Você está na página 1de 26

Instituto Superior Politécnico De Songo

Engenharia Eléctrica

Máquinas Eléctricas I

20 Nível

Máquinas de Indução Polifásicas

Discentes: Docente:

Ezequiel Caetano Mototia Engo. Martinho Gafur

Malique Edson Malique

Manuel Ndambindua F. Machava

Songo, Setembro de 2018


Instituto Superior Politécnico De Songo

Engenharia Eléctrica

Máquinas Eléctricas I

Máquinas de Indução Polifásicas

Discentes: Docente:

Ezequiel Mototia Engo. Martinho Gafur

Malique Edson Malique


Trabalho elaborado pelos estudantes do
Manuel Ndambindua F. Machava Curso de Engenharia Eléctrica do Instituto
Superior Politécnico de Songo e
apresentado à mesma instituição, no âmbito
da disciplina de Máquinas Eléctricas I para
fins de avaliação

Songo, Setembro de 2018


Índice
1. Introdução.............................................................................................................. 4
1.1. Objectivos .......................................................................................................... 5
1.1.1. Objectivo geral ............................................................................................... 5
1.1.2. Objectivos específicos..................................................................................... 5
2. Metodologia ........................................................................................................... 5
3. Máquinas de indução Polifásicas ............................................................................ 6
3.1. Generalidades ................................................................................................. 6
3.2. Construção ...................................................................................................... 6
3.2.1. Rotor em gaiola de esquilo .......................................................................... 7
3.2.2. Rotor bobinado ............................................................................................ 8
3.3. Princípio de Funcionamento de um motor de indução ..................................... 8
3.3.1. Escorregamento (s) ...................................................................................... 9
3.4. Condutores do rotor, Força electromotriz induzida (fem) e torque ................... 9
3.5. Circuito equivalente do motor de indução ..................................................... 10
3.6. Determinação de parâmetros a partir de ensaios a vazio e com rotor
bloqueado.....................................................................................................................12
3.6.1. Ensaio a vazio ........................................................................................... 12
3.6.2. Ensaio de rotor bloqueado ......................................................................... 14
3.7. Torque máximo............................................................................................. 15
3.8. Características operacionais e de funcionamento de uma máquina de indução
.....................................................................................................................................16
Características de funcionamento de um motor de indução ...................................... 17
3.9. Efeito de variações na resistência do rotor ..................................................... 18
3.10. Métodos de medida do escorregamento ..................................................... 19
3.11. Partida de um motor de indução ................................................................ 19
3.11.1. Vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de arranque .................... 20
3.12. Métodos de variação de velocidade dos motores de rotor curto-circuitado . 22
3.13. Aplicações das maquinas de indução polifásicas ........................................ 22
4. Conclusão ........................................................................................................ 23
5. Bibliografia ...................................................................................................... 24

Máquinas de Indução Polifásicas Página 1


Índice de figuras

Figura 1: estator de uma máquina de indução também chamado armadura ou indutor. .6

Figura 2: Rotor típico de uma máquina de indução…………………………………….7

Figura 3: Constituição do rotor bobinado.................................................……………...8

Figura 4: desenvolvimento do torque nos condutores do rotor. ………………………..9

Figura 5: Circuito equivalente do estator de um motor de indução polifásico………..10

Figura 6: Circuito equivalente de um rotor de motor de indução polifásico na

frequência de escorregamento. ………………………………………………………...11

Figura 7: Circuito equivalente monofásico de um motor de indução polifásico……...12

Figura 8: Circuito equivalente aproximado de motor de indução: condições a vazio...13

Figura 9: Circuito equivalente de motor de indução: condições de rotor bloqueado….14

Figura 10: representação gráfica do produto entre fluxo e corrente no rotor……….…15

Figura 11: Efeitos da carga na velocidade, torque desenvolvido e corrente no rotor.…16

Figura 12: Efeitos de carga pesadas na corrente primária do estator e seu factor de

potência. ………………………………………………………………………………..17

Figura 13: Motor de indução de rotor bobinado e resistência controladora externa…..18

Figura 14: os três métodos directos de medição de escorregamento…………………..19

Figura 15: Circuito de potência para uma partida estrela-triângulo…………………...20

Figura 16: Partida com chave compensadora…………………………………………21

Figura 17: Configuração básica de um circuito de partida soft-starter. ………………22

Máquinas de Indução Polifásicas Página 2


Índice de equações
Equação 1……………………………………………………………………………….9

Equação 2……………………………………………………………………………… 9
Equação 3……………………………………………………………………………… 9
Equação 4……………………………………………………………………………….9
Equação 5……………………………………………………………………………...10
Equação 6……………………………………………………………………………...10
Equação 7……………………………………………………………………………...11

Equação 8……………………………………………………………………………...11
Equação 9……………………………………………………………………………...11
Equação 10…………………………………………………………………………… 12
Equação 11…………………………………………………………………………….13
Equação 12…………………………………………………………………………….13
Equação 13…………………………………………………………………………….13
Equação 14…………………………………………………………………………….13

Equação 15…………………………………………………………………………….13
Equação 16…………………………………………………………………………….14
Equação 17…………………………………………………………………………….14
Equação 18…………………………………………………………………………….14
Equação 19…………………………………………………………………………….14
Equação 20 ……………………………………………………………………………14

Equação 21……………………………………………………………………………15
Equação 22……………………………………………………………………………15
Equação 23……………………………………………………………………………15
Equação 24……………………………………………………………………………15
Equação 25……………………………………………………………………………15
Equação 26……………………………………………………………………………15

Equação 27……………………………………………………………………………16
Equação 28……………………………………………………………………………16

Máquinas de Indução Polifásicas Página 3


1. Introdução
As maquinas de indução polifásicas, que de maneira geral, são muito aplicadas nos
processos quotidianos. O seu principal campo de aplicação é o acionamento, isto é, ela
opera sempre como motor, apesar de eletricamente ser possível a máquina de indução
funcionar como gerador, são raros os exemplos neste campo de aplicação. Elas são as
mais simples das máquinas elétricas rotativas, seja sob o ponto de vista de sua
construção, seja sob o ponto de vista de sua operação. Nesta perspectiva, o presente
trabalho, ao longo do seu desenvolvimento apresenta subtemas como construção das
máquinas de indução, princípio de funcionamento, métodos de partida e aplicação das
máquinas de indução entre outros, organizados de forma a proporcionar, gradualmente,
conhecimento mais sólido e prático, sobre estas máquinas.

Máquinas de Indução Polifásicas Página 4


1.1. Objectivos

1.1.1. Objectivo geral


Abordar sobre maquinas de indução polifásicas

1.1.2. Objectivos específicos


 Apresentar generalidades fundamentais sobre as máquinas de indução
polifásicas;
 Apresentar a constituição das maquinas de indução, seu princípio de
funcionamento e suas características operação;
 Apresentar os diferentes métodos de partida dos motores de indução, suas
respectivas vantagens e aplicações quotidianas.

2. Metodologia
A elaboração do presente trabalho foi baseada em pesquisas científico-didácticas com
base em livros, artigos electrónicos, bem como materiais digitais e notas de aulas da
disciplina.

Máquinas de Indução Polifásicas Página 5


3. Máquinas de indução Polifásicas

3.1. Generalidades
Um motor eléctrico é um dispositivo que converte energia eléctrica em energia
mecânica.
O motor eléctrico mais utilizado, em termos globais é, o motor assíncrono trifásico,
mais conhecido como motor de indução. (ALVES, 2003)
O seu princípio de funcionamento é semelhante ao do transformador. Dos dois tipos
existentes de motores de indução, o motor de indução de gaiola de esquilo leva muitas
vantagens, inclusive a uma operação isenta de manutenção indicando-se sua utilização
em localizações remotas, e sua operação em condições severas de trabalho onde a poeira
e outros materiais abrasivos sejam factores a serem considerados. (KOSOW,1982)

As máquinas de indução também são chamadas de máquinas assíncronas. O termo


assíncrono utiliza-se pois a velocidade de rotação do rotor não é igual à velocidade de
rotação do campo girante criado pelo estator. O termo indução utiliza-se pois o
movimento de rotação do rotor é o resultado do aparecimento de f.e.ms. induzidas no
rotor.

3.2. Construção
As máquinas de indução são normalmente constituídas por duas partes distintas: o
estator e o rotor.
O Estator é a parte fixa da máquina. É constituído por uma carcaça que suporta um
núcleo em geral de chapa magnética. Este núcleo é munido de cavas onde é montado
um conjunto de enrolamentos dispostos simetricamente. O número de enrolamentos é
igual ao número de fases da máquina.

Figura 1: Estator de uma máquina de indução também chamado armadura ou indutor. [5]

Máquinas de Indução Polifásicas Página 6


O Rotor é a parte móvel da máquina. É colocado no interior do estator, tendo para o
efeito, a forma de um cilindro. Tal como o estator, o rotor é constituído por um
empilhamento de chapas magnéticas que constituem o núcleo magnético e por
enrolamentos colocados em cavas. Este núcleo magnético encontra-se apoiado sob o
veio, normalmente em aço.

Figura 2: Rotor típico de uma máquina de indução. [6]

O rotor pode ser de dois tipos: rotor em gaiola de esquilo e rotor bobinado.

3.2.1. Rotor em gaiola de esquilo


O enrolamento do rotor consiste em barras condutoras dispostas ao longo do rotor e em
todo o seu perímetro, curto-circuitadas nas extremidades por anéis condutores. Este é o
mais comum hoje em dia pois tem diversas vantagens relativamente ao motor de rotor
bobinado e aos motores de corrente contínua, nomeadamente o facto de não ter anéis
colectores nem escovas. (ALVES, 2003)

Máquinas de Indução Polifásicas Página 7


3.2.2. Rotor bobinado
O enrolamento do rotor é similar ao enrolamento do estator. Este tipo de motor tem
também anéis colectores e escovas que, ao conduzirem a corrente gerada no rotor para o
exterior, permitem, através de resistências variáveis, limitar a corrente no arranque e
controlar a velocidade de rotação do motor. Os motores de rotor bobinado são usados
quando se necessita elevado torque de partida e o controle de velocidade. (ALVES,
2003)

Figura 3: Constituição do rotor bobinado. Fonte: Adaptado

3.3. Princípio de Funcionamento de um motor de indução


Ao se aplicar uma tensão polifásica ao estator da máquina com o circuito do rotor
fechado surgirão tensões induzidas no enrolamento do rotor que produzirão correntes no
mesmo interagindo com o campo girante do entreferro.

De acordo com a lei de Lenz o rotor gira na direcção do campo rotativo tal que a
velocidade relativa entre o campo girante e os enrolamentos diminua. O rotor então
alcança a velocidade do regime (𝑁𝑟 ) que é menor que a velocidade síncrona (𝑁𝑠 ), a qual
é velocidade do campo rotativo que gira no entreferro.

Se 𝑁 = 𝑁𝑠 não haverá tensão induzida e corrente no circuito do rotor e


consequentemente não existirá torque. Assim ele deve “escorregar” em velocidade a fim
de ele produza torque.

Máquinas de Indução Polifásicas Página 8


3.3.1. Escorregamento (s)
A diferença entre a velocidade do rotor e a velocidade síncrona é chamada de
escorregamento.

𝑁𝑠 −𝑁
𝑠= (Equação 1)
𝑁𝑠

A velocidade do rotor em rpm pode ser expressa em termos do escorregamento s e da


velocidade síncrona como
𝑁 = (1 − 𝑠)𝑁𝑠 (Equação 2)
De modo semelhante, a velocidade angular mecânica 𝜔𝑚 pode ser expressa em termos
da velocidade síncrona angular 𝜔𝑠 e do escorregamento através da expressão seguinte:
𝜔𝑚 = (1 − 𝑠)𝜔𝑠 (Equação 3)

3.4. Condutores do rotor, Força electromotriz induzida (fem) e torque


A distribuição da forca electromotriz nos condutores do rotor varridos pelo campo
assemelha-se a distribuição de fluxo como mostra a figura abaixo

Figura 4: Desenvolvimento do torque nos condutores do rotor. Fonte: (KOSOW, 1982)

Supondo que rotor está parado (num bloqueio) em que o fluxo do estator está girando
em velocidade síncrona, o sentido fem induzida em qualquer condutor dado variara
sinusoidalmente de acordo com a grandeza do fluxo que a concatena como mostrou a
figura anterior.

O movimento relativo entre o fluxo do estator e os condutores do rotor induz tensões de


frequência 𝑓𝑟 dadas, por
𝑓𝑟 = 𝑠𝑓𝑒 (Equação 4)

Máquinas de Indução Polifásicas Página 9


Isto é, a frequências das tensões induzidas no rotor varia inversamente com a velocidade
do rotor desde um máximo em repouso à frequência zero na velocidade síncrona.
Onde,
𝑓𝑟 - frequência da tensão sinusoidal e das correntes induzidas no circuito do rotor a um
dado escorregamento em [Hz]
𝑠 – escorregamento
𝑓𝑒 – frequência do estator ou a frequência de linha em [Hz]

3.5. Circuito equivalente do motor de indução


Primeiro, considera-se as condições no estator. A tensão de terminal do estator difere da
FCEM (força contra electromotriz) pela queda de tensão na impedância de dispersão do
estator 𝑍1 = 𝑅1 + 𝐽𝑋1 . Assim,
𝑉̂1 = 𝐸̂2 + 𝐼̂1 (𝑅1 + 𝐽𝑋1 ) (Equação 5)
Onde
𝑉̂1 - Tensão de fase de terminal do estator
𝐸̂2 - FCEM (de fase) gerada pelo fluxo de entreferro resultante
𝐼̂1 - Corrente do estator
𝑅1 - Resistência efectiva do estator
𝑋1 - Reactância de dispersão do estator
Exactamente como no caso de um transformador, a corrente de estator pode ser
decomposta em duas componentes: uma componente de carga e uma componente de
excitação (magnetização).

Figura 5: Circuito equivalente do estator de um motor de indução polifásico. Fonte: (FITZGERALD


,2014)

Do ponto de vista do circuito equivalente do estator da Figura 5, o rotor pode ser


representado por uma impedância equivalente 𝑍2
𝐸̂2
𝑍2 = (Equação 6)
𝐼̂2

Máquinas de Indução Polifásicas Página 10


que corresponde à impedância de dispersão de um secundário equivalente estacionário.
Para completar o circuito equivalente, devemos determinar o valor de 𝑍2 que represente
as tensões e correntes em termos das grandezas do rotor referidas ao estator.

Portanto, a expressão que fornece a relação entre a impedância de dispersão 𝑍2𝑆 do rotor
equivalente, na frequência de escorregamento, e a impedância de dispersão 𝑍𝑟𝑜𝑡𝑜𝑟 , na
frequência de escorregamento, do rotor real deve ser
̂
𝐸 ̂
𝐸
2
𝑍2𝑠 = 𝐼̂ 2𝑠 = 𝑁𝑒𝑓 ( 𝐼 𝑟𝑜𝑡𝑜𝑟) = 𝑁𝑒𝑓
2
𝑍𝑟𝑜𝑡𝑜𝑟 (Equação 7)
2𝑠 𝑟𝑜𝑡𝑜𝑟

onde 𝑁𝑒𝑓 é relação de espiras efetiva entre o enrolamento do estator e o enrolamento do


rotor real. Aqui, o índice 𝟐𝒔 refere-se às grandezas associadas ao rotor referido. Assim,
𝐸̂2𝑠 é a tensão induzida pelo fluxo de entreferro resultante no rotor equivalente e 𝐼̂2𝑠 é a
respectiva corrente induzida.
Considera-se primeiro a impedância de dispersão do rotor referido, na frequência de
escorregamento.
𝐸̂2𝑠
𝑍2𝑠 = = 𝑅2 + 𝑗𝑠𝑋2 (Equação 8)
𝐼̂2𝑠

𝑅2 - Resistência do rotor referido


𝑠𝑋2 - Reactância de dispersão do rotor referido, na frequência de escorregamento
O circuito equivalente de uma fase do rotor referido, na frequência de escorregamento,
está na Figura a seguir onde (𝐼̂2𝑠 = 𝐼̂2 ) [1]

Figura 6: Circuito equivalente de um rotor de motor de indução polifásico na frequência de


escorregamento. Fonte: (Fitzgerald, 2014)

𝑍2 é a impedância de rotor equivalente estacionário que aparece nos terminais de carga


do circuito equivalente do estator mostrado na Figura 5.
𝐸̂2 𝑅2
𝑍2 = = + 𝑗𝑋2 (Equação 9)
𝐼̂2 𝑠

Máquinas de Indução Polifásicas Página 11


Figura 7: Circuito equivalente monofásico de um motor de indução polifásico. Fonte: (Fitzgerald, 2014)

3.6. Determinação de parâmetros a partir de ensaios a vazio e com rotor


bloqueado
Os parâmetros de circuito equivalente, necessários para o cálculo do desempenho de um
motor de indução polifásico submetido a uma carga, podem ser obtidos dos resultados
de um ensaio a vazio, de um ensaio de rotor bloqueado e das medidas das resistências
CC dos enrolamentos do estator.

3.6.1. Ensaio a vazio


O ensaio a vazio ou em circuito aberto de um motor de indução fornece informações
em relação à corrente de excitação e às perdas a vazio. esse ensaio é executado em
frequência nominal e com tensões polifásicas equilibradas aplicadas aos terminais do
estator e as leituras são executadas na tensão nominal. Tais leituras são:
𝑉1,𝑉𝑍 - A tensão de fase [V]
𝑉1,𝑉𝑍 - A corrente de linha [A]
𝑃𝑉𝑍 - A potência eléctrica polifásica total de entrada [W]
A vazio, a corrente do rotor é apenas a mínima necessária para produzir conjugado
suficiente para superar as perdas por atrito e ventilação associadas à rotação. o caminho
de magnetização do motor de indução inclui um entreferro, o que aumenta
significativamente a corrente de excitação necessária.

Desprezando as perdas 𝐼 2 𝑅 do rotor e as perdas no núcleo, as perdas rotacionais, 𝑃𝑟𝑜𝑡 ,


podem ser encontradas subtraindo as perdas 𝐼 2 𝑅 do estator da potência de entrada a
vazio
2
𝑃𝑟𝑜𝑡 = 𝑃𝑉𝑍 − 𝑞𝐼1,𝑉𝑍 𝑅1 (Equação 10)

Máquinas de Indução Polifásicas Página 12


As perdas rotacionais totais sob carga, são normalmente consideradas constantes e
iguais ao seu valor a vazio. Ao aplicar a Equação acima deve-se ter cuidado para usar o
valor correspondente à temperatura do ensaio a vazio.
Se o motor for operado a vazio na velocidade nominal e então for desligado
repentinamente da fonte, o decaimento da velocidade do motor será determinado pelas
perdas rotacionais por meio da equação 10:
𝑑𝜔𝑚 𝑃
𝐽 = −𝑇𝑟𝑜𝑡 = − 𝜔𝑟𝑜𝑡 (Equação 11)
𝑑𝑡 𝑚

Assim, se a inércia do rotor J for conhecida, as perdas rotacionais para qualquer


velocidade 𝜔𝑚 podem ser obtidas a partir do decaimento de velocidade resultante como
𝑑𝜔
𝑃𝑟𝑜𝑡 (𝜔𝑚 ) = −𝜔𝑚 𝐽 𝑑𝑡𝑚 (Equação 12)
as perdas rotacionais na velocidade nominal podem ser determinadas aplicando a
Equação anterior logo que o motor é desligado, após estar operando na velocidade
nominal. Se as perdas rotacionais a vazio forem determinadas desse modo, as perdas no
núcleo podem ser obtidas com o auxílio da equação 12:
2
𝑃𝑛𝑢𝑐𝑙𝑒𝑜 = 𝑃𝑉𝑍 − 𝑃𝑟𝑜𝑡 − 𝑞𝐼1,𝑉𝑍 𝑅1 (Equação 13)
Em condições a vazio, a corrente de estator é relativamente baixa e pode-se desprezar a
respectiva queda de tensão na resistência de estator e na reactância de dispersão. A
resistência de perdas no núcleo pode ser determinada pela equação 13:
2
𝑞𝑉1,𝑉𝑍
𝑅𝑐 = 𝑃 (Equação 14)
𝑛𝑢𝑐𝑙𝑒𝑜

𝑅2
o escorregamento a vazio 𝑆𝑣𝑧 é muito pequeno, a resistência de rotor ⁄𝑆 reflectida é
𝑉𝑍

muito elevada.

Figura 8: Circuito equivalente aproximado de motor de indução: condições a vazio. Fonte: (Fitzgerald,
2014)

A reactância aparente 𝑋𝑉𝑍 medida nos terminais do estator a vazio estará muito próxima
de 𝑋1 + 𝑋𝑚 , que é a reatância própria 𝑋11 do estator; isto é,
𝑋𝑉𝑍 ≈ 𝑋11 = 𝑋1 + 𝑋𝑚 (Equação 15)
A potência reactiva a vazio 𝑄𝑉𝑍 pode então ser determinada como

Máquinas de Indução Polifásicas Página 13


2 2
𝑄𝑉𝑍 = √𝑆𝑉𝑍 − 𝑃𝑉𝑍 (Equação 16)
Em que 𝑆𝑉𝑍 é a potência aparente total de entrada a vazio.
𝑆𝑉𝑍 = 𝑞𝑉1,𝑉𝑍 𝐼1,𝑉𝑍 (Equação 17)
A reactância a vazio 𝑋𝑣𝑧 pode então ser calculada com a seguinte expressão
𝑄
𝑋𝑉𝑍 = 𝑞𝐼2𝑉𝑍 (Equação 18)
1,𝑉𝑍

Observando que o factor de potência a vazio é pequeno (isto é, 𝑄𝑉𝑍 ≫ 𝑃𝑉𝑍 e portanto
𝑋11 ≫ 𝑅1 ) , uma aproximação para a reactância a vazio costuma ser obtida por
𝑉1,𝑉𝑍
𝑋𝑉𝑍 ≈ (Equação 19)
𝐼1,𝑉𝑍

3.6.2. Ensaio de rotor bloqueado


O ensaio de rotor bloqueado ou travado de um motor de indução fornece informações
sobre as impedâncias de dispersão. O rotor é bloqueado, de modo que não possa girar,
tensões polifásicas equilibradas são aplicadas aos terminais do estator. E posteriormente
medindo os seguintes valores:
𝑉1,𝑏𝑙 – A tensão de fase [V]
𝐼1,𝑏𝑙 – A corrente de linha [A]
𝑃𝑏𝑙 – A potência eléctrica polifásica total de entrada [W]

𝑓𝑏𝑙 - A frequência do ensaio de rotor bloqueado [Hz]

Figura 9: Circuito equivalente de motor de indução: condições de rotor bloqueado. Fonte: (Fitzgerald,
2014)

Para as condições de rotor bloqueado, o circuito equivalente é idêntico ao de um


transformador em curto-circuito.
O ensaio de rotor bloqueado deverá ser executado com uma tensão reduzida da qual
resulta aproximadamente a corrente nominal.
Com base nas medidas de rotor bloqueado, a reactância de rotor bloqueado pode ser
encontrada da potência reactiva de rotor bloqueado como
2 2
𝑄𝑏𝑙 = √𝑆𝑏𝑙 − 𝑃𝑏𝑙 (Equação 20)

Máquinas de Indução Polifásicas Página 14


Onde 𝑆𝑏𝑙 é potência aparente total de rotor bloqueado.
𝑆𝑏𝑙 = 𝑞𝑉1,𝑏𝑙 𝐼1,𝑏𝑙 (Equação 21)
A reactância de rotor bloqueado pode então ser calculada pela expressão
𝑓 𝑄
𝑋𝑏𝑙 = (𝑓𝑒𝑛 ) (𝑞𝐼2𝑏𝑙 ) (Equação 22)
𝑏𝑙 1,𝑏𝑙

Onde 𝑓𝑏𝑙 é a frequência do ensaio de rotor bloqueado.


A resistência de rotor bloqueado pode ser calculada a partir da potência de entrada de
rotor bloqueado como
𝑝
𝑅𝑏𝑙 = 𝑞𝐼2𝑏𝑙 (Equação 23)
1,𝑏𝑙

Quando o rotor está bloqueado, pode-se obter uma expressão para a impedância de
entrada do estator examinando a figura 9:
𝑍𝑏𝑙 = 𝑅1 + 𝑗𝑋1 + (𝑅2 + 𝑗𝑋2 ) // 𝑗𝑋𝑚
2
𝑅 𝑋𝑚 𝑋𝑚 (𝑅22 +𝑋2 (𝑋𝑚+𝑋2 ))
= 𝑅1 + 𝑅2 +(𝑋2 + 𝑗 (𝑋1 + ) (Equação 24)
2 𝑚 +𝑋2 )2 𝑅22 +(𝑋𝑚 +𝑋2 )2

A respectiva resistência de rotor bloqueado é dada por:


𝑅2 [𝑅22 +𝑋2 (𝑋𝑚 +𝑋2 )]
𝑅𝑏𝑙 = 𝑅1 + (Equação 25)
𝑅22 +(𝑋𝑚 +𝑋𝑐 )2

e a respectiva reactância de rotor bloqueado é


𝑋2 [𝑅22 +𝑋2 (𝑋𝑚 +𝑋2 )]
𝑋𝑏𝑙 = 𝑋1 + (Equação 26)
𝑅22 +(𝑋𝑚 +𝑋𝑐 )2

3.7. Torque máximo


Numa máquina de indução polifásica a produção de torque médio útil é originado pela
componente de corrente que está em fase com fluxo do rotor como indica a figura
abaixo.

Figura 10: representação gráfica do produto entre fluxo e corrente no rotor. Fonte: (Kosow, 1982)

Máquinas de Indução Polifásicas Página 15


O torque de partida é apenas função da tensão aplicada ao enrolamento do estator.

O torque máximo é obtido quando o escorregamento corresponde ao quociente entre a


resistência do rotor e reactância do rotor bloqueado
𝑅
𝑆𝑇𝑚𝑥 = 𝑋 𝑟 (Equação 27)
𝑏𝑙

A expressão de torque máximo que pode ser desenvolvido por qualquer motor de
indução é

𝑘𝑉𝑓2
𝑇𝑚𝑎𝑥 = 2(𝑆 2 (Equação 28)
𝑇𝑚𝑥 𝑋𝑏𝑙 )

3.8. Características operacionais e de funcionamento de uma máquina de


indução
Quanto maior for a velocidade do rotor de um motor de indução menor será o
escorregamento, sendo este, máximo quando o rotor estiver parado e portanto torque
nulo. A figura 11 mostra a relação entre os valores de torque de partida máximo e de
plena carga desenvolvidos pelo motor de indução em função da sua velocidade e
escorregamento.

Figura 11: Efeitos da carga na velocidade, torque desenvolvido e corrente no rotor. Fonte: (KOSOW,
1982)

Esta figura é uma representação gráfica da corrente desenvolvida pelo rotor do motor e
de seu torque em função do escorregamento, desde o instante de partida (ponto a) até as

Máquinas de Indução Polifásicas Página 16


condições de funcionamento em regime permanente, onde os torques desenvolvido e
aplicado são iguais.

Se o escorregamento for nulo, então o torque desenvolvido e a corrente do rotor são


ambos nulos. Mesmo a vazio é necessário que o motor de indução tenha um pequeno
escorregamento a fim que se desenvolva um pequeno torque para suprir as perdas por
atrito, ventilação, etc.

Características de funcionamento de um motor de indução


Normalmente essas características ocorrem no intervalo entre o funcionamento a vazio e
plena carga (pontos d e c da figura 11)

Condição a vazio: A vazio o escorregamento, a frequência do rotor, sua reactância e


sua forca electromotriz induzida são muito pequenos. Consequentemente, a corrente é
pequeno e apenas suficiente para produzir torque necessário a vazio. Nestas condições o
factor de potência é extremamente pequeno e em atraso.

Condições de meia carga: nestas condições ocorre um ligeiro aumento na corrente do


rotor. Ocorre também um pequeno decréscimo na velocidade que causa um aumento no
escorregamento e na frequência do rotor, na sua reactância e na sua forca electromotriz
induzida no rotor o que melhora o factor de potência.

Condições de plena carga: motor de indução girara a um valor de escorregamento que


promove equilíbrio entre torque desenvolvido e torque aplicado. O factor de potência a
plena carga varia de 0,8 a aproximadamente 0,95.

Figura 12: Efeitos de carga pesadas na corrente primária do estator e seu factor de potência. Fonte:
(KOSOW, 1982)

Máquinas de Indução Polifásicas Página 17


A figura 12 representa as características a vazio até a além da plena carga. Acima do
torque do máximo a corrente aumenta mas o torque diminui.

Condições acima da plena carga

Com aumento da carga e do escorregamento, a frequência do rotor continua a aumentar


e o aumento na reactância do rotor produz uma diminuição do factor de potência do
mesmo. Com cargas acima da plena carga o factor de potência aproxima-se de um
máximo e então decresce repentinamente.

3.9. Efeito de variações na resistência do rotor


Em um motor de indução de rotor em gaiola não há maneira de se introduzir variação na
resistência do rotor, acontecendo o contrário num motor de indução de rotor bobinado,
onde há uma maneira simples de se introduzir resistências externas no circuito do rotor,
através dos anéis colectores, como mostra a figura a seguir.

Figura 13: Motor de indução de rotor bobinado e resistência controladora externa. Fonte: (KOSOW,
1982)

Se a barra que fecha o curto-circuito, como mostra a figura, é movida para o extremo
direito, uma resistência máxima é introduzida em cada fase do circuito do rotor ligado
em estrela. Quando movida para o extremo esquerdo, a resistência externa introduzida é
mínima ou nula, representando a resistência equivalente a um motor de indução de rotor
em gaiola. O efeito da variação na resistência do rotor sobre as características de partida
e funcionamento pode ser determinado usando-se um motor de indução de rotor
bobinado.

Máquinas de Indução Polifásicas Página 18


3.10. Métodos de medida do escorregamento
Embora seja importante o valor de escorregamento não é possível determinar os seus
valores exactos por métodos directos. Contudo, segundo (KOSOW 1982) existem três
métodos comummente utilizados para determinação do valor de escorregamento.

 O primeiro método, consiste em comparar a velocidade do motor de indução


com a de um pequeno motor síncrono como mostra a figura 14 (a).
 O segundo método é similar ao primeiro, consiste no uso de um diferencial
mecânico, cuja a engrenagem de saída gira a uma velocidade igual a diferença
entre as das duas engrenagens de entrada, às quais estão ligadas os eixos dos
motores síncronos e de indução, figura 14 (b).
 O terceiro método ilustrado na figura 14(c) conhecido como o método de
estroboscópio, consiste numa medida óptica que não produz carregamento de
qualquer espécie que pode ser usada nos menor dos motores.

Figura 14: Os três métodos directos de medição de escorregamento Fonte: (KOSOW, 1982)

3.11. Partida de um motor de indução


Os métodos de partida dos motores de indução polifásicos são empregados para evitar o
seu dano ou mesmo danos sobre a instalação onde estiverem acopladas.

Máquinas de Indução Polifásicas Página 19


3.11.1. Vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de arranque
 Estrela – triângulo (𝒀 − 𝚫): Na partida em série-paralelo o motor deve estar
apto para trabalhar em duas tensões, sendo a menor delas igual à da rede e as
outras duas vezes maior. Para implementação deste tipo de partida é preciso que
o motor possua nove terminais, partindo o motor com ligação série em 220V e
após atingir a rotação nominal é realizada a comutação para ligação em paralelo.

Vantagens

a) Possui menor custo para baixa tensões;


b) Pode realizar grande número de manobras;
c) A corrente de partida é reduzida para aproximadamente 1/3;
d) Os componentes são compostos ocupando pouco espaço.

Desvantagens

a) A tensão de rede deve ser a mesma tensão em triângulo do motor;


b) O conjugado de partida reduz a 1/3 do conjugado de partida nominal do motor;
c) A partida 𝑌 − Δ só pode ser implementada nos motores de seis bornes;

Se o motor não atingir 90% da sua velocidade nominal, o pico de corrente na comutação
Y para Δ será muito próximo ao pico de corrente em uma partida directa, tornando-se
prejudicial aos sistemas e aos contactares.

Figura 15: Circuito de potência para uma partida estrela-triângulo. Fonte: (Eurípedes, 2007)

Máquinas de Indução Polifásicas Página 20


 Partida com chave compensadora

Vantagens

a) É possível a variação do comutador de 65% para 80% da tensão da rede, de


modo que o motor possa partir satisfatoriamente;
b) Na partida com comutador de 65% a corrente de linha é muito pequena à
corrente da chave 𝑌 − Δ, no entanto na passagem da tensão reduzida para a
tensão da rede o segundo pico de corrente é menor em relação à chave 𝑌 − Δ
pois o autotransformador num breve período se torna uma reactância.

Desvantagens

a) Limitação da frequência de manobras;


b) O custo da chave compensadora é bem maior que o custo da chave 𝑌 − Δ em
decorrência de autotransformador;
c) Em consequência do tamanho do autotransformador, a utilização de quadros
maior se faz necessário, elevando o preço do conjunto.

Figura 16: partida com chave compensadora. [8]

 Partida soft-starter

Consiste em um conjunto de par de tirístores em um em cada borne de potência do


motor. O ângulo de disparo de cada par de tirístores é controlado electronicamente para
uma tensão variável durante a aceleração do motor, comumente chamada de partida
suave (soft-starter).

Máquinas de Indução Polifásicas Página 21


Diferentemente dos sistemas de partida apresentados até então, não existem picos
abruptos de corrente, assim, consegue-se obter uma corrente muito próxima à corrente
nominal do motor com pequena variação.

Uma grande vantagem na utilização de partida electrónica é a ausência do arco


eléctrico, comum nas chaves mecânicas, que faz com que a vida útil deste tipo de
equipamento seja maior.

Figura 17: Configuração básica de um circuito de partida soft-starter. [9]

3.12. Métodos de variação de velocidade dos motores de rotor curto-


circuitado
Segundo KOSOW, 1982, há três maneiras possíveis de variar a velocidade de um motor
de rotor curto-circuitado, nomeadamente:

a) Alterando a frequência aplicada ao estator;


b) Alterando o número de polos do estator (consequentemente do rotor);
c) Reduzindo a tensão aplicada ao estator.

3.13. Aplicações das maquinas de indução polifásicas


Os maquinas de indução polifásicas possuem vasta aplicação no ramo de engenharia
pois elas estão presentes em quase todo o tipo de instalação. Elas são aplicadas como
conversores de frequência, geradores principalmente em turbinas eólicas devido a sua
capacidade de variação da velocidade e no accionamento de cargas como: esteiras
industrias, escadas rolantes, portões de residências, comportas de barragens, etc.

Máquinas de Indução Polifásicas Página 22


4. Conclusão
O trabalho abordou de forma sucinta acerca das máquinas de indução polifásicas e
apresentou gradualmente os subtemas que deviam proporcionar um conhecimento mais
sólido e prático sobre estas máquinas, com base no presente trabalho conclui-se que
devido a simplicidade de sua construção e operação as máquinas assíncronas são
largamente aplicadas, principalmente em acionamentos; elas são a melhor opção para
casos em que se deseja uma máquina que não trabalhe a frequência e velocidades
constantes; os métodos de partida dos motores de indução polifásicos são empregados
para evitar o seu dano ou mesmo danos sobre a instalação onde estiverem acopladas.

Máquinas de Indução Polifásicas Página 23


5. Bibliografia
 Livros

[1]. KOSOV, Irving L. Máquinas Eléctricas e transformadores, 4ª. ed. São Paulo,
Globo, 1982.

[2]. Umans, Stephen D. Máquinas eléctricas de Fitzgerald e Kingsley, 7ª. ed. Porto
Alegre, 2014.

[3].Chapman, Stephen J. Fundamentos de máquinas elétricas, 5. ed. Porto Alegre:


AMGH, 2013.

[4]. SILVA, Marcelo Eurípedes da. Curso de automação industrial, 1a ed. Piracicaba,
2007

[5]. CHAPMAN, Stephen J. Máquinas Eléctricas, 3a ed. Sl: Mc Graw Hill. 2000

 Páginas de internet
[6].(https://www.google.co.mz/search?client=ms-android
huawei&biw=360&bih=261&tbm=isch&sa=1&ei=WCCgW5ioMObKrgTAxIKQCw&i
ns=true&q=estator+de+um+motor+de+indução&oq=estator+de+um+motor+de+induçã
o&gs_l=mobile-gws-wiz-img.3...0.0..2920...0.0..0.4552.4552.9-
1......0.WmLXC7edNhk#imgdii=ubER-tEuC4xz6M:&imgrc=C8nGl8tirhGpLM).
Acesso em 20/09/2018
[7].(https://www.google.co.mz/search?client=ms-android
huawei&biw=360&bih=261&tbm=isch&sa=1&ei=WCCgW5ioMObKrgTAxIKQCw&i
ns=true&q=estator+de+um+motor+de+indução&oq=estator+de+um+motor+de+induçã
o&gs_l=mobile-gws-wiz-img.3...0.0..2920...0.0..0.4552.4552.9-
1......0.WmLXC7edNhk#imgdii=ubER-tEuC4xz6M:&imgrc=C8nGl8tirhGpLM).
Acesso em 20/09/2018
[8]. (http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAYpAAI/metodo-partida-chave
compensadora). Acesso em 20/09/2018

[9]. (https://zgbox.ru/pt/soft-start-device-what-and-how/). Acesso em 20/09/2018

Máquinas de Indução Polifásicas Página 24

Você também pode gostar