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11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

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Como a riqueza é criada - e por que ganhar


bilhões no livre mercado não empobrece
ninguém
A falácia da “riqueza xa” nunca deixa de nos atormentar

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11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

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Walter Williams (SearchByAuthor.aspx?id=209&type=articles) terça-feira, 24 jul 2018

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Em seu excelente livro Income and Wealth (https://www.amazon.com/Income-Wealth-


Greenwood-Business-Economics/dp/0313336881) (Renda e Riqueza), de 2006, o autor
Alan Reynolds (https://en.wikipedia.org/wiki/Alan_Reynolds_(economist)) escreve o
seguinte:

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11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

Os dois jovens fundadores da Google, Larry Page e Sergey Brin, rapidamente


ganharam algo em torno de US$ 12 bilhões cada um. Como conseguiram essa
façanha? Criando um mecanismo de busca que facilita nossa informação, aumenta
nossa educação e cultura, e melhora nossa e ciência em termos de compras.

Por que alguém deveria se importar com quanto dinheiro ganham os fundadores da
Google, da Apple ou da Microsoft? Há aqueles que reclamam e que dizem que tais
pessoas se apossaram de uma "fatia maior que a necessária" da renda.
Consequentemente, ao se apropriarem de um "pedaço maior da renda disponível",
todos nós camos mais pobres. Faz sentido?

Para começar, como é possível dizer que a renda de tais pessoas faz parte de uma
fatia xa, que pertence a todos nós?

Mais: a Google é uma criação totalmente nova. Sem a Google, seria impossível esses
dois criadores auferirem uma receita com a Google. Os fundadores da Google têm a
renda deles e você tem a sua. O quanto eles ganham não afeta o tanto que você pode
ganhar — exceto pelo fato de que a invenção deles pode sim ajudar você a aumentar a
sua renda (pessoalmente, sinto que devo a estes dois uma grande soma de dinheiro).

De fato.

As pessoas estão cada vez mais obcecadas com as diferenças nas rendas monetárias. Pior
ainda é o salto lógico que elas fazem: ao verem que há grandes diferenças entre as rendas
monetárias de cada indivíduo, elas imediatamente concluem que há algo de errado e que
isso requer uma "correção", sendo que essa correção sempre envolve conceder a um
pequeno número de políticos e funcionários públicos uma fatia enormemente desigual de
poderes coercitivos sobre todo o resto da humanidade.

Tais pessoas tipicamente operam sob a suposição de que a quantidade total de riqueza
material no mundo é xa e já está dada, devendo apenas ser redistribuída "de maneira mais
justa". Tal raciocínio demonstra um claro desconhecimento de como ocorre todo o processo
de criação de riqueza, de crescimento econômico e, consequente, do aumento do bem-estar
de todos.

Antes, um pouco de dados

Segundo as estatísticas compiladas pelo economista britânico Angus Maddison, passamos


de uma renda per capita mundial de 1.130 dólares por ano em 1820 para uma de 15.600 em
2015. E isso ao mesmo tempo em que a população global aumentou de 1 bilhão de pessoas
para 7 bilhões. (Veja o  estudo (http://www.ggdc.net/maddison/maddison-
project/data/mpd_2013-01.xlsx). Con ra também este  vídeo
(https://www.youtube.com/watch?v=ead0Rl2z5iE)).

Igualmente,  em 1820 (https://ourworldindata.org/world-poverty/#200-years-of-lifting-


the-world-out-of-poverty), aproximadamente 95% da população mundial vivia na
pobreza, com uma estimativa de que 85% vivia na pobreza "abjeta". Em 2015,  menos de
10% da humanidade (http://www.worldbank.org/en/news/press-
release/2015/10/04/world-bank-forecasts-global-poverty-to-fall-below-10-for- rst-
time-major-hurdles-remain-in-goal-to-end-poverty-by-2030)  continua a viver em tais
circunstâncias.

Ou seja, não só o número de habitantes no mundo aumentou 7 vezes, como ainda cada
habitante aumentou sua renda em 11 vezes. Isto é uma façanha extraordinária.

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Isso, por si só, já basta para mostrar a falácia da "quantidade de riqueza xa". Se toda a
riqueza do mundo já estivesse dada, devendo apenas ser redistribuída, seria impossível que
a renda per capita e a população mundial aumentassem simultaneamente. O que ocorreria é
que algumas pessoas aumentariam suas rendas à custa de todas as outras, e a renda per
capita permaneceria constante — aliás, cairia, por causa do aumento do número de
indivíduos.

Que tenhamos conseguido multiplicar por 11 a renda per capita do conjunto de habitantes
do planeta (e por 20 em alguns países ocidentais, como os EUA) ilustra claramente que a
economia não é um jogo de soma zero. E, principalmente, que desigualdade não é o mesmo
que pobreza.

Agora, um pouco de teoria e história.

A desigualdade de renda, por si só, não permite nenhuma constatação

Suponha que Paulo, Pedro e João se reúnam semanalmente para jogar pôquer.  E, em 75%
das vezes, Paulo vence. Pedro e João vencem, respectivamente, 15% e 10% das vezes.

Simplesmente conhecer estes resultados dos jogos não nos permite dizer absolutamente
nada sobre se houve ou não justiça e sensatez nos jogos.  As desproporcionais vitórias de
Paulo podem ser o resultado de ele ser um jogador astuto ou de ser um vigarista esperto.

Para determinar se houve justiça nos jogos é necessário perguntar sobre o processo do
jogo.  Houve desobediência às regras neutras do jogo? Havia cartas marcadas? Houve
trapaça no embaralhamento das cartas? Houve algum jogador que foi coagido a jogar? 

Se as respostas forem negativas, então houve justiça nos resultados, independentemente de


qual tenha sido os resultados. O fato de Paulo ter vencido 75% das vezes é um fato que tem
de ser aceito.  

Assim como no exemplo acima, qualquer discussão  inteligente  sobre justiça social e
igualdade econômica tem de reconhecer que os resultados observados de um
processo não servem para determinar se houve ou não justiça e sensatez.

Saber que a renda anual de uma pessoa é de $5.000.000 e que a renda de outra pessoa é de
$12.000 é algo que não nos diz absolutamente nada sobre justiça econômica e social. Para
determinar se realmente houve injustiça econômica e social é necessário fazer perguntas
sobre o processo de enriquecimento.

A maioria das pessoas que faz ponti cações altivas sobre desigualdade econômica —
inclusive economistas, para vergonha geral — simplesmente não reconhece, ou não deixa
explícito, que a renda de uma pessoa é resultado de algo que ela fez. Sendo assim, apenas
observar um determinado resultado não pode ser utilizado para determinar se houve
justiça, isonomia e sensatez. 

Para determinar se houve justiça, isonomia e sensatez é necessário ir além dos resultados e
examinar o processo econômico como um todo.

Comecemos pelo básico.

A criatividade, a engenhosidade e a inteligência

Em primeiro lugar, é necessário entender o que cria a riqueza.

Por que as pessoas do século XIX não se comunicavam por meio de telefones celulares? Por
que elas não utilizavam computadores? Ou mesmo, por que as guerras da antiguidade não
utilizavam mísseis teleguiados?
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Todos os recursos físicos necessários para fazer mísseis, celulares e computadores já


existiam naquela época.  Aliás, esses recursos físicos já existiam desde a época do homem
das cavernas.  Por que o homem das cavernas não tinha um computador portátil para
interagir com seus semelhantes via Facebook?  Por que não usavam Skype, WhatsApp ou
Instagram?

A resposta é que, embora os recursos físicos já existissem, a mente humana ainda não era
engenhosa e criativa o bastante para saber como transformá-los em celulares, mísseis,
computadores, smartphones e internet.

Ou seja, ainda não tínhamos o conhecimento.

A diferença entre nós e um homem das cavernas é que nós, hoje, temos
mais  conhecimento  do que eles.  Biologicamente, somos os mesmos. Os neurônios em
nossos cérebros são os mesmos. O mundo físico à nossa volta é o mesmo (todos os recursos
físicos necessários para se fazer celulares, tablets, computadores, carros e aviões já
existiam naquela época). 

Mas a nossa vida hoje é in nitamente melhor e mais confortável por causa
do conhecimento.

E esse conhecimento é o que aumenta nossa riqueza e nosso bem-estar.

E nem é necessário voltar à era do homem das cavernas para provar esse ponto. Escolha
qualquer época e você comprovará sempre o mesmo fenômeno: um novo conhecimento —
a luz elétrica, a penicilina, o automóvel, o iPhone, um novo algoritmo que gera melhores
ferramentas de busca na internet — sempre surge como uma surpresa.  Nada é previsto
antecipadamente.

Obviamente, esses produtos não realmente vieram do nada; eles surgiram da síntese de
todo um conhecimento acumulado, o qual levou a essas inovações. O surgimento de uma
criação sempre leva ou a aprimoramentos ou a novas criações. A inovação — novo
conhecimento — gera não apenas novos produtos, mas também novas empresas e várias
novas indústrias. E a inovação cria riqueza; riqueza essa que, em última instância, será
distribuída por toda a economia.

Assim, criatividade, engenhosidade e inteligência são as características que transformam


recursos brutos em recursos valorosos e geradores de riqueza.

O que é riqueza?

Riqueza é tudo aquilo que nos permite auferir uma fonte de renda presente e futura.

Não é a riqueza que dá valor à renda, mas sim a renda que dá valor à riqueza. O valor de um
terreno não depende do terreno em si mesmo, mas sim do valor de todos os serviços que ele
permite. Um pedaço de terra em uma cidade inglesa tem mais valor que um pedaço de terra
no Zimbábue porque suas possíveis utilizações na Inglaterra (residenciais, industriais,
comerciais etc.) são mais úteis para o conjunto da sociedade do que no Zimbábue. 

Por outro lado, se a Inglaterra for devastada por uma guerra e Zimbábue se tornar um
centro internacional de negócios, as terras do Zimbábue passarão a ser muito mais valiosas
que as da Inglaterra, ainda que, sicamente, não tenha havido nenhuma alteração na
composição destas terras. 

É por isso que o preço do metro quadrado hoje em Hong Kong ou Cingapura é in nitamente
superior ao valor de 50 anos atrás.  As terras são as mesmas, mas a utilidade da terra
melhorou (aliás, a qualidade da terra em si pode até ter se degradado), pois o valor que

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subjetivamente se atribui às utilizações que o terreno proporciona se multiplicou.

Em uma sociedade formada por bilhões de pessoas, onde os recursos físicos possuem
variados usos alternativos, a imensa maioria das rendas não advém automaticamente dos
recursos materiais, mas sim do uso que se faz destes recursos materiais. Isso signi ca que a
capacidade de geração de renda depende muito mais da organização inteligente destes
recursos do que da disponibilidade dos mesmos.

É exatamente por isso que a Google (e tantas outras empresas) conseguiu crescer e
enriquecer seus fundadores mesmo tendo sido criada em uma garagem e utilizando apenas
recursos próprios; e também é exatamente por isso que os governos — mesmo tendo à sua
disposição muitos mais recursos (con scados) do que qualquer empresa — não conseguem
gerar nada de proveitoso (/Article.aspx?id=2761).

Um poço de petróleo hoje é o mesmo poço que já existia há 100 anos. No entanto, seu dono
hoje será incomparavelmente mais rico do que o dono de 100 anos atrás, pois o petróleo
hoje é utilizado em processos produtivos que geram muito mais renda do que gerava há 100
anos.

O que se pode dizer com certeza é que, em ordens sociais livres e complexas, a maior parte
da riqueza de uma sociedade estará na forma de sistemas organizacionais geradores de
bens e serviços (renda), isto é, de empresas que produzam bens e serviços valiosos para os
consumidores; e continuará nesta forma apenas enquanto estes sistemas empresariais
seguirem gerando valor para o consumidor. 

Sendo assim, por que as pessoas que enriquecem desta forma estariam cometendo alguma
injustiça social?

Por outro lado, são famosos os casos de megaempresas que se tornaram totalmente
descapitalizadas em decorrência do simples fato de que seus bens e serviços deixaram de
ter valor para o consumidor (os recentes ocasos da  Kodak, da Nokia, da Blockbuster e da
Toys 'R' Us (/Article.aspx?id=2861) estão entre os mais famosos).  Ninguém irá derramar
lágrimas por seus executivos?

O real causador das desigualdades segue sendo visto como o salvador

Um debate que desconsidere coisas simples como o que realmente é riqueza, como ela é
gerada, como ela é distribuída, e o que de ne uma distribuição injusta é um debate
meramente emotivo, e não racional.

Por outro lado, é fato que há várias pessoas que enriqueceram  (/Article.aspx?id=2690)em


decorrência de fartos subsídios governamentais, de tarifas protecionistas e de onerosas
regulamentações que impediram o surgimento de concorrência e garantiram uma renda
exclusiva para esses plutocratas.

É também fato que a maneira como funciona o atual sistema monetário e bancário é
propícia a uma  distribuição desigual de riqueza (http://www.mises.org.br/Article.aspx?
id=2117).

Sendo assim, é irônico notar que, quando a distribuição de renda é realmente injusta, isso
ocorre por causa das interferências, das regulamentações e dos gastos governamentais.  

No entanto, o que os  defensores da redistribuição de renda  (/Article.aspx?


id=2839)sugerem para corrigir essa injustiça gerada pelas intervenções do governo é
exatamente mais interferências, mais gastos e mais regulamentações governamentais.

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 6/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

Conclui-se que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada,
nem como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída.

 35 votos

autor

Walter Williams
(SearchByAuthor.aspx? é professor honorário de economia da George Mason University
id=209&type=articles)
(http://economics.gmu.edu/wew/index.html) e autor de sete livros.  Suas colunas
semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.

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comentários (51)

Praxeologia é pseudociência  24/07/2018 16:47

Gostaria de compartilhar essa notícia com os cavalheiros...

g1.globo.com/economia/noticia/2018/07/20/marca-de-luxo-burberry-queima-roupas-

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 7/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

perfumes-e-acessorios-no-valor-de-r-141-milhoes.ghtml

esse é aquele momento em que veremos quem são os libertários de verdade.


RESPONDER

Alcides  24/07/2018 16:58

Seja mais rápido. Você foi apenas o quinto a vir aqui postar a mesma coisa (o que denota
a total escassez de questões a serem atacadas).

Mas sem problemas. Já que os "desa os" sempre são os mesmos, então as respostas
também sempre serão as mesmas.

1) A mercadoria é propriedade privada da empresa. Ela faz o que quiser com ela.

2) A entrada no mercado da moda é livre. Ele, inclusive, é o mais pirateado que existe. Já
que você está dando a entender que atuar nesse ramo é sopa, entre nele, produza barato,
tome clientela da Burberry, e ainda saia distribuindo roupa chique para os pobres. Em vez
de car gemendo, faça você algo pelo social. Não seja um derrotado. Atue.

3) Antigamente, criticavam o capitalismo pela escassez de produção. Agora, criticam pelo


excesso. Gentileza entrarem num consenso e terem o mínimo de coerência.

4) A única entidade que realmente se estrepou nisso tudo foi a Burberry. Ninguém mais
foi prejudicado em nada. E dado que a empresa não usa recursos públicos, só quem atua
nela é que foi realmente prejudicado. Exatamente como tem de ser no capitalismo: só se
estrepam os envolvidos. Você está reclamando do quê? Aliás, irá derramar lágrimas pelos
executivos que tiveram prejuízo?

No aguardo.
RESPONDER

Lucas  24/07/2018 17:04

Gozado. Eu imaginava que a esquerda e todos os keynesianos vibrariam com esta notícia.
A nal:

1) Se a empresa fez isso é porque ela vê que vale mais a pena destruir sua própria
propriedade para tentar "subir" os preços das roupas dela. E o que isso acarreta?

2) Ela agora terá de produzir mais ao decorrer do tempo para poder suprir a demanda
futura. E quem produz as roupas? Alfaiates, pessoas que criam ovelhas, pessoas de
marketing para vender a roupa, gerentes da fábrica etc.

3) E há também todas as pessoas envolvidas na logística do transporte.

4) Todas essas pessoas terão mais trabalho agora, já que uma parte do estoque foi
queimada e terá de ser novamente produzida no futuro. A produção futura será maior do
que seria caso não tivesse sido queimado.
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 8/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

5) Logo, do ponto de vista keynesiano, e levando em conta que isso que a empresa fez irá
realmente dar lucro para ela no futuro, temos que a empresa ganhou mais, os
funcionários dela ganharam mais, os fornecedores delas ganharam mais e todos os
envolvidos na logística da distribuição ganharam mais.

Por que a esquerda e os keynesianos caram bravos? Gentileza ajustarem o discurso.


RESPONDER

Lucas  24/07/2018 17:07

Vamos usar argumento utilitarista então: quem saiu perdendo com isso Praxeologia é
Pseudociência (Aliás, nem Mises de niu praxeologia como uma ciência, então é
impossível ela ser uma pseudociência)
Se a empresa fez isso é porque ela vê que vale mais a pena fazer isso para "subir" os
preços das roupas dela. E agora terá que produzir mais ao decorrer do tempo para poder
suprir a demanda futura. E quem produz as roupas? Alfaiates, pessoas que tem fazendo
de ovelhas (não sei o nome técnico), pessoas de marketing para vender a roupa, gerentes
da fábrica, etc. Todos eles vão ter mais trabalho agora já que a queimaram uma parte do
estoque e terão que produzir mais no futuro do que teriam caso não tivesse sido
queimado.
Então aparentemente, levando em conta como se o que a empresa fez fosse dar lucro
para ela no futuro, a empresa ganhou mais, os funcionários dela ganharam mais, os
fornecedores delas ganharam mais. Quem realmente saiu perdendo?
RESPONDER

Gustavo A.  24/07/2018 18:26

Depois dessa é melhor voltar pro campo de comentários da Carta Capital ou Brasil
247, junto com os economistas da Unicamp.
RESPONDER

Lucas  25/07/2018 10:49

É melhor refutar os keynesianos usando o próprio argumento deles, na


verdade. Como sempre será um argumento utilitarista. Argumentos éticos
para eles não tem valor.
RESPONDER

Victor  27/07/2018 14:38

Carta Capital e Brasil 247 nem tem campo de comentários.

Eles sabem que o campo de comentários in uencia mais que a matéria, e


bem; a matéria deles já não é con ável, apenas imagine se houvesse quem
refutasse nos comentários.
RESPONDER

Thiago  24/07/2018 17:06

Alguém me corrija se eu estiver errado, mas essa é a minha de nição de riqueza individual: com
o patrimônio que você acumulou, quanto tempo você vive sem trabalhar?

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 9/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

A resposta indica a riqueza do cara. Está certo isso?


RESPONDER

Contador  24/07/2018 17:16

Não muito. A resposta indica o tamanho do patrimônio do sujeito, mas nada diz sobre a
capacidade deste patrimônio gerar renda futura.

Exemplo: se você tem um milhão em dinheiro vivo parado embaixo do seu colchão, você
tem um bom patrimônio mas sua capacidade de gerar renda futura com esse dinheiro
parado é zero. Se você gastar muito, fatalmente empobrecerá. Já se você aplicar esse um
milhão em uma atividade geradora de renda e viver desta renda, então você terá uma
riqueza muito maior. Seu patrimônio original (um milhão) permanecerá intacto, e você
viverá apenas da renda auferida por ele.

Perceba que nos dois casos seu patrimônio inicial é o mesmo. Mas no primeiro caso ele
não está gerando renda nenhuma. No segundo caso, ele está. Logo, embora tenha o
mesmo patrimônio, você está mais rico no segundo caso.
RESPONDER

Fabrício  24/07/2018 18:33

E completo: a capacidade de geração de renda depende muito mais da organização


inteligente dos recursos do que da disponibilidade dos mesmos.
RESPONDER

Rico  24/07/2018 19:36

Thiago, segundo os americanos em busca da independência nanceira é: Os


rendimentos do patrimônio acumulado são su cientes para obter renda que
o posicionem nos primeiros níveis do Upper Middle Class americano, uns
US$100,000.00 anuais, ou os 10% mais ricos.
No Brasil usando o mesmo parâmetro dos 10% mais ricos, dá em torno de
US$10,000.00 anuais, uma piada.
RESPONDER

AGB  25/07/2018 03:40

Para ser rico no Brasil é necessário ganhar acima de 333 dólares


por dia, isto é algo como 120.000 por ano.
RESPONDER

Márcio  24/07/2018 17:21

Considere uma lâmina d'agua de 10 cm e que essa lâmina represente uma espécie de campo
gravitacional, que eu chamo do "campo da miséria".

As pessoas que estão nesse nível gastam a maioria do seu tempo útil procurando comida e
abrigo. Assim como todos os seres vivos.

Agora considere uma distorção nessa lâmina, uma protuberância, um pico. Essa distorção
corresponde ao fato de uma pessoa ter encontrado uma forma mais e ciente de obter comida ou
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 10/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

abrigo, ou seja, elevando-se um pouco da miséria. Por exemplo, alguém descobriu a agricultura.

Essa distorção chama atenção dos que estão próximos, que acabam por solicitar entrar na
distorção.

Considere que o causador da distorção aceite, dando uma pequena parte dos resultados dessa
distorção para os entrantes.

Com isso o "dono" da distorção obtém cada vez mais resultados, a distorção ca cada vez maior,
chama cada vez mais atenção e nalmente temos uma grande distorção no campo da miséria,
bene ciando muitos entrantes com seus resultados.

Em um determinado momento, uma pessoa na superfície do campo da miséria, olhando de longe


uma distorção pode pensar: Para existir aquele volume d'agua, é necessário que eles tenham
tirado essa água de algum lugar, provavelmente de mim.

Esse pensamente acontece naturalmente porque estamos acostumados a pensar em termos


físicos, como se o volume de água fosse constante.

Essa pessoa pensa que se de alguma forma aquela distorção for achatada, haverá um aumento de
água para todos, ou seja, uma redução generalizada da miséria.

Isso é um engano. A água dessa distorção surgiu do nada. E achatar essa distorção não vai
espalhar essa água. Ela vai simplesmente desaparecer.

A maioria das pessoas não consegue entender ou aceitar isso. Elas pensam segundo a física
tradicional.

Não importa a altura da distorção. O que importa é a largura, a quantidade de pessoas que
entraram na distorção. Algumas estarão mais próximas do topo, outras mais abaixo, mas de
qualquer forma, todas estarão olhando o campo da miséria de um ponto mais elevado.

O que importa é fazer surgir essas distorções no campo da miséria; quanto mais, melhor; quanto
mais larga, melhor. Tentar achatar as distorções para ter um campo da miséria menos distorcido
ou achando que o volume de água das distorções será espalhado pelo campo aumentando um
pouquinho o nível do campo da miséria é consequência de não entender como funciona esse
campo.
RESPONDER

Anonimo  24/07/2018 17:30

Márcio, comentário perfeito! A maioria das pessoas acha que riqueza é uma grandeza
conservativa, como massa ou energia... Ledo engano! Riqueza é criada e destruída - ou
consumida - o tempo todo. Uma vez que se entende este fato básico, todo o conceito de
"distribuição de renda" ca sem sentido algum.
RESPONDER

Wagner  24/07/2018 17:33

Gostei da sua metáfora/perspectiva, é uma forma interessante de ensinar a realidade da


nossa sociedade para as pessoas leigas.
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 11/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

Mas você já escutou alguma vez a frase "PREGO QUE SE DESTACA DEVE SER
MARTELADO"?

www.g37.com.br/colunistas.asp?c=padrao&modulo=conteudo&url=018111&ss=7

www.catho.com.br/carreira-sucesso/colunistas/dalmir-santanna/prego-que-se-
destaca-e-martelado

Ou seja, ser bem sucedido não e fácil.

Deixo a seguinte pergunta: existem sociedades menos invejosas que outras?


RESPONDER

Márcio  24/07/2018 17:45

O que faz a distorção no campo da miséria é o empreendedor e não o


trabalhador.

O trabalhador simplesmente entra na distorção, quando possível.

Importante mesmo para criar a distorção é o empreendedor e esse tipo de gura


você não martela assim facilmente.

Com relação a sua pergunta, a sociedade é o campo da miséria e cada campo


pode ser energizado diferentemente.

Dependendo da forma como você energiza o campo, as distorções surgem com


muito mais facilidade.

Podemos pensar na inveja como um componente dessa energização, mas eu diria


que é um dos componentes menos importantes.

A pergunta que temos a fazer é: o que é necessário para energizar um campo da


miséria?
RESPONDER

Rafael  24/07/2018 17:22

Sempre haverá desigualdade, pois as pessoas são diferentes. Infelizmente, esse raciocínio simples
não entra na cabeça dos "intelectuais" e governantes que querem que as pessoas sejam iguais,
não pelo crescimento do "inferior", mas pelo rebaixamento de quem está acima.
RESPONDER

Renan  24/07/2018 17:25

O nado Plinio de Arruda Sampaio, ao ser candidato a presidencia da republica em 2010 pelo
PSOL, a rmou que preferia que o Brasil não tivesse crescimento econômico pra não aumentar a
desigualdade (ou seri pra não despertar inveja?). Essa é a mentalidade dessa gente.
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https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 12/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

Emerson  24/07/2018 17:28

"Em primeiro lugar, é necessário entender o que cria a riqueza."

Eles nem sequer compreendem que a riqueza é criada, muito menos como ela é criada.

A única preocupação - ou melhor, obsessão - é com a "redistribuição de renda".


RESPONDER

anônimo  24/07/2018 17:29

Criatividade, engenhosidade e inteligência são as características que transformam recursos brutos


em recursos valorosos e geradores de riqueza. Não adianta termos abundância de recursos
naturais se não tivermos cérebros. Hoje as nações que mais são desenvolvidas foram aquelas que
mais investiram em educação de sua população.
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AGB  25/07/2018 03:44

Não foram as "nações" que investiram em educação, foram os próprios nativos que
procuraram 0 maior conhecimento.
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Praxeologia é pseudociência  24/07/2018 17:49

Toda riqueza é produzida em sociedade, e representa uma fatia do capital social total. Todas as
partes envolvidas no processo de criação de riqueza são importantes, como se fossem as peças de
um complexo mecanismo de engrenagens.

Em um processo de criação de riqueza no qual existem externalidades positivas, a apropriação de


parte dos resultados pelos agentes privados responsáveis diretos por este processo se justi ca
quase que por uma recompensa social.

Quando uma sociedade enriquece pessoas, não por suas contribuições diretas ou indiretas que
elas deram a sociedade, das mais variadas formas, não estamos em uma sociedade na qual os
incentivos estão alinhados de forma a utilizar os interesses individuais para maximizar o bem
estar de todos. Estamos em uma sociedade na qual a maximização dos interesses individuais
podem inclusive diminuir o bem estar de todos.

RESPONDER

Jairdeladomelhorqptras  24/07/2018 17:58

Belo texto. É difícil remover o ressentimento das pessoas. Mesmo com a explanação detalhada
que o artigo fornece sempre existirá quem inveje os possuidores de iniciativa e riqueza.
Em relação as empresas tipo Kodak, Nokia, etc, só um dúvida: A Xerox também afundou?
RESPONDER

Baltazar  24/07/2018 19:12

Até dentro da família prezado Jair esse ressentimento é latente, quando larguei o
emprego que ganhava 3 mil reais para abrir um pequeno negócio meus pais me

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 13/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

execraram, falaram abertamente que se sacri caram para pagar a faculdade e que não
dava valor para isso e desejavam que tudo falhasse e implorasse o emprego de volta, os
amigos se afastaram. Fui morar numa pensão cujo dono foi meu primeiro investidor. Anos
de muito esforço depois o negócio vai relativamente bem, mas a ferida ainda está aberta,
evito a qualquer custo me aproximar de pessoas de vidas pequenas e que arriscam pouco.
No fundo gosto que pessoas comuns sofram pela atual péssima condição econômica do
país, são na grande maioria invejosos e ressentidos do sucesso dos outros e graças a esse
sentimento montaram essa estrutura estatal gigantesca na esperança que tirassem dos
ricos para dar aos pobres.
RESPONDER

Lucas  24/07/2018 20:31

Você adoraria ler um livro chamado A Revolta de Atlas.


Ayn Rand escreve personagens com o mesmo pensamento que o seu.
Empresários que cansados de segurar o mundo somem.
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Richard Gladstone de Jouvenel  26/07/2018 19:43

A Xerox não afundou (ainda), mas mudou seu modelo de negócio, de


equipamentos pra soluções integradas, os resultados não aparecem, e ela
está cando pelo caminho.
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MM  24/07/2018 18:19

"Conclui-se que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada, nem
como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída."

O problema é que parece que elas entendem muito bem essas coisas, e por isso mesmo que se
joga dessa forma. Primeiro lança-se a falácia de que a desigualdade por si só é algo ruim - como
se fosse desejável que pessoas com aptidões diferentes tirassem da economia o mesmo para si,
apesar de esforços distintos - depois de ter conquistado o coração das pessoas com uma mentira,
apresenta-se o Estado com poderes quase messiânicos para resolver o "problema". E resolver o
problema signi ca retirar a riqueza dos setores econômicos produtivos e relevantes e distríbuí-
los para o governo, incluindo as pessoas físicas que o compõe, além dos inescrupulosos que
rezam dessa cartilha nefasta.
RESPONDER

Luciano viana  25/07/2018 02:38

O socialismo é a promessa que vc vai receber riquesas pelas quais nao trabalhou. Tudo o
que vc tem a fazer é apoiar a expropriação de outro . É tudo o que a oessoa quer ouvir.
RESPONDER

Rodolfo  24/07/2018 18:36

Quem acredita que a concentração de riqueza é um problema deveria louvar esses novos
bilionários da internet pois: air bnb tirou renda dos grandes hotéis, facebook tirou renda
publicitária da grande midia, youtube permitiu que qualquer um tenha um canal de tv e
consequentemente uma fatia do mercado de publicidade que antes cava concentrada na midia
tradicional.
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 14/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

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Jenifer Viana  24/07/2018 18:42

Mais um excelente artigo!

"No entanto, o que os defensores da redistribuição de renda sugerem para corrigir essa injustiça
gerada pelas intervenções do governo é exatamente mais interferências, mais gastos e mais
regulamentações governamentais."

O mais engraçado são os argumentos cada vez mais falaciosos e bizarros que 'intervencionistas'
utilizam para defender o indefensável. Argumentos como o do artigo do link abaixo, que
simplesmente diz que o livre mercado geraria carros demais nas ruas e poucas pessoas
vacinadas... Beira o ridiculo.

www1.folha.uol.com.br/colunas/por-que-economes-em-bom-portugues/2018/07/quando-nao-
deixar-o-mercado-livre.shtml (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/por-que-economes-em-
bom-portugues/2018/07/quando-nao-deixar-o-mercado-livre.shtml)
RESPONDER

Desiludido  24/07/2018 19:07

"Conclui-se que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada, nem
como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída."

Na verdade, entendem assim. O problema é que vocês liberais são ingênuos, idiotas úteis, acham
que há um engano, quando, na verdade, é só busca de poder travestida de boas intenções.
RESPONDER

Pobre Paulista  24/07/2018 20:16

"Na verdade, entendem assim"

O artigo inteiro se dedicou a mostrar que não, não entendem. Favor mostrar qual o exato
ponto do artigo que está em desacordo com a sua constatação.

" O problema é que vocês liberais são ingênuos, idiotas úteis, ach" ZzzZZZZzzz
RESPONDER

Bruno Rossi  24/07/2018 22:37

Sr. Desiludido, por favor, me mostre então seu re nado conhecimento e explique como a
riqueza é criada, distribuída ( justamente) e destruída. Estou avido pela sua resposta...
obrigado e estou no aguardo...
RESPONDER

Rennan Wesley  25/07/2018 11:37

Eu também estou no aguardo desse promissor argumento. Adoro pensar em uma


coisa como sendo verídico e perceber mais tarde que poderia estar enganado. O
benefício da dúvida e da mudança de pensamento é esplêndido.

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 15/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

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MK  25/07/2018 03:17

Trump, e sua Guerra comercial vão gerar desemprego em massa nos EUA!
A poucos minutos Trump, escreveu no seu twitter que vai propor amanhã aos enviados
comerciais da UE a eliminação total das taxas, regulamentos e subsídios, um verdadeiro livre
comercio entre EUA e UE, lembrando que as taxas de desempregos estão muito baixas nos EUA...
Trump,não se arrependeu de suas medidas está negociando em uma posição de força, ele mostra
o cinismo da UE que exige livre comercio para suas empresas enquanto taxa as americanas.
Trump, está cancelando centenas de regulamentos que travam a produtividade das empresas e
propondo um comercio mais justo com a UE. Sei que muitos vão escrever que nunca vão defender
taxas, subsídios, etc.. mas
infelizmente ainda somos uma minoria que felizmente está crescendo, logo pre ro um Trump a
uma Hilary .
Trump, está levando os EUA em direção ao abismo a 50Km/h, Hilary estaria levando a 150Km/h e
nunca exigiria um verdadeiro livre comercio com a UE.
RESPONDER

Demolidor  25/07/2018 04:09

[O -topic] Pessoal, alguém aqui já esteve ou conhece alguém que esteve na Somalilândia? Li
coisas boas a respeito, além de ter visto vídeos de gente que visitou o país no Youtube.

É algo realmente quente? A economia é realmente livre e está indo bem mesmo? O serviço de
internet é realmente sem concorrência, barato e bom?
RESPONDER

Andre  25/07/2018 14:26

Demolidor, conheci um mochileiro americano que coleciona carimbos exóticos no


passaporte que esteve na Somalilandia em 2016, disse que é como um país normal da
região, é bem pobre e carece de muita infraestrutura, porém o local é muito seguro e são
extremamente receptivos com turistas e investimentos estrangeiros, como carecem de
reconhecimento internacional, dependem de visitantes e investidores para terem algum
reconhecimento. Dos países não reconhecidos e de reconhecimento limitado me
recomendou fortemente Arbil, a capital do Curdistão iraquiano, nas fotos o lugar é
impressionante, muito mais próspero e seguro que o Iraque e que boa parte do Oriente
médio.
RESPONDER

Demolidor  26/07/2018 03:35

Obrigado, André. Bate com o que li e assisti.

Fico até curioso para visitar o país, ver como está o local. Quando vejo empresas
como Coca Cola e DP World investindo forte, um governo que não sabe nem
quanto é o PIB e fala em formar bom ambiente de negócios, atrair estrangeiros,
livre mercado, império das leis e infra estrutura desenvolvida por entidades
privadas, me animo. Sua parceria com Emirados Árabes é, sem dúvida, muito
interessante, também.

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 16/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

Só queria entender melhor as concessões, como a do Porto de Berbera, que teve


investimento da DP World mas teve parcela repassada para o governo etíope. Por
cima, me parece um pouco com as PPPs brasileiras, o que não soa bom.
RESPONDER

Pobre de Direita  25/07/2018 13:07

O governo é um grande mercado de lobby, mamatas e protecionismo.

As pessoas não entendem que o remédio em excesso acaba matando o paciente.

Não tem como ajudar os pobres, se a população cou pobre por causa dos impostos,
regulamentações, burocracia, ine ciência estatal, alto custo de funcionários públicos, etc.

Felizmente, a mídia, os empresários do governo e os políticos agora terão que suportar a


"concorrência" da internet. Com opiniões ridículas e discursos hipócritas, essa gente que se acha
melhor que os outros vão ter que trabalhar.

Estava muito fácil para o governo e para o establishment. Eles controlavam a mídia, tinham
horário eleitoral, só aparecia a opinião deles nos jornais, etc. Agora eles terão que trabalhar.

O remédio está matando o paciente. Essa intervenção estatal está matando o paciente.

Ainda não sabemos o tamanho do "monstro" que o governo criou, mas com certeza essa nova
direita resgatou um pouco do orgulho e da liberdade.
RESPONDER

John Maynard Keynes  25/07/2018 14:47

Estava discutindo com minha mãe marxista estas semanas sobre redes de empreendimentos
engolindo os pequenos empresários (mais ou menos na linha daquela fala do Alckmin, do grande
engolindo o pequeno). No exemplo eram academias de musculação. As redes de academias
teriam mais poder de fogo do que academias independentes, por terem sistemas de informação
integrados, custos otimizados, possibilidade de compra de equipamentos melhores, mais novos,
possibilitando que a rede de academias suplante a independentes, por melhores condições e
preços mais baixos, quebrando a independente, praticamente obrigando o dono da academia a
vendê-la ao conglomerado e ser forçado a ser um mero gerente de academia ou instrutor,
prejudicando seus ganhos. Eu falei mas se é melhor para os consumidores terem acesso a
melhores equipamentos a custos mais baixos, então é no geral é melhor para todo mundo,
apesar de o dono da academia independente ter cado em uma situação pior. Mas isso não seria
um exemplo de como no capitalismo a propriedade dos meios tende a se concentrar em cada vez
menos mãos?
RESPONDER

Amante da Lógica  25/07/2018 15:12

Você próprio deu a resposta em seu enunciado. As academias grandes suplantam as


pequenas porque os consumidores voluntariamente preferem as grandes.

E por que os consumidores preferem as grandes? Porque, segundo você próprio, elas
oferecem "equipamentos melhores e mais novos" com "melhores condições e preços

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 17/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

mais baixos".

Capitalismo é isso: ganha aquele que melhor atende os consumidores.

O capitalismo não é um arranjo feito para bene ciar nem empreendedores e nem
empregados. É um regime feito para bene ciar consumidores. É exatamente por isso que
empresários e sindicatos sempre se mobilizam contra o capitalismo e recorrem ao
governo para desvirtuar esse arranjo e implantar o corporativismo em seu lugar.

Substituindo o capitalismo pelo corporativismo, empresários e sindicatos se tornam os


ganhadores. Já os consumidores, os perdedores.

Portanto, se você quer "culpar" alguém por este arranjo, culpe as preferências voluntárias
dos consumidores. E prove que todos estariam melhor caso estas preferências
voluntariamente demonstradas fossem proibidas.

Há vários artigos sobre isso, mas recomendo este:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2664 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2664)
RESPONDER

ed  25/07/2018 15:36

Juro que tento mas não consigo entender o raciocínio desse povo.

"Não pode ser!!! Essa empresa está ofertando bens e serviços a um nível superior
ao da concorrência. As pessoa estão voluntariamente preferindo consumir os
produtos dessa empresa ao invés do serviço inferior ofertado pelas outras. Que
absurdo!!! Precisamos urgentemente que políticos e funcionários públicos
intervenham nessa situação pois eles certamente sabem o que é melhor para
todos. "
RESPONDER

John Maynard Keynes  25/07/2018 15:44

Obrigado pela resposta. Vou ler este outro artigo.


RESPONDER

ed  25/07/2018 15:25

"Mas isso não seria um exemplo de como no capitalismo a propriedade dos


meios tende a se concentrar em cada vez menos mãos? "

Temos dois casos onde "a propriedade dos meios tende a se concentrar em
cada vez menos mãos":

1 - Livre mercado pleno

Nesse caso uma empresa conseguiu, sendo extremamente e ciente e


satisfazendo os consumidores, "concentrar a propriedade dos meios" (sejá
lá o que isso signi que, estou supondo que signi que quebrar a

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 18/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

concorrência e dominar o mercado).

Sendo assim, o que há para ser corrigido exatamente? A empresa foi


e ciente, agradou os consumidores (que preferiram consumir os serviços
ofertados por ela ao invés de adquirir os produtos da concorrência), e
"dominou o mercado concentrando a propriedade dos meios". Não há nada
a ser corrigido nesse caso.

2 - Governo intervindo

O governo subsidia a empresa dando a ela dinheiro roubado dos impostos


e/ou di culta a entrada da concorrência no mercado com leis imundas. Com
isso ela consegue mais facilmente "concentrar os meios".

Nesse caso concordo que há um problema que precisa ser corrigido. Qual a
solução? Volte ao item 1.
RESPONDER

John Maynard Keynes  25/07/2018 20:12

Ed, quis dizer dos meios de produção de bens e serviços, o mesmo


conceito marxista aplicado aos dias de hoje.
Eu sei, por evidência empírica, que não é o caso de um mega
conglomerado de academias ter dominado todo o mercado de
academias, a nal existem ainda muitas academias independentes,
além de várias redes, umas maiores, outras menores.
Bem como mcdonalds ou burger king não quebraram todas as
lanchonetes do mundo, ou seja, eu ainda posso ir comer aquele
sanduíche de 2000 calorias aqui perto de casa.
Ou seja, não ocorreu aquela fantasia marxista onde haveria uma
única empresa dona de tudo, de todas as academias, lanchonetes,
botecos, padarias, etc.
Eu não estou querendo corrigir nada, ainda mais com leis, regulações
e burocracia estatal. Só gostaria de entender porque isso não ocorre.
Porquê tudo não descamba para um burguês rico ou uma empresa
privada dona de tudo?
RESPONDER

ed  26/07/2018 01:16

"Porquê tudo não descamba para um burguês rico ou uma


empresa privada dona de tudo?"

Porque os consumidores possuem gostos diferentes. Por mais


que o buscador do Google seja mais e ciente ainda há pessoa
que usam o Bing, por mais que a Coca-Cola seja a melhor
ainda há pessoas que preferem Pepsi e assim por diante.

O único cenário que consigo vislumbrar onde uma empresa


posso dominar 100% do mercado é quando o governo atua
(vide Petrobrás).
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 19/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

RESPONDER

Leigo  27/07/2018 14:42

Tudo isso é muito interessante. Muitas pessoas cam


nervosas com as gigantes, McDonalds, SmartFit... Eu por
exemplo, só como aqueles hamburgueres de 6 a 8 reais no
McDonalds, sem refrigerante e fritas, me recuso a pagar 25
reais em um "combo". E a gigante tá lá competindo com as
hamburguerias artesanais que cobram 15 a 30 reais apenas
no hambúrguer.

Não faço academia, pesquisei bastante sobre exercícios com


peso do corpo e alimentação. Até poderia contratar um
nutricionista ou personal trainer, mas preferi economizar,
pesquisei sobre e tenho capacidade de comer bem e me
exercitar. É até simples, mas o Estado não acha isso.

O Estado é bizarro e quer cuidar de tudo. Os nutricionistas e


educadores físicos têm medo da concorrência e tentam ao
máximo aumentar o Estado. Certa vez conversei com uma
estudante de nutrição que falou sobre a importância de se
fazer o curso, porém, é uma área simples. Qualquer pessoa
sabe que arroz integral é mais saudável que o arroz branco.
Não estou desmerecendo quem estudou, certamente têm
mais conhecimento sobre a área, porém, não há necessidade
alguma de só eles oferecerem certos serviços. O mesmo vale
pros educadores físicos, você pode ter experiência de 30 anos
na área, sem um diploma, não poderá ensinar ninguém a
como se exercitar adequadamente. Beira o absurdo.

Aparentemente é obrigatório a presença de instrutores nas


academias brasileiras, isso deve ser coisa do Estado, não é
possível haha. Vejo videos no Youtube de academias fora do
Brasil com as pessoas fazendo os exercícios de forma
totalmente irregular. Por que o Estado deve obrigar as
academias a terem instrutores? Os custos aumentam. "Mas
as pessoas precisam de instrutores, não podem fazer os
exercícios errados". As pessoas devem ser donas de suas
vidas, saberem das consequências de seus atos, não é só na
academia que elas podem estar fazendo burradas. Aliás, com
a internet dá para aprender sobre isso, ou perguntar pro
coleguinha, ou simplesmente, analisar o coleguinha.

Divagando por aqui.


RESPONDER

Jairdeladomelhorqptras  26/07/2018 01:44

Caro Baltazar,
Parabéns pela sua capacidade de empreender e arriscar-se. O sucesso de alguns sempre
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2921 20/22
11/08/2018 Mises Brasil - Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém

despertará instintos primitivos em outros. Aquela famosa frase de um presidente mexicano (que
graças a Deus esqueci o nome): "Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados
Unidos", evidencia o descomunal ressentimento terceiro mundista.
Abraços
RESPONDER

thiago  27/07/2018 16:28

Conclui-se que: essas pessoas querem poder e desconhecem o que é "competência"; veem o
"poder" como algo em si (um m em si) e não como um efeito ou fruto da competência; e veem
no Estado a possibilidade de triunfarem, a nal lá reina a incompetência, a mentira e a
desfaçatez.
RESPONDER

Miletece  01/08/2018 14:57

Cara, eu ainda não consegui entender. No texto, o autor expõe um fato que é indício de que a
riqueza é criada,"o crescimento da renda per capita", mas não explica, efetivamente, a forma
como ela é criada.

Eu estou iniciando os estudos no liberalismo e isso é algo que ainda não consigo compreender
muito bem.
RESPONDER

Emerson Luis  08/08/2018 19:50

Os esquerdistas parecem acreditar que a riqueza cai do Céu em porções rigorosamente iguais
para todos e que os "ricos" são "ricos" porque foram na frente e pegaram muito mais do que
sua cota, cabendo então ao Estado fazer a "redistribuição de renda".

***
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