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A Dopagem e os riscos de

vida e/ou Saúde

Trabalho elaborado por:


Luciana Pereira Nº7
Sofia Beito Nº 14
12º D
Introdução
Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Educação Física.
Como tema do trabalho, pretendemos tratar um dos problemas mais graves, sérios e
atuais do desporto: “A Dopagem e os riscos de vida e/ou Saúde”, ou seja, o doping. Hoje
em dia o doping é um dos problemas mais atuais e também um dos mais preocupantes,
não só pelo facto de falsificar a “verdade desportiva” mas também porque a prática do
consumo destas substâncias é na sua maioria muito perigosa para os próprios atletas.
Com este trabalho o nosso grupo pretende definir e explicar em que consiste a prática
do doping, os vários métodos, técnicas e drogas usadas, explicando o que fazem, que
capacidades físicas é que melhoram e quais os problemas que podem provocar a saúde
dos desportistas.
Conceito de Desporto
O desporto é uma atividade física sujeita a determinados regulamentos e
que geralmente visa a competição entre praticantes.

Para ser desportista tem de haver envolvimento, habilidade e capacidades


motoras. A prática regular da atividade física pode ser um contributo muito
importante para a prevenção dos riscos de ordem biológica, psicológica e
social.
O que é o Doping?
O doping é a utilização de substâncias
proibidas no desporto, por promoverem o
aumento ilegal do rendimento do
atleta, humano ou animal. Essas perigosas
substâncias fazem com que os atletas
tenham um melhor rendimento físico no
desporto, atribuindo-lhes vantagens
competitivas desleais, em relação aos atletas
que não recorrem a estas substâncias para
obter o sucesso.
Tipos de Doping
O Doping pode ser distinguido em 7 categorias diferentes consoante os efeitos que
causa e a maneira de ser administrado no atleta:

ESTERÓIDES ANABOLIZANTES:

Os esteróides anabolizantes são hormonas sintéticas que, quando comparados à


testosterona, têm maior atividade anabólica (promovem crescimento). Ou seja, os
atletas que ingerem este tipo de substâncias pretendem aumentar a massa
muscular e a força. Podem ser ingeridos por via oral, ou através de injeções.
Exemplo: nandrelona, testosterona, estanozolol, …
Efeitos adversos:
No sistema nervoso central, aumentam a agressividade e a alteração do humor.
Provocam ainda alterações no comportamento sexual.

Na área dermatológica, queda de cabelo, acne na face e no dorso, aumento de


quistos sebáceos, são as alterações mais frequentes.

No sistema músculo-esquelético, o encerramento precoce das cartilagens de


crescimento e o aumento do risco de rotura tendinosa, são as complicações mais
significativas.

No aparelho cardiovascular, dão origem ao aumento do colesterol plasmático e


triglicerideos. Aumentam o risco de tromboembolia. Aumentam o risco de enfarte do
miocárdio e hipertensão.
No homem aumentam também o volume
mamário e o risco de cancro da próstata.
Diminuem o volume testicular, a quantidade
espermática e a fertilidade.

Na mulher provocam aumento da pilosidade e do


tamanho do clitóris. Masculinizam a voz.
Diminuem o volume mamário e provocam
suspensão de amenorreia.
ESTIMULANTES:

O uso de estimulantes é muito frequente entre os atletas, sendo o mais


utilizado a seguir ao consumo de esteróides.
Anfetaminas, estricnina, cafeína ou até mesmo cocaína. São substâncias
que aceleram a atividade cerebral, fazendo com que a resposta nervosa
seja mais rápida, aumentando a atividade dos atletas e diminuindo o seu
cansaço.
Efeitos Adversos
Aumentam a pressão arterial, podem fazer com
que o atleta emagreça, o uso contínuo pode
destruir células nervosas, sendo que a
hiperatividade contínua provoca a sua
destruição, pode provocar insónias, euforia,
alterações de comportamento, temores,
respiração acelerada, confusão cerebral, e ainda
há a possibilidade de ataques cardíacos e
overdoses quando tomados em excesso.
ANALGÉSICOS:

Analgésicos são drogas calmantes frequentemente usadas, tais como a


morfina, metadona, petidina, entre outras em quase todos os desportos
fisicamente exigentes e que visam diminuir a dor. Podem ter como efeito
reduzir a dor provocada pela prática de certas atividades, ou por
lesões, fazendo com que o atleta resista mais tempo à dor e ao
cansaço, aumentando a sua resistência natural. São muito usados em desportos
como a maratona e o triatlo, que são desportos muito exigentes fisicamente.

Efeitos Adversos
O uso de analgésicos apresenta alguns riscos
para a saúde dado que, ao reduzir a dor
sentida, pode fazer com que um atleta agrave
uma lesão, pode levar também à perda de
equilíbrio e coordenação, náuseas, vómitos,
insónias e depressão, diminuição da frequência
cardíaca e ritmo respiratório e diminuição da
capacidade de concentração.
BETA-BLOQUEANTES:

Os beta-bloqueantes são utilizados no desporto de uma forma semelhante à dos


analgésicos. Combatem o nervosismo, stress e ansiedade. Os beta-bloqueantes são
remédios que baixam a pressão sanguínea. Atuam no sistema
cardiovascular, diminuindo o número de batimentos do coração. Estas substâncias
são normalmente usadas em categorias que exijam alta precisão, como o arco e
flecha e o tiro, bilhar, xadrez, natação sincronizada.

Efeitos Adversos:

Diminuição do ritmo cardíaco, podendo


contribuir para o aparecimento da
hipotensão. Pode
provocar, inclusivamente, paragens
cardíacas. Pode originar asma, hipoglicémia
(falta de glicose no sangue), insónias e
impotência sexual.
HORMONAS PEPTÍDICAS:
Estas substâncias são usadas para acelerar o crescimento corporal e a potência
muscular, diminuir a sensação de dor, favorecer recuperações mais rápidas
após o esforço, aumentar o número de glóbulos vermelhos e a capacidade de
transporte de oxigénio. No entanto, estas substâncias, apesar de realizarem os
objetivos pretendidos pelos atletas, causam imensos problemas como
embolias, enfraquecimento muscular, diabetes, hipertensão
arterial, insuficiência cardíaca, leucemia, doenças articulares, insónias, perda
da massa óssea, enfarte de miocárdio e cerebral, anemia e morte súbita.
Exemplos: hormona de crescimento, eritropoietina, insulina, corticotropina, …

Efeitos Adversos:
O uso destas drogas pode provocar
deformações ósseas, distúrbios
hormonais, miopia, hipertensão, coágulos
sanguíneos, diabetes, doenças articulares.
Diuréticos:

Têm como função aumentar a quantidade de urina produzida. Ao aumentar


a quantidade de urina, as concentrações de substâncias dopantes vão
diminuir, não podendo por isso ser consideradas dopantes abaixo de
determinados níveis. Além desta função, os diuréticos são também usados
para perda de peso, ou até mesmo para que certas substâncias dopantes
sejam expulsas rapidamente do organismo.

Efeitos Adversos:

Os diuréticos podem causar


desidratação, caibras, doenças renais, perda de
sais minerais, alterações no volume do sangue e no
ritmo cardíaco. Se os problemas cardíacos e renais
tornarem-se muito graves, podem mesmo levar à
morte do atleta.
Beta - agonistas:

Os beta-agonistas são drogas que se destinam a aumentar a massa muscular


e diminuir a massa gorda. Este grupo de drogas é conhecido pela sua
capacidade de controlar a distribuição de fibras musculares e de aumentar o
ritmo cardíaco, aumentando o fluxo de sangue para músculos e cérebro. Uma
droga beta - agonista muito conhecida é a adrenalina, que existe
naturalmente no nosso organismo e que é libertada quando estamos sujeitos
a situações de grande tensão.

Efeitos Adversos:

As beta – agonistas têm como efeitos, o


aparecimento de insónias, agressividade, e
náuseas, falta de concentração, distúrbios
psíquicos, aumento da pressão arterial,
problemas cardiovasculares.
Técnicas e Métodos proibidos
no Desporto
Por fim, e a apesar de não serem propriamente drogas dopantes, existem
também técnicas e métodos proibidos no desporto, sendo eles:

Aumento do transporte de oxigénio:

Esta técnica consiste no uso de substâncias para aumentarem o número de


glóbulos vermelhos ou a transfusão de sangue previamente retirado e
enriquecido com glóbulos vermelhos. Este método é perigoso pois um maior
número de glóbulos vermelhos significa sangue mais viscoso, e como tal há
um maior risco de ataque cardíaco.
Manipulação química e física:

São técnicas que visam alterar a legitimidade e a integridade das amostras


de urina e sangue usadas nos controlos antidoping. Entre elas destacamos a
alteração das amostras de urina, a inibição da excreção renal.

Doping genético:

A dopagem genética é definida como o uso não


terapêutico de genes, elementos genéticos ou
células que tenham a capacidade de aumentar o
rendimento desportivo. Este tipo de doping está
ainda em desenvolvimento e ainda não é muito
viável, mas poderá ser. Este tipo de doping é usado
com recurso a vírus ou bactérias que alteram certos
genes em certos músculos do organismo, tornando-
os mais adaptados à atividade que pratica.
Teste Antidoping
Os testes de doping realizam-se através da urina. Isto deve-se ao facto da urina
transportar todas as impurezas do corpo, inclusivamente drogas que, por ventura,
tenham sido tomadas.

A principal função da urina é a eliminação da


amónia, que surge quando as células produzem
proteínas. A amónia é tóxica e, por isso, deve ser
eliminada rapidamente. Então o nosso organismo
transporta-a até o fígado, onde ela é transformada
em ureia. A ureia, por sua vez, é menos solúvel e
menos tóxica. Quando o sangue passa pelos
rins, toda a ureia, restos de amónia, excessos de
sal, ácidos e outras impurezas são retiradas através
de uma filtragem e eliminados na forma de urina.
Essa filtragem é muito importante, pois é ela que
mantém a composição do sangue.
Porque devemos combater o
Doping?
Motivos Éticos:

O doping e o desporto são incompatíveis;


Recorrer ao doping é contrariar os conceitos de ética
e lealdade desportiva;
A sua utilização transforma o desportista num objeto
que se manipula, como se fosse uma máquina que
tem de render o máximo , mesmo que para isso não
dure muito tempo;
Contraria a finalidade mais importante do desporto;
Contribuir para a melhoria da saúde física, mental e
social do individuo.
Motivos Sanitários:

A utilização do doping é potencialmente


perigosa para a saúde, porque:

Sujeita o organismo à ultrapassagem


dos seus próprios limites;

Produz alterações nas suas funções


orgânicas e psíquicas;

Pode provocar dependência no uso de


drogas;

Provocando assim, uma degeneração


física, por vezes irreversível.
Conclusão
Este trabalho foi realizado com empenho e cumpriu as expetativas propostas
à partida. Ao concretizá-lo, percebemos que o doping é um problema
demasiado preocupante na atualidade, e que muitos atletas quebram o
fundamento da prática de desporto, utilizando drogas para melhorar as suas
prestações.

Pretendemos basicamente alertar os todos quanto aos efeitos que as


substâncias dopantes têm no corpo humano, tentando influenciá-los à não-
prática de doping.