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REFINARIA ABREU E LIMA

A Refinaria Abreu e Lima (RNEST) iniciou suas operações em 2014 com o

primeiro conjunto de unidades (Trem I). Está localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, distante 45 km do Recife, em Pernambuco.

É a mais moderna refinaria já construída e contribui no atendimento da demanda

nacional por derivados de petróleo. Dentre todas as refinarias brasileiras, A RNEST apresenta a maior taxa de conversão de petróleo cru em diesel (70%), combustível essencial para a circulação de produtos e riquezas do país.

A refinaria conta com avançadas tecnologias de refino e é a unidade da Petrobrás

com maior nível de automação. Sua concepção foi projetada para atender a diretrizes de categoria internacional e contempla tecnologias que respeitam o meio ambiente, com destaque para o alto nível de confiabilidade e desempenho, atendimento à qualidade dos produtos, baixo custo de manutenção, baixo consumo energético, uso otimizado de água e a máxima segurança operacional.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

A RNEST foi projetada com dois conjuntos de unidades de refino independentes

para a flexibilidade na utilização de vários tipos de petróleo com maior confiabilidade operacional. - Capacidade de processamento: 230 mil barris de petróleo por dia

- Produção: focada em diesel (70%). A refinaria foi projetada para produzir

diesel com baixo teor de enxofre de acordo com os rígidos padrões internacionais, o Diesel S-10 (concentração de 10 partes por milhão de enxofre). Dentre as principais vantagens ambientais do Diesel S-10 está a redução em até 80% das emissões de

material particulado e em até 98% das emissões de óxidos de nitrogênio.

- Produtos: Diesel S-10, nafta, óleo combustível, coque, GLP (Gás liquefeito de petróleo).

DADOS TÉCNICOS BÁSICOS DA REFINARIA

Com os dois conjuntos de refino operando, a Refinaria Abreu e Lima conta com as seguintes unidades:

- Duas unidades de destilação atmosférica (UDA)

- Duas unidades de coqueamento retardado (UCR)

- Duas unidades hidrotratamento de diesel (HDT-D)

- Duas unidades hidrotratamento de nafta (HDT-N)

- Duas unidades de geração de hidrogênio (UGH)

- Duas unidades de abatimento de emissões (SNOX)

O

projeto

também

prevê

unidades

de

utilidades

auxiliares

e

facilidades

logísticas.

MERCADOS ATENDIDOS

A RNEST refina petróleo e produz derivados para o mercado desde dezembro de

2014. A refinaria tem como objetivo principal produzir óleo diesel e viabilizar o atendimento da demanda de derivados da região Norte e Nordeste, com redução das importações.

SOBRE CADA DERIVADO:

Diesel S-10:

O óleo Diesel, em suas diversas denominações, é o principal combustível

comercializado no mercado brasileiro, utilizado no transporte de cargas e de passageiros, em embarcações, na indústria, na geração de energia, nas máquinas para construção civil, nas máquinas agrícolas e locomotivas, atendendo as necessidades dos

consumidores e as mais avançadas tecnologias em motores e combustão. Em 2013, o Diesel S-10, que contém o baixíssimo teor de enxofre de 10

miligramas para cada 1.000.000 de miligramas do produto (10 partes por milhão), substituiu o Diesel S-50.

O Diesel S-10, que contém o equivalente a um teor máximo de enxofre de 10

miligramas para cada 1.000.000 de miligramas do produto (10 partes por milhão), é adequado para as novas tecnologias de controle de emissões dos novos motores a diesel fabricados a partir de 2012. Ele possibilita a redução das emissões de material

particulado em até 80% e de óxidos de nitrogênio em até 98%. Tem ainda número de cetano 48 (medida de qualidade da combustão a diesel), oferecendo a qualquer veículo, mesmo os fabricados antes de 2012, uma melhor conservação do motor e redução dos custos de manutenção.

Nafta:

Derivado de petróleo utilizado principalmente como matéria-prima da indústria petroquímica (“nafta petroquímica” ou “nafta não energética”) na produção de eteno e propeno, além de outras frações líquidas, como benzeno, tolueno e xilenos. A nafta energética é utilizada para geração de gás de síntese através de um processo industrial (reformação com vapor d’água). Esse gás era utilizado na produção do gás canalizado doméstico. Fração do petróleo obtida diretamente na unidade de destilação atmosférica ou nos diversos processos de conversão: (I) reforma catalítica, (II) alquilação, (III) isomerização, (IV) craqueamento, (V) catalítico fluido, (VI) coqueamento retardado ou (VII) hidrocraqueamento. → Cada um desses processos gera uma nafta com características particulares (composição, estabilidade, número de octano, volatilidade). A mistura de diversas naftas é uma operação usada para gerar a gasolina especificada quanto às suas propriedades requeridas para uso nos motores de combustão interna, que operam segundo o ciclo Otto (ignição por centelha).

Óleo Combustível:

O óleo combustível é um derivado do petróleo obtido no processo de refino. De

acordo com os processos e misturas que passa nas refinarias, ele apresenta uma diversidade de tipos que atendem as mais variadas exigências do mercado.

O produto é utilizado pela indústria para aquecimento de caldeiras e fornos, ou

em motores de combustão interna para geração de calor.

O óleo combustível derivado de petróleo, também chamado óleo combustível

pesado ou óleo combustível residual, é a parte remanescente da destilação das frações do petróleo, designadas de modo geral como frações pesadas, obtidas em vários

processos de refino. A composição bastante complexa dos óleos combustíveis depende não só do petróleo que os originou, como também do tipo de processo e misturas que

sofreram nas refinarias, de modo que pode-se atender as várias exigências do mercado consumidor numa ampla faixa de viscosidade. Largamente utilizados na indústria moderna para aquecimento de fornos e caldeiras, ou em motores de combustão interna para geração de calor, os óleos combustíveis subdividem-se de acordo com sua origem e características. Os óleos combustíveis são classificados de acordo com os limites de viscosidade e teor de enxofre, conforme segue:

O óleo combustível em turbinas geradoras de energia elétrica OCTE, que é

usado em substituição ao gás natural. Além do OCTE, há outros óleos combustíveis que são classificados de acordo

com os limites de viscosidade e teor de enxofre.

Coque:

O coque verde de petróleo é um produto obtido do processamento de frações

líquidas em Unidades de Coqueamento Retardado (UCR). Trata-se de um material com elevado teor de carbono fixo composto por hidrocarbonetos e baixos teores de compostos inorgânicos. Sua aparência é de um granel formado por fragmentos sólidos de cor negra, sendo que o termo “verde” em sua denominação refere-se ao estágio do seu processo de produção.

O coque verde de petróleo produzido em nossas refinarias tem como grande

diferencial o baixo teor de enxofre, raro em comparação ao nível mundial, sendo um produto de maior valor agregado e de menor impacto ambiental. A aplicação do CVP em cada segmento industrial é feita de acordo com a combinação de suas características com o processo industrial. O mercado onde o coque verde de petróleo tem aplicação é muito extenso. É um dos produtos derivados direto do petróleo com o maior potencial de utilização industrial.

Principais segmentos industriais onde o CVP pode ser utilizado são:

Siderurgia (sinterização, pelotização, alto-forno, fabricação de coque metalúrgico, PCI)

Abrasivos (carbeto de silício)

Ferro-gusa

Ferro-ligas

Carboníferas

Cerâmica

Cimenteira

Termelétricas a carvão

Fundição

Calcinação

Gaseificação

Secagem de grãos

Indústria Química

GLP (Gás liquefeito de petróleo):

O “gás de cozinha”, como é conhecido popularmente o gás liquefeito de petróleo por causa de sua utilização principal na cocção de alimentos, é uma das frações mais leves do petróleo e sua queima é muito limpa, com baixíssima emissão de poluentes. Por causa dessas características, ele é utilizado em ambientes fechados, como na cozinha da sua casa, ou em aplicações industriais sensíveis a poluentes, como na fabricação de vidros, cerâmicas e alimentos. O “gás liquefeito” seria um gás ou um líquido? A explicação é simples: em condições atmosféricas normais, ele é encontrado na forma gasosa. Porém, do processo de produção até o envasamento nos botijões de aço, ele é mantido na forma líquida, sob pressão.

IMPACTOS AMBIENTAIS, ECONÔMICOS E SOCIAIS

Infraestrutura:

Trânsito intensificado de veículos: O trânsito intensificado exerce pressão sobre a infraestrutura viária, promovendo algum tipo de desgaste;

Crescimento Urbanístico: advém do deslocamento da população em busca de emprego para as proximidades da refinaria. O crescimento urbanístico deste processo, se realizado sem planejamento e adequação, pode gerar o surgimento de doenças associadas, como: esquistossomose, leischmaniose e doenças vermífugas. Fatores Ambientais:

Os fatores ambientais considerados foram: qualidade do ar, poluição dos recursos hídricos, e perda e contaminação do solo. Sobre fauna e flora não foram previstos impactos, uma vez que estes já ocorreram à época da implantação de Suape.

Qualidade do Ar: Os impactos relevantes sobre a qualidade do ar advêm das emissões atmosféricas da operação da refinaria, compostas basicamente de SOx, NOx.

H 2 S e mercaptans. A altura das chaminés do forno e dos flares pode transferir o

problema de local, uma vez que óxidos de enxofre e nitrogênio viajam longas distâncias. No entanto, algumas estimativas revelam que, para o caso em questão, estas viagens devem-se ater a uma distância máxima de 5 km. Recursos Hidrícos: O impacto potencial sobre os recursos hídricos da região é previsto advir de duas fontes: a primeira, nas fases de implantação e operação, a partir do seu uso e descarga pelo pessoal de apoio; e a segunda, de maior significância, a partir de sua poluição por óleo, graxa ou similares.

Fatores Socioeconômicos

Aumento do PIB dos municípios do entorno e de Pernambuco como um todo:

Previu-se, em 2003, fazia-se uma previsão de impacto sobre o PIB. Estimou-se que o PIB chegaria a crescer em até 10% devido à instalação da refinaria, devido:

Emprego: Na fase de operação, a geração de 900 empregos diretos e 2.700 empregos indiretos. Ressalte-se que a base da indústria destes municípios, sobretudo do Ipojuca, se refere às usinas de açúcar e álcool, que apresentam sazonalidade bastante conhecida na região. Assim, no período de entressafra, há um grande contingente de trabalhadores sem emprego e o poder público tem que arcar com medidas de apoio. Consequentemente, pode-se caracterizar como um benefício adicional, além do emprego em si, uma redução na instabilidade para a economia local, já que a refinaria irá absorver, no período de plena operação, aproximadamente 1.050 trabalhadores da região.

Arrecadação Tributária: Aumento de arrecadação das atividades de comércio intensificadas e também dos serviços. Mas o maior impacto sobre a arrecadação tributária advém mesmo das atividades de operação da refinaria.

Valores individuais e coletivos A construção da refinaria tem ainda outro impacto importante sobre os valores individuais e coletivos da comunidade, que é o da internalização da modificação da paisagem como um referencial positivo. A perda do mangue, mata atlântica, fauna e

flora de uma forma geral tem sido internalizada como positiva, desde que substituída por um projeto gerador de empregos. O impacto positivo nos valores individuais e coletivos ocorre pelo vislumbre de possibilidade de emprego e melhoria nas condições de vida da população de uma forma geral.

TRANSPORTE DOS DERIVADOS Os combustíveis produzidos na refinaria são embarcados nos dois píers de granéis líquidos existentes. Nos píers há sistemas de combate a incêndios e sistemas de contenção de vazamentos. Além disso, durante as descargas e os carregamentos de navios, a PETROBRAS, preventivamente, utiliza barreiras flutuantes em volta dos navios, para conter qualquer vazamento acidental que venha a ocorrer. Há dutos interligando a refinaria aos píers para permitir a expedição dos combustíveis produzidos na refinaria. Há também dutos interligando a refinaria aos depósitos das companhias distribuidoras, inclusive dutos de gás liquefeito de petróleo, para o abastecimento do mercado local. Todos os dutos serão monitorados por instrumentos com sensores que detectam qualquer anormalidade e, nesse caso, a operação será imediatamente paralisada. Os dutos são protegidos contra corrosão, com proteção catódica e proteção por barreira, com revestimentos anticorrosivos. A refinaria também produzirá coque, que é um tipo de carvão de petróleo. O coque será transportado por via rodoviária, para abastecimento do mercado local e também será carregado em navios que se destinam a outros centros. Existe a possibilidade de uso do coque como fonte de energia para a produção de vapor.