphus guianensis Uiraçu menor R 1

AVES/GALLIFORMES Crax fasciolata pinima Mutum pinima A 1-3

AVES/PASSERIFORMES Haematoderus militaris Anambá vermelho R 1

AVES/PSITTACIFORMES Aratinga guarouba Ararajuba V 1-2

REPTILIA/CHELONIA Podocnemis expansa Tartaruga V 2-3

REPTILIA/CROCODILIA Melanosuchus niger Jacaré-açu A 2

REPTILIA/CROCODILIA Caimán crocodilus Jacaretinga V 2

no prelo). Quando adulto, atinge até 3 metros filhotes nascem durante a enchente, quando
de comprimento chegando a pesar entre 400- há maior produção de plantas aquáticas (Best
òOOkg. A fêmea tem um filhote de cada vez, b, no prelo).
a cada três anos, cuja gestação e desmame É considerado atualmente pelo IBDF e
dura aproximadamente 12 e 18 meses respec- IUCN como espécie ameaçada de extinção da-
tivamente (Hartman, 1968; Dekker, 1978). Os da a sua alta exploração a algumas décadas
atrás. A maior predação da espécie ocorreu fecção de casacos em outros países. Somen-
entre 1935 e 1954, quando foram exportados, te de Belém em 1969, foram exportados cerca
de acordo com as estimativas, aproximada- de 2.115 kg de peles desta espécie (Dougthy
mente 200.000 couros (Mendes, 1938; Pereira, & Myers, 1971) e aproximadamente 11.000 pe-
1944). Mais recentemente houve grandes ma- les foram exportadas do Estado do Amazonas
tanças nos lagos de Coari, Tefé e Manacapuru em 9 anos, entre 1950 e 1965 (Carvalho, 1967).
durante a grande seca de 1963, quando os boia- O valor do couro de onça-pintada no inte-
douros e poços secaram muito deixando os rior do Amazonas está entre 1.800 a 2.500
animais extremamente vulneráveis aos pesca- cruzeiros (60 a 82 dólares) e recentemente vá-
dores. O peixe-boi está protegido por lei des- rios couros foram encontrados numa área per-
de 1967 (IBDF, 1967), mas com a fiscalização to do Japurá, sendo exportados pela fronteira
deficiente, sua pesca é feita ern toda Amazô- colombiana. Em alguns locais como o sul do
nia dada sua carne saborosa. Pará, tomado pelos grandes projetos agrope-
cuários, as populações de onça provavelmen-
Recomendações : te estão em sensível declínio.
a) Aumentar a fiscalização nas áreas co- Não sabemos ainda qual é a área mínima
nhecidas como boiadouros e poços e aos necessária para sustentar uma população ge-
paranás de arribação (onde os peixes- neticamente viável da espécie, mas acredita-
boi ficam empoçados durante a estação se que é muito grande e tem que incluir si-
seca) especialmente nos anos que o multaneamente populações razoáveis de pre-
Amazonas e tributários baixam mais sas para as onças. Se estas populações de
que o normal. animais predados não existirem em quantida-
b) Escolher áreas com populações razoáveis des que sejam suficientes para manter suas
do peixe-boi para serem protegidas co- populações, a onça-pintada procurará outras
mo unidades de conservação. fontes de alimento, tais como animais domés-
c) Continuar as pesquisas em andamento ticos e então passará a ser uma ameaça para
para melhor proteger e manejar a espé- os criadores de bovinos e bubalinos.
cie. Os gatos maracajás, jaguatiricas, etc. (Fe-
Ordem CARNÍVORA lis spp), formam um complexo de Felidae me-
nores que, como a onça-pintada, são muito pro-
Os animais pertencentes a esta ordem são
curados por suas peles. Isto, somado às des-
ameaçados por três razões que, em ordem de
truições dos habitats naturais das espécies,
importância são as seguintes :
têm reduzido bastante as populações destas
a) comercialização de peles; espécies. Somente do Brasil, foram exporta-
b) destruição dos habitats naturais; das em 1969, cerca de 81.226 peles destes ga-
c) problema da predação de animais domés- tos sendo a maioria proveniente do Estado do
ticos, principalmente o gado. Pará (Doughty & Myers, 1971) e seus couros
Como estes animais são carnívoros, e ocu- têm valor relativamente alto (1.200,00 cruzei-
pam o ponto mais alto da cadeia alimentar, ros = 40 dólares), quase igual ao da onça-pin-
estes exigem uma área bastante grande para tada.
sobreviver, fato que entra imediatamente em Estes animais, por possuírem menor por-
conflito com os interesses de desenvolvimen- te e ter um ciclo reprodutivo mais rápido, têm
to agropecuário e florestal da Amazônia. as populações nativas geralmente maiores
A onça-pintada (Panthera onca) está distri- que as da onça-pintada, mas não podemos di-
buída em toda a bacia amazônica (Cabrera, zer qual é o grau de ameaça a que as popula-
1957), é o maior e mais espetacular de todos ções do grupo são mais susceptíveis.
os gatos neotropicais e o adulto pode pesar até A ariranha (Pteronura brasiliensis) está dis-
140 kg (Coimbra-Filho, 1972). É muito pro- tribuída provavelmente em todos os rios da
curado por sua pele, que é utilizada na con- bacia amazônica (Vieira, 1955; Cabrera, 1957).
É, provavelmente, dentre os componentes da Recomendações :
mastofauna da região, aquele que se encontra a) Aumentar a fiscalização sobre os que
em maior grau de ameaça de extinção. Tanto estimulam a perseguição das espécies
seu couro como o animal vivo têm altas cota- que são caçadas por causa da sua pele,
ções no mercado internacional. Como a arira- principalmente na Amazônia ocidental,
nha é um animal de hábitos diurnos, aquáticos por onde estão sendo exportados atual-
e anda, muitas vezes, em grupos familiares mente.
extensos, fazendo muito barulho, ficam sus-
b) Estudos ecológicos para determinar que
ceptíveis à caça. Não é raro um caçador aba-
condições devem ser fornecidas nos
ter a família inteira. A destruição das flores-
Parques e Reservas, para assegurar a
tas ao longo dos rios e o aumento do movi-
sobrevivência das espécies.
mento das embarcações são fatores igualmen-
te importantes para o desaparecimento da es-
Ordem EDENTATA
pécie. Com a recente abertura de rodovias no
sul da Amazônia (Exemplo : AR-01) vão acabar o tatu-canastra (Priodontes giganteus), é o
com as razoáveis populações existentes na- maior de todos os animais componentes desta
quela região, nos rios do Sangue, Juruena, Ari- ordem e pode atingir até 60 kg de peso (Coim-
puanã e Canumã. bra-Filho, 1972). Este animal é perseguido em
alguns locais, dada sua carne, além de outros
As lontras (Lutra enudris) encontram-se
tatus. É noturno e normalmente muito raro,
em situação semelhante às das ariranhas, em-
mas deixa vestígios, por exemplo, suas tocas
bora suas populações pareçam ser maiores e
que são facilmente perceptíveis tornando-o
o valor comercial de sua pele mais baixo no
vulnerável ao caçador. Tem valor muito alto
mercado internacional.
no mercado internacional quando é apanhado
Os cachorros-do-mato de orelha curta e vi- vivo. A biologia da espécie ainda é muito pou-
nagre (Atelocynus microtis e Speothus vena- co conhecida.
ticus), o primeiro endêmico da Amazônia, são
O tamanduá-bandeira Myrmecophaga tri-
raros e muito pouco conhecidos mesmo pa-
dactyla), é mais conhecido como um animal
ra habitantes da região. O cachorro-do-mato de
dos campos, no entanto, ele existe em toda a
orelha curta está distribuído em toda a Ama-
Amazônia, na floresta tropical úmida, onde pro-
zônia desde o nível do mar até 1000 metros
vavelmente a densidade populacional é mais
de altitude. Sua pelagem sugere que estão
baixa, podendo ser considerado um animal ra-
adaptados a locais com alta pluviosidade
io, sujeito à vulnerabilidade das destruições
(Hershkovitz, 1961). O cachorro-do-mato vina-
florestais, pois tem um alcance territorial de
gre tem distribuição mais extensa que o ante-
aproximadamente 2.500 hectares, que está re-
rior, é aparentemente noturno e costuma caçar
lacionado com a disponibilidade dos formiguei-
em grupo. Nada muito bem e vive nas matas
ros (Montgomery & Lubin, 1977).
primárias de terra firme ou formações de cer-
rados (Walker et al., 1968).
Recomendações :
Embora nenhum dos dois cachorros-do-ma-
a) Estudos dos parâmetros biológicos críti-
to sejam caçados em razão de sua pele ou de
cos das espécies.
sua carne, suas populações devem estar so-
frendo reduções com a destruição dos ambien- b) Localização de áreas adequadas para a
tes naturais. Até que estes animais sejam me- proteção das mesmas.
lhor conhecidos com relação à sua biologia,
ecologia e distribuição teremos que conside- Ordem PRIMATES

rá-los vulneráveis, em face da destruição da Basicamente, 2 fatos são os responsáveis


floresta amazônica. No Brasil, todos estes pela diminuição das populações de primatas
animais da ordem Carnívora citados, estão pro- na Amazônia brasileira : a destruição dos ha-
tegidos por lei. bitats e a caça de subsistência. O último é
decorrente do primeiro, pois com a diminuição 1968). O cuxiú-de-nariz vermelho (Chiropotes
das populações de animais de maior porte albinasus) tem uma distribuição muito ampla
(anta, queixada, capivara, e t c ) , por causa do entre os rios Xingu e Madeira (Napier, 1976)
desmatamento, os caboclos passam a abater no entanto, a densidade baixa e o grande nú-
macacos de porte maior como fonte de proteí- mero de projetos que estão sendo implanta-
na animal. A captura de animais vivos para dos na área põe em risco a espécie. O cuxiú
exportação e uso em pesquisas biomédicas já preto (Chiropotes satanás satanás) (Figura 5)
atingiu há alguns anos as populações vizinhas é uma das espécies mais problemáticas visto
da fronteira da Amazônia ocidental, mas não que sua ocorrência geográfica está limitada à
podemos considerar como uma ameaça poten- região entre o rio Xingu e a pré-amazônia mara-
cial. nhense, local com densidade demográfica hu-
Dentre as 50 espécies existentes neotro- mana alta e onde estão instaladas maior nú-
picais, 30 ocorrem na região. Aqui considera- mero de empresas agropecuárias.
remos as 9 que estão com maiores problemas Os coatás e os macacos barrigudos (Ateies
pelos motivos acima expostos. belzebu th, Ateies paniscus e Lagothrix lagothri-
O uacari-branco (Cacajao calvus calvus), cha), da sub-família dos Atelineos, necessitam
tem uma distribuição muito restrita numa área também de uma área relativamente grande pa
entre o rio Solimões, o rio Japurá e o Auatí-pa-
raná, no alto da bacia amazônica (Mittermeier
& Coimbra-Filho, 1977). Como a área de ocor-
rência geográfica é relativamente pequena,
qualquer alteração do habitat poderá trazer
problemas para esta subespécie. O uacari de
cabeça preta (Cacajao melanocephalus) ocorre
entre o rio Negro e o rio Japurá em populações
esparsamente distribuídas, cuja biologia pouco
se sabe ainda (Hernandez-Camacho & Cooper,
1976; Napier, 1976). São muito caçados na
Amazônia brasileira, principalmente para ser-
virem como isca para pesca de tartarugas ou
em armadilhas para captura de gatos selva-
gens (Mittermeier & Coimbra-Filho, 1977).
Os cuxiús (Chiropotes spp.) bem como os
outros macacos maiores são bastante caçados
para a alimentação humana e com sua cauda
são fabricados espanadores que são vendidos
nas lojas de artesanato dos grandes centros
urbanos (Ayres, 1977).
tstes animais andam em grupos relativa-
mente grandes, 20-30 animais, podendo assim,
com certa facilidade serem observados pelos
caçadores. Eles têm uma dieta muito especial
(são predadores de semente) em comparação
com os primatas neotropicais, o que resulta
numa área mais ampla para a viabilidade de
um grupo e densidades relativamente baixas
Flg 5 — O cuxiú-preto (Chiropotes satanás satanás)
(Ayres, 1977). O potencial reprodutivo é bai- está sendo considerado uma das espécies mais amea-
xo, eles têm apenas um filhote de cada gesta- çadas na Amazônia brasileira devido à destruição dos
ção, que dura quase 6 meses (Hill, 1960; Hick :
habitats naturais, no sudeste do Pará.
ra sobreviver (320 hectares para o coatá, foi Poço (PA), área que deveria ser também
encontrada por Klein & Klein, 1973). Pesam de protegida urgentemente, dados os altos
5 até 9 kg (Napier & Napier, 1967) e por isto índices de ocupação na área da bacia dos
são bastante caçados (Ayres & Ayres, 1979) rios Capim e Guamá.
em sua área de ocorrência geográfica. d) Aumentar a fiscalização nas fronteiras
O callimico (Callimico goeldi) o único re- para evitar a exportação de animais vi-
presentante da família Callimiconidae é ainda vos.
pouco conhecido em relação à sua distribuição.
Estudo recente (Pook & Pook, 1979) revela que AVES

o callimico possui densidade de 0.5-2.0 indí- As aves parecem estar menos ameaçadas,
víduos/km2, sendo estas populações concen- até certo ponto por falta de pesquisas sobre
tradas em grupos localizados com cerca de 6 sua distribuição e dinâmica de suas popula-
nimais. Como estes têm uma cotação muito ções, sendo que as espécies de valor econô-
alta no mercado internacional de zoológicos, mico mais alto são perceptíveis a este respei-
sua captura em alta escala, como vinha ocor to. Os pássaros aqui tratados, dentre os co-
rendo no rio Acre (Pook & Pook, 1979), pode nhecidos, podem ser considerados como os
agravar as populações da espécie, já com pro- mais ameaçados e a lista ainda está bastante
blemas em relação aos desmatamentos inten incompleta.
sivos. O gavião real (Harpia harpyja) e o uiraçu-
Entre os primatas menores (Callithrichi- menor (Morphnus guianensis) as nossas maio-
dae), pouco se sabe sobre o saguí (Saguinus res aves raptoriais, estão, como a onça-pinta-
imperator) que ocorre no sudeste da Amazônia da, no ponto mais alto da cadeia alimentar, co-
brasileira (Napier, 1976), com distribuição re- mendo principalmente mamíferos arbóreos co-
lativamente restrita à área que está sendo to- mo macacos e preguiças (Fawler & Cope, 1964).
mada pelos grandes projetos agropecuários. Por possuírem um alcance territorial muito
O sauim, da região de Manaus (Saguinus grande estão ameaçadas pela destruição dos
bicolor bicolor), possui também uma distribui- habitats e das presas naturais. São considera-
ção mal conhecida (Hershkovitz, 1978. Apa- dos animais raros (Sick, 1972).
rentemente, está limitada às proximidades de O mutum pinima (Crax fasciolata pinima)
Manaus, na área de influência da SUFRAMA e foi considerado extinto durante muitos anos
pode ser considerada em declínio, apesar de Vaurie, 1968) porém a subespécie ainda vive
sobreviverem em matas secundárias, por di- no leste do Tocantins até o Maranhão hileano
minuição considerável do habitat, nos últimos apesar dos desmatamentos intensivos e da
12 anos. caça pelas populações locais (Novaes, 1978).
A anambé escarlate (Haematoderus mili-
Recomendações : taris) é uma ave quase lendária por não ser co-
a) Fazer levantamentos sistemáticos das nhecido ainda nada sobre o comportamento, e
populações de primatas na Amazônia pa- por nunca ter sido muito freqüente (Novaes,
ra determinar as áreas potenciais para com. pessoal). Sua existência no leste do Pa-
a proteção das espécies. rá está ameaçada pelas devastações intensas
b) Incentivar os estudos relativos aos Pithe- na área de influência da Belém-Brasília (Sick,
cinae (principalmente Cacajao spp.} e 1972). Possivelmente ainda existem popula-
Lagothrix lagothricha, sobre os quais ções da espécie ao sul de Ourém (PA) nas pro-
quase nada se conhece. ximidades da vila Arauaí (Novaes, com. pes-
c) Quanto ao Cacajao c. calvus, estabele- soal).
cer um Parque Nacional em sua restrita A ararajuba (Aratinga guarouba) um dos
área de ocorrência geográfica. O Chiro- mais belos papagaios do Amazonas, devido a
potes s. satanás ainda é encontrado ao sua coloração amarelo vivo, cuja distribuição
sul dos municípios de Ourém e Capitão vai desde a hiléia pré-maranhense até o rio
Tapajós, com algumas populações no Parque sabe sobre sua biologia na Amazônia. O jaca-
Nacional da Amazônia (Oren, com. pessoal, ré-açu foi pouco estudado e muito explorado
Foeshaw & Cooper, 1973). São normalmente (Medem 1963, 1971b; Nicéforo, 1955). É con-
raros e muito valorizados no mercado interna- siderado como uma das espécies de jacarés
cional, correm certo risco pois grande parte de mais ameaçadas na região neotropical. Nada
sua área de ocorrência está localizada no les- se sabe sobre a biologia de M. niger exceto al-
te amazônico, atualmente bastante danificado. gumas observações superficiais. Esta espécie
está distribuída em toda Amazônia, mas seus
Recomendações: requerimentos básicos de habitat são desco-
a) Intensificar os estudos sobre a biologia nhecidos e pode ser difícil determiná-los, ago-
e distribuição das espécies. ra que suas densidades foram alteradas pela
b) Estabelecimento de alguma unidade de caça. A única informação que temos sobre a
conservação à leste do rio Tocantins pa- situação da espécie é que suas peles formam
ra proteger principalmente a Aratinga uma pequena parte da comercialização ilegal,
guarouba, Crax fasciolata pinima e Hae- daí seu alto valor comercial. Obviamente, o
matoderus militaris. número de indivíduos foi largamente reduzido
em comparação aos citados por Bates (1863)
RÉPTEIS e Hagmann (1909).
Três espécies de répteis amazônicos con-
tribuíram significativamente para a economia Recomendações :
extrativista da Amazônia brasileira : o jacaré- a) Levantamentos sistemáticos feitos ime-
açu (Melanosuchus niger), o maior de nossos diatamente para determinar a situação
jacarés, seguido em tamanho pelo jacaretinga atual das populações.
(Caiman crocodilus). O primeiro foi, e ainda é, b) Proteger as espécies com a criação de
perseguido principalmente por causa do seu reservas especiais que contenham popu-
couro. A tararuga (P. expansa) é ainda bem lações razoáveis e habitat adequado.
conhecida por sua carne saborosa e sua banha c) Aumentar a fiscalização nas fronteiras
para a fabricação de cosméticos. para diminuir a saída de couros e carne
seca.
Ordem CROCODILIA
Ordem CHELONIA
(por William Magnusson)
Quase todos os quelônios amazônicos são
Ocorrem 4 espécies de jacarés na Amazô- perseguidos desde o tempo em que chegaram
nia, o Caiman crocodilus, o Paleosuchus palpe- aqui os primeiros colonizadores. A tartaruga
brosus, P. trigonatus e M. niger (Carvalho, (P. expansa) que pode alcançar até 82 cm de
1951). O gênero Paleosuchus não tem valor co- comprimento, (Alho et al., 1979) é o maior dos
mercial no mercado de peles (Vanzolini, 1972; quelônios amazônicos, e aquele que sofre a
Medem, 1971a) mas, hoje em dia está sendo maior predação (Mittermeier, 1978; Smith,
procurado pela sua carne juntamente com as 1974, 1979). A tartaruga é vendida a preços
outras espécies. O jacaretinga tem sido caça- muito altos nos grandes centros urbanos. O
do intensivamente nos últimos anos em razão método mais comum é capturar as fêmeas no
da sua pele, cujo valor comercial é menor que tabuleiro de desova, onde o coletor poderá apa-
o de Melanosuchus, desde que houve um declí- nhar os ovos além das fêmeas. Como a tarta-
nio considerável das populações do jacaré-açu ruga desova em tabuleiros específicos e em
pela caça intensiva. É considerado como vul- grandes grupos, ela está particularmente amea-
nerável, mas não está em perigo imediato de çada. Os outros quelônios de porte menor co-
extinção (observações pessoais; Vanzolini & mo o tracajá (P. unifilis), a irapuca (P. cayen-
Gomes, 1979). O jacaretinga foi estudado in- nenesis), cabeçuda (P. dumeriliana), o iaçá (P.
tensivamente nos Manos venezuelanos (Staton sextuberculata) e o muçuã (Kinosternum scor-
& Dixon, 1975; 1977), contudo, muito pouco se pioides) também são muito perseguidos.
O IBDF está protegendo alguns tabuleiros AVRES, J. M . & AYRES, C .
1979 — Aspectos da caça no alto rio Aripuanã.
de desova da espécie. Os indivíduos são reti-
Acta Amazónica, 9 (2): 287-298.
rados quando nascem e posteriormente são li-
BAIES, H . W.
berados em outros lagos próximos. Com a pro-
1863 — "The Naturalist on the River Amazonas".
teção, está havendo um aumento no número John Murray, London. 389p.
de adultos nas praias de desova, no entanto, BEST, R. C.
este aumento se deve ao fato de haver menor s/d a — Foods and feedig Habitats of wild and capti-
distúrbios nestes tabuleiros, pois não há tem- ve Sirenia. In: Manual Revierv. 78p. (no
po suficiente para falar em aumento dos adul- prelo).
s/d b — Seasonal breeding in the Amazonian mana-
tos reprodutivos.
tee Trichechus inunguis (Mammalia : Sire-
Nada se sabe sobre o efeito de retirar os nia). Biotropica: (no prelo).
recém-nascidos e mudá-los para outros locais. BROWN, K . S.

Mesmo que isto aumente a sobrevivência da 1977 — Centros de evolução refúgios quaternários
prole face a predação, do que também não há e conservação de patrimônio genéticos na
região neotropical : padrões de diferencia-
provas, não poderemos avaliar sobre que pro- ção. Ithoniinae (Lepidoptera : Nymphalídae)
cessos estão envolvidos para determinar o lo- Acta Amazônica, 7: 75-137.
cal de postura destes indivíduos e a localiza- BROWN, K. S.; SHEPPARD, p. M. & TURNER, J. R.
ção dos tabuleiros (Granda & Maxwell, 1978). 1974 — Quaternary refugia in tropical America : evi-
dence from race formation in Heliconius
butterflies. Proc. Royal Society, (B), 187:
Recomendações :
369-378.
a) Intensificar os estudos relativos a biolo- CABRERA, A .
gia das espécies (curvas de sobrevivên- 1957 — Catalogo de los Mamíferos de America del
cia, processo de escolha do local de de- Sur. Rev. Mus. Argent. Cienc. Natur.
"Bernardino Rivadavia", 1 — 2: 1-732.
sova, e t c ) .
CARDOSO, F . H . & MÜLLER, G .
b) Aumentar o número de tabuleiros prote- 1978 — Amazonia : — Expansão do Capitalismo.
gidos, em região diversas. CEBRAP, ed. Brasilíense. 208p.
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