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DE
SERGIPE P VI F..: r.2, IA) PRES IDENJTE

(JA c I DE1EF'DONCA )
RFLATOR1C

PUBLICADO COR NEXO


".1P-'10 DO L'EL'T'D1O
r

13 'MN, I (...) O -;
COM QUE

POI ABERTA. A 2 SESSÃO RA 14.a LEGISLATURA

k 34113ZIAA-WrieMZ.Mk''ZZ.4-
DE

PELO PRESIDENTE

:©; czwzzo zz uz==tiçg


NO DL4. 4 DE MARÇO DE 1863.

TWP PROWINCIKL.
Rua d'Aurora.
SENHORES ME111/9.:3 DA ASSEMBLÉA iDOVINCLU,,

Ni cumpriMento.da Lei, e pela segundo vez, venho assistir á installarin


liossos trabalhos, afim de instruir-vos. do estado dos negocios publicos e das pro,
videncias que mais precisa á Provincia. para, seo.milhoramento..
Felicito-me por essa honra, e com a Provincia me regozijo pelo, facto de To;sa,
i:eunião, que é sempre de esperanças, pois de vossas luzes e patrietist.po só. ha
que esperar importantes milhoraméntos, de que cila tanto precisa. .

Cheio de satisfação, dou-vos a noticia; sempre grata á todos os Brasileiros, de


que a prEziosa saúde de SuAs NAGEST4Dg IMPERIA.S E DAS SÉRE:gSSEUAS PRINCÈZAS,
se conserva sem alteraçrto.
Rendamos graças. á. Providencia piyinai pela: concessão do- tt.:jo P.ssiga4lado be,?.

Congratulo-me- com. vosco. pela, maneirkdecorosa, por que se houve o Governo;


Imperi al' nas questries ultimamente suscitados pela Legação.Britannica na Côrte do,
iMperio, repellindo. com_ prudente energia pretenções, de humo, injustiça
monsuravel, e. sustentando, a dignidade e os.. brios de nossa. Nação. -A leitura do,
01ficiak e dos mais periodiços que- alli se publicão, vos terá, seta duvk
da posto ao façto de tudo quanto diz respeito k esse assumpto, e da, maneira digna;
elionrosa porque se terminou. essa: desagradavel: emergencia.-.1N-escindo pois de
repetir-vos* o que hoje um só Brasileiro nio ignora:
Os sentimentos& arnó.r d patria que lauta: expansão teni-tido da. parte de,
nes.sos: irmos os Fluminenses e de todos os outros,, se tem vivamente, despertada
entre os Sergipanos, que não poupará5 por certo sacrificios, por maiores que:
on.prol da. sustentação d1/4o decoro .Nacienal,,
Iieje, mais do que nurra, necessita o Imperio uni5o de lodos os Brasilei-
ros. Cumpre pois que, esquecendo as inimisades e os olhas originados pelas lu-
tas politieas, nos juntemos lodos pelos laços da coneordia e harmonia.
Faço para asso os mais ardentes e sinceros votos.

A`.','%''7..ZZA=.7.
mem tir :47.5.7.7ZA.

Apraz-me sobre modo dealarar-vos pite a Provincia está em condicafies plena-


Mente satisfactorias; reina em toda ella perfeita paz, graças ao genio ordeiro de seus
habitantes, ao cumprimento fiel que se tern procurado. claras leis, e tos principios
xie justiça e moderação tão recornmendados pelo Governo Imperial e que me des-
vaneço de ter seguido com .escrupulosa exactidão. E nenhum indicio ha que faca
alimentar o receio de perturbação em tão bom estado, °sempre indispensavel para
o desenvolvimento moral e material. de um povo.
iaolada occurrencia que se deo na Vila de Campos 2:3 de Outubro, dis-
sipou-se promptamente. Segundo as communicaçbes recebidas passou-se do modo
seguinte
Tendo sido pronunciado Domingos )sé de Menezes Goes , como incurso 110
artigo 192 do Codigo Criminal, na occasião em que foi intimar-lhe a ordem de
prisão o Escrivão Paulo Roberto dos Santos, em casa do Escrivão de Orphãos Pe-
dro Barretto de Menezes, onde se achava, abrirão era seo favor formal resistencia
o referido Escrivão Menezes, Manoel Francisco do Sacramento; José Antonio do
Rosario, e Francisco Barrou° de Menezes, alguns armados de cace, e consegui-
Ko obstar que effectuassem essa prisão quatro praças de policia que ali se acha-
vão , e que acerniy,uillar;lo ao Escrivão Santos. Este reeeioso de ser victima, e
crê-se que o seria se insistisse em fazer effective a ordem de prisão, retirou-se dei-
xando a casa cercada pelas praças mencionadas, e do occorrido foi dar parte a
autoridade. Desde então houve mais ou menos agitação nos habitantes da Vila
os arnieos de Gaes affluilo á essa casa, e seos parentes, ,em consequencia de aviso
que eles lhes havib mandado, não tardarão tambem.
O Delegado proeessante teve de ceder a resistencia; mandou retirar os solda-
des, deixanile que Goes se fosse embora, e isto a rogativas do Vigeria José Luiz
d'Azevedo, que interveio com o louvavel intento de pôr termo á tão desagradavel
eccurroncia, e do Delegado de Itabaianinha, que fera chamado, .e que tomou o
cenrearaisso de1:'esentar nesta Capital o ,pronunciado, e que não satisfez.
Para conheer-se que não deixou de ser algum tanto pertinaz a resistencia
-eppc,,sta, basta referir que começando ella .as 11 horas do dia com a transmisso
da ordem de pris7.o, só terminou as 7 da noite. Ainda pouco depois dessa hora
entrava .na Vila Diogo Travasses de Abreo Leite, Presidente da Camara Munici-
pal, trasendo com sigo gente armada, em auxilio do pronunciado Goes.
Iateirado de tud,) peio Dr. Chefe de Policia julguei conveniente fazei-o seguir;
sem demora rara r,h, mandando Lambem um Official e dez praças de policia.
Foi urna ir,ida acertada..Com a sua chegada serenarão os mimos, a agita-
4,ga:e desappareeco com.ph3tzur,enu!; a autoridade foi desaggravada com a peiaão dos
3
1:e.tente'3,o quaes for5, competentemente processados, e do pronunciado Me-
hPZOA GW.S que se apresentou á esse Magistrado, justamente quando regressava a
diligew:ia que o tinha ido capturar, por ordem d'essa autoridade.
Tobs as cenveniencies publicas.aconselhavão a .exonere(:ão do Delegado pro-
cesaute, que ti7io podia continuar á servir, por lhe faitar a precisa força moral.
Tive por coesc,guiete de dal-a, nomeando para substitui!-o um ()fadai do Corpo
que para &ti fiz seguir.
Achando lambem de necessidade a_ estada temporaria do Juiz de Direito da
Coinarca nessa Vila, determinei-lhe que fosse n'ella residir "até segunda ordem.
Fui cumprida essa determiaa(f;.e. Depois d'isto nada se deo alli.
Antes de terminar, conseuti, que eu consigne neste documento um voto de
ieuvor ao digno Chefe de Policia peia maneira por que se houve no ,deSempeaho
d'essa Commissão.
E' um dever que cumpro com muito prazer.

ZZZ7"4-£.7;A. 117Z:77,D7.:2, Z =,

Loef;s.e de f_e.npeiorar, o estado deste importantíssimo ramo do serviço


publico,
tem eleido e:;zum milhoraireento, e os algarismos vol-o demonstraráõ.
Como sabeis, emquanto subsistirem as diversas causas que entre nós fazená
augmentar a estetistica criminal é impossivel conseatiir que a segurança individual
e de propriedade attinjrío as condicções desejaveis.''Todos reconhecem que é mis-
ter removei-as, aias vêem pesarozes que serias dificuldades á isso se.oppõem
sentemente.
Entre essas causas, fazem se muito senSiveis na Província
A. falia de decano religiosa e de instrucção do povo.
A impunidade.
A ociosidade.
A falta de força publica.
Segundo as p?.rticipações recebidas durante o anue findo foro perpetrados os
seguintes crimes

Resistencia. . .
Arrombamento e fuga de piezos.
Perjurio
« ... 4
G
1
Homicidio, inclusive 4 tentativas do mesmo crime 13
Ferimentos e offensas pLisicas 22
Estwpro . 1.
Hal». . . . - 0
lb C .V . 1

....- .
O

Furto. . . . 1 . h-
'Roubo. . I.
(..1.zo de armas defesas. I
, 4
Destes, o mie° notavel para- MOreCOls'espee,W inençría e' o da resistoncia come.
Diottià na villa do Campos,. de que faltei no artigo nteeedew.
Si é. certo que no anuo- de 1861 o numero de crimes foi menor , pris que-
não passou ,de 41 , é lambem exacto que fazendo-se a eonfrontação com os do
quinquennio anterior, o resultado não sendo como fôra para desejar, é comtu4o,
favoravel,t0 anuo de que trato,, como passas 4 ver

EM 1857-67'..
185&--71.,
1859 55.,
1860-71..
1861.-4L,
1862-54..
Ilbuve tres. mortes casuaes, a. respeito das quaes as-autoridades proceffiarão
necessarias averiguações.
No mesmo tempo, apesar dos tropeços com que lota a Policia, forão captura-
dos 76 criminosos entre os quaes 33 por crime de hornicidio. Comparado: este:
resultado com o qae se consegui° em 1861, a differença é era:vantagem. do anuo.,
passado, por quanto n'aquelle forno 5,1 os, criminosos capturados, e deste 'L:6
penas por aquelle crime.
Isto mostra que tem havido algua. cuidado da parte:das-autoridades.no cum,,
primente de seus deveres.
Pelo que me diz respeita, posso afilançarvos que não tenho cessado de re,
cernmendar a punição do crime e a captura do criminoso, quem quer que seja.
Reconhecendo quanto é conveniente que a autoridade seja exercida por pessoa&.
idoneas,, tenho SiiiQ milito escrupuloso nas nomeações que tenho feito.
E' pessivel, eu o acredito, que inexactas informações me tenho feito enganar.
em uma ou outra mas resta-me a conscienciar de que sempre procuro obtêt-a,
(l'aquelles que me parecem mais sizudos e menos suspeitos. Cem a comunhão po,
litiea do individno pouco se me dá, não é para. mim titulo. de habilitação;exijo,
pelo nterros.zeiu e probidade...

som 0011-6124
1,""", !"_t"r?fr 5.,,N
ar`go lea wao cgraa otel?

Depois de vossa ultima reunião clerão-se deste ramo do serviço publico as:
seguintes alterações
Tendo fall'ecido o.BacharelConçalo da Silva Porto, Juiz. de Direito da c.onaarca,
d'esta capital, foi para ella nomeado, por Decreto de 6 d.e Setembro do anno pas-
sado, o Juiz do Direito José Nicoláo 1,ig1eira,Costa,. .

Ainda não, chegou á. P1',OVillCi3


Foi removida a seu. pedido,. por Decreto de 19 de Septembro, o Juiz de
reito Filinto Henriques de Almeida. da comarca de Propriá para a de São João na
1?rovincia da parahiba. Por Decreto dá, mesma data foi nomeado para substituil-o,
Arli,Q11i0 ROdrigll?S Navarro. de Cirqueira.
Tomou posse no dia 21 de Novembro e em 28 de Janeiro ultimo falleceo.
Tombem por Decreto de 19 de Septembro foi remoido -para a colnarca
cepelle feesta Provincia , o Juiz de Direito da comarca de Caro!ina, no Maranhão,
Manoel .Maria do Amaral.
Ainda se não apresentou.
Para o lugar de Juiz Municipal e d'orfãos dos termos reunidos da Capital e
Srío Christovão, vago por ter terminado o quatriennio o Bacharel que. o servia, foi
removido o Juiz Municipal- e d'Oriãos dos termos reunidos de Belmonte e Canávia
eira, na Bebia, Bacharel Catidido Augesto Pereira Franco.Decreto de 15 de
Abril.
Entrou em exercicio á 9.9 de Junho.
Por Decreto de 17 de Maio foi reconduzido o Bacharel Gustavo Gabriel Coe -

lho de Sampaio no lugar de Juiz Municipal e d'Orphãos des termos reunidos. do


Santo Amaro e Marola:.
Vagarão ,os seguintes legares de juizes Municipaes e d'OrfãoS : o dos termes
reunidos do Lagarto e Campos, por ter findado o quatriennio o Bacharel. que o
exercia ; o 'de TillaNova, por demissão concedida áo que o servia, e da Estan-
cia pelo mesmo motivo,
Para este ultimo acaba de ser nomeado o Bacharel João d'Aguiar Tiles de
Menezes.
Furão nom eados Promotores Publicos
Da comarca da capital Ci Bacharel Graciliano Arestides do Prado Pimentel.
Da de Maraira , o Bacharel Antonio de Padua Hollanda Cavalcanti.
Des Juizes de Direito , que são 8 , só estão eaa exercielo 3 ; o da comarca da
Estancia, o do Lagarto e o de itabaiana.
O de Lerangeiras , está com parte de doente, e de á muito que está com effei-
to bastantemente enfermo.
O de Mareia', achae licenciado pelo Governo Imperial.
O d'esta Capital e Capella, corno já vos disse .ainda estão por chegar.
A, comarca de Propriá está vaga.
.Dos Juizes Municipees, que são 44 só estão em exercicio a: o de Maroim,
o de Simão-Dias e o de Santa Luzia.'
Estão servindo interinamente. de- Juizes de Direito os da Capital , Rosario e
Propriá. . .

lia 5 lugares vagos : o de Villa-Nova Divina Pastora, Lagarto, Itebabianlnha


e eepella.
Está licenciado pelo Governo 1raperial o de Larangeiras.
Está com assento entre vós o de Rabejaria. -

O da Estancia ultimamente nomeado abeçle não entrou, em exercido. '


Dos Promotores só não costã oni eaercícip. o da pornarcaecio- Lagarto que é
Membro d'esta caia, e a.de Itahalana que tendo obtido uma licença, que já findou,
ainda se não â.eresentou.
Está por conseguinte a administração da juglça em vossa ProNincia quasi que
completamente entregue á juizos leigos , e o que é mais, a homens eivados de
paixZies, e que reoichoicião sacrificar a justiça i convenienelas de partido.
.E'.1náo ma. tal :estado.
A cornara de Mereine, por exemplo, tem dado Txhaberantes provas dos iacon-
vonientes 'que accarretáo as interinidades : na vila da Capela, onde havião t os
presos por julgar., deixou de haver a segunda sess7ío do Jury, porque não houve
quem fosso presidil-a depois de andar -a vara de Direito do mão em n mão, o
torreo 14 substitutos, foi parar nas mãos do 1.0 stipplente do Juiz Municipal da
Capela, que, nem ora substituto do Juiz de Direito A villa do Rozario coube
igual sorte, não teve 2.° sessão do Jury. Ainda mais, em um' tnez ou pouco mais,'
deu-se o Tacto -extraordinario de terem sido nomeados cinco Promotores interinos!
Notai que isto se deu em uma comarca onde existem dons Juizes Formados,
calculai o que não se dará n'aquellas que não Lera presentemente um sé.
.Ji fiz sentir ao Governo Imperial este mo estado de causas, 'que eu tanto
lamento, e pedi-lhe as precisas providendas. Espero ser attendido.
Por Acto de 30 de Julho do anuo findo, nomeei os supplentes dos juizes Mu-
nicipaes Oriãos para o .quatriennio de .1862 á 1866. Posso .affiançarvos .que
procurei Acertar na escolha, tanto quanto me foi possivel.
O Juiz de Direito Theodoro Machado Freire Pereira da Siva que por Decre.
de 1.2 de Abril .proximo passado, foi nomeado para o cargo de Chefe de Policia
d'està Provincia, prestou juramento e entrou .em exercido á 4 de Julho. Tenho
Muita satisfação em dizer-vos que é um Magistrado que honra a classe; muito
inteligente, probo e zeloso, é severo cumpridor de seus deveres.

IOSTATISTICA CRIMINAL,

Porão convocadas 26 sessões do Jury, 15 presididas pelos respectivos Juizes


de Direito e 11 pelos seus competuntes substitutos. Em 9 Termos deixou do
preencher-se o numero legal de sessões ; e Termos houve em que elas forão a-
bertas e encerradas no mesmo dia por falta de processos, ao passo que mui cur-
to foi o tempo de duração das que tiverão processos á julgar.
O Jury julgou 72 processos com 148 réos que commetteráo 7.5 crimes.
D'esses 72 processos, comrneçarão :
Por queixa 10
Por denuncia do Prometei' 16
Ex-officio ..... ......... . 46

72
l'oro sustentados no Jury :
Pelo queixoso 5
Pelo .Promotor. . 67

7.2
Os 148 réos dividem-se em :
Homens 140
Mulheres 8
Brasileiros . 155
Estrangeiros '3
ileliores de 14 amos. . 2
De 14. á 17 ». . 1
De 17 á 21 » 7
De 12 á 4-0 ' » . . 66

Viuves.
Maiore,A de 4-k.) D. 71
Solteiros. . . .
C)
41 ..,

-Casados 98
8
Ignora-se a idade de um.
Livrarão-se:
Presos 69
Atriançaclos 3t
A' revelia 48
Commetwrão os crimes como :
Autores
Cumplices
Os crimes forno:
Publicos 7
Particulares . 68
Publicas..

Resistencia 44 is . 4 1
Tirada ou fuga de presos , 2
Falsfflade ' 3
. . , . .
Perjbrio - - -
.

Particulares;
,

Tentativa de:homicidio -
. ... n
6
Ferimentos 27
Estupro. - -.. 5
Rapto 2
Furto
Darnno
Roubo
. . .....
. . .
9
3

D'esses crimes apenas 22 forno commettidos o anno passado, sendo por el-
-es julgado igual- numero de .rées.- Os outros, 53 tiverno lugar em annps anteri-
ores, e dividem-se em 5 publicos e 48 particular es.
A sua distribuição pelos -annos em que forno perpetrados é a que segue:
. -

1.839.11omicidio .
1840.
1841
».
»
. ,_.
1111

. ...... . ; ... 1
1-

4851 » 0 g 2
1855,Tentativa dó homicidio
.. .. - .... . . . . . .... I
1
4851.1 Homicídio
1857Ferimontos ....... . . . . . 1
1859 » :3
Damzio . ,
»

I860Falsidade
» Tentativa de homicídio.
.

...... . .

,
..

.
1
1
1
...1eriinentos 4
........ ..... ,
»

» Estupro , ., 2.
» Rapto 1
» Furto . 2
1861Fuga de presos 2
» .--.Falr.,idade 2
-» 41omicidio -rt.),
, . .

». Ferimentos . 10
» Estupro 2
» Furto ; , 5.
» Dainno. 1
» ;.Roab,o

53

Eis z a discrinrinaro dos gottmettidos e juipclos o an-no.pas.s.a(lo

Resistencia . ...... 1
Perjorio
Flornit:ittio : .
.
,

.....
... . .
.. 1
2
Tentativa de homicídio ,
Ferimentos. . . .. .
Estupro . .. . . , , ,
-.

.. . . .
.
.. 9
4

1
Rapto .` .' .
Furto
Damrho.,
. . .,

..
,...,....
r . s.
6., * , 11,
. 1
2
1

houve

saber
C:on,len-kilacries
:
.. .......,.. W

Niorte, , .. .. , , . . .. 1
Pristio com trabalho, 9
Pristio sinples ..
-, - ... , .. . . 11
Degredo.
Desterro. ... , . .- INe. 1
Wit4 : ? 4- « . 4

.. . ,. .4 , :: 9+7,
Alisolvii;ries 125

Por deeistío dó Jury .,, .


£en,do
.
Por prescripifio . , j
125
.Das cond,smnaes 7 dizem respeito ;'; réos de crimes commettidos em '1862
e 20 á reos de crimes anteriores ; das absohies 2:3 á aqui)11s e 102 à e;:ics
A dirrerença que se noui entre as absolvies e o numero de réos, provem
do que 4. dos réos, alem da pena principal, forrio condemnados á aceessoria de
muita.

OULG.4.13,2ENVOS IDOri4 ZUZZ.I.N


. .
OE BZWE170.

, Forno julgados poios Juizes de Direito 7 processos por crime de responsabili-


dade, sendo 7 os réos
Estes processos corrielar'jo :
Por -queixas
Por donnuneia do Promotor
... . .
.
I
5
1

7
Foi 5o sustentados:

Pelo Promotor . , . . 7
Os réos forTio:.
Homens 7

De 2i á 40
... 'an4os.
Brasileires
' .. . , .
- .. - ... ,
Maiores da 40 annos,
O'.
.
. . .
.
7
5
2
Solteiros , - " . <. - 3
Casados . 4

Livran'o-se

Presos . ? 1.

Affiaoc.a!los 2
Ausentes que comparecerâo . $ 2
A' revelia, . 2

Foro:
A ubres . 7
Os crimes ferãa
Publiços, - 7
Sendo
Prevarica0o . .... .
. . O . 4,
I
Concusno. . ., , ....

Excesso ou abuso de autoridade. .


. . .. I
Irregularidade de conditeta I
Condemnados forra
, Sendo:.
A' prislo simples. : . . . . . . . i
A

Suspenso de emprego 11

..
.. ,..... .
Multa . . .
Dera-se
Absolvições . . 3:

Houve :
Appellação .. . . . ....O.00 I

Crinzés de que trata a Lei n.° 562 de 2 de Mijo de 1850

D'esses crimes, só. um processo foi submetido á jUlg.,amentN comprehendert,-


do 4 réos.
Crimes ex-officio-...
Os réos, quanto ao seu sexo, naturalidade, idade, estado, modo do livramento,
e qualidade, classifico-se do seguinte modo :. .

' Homens . .. , . . .. . . .. . .. .. A:.

Brasileirps, ., .. .,, .. . .,. . ,. .. 4..


De 24 á 40 annos .. .. - ..., . 2:
De 4.0 ambos .pa,ra.,cirna. .. ,4 2
Solteiro. . . . 1:

Casados . ., . a.
Presos.
Autoras. 49
..
, ,
. :

,
...
.. .
. . .
O
.
.
,..

.
O. O
..

,
..,

I,
4_
4.-

. ,
O crime foi de resisténcia.
Tolos forra absolvidos houve appellaçrro que ainda. pende..

Crimes de que trata a Lei n.° 1090 de de Seltembro de 1860;..

Por esses crimes, forb julgados


Processos,. . ... . ..
Comprehendendo
. , 11,
Começa rno
Por dennunc'a do Promotor 4.
EN-oflicio
Foro suA(:ntailw:
Pelo Promotor 9:
Os réos forrio
Homens . . 11
Brasileiros 11
Devidem-se (Festo modo:
Mó 1 if annos . . . . .
De 21 á 40 annGs 4.
Maiores de 40 annos .
Sol toiros
Casados
Viuvo 1.
Nno consta idade e estado de 2.
Livrarão.se:
Presos-. . . . . . .
A' revelia . . I
Forno
Autores
Cuniecis
Os crimes forno
Particulares . ...... .. . ..... ,
Todos de
Furtos . .
Condernnações-
.
.
.........
. .
....
........ .. . .
9-
7
Sendo :.
Prisão, simples . . .. .. .. . . . . . .. . . 7 ..
Absolvições .... - . ' . . ..... ' . .
. .. . !F.

Das conde:Doações foi interposta :.


Appellaçnb. . ....... . .. . . .. .. . ... .. 1
Infracção de posturas e crimes jelgadõs corno ellas.
Pelos Juizes Municipaes, Delegados e Subdelegados forno julgados
Processos 5,
Aos quaes responderão
Reos . . . . ., áo . .. - . - 7
Sendo ::
Homens ............ . 7
Brasileiros . ..... . . . . . .
\._
7
Livrarno-se :.
Presos . . ,. ..... 9 2'
Soltos. . ...... 0. 5
Crimes :
Publieos . . ... . . . , 2.
i
Particular
Policiaes . . - . . . 22.
Sendo:
Contrabando . . . 1
ijosc beilici leia '1

lluuno 1
Tizo de armas 1
lfit'raco de Posturas 1

Houve:
Condemnaçtíes . . , .
Sendo as peeas
ikiso simples 2
Nua 1
AbsolvU'es . 4

Dei'io-se :

Appelles
Em resumo.
Pelo Juzy, Juizes de Direito e mais Authoridades foro julgados o anno pas.
gado
Processos ...
Aos quaes responderiTe:

177
Crins ( inclusive 1 infracç.:::.o de postu-as ) 97

Dos ciriw.,,s
Pel)lieos. 17.'
sabei.:
flesisteLc:ia , 2
Tiri.n eu fuga de prezos . 2
Falsid.aie . . . .
4-,
o
Perjuro 1
Desobediencia 4
Contrabando . , . 4
Pre,..aric(u:.;.0 , - 4
Coneussfo 1
Ex,ces?.o ou abuso de aut..,14dade , 4
lirquiaridade de co2dua . . . . . . 1

17
Particulares 78.

Sendo
> ....... 14
Tbiltatiw . . . . -. c 6
1:3

retimentps . . ,,
stnpro. . 5
Rapto . .
Furto . .
Damno
Roubo . 2

73
Policiaes 2.
Uso de armas
infracção de posturas. . / . . . . .1

.2
liouve 4.1 condemnacties, ã saber:
Por decisão do Jury
» » dos Juizes
...... . 27'
1 4.

41
Sendo .as penas:
Morte
Prisão com trabalho e 9
Prisão simples 21
Degredo
Desterro .. 1
Multa . . 7
Su3pensão de emprego 1.
1/ i
41
Abso1viç5es 14.-0:
Por decisão do Jury. . .. .. . . 1q4
Por prescripção
Por decisão dos Juizes 15

140
Os recursos foro 27.
Appellaç-ões do Juiz 5
» das partes
Protesto para novo Jory

27
Como se evidencia do quadro que acabo de esboçar-vos, é extraordinaria
disproporç5o entre o numero das absOlVições e o das condeinnações, pois en-
quanto aquellas forão em numero de 124, estas não passarão de 27.
O digno Dr. Chefe de Policia a explica
'1.P Pela defeituosa organisação e Instrucção dos processos.
2.° Pela demora nos julgamentos dos crimes antigos.
3'.° Peta delenelle prolongada. dos ros de crimes affianeavers;.
4.° Pela- freq.uencia de Ser, presidido o Jury por Juizos substitutos.
5.° Finalmente, pela bene\'olencia. do mesmo Jury.
Estou. perfeitamente do accorda co:' i.';11e..

Tendok sido annullada pela segunda vez- a. eleição de Vereadores e Juizes cley
'az da. Parocbia de Vifia-Nova, a de Vereadores. de. Pacatuba, a de Verea,
dores e Juizes de Paz; da de Itabaiana, Lambem pela segunda vez, e
derada insubsistente a. de Vereadores de Campo do Britto, pela razb de c;41.sii..
tuirem os votos d'aquella a maioria. de Municipio,. conforme- tne foi communicado,
por Avizos de 2: e '13. de Márço passado, marquei o. dia. 18 de. Maio para- se pro-
ceder as novas .

Effectiyamente se fiserb, sem que houvesse a.menor perturbação na ordem:


publica..
Não tendo apparecide redamaoão alguma contra .a do Municipi-O Itabaiána,.
a approvei provisoriamente por acto de 7_ de Julho, dando d'isso parte ao Go-
verno Imperial em, offigio_ de .28 cresse mesmo mez, o qual me declarou em res-
posta que ficava inteirado. A outra pende de dej.são do mesmo Governo, a quem
foi subnaettida por oficio de 28 do referido Enez.
Tendo-me sido determinado que mandasse proceder criminalmente contra.os
autores das escandalosas fraudes commettidas na eleicio de Pacatuba que foi an-
nullada , ordenei o,respectivo Juiz.. de Direito que desse cumprimento á essa or-.
dem , e que do re.sultado me fizesse sabedor..
Ainda nada communicoo..
Os. processos instaurados pelas fraudes que se disse tarem havido "nas
e'ões das Freguezias do lliachão , I.tabaininba, e Lagarto,. e de que vos fallei no4
1Watorio passado , foro competentemente julgados, sendo absolvidos todos os;
pronunciados.
Tendo Sallecidovictima do c!ioléra-morbu3,o vosso collega Capito Antonio Eliás,
de Mattos, Deputado pelo Dístricto Bleitoral, marquei o dia 28 de Dezembro,
para ter lugar a nova eleição affin. de ser prenchida essa.. vaga. Fez-se com effeito,
nesse dia, sem que se desse o menor incidente.
Havendo Lambem fallecido em Pariz, onde foi, tratar de sua saúde to arrui;.-
r,ada o Dr. Antonio Nobre d':Alínéida e Castro" Deputado- pelo '2.° District° , de-
signei. o dia 9.5 de Janeiro para fazer-se a nova. eleição.. Fez-se t,ãobe.m, sem. a:
glenor novidade. '

Na. forma da lei. conhecereis» de sua.

Não ézatisfatorio sinto dizg-o., o quadro que vou. traw-vos em.re1aço4:


alubricLade
A fgrer «arena, e consecutivamente o cblera-m3r71s , pozello ear cmi--
teruaç.'in algumas localidades (14 Provinda ,e ja tpie o- dever me nTio despeosa
da vos aipresenta,r rtn setsivel e luctaosa exoio. neUa ditrarei, assegurando-
vos a possLvel precis7jo, sem emitido deixar no equecimenio circumstancias que
em filatelia de tanto vu!!o no se deve, nein'.e possivel caltar.
Acompanharei as dias crises epidemi,a.s despon.tailas na Provincia: de urna
outra fallarei separadamente. tendo em vista as (latas de seu desenvolvimento ,.
lugares em que reiRarão , tempo de dura, e estragos que cansarrl'o. Apresen-
tarei lambem uma breve synopse das providencias e socorros que expedi ern:
kivor dos efifernws.dealidos.,..--lhdinen.te , nada do que convier saber acerca,
de assumpto de tanta iffiportancia e gavidade, dei.xarei. d.e. vos expôr.

irEan

FOi esta fébre,.tambern, conhecida pelo.typit?is d'Ameri.ca. ---o primeiro


ge!lo manifestado, na Provincia, e si é certo que o seu caracter núe foi rio
CWO , corno costuma ser,. e desta. mesma Provin..,ia' por -vazes o tem sido-, tatu-
bem á uma erdade ,de triste recordaç5o, que assim mesmo nos fez lamentar
a, perda de bastantes vidas.
As iflas da Senhora das Dares,.e de Simão-D:as forão as que mais sentirão-
seus crucis effeitos.
Na Villa,do Lagarto, e cidade de Larangeiras alguns casos lambem, appare-
certio, mas tão, raros que não, constituir 7ão uma epidemia propriamente dita.
Passarei, portanto a, oe.cupar-me jessas duas localidades,. onde o flagello °sten-
10U. seu mertifero e fatal reinado:.

- VILLA »4 SENRGIELIL DORES:,

Q. primeiros assaltos da febre n'esta Vilia. começarZo.a.sersentidhs em- fins,


h Janeiro. do anua passado; e sCi.em- principios dellaio do mesmo anno,
de quatro mezes de soffrirneutos , foi que seus habitantessejnigarão, livres de-
suste4 e isentos de seus terriveis elTeitos..
@ povoado da,Senhora,das Dores, como sabeis , é pouca. extenso', e stn
popuslago limitada : assim, mesmo for ão accornmettidas para mais de 5:10_ pessoas,.
e fallecerão cincoenta, e duas._

vaLLAt. »E sciiio-m"..

Nesta.Villà,o.desenvolViinento da. febre. tere.lu-gar em principiós.


justamente quando os habitantes da Villa da Senhora das Dxes deixarrio de ser
perseguidos. Aqui j não,foi o seu- contagio rd'o, benigno. nein: no, passageiro
por quanto-, depois dá propagar-se por todooTermo , com, especialidade- nos
10pres- denominados--,Palmas,,,Ilhotas,..Cai0 , Jacá, Bom, Success° ,. e Lag)a.-
116

Grawle,=s5 em dias de Ooluhro foi que se considerou extiacto, ceifando durante


o .seu reinado :235 vidas.
Das c'ommuoicaçiies offic,iaes cio consta ao certo qual o nurne.o dos affel,a-
dos.

SOCCOIMCS PROWIPDF.NCI..

Apenas pelo Subdelegede da Villa da Senhora das DkOS por orneio de 11,
de Fevereirodo amo lind3 me foi communicado O tilenvolvimento 011) seu dis-
trktO de uma febre cujo caraeter não desereveo, mas que de '2-2 de Janeiro até
a data de sua participação já havia feita algunns victiinas , existindo 41 pessüas
affecoalas.tiz partir immediatamente para a mesma Villa o Inspector de saúde
Pdb5ca, alim do estudar o ;:araeter de similhante epidemia , e informar-me acerca
de sua qualidade e origem , e dos meios convenientes para combatél-a.Ao mes-
mo Inspector recommendei que; quando se desse o caso de se achar a classe des-
valida em completo desamparo , victima da iotensidade e violencia do mal , lan-
çasse tO do tolos os recursos o providencias precisas para salvai-a , fazendo-se
auxiliar por qualquer Medico e Pharmacentieo que ficasse mais proxima.
Cumprir) pontualmente o sobredito Inspector de saúde minhas recornmenda-
çFies, e por officio de '27 odo citado Fevereiro, jà de volta do ponto infeccionado,
déo-me conta minuciosa de sua commissão.
Achou ell que era sem contestação a febre amarella que aPi dominava, o pro-
videnciou em ordem a que os enfermos disvalidos fossem promptamente tratados
de conformidade com a autorisação que lhe conferi.
Ao Reverendo pro Parocho da Froguezia, que solicita e caridosamente se dedi-
cou ao tratamento dós enfermos, remetti em 5 de Marçe uma. ambulancia com os
neceesarios remedios para qq.os fizesse applicar, tendo em vista a descripção
mal e as iudieaçties curativas que pelo Inspector de salide lhe havilo sido minis-
tradas.
Por essa mesma occasião roguei a aquele Sacerdote a continuação de seos
Loas serviços em favor da humanidade.
Quando inc persuadia que o mal declinava, foi quando em 14 de Março sobre-
dito recebi partecipões officiaes datadas de 10 cli, noticiando-me sua roera
descencia, e o consequente augmeroo das victimas.
A' vista (restas participaçïíes fiz sem demora partir de novo '6 Inspector de
saúde em soccorro rh população fulminada, fazendo-o acompanhar do uma segunda
ambulaucio, e recommendando-lhe que rt.,:o abandonasse a mesma população sem
que a deixasse entregue aos desvelos de algum Medico, mediante contracto.
Minhas ordens foto observadas, e o tratamento dos pobres enfermos da Se-
obora das Dores passou a ser zelosatneote ministrado desde o dia 19 de :4areo
pelo Medico Dr. João Paulo Vieira tia Silva para isto contractado.
Segundo as recernmendaçZies que dirigi ao referido Medico nunca deixou ele
de dar-me partes amiudadas do estado da epidernia,.e de pedir todos Os medica-
mentos e soccorres que ião sendo precisos, é que promptamente lhe foro tniuiS-
trados.
Os cofres nacionaes com os soecorros expedidos para esta Villa dispenderJo
apenas 8:143Q0, sendo 7`. 0000. réis diarias do Uedico. 50000 réis ajuda de
11

custo. ao Inspector de salde 'por duas viagens -que reza mesma Villa, 414300
dieta aos enfermos pobres, e reis transporte, de uma ambulancia.
Passando .agora Srs., a mencionar-vos es soccorros e providencias expedi-
das em favor dos habitantes da Villa de Simã'o Dias, acominettidos do.mesmo-
devo para não fatigar vossa paciencia, declarar-vos que os disvellos e solieitude
que empreguei para. com aquell'outra porção de .meos governados em ailliceão
suão forno superiores aos que empreguei em favor d'est'outra de quem vou. fanar.
Não obstante a longa distancia que medeia (Festa Capital a mencionada Villa,
fiz que della se sentisse tamliem a presença do Inspector de saúde publica e ia,
Provincia As autorisacfries que este recebe° em favor dos infelizes habi:.antes.da
Senhora das Dores, recebe° tambem em favor dos de Simão Dias.
Aqui encontrou o mesma Iospeetor de saúde maior numero de pessoas devt?;.
tadas ao serviço da humanidade não só por que a população é maior, e a epidemia
se mostrava mais intensa, como. ainda por que já se achava em exercicio a Com,
missão do District» Medico que para esse, e para os demais Municípios da Provín-
cia nomeei em datas de 17 e 18 do Março, desde que tive noticia olficial do de-
senvolvimento do cliolera ni.orbus na Provinda de Pernambuco.
Sobre estas commisstíres, mais adiante falharei quando houver de tratar d'esse
outro , e mais cruel,. fidgelio , infelizmente manifestado na cornarc,a de Propriá.
Continuando, pois, a atar o fio de minha exposiffio.,..dir-vos-hei que em Si-
mão-Dias guardou-se melhor systhema a ordem no tratamento dos enfermos. -
Um Lázareto,ahi.,se estabelece°, onde adespeito da. repugnancia que mostrou
a população em proeura , recolherão-se 3'2 doentes, dos quaes 28 curarão-se,
e 4 fenecerão.
O Dr. Juiz Municipal do. Termo, # outras pessoas caridosas. tratarão cada um
por sua parte, é todos conjunctamente de prestar importantes offleios a humanida-
de anda. A COMIlliSS:ãO do District° Medico fez-se recomMendavel pelo zelo e so-
licitude que manifestou sendo de justiça que em signal de oTatidão eu faça regis-
trar deste documento -não sõ os nomes do seu Presidente Domingos José Ribeiro
e de dons Membros Viga.rio Antonio da. Costa. Andrade,; e Francisco i;lathias dos
Santos Fernandes pela expontaneidade com que á expensas suas fizerão as despe-
sas do Lazareto, como -lambem o do cidadlo José Marçal de ,Araujo Andrade
que fez offerta de uma sua ma para servir de Lazareto pelo' tempo que se fizesse
preciso.
Estes actos de generosidade, e as minhas incessantes recomtnendae-ões.para
que na destribuição dos..Soccorros não se dessem Os abusos que .em taes quadras
srto mui triviaes , fizer7á com que os cofres publicos despendessem _apenas com
a epidemia na Villa da Simão-Dias a quantia -de 205000 réis, comprehendi-
da a juda- de custo de 130»00 reis requerida pelo Inspector de saáde publica
pela viagem que fez.

O CHOLEIZAMOZBUS.

Antes de entrar na triste e dolorosa discripção do modo por que o hediondo .

e terrivel flagelo de iin,3 ma vou °ocupar dominou na coinarca de Propriá, per-


metti, Senhores, que me anticipe a informar-vos das providencias e medidas pra- -
ventivas que tomei com o, fim. de modificar os mOrtiferos gol pos de tão cruel'
astuto inimigo, e. de proporcionar promptos soccorros a pc.)pulaeão caso fosse.
açommettida,..
.Quando na Povoação do:Cruaugy, Termo& Goianna em. Pernambuco; começou'
o. cholsru naorbus a grassar epidemicamente,. dei-me pressa, em. tomar todas as rae.--
didas para que' sinailhante flagelo, nos achasse precavidos.
O.. primeiro, caso, de. cholera, apparecido cin Propriá teve lugar a 30;: (10. Agos,
to ultiào,--no. entanto em datas. de: 17; 4&, e '22' da Março. (éinco, mezes. aroes
já. a. PrOvincia se achava divididl em Districtos :1Iedicos já. nomeadas para todas as:
cidades, 'gilas,. e Povoados commissZíes. de pessoas caridosas,, e de um, zelo: não e-
quivoco; já, estas comenissbeS seachavão de, posse, de. luetrucçUes que lhes transmitti
contendo. medidas e providencias apropriadas para antes do. mal, e para depois.
d'alle; já. a. Ude Janeiro, havia. mnandadovir da Bania uma porção, de mediamen-
tos , cuja quantidade fiz augmentar en-}, virtude de novas requisiOes feitas em datas.
do 29 de. Julho,.. e. 27' de Setembro ; já me havia dirigido por carta a todos os.
P.roprietarios e P'esendeiros. da Província,. recommendanrcolbes. que fizessem ob--
servar entre seus faroulos. e. rendeiros os preceitos hygiennicos. aconselhados pela:
sciencia, como preservativos do mal; já, havia distribuido, por todos. esses. Proprie-
tarjes., Conamissbes de Districtos Medicos, e Autoridade da Provincia ezemplares.
que fiz. coordenar eimprirrair em uma só,collecção, conten.do.todasas noticias, recei.
tuarios. o e Instruc0es coneeenentes ao, tratamento d'esse mal; já se achavão nome-
ados os: poucos. Medicos eistentes na Provincia para accudirenspromptamente aos.
habitantes de seos. Destrict,os se entre eles esse flagelo se propagasse; já libai/nen--
te me havia-dirigido por carta á esses. Medicos rogando-fies que por amor a hume.
pidade e favor a, mim houvessem-de acceitar a importante e, trabalhosa, commissão,
que lhes havia confiado,exigindo ainda, do civismo- e. animo caridoso, dos mes-
mos que houvessem, de se prestaraos reclamos dos Districtos visinhos se seus.
serviços fossem exigidos.
Já vódes , portanto,. pela breve- resenha: das pro.videncias que de pre-
venção.,puz, em, pratica em tão. penosa;conjpnetura, que nrto. fui descuidoso em..pro-
mover a salvação do pbvo que me foi confiado.
Com esse povo eu, pois, me congratulo e me felicito, não:porque lhe fizesse -

serviços, ou lhe promovessealgumnbem, quando em consciencia. só,cumpri: um.de-.


ver, e dever sagradomas pela ioestimavel mercê.., com que Aprouve a Providencia.
Divina proteges-o ,.preservando-o mó hoje em sua, maior totalidade: da voragem de,
tão mortifero. caprixozo contagio.
Lamento, porem, no fundo d'alma que...,outra sorte coubesse aos infeliies ha--
h:tentes da.. Comarca de Propriá, Altos e imprescutaveis Decretos da .Provideo-.
.

eia! . aque sónos_cumpre 'curvar..


Asseguro-vos no entanto que entre esses.. mesmos habitantes fulminados do,
nal, não foi, o mesmo...mal' tão funesto e assolador:, como hifclizrnente. aconteceu:
n'esses.dias luctuosos, dias de .dôr e de- pranto por que. passou,. esta:Provinciano,
fatal - anno de if355,.
Evocai as vossas reminicencias; confrontai, aquela com.. a,quadra., actual'oe, não:
achareis. termo de comparação..
Ja' vai longo o. presente artigo: mas. o ,assempto, Srs., é-.tão interessante; sc!
w.eaderwtaptas circumstancias , tantos factos, que eu.não posso.. exhitnime:.
Procuh-rei todavia. resumir (planto for possivel, e desde já; COMOÇZ-
rei. a referir-vos a triste historia do elidem na, Comarca de Propriá..
Como á. pouco VÓN (lissa , o, primeiro caso desse flagdlo. teve lugar na Villw
de Propriâ. no. dia. &F (1.3 Agosto Antes- cristo já, elle se haviadeclaradoeín seis-
praças do Corpo. de. Polícia, e dons Guardas Nacionaes que havirto marchado de-
lir:Ha-nova para. o Curral de Pedras, e d'abi até o Pão d'Assucarem demanda de
guris criminosos de gra-ves culpas. (resta e da Provincia das Alagoas Uns,
o cloros succumbirno incontinenti...
Declarada a tormenta n'aquella, Villa. °st...Intui: nos primeiros dias de sua inva,
s7to o caracter. umais assustador, um:rigor inauditoEm, vinte e Cinco: dias- fez. descer.-
a sepultura 4.67 victimas, pela, maior parte habitantes
D'alii4iassowse coma velocidade de raio para diversos lugares adjarentes
minados Telba,---CedroSitio- do. Meia--CaraibasTamanduáe-
Nestes lugares , exceptuado o povoado do Cedro onde 'em poucos- dias ceifou 58-:
vidas, notourse que elle se apresentava Menos rigoroso,, sendo- os casos- apare-
eidos pela maior parte. benignos:.
Quando- em L29 de Setembro a epidemia decrescia sensiVehnente na Villa de:
Propriá, tnanifestoufse nas Pavoaçiies do Buraco. Ilha do Ouro, epontos visinhos,.
e conseGutivamente- em' Villa-Nova; B4ej0 Grando,..1.1lia-dos, Bois,. e Pacatalia-.
No Buraco e Ilha-do Ouro declinow ellaetupoucos dias, fazendo até o dia 7 de,
')utubro 432: victimas---Em.-Villallova seu, desenvohimento foi. o. mais lento
possível,. e. poucos foro os-casos fataesEin Brejo Grande , e Ilha- dós Bois ,.
onde appareceo, mais tarde, j?á, não- se- mostrou. ttlubenigna- , de forma que no i?"'
d'esses lugares contava-se 78; victimas- até 2,1: do referido Outubro:
Em Pacatuba finalMente poucos.estro.gos..forão sentidos, attenta ainarcha lenta
e caracter benigno com que ahi dominou;
Até hoje nïi-o.. me- tem, sido- possivel., obstante amiudadas ()Liget-leias ,.
n7ii")

obter uma. estatistica, da- mortalidade em, toda. a Comarca:


Calcula-se,. porem:, que as victimas- excederão de oitocentas..
Não fico pela exactidão d"i3ste
Cumpre agora,,Snrs.,..demonStrar-vos vaes. os- soccorros. e providencias que
ex-pedi.
Quizera:enumerar; uma-a uma; todas essas providencias;.todas as autorisações;.,
todas as Instrucçbes,e OrdensNão é isto, porém, praticavel. no- estreifo'qUadro,
da presente exposiorto.
Bastará. que -vos dita: que: constituindó Propriá; e o- enttlb-Jiti± de,'
Direito da Comarca, Dr. Feliato Henriques d"Ailmeida, ncentro donde devitin;
partir tUdos.os .soccorrose auxilios. eu; tive. logo. de :conhecer o ,acerto d'esta
da pela. velocidade com, que erã'o..soccorridos, insignificariteSlágarejO's
Bastará- ainda: que .vos -diga que osausiliOs . dó Governo forão tambem medidos;
e-. cotia tal discriKão.destribnidos.pelUdesvelado.-JuiZ de;Direito,.seu.Agente, que,.
ao - passo -que nada faltou: aos enfermos.- disvalidos,, ainda, ficarão sobras- não de-,
dinheiro, como-de remedios,. roupa, e-alimentos., sobras que á,,pouco for ïio reco-.
Ibidas á Capital.
Nos primeiros,: assaltos da- epidemia-, erwPropriá,j4. se- achavãO o-Dr. Tliornat
Diogo Leopoldo, e-um:curioso, aquelle.por conVite do Juiz de Direito, e este por.
contracto,,en.earrepdos dolratamentodos enfennos ,no Lazareto que de conformi,-
20
dado com as minhas Instrucções promptainente se fez montar. O mal, porém,
mostrou-se vehemenie, e generalisava,se pela poptilaçío.
En. taes eircumstamia: vi que o Dr. Leopoldo, que se no quiz contractar,
offereeendo-so para prestar a humanidade os 'werviços .que podesse sem oNtipen-
dio algum dos cofre; puhlicos , precisava .ser auxiliado por Outro Facultativo--
Nomeei o Dr. João Paulo Vieira da Silva, residente em -Div.ina Pastora
quiz por justos motivos accoitar a nomeaçrío.
A' vista de tal recusa fiz partir sem detença cresta Capital o Cyrrirgi5o do Cor-
po de Saúde do Exercito, Or. Manoel Antunes de Salles.
N'este interim chvar?io da Bahia, coal alguns soccerros que requijtei ao res-
pectivo Presidente, o;Medicos Dr. Egas Muniz 13arretto Carneiro de Campos, e
Dr. Jarintho gilyano Santa Roza-- Destinei humediataninte o 1.0 para PrOprk.1,
eiletrregacto da en:*ermaria de Linha durante a allZeilja do Dr. An-
tunes.
Achava-se por tanto a este tempo o iniz de Direito da comarça com todos os
meios e recurso; neces.,sarios á accudir promptamente 'todos os pontos alrectailos.
Para evitar latrocinios que ontr'ora em crize similhante apparocerb em alguns
pontos da Provincia, e para fazer guardai' todaa regularidade e promptidrio nas
inhumaçõeS, pnz igualmente a disposiçrio do referido Juiz de Direito no sú as
praças do destacamento da comarca, que fiz augmentar , como Lambera a um ca-
pitF,o do corpo do Policia, dando faculdad3 para que este Visse empregado em
qualquer ponto da 'mesma comarca quando, e corno mais conviesse.
Finalmente para que nada 'faltasse aos infelizes enfermos fui diligente em re-
mou« amiudados supprimentos de romedios, roupa, carapuças, tamancos; baèta,
generos alimenticios, o 1:200t5000 reis em dinheiro
Do'z Arnbulancies bem sortidas rornetti ao Mencionado Juiz de Direito nas se,
guintes datas.
í . çal h. de Setembro.
. Em 4'.-2 com destino aQ Curral de Pedras.
I Em 47/,'
4.. . sendo uma para VillaNova.
. . Eni preparada pelo Medico Dr. E,gas.
. Em `2S
. de Outubro.
Além da' abundante somma de recursos que fic7,-ío mencionados , nunca (.1eixei
de mover. e- e:1,citar en crio tão Iuctuos a c16.clicaçb,, zelo, e energia da parte dos
agentes da admiistraçã.o..
A linguagem .om 'que forb concebidos os meos officios dirigidos ao Juiz de
Direito por vezes citado demonstra a toda a evidencia o vivo interesse do meu
coraçk por ver suavisadas .as penalidades cio púvo.
Por officio .de 21 de Setembro, depois de conceder ao dito Magistrado todo
o poder e autorisações indispensaveis ao tini que tinha em mira , ennunciei-me, nas
seguintes formaes palavras:
(c. Pelo que tenho dito , pelas autorisações que tenho conferido , e pelos soc.
corres.que.solicitamente tenho prestado perfeitamente conhecerá v. ra. quae
.

meos desejos , qual meu tmico e maior interesse,


Fie a salvkb dopovo.,
21
Vele v, na. esmera lamente ern Cio heroico emponho;njuie-rao na roalisko
.4, de Cío caros e santos desejos.
«Si os recursos pecuniaries lhe faltarem da momento , ri;io dIxi por isto de
lail ar mão do todos os meios de (ido poder despr , alia de que os infelizes eu-
.1 formos não sucumbo ao desamparo.
« Si o Governo recommenda toda a parcimonia todo o tento na destribui40
dos s&corros, Wio quer com isto o mesmo Governo, que o povo pema, ;,
goa ; quer apenas evitar esbanjamentos, prevenir abusos.
« Certo v. m. do meu pensamento, do meu mais serio desejo, 'espero e conto
pie o fará fielmente traduzir, envidando o seu zelo e CKfOIT;OS para que seus COillar-
criOS aSSaiLa(106' pelo mais cruel e astuto inimigo, experimentem , nunca fóra do
4( tempo, e de um modo improficuo , o benefico influxo do Governo , que tanto
se desvela pela salvação do S povos. O
A linguagem d'este meu officio, Snrs. , foi a identica, e sempre a mesma de
toda a minha ceminunieação pildai sobre assumpto Fio serio e de tanta monta.
Isto- exhuberantemente se evidencia já de meus officios dirigidos ao mesmo
Magistrado em datas de 7, 14, 21, 22, e '29 de Setembro, 3, 6, 13, 21, e 23
de'Outubro; já as eommissr)es" dos difforentes Dlstrietos Medicos da Comarca
de 9, 12, e 21 do primeiro dos ditos mezes, 3, 13, e 14 do sogando; já aos
Delegados, e Subdelegados de Villa-Nova, Propriá, e Pacatuba de 20, 21, e 23
d'aquelle, 3, e 23.d'este mez -; já aos Religiosos Capuxinhos Fr. Paulo, .e Fr. Da-
vid , que na Freguezia de Pacatoba v'estárão valiosos serviços ; já finalmente aos
Facultativos e outras pessoas e Auto:.iclatks, á cargo de qUein de qualquer mo-
do se achava este ou aquelle ran-aadc au ser';io tão arduo e arriscado, quanto
sublime e honrozo, cabendo-me a satisfa;dc declarar-vos que todos se prestá-
f;:a com dedica o zelo, segundo a maior ou 11-1-ener importando da tarefa que
lhes foi commettida.
Aqui concluo, a triste historia elo el,olera-nzGrbus na Comarca de Propriá; e
meu coraç'Lle se confrange do mais justo sentimento por ter de rematal-a annunei-
ando-vos mais um golpe fatal d'esse inimigo cruel e sanguinarioO Dr. Anti-:nio
Rodrigues Navarro de Girqueira, pouco nomeado Juiz de Gireit,o craque% Co-
marca, em cujo cargo contava apenas dons inezes de exercido, desce° a sepulta2
no dia 22 de Janeiro proximo findo, fulminado por um d'eSSCS casos esporadicos
que ainda do vez era quando v:to appareceado, e augmentando o agarismo das
victimas.
Deixando a Comarca de Prapriá cumpre fallar-vos da Villa da Capella, onde o
t.ialmente se manifestou, mas de um modo tio benigno o lento que cora ver-
dade st'i não pode dizer que ahi dominara epidemicamente.
O primeiro caso apparecido dentro da 'Villa teve lugar no dia 15 de Setem-
bro, e até o dia 27 do mesmo mez apenas 21 pessoas havião sido affecta,13s, mor.
rendo 3, e salvando-se as mais.-- Este estado continuou sem allerk5O até 6 de
,Outubro; communicando-me o Medico militar que para alli fiz partir Dr. Jacintho
Silvano Santa Roza que até esse dia havião sido acommettidas sois pessoas , a-
chando-se apenas duas eia maior perigo.
Sem embargo de tian perspectiva tn'o animadóra, fiz conservar por alguns
dias áqUelle Medico na mencionada Villa, temendo os caprixos e versabilidade de
um inimigo ião astuto. Fiz remessa de duas arnbulancias com medicamentos em
t3
datas de IS e 26 de Setembro, e por fim, só depois que me convenci da beni'f,
/lidada, com que o mal se apresentava nessa localidade, e da existencia apenas de
um ou deus doentes em convaleeença, que podio ser sacc,rridos. pelo 1'81e4ico
Dt. Joaquim Sobral Pinta, que me assegurou seus s.rviços até onde permittisse
seo estado valetudinario, foi que me resolvi a mandar regressar para. a Capital o.
,
Medico militar; cujos servicos se fazik precisosi.
Concluindo., Srs.., o presente artigo, devo declarar-vos que toda a despem
com a. distribui0o dos soccorros na comarca de-Propriá, e na Villa da Capelia.,
ui-cantou em. Rs. 47316' 163, sendo 4:22675163 importancia paga pelos cofre, da,
rIbesouraria de Fazenda desta Provincia, e 505000 reis por conta de uma subscri,
prf7o promovida entre algumas pessoas caridosas pelo dl:tineta edosvelado Juiz de.
Direito Dr. Filinto.
.No se acha. porém, incluida nessa despeza a importancia dos soccorros
uistrados pelo Ema. Presidente da Provincia da. Bailia...

4a servi-c» da vaceinario continúa a lactar na Província com: difficuldades. se.-

a permanecer imperfeito.° irregular, segundo assevera o proprio Coinmissario ll'ac-


cinador Provincial co utricie que me dirigi° á 7 de Fevereiro, proximo passado,.
que vos será presente..
Diz ainda. o Illesfn0 C01111:11iSSari0
que, em quanto subsistirem as. condiç5es.
que já teve occasib de mencionar em outro see officio (!le 29- de Janeiro do anno-
preterita, j1 submetti-lo ao vosso conhecimento, julga impossivel que os beneicos,
o salutares e,ffeitos da vaccina sejb derramados com igualdade. no.seio da, popula.
ç. .o , como tanto convem aosinteresses da- hurnaniál&.. .

Vinte e oito Districtos.ey.istem- na Provincia para onde se tem. nomeado Vac--


cinaclores Municipaes: no. entanto só em dez d'esses Districtos se cuidou da vacci-
naçk no decurso do anuo de 1861 á.I862, tendo sido innoculados 7.3.8.. individu7,
os; a saber :-

=No Distrieto do Ara-cajá. 101« Pessoas livres. . 78. Cativas. 234


=No de Larangeiras . 106. ».. 86'
.--Nó de Maroim 1:8 ».. 12- 3. 6.;
=No da Estancia, 230' ». '1'83:: ».. 47:
=No de Divina Pastora; 48. 27: », 2 ir
=No do Lagarto 42.- ».. 31. » It
=No da Lagoa Vermelha 1.68. ». ti +-,) », 58.
=No. de Santo Amaro ti ».. 8. ». 3-,
.,,----No de Japaratuba 8 » 8.
=No de Pé do Banco. 6- », 6

Somtr,..% 7.38: 5.49.


Estio providas do Parochos ás 28 Freguezias da Provincía.Dos Paro:J.1as,
O .st.0 colados e 9, encommendados sendo estes o da Freguezía de Nossa Se-,
'hora dos Capes do Rio Real e o da do Espirito Santo.
Das Freguezias , 18 est.%) tainhem providas de coadjuctores, cora cujas coa-.
gruas se dispende annualinente 2:90015000 réis.
Couiinna á ser lataeotavel o estalo da maior parte das Matrizes, o que é in-
compatível com a decencia do culto divino,E infelizmente, para melhorai-o nada
tem sido possivel fazer.
Esiá em andamento a obra da Man iz desta Cidade.Mais adiante terei de tra-
tar d'elia.
A Capela de S. Salvador que está provisoriernenle, senindo de 31alríz , set.-
freo um pequeno concerto , que se tornava indispensavel.
Notando que t'esta Provincia se n?d'o observa na construcçNo das Igrejas, uma
r.lanta certa e accomrnodacla á si1uar90 do lugar, de modo que alguns apre-
sent90 uni plano seu outros seguem riscos diversos, resultando nita.sí sempre:
adeptarem-se planos superiores ás forças o recursos kta Provincia ou das proprías
localidades ; e sendo conveniente que em 190S. constroceries presida a necessaria
harmonia e uniformidade, determinei ao Engenheiro Provincial queorganisasse tres-
plantas para servirem de modelo,. sendo urna para as cidades, ou:ra para as Villas
e outra para as Povoaçties, ordenando:lhe que n'ellas, sem. excluir as regras da.
architectura, e o gosto da arte, se singisse á maior simplicidade na construcçio
e facilidade na execur.*o.Esse trabalho vos será opportunamerite apresentado.
n officio de a do ma findo informou-me muito digno V.:gari° Geral, que:
o estalo das Matrizes era o mesmo por elle descripto no RelatoiL-, que me en,
viou o anno passado, e que já foi' trazido á vossa consideraçrio. doeu.-
12.1(W'LO, pois,. achareis miou.ciosa notieia de cada urna d.'ellas..

GUARDA. NACIONAL.

Não são melhores dó que as do armo passado, as Worm. ac,i5es que vos posso
dar acerca desta iustituição creada para fias tão uteis e' proveitosos.
A. Guarda Nacional n'esta. Provincia. continúa a existir nominalmente, como,
então vos, disse.
Inuteis tem sitio os meos esforços para- faz:4 a. melhorar:
Sabe-se que ella existe pelos grandes empenhos que se ompreg:To. na procu-
ra dos Postos ; mas urna vez obtidos, poucos são os agraciados que se empene-
t4o de que ate-tildas honras e proorninencias que eles lhes conferem , mas zdguma:
e&u.s.a. lhes. resta. altser.. Sabe-se tambem que ella existe quando é mister su.stentar-
ei
nrn caprixo; conquistar uma eleiç7io; crear esta ou nquella difficuldade á autoridade
desefecta ; ou finalmente quaude se põe em actividade O recrutamento, porque en-
tão nio lia quem não seja Guarda Nacional feelado o muito prompto para o
serviço,
'Tem silo letra morta as Leis e Regulamentos que determirAo os exercieios e
revistas.
- A remessa (lis informaeiíes, semestraes, mappas , e rdaçties de condteta
de que fairio os 11 , 12, e 13 do Decreto n.° 1:351. de 5 de Abril da 1854
tem sido de balde exigidas. Um ou outro Commandante Superior as tem enviado
por este motivo ainda uri() piide ser cumprido o terminante Aviso circular do Mi-
nister:o da Jestia de 12 de Agosto do anuo passedá.
As quaiifica.,:ões se rejo fazem em muitos corpos, e poucos Ao os que as ("anu
regularteente. Aquelle aquela assiste os requisitos e condiç5es para ser qualif-
do Guarda Nacional não o é, porque conta seguramen0 com a protecçrío dos Coe-
selhos. o desprezo que geralmente se tem de pertencer as fileiras de rio dis-
tincta railicia: (raiá a grande cithiça pelos Postos ; d'ali finalmente o falseamento
da mais bell e proveitosa instituiçrío.
Os Commandos Superiores e Corpos existentes na Provincia sb os mesmos
qu.6 já vos descrevi na sessrío passada. --Nem' urua alterao solfrerrio em sua or-
ganisaifaR e destribuiç5o.
Dos mappas da força que ultimamente me foro remettidos pelos diversos
Commandantes Superiores, com falta dos da Estancia Santa Luzia, e Larangei-
rase que até o presente, não enviarrío os que lhes dizem respeito, consta que a
ultima qualificaçrío deo o seguinte resultado;
Cerninande Superior da Capital 3:080 Guardas.
Dito de ltabaiana 1:468
Dito do Lagarto í :995
Dito do Marola] 2:381
'Pio da Capelia 9:654
-,,Dto de Villa Nova 2:122
ap.
Total. 13:700 Guardas.

=Consta ainda dos mesmos MaPPaS que nos Commandos Superiores acima..
relaeenados eximeet as seguintes vages de lugares cuja nomeação é da privativa
coroptteeia do Governo Imperial, a saber.;
1Chefe de Estado Maior.
3Tenente Coroneis Chefes de Corpos.
8Ajudantes de Ordens,
3Secretaries Geraes.
3Cyrurges Mores.
1Capitão Quartel 3Iestre,

Total .19

Achava-se Lambem vago o lugar de Cornmendante Superior dos Municipios


Naroim c i,),esario, c Divina Pastora. Hoje, porém, este, lugar esta preenchido Ra
,Z!5

1.10 (liSlinCIO Cl:1;1350 A!It01,110 José Fernandes de fifirros..,:40 .no pouco


tempo de seo exercicio tem mostrado a maior detlicaTio aos Séostleeres, zelo e
actividade.

POU.Ç.t. DE L.MUA.

uma Companhia de Caçadores a clinica força de Linha com que co2ta esta
Provinda, !mica que !lie tem cabido no longo espaço de vinte e tantos auos-
1. )inviyi-se o soo estado elT,;zi tivo de 82 praeas, tendo mais 43 aggrepdas, e 15
addidas, cora ás quaes se ula deve seguramente contar.
Imiti! é dizer-vos que essa força riFio satisfaz as exigencias do serviço--V(53
mesmos , compenetrados d'esta verdade, por mais de uma vez vos tendes dirigido
aos Altos Podcres. da Nação, manifestando-a em termos calmes e convincentes, e
pedindo a creação de tini rm,io Batalhão.
Vossos reclamos, que tem sido sempre acompanhados dos da Presiencia ain-
da não poderão ser attendidos---Mais tarde o serão. Confiemos na indefectivel
rectidão e justiça d'aquelles a quem toca remediar to palpitante necessidade, a-
cerca da qual ainda á pouco tive occaião de dirigir-me á S. Ex. o Snr. Hinisko
da Guta ra
Essa complmllia é actualmente conarnandada pelo capitão Manoel José de Me-
DCZCSSeo e.xercicio data de pouco tempo : não posso per isto emitiir juizo al-
tmun acerca de merecimento e conducta.
Continna no- ey.eraicio das funeç.ões de Ajudante de Ordens da .Presideacia o
Tenente Segismundo deÁguiar, que se tem feito recommendavel por seo zelo e
activijade.

CORPO 102 POLICHI.

O estado completo creste Corpo é de 160 praças conforme foi fixado peia vossa
Resoltufio a.° .61-3 de 28 de Abril do anao passado. O soo- estado effec-
tivo. até 14. de Janeiro ultimo era de 159 praças, faltando 7 para o seo completo.
Immensas dificuldades sente a administraç,o da Provinda pela exiguidade de
similhante força, que aro chega para attender a um Sem numero de requisições
que todos os dias lhe são dirigidas pelas Authofidades, dignas pela aár parte da
mais prompta satisfação.
D'ahi o que resulta é que o serviço da policia nunca se fará com a conveniente
presteza o ainda que a Authoridade, sem. garantia, e sem o pres-
ree.eolaridade,e.
tigio que .lhedá a ibry'd , perderá de energia, deixando de pôr era pratica actos e
.1iligencias em que a justiça, e a propria sociedade tinhão tudo a ganhar.
Porem, Senhores, se são irrecusaveis as ras5es que vos apresento, 'mostrando
a insufficiencia do .pe,ssoçal d'esse Corpo ; tambern -por outro lado não são
menos attendiveis as circurnstariaias financeiras da vossa Provinoia, que altamente
se oppõem á decretação de qualquer aecrescimo.
Augwentar despesas, sem meios para pagai-as, seria admittir am systhema
destruidor, seria anniquillar, proscrever as regras dos verdadeiros principios de
economia, -
3411

Mo serei eu pois, quem procuro reuiediar um mal menor á cim4th itro


Maior.
Continúa esse Ccrpo sob o Commando (1,) Major nolino Voltaire Carapba
ettia so mostra activo o zeloso, conceito que merecem todos os seos otrviae3.
Do Relatorio que me apresentou o mesmo Ce:im,,!;r1t1, e que subira a V(45-
presonça, vereis mais detalhadanwil;e dioia ilo o movitlielito 'Fosso
Corpo no decurso do armo proximo

7416,f

Péza-me immensamente ainda vos nTi pcier ar noticia satisfactoria á


rNpeito de tão util instituiçzio.
A' despeito de todos os esforços que teAic> constarii.Inente empregado para
dar-lh.e todo o incremento e vida, continüa á jazer eia hure lethargo injustificavel
A industrio agricola, n!la ha duvidar, é a que rilai5re3 vantagens offerece á
Provincia pois é a sua melhor fonte ile receita ; todos compre,liendem por isso
que é de toda a conveniencia animar e desenvolver sua lavoura, no entretanto GIL)S-
ti'iuto Agricola, destinado para esse fim, nrio podo prestar seoz. proficuos serviços,
porque se lhe iaM tem dado a precisa animaçb
Centa elle .692 SOCiOS eiretiV03, cujas subscripções monta á c2a:700,4100G rs.;
d'essa qu:intia apenas se tem recebido 8:800.000 rs., e isto pelas centiatiadas
sollicitaç.',,ti.es que tenho feito
IZáo desconheço que os embaraços com que tem lutado os lavradores, devi-
dos ás mai.. safras, em grande parte tem concorrido para o desanimo em que elles
vivem á. respeito d'esta crea0o ; mas estou persuadido que no tem sido lautos,,
nein taes que justifiquem similhante falta.
Quando. tonari conta da adininistraçb, a 'sua caixa niie tinha um real pois.
2:.;é os dez contos de reis doados por S. M o imperador, Estevão emprestados .b
Provincia sem luro algum. Presentemente o. seo estado é CL Segainte

Importancia da dooç'flo feita por S. M. o Imperador, a qual está representada


por 20- apolices da divida provincial, no vai& de 5o.a6ma rs.. cada hum, que:
eíeii actualmente o juro de 8 por cento 10:005000?
Dita das contribuiçties dos socios até boje recolhidas 8.: 80.05004(>
dos juros que tem rendido as apolices sai ?;/,,92
Lesta quantia apenas se tem despendido 584070 rs.

A irnportancia de 9.:573422.rs. existente em, ditilleiro. vai ter o destino re-


commondado pelos Estatutos.
Estou bem longe de descrer da vida do Utr, profícua instituk;lo, e crein que
n'isto faço justiça à Provincia de Sergipe. R creaçrio de nosso providente Manar-
clia, e isto basta para se lho dar todo o. incremento e animal-Ao. Pelo que me to-
e, posso garantir-vos que continuarei á ser iacansavel para fazei-a prosperar..
Na4.1a tem dc lisengeiro, sinto dizei -e, o 'estado d'este importantissimo rntr:o
:ervi(>
i,vos deve isso surprelionder' na re'a!:a que, vos dirig;: o ZIMO passado :lis -
,sos a mesma cousa, e In;1> j't vo!.-0 tinha annuneido.
biversas causas, eor vós conheiidas e es,r1slinteinlIte alefrita:la nos Rebt--.1i-",8*-
ce:e vos tern sido apresentados, motivrie o d..;eas;eidavel aspecto que off,Tece
mementos° ZIS:Stinli:t0.
He uma necessidade paleitante, revel-as; sua acç:,o õ inalefica, e em quan-
to subsistirem se fará sentir em detri:nento do Q) imporiante instituitfto.
peszeal encarregado do magisterio, epe cat da instreqrin
ó em geral pessirno. Reprodue esta causa , por que a considero unia das zns
yofundas raizes desse
Pode-se dizer delle o que disse do da Província de Minas em 181[3 o floab
f;i:io de Caçapava. « No ba effeito sem causa :e segundo creio mio é por falta
dinheiro gasto, para se conseguir a boa instrecç:ioda nocidade, nem por faka
de ebundancia de estólas, que -a nstrwe7.1.) está eni atrasainento; a .causa unica
d'este mal, segundo eu entendo, é que a maior parle dos mestres de instrucço
primaria zdiele. te.ecisavb voltar para a e,s2,ó1a, e que em todas as outras aulas ha
muita falta de professores, e lentes, que tivessen: iJo áo menos discípulos a-
creditados em -quanto as frequentavb :e queen risie sabe n'te Fele onsioae....-
Já vos disse urna vez, açora o repito, é preciso tornar o ensi,leobrigatorio; é
o re,rnedio á oppôr ae de:eixo de muitos pais na edueiç7io de seus filhos.
Mo me parece procedente a opinio dos que entendem que fallece o ílireito
para urna tal imposiçrio. A obrigaelo de ensino nio irroga perda de liberdade.
A' ideia de direito corresponde sempre á do dever; se conto é exacto, todo
o individuo tem o seu direito, relativo á eduzaç:lo ; é lambem certo que por isso
assiste-lhe a obrigaç:lo de edwarse, e desenvolver-se integralmente sob a triplice
phisica, moral e intellectual.
Como consequencia, se uma socL?dade, representada na indivíduo desrespeita
esse direito, e SC recusa áo cumprimento do dever, é lilL;10; que seja coagida.
E essa ecaeçrio nada um de flaeelante ; importa sempre um beneficio inapre-
eiavel qual o da educaeb, e G fim d'esta no é seno o proeresso humana.
Escutai o que á tal respeito disse Mr. Victor-Hugo
O presente pode dar cuidado, mas passa ; devemos portanto, preocupar-
mo-ne-s .dos seculos vindouros, que estrio esperando pela civilisaeb.E' nosso
dever preparala.
A criança significa .a suprema quesUio do tempo em que vivemos.
A criança tem no berço a paz ou a guerra do futuro.E' desse berço que
devemos affastar as trevas.
Façamos surgir a aurora na alma da infailein.
Ilasrio vinte e. cinco annos de ensino gratuito e obrigatorio para que haja
:tma completa transformaçk no melhoramento social.
A criança, devo repitil-o, é o futuro. C0f110 terreno fertil e generoso dá
Z8

maig do guie a espiga pelo grzo de trigo c'.a semente. Por min fisca no dará
uu fadio de luz.
« Para JS)('!TIr!O tnu eidadb cornammos ft)rman!lo um bolum,
r.C.)ias por toda a parto.. Quando se n.:Io pout; a luz intrior que sd reebi! (14
true,f1.., lo:lividno dlo podo ser how:a. E apenas Urna cabeça desse rebanho
chamado Inti1r11:Ái), (pit3 Se deixa condzir pelo dono P:151âg(3fil ou :1(.)1114'tad(ifir().
Na. Cl-C:11(2r:: 1/ninaria o pie reSi3L(3 e3CMVi1:i 1.11i é a materia , á a ifitel111.
eia. A onr!,; acal.;a a igneranciJ.
1.(3.3(;.1 fi Vi3Zi pa:'a t.k) imi)ortlte objecto, e reu)rnmendovo,s.
D-1;eazLt.iu 1..-LILY apresentou o dinc. Inr

znarezAnt

Corda atu:7.1rnene a Provinela eacólas de instruego e'.ementar paro o S-W3


masco!ino e 92'. pal.a o
D'aquilas esto ';;ga3 da vila do, Rosario, Wra iG povoado dos C:Ir.1-
O, outa (10 IrIOdO.
fr2qu:..nlati4s a3 primeiras por 1S(39 a1umr:o3, ;Is segundas por 786;,
iiti 2.655.

fj) W.ra cuLan,

Existem 7 est:(Aas-,'5 para o seio mascolino e 2 para o feminino..


frt..:quers por iG3 aluranos, Lb' do sexo anscoliao 3?. dc.t te-

INSTRUCÇA.0 SECLIND /MIA.

A instruco secundaria paga pelos cofres da Provincia achase limitada


antas de Latim, est;:&lecidas na Capital, nas Cidades da Esuncia e Larangeir:À:; á
viila d Itabatana; á 2 de Francez, mas Cidades do Laran,,aeiras e Estwlei3,
e ft,
-2 de Arittimetka e Geometria tarnbem n'estas
Cidades, sendo o professor dt:! Cil,-
()2ietria de Larangeiras encarregado - de ensinar Franeez,. mediante uma grat.iLi-
C,k&.
Foro frequentadas: as de Latimil por 85 aiumnos,as de Francez por
e de Ariihmetic,: e -Geometria por 44Total 134.
A cadeira de Latim, da villa dá. Capella acha-se u em. consequencia do, t..±r
sido exonerado o respmivo professor, por acto de 21 de Novembro.
Attendendo que, conforme informou a. Inspectoria Geral, era quasi netilimula
29
a frequencia de alnnenos «essa aula, e que os cofres tão sobrec,arregadós de
empenhos, não podem supportar despezas itnproduetivas como são as que se fa-
zem com o pagamento de ordenados á Professores, cujas nulas não são frequenta
das, hão duvidei dar essa exonerarão, determinando que; ficasse vaga a cadeira
até vossa ulterior deliberação.
Ser-vos-ha presente esse acto.
Conkmo tudo quanto disse em meu ultimo Relatorio á respeito «este ramo
du ensino, e insisto no pedido que TOS fiz sobre a supresstie de diversas cadeiras.,

LICE0 SERGSEPANO.

Um notavel melhoramento, penhor c'e rico futuro, recebes; a Instrucção Pu-


blica, com a creaeão. do Lycéo Sergipano, installado «esta Capital no dia 5 de Ou-
tubro ultimo.
Doze distinctos cavalleiros, cujos nomes adiante vereis, inspirados por senti-
mentos desinteressados e patrioticos, concebefio a bella ideia de organizar we
1.yeeo gratuito., onde .podesee a esperançosa mocidade d'esta Proeincia obter os
conhecimentos que constitúem o curso das humanidades.
Por oficio datado de 16 de Julho, a submeterrio á apreciação da P residen-
cie , pedindo sua coadjuvação para que fosse convertida em proveitoza realidade.
Abraceia com a melhor vontade, e fiz-lhes sentir que alo punha a menor
.duvida em annnir á tão justa solicitação.
-4.Aqui transcrevo aquelle officio, e o que dirigi em resposta.

« Illm. Exm. Sr.--A' V. Ex. como desvelaIo Administrador da Provincia, e


corno protector das letras vem os abaixo assignados oferecer o tributo de seos
serviços em prol da instrucção d'esta esperaneesa mocidade Sergipana condem-
nada á esterilisar-se á falta do conveniente amanho intellectual.
Esta mocidade rica de espirito e de intelligeneia protestava á cela morneeto
contra a indiferença, com que creio encarados os seus mais cares ie:cresses /pe-
rus, os da cultura da intelligencia, quando aliás exigia-se (relia boes e prestantes
-Cidadãos , illustrados funccionarios publicos e exemplares chefes -t'ie
Os abaixo assignados congregados um dia, e reflectindo na profundeza do mal
-em que esta juventude se abismava, tiveram a feliz inspiraç7to de dedicarem unia
parte do seu tempo á instrucção dos jovens apenas possuidores da instrucção ele-
mentar, organisanclo uin Lyceo gratuito no qual podessem os jovens Sergipanos
'obter estes conhecimentos, que constituem o curso das humanidades.
Esta idéa feliz e generosa, Exm Sr., inspirada por sentimentos desinteres-
sados e patrioticos, os abaixo assignados submettern á apraciaeão e á proteeção
de V. Ex., de quem espero a indispensavel e valiosa coadjuvaeão para que elia
se converta em uma realidade proveitosa.
Os abaixo assignados afagando com amor urna lembrança, que nem o inte-
resse dictou, nem Suggerio alguma outra consideraeão, que não seja o desejo de
servir ao seu paiz , prestando um serviço á essa mocidade, que é a mais pro.
31,

mettedora esperança da patria, protesto a V. Ex: que serão solicitas no empre-


go do todos os esforços para que uma tal idée se realize, flereça e fruetifique, e
que não abafará õ no egoísmo de sua.; cornmodidades poasoaes os generosos senti-
mentos, que os inspiro.
'Eles conhecem que é pequeno o serviço, que ofTerecem, pequenhez, que se
traduz pelo pouco merecimento professional, que se reconhecem. Mas, se por une
lado os contrista esta desanimadora consciencía, por outro lado exalto-se na con-
vicção em que estrio de que este tributo de seus serviços, si exiguo por seu valor
intrinseco, é acceitavel pela dedicaeão do sacrific,io, grato, porque é espontaneo,
granie, porque é sincero.
Os abaixo assignados crêem que tiveram uma lembrança feliz, duplamente
feliz: primopela natureza do serviço, que se offerece , secundoporque reali-
sando-a na Administração de V. Ex. presto 'unia indubitavel homenagem de
respeito e gratidão ao Illustrado Administrador, que dirige os destinos da Pro-
víncia.
Enes espero que a instituição do 'Lycêo Sergipano seja bem fundada ; por
'que é justificada pela neceseidatle,, inspirada pelo desinteresse, nobilitada pela su-
blimidade de seus fins, e apadrinhada por V. Ex.
A' este acompanha a lei oreanica do Lyeêo Sergipano e bem assim a lista dos
professores cathedraticos e Substitutos para serem submetticlas á consideração de
V. Ex. afim de obterem sua approvação ou recusa.
Antes de concluirei]] os abaixo assig,nados julgão de seu dever significar a V.
Ex. , que desejando que o dia da inauguração do Lyec'o Sergipano seja um &a
de grata recordação, ter-se-hião por muito .satisfeitos, si V. Ex. se dignasse de
determinar que esta inauguração tivesse logar no dia sete de Septerabro, meino-
ravel anniversario de nossa emancipação política.
Deos guarde a V. Ex. por dilatados annos.Aracajú 16 de Julho de 1862.
111111. Exm. Sr. Dr. Joaquim Jacinto de Mendonça, M. Digno Presidente da Provia-
Guilherme Pereira Rebello.Dr. José João de Araujo Lima.Poly-
doro Pereira da Fonceca GomesManoel Gomes Borges.Geminiano Paes d'A-
zevedo.Eustaquio Pinto da Costa.Joaquim José de Oliveira.Dr. Francisco
Satino Coelho de Sampeio.Manoel da Silva Bego.Erico Mondim Pestana.
Manoel Antunes de Salles.José Antonio Ramos.)

«2" SecçãoPalacio do Governo de Sergipe, 24 de Julho de 1862.« Pu'


ffili."10 de 16 do corrente, que hoatern o recebi, trouxerão VV. mm. ao meu confie-
ci:fiHit a resolução que expontaneamente tonaarão de organisar desta capital UI»
ly,:èu onde possa a esperançosa mocidade desta provincia adquirir os conhecimen-
tos que constitueru. o curso das humanidades offerecendo treste modo, sem a me
poL retribuição, o tributo de seus serviços em prol da ínstruce'ho dessa juventude,
e pedem a coadjuvação desta preaidencia, para que se converta em uma realidade
proveitosa tão feliz concepção.
E' sem duvida alguma uma bella ideia, que eu folgo de applaádir e louvar, e
que acolho com indizível satisfação; é um relevante serviço que não pode deixar
de conquistar-lhes o reconhecimento publico, sempre devido aos bonS sereidores.
Com essa fundação fica satisfeita urna necessidade vivamente sentida, e que
sendo â muito recenhecida pelos poderes administrativo e legislativo da provincia .
- 31

tem deixado de ser por eles remediada !trio S/1 por causa do desagradavel estado
de finanças da provincia, IllaS ainda par tuna serie de contrariedades que uma
por todas, e todas conjuneiamente, tem feito supplantar seus mais ardentes e leu-
vaveis desejos.
Pelo que me toca, faço tim appello para o que escrevi na fala que li por oe-
casião da ultima reunião d'assemblea legialativa desta provincia. Quem compulsar
esse documento, -ha de reconhecer que não tenho encarado aom indifferença para
esse impertantissimo ramo do serviço
Foi por isso que li com intenso rigoaijo o oficio á que respondo.
Recebi tardem a relação dos professores cathedraticos e substitutos das dilfe-
reates disciplinas , e lei organica por que se deve reger esse estabelecimento.
Quanto á aqueles, folgo em reconhecer que reunetn as precisas labilitaçties para
o arduo mas glories° encargo que vão tomar; á respeito (festa, mais tarde lhes
ernittirei o meu juizo.
Por ultimo manifestão vv. mm. o desejo que nutrem de que a abertura do Lycêo
Scryipono tenha lugar sempre no memoravel dia 7 de Setembro, anniversario
W.:SSa emancipação politica : acho ruuto louvavel , e não tenho a menor duvida era
acTliescer com elle.
Saúdando , pois, com jubilo fio patriotica ideia, patenteando á vv mm. meu
agradecimento pelos bons desejos que nutrem de coadjuvar minha administração,
apresentando-lhes um voto de louvor pelo alto serviço que fio generosomente se
paestaoá fazer á esta bela provincia , restame assegurar-lkes que podem contar
com todo o apoio e coadjuvação desta presidencia para que se torne uma verdade
tão bella concepção, para o que faço os mais arlentes votosaa.Deus Guarde a vv.
mm.Joaquim Jacintbo- do Meralonça.Srs. Professores Cathedraticos do Lyceu
Sergipano.»

A' requisieão da Congregação, mandei fornecer pela caixa provincial os uten-


silos access rios para o Estabelecimento, os quaes importarão cru 727400 reis,
e determinei á Thesouraria que pagasse mensalmente ao respectivo proprietario
somma de 40 mil reis, do aluguer das duas casas em que está funecionando.
Creio que não deixareis de achar muito util e por consequencia justilicavel
essa despeza.
Tambem por pedido da mesma corporação, mandei incorporar á esse Estabe-
lecimento a aula publica de Latim d'esta Capital.
Com. o pessoal nada se despende, pois ate os lugares de porteiro e amanu-
ense são servidos gratuitamente, aquele pelo cidadão Manoel de Jesus Souto a
Andrade, e este por Guilherme José Mascarenhas, que se offerecerão espon-
taneamente.
Louvores lhes sejão dados.
Por este modo surgi° esta benefica instituição, de á tanto reclamada , que se
pode ter algum -vicio é o .de serem nimiamente vastas as proporções em que es-
tá concebida. Acho excessivo, por emquanto , o numera das materias que se
tem de leccionar ; penso que ensinando-se unicamente os diversos preparatorios
exigidos para a matricula nas nossas Academias , se faz muito. Tornadas assim
mais modestas a suas proporçties , tenho robusta fe que hade progredir.
Faço para isso os mais ardentes votos.
e

Sua Lei nanica e regimento interno forão submettidos o obtiverão a minha


approvação.
Seos.trabalhos, na forma da Lei que o rogo, encerrárão-se no dia 13 de
Novembro, e, recomeeárão á.2 do corrente. Funceionarão 'somente as aulas de
Latim, Francez, Inglez,e Arithmetica, pela circurnstancia do já se achar quasi no fim
anno !cativo:
MatricularNo-se 50 alumnos sendo, na de Latim 14 , em Francoz 29., 7 na
de inglez e 7 na de Arithrnetica e Geometria.
Antes de terminar este artigo, não me posso dispensar de cumprir o grato
.dever do Go:13;par hum voto de leuvõr aos prestimosos cidadãos que conceberão
e realisarão to proveitosa Instituição.

ZZ"...2.,572.1ZZ=ZZZZ .?:Zs.

HOSPITAL DE C&HIDADE DO ARACAJU'.

Continúa á cargo da Commissão Administrativa, de que.- vos dei noticia- em


meo ultimo Relatorio e está prestando relovantissimos serviços á classe desvalida.
De 16 de Fevereiro do armo passado, dia em que fui inaugurado, até o ulti-
mo de Dezembro, mebeo nas Ires enfermarias que contem, 142 dentes,
sendo:
Homens
Mulheres
. ...... . . ..... 99
43
N'aquelles seachão comprehendidas 25 praças do corpo de policia.
Sahirão curedos 102, sende: 68 homens, dos quaes 21 de policia, e 34
mulheres.
Morrerão 7, sendo 6 homens, dos quaes hum era soldado do policia, e 1
mulher.
Não esperaie peia cura 14, sendo 11 homens dos quaes 1 de policia, e3
-mulheres.
Ficarão era tretamento 18, 14, homens, dos quaes 2 de policia e 4 mulheres.
As molee.ias :is freqüente.; forno: I.° as enfermidades syphilidcas , 2..e as
.affecções do pito, 3.4 as sezões traornaticas, como tudo Melhor vereis nos map.
pas sob n " 1 e 2 annexos ao importantissimo relatorio que me enviou a res-
pectiva Conuni.sAo , e que yes hade ser apresentado.
Todo o servi(?) fez-se com a pos.sivel regularidade.
Seo pessoal consta de 1 Medico acena-miando as funcções de cirurgião , 1
.enfermeiro, enfermeira , serventes e 1 cosiuheira, que lambem auxilia os tra-
balhos da enfermaria das mulhei es.
A cornmissão, em seo relatorio, declarando que esses empregados cumprirão
Mais ou menos suas obrigae3es, faz especial menção do Medico, e diz que se torna
digno de elogios e de gratidão, -não só pelo zelo e affecto com que trata os de.
*entes, como pelo desinteresse com que cedeo quasi cinco mezes de seos venci-
mentos em favõr do cofre do hospital.
Acompanho-a nesse pensar.
33
O vencimento d'esse pessoal consta da relac,rio sob n.° 3, mexa esse re-

A sua receita foi de 29:328344.


Sua origem e a importancia de cada lima das verbas que a constituir'io, cons,-
'Cá) da tabella appensa ao balanço onnexo sob n.° 4.
A despeza importou em 18:297065.
Da comparação da receita de 29:328:53U
Com a despeza de 18:.2,979.,>7!)

Resulta o saldo de 11..031279


flue foi verificado no dia 3.1de Dezembro,
por occosib do recenfiamento da caixa,
send em apelices da divida provincial' 10:03M000
Em moeda no cofre 1:031479

Não vos illudais com este quadro : com quanto .exacto , o estio financeiro
*lesse Estabelecimento no é prospero e lisongeiro como d'elle se, parece inferir,
e eu vou demonstrar-vos.
A sornrna de4:884058 que figura na receita como proveniente da contribui-
eo maritima no representa a renda annual d'esta origem ; n'ella se acho inclui-
dos 3:065359 do -anno anterior, que por ordem da Presidencia forão recolhidos
ao deposito, no cofre competente, e entregues à Commissão depois que se abrio o
hospital.
A receita .do subsidio provincial que na tabella é computada. em 6:441673
lambem não é ordinaria, pois que esta é de 1:000.
O excesso provém de ter a Presidencia mandado entregar a qcantia-(iestinada,
sob o mesmo titulo, para pagamento da despeza feita com os objectos inclispen-
savais á sua inauguraçã'o e abertura, taes como roupa de cama_ e do corpo, uten-
sis de rneza e casinha
Outro tanto se pode dizer sobre os 3:000 reis que se deve á munificencia
de ua Magestade o Imperador, quando esteve nestal.Proviricia.. 0,-mesálo succede
á respeito dos donativos da cai idade de alguns prestimosos cidadãos.
O que pois se pode considerar sua renda ordinaria não passa de

10 réis sobre caxaça exportada 1:500. 000


Contribuiçtto mar itima 2:000fA00
Subsidio provincial 1:00Qt$000
Rendimento do Cemiterio 500$000
Soldo das praças _de policia 400000
Juros das apolices provinciaes 1:000f5000

Total 6:400000
À despesa
Com o pessoal :699
Botica 4:416180
Alimentos 2:717;3484
Despens á cargo do mordomo 8611.spn()
Cemiterio 42.0,,-WOO
411.«..
Tudo na importancia de 7:113;565G
Sendo: a receita de

Resulta um deficit
-----
6:400M)Ott

713056
Note-se que este deffit. não é raaior poque não se permitte a. exi.;ten-
cia simultanea de mais de 20 doentes nos leitos de suas enfermarias, mesmo por
causa de seo estado de Lanças..
Se ao que aeab.o. d diser aGcrescentar-se a considerat;:ão de que alg,uns
ramos de receita sã° sosceptiveis de variantes que podem determinar sua (lin&
nuiçio. em hum tempo dado, ainda mais se conhecerá quanto é. incerto: e pouco
s?guro o futuro de to proveitosa estabelecimento-.
Para elle chamo vossa especial attenção; 'e recoaunendandovos. a leimra dfr
Minucioso relatorio da commissão que o administra, onde conhecer& a _dedicação.
o zi.:19 com que ella tem. servido> peço-vos que. não (luxeis. do garantir a censor-.
YaOri.Q de.t.ão hurnanitaria instituição , indispensavel á vossa Provinda que Contai
hum população de 2.00:000 almas, avultan.dO muito a classe indigente.
Antes de passar adiante-, preciso pagar huma divida de gratidão aos caridosos
cidadãos que dirigem este estabelecimento. O inca-nsavet zelo e desvelo com que.
se. tem havido , a maneira desinteressada por que tern servido, alguns até coa
grandes sacriãcios, e o vivo interesse que omão pela prosperid.ule (1' essa casa,
santa, procurando todos os meios de ongrandecél-a, lhes dão inconcurso direito. á:
todos os elogios e- ao reconhecimento. publico.
He-me pcis sobremodo agradavel tribntarlhes Xeste lugar, e em nome da
Pzovincia, Ima roto de !ousar e de reconhecimento.

SANWA CASA DE: ZIISETLICOISOIA Mkt CIDADE. DK S.

Não vos posso dar minuciosos esclarecimentos á. respeito creste tfospital, por-.
que a Mem Administrativa que o dirige deixou do enviar o relatorio que lhe exigi..
C.:u isto aind'a mais se enrobusteceo a crença que uhimamente tenho alimentado.
de que na sua adtninistração.h.a pouco zelo e nenbnma caridade.
Durante o anile passado,. entrarão U. doentes sendo de caridade 35, 2: ho,
mens e 33 mulheres; presos. 35, homens 32., mulheres 3; soldados 48.
Sahirão curados 94 sendo 1.7 mulheres 29: presos.22 homens e 2, mulhe-
res, e 48 soi'dados..
Morrerão tg, sendo de caridade I, 2;homens e 12 mulheres;.. presos 7i,
homens e á. mulher'.
03
fiesumidú :
Ebtr.irrp, .118
C11,131.1.0s
lo
ao
Os, seis resi:Irt!es fica rio elo h atamento.
Qual a sua recita 2 despesa n.o os posso diser, pela rusrio já declarada.

~SP:1TM. CIDADE DA ZUT.AINC/A.

Nada sd tem podido fazer para tornai-o hum realidade.Coutinúa no rnes


W.a,10 que descrevi o anuo passado.

41a,.gine' P112111.41040.4 12 AN
oss%oilátW/D12 iJe ,;:* 1.4.1:» 0'0.

Cfmtinúa sr muito serssi:e: a falta de Cemiterios na maior parte das

tuda, nal a precisa decencia si) ha 7: o cresta Capital, o de S..Chrito-


locaEin

1:7,, tancia, Rosario do Guete, Itaporanga, o o de Larangeiras, per-


umconde este uitime á Confraria do Senhor do. Borntim. Todos os mais tAo pas--
s7.,) de cercados gro3seir3, e em algumas freuezias a morada dos mortos é o
czmipo aberto I
N;ula utis triste e irreverente..
O cliIo em que repouse os ro.osIos de nossos. irrdc-tos é, &deve ser, arn lucrar
it de respiAto, e .--a!:to; o jao do um Pai é para o ilibo \Kl altar,. :nde .(.-;11e
vai iocessanternente ora,: , dep;k;itar suas sentidas hgrimas de !-zaadade, seos sen-
timentos de respeito e a habítaçrio dos mortos, em tini, quasi. que se- pode
einsiderar um templo,. onde os vivos vão dar expans5o á sua piedade.
i. começou a obrado da Cidade d Maroim ; marcha coro a. morosidade que
sempre v.carreta a falta de dinheiro.. Á- respectiva conunisso inawlai entregar,
por prestaçïíes mensaes a quantia de um conto de réis, doada por S. M. o hu-
perador.,

crzsz.zriuzzo .DA CAPITAL«

O. movimento nocrologico do Cemiterío d'esta Cidade, desde 27 (Te revereire:


em que começou á funccionar até 31 de Dezembro ultimo, foi o. seguinte :.
Sepultartío-se 13:3 cada:veres, smlo 70. do !.zeso mascelino e 63. do. fetainino::
5.8 adubs e 75 meninos (até 10 annos),120 lies e 13 escravos.
À morte nos adultos foi devida principalmente z'is inotestias do peito e do há,
x. v,entro, e. nas crianças áe. totano sotwevindo do prinleiro ao terc-oiro septena:
e. :..; al(:-:cOes accideutaes da primeira dentiço..
Potras furo as crianinsfailtyida com mais de dous armos.
O inaxirno da mortaiiikulu (ovo [10 ui« de Dezembro, tempo de grande
calor (9.9 gr. cen!) o durante o reinado da epidemia dos sarampos.
dirige o Ilospifut
A sua administraçrío continua a cargo da Commiss5o que
de caridade.
Essa zeloza .Commiss5o, em consequencia da mortalidade espantosa qtie se
deo nas crianas, procurou os meios de verificar a relato dos nascimentos e obi-
tos embora esse trabalho aão
fosse de sua attribuieãO, e colheo o que se segue
Dos registros da paroehia consta que
de 6 de Fevereiro áo uiti no de Dezem-
bro bvtizaKlo.so 199 crianças (nascidas nesta cidade), s.:.ndo filhos legitialos
408, e ualuraeS 91.
dituario do Cemiterio consta que dos 75 meninos sepultados, AO er'ão
tintos legítimos e 35 naturaes.
D'isto, diz (Ala, resulta:
1.°Que a mortalidade dos adultos para os meninos fui de 1 para 1, 29, _isto
é que a dos meninos foi um pouco mais .de 113 superior á dos adultos.
2.°Que a propore% entre os nascimentos e obitos das crianças foi de 1
para 0, 37, isto é que raorreo pouco mais de 1\3 dos nascidos.
3.°Que a mortalidade entre os filhos legitimos foi de 1 para O, 37 proxi-
mamente,
4.°--Que a dos na:uraes foi de 1 para O, 38_
5fFina1nente, quo a mortalidade dos filhos legitimes foi mil pouco menor
do que a dos oaturaes.
Espanta, rilo tanto a dos naturaes quanto a mortalidade dos filhos legitiroos
n'esta Cidade.
A .estatistica comparada dos nascimentos e obitos dá uma media de 1\5 á
1\1 irava. a mortalidade geral no primeiro anno da vida.
Entretanto, aqui, na Capital, a mortalidade foi de mais 13, visto que por ca-
normal!!
da 100 'nascimentos se tiero 37 obitos, quasi o duplo da mortalidade
Apreseeto-vQ,s etas considerações por julgal-as dignas de meditação,

"awe ~rolo" " "


%sc. vieng..#1.i

A respeito cio to t!'ans.:endente objecto nada posso accrescentar zlo que vos
disse no Relatorio passado. Limitando-me pois á chamar para elle vossa attenç7ío,
!levo dizer-vos que é uma questiio, cuja solução não pode ser por muito tempo a-
diada, por que é urna das grandes necessidades de vossa Província.

I.
z
INLIU1'S

Dezejava apresentar-vos uma estatisttca da populatfio, a mais aproximada que


fosso possivel da verdade. lufelizmente-, talo se concluirão os trabalhos que or-
31
danei para k fazer o alistamento geral; ainda falia o arrolamento de muitas fre-
guei.ias. Continúo a exforçar-me para. que se complete esse serviço, que considero
indispensavel para corrigir o que á tal respeito existe feito, que nl.) deixa de ser
defectivo.
O que conseguir será trazido áa vosso conhecimento.
Geralmente se calcula a populaçrío da Provinda em '200:000 almas; não acho
exagerado esse calcule.

Acerca destas corporações nrio posso ter outra linguagem sinrio a que vos fui-
lei por occasião de vossa ultima reunião.
Em sua maioria quasi que não dão signal de vida; continulo á fazer,se nota-
veis pela falta de zelo e interesse pelo serviço publico.
Algumas nem liv.:ff/o as sessões ordinarias recornmendadas pela Lei !
No foro muitas as que remetterão propostas o orçamento,. como- devião,
para vos serem apresentadas. Ser- vos-hão enviadas os existentes na Secretaria.
Das informaçõe, que remetterão algumas, bem poucas, consta, quaes são as
necessidades mais urgentes de seus Municipios-; são justamente as mesmas que-
'vos apresentei no ultimo Relatorio.
Essas informações vos serão presentes.

Não srío mais lisongeiras, do que as do anno passado, as noticias:que vos te-
nho de dar sobre esta fonte de riqueza.
Actuo ainda com, a mesma intensidade e extensão os embaraços e difflcul-
dades, que lhe travão as rodas do progresso e prosperidade:
Nada se agitou de novo sobre as questões.vitaes relativas, a.introducçk de
machinas , a creação do credito rural, ao serviço professional; e- z't viação terres
tro e fluvial, de que vos fallei no- ultimo relatorio.
Entretanto vós comprehandeis, Senhores, que o futuro de -vossa provincia pren-
de-se invariavelmente aos destinos .de sua lavoura ; porque longe- vem os tempos,
em que a industria fabril derramará entre vós os benefidos- de suas numerosas
applicações.
Foi sem duvida convencidos dessa verdade que, por vossa, res'ol. n.° 587 de
14.,de:Abril de 1860 dotastes o Imperial. Instituto AgriCola .Sergipano COM" 'a .sub-
ven0o annual de 2:00W000, com a clausula, porém, de nullidad6da Mação se
por; ventura se contrabisse o emprestimo de 2,000:0004;000,-que autorisastes no
mesmo armo e dia por vossa resolução n.° 581
Como deyeis saber, este emprestimo no .se realisou:- e a 'vista disto o Insti-
4uto, tem, direito de haver do cofre provincial a quantia de,6:000n00 , impor-
*S,

tancta das sulaenaões relativas aos exeacicios de ISCO-1863. Com esta sem.
ma poderia o Instituto iniciar alguns melhoramentos, se ito lhe não fosse vedado
pela disposiaão do art.. 2.° daquella resolução , o qual deu destino especial a Una
portancia da subvenaão.
A introducaão de novas raças de animaes, o melhoramento das existeates, etas,
são, cousas de que a provincia certamente pracisa , e 'muito. Mas convém obser-
var que o mal profundo, que lhe ameaça a vi(ht agricola, provem da falta do 'for-
ças cultivadoras, e da imperfeição dos methodas de fabrico. E neste caso a ra.
são- nus dita que a introducção de rnachinas de cultura,. e de aparelhos apor faiçaa-
dos, movidos por mãos peritas , á o mais prompto e seguro meio de reinadiml
Peço-vos., portanto , que altereis neste seatido a disposição do art. 2." da ci-
tada resolução.
E' verdadeiramente admirava], a fecundidade inexgotavel dos vossos terrenos
productores de assacar 1 Co'n alguns milhares de braços cultivadores de menos
foo, bastantes alguns esforços de mais, auxiliados par urna estação favorave!,.
para que a terra exhausta dos elementos sacharigehos por ama produca;io
mais de um seculo , produzisse na safra de ISM a quantidade extraordinaria
da 2,340:695 arrobas de assucar!! 'Não haamemoria de egual producção em au-
nos anteriores.
Do mappa da exportação -vereis que a quantidade de assuar exportado no-exa.
erciaio de 1861 á 1862.foi de 1,770:383 ,g'P, no valor official de 3,653:254a5589.
E' notava', e muito de sentir que tão grande quantidade de assucar alcançasse»
apenas aguda valor, quando o de 1,409:964(9-,:y exportadas em 1856-18-57
subio á 4,774:5247$437 reis.
Achareis. a explicaaão deste facto anormal no depreciamento do vosso assucar
pela sua, má qualidade proveniente dos effeites da fabricação.
E' mais um motivo para que animeis por todos os modos esta rica industrio
até levai-a ao ponto de poder competir com as similares de outros paizes.
No Imperial Instituto Agrícola Sergipmo, achareis uaa auxiliar poderoso e.
dedic3do, que vos acompanhará. nesta nobre: propaganda da rebabilitaç4o, daseii-
volvimeato, e progresso da Agricultura Sergipana.
Com. o fiam de habilitar-vos a fazer todo o bem possivel a Industria da PF0-
-vilcia, esforcei-me por apresentar-vos uma estatiatica aproximada dos diversos ra-
mas de cultura, e das fabricas existentes, especialmente do que respeita aos en-
gcalios ou: fabricas de as.su.car, dando-vos algumas noticias sobre sua foraa culti-
vadora, livre e escrava, a extensão dos terrenos occupados , a natureza e (poli-
d4Ja da producção, e. as distancias relativas dos centros commerciaes, e dos por-
ia de embarque.. Mas não fui feliz no moo intento a por que agudas mesmos de,
qcrn Ilepc'zdia. o bom exito da empresa, para quem , C por amor de quem em-
la'ahandi similhanta trabalho, esquivarão-se. á prestar as informaç5es pedidas,
titaando não as durão falsas, occultando a
houve que ali:Ir:noa possuir apenas 48- eacravos, (pana° é noto-
verdadePropriatario.

rio. que tem para. mais de '200 captivos.


Apenas pude conseguir a relação dos engenhos constantes de um officio da
Thesouraria Provincial que vos será apresentado.
Della vereis que 299 se acho em actividade,: que trabalho com 7,120 hm-
cas,. dos quaas 1 livres,, e 5,P36 escraws: que esta forca cultivou 27,C.V.0
tugis de terras mi-iradas principalment@ com p'tinta(:es de cannas o mamilo.
eas : que cada braf:o ,nitivou 3 4I 5 tarefas : que a ;Orça motriz das machinas foi.
do animaes em c273 Png.t1ws Hle agoa em 26 , de vapor em 8: que, suppondo
que o numero total &s e'4,enhos em actividade s,:ja do 750 , e tendo sido a pro-
dirc,Io do assucar em 18t'.1 á 186-2 9. ,340:5 arrobas, os 299, fabricark
03:3383 arrobas o que d 3, 121 arrobas por cada engenho.
Outras iuduc3es, que se poderi o tirar dos dados colhidos nn as ¡ulgo dignas.
de serem mencionadas, porque estes dados se resentem da infidelidade das ia-
forrnaces olhadas por Lideremos ftwes.
Folgo de annunciar-vos que a (Iiitura do algodoeiro com-a a desenvolver-se ,.
e. vai tomando proporejxs animadoras, segundo as informações, que tenho.
O seguinte quadro vos mostrará o desanim.o em que ia cahindo, e a reard-
rnacie que o'a domina to irmrtante ramo de riqueza publica e particular. O qua-
dro comprehende a exportato do algoiljle em rama e tecido aos seis ultimos es.-
ereicins.

ExEncicros 1 Ai.000.:o rr iwns. ALGODÃO TECIDO

1,856-.1857 1 857 55,655


1 108 52,508
1858-1859 214. 81,861
4860 8 86,524.
1860 1801 68.518
1861 1862 2,512 )
., 100,619

Nío vos posso dizer quantos theares trabalharrto na tecelag-em destas cem mi-
lhares de varas de algod;io.Foi IML dos pontos em que falliar'jó completamente.
informaçües pedidas..
A causa da reanimack desta cultura fel, como sabeis,. a alta do preço do
a4odNo devida ao ch..sequilibrio da offerta e procura., ou melhor, da producç7ío e
consumo em consequencia da guerra. dos Estados:Unidos da America, que era o.
principal fornecedor desta materia prima.
Recebi, e destribui com os priacipaes lavradores algumas. sementes de algod:io
herbaceo, que me forão reinettidas pelo Ministerio da Agri:ultura.
Consta-me que as sementes gerininaKío, e que os arbustos se desenvolser:ão
rapihmente, e ach50-se bem floridos.
Tenho noticia de que nas maltas de Itabaiána, e nas terras adjacentes as mar-
gens do S. Francisco existem bellos algodoaes, e preparo-se roçados para nova,
sementeira no proximo inverno.
Chamo a vrssa atten& para a necessidade que lia de prover se de .agua as
populações agrupadas nos algodoaes das mattas de Pabaiana.
No inverno, como sabeis, no se sente a falta. de agua. Mas no vet: fo, pre-
cisament2 na. epoca da colheita, nem aguas correntes, nt,in dormentes o
sor do estio as vaporisa rapidamente. É muitas lamilias. que fixari to sua residea.-
eia ao pé de suas lavouras se the no faltasse um elemento to indispeusayel aï,k8;
40
div.ersos usos da vida, abandono as roças, as quaes voltão de tempos em tempos,
para fazerem colheitas apres2adas, imperfeitas e inopportunas.
A aliertura tile um poço; ou fonte artesiana. talvez bastasse para conseguit-se
o" desejado fim.
Propriá, outra deve ser a protecção dada a cultura do algodão.
Ahi convém animar -o estabelecimento de uma ou mais fabricas de descaro-
çar e ensacar o 'algodão, quer auxiliando directamente o primeiro emprelteridedor,
que a isto se propuzer, quer reduzindo a 2 por cento os direitos de exportação,
sobre o algodão descaroçado, e ensacado nas ditas fabricas, e despachados nas
estaçães iiscaes das margens do S. Francisao.
Bsta medida simples em si mesma, é do immenso alcance para o progresso
e desenvolvimento da industria algodoeira, e para garaotir os direitos provinciaes
de exportação continuamente defraudados pelos compradores do algodão em rama,.
os.qtiaes, riria áébandá em Propriá as conclicçães necessarias para descaroçal-o,
ensacal-o levo-o clandestinamente para o Penedo onde encontrão tudo que lhes
falta para pol-o em termos de ser exportado. E a proposito de medidas protec-
toras ao desenvolvimento da lavoura nas margens do S. Francisco, lembro-vos que
seria igualmente na e. necessario animar directa ou iodirectamente o estabeleci-
mento -de uma fabrica de pilar o arroz, concedendo-se iguaes favores a primeira
tentativa feliz.
Até esta data ninquena se apresentou reclamando o premio de 2:000000,
que pela. vossa flesoruf,;ão de 23 de Abril de 1861 otre.recestes ao primeiro
plantador de quatro mil pés de baunilha.
Parece que oxi is muito por to pouco. Quatro mil pés de baunilha dão ap-
proximadamenté 1,000 libras de vagens, que pelo preçointimo de 10,500b por
libra, produzem 40:000,n00.
Deveis comprebender que um proclucto agricola , cuja colheta por safra im-
porta em 40:000000, -exige avultados capitaes de producç:ío; e sendo assim,
vossa resoluo-io pãe o premio fora do alcance dos emprehendedores menos favo-
recidos dd fortuna, e diminue o numero das tentativas possiveis.
De mais, o vosso. fim, ao que parece, não é a simples plantação de 4,000
pé.s de. baunilha ; porem sim o conhecimento dos meios de cultival-a, e de co-
lher, preparar, e acondicionar o fructo, de modo que possa competir com a bata-
bilha do M.exico. Pelo que nae parece mais conveniente, senão mais enleai, que
deis o prenaio. da lei, 'a quem apresentar 1,000 pés de baunilha em estado de
fructiticação coita a conclicçãó porém de publicar o processo empregado na cul-
tura dá planta.
Talvez fosse ainda melhor crear tres ou quatro premios de 1:0.005000 por
cada 500 pés .de baonilhi debaixo das condicçães acima declaradas.
Assim alargarieis o circulo da 'probabilidade das tentativas felizes
fabricação do sal continua no mesmo estado, de que vos fallei .no Relatorio
, .

do armo passado.
Alguns trabalhos se tem feito para aumentar o numero das salinas, porém ne-
nhum pari melhorar a qualidade dóproducto.
E' sempre o mesmo sal, corado pelas Materias terrosas dissolvidas nas aguas da
lavagem, e amargo pelos compostos magnesianos , que o tornão impuro.
41:

Pala vOSsa Re30111ç:10589 de 4 de Maio da 1830, autharisaates o Clavernô-,


a organizar uma companhia com o litn de melhorar este ramo de induatria, e a
tornar quatro coutos de réis de suas acções por conta da, ooio,2,;a.
1

Saape,ito que vossas vistas iflio seiio praenchida3, por (Tua o espirito 110'
a55oaiaç7i0 nesta terra está ainda por se desenvolver. Vossa romiaiscenaia vos lam-
brará as ditliauldades com pie lutou a Associaolo de 1'a:halo-o de assuar,
jasi morreo antes de viver, e a difficuldade, senb impossibilidaJo da iocorpa--
raoio da companhia destinada a fazer á navegaio á. vapor na; aguas do Cotiagoi,
Sergipe, e Ganhamoaoha.
A industria do sal é ;ou [besouro inexplorado , que tam de enriqoaaer
provinda, to dotada de recursos ainda descouhecidos, ou descuidados.
Se querais protegei-a, adiantai as quantias que julgardes sufflaientea madian-
te fiança idonea, ou, se quizerdes, redusi o imposto do sal fabricado por Tona'
quer que montar um bom estabelecimento de salinas, a semelhança das que exis-
tem na França nos dapartainuntos do laLoire-inferieare no occeano, ou des Bo-
ches di Rlisne no mediterraneo.
Conlió mais no primeiro alvitre!'
Talvez n7io fosse ocioso augmentar o consumo do sal, offerecendo pequenas
premios a quem se dessaa ao trabalho de habituar os vossos animaes de fabrica e
de transporte ao uzo delle como alimento, a similhança do que se pratica em Mi-
nas e S. Paulo.
E' urna providencia antiaipada ás necessidades do futuro.
O territorio da provinaia é fertil porém limitado. Por muito tempo ainda sereis
agricultores, e em quanto o lordes, sereis criadores.
A industria agrícola tende a invadir o terreno arava oacupado actualmente com
pastagem : e em futuro breve os gados destinados é cultura das terras, ao movi-
mento das maahinas , ao transporte dos productos, é viacção terrestre e é ali-
mentaão publica no achar5o pasto sufficiente i reparaço das forças, a conser-
vaok da vida, e a reproducçíoda especie.
Em tal conjuncturd o Sal prestará valiosos serviços substitnindo a parte perdida
da alimentaç'ão vegetal.
Este objecto me parece digno da algum estudo. A cultura do fumo, que pode-
ria ser trio prospera e rendosa, acha-se muito atrasada nesta provincia.
No exercicio de '1861-1862 apenas foro exportadas 14.5 arrobas.
Poderia °ocupar ainda vossa attenç:ío com algumas consideraç'üas sobre outros
artigos-de lavoura; mas julgo sulficiente o que fica dito, para qua possaes fazer a
maior soturna de beneficios, 'que estiver ao alcance de vossos descjos e rocursos.
, Ao fechar este artigo farei algumas reflex5es , que tomareis na devida con-
sideraM. O trapesio de 30 legoas de face sobre Ta0 de fundo, que constitue
- o territorio de vossa provincia ; pode ser dividido em 4 zonas, em cada uma das
quaea atte,nta a composiff..ío e exposiçrio do solo, poderio prosperar algumas cul-
turas especiaes que n'ton praso breve, levaririo a riqueza aos cofres publicos,
e-particulares.
A primeira zona aaba.se comprebendida entre o Rio real, e o' Vasa-barris. O
:fumo, o-café e o algodoeiro dario alú abundantes colbêitas.
A:segunda á ciraumscripta pelo Vasa-barris, e o Cctinguiba comprohendidas
as maltas (12 Itabaiana E' a terra em que vegeta espontaneamente a baunilha, o
42
&rido .o algodoeiro e. talvez o fumo, vegeta admiravelinente. Às vargens do V35.
b¡AlTiS c dos deus PoXins s:-to pt'Of)ria à vegeta0o da calma.
A terceira, limitada de um: lado pelo Cotinguiba e asluaitas de liabaiana,
(.1.0 outro pelos dons Japaratobas, contém os terrenos sachariferos exedielida,
A ultima, que demora entre o Japaratuba e o S. Fpancisco presta-se maravi-
lilosamento á, cultura do a.)godoeiro nas torras altas, e a do. arroz nas. vargens do.
grande
Concebei- agora, Senhores, uma. linha leste oeste, que corte () trapesio paralle--
lamento e a 8 legoas da costa, e tereis o vosso territorio devidido em duas gran-
tips se4es,, na primeira das, quaes, a menor,, a do littoral, esto todas as terras.
araveis , e na outra, a maior, a ceutrat , todas as pastagens, as terras de cii:a50..
Já vède, Senhores, que a mesma natureza vos destir.ou á vida laboriosa,. mas.
pacifica, do lavrador, e do, criador.,
ülhai portanto para a vossa. botanica e zoologia, domestica.. abi que se es--
ceode «vosso thescuro..
lima cousa vos lembro por ultimo,, e vem a ser (pie, sondo- a agua uni de.
Picoto indispensavel a quem planta, o cria, este.. vos vai faltando de tempos á esta;
parto. V.Os o sabeis, as seccas repeteur:se com uma frequencia. assustadora.
Não vos poderei dizer se isto é devido ao seccamento da crosta peripherita.
(19 globo , ou se á alguma alteraçLso profunda na, inclina(fjo da. eclyptica sobre o.
equador ; mas o que posso affirmarvos é, que a derruba insensata das maltas, e,
de,vastac_b das capoeiras pelo incendioo7,-to sã-o indifferentes a irregularidade das.
estao5es,, a. diminAorio das chuvas, e a seccura das terras.
Providenciai por tanto sobre todas estas cousas como vos parecer mais acer-.
lado, tendo em consideraello o estudo dos melhoramentos, que os modernos pro,
cessos de irrigação e drenagem podem trazer ao presente e futuro de vossa. la...
vourao

"«,i__""L's '1" 'F!".~,, !",wams,ffiLL\


e"

ÇOMP-WE.LA

Segundo consta do Relatorio que. me. enciou o, respectivo. Gerente, o estado,


d''e5t2 Assoeiaçrvo n:-to deixa de ser um tanto satisfatorio.
quadro.. demonstrativo que o acompanha, vê-se que no firro do :uno ti-
nceiro ukiuio houve dividendo avultado do saldo. em. moeda de ::G9:117j
a(:f5íes,. qao foral:10- o seo fundo capital, chegando qoa.si á 10. por ceu-.
to o. lucro das apolices, pois que tocou á. cada uma 9g$720 reis. E. ánk.dar-se-
a!gurn. incidente imprevisto que origina dospezas enormes, pode coatae-se que o,
dividendo d'este anuo trade ser lambem bastaote vantajozo.
Do b.alanco geral consta qual foi, a sua receita, e.despeza..
IStío tenho a menor duvida e.m.afilrarar-voa que esta empre,za é .de-vilaLuecessi..-
d;ole para a.Provincia ; como..lodos , reconheoo que tem prestr:do importantis,
servioos aó. commeroio e a lavoura; nus estou persuadido que para a. sut?t,
c.ouservaf,fáo qn,-.!. ella se adia, o saritiOque
se.174c1 torna pre.:...i:,;(), no esta lu
osh'i Fazendo a Província, dando-ihe
a animal de 48* contAs de réis. sulrbitu.,lo

Com a subvençlo de 19. contos que re'ehe dos. c+.fres Geraes afinOmenfe, com
outra igual 'que contim'io á ter da ea,isa P:ovincial e. com a ree(:ita proveniente dos
reboques e da taxa da praticagern, me perece que fica bem amparada, para n'f.íu.
recear-se de sia prospwitjad,:!..
Milito lhe tem feito já a Pr3'.;:fi,is m de 4'1 contos que tem em ac.
dsubvenç5o Ilka tem. dado. hoje 117:316.66fiG:, quasi que tanto couto,
e realisado.
Entendo por isso que tiveis. reduzir á.42 os 18 contos com. que a Provia-
eia a subvencionona.
Dá-se ent5o justamente aquilio que est't estipulado no. contrado

7.3 zae, ?a-N. cinza... rmi ..15 ume",


acuar wiakr Ilsê'w irokteallaiihi 54'00 is tid C; LM'« 'aro =Me" blIWIF11,We,

N5o posso deixar de chamar toda a vossa- atten,;ão para o grande vexame,
que ,sfA soffrenço a populaç5o cresta Capital com o alto preço por que está [ia-
gando a ku'e verde, genero de no .necessario consumo. Exposta á venda, e
pre dcvessima qualidade a() ponto muitas vezes de se ri5o poder comer, era um
unjo talho pertencente à hum cortador.que urjo escrupuliza. er . pedir pelo que
v,nde hum preço fabuloso., prevalecendo-se da eircumstancia de se achar sú.
n:; mercado,. a populaç;lo pela força da necessidade, se vê obrigada á pagar, u5o.
poucas vezes, 240 rs. pela libra, e.nunce menos de 24X).!
Calculai quanto isso- no é pesado para huma populaçio em- geral pobre, c-
En-i grande parte composta de empregados publicos com exignos wne,imentos
e sobrecarregados de familia !.---110 preciso que deis remedio á t5o grande mal,
autorisando 'que se contrade o abastecimento d'esse genero, de modo que a. po-
pulação possa tel-o de bõa qualidade e por preço mais baixo, e dando para
isso os precisos meios, que do certo não s5o gravosos.
. Não será, a- primeira vez. que se forneça por tal meio esse.alimento.indispeu-
savel.
Esta mesma cidade, nos annos de 1$57 e.1858,. gozou. dos beneficios de'
medida identic.a.

c==,;:sn:z© z

1?elos mappas respectivos, os quaes s ser ãr) apresentabs, conliec,ereiS o va-


ler official dos generos quase importarão e exportarão na. Provinda durante o ex---
ercicio d:1861 ál862., e vereis qual o desenvolvimento que.tem, tido seo com.
mercio , que .é quasi:nenhum, apesar de figurarem.no mappa da expo[ta5o.q!ia,---
euta.e cinco;.. diversos.' generos... ,
44
1 )'ir,1esprimeiro é o a531r3r, na mportaneia offiti;d do : : C5 3:.i
O ,O.

Pc1;13 differentes barras saldr:io exercitio, do asswar 1 8:7,p) 1

raixtls, feixos, 79$ liarri, 14:081 sua, tudo com 981:J.:CO aril.,kts e .24.
libras.Do ina;,:cavatlo 1,1.:869 cixa J fixos, 699 barricas e 7:995 sacca-.4
tudo com 788:313 arrobas e
Pelos quadros quwse nhã() no Relatrio do Inspector da Thesouraria
cial, se IC a expolbc,J0 «osso genero rissse exercicio, excedeo á de cada 11"1
dos riwn exercicios ankriores o 110e mostra 'um aumento de prcduc.fio, visto
que o c4-msurnmo &ye ter sido o MCS1110.
QUI:1W i navegafío.
Ihir:.:ata o animo financeiro de 1861-186-2, entrarão no porto d'esto cidade
9.(1!) , sendo nacionaes 229 com $9:395 tone!adas e 2:868 pessGas de e.
quipagern, e 31 estrangeiros com 7:039 toneladas e 200 pessoas de equipagem.
Precedentes aquolles
De Alagôas 98
Bahia 181
« Pernambuco 3
« Rio de Jane'.ro . 16
« Portos do interior 1

229
E:Aos
De Dinamarca 9
c,
Suecia e Noruega
Gr'5-Bretanlia
« Ilespanlia
« De diversos portos com escala por outros do imperio 23
amb fm

naionaes coro 38:860 torladas e 2:768 pessoas de &Taipa,


ecir, ---,- iros com 7:363 toneladas e 197 pessoas de equipagem.
Selld0 :

lrn 3,1,crô.ls 9S
1;1;i9 77
e2
4neir 16
1
Rio Grande do Sul 1
Portos do interior , 1
D'estes:
Para Dinamarca . ., 1 4
«. Monte-vidéo 1 , 4
O SileCia e Noroega 9,
Gr-ã-Bretanlia 21.
Ilespanha . . . , . 4
« Diversos portos 8 1 I : r , 3
Era totlaa as outras barras entrano apenas 26 enabarcaees.--Total alas em.
barca,fries entradas119S portos da Provincia-986.

Para o-trafego dos portos e rios do interior esttío arrolados na capitania do


porto 1 cutter, 55 barcas, 577 canoas , 3 saveiros e 3 botes, com uma tripula-
çio'fie 577 pessoas livres, 64 escravos e 3 extrangeiros'.
Na pesca occupão-se -119 canoas e 1 jangada, com 143 pessoas livres e 8
escravos.
Nesta relartío no se comprebende o,que é relativo á cidade da Estuuria e á
Vila-Nora, porque mio consta dos arrolamentos.
Existem 8 estaleiros nos seguintes pontos : Capital, Maroim, Porto das Re-
des, Larangeins, Estancia, Espirito Santo, Itaporauga e Villa-Neva.
O eu pessoal consta de 8 mestres carpinteiros, 8 calafetes, 2 contra mestres
de carpinteh o, 43 officiaes de carpinteiro e 31 de calafate, ao todo 92.
Os portos, &esta cidade, Estancia e Sío Christor5o s5o lambem frequenta-
dos pelos vapores da companhia Babiana, a qual percebe dos cofres provineiaes
a suba-ene:to mamai de doze contos de ris.A companhia tem cumprido as o-
briga:53es de seu contracto.
Pela Res. n. 632 de 3 de Abril passado autosisastes á Presidencia á contrac-
tar com a Directoria da companhia Pernambucana a vinda de seus vapóres aú
porto desta cidade', duas vezes por mez, podendo dispender até 6 contos de rs.
annualmente.
NI° mo foi possivel realisar o contracto porque o respectivo Gerente declarou.me
em 9 de Maio que a companhia mediante a subvene3o de seis contos de rs., só se
propunha á fazer UM viagem de dous em doas mezes.
offieio que lhe dirigi á 3 de Junho, disse-le que n5o era possivel accei-
tar tal proposta.
Em 5 de Dezembro offieiou-me novamente, dizendo qne á companhia W:0
convinha outra cousa que n5o fosse a subvenetio anual de doze contos de rs, dea-
do uma viagem mensal; que contando com isso tinha contractado com o governo
Geral a vinda dos vapores da companhia até este porto finalmente, que ilío lhe
sendo possível vir até aqui, dava procuraetio ao Sr. Manoel JNoluira Lobato, com-
mandante do Vapõr Jaguaribe, para assinar desses termos o respetivo contracto,
á ser praticarei.
ilecuzei-meá fazei-o : 1.°=porque a proposta ha muito além da autoriaaek)
dada, 2.°,-porque pelo contrato celebrado com o Governo Gera! e:n 23 de Se-
tembro, essa companhia se obrigou á fazer toar SCOS vapes deste porto uma
vez por inez independente de qualquer subvenc5o provinteal.
Consta-me que a compauhia Balliana compromeite-se tanibetn á fazar essa
navegaek, mediante um augmento de subrene:Io. Se assim fór, e as condices
que apresentar forem rasoaveis, nenhum inconveniente acho em que se celebre o
contracto com ella.Mas para isso é preciso que o autoriseis, certo de 9ue eu
entendo que só se o deve fazer, no caso de que seja rescindido o celebrado pela
companhia Pernambucana com o Governo Geral, porque, por este a Proviecia tem
de gozar do beneficio d'essa navegeorie sem dispender cousa alguma.
40
c7,,RAz

Ein relarfío z'is necessidades , é, nada, pode-se dizer, o que se tem feitn n'este
importantissimo ramo de serviço. Sinto profundamente W-io poder exprimir-me-
de outra maneira, ainda mais por que vejo que N'ossa Provim:ia, talvez mis C

que nenhuma outra, precisa d'ellas. Alas que fazer diante do estado calumi:oso
dos Coftes ?
Reconheço, por experiencia propria, que contrista nrio fazer obras, mes sigo-
a escéla dos que penso que é maie triste emprehendd-as sem meio de a pagar,
e levar ao fim. Em condicei5es similáres das em que se acha vossa Provincia, en-
teedo que se faz Muito acautelando de qualquer demnificaçk o que existe, e é-
meis ou menos o que tenho feito.
E' varia a sorte das administrae5es.A' umas, a abundância dos cofres. per-
mitte fazer grandes melhoramentos; á outras,, a penuria que a substitue, só con-
cede as consequencias da situação difficil que ella crúa. Esta ultima sorte teta
cabido á actual adininistraç:b de vossa provincia.
Ainda, assim se tem feito- alguma. cousa, muito, pouco é verdade, porém mais-.
do que se pôde suppór, e mais adiante vereis.
Continfto a pensar que é um grande mal a decretalo simultanea d& muitas,
obras, quando os recursos no poucos; a. consequencia, disse-vos eu, é que a ac-
eD:o do tempo; qee é poderosa, inutilisa muitos serviços, que feitos de uma vez:
serio proveitosos e ficarib menos dispendiosos.
Pego-vos por isso que eni vosso orçamento sigais o:mesmo systema que adoptaste&
no actual.
Está servindo de Enge.nheiro da Provinci o I.' Tenente- do corpo. de Eurg-
nheiros Abluo& Gomes 133rges, por ter pedido dimissp. o Engenheiro civil Pedro, -

Fereira de Andrade.
Passo ct informar-vos do que se tem feito-.

PONTE DO AÇOEGLE NA CIDADE UE LARANGrARAN...

Achando-se ameacada d.e ruma essa ponte, de tanta utilidade publica, deter.-
mieei ao Engenheiro ao serviço da .Provincia que a fosse examinar, e que fizesse,
o orearnento da obra precisa.
Cureprida essa ordem, ordenei á Thesouraria,. que por meie de editaes,_ e ten-
do cm vista o ou:amento e plano apresentados, chamasse concurrentes, submet-
tendo ao meu conhecimento quaesqeer propostas, que por venturlapparecesseme
para resolver sobre ellas COEM fosse justo e mais conveniente áos interesses da Fa-

diversas propostas feitas, a. mais vantajosa foi: a de, Francisco de Freitas


zenda.Das
Cesar Garcez; e por isso com elle se firmou contracto_. pela quantia de 1:000.;M-0,.
recebendo 70U000, quando a obra estiver no e o restante depois do:
co:Jdulda. .
.4;
PONTE%i CIVIVRY E e.";#302E».

Achando-se lambem em máo estado, e necessitando por isso de promptos re-


paros , deis de mandar proceder ao competente orçamento, ordenei que se po-;
zesse em praça essas obras, que estrio calcffladas ein 1:80000(>.
Por no terem ainda apparecido pretendentes, no se tom podido firmar coa-
tracto. Se os [fio houver pretendo mandar !zelas por administração.

PONTE 4,GE1ZE O RIO PDXff211.

Sendo, como sabeis, da maior necessidade urna ponte sobre esse rio, a coa
tratei com o Reverendo José Antonio Correia, e submetii o contracto á vossa 'ap-
pi.oaçrio , que difinitivarnente foi dada.
Havendo elle, porem, fallecido, mandei que fosse contractada essa obra com o.
TeilniC Coronel Antonio Carneiro de Menezes, que fui quem apresentou propos-
ta mais v;nitikjo;,a.
F;Ji contraciada por 6.:090T5000, que estrio sendo pagos pelos cofres. da F.-
senda Coral, por conta do auxilio consignado, para obra; provinciaes. Supponho,
que por todo o mez que vem-, ou começo do outro, estará concluida.,1-lo hw
r,tande melhoramento para a. vossa Provincia-

CIES NA PRAÇA 19E rIPALACIO.

Tornando-se inflo pre'cisa a factura de bum caes em todo o comprimento


praça de Palacio e mais Ires braças do caia lado; o o calçamento de parte defia;
contractei quer aquelle, quer este com. oEngenbeiro civil Pedro Pereira de Andra-
de, pela quantia de 6:7000.00 .réis.
Seguni'o, o contracto deve ficar prompta essa obra á 27 do corrente,, mas
pelo .atraso em que se acha, supponlio isso ilupossivel.

PONTILKAO ND= O.

EStorTando o transito, publico' a falta de liunif pontillifo sobre esse riaclift que,.
como no ignorais corta a rua de S. ChristovD,a:osta. cidade;.
Com. elle pstou-se
48
PONTE DO IMPERADOR.

Conl reparos 41e que precisava, e com assentos que mandei


nella Colocar,
despendeo-s'e 205;5000 reis.

REPAROS DA CAPELLA DE N. SALVADOR.

Com reparos que foi necessario faser na claraboia d'essa Capella ,


za.ztou-se
23U260.

CONCERTOS DA CASA O TRE%9URARIA PROVINCIAL E qu.ut-


TEL DE POLICIA.

Com esses concertos, da maior necessidade, despendeu-se 400000 réis.


DESOBSTRUÇÃO DO 4,1kNAL DO eTAPAILATURA.

Achando-se esse canal por tal modo obstriiido, que tem embaraçado
o trans-
porte dos assuares da presente safra, encarreguei de sua desobstrução á José
Corrêa de Mello, que se obrigou á p'ol-o em estado de olferecer livre
transito ás
barcas que condusem os assucares d'essa ribeira, recebendo por esse
servico
800;3000 róis, que lhe serão pagos depois de concluida a obra, e examinada
por
hum comtnisSão que attestará acerca de sua perfeicZo.
Deve ficar pretnpta u'estes poucos dias.

roNler: ,o131tE o alo GANIKAMOROUA EM ItIA.ROIM.

Mandei Faser o Orçamento elevantar a planta de lftima ponte


que se torna pre-
cisa sobre es..-se rio e autorisei á Camara Municipal de Mareia)
para: mandar fa-
sel-a com os rul;i1u.s..exis'entes nus cofres d'essa Municipalidade e
elle houverem k.L entrar, provenientes dos direitos que paga o assucar
com os que para
cebem os
que re-
d t;.ss:t cidade, destinados par lei para ,despesas desta
Foj contractüda por 3:104;60O, e já está em andamento, natureza,

ZIA.TIIEZ D.?. CAPITAL.

Está folismen!e começada essa obra de tão urgente necessidade.


to : 13 palmos de alicerce da frente, com profundidade de 14. Já existe fei-
de largura ; 3Í3() ditos das paredes exteriores com 12 de
palmos, e 13
profundiddde e 10 de
largura ; 40 ditos das paredes do corpo da Igreja, com 14 'de
birg.nra. Todo esse serviço contem 8.4:986 pa!mos cubicos.
profuUdiJade o 12
Até hoje se tem despendido 6:297:500
49
Conti:du á cargo da commissrio que nomeei, a qual se tom mostrado
muito
ze!osa e diligente.
Rir rasões , cada qual mais attendivel, resolvi mudar
odificala em
diverso do que estava destina( lo.
A importancia gasta tem sahido dos 11:1004 reis , beneficio da La Loteria
conuida pela Assembléa Geral.

AZ_LSTSCJI:7.ENT3 DE AGUA NO POT0.4 D'9 oe) rizAtELIO.

Tomando na devida considerafío uma represeotaffão 'que me dirigirrio di-


versos habitantes da Freguezia do Riachlo lvi autorisar a factura de huma
fonte 0:1 :açude nesse povoado, para aser cessar os in,wrnmodos
e privações que
sua pepolaçrio Se;!C por falta dk..,ua.
Ao respeelivo vig;u.io, a quem ioca:obi essa obra, mandei entregar
a quantia
Ide 800;5000 reis.

Nada tenho que accrescentar o (ice á. tal. respeito vos disse. o .anno pas-
sado.
C3ntinúja no mesmo n.10 estado que vo descrevi, por nada ter sitio possi-
ve.1 fazer-se, em vista do mão estado bs cofres; at,enas autorisei o caiamento
terno da de S. Chri.stovrio.
No Relatorio do digno Dr. Chefe. de Policia achareis minaiosas informaff6es
á respeito do estado de cada uma dellaS.
Contináo a pensar que a conClusSo -da obra da Cadeia cresta Capital é de toda
urfier:cia.
.iier-vos por isso que no deileis de attender á essa necessidade.

O serviço do Correio continúa a cargo da respectiva AdministraçI!) nes!a


Capital, e de 17 kencias nas seguintes lo-,%lidades: Campos, Capei:a, Diviva
Pastora, E.'sg..::neia, Es.,Jirito Santo, Itahaiana, ltabaianiaba, Lagarto, Lagoa Ver-
meiha, Lara eira, Maruim, Propriá, Porto da Folha, Rosario do Cz.,tete, São
ChristovIo, Simo Da, e Villa-Nova.
Como em todo o Imperio, no so to ba9s quanto fora para desejar, as
condicções em_ que se acha este iinportante ramo de serviço.
Algumas queixas tem apparecido por extravios de cartas; á de&iencia de pro-
vas hão tem sido possivtl vrifiear, si tem ou não fundamento.
30
Com referencie a Adm;.nistraçío do Correia Geral nesta Provirwia, e as de
mis do Imperio, o rnovime.nto dos papeis que por cila passarão em o anilo que
acabou :foi o seguinte :
Recebeoofficies--1683, cartas seguras2. 120,, selladas e de porte 269
Jornaes e outros impressos sellades 5077, e do porte 65--total-13:728:
R.emetteo enleios 2466, cartas seguras. 171, selladas 677'2, e de porta
26: JOrnaeS e outros impressos seilados 4700, de porte 1 -Hotal-14:136..
-
Entre ,a mesma e as suas 17 'Agencias e movimento foi--
Remetteo OffleiOS 6818, cartas seguras 65, selliidas 4062., de porte 218,
jornaes e outros im.presios sellados 4.341, de porto 6total 15:510.
Receheo: of11-.ios 2963, a cartas segwas 66, selladas. 2151, de porte 14,
Jernaes e outros impressos sellados 361.total-5560.
No exercicie de 1861 á 1.862 sua receita foi do 2:535:730 a despem im-
portou em 6:178:372. "louve par conseguinte um deficit do 3:642642.
As necessidades de que se ',escote constb do Relatorio que me enviou o,
respectiva Administrador, e que vos será presente.
A escripturação desta lanartição acha-se em dia...
.

pnAT=Azsm DAS w.,,:z.-Lisist.

Quanto ás barras dós rios Real e Vasa-barrls, o SerViÇO da praticagem coutF.,


ki a correr por conta do Governo Geral, e tem sido feito com regularidade.
N'aquella , cessou a serviço da A.talaya fluctuante., no qual occuppavase.
cuter Paranzopama; que está em estado de não oder navegar.
Foi substituido por um mastro que se alvorou na c,.rôa do- centro- d'essa
barra; e que se vai prestando satisfatoriamente ao serviço dos signaes , até que
possa tr lugar o levantamento de uma atalaya da madeira., que melhor o desem-
penhe..
Quanto á do Cotinguiba, a principal da Provincia, o serviço com a ataloya
está á. cargo do Governo Geral o da. catraia corre por conta dá Associaçrio Ser-
gipense.
Fora para desejar que este serviço-, falo do que está: incumbido á Associaç7la
se fizesse com mais regularidade. Do modo porque é feito, os navios que de-
mand:10., este porto fico sem quem os auxilie e dirija na entrada (a Atalaya só,
ro basta), e sobretudo não se pode prestar soccorro tios que se adiarem em,
perigo, á.o. menos com a. prestesa indi spensa vel.
Trato de providenciar de maneira que fiquem attendidas as necessidades da
1."aveae?.o..

1291ARÓE

-Desde Outubro que se a-ccend'e o pliarolete que se coll'ocou so-bre a Alaray.a,


dalarra creste porto.. Disse-vos o annc passado que esse pharolete importava bti'ral
51
grande melhoramento ; repito-o hoje, e alti estão os 'navegantes- d'e.4a costa que
não cessão de betu diser esse beneficio.
Acha-si elle na Latitude Sul 11°. I' long. O de G aw. 36°--59'-,-30",
altura de 1 60 palmos do nivel media di!S aguaS. Suas luzes são fixas e visiveis
nas distancias de 6 á 9. milhas e nas dir-eçïíes chts rumos de Leste, sueste e Sul.
A luz do centro é de côr natural, a do Leste encarnada, e a do Sul verde
estas luzes oceultão-se aa observadu somente quando são atiçadas.
As ernbarcaçbes que bordejarem á vista d'elle,, não devem passar do funde
de '5 braças para a terra ; e , para ancorarem, preferirá° sempre fuel-o á vista
da luz encarnada em fundo do 4, braças, lódo e aréa fina.

",-Tir"It

SECRETARIA DO GOVERNO.

Continúa á marchar com regularidade, sob a intelligente direcção cie s.co ze-
loso chefe, o Tcnente-Coronel Manoel Diniz Villas- boas, em quem tenho encontra-
dó- um valioso auxiliar.
Dc conformidade com a autorisação concedida dei-lhe nova Regulamento.
Foi cumprida a determinacrto do vossa. Resolução n.° 629 de 24, de Março
passado, supprimindo-se a lugar do Oficial-maior.
O lugar de Chefe de Secção do Archivo vago por ter fallecido o inclividua
.

que o exercia está- hoje °ocupado pelo cidadão Theodorico Rodrigues Montes,
que removi da Thesouraria Provincial onde servia de Official-maior da Secretariar
mandando que ficasse vaga este lugar até vossa ulterior deliberaçk.; Importou isso,
para_ a Provincia. uma. economia de 900?S' reis annuaes..
Soffre esta Repartição nessidades, que precisão ser com urg,encia attendidas,..
Peço-vos que me habiliteis satisfasel-as
Construa elle-3, da informação que me ministrou: o respectivo Chefe', e que Tos'
será presente.
Durante o armo expedirão-se 13:170 peças officiaes, sendo pela La Secção'
4:832.; pela 2.-5:64,9; pela 3.a-2:689: não se faltando em immensas copias,
e cartas officiaes que se fiarão,. e nem nos muitos despachos dados em req.ueri,
mentos.
Os seus Empregados. são assiduos,. e. procm:Io desempenhar seus deveres..

WIIESOIJRAIIIA.. PROVINCIAL«

Contitn:ia sob a- direcOo db illbstrado e zeloso D'r. JOaquiin José de Oli'vefr,a;,


e marcha com toda. a regularidade,.
33
Ainda se rege pelo'llegtilamento de 11 do Ma!'CO de 1857 com as altera.ZIes
feitas pelas ReSOitieN),S [1:fiCrOS 550 de '20 de Naio o 561 de 15 de Junho de
1859, -580 de-42 de Abril de 1800 e 650 -de 92 de Maio passado.
Disse-vos no moo Relatado. passado «A vossa Lei 410 625 de 13 de Maio
ultimo, autor:sou a reforma dessa Repartição e das que lhe são subordinadas, coal
a clausula porem de que se não fizesse alteração no pessoal existente, e nern aceres-
cimo de despeza. »
Bern.podeis comprebender que uma tal limitação impede que se faça cal re-
forma, por que pode a conveniencia do serviço exigir o seo aug.nento ou
nuiçao, e-não sant) isso possível, o mal se não rewliará. Abo, por conseguinte,
que daveis coiinu :r a, autorisação sem essa restricção.
insisto .no mesmo pensamento e pego-vos que me autoriseis nos termos pro-
postos.
E-n 12 da Dezembro findo vacou o lugar de Official-maior da Secretaria,
per ter sido removido para Chefe de°Secção da do Governo o individuo que o ex-
ercia. Oiski'do que fiz baixar, ser-vos-ha presente para resolverdes ditinitivamenia.
O minucioso Relatorio do Chefe «essa Repartição vos onioistrara exacta no-
ticia de seo estado, e do das Mezus de Rendas e Exactorias que lhe são sabor,-
dinadas.
Chamo vossa attenção para esse bem elaborado trabalho.

TTPOGEAPE[Lt 1:110VINCIAL.

Este Estabelecimento, contioúa á funccionar regularmente.


Sua despeza no anno lindo foi de 13:792:841 o a receita de 489,410 réis.
O serviço que presta esua receita annualmente não compenso os sacrifícios
qwa se fazem pa:a a sua manutenção.
Não me h..21:0 servido da autorisação dada pela Lei do Orçamento vigente,
por :ira) terem apparecido propostas vantajosas.Acho muito conveniente que
contiLueis á dar a mesma auterisação, e que em todo o caso autoriseis a sua re-
forma.
Nr 14elatorio do respectivo Áliministrador achareis minuciosa noticia de sco
esta,lo, e de suas u&:essidades,

A esNr.....,Delq !", A .II N Fp,. fi A....21,1r2.?1,


412;;;;Nii:A`fd.é--A;scriaó~eano,a,/ was an7Q k4áidoz tua, imAra

013SERVAÇOES SOBRE ALGUNS DIPOSTOS.

cEn'TO E TRINTA 521% POR .tP2£2,9DA DE .tstitetn.


Ha queixa quer da parte dos productores quer dá dos, exportadores de-assu-
car contra o eIeado imposto que pagão, em vista do preao corrente do ge,nero.-
:i

)MG o Inspector da Thesouraria, reconheço que ha rano p,ra cia. Quan-


do se pedi° .que esse imposto fosse fixo, estava o assuar á 22 e 30, o qu' da-
va o termo medio de 26 tostões por arroba, dos rimes deduzindo-se os 5 por
ento. ou meio dizimo, corno se chamava ent%, obtinha-se os 130 réis como enhui-
valente. Hoje troe o termo medio é de `2.1 reis, os 130 correspondem á 6 1/2
por cento, o. que é sem duvida pesado.
Acha aqualle funcianario que se resolverdes diminuir a quota d'este
to, a diminuição não deve ser superior á 10 réis por arroba, o gol.; epivaie á
tima menor receita de 10:0607$000 reis, dada a exportaçrio de 1:000:000d,!w-
rohas.
Entendo que nas circurnstancias em que Se acha a vossa Provinda, qualquer
diminuição é altamente inconveniente, por que traz um «nade desfalque na re-
ceita, o que ella não pode compertár. Quem deve como cita e não pouco, e era
beneficio de sco credito pre.cisa pagar não pode diminuir a quota dos impostos, -
mormente a do que trato, que é á sua melhor fonte de receita, e quasi que se
pode dizer a unica.
Por outro lado, tudo induz à crer que se a vindoura safra não fôr mesquinha,
bade pelo menos Ser muito menor que a presente.
Diante de tão triste perspectiva, corno decretar-se a diminuição do imposto? o
-que será da Provincia ?
Deixai que da se veja livre dos empenhos que a sobrecarrego, e então tra-
tai de reduzil-o.
Quando porém, apezar do que vos acabo de dizer, entendais precisa qualquer
redueção, peço-vos que n:ío passe ella de 10 reis por arroba, e unicamente para
o 3ssucar que sahir dos trapiches da Capital.
Esta medida áo menos trará o beneficio de facilitar a rea1isaço da ideia con-
tida nas leS011,1f:TieS Provinciaes a." 465 de 13 de Maiô de 1857 e 522 do- 1 . °
de iu:ho de 1858. .

CINCO PO I: CENTO SOBRE .0 ALGODÃO, E COIJIZO:',4 5ECCOS E


SALGA).

Corno sabeis, este imposto quanto ao algodão e couros despachados pela Me-
za de. Rendas de Villa-Nova, é cobrado a razão de 3 por cento.
Esta excepção foi autorisada pela necessidade de igualar os impostos de ex-
portaçto dos generos d'esta Provinda com os similares da Provincia limitrophe,
afim de evitar o contrabando. Tem sido impreficuo, e elle continúa em grande
escala.
Na falta de meios de vigilancia e coerG7.1o, que se não pode empregar, porque
serio dispendiosos, e na impossibilidade de fiscalisar a carga á bordo dos navios
ancorados nas aguas do. Penedo, lembra o Inspector da Thesouraria o expediente
de habilitar as agencias collocadas nas margens do S. Francisco, para cles.pacharem
os géneros destinados á expottação pela barra d'esse rio.
Coai isso diz elle, tirada a uns a razão que alleg7.io de grande distancia entre
o porto do embatque e o do despacho dos generos, e a outros a de risco da na-
3,11

vegaço contra a corrente (lo rio, nenhum motivo plausivel terá o exporta4r para
furtar-se ao pagamento do imposto.
Concordo com elo, o vos peço por isso que providencieis á respeito-,

ow000 RÉS NOZItE EXr.70ETA.1905;.

Esta receita é orçada em til:000:000 rs., mas é' de presumir que a renh
no suba, nem. mesmo se aproxime ;:k.' essa-. altura, pois a, Provincil yr coma pou-
co escravos, e. estes são indispensaveis aos serviços agricola e urbanos.
Dos despachos. consta que no ex-ercicio findo foriío. exportados 240, escravo,
quando. no, de.1859 á 1:800:forão 3,38, e no de 18,00 á. 1801.-594.. No 1'se
mestre do exercido corrente apenas terwsido exportados 25, e crestes- alguns len
voltado em con.sequencia da baixa do preço nos mercados do sul.
Parece. pois e 'assim pensa. o Inspector da. Desonraria, que esta renda tende.
â desapparecer-ou ha de figurar sem importancia nos_ artigos da. receita.
lie b.orn.que. saibais (1:isto, para: que não. conteis. muito: com, o vai& que se!.
lhe dá. no orçamento.

oeoItÉ2§ gOffERE GADO VAÇCWIlf..E. ...kvA,14-4,trt E


PII>a cf.,.raçA. DE .:54AE4.) Pill1;2NO E LANfEDO.QUE Nikajfia,
DA...R,E.01:XÇZA.F4int: 2EARt. OEU P.46 !IktErt{BA.,

Peço-vos que attendais â requisição que, bz,-ern's-ewRolatorio o Inspector dal


Thesouraria, sobre a.crea(flo de brirreiras, que gar2ntão a.liscali:::,aç'0 e. augmen. -
-tem a. arrecadação d'.este imposto..

DEQ331.1.

Pedi-vos o a-nno passado que. revogasseis tudo.. quanto .se acha- legislado- â
.
res-
peito d'este imposto deixandwsómente em, vigor a. Resolução.n.° 409., de.
de .1.unlio de 1854 e ilegluatnento de 29;de Sétemblwdo:mestno armo..
Insisto no mesmo pe.dido.
A' respeito de alguns outros impostos, chamo. vossa:attençb.para o que
o inspector da.T.hesi,uraria Provincial:

Sinto dizer-vos que,. cem quanto melhoradoaiuda. d."to e estad, .;


lInançs da Proviocia,
Mo tenho poupado eforros. para. restaurai-as., lesvaneço-me em declaraf.o;:
tenho ab:(inc,ado algama, cousa, mas uk tanto que int, ao,:orise á. dar.vos uma no-
ticia agratlakel. Com a sevtla, mas (liscreta ecobornia, qug hei guardado, e coa
outras medidas que adaptei,. tenho conseguidb vtsr vossa Provinda satisfazer, ccrn
a. maior pounkalidadO. os seus mais sujos, empenhos, corno sejFío o resgate do'
suas Npolices nos devidos tempos, o pagamento.. emn. dia, e ás vezes anticipado
SLUS letrasr o dos. ordenados todos os Eruprgados e sIdo mo: Corpo de Mi-.
cia; ese &certo que sobre ela pes5o aindi bastantes oneargos,. pois. está sujeita
á uma divida que sobe â crescida somma da 165:834:275, é tarnliem verdade;
que já esteve mais distante o dia da emancipaço, de seu, thesouro.
As cifras que vou: apresKitar-vos, dernonstr5o o que acabo de dizer.
A receitaarrecadada. no ex.ercicio findo,. foi. de .. . . 515:58283.0
Senlo
De'rentia. propri . . . . 4O :O56 70

--
1)2 operações de credito 80:000;5000-
saldo verilicado.no..encerramento do exereicio.de IS60.-11361 27:52W360,
Tbta 515:5825'830,
sendb a orçada de . . 290:972;5530
Foi aquela superior á esta. em . 2:610n00'
As c. ,peraçZes de- credito provém dó emprestiino contraindo com o Banco da
Bahia em 26 de Setembro de 1861, de que já tendes noticia.
Houve, maior e-menor receita: esta na importancia, de... 33:603!5367"
E aquela na. de . , . . 150:687307
Sendó., esta- superibr àquela. em: . . 1117:083¡G
No balànço,da Thuouraria aclAo-se- consignadas as-clirferenças entre o orçado.
e arrecadado, por cada paragrapho de receita,
Houve differença, para.: mais nas renda.s dos g 1..* dó titule 2.° art. 1!:., 6.°,..
I.", e 35;° doart. 15.. da Lei n. 625 de 13 de Maio de 1861; para menos,. ris.
verbas dos 3.`", e 4,.° do.art. 14, e 33- cio art. 1.5.
Conforme se vcdo mesmo balanç;o, a maior receitafoi devida principalinente-
áo augmento.da. renda do. imposto sobre .o assacar, principal fonte da receita pro-
vincial,.cuja exportar» tendo chegado no exercicio- de 1860-1861 á 552:597
arrobas no valer-Ws/ciai de L281:99:6688; importando os direitos em 71:770:217,..
subio n'esse exercicio á.1:770: 383 ?, no valor ofliCial. de 3:653:254:589, som-
mando os direitos. em 235:756:121.; e a. menor, á-.diminuição que tiverk as renf-
das dos diversos generos e as restituições e reposições.
A. despeza realisada nessa exercicio.foi. de ..
440:23.8h;261
Sendo:
Despeza ordinaria. . . 279:143,576
*.. extraordinaria . . 61:761;5566;
Com. creditos especiaes . 27:2865625=
operações de credito- . 72 :0464.07.:

4;10:238;5861
50
Ci.univ,rada com a fixada do .

Produz a IlitTerença entre o lixado e thispendide, de


Kmaior despeza deo nos artigos 3.", 6°, 7.", 10 ° e 13.° do
... 407:188 5.091
33:050/5771

titulo 1." da citada Lei de 1861 na importanria do . . . . ' 23:704. 713


A' qual juntando se a dc.speza com creditas espejac,£, de. . . 27:286;5625

Eleva-e.e a maior despeza a 50:991;5338


A mehor dospeza'foi de 89:987i74
Que comparada com a maior despeza de 50.(n1338.
bá uma differença de menor despem, de 38:99636
A emisa da maior despeza acha-se principalmente na insufficiencia do credito
votado para as despezas de execuç7tio e pagamentos de juros do emprestiml con-
trabido na Provinda, em virtude de maior resgate, que se fez das apoliceS da di-
vida provincial. . . .

A da menor, está sobretudo na falta de pagamento ás companhia i.- Babíana á


de Reboques, em uo se ter feito seno muito poucas obras.
Tendo pois a receita arrecadada sido de. . . . 515:5825830
E a despeza realisada de 4E.O:238;,5862

Resulta o saldo -de 75:3430f:38

Que passou para e ekercic.io corrente em 31 do Outubro; sendo em moe-


da 59:051229, e em letras á vencer 16:'29U739.
Esse saldo, porem, está cativo áo pagamento de 32:31240, importancia
desma"feita n'esse exercicio e ainda Lião paga, e mais á divida passiva, verificada
LO encerramento do mesmo- exercicio, na soriuna de 137:34,2r5314.
diferença que se nota entre o total de 169:658484, dado pela Thesou-
raria como importancia da divida passiva, co de137:31.'2:3. que apresento como
tal, provem do iiFiu incluir eu n'es..ta ultima somma os 32:310'40 de que acima
faltei.
No '1 do exercido corrente, a receita importou em 172:5W223
mparada ccin a de igual semestre do exercicio findo, na im .
portancia de 159:326622.
uma.differenea para mais de 13:210A01
;

Mas notai que «essa receita está inchiido o saldo de 75:3-135968, que pas-
sou em 31 de Oue.diro.
A despeza -foi de 168:2-'1.W61
Que comparada com 3 do mesmo semestre no exercido anterior
na importancia . 153: 4787564.8
Produz uma diferença para mais, de Il.:7713013
Tendo sido pois a receia de 172:5j.3A'223
168:24661
E a despeza de
Foi o saldo apenas de.' . .
. .

. .. ..
. .

Que comparado com .a do .mesmo semestre no exercício findo,


4:29375562

na importancia de 5:8i.7974
Dá uma differefiça para menos de . '1;56;5412
31

Suppondn que a receita e despem do semestre corrente seja igual á do 2.°


semestre de 1861 1862, haverá um saldo de 25:776:159 em 30 de Junho
vindouro. Porque .sejantar-se a receita do 2:0 semestre do exercido corrente,
isto é, 172:5436223 íi importancia da receita do 2.° semestre de 1861.-1862,
isto é, 239:7566552, ter-se-lia a.somma de réis 412:2996775, igual a receita
arrecadada até 30 de- Junho proximo, na hypothese figurada.
Se d'eSta quantia se deduzir a importaucia da despeza realisada no -2 ° semes-
tre de 1861-1862 na importancia de 218:2736955, e mais a despendida no
1.0 semestre do exercicio corrente na sonuna de 168:249666l , isto é,
386:5236616, e tirar-se esta quantia da supposta receita de 4.12:2996775,. -
ficará o saldo de 25:7706159.
Devo entretanto dizer que estes dados no tem -o valor pratico indicado pelas
cifras-: 1.0 por que no primeiro semestre do exerciciò corrente lizerrio-se muito
mais despezas. do que em igual período do exercicio de 4861-4862; 2.° por
que a receita do segundo semestre corrente deve exceder a do de 186.1.-1862,
por isso que a exportaçrio do assucar principiou mais cedo n'este, do que n'a--
quede exercido.
Apezar d'isto caldilo que no haverá saldo em Junho, si se forem pagando
os debites antigos com as sobras das despezas ordinarias. do mez, . se as houver,.
e apenas um saldo de 30 á 40000n00, se estes debites forem sendo pagos.
nas condicções em que o forno no exercício do 1861-1862, isto é, um pouco
por conta .á cada credor.

DIVIDAS ACTIVA E PASSIVA NO ENCERRAMENTO DO EXERCICIO.

A importancia «aquela, liquidada até 31 de Outubro é de 56:6796706,


julgando-se incobravel somente a quantia de 2:62'1.6614.
.
A passiva, -é externa e interna.A primeira, proveniente do emprestimo de
80:0006000 contrahido com o Banco da Bailia, ào juro annual -de 9 por cento,
era 'de 40:0006000; a segunda de 129:6586584.
A externa actualmente, está redusida á 20:0006000. A interna que á 5
dias,' -isto é em 27 do reez findo, montava em lis. 143:3346275, mais 13:6756691
do que no encerramento do exercício, hoje já está elevada á 145:8346275, 'por
que eada tnez que passa é auginentada com 2:5006000 das subvenções dadas ás
companhias Bahiana e de Reboques. Total da divida passiva até o primeiro d'este
mez,- 165:83W275.
- He bem triste estar constantemeote á pagar, e vér o debito crescer apezar
(Visse !- - -

Desde o dia L° de Junho. de. 1861, em que tomei conta da administraçílo,


pelo que toca á divida externa, tem-se pago ao Banco da Bebia 100:8006000,
sendo 60 contos do emprestimo de 80 de que já vos falei; .30 do contrahido em
virtude da Resoluçío n.° 577 de 13 de Julho de 1859; e 10:8006000 do juros.
No que diz respeito á interna, tem-se resgatado 40 apolices na impertanciá
de .-20:0006000, e pago para mais de 80:0006000. ApeZar de tudo isso, a
vida da Provinda que era (tino de 247:0496928, ainda está em 165:8346275.
Para pagar essa divida existe
Importancia das apolices do caixa de emprestime 13:000,501»
Saldo para o resgate de.apulicee, depois de resgatadas as iwiela
neencionadas. . . . . 1 a:0000013
Iffige011 IN 111, «Mame MIO.

lia pote consequencia 2A:000400()


Ficará elle ainda sendo de . . . . . . . 1:19:8:31e52.75
Deixo de mencionar como saldo para 0350 pagamente a quantia de 686, 38,
existente nos cofre até o dia 26- do mez que acabou, por estar elle sugeila a dea-
peza ordinaria desse mesmo"mez.
Ser-vos-ha presente o orçamento dá reeeita e despeza pera aexercicio de 18637

A. receita está orçada em 32'1.:466;50.00, e a deepeza ein 3G7:360333..


Lia. por tanto um delleit de 42:894e5335.
Estou longe de pensar que este deficit desappareça ; (ie contrario, propendo
erór que h:le ser maior, senão_ encurtardes a deepeza.
Esta crenea é autorisada principalmente pelo estado desauineedor das canas
da safra vieldowa, ene conseguem:ia da falta d.e chuvas, e do calor ardente dos
tyes ultimes meus.
Se isto é uma verdede que se não pode contestar, a consequencia é que bade
haver uma;ditninuiçio extraordinaria na receita d.e a.eeucar, principal fonte de ren-
de, devida á escassez da producção.
Como esta verba, algumas outras não inspirão confiança; taes s1o, por ex-
emplo, a exportação, e apoz ella as transacções de compra :e venda de escravos,
qee CWLI vez se restringem meie, por tal ferina, que essa ienda vi baixando ra-
pidamente á ponto de ser netavel no quadro da receita. Isto reconhece o digno
iespecter da. Theeouyaria,. eine pensa. ser conveniente procurar Os meios de suba,
titu!'r-a opportunareente, afine de prevenir a falta de Pagamento da- despeza publica
por instafficiencia de fundos.
He possível que não se reali.se esta minha previsão, e oxalá que assim suece-
da; em todo ocaso, é prudente, e até ifelispensavel, pôr os cofres ac'e abrigo dos
reiales provenientes de novos encargos.-13asta os que estão pesando sobre eles,
Do exposto, e do mais que por alindo consta do Belatorio, Orçamento e lia-
lanço da Thesouraria, que vos serão preeentes, resulta esta verdejeé de indis-
pensavel, necessidade que olheis com alie0'o para as finanças dá Provincia. Sua
situa.ção, que tanto me ameba por desagradave!,, precisa melborar.A. vos per-
tence, em grande parte, essa tarefa.
Similhante estedo !Iía. pode continuar, sem grave detrimentados melhoramen-
tos matcriaes e moras de tine ala. tanto carece, e sem- qne
eizefra terturas na. marcha da administração.
le'xige-se pesados sacrilicies dos contribuintes, e ene eornpensaeão se lhes n:í,e
dá proveito algum; a lavoura, por exemplo, jàto acabrunhada pela ,força das cir.
enwetanciee, geme sob o peso de herna imposieão tão alta como a que paga. o
assumia e no entretanto nada absolutamente se faz ene seu beneficio, e se a deixe
definhar zió desamparo! Ao passa que isto se dá, se fezem despezas senão super-
a menos nen plenameete justilicadas .pele intereese publico ; outras se pae
ae:io, que podifo ser adiadas para tempos. mais felizes.
preciso ifet1Q:',11-3,5 rasouvelmente, cortando. peer aeludlas, e evitando
Coai par casa ; a vossa Su.retaria, a6 que me parece, tem um passeai
!!uperior ás exigewias do servieo C0111 elícito, um Oftleial-rnaior,, dou s Escripte,-
ráries, dons Amailuenses, um Archivista , um porteiro , deus continaos, e alem
, destes dous e às vezes Ires cellaboraderes, a cada um dos quaes se dá pelo ifflo.
nes 15.0~ rs. é gente de mais para os trabalhos a fazer.
Mu sei se na de qualquer das outras Proviir'as ha pessoal maior ; posso
porem'aftianear.vos qtb3 na d Rie'Grande do ...ui, onde ha mais trabalho, e que
é plenamente satisfeito sem ser guiso o ceffi<mrso de eollaboradores, rItó passa
de 7 o numero dos empr2gados. Na' do Pará ijo se dispendo mais de 2:9000(10
com o pessoal.
Acho por isso que o deveis reduzir.
Lembro vos ainda as seguintes medidas : Suppresnb das gratificae5es á a
lamas mestras e professoras adjuntas.
suppressb, que já vos. pedi, das cadeiras do ins-truc,Oo secundaria, cem.
excepeb da de Latim da Capital , unica que n'tlia exi,te, e das de Francez e
La!im da Cidade da Estancia, caso considereis as duas ultimas de urgente necessi.-
le. -

Suppresso dá gratiticae:to que se dá aú zelador da capella de S. Salvador


ifesla cidade.
Suppross:ío dá sub-vençAn aú Hospital de Caridade de S. Christovão.
sulin.essio dos vencimentos dos coadjuctores.
Reducelo no numero de OffiCiaeS do corpo de Policia.
ReducOo da subvene5o que se dá á-. companhia de Reboque-.
Finalmente, a suppresAo do lugar de Escriptárarioida Meza de Rendai da ..S-
tancia.
OU:ros meios' serro lembrados por vossa" illustrailo, e patriotismo.'

Aaõa.7277Z.,

À' poucos dias, depois de escripto o artigoSaude publicarecebi a desa-


gradavel noticia de ter o cholera morbus apparecido, e comintensidade, em diver-
sos povoados .proximos ávilla da Capella.
Sem demora fiz partir o Dr. Manoel Antunes de Saltos, cirurgiã-o do corpo da
mudo do Exercito, pra ministrar os soccorros d'arte as enfermos desvalidos,
e providenciei de modo á no faltarem os necessarios recursos.
Por comrnunicae(5es chegadas á tres dias-fui informado que até Ti. dapassad.
havia sido. aconamettidas 113 pessoas, das times succumbirrio 72. O Dr. Antunes,
aó.,que se inc diz, tem-se portado de hum maneira satisfatoria.
:Sio estas, Srs. Mem.bros da Assembléa Provincial , as informaes que vos
passo dar.
Estão muito á quem do meu desejo, e da importa ncia cio objecto. Para a sua
, 'concorre° a circurnstalteia
imp.erfeie7io , alem da curteza de minha intelligencia
de, por aderno, te c disposto de1111.111.0 pouco temp° para escrexel-as.
GO

.Quaúquer outras que nocwileis , nó primeiro reclamo set5o -fornecidas.


Concluo , agradecendovos o apoio que me prestastes na sessli do anno
passado. .

Serei contente se me couber a ventura de continuar a merecelo.

Palacio do Governo da Provincia de Sergipe Cal de Marco do 1863.

Joaquim Jaçimlio de illendoNA,

tYPOGRÀPIIIA"PROrNCIA^L DE'SERGIPE=m3,