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Documentação para a Engenharia de

Segurança do Trabalho

Brasília-DF.
Elaboração

Paulo Celso dos Reis Gomes


Luiz Roberto Pires Domingues Junior
Guilherme Rios Dias

Produção

Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração


Sumário

APRESENTAÇÃO.................................................................................................................................. 4

ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA..................................................................... 5

INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 7

UNIDADE I
PREVENÇÃO DE ACIDENTES................................................................................................................... 9

CAPÍTULO 1
PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA..................................................... 9

CAPÍTULO 2
PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA
CONSTRUÇÃO – PCMAT......................................................................................................... 68

CAPÍTULO 3
MAPA DE RISCO INTRODUÇÃO.............................................................................................. 114

CAPÍTULO 4
LAUDO DE INSALUBRIDADE E LAUDO DE PERICULOSIDADE..................................................... 131

PARA (NÃO) FINALIZAR.................................................................................................................... 147

REFERÊNCIAS................................................................................................................................. 148

ANEXO 1........................................................................................................................................ 149


Apresentação

Caro aluno

A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se


entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade.
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da
Educação a Distância – EaD.

Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade


dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos
específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém
ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a
evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.

Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo


a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.

Conselho Editorial

4
Organização do Caderno
de Estudos e Pesquisa

Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em


capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam tornar
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta para
aprofundar seus estudos com leituras e pesquisas complementares.

A seguir, apresentamos uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos
Cadernos de Estudos e Pesquisa.

Provocação

Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor
conteudista.

Para refletir

Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.

Sugestão de estudo complementar

Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo,


discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.

Atenção

Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a


síntese/conclusão do assunto abordado.

5
Saiba mais

Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões


sobre o assunto abordado.

Sintetizando

Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o


entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.

Para (não) finalizar

Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem


ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.

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Introdução
O engenheiro de segurança como qualquer outro profissional possui uma gama de
documentos que registram suas atividades profissionais, como receituário para um
médico, ou um agrônomo; como um prontuário para um médico, dentista, psicólogo;
um inventário patrimonial para o contador, para o engenheiro de segurança do
trabalho, não seria diferente. O mesmo é levado a produzir cada vez mais documentos
que determinam e avaliam os processos produtivos de uma atividade econômica, e
suas consequências para a saúde e segurança dos trabalhadores vinculados a aquela
atividade econômica, com o diferencial que esta atividade atinge e impacta no sistema
nacional de seguridade social, principalmente com relação à previdência social. Assim
esta disciplina se propõe a consolidar o conhecimento adquirido com relação aos riscos
e seu gerenciamento, em uma série de documentos que farão parte do dia a dia de
qualquer engenheiro de segurança ocupacional.

Objetivos
»» Capacitar para a elaboração, análise e utilização de todo padrão de
documentação aplicada à área específica de Higiene e Segurança do
Trabalho, levando em conta as necessidades devido a normatização e a
fiscalização dos órgãos pertinentes.

»» Trabalhar e compreender a lógica do Programa de Prevenção de Risco


Ambiental ─ PPRA, do Programa de Condições de Meio Ambiente do
Trabalho ─ PCMAT, e mapas de risco principalmente.

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PREVENÇÃO DE UNIDADE I
ACIDENTES

CAPÍTULO 1
Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais – PPRA

Introdução
O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) é um instrumento previsto na
legislação vigente, principalmente na Portaria no 3.214/1978 Norma Regulamentadora
no 9, com o objetivo primeiro de ser um instrumento de gestão da saúde e segurança dos
trabalhadores vinculados a determinada pessoa jurídica.

Esta gestão, que atua em cima dos riscos presentes no ambiente de trabalho, alcança os
aspectos de segurança física e mental, por meio da:

»» antecipação (planejamento);

»» reconhecimento (fiscalização);

»» avaliação (monitoramento); e

»» promoção do controle ou a eliminação dos riscos.

O lócus de atuação do PPRA é o ambiente físico onde se encontra o trabalhador e no


caso dos trabalhadores que atuam fora de seu local de trabalho (repartição), isto é
em ambiente externo, dos riscos aos quais estes trabalhadores estão submetidos no
exercício de sua função, abrangendo a esfera da proteção do meio ambiente e dos
recursos naturais.

O PPRA tem a sua origem jurídica já na Constituição Federal, na determinação dada


por meio do seu art. 7o inciso XXII, que garante ao trabalhador o exercício do trabalho
dentro de condições mínimas de segurança e saúde, in verbis:

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UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Constituição Federal de 1988

Art. 7o São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros


que visem à melhoria de sua condição social:

...

XXII ─ redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas


de saúde, higiene e segurança;

Tal artigo que é cláusula pétrea de nossa Carta Magna, também reverbera aos
trabalhadores públicos, vinculados aos Regimes Próprios de Previdência Social ─ RPPS,
pois no art. 39 de nossa Constituição, diz que ao trabalhador público se aplica, dentre
outros o inciso XXII do art. 7o da Constituição, in verbis:

Constituição Federal de 1988

Art. 39...

§ 3o Aplica-se aos trabalhadores ocupantes de cargo público o disposto


no art. 7o, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX,
XXII e XXX...

Para os trabalhadores de forma geral, vinculados obrigatórios do Regime Geral


de Previdência Social – RGPS, o PPRA nasce por meio dos arts 176 a 178 e 200 da
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, exposto assim in verbis:

Art. 176. Os locais de trabalho deverão ter ventilação natural, compatível


com o serviço realizado.

Parágrafo único. A ventilação artificial será obrigatória sempre que a


natural não preencha as condições de conforto térmico.

Art. 177. Se as condições de ambiente se tornarem desconfortáveis, em


virtude de instalações geradoras de frio ou de calor, será obrigatório
o uso de vestimenta adequada para o trabalho em tais condições ou
de capelas, anteparos, paredes duplas, isolamento térmico e recursos
similares, de forma que os empregados fiquem protegidos contra as
radiações térmicas.

Art. 178. As condições de conforto térmico dos locais de trabalho devem


ser mantidas dentro dos limites fixados pelo Ministério do Trabalho.

...

Art. 200. Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições


complementares às normas de que trata este Capítulo, tendo em vista

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente


sobre:

- medidas de prevenção de acidentes e os equipamentos de proteção


individual em obras de construção, demolição ou reparos;

- depósitos, armazenagem e manuseio de combustíveis, inflamáveis e


explosivos, bem como trânsito e permanência nas áreas respectivas;

- trabalho em escavações, túneis, galerias, minas e pedreiras, sobretudo


quanto à prevenção de explosões, incêndios, desmoronamentos e
soterramentos, eliminação de poeiras, gases etc., e facilidades de rápida
saída dos empregados;

- proteção contra incêndio em geral e as medidas preventivas adequadas,


com exigências ao especial revestimento de portas e paredes, construção
de paredes contra fogo, diques e outros anteparos, assim como garantia
geral de fácil circulação, corredores de acesso e saídas amplas e
protegidas, com suficiente sinalização;

- proteção contra insolação, calor, frio, umidade e ventos, sobretudo


no trabalho a céu aberto, com provisão, quanto a este, de água potável,
alojamento e profilaxia de endemias;

- proteção do trabalhador exposto a substâncias químicas nocivas,


radiações ionizantes e não ionizantes, ruídos, vibrações e trepidações
ou pressões anormais ao ambiente de trabalho, com especificação das
medidas cabíveis para eliminação ou atenuação desses efeitos, limites
máximos quanto ao tempo de exposição, à intensidade da ação ou
de seus efeitos sobre o organismo do trabalhador, exames médicos
obrigatórios, limites de idade, controle permanente dos locais de
trabalho e das demais exigências que se façam necessárias;

- higiene nos locais de trabalho, com discriminação das exigências,


instalações sanitárias, com separação de sexos, chuveiros, lavatórios,
vestiários e armários individuais, refeitórios ou condições de conforto
por ocasião das refeições, fornecimento de água potável, condições de
limpeza dos locais de trabalho e modo de sua execução, tratamento de
resíduos industriais;

- emprego das cores nos locais de trabalho, inclusive nas sinalizações


de perigo.

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UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Parágrafo único. Tratando-se de radiações ionizantes e explosivos, as


normas a que se refere este artigo serão expedidas de acordo com as
resoluções a respeito adotadas pelo órgão técnico.

Já para os trabalhadores públicos deverá ser sempre verificado a legislação/estatuto


que regula o seu RPPS, mas deve-se considerar que as Convenções no 148 e 155 da
Organização Internacional do Trabalho, aborda o PPRA de forma ampla, e cada vez
mais as fiscalizações sanitárias que envolve a saúde do trabalhador, embarcam na
exigência da elaboração do PPRA em todo e qualquer ambiente de trabalho que possua
trabalhador de qualquer vínculo, amparada na Portaria 3.120/1998 do Ministério da
Saúde, com destaque para o item 6, in verbis:

Portaria no 3.120/1998.

...

6.2 - A intervenção (inspeção/fiscalização sanitária)

A intervenção, realizada em conjunto com os representantes dos


trabalhadores, de outras instituições, e sob a responsabilidade
administrativa da equipe da Secretaria Estadual e/ou Municipal
de Saúde, deverá considerar, na inspeção sanitária em saúde do
trabalhador, a observância das normas e legislações que regulamentam
a relação entre o trabalho e a saúde, de qualquer origem, especialmente
na esfera da saúde, do trabalho, da previdência, do meio ambiente e das
internacionais ratificadas pelo Brasil.

Além disso, é preciso considerar os aspectos passíveis de causar


dano à saúde, mesmo que não estejam previstos nas legislações,
considerando-se não só a observação direta por parte da equipe de
situações de risco à saúde como, também, as questões subjetivas
referidas pelos trabalhadores na relação de sua saúde com o trabalho
realizado.

Os instrumentos administrativos de registro da ação, de exigências e outras


medidas são os mesmos utilizados pelas áreas de Vigilância/Fiscalização
Sanitária, tais como os Termos de Visita, Notificação, Intimação, Auto de
Infração etc.

Assim o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais como o melhor instrumento


da política de prevenção de riscos ambientais está regulada por meio da Norma
Regulamentadora no 9, emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego no ano de
1994, e que apesar de ser um normativo legal de cunho infralegal, possui como foi visto
anteriormente em determinante legal e constitucional.

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

O PPRA é obrigatório para todos os estabelecimentos que possuem Cadastro Nacional


de Pessoa Jurídica e tenham empregados contratados sob regime da CLT, com as
ressalvas já dadas anteriormente.

Por ser um documento, o mesmo tem uma estrutura mínima estabelecida, mas para
saber como o construímos, devemos entender de forma clara os conceitos que estão
inseridos em seu próprio nome, isto é, devemos entender sua denominação de base.

Por que denominamos de Programa e não de Plano. Temos de ter em mente que a
atividade de saúde e de segurança é um moto contínuo de um processo produtivo, ao se
iniciar não tem fim, salvo se o próprio processo produtivo se encerra. Isto posto, enquanto
existir o processo produtivo, vinculada a determinada pessoa jurídica, haverá um
sistema de que deverá monitorar, avaliar e controlar a saúde e a segurança ocupacional,
a este processo “infinito” denominamos de programa, pois ele se retroalimenta com
seus próprios resultados temporais, e não um plano, que possui meta: com início, meio
e fim. Por isso, denominamos de PROGRAMA de prevenção de riscos ambientais.

Na sequência temos a palavra PREVENÇÃO. Prevenção significa evitar prejuízos e


agravos que podem ser causados por fenômenos naturais ou pela atividade humana no
meio ambiente, incluindo aí o meio ambiente do trabalho. Não podemos fechar questão
dizendo que a prevenção, pode eliminar (ainda?) a ocorrência destes fenômenos ou
a atuação do homem no meio ambiente. Não se pode eliminar o risco da ocorrência
de furacões, terremotos, erupções vulcânicas e tsunamis, e às vezes não se pode
eliminar os riscos a saúde do trabalhador em determinado processo produtivo, seja
pela inexistência de tecnologia de segurança, seja pela falta de substituto deste processo
produtivo ou produto alternativo, seja pela inviabilidade econômica e social de sua
aplicação. A prevenção é calcada em medidas que visam reduzir o impacto negativo
destes fenômenos, em perda de vidas humanas e danos às atividades econômicas.

Assim no PPRA, prevenção está na determinação por parte do Engenheiro de


Segurança do Trabalho1 e sua equipe de proposição de medidas que visem à mitigação
ou a eliminação do risco a saúde e segurança dos trabalhadores, sempre levando em
consideração: os determinantes legais exigidos ou permitidos; a sustentabilidade
econômica da medida proposta; e o melhor resultado para a saúde e segurança dos
trabalhadores envolvidos.

O outro conceito é de RISCOS. Neste vislumbra-se a probabilidade de ocorrência de


determinado dano ou agravo, frente ao ambiente considerado, e as consequências de
sua ocorrência. Assim ao se tratar de riscos, pedimos reforça à prevenção, e temos
de estabelecer medidas que objetivem a redução da ocorrência dos agravos ou danos
decorrentes destes riscos – exigindo o que se denomina: executar a gerencia de riscos.
1 Ou de um profissional reconhecido pelo proprietário ou seu preposto para a elaboração do PPRA, uma vez que a legislação
permite que qualquer um possa fazer o PPRA.

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UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

E quais são os riscos que devemos gerenciar?

Independente da NR09 somente considerar três riscos: físico, químico e biológico, a


premissa básica do PPRA é tratar e gerenciar TODOS OS RISCOS, isto posto, apesar
de ir contra uma corrente obtusa, elaborar um PPRA é abordar, antecipar, reconhecer,
analisar, monitorar, controlar, mitigar ou eliminar todo e qualquer risco que coloque
em risco a saúde e a segurança dos trabalhadores, assim além dos tradicionais riscos
físicos, químicos e biológicos, DEVE-SE incluir os riscos ergonômicos e os mecânicos
ou de acidente, somente ai será possível estabelecer um quadro real dos riscos existentes
e promover uma gestão adequada dos riscos e consequentemente preservar a saúde e a
segurança dos trabalhadores.

Finalmente é necessário definirmos/conceituarmos o que é AMBIENTAL. No caso


do PPRA, o ambiental abrange o espaço físico que se realiza a atividade laboral. Se
o trabalhador trabalha em um escritório seu ambiente é o espaço deste escritório;
se trabalha em uma fábrica, são os setores que o mesmo trabalha e frequenta como
trabalhador; e no caso de atividades externas, o ambiente é todo e qualquer lugar que
o mesmo trabalha, recepcionando para si os riscos destes ambientes que o mesmo
frequenta. O que varia neste caso é a distribuição temporal da exposição a estes riscos,
em cada tipo de estabelecimento ou lugar que o mesmo trabalha, a mesma analogia
pode ser feita para quem realiza normalmente atividades ao ar livre.

Nesta variável conceitual AMBIENTAL, se insere, por conseguinte, a lógica em que se


operará as avaliações dos riscos existentes no processo laboral. Explico: o próprio nome
indica que é programa de prevenção de riscos AMBIENTAIS, e a definição de ambiental,
está vinculada ao lugar físico que labora o trabalhador, assim o lugar físico – AMBIENTE,
é a causa dos riscos à saúde e segurança do trabalhador, e não apenas o risco se insere
na função/atividade do trabalhador, sendo o AMBIENTE apenas a embalagem. Por
que digo isso. Pois é comum PPRA fazendo a avaliação dos riscos ambientais baseado
na função do trabalhador e as condições ambientais ficando em segundo plano, quando
aparecem. Exemplo: temos a elaboração de um PPRA que tem a função de cozinheiro.
Diversos PPRA vão analisar os riscos em função da atividade prevista na Classificação
Brasileira de Ocupações – CBO para a função de cozinheiro, traçando, portanto, uma
relação de risco padronizada para a função de cozinheiro, independente do ambiente
a que está inserido este cozinheiro. Mas neste exemplo o restaurante possui quatro
cozinheiros e quatro cozinhas, cada cozinha com uma especificação de produção: uma é
destinada a pratos quentes, a outra é destinada para a produção de saladas, outra é para
a produção de sobremesas e a última para a confecção de aperitivos, cada uma com seu
cozinheiro específico. Pergunto os riscos ocupacionais dos cozinheiros são idênticos?
Na área de salada o cozinheiro está submetido ao risco de calor/stress térmico? E o

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

risco biológico está presente onde? A gestão dos riscos será idêntica? Como que os
riscos dos cozinheiros poderiam ser iguais?

Não se pode pensar em fazer avaliação de riscos colocando em segundo plano o


ambiente, o ambiente vem e virá SEMPRE em primeiro lugar, conjugado ou catalisado
pelos riscos inerentes a função do trabalhador. Um complementa o outro, mas o enfoque
principal deve ser sempre o ambiente, e na sequência os riscos da função.

Outro exemplo: a função de secretaria, na maioria das vezes apresenta quando


apresenta algum risco é na área da ergonomia, pois a sua função per si é administrativa,
não manipulando nem exercendo nenhuma atividade de risco. Mas aos termos duas
secretarias em um hospital, uma está lotada na direção do hospital (área administrativa
por excelência) e a outra lotada no centro cirúrgico, perguntam-se os riscos serão os
mesmos? O casamento entre ambiente e função deve ser feita sempre, e não apenas
para ruído, como é comumente encontrado.

Assim temos que o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, é um documento


que ensejará um conjunto de avaliações e ações a serem implantadas com o objetivo
de prevenir ou mitigar a ocorrência de danos à saúde e a segurança dos trabalhadores
pelos riscos a que estão expostos, considerando o meio ambiente de trabalho ao
qual está vinculado. E que este documento será revisitado anualmente para que seja
avaliado a eficiência e a eficácia das ações propostas com relação à saúde e segurança
dos trabalhadores no ano anterior, possibilitando ajustes de rota para o ano seguinte.
Tal ciclo permanecerá em inércia por anos se for o caso, só sendo necessário à sua
alteração se, e somente se:

1. Houver alteração do modus de operação, principalmente com relação aos


tipos de insumos.

2. Houver alteração do meio ambiente do trabalho, em especial no que se


refere a infraestrutura.

Caso contrário o PPRA produzido deve ser mantido.

O PPRA, oficialmente é composto por um documento-base no qual se faz o registro de


cada uma das ações necessárias ao seu desenvolvimento, que incluem:

»» reconhecimento e levantamento dos riscos ambientais;

»» estratégia e metodologia de ação;

»» planejamento anual com estabelecimento de metas e prioridades;

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UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» cronogramas a serem efetivados no decorrer do ano de planejamento;

»» as formas de registro, manutenção e divulgação dos dados, que será


utilizada pela firma/empresa;

»» periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA.

Na confecção do PPRA, são considerados como riscos ambientais os citados na


Norma Regulamentadora no 15: agentes físicos, químicos e biológicos, além dos
riscos ergonômicos e mecânicos (ou de acidentes), além de sofrer influência de todo e
qualquer normativo legal da área de saúde, previdência, meio ambiente, do trabalho
e de postura, que interfere na lógica do processo produtivo ou na forma do meio
ambiente de trabalho, em especial a sua infraestrutura, como por exemplo os códigos
de edificação e de postura das cidades. Por exemplo, se o PPRA estiver vinculado
à atividade de Atendimento Hospitalar deverá ser considerado além da Norma
Regulamentadora no 9, deve-se considerar a Norma Regulamentadora no 17, a de
no 32, a de no 15, resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as resoluções
do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA); as normas da Comissão Nacional
de Energia Nuclear -CNEN.

O PPRA exige que o profissional que está fazendo este documento saia da prisão
das normas regulamentadoras do trabalho.

Por equivoco técnico, vários profissionais, discorrem na elaboração do PPRA


baseando-se apenas nos limites e padrões de risco presentes na Norma Regulamentadora
no 15, mas temos de considerar que o universo de risco é incompleto, não abrangendo
todos os riscos hoje presentes nas atividades econômicas e seus parâmetros estão
em vários aspectos defasados em relação a pesquisas científicas mais recentes – os
parâmetros utilizados tem mais de 20 anos!! Assim pode elaborador do PPRA se valer
de outras normas internacionais, como os TVLs e os BEIs da ACGIH, para enquadrar
outro agente injuriante à saúde humana ou ao meio ambiente que não está presente na
NR15, ou até atualizar os parâmetros de exposição a agentes injuriantes previstos na
NR15, mas defasados tecnicamente.

Lembramos que não há ligação direta em ambiente insalubre e pagamento de


adicional de insalubridade – são dois marcos legais distintos.

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Objetivo do programa (PPRA)


O objetivo do PPRA é estabelecer as ações necessárias para estabelecer uma política
de prevenção, para mitigar ou eliminar os riscos presentes no ambiente de trabalho,
resguardando a saúde e a segurança dos trabalhadores sob a sua égide.

Ele deve sempre que possível estabelecer as correlações do risco com a saúde e a
segurança dos trabalhadores. Ressalta-se por oportuno que o PPRA é um documento
essencialmente técnico não sendo o elaborador, ou a equipe de elaboração os
responsáveis pela sua implantação. O responsável pela sua implantação é o responsável
legal pela empresa, que recepcionou e aprovou o PPRA.

Além deste objetivo principal, um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais,


bem feito traz para a empresa benefícios complementares, tais como a criação
de uma mentalidade preventiva em nos empregadores e nos trabalhadores,
demonstrando que ações de saúde e segurança o custo benefício é positivo, com
redução das demandas trabalhistas em função de condições insalubres de trabalho.
Temos ainda melhor conhecimento do processo de funcionamento da empresa, em
todos os níveis hierárquicos e áreas de atuação, com a propensão de promover a
redução/eliminação de improvisações nos processos de trabalho. Possibilidade de se
promover o desenvolvimento de uma metodologia própria para a abordagem e análise
das diferentes situações e condições do ambiente do trabalho, com a produção de
indicadores de qualidade.

Finalmente um PPRA bem feito é subsídio para a elaboração de outros documentos


exigidos por legislações específicas, como por exemplo Planos de Controle Ambiental,
Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Planos de controle de infecção hospitalar.

Metodologia
Para a elaboração do PPRA, deve-se cumprir as seguintes etapas:

1. Antecipação dos riscos:

›› Esta fase é realizada quando da consolidação intelectual da empresa,


isto é ocorre na fase de planejamento da própria empresa, onde a
mesma se encontra descrita em planos de negócio e pranchas de
desenho, permitindo se antever todos os riscos advindos do layout
e do processo produtivo, dos insumos necessários, podendo prever
todas as necessidades para uma gestão eficiente dos riscos – é o
sonho de consumo, mas que pouquíssimos empresários entendem a
importância deste documento na fase de planejamento.

17
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

›› Como esta etapa é desprezada pela maioria dos empresários, os


mesmos costumam juntar com a etapa de reconhecimento de riscos.

2. Reconhecimento dos riscos:

›› Lembremos que como um programa que deve resguardar a saúde


dos trabalhadores envolvidos neste empreendimento, nesta atividade
econômica, deve abranger todos os riscos passíveis de serem
identificados, independente de promover o pagamento do adicional de
insalubridade ou periculosidade.

›› Assim o reconhecimento dos riscos deve cobrir no mínimo, os riscos


físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos.

3. Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores:

›› O reconhecimento deve vir acompanhado de uma avaliação, seja


a mesma quantitativa (quando da existência de equipamentos de
medição e de parâmetros de saúde estabelecidos) e qualitativa –
sempre, dependendo deste caso do feeling do elaborador e da sua
experiência profissional e de vida.

›› No caso dos riscos químicos, devido a sua complexidade um


instrumento indispensável é a utilização das Fichas de Informações
de Segurança de Produtos Químicos – FISPQ e as informações
disponibilizadas nos centros de informação toxicológica.

›› As suas consequências para a saúde dos trabalhadores, podem ser


estabelecidas nos estudos técnicos científicos que determinaram
os parâmetros de segurança, e de forma completar, consultando a
Obra: DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO - Manual de
Procedimentos para os Serviços de Saúde. Livro do Ministério da
Saúde, da Série A. Normas e Manuais Técnicos; no 114, publicado em
2001, e perfeitamente atual.

4. Estabelecimento de prioridades.

›› Ao se levantar e reconhecer os riscos, os mesmos apresentarão


probabilidade de ocorrência diversa um dos outros, com danos
também diversos um dos outros. De posse destes dados, e mais as
exigências legais por ventura existentes e o poder econômico do
empregador, determina-se de forma clara e objetiva o estabelecimento

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

das prioridades de saneamento dos riscos identificados. Isto é, apesar


de incomum a metodologia de como se dará a priorização de ação sobre
os riscos deve ser colocada no PPRA. Tal medida, serve de proteção
jurídica ao profissional de segurança do trabalho em caso de acidentes
ou de outros agravos no ambiente de trabalho, deixando claro como
e porque escolheu se focar em um risco em detrimento do outro em
determinado tempo, haja vista raramente há espaço para a solução
global de todos os riscos – econômico principalmente.

›› Ao se determinar as prioridades, descrevem-se as ações que devam


ser tomadas para a eliminação ou mitigação dos riscos identificados
conforme planejamento.

5. Metas de avaliação e controle:

›› Ao se determinar as prioridades e paralelamente à implantação das


ações de mitigação ou eliminação dos riscos, deve-se estabelecer as
metas que se pretende atingir na época de avaliação anual do programa.

›› Ex.: local com presença de ruído médio da ordem de 87db(a) em uma


jornada diária de 8 horas. Ação: 1o ano: fornecimento de protetor
auricular para todos os trabalhadores que atuam no local. 2o ano:
substituição da fonte geradora de ruído, por uma que produz apenas
76db(a). Meta: 1o ano: redução do absenteísmo por enxaqueca ou
dores de barriga em 50%. Manutenção da condição de audição dos
trabalhadores do início da ação de mitigação. 2o ano: eliminação do
ruído do ambiente de trabalho e manutenção da condição de audição
dos trabalhadores do início da ação de mitigação.

6. Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia:

›› Apresentar o cronograma, considerando um interregno de no mínimo


12 meses da apresentação do PPRA, com os indicadores a serem
utilizados para cada ação proposta de mitigação ou eliminação dos
riscos.

7. Monitoramento da exposição aos riscos:

›› Deve-se informar qual será a forma de monitoramento e controle de


cada risco identificado.

19
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

8. Registro e divulgação dos dados:

›› Finalmente, e considerando que o PPRA deve ser conhecido por cada


trabalhador vinculado à empresa, ou que vier a trabalhar, deve-se
indicar a forma de publicização do PPRA para todo o conjunto de
trabalhadores e dos órgãos de controle, assim como ocorrerá o registro
das ações de monitoramento dos riscos e da implantação das medidas
de mitigação ou eliminação dos riscos identificados.

Obrigatoriedade da implementação do PPRA


O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais é obrigatório para todas as empresas,
atividades econômicas que possuem em seus quadros trabalhadores vinculados
a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, ressaltando como já informado
anteriormente que existem legislações estaduais e municipais na área da saúde que
exigem de todos os estabelecimentos a elaboração do PPRA, independentemente de
estarem vinculados a CLT.

A não elaboração do PPRA poderá levar a firma a sofrer penalidades que variam
de multas e até interdições. Basta ter apenas um trabalhador contratado, que a
elaboração do documento é obrigatória, ressalta-se por oportuno que as empresas
familiares sem contratação de pessoa estranha à família, estão dispensadas da
elaboração do mesmo.

Opções de implementação do programa


Para as empresas que possuem o Serviço Especializado de Segurança (SESMT), é
responsabilidade deste a implementação, podendo, contudo, haver a terceirização da
elaboração deste, prevalecendo à lógica de quem está de fora pode ter uma visão mais
isenta do processo e não sofrer as pressões inerentes a um serviço que está vinculado
por relação de trabalho ao empregador/empresa que irá atuar.

Inexistindo o SESMT na empresa, a mesma pode contratar qualquer pessoa que


o empregador tenha condições de produzir o documento, mas o levantamento
quantitativo do risco é atividade privativa dos engenheiros de segurança do trabalho.
Já para as fases subsequentes de implantação e operação do PPRA, a empresa pode
optar pela contratação de empresa especializada de segurança e medicina do trabalho,
ou se valer de um Técnico de Segurança do Trabalho por regime de 40 horas; ou ainda
um Engenheiro de Segurança do Trabalho com carga de no mínimo 3 horas semanais,

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

podendo utilizar das novas regras de nossa legislação trabalhista de contratação por
período de tempo. Lembramos que a carga horária adequada para o engenheiro de
segurança do trabalho, variam em função do porte e do risco ambientais identificados
pela empresa e seu cronograma de implantação e a tecnologia utilizada para mitigar ou
eliminar este risco.

Lembrando sempre que para desenvolvimento das diversas etapas do programa é


sempre em conjunto com a direção da empresa, sendo responsável legal, o responsável
civil e criminal juntamente com os profissionais que elaboraram e implantaram o PPRA.

Orientações básicas
Os profissionais entendem que o PPRA é um modelo fechado, tipo receita de bolo
em que para cada estabelecimento é feito preenchendo as lacunas ou os espaços
pré-determinados. Nada mais falso. O PPRA apresenta tópicos obrigatórios que devem
ser abordados, mas cada profissional, empresa tem o poder de dar a forma que mais lhe
aprouver, e que melhor de a resposta para a gestão dos riscos identificados e presentes
no Programa, pois o seu conteúdo varia drasticamente de empresa para empresa,
atividade econômica, número de funcionários e localização, não sendo possível existir
um PPRA igual a outro para um grupo de empresas de um mesmo grupo econômico,
e ao não conduzir o PPRA no roteiro colocado na NR09, mas sim obedecer o que a
mesma exige de abordagem, evita-se a proliferação de documentos do tipo corta e cola.

Apresentamos a seguir as orientações básicas que devem ser utilizadas como uma
diretriz, para a elaboração, avaliação ou adequação de um PPRA. A estrutura do PPRA é
livre, mas deve atender as informações requeridas na íntegra o que preconiza a NR-9 do
Ministério do Trabalho e Emprego e as diversas legislações do Ministério da Previdência
em especial o Decreto no 3.048/1999, além de se pautar pelo Código de Obras e Postura
do Estado ou Município onde está inserido a empresa, assim como o Código Sanitário
deles.

O PPRA deverá se estender a todas as áreas e ambientes de trabalho ocupados pela


empresa, priorizando na sua avaliação os ambientes em que haja a permanência de
trabalhador, pois devemos sempre lembrar que é o PPRA que subsidiará o Programa de
Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. Pois será o PCMSO o nosso principal
indicador biológico para aferir a qualidade e o desenvolvimento do PPRA.

Conjugando a implantação do PPRA com o monitoramento da saúde efetivado pelo


PCMSO é possível aferir a qualidade e a eficiência das intervenções para eliminar ou
mitigar os riscos propostos pelo PPRA, permitindo um benchmarket interno.

21
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Na elaboração do PPRA deve ser considerado, independentemente da existência de


CIPA que os funcionários efetivos deverão ter participação efetiva no programa, seja
na fase de elaboração, seja na fase de implantação. No caso da existência de CIPA na
empresa o PPRA deverá ser apresentado e discutido na mesma, conforme determina a
Norma Regulamentadora no05, sendo uma cópia anexada ao livro de ata dessa comissão.

Podem ocorrer pelo menos quatro situações diversas durante a elaboração de um PPRA,
tais como:

1. Empresas que ainda não existem no plano concreto, são só projeto,


elaboram o PPRA.

›› Devem antever todos os riscos e as medidas de proteção necessárias,


inclusive alterando a infraestrutura e o layout da empresa para
otimizar a saúde e a segurança dos trabalhadores sem se desviar do
objetivo principal da empresa.

2. Empresas que já estão constituídas fisicamente e vão elaborar o PPRA


pela primeira vez.

›› Devem se valer das orientações da sequência em sua totalidade.

3. Empresas que já possuem o PPRA, porém as avaliações de risco ficaram


no campo das avaliações qualitativas e, por conseguinte não foram
realizadas medições dos agentes agressivos.

›› Verificar se os agentes reconhecidos, mas não avaliados indicados no


PPRA anterior representam a totalidade dos agentes existentes no
estabelecimento.

›› Em caso negativo, revisar o Documento-base incluindo os novos


agentes.

›› Em seguida, realizar as medições necessárias utilizando as


especificações constantes do item “Técnica de Avaliação dos Agentes”.

›› As etapas anteriores já estarão cumpridas, uma vez que o PPRA já


existe, bastando apenas a sua revisão.

›› Concluídas as medições, revisar o Plano de Ação anexando quando


necessário os laudos técnicos no PPRA e preencher o formulário de
registro de revisões.

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

4. Instalações que possuem PPRA com medições efetuadas.

›› Avaliar o atendimento ao Plano de Ação.

›› Atentar para as reavaliações anuais necessárias previstas ou não no


PPRA.

›› Nestas reavaliações, deve ser considerado se houve alterações de


processo, layout ou atividades que contribuíram para modificar os
riscos reconhecidos.

›› Em caso positivo, atualizar o PPRA conforme as etapas previstas


abaixo.

›› Em seguida, revisar o Plano de Ação, anexar os laudos técnicos no


PPRA e preencher o formulário de registro de revisões do PPRA.

Conteúdo obrigatório do PPRA


O Programa de Prevenção de Risco Ambiental deve ter em seu conteúdo no mínimo
estas informações colocadas na sequência a seguir apresentada. Pergunta-se o PPRA
precisa ser impresso. Respondo em havendo certificação de assinatura digital, não
precisa ser impresso, salvo se por exigência expressa dos órgãos de controle.

Capa

Todo o trabalho deve ser feito em papel timbrado da empresa objeto do PPRA ou da
empresa que está elaborando o serviço, é uma forma de identificação visual de quem é
o documento.

Deve conter o título “Programa de Prevenção de Riscos Ambientais”, o nome da Empresa


em que foram realizados o trabalho e a data da conclusão dos levantamentos de campo,
que passará a ser a data do Documento Base.

Vários PPRA apresentam a expressão: “Documento Base”. Isso somente demonstra


que é o PPRA original, e que nenhuma avaliação anual foi feita. Pessoalmente prefiro
tratar simplesmente como PPRA, pois em sendo um programa o mesmo sofrerá
várias alterações no decorrer dos anos, e ficará atualizado, independentemente de
ser o documento base original. Filigranas que não afetam a eficácia ou a eficiência do
equipamento.

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UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Identificação da empresa

A principal informação inicial do PPRA é a identificação da pessoa jurídica ao qual


se destina este documento, devendo constar no mínimo a sua razão social; seu nome
fantasia; seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ; sua Classificação Nacional
de Atividades Econômicas – CNAE; à atividade principal da empresa; o risco a que está
vinculada esta atividade principal; o telefone; o seu e-mail institucional; seu site na
internet (se existir).

Para este primeiro bloco de informações, cada uma das mesmas é importante, pois por
meio do CNPJ é possível verificar sua situação junto à Receita Federal – se está ativa
ou não e junto ao ministério do trabalho na pesquisa de informação de número de
empregados via CAGED, e possíveis demandas judiciais terá como destinatário o CNPJ
da empresa. O CNAE vem estabelecer a atividade principal que a empresa pretende
executar, pois o Contrato Social de uma empresa permite a inclusão de diversas
atividades e temos de determinar qual é realmente a atividade principal, pois é comum
uma atividade subsidiária ser mais importante em termos de ação e de faturamento
que a atividade principal. Podendo neste caso ser caracterizado no PPRA mais de um
CNAE – deve-se olhar sempre para a ficha do CNPJ. Ao estabelecer o CNAE principal
da empresa, busca-se na Norma Regulamentadora no 4, a sua relação de grau de risco,
que demandará o dimensionamento do Serviço Especializado de Medicina e Segurança
do Trabalho e o grau de risco desta atividade frente ao Ministério do Trabalho. E de
posse do CNAE também é possível estabelecer seu grau de risco frente à previdência
social, determinando as alíquotas de seguro acidente de trabalho e a majoração ou
não do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS de seus trabalhadores. Pode
consignar os dois graus de risco no PPRA, mas o da NR04 é obrigatório.

Num segundo bloco de informações deve constar: o horário de funcionamento


da empresa e os tipos de jornada existentes; o número de empregados efetivos; e
finalmente o responsável pela elaboração do documento e o(s) funcionários da empresa
que participaram do processo.

Objetivo

Como o PPRA é direcionado a todo o universo de trabalhadores da empresa


independente de sua formação profissional e seu entendimento sobre as questões de
saúde e segurança, é importante escrever para que serve o PPRA de forma sucinta e
rapidamente para que serve esse programa. Um texto padrão muito comum é: “O PPRA
tem como objetivo a preservação da saúde e a integridade física dos trabalhadores,
por meio do desenvolvimento das etapas de antecipação, reconhecimento, avaliação

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

e consequentemente o controle da ocorrência dos riscos ambientais existentes ou que


venham a existir nos locais de trabalho, prevenindo doenças do trabalho.”

Qualificação dos responsáveis

Deve ser informado no PPRA nome e cargo dos responsáveis pelo acompanhamento
dos serviços nos diversos setores da empresa, do profissional responsável pela visita de
campo e levantamento das informações, do elaborador do programa e do profissional
responsável pelo SESMT, quando houver.

Definição das responsabilidades

Devem ser descritas as responsabilidades de cada ator no Programa de Prevenção


de Riscos Ambientais da empresa, o que pode variar de empresa para empresa, mas
duas informações são obrigatórias: Por parte do empregador, afirmando que o mesmo
é o responsável por estabelecer, implementar e assegurar o cumprimento do PPRA,
como atividade permanente da empresa, além de informar aos trabalhadores sobre os
riscos ambientais e meios disponíveis de proteção. Por parte dos trabalhadores, que os
mesmos têm como responsabilidade colaborar e participar na implantação e execução
do PPRA, seguir as orientações recebidas nos treinamentos oferecidos dentro do PPRA
e informar ao seu superior hierárquico direto as ocorrências que, a seu julgamento,
possam implicar em riscos à saúde dos trabalhadores.

Sempre aconselho que seja inserido para os trabalhadores a seguinte expressão, no


corpo do PPRA e transladada nos seus contratos de trabalho: “que a não obediência as
normas e as determinações contidas neste PPRA enseja demissão por justa causa.”

Nas empresas que possuem Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho,


que estas devem assessorar as unidades do estabelecimento na efetiva implantação do
PPRA e em todos os demais assuntos relacionados com a Engenharia de Segurança do
Trabalho e Medicina do Trabalho, com a finalidade de promover a saúde e proteger a
integridade física dos funcionários e realizar anualmente junto com a administração
do estabelecimento e com a CIPA a reavaliação do PPRA, sendo corresponsável pelas
ocorrências advindas da sua não implantação.

Definições básicas

Como já dissemos que este documento se destina a todo o universo, o mesmo deve
conter um rol de definições e conceitos que permitam um entendimento harmonizado
por parte de todo corpo funcional. São eles:

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UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» Higiene ocupacional: é a ciência e arte dedicada à prevenção,


reconhecimento, avaliação e controle dos riscos existentes ou originados
nos locais de trabalho, os quais podem prejudicar a saúde e o bem-estar
das pessoas no trabalho, enquanto considera os possíveis impactos sobre
o meio ambiente em geral.

»» Riscos Ambientais: são considerados riscos ambientais os agentes


físicos, químicos e biológicos que, em função de sua natureza,
concentração ou intensidade e tempo de exposição, forem capazes de
causar danos à saúde do trabalhador, inclui-se ainda os riscos ergonômicos
e os riscos de acidente ou mecânicos.

»» Agentes físicos: são as diversas formas de energia a que possam


estar expostos os trabalhadores. Devem ser considerados, durante as
avaliações, os agentes físicos que se apresentam nas seguintes formas
de energia: ruído, vibração, pressões anormais, temperaturas extremas,
radiações ionizantes, radiação não ionizantes, infrassom e ultrassom.

»» Agentes químicos: são substâncias, ou compostos ou produtos que


possam penetrar no organismo humano, seja pela respiração; seja pelo
contato com a pele; seja pela sua ingestão. Nesta categoria além dos
produtos e substâncias químicas, as poeiras, fumos, névoas, neblina,
gases e vapores.

»» Agentes biológicos: são agentes biológicos os que se apresentam nas


formas de microrganismos e parasitas infecciosos vivos e suas toxinas,
tais como: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários e vírus,
entre outros.

»» Riscos Ergonômicos: são agentes relacionados a não adaptação


do trabalho ao homem, envolvendo desde a forma dos maquinários
utilizados e suas ferramentas até a organização do trabalho e as diversas
formas de organização da empresa.

»» Risco Mecânico: são normalmente relacionados a problemas de


manutenção, existência de gambiarras que colocam em risco a atuação
do trabalhador ─ são situações temporárias que tendem a se perpetuar
no tempo. Entra nesta categoria o risco de acidentes com animais
peçonhentos.

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Características dos ambientes de trabalho

Essa é a parte fundamental do processo de avaliação para a elaboração do PPRA, pois


termos como norte o AMBIENTE, temos como lócus inicial à infraestrutura, mas
dentro de uma determinada infraestrutura é possível ter diversos ambientes, sendo
impossível pelo ambiente maior descrever ao mesmo tempo os demais ambientes
internos. Tomemos como exemplo um hospital, podemos descrevê-lo como uma
construção de alvenaria, com pé direito de 3 metros, com duas entradas uma para os
pacientes e outra para os funcionários, e por ai vai. Mas eu posso ter ambientes no
hospital que a parede é de drywall ou que foi baritada, pois recebe radiação. Assim uma
descrição sumária do ambiente “maior” leva a conclusões erradas dos ambientes como
um todo. Por isso, a Universidade de Brasília, por meio do Laboratório de Avaliação
Ambiental, desenvolveu um modelo de PPRA, validado pela Vigilância Sanitária do
Distrito Federal e pelo Ministério do Planejamento no ano de 2005, em que se fatia a
descrição dos ambientes, por cada ambiente, denominando-os conforme sua inserção
na infraestrutura efetiva.

Ao ambiente principal é denominado de HOLO-AMBIENTE, é o ambiente macro,


que representa o conjunto de edificações presentes naquele endereço vinculados
aquele CNPJ. Pode possuir mais de um prédio ou edificação. Neste nível de ambiente
se descreve os prédios principais e abre-se espaço para avaliar as questões de
acessibilidade (risco mecânico, e ergonômico), tais como: presença de estacionamento
e sua localização, presença de calçadas e sua conservação, a recepção principal da
unidade, a portaria, uma descrição dos elevadores, rampas, corredores e escadas,
vestiários, abrangendo os espaços de uso comum. É possível verificar a questão dos
bebedouros, qualidade da água e frequência da limpeza da caixa d’água, assim como
do sistema de condicionamento de ar condicionado, se o mesmo for central; dos
banheiros e dos postos de trabalho que porventura laboram nestes ambientes. No
nível do Holo-ambiente avalia-se a segurança da subestação de energia ou gerador,
seu quadro elétrico; o serviço de Limpeza e jardinagem, assim como funciona a
vigilância patrimonial. Como se trata de um ambiente amplo que engloba o conjunto
de todos os demais ambientes, pode se incluir neste Holo-Ambiente a avaliação do
Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho (se existir), da Comissão
Interna de Acidente de Trabalho – CIPA.

Neste Holo-ambiente avalia-se também o sistema de combate a incêndio, incluindo:


a brigada de incêndio, o armazenamento de combustíveis inflamáveis, o sistema de
alarme e chuveiros automáticos, os hidrantes de rua, os hidrantes internos, o sistema
de extintores, os sistemas de emergência e a brigada de incêndio.

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UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Ao terminar a avaliação do Holo-Ambiente partimos para a avaliação do que


denominamos de Meso-ambiente, que será composto pelas edificações independentes
presentes neste Holo-Ambiente, refazendo em uma escala menor todas as avaliações
que fizemos no Holo-Ambiente.

No Meso-ambiente existem diversos microambientes, e são estes microambientes que


serão avaliados de forma mais próxima, de forma mais acurada, avaliando-se todos os
principais riscos em todas as suas variáveis: risco físico (calor, ruído, frio, vibração),
químicos, biológicos, mecânicos e ergonômicos. No risco ergonômico, dependo do tipo
de função laboral que lá é executada cabe à inserção de uma Análise Ergonômica do
Trabalho na análise do microambiente.

Apresentamos na sequência a estrutura de avaliação de um microambiente para um


Programa de Prevenção de Risco Ambiental, realizado em novembro de 2016, para o
Instituto Médico Legal do Distrito Federal:

Avaliação do microambiente – necropsia

Iniciamos a avaliação com a introdução, colocação de uma planta baixa do setor, pois
permitirá uma visão mais aberta das condições do lugar/ambiente, além de facilitar na
sequência a elaboração do mapa de risco.

Figura 1. Planta Baixa da sala de Necropsia do IML do DF.

Fonte: Luiz Roberto Pires Domingues Junior – PPRA IML DO DF.

Na sequência avaliamos os riscos existentes neste microambiente, avaliando todos


os riscos considerados como físicos, mesmo que não se manifeste no microambiente
apurado. Na metodologia utilizada cada risco apresentará um conjunto de notas: uma

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

para seu grau de avaliação frente ao risco em si, quanto maior a nota melhor o ambiente
com relação ao risco colocado; e uma nota para o risco geral inferido, que quanto menor
a nota melhor o ambiente.

RGI - Risco Geral Inferido é o potencial de que o risco identificado pode provocar
danos à saúde do trabalhador, varia em uma escala de 0 (sem risco) a 5 (risco
real) e sua implicação geral é determinada pelo maior RGI estabelecido para o
grupo, setor.

Riscos físicos

Ruído contínuo: Grau de avaliação: 10/RGI: 0/medido: 65Db(A).

Ruído de Impacto: não mensurado.

Temperatura extrema calor: ambiente relativamente quente devido à insuficiência de


ventilação. Grau de avaliação 7/RGI: 1/medido: 30ºC.

Temperatura extrema frio: não se aplica.

Umidade: 57% Grau de avaliação 10/RGI 1/medido: umidade ambiente.

Radiação não ionizante: não mensurado.

Radiação Ionizante: Não se aplica.

Índice de Condição Ambiental – Riscos Físicos ICA: 9,00.

Risco Geral Inferido: 0,66.

Riscos químicos

Armazenamento de produtos químicos. Poucos produtos químicos no ambiente e com


armazenamento inadequado. Grau de avaliação: 7/RGI: 2.

Manipulação de Produtos químicos. Grau de avaliação: 9/RGI: 3.

Ventilação. Grau de avaliação: 10/RGI: 0.

Higienização do ambiente (produtos usados). Grau de avaliação: 10/RGI: 0.

Manutenção do ambiente. Presença de poças de sangue de fluidos orgânicos em todo o


ambiente; deficiente sistema de esgotamento, permitindo a proliferação de bactérias e
de putrefação deste material. Grau de avaliação: 4/RGI: 5.

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UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Gestão dos Resíduos Químicos. Grau de avaliação: 10.

Equipamentos de emergência. Grau de avaliação: 05.

Equipamentos de proteção coletiva. Grau de avaliação: não se aplica.

Equipamentos de proteção individual. Grau de avaliação: 05.

Índice de Condição Ambiental – Riscos Químicos ICA: 8,57.

Risco Geral Inferido: 5,00.

Riscos biológicos

Fontes potenciais autóctones (mofo, ácaro, fungo etc.) . Grau de avaliação: 10/RGI: 0.

Patógenos. Grau de avaliação: 3/RGI: 4.

Manipulação de material biológico. Função primeira do ambiente. Grau de avaliação:


3/RGI: 4.

Higienização do ambiente (qualidade do serviço). Extremamente deficiente,


existência de material fluido orgânico no ambiente de forma constante. Grau de
avaliação: 5/RGI 5.

Manutenção do ambiente. Presença de poças de sangue de fluidos orgânicos em todo o


ambiente; deficiente sistema de esgotamento, permitindo a proliferação de bactérias e
de putrefação deste material. Grau de avaliação: 2/RGI 5.

Gestão dos resíduos biológicos. Material infecto contagiante depositado de maneira


inadequada – lixeiras abertas, sem tampa. Recolhimento de resíduos líquidos de forma
improvisada. Grau de avaliação: 3/RGI 3.

Equipamentos de proteção coletiva. Não existe equipamento de proteção coletiva, a


sala que deveria atuar como a de um centro cirúrgico, não funciona desta forma. Não
há barreiras de entrada e de saída. Presença de vetores mecânicos, sem sistema de
proteção. Ventilação deficiente. Grau de avaliação: 4/RGI: 4.

Equipamentos de proteção individual. São fornecidos equipamentos de proteção


ambiental em número e quantidade adequada, mas parte dos mesmos estão com data
de validade a muito expiradas – mascaras de proteção. Grau de avaliação: 7.

Índice de Condição Ambiental – Risco Biológico ICA: 4,65.

Risco Geral Inferido: 5,00.

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Riscos Ergonômicos

Ventilação. Ventilação deficiente. Grau de avaliação: 7 – ambiente.

Iluminação. Grau de avaliação: 10 – 2600lux.

Conforto térmico. Grau de avaliação: 10.

Conforto acústico. Grau de avaliação: 10.

Ginástica Laboral. Não se aplica.

Maniplação de peso. Trabalhadores independentes da estatura manipulam cadáveres


de qualquer tamanho e peso, não há “discriminação”. Grau de avaliação: 3/RGI: 4.

Mesa. Mesa inadequada a todas as atividades desenvolvidas – estreita e fixa, obrigando


a várias operações fora da mesma. Grau de avaliação: 6.

Cadeira. Não se aplica, a atividade é desenvolvida em sua maioria em pé.

Computador. Para pequenas ações.

Posto de Trabalho. Ver AET.

Na sequência verificamos a necessidade de se promover uma análise ergonômica do


trabalho, para subsidiar a identificação dos riscos e propor medidas saneadoras.

Análise Ergonômica do Trabalho dos


Profissionais de Anatomia – AET

Ergonomia organizacional

Trabalho em regime de plantão de 12 e 24 horas

Fluxo da rotina:

Rotina diurna:

Profissional inicia o trabalho sem troca de roupa previa, a mesma roupa que vem de
casa ele se vale para o trabalho, com exceção do calcado, a maioria troca por um tênis
que fica guardado no próprio IML.

O trabalho do profissional de anatomia obedece a uma fila (na lógica dos taxistas),
cada cadáver é destinado para um único profissional de anatomia, não havendo

31
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

pré-seleção, isto é independente do peso e da estatura do cadáver o mesmo é


recepcionado e trabalho por um membro da equipe de plantão, independente de gênero,
altura e força muscular. A lógica da divisão se aplica tanto para a sala de necropsia
como para o “podrão”.

Para iniciar o trabalho o mesmo se paramenta com Equipamentos de Proteção


Individual – EPI: calça, jalecos, gorros, luvas descartáveis e óculos de proteção. Estes
EPI’s são vestidos em frente à Sala de Material e Vestígios – no corredor, e depois
de vestido inicia-se o trabalho. Neste momento o profissional de anatomia, pega a
bandeja de material esterilizado para realizar os seus procedimentos – com exceção
do Costótomo e da serra todos os demais materiais são individuais para evitar
contaminação de DNA.

O profissional de anatomia deve “pegar” o seu cadáver ou na câmara fria ou que já foi
destinado à sala de necropsia. No caso da câmara fria o profissional de anatomia, faz o
transbordo do cadáver para o carro de transporte, independente da altura da gaveta da
geladeira para o carro e o transporta para a sala de necropsia. Ressalta-se que o mesmo
atua depois da atuação dos profissionais de radiologia.

Na sala de necropsia, inicia o processo de necropsia, acompanhado pelo médico


legista que orienta o profissional de anatomia, quais os órgãos e tecidos que devam ser
manipulados para subsidiar o laudo do mesmo (médico perito).

O primeiro passo é promover a remoção de toda a roupa/vestimenta do cadáver –


caso não haja solicitação de parte destas vestimentas pelos familiares, as mesmas
são jogadas em lixeiras para encaminhamento para incineração. Os bens de valor,
encontrados com o cadáver (relógios, correntes, anéis, dinheiro) são separados e
guardados em envelopes pardos – sem nenhuma limpeza previa, e armazenados em
um armário na sala de necropsia, até serem entregues aos familiares ou responsáveis.

Antes da ação do médico perito em parceria com o profissional de anatomia, o mesmo


promove a pesagem do cadáver, fazendo o transbordo individual, na maioria dos casos,
do carro de transporte para a balança e da balança novamente para o carro de transporte.

A sala é dotada de três mesas de necropsias, mas é comum o trabalho de necropsia no


próprio transporte de cadáver. Neste carro ou na mesa, o profissional e a anatomia
faz todos os movimentos necessários, solicitados pelo médico perito, inclusive com
mudança de posição do cadáver: virar de bruços e de lado.

O acesso aos órgãos internos é realizado por uma tesoura de poda ao invés do
Costótomo.

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Figura 2. Tesoura de Poda.

Fonte: Luiz Roberto Pires Domingues Junior – PPRA IML DO DF.

Figura 3. Costótomo.

Fonte: Luiz Roberto Pires Domingues Junior – PPRA IML DO DF.

Após a realização da necropsia, o profissional de anatomia, promove a sutura do cadáver


e quando necessário realizando a sua reconstituição facial.

Promove a lavagem do cadáver – neste caso se o procedimento foi realizado no carro


de transporte, o mesmo é transposto para a mesa de necropsia, que lá se faz a lavagem.
Após a lavagem o cadáver volta para o carro de transporte que é etiquetado/identificado.

Ao fim desta fase é encaminhado a sala da câmara fria para avaliação papiloscópica e
com a liberação deste guardado novamente na câmara fria.

Ao profissional de anatomia, não possui atividade puramente de


escritório-administrativa.

Este ciclo de atividade dura em média 2 horas, tendo como desvio padrão 40 min (em
caso de fetos) a 6 horas dependendo do porte do cadáver e da causa mortis, com ciclo
máximo de 5 cadáveres dia.

Este ciclo de trabalho pode ser interrompido, caso apareça, alguma prioridade, isto é,
necessidade de remoção de corpos oriundos de sinistros em via pública, residencial,
ou acionados pela perícia técnica da PCDF, tem prioridade. Em caso de todos os
plantonistas de anatomia estarem atuando, dois devem parar suas atividades e
promover a remoção do cadáver.

33
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Rotina noturna

A atividade de necropsia do IML, se limita a atividade diurna, devido a insuficiência


de lumens (iluminação) para se promover a necropsia de forma adequada, isto posto a
atividade de plantão noturno dos profissionais se limitam a remoção de cadáver, que
são guardados na câmara fria para atuação no dia seguinte.

A atividade de remoção é realizada por uma equipe mínima de 2 profissionais de


anatomia e um motorista. Não há troca de roupa para as ações de remoção.

Apoio

Os profissionais de anatomia que estão de plantão e não estão executando nenhuma


atividade de necropsia ou de remoção, ficam à disposição da instituição, na denominada
Sala de Estar. Sala está formada pela adaptação de um corredor, e mobiliada por
um conjunto de sofás (sem limpeza) e televisão. Ao final da sala se chega à área de
alimentação da equipe, que é conjugada com os armários para a guarda de pertence
pessoal e os equipamentos de uso em trabalho, principalmente os calçados que se troca
para a sala de necropsia ou as botas fornecidas pela PCDF para ação externa. A limpeza
das mesmas fica a cargo de seus detentores ─ lavagem na própria instituição: lava jato,
banheiro ou na própria sala; dos profissionais que lavam, pois há profissionais que não
promovem a limpeza de suas botas e outros utensílios de serviço.

A entrega do EPI é acautelado, isto é, a necessidade de troca ou substituição de EPI,


deve ser feita por meio de relatório específico, mesmo que o EPI, esteja vencido ou
que já extrapolou seu prazo de vida útil econômica determinado pela área técnica e de
compras.

Não há nenhum controle da saúde ocupacional dos profissionais de anatomia envolvidos.

Ergonomia física

Ao se avaliar a metodologia OWAS para os profissionais de anatomia, verifica-se que o


mesmo possui a seguinte classificação: 2.1.1.3, apresentando risco 3, para 60% de sua
jornada. Traduzindo, o profissional de anatomia, realizando atividade de necropsia,
trabalha com o dorso inclinado (com movimento habituais de alavanca), com os dois
braços para baixo, com as duas pernas retas, promovendo uma carga ou força acima
de 20Kg. Sendo imprescindível a modificação do modus operandi estabelecido, pois o
risco à saúde dos profissionais é patente.

A sala de necropsia tem deficiência de ventilação.

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Ergonomia dos produtos

Os profissionais de anatomia, não muito diferente de várias áreas do serviço público,


trabalham com instrumental inadequado, quando não improvisado.

A mesa de necropsia tem largura inadequada para um trabalho adequado. É em função


desta que a maioria dos procedimentos são realizados nos próprios carros de transporte.

A mesa de necropsia, não possui em sua base (base de trabalho) roldanas para segurar
a bandeja do cadáver e permitir uma melhor e mais fácil manipulação do mesmo, nem
plataforma de trabalho regulável ao seu redor, para impedir que posturas inadequadas
para manipular o cadáver sejam tomadas, pois a alturas dos auxiliares e dos peritos são
diferentes.

As luvas disponibilizadas são inadequadas para o procedimento e obedecem a um


tamanho padrão, o que faz que fique folgado em alguns profissionais, aumentando o
risco de acidente ou de contaminação.

Os profissionais que fazem a remoção, não possuem equipamentos de proteção


individual para este tipo de ação, tais como:

Lanterna de mineiro (que fica presa na cabeça), pois como é comum o recolhimento de
corpos em terrenos baldios e áreas com deficiência de iluminação pública. É comum
incidentes no percurso entre o carro e o local onde está o cadáver. À noite a situação
complica, pois, os profissionais não conhecem o terreno. Teve um caso de um profissional
que na região de chácaras do SAI, ao ir recolher o corpo, caiu numa fossa negra, ficando
preso com fezes e esgoto até a altura do ombro – quem evitou acidente maior foi outro
companheiro, que sofreu fratura na perna em função deste esforço.

Colete a prova de balas, dentro do prazo de validade (5 anos em média) e conforme o


gênero; pois como os profissionais são os únicos responsáveis pela coleta do cadáver,
e os mesmos representam e são identificados pela população como policiais, sofrem os
mesmos riscos destes, quando ocorre a coleta em área de risco.

Disponibilizar o “TIVEK – tipo capa de chuva”, para as ações de remoção.

Necessidade de oferecer equipamentos de proteção individual, adequadas à atividade e


dentro das características de segurança de fábrica, isto é, dentro do prazo de validade.
O IML ainda disponibiliza aos profissionais de anatomia luvas que venceram em 2012.

Lâminas das serras são inadequadas, para uma série de procedimento – utilizam a
disponível para os procedimentos necessários.

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UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Ergonomia cognitiva

Os profissionais de anatomia têm ciência de sua importância, mas acreditam que


são desprestigiados como profissionais qualificados, uma vez que suas demandas de
melhoria de qualidade de vida no trabalho não são atendidas (ou parcamente atendidas)
e por não possuírem autonomia, dependendo sempre de ordens superiores para a
execução de suas atividades.

Sentem que 40% do trabalho realizado é desperdiçado, devido a ineficiência da ação


do SVO – Serviço de Verificação de Óbito, que estipula uma “franquia” de apenas 3
cadáveres tendo como causa morte natural para recebimento por dia. Aos que são mortes
naturais e que não recepcionados pelo SVO, são necropsiados, mesmo não havendo
necessidade. Há uma reclamação generalizada, que as mortes sob acompanhamento
do SAMU, pois os médicos do SAMU não emitem o atestado de óbito, sobrecarregando
o serviço.

Índice de Condição Ambiental – Riscos Ergonômicos: 5.

Risco Geral Inferido: 4.

Riscos mecânicos

»» Choque elétrico em máquinas e equipamentos. Grau de avaliação:


4/RGI 8 – sistema de aterramento danificado.

»» Choque elétrico em instalações. Grau de avaliação: 9/RGI 1.

»» Choque mecânico. Grau de avaliação: 8/RGI 0.

»» Queda em mesmo nível. Grau de avaliação: 10/RGI 0.

»» Queda em nível diferente. Grau de avaliação: 10/RGI 0.

»» Acidente de trânsito. Grau de avaliação: 7/RGI 0.

»» Materiais pérfuro cortantes. Grau de avaliação: 10/RGI 0.

»» Superfícies e materiais em temperaturas extremas. Grau de avaliação:


10/RGI0.

36
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» Máquinas. Grau de avaliação: 10/RGI 0.

»» Ferramentas. Grau de avaliação: 10/RGI 0.

»» Animais Peçonhentos. Grau de avaliação: 10/RGI 1.

»» Rota de Fuga. Grau de avaliação: 10/RGI 0.

»» Explosão. Grau de avaliação: 6/RGI 4.

»» Equipamento de proteção individual. Grau de avaliação: 8/RGI 0.

»» Índice de Condição Ambiental – riscos mecânicos:

Risco Geral Inferido:

»» Índice de Condição Ambiental – Riscos: 9,3.

»» Risco Geral Inferido – riscos: 1.

Conclusão

Ambiente que podemos definir, como o porquê da existência do próprio IML, sua
função é fundamental, mas não tem a estrutura que necessita para desenvolver de
forma plena sua alçada de competência. Pequenas falhas quando agregadas com outros
riscos amplificam os riscos e deterioram as condições de trabalho dos trabalhadores ali
expostos, além de não garantir nenhuma segurança à sociedade, em caso de cadáveres
sem caracterização de causa mortis e que possa estar contaminado com algum vírus
letal – ebola por exemplo.

A divisão por ambientes favorece a criação de um instrumento completo de gestão e


não apenas um documento para estabelecer um programa para atender a legislação.
De forma geral os Programas de Prevenção de Riscos Ambientais apresentam, seguem
a seguinte formatação apresentada a seguir. Mas lembre-se, o PPRA tem conteúdo
obrigatório, mas a forma é a assinatura de cada profissional.

Em uma abordagem do PPRA, dita comum, a caracterização desses ambientes pode ser
feita, no mínimo, por descrição física do local conforme quadro abaixo:

37
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Quadro 1. Características do ambiente de trabalho.

CARACTERÍSTICAS DO AMBIENTE DE TRABALHO


Setor Local Pé Direito Paredes Piso Divisórias Tipo de Tipo de
Iluminação Ventilação
Administração

Pátio 1

Produção

Fonte:GOMES, PC – AVALIAÇÃO AMBIENTAL.

Neste caso é recomendável que sejam descritas as máquinas e equipamentos que


existem em cada setor/local de trabalho.

Descrição das atividades realizadas nos


setores de trabalho
Desenvolver planilha contendo a relação de setores, as funções dos trabalhadores, o
quantitativo de empregados e descrição das atividades realizadas, conforme modelo
abaixo:

Quadro 2. Descrição das atividades realizadas nos setores de trabalho.

FUNÇÕES DESCRIÇÃO DAS DESCRIÇÃO DO POSTO DE


No DE EMPREGADOS
SETOR EXISTENTES ATIVIDADES TRABALHO/ LOCALIZAÇÃO

Administração

Pátio 1

Produção - SCX

Caldeira
Fonte: GOMES, PC – AVALIAÇÃO AMBIENTAL.

Nota-se que existem várias colunas, mas o que é mais importante nesse caso é descrever
minunciosamente as tarefas executadas e não tão somente a cópia Código Brasileiro
de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Reconhecimento dos riscos ambientais


Após realizar a descrição das atividades em cada setor conforme tabela acima, o próximo
passo é fazer o reconhecimento do risco. Esta etapa envolve a identificação qualitativa
e a explicitação, dos riscos existentes nos ambientes de trabalho. As informações
necessárias nesta etapa são:

38
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» A determinação e a localização das possíveis fontes geradoras, trajetórias


e meios de propagação, caracterização das atividades e do tipo de
exposição, identificação das funções e determinação do número de
trabalhadores expostos ao risco.

»» A obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível


comprometimento da saúde decorrentes do trabalho, possíveis danos
à saúde relacionados aos riscos identificados disponíveis na literatura
técnica.

»» A descrição das medidas de controle já existentes na empresa e das


possíveis alterações para aumentar a sua eficiência na redução ou
eliminação dos riscos ambientais e informações obtidas nos seguintes
documentos:

›› Mapas de Riscos Ambientais;

›› Levantamentos de Riscos nos Postos de Trabalho;

›› Análise Preliminar de Riscos – APR.

Exemplo de planilha para Reconhecimento dos Riscos:

Quadro 3. Reconhecimento dos Riscos.

MEDIDAS DE
POSSÍVEIS
RISCOS/ FUNÇÕES TEMPO/ TIPO CAUSA/ FONTES CONTROLE
LOCAL DANOS À
AGENTES EXPOSTAS DE EXPOSIÇÃO GERADORAS EXISTENTE OU
SAÚDE
NECESSÁRIA

Fonte: os autores.

Cumpre informar que quando não for reconhecido identificado o risco, o PPRA se
resume a essa fase, registro e divulgação de dados, in verbis:

NR-9, item 9.1.2.1 – Quando não forem identificados riscos ambientais


nas fases de antecipação ou reconhecimento, descritas no item 9.3.2

39
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

e 9.3.3, o PPRA poderá resumir-se às etapas previstas nas alíneas “a”


(antecipação e reconhecimento dos riscos) e “f” ( registro e divulgação
dos dados) do subitem 9.3.1.

A fase de antecipação é referente a futuras instalações que estão em construção


ou reforma.

Em se tratando de agentes químicos, deverá ser informado o nome da substância


ativa, não sendo aceitas citações de nomes comerciais, devendo ser anexada
à respectiva ficha toxicológica – FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE
PRODUTOS QUÍMICOS – FISPQ.

Aspectos toxicológicos
O manuseio e o trabalho com produtos químicos requerem o conhecimento das
propriedades físico-químicas e toxicológicas destas substâncias, de forma a identificar
os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos.

Neste item, deve-se descrever de forma simples e resumida, os principais aspectos


toxicológicos das substâncias utilizadas que possuem indicativos de possível
comprometimento da saúde decorrente do trabalho.

Convém ressaltar, que o objetivo aqui é mencionar, de forma generalizada e superficial,


as principais ocorrências em função da exposição aos agentes químicos. Um estudo
mais elaborado e detalhado a respeito dos efeitos toxicológicos de cada substância pode
ser realizado posteriormente.

Avaliação quantitativa dos riscos ambientais


Envolve o monitoramento dos riscos ambientais para a determinação da intensidade
dos agentes físicos a concentração dos agentes químicos, visando ao dimensionamento
da exposição dos trabalhadores.

A avaliação quantitativa deverá ser realizada sempre que necessária para


comprovar o controle da exposição ou a inexistência dos riscos identificados na
etapa de reconhecimento, dimensionar a exposição dos trabalhadores e subsidiar
o equacionamento das medidas de controle. Ressaltando-se quem em havendo a
necessidade de realizar medições qualitativas estas são de atribuição exclusiva dos

40
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

engenheiros de segurança do trabalho, dos agentes da vigilância sanitária com registro


ativo no CREA e do corpo de bombeiros.

A avaliação deverá considerar as seguintes atividades:

a. definir e planejar a estratégia de quantificação dos riscos, baseando-se


nos dados e informações coletados na etapa anterior;

b. quantificar a concentração ou intensidade por meio de equipamentos


e instrumentos compatíveis aos riscos identificados e utilizando-se de
técnicas indicadas a seguir;

c. verificar se os valores encontrados estão em conformidade com os Limites


de Tolerância estabelecidos e o tempo de exposição dos trabalhadores;

d. verificar se as medidas de controle implantadas são eficientes.

Nesta fase de avaliação, é primordial caracterizar, por meio de metodologias técnicas, à


exposição de trabalhadores aos agentes de risco, considerando-se os limites de tolerância
e o tempo de exposição. Deverá ser transcrita a conclusão quanto à caracterização de
danos à saúde do trabalhador.

Agente físico ruído


Devem ser identificados os grupos de trabalhadores que apresentem iguais
características de exposição, ou seja, os Grupos Homogêneos de Risco GHR ou Grupos
Homogêneos de Exposição - GHE. As avaliações devem ser realizadas cobrindo um
ou mais trabalhadores cuja situação correspondia à exposição típica de cada grupo
considerado.

Exemplo de Texto

A fim de avaliar a efetiva exposição dos trabalhadores ao agente


físico ruído, foram realizadas dosimetrias durante a jornada de
trabalho utilizando dosímetro digital Instrutherm, modelo DOS-450,
previamente calibrado, operando em circuito de compensação “A”, e
circuito de resposta lenta “SLOW”, com leitura próxima ao ouvido do
empregado, considerando períodos de exposição a ruídos contínuos,
de diferentes níveis. O nível de pressão sonora equivalente (Leq), para
período de 8 horas de trabalho calculado de acordo com as instruções
do dosímetro, será o mesmo que Level Average (Lavg) utilizando os

41
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

seguintes parâmetros: Limite de 85 dB(A) e fator duplicativo de dose


(q = 5), de acordo com o Decreto Presidencial no 4.882 de 18 de
novembro de 2003, a metodologia e os procedimentos de avaliação
estabelecidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança
e Medicina do Trabalho – FUNDACENTRO, na Norma de Higiene
Ocupacional – NHO 1 – Avaliação da Exposição Ocupacional ao Ruído
e a Instrução Normativa INSS-DC no 118/2005.

O uso do decibelímetro

Mesmo não tendo sido identificado nas etapas de antecipação e reconhecimento, a


presença de nenhum agente nocivo, previsto na legislação previdenciária, foi realizado
a avaliação do agente físico ruído conforme abaixo:

»» Foram identificados os grupos de trabalhadores que apresentavam


iguais características de exposição, ou seja os grupos homogêneos de
risco – GHR.

»» As avaliações foram realizadas cobrindo um ou mais trabalhadores cuja


situação correspondia à exposição típica de cada grupo considerado.

»» O nível de pressão sonora médio foi obtido por meio de utilização de


medidor de leitura instantânea, decibelímetro, que avaliou a exposição
ao ruído contínuo ou intermitente estando ajustado de forma a operar no
circuito de ponderação “A” e circuito de resposta lenta (slow).

Exemplo de planilha para avaliação do agente físico Ruído:

Quadro 4. Avaliação do agente físico Ruído.

Nível de Ruído Tipo de Ruído Medidas de


Limite de
Setor Local Tempo de Contínuo/ Tolerância Controle
dB(A) Exposição Intermitente Impacto dB(A) Existentes

Fonte: os autores.

O elaborador do PPRA deverá informar quais foram os métodos, técnicas, aparelhagens


e equipamentos utilizados no reconhecimento do risco ruído para a elaboração do PPRA.
Deverá ser anexado ao PPRA o certificado de calibração do equipamento utilizado.

42
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Exemplo:

Equipamento: Decibelímetro Digital.

Modelo: DEC-430.

Marca: INSTRUTERM.

Escala: 35 a 100 dB.

Agente físico calor


Nas avaliações de calor sugerimos seguir os procedimentos descritos na Norma de
Higiene Ocupacional - NHO 06 para avaliação da exposição ocupacional ao calor da
Fundacentro e os parâmetros estabelecidos pelo Anexo 3, limites de tolerância para
exposição ao calor, da Norma Regulamentadora 15 do MTE.

Exemplo:

Foi utilizado para as avaliações de calor, um conjunto de 3 sondas sendo um Termômetro


de Globo, um Termômetro de Bulbo Seco e um Termômetro de Bulbo Úmido.

Exemplo de Planilha para avaliação do Agente físico calor:

Quadro 5. Avaliação do Agente físico calor.

Causa/Fonte Tipo de No Trab. Avaliação Medidas de Controle Necessárias


Geradora Exposição Expostos Quantitativa

Fonte: os autores.

O elaborador do PPRA deverá informar quais foram os métodos, técnicas,


aparelhagens e equipamentos utilizados na identificação do risco calor para a elaboração
do PPRA. Deverá ser anexado ao PPRA o certificado de calibração do equipamento
utilizado.

Exemplo:

Modelo: TGD-200.

Marca: INSTRUTHERM.

43
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Agente químico

Devem ser identificados os grupos de trabalhadores que apresentem iguais


características de exposição, ou seja, os grupos homogêneos de risco ─ GHR.
As avaliações devem ser realizadas cobrindo um ou mais trabalhadores cuja situação
corresponda à exposição típica de cada grupo considerado.

É fundamental descrever o método utilizado para coleta das amostras.

Exemplo:

O método de coleta utilizado, foi por meio de um amostrador gravimétrico individual


junto à zona de respiração do operador, utilizando cassete duplo com ciclone M.S.A.
A bomba de amostragem foi afixada na cintura do trabalhador, por meio de um cinto,
em posição que não atrapalhou a sua operação rotineira. O engenheiro responsável pela
coleta acompanhou, durante toda a avaliação, o funcionamento da bomba.

Exemplo de planilha para avaliação de agentes químicos:

Quadro 6. Avaliação de agentes químicos.

Causa/fonte Tipo de No trab. Avaliação Medidas de controle Necessárias


geradora exposição quantitativa
expostos

Fonte: os autores.

Deve-se registrar o tipo de instrumental utilizado, marca, modelo e calibragem, caso


não exista o agente registrar comentário pertinente.

Quando não for necessária a realização das avaliações químicas poderá ser
utilizado o seguinte texto: Tendo por base os quadros desenvolvidos pela American
Industrial Hygiene Association – AIHA, os agentes químicos que eventualmente
podem estar presentes nos locais de trabalho, não constituem, de acordo com a sua
frequência e natureza, nenhum incômodo e nem risco para a saúde ou integridade física
do trabalhador, sendo assim, não foi necessária a realização de avaliações quantitativas
das exposições. Devendo esclarecer o motivo desta conclusão.

44
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Agente biológico
O reconhecimento dos riscos biológicos ocorrerá em razão da exposição a agentes
biológicos de natureza infectocontagiosa e em conformidade com o período de
atividade, sendo determinado pela efetiva exposição do trabalhador aos agentes citados
nos parâmetros técnicos utilizados, como a ACGIH.

Exemplo de planilha para avaliação de agentes biológicos:

Quadro 7. Avaliação de agentes biológicos.

Local Causa/fonte Tipo de No de trabalhadores Medidas de controle


geradora exposição expostos Necessárias

Fonte: os autores.

O elaborador do PPRA deverá informar os prováveis agentes de riscos e respectivas


avaliações de acordo com os padrões definidos por ele para fins de caracterização da
exposição ao risco, uma vez que o anexo 14 da NR15, se limita a estabelecer as atividades
de risco biológico fazem jus ao adicional de insalubridade, que não é objetivo fim do
PPRA. Para uma visão mais ampla de risco biológico, vale a pena considerar a NR32,
mesmo fora de ambiente da área de saúde.

Metodologias de avaliação
As técnicas de avaliação devem ser feitas na seguinte ordem: no ambiente, nas máquinas
e finalmente nos trabalhadores, seguindo um exemplo, descrito na tabela abaixo:

Quadro 8. Metodologias de avaliação.

TÉCNICA DA MEDIÇÃO OBJETO DA MEDIÇÃO APLICAÇÃO

Avaliação do efeito que tem uma máquina ou processo no


Medir a intensidade/concentração da fonte Máquina
ambiente de trabalho.

Medições ambientais Ambientes Avaliação do ambiente geral.

Avaliação da exposição das pessoas em seu posto de trabalho


Medição da exposição Pessoas
individual.

Fonte: os autores.

45
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

O ideal para todos os tipos de agentes ambientais, para avaliar a exposição de um


trabalhador ou seu grupo (GHE/GHR) é fazer a avaliação pela técnica da medição
da exposição, pois a avaliação da fonte é somente para ter ideia de qual é intensidade
de ruído que ela gera enquanto que no ambiente é uma medição mais voltada para
ergonomia – NR17. Para verificar a real exposição de trabalhador deve ser realizada.

Ruído
A dose e o nível de pressão sonora médio (Lavg) deverão ser obtidos por meio de
utilização de audiodosímetro, ou de decibelímetro que deverão receber os seguintes
ajustes:

»» Curva de compensação “A”.

»» Exposição tipo contínua de 5 dB(A) de relação amplitude/dobro de tempo


(q).

»» Contagem da dose a partir de 80 db(A).

»» Dose de 100% para 8 h de exposição a 85 dB(A).

O empregado portador do dosímetro deverá ser acompanhado durante todo o tempo,


não podendo desviar-se de sua rotina de trabalho.

A seleção do ponto de medição e a localização do objeto de medida são regidas pelo


objetivo que tenha a medição de ruído.

As medições da exposição deverão ser feitas próxima da orelha do trabalhador a uma


distância de 5 a 10 cms.

Exemplo de medição:

Quadro 9. Exemplo de medição.

MEDIÇÃO VARREDURA AVALIAÇÃO CONTROLE


Complementar a varredura com análise
Gravação ou medição por leitura direta
de frequência. É conveniente gravar o
do sinal por meio de um microfone.
Medição do nível de ruído ou do nível sinal de medição.
Emissão de ruído equivalente em diferentes Nível de pressão sonora do sinal
Apenas devem ser efetuadas medições
situações de ruído. de frequência analisada. Requisitos
de acordo com as normas reconhecidas
específicos para medição em ambientes
e locais a medir devem cumprir com
e aparelhos de medição
certos requisitos.
Realizar uma supervisão sistemática dos
Medição do nível de ruído em pontos De acordo com o método indicado para
Ambiente níveis de ruído em pontos de medição
de medição selecionados a medição do ambiente de trabalho.
selecionados.
De ruído equivalente no ambiente
normal de trabalho. Realizar medições de acordo com as De acordo com a medição da exposição
Exposição
Fazer uma estimativa aproximada dos instruções de trabalho do PPRA. do avaliado
tempos de exposição.
Fonte: os autores.

46
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Agentes químicos

Deverão ser avaliados, onde existirem, os agentes químicos podendo ser utilizados
monitores de difusão passiva ou métodos de amostragem instantânea para avaliação
de campo dos empregados.

O empregado portador do monitor deverá ser acompanhado durante todo o tempo, não
podendo desviar-se de sua rotina de trabalho.

A metodologia e tempo de amostragem deverão seguir as Normas da FUNDACENTRO,


NIOSH e/ou ACGIH ou do Anexo no11 da NR15.

Após amostragem, os monitores deverão ser avaliados por laboratórios reconhecidos


nacional ou internacionalmente.

Não é recomendado a utilização de tubos colorimétricos para avaliação dos agentes.

Exemplo de Medição:

Quadro 10. Exemplo de Medição.

MEDIÇÃO VARREDURA AVALIAÇÃO CONTROLE


Emissão Realizar medições por métodos de Depois de criar a estratégia, realizar Fazer revisões das medições
leitura direta em uma fonte de emissão medições mais precisas utilizando regularmente. Os valores de
bem definida. Se houver outros métodos de leitura direta/indireta. concentração relativos são muitas
contaminantes ambientais selecionar Identificar e se possível quantificar as vezes insuficientes.
uma substância como indicador. substâncias mais importantes.
Ambiente Utilizar métodos de leitura direta e Utilizar método de leitura direta/ Utilizar métodos de leitura direta.
tomar amostras em alguns postos indireta e tomar amostras em Realizar medições a intervalos
representativos. alguns postos de trabalho. Realizar regulares em alguns lugares
medições sobre diferentes condições representativos.
de produção.
Exposição Utilização de instrumentos de leitura Depois de criar uma estratégia, Realizar medições periódicas de uma
direta ou um método indireto de realizar uma medição completa ou mais substâncias usadas como
medida. Eleger uma substância como da exposição. Utilização de indicador.
indicador. equipamento de amostragem
pessoal. Determinar qualitativamente
e quantitativamente as substâncias
mais importantes.
Fonte: os autores.

A avaliação dos agentes deverá considerar as atividades necessárias para quantificar a


concentração ou intensidade por meio de equipamentos e instrumentos compatíveis
aos riscos identificados, utilizando-se de técnicas apropriadas.

Nesta etapa é primordial caracterizar, por meio de metodologias técnicas, à exposição


de trabalhadores aos agentes de risco, considerando-se os Limites de tolerância e o
tempo de exposição, registrando se sempre o tipo de instrumental utilizado, marca,
modelo e calibragem.

47
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

A dose e o nível de pressão sonora médio (Lavg) deverão ser obtidos por meio de
utilização de dosímetro, ou de decibelímetro.

O empregado portador do audiodosímetro deverá ser acompanhado durante todo o


tempo, não podendo desviar-se de sua rotina de trabalho.

Os agentes químicos deverão ser avaliados, por meio de monitores de difusão passiva
ou métodos de amostragem instantânea para avaliação de campo dos empregados.

O empregado portador do monitor deverá ser acompanhado durante todo o tempo, não
podendo desviar-se de sua rotina de trabalho. A metodologia e tempo de amostragem
deverão seguir as Normas da FUNDACENTRO, NIOSH e/ou ACGIH.

Após amostragem, os monitores deverão ser avaliados por laboratórios reconhecidos


nacional ou internacionalmente. Não é recomendado a utilização de tubos colorimétricos
para avaliação dos agentes.

Apresentamos na sequência um quadro RESUMO de sugestão de Metodologias de


Avaliações podem ser adotadas por Tipo de Agente e Equipamentos a serem utilizados.

Quadro 11. Sugestão de Metodologias de Avaliações.

Agente NR – 15 Metodologia Equipamentos


Medidor de Pressão Sonora, dosímetros,
Ruído Anexo 1 e 2 NHO 1 da Fundacentro
filtros de banda de oitava.
NHO - 6 Fundacentro IBUTG – ISO Árvore de termômetros, stress térmico
Calor Anexo 3
7.243 eletrônico – termômetro de globo.
NHO 5 - Fundacentro (Raio X) Dosímetros de bolso, filmes, canetas,
Radiação ionizante Anexo 5 contador geiger muller, cintiladores e
CNEN-NE 3.01/1988 (demais casos)
câmaras de ionização.
ISO 2.631 – Corpo Inteiro Medidor de vibração com analisador de
Vibração Anexo 8
ISO 5.349 – Mãos e Braços frequência e acelerômetros.
Art. 253 da C.L.T
Frio Anexo 9 Termômetro e anemômetro.
ACGIH
NHO 2 – Fundacentro
NHO 3 – Fundacentro Tubos passivos, badges, tubos
NHO 4 – Fundacentro colorímetricos, dosímetros passivos, bombas
Agentes químicos
Anexo 11 de fole ou pistão, bomba de amostragem de
gases e vapores NHO 7 – Fundacentro baixa vazão, tubos de carvão e sílica, porta
Métodos da NIOSH tubos e Impingers.

Anexo no11 da NR15


Bombas de amostragem + cassete
Asbesto Anexo 12 NIOSH: 7.400; 7.402; 9.000; 9.002; condutivo + filtro de ester de celulose +
calibrador.
Manganês e seus Bomba de amostragem + cassete + filtro
Anexo 12 NIOSH 7.300 + calibrador
compostos

48
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Agente NR – 15 Metodologia Equipamentos


MHA 1 D - Fundacentro NIOSH: Bomba de amostragem + cassete + filtro
Sílica livre Anexo 12 PVC + ciclone (ou não) + calibrador
7.501; 7.500; 7.601; 7.602; 7.603;
Instrução Normativa M.T.E n.1 de Bomba de amostragem
Benzeno Anexo 13-A
20/12/95 Instrumentos de leitura direta
Bomba de amostragem + cassete + filtro +
Poeiras minerais ACGIH NHO 02 – Fundacentro NIOSH: 7.500 ciclone + calibrador
NIOSH 7.300 Bomba de amostragem + cassete + filtro
Fumos e partículas éster de celulose + ciclone (ou não) +
Anexos 11 e 12 OSHA ID – 125
metálicas calibrador
Qualitativa: inspeção no local;
Agentes biológicos Anexo 14 Quatitativa: sedimentação; Conforme método escolhido
filtração;borbulhação e impactação
Fonte: Domingues, Luiz Roberto Pires Domingues Junior – PPRA DO IML DO DF.

Estratégias de avaliação
A estratégia e respectiva forma de atuação deverão ser desenvolvidas por meio de
reuniões de planejamento, confrontação de relatos e dos dados de avaliações ambientais.

A priorização de avaliações quantitativas para os contaminantes atmosféricos e agentes


físicos do ponto de vista do Programa de Prevenção de Risco Ambientais podem ser
definidas conforme o quadro abaixo, partindo-se sempre do nível do Grau de Risco
identificado para a definição da prioridade das avaliações quantitativas a serem
realizadas.

A NR-9 define o nível de ação como “o valor acima do qual devem ser iniciadas
ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a
agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição”. Segundo a mesma norma,
fica determinado que o Nível de Ação corresponda a 50% do valor do Limite de
Tolerância (LT).

Figura 4. Classificação das situações ambientais relacionando nível de ação com limite de tolerância.
%

100 LIMITE DE TOLERÂNCIA SITUAÇÃO


CRÍTICA

SITUAÇÃO
50 NÍVEL DE AÇÃO DE ALERTA

SITUAÇÃO
DESEJAVEL
Fonte: Domingues, Luiz Roberto Pires Domingues Junior – PPRA do IML do DF 2016.

49
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Situações que os valores estiverem abaixo do Nível de Ação serão consideradas


desejáveis, não cabendo, neste caso, nenhuma medida preventiva ou corretiva.

Uma vez atingido o patamar correspondente ao Nível de Ação, a situação será


considerada como de alerta, devendo ser iniciadas ações preventivas para evitar que as
exposições atinjam ou ultrapassem os Limites de Tolerância (LT).

Se os valores atingirem ou ultrapassarem o Limite de Tolerância, a situação será


considerada crítica, devendo ser tomadas imediatamente medidas corretivas ou de
controle.

Os limites de tolerância adotados neste programa são aqueles previstos na NR15 ou,
na ausência destes, os valores de limites de exposição ocupacional adotados pela
ACGIH - American Conference of Governmental Industrial Higyenists, ou aqueles
que venham a ser estabelecidos em negociação coletiva de trabalho, desde que mais
rigorosos do que os critérios técnico-legais estabelecidos.

Para a definição da metodologia de identificação de perigos e avaliação de riscos,


uma técnica que se adequa bem a finalidade do PPRA é o princípio de identificação
de perigos e avaliação de riscos por meio do Teorema de Bayes adaptado ao Método
de Avaliação Ambiental desenvolvido pelo Ph.D. Paulo Celso dos Reis Gomes do
Laboratório de Avaliação Ambiental da UnB e ajustado/atualizado pelo Auditor
Eng. Luiz Roberto Pires Domingues Junior.

No Processo de Identificação e Avaliação de riscos, devemos tomar por base que para
cada macroprocesso é necessário reconhecer as atividades e situações presentes em
suas operações, caracterizando quanto ao regime de operação, aspectos do processo em
análise, danos potenciais, controles vigentes (EPI, controles administrativos, controles
de engenharia), legislação aplicada. Convém que os desvios dos fatores humanos e
organizacionais em relação ao esperado sejam incluídos no processo de identificação
dos riscos, devido à possibilidade de adesão ou não aos programas de Saúde e Segurança
Ocupacional, sendo assim a metodologia utilizada para identificação de riscos utilizada
sendo adaptada pela ISO IEC 31000:2009, realizando os ajustes necessários.

É fundamental realizar uma identificação abrangente utilizando processo sistemático


e estruturado, pois o risco potencial não identificado nesta etapa será ignorado em
posteriores análises. A situação operacional deve ser avaliação de forma se a atividade
mapeada é realizada em situação normal, podendo ser uma atividade rotineira ou não
rotineira ou em regime de emergência, que são aspectos que não deveriam ocorrer
durante a execução norma da atividade, podendo causar impactos na segurança do
trabalho.

50
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Os perigos devem ser avaliados em todas as situações, normais do cotidiano de trabalho,


passado em situações potenciais de forma a manter o controle e ocorrências de acidentes
que podem vir a ocorrer em estado futuro.

O processo de avaliação de riscos fornece aos tomadores de decisão e as partes


responsáveis um entendimento aprimorado dos riscos que poderiam afetar o alcance
dos objetivos, bem como a adequação e eficácia dos controles em uso. Isto fornece uma
base para decisões sobre a abordagem mais apropriada a ser utilizada para tratar os
riscos. A saída do processo de avaliação de riscos é uma entrada para os processos de
tomada de decisão da organização. (ISSO IEC 31000).

A análise de riscos diz respeito ao entendimento do perigo identificando os impactos


(consequências) que um risco pode ter e a probabilidade de ocorrência, fornecendo
entrada para a avaliação de riscos para tomada de decisões estratégicas e definição de
métodos de tratamento mais adequados. O foco do processo de avaliação de riscos está
na análise da importância e vulnerabilidade dos componentes do sistema com uma
visão para definição de tratamentos que se relacionam com os níveis de proteção ou
estratégias de recuperação.

É adotada a análise quantitativa, este método estima valores práticos para determinar
o nível de consequências e sua probabilidade, assim produzindo valores do nível
de risco em unidades específicas, sendo que na metodologia desenvolvida são
identificados riscos relacionados na atividade, definindo aceitabilidade de exposição,
sendo uma adaptação da NTP 330: Sistema simplificado e evaluación de riesgos de
accidente do Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo da Espanha
(INSHT), Norma UNE 150008:2008 Análisis y evaluación del riesgo Ambiental e
Teorema de Bayes é avaliado a probabilidade/frequência de ocorrência do risco no
definido cenário.

Pela metodologia adaptada NTP 330 foram considerados os critérios: Nível de Exposição
dos Trabalhadores (NE), Nível de Perigosidade (NP) e Nível de Criticidade (NC).

A organização necessita mapear os principais riscos (Avaliação de Nível de Perigosidade)


relacionados aos processos e substâncias empregadas para desenvolver suas atividades:

»» possíveis fontes de perigo;

»» identificação de perigo da instalação;

»» medidas preventivas relacionadas a EPC e EPI;

»» aspectos de exposição a produtos químicos, explosivos e eletricidade.

51
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

O nível de exposição é uma medida da frequência com que ocorre a exposição para
um risco particular, podendo ser estimado como função de tempo gasto nas áreas de
trabalho, as operações de máquinas e outros.

A avaliação qualitativa é realizada de acordo com menores níveis de valor atingido, se o


risco é controlado, não deve causa em princípio mesmo nível risco que uma deficiência
alta se exposta.

Quantificação de número aproximado de trabalhadores que possam ser atingidos em


caso de ocorrência de acidente. Deve ser levado em consideração a população vizinha,
visitante e terceira que esteja em torno da atividade em avaliação.

Na avaliação nível de consequência, são considerados quatro níveis de classificação


das consequências, sendo estabelecido duplo significado. Ambos os significados
devem ser considerados de forma independente, tendo mais peso a danos pessoais.
Quando as lesões não são consideração importante de danos materiais devem nos
dar a priorizar o mesmo nível de consequências estabelecido para as pessoas. Como
mostrado no quadro 14, a escala métrica de consequências é muito maior. É possível
notar que o acidente com baixa tem sido considerado consequência grave. Com esta
consideração é a ser mais exigente quando tratar de penalizar as consequências sobre
as pessoas devido a um acidente, que a aplicação de um critério médico. Além disso,
podemos acrescentar que os custos econômicos de um acidente com baixa, mas são
muitas vezes desconhecidos sem muita importância.

Quadro 12. Determinação do nível de perigosidade.

Nível Categoria Descrição


Existência de substância inflamável/explosiva.
Atividades de Trabalhos a quente.
Substâncias Tóxicas.
10 Muito perigoso Atmosfera explosiva.
Riscos que não possam ser controlados Ex.: Trânsito.
Trabalhos em redes elétricas energizadas.
Causam efeitos irreversíveis imediatos (danos físicos graves e danos à saúde).
Existência de substâncias inflamáveis e corrosivas.
Atividade de trabalho em altura.
6 Perigoso
Trabalhos com eletricidade.
Provoca danos físicos com alguma gravidade e pode originar doença profissional.
Existência de materiais combustíveis pequena quantidade.
2 Pouco perigoso Operação de máquinas e equipamentos que possuam dispositivos de segurança.
Podem ocorrer alguns danos de menor gravidade.
1 Não perigoso Podem ocorrer danos leves e reversíveis.
Fonte: os autores.

52
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Deve ter-se em mente que quando nos referimos às consequências dos acidentes, se
trata normalmente do esperado caso o risco se materialize.

Quadro 13. Determinação do nível de exposição.

Nível de Exposição NE Descrição

Contínua 4 Continuamente. Várias vezes em sua jornada laboral com tempo prolongado.

Frequente 3 Várias vezes em sua jornada de trabalho, em pequenos espaços de tempo.

Ocasional 2 Algumas vezes em sua jornada laboral e com período curto de tempo.
Esporádica 1 Irregularmente.
Fonte: os autores.

Quadro 14. Determinação do nível das consequências.

Nível das
NC Significado
consequências
Danos pessoais Danos materiais
Mortal ou Catastrófico (M) 100 1 morte ou mais. Destruição total do sistema (irreparáveis).
Muito grave (MG) 60 Lesões graves que podem ser irreparáveis. Destruição parcial do sistema.
Requer-se paralização do processo para efetuar
Grave (G) 25 Lesões com incapacidade laboral temporária.
reparação.
Pequenas lesões que não requerem
Leve (L) 10 Reparável sem necessidade de para o processo.
hospitalização.
Fonte: os autores.

Avaliação dos riscos


A avaliação dos riscos é realizada comparando os níveis estimados de risco com critérios
de risco definidos quando o contexto foi estabelecido, a fim de determinar a significância
nível e do tipo de risco, assim o Nível de Risco (NR) é determinado através da seguinte
equação:

𝑁𝑅 = 𝑁𝐶 𝑥 𝑁𝐸 𝑥 𝑁𝑃

NR – Nível de Risco

NC – Nível das Consequências

NE – Nível de Exposição

NP – Nível de Perigosidade

O planejamento de prevenção deve ser integrado em todas as atividades da empresa


e deve envolver todos os níveis da organização, através da matriz de níveis de risco é

53
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

possível determinar o nível de intervenção necessário a ser tomada das ações, o Valor
Atribuído, que será empregado para a Classificação de Risco.

Tabela 1. Matriz determinação de risco.

Fonte:Gomes, PC – avaliação ambiental.

Tabela 2.

Nível de Probabilidade
NÍVEL DE CONSEQUENCIA

2-4 6-8 10-20 24-40


IV 20 II – 100
10 III 60 - 80 II – 240 – 400
III – 40 III – 200
25 III – 60-80 II – 150-200 II – 250-450 I – 600-1000
III-100
60 II – 360-480 II – 600-1200 I – 1440-2400
II – 200
100 II – 200-400 II – 600-800 I – 1000-2000 I – 2400-4000
Fonte:Gomes, PC – avaliação ambiental.

Para obter a classificação do risco em análise é necessária a definição da frequência


de ocorrência de cada cenário de acidente/ aspecto de perigo, assim calculando com o
Nível do Risco. O resultado final desta fase será atribuição de uma única probabilidade
de ocorrência dos cenários da atividade em avaliação. Esta definição é tomada por meio
de pesquisa junto aos trabalhadores.

É definida o grau de risco, sendo através desta o risco classificado em duas faixas:

»» Uma faixa superior onde o risco é considerado significativo, quaisquer


que sejam os benefícios que possam trazer à atividade, e o tratamento de
riscos é essencial qualquer que seja o seu custo.

54
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» Outra inferior, onde o nível de risco é considerado não significativo que


nenhuma medida de tratamento de risco seja necessária.

Quadro 15. Descrição do nível de intervenção.

Nível de
Nível de Risco Significado Valor Atribuído
Intervenção

I 4000-600 Situação crítica, necessidade de correção urgente. 4

II 500-150 Corrigir e/ou adoção de medidas de controle. 3

III 120-40 Se possível melhorar, é conveniente justificar a intervenção e seu retorno. 2

Não há necessidade de intervenção, somente se uma análise mais precisa


IV 20 1
justifique.

Fonte: Domingues, Luiz Roberto Pires Domingues Junior – PPRA do IML do DF 2016.

Quadro 16. Atribuição da probabilidade de ocorrência do cenário.

Critérios Atribuição de probabilidade

Frequência de ocorrência Qualitativa Pontuação

Diária (várias vezes ao dia) Muito provável 5

Diária (1 vez ao dia) Altamente provável 4

Semanal (várias vezes por semana) Provável 3

Mensal (algumas vezes por mês) Possível 2

Pelo menos 1 vez num ano Improvável 1

Fonte: Domingues, Luiz Roberto Pires Domingues Junior – PPRA do IML do DF 2016.

Tabela 3. Matriz para quantificar o grau de ocorrência do risco no cenário.

Nível do Risco
1

2 3 4

1 1 2 3 4

2 2 4 6 8
Frequência de
exposição ao 3 3 6 9 12
cenário
4 4 8 12 16

5 5 10 15 20

Fonte: Domingues, Luiz Roberto Pires Domingues Junior – PPRA do IML do DF 2016.

55
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Quadro 17. Classificação do risco.

Categoria Descrição Pontuação Classificação


Trivial Não requer atenção específica 01 a 02 Não Significativo
Não há necessidade de reforçar a ação preventiva. Mas deve ser
considerado mais soluções rentáveis ou melhorias que não envolvem um
Tolerável 03 a 05
ônus econômico significativo. São necessárias verificações periódicas para
garantir a eficácia das medidas de controle é mantida.
Esforços devem ser feitos para reduzir o risco, determinando os
investimentos necessários. As medidas de redução de riscos devem ser Significativo
implementadas em um determinado período. Quando o risco moderado está
Moderado associado com consequências extremamente nocivas, serão necessárias 06 a 12
novas medidas para estabelecer com maior precisão a probabilidade de
danos como base para determinar a necessidade de melhorar as medidas
de controlo.
O trabalho não deve ser iniciada até que o risco foi reduzido. Ela pode exigir
recursos consideráveis para controlar o risco. Quando o risco corresponde
Importante 15 e 16
a um trabalho que está sendo feito, o problema deve ser sanado em um
menor risco de clima moderado.
Não deve começar ou continuar o trabalho até que o risco é reduzido. Se
Intolerável não for possível para reduzir o risco mesmo com recursos ilimitados o 20
trabalho deve ser proibido.
Fonte: Domingues, Luiz Roberto Pires Domingues Junior – PPRA do IML do DF 2016.

Aplicação do PDCA
A aplicação do ciclo do PDCA (plan, do, check e action) após a avaliação dos riscos, vem
ao encontro de estabelecer medidas de segurança para as avaliações de riscos que foram
determinadas críticas no processo de trabalho, desta forma aplicando a metodologia
para que os riscos diminuam.

O critério de ação para definição das medidas preventivas que eliminem ou reduzam
sem sua origem a probabilidade de eventos indesejáveis. Em contraste, mas medidas
de proteção atuam principalmente por prevenir ou reduzir o impacto de acidentes.
Entra as medidas de proteção que podem diferenciar as medidas de proteção coletivas
e equipamentos de proteção individual. A medida de proteção deve ser selecionada de
forma a não dificultar o trabalho a ser realizado, são exemplos de medidas:

»» Medidas para eliminar ou reduzir o risco, considerando como tal a sua


atuação na fonte geradora do risco, como: Informação, formação ou
participação de trabalhadores: a organização deve dispor procedimentos
adequados que permitam informar ou formar os trabalhadores sobre
os riscos que estão expostos e as medidas preventivas adotadas. Os
trabalhadores devem ser consultados em todas as questões que afetem a
saúde e segurança do trabalho.

»» Substituição do agente de risco: adotar a substituição de produtos que seja


gerador do risco, substituir se possível por produtos menos prejudiciais
à saúde do trabalhador.

56
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» Atividades para o controle de riscos: se consideram as atividades


de controle periódico das condições de trabalho, e da atividade dos
trabalhadores ou seu estado de saúde.

»» Instalação de dispositivos de controle de engenharia: compreendem


dispositivos que melhorem as condições gerais do ambiente e/ou de
máquinas.

Daychoum descreve que os riscos identificados como necessários de serem tratados


serão abordados pelas estratégias de riscos (positivos e negativos):

Evitação: evitar o risco é mudar o plano do projeto para eliminar o risco ou condição, ou
para os objetivos do projeto de seu impacto. Embora a equipe de projeto nunca consiga
eliminar todos os eventos de risco, alguns riscos específicos podem ser eliminados.

Transferência de riscos e tentar passar legalmente as consequências de um risco, como


a responsabilidade de resposta para terceira parte, através de seguros ou cláusulas
contratuais. Transferir o risco simplesmente coloca na outra parte a responsabilidade
de gerenciá-lo, mas não o elimina.

Mitigação: a mitigação busca reduzir as consequências e/ou a probabilidade de um


evento de risco adverso para uma tolerância aceitável. Tomar antecipadamente ações
para reduzir a probabilidade de um risco acontecer ou o seu impacto é mais efetivo do
que tentar reparar as consequências depois que elas ocorrem. Os custos de mitigação
devem ser compatíveis com a probabilidade esperada do risco e suas consequências.

Aceitação: essa técnica indica que a equipe do projeto decidiu não mudar o Plano
de Projeto com um risco ou incapaz de identificar qualquer estratégia factível de
resposta. Uma Aceitação ativa pode ser desenvolvimento de um plano de contingência
a ser executado se um risco ocorrer. Uma aceitação passiva não reque nenhuma ação,
deixando a equipe de projeto com a responsabilidade de lidar com os riscos se eles
ocorrem.

Priorização dos riscos


A fim de direcionar e facilitar a tomada de decisão da organização quanto a
necessidade de priorização de determinado risco identificado na atividade
aplicou-se o Teorema de Bayes proporcionando visibilidade e buscando assertividade
na prevenção de acidentes, tornando o ciclo do PDCA eficaz.

57
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

O teorema de Bayes relaciona informações, com a probabilidade de ocorrência, para


gerar uma nova probabilidade quando os fatos acontecem de maneira relacionada
ou são dependentes. Também é importante ressaltar que essas probabilidades
podem e devem ser revistas à medida que são observados novos fatos que podem
alterar a probabilidade de cada um dos acontecimentos envolvidos (SILVER,
2013). O teorema de Bayes utiliza incertezas, entretanto é alimentado por meio de
probabilidades que podem ser estimadas ou sugeridas. Assim, o teorema de Bayes
trabalha primeiramente com informações prévias, dessa forma, ao obter novas
informações aplica-se o teorema e alcançam-se as probabilidades posteriores.

𝐴𝑣𝑎𝑙𝑖𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝑅𝑖𝑠𝑐𝑜
𝑃(𝐴 ∩ 𝑅𝑛) =
𝑂𝑐𝑜𝑟𝑟ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝐴𝑐𝑖𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒
Onde:

𝑃(𝐴 ∩ 𝑃𝑅𝑛) = 𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑃𝑅𝑛

𝑃(𝐴) = 𝑃(𝐴 ∩ 𝑅1)𝑃(𝑃𝑅1) + 𝑃(𝐴 ∩ 𝑅2)𝑃(𝑃𝑅2) + 𝑃(𝐴 ∩ 𝑅𝑛)𝑃(𝑃𝑅𝑛) + ⋯

Para determinar a contribuição do risco avaliado no cálculo da probabilidade de


ocorrência do acidente em é dado pela equação:

𝑃(𝐴 ∩ 𝑅𝑛) ∗ 𝑃(𝐴 ∩ 𝑃𝑅𝑛)


𝑃(𝐶𝑅𝑛) =
𝑃(𝐴)

Em cima desta teoria foi desenvolvido para uma avaliação sucinta a Avaliação
Ambiental Qualitativa, usada para a elaboração deste Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais.

A metodologia de avaliação ambiental qualitativa foi elaborada de forma a possibilitar


uma avaliação sucinta e eficaz das condições ambientais passíveis de causar danos à
saúde ou à segurança dos trabalhadores que ali realizam suas tarefas. Esta metodologia
instrumentaliza a implantação da etapa de “Reconhecimento de Riscos Ambientais”
(prevista no PPRA) no âmbito da legislação vigente.

A avaliação qualitativa contempla a vistoria nos ambientes de trabalho (holoambientes,


mesoambientes e microambientes) por pessoal técnico capacitado preenchendo
instrumento específico (formulário no Anexo I). Os itens desta avaliação são valorados
qualitativamente, para tanto, foi a elaborado um Manual de Avaliação Qualitativa
(Anexo II), que estabelece as diretrizes (os parâmetros e os critérios técnicos) a serem
utilizados nesta valoração de cada item avaliado.

58
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

A ponderação dos resultados da avaliação qualitativa permitirá uma classificação dos


ambientes avaliados com base em um conjunto integrado de indicadores denominados:
Índices de Condição Ambiental (ICA). Estes índices são percentuais e terão a sua
variação classificada em faixas de aceitabilidade ou adequabilidade, a serem definidas
junto à equipe técnica do local analisado.

Os indicadores ICA permitirão a comparação das condições ambientais de um ambiente


de trabalho em diferentes momentos (variação temporal), como também permitirão
a comparação destas condições entre diferentes ambientes de trabalho (variação
espacial). A avaliação qualitativa também avalia as condições do microambiente no
quesito existência de “Risco Grave e Iminente”.

A metodologia de avaliação qualitativa contempla, além da obtenção e cálculo dos


indicadores ICA, a realização de pequenas entrevistas com os trabalhadores do ambiente
avaliado, de forma a avaliar tanto o entrevistador (avaliador) quanto o entrevistado
(trabalhador do local). Esta entrevista deve ser realizada com um trabalhador,
selecionado de forma aleatória durante a vistoria do ambiente. O trabalhador deverá
responder a questões abertas sobre seis temas:

I. controle de acesso;

II. programa de manutenção;

III. treinamento de segurança;

IV. plano de abandono;

V. equipamento de proteção individual; e

VI. atendimento de emergência a acidentados.

Vale ressaltar que a questão a ser respondida pelo trabalhador para cada tema, será
selecionada de forma aleatória de um “banco de questões” do tema respectivo, cada
um com, no mínimo 20 questões disponíveis. O avaliador deve, a partir das respostas
dadas pelo trabalhador, avaliar o conteúdo de cada resposta e emitir uma nota para o
desenvolvimento daquele tema específico no local avaliado. O avaliador deve descrever,
no formulário específico, uma justificativa que detalhe os critérios técnicos utilizados
para emitir a nota de cada tema avaliado.

A metodologia de avaliação qualitativa foi desenvolvida de forma a permitir uma


autoavaliação dos ambientes de trabalho por seus próprios ocupantes, fortalecendo
o PPRA, difundindo as práticas prevencionista, e potencializando a transparência do
sistema (com potencial “controle social”). Esta autoavaliação deverá estar disponível

59
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

para acesso a qualquer trabalhador, com a tabulação de seus resultados feita


paralelamente aqueles oriundos de avaliações de pessoal capacitado para este fim
(avaliação ambiental qualitativa). Os resultados de ambas as avaliações (participativa
e de pessoal capacitado) deve ser tornada pública, de preferência disponibilizada na
internet.

Os resultados da avaliação qualitativa poderão indicar a necessidade da realização


de avaliações quantitativas no ambiente de trabalho, e/ou a necessidade da
execução/implantação de medidas de controle dos riscos (adequações no ambiente de
trabalho). As medidas de controle poderão ser:

I. instalação e/ou manutenção de equipamentos de proteção coletiva;

II. alteração no layout do local de trabalho;

III. alteração no posto de trabalho;

IV. alteração no processo de trabalho;

V. capacitação dos funcionários;

VI. aquisição e/ou manutenção de equipamentos de proteção individual;

VII. etc.

Apresentamos uma proposta inicial de classificação dos ambientes de trabalho na esfera


do SPF em seis categorias, de forma a possibilitar uma gestão eficaz dos indicadores
ICA e dos resultados das avaliações quantitativas. Estas classes poderão ser redefinidas
junto ao órgão analisado, são:

»» Serviços administrativos e de atendimento ao público,


ambientes cujos trabalhadores realizam atividades típicas de
administração/escritório, com uma maior incidência de condições de
riscos ergonômicos.

»» Serviços envolvendo processos químicos, ambientes cujos


trabalhadores realizam atividades com a presença de processos químicos,
com uma maior incidência de condições de riscos químicos.

»» Serviços envolvendo procedimentos biológicos, ambientes cujos


trabalhadores realizam atividades com procedimentos biológicos, com
uma maior incidência de condições de riscos biológicos e químicos.

60
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» Serviços envolvendo inflamáveis e explosivos, ambientes cujos


trabalhadores realizam atividades envolvendo substâncias inflamáveis ou
explosivas, com uma maior incidência de condições de riscos mecânicos
e químicos.

»» Serviços de produção ou manutenção, ambientes cujos


trabalhadores realizam atividades com máquinas, equipamentos e/ou
ferramentas, com uma maior incidência de condições de riscos físicos,
químicos e mecânicos.

»» Serviços externos, cujos trabalhadores realizam atividades externas,


em ambientes fora da ingerência do órgão público, podendo ser urbanos
ou rurais, cuja incidência de condições de riscos deve ser analisada caso
a caso.

Existem, ainda, duas classes de serviços que são realizados em todos os ambientes de
trabalho de um órgão público:

I. serviços de segurança patrimonial, com uma maior incidência de


condições de riscos mecânicos; e

II. serviços de limpeza predial, com uma maior incidência de condições


de riscos mecânicos e ergonômicos.

As condições de exposição destes funcionários devem ser objeto de uma avaliação do


seu processo de trabalho, com suas respectivas condições de riscos.

Fases de ação
A metodologia pretende descrever, previamente, as diversas técnicas a serem aplicadas
na execução das diferentes ações nas etapas de Antecipação, Reconhecimento, Avaliação
e aplicação das Medidas de Controle e seu Monitoramento.

Fase de antecipação

»» Formação de grupo de trabalho multidisciplinar para análise prévia de


novos projetos ou de alteração em processos ou ambientes de trabalho já
existentes, cuja coordenação ficará a cargo de um responsável pelo grupo,
a ser nomeado pela direção da empresa.

61
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» Visitas a empresas para conhecimento de projetos similares já implantados


“benchmarking”.

Fase de reconhecimento

»» Consulta de dados existentes na empresa, tais como: levantamentos


ambientais anteriores, mapas de risco, controles médicos, análises de
acidentes e analises de riscos.

»» Levantamento de todas as funções e do número de trabalhadores


existentes.

»» Estudo dos postos de trabalho.

»» Inspeções em todos os locais de trabalho para identificação dos agentes


de risco.

»» Entrevistas com trabalhadores.

Fase de avaliação

A Avaliação foi realizada com base na NR-15 da Portaria no 3.214/1978 da Secretaria


de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) do Ministério do Trabalho ou, na falta desta,
nos valores de limites de exposição ocupacional adotados pela ACGIH - American
Conference of Governmental Industrial Higyenists, ou ainda, naqueles que venham a
ser estabelecidos em negociação coletiva de trabalho, desde que mais rigorosos do que
os critérios técnico-legais estabelecidos.

Medidas de controle
Deverão ser adotadas Medidas de Controle quando, em qualquer uma das fases do
programa, os riscos:

Identificados ou detectados se enquadrarem nas situações descritas no item Prioridades


ou ultrapassarem os valores de limite de tolerância determinados nas normas utilizadas.

Para a adoção de Medidas de Controle deve ser obedecida a seguinte hierarquia:

»» medidas de caráter coletivo;

»» eliminar ou reduz ir a utilização ou formação de agentes prejudiciais à


saúde;

62
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» prevenir a liberação ou disseminação dos agentes no ambiente de


trabalho;

»» reduzir os níveis ou concentrações desses agentes no ambiente de


trabalho.

Medidas administrativas

São medidas normativas de organização do trabalho, de modo a eliminar ou reduzir


a exposição aos riscos ambientais. Como exemplo, pode-se citar o revezamento da
jornada de trabalho para reduzir tempo e exposição de cada trabalhador a um
determinado risco.

Medidas de caráter individual

São medidas que regulamentam a aquisição, distribuição e utilização dos equipamentos


de proteção individual (EPI).

Monitoramento

Depois da implantação de cada medida de controle deverá ser feita nova avaliação
para verificar a eficácia das ações implementadas. Periodicamente, em intervalo nunca
superior a um ano, deverão ser realizadas novas avaliações ambientais, bem como
acompanhamento dos registros médicos (PCMSO) para se garantir a melhora do
ambiente de trabalho e a eliminação paulatina dos riscos identificados.

Verificação da situação de controle dos agentes físicos, químicos e biológicos nos


ambientes de trabalho.

Existência e aplicação efetiva de EPI

Informar a existência e aplicação efetiva de E.P.I ou Equipamento de Proteção Coletiva


(EPC), que neutralizem ou atenuem os efeitos da nocividade dos agentes em relação aos
limites de tolerância estabelecidos, devendo constar também:

Se a utilização do EPC ou do EPI reduzir a nocividade do agente nocivo de modo a atenuar


ou a neutralizar seus efeitos em relação aos limites de tolerância legais estabelecidos.

63
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» As especificações a respeito dos EPC e dos EPI utilizados, listando os


Certificados de Aprovação (CA) e, respectivamente, os prazos de validade,
a periodicidade das trocas e o controle de fornecimento aos trabalhadores.

»» A perícia médica poderá exigir a apresentação do monitoramento


biológico do segurado quando houver dúvidas quanto a real eficiência da
proteção individual do trabalhador. A simples informação da existência
de EPI ou de EPC, por si só, não descaracteriza o enquadramento da
atividade. No caso de indicação de uso de EPI, deve ser analisada também
a efetiva utilização destes durante toda a jornada de trabalho, bem como,
analisadas as condições de conservação, de higienização periódica e de
substituições a tempos regulares, na dependência da vida útil deles,
cabendo a empresa explicitar essas informações no PPRA e no PPP.

Não caberá o enquadramento da atividade como especial se, independentemente da


data de emissão, constar de laudo técnico, e a perícia do INSS acatar que o uso do
EPI ou de EPC atenua, reduz, neutraliza ou confere proteção eficaz ao trabalhador em
relação à nocividade do agente, reduzindo seus efeitos a limites legais de tolerância.
Neste excetua-se a questão do risco de ruído, para o uso de Equipamento de Proteção
Individual, onde o Supremo tribunal Federal, manteve a caracterização do risco, mesmo
usando protetor auricular. Neste risco somente se admite a exclusão com EPC.

Não haverá reconhecimento de atividade especial nos períodos em que houve a utilização
de EPI, nas condições mencionadas no parágrafo anterior, ainda que a exigência de
constar a informação sobre seu uso nos laudos técnicos tenha sido determinada a partir
de 14 de dezembro de 1998, data da publicação da Lei n.o 9.732, mesmo havendo a
constatação de utilização em data anterior a essa.

Exemplo de Planilha de Relação dos EPI’s Utilizados.

Quadro 18. Exemplo de Planilha de Relação dos EPI’s Utilizados.

Equipamentos de Numero do Certificado


Periodicidade de Troca Funções que Utilizam
Proteção Individual de Aprovação (CA)

Fonte: os autores.

64
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Periodicidade, forma de avaliação e revisão


do PPRA

O PPRA será revisado sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano com o
objetivo de avaliar o seu desenvolvimento e realizar os ajustes necessários, assim como
o monitoramento ou reavaliação para verificação da eficácia das medidas de controle
implementadas. Ressalta-se que revisá-lo, apresentar os relatórios anuais não implica
na elaboração de outro documento base todo ano – lembramos que é um programa, que
vai se retroalimentando ano a ano.

Estabelecimento de plano de ação com


metas, prioridades e cronograma

Deverá ser parte integrante do PPRA um plano de ação contemplando atividades, metas
e prioridades a serem implementadas de forma a eliminar, minimizar ou controlar os
riscos ambientais.

O Plano deverá incluir todas as atividades identificadas nas fases de reconhecimento,


avaliação ou definidas como medidas de controle. Os responsáveis e os prazos de cada
atividade deverão ser consensuados com o responsável da instalação.

Devem ser relacionadas em cronograma conforme modelo abaixo, as metas estabelecidas


bem como o planejamento para o cumprimento destas metas.

O objetivo destas recomendações é a minimização ou a eliminação da exposição dos


trabalhadores aos riscos ambientais.

Para serem elaboradas as metas deve ser formada a matriz de decisão entre danos à
Saúde e intensidade/concentração do risco.

Registro, manutenção e divulgação dos dados

Registro

O documento – base do PPRA deverá ser mantido arquivado no estabelecimento por


um período mínimo de 20 anos, bem como aqueles inerentes ao tema, tais como os
Laudos Técnicos de Avaliação de Riscos Ambientais etc.

65
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

O documento-base deve ser apresentado à CIPA (Comissão Interna de Prevenção de


Acidentes), quando existente, durante uma de suas reuniões, devendo sua cópia ser
anexada ao livro de atas desta comissão.

O registro de dados deverá estar sempre disponível aos trabalhadores interessados ou


seus representantes e para as autoridades competentes.

Manutenção

A manutenção desse programa segue as bases de normas ISO, isto é, deve ser revisto
anualmente com previsão de novo planejamento, execução, verificação e conserto –
Ciclo PDCA – Plan, Do, Check and Act.

9.2.1.1

Deverá ser efetuada, sempre que necessário e pelo menos uma vez ao
ano, uma análise global do PPRA para avaliação do seu desenvolvimento
e realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas
e prioridades.

Reforça-se que uma análise global não significa uma nova elaboração do
documento-base. São coisas distintas. A nova avaliação complementa o documento
base, ampliando-o, assim se mantém a história da segurança ocupacional na
empresa.

Divulgação

A divulgação dos dados pode ser feita de diversas maneiras dependendo do porte do
estabelecimento, as mais comuns são:

»» treinamentos específicos;

»» reuniões setoriais;

»» via terminal de vídeo para consulta dos usuários;

»» reuniões de CIPA e SIPAT;

»» boletins e jornais internos;

»» programa de integração de novos empregados;

»» palestras avulsas.

66
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Deve ser apresentado Certificado de Calibração dos Aparelhos utilizados nas avaliações
quantitativas dos agentes ambientais dentro do prazo de validade da Rede Brasileira de
Calibração – RBC que é de 1 ano.

Planejamento anual, metas e prioridades


São, em linhas gerais, os resultados que a empresa deseja atingir após a implantação do
PPRA, conforme o cronograma anual de execuções de ações, devidamente estabelecido
em função da priorização de eliminação dos riscos ambientais identificados. Ressalta
que dependendo da característica do risco, de sua intensidade e dos custos econômicos
e financeiros advindos de sua mitigação ou eliminação, o prazo de execução poderá ser
superior a 12 meses, isto é, ultrapassará o período de avaliação global do próprio PPRA.

As recomendações existentes no cronograma devem ser verificadas durante a realização


do PPRA e indicam um possível caminho a ser traçado, não excluindo a possibilidade
da existência de outras que não foram mencionadas.

Bibliografia
A apresentação de bibliografia representa uma divergência de minha parte, pois diversos
autores indicam que devem ser informados todos os documentos, livros, apostilas e
outros materiais consultados, durante a elaboração do PPRA, por se tratar de trabalho
intelectual, as justificativas e linhas de raciocínio para a elaboração do PPRA devam
estar presente no corpo do documento, principalmente com relação as metodologias
utilizadas, sendo que a bibliografia é desnecessária.

Isto posto fica a meu ver a critério do profissional a forma de indicar a bibliografia
consultada.

Data do documento e assinatura do


profissional
Colocar a data de realização do documento, que será a data do documento-base.

Os profissionais responsáveis pela elaboração do PPRA, deverão assinar o documento


neste campo incluindo o número de seu registro no respectivo conselho de classe, além
de apresentar a sua Anotação da Responsabilidade Técnica – ART no CREA, quando
registrados neste conselho de classe.

67
CAPÍTULO 2
Programa de condições e meio
ambiente de trabalho na indústria da
construção – PCMAT

Introdução
O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção - PCMAT é abordado como o PPRA dos canteiros de obra, pois nele se
insere a variabilidade e a temporalidade de sua existência, pois ele somente existe
enquanto existir o canteiro de obras e deve ser flexível e evidente, pois deve prever o
comportamento de cada etapa/fase da obra, incluindo a antecipação de cada risco e as
medidas necessárias para a sua mitigação/eliminação.

O PCMAT tem a sua existência jurídica garantida por meio do art. 200 da Consolidação
das Leis do Trabalho – CLT, já exposto no capítulo 1 do PPRA.

Obrigação
A partir da publicação da NR 18 da Portaria SSST/MTb no 4 de 4 de julho de 1995,
os estabelecimentos cujas atividades estejam enquadrados no Quadro I da NR no 4,
com código de atividades 45 (Construção), e que possuam 20 ou mais empregados,
estão obrigados a elaborar e implementar o Programa de Condições e Meio Ambiente
de Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT, conforme o item 18.3 da aludida
norma regulamentadora.

Responsabilidade
É do empregador, do consórcio ou do condomínio de construção a responsabilidade
pela elaboração e implementação do PCMAT.

Elaboração e execução
Diferentemente do PPRA a elaboração e execução do PCMAT devem ser feitas por
profissional legalmente habilitado na área de segurança do trabalho, prioritariamente
o engenheiro de segurança do trabalho.

68
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Documentos integrantes
O PCMAT deve conter no mínimo os seguintes documentos:

a. memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e


operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças
do trabalho e suas respectivas medidas preventivas;

b. projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as


etapas de execução da obra;

c. especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem


utilizadas;

d. cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no


PCMAT;

e. layout inicial do canteiro de obras, contemplando, inclusive, previsão de


dimensionamento das áreas de vivência;

f. programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes


e doenças do trabalho, com sua carga horária.

O programa também deve contemplar as exigências contidas na NR 9 ─ Programa de


Prevenção de Riscos Ambientais, nas fases de antecipação e reconhecimento dos riscos;
estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; avaliação dos riscos e
da exposição dos trabalhadores; implantação de medidas de controle e avaliação de sua
eficácia; monitoramento da exposição aos riscos; registro e divulgação dos dados.

Recomendações para elaboração do PCMAT


Não existe uma “receita de bolo” para elaboração do PCMAT, pois sua complexidade
vai depender da dimensão da obra e os riscos presentes em cada fase, em consequência
dos trabalhos a serem executados, utilização de máquinas, equipamentos e produtos
diversos. O programa deve ser elaborado antecipando os riscos, o qual deverá ocorrer
após concluídos os projetos: arquitetônico, estrutural, instalações etc., pois esses serão
importantes no reconhecimento dos riscos presentes nas diversas etapas da obra. Cada
intervenção de correção de situações existentes significam falhas na concepção do
programa, ou seja, os trabalhadores passarão por períodos expostos a riscos, muitas
vezes graves, até sua identificação e consequente correção.

69
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

A seguir, listaremos alguns tópicos importantes que deverão fazer parte do PCMAT,
sempre lembrando que se trata apenas de sugestões que poderão e deverão ser
modificados, desde que contemplem no mínimo o estabelecido na NR 18 e outras
disposições relativas às condições e meio ambiente de trabalho na indústria da
construção, presentes nas legislações federais, estaduais e municipais.

O PCMAT apresenta as seguintes fases:

»» 1o fase: Identificação e reconhecimento dos riscos (documento-base);

»» 2o fase: Avaliação quantitativa de exposição;

»» 3o fase: Medidas de controle propostas;

»» 4o fase: Monitoramento da exposição aos riscos ambientais e avaliação


da eficácia das medidas de controle implantadas.

Aqui exporemos tão somente o documento base de elaboração do PCMAT, pois a fase
2 é idêntica ao do PPRA e a 3o e 4o fase dependem das avaliações realizadas no canteiro
de obras.

A NR 18 tem a falha grave de não especificar claramente quem pode elaborar o PCMAT,
resta somente fazermos interpretação de normas para chegarmos a uma conclusão
lógica.

A nota técnica no 96/2009/DSST/SITN do Ministério do Trabalho que conclui o


seguinte:

Analisando as atribuições do Técnico em Segurança do trabalho


verificamos que eles não possuem atribuições de projetar, dimensionar
e especificar materiais das proteções coletivas, que são competências
exclusivas definidas para categorias profissionais registradas
pelo sistema CONFEA/CREA e, considerando que o projeto,
dimensionamento e especificação de proteções coletivas são partes
integrantes do programa. Concluímos que tão somente os Engenheiros
de Segurança do Trabalho devidamente registrados no sistema
CONFEA/CREA, possuem a atribuição para elaboração e execução do
Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção – PCMAT. Quanto aos Técnicos de Segurança do Trabalho, em
que pese sua importância no campo da segurança e saúde no trabalho, eles
têm atribuições complementares e operacionais em relação ao PCMAT.
No entanto, não podem assumir sua elaboração”.

70
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Ressalta-se por oportuno que Nota Técnica não tem amparo em nosso arcabouço
jurídico, como um instrumento legal, normativo, ficando a critério dos órgãos
fiscalizadores, principalmente da Vigilância Sanitária – que possui um escopo de
aplicação de legislação de saúde e segurança do trabalho maior que os auditores do
ministério do trabalho em recepcionar um PCMAT realizado por profissional distinto
do engenheiro de segurança do trabalho.

Estrutura do PCMAT
O PCMAT impresso em papel deve seguir a seguinte ordem:

Capa

Deverá ser utilizada uma folha de papel timbrado da empresa que estiver realizando o
trabalho, contendo o título “Programa de Condições de Meio Ambiente do Trabalho”, o
local da obra e data.

Objetivos

O objetivo desse programa é efetuar planejamento de segurança e saúde referentes às


etapas de construção desta obra por meio de interação entre a Engenharia de Segurança
do Trabalho e a participação da Engenharia e da Administração da obra e fornecer
procedimentos e subsídios às chefias hierárquicas, desta obra, em relação à Engenharia
de Segurança do Trabalho.

Identificação das empresas

Contratante: XXXXXXXXXX

XXXXXXXXXX Cidade – UF

Contratada/Sede: Construtora XXXXXXX Ltda

XXXXXXXXXXX, 10


XXXXXXXXXXX


Cidade – UF

Local da Obra: XXXXXXXXXX Cidade – UF

71
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Responsabilidades

Compete aos profissionais do SESMT elaborar e implementar o PCMAT na obra.


Nos casos em que não sejam obrigados a manter SESMT, um Engenheiro de Segurança
do Trabalho deve elaborar projetos de proteção coletiva, (pois Técnico em Segurança do
Trabalho não tem habilitação para elaborá-lo e não pode elaborar PCMAT). Somente o
pode fazer em parceria com um Engenheiro.

Características da obra

Tipo de obra: edificação, de uso comercial, destinada XXXXXXXX, terá uma área
construída de, aproximadamente, 2.000 m² em um único pavimento, XXXXXX.

Início da obra: XX/XX/XXXX

Término previsto: XX/XX/XXXX

Efetivo máximo previsto mensalmente: XX operários.

Funções previstas

Engenheiros, assistente técnico, comprador, mestre de obra, chefe administrativo,


recepcionista, técnico de segurança do trabalho, almoxarife, eletricista, carpinteiro,
servente, pedreiro, soldador, encanador, armador, funileiro, gesseiro, vigia, pintor,
office-boy, motorista de caminhão basculante e betoneira, maçariqueiro, serralheiro,
apontador, arrumadeira, operador (de empilhadeira, de munk, de escavadeira, de
guindaste, de motoniveladora, de rolo compactador, de pá carregadeira, de retro
escavadeira, de rolo pé de carneiro, de trator de esteira e de bomba de concreto etc.

Equipamentos e máquinas previstas

Serra circular de bancada, serra circular manual, esmeril de bancada, máquina policorte,
furadeira de bancada, furadeira elétrica, furadeira, lixadeira manual, fasímetro, gerador,
lava-jato, megômetro, macaco hidráulico, balança vibrador, conjunto oxiacetileno,
martele pneumático, compactador, caminhão basculante, caminhão guindaste,
caminhão munck, caminhão betoneira, bomba lança concreto, plataforma hidráulica,
plataforma móvel, retro escavadeira, trator de esteira, mesa para estacas hélice, solda
elétrica, guincho velox, pistola vinca pino, guincho hyster, bob cat, viradeira, rompedor
pneumático, perfuratriz, rosqueadeira, tifor tu–16, máquina de corta juntas, compressor
de empilhadeira, cavalo mecânico, bomba de teste hidráulico, bomba de vácuo hilt,
bomba submersível, andaime tubular, andaime fachadeiro e motoniveladora etc.

72
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Riscos de acidentes e medidas de controle

Demolição

Riscos:

»» queda de materiais sobre o trabalhador e pedestres;

»» abalo da estrutura do prédio e queda.

Causas:

»» falta de escoramento;

»» falta de isolamento e sinalização.

Medidas preventivas:

»» estudo prévio da estrutura da obra e da vizinhança;

»» verificação da estabilidade do terreno;

»» isolamento das áreas próximas a demolição podendo incluir o canteiro de


obras e adjacências.

Escavação (equipamento e manual)

Riscos:

»» soterramento de trabalhador;

»» equipamento atingir trabalhador;

»» queda de trabalhador;

»» queda de materiais sobre o trabalhador;

»» queda ou tombamento de equipamento ou máquina.

Causas:

»» falta de escoramento ou abertura do talude acima de 2m do fundo da


vala;

»» trabalhador dentro da área de giro do equipamento;

73
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» falta de escada de acesso e isolamento da área;

»» falta de limpeza dos materiais localizados nas bordas do talude;

Medidas preventivas:

»» realizar escoramento ou atender parecer do consultor de solos (acima de


2m do fundo vala efetuar abertura de 45o;

»» não permanecer dentro da área de giro do equipamento;

»» não executar serviços no fundo da vala sem o uso e permanência de


escada de acesso adequada;

»» efetuar limpeza dos materiais localizados nas bordas do talude;

»» uso de cinto de segurança, em serviços dentro da vala, quando existir


risco de queda acima de 2m de altura. (Exemplo: trabalhos de colocação
de formas e ferragens);

»» efetuar isolamento de área;

»» os materiais retirados da escavação devem ser depositados a uma


distância superior à metade da profundidade, medida a partir da borda
do talude, ou ser transferidos diretamente no caminhão caçamba;

»» não efetuar serviços em períodos de chuvas;

»» instalar iluminação adequada para os serviços noturnos;

»» orientar o posicionamento e o trânsito de equipamentos e máquinas, de


tal forma que não faça peso nas bordas dos taludes das valas.

Forma (de Pilar, viga e laje)

Riscos:

»» prensagem, perfuração e escoriações das mãos;

»» queda de pessoas e materiais;

»» projeção de partículas;

»» esforço excessivo/postura.

74
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Causas:

»» transporte e manuseio de ferragem/pregos com pontes


expostas/desatenção;

»» falta de proteções/desatenção no manuseio de ferragens ou no transporte;

»» ruptura de materiais, durante o travamento de pilar;

»» postura incorreta/transporte com individual excessiva.

Medidas preventivas:

»» orientação e supervisão no transporte e manuseio das ferragens com


relação a volume e peso corretos;

»» utilização de EPI específico (luva de raspa de couro);

»» confecção de plataformas de proteção sob área de forma e desforma.


Guarda corpo periférico na estrutura (ou fechamento de alvenaria)
sinalização de segurança e uso de E.P.I específico (cinto de segurança
tipo paraquedista) obrigatório;

»» orientação e supervisão na execução das atividades e uso de EPI específico


(óculo de segurança);

»» treinamento/uso de equipamentos auxiliares.

Concretagem

Riscos:

»» ruptura da canalização ou emendas da concretagem;

»» queda de pessoas e materiais;

»» choque elétrico pelo uso do vibrador de concreto;

»» dermatite de contato com concreto.

Causas:

»» tubulação comprometida/instalação inadequada da canalização/


rupturas das emendas da canalização;

75
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» materiais rompimento da canalização de concretagem/queda de girica


de concreto (quando de processo simples de concretagem, por meio de
giricas);

»» pessoas; falta de proteções nas extremidades (periferias) da área de


concretagem, falta de proteções nas aberturas de piso e desatenção;

»» vibrador sem aterramento elétrico adequado e operação (uso) incorreto,


inclusive com operador não habilitado;

»» falta de EPI específico (bota de borracha).

Medidas preventivas:

»» carga da empresa prestadora de serviços. Inspeção periódica das


emendas e situações geral dela. Canalização de concretagem montada
dimensionamento e corretamente, com apertos/encaixes certos de seus
segmentos, em bom estado e com manutenção;

»» materiais efetuar passarela com guarda-corpo sempre que possível desde


o abastecimento do concreto até a área de a ser concretada;

»» instalar proteções periféricas (guarda-corpo) com tela de nylon evitando


eventual descuido e queda de pessoas ou na montagem de bandejas
especiais de proteção (plataformas) no pavimento inferior ou similar;

»» operador habilitado e treinado/equipamento em bom estado de utilização,


aterrado ou com duplo isolamento;

»» uso obrigatório de EPIs básico (capacete de segurança) específicos


(bota de borracha, óculos de proteção e luva de látex/PVC em que for
necessário);

»» transporte por giricas, com volume adicionado dentro, sem


trasbordamento e com elas amarradas na prancha do guincho, no
transporte.

Vibrador

Riscos:

»» choque elétrico;

»» vibração excessiva;

»» contato com concreto.


76
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Causas:

»» falta de isolamento em cabos;

»» operação do vibrador dentro do concreto;

»» derivante da vibrante no contato de mãos e pernas no concreto.

Medidas preventivas:

»» providências isolamento correto do equipamento, bem como das


instalações gerais do bom estado de utilização do equipamento;

»» operador treinado e capacitado para operação, com equipamento em


bom estado;

»» em caso de exposição prolongada, deverá haver rodízio na operação;

»» uso obrigatório de bota de PVC e luva de PVC para proteção, bem como
de óculos de proteção para respingos gerados eventualmente.

Desforma

Riscos:

»» projeção de Partículas e perfuração de membros;

»» quedas de pessoas e materiais durante o processo.

Causas:

»» exposição a materiais pontíagudos na retirada das formas e no piso


(material já retirado) falta de organização e limpeza/falta de utilização
de EPI específico (luva de raspa de couro e óculos de segurança) e EPI
básico (botina e capacete de segurança);

»» não utilização de cinto de segurança tipo paraquedista shafts/escadas e


aberturas na laje sem proteção coletiva/queda de pessoas;

»» procedimento inseguro de retirada de material desformado/não


amarração dos painéis periféricos e falta de plataforma de proteção.

77
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Medidas preventivas:

»» uso obrigatório de cinto de segurança tipo paraquedista em todo processo


de desforma/organização e limpeza da laje/supervisão dos trabalhos e
treinamento periódica/proteção de escadas, shafts, poços de elevadores
e periferia de laje;

»» colocação de plataforma de proteção/evacuação e isolamento da área sob


os trabalhos/amarração de madeiras, painéis e periféricos/proteção dos
sarilhos e organização do material desformado (empilhamento seguro
com os pregos rebatidos).

Montagem de pré-moldado

Riscos:

»» queda e tombamento de peças;

»» passar em baixo de peças em içamento;

»» queda de trabalhador.

Causas:

»» equipamento e acessórios defeituosos;

»» ventania;

»» operação inadequada;

»» falta de isolamento de área e placas de advertência;

»» trabalhador não qualificado para operar equipamentos;

»» falta de planejamento de serviço e diálogo diário de segurança;

»» não uso do cinto de segurança;

»» falta de sinaleiro;

»» uso de escada inadequada.

Medidas preventivas:

»» efetuar manutenção corretiva, quando necessária, e preventiva do


equipamento periodicamente;
78
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» operador de equipamento deve ser qualificado;

»» efetuar isolamento de área e colocar placas de advertência antes de iniciar


os serviços de içamento;

»» efetuar planejamento de serviço e diálogo diário de segurança antes de


iniciar os serviços;

»» usar cinto de segurança tipo paraquedista ou alpinista e caboguia, quando


necessários;

»» possuir pelo menos 01 (um) sinaleiro, quando do içamento de peças;

»» usar escada que ultrapasse 1m do piso superior, devidamente amarrada e


estar afastada 1/4 da altura;

»» não realizar trabalhos de içamento ao escurecer, à noite e em períodos de


chuvas, neblinas e ventos;

»» atender as recomendações do fabricante de cabos de aço, acessórios e


equipamentos, bem como não usar gancho sem trava.

Martelete pneumático

Riscos:

»» queda do operador e transporte do equipamento;

»» ruído e vibração excessivo;

»» rompimento da mangueira;

»» contaminação de sílica em suspensão.

Causas:

»» desequilibro do operador e peso excessivo no transporte do equipamento;

»» ruído e vibração excessiva;

»» material danificado/pressão interna muito alta;

»» decorrente do processo de perfuração/rompimento.

79
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Medidas preventivas:

»» somente operador treinado e capacitado pode operar o equipamento,


que deve transportar com ajuda de terceiro e posicionamento seguro no
processo;

»» uso obrigatório de protetor auricular tipo concha e óculos de segurança,


bem como proceder o revezamento na operação, devido à vibração
excessiva gerada;

»» equipamento em bom estado de utilização, com pressão interna adequada;

»» umedecido o material a ser operado, com operador fazendo uso obrigatório


de máscara respiratória facial para poeiras em suspensão.

Marcação de alvenaria

Riscos:

»» queda de pessoas;

»» queda de materiais;

»» contato manual com cimento/argamassa.

Causas:

»» desatenção na marcação periferia da laje e junto às aberturas no piso;

»» falta de procedimentos preliminares corretos/armazenagem incorreta;

»» falta do uso de EPI específicas no manuseio.

Medidas preventivas:

»» uso de proteções individuais, cinto de segurança, tipo paraquedista;

»» armazenar os blocos a serem utilizados e proceder na execução com a


máxima atenção, para evitar eventual queda dos blocos;

»» usar luva de PVC/látex flexível quando da operação de marcação para


evitar contato com cimento/argamassa.

Alvenaria externa e interna

Riscos:

»» queda de parede;

»» queda de materiais;

80
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» queda de pessoas;

»» contato com argamassa/cimento.

Causas:

»» trabalho inadequado e não encunhamento da parede no final do trabalho;

»» falta de atenção e trabalho realizado inadequadamente;

»» uso de andaimes inadequados/não utilização de cinto de segurança;

»» falta de uso de EPI específico (luva de látex/PVC).

Medidas preventivas:

»» cuidado na execução do trabalho, encunhamento da parede no final do


trabalho, evacuação e isolamento da área sob os trabalhos/treinamento e
supervisão constante;

»» utilização de EPls específicas luvas de látex ou de PVC e cinto de segurança


tipo paraquedista, quando necessário.

Fechamento de alvenaria

Riscos:

»» queda de materiais, ferramentas e pessoas nas aberturas do piso e


periferia de laje;

»» transporte de materiais.

Causas:

»» abertura do piso, desatenção nos serviços, trabalho na periferia da laje,


queda de materiais devido à má arrumação no local e outros;

»» queda de materiais tijolos, blocos, massa.

Medidas preventivas:

»» armazenar os blocos de alvenaria afastadas no mínimo 1,5 m da abertura


de piso e periferia de lajes, bem como das ferramentas utilizadas no
processo.

81
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» Nota: No caso de risco de queda pessoal no assentamento de alvenaria,


utilizar cinto de segurança tipo paraquedista, fixado à estrutura
resistente;

»» armazenar corretamente os blocos na prancha de carga do guincho, em


disposição (volume) e capacidade de carga.

»» Nota: não transportar os blocos de alvenaria em giricas, porque


pode provocar acidentes na eventual queda de blocos e também gerar
desperdício do material.

Taliscamento

Riscos:

»» Queda de pessoas de diferença de nível. Contato término com produto


químico.

Causas:

»» falta de proteções coletivas;

»» contato direto com as mãos no produto;

»» não uso de cinto de segurança, quando necessário.

Medidas preventivas:

»» locais dispostos de proteções coletivas (guarda-corpos e assoalhamento


correto) em poços de elevadores, shafts, caixas de passagem, escadas e
outros;

»» uso obrigatório de luvas de proteção (raspa, látex ou PVC) para proteção


das mãos e óculos de segurança para proteção de eventuais respingos;

»» uso do cinto de segurança, quando necessário.

Emboço externo

Riscos:

»» queda de pessoas e materiais;

82
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Causas:

»» andaimes fachadeiros montados incorretamente;

»» não uso do cinto de segurança tipo paraquedista e luvas apropriadas,


quando necessário.

Medidas preventivas:

»» os andaimes fachadeiros e os andaimes mecânicos pesados ou leves


devem ser montados adequadamente, quando necessário;

»» uso do cinto de segurança tipo paraquedista e/ou luvas de látex ou de


PVC e/ou óculos de segurança, quando necessário.

Emboço interno

Riscos:

»» queda de pessoas e materiais. Contato com argamassa.

Causas:

»» trabalhos próximo de aberturas na laje no transporte dos materiais;

»» não uso de EPI básico e específico.

Medidas preventivas:

»» providenciar fechamento adequado das aberturas na laje (assoalhamento,


guarda-corpo) e instalação, quando necessário, e de andaimes, banquetes
ou patamares seguros na laje;

»» utilizar os EPI básicos como capacete e botina de segurança e os EPI


específicas corno luva de látex ou de PVC (para manusear a argamassa)
e também óculos de segurança para proteção de eventuais respingo nos
olhos;

»» uso de cinto de segurança tipo paraquedista, quando necessário;

»» os andaimes devem ser montados tecnicamente correto, quando


necessário.

83
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Estrutura metálicas

Riscos:

»» queda de trabalhador;

»» queda de peças, parafusos, arruelas e ferramentas e, eventualmente, estes


sobre os trabalhadores.

Causas:

»» não uso de cinto de segurança ou uso incorreto;

»» não fixar bem as peças nas cordas ou cabos de aço, quando içamento;

»» não uso de sacola para guardar ou depositar parafusos, arruelas e


ferramentas;

»» não amarrar as ferramentas no punho do braço ou na estrutura metálica;

»» soldador não deve usar cinto de segurança comum;

»» não isolamento de área; » falta de planejamento de serviço.

Medidas preventivas:

»» usar o cinto de segurança com um ou dois cabos Spia e caboguia


adequados, quando necessário;

»» uso de cinto de segurança adequado (tipo de material) para soldador, isto


é, as tiras devem ser resistentes a respingos de solda;

»» efetuar isolamento de área antes de iniciar os serviços;

»» liberação dos serviços, antes de iniciar pela manhã, pela Segurança do


Trabalho.

Instalações elétricas

Riscos:

»» eletrocussão;

Causas:

»» trabalhador não qualificado;

»» existência de partes vivas expostas de circuitos e equipamentos elétricos;

84
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» sobrecarga no circuito elétrico;

»» falta de aterramento das estruturas e carcaças dos equipamentos elétricos.

Medidas preventivas:

»» a execução e manutenção das instalações elétricas devem ser realizadas


por trabalhador qualificado e a supervisão por profissional legalmente
habilitado;

»» em todos os ramais destinados à ligação de equipamentos elétricos


devem ser instalados disjuntores ou chaves magnéticas, independentes,
que possam ser acionados com facilidade e segurança;

»» as estruturas e carcaças dos equipamentos elétricos devem ser


eletricamente aterradas;

»» os circuitos elétricos devem ser protegidos contra impactos mecânicos,


umidade e agentes corrosivos;

»» isolamento de emendas e derivações deve ter características equivalentes


à dos condutores utilizados;

»» os condutores devem ter isolamento adequado, não sendo permitido


obstruir a circulação de materiais e pessoas;

»» somente podem ser realizados serviços nas instalações quando o circuito


elétrico não estiver energizado;

»» máquinas ou equipamentos elétricos móveis só podem ser ligados por


intermédio de conjunto plugue e tomada.

Impermeabilização

Riscos:

»» irritação ou comprometimento dos olhos;

»» intoxicação e doenças profissionais (Ex.: Dermatose);

»» queimaduras.

85
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Causas:

»» não uso do óculos de segurança, luvas apropriadas e máscaras adequadas,


quando necessário;

»» manuseio, estocagem e manipulação de produtos de maneira incorreta;

»» não isolamento de área.

Medidas preventivas:

»» uso de óculos de segurança, luvas apropriadas e máscaras adequadas,


cremes a base de glicerina e sabão especial, quando necessário;

»» manuseio, estocagem e manipulação de produtos de maneira correta,


conforme recomendações de fabricantes e normas de segurança;

»» isolamento de área.

Serra policorte e serra circular

Riscos:

»» ruptura do disco de corte;

»» contato das mãos com o disco de corte;

»» projeção de partículas;

»» choque elétrico;

»» proteção das partes móveis (serra circular).

Causas:

»» disco montado errado, fora de especificações próprias, defeituoso;

»» desatenção, cortes de materiais não apropriados (madeira);

»» decorrente do corte de peças metálicas;

»» contato com partes energizadas, falta de isolamento.

Medidas preventivas:

»» montar disco dentro das especificações e em bom estado;

»» operação com a máxima atenção, com operador habilitado e materiais


específicas para o corte;

86
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» utilização de protetor facial ou óculos de proteção e verificação da


existência de protetor (capa) do disco de corte;

»» instalações elétricas adequadas, com aterramento da serra policorte;

»» proteção das partes inferiores da bancada da serra elétrica, com calha


para depósito do subproduto e também com comando liga/desliga por
meio de botoeira (duplo isolamento).

Forro

Risco:

»» queda de altura;

»» fincapino atingir o corpo do trabalhador ou de terceiros;

»» irritação nos olhos.

Causas:

»» não uso do cinto de segurança;

»» uso do cinto de segurança de maneira incorreta;

»» não uso de andaime adequado;

»» uso da pistola fincapino por trabalhador não qualificado;

»» uso incorreto da pistola fincapino;

»» não uso do óculos de segurança.

Medidas preventivas:

»» uso do cinto de segurança adequado;

»» uso do andaime tecnicamente correto;

»» uso da pistola fincapino por trabalhador qualificado;

»» uso do óculos de segurança.

87
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Uso de pistola, fincapino

Riscos:

»» projeção de partículas e ricocheteamento;

»» transpassar superfícies;

»» ruídos excessivos;

»» explosão da cápsula do projétil.

Causas:

»» uso inadequado/pessoas neohabilitadas;

»» superfície de baixa resistência;

»» equipamento defeituoso;

»» não uso de EPI específico protetor auricular;

»» operação inadequada.

Medidas preventivas:

»» manutenção corretiva e preventiva do equipamento periodicamente;

»» habilitação e treinamento do operador do equipamento e supervisão dos


trabalhos;

»» isolamento da área oposto a da execução dos trabalhos e supervisão dos


trabalhos;

»» uso obrigatória de EPI específico (protetor auricular), óculos de segurança


ou protetor facial.

Pintura

Riscos:

»» queda de altura;

»» intoxicação, e doenças profissionais (Ex.: Dermatose);

88
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» irritação ou comprometimento dos olhos;

»» incêndio e/ou explosão.

Causas:

»» não uso de EPI cinto de segurança ou uso incorreto, luva de látex, óculos
de segurança e máscara apropriada, quando necessário;

»» não uso do andaime tecnicamente correto;

»» fogo aberto, faísca ou eletricidade.

Medidas preventivas:

»» uso correto do cinto de segurança acima de 2m de altura;

»» uso de andaime tecnicamente correto;

»» uso de máscara apropriada, óculos de segurança, luvas de látex, cremes a


base de glicerina e sabão especial, quando necessário;

»» controle de ambientes poluídos;

»» substituição de produtos nocivos por outros menos agressivos;

»» instalação de locais adequados para despejar solventes e diluentes;

»» proibir chama aberta (cigarro etc.);

»» não provocar faísca por impactos entre objetos metálicos ou contra piso
de cimento;

»» usar equipamentos ligados à terra;

»» não lavar as mãos com benzol ou outros solventes orgânicos;

»» evitar e combater a eletricidade estática;

»» estacar os materiais inflamáveis fora dos locais de pintura;

»» instalação de extintor nas proximidades;

»» exames médicos periódicos.

89
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Colocação de esquadrias, portas e outros

Riscos:

»» queda de pessoas e materiais;

»» corte/lesões na montagem;

»» contato com produtos químicos.

Causas:

»» diferença de níveis, posicionamento incorreto, desatenção, sobrecarga de


materiais;

»» materiais pontiagudo, batidas contra, fagulhas;

»» contato com solventes e outros.

Medidas preventivas:

»» uso de banquetas, patamares apropriados quando em colocação em altura


com o máximo cuidado, devidamente ancorados e travados;

»» uso de EPls específicos como luvas de raspa de couro, óculos de segurança,


máscara respiratória;

»» supervisão e orientação de execução.

Colocação de vidros

Riscos:

»» transporte;

»» estocagem;

»» colocação.

Causas:

»» quebrados vidros durante o transporte, estocagem e colocação.

Medidas preventivas:

»» transporte: para as peças maiores, colocação em caixas de madeira ou


não, transportar sempre em número para de trabalhadores.

90
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» desobstruir, limpar e isolar o percurso a ser utilizado;

»» estocagem: suportes apropriados para armazenamento (tipo cavalete);


piso nivelado e regularizado;

»» demarcar área e colocar placas de advertência;

»» colocação: durante a colocação a área deve ser isolada; Para as peças


maiores, utilizar pegadores; Após a colocação e até a entrega definitiva,
recomendasse demarcar com X cada vidro.

Limpeza

Riscos:

»» retirada de entulhos;

»» contato com produtos químicos;

»» poeira.

Causas:

»» contato com materiais pontiagudos e cortantes;

»» manuseio de agentes como ácido muriático, thinner e outros;

»» manuseio de entulhos e materiais;

»» problemas respiratórios.

Medidas preventivas:

»» acondicionamento dos entulhos antes da remoção, com umedecimento


dele com os funcionários fazendo uso de EPI básico (capacete e botina de
segurança) específico (óculos de segurança, máscara respiratória e luvas
apropriadas);

»» utilização de EPI específico para produto químico, como óculos de


segurança máscara respiratória para produtos químico e luva de PVC ou
látex para manuseio.

»» utilização de máscara contra poeira.

91
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Observações finais

Eventuais riscos verificados no andamento das atividades específicas nas fases de


execução da obra, e não apontados no presente documento, será passível de A.P.R.
complementar (como adendo).

Sistemas de medidas de proteções

Projetor, especificações técnicas e procedimentos de


proteções coletivas

Os principais itens são:

»» evitar queda de altura;

»» isolamento de área;

»» máquinas e equipamentos;

»» instalações elétricas.

Os demais itens e/ou informações complementares vide nas ordens de serviços as quais
encontram-se em Anexo a este PCMAT.

Evitar queda em altura:

Sistema de guarda corpo e rodapé, deve atender aos seguintes requisitos:

a. ser construído com altura de 1,20m (um metro e vinte centímetros)


para travessão superior e 0,70 (setenta centímetros) para o travessão
intermediário;

b. ter rodapé com altura de 0,20 em (centímetro); ter vãos entre as travessas
preenchidas com tela ou outros dispositivos que garanta o fechamento
seguro da abertura.

Considerações

Os guardas corpos podem ser de madeira e/ou metálicos e devem resistir ao esforço de
150 kgm/ linear.

As madeiras devam ser de primeira qualidade e de resistência equivalente à peroba,


sendo:

92
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» travessão inferior madeira bruta;

»» rodapé tábua bruta 1” X 12”;

»» ponblete madeira bruta 3” X 3”, espaçados de máximo 1,50m.

Medidas de proteção contra quedas de altura


A NR18 estabelece algumas normas para prevenção de acidentes no canteiro de obras
como:

»» é obrigatória a instalação de proteção coletiva onde houver risco de queda


de trabalhadores ou de projeção de materiais;

»» as aberturas no piso devem ter fechamento provisório resistente; as


aberturas, em caso de serem utilizadas para o transporte vertical de
materiais e equipamentos, devem ser protegidas por guarda-corpo fixo,
no ponto de entrada e saída de material, e por sistema de fechamento do
tipo cancela ou similar; os vãos de acesso às caixas dos elevadores devem
ter fechamento provisório de, no mínimo, 1,20m (um metro e vinte
centímetros) de altura, constituído de material resistente e seguramente
fixado à estrutura, até a colocação definitiva das portas; é obrigatória,
na periferia da edificação, a instalação de proteção contra queda de
trabalhadores e projeção de materiais a partir do início dos serviços
necessários à concretagem da primeira laje; a proteção contra quedas,
quando constituída de anteparos rígidos, em sistema de guarda-corpo e
rodapé, deve atender aos seguintes requisitos:

›› ser construída com altura de 1,20m (um metro e vinte centímetros)


para o travessão superior e 0,70m (setenta centímetros) para o
travessão intermediário;

›› ter rodapé com altura de 0,20m (vinte centímetros);

›› ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que
garanta o fechamento seguro da abertura.

»» em todo perímetro da construção de edifícios com mais de 4 (quatro)


pavimentos ou altura equivalente, é obrigatória a instalação de uma
plataforma principal de proteção na altura da primeira laje que esteja, no
mínimo, um pé-direito acima do nível do terreno; essa plataforma deve

93
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

ter, no mínimo, 2,50m (dois metros e cinquenta centímetros) de projeção


horizontal da face externa da construção e um complemento de 0,80m
(oitenta centímetros) de extensão, com inclinação de 45o (quarenta e
cinco graus), a partir de sua extremidade;

»» a plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje a que


se refere e retirada, somente, quando o revestimento externo do prédio
acima dessa plataforma estiver concluído; acima e a partir da plataforma
principal de proteção devem ser instaladas, também, plataformas
secundárias de proteção, em balanço, de 3 (três) em 3 (três) lajes;

»» essas plataformas devem ter, no mínimo, 1,40m (um metro e quarenta


centímetros) de balanço e um complemento de 0,80m (oitenta
centímetros) de extensão, com inclinação de 45o (quarenta e cinco graus),
a partir de sua extremidade;

»» cada plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje a


que se refere e retirada, somente, quando a vedação da periferia, até a
plataforma imediatamente superior, estiver concluída; na construção
de edifícios com pavimentos no subsolo, devem ser instaladas, ainda,
plataformas terciárias de proteção, de 2 (duas) em 2 (duas) lajes,
contadas em direção ao subsolo e a partir da laje referente à instalação da
plataforma principal de proteção;

»» essas plataformas devem ter, no mínimo, 2,20m (dois metros e vinte


centímetros) de projeção horizontal da face externa da construção e
um complemento de 0,80m (oitenta centímetros) de extensão, com
inclinação de 45o (quarenta e cinco graus), a partir de sua extremidade,
devendo atender, igualmente, ao disposto no subitem 18.13.7.2;

»» o perímetro da construção de edifícios, além do disposto nos subitens


18.13.6 e 18.13.7, deve ser fechado com tela a partir da plataforma
principal de proteção;

»» a tela deve constituir-se de uma barreira protetora contra projeção de


materiais e ferramentas; a tela deve ser instalada entre as extremidades
de 2 (duas) plataformas de proteção consecutivas, só podendo ser
retirada quando a vedação da periferia, até a plataforma imediatamente
superior, estiver concluída; em construções em que os pavimentos mais
altos forem recuados, deve ser considerada a primeira laje do corpo
recuado para a instalação de plataforma principal de proteção e aplicar

94
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

o disposto nos subitens 18.13.7 e 18.13.9; as plataformas de proteção


devem ser construídas de maneira resistente e mantidas sem sobrecarga
que prejudique a estabilidade de sua estrutura.

Medidas de proteções coletivas contra quedas de


altura

Equipamentos de proteção coletiva são aqueles que evidenciam e isolam a fonte do


risco no lugar em que ele se manifesta. As proteções coletivas que devem ser mantidas
nas condições que as técnicas de segurança estabelecem e que devem ser reparadas
sempre que apresentarem uma deficiência qualquer.

Todos os EPC adotados serão executados para garantir a integridade física dos
trabalhadores, dos visitantes e terceirizados em geral, dentro das exigências normativas
da NR-18. Os EPC devem ser inspecionados periodicamente para garantir sua segurança.

Sistema de guarda-corpo rígido

Dispostos de travessão superior, intermediário e rodapé, de pontaletes de madeiras secas


e de boa qualidade, sem nós, com alturas de 1,20 m, 0,70 m e 0,20 m respectivamente,
com montantes verticais em madeira também, estroncados a espaçamentos de no
máximo 2,0 m.

Deve resistir a um esforço horizontal linear de 150 kg/m.

Os guardas-corpos também podem ser metálicos desde que resistam ao esforço acima
mencionado.

Segue abaixo alguns exemplos:

Figura 5. Guarda corpo em madeira.

Fonte: Manual de PCMAT – SINDUSCOM/DFI.

95
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Figura 6. Guarda corpo com estrutura de madeira e tela metálica.

Fonte: Manual de PCMAT – SINDUSCOM/DF.

Figura 7. Guarda corpo metálico.

Fonte: Manual de PCMAT – SINDUSCOM/DF.

Figura 8. Em vãos abertos.

Fonte: Manual de PCMAT – SINDUSCOM/DF.

96
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Fechamento de aberturas no piso

Fechamento em madeira de primeira qualidade, diversas, com espessura mínima de


0,025 m, com tamanhos variados, formando assoalho com encaixe inferior, de modo a
evitar deslizamento ou, assoalhamento por meio de madeirite quando da existência de
ferros trançados na abertura.

Figura 9.

Fonte: Manual de PCMAT – SINDUSCOM/DF.

Figura 10.

Fonte: Manual de PCMAT – SINDUSCOM/DF.

As aberturas no piso devem ter fechamento provisório, exceto de utilizados para


transporte vertical de materiais e equipamentos, quando devem ser protegidos por
guarda-corpo ou outros dispositivos de segurança.

97
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Figura 11.

Fonte: Manual de PCMAT – SINDUSCOM/DF.

Proteção contra queda em altura ( bandeja/plataforma )

São utilizadas para proteção da queda de trabalhadores ou projeção de materiais.

A plataforma principal deve ser colocada em edifícios com mais de 4 pavimentos, ou


altura equivalente, na primeira laje que esteja um pé-direito acima do terreno. Deve ser
em todo o perímetro da edificação.

As dimensões da plataforma principal são: 2,50 m de projeção horizontal da face


externa da construção e um complemento de 0,80 m de extensão, com inclinação de
45º, a partir de sua extremidade.

Esta plataforma só deve ser retirada após ser concluído o revestimento externo do
prédio. Acima da plataforma principal devem ser instaladas plataformas secundárias,
em balanço de 3 em 3 lajes.

As dimensões da plataforma secundária são: 1,40 m de balanço e um complemento de


0,80 m de extensão com inclinação de 45º a partir de sua extremidade.

A plataforma secundária pode ser retirada quando a vedação da periferia superior a ela
estiver concluída. Em galpões industriais durante a execução da cobertura, podem ser
utilizadas redes de proteção com demonstrado abaixo.

É obrigatória a colocação de tapumes, sempre que se executarem obras de construção,


demolição ou reparos, os tapumes devem ser construídos de forma a resistirem aos
impactos de no mínimo, 60 Kg/m2 (sessenta quilogramas por metro quadrado) e ter
altura mínima de 2,50 (dois metros e cinquenta centímetros) em relação ao nível do
terreno.

98
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Nas construções com mais de dois pavimentos acima do nível do meio fio, executadas no
alinhamento do logradouro, devem ser construídas galerias sobre o passeio, as bordas
da cobertura da galeria deve possuir tapume fechado com altura, no mínimo, de 1,00 m
(um metro) e inclinação de 45o (quarenta e cinco graus).

Todo o perímetro de construção de edifício, além do disposto acima, deve ser fechado
com tela, ou proteção similar, a partir de 11a. (décima primeira) laje. A tela deve ser de
arame padronizado, rede de nylon ou outro material de igual resistência e ter malha de
0,03 m (três centímetros) no máximo.

A tela deve ser instalada na vertical, 1,40 m (um metro e quarenta centímetros) de
face externa da construção, fixados às plataformas de proteção, imediatamente após a
instalação da plataforma superior, e retirada, somente, quando a vedação da objetivos
periferia até esta plataforma estiver concluída.

As plataformas de proteção devem ser mantidas sem sobrecargas que prejudiquem a


estabilidade de suas estruturas e podem ser substituídas por vedação fixa externa em
toda a altura da construção (andaimes fachadeiros).

Exemplo de proteção coletiva em cobertura de estrutura metálica:

Figura 12.

Fonte: Manual de PCMAT – SINDUSCOM/DF.

99
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Medidas de proteção individual contra quedas de


altura
Deve ser dada prioridade às medidas de proteção coletiva contra quedas de altura.
Na impossibilidade de instalação da proteção coletiva, o trabalhador deve utilizar
cinto de segurança tipo paraquedista, fixado em ponto resistente ou em cabo-guia,
para serviços acima de 2,00m de altura.

Relação de funções X equipamento de


proteção individual
Os Gerente de Obras, Chefe de Obras, Chefe Administrativo, Enc. Administrativos,
Mestre, Técnico de Segurança do Trabalho, Assistente Técnico, Almoxarife,
Aux. Administrativo, Estagiário, Topógrafo, Técnico Laboratorista, Comprador,
Recepcionista, Apropriador, Aux. Almoxarife, Técnico de Ensaio, Fiscal e Orçamentista,
Engenheiro, Técnicos, Vigia, Enfermeira, Médico, Copeira, Tesoureiro, Office Boy,
Arquiteta, Líder, Programador, Apontador, Cozinheiro são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro.

Eletricistas (até 440V) ½ Oficial de Eletricista/Cabista são obrigados a


utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro sem partes metálicas;

»» uniforme (calça e camisa);

»» óculos de segurança;

»» cinturão de eletricista para portar ferramentas;

»» cinto de segurança tipo eletricista;

»» luvas de eletricista, até 440V.

Encarregados de Campo/Enc. Mecânica/Enc. Montagem são obrigados a


utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa na cor cenoura).

100
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Soldadores/½ Ofícial de Soldador/Caldereiro/Maçariqueiro são obrigados


a utilizar:

»» óculos de maçariqueiro;

»» máscara para soldador;

»» avental de raspa;

»» luvas de raspa;

»» mangas de raspa;

»» perneiras de raspa;

»» botina de couro, de preferência de elásticos nas laterais;

»» uniforme.

Vigias são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (cor padrão) calça e camisa;

»» apito.

Montador/Aux. de Montagem /½ Oficial Montador são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa);

»» cinto de segurança tipo paraquedista.

Serralheiro são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa);

101
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» óculos de segurança;

»» cinto de segurança tipo paraquedista;

»» luva de lona brim;

»» protetor auricular tipo concha.

Gesseiros são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa);

»» máscara contra poeira;

»» óculos de segurança;

»» cinto de segurança tipo paraquedista;

»» protetor auricular tipo concha (pistola finca-pinos).

Carpinteiros são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa);

»» óculos de segurança;

»» cinto de segurança tipo paraquedista;

»» cinto de segurança tipo carpinteiro;

»» luvas de PVC e calça impermeável (concretagem).

Nota: o carpinteiro que atuar como operador de serra circular deverá


usar também:

»» protetor facial;

»» protetor auricular tipo concha;

»» avental de raspa.

102
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Pedreiros são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa);

»» óculos de segurança;

»» cinto de segurança tipo paraquedista;

»» luvas de látex;

»» luvas de PVC;

»» calça impermeável (concretagem);

»» avental de raspa ou impermeável (vibrador de concreto).

Armadores são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa);

»» óculos de segurança;

»» cinto de segurança tipo paraquedista;

»» luva de raspa;

»» luvas de PVC e calça impermeável (concretagem).

Nota: o armador que for trabalhar na bancada de armação deve usar


também:

»» avental de raspa.

Serventes são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

103
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» otina de PVC (borracha);

»» uniforme (calça e camisa);

»» óculos de segurança;

»» cinto de segurança tipo paraquedista;

»» luvas de raspa;

»» luvas de PVC;

»» avental de raspa ou impermeável (vibrador de concreto).

Pintores são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa);

»» óculos de segurança;

»» máscara contra poeira;

»» cinto de segurança tipo paraquedista;

»» luvas de látex;

»» luvas de PVC.

Encanador/½ Oficial de Encanador:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa);

»» óculos de segurança;

»» luvas de lona brim;

»» cinto de segurança tipo paraquedista.

104
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Vidraceiros são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa);

»» óculos de segurança;

»» cinto de segurança tipo paraquedista.

Instaladores de Ar Condicionado (Funileiro) são obrigados a utilizar:

»» capacete de segurança;

»» botina de couro;

»» uniforme (calça e camisa);

»» luvas de lona brim;

»» cinto de segurança tipo paraquedista;

»» máscara contra poeira.

Recomendações para funções e atividades


específicas

A seguir constam recomendações para funções e atividades específicas que mereçam


atenção especial.

Operador de Serra Circular

Qualificação do Operador:

»» operador deve ser qualificado;

»» possuir curso ministrado pela empresa;

»» ter experiência comprovada em Carteira de Trabalho de pelo menos 6


(seis) meses na função.

105
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

E.P.I. Equipamentos de Proteção Individual:

»» capacete de segurança acoplado ao protetor facial e protetor auricular


tipo concha;

»» botinas de couro;

»» avental de raspa.

Uniforme:

»» camisa e calça ou macacão.

Eletricista (para até 440V)

Qualificação do eletricista:

»» o eletricista deve ser qualificado;

»» capacitação mediante curso ministrado por instituições privadas ou


públicas, desde que conduzido por profissional habilidade; ter experiência
comprovada em Carteira de Trabalho de pelo menos 6 meses na função;

E.P.I. Equipamentos de Proteção Individual:

»» capacete de segurança;

»» óculos de segurança;

»» cinturão de eletricista para portar ferramentas;

»» cinto de segurança tipo eletricista;

»» botinas de couro, sem partes metálicas;

»» luvas de eletricista, até 440V;

»» luvas de proteção para as luvas de eletricista;

Uniforme:

»» camisa e calça ou macacão.

106
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Ferramentas manuais e aparelhos – trabalhos com pistola


automática

Qualificações do funcionário:

»» O funcionário deve ser qualificado, isto é, possuir curso ministrado por


instituições privadas ou públicas, desde que conduzido por profissional
habilitado.

E.P.I Equipamentos de Proteção Individual:

»» capacete de segurança acoplado ao protetor facial e protetor auricular


tipo concha;

»» luvas de lona brim;

»» botinas de couro.

Uniforme:

»» camisa e calça ou macacão.

Não retirar a proteção da pistola automática.

Atividades de lançamento de concreto

E.P.I. de Proteção Individual:

»» capacete de segurança;

»» óculos ampla visão;

»» botas de PVC;

»» calça impermeável (preferência trevira);

»» luvas de PVC, cano médio.

Uniforme:

»» camisa e calça ou macacão.

Condições de Trabalho:

»» instalações elétricas adequadas;

»» condições adequadas de iluminação para trabalhos noturnos;

»» acesso seguro ao local de trabalho.

107
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Trabalhos de limpeza

EPI – Equipamentos de Proteção Individual:

»» capacete de segurança ou protetor facial acoplado ao capacete (depende


do tipo de limpeza);bota de PVC ou botina de couro (dependendo do tipo
de limpeza);

»» luvas de PVC comp. 54 em ou luvas de PVC comp. 36 cm ou luvas de látex


ou luvas de raspa com punho de 10cm (dependendo do tipo de limpeza);

»» respirador para vapores orgânicos ou máscara respiradora para


partículas, fumos metálicos e neblinas (dependendo do tipo de limpeza ).

Uniforme:

»» camisa e calça ou macacão.

Soldador

Qualificação do soldador:

»» possuir curso ministrado pela empresa;

»» ter experiência comprovada em Carteira de Trabalho de pelo menos 6


(seis) meses na função; possuir curso ministrado por instituições privadas
ou públicas, desde que conduzido por profissional habilitado.

EPI – Equipamentos de Proteção Individual:

»» máscara em Celeron, com visor articulado, acoplado ao capacete de


segurança cor preta, com lentes retangulares incolor e filtrante apropriada
ao tipo de serviço; avental de raspa;

»» mangas de raspa;

»» perneiras de raspa; botinas de couro com elástico nas laterais;

»» óculos para maçariqueiro.

Uniforme:

»» camisa e calça ou macacão.

108
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Montadores de estruturas metálicas e de andaimes

Qualificação do montador:

»» possuir curso ministrado pela empresa;

»» ter experiência comprovada em Carteira de Trabalho de pelo menos 6


(seis) meses na função.

EPI – Equipamentos de Proteção Individual:

»» capacete de segurança;

»» luvas de lona brim;

»» botina de couro.

Uniforme:

»» camisa e calça ou macacão.

Montador de Andaimes

»» pode ser uma das funções: carpinteiro, pedreiro ou armador.

Sinaleiro de pré-moldados

EPI – Equipamentos de Proteção Individual:

»» capacete;

»» botina de couro;

»» luva de sinaleiro, com punho fluorescente;

»» máscara (em caso de poeira);

»» óculos ampla visão (em caso de poeira);

»» colete fluorescente tipo X.

Uniforme:

»» camisa e calça ou macacão.

Rádio de comunicação com o operador do equipamento e apito.

109
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Reconhecimento dos riscos


Na construção Civil, podemos reconhecer os riscos existentes no ambiente de acordo
com os serviços realizados no local.

Riscos químicos

»» Poeira Mineral: serviços de concretagem e preparação de concreto e


argamassas, escavação, utilização de martelete/rompedor, utilização de
jato de areia, lavra e transporte pesado, britagem e rebritagem, lixamento
e concreto projetado.

»» Poeira Incômoda: carpintaria (madeira).

»» Névoa de óleo: lubrificação de equipamentos e máquinas.

»» Vapores Orgânicos: limpeza com solventes, pintura, aplicação de manta


asfáltica e produtos com solventes orgânicos.

»» Fumos Metálicos: solda elétrica, Solda/Corte Oxiacetileno.

»» Gases (Monóxido de Carbono): equipamentos e máquinas circulando


em ambiente fechado. Substâncias, compostos ou produtos químicos em
geral: limpezas com ácidos, desengraxantes ou detergentes, aplicação de
colas, resinas, adesivos, manipulação de cloro etc.

Riscos físicos

»» Ruído:

›› Ruído contínuo e intermitente: operação de equipamentos pesados


(escavação e fundação), uso de martelete pneumático e perfuratrizes,
lixadeiras, esmerilhadeiras, compressores, bombas de concreto,
vibradores, jato de areia, britadores, serras (manuais, de bancada e
policortes).

›› Ruído de impacto: bate-estaca, choque ou quedas de materiais.

›› Calor: trabalhos a céu aberto (agregado ao esforço físico),


impermeabilização com manta asfáltica, execução de pavimentação
asfáltica e exposições e fontes aquecidas (caldeiras, forno etc.).

110
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» Vibrações:

›› De corpo inteiro: rolos compactados, trator (de esteira ou pneu), pá


carregadeira, retroescavadeira, motoníveladora, caminhão caçamba/
betoneira, escavadeira hidráulica, empilhadeira, dumper e bobcat.

›› Localizadas: vibrador, lixadeira, esmerilhadeira, martelete


pneumático, furadeira de concreto, serra circular manual, serra tico-
tico e policorte.

»» Radiações não lonizantes: solda (UV), trabalho a céu aberto (IR e UV).

»» Pressões Anormais: tubulões a ar comprido.

»» Umidade: trabalhos em terrenos alagadiços ou encharcados, lava-rodas


e serviços de utilizem água constantemente (lixamentos, lavagens etc.).

Riscos biológicos
»» Bactérias, fungos e parasitas: escavações e demolições, limpeza de
banheiro e manipulação e transporte de lixo.

Riscos ergonômicos
»» Esforço físico intenso: trabalhos em geral.

»» Levantamento e transporte manual de pesos: transporte de sacos de


cimento, cal formas, armações etc.

»» Exigência de postura inadequada: reboco, pintura e execução de forros,


colocação de pisos, escavação manual de tubulões e valetas etc.

»» Trabalhos em turno e noturno.

»» Jornadas de trabalho prolongadas.

Riscos de acidentes
»» Arranjo físico inadequado: falta de organização, limpeza e má distribuição
de materiais pelo canteiro.

»» Ferramentas inadequadas e defeituosa.

»» Máquinas e equipamentos sem proteção.

»» Iluminação inadequada: trabalhos em subsolos, escadas mal


iluminadas etc.

111
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» Eletricidade.

»» Probabilidade de incêndio ou explosão: formas, utilização de produtos


com solventes, fundações (utilização de explosivos), utilização de
materiais inflamáveis e combustíveis, serviços que produzam gases em
locais confinados.

»» Animais peçonhentos.

Responsabilidade pelas avaliações


O profissional responsável pelas avaliações será aquele que possuir as competências
técnicas para tanto, podendo dependendo do porte e das condições da obra, e a
quantidade de “obras de arte” existentes, pode ser um técnico de segurança ou
necessariamente um engenheiro de segurança do trabalho.

Periodicidade das avaliações


Como se trata de uma atividade extremamente dinâmica, a avaliação do PCMAT deve
ser no mínimo mensal, variando do cronograma de implantação da obra.

Responsabilidade pela implementação


A responsabilidade de implantação do PCMAT é do responsável técnico da obra, e de
forma subsidiária dos mestres de obras por ventura existentes.

Programa educativo

Treinamento

Quadro 19. Programa educativo.

PARA ASSUNTO ASPECTO LEGAL


Trabalhadores Quanto aos riscos que estão submetidos, a forma de preveni-los e os procedimentos a Letra “a “,sub-ítem 18.20,1
serem adotados em situação de riscos – para locais confinados.
Trabalhadores Treinamentos Admissionais (*) 18.28.2
(6 horas)
Trabalhadores Treinamentos Periódicos (*) sempre que tomar necessário ao início de cada fase da obra. 18.28.3
Trabalhadores Uso correto de equipamentos de proteção contra incêndio . Letra “d “ sub-item 23.1.1
* Os trabalhadores devem receber cópias dos procedimentos e operações a serem realizados com segurança.
Fonte: os autores.

112
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Relação de funções que necessitam de cursos de


qualificação

Quadro 20. Relação de funções que necessitam de cursos de qualificação.

Funções Cursos Aspecto legal - NR

Operador de serra circular. Operações de serra circular. 18.7.1

Soldador. Operações de soldagem e corte. 18.11.1

A ser definida pela empresa. Montagem e desmontagem de equipamentos de 18.14.1.1


transporte vertical de pessoas.

Operadores de equipamentos de transportes vertical de Operações de equipamentos de transporte vertical de 18.14.9


materiais e pessoas (elevadores, grua etc.) materiais e pessoas (elevadores , gruas etc.).

Eletricista Execução e manutenção das instalações elétricas 18.21.1 e 10.2.2.7

Operadores de maquinas, equipamentos e ferramentas Operações que expunham o operador ou terceiros a 18.22.1
diversas. riscos.

Operadores de ferramentas de fixação à pólvora (finca Utilização segura das ferramentas. 18.22.1
pinos)

Operadores Equipamentos com força motriz própria. 11.1.5

Operadores Caldeira e vasos de pressão 13.3.5

Fonte: os autores.

113
CAPÍTULO 3
Mapa de risco introdução

Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos


locais de trabalho (sobre a planta baixa da empresa, podendo ser completo ou setorial),
capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores: acidentes e doenças de
trabalho.

Tais fatores têm origem nos diversos elementos do processo de trabalho (materiais,
equipamentos, instalações, suprimentos e espaços de trabalho) e a forma de organização
do trabalho (arranjo físico, ritmo de trabalho, método de trabalho, postura de trabalho,
jornada de trabalho, turnos de trabalho, treinamento etc.)..

O Mapa de Risco é utilizado para:

»» a conscientização e informação dos trabalhadores por meio da fácil


visualização dos riscos existentes na empresa;

»» reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da


situação de segurança e saúde no trabalho na empresa;

»» possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações


entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas
atividades de prevenção.

Etapas de elaboração:

a. conhecer o processo de trabalho no local analisado:

›› os trabalhadores: número, sexo, idade, treinamentos profissionais e


saúde, jornada;

›› os instrumentos e materiais de trabalho;

›› as atividades exercidas;

›› o ambiente.

b. identificar os agentes de riscos existentes no local analisado, conforme a


classificação da tabela I;

114
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

c. identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:

›› medidas de proteção coletiva;

›› medidas de organização do trabalho;

›› medidas de proteção individual;

›› medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários,


armários, bebedouros, refeitórios, área de lazer.

d. identificar os indicadores de saúde:

›› queixas mais frequentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos


mesmos riscos;

›› acidentes de trabalho ocorridos;

›› doenças profissionais diagnosticadas;

›› causas mais frequentes de ausência ao trabalho.

e. conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local;

f. elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout da empresa, indicando por


meio do círculo:

›› o grupo a que pertence o risco;

›› o número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser anotado


dentro do círculo;

›› a especificação do agente (por exemplo: químico-sílica, hexano, ácido


clorídico; ou ergonômico);

›› repetitividade, ritmo excessivo que deve ser anotada também dentro


do círculo;

›› a intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores,


que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes
dos círculos.

Após discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo ou setorial, deverá
ser afixado em cada local analisado, de forma claramente visível e de fácil acesso para
os trabalhadores.

115
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

No caso das empresas de indústrias de construção, o Mapa de Riscos do estabelecimento


deverá ser realizado por etapa de execução dos serviços, devendo ser revisto sempre
que um fato novo e superveniente, modificar a situação de riscos estabelecida.

Classificação de riscos
Classificam-se os principais riscos ocupacionais em grupos, de acordo com a sua
natureza e a padronização das cores correspondentes.

Quadro 21. Classificação de riscos.

GRUPO I: GRUPO II: GRUPO III: GRUPO IV: GRUPO V:


VERDE VERMELHO MARROM AMARELO AZUL

Riscos Físicos Riscos Químicos Riscos Riscos Ergonômicos Riscos de Acidentes


Biológicos

Ruído Poeiras Vírus Esforço físico intenso Arranjo físico inadequado

Levantamento e transporte Máquinas e equipamentos


Vibrações Fumos Bactérias
manual de peso sem proteção

Exigência de postura Ferramentas inadequadas ou


Radiações ionizantes Névoas Protozoários
inadequada defeituosas

Radiações não Controle rígido de


Neblinas Fungos Iluminação inadequada
ionizantes produtividade

Imposição de ritmos
Frio Gases Parasitas Eletricidade
excessivos

Probabilidade de incêndio ou
Calor Vapores Bacilos Trabalho em turno e noturno
explosão

Substâncias, compostos ou Jornada de trabalho


Pressões anormais produtos químicos em geral Armazenamento inadequado
prolongadas

Umidade Monotonia e repetitividade Animais peçonhentos

Outras situações de risco que


Outras situações causadoras
poderão contribuir para a
de stress físico e/ou psíquico
ocorrência de acidentes

Fonte: os autores.

Requisitos
A NR 05 estabelece em linhas gerais como se pretende que o Mapa de Riscos seja
feito. Para isso a CIPA terá de assumir certas atribuições específicas. Das informações
necessárias à elaboração do mapa, muitas já devem estar registradas em atas de reunião
ou em outros documentos produzidos pela Comissão.

116
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

As que faltarem, tanto na área de engenharia de segurança como na medicina do


trabalho, deverão ser obtidas junto ao SESMT e, na sua ausência, os representantes do
empregador devem se incumbir de contatar os órgãos administrativos ou especialistas
que possam ajudá-la.

O importante é que as informações sejam verdadeiras, tornando o Mapa de Riscos um


retrato da situação de segurança e higiene nos ambientes de trabalho. Como não há
um modelo que possa servir para todos os casos, a forma operacional e os mecanismos
para a elaboração do mapa, devem ser decididas entre a Comissão, a administração da
empresa e o SESMT.

A estrutura gráfica do mapa deve um layout da empresa. Isso se torna inviável se a


empresa tiver uma área muito grande, sendo preferível, nesse caso, dividir a área
em setores específicos a fazer um mapa para cada um. Para esse layout, basta uma
planta baixa em que possam ser identificados os locais dos riscos. Os riscos devem ser
representados no mapa por meio de cores, de acordo com a Tabela I, em círculos que
devem ser proporcionais à intensidade.

Como não há fórmula definida para calcular a proporcionalidade proposta, ela pode ser
estipulada pelos elaboradores do mapa. As anotações de todas as informações propostas
pelo anexo IV dentro dos círculos, só poderão ser feitas com o auxílio do recurso de
legendas, o que é lícito do ponto de vista informativo e atinge aos objetivos do mapa.

Identificação e reconhecimento dos agentes


de risco
Dificuldades eventuais que devem ser levadas em consideração:

»» nem sempre, ou nem todos, tiveram oportunidade de estudar física,


química, biologia etc., em cursos anteriores;

»» se estudaram, não foi com vistas à identificação desses agentes de riscos


nos ambientes de trabalho;

»» podem ter esquecido o que aprenderam;

»» essas dificuldades, devem ser compensadas com a assistência do SESMT


aos membros da Comissão, evitando assim, mal entendimentos na sua
identificação.

117
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Atuação dos cipeiros no levantamento de


informações

1. Observar os agentes de riscos de cada um dos cinco grupos, segundo a


sua classificação.

2. Conversar com os trabalhadores da área expostos a esses agentes ou que


trabalham próximos deles.

3. Obter opiniões e informações sobre como podem estar sendo afetados.

4. Recorrer à chefia da área se achar conveniente, para esclarecimentos


adicionais.

5. Relacionar, com detalhes possíveis de serem obtidos, todos os riscos


levantados.

6. Com as informações preliminares em mãos, recorrer à seção de Segurança


se existente, para revisar e consolidar os dados que irão compor o mapa
da área.

Agentes de riscos quantificáveis e mensuráveis

Levar em consideração que os grupos dos agentes químicos, físicos e biológicos, os riscos
são mensuráveis ou quantificáveis por meio de técnicas e instrumentos específicos de
pesquisa ambiental ou laboratorial.

Caso não existam dados comprovados por pesquisa ambiental, os que forem afixados
no mapa devem levar a observação provisória.

Os riscos ergonômicos e mecânicos não são facilmente mensuráveis por meios científicos;
podem, no entanto, ser quantificáveis em razão da incidência na área e avaliável pela
experiência ou informações estatísticas.

Parâmetros

Como não se tem uma definição dos tamanhos e formas de apresentação gráfica dos
riscos, definimos aqui um critério dentro de uma certa coerência.

118
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Quadro 22. Parâmetros de riscos.

AGENTES DE PEQUENO MÉDIO GRANDE


RISCOS
Quando a concentração, intensidade, tempo
Quando as condições de exposição etc. estejam acima dos limites
Quando os agentes existem agressivas dos agentes considerados toleráveis pelo organismo humano e
no ambiente, mas de estiverem abaixo dos não há proteção individual ou coletiva eficiente.
Físicos, Químicos e concentração ou intensidade
Biológicos tal que a capacidade de limites toleráveis para as Quando não existem dados precisos sobre
agressão às pessoas possa ser pessoas, mas ainda causam concentração, intensidade, tempo de exposição etc.,
considerada desprezível. desconforto – com ou sem e, comprovadamente, os agentes estejam afetando a
proteção individual ou coletiva. saúde do trabalhador, mesmo que existam meios de
proteção individual e coletiva.
Quando for flagrante:
* trabalho permanente e excessivamente pesado;
Podem ser considerados
Podem ser consideradas as *postura totalmente em desacordo com a posição e
trabalhos que cansam, com
Ergonômicos situações citadas no item movimentos normais do corpo, em longos períodos;
pouca probabilidade de afetar
seguinte, quando ocasionais.
a pessoa. *jornada de trabalho com muitas horas extras;
*serviços com movimentos rápidos e repetitivos por
longos períodos.
Quando forem evidentes casos que podem causar
lesões sérias como:
*máquinas, equipamentos, plataformas, escadas etc.,
Podem ser considerados Podem ser consideradas as que estiverem desprovidos dos meios de segurança;
os trabalhos que não se características dos meios e
*arranjo físico for ou estiver de tal forma a
de Acidentes aproximam os trabalhadores dos processos e trabalho que
comprometer seriamente a segurança das pessoas;
(mecânicos) de pontos agressivos, como, expõem as pessoas em perigo,
por exemplo, em máquinas com pouca probabilidade de *ferramentas manuais forem ou estiverem
automáticas. lesões sérias. visivelmente comprometendo a segurança dos
usuários;
*o armazenamento ou transporte de materiais forem
desordenados e visivelmente inseguros.
Fonte: os autores.

Elaboração do mapa
Conhecer o processo de trabalho no local analisado:

»» os trabalhadores: número, sexo, idade, treinamentos profissionais e de


segurança e saúde, jornada;

›› os instrumentos e materiais de trabalho;

›› as atividades exercidas;

›› o ambiente.

»» identificar os riscos existentes no local analisado, conforme a classificação


específica dos riscos ambientais;

»» identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia;


119
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

»» medidas de proteção coletiva; medidas de organização do trabalho;

»» medidas de proteção individual;

»» medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários,


bebedouro, refeitório, área de lazer.

Identificar os indicadores de saúde, queixas mais frequentes e comuns entre os


trabalhadores expostos aos mesmos riscos, acidentes de trabalho ocorridos, doenças
profissionais diagnosticadas, causas mais frequentes de ausência ao trabalho.

Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local.

Classificados os agentes de riscos, pode-se começar a organizar o mapa. É necessário


cuidar para evitar confusão na classificação dos agentes e definição dos símbolos –
tamanho e cor dos círculos.

Para facilitar o preparo e a disposição dos símbolos, pode ser usado um formulário para
o resumo dos agentes de riscos levantados.

»» Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout da empresa, indicando por


meio de círculos:

›› o grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada;

›› o número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser anotado


dentro do círculo;

›› a especificação do agente (por exemplo: químico - sílica, hexano, ácido


clorídrico;

›› ou ergonômico-repetitividade, ritmo excessivo) que deve ser anotada


também dentro do círculo;

›› a intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores,


que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes
de círculos;

›› quando em um mesmo local houver incidência de mais de um risco


de igual gravidade, utiliza-se o mesmo círculo, dividindo-o em partes,
pintando-as com a cor correspondente ao risco.

120
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

»» Completando o resumo dos riscos levantados já se tem ideia de como


o mapa, sobre uma planta baixa ou um esboço da área, em tamanho
suficiente para distribuição dos círculos-códigos.

»» Dependendo do número de riscos levantados, decide-se pelo uso


de círculos individuais para cada risco ou pelo agrupamento, como
demonstrado no modelo.

»» Completando o mapa, com todos os agentes devidamente numerados,


passa-se para a elaboração do relatório.

»» Para melhor informar os empregados, deve constar no mapa o risco a que


cada código (círculo) corresponde. A forma de indicar fica à escolha da
CIPA.

»» É preferível um mapa por setor de atividade, quanto mais detalhado a


setorização, melhor serão atingidos os objetivos informativo e pedagógico
do mapa.

»» A localização no setor também é importante, o mapa deve ser instalada


que possa ser facilmente visto e os empregados possam parar para
observá-lo.

»» O mapa pode ser um painel de madeira, ou até uma simples folha de


papel, desde que cumpra o seu objetivo de bem informar e instruir.

»» Após discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo ou


setorial, deverá ser afixado em cada local analisado, de forma claramente
visível e de fácil acesso para os trabalhadores.

Figura 13. Gradação de Risco para Mapa de Risco.

símbolo Proporção Grau de Risco

4 Alto

2 Médio

1 Baixo

121
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Figura 14. Cores dos riscos para o Mapa de Risco.

marrom Biológico
vermelho Químico
azul Físico
amarelo Ergonômico
verde Mecânico

Administrando o mapa de risco


Para melhor administrar o mapa de riscos, convém consolidar todas as informações em
um único relativo, no qual deverá constar os riscos, os problemas que eles ocasionam
ou que poderão vir a ocasionar e as recomendações propostas. Um modelo para esse
tipo de relatório é aqui mostrado. A CIPA, em conjunto ou não com o SESMT, poderá
adaptá-lo, se for o caso, criar um novo desde que atenda a sua finalidade.

É importante que seja mantido algum tipo de registro dos riscos expostos no mapa,
para que possam ser administrativos.

O relatório poderá ser exposto ao lado do mapa para melhor informar os empregados
sobre os riscos das suas áreas de trabalho, atividades, as recomendações.

O relatório servirá também para manter o empregado informado sobre os resultados


dessa atividade da CIPA e dos pontos a serem melhorados no ambiente de trabalho, do
ponto de vista da segurança e da saúde dos trabalhadores.

É recomendável que o mapa e o relatório sejam atualizados à medida que as condições


apontadas no mapa sofram alterações.

Quadro 23. Mapa de Risco.

Mapa de Riscos do Setor


Riscos N no Mapa
o
Consequência No de Trab. Recomendações
GRUPO 1 - RISCOS FÍSICOS
Unidade - água do piso 2 Desconforto; frio nos pés; escorregamento. 15 Instalar ladrão no tanque

GRUPO 2 - RISCOS QUÍMICOS


Poeiras: metálica, lixa, resina 1 Desconforto e doenças respiratórias 4 Instalar exaustão; uso de protetor
respiratório.
GRUPO 3 - RISCOS BIOLÓGICOS
Fungos na parede do 3 Riscos à saúde dos usuários 160 Revestir a parede com produto
sanitário impermeável.
GRUPO 4 - RISCOS ERGONÔMICOS
Postura incorreta: agachado 4 Cansaço lombar; dores na coluna 1 Fazer suportes para poder pintar
(pintura) em pé.
GRUPO 5 - RISCOS DE ACIDENTES
Esmeril sem proteção no 5 Não retenção de fagulhas ou estilhaços 4 Instalar capa protetora nos rebolos.
rebolo do rebolo
Fonte: os autores.

122
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Modelo de mapa de risco


Aqui apresentamos um mapa de risco totalmente elaborado para uma Lanchonete.

Objetivo

O Mapa de Riscos tem como objetivo principal, reunir informações suficientes para o
estabelecimento de um diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho do
estabelecimento, possibilitando a troca e divulgação de informações entre os servidores,
bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção.

Desenvolvimento

Quadro de funcionários

Quantidade Cargo CBO


1 Auxiliar de Cozinha  
1 Auxiliar de Serviços Gerais 5142-10
1 Barman  
1 Caixa/Atendente  
1 Chapeiro  
1 Cozinheiro  
2 Garçom  
1 Gerente Geral 1210-10
2 Motoboy  
1 Supervisor de Cozinha  

Antecipação e reconhecimento dos riscos


ambientais

Bar

CARGO: Barman, Caixa/Atendente


Setor: Bar Funcionários Expostos: 2
FUNÇÃO: a mesma
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE PRINCIPAL:
Barman: Limpeza e organização da área do bar; atender clientes no balcão; tomando pedidos e servindo os pratos após preparação na cozinha;
preparar e servir bebidas alcoólicas e não alcoólicas; retirar pedidos da cozinha para entregar aos garçons; pegar bebidas nas geladeiras para os
garçons; repor bebidas nas geladeiras.
Caixa/Atendente: lançar pedidos recebidos via telefone e WhatsApp; lançar pedidos recebidos do bar; lançar e cobrar pedidos recebidos direto no
caixa; conferir contas e emitir conferências para os garçons; conferir e liberar pedidos aos motoboys.
Descrição do ambiente de trabalho: piso em cerâmica, paredes em alvenaria e drywall, teto em gesso, iluminação natural e artificial e
ventilação natural e artificial.

123
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS

FONTES/ TRAJETOS E MEIOS POSSÍVEIS DANOS A


RISCOS AGENTES EXPOSIÇÃO
LOCALIZAÇÃO DE PROPAGAÇÃO SAÚDE

Manipulação Dermatose (por


Produtos químicos
Químico Eventual de produtos de Contato vazamento ou
(lacrado e aberto)
limpeza pesada acidente)

Físicos Não Observado        

Biológico Lixo doméstico Eventual Lixo/cestos Contato  

Ergonômico Postura inadequada Contínua Trabalho sentado Movimentos do corpo Doenças circulatórias

Acidentes Quedas em nível Contínua Pisos em geral Queda de pessoas Múltiplas lesões

DESCRIÇÃO DE MEDIDAS DE CONTROLE EXISTENTES

Empregos do procedimento de Autorização para Trabalho de Risco para empregados próprios e/ou terceiros;

Uso de EPIs conforme a função desenvolvida (Calçados fechados, calça comprida e luvas de látex quando aplicável).

MEDIDAS DE
PROTEÇÃO
AGENTES INDIVIDUAL MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA
(SEMPRE
PRECÁRIO)

Sapato fechado sem Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e


Quedas em nível
salto alto saúde ocupacional da empresa.

Conhecimento de
Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Postura Inadequada Ergonomia e prática de
saúde ocupacional da empresa.
ginástica laboral

MEDIDAS DE CONTROLE A SEREM IMPLEMENTADAS

Manter o local de trabalho limpo e organizado;

Manter uma postura correta, especialmente sentada, sem dobrar as pernas para não interferir a circulação da perna;

Não comer, beber ou fumar durante o trabalho;

Não ligar mais de um equipamento elétrico por tomada (proibido benjamim);

Não deixar a gaveta do teclado aberta;

Ligar todas as luzes; e

Manter uma postura correta na operação de digitação.

NÍVEL DE RISCO MEDIDAS DE CONTROLE

Tolerável DEFINIR EPC: Não necessário (ver recomendação das medidas de controle existente).

  Promover treinamentos sobre posturas e formas adequadas de desenvolver as tarefas.

Tolerável  

PRODUTOS QUÍMICOS

Desinfetantes de uso geral, detergentes e produtos à base de cloro.

124
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Cozinha

CARGO: Aux. de Cozinha, Aux. de Serviços Gerais,


Setor: Cozinha Funcionários Expostos: 5 Chapeiro, Cozinheiro, Supervisor de Cozinha
FUNÇÃO: a mesma.

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE PRINCIPAL:

Aux. de Cozinha: limpeza e organização da cozinha, lavar e preparar saladas para uso, auxiliar na montagem dos pratos, embalar e guardar
alimentos ao fim do expediente, auxiliar na limpeza após fim do expediente.

Aux. de Serviços Gerais: limpeza e organização da cozinha, dos banheiros e dos equipamentos em geral, lavar louças e utensílios, auxilio nas
demais atividades da cozinha.

Chapeiro: preparação e limpeza da grelha e fritadeira, fatiar e preparar para uso queijos e bacon, operar a grelha, auxiliar na limpeza após o fim do
expediente.

Cozinheiro: preparar carnes e molhos diversos, montagem dos lanches e pratos, auxiliar na limpeza após o fim do expediente.

Supervisor de Cozinha ( ): auxiliar o cozinheiro na preparação das carnes e molhos, verificar a limpeza dos equipamentos e utensílios em geral,
verificar o padrão de produção dos lanches e pratos, gerar listas de pedidos de consumíveis e insumos.

Descrição do ambiente de trabalho: piso em cerâmica, paredes em alvenaria e drywall com revestimento cerâmico até 1,85m, teto em gesso,
iluminação artificial e ventilação natural e artificial.

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS

TRAJETOS POSSÍVEIS
RISCOS AGENTES EXPOSIÇÃO FONTES/LOCALIZAÇÃO E MEIOS DE DANOS A
PROPAGAÇÃO SAÚDE

Produtos
Dermatose (por
químicos Manipulação de produtos de
Químico Eventual Contato vazamento ou
(lacrado e limpeza pesada
acidente)
aberto)

Calor Contínua Grelha/Fritadeira/Fogão Radiação

Físicos

Humidade Contínua Pia/Vapores Ambiente

Biológico Lixo doméstico Contínua Lixo/cestos Contato  

Postura Movimentos do Doenças


Ergonômico Contínua Trabalho em Pé
inadequada corpo circulatórias

Queimaduras Contínua Grelha/Fritadeira Contato Queimaduras

Cortes Contínua Facas Manuseio Cortes


Acidentes
Queda de
Quedas em nível Contínua Pisos em geral Múltiplas lesões
pessoas

DESCRIÇÃO DE MEDIDAS DE CONTROLE EXISTENTES

Treinamento dos funcionários conforme atividades desenvolvidas e agentes de risco para função;

Emprego de equipamentos de proteção conforme atividade exercida (calçado fechado, bota de borracha, calça comprida, avental de tecido, avental
de PVC, luva de Látex, luva de PVC, luva térmica; luva metálica, máscara descartável, touca para cabelo).

125
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

MEDIDAS DE PROTEÇÃO
AGENTES INDIVIDUAL (SEMPRE MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA
PRECÁRIO)
Uso de luvas de látex, calça
Produtos químicos Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
comprida e calçados fechados para
(lacrado e aberto) saúde ocupacional da empresa.
manuseio dos produtos.
Uso de luvas de látex, calça Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Lixo doméstico
comprida e calçados fechados. saúde ocupacional da empresa.
Cautela no manuseio evitando
Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Grelha/Fritadeira contato com superfícies e líquidos
saúde ocupacional da empresa.
quentes.
Cautela no manuseio seguindo os Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Facas
procedimentos de uso correto. saúde ocupacional da empresa.
Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Quedas em nível Sapato fechado sem salto alto.
saúde ocupacional da empresa.
Conhecimento de Ergonomia e Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Postura Inadequada
prática de ginástica laboral. saúde ocupacional da empresa.
MEDIDAS DE CONTROLE A SEREM IMPLEMENTADAS
Manter o local de trabalho limpo e organizado;
Manter recipientes de produtos de limpeza sempre fechados mesmo durante a utilização;
Manter uma postura correta, especialmente mantendo a coluna reta para evitar danos à mesma;
Não comer, beber ou fumar durante o trabalho;
Não ligar mais de um equipamento elétrico por tomada (proibido benjamim);
Não deixar equipamentos elétricos ligados na tomada durante a limpeza;
Verificar se as superfícies que operam com calor estão frias antes de iniciar a limpeza;
Ligar todas as luzes; e
Manter a atenção máxima na realização das atividades.
NÍVEL DE
MEDIDAS DE CONTROLE
RISCO
Tolerável DEFINIR EPC: não necessário (ver recomendação das medidas de controle existente).
  Promover treinamentos sobre posturas e formas adequadas de desenvolver as tarefas.
Tolerável  
PRODUTOS QUÍMICOS
Desinfetantes de uso geral, desengordurantes, desincrustantes, detergentes e produtos à base de cloro.

Salão

Funcionários Expostos: 5 CARGO: Aux. de Cozinha, Aux. de Serviços Gerais,


Setor: Salão Chapeiro, Cozinheiro, Supervisor de Cozinha.
FUNÇÃO: a mesma
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE PRINCIPAL:
Garçom ( ): Limpeza e organização do salão, atender os pedidos das mesas, servir as bebidas e pratos pedidos, cobrar as contas ao fim do
atendimento, limpeza e organização após o encerramento do atendimento.
Gerente de Unidade ( ): acompanhar o desenvolvimento das rotinas em geral, monitorar funcionários, monitora e realiza pedidos junto a
fornecedores para reposição de estoque, planejamento de marketing, planejamento financeiro etc.
Descrição do ambiente de trabalho: piso em cerâmica, paredes em alvenaria e drywall, teto em gesso, iluminação artificial e ventilação natural
e artificial.

126
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS


TRAJETOS
POSSÍVEIS
RISCOS AGENTES EXPOSIÇÃO FONTES/LOCALIZAÇÃO E MEIOS DE
DANOS A SAÚDE
PROPAGAÇÃO
Produtos
Dermatose (por
químicos Manipulação de produtos
Químico Eventual Contato vazamento ou
(lacrado e de limpeza
acidente)
aberto)
Físicos Não observado        
Biológico Lixo doméstico Eventual Lixo/cestos Contato  

Postura Movimentos do Doenças


Ergonômico Contínua Trabalho em Pé
inadequada corpo circulatórias
Queda de
Quedas em nível Contínua Pisos em geral Múltiplas lesões
pessoas
Acidentes
Quedas em Queda de
Contínua Escadas Múltiplas lesões
diferentes níveis pessoas
DESCRIÇÃO DE MEDIDAS DE CONTROLE EXISTENTES
Treinamento dos funcionários conforme atividades desenvolvidas e agentes de risco para função;
Emprego de equipamentos de proteção conforme atividade exercida (calçado fechado, calça comprida, Luva de látex).
MEDIDAS DE PROTEÇÃO
AGENTES INDIVIDUAL (SEMPRE MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA
PRECÁRIO)
Uso de luvas de látex, calça
Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Produtos químicos (lacrado e aberto) comprida e calçados fechados para
saúde ocupacional da empresa.
manuseio dos produtos.
Uso de luvas de látex, calça Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Lixo doméstico
comprida e calçados fechados. saúde ocupacional da empresa.
Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Quedas em nível Sapato fechado sem salto alto.
saúde ocupacional da empresa.
Sapato fechado sem salto alto,
ter sempre uma das mãos livre e Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Quedas em diferentes níveis
usar o corrimão ao subir e descer saúde ocupacional da empresa.
escadas.
Conhecimento de Ergonomia e Treinamentos dos funcionários sobre o programa segurança e
Postura Inadequada
prática de ginástica laboral. saúde ocupacional da empresa
MEDIDAS DE CONTROLE A SEREM IMPLEMENTADAS
Manter o local de trabalho limpo e organizado;
Manter recipientes de produtos de limpeza sempre fechados mesmo durante a utilização;
Manter uma postura correta, especialmente mantendo a coluna reta para evitar danos a mesma;
Não comer, beber ou fumar durante o trabalho;
Não ligar mais de um equipamento elétrico por tomada (proibido benjamim);
Ligar todas as luzes; e
Manter a atenção máxima na realização das atividades.
NÍVEL DE
MEDIDAS DE CONTROLE
RISCO
Tolerável DEFINIR EPC: não necessário (ver recomendação das medidas de controle existente).
  Promover treinamentos sobre posturas e formas adequadas de desenvolver as tarefas.
PRODUTOS QUÍMICOS
Desinfetantes de uso geral, detergentes e produtos à base de cloro.
Especificação técnica de EPC

127
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Planta baixa com indicação de fluxo de processos

Figura 15. Indicação dos fluxos de processo das atividades.

Fonte: os autores.

Indicação de riscos

Croqui dos riscos por área

Figura 16. Planta baixa nível 1 com demarcação de riscos.

Fonte: os autores.

128
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Figura 17. Planta baixa nível 2 com demarcação de riscos.

Fonte: os autores.

Outro Modelo de Mapa de Risco

Figura 18. Mapa dos setores de uma fábrica de manteiga.

Fonte: SILVA et alii (2014).

129
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Figura 19. Mapa de risco de uma fábrica de manteiga.

Fonte: os autores.

130
CAPÍTULO 4
Laudo de insalubridade e laudo de
periculosidade

Introdução
Insalubridade, em termos laborais, significa “o ambiente de trabalho hostil à saúde,
pela presença de agentes agressivos ao organismo do trabalhador, acima dos limites de
tolerância permitidos pelas normas técnicas.” O art. 189 da Consolidação das Leis do
Trabalho, a CLT, estabelece que:

Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que,


por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os
empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância
fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e o tempo de
exposição aos seus efeitos.

A periculosidade em saúde e segurança do trabalho, por sua vez, é a caracterização de


um risco imediato, oriundo de atividades ou operações, em que a natureza ou os seus
métodos de trabalhos configurem um contato permanente, ou um risco acentuado.

A legislação contempla as atividades associadas a explosivos e inflamáveis (CLT, art.


193, e NR16 do MTE), a atividade dos eletricitários (Lei no 7.369/1985 e seu Decreto
no 93.412/1986) e as atividades em proximidade de radiação ionizante e substâncias
radioativas (Portaria MTE no 3.393/1987 e 518/2003). Mais recentemente, incluído
pela Lei no 12.740, de 2012, também faz jus ao adicional quando sujeitos a roubos ou a
outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou
patrimonial.

A caracterização da insalubridade ou periculosidade deve ser feita por Engenheiro de


Segurança do Trabalho ou Médico do Trabalho conforme art. 195 da CLT:

Art. 195 - A caracterização e a classificação da insalubridade e da


periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho,
far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro
do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho.

131
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Roteiro dos laudos de


insalubridade/ periculosidade
A Portaria no 3.311 de 29 de novembro de 1989 foi revogada, porém, nela consta uma
Instrução para Elaboração de Laudo de Insalubridade e Periculosidade que pode ser
utilizada, pois é um modelo básico, isto é, no qual consta o mínimo que esse tipo de
laudo deve apresentar, in verbis:

Instrução para elaboração de laudo de insalubridade e periculosidade

- Identificação.

Neste item deve constar a identificação do laudo como: no do processo,


nome e endereço postal da empresa, nome do requerente.

- Identificação do local periciado.

Neste item deve constar os elementos necessários à identificação do


local no qual a perícia é realizada, tais como: Divisão de..., Seção..., da
fábrica..., localizada no…

- Descrição do ambiente de trabalho.

Neste item, devem constar os elementos necessários à caracterização


do ambiente de trabalho, tais como: arranjo físico, metragens da área
física, condições gerais de higiene, ventilação, iluminação, tipo de
construção, cobertura, paredes, janelas, piso, mobiliário, divisória etc.

- Análise qualitativa

4.1 - Da função do trabalhador - esclarecer, com os verbos no infinitivo,


todos os tipos de tarefas que se compõe a função. P. ex.:

Auxiliar Administrativo

a) datilografar textos

b> anotar recados

c) atender telefone etc...

4.2 - das etapas do processo operacional.

- observando o desenrolar das atividades e/ou do movimento do


maquinário, especificar as fases do método de trabalho, inclusive
questionando o supervisor de turma e, sempre, um ou mais empregados.

4.3 - dos possíveis riscos ocupacionais ─ o técnico especializado deve


ser capaz de perceber e avaliar a intensidade dos elementos de risco

132
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

presentes no ambiente de trabalho ou nas etapas do processo laborativo,


ou ainda corno decorrentes deste processo laborativo.

Este item pressupõe o levantamento, em qualidade, dos riscos a que se


submete o trabalhador durante a jornada de trabalho.

4.4 - do tempo de exposição ao risco - a análise do tempo de exposição


traduz a quantidade de exposições em tempo (horas, minutos,
segundos) a determinado risco operacional sem proteção, multiplicado
pelo número de vezes que esta exposição ocorre ao longo da jornada de
trabalho. Assim, se o trabalhador ficar exposto durante 5 minutos, por
exemplo, a vapores de amônia, e esta exposição se repete por 5 ou 6 vezes
durante a jornada de trabalho, então seu tempo de exposição é de 25 a
30 min/dia, o que traduz a eventualidade do fenômeno. Se, entretanto,
ele se expõe ao mesmo agente durante 20 minutos e o ciclo se repete por
15 a 20 vezes, passa a exposição total a contar com 300 a 400 min/dia
de trabalho, o que caracteriza uma situação de intermitência. Se, ainda,
a exposição se processa durante quase todo ou todo o dia de trabalho,
sem interrupção, diz-se que a exposição é de natureza continua.

- Análise quantitativa

É a fase que compreende a medição do risco imediatamente após as


considerações qualitativas, guardando atenção especial à essência do
risco e ao tempo de exposição. Esta etapa ou fase pericial só é possível
realizar quando o técnico tem convicção firmada de que os tempos
de exposição, se somados, configuram uma situação intermitente
ou continua. A eventualidade não ampara a concessão do adicional,
resguardados os limites de tolerância estipulados para o risco grave e
iminente.

Tanto o instrumental quanto a técnica adotados, e até mesmo o método


de amostragem, devem constar por extenso, de forma clara e definida
no corpo do laudo. Idêntica atenção deve ser empregada na declaração
dos valores, especificando, inclusive, os tempos horários iniciais e
finais de cada aferição. Já a interpretação e a consequente análise dos
resultados necessitam estar de acordo com o prescrito no texto legal, no
caso, a Norma Regulamentadora.

Caso a contrarie, será nula de pleno direito.

- Conclusão

133
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

6.1 - Fundamento científico ─ se o instituto de insalubridade e da


periculosidade pressupõe o risco de adquirir doença ou de sofrer um
acidente a partir de exposição a elementos agressores oriundos do
processo operacional ou dele resultantes, o técnico tem que demonstrar,
obrigatoriamente, toda a cadeia de relação causa e efeito existente
entre o exercício do trabalho periciado com a doença ou o acidente.
O fundamento científico compreende, então, as vias de absorção e
excreção do agente insalubre, o processo orgânico de metabolização, o
mecanismo de patogenia do agente no organismo humano e as possíveis
lesões.

6.2 - Fundamento legal - é tudo aquilo estritamente previsto nas


Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho,
Portaria MTb no 32141/1978 e Lei no 65.141/1977. As “Atividades e
Operações Insalubres” - acham-se listadas na NR 15 e Anexos, ao passo
que as “Atividades e Operações Perigosas” são aquelas enquadradas nas
delimitações impostas pela NR 16 e Anexos, sem contar com os textos
da Lei no 65.141/1977, artigos 189 e 196, e do Decreto no 93 A12186, este
último específico para os riscos com energia elétrica.”

Tempo de exposição a ser considerado


Todas as dúvidas, envolvendo adicionais de Insalubridade e Periculosidade, recaem
sobre a questão do tempo de exposição.

Profissionais que trabalham em empresas, que prestam serviços a empresas ou são


Assistentes Técnicos de Reclamadas em Reclamações Trabalhistas tem uma visão
diferente daqueles que trabalham para Sindicatos de Trabalhadores ou Reclamantes
em Ações Judiciais.

Sabendo que Peritos Judiciais, devem ser imparciais, então, na Justiça do Trabalho, o
tempo de exposição, para conseguir o devido embasamento legal com o rigor técnico
que cada situação sob análise enseja, deve ser seguido do pensamento do Engenheiro
de Segurança do Trabalho Sr. André Lopes Netto, ex-Presidente da Sociedade Brasileira
de Engenharia de Segurança do Trabalho, a SOBES:

[...] há que se analisar cada situação, em particular, e discernir com bom


- senso o verdadeiro sentido das expressões para poder correlacioná-las
com o espírito do diploma legal.

134
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

O Engenheiro André Lopes Netto em entrevista publicada na Revista CIPA, no 319,


mencionou:

Habitual – o que acontece ou se faz por hábito, frequente, comum,


usual;

Permanente – constante, duradouro, ininterrupto;

Intermitente – não contínuo, interrupto a espaços; o que pára por


intervalos;

Eventual – depende de acontecimento incerto, fruto do acaso.


O item 4.4 da Portaria no 3.311/1989 pode ser utilizado como norte e
somente nos casos de insalubridade, pois existe uma diferença muito
grande entre tempo de exposição para periculosidade e insalubridade.
Na periculosidade, em uma eventualidade, pode haver um sinistro e
um trabalhador vir a perder a vida enquanto que para a insalubridade
é mais difícil de um acontecimento incerto vir a prejudicar a sua vida.
Assim como o próprio André Lopes menciona, há de se analisar cada
caso.

Nas questões de Periculosidade, deve-se verificar se há previsão nas Atribuições


do Cargo, se há Ordens de Serviço ou Permissões de Trabalho em que a função do
trabalhador é mencionada. Se nas Atas de CIPA, há alguma menção sobre os riscos, isto
é, se está ou não o empregado à disposição da empresa e se ele, nesse caso, verificar que
esse sobreaviso ocorria ou não, se ele adentrava em área de risco ou não.

Insalubridade
Após as devidas definições, no item 4 e 5 do Laudo de Insalubridade devem constar
quais os agentes podem causar a insalubridade e diante disso, o tipo de avaliação, pois
serão consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem.

»» Acima dos limites de tolerância previstos nos anexos à NR-15 de números:

1. (Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente);

2. (Limites de Tolerância para Ruídos de Impacto);

3. (Limites de Tolerância para Exposição ao Calor);

5. (Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes);

135
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

11. (Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de


Tolerância e Inspeção no Local de Trabalho);

12. (Limites de Tolerância para Poeiras Minerais).

»» Nas atividades mencionadas nos anexos números:

6. (Trabalho sob Condições Hiperbáricas);

13. (Agentes Químicos);

14. (Agentes Biológicos).

»» Comprovadas por meio de laudo de inspeção do local de trabalho,


constantes dos anexos números:

7. (Radiações Não Ionizantes);

8. (Vibrações);

9. (Frio);

10. (Umidade).

Nesses casos, há uma discussão se o uso de EPIs pode neutralizar o risco, digo neutralizar
porque eliminar não há possibilidade, pois, o risco existe.

Fica claro que eliminar o agente insalubre é adotar medidas de proteção coletiva,
conservando o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. Não é por outra
razão que, a NR-6 da Portaria no 3.124/1978, condiciona o fornecimento do EPI a três
circunstâncias:

1. sempre que as medidas de proteção coletiva forem, tecnicamente,


inviáveis, ou não assegurarem completa proteção à saúde do trabalhador;

2. no espaço de tempo em que as medidas de proteção coletiva estiverem


sendo implantadas; para atender situações de emergência.

Enquanto não for eliminado, é evidente que o agente insalubre contínua acima do limite
de tolerância. Então é que se justifica a utilização de EPI, desde que:

a. seja efetivamente utilizado pelo trabalhador, dentro do princípio de


vigilância inerente à empresa (“cumprir e fazer cumprir”);

b. tenha efetivamente a capacidade de neutralizar o agente insalubre que, no


caso, afeta diretamente o trabalhador, dentro dos limites de tolerância;

136
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

c. torne- se, ao invés de uma medida definitiva, uma forma provisória de


amenizar o problema da insalubridade, não eximindo a empresa da
obrigatoriedade legal de eliminar o agente insalubre com medidas de
proteção coletiva.

Assim deve-se considerar que o empregador tem a obrigação não só de fornecer e


realizar o treinamento, mas também de fiscalizar o uso do EPI conforme o item 6.6.1 da
NR-6 – Equipamento de Proteção Individual - EPI:

6.6.1 - Cabe ao empregador quanto ao EPI:

adquirir o adequado ao risco de cada atividade;

exigir seu uso;

fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional


competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e


conservação;

substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;

responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; (grifo


nosso)

comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.” (grifo nosso)”

Além disso, deve ser considera a Súmula no 289/TST:

O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não


o exime do pagamento do adicional de insalubridade. Cabe-lhe tomar as
medidas que conduzam à diminuição ou eliminação da nocividade, entre
as quais as relativas ao uso efetivo do equipamento pelo empregado.

Como já informado: [...] há que se analisar cada situação em particular e discernir


com bom senso o verdadeiro sentido das expressões para poder correlacioná-las
com o espírito do diploma legal.

Periculosidade
Quanto à periculosidade, o art. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT
define que somente poderá existir nas atividades e operações que impliquem contato
permanente e com risco acentuado com inflamáveis e explosivos. In verbis:

137
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da


regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por
sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente
com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.Em
todos esses casos existem as atividades e respectivas áreas de risco para
enquadramento da tarefa do trabalhador como perigosa, vejamos:

Inflamáveis
Definição de inflamáveis na NR-20, in verbis:

20.2. Líquidos inflamáveis.

20.3 Definições

20.3.1 Líquidos inflamáveis: são líquidos que possuem ponto de fulgor


≤ 60o C.

20.3.3 Líquidos combustíveis: são líquidos com ponto de fulgor > 60o
C e ≤ 93o C

20.3. Gases Liquefeitos de Petróleo - GLP.

20.3.1 Para efeito desta Norma Regulamentadora, fica definido


como Gás Liquefeito de Petróleo - GLP o produto constituído,
predominantemente, pelo hidrocarboneto propano, propeno, butano e
buteno.

20.4 Outros gases inflamáveis.

20.4.1 Aplicam-se a outros gases inflamáveis, os itens relativos a Gases


Liquefeitos de Petróleo - GLP.As possíveis Atividades e Operações
perigosas definidas no NR – 16, isto é, com RISCO ACENTUADO,
estão descritas no item 1 do Anexo I, nos itens 1 e 3 do Anexo II dessa
NR, in verbis:

ANEXO 2

Atividades e operações perigosas com inflamáveis

1.São consideradas atividades ou operações perigosas, conferindo


aos trabalhadores que se dedicam a essas atividades ou operações,
bem como aqueles que operam na área de risco adicional de 30%, as
realizadas:

138
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Quadro 24. Atividades e operações perigosas com inflamáveis.

ATIVIDADE ADICIONAL DE 30%


a. Na produção, transporte, processamento e armazenamento de gás liquefeito. Na produção, transporte, processamento e
armazenamento de gás liquefeito.
b. No transporte e armazenagem de inflamáveis líquidos e gasosos liquefeitos e de Todos os trabalhadores da área de operação.
vasilhames vazios não-desgaseificados ou decantados.

c. Nos postos de reabastecimento de aeronaves. Todos os trabalhadores nessas atividades ou que


operam na área de risco.
d. Nos locais de carregamento de navios-tanques, vagões-tanques e caminhões-tanques e Todos os trabalhadores nessas atividades ou que
enchimento de vasilhames, com inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos. operam na área de risco.
e. Nos locais de descarga de navios-tanques, vagões-tanques e caminhões-tanques com Todos os trabalhadores nessas atividades ou que
inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos ou de vasilhames vazios não desgaseificados operam na área de risco
ou decantados.
f. Nos serviços de operações e manutenção de navios-tanque, vagões tanques, caminhões- Todos os trabalhadores nessas atividades ou que
tanques, bombas e vasilhames, com inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos, ou vazios operam na área de risco.
não desgaseificados ou decantados.
g. Nas operações de desgaseificação, decantação e reparos de vasilhames não Todos os trabalhadores nessas atividades ou que
desgaseificados ou decantados. operam na área de risco.
h. Nas operações de testes de aparelhos de consumo do gás e seus equipamentos. Todos os trabalhadores nessas atividades ou que
operam na área de risco.
i. No transporte de inflamáveis líquidos e gasosos liquefeitos em caminhão-tanque. Motorista e ajudantes.
j. No transporte de vasilhames (em caminhões de carga), contendo inflamável líquido, em Motorista e ajudantes
quantidade total igual ou superior a 200 litros, quando não observado o disposto nos
subitens 4.1 e 4.2 deste anexo.
l. No transporte de vasilhames (em carreta ou caminhão de carga), contendo inflamáveis Motorista e ajudantes.
gasosos e líquidos, em quantidade total igual ou superior a 135 quilos.
m. Nas operações em postos de serviço e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos. Operador de bomba e trabalhadores que operam
na área de risco.
Fonte: NR 16 do TEM.

Quadro 25. ANEXO 3. São consideradas áreas de risco.

ATIVIDADE ÁREA DE RISCO


a Poços de petróleo em produção de gás. Círculo com raio de 30 metros, no mínimo, com centro na boca do poço.
b Unidade de processamento das refinarias. Faixa de 30 metros de largura, no mínimo, contornando a área de
operação.
c Outros locais de refinaria onde se realizam operações com Faixa de 15 metros de largura, no mínimo, contornando a área de
inflamáveis em estado de volatilização ou possibilidade de operação.
volatilização decorrente de falha ou defeito dos sistemas de
segurança e fechamento das válvulas.
d Tanques de inflamáveis líquidos Toda a bacia de segurança
e Tanques elevados de inflamáveis gasosos Círculo com raio de 3 metros com centro nos pontos de vazamento
eventual (válvula registros, dispositivos de medição por escapamento,
gaxetas).
f Carga e descarga de inflamáveis líquidos contidos em navios, Afastamento de 15 metros da beira do cais, durante a operação, com
chatas e batelões. extensão correspondente ao comprimento da embarcação.
g Abastecimento de aeronaves Toda a área de operação.
h Enchimento de vagões-tanques e caminhões-tanques com Círculo com raio de 15 metros com centro nas bocas de enchimento
inflamáveis líquidos. dos tanques.
i Enchimento de vagões-tanques e caminhões-tanques inflamáveis Círculo com 7,5 metros centro nos pontos de vazamento eventual
gasosos liquefeitos. (válvula e registros).

139
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

ATIVIDADE ÁREA DE RISCO


j Enchimento de vasilhames com inflamáveis gasosos liquefeitos. Círculos com raio de 15 metros com centro nos bicos de enchimentos.

l Enchimento de vasilhames com inflamáveis líquidos, em locais Círculo com raio de 7,5 metros com centro nos bicos de enchimento.
abertos.
m Enchimento de vasilhames com inflamáveis líquidos, em recinto Toda a área interna do recinto.
fechado.
n Manutenção de viaturas-tanques, bombas e vasilhames que Local de operação, acrescido de faixa de 7,5 metros de largura em
continham inflamável líquido. torno dos seus pontos externos.
o Desgaseificação, decantação e reparos de vasilhames não Local da operação, acrescido de faixa de 7,5 metros de largura em
desgaseificados ou decantados, utilizados no transporte de torno dos seus pontos externos.
inflamáveis.
p Testes em aparelhos de consumo de gás e seus equipamentos. Local da operação, acrescido de faixa de 7,5 metros de largura em
torno dos seus pontos extremos.
q Abastecimento de inflamáveis Toda a área de operação, abrangendo, no mínimo, círculo com raio de
7,5 metros com centro no ponto de abastecimento e o círculo com raio
de 7,5 metros com centro na bomba de abastecimento da viatura e faixa
de 7,5 metros de largura para ambos os lados da máquina.
r Armazenamento de vasilhames que contenham inflamáveis líquidos Faixa de 3 metros de largura em torno dos seus pontos externos.
ou vazios não desgaseificados ou decantados, em locais abertos.
s Armazenamento de vasilhames que contenham inflamáveis líquidos Toda a área interna do recinto.
ou vazios não desgaseificados, ou decantados, em recinto fechado.
t Carga e descarga de vasilhames contendo inflamáveis líquidos Afastamento de 3 metros da beira do cais, durante a operação, com
ou vasilhames vazios não desgaseificados ou decantados, extensão correspondente ao comprimento da embarcação.
transportados pôr navios, chatas ou batelões.
Fonte: NR 16 dio TEM.

Se o Autor tiver executado tarefas enquadradas nas hipóteses acima


descriminadas, de modo permanente ou intermitente, poderá fazer jus
ao adicional de 30% sobre o salário, desde que atendido ao tempo de
exposição definido no Art.193 da Consolidação das Leis do Trabalho –
CLT.

4 - Não caracterizam periculosidade, para fins de percepção de adicional:

4.1 - o manuseio, a armazenagem e o transporte de líquidos inflamáveis


em embalagens certificadas, simples, compostas ou combinadas,
desde que obedecidos os limites consignados no Quadro I abaixo,
independentemente do número total de embalagens manuseadas,
armazenadas ou transportadas, sempre que obedecidas as Normas
Regulamentadoras expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego,
a Norma NBR 11.564/1991 e a legislação sobre produtos perigosos
relativos aos meios de transportes utilizados;

4.2 - o manuseio, a armazenagem e o transporte de recipientes de até


cinco litros, lacrados na fabricação, contendo líquidos inflamáveis,
independentemente do número total de recipientes manuseados,
armazenados ou transportados, sempre que obedecidas as Normas

140
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Regulamentadoras expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego


e a legislação sobre produtos perigosos relativa aos meios de transporte
utilizados.

Explosivos

As possíveis atividades e operações perigosas definidas no NR – 16, isto é, com RISCO


ACENTUADO, estão descritas no item 1 do Anexo I, dessa NR, in verbis:

ANEXO 1 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS COM


EXPLOSIVOS

1. São consideradas atividades ou operações perigosas as enumeradas


no Quadro no 1, seguinte:

Quadro 26. Atividades e operações perigosas com explosivos.

NR –16 ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS (Anexo 1, item 3)

ATIVIDADES ADICIONAL DE 30%

a. No armazenamento de explosivos. Todos os trabalhadores nessa atividade ou os que permaneçam na


área de risco.

b. No transporte de explosivos. Todos os trabalhadores nessa atividade.

c. Na operação de escorva dos cartuchos de explosivos. Todos os trabalhadores nessa atividade.

d. Na operação de carregamento de explosivos. Todos os trabalhadores nessa atividade.

e. Na detonação. Todos os trabalhadores nessa atividade.

f. Na verificação de denotações falhadas. Todos os trabalhadores nessa atividade.

g. Na queima e destruição de explosivos deteriorados. Todos os trabalhadores nessa atividade.

h. Nas operações de manuseio de explosivos. Todos os trabalhadores nessa atividade.

Fonte: NR 16 do TEM.

Para o Enquadramento Legal deve haver atividade em área de risco de modo


permanente/ intermitente, isto é, não eventual conforme quadro do Anexo da NR16.

Radiação ionizante
As possíveis Atividades e Operações perigosas definidas no NR – 16, isto é, com
RISCO ACENTUADO, estão descritas no Anexo dessa NR inserido pela Portaria GM no
518/2003.

141
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Quadro 27. Atividades/Áreas De Risco.

NR –16 ATIVIDADE S E OPERAÇÕES PERIGOSAS (Anexo)


ATIVIDADES ÁREAS DE RISCO
1. Produção, utilização, processamento, transporte, guarda,
Minas e depósitos de materiais radioativos Plantas-piloto e usinas de
estocagem, e manuseio de materiais radioativos, selados e não
beneficiamento de minerais radioativos Outras áreas sujeitas a risco potencial
selados, de estado físico e forma química quaisquer, naturais ou
devido às radiações ionizantes
artificiais, incluindo:
Lixiviação de minerais radioativos para a produção de concentrados de urânio
1.1 Prospecção, mineração, operação, beneficiamento e
e tório. Purificação de concentrados e conversão em outras formas para uso
processamento de minerais radioativos.
como combustível nuclear.
Produção de fluoretos de urânio para a produção de hexafluoreto e urânio
metálico. Instalações para enriquecimento isotópico e reconversão. Fabricação
1.2 Produção, transformação e tratamento de materiais nucleares do elemento combustível nuclear. Instalações para armazenamento dos
para o ciclo do combustível nuclear. elementos combustíveis usados. Instalações para o retratamento do combustível
irradiado Instalações para o tratamento e deposições, provisórias e finais, dos
rejeitos radioativos naturais e artificiais.
1.3 Produção de radioisótopos para uso em medicina, agricultura
Laboratórios para a produção de radioisótopos e moléculas marcadas.
agropecuária, pesquisa científica e tecnológica.
Instalações para tratamento do material. radioativo e confecção de fontes.
1.4 Produção de Fontes Radioativas Laboratórios de testes, ensaios e calibração de fontes, detectores e monitores
de radiação, com fontes radioativas.
1.5 Testes, ensaios e calibração de detectores e monitores de Laboratórios de ensaios para materiais radioativos. Laboratórios de
radiação com fontes de radiação. radioquímica.
1.6 Descontaminação de superfícies, instrumentos, máquinas, Laboratórios para descontaminação de peças e materiais radioativos. Coleta
ferramentas, utensílios de laboratório, vestimentas e de quaisquer de rejeitos radioativos em instalações, prédios e em áreas abertas. Lavanderia
outras áreas ou bens duráveis contaminados com material para roupas contaminadas. Transporte de materiais e rejeitos radioativos,
radioativo. condicionamento, estocagens e sua deposição.
Instalações para tratamento, condicionamento, contenção, estabilização,
1.7 Separação isotópica e processamento radioquímico. estocagem e deposição de rejeitos radioativos. Instalações para retenção de
rejeitos radioativos.
1.8 Manuseio, condicionamento, liberação, monitoração,
Sítio de rejeitos. Instalações para estocagem de produtos radioativos para
estabilização, inspeção, retenção e deposição de rejeitos
posterior aproveitamento.
radioativos.

2. Atividades de operação e manutenção de reatores nucleares, Edifícios de reatores.


incluindo: Edifícios de estocagem de combustível.
2.1 Montagem, instalação, substituição e inspeção de elementos Instalações de tratamento e estocagem de rejeitos radioativos.
combustíveis.
Instalações para tratamento de água de reatores e separação e contenção de
2.2 Manutenção de componentes integrantes do reator e produtos radioativos.
dos sistemas hidráulicos mecânicos e elétricos, irradiados,
Salas de operação de reatores.
contaminados ou situados em áreas de radiação.
Salas de amostragem de efluentes radioativos.
2.3 Manuseio de amostras irradiadas. Laboratórios de medidas de radiação.
Outras áreas sujeitas a risco potencial às radiações ionizantes passíveis de
2.4 Experimentos utilizando canais de irradiação.
serem atingidas por dispersão de produtos voláteis.
Laboratórios semiquentes e quentes.
2.5 Medição de radiação, levantamento de dados radiológicos
Minas de urânio e tório.
e nucleares, ensaios, testes, inspeções, fiscalização e supervisão
de trabalhos técnicos. Depósitos de minerais radioativos e produtos do tratamento de minerais
radioativos.
Fonte: NR 16 do TEM.

142
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Para o Enquadramento Legal deve haver atividade em área de risco de modo


permanente/ intermitente, isto é, não eventual conforme quadro do Anexo da NR16.

Energia elétrica
No caso de energia elétrica, o Decreto no 93.412, de 14/10/1986 regulamentou a Lei no
7.369, de 20 de setembro de 1985, instituindo salário adicional para empregados do
setor de energia elétrica, em condições de periculosidade, vejamos:

Art. 1o São atividades em condições de periculosidade de que trata a Lei


no 7.369, de 20 de setembro de 1985, aquelas relacionados no Quadro
de Atividades/Área de Risco, anexo a este Decreto.

Art. 2o É exclusivamente suscetível de gerar direito à percepção da


remuneração adicional que trata o artigo 1o da Lei no 7.369, de 20 de
setembro de 1985, o exercício das atividades constantes do quadro
anexo, desde que o empregado independentemente do cargo, categoria
ou ramo da empresa:

- permaneça habitualmente em área de risco, executando ou aguardando


ordens, e em situação de exposição contínua, caso em que o pagamento
do adicional incidirá sobre o salário da jornada de trabalho integral;

- ingresse, de modo intermitente e habitual, em área de risco, caso


em que o adicional incidirá sobre o salário do tempo despendido pelo
empregado na execução de atividade em condições de periculosidade
ou do tempo à disposição do empregador, na forma do inciso I deste
artigo.

§ 1o O ingresso ou permanência eventual em área de risco não geram


direito ao adicional de periculosidade.Todavia, o Enunciado 361 ─ TST
definiu que o empregado com ao tempo de exposição intermitente a
eletricidade tem direito ao adicional de periculosidade integral, in
verbis:

O trabalho exercido em condições perigosas, embora de forma


intermitente, dá direito ao empregado a receber o adicional de
periculosidade de forma integral, tendo em vista que a Lei no
7.369/1985 não estabeleceu qualquer proporcionalidade em relação ao
seu pagamento.Para o Enquadramento Legal deve haver atividade em
área de risco de modo permanente/ intermitente, isto é, não eventual
conforme quadro do Decreto no 93.412/1986:

143
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Quadro de Atividades/área de Risco conforme Decreto no 93.412/1986.

Quadro 28. Atividades/área de Risco conforme Decreto no 93.412/1986.

Atividades Área de Risco

Atividades de construção, operação e manutenção de redes de linhas 1. Estrutura, condutores e equipamentos de linhas aéreas de
aéreas de alta e baixa tensões integrantes de sistemas elétricos de transmissão, subtransmissão e distribuição.
potência, energizadas ou desenergizadas, mas com possibilidade de
Pátio e salas de operação de subestação.
energização, acidental ou por falha operacional, incluindo:
Cabines de distribuição.
Montagem, instalação, substituição, conservação, reparos, ensaios e
testes de: Estrutura, condutores e equipamentos de redes de tração elétrica,
incluindo escadas, plataformas e cestos aéreos usados para execução
verificação, inspeção, levantamento, supervisão e fiscalização; fusíveis,
dos trabalhos.
condutores, para-raios, postes, torres, chaves, muflas, isoladores,
transformadores, capacitores, medidores, reguladores de tensão,
religadores, seccionalizadores, carrier (onda portadora via linha de
transmissão), cruzetas, relé e braço de iluminação pública, aparelho de
medição gráfica, bases de concreto ou alvenaria de torres, postes e
estrutura de sustentação de redes e linhas aéreas.
Corte e poda de árvores.
Ligação e corte de consumidores.
Manobras aéreas e subterrâneas de redes e linhas.
Manobras em subestação.
Testes de curto em linhas de transmissão.
Manutenção de fontes de alimentação de sistemas de comunicação.
Leitura em consumidores de alta tensão.
Aferição em equipamentos de medição.
Medidas de resistência, lançamento e instalação de cabo contrapeso.
Medidas de campo elétrico, rádio, interferência e correntes induzidas.
Testes elétricos em instalações de terceiros em faixas de linhas de
transmissão (oleodutos, gasodutos etc.).
Pintura em estruturas e equipamentos.
Verificação, inspeção, inclusive aérea, fiscalização, levantamento de
dados e supervisão de serviços técnicos.

Atividades de construção, operação e manutenção de redes e linhas 2. Valas, bancos de dutos, canaletas, condutores, recintos internos de
subterrâneas de alta e baixa tensões integrantes de sistemas elétricos caixas, poços de inspeção, câmaras, galerias, túneis, estruturas, terminais
de potência, energizados ou desenergizados, mas com possibilidade de e aéreas de superfície correspondente.
energização acidental ou por falha operacional, incluindo:
- Áreas submersas em rios, lagos e mares.
Montagem, instalação, substituição, manutenção e reparos de:
barramentos, transformadores, disjuntores, chaves e seccionadoras,
condensadores, chaves a óleo, transformadores para instrumentos, cabos
subterrâneos e subaquáticos, painéis, circuitos elétricos, contatos, muflas,
e isoladores e demais componentes de redes subterrâneas.
Construção civil, instalação, substituição e limpeza de: valas, bancos de
dutos, dutos, condutos, canaletas, galerias, túneis, caixas ou poços de
inspeção, câmaras.
Medição, verificação, ensaios, testes, inspeção, fiscalização, levantamento
de dados e supervisão de serviços técnicos.

144
PREVENÇÃO DE ACIDENTES │ UNIDADE I

Atividades Área de Risco


3. Atividades de inspeção, testes, ensaios, calibração, medição e reparo 3. Áreas das oficinas e laboratórios de testes e manutenção elétrica,
em equipamentos e materiais elétricos, eletrônicos, eletromecânicos e de eletrônica e eletromecânica em que são executados testes, ensaios,
segurança individual e coletiva em sistemas elétricos de potência de alta calibração e reparos de equipamentos energizados ou passíveis de
e baixa tensão. energização acidental.
Sala de controle e casa de máquinas de usinas e unidades geradoras.
Pátios e salas de operação de subestação inclusive consumidores.
Salas de ensaios elétricos de alta tensão.
Sala de controle dos centros de operações.
Atividades de construção, operação e manutenção nas usinas, unidades 4. Pontos de medição e cabinas de distribuição, inclusive de
geradoras, subestações, e cabinas de distribuição em operações, consumidores.
integrantes de sistema de potência, energizado ou desenergizado com
Salas de controle, casa de máquinas, barragens de usinas e unidades de
possibilidade de voltar a funcionar ou energizar-se acidentalmente ou por
geradoras.
falha operacional, incluindo:
Pátios e salas de operações de subestações, inclusive consumidoras.
Montagem, desmontagem, operação e conservação de: medidores,
relês, chaves, disjuntores, e religadores, caixas de controle, cabos
de força, cabos de controle, barramentos, baterias e carregadores,
transformadores, sistemas anti-incêndio e de resfriamento, bancos de
capacitores, reatores, reguladores, equipamentos eletrônicos, eletrônicos
mecânicos e eletroeletrônicos, painéis, para-raios, área de circulação,
estruturas-suporte e demais instalações e equipamentos elétricos.
Construção de: valas de dutos, canaletas bases de equipamentos,
estruturas, condutos e demais instalações.
Serviços de limpeza, pintura e sinalização de instalações e equipamentos
elétricos.
Ensaios testes, medições, supervisão, fiscalização e levantamentos de
circuitos e equipamentos elétricos, eletrônicos de telecomunicações e
telecontrole.
5. Atividades de treinamento em equipamentos ou instalações 5. Todas as áreas descritas nos itens anteriores.
energizadas, ou desenergizadas, mas com possibilidade de energização
acidental ou por falha operacional.
Fonte: NR 10 e NR 16 do TEM.

O item 3.342 da Norma Brasileira NBR5460 da Associação Brasileira de Normas


Técnicas – ABNT define o Sistema Elétrico de Potência – SEP (geração, transmissão e
distribuição de energia elétrica) descrito acima, in verbis:

Geração – Conversão de uma forma qualquer de energia em energia


elétrica;

Transmissão – Transporte de energia elétrica, caracterizada pelo


valor nominal da tensão entre a subestação elevadora e a subestação
abaixadora ou entre subestações que fazem a interligação dos sistemas
elétricos de dois concessionários, ou áreas diferentes do sistema de um
mesmo concessionário;

Distribuição – Transferência de energia elétrica para os consumidores


a partir dos pontos em que se considera terminada a transmissão
(ou subtransmissão) até a medição de energia elétrica, inclusive.
A Norma Regulamentadora no 16, ainda apresenta a caracterização

145
UNIDADE I │ PREVENÇÃO DE ACIDENTES

de periculosidade para os profissionais que atuam com ATIVIDADES


E OPERAÇÕES PERIGOSAS COM EXPOSIÇÃO A ROUBOS OU
OUTRAS ESPÉCIES DE VIOLÊNCIA FÍSICA NAS ATIVIDADES
PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PESSOAL OU PATRIMONIAL,
situação esta, semelhante à concessão do risco biológico, isto é, exerce a
função conforme quadro abaixo faz jus ao adicional de periculosidade:

Quadro 29.

ATIVIDADES OU OPERAÇÕES  DESCRIÇÃO 


Segurança patrimonial e/ou pessoal na preservação do patrimônio em estabelecimentos públicos ou
Vigilância patrimonial 
privados e da incolumidade física de pessoas. 
Segurança de eventos  Segurança patrimonial e/ou pessoal em espaços públicos ou privados, de uso comum do povo. 
Segurança nos transportes coletivos  Segurança patrimonial e/ou pessoal nos transportes coletivos e em suas respectivas instalações. 
Segurança ambiental e florestal  Segurança patrimonial e/ou pessoal em áreas de conservação de fauna, flora natural e de reflorestamento. 
Transporte de valores  Segurança na execução do serviço de transporte de valores. 
Escolta armada  Segurança no acompanhamento de qualquer tipo de carga ou de valores. 
Segurança pessoal  Acompanhamento e proteção da integridade física de pessoa ou de grupos. 
Supervisão e/ou fiscalização direta dos locais de trabalho para acompanhamento e orientação dos
Supervisão/fiscalização Operacional 
vigilantes. 
Telemonitoramento/ telecontrole  Execução de controle e/ou monitoramento de locais, por meio de sistemas eletrônicos de segurança. 
Fonte: NR 16 do MT.

Finalmente, sem nenhuma lógica frente ao conceito de periculosidade estabelecida até


a presente data, e confundindo com o conceito de PERIGOSIDADE, foi incluído no
rol de atividades periculosas os MOTOBOYS. Sendo caracterizado como a mais nova
jabuticaba de nossa legislação de saúde e proteção ao trabalhador. De tão absurda, que
não merece uma abordagem técnica para a caracterização e o porquê da caracterização
da mesma.

146
Para (não) Finalizar

Estes documentos são a expressão concreta da ação do engenheiro de segurança do


trabalho, é a parte mais visível de seu trabalho frente à empresa ou ao seu empregador,
e é por meio destes que o engenheiro de segurança planeja as suas atividades e ações, e
avalia a sua eficiência como profissional. Mas como mostrado aqui, estes documentos
tem a casca como receita de bolo, mas o seu conteúdo necessita cada vez mais experiência
e estudos e vivência na prática da segurança, pois os incrementos do conhecimento e
da experiência de vida refletem nos documentos produzidos e na eficácia dele como
política de segurança do trabalho.

A partir daqui os senhores, já como futuros engenheiros de segurança do trabalho,


partem com suas pernas possuindo os subsídios iniciais para a prática da segurança
do trabalho, a manutenção e a prática do estudo constante, é regra do profissional e
segurança que quer estar sempre correspondendo com as demandas das atividades
econômicas.

Boa Sorte.

147
Referências

BRASIL, Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, Sistema Integrado de Saúde


Ocupacional do Trabalhador Público Civil Federal – SISOSP – Brasília – 2006.

_______. Ministério do Trabalho e Emprego – Normas Regulamentadoras no 9 –


Brasília – 2012.

_______. Ministério do Trabalho e Emprego – Normas Regulamentadoras no 15 –


Brasília – 2012.

_______. Ministério do Trabalho e Emprego – Normas Regulamentadoras no 18 –


Brasília – 2012.

_______. Ministério do Trabalho e Emprego – Normas Regulamentadoras no 17 –


Brasília – 2012.

_______. Universidade de Brasília, Observatório de Saúde Ambiental – Brasília –


2009.

DOMINGUES, L R. PPRA do Instituto Médico Legal da PCDF do DF. Brasília –


2016.

GOMES, PC. Avaliação Ambiental. Notas de Aula – 2005.

Novartis – Mapa de Risco – São Paulo – 2011. Disponíveis em: < www.areaseg.com/ www.
fea.unicamp.br/adm/cipa/mapa_risco>;< www.btu.unesp.br/cipa/mapaderisco.htm
www.cipa.unidavi.edu.br/>

UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES. Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho –


anotações de aula – Rio de Janeiro – 2006.

148
Anexo 1

Avaliação ambiental quantitativa


O roteiro de avaliação ambiental quantitativa foi elaborado de forma a possibilitar uma
avaliação precisa das condições ambientais (de microambientes) passíveis de causar
danos à saúde ou à segurança dos trabalhadores. Esta metodologia instrumentaliza
a implantação da etapa de “Avaliação de Riscos Ambientais”, prevista no PPRA,
desenvolvida pelo Laboratório de Segurança Ambiental – LabSAm da UnB, tendo seu
autor o Dr. Phd Eng. Paulo Celso dos Reis Gomes e validado no Distrito Federal, pelo
engenheiro Luiz Roberto Pires Domingues Junior.

A avaliação quantitativa contempla uma perícia nos ambientes de trabalho


(microambientes) por pessoal técnico habilitado preenchendo instrumento específico
que está em fase de elaboração. Os formulários são padronizados ─ com campos
específicos para preenchimento pelo perito avaliador ─ para cada tipo de agente
ambiental avaliado, de forma a facilitar: (i) a avaliação dos trabalhos realizados, (ii) a
comparação entre diferentes laudos, e (iii) a comparação entre diferentes exposições em
ambientes similares. Os itens desta avaliação são mensurados quantitativamente, para
tanto, está sendo elaborado de um Manual de Avaliação Quantitativa, que estabelece
as diretrizes (os parâmetros e os critérios técnicos) a serem utilizados nesta avaliação.

A avaliação quantitativa demanda a elaboração de uma estratégia de amostragem


específica para cada item a ser avaliado. Esta estratégia de amostragem considera uma
amostragem espacial (avaliação em diferentes pontos de amostragem) e temporal
(avaliação em diferentes momentos para cada ponto de amostragem).

Os resultados da avaliação quantitativa são apresentados em laudo pericial conclusivo.


O laudo deve apresentar anexa uma cópia do certificado de calibração dos equipamentos
de medição utilizados na avaliação ambiental. O certificado de calibração deve ser
válido para o período das avaliações realizadas e deve conter informações sobre a sua
rastreabilidade, segundo os critérios da Rede Brasileira de Calibração (RBC).

A metodologia de avaliação quantitativa deverá estar disponível, para acesso a qualquer


servidor público federal. Os seus resultados, bem como a sua tabulação, devem
ser apresentados de forma integrada aos indicadores de condição ambiental – ICA,
resultantes das avaliações ambientais qualitativas realizadas por pessoal capacitado.

149
ANEXOS

Os resultados de ambas as avaliações (qualitativa e quantitativa) deve ser tornada


pública, de preferência disponibilizada na internet.

A conclusão do laudo pode indicar duas situações:

I. a conformidade do item avaliado no ambiente quanto aos limites


estabelecidos em normas de segurança e saúde do trabalho (nacionais ou
internacionais); e

II. a não conformidade do item avaliado no ambiente quanto aos limites


estabelecidos em normas de segurança e saúde do trabalho (nacionais ou
internacionais).

A comprovação de uma não conformidade pode estabelecer a necessidade de


execução/implantação de medidas de controle dos riscos (adequações no ambiente
de trabalho).

Estas adequações devem fazer parte do laudo em um item denominado “Sugestões


para atingir a conformidade”. O laudo não deve detalhar as sugestões de adequação.
O detalhamento destas adequações deve ser realizado na etapa de “Controle dos
Riscos Ambientais”, por profissionais qualificados, a serem definidos pelo gestor do
órgão cujo ambiente apresentou a não conformidade.

A etapa de “Controle de Riscos Ambientais” será gerada automaticamente no PPRA


ao se constatarem não conformidades tanto na fase de avaliação qualitativa quanto na
fase de avaliação quantitativa. Como a adequação de algumas não conformidades de
um ambiente público poderá demandar verbas públicas (o que implica em orçamento
público), a etapa de “Controle de Riscos Ambientais” deve ser instrumentalizada por
cada órgão coberto pela legislação vigente. Este trabalho apresenta diretrizes para a
gestão eficaz da implantação da etapa de “Controle de Riscos Ambientais”, prevista
no PPRA.

HOLO AMBIENTE:
MACRO AMBIENTE:
NOME DO ORGÃO:
AVALIADORES:
RESPONSÁVEL DA INSTITUIÇÃO:
E-MAIL:
ENDEREÇO:
TELEFONE:
ÁREA TOTAL:
QUANT. DE MESO:

150
ANEXOS

EDIFICAÇÃO NOTA¹ (0 -10)

ACESSIBILIDADE NOTA¹ (0 -10)


A - C 01 Estacionamento
A - C 02 Calçadas
A - C 03 Recepção
A - C 04 Elevadores
A - C 05 Rampas/Corredores/Escadas
A - C 06 Telefones
A - C 07 Bebedouros
A - C 08 Posto de Trabalho
A - C 09 Banheiros
A - C 10 Aparelhos Sanitários
A - C 11 Vestiários
ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL
ACESSIBILIDADE
ICA-AC2 = SOMA [(AC 01 a AC 11)/11] x 10

D 01 Escadas /Rampas /Corredores

ED 02 Elevadores

ED 03 Subestação e Gerador

ED 04 Quadro Elétrico

ED 05 Serviços de Limpeza/Jardinagem

ED 06 Vigilância

ED 07 SESMT

ED 08 CIPA

ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL


EDIFICAÇÃO
ICA-ED2 = SOMA [(ED 01 a ED 08)/8] x 10

MEIO AMBIENTE DO TRABALHO NOTA¹ 0 -10

MAT 01 Sistema de Ar Condicionado

MAT 02 Qualidade da Água

MAT 03 Bebedouros

MAT 04 Sanitários

MAT 05 Esgotos Sanitários

MAT 06 Refeitórios

MAT 07 Vestiários

MAT 08 Resíduos Sólidos

ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL


MEIO AMBIENTE DO TRABALHO
ICA-MAT2 = SOMA [(MAT 01 a MAT 08)/8] x 10

151
ANEXOS

SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO NOTA¹ (0 -10)


SPI 01 Brigada de Incêndio
SPI 02 Combustíveis Inflamáveis
SPI 03 Sistema de Alarme e Chuveiros Automáticos
SPI 04 Hidrante de Rua
SPI 05 Hidrantes Internos
SPI 06 Sistema de Extintores
SPI 07 Sistemas de Emergência
ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL
SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
ICA-SPI2 = SOMA [(SPI 01 a SPI 07)/7] x 10

ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL MACRO AMBIENTE ICA-MA = SOMA (ICA-AC+ICA-ED+ICA-MAT+ICA-SPI)/4

HOLO-AMBIENTE:
MACRO-AMBIENTE:
LOCAL:
MICRO-AMBIENTE:

RF - RISCOS FÍSICOS NOTA1 RGI3


RF 01 Ruído Contínuo
RF 02 Ruído de Impacto
RF 03 Temperatura Extrema - Calor
RF 04 Temperatura Extrema – Frio
RF 05 Umidade
RF 06 Vibração
RF 07 Pressão Anormal
RF 08 Radiação Ionizante
RF 09 Radiação Não Ionizante
ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL
RISCOS FÍSICOS
ICA-RF2 = SOMA [(RF 01 a RF 09)/9] x 10

RQ - RISCOS QUÍMICOS NOTA1 RGI3


RQ 01 Armazenamento de Produtos Químicos
RQ 02 Manipulação de Produtos Químicos
RQ 03 Ventilação
RQ 04 Higienização do Ambiente
RQ 05 Manutenção do Ambiente
RQ 06 Gestão de Resíduos Químicos
RQ 07 Equipamentos de Emergência
RQ 08 Equipamentos de Proteção Coletiva
RQ 09 Equipamentos de Proteção Individual
ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL
RISCOS QUÍMICOS

ICA-RQ2 = SOMA [(RQ 01 a RQ 09/9] x 10

152
ANEXOS

RB - RISCOS BIOLÓGICOS NOTA1 RGI3


RB 01 Fontes Potenciais (Mofo, Ácaros, Fungos etc.)
RB 02 Patógenos (Bactérias, Vírus etc.)
RB 03 Manipulação de Materiais Biológicos
RB 04 Higienização do Ambiente
RB 05 Manutenção do Ambiente
RB 06 Gestão de Resíduos Biológicos
RB 07 Equipamentos de Proteção Coletiva
RB 08 Equipamentos de Proteção Individual
ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL
RISCOS BIOLÓGICOS
ICA-RB2 = SOMA [(RB 01 a RB 08)/8] x 10

RE – RISCOS ERGONÔMICOS E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NOTA1


RE 01 Ventilação
RE 02 Iluminação
RE 03 Conforto Térmico
RE 04 Conforto Acústico
RE 05 Organização do Trabalho
RE 06 Ginástica Laboral
RE 07 Manipulação de Peso
RE 08 Mesa
RE 09 Cadeira
RE 10 Computador
RE 11 Posto de Trabalho
ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL
RISCOS ERGONÔMICOS
ICA-RE2 = SOMA [(RE 1 a RE 11)/11] x 10

RM - RISCOS MECÂNICOS NOTA1 RGI3


RM 01 Choque Elétrico em Máquinas e Equipamentos
RM 02 Choque Elétrico em Instalações
RM 03 Choque Mecânico
RM 04 Queda em mesmo nível
RM 05 Queda em níveis diferentes
RM 06 Acidente de Trânsito
RM 07 Materiais Pérfuro-Cortantes
RM 08 Superfícies / Materiais em Temperaturas Extremas
RM 09 Máquinas
RM 10 Ferramentas
RM 11 Animais Peçonhentos
RM 12 Rota de Fuga
RM 13 Incêndio
RM 14 Explosão
RM 15 Equipamento de Proteção Individual
ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL
RISCOS MECÂNICOS
ICA-RM2 = SOMA [(RM 1 a RM 15) / 15] x 10
ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL MICRO AMBIENTE ICA-MI = SOMA (ICARF+ICARQ+ICARB+ICARE+ICARM) / 5

153
ANEXOS

RELAÇÃO DO TRABALHADOR COM O AMBIENTE NOTA1


QUESTÕES ABERTAS
QA 01 CONTROLE DE ACESSO
Obs.:

QA 02 PROGRAMA DE MANUTENÇÃO
Obs.:

QA 03 TREINAMENTO DE SEGURANÇA
Obs.:

QA 04 PLANO DE ABANDONO
Obs.:

QA 05 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


Obs.:

QA 06 ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA A ACIDENTADOS


Obs.:

ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL


RELAÇÃO TRABALHADOR
ICA-RT = SOMA [(QA 01 a QA 06) / 6] x 10

1. NOTA – A nota deve ser um valor numérico entre 0,0 e 10,0 (veja
manual) 188

2. ICA – Média aritmética apenas dos itens com notas atribuídas pelo
avaliador.

3. RGI – Ocorrência de Risco Grave e Iminente.

ACESSIBILIDADE
PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
AC 01 ESTACIONAMENTO
Vagas para idosos
Vagas Vagas para portadores de necessidades especiais
Espaço adicional de circulação
Símbolo Internacional de Acessibilidade
Sinalização Placa Vertical
Sinalização de piso
Próximo à edificação interligada à entrada acessível
Localização Próximo da faixa de pedestre, calçadas e rampas
Em local que evite circulação entre veículos

154
ANEXOS

AC 02 CALÇADAS
Regular, firme e estável
Piso Antiderrapante sem trepidação
Sem buracos ou ressalto
Próximo às travessias de pedestres
Rebaixamento Largura igual à da faixa de pedestre
Estar alinhado com outras calçadas do lado oposto
Largura mínima de circulação de 1,50 m
Circulação Sem grelhas e juntas de dilatação
Tampas de caixa de inspeção e visita niveladas com o piso
AC 03 RECEPÇÃO
Altura máxima da superfície de 0,90 m do piso
Balcão Altura livre inferior de no mínimo de 0,73 m
Catracas e cancelas acessíveis
Placas de sinalização
Sinalização Tátil direcional no piso
Atendimento preferencial
Conhecimento em Libras
Recepcionistas Atendimento de pessoas surdo-cegas, portadores de deficiência mental e múltipla Conhecimento em procedimentos
com cão-guia.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


AC 04 ELEVADORES
Em rota acessível
Localização Sem obstáculos
Área de aproximação livre
Tátil de alerta e direcional no piso
Sinalização Instrução de uso fixado próximo à botoeira e em Braille
Indicação dos pavimentos atendidos
Largura mínima de 0,80 m
Porta Altura mínima de 2,10 m
Dispositivo de segurança para interrupção de fechamento automático
Dimensões adequadas
Interior Dispositivo de comunicação para solicitação de auxílio nos pavimentos e equipamentos Revestido de material
resistente.
AC 05 RAMPAS / CORREDORES / ESCADAS
Regular, firme, estável
Piso Sem ressaltos ou buracos
Antiderrapante sem trepidação
Interligadas à circulação principal e de emergência
Características Boa iluminação
Área de descanso
Placas de sinalização
Sinalização Tátil de alerta em degraus e rampas
Tátil direcional em corredores
Feito de material rígido
Corrimão
Estar firmemente fixado e um pouco afastado da parede Extremidade curva

155
ANEXOS

AC 06 TELEFONES
Amplificador de sinal sonoro
Acesso Telefone com texto
Teclado em Braille
Área de aproximação livre frontal e lateral
Dimensões Parte operacional superior de 1,20 m
Altura livre inferior do piso de 0,73 m
Comprimento do fio de 0,75 m
Acessórios Anteparos superiores de proteção de material impermeável
Anteparos superiores com altura livre mínima de 2,10 m

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


AC 07 BEBEDOUROS
Placa de Sinalização
Sinalização
Símbolo Internacional de Acesso
Localizado em rota acessível
Condições gerais Instalação de 50% acessíveis por pavimento ou mínimo de um por pavimento Bica localizada no lado frontal do
bebedouro
Largura de aproximação frontal para cadeirantes
Área de aproximação Altura de no mínimo 0,73 m do piso
Recuo de 0,50 m sob o bebedouro
AC 08 DO TRABALHO
Quantidade de funcionários portadores de necessidades especiais
Pessoal Treinados para execução da tarefa
Tarefas compatíveis com capacidade física e mental
Alcance manual adequado
Execução Alcance visual adequado
Instruções em braile
Faixa livre de circulação de no mínimo 0,90 m
Layout Área de manobras
Estações localizadas juntos as rotas acessíveis
Cadeira com dispositivos de regulagens e confortáveis
Mobiliários Mesa adequada às necessidades especiais do funcionário
Armários, prateleiras e gavetas acessíveis
AC 09 BANHEIROS
Paredes e pisos revestidos de materiais laváveis e impermeáveis Boa iluminação
Condições gerais
Boa ventilação
Símbolo internacional de sanitários acessíveis
Sinalização Sinalização na porta
Sinalização Braille
Material resistente à corrosão e com aderência
Barra de apoio Firmemente fixa e resistente a esforço
Altura de 0,75 m do piso acabado

156
ANEXOS

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


AC 10 APARELHOS SANITÁRIOS
Dotado de barra de apoio vertical
Chuveiro Banco articulado ou removível, com cantos arredondados e superfície antiderrapante e impermeável. Dispositivo de
emergência em caso de queda
Dotado de barra de apoio
Bacia sanitária Dispositivo de emergência em caso de queda
Altura máxima de 0,45 m do piso
Dotado de barra de apoio
Lavatórios Altura máxima de 0,80 cm
Torneiras de fácil alcance
Área de aproximação frontal livre
Mictório Altura máxima de 0,65m da borda frontal ao piso
Acionamento da descarga através de leve pressão ou automático
AC 11 VESTIÁRIO
Área de manobra e circulação adequadas
Boa ventilação
Condições gerais
Boa iluminação
Piso impermeável, lavável, sem buracos e ressaltos
Providos de encosto
Bancos Altura máxima de 0,46 m
Largura mínima de 0,45 m
Boas condições de uso
Armários Altura de utilização entre 0,40m e 1,20 m do piso
Puxadores e fechaduras entre 0,80 m e 1,20 m

EDIFICAÇÃO
PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
ED 01 ESCADAS / RAMPAS / CORREDORES
Regular, firme e estável
Piso Sem ressaltos ou buracos
Antiderrapante
Boa Iluminação
Condições gerais Sem barreiras
Altura livre de 2,10
Faixa antiderrapante
Degraus e desníveis Faixas reflexivas
Largura adequada
Feito de material rígido
Corrimão Estar firmemente fixado
Bom estado de conservação
ED 02 ELEVADORES
Capacidade máxima
Sinalização Identificação de andares
Painel de controle

157
ANEXOS

Sistema de condicionamento de ar
Interior Boa iluminação
Piso nivelado com os andares
Sensores na porta
Dispositivos Interfone
Alarmes
ED 03 SUBESTAÇÕES E GERADORES
Trabalhador qualificado em instalação elétrica
Manutenção Treinamento em segurança
Ferramentas adequadas
Aterramento elétrico
Proteção Coletiva Desenergização elétrica
Isolação das partes vivas
Luvas de isolamento elétrico
Proteção Individual Botina sem partes metálicas
Não uso de adornos pessoais
Identificação de circuitos elétricos
Sinalização Travamentos e bloqueios de dispositivos
Restrições e impedimentos de acessos

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


ED 04 QUADRO ELÉTRICO
Sem barreiras e bloqueios
Localização Afastado de materiais inflamáveis
Acesso restrito
Portas em bom estado e com dispositivo de fechamento
Condições gerais Partes vivas isoladas
Feito de material não inflamável
Identificação
Sinalização Advertência de risco
Área de cobertura dos disjuntores
ED 05 SERVIÇO DE LIMPEZA E JARDINAGEM
Ordem de serviço para execução das tarefas
Periodicidade dos treinamentos
Treinamento
Prevenção de acidentes
Procedimentos em caso de emergência
Adequadas para execução das tarefas
Ferramentas Em bom estado de conservação
Partes vivas isoladas
Armazenados em local próprio
Produtos Químicos Local adequado para diluição
Restrição de pessoal para diluição
Fornecimento de uniforme
Proteção Individual Botas e luvas impermeáveis para limpeza
Luvas, botas e óculos para jardinagem

158
ANEXOS

ED 06 VIGILÂNCIA
Proteção contra intempéries
Posto Externo Conforto térmico
Assento disponível para descanso
Ordem de serviço para execução das tarefas
Periodicidade dos treinamentos
Treinamento
Prevenção de acidentes
Procedimentos em caso de emergência

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


ED 07 SESMT
Registro na DRT
Organização Dimensionamento compatível com risco e número de empregados do estabelecimento
Inspeções periódicas
Engenheiro(a) de Segurança
Técnico(a) de Segurança
Profissionais Médico(a) do Trabalho
Enfermeiro(a)
Técnico(a) em Enfermagem do Trabalho
Programas de Prevenção de Riscos
Programas Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional
Laudos de Insalubridade/Periculosidade
Execução de treinamentos admissionais e periódicos
Treinamentos
Instruções de Segurança para execução das tarefas Treinamento da CIPA
ED 08 CIPA
Registrada na Delegacia Regional do Trabalho
Organização Quantidade de membros compatível com quadro de funcionários
Treinamento de carga horária de 20 horas
Ordinárias mensais
Reuniões Durante expediente normal de trabalho
Registradas em atas atualizadas e assinadas
Identificação dos riscos existentes no local de trabalho
Mapa de Riscos Identificação de quantidade de pessoas expostas ao risco
Fixado em local de fácil acesso e visualização

MEIO AMBIENTE DO TRABALHO


PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
MAT 01 SISTEMA CENTRAL DE AR CONDICIONADO
Limpo
Local da Central Boa iluminação
Usado apenas para o fim que se destina (não utilizado como depósito)
Saídas Distribuídas uniformemente pelo ambiente Limpas

MAT 02 QUALIDADE DA ÁGUA


Empresa especializada em tratamento de água
Captação
Poço com monitoramento da qualidade da água

159
ANEXOS

Superfícies lisas, impermeáveis e resistentes


Reservatório Em boas condições de higiene e limpeza
Cobertura adequada
MAT 03 BEBEDOUROS
No mínimo, um por pavimento
Condições gerais Em boas condições de higiene e limpeza
Dotados de filtro
MAT 04 SANITÁRIOS
Separados por sexo
Ventilação para o exterior do prédio
Condições gerais
Iluminação adequada
Divisórias com portas nos boxes sanitários
Dotada de tampa
Lixeiras Acionamento por pedal
Revestida de saco plástico
1 para cada grupo de 20 trabalhadores
Aparelhos sanitários Revestido de material liso e impermeável
Boas condições de uso
MAT 5 ESGOTOS SANITÁRIOS
Tratamento Realizado no local, com monitoramento da qualidade do efluente Tratamento municipal existente.

Destino Final Monitoramento da qualidade ambiental do local.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


MAT 06 REFEITÓRIOS
Ventilação e Iluminação adequadas
Local
Capacidade mínima para abrigar 1/3 do turno
Mesa com tampo liso e bordas arredondadas
Mobiliário Área de circulação entre os bancos
Bancos limpos e em bom estado de uso
Não se comunicar diretamente com local de trabalho
Localização Não se comunicar diretamente com sanitários
Não se comunicar com áreas insalubres e perigosas
Fornecimento de copo
Fornecimento de água potável
Condições Sanitárias
Lavatórios (individuais ou coletivos)
Estufa, fogão ou similar para aquecer as refeições.
MAT 07 VESTIÁRIOS
Separados por sexo
Condições gerais Ventilação adequada
Iluminação adequada
Utilizado apenas para o fim que se destina (não utilizado como depósito)
Interior Espaço de 1,50 m² por funcionário
Barreira/parede entre a porta e a área da troca de roupa

160
ANEXOS

Individuais com possibilidade de trancamento


Armários Bom estado de conservação e higiene
Tamanho adequado para guarda de pertences e EPI
MAT 08 RESÍDUOS SÓLIDOS
Separação de resíduos pelo tipo
Coleta
Feita por funcionários especializados
Localizados em áreas específicas e adequadas
Sinalizados
Contêineres
Controle de Acesso
Bom estado de conservação e higiene
Veículo adequado
Transporte
Horário de recolhimento padronizado e adequado
Proibida a queima indiscriminada
Tratamento Realizado no local, com monitoramento periódico.
Tratamento municipal existente
Descarte local, com monitoramento e controle
Destino Final
Descarte no sistema municipal com monitoramento

SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO


PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
SPI 01 BRIGADA DE INCÊNDIO
Quantidade adequada para atendimento do órgão
Cobertura de todos os turnos
Brigadistas
Treinamentos em evacuação, socorro e combate
Simulações periódicas
Espaço adequado
Local Área para guarda de equipamentos e ferramentas
Meios de comunicação estabelecidos
Quantidade suficiente
Equipamentos de
Adequados ao combate
Combate
Bom estado de conservação
SPI 02 COMBUSTÍVEIS INFLAMÁVEIS
Sinalização Placas de identificação Controle de Acesso

Acesso fácil e seguro do combate e socorro


Iluminação adequada
Local
Ventilação adequada
Iluminação de emergência
SPI 03 SISTEMA DE ALARME/ CHUVEIROS AUTOMÁTICOS
Número suficiente de pontos em cada pavimento
Alarme Perceptíveis em todos os locais de trabalho
Sirenes com som distinto dos demais dispositivos acústicos do local
Botões de Dispostos em locais visíveis Sinalizados
Acionamento

161
ANEXOS

Registro Geral aberto


Chuveiros
Localização que possibilite a descarga de água
automáticos
Sistema de acionamento hidráulico com manutenção adequada
SPI 04 HIDRANTES DE RUA
Próximo à edificação
Localização
Local de fácil acesso ao carro do corpo de bombeiros

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


SPI 05 HIDRANTES INTERNOS
Fácil visualização
Localização Fácil acesso
Quantidade suficiente para combate integral (1 a cada 30 m) Desbloqueados e desobstruídos
Em bom estado de conservação
Mangueira Enrolada de forma adequada
Desengatada da saída de água
Porta em boas condições
Condições gerais Bicos em bom estado
Higienização adequada (caixa não utilizada como depósito)
Água Sob pressão constante
Reserva de Incêndio no reservatório
SPI 06 SISTEMA DE EXTINTORES DE INCÊNDIO
Localização Fácil visualização
Fácil acesso
Desobstruídos
Não estar localizado nas paredes das escadas
Local com menor probabilidade de ser bloqueado pelo fogo
Sinalização Identificação pelo tipo
Círculo vermelho ou seta larga com bordas arredondadas
Área de 1 x 1 m pintado de vermelho abaixo do extintor
Condições Compatíveis com a classe de fogo do ambiente
Validade em dia
Lacre não violado
Quantidade de carga na faixa aceitável
Bicos e válvulas de alívio em boas condições
Mínimo de dois extintores por pavimento (1 a cada 50 m)
SPI 07 SISTEMAS DE EMERGÊNCIA
Próximas aos locais de trabalho
Saídas Largura mínima de 1,20 m
Destrancadas, desbloqueadas, desobstruídas e visíveis
Abertura no sentido do fluxo da fuga
Porta Corta-fogo Fechamento automático
Dispositivo de abertura pelos dois lados
Placas de identificação das saídas e dos andares
Sinalização
Sinalização luminosa
Iluminação de emergência
Escadas Faixa antiderrapante
Corrimão

162
ANEXOS

RISCO FISICO
PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
RF 01 RUIDO CONTINUO
Controle de Acesso ao ambiente com ruído intenso
Tom de voz normal para conversa (baixa intensidade)
Tom de voz alterado para conversa (média à alta)
Controle de Exposição Avaliações periódicas de exposição ao ruído
Avaliações periódicas da saúde (audiometrias)
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar a exposição ao ruído insalubre no ambiente
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações
Manutenção da fonte Manutenção inadequada (peças soltas, gastas e/ou sem lubrificação)
geradora Manutenção corretiva (planejada ou não planejada) Manutenção Preventiva
Ordem de serviço para execução das tarefas
Treinamento Periodicidade dos treinamentos
Procedimentos em caso de emergência
Equipamento (Enclausuramento da fonte, Barreiras de som com materiais absorventes etc.), dimensionado por
Equipamento de Proteção técnico habilitado.
Coletiva
Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade.
Equipamento (protetor auricular) dimensionado por técnico qualificado, com Certificado de Aprovação.

Equipamento de Proteção Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI.
Individual Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho.
Controle de qualidade e validade dos EPI.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RF 02 RUÍDO DE IMPACTO
Controle de Acesso ao ambiente com ruído de impacto intenso.
Avaliações periódicas de exposição ao ruído.
Avaliações periódicas da saúde (audiometrias).
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar a exposição ao ruído de impacto insalubre ou
Controle de Exposição
perigoso no ambiente.
Periodicidade simples (manuseio de materiais, marteladas, disparo de armas etc.)
Repetitivo (prensas automáticas, guilhotinas, ferramentas pneumáticas, rajadas consecutivas etc.)
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações
Manutenção da fonte Manutenção inadequada (peças soltas, gastas e/ou sem lubrificação)
geradora Manutenção corretiva (planejada ou não planejada) Manutenção Preventiva
Ordem de serviço para execução das tarefas
Treinamento Periodicidade dos treinamentos
Procedimentos em caso de emergência
Equipamento (Enclausuramento da fonte, Barreiras de som com materiais absorventes etc.) dimensionado por técnico
Equipamento de habilitado.
Proteção Coletiva
Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade.
Equipamento (protetor auricular) dimensionado por técnico qualificado, com Certificado de Aprovação.

Equipamento de Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI.
Proteção Individual Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho.
Controle de qualidade e validade dos EPI.

163
ANEXOS

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RF 3 TEMPERATURA EXTREMA – CALOR
Controle de Acesso aos locais aquecidos, limitado e restrito ao pessoal autorizado e qualificado Avaliações periódicas
de exposição ao calor.

Controle de Exposição Avaliações periódicas da saúde.


Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar a exposição ao calor insalubre no ambiente
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Manutenção da fonte Manutenção corretiva (planejada ou não planejada) Manutenção Preventiva.
geradora
Ordem de serviço para execução das tarefas
Treinamento Periodicidade dos treinamentos
Procedimentos em caso de emergência
Equipamento (Sistema de Resfriamento e/ou Ventilação do ambiente, Sistema de Pausas no Trabalho etc.)
Equipamento de dimensionado por técnico habilitado.
Proteção Coletiva
Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade
Equipamento especificado (roupa protetora ou outro) por técnico qualificado, com Certificado de Aprovação.

Equipamento de Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI.
Proteção Individual Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho.
Controle de qualidade e validade dos EPI.
PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
RF 04 TEMPERATURA EXTREMA – FRIO
Controle de Acesso aos locais resfriados, limitado e restrito ao pessoal autorizado e qualificado Avaliações periódicas
de exposição ao frio.

Controle de Exposição Avaliações periódicas da saúde.


Procedimentos e instalações específicas para evitar ou minimizar a exposição ao frio insalubre no ambiente.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Manutenção da fonte Manutenção corretiva (planejada ou não planejada) Manutenção Preventiva
geradora
Ordem de serviço para execução das tarefas
Treinamento Periodicidade dos treinamentos
Procedimentos em caso de emergência
Equipamento (Sistema de Aquecimento do ambiente, Sistema de Pausas no Trabalho etc.) dimensionado por técnico
Equipamento de habilitado.
Proteção Coletiva
Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade.
Equipamento especificado (roupa protetora ou outro) por técnico qualificado, com Certificado de Aprovação.

Equipamento de Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI.
Proteção Individual Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho.
Controle de qualidade e validade dos EPI.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RF 05 UMIDADE
Controle de Acesso aos locais encharcados ou alagados, limitado e restrito ao pessoal autorizado e qualificado.
Contato direto e permanente com água.
Umidade do ar excessiva.
Controle de Exposição Avaliações periódicas de exposição à umidade.
Avaliações periódicas da saúde.
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar a exposição à umidade insalubre no ambiente.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.

164
ANEXOS

Manutenção da fonte Manutenção corretiva (planejada ou não planejada) Manutenção Preventiva.


geradora
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamento (Sistema de “ressecamento” do ar ambiente, Sistema de Pausas no Trabalho etc.), dimensionado por
Equipamento de técnico habilitado.
Proteção Coletiva
Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade.
Equipamento especificado por técnico qualificado.
Equipamento com Certificado de Aprovação.
Equipamento de
Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI.
Proteção Individual
Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho.
Controle de qualidade e validade dos EPI.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RF 06 VIBRAÇÃO
Controle de Acesso aos ambientes, máquinas ou equipamentos que gerem vibrações excessivas, limitado e restrito ao
pessoal autorizado e qualificado.
Contato parcial (membros superiores: ferramentas manuais, moto serras, derrubada de árvores, fundição, fabricação
de móveis, reparo de autos etc.)

Controle de Exposição Contato integral (corpo inteiro: plataformas industriais, veículos pesados, tratores etc.). Avaliações periódicas de
exposição à vibração.
Avaliações periódicas da saúde.
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar a exposição à vibração insalubre no ambiente.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Manutenção da fonte Manutenção corretiva (planejada ou não planejada) Manutenção Preventiva.
geradora
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamento (Sistema de amortecimento das vibrações, Sistema de Pausas no Trabalho etc.), dimensionado por
Equipamento de técnico habilitado.
Proteção Coletiva
Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade.
Equipamento especificado por técnico qualificado.
Equipamento com Certificado de Aprovação.
Equipamento de
Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI.
Proteção Individual
Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho.
Controle de qualidade e validade dos EPI.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RF 07 PRESSÃO ANORMAL
Controle de Acesso aos ambientes com pressões anormais, limitado e restrito ao pessoal autorizado (18 a 45 anos)
Medidas de controle na câmara de trabalho
Avaliação e controle de agentes químicos e condições de exposição ao calor no local.
Avaliações periódicas de exposição à pressão anormal
Controle de Exposição
Avaliações periódicas da saúde.
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar a exposição a pressões insalubres ou perigosas no
ambiente.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.

165
ANEXOS

Manutenção do Manutenção corretiva (planejada ou não planejada) Manutenção Preventiva.


ambiente
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamento (Cabine de comando, Câmara hiperbárica, Máscaras de nitrogênio, Sistema de
Equipamento de
Proteção Coletiva e de Pausas no Trabalho etc.), dimensionado por técnico habilitado.
Emergência Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade.
Equipamento especificado por técnico qualificado
Equipamento com Certificado de Aprovação
Equipamento de
Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI
Proteção Individual
Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho
Controle de qualidade e validade dos EPI

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RF 08 RADIAÇÃO IONIZANTE
Controle de Acesso aos ambientes com radiações ionizantes, limitado e restrito ao pessoal autorizado.
Avaliações periódicas de exposição à radiação.
Avaliações periódicas da saúde.
Controle de Exposição
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar a exposição a radiações ionizantes insalubres ou
perigosas no ambiente.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Manutenção da fonte Manutenção corretiva (planejada ou não planejada) Manutenção Preventiva
geradora
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamento (Biombo, Cabine de comando, Sinalização na porta etc.), dimensionado por técnico habilitado.
Equipamento de
Proteção Coletiva Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade.

Equipamento (avental, luvas e óculos plumbíferos etc.), especificado por técnico qualificado Equipamento com
Certificado de Aprovação.
Equipamento de Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI
Proteção Individual
Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho
Controle de qualidade e validade dos EPI

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RF 09 RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE
Controle de Acesso aos ambientes com radiações não ionizantes, limitado e restrito ao pessoal autorizado.
Avaliações periódicas de exposição à radiação.
Avaliações periódicas da saúde.
Controle de Exposição
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar a exposição a radiações não ionizantes
insalubres ou perigosas no ambiente.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações
Manutenção da fonte Manutenção corretiva (planejada ou não planejada) Manutenção Preventiva
geradora

166
ANEXOS

Ordem de serviço para execução das tarefas.


Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamento (Biombo, Cabine de comando, Sinalização na porta etc.) dimensionado por técnico habilitado.
Equipamento de Proteção
Coletiva Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade.

Equipamento (avental, luvas e óculos plumbíferos etc.) especificado por técnico qualificado Equipamento com
Certificado de Aprovação.
Equipamento de Proteção Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI.
Individual
Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho.
Controle de qualidade e validade dos EPI.

RISCO QUÍMICO
PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
RQ 01 ARMAZENAMENTO DE PRODUTOS QUIMICOS
Controle de Acesso aos ambientes de armazenamento de produtos químicos, limitado e restrito ao pessoal
autorizado.
Avaliações periódicas da saúde.
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar a exposição a agentes químicos.

Controle de Exposição Recipientes Adequados e Identificados (rotulados).


Prateleiras Estáveis e Resistentes, em bom estado de conservação.
Critério de separação dos produtos.
Sinalização de Segurança (advertência e emergência).
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.

Ordem de serviço para execução das tarefas.


Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.

RQ 02 MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS


Controle de acesso às áreas de manipulação de produtos químicos, limitado e restrito ao pessoal autorizado e
qualificado.
Controle de Exposição Avaliações periódicas da saúde.
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar os riscos de contaminação Avaliações periódicas da
eficiência dos procedimentos e instalações.

Ordem de serviço para execução das tarefas.


Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.

RQ 03 VENTILAÇÃO
Ambiente confortável para execução das tarefas
Eficiência do sistema
Entradas e Saídas externas em ambientes controlados.

Monitoramento da Monitoramento periódico do ar interno e externo Resultado divulgado.


Qualidade do ar

Manutenção e Empresa especializada


Limpeza do Sistema Realizada periodicamente

167
ANEXOS

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO

RQ 04 HIGIENIZAÇÃO DO AMBIENTE

Higienização constante
Bancadas
Livres de produtos estranhos ao trabalho

Organização Materiais separados e identificados (etiquetados)

Parede, piso e equipamentos higienizados


Limpeza
Objetos pérfuro-cortantes descartados após uso

RQ 05 MANUTENÇÃO DO AMBIENTE

Máquinas e Controle e manutenção de equipamentos danificados Empresa contratada – pessoal qualificado.


Equipamentos

Suficiente para execução das tarefas


Iluminação
Confortável durante toda a jornada de trabalho.

RQ 06 GESTÃO DE RESÍDUOS QUIMICOS

Armazenamento Em local adequado Controle de Acesso

Plano de gerenciamento de resíduos químicos


Coleta e Transporte Periodicidade dos treinamentos
Procedimentos em caso de emergência

Inertização dos materiais contaminados


Tratamento e
Descarte local, com monitoramento e controle.
Descarte
Descarte no sistema municipal com monitoramento

RQ 07 EQUIPAMENTOS DE EMERGÊNCIA

Equipamento com fácil acesso e em funcionamento adequado, de acordo com as especificações de projeto.
Lava Olhos
Manutenção e treinamento periódicos.

Chuveiro de Equipamento com fácil acesso e em funcionamento adequado, de acordo com as especificações de projeto.
Emergência Manutenção e treinamento periódicos.

RQ 08 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA

EPC com fácil acesso e em funcionamento adequado, de acordo com as especificações de projeto Manutenção e
Capela treinamento periódicos.
Acionado pelo funcionário quando em atividade.

Ventilação Local EPC com fácil acesso e em funcionamento adequado, de acordo com as especificações de projeto Manutenção e
(Exaustor ou treinamento periódicos.
Diluidora) Acionado pelo funcionário quando em atividade.

EPC com fácil acesso e em funcionamento adequado, de acordo com as especificações de projeto Manutenção e
Outros EPC treinamento periódicos.
Acionado pelo funcionário quando em atividade.

168
ANEXOS

PARÂMETRO CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RQ 09 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
Proteção Visual e Facial
Riscos: Projeção de partículas, respingos, gases, vapores, poeiras e radiações Protetores: óculos, anteparos,
protetores faciais etc.
Proteção Respiratória
Riscos: Deficiência de oxigênio no ambiente, contaminantes nocivos (gases, vapores, poeiras e fumos) Protetores:
Máscaras, respiradores etc.
Proteção para Membros Superiores e Inferiores
Riscos: cortes, perfurações, abrasão, substâncias nocivas, agentes térmicos (calor ou frio), choques elétricos, impacto
de objetos, compressões e umidade
Protetores Superiores: Luvas, protetores de palma da mão e punho, mangas, mangotes, dedeiras etc. Protetores
Inferiores: Sapatos, botinas, botas, chancas etc.
Proteção para Cabeça
Adequado
Riscos: Impacto, penetrações, choques elétricos, queimaduras e arrancamento do cabelo. Protetores: Capacetes,
Ao risco bonés, gorros, redes etc.
Proteção Auditiva Riscos: Ruído.
Protetores: Protetores auditivos de inserção, tipo “concha” ou “plug”, Protetores ativos etc.
Proteção para o Tronco
Riscos: cortes, projeção de partículas, golpes, abrasão, calor, respingos, substâncias nocivas e umidade. Protetores:
Aventais, jaquetas, capas etc.
Roupas Especiais
Riscos: Temperaturas extremas, radiações, visualização noturna.
Protetores: Vestimentas de amianto, aventais de chumbo, coletes, capas, bonés fluorescentes etc.
Cinturões de Segurança
Riscos: Quedas
Protetores: cinturão de corda, cinturão com talabarte, trava-quedas etc.
Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI Instruções de Segurança
Treinamento para execução das tarefas
Periodicidade dos treinamentos
Certificado de aprovação
Gestão dos EPI Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho
Controle de qualidade e validade dos EPI

RISCO BIOLÓGICO
PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
RB 01 FONTES POTENCIAIS (Mofo, ácaros, fungos)
Controle de Exposição Paredes, Pisos e forros sem infiltração ou mofo Higienização periódica.
(área)
Móveis, cortinas e tapetes sem mofo.
Controle de Exposição
Higienização periódica.
(mobiliário)
Sem poeira acumulada ou suspensa.
RB 02 PÁTÓGENOS (Bactérias, Vírus etc.)
Controle de acesso às áreas de pacientes com doenças infectocontagiosas, limitado e restrito ao pessoal
autorizado e qualificado.
Avaliações periódicas de concentração de patógenos.
Controle de Exposição
(área) Avaliações periódicas da saúde.
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar a exposição a patógenos no ambiente.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.

169
ANEXOS

Controle de acesso aos materiais contaminados.


Controle de Exposição
Procedimentos em caso de emergência.
(materiais contaminados)
Procedimentos e instalações específicos para descarte adequado.
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
RB 03 MANIPULAÇÃO DE MATERIAIS BIOLÓGICOS
Controle de acesso às áreas de manipulação de materiais biológicos, limitado e restrito ao pessoal autorizado
e qualificado.
Controle de Exposição a
Avaliações periódicas da saúde.
materiais biológicos
Procedimentos e instalações específicos para evitar ou minimizar os riscos da contaminação. Avaliações
periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
RB 04 HIGIENIZAÇÃO DO AMBIENTE
Higienização constante.
Bancadas
Livres de produtos estranhos ao trabalho.
Organização Materiais separados e identificados (etiquetados).
Parede, piso e equipamentos higienizados.
Limpeza
Objetos pérfuro-cortantes utilizados e descartados.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RB 05 MANUTENÇÃO DO AMBIENTE
Controle e manutenção de equipamentos danificados.
Máquinas e equipamentos
Empresa contratada – pessoal qualificado
Suficiente para execução das tarefas.
Iluminação
Confortável durante toda a jornada de trabalho.
Ambiente confortável para execução das tarefas.
Entradas e Saídas externas em ambientes controlados.
Ventilação
Monitoramento periódico do ar interno e externo, com o resultado divulgado.
Manutenção periódica realizada por empresa especializada.
RB 06 GESTÃO DE RESIDUOS BIOLÓGICOS
Em local adequado.
Armazenamento Controle de Acesso.
Tempo de armazenamento não permite a decomposição.
Plano de gerenciamento de resíduos biológicos.
Coleta e Transporte Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Inertização dos materiais contaminados.
Tratamento e Descarte Descarte local, com monitoramento e controle.
Descarte no sistema municipal com monitoramento.
RB 07 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA
EPC com fácil acesso e em funcionamento adequado, de acordo com as especificações de projeto
Capela Manutenção e treinamento periódicos.
Acionado pelo funcionário quando em atividade.

170
ANEXOS

EPC com fácil acesso e em funcionamento adequado, de acordo com as especificações de projeto
Ventilação Local Manutenção e treinamento periódicos.
(Exaustora Diluidora)
Acionado pelo funcionário quando em atividade.
Sistema de diferença EPC com fácil acesso e em funcionamento adequado, de acordo com as especificações de projeto
de pressão (negativa / Manutenção e treinamento periódicos.
positivo) Acionado pelo funcionário quando em atividade.
EPC com fácil acesso e em funcionamento adequado, de acordo com as especificações de projeto
Outros EPC Manutenção e treinamento periódicos.
Acionado pelo funcionário quando em atividade.

PARÂMETRO CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO

RB 08 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Proteção Visual e Facial


Riscos: Projeção de partículas, respingos, gases, vapores, poeiras e radiações Protetores: óculos, anteparos, protetores
faciais etc.

Proteção Respiratória
Riscos: Deficiência de oxigênio no ambiente, contaminantes nocivos (gases, vapores, poeiras e fumos) Protetores:
Máscaras, respiradores etc.

Proteção para Membros Superiores e Inferiores


Riscos: cortes, perfurações, abrasão, substâncias nocivas, agentes térmicos (calor ou frio), choques elétricos, impacto
de objetos, compressões e umidade.
Protetores Superiores: Luvas, protetores de palma da mão e punho, mangas, mangotes, dedeiras etc. Protetores
Inferiores: Sapatos, botinas, botas, chancas etc.

Proteção para Cabeça


Adequado
Riscos: Impacto, penetrações, choques elétricos, queimaduras e arrancamento do cabelo. Protetores: Capacetes,
Ao risco bonés, gorros, redes, etc.

Proteção Auditiva Riscos: Ruído.


Protetores: Protetores auditivos de inserção, tipo “concha” ou “plug”, Protetores ativos, etc.

Proteção para o Tronco


Riscos: cortes, projeção de partículas, golpes, abrasão, calor, respingos, substâncias nocivas e umidade. Protetores:
Aventais, jaquetas, capas etc.

Roupas Especiais
Riscos: Temperaturas extremas, radiações, visualização noturna
Protetores: Vestimentas de amianto, aventais de chumbo, coletes, capas, bonés fluorescentes etc.

Cinturões de Segurança
Riscos: QuedasProtetores: cinturão de corda, cinturão com talabarte, trava-quedas etc.

Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI Instruções de Segurança
Treinamento para execução das tarefas
Periodicidade dos treinamentos.

Certificado de aprovação.
Gestão dos EPI
Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho.
Controle de qualidade e validade dos EPI.

171
ANEXOS

RISCO ERGONÔMICO
PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
RE 01 VENTILAÇÃO
Sistema de condicionamento de ar ou sistema de ventiladores adequado para execução das tarefas.
Conforto Confortável durante toda a jornada de trabalho, com os servidores não recebendo fluxo direto de ar.
Manutenção e limpeza dos componentes do sistema.
RE 02 ILUMINAÇÃO
Luminosidade (função da quantidade e disposição das luminárias) adequada para execução das tarefas.
Conforto Confortável durante toda a jornada de trabalho, sem mudanças bruscas de luminosidade no ambiente.
Manutenção e limpeza das luminárias e lâmpadas.
RE 03 CONFORTO TÉRMICO
Conforto Adequado para execução das tarefas.
Confortável durante toda a jornada de trabalho.
RE 04 CONFORTO ACÚSTICO
Adequado para execução das tarefas.
Conforto
Confortável durante toda a jornada de trabalho.
RE 05 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
Normas e procedimentos Ordens de serviço para execução das tarefas Periodicidade dos treinamentos.

Divisão de tarefas “equitativa”


Jornada de trabalho Trabalho em turnos (diurno e noturno)
Excesso de Horas – extras
Ritmo de trabalho não excessivo com pausas no trabalho
Reconhecimento e valorização dos trabalhos de extrema responsabilidade, cujos erros geram graves
Rotina no trabalho
consequências.
Planos de escalonamento de férias e licenças que não sobrecarreguem os demais colegas.
Avaliação pessoal de Entrevista com alguns servidores solicitando que eles avaliem (0 a 10) a organização de seu trabalho.
servidor

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RE 06 GINÁSTICA LABORAL
Profissional Qualificado Empresa especializada ou profissional qualificado.

Espaço Adequado Espaço suficiente para a ginástica (área e volume) Iluminação e ventilação adequadas para a ginástica.

Participação Instrumentos que fomentam a participação total.


RE 07 MANIPULAÇÃO DE PESO
Ordem de serviço para execução das tarefas
Treinamento
Periodicidade dos treinamentos em carga, descarga e transporte.
Equipamento Equipamentos para movimentação horizontal e vertical, incluindo a carga e a descarga.
Carga Eventual Carga Contínua
Esforço físico 50 kg 30 kg – Homens
30 kg 15 kg – Mulheres
RE 08 MESA
Cantos vivos Observação da adequação e conforto do parâmetro
Superfície lisa Observação da adequação e conforto do parâmetro
Não Reflexiva Observação da adequação e conforto do parâmetro
Cor clara Observação da adequação e conforto do parâmetro

172
ANEXOS

RE 09 CADEIRA
Bordas arredondadas Observação da adequação e conforto do parâmetro
Treinamento para utilizar o recurso
Regulagem de altura Pés apoiados no piso
Perna e coxa em ângulo de 90º graus
Treinamento para utilizar o recurso.
Regulagem de encosto
Apoio da região lombar das costas.
Tecido Permeável Em toda a superfície de contato do assento e do encosto.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RE 10 COMPUTADOR
Treinamento para utilizar o recurso.
Suporte de teclado com altura
Braço e antebraço em ângulo de 90º graus.
regulável
Ombros relaxados.
Treinamento para utilizar o recurso.
Monitor com altura regulável
Dentro do campo direto de visão (pescoço relaxado).
Movimento fácil.
Espaço para mouse
Próximo ao teclado.
Disposição de computadores De modo a minimizar a reflexão de luz na tela.
RE 11 POSTO DE TRABALHO
Posto sentado com conforto na posição da coluna e com espaço suficiente para as pernas. Posto em pé
Postura
com conforto na posição da coluna e assento para realizar pausas.
Movimentos corporais Alcance dos movimentos do corpo (membros superiores e inferiores) adequado. Alcance visual adequado.

Visualização Campo de visão adequado (linha dos olhos para baixo).

RISCO MECÂNICO
PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
RM 01 CHOQUE ELETRICO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Controle de Acesso às máquinas e equipamentos que gerem riscos de choque elétrico, limitado e restrito ao
pessoal autorizado e qualificado.

Controle de Exposição Procedimentos e instalações específicos para evitar o choque elétrico em máquinas e equipamentos.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e do funcionamento das máquinas e equipamentos.
Uso adequado do EPI (botas e luvas isolantes etc.).
Manutenção corretiva (planejada ou não planejada).
Manutenção
Manutenção Preventiva.
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamento e/ou dispositivo (aterramento elétrico; desenergização elétrica; isolamento das partes vivas; e
Equipamento de
dispositivos de segurança) instalado na máquina / equipamento, de acordo com as especificações do fabricante da
Proteção
máquina / equipamento.
Coletiva Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade.
RM 02 CHOQUE ELÉTRICO EM INSTALAÇÕES
Controle de Acesso aos ambientes e instalações que gerem riscos de choque elétrico, limitado e restrito ao pessoal
autorizado e qualificado.
Controle de Exposição Procedimentos e instalações específicos para evitar o choque elétrico em instalações.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e do funcionamento das instalações Uso adequado do EPI
(botas e luvas isolantes etc.).

173
ANEXOS

Manutenção Manutenção corretiva (planejada ou não planejada). Manutenção Preventiva.

Ordem de serviço para execução das tarefas.


Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamento e/ou dispositivo (aterramento elétrico; desenergização elétrica; isolamento das partes vivas;
Equipamento de dispositivos de segurança e barreiras físicas) inseridos nas instalações, de acordo com as especificações de projeto.
Proteção Coletiva
Funcionamento adequado e Manutenção periódica.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RM 03 CHOQUE MECÂNICO
Procedimentos e instalações específicos para evitar a queda de objetos, principalmente, no manuseio de
máquinas e de ferramentas.
Controle de Exposição
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos
Uso adequado do EPI (botas, luvas, capacetes etc.).
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamento inserido nas instalações e/ou equipamentos, de acordo com as especificações de projeto ou
Equipamento de Proteção do fabricante.
Coletiva
Funcionamento adequado, Manutenção periódica e Acionamento pelo funcionário quando em atividade.
RM 04 QUEDA – MESMO NÍVEL
Procedimentos e instalações específicos para evitar a queda de pessoas em mesmo nível, principalmente,
em piso molhado, escorregadio, com ressaltos ou buracos ou com trepidação. Manutenção adequada dos
pisos.
Controle de Exposição
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Uso adequado do EPI (botas, botinas etc.).
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência .

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RM 05 QUEDA – NÍVEIS DIFERENTES
Procedimentos e instalações específicos para evitar a queda de pessoas em níveis diferentes.
Controle de Exposição Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Uso adequado do EPI (botas, cinto paraquedas etc.)
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamento inserido nas instalações, de acordo com as especificações de projeto.
Instalação de guarda-corpos que: (i) tenham altura de 0,90m (noventa centímetros), no
mínimo, a contar do nível do pavimento; (ii) se vazado, os vãos do guarda-corpo devem ter, pelo menos,
uma das dimensões igual ou inferior a 0,12m (doze centímetros); (iii) ser de material rígido e capaz de
Equipamento de Proteção resistir ao esforço horizontal de 80kgf/m2 (oitenta quilogramas força por metro quadrado) aplicado no seu
Coletiva ponto mais desfavorável.
Instalação de corrimão: (i) feito de material rígido; (ii) esteja firmemente fixado; e (iii).
esteja em bom estado de conservação.
Funcionamento adequado e Manutenção periódica.

174
ANEXOS

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RM 06 ACIDENTE DE TRÂNSITO
Procedimentos e instalações (sonorizadores, quebra-molas etc.) específicos para evitar acidentes
de trânsito na garagem e em serviços externos (transporte de pessoas e de cargas).
Controle de Exposição
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Uso adequado do EPI (botas, cinto de segurança etc.).
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamentos (sinalização da garagem, com organização do fluxo e com faixa de pedestres).
Equipamento de Proteção
Coletiva Inseridos nas instalações, de acordo com as especificações de projeto Funcionamento adequado e
Manutenção periódica.
RM 07 MATERIAIS PÉRFURO-CORTANTES
Controle de Acesso aos materiais perfurocortantes, limitado e restrito ao pessoal autorizado e qualificado.
Procedimentos e instalações específicos (guarda, uso e descarte – com embalagem segura e recipiente
Controle de Exposição específico) para evitar cortes e perfurações.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Uso adequado do EPI (botas, luvas, aventais etc.).
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
RM 08 SUPERFICIES/MATERIAIS EM TEMPERATURAS EXTREMAS
Controle de Acesso aos ambientes com superfícies e materiais em alta temperatura, limitado e restrito ao
pessoal autorizado e qualificado.

Controle de Exposição Procedimentos e instalações específicos para evitar acidentes (queimaduras) com altas temperaturas.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Uso adequado do EPI (botas, luvas, roupas protetoras etc.).
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
Equipamentos (sinalização, barreiras etc.) inseridos nas instalações, de acordo com as especificações de
Equipamento de Proteção projeto.
coletiva
Funcionamento adequado e Manutenção periódica.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RM 09 MÁQUINAS
Controle de Acesso às máquinas e equipamentos que gerem riscos, limitado e restrito ao pessoal
autorizado.
Procedimentos e instalações específicos para evitar acidentes em máquinas e equipamentos. Instrução de
Controle de Exposição uso fixado próximo à máquina.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e do funcionamento das máquinas e equipamentos.
Uso adequado do EPI (botas, luvas etc.).
Manutenção Manutenção corretiva (planejada ou não planejada) Manutenção Preventiva.

Ordem de serviço para execução das tarefas.


Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.

175
ANEXOS

Equipamento e/ou dispositivo (sinalização de advertência, aterramento elétrico; isolamento das


Equipamento de Proteção partes vivas; dispositivos de segurança etc.) instalado na máquina / equipamento, de acordo com as
especificações do fabricante da máquina / equipamento.
Coletiva
Funcionamento adequado, manutenção periódica e acionamento pelo funcionário quando em atividade.
RM 10 FERRAMENTAS
Controle de Acesso às ferramentas que gerem riscos, limitado e restrito ao pessoal autorizado.
Procedimentos específicos para evitar acidentes com ferramentas.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos,
Controle de Exposição
Ferramentas adequadas para execução das tarefas, em bom estado de conservação e com partes vivas
isoladas.
Uso adequado do EPI (botas, luvas, capacete etc.).
Manutenção Manutenção corretiva (planejada ou não planejada).
Manutenção Preventiva.
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.
RM 11 ANIMAIS PEÇONHENTOS
Combate e controle periódicos de insetos, baratas e roedores
Controle de Exposição Combate à proliferação.
Limpeza e organização de forma a evitar o depósito ou acúmulo de resíduos.
Ordem de serviço para execução das tarefas.
Treinamento Periodicidade dos treinamentos.
Procedimentos em caso de emergência.

PARÂMETROS CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RM 12 ROTA DE FUGA
Sinalização Placas de identificação de saídas, portas, escadas e andares Sinalização luminosa.
Iluminação de Emergência na rota de fuga.
Saídas próximas, visíveis, destrancadas e desobstruídas.
Manutenção da rota de fuga
Porta Corta-fogo com abertura no sentido do fluxo.
Faixa antiderrapante e corrimão nas escadas de emergência.
Treinamento Treinamentos em evacuação e socorro Simulações periódicas.
RM 13 INCÊNDIO
Procedimentos e instalações específicos para evitar o início de fogo no ambiente.
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Controle de risco Sinalização (Advertência de risco e de Emergência) e desobstrução de extintores, hidrantes e saídas de
emergência.
Equipamentos adequados ao combate em quantidade suficiente e em bom estado de conservação.
Treinamento Treinamentos em evacuação, socorro e combate. Simulações periódicas.

RM 14 EXPLOSÃO
Procedimentos e instalações específicos para evitar explosões: (i) no local de armazenamento de materiais
explosivos (distância segura, parede e piso de fácil lavagem, fiação elétrica anti-explosão e ventilação), (ii)
no local de manipulação e uso destes materiais.
Controle de risco
Avaliações periódicas da eficiência dos procedimentos e instalações.
Sinalização (Advertência de risco e de Emergência).
Ordem de serviço para execução das tarefas com explosivos.
Treinamentos em evacuação e socorro.
Treinamento
Procedimentos em caso de emergência.
Simulações periódicas.

176
ANEXOS

PARÂMETRO CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO


RM 15 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
Proteção Visual e Facial
Riscos: Projeção de partículas, respingos, gases, vapores, poeiras e radiações Protetores: Óculos,
anteparos, protetores faciais etc.
Proteção Respiratória
Riscos: Deficiência de oxigênio no ambiente, contaminantes nocivos (gases, vapores, poeiras e fumos)
Protetores: Máscaras, respiradores etc.
Proteção para Membros Superiores e Inferiores
Riscos: cortes, perfurações, abrasão, substâncias nocivas, agentes térmicos (calor ou frio), choques
elétricos, impacto de objetos, compressões e umidade.
Protetores Superiores: Luvas, protetores de palma da mão e punho, mangas, mangotes, dedeiras etc.
Protetores Inferiores: Sapatos, botinas, botas, chancas etc.
Proteção para Cabeça
Adequado Riscos: Impacto, penetrações, choques elétricos, queimaduras e arrancamento do cabelo. Protetores:
Ao risco Capacetes, bonés, gorros, redes etc.
Proteção Auditiva Riscos: Ruído.
Protetores: Protetores auditivos de inserção, tipo “concha” ou “plug”, Protetores ativos etc.
Proteção para o Tronco
Riscos: cortes, projeção de partículas, golpes, abrasão, calor, respingos, substâncias nocivas e umidade.
Protetores: Aventais, jaquetas, capas etc.
Roupas Especiais
Riscos: Temperaturas extremas, radiações, visualização noturna.
Protetores: Vestimentas de amianto, aventais de chumbo, coletes, capas, bonés fluorescentes etc.
Cinturões de Segurança
Riscos: Quedas.
Protetores: cinturão de corda, cinturão com talabarte, trava-quedas etc.
Procedimentos específicos para Higienização, Guarda, Manutenção e Substituição dos EPI Instruções de
Treinamento Segurança para execução das tarefas.
Periodicidade dos treinamentos.
Certificado de aprovação.
Gestão dos EPI Controle de uso dos EPI nos locais de trabalho.
Controle de qualidade e validade dos EPI.

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