Você está na página 1de 127

SERGIPE–BR | EDIÇÃO 1856 | ANO 35 | 5/11/2018

A NOVA ERA DA NOTÍCIA

CALOTE

VERGONHA NACIONAL
“Tem algumas
pessoas colocando
na imprensa que os
recursos liberados
não virão... Os meus
já saíram todos,
todos. Os meus estão
todos no caixa, e já
estamos pagando
CINFORM

todos”

ACESSE P. 29

SECA QUE PERDURA


TRISTE
REALIDADE
DO ALTO
SERTÃO

ACESSE P. 102

Para anunciar nos Classificados CINFORM toque aqui


IMPORTANTE
Para ler e navegar melhor no seu jornal
CINFORM digital, instale a versão gratuita
do Adobe Acrobat Reader, acessando
o Play Store ou Apple Store do
seu celular, tablet ou computador.

TOQUE TOQUE
E ACESSE E ACESSE

TOQUE E ACESSE

Receba o seu jornal CINFORM digital


GRÁTIS toda semana através do
WhatsApp, às segundas e quintas-feiras

TOQUE AQUI
E CADASTRE-SE

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 2


A NOVA ERA DA NOTÍCIA

SERGIPE–BRASIL

t
ÍNDICE CADERNO 1 TOQUE E ACESSE

OPINIÃO
EDITORIAL – Já vi esse filme antes 6
CHARGE | 9
CINFORMANDO | As caras e bocas
de um prefeito zabumbeiro 10

POLÍTICA
“Belivaldo se encantou com o
poder”, afirma Valadares Filho 15
Cadê o dinheiro, Edvaldo? 22

GERAL
VERGONHA NACIONAL: Prefeito mentiu sobre
liberação de recursos para o Forró Caju 29
Gás veicular de Sergipe é
dos mais caros do Brasil 45
Fisioterapia pélvica cresce em Sergipe 50

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 3


Natal chega mais cedo para
aquecer as vendas do comércio 56
Aumento da violência faz procura por
seguro de veículos crescer 63
Profissões da Moda 76

PRÓ-SOLUÇÃO – Descaso com segurança


nos postos de saúde da prefeitura 84
ENCARTE – Guanabara 91

ANUNCIE
AQUI

CONTATE SUA AGÊNCIA DE PUBLICIDADE OU


TOQUE u E FALE COM A GENTE AGORA
uÁurea Cristina (79) 99833-2123
uAlexandre Carvalho (79) 99973-7808
uCláudio Sousa (79) 99971-9179

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 4


E ACESSE
t
TOQUE
ÍNDICE
GERAL

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 5


1/3

EDITORIAL

JÁ VI ESSE
FILME ANTES
Quando Fernando Henrique Cardoso
assumiu as rédeas do país, colocou em
prática uma de suas políticas neoliberais, que
visava ao enfraquecimento progressivo das
universidades públicas, voltando a ação do
estado para os ensinos fundamental e médio.

Analisando-se o Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica
2017, vê-se que o Brasil patina em torno
da nota 4, em um máximo de 10. Focando
no problema, observa-se que, no Brasil, 8
entre 10 alunos do ensino fundamental e
médio não atingiram uma nota satisfatória
em Português e Matemática. Essa nota
satisfatória, ainda distante da ótima ou
excelente, seria 6.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 6


| EDITORIAL 2/3

Ainda focando no problema, fica evidente


que as universidades brasileiras, públicas ou
privadas, recebem alunos sem qualificação
para cursarem o ensino superior, já que não
têm leitura, como diriam os mais velhos.
Algumas universidades têm desenvolvido
ações para destinar o primeiro semestre de
alguns cursos ao ensino da leitura!

O esquema enraizado no
Ministério da Educação é
ultraconservador, de interesse
de muitos políticos da cúpula
suprapartidária

Agora, focando na solução: conversei


com um professor-doutor da UFS, eleitor
e militante histórico do Partido dos
Trabalhadores, eleitor e evangelista ferrenho
pró-Haddad. Para ele, ensino superior é

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 7


| EDITORIAL 3/3

pesquisa, podendo, portanto, sem prejuízo,


estar mesmo vinculado ao Ministério da
Ciência e Tecnologia, ao qual está vinculado
o CNPQ. Mesmo a CAPS – Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal, que é
vinculada ao Ministério da Educação,
mantém estreita parceria com o MCTIC.

Marcos Pontes, tenente-coronel


reformado e engenheiro aeroespacial será o
ministro da Ciência e Tecnologia do governo
Bolsonaro. Mas, não é ideia deste novo
governo a política de migração do curso
superior do Ministério da Educação para o
da ciência e Tecnologia.

Fernando Henrique ensaiou mas não


conseguiu implantar o modelo, pois o
esquema enraizado no Ministério da
Educação é ultraconservador, de interesse de
muitos políticos da cúpula suprapartidária,
devendo-se levar em conta que o grosso
dos seus recursos estão direcionados às
universidades e faculdades pertencentes à
iniciativa privada e não às públicas.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 8


| OPINIÃO

CHARGE | Percles

OH! UMA ESTRELA CADENTE!


VOU FAZER UM PEDIDO:
...TERCEIRO TURNO.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 9


| OPINIÃO 1/5

Edvar Freire
CINFORMANDO

AS CARAS E BOCAS
DE UM PREFEITO
ZABUMBEIRO
Ilustra a capa deste semanário a expressiva
charge do criativo Alcosa, exibindo o alcaide de
uma capital em performance pelas ruas de um
lugar qualquer. Quem sabe, de um dos recantos
esquecidos de Aracaju, outrora cognominada
Capital Nacional da Qualidade de Vida.

Há políticos que se especializam em fazer tipo.


Quando afirmam uma mentira, coisa paradoxal
entre os mortais comuns, mas que ocorre com

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 10


| OPINIÃO | CINFORMANDO 2/5

frequência no mundo intangível da política, as


mumunhas fazem parte do cotidiano.

O distorcer do rosto na fala, para os


especialistas, definem se um ser humano
mente ou fala a verdade. Como a mentira e as
meias verdades fazem parte da arte da política,
os mestres dos disfarces se utilizam do gesto
para impor suas mungangas.

O prefeito dessa cidade fictícia, homem


muito conhecido, pela sua militância no
Partido Comunista do Brasil, PC do B, enganou
a todos os conterrâneos com uma história
estapafúrdia, envolvendo os músicos da terra.
“Prometeu largo e deu estreito”, como dizia um
velho conhecido.

Por vezes, um mero esgar compromete


afirmações e deixa o carrancudo de calças
curtas em solenidades de realce. Porque nem
sempre a carantonha deixa às claras as ocultas
intenções do malabarista.

Trata-se, por vezes de micagem por pilhéria,

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 11


| OPINIÃO | CINFORMANDO 3/5

só que, quando envolve a subsistência de


artistas ricos em talento, mas de poucos
recursos financeiros, não tem a menor graça,
principalmente quando se descobre que o
zabumbeiro retirou da cartola, ou do zabumba,
uma grana substancial para pagar artistas
famigerados como de “renome nacional”.

Sem esse renome, a arte sergipana


pede socorro aos representantes do povo,
principalmente aos que foram brindados com
duas expressivas vitórias eleitorais, ocupando
o palácio Olímpio Campos e o desprezado
palácio Inácio Barbosa. Nobre alcaide, o povo
quer saber: de onde saiu o dinheiro?

A agonia do palácio Olímpio Campos


A edificação foi construída e inaugurada
na década de 1920 e, como tantos prédios
históricos de Aracaju, se encontra em
completo abandono, esquecido pelo poder
público municipal, pelos grandes empresários
sergipanos e até pelo próprio IPHAN. De bela
arquitetura, seguindo os moldes dos prédios
construídos pelo poder público em todo o país,

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 12


| OPINIÃO | CINFORMANDO 4/5

abrigava a sede da Intendência, que hoje se


chama prefeitura. Com a palavra os órgãos de
controle da coisa pública, já que os gestores
ignoram por completo a história e a cultura da
capital de todos os sergipanos.

Escola para todos


A deputada Ana Lúcia (PT) falou de sua
desaprovação com o projeto do novo governo
federal de estabelecer obrigações para os
professores e de proibir doutrinação ideológica
aos alunos. Entre as obrigações do professor,
que deverão estar expressas em cada sala
de aula, consta que é obrigação “não cooptar
os alunos para nenhuma corrente política,
ideológica ou partidária”. Também, a nova
proposta retira da escola fundamental
questões de ensino voltados para ideologia de
gênero, porque a classe mais conservadora
entende que compete à família a orientação
sexual dos seus filhos.

Professores recebem título de cidadania


A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese)
realizou na manhã desta quarta-feira (31), sessão

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 13


| OPINIÃO | CINFORMANDO 5/5

especial de entrega de Título de Cidadania


Sergipana aos professores da Universidade
Federal de Sergipe, Bartira Telles Pereira Santos,
Silvânia Aparecida Bretas, Romero Júnior
Venâncio Silva e José Mário Aleluia Oliveira.
A iniciativa, aprovada por unanimidade pelo
parlamento através de Resoluções nº12, nº, 15,
nº18, nº35 datada dos meses de maio, junho
e agosto de 2018, é de autoria da deputada
estadual Ana Lúcia (PT). “Os professores
homenageados vêm contribuindo com o
desenvolvimento cultural social e político do
nosso estado através da Universidade Federal
de Sergipe com ensino gratuito e de qualidade”,
afirmou Ana Lúcia.

Clique e acesse: www.classifacil.net


Encontre as
melhores ofertas
perto de você

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 14


1/6

POLÍTICA
LUCIO BERNARDO JUNIOR/CÂMARA DOS DEPUTADOS

O candidato recebeu
370.161 votos no
segundo turno para
governador

“BELIVALDO SE
ENCANTOU COM O
PODER”, AFIRMA
VALADARES FILHO
lCandidato derrotado ao governo do
estado pelo PSB falou de ingratidão,
esperança e renovação em entrevista
exclusiva ao CINFORM

JULIA FREITAS | redacao@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 15


| POLÍTICA 2/6

As últimas semanas foram marcadas por


uma disputa ferrenha entre os candidatos
que concorriam no segundo turno para
governador do Estado. Belivaldo Chagas
(PSD) e Valadares Filho (PSB) tentavam
conquistar o maior número de votos
possível. Com 64,72% dos votos válidos,
Belivaldo foi eleito governador.

Durante uma entrevista concedida ao


CINFORM uma semana após o fim da
corrida eleitoral, Valadares Filho disse não
ter mágoa de seu ex-aliado pelas duras
críticas e acusações feitas a ele e ao seu
pai, o senador Valadares (PSB), que levou
Belivaldo para a política e que deu a ele o
seu primeiro emprego.

“É impressionante como Belivaldo se


encantou com o poder, que fez com que
mudasse e esquecesse daqueles que
sempre lhe deram a mão. Mas não guardo
mágoas. A vida é uma roda gigante e a
política com o tempo é muito cruel com
quem se comporta assim”, comenta.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 16


| POLÍTICA 3/6
DIVULGAÇÃO

Antonio Carlos Valadares, Silvia Fontes


e Valadares Filho durante a campanha

Deputado Federal desde 2007, Valadares


Filho comenta que sai destas Eleições de
cabeça erguida mesmo com a derrota nas
urnas, e que continuará trabalhando pelo
povo sergipano.

“Disputar uma eleição de Governador


aos 38 anos com um grupo pequeno, sem
estrutura financeira, enfrentando o poder
da máquina administrativa e chegar ao
segundo turno (onde no início ninguém
acreditava) foi um grande aprendizado.
Analisando o quadro político e a forma como
foi a eleição em Sergipe, saio bem maior do
que entrei. De cabeça erguida e pronto para
os projetos futuros”, afirma.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 17


| POLÍTICA 4/6

RENOVAÇÃO
Ao fim da apuração das urnas, o povo
sergipano escolheu mudar a maioria dos
nomes de seus representantes na Assembleia
Legislativa (Alese) e no Congresso Nacional.
Tanto na Alese quanto na Câmara dos
Deputados, 50% dos nomes foram renovados.
Já no Senado, o Delegado Alessandro Vieira
(Rede) e Rogério Carvalho (PT) assumem as
vagas que antes pertenciam a Eduardo Amorim
(PSDB) e a Valadares (PSB).

O eleitor está cada vez mais atento


aos seus representantes, observando
a sua história, o que defende, suas
companhias...”

Perguntado sobre como vê esse desejo do


povo pela mudança, Valadares Filho defendeu
que as renovações no quadro político são
importantes e que ele mesmo abriu espaço
quando decidiu não tentar a reeleição para

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 18


| POLÍTICA 5/6

deputado federal. Para

LUCIO BERNARDO JUNIOR/CÂMARA DOS DEPUTADOS


ele, “o eleitor está cada
vez mais atento aos
seus representantes,
observando a sua
história, o que defende,
suas companhias
e, com isso, ficando
conscientes de que só
com o voto eles têm a
oportunidade de mudar
as coisas para melhor”. Valadares Filho seguirá como
presidente estadual do PSB

FUTURO
No próximo ano, Valadares não será
mais deputado federal, mas afirma que até
o último dia de seu mandato trabalhará
para trazer verbas para os municípios
sergipanos. “Continuarei trabalhando pelo
povo de Sergipe como tenho feito durante
todo o mandato, com muito zelo ao dinheiro
público e compromisso com o país. Temos
as emendas parlamentares deste ano que
serão destinadas aos municípios de acordo
com as demandas”, afirma.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 19


ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 20
| POLÍTICA 6/6

Durante entrevista coletiva, logo após o fim


da apuração das urnas, o deputado afirmou
que faria uma “oposição democrática,
construtiva e fiscalizadora do governo”. Para
ele, a forma correta de se fazer oposição
é fiscalizando o que não estiver sendo
cumprido, e não fazendo perseguição. “Como
presidente Estadual do PSB, irei continuar
trabalhando pelo fortalecimento do partido
e em políticas públicas que melhorem a vida
do povo sergipano”.

Continuarei trabalhando pelo povo de


Sergipe como tenho feito durante todo
o mandato, com muito zelo ao dinheiro
público e compromisso com o país.

Questionado se iria concorrer novamente


ao cargo de prefeito de Aracaju nas
próximas eleições, o deputado federal
afirmou que ainda não parou para pensar
nesta possibilidade.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 21


| POLÍTICA 1/7
VIEIRA NETO

Os exonerados estão há mais de um ano sem receber a indenização

CADÊ O DINHEIRO,
EDVALDO?
lExonerados da PMA cobram indenizações
há mais de um ano. Prefeitura põe culpa na
gestão de João Alves Filho pela demora

A novela dos salários atrasados parece


não ter fim. Agora é a vez dos exonerados
da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA)
cobrarem um posicionamento do prefeito

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 22


| POLÍTICA 2/7

Prefeito Edvaldo
Nogueira deposita
culpa na gestão de
João Alves Filho
VIEIRA NETO

Edvaldo Nogueira a respeito das indenizações.


Os ex-servidores denunciam que estão há mais
de um ano na fila de espera. Recentemente
houve um caso parecido da falta de
compromisso da Prefeitura.

Uma das ex-servidoras comissionadas


exoneradas, que não quis ter nome e profissão
divulgados, relata sua indignação a respeito da
espera de receber o que é seu de direito. “Estou

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 23


| POLÍTICA 3/7

desde setembro do ano passado aguardando


receber uma quantia que nem é tão alta. Já fui
à prefeitura diversas vezes cobrar uma posição
de quando irei receber e eles dizem que não tem
previsão. Olho o protocolo do processo no site e
não anda. É um desserviço com quem contribuiu
para os trabalhos da Prefeitura. Somos tratados
com indiferença. Essa gestão tem sido bem pior
que a passada. Lamentável”, declara.

A profissional liberal, Cristina Araújo, foi


servidora pública comissionada por quase 13
meses em uma das secretarias da Prefeitura,
tendo sido desligada via exoneração, sem aviso
prévio ou justificativa alguma. Apesar dos vários
contatos com o setor responsável da PMA, a
fim de obter informações sobre o pagamento
da sua rescisão, jamais recebeu qualquer
informação concreta.

“A resposta é sempre ‘ainda não temos


previsão de uma data’, ou seja, há quase oito
meses sem que a Prefeitura cumpra sua
obrigação trabalhista. Com isso, concluo que
para receber ela é a eficiência em pessoa,

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 24


| POLÍTICA 4/7

VIEIRA NETO

Os músicos do Forró Caju estão na mesma


situação e não receberam seus cachês

penhorando, por exemplo, imóveis e demais


bens do contribuinte inadimplente de seus
impostos, mas quando o assunto é pagar a
quem deve, a história muda completamente
de figura. Inclusive, acabo de me lembrar dos
músicos locais que tocaram no último forró
caju, até agora também sem ver a cor de seu
suado e merecido dinheiro. Eu queria saber,
respaldado em que o nosso prefeito age. Até
parece que não sofre fiscalização de órgãos

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 25


| POLÍTICA 5/7

como TCE e Ministério do Trabalho. Até quando


vamos padecer na mão dessa administração
irresponsável? Ainda não ingressei com a ação
pertinente, mas isso não tarda”, denuncia.

Quem está passando pela mesma situação


é a recepcionista e ex-servidora, Tayrane
Pedral. “Estou muito decepcionada com a
falta de respeito da Prefeitura de Aracaju com
os exonerados. Estou há quase cinco meses
aguardando uma indenização, inclusive de
férias, que não cheguei a gozar e eles não
dão nenhum tipo de satisfação. Só mandam
aguardar e ninguém sabe até quando. Um
verdadeiro descaso”, lamenta.

A pedagoga e ex-servidora comissionada,


Alana Vasconcelos, recebeu sua indenização
no início deste ano, porém aguardou um
ano e meio para receber. “Tive que ficar no
pé da Prefeitura. Liguei várias vezes para lá,
mas como tudo desta gestão é atrasado. O
pagamento dos artistas do forró caju, por
exemplo, ninguém recebeu. E já vão fazer festa
de fim de ano”, lembra.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 26


| POLÍTICA 6/7

PREFEITURA
A Prefeitura de Aracaju se pronuncia sobre
o caso através de nota e informa que “Desde
o início da atual gestão, a Prefeitura de
Aracaju, através da Secretaria Municipal do
Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog),
tem se empenhado para agilizar os processos
administrativos referentes à concessão de
gratificação, indenização, titulação, licenças
especiais, entre outras declarações.

No início de 2017, a administração se


deparou com um acumulado de 19 mil
processos relacionados a direitos dos
servidores. Hoje, com o trabalho e foco
na garantia desses direitos, os quais são
compreendidos e defendidos pela gestão, o
setor já conseguiu solucionar cerca de 70%
desses processos.

No entanto, é válido lembrar que, durante


os quatro anos da gestão passada, muitos
servidores entraram com requisições que
não foram atendidas, logo, esses mesmos
servidores, por ser o justo e correto, também

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 27


| POLÍTICA 7/7

foram os que tiveram as requisições avaliadas


com prioridade, já que estavam há mais tempo
com o processo parado.

A Prefeitura esclarece que todos os processos


serão avaliados e que a análise de pedidos de
indenização, por exemplo, continua ocorrendo
normalmente e os pagamentos também, porém,
num ritmo menor em função das dificuldades
financeiras do município, especialmente devido
à queda de arrecadação nesses últimos meses.
A normalização deve ocorrer a partir de janeiro
do ano que vem”, finaliza.

Receba o seu jornal CINFORM digital


GRÁTIS toda semana através do
WhatsApp, às segundas e quintas-feiras

TOQUE AQUI
E CADASTRE-SE

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 28


1/16

GERAL
VERGONHA NACIONAL
PREFEITO MENTIU
SOBRE LIBERAÇÃO
DE RECURSOS PARA
O FORRÓ CAJU
lMinistério da Cultura nunca liberou os
R$ 3.800 milhões para Forró Caju 2018,
desmentindo o que Edvaldo Nogueira falou:
“Tem algumas pessoas colocando na imprensa
que os recursos liberados não virão... Os meus
já saíram todos, todos. Os meus estão todos no
caixa, e já estamos pagando (sic) todos”

PAULA COUTINHO | redacao@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 29


| GERAL 2/16

#ElesReceberam
Elba Ramalho, Michel Teló e Alceu Valença

Os que acompanham o mundo político destas


terras de El Rei conhecem um ex-deputado
sergipano, empresário, hoje conselheiro do
Tribunal de Contas do Estado, que cunhou uma
expressão lapidar: “Aracaju é cidade de muro
baixo”. O que ele queria dizer com isso? Simples,

Artistas sergipanos: #ElesNão

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 30


| GERAL 3/16

aqui, não se pode esconder as coisas por muito


tempo. Reportando à Bíblia Sagrada dos cristãos,
pode-se recorrer a “Não se pode esconder uma
cidade edificada sobre um monte”.

De acordo com o Ministério da Cultura,


a verba não saiu e não sairá enquanto a
Prefeitura de Aracaju não organizar toda
a documentação que falta. Inclui-se nessa
listagem, além da certidão negativa do
município, os documentos, com cartas de
exclusividades, dos artistas sergipanos

Em 39 municípios que receberam


a verba para a realização de seus
respectivos forrós, 38 já pagaram
seus músicos. Só faltou uma cidade –
Aracaju. Por que só aqui?”

Há em Sergipe Del Rey, mais precisamente


dentro da Prefeitura de Aracaju, dois
pesos e duas medidas, no que concerne ao

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 31


| GERAL 4/16

pagamento dos músicos que trabalharam


durante o Forró Caju 2018, no mês de junho
deste ano. Isso porque todos os artistas
de fora da capital sergipana, aqueles
consagrados nacionalmente, nomes como
Michel Teló, Alceu Valença e Elba Ramalho,
por exemplo, que estiveram presentes na
programação desse Forró Caju 2018, e
que recebem por show, cada qual, cachês
altíssimos, de R$ 200 mil para cima,
receberam em dia – no ato – sem problema
algum. Enquanto isso, aqueles pequenininhos,
locais, mas igualmente importantes para a
realização da festividade, continuam, meses a
fio, aguardando e sem ver um mísero centavo.

Da realização da festa para cá, já se passaram


longos cinco meses, e a cada dia surge um
fato inusitado e deprimente. Um dos últimos
surgidos é a diferença, com a respectiva
veiculação em Diário Oficial, dos valores dos
shows desses músicos renomados citados,
que já receberam. Na documentação oficial da
prefeitura, divulgada no Portal da Transparência,
aparece, por exemplo, um show de Michel Teló

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 32


PORTAL DA TRANSPARÊNCIA | GERAL 5/16

Planilha do Portal da Transparência mostra valores confusos com


de shows de artistas renomados custando R$ 20 mil

pago com o valor, altamente suspeito, de R$


20 mil. Nas páginas do Diário Oficial aparecem
divulgações em duplicidade, ou seja, para o
mesmíssimo show, recursos recebidos de
fontes diferentes. Questionada, a assessoria de
comunicação do cantor Michel Teló disse que

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 33


| GERAL 6/16

não divulga valores de shows e/ou cachês.

ELES RECEBERAM
Ainda no Portal da Transparência vê-se
que, para os outros artistas nacionais – Elba
Ramalho e Alceu Valença – também consta
o preço de R$ 20 mil por cachê. Procurados,
ambos não retornaram as tentativas de
contato. Mas, sabe-se, via cadastro no
Ministério da Cultura, que shows desses
cantores não saem jamais pelo ínfimo valor de
R$ 20 mil. Já no Diário Oficial, essa duplicidade
de publicação embaralha a cabeça de qualquer
um. Mesmo com essa bagunça, todos os
artistas de fora receberam. A festa, orçada para
o município de Aracaju em aproximadamente
R$ 3.800 milhões, foi realizada.

LICITAÇÕES CONTAMINADAS
Mas, bagunça não é bem o termo utilizado
pela representação da assessoria jurídica de
quem hoje faz oposição a Edvaldo Nogueira,
na Câmara Municipal de Aracaju: “Entramos
com ação, estamos processando o município
via Ministério Público, entramos ainda com

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 34


| GERAL 7/16

uma representação no Tribunal de Contas do


Estado de Sergipe (TCE-SE) porque é preciso
deixar claro de onde vem esse dinheiro; é preciso
explicitar – em Diário Oficial – qual é a fonte, se é
pública ou se é recurso privado; é preciso separar
contratos via licitação de contratações sem
processo licitatório. Essa duplicidade de fontes
de receita veiculadas no Diário Oficial acaba por
contaminar os chamamentos públicos”.

E o imbróglio não para por aí, porque, lá em


Brasília, o Ministério da Cultura (Minc) disse
que não irá liberar dinheiro algum para a atual
gestão da capital sergipana enquanto toda
a documentação de todos os artistas que
trabalharam no evento não estiver correta. De
acordo com o Ministério da Cultura, a verba
não sairá enquanto a Prefeitura de Aracaju não
organizar toda a documentação que falta. Inclui-
se nessa listagem, além da certidão negativa
do município, os documentos, com cartas de
exclusividades, dos artistas sergipanos.

“Em todos as outras cidades, as prefeituras


contratam diretamente os artistas e ficam

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 35


| GERAL 8/16

responsáveis por administrar e checar essa


documentação. Mas aqui em Aracaju é preciso de
um ‘atravessador’ para fazer essa negociação; é
preciso que a empresa, prestadora de serviço para
a Prefeitura, contrate o músico e fique responsável
por essa negociação. Quem quiser tocar no Forró
Caju ou trabalhar em qualquer evento da Funcaju
tem que procurar essa empresa. Por que?”
Questiona Tonico Saraiva, presidente do Sindicato
dos Músicos Profissionais em Sergipe.

Recebi a alarmante notícia sobre


o que acontece em Aracaju...a maior
festa do Estado – e simplesmente eles
ainda não receberam. Como assim? Que
nome se dá para isso? Calote? Isso é
inadmissível. Conclamo as autoridades,
conclamo o Ministério Público e o
Ministério Público do Trabalho...”.
Agora, a grande questão é: se o dinheiro
para custear toda a festividade, que, segundo
o prefeito Edvaldo Nogueira, gira em torno de

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 36


| GERAL 9/16

R$ 3.800 milhões, já estava garantidíssimo,


como ele mesmo propalou e veiculou na mídia
durante todos estes meses – antes, durante
e depois da festa – não foi sequer liberado
pelo MinC, porque a prefeitura de Aracaju está
sem Certidão Negativa e com uma série de
documentação dos artistas em falta, como
esses artistas de fora foram pagos? Com que
dinheiro esses artistas foram pagos, de onde
veio esse dinheiro? Edvaldo Nogueira, é isso
que o povo quer saber.

VEXAME EM NÍVEL NACIONAL


Na última semana, ao vivo em uma entrevista
na Fan FM, o prefeito Edvaldo Nogueira gaguejou
quando, inadvertidamente, foi questionado
acerca do pagamento dos músicos. Gaguejou e
imediatamente disse precisar desligar por ter,
naquele momento, um compromisso inadiável.
Talvez ele não esperasse a pergunta feita. E
respondeu assegurando que ainda esse mês
pagaria os músicos. Será?

“Não acredito que paguem porque falta


muita documentação. De todos os músicos

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 37


| GERAL 10/16
DIÁRIO OFICIAL

sergipanos
apenas um
conseguiu
organizar, junto
a empresa que
presta serviços à
Prefeitura, toda a
documentação”.
O não-pagamento
– um verdadeiro
calote – já
repercute em
nível nacional
Diversos artistas
Duplicidade de veiculação em Diário
e representantes Oficial, com fontes diferentes, mostra,
de sindicatos no mínimo, bagunça na organização de
Forró Caju 2018
de todo o país
estão prestando solidariedade aos músicos
e divulgando a situação de Aracaju nas redes
sociais. Como a presidente do Sindicatos dos
Músicos de Minas Gerais, Vera Pape. “Recebi
a alarmante notícia sobre o que acontece
em Aracaju. Os músicos foram contratados
para o Forró Caju – a maior festa do Estado
– e simplesmente eles ainda não receberam.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 38


| GERAL 11/16

Como assim? Que nome se dá para isso?


Calote? Isso é inadmissível. Conclamo as
autoridades, conclamo o Ministério Público e o
Ministério Público do Trabalho, para que essa
situação se resolva rapidamente”.

SORRISOS ANTES, CLIMÃO AGORA


E se hoje existe incerteza quanto ao
dinheiro para pagar os artistas, se existem
dúvidas acerca de como os artistas nacionais
foram pagos, à época do evento, o prefeito
comemorava dizendo que o dinheiro já tinha
sido liberado e estava em caixa. Nas palavras
do próprio Edvaldo Nogueira, em discurso
amplamente veiculado: “No ano passado eu
não fiz o Forró Caju porque não tinha dinheiro,
e esse ano, graças à ajuda e a colaboração do
deputado André Moura nós conseguimos R$
3.800 para o Forró Caju, o que possibilitou
fazermos a festa maravilhosa, seis dias, com
forró nos bairros, e a cidade voltou a respirar
aquele clima extraordinário que é o clima
do forró, e eu agradeço ao deputado André
Moura”. E continua: “Tem algumas pessoas
colocando na imprensa que os recursos

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 39


| GERAL 12/16

liberados não virão, ou que não vai sair. Os


meus já saíram todos, todos. Os meus estão
todos no caixa, e já estamos pagando todos”.

“Cada hora é uma história diferente,


uma conversinha diferente. Diziam que
a Prefeitura estava com pendências,
que Aracaju não tinha a Certidão
Negativa. Porém, o Ministério da
Cultura informou que não é
somente a Certidão”

OPOSIÇÃO FERRENHA E PF
Agoniados, artistas locais estão se reunindo
nos últimos dias para pressionar a Prefeitura.
Com o slogan “Forró do Calote”, encontros na
Rua do Turista e a consequente divulgação na
mídia, o grupo já conseguiu chamar à atenção
de seis vereadores que fazem oposição
a Edvaldo Nogueira na Câmara – Lucas
Aribé, Emília Correa, Américo de Deus, cabo
Amintas, Elber Batalha, Kity Lima – que, na

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 40


| GERAL 13/16

manhã da última quinta-feira, dia 1º, estiveram


protocolando uma representação no Tribunal
de Contas do Estado – TCE. E, de acordo com
a assessoria jurídica do grupo, para a próxima
semana, o passo pode ser uma representação
na Polícia Federal – PF, já que o dinheiro advêm
do Ministério da Cultura.

“Cada hora é uma história diferente, uma


conversinha diferente. Diziam que a Prefeitura
estava com pendências, que Aracaju não
tinha a Certidão Negativa. Porém, o Ministério
da Cultura informou que não é somente a
Certidão. Agora, a Prefeitura admitiu que são
três pendências. Mas quais pendências são
essas? Tanto os músicos quanto a sociedade,
e nós vereadores, que representamos essa
sociedade, temos direito de saber quais
pendências são essas”, argumenta o vereador
Elber Batalha.

ATRAVESSADORES NA CONTRAMÃO
Cabo Amintas, que também está no grupo
da oposição, é taxativo: “Fomos procurados
por Tonico Saraiva, presidente do sindicato,

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 41


| GERAL 14/16

porque é preciso descobrir afinal onde está


esse dinheiro para pagar nossos músicos locais
e como esses músicos de fora foram pagos. A
questão aqui não é política, a questão aqui é de
direitos. Os artistas trabalharam e têm direito
de receber. Se o prefeito Edvaldo Nogueira vê
isso como questão política apenas, ele precisa
colocar as mãos na consciência e saber que
esses artistas têm famílias para sustentar”.

Lucas Aribé tocou em um ponto crucial: “O


que impressiona é o fato de que, em Aracaju,
os contratos são feitos por meio de empresas.
Essas empresas são as responsáveis por
fornecerem as notas à prefeitura e também
pela documentação dos músicos e pela junção
das Cartas de Exclusividade. Ao passo que,
em todos os outros municípios de Sergipe, os
contratos são diretamente com os artistas.
O próprio André Moura disse isso; que nas
39 cidades em que houve festa e repasse do
Ministério da Cultura não existiu empresa
para intermediar nada. E ele, André Moura,
estava correto. Então, por que em Aracaju essa
negociação não é de forma direta?”.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 42


| GERAL 15/16

Américo de Deus completou: “Em 39


municípios que receberam a verba para a
realização de seus respectivos forrós, 38
já pagaram seus músicos. Só faltou uma
cidade – Aracaju. Por que só aqui? Tem uma
palavra que a gente usa lá no interior, chama-
se incompetência. Por que Aracaju não
seguiu o modelo das mesmas prefeituras?
Simplesmente foi questão de incompetência
e ingerência. Tem músico que está em
depressão, estão devendo os compromissos
que eles também assumiram para sustentarem
suas famílias”.

NOTA DA PREFEITURA
Procurada, a assessoria de comunicação,
mesmo não respondendo quando irá pagar os
músicos e onde está o dinheiro do Forró Caju,
encaminhou nota à reportagem do Cinform.
Leia na íntegra:

A comissão encarregada da realização


do Forró Caju entregou o plano de trabalho
ainda em março, junto com a documentação
de 63 espetáculos contratados para

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 43


| GERAL 16/16

serem exibidos nos bairros de Aracaju,


entre cantores, bandas, trios de pé de
serra e quadrilhas juninas. Além disso,
também encaminhou o processo técnico
correspondente à estrutura contratada para
a realização dos espetáculos. O projeto
do Forró Caju nos bairros, na rua São
João e nos palcos Clemilda (Pça. General
Valadão) e Gerson Filho (Mercados), foi
realizado normalmente, com sucesso e
sem nenhum problema. Desde então, o
Ministério tem feito constantes diligências
relacionadas com a documentação dos
artistas e das empresas produtoras que
os representam, todas elas respondidas
imediatamente, conforme podemos atestar
nos trâmites ocorridos neste período. Nesta
última semana realizamos conjuntamente
uma força tarefa para dirimir eventuais
dúvidas ainda existentes em relação
à documentação de algum artista, em
particular, mas, de resto, praticamente o
processo está concluído. Acredito que até
meados da próxima semana possamos dar
um ponto final nesta situação.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 44


| GERAL 1/5

ARQUIVO CINFORM/MÁRIO SOUSA


PIXABAY

Aumento absurdo do GNV

GÁS VEICULAR DE
SERGIPE É UM
DOS MAIS CAROS
DO BRASIL
lContrariando a Lei da Transparência,
SERGAS e a PETROBRAS escondem a
planilha, como afirma o SINDPESE.

THAYNÁ FERREIRA| redacao@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 45


| GERAL 2/5

O Gás Natural Veicular (GNV) emite cerca


de 20% menos gás carbônico (CO2) na
natureza, quando comparado com a gasolina
e óleo diesel. Porém, ele só faz aumentar em
Sergipe, de três em três meses. Este último
aumento foi de 10,08%, na última quinta-feira,
01 de novembro, divulgado pelo Sindicato do
Comércio Varejista de Derivados de Petróleo
no Estado de Sergipe (SINDPESE). Além dos
revendedores, os mais prejudicados são os
motoristas, que dependem do combustível
muitas vezes para trabalhar.

De acordo com o secretário executivo do


SINDPESE, Maurício Cotrim, os reajustes vêm
acumulando aumentos na ordem de 31,37%.
Mas, veja-se que, nos últimos 12 meses, o
IPCA/IBGE foi de 2,86%, ou seja, houve
flagrante empobrecimento do consumidor.
Questionado sobre o motivo de ocorrer o
reajuste a cada três meses, o secretário explica
que faz parte do contrato de concessão por
parte da SERGAS, que é a concessionária
com a supridora PETROBRAS, e que garante
reajuste nas tarifas a cada três meses.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 46


| GERAL 3/5

“Como existe um contrato de


confidencialidade onde a SERGAS e a
PETROBRAS não apresentam esses cálculos, a
AGRESE, que é a agência reguladora, é quem dá
a anuência para esses aumentos. O SINDPESE
tem questionado para que sejam apresentados
esses cálculos e possamos entender a
composição desses reajustes”, explica.

A população fica imaginando que só


estavam deixando passar as eleições para
governador do estado para que a SERGAS
impusesse mais um aumento escorchante
sobre o preço do gás veicular em Sergipe,
transformando-o, se não no mais caro, pelo
menos em um dos três mais caros do país.
...
É impressionante viajar para qualquer
estado do Brasil e verificar que Sergipe se
destaca entre os primeiros lugares entre os
estados que vendem o GLP mais caro do país.
Pelo Nordeste, o preço sergipano é disparado
o mais alto: A lista, entretanto, não computa
os dados do Piauí e do Maranhão. Confira:
Paraíba C$ 3,19; Rio Grande do Norte C$3,18;

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 47


| GERAL 4/5
ARQUIVO CINFORM D’ RODRIGUES

O reajuste acontece a cada três meses

Ceará C$ 3,18; Alagoas C$2,95; Bahia C$2,75 e


Pernambuco C$2,59. Sergipe: R$3,39!

De acordo com o site https://economia.


uol.com.br/noticias/estadao nos postos de
São Paulo, o GNV concorre atualmente com o
etanol, o mais barato entre os combustíveis.
Pela pesquisa da ANP, o metro cúbico do gás
está a R$ 2,843, o litro do álcool hidratado custa
R$ 2,749. Aliás, em breve o Cinform vai fazer
uma pesquisa para saber por que o álcool em
Sergipe é também um dos mais caros do Brasil.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 48


| GERAL 5/5

IMPACTO
Como dito acima, os mais prejudicados
são os motoristas. O taxista Márcio
Mendonça está pensando em mudar o
GNV pelo álcool, pois este sairá mais em
conta. “Um absurdo, sem condições para
trabalhar com esse valor. O GNV em relação
aos outros combustíveis seu rendimento
em quilômetros rodados é maior. Estou
pensando em trabalhar com o álcool,
porque o valor está um pouco abaixo. Hoje,
pela cooperativa, o álcool custa R$3,05. O
GNV roda em média 10 a 11 km por cada
metro cúbico e o álcool em média 8 km por
litro. Alguns colegas que estão trocando
os carros já estão pensando seriamente
em não adquirir o kit de gás por causa dos
valores que vêm aumentando, tanto do kit
como do próprio GNV”, declara o taxista.

A reportagem CINFORM tentou entrar em


contato com a SERGAS, mas não obteve
retorno dos responsáveis. O e-mail para
prestar esclarecimentos é o redacao@
cinform.com.br.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 49


| GERAL 1/6

FISIOTERAPIA
PÉLVICA CRESCE
EM SERGIPE
lEspecialidade é recomendada da
primeira infância até a terceira idade

JULIANA PAIXÃO| redacao@cinform.com.br

O corpo humano tem diversas


peculiaridades, por isso a área de saúde
sempre está se renovando para buscar uma
melhor qualidade de vida para a população. Na
fisioterapia, uma especialidade que é pouco
conhecida, é a fisioterapia pélvica que pode
prevenir e tratar disfunções na região.

A fisioterapeuta pélvica, Tathiany Moura,


explica como surgiu essa especialidade
pouco conhecida na área. “É uma área pouco
conhecida, inclusive até pelos fisioterapeutas,

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 50


| GERAL 2/6

a fisioterapia ARQUIVO PESSOAL

pélvica por
um tempo foi
conhecida como
fisioterapia
uroginecológica,
que tinha muito
como foco
incontinência
urinaria. A
uroginecologia é
mais voltada para
saúde da mulher,
já a fisioterapia
pélvica é mais
Tathiany Moura, fisioterapeuta pélvica
abrangente, a
gente diz que atendemos todo mundo que tem
pelve, independente se é homem, mulher, idoso
ou criança, porque todo mundo pode ter uma
disfunção pélvica”, conta.

Tathiany comenta que a fisioterapia


pélvica não abrange somente problemas de
incontinência urinária “Retenção urinária,
bexiga hiperativa, que é uma doença

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 51


| GERAL 3/6

neurológica que a bexiga dispara sem que a


pessoa tenha controle sobre ela. Tem muito
paciente de pré-parto, que [nos procura] para
evitar a laceração durante o trabalho de parto,
para evitar que a mulher tenha diástase e
também a disfunção sexual no pós-parto. E
esse trabalho com gestante é tanto para as
que querem parto normal quanto cesáreo,
pois a gravidez acontece do mesmo jeito,
independente da via de parto”.

A especialidade da fisioterapia é ampla. “A


gente atende mulher que tem cólica menstrual,
a gente tem ação para minimizar os incômodos
da cólica e é bastante efetivo, pacientes com
endometriose. É uma atuação muito ampla
porque dentro da pelve a gente tem um
mundo, porque a gente tem útero, bexiga, o
reto, tem a musculatura e tudo isso pode ter
uma disfunção”, comenta.

Tathiany destaca que a fisioterapia pélvica


pode ser utilizada para prevenir problemas
na pelve. “Você não precisa esperar ter uma
disfunção para procurar um fisioterapeuta

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 52


| GERAL 4/6

pélvico, até porque a nossa pelve, tem a pelve


que é uma estrutura óssea, mas no meio tem
um buraco que só tem músculo dentro para
sustentar os órgãos pélvicos. Então todo
mundo deveria fazer um acompanhamento
porque precisa fortalecer, precisa aprender
a contrair e relaxar, que é a consciência
perineal. Pense em uma mulher jovem que
faz musculação e vai fazer um agachamento,
pega peso demais, que é normal nas
academias, se ela não tem a consciência
perineal, aquele assoalho pélvico estará
recebendo uma carga muito grande sem
algo que dê suporte, é uma região que está
sempre sendo agredida”, destaca.

HOMENS
Ao contrário da fisioterapia uroginecológica,
a fisioterapia pélvica é indicada para todo
tipo de pessoa. Tathiany comenta quais os
casos que levam homens ao seu consultório.
“O mais comum de aparecer em consultório
no caso dos homens é de paciente que
realizaram cirurgia de prostectomia, que é
quando o paciente tem o tumor na próstata e

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 53


| GERAL 5/6

faz a retirada, durante a cirurgia tem o risco,


é compensado ao tirar o tumor do câncer,
mas existe o risco do paciente ficar com uma
incontinência urinaria, uma disfunção erétil,
então ele é encaminhado para fisioterapia
pélvica”, conta.

SEXUALIDADE
Uma das áreas que tem crescido
na fisioterapia pélvica é em termos de
sexualidade, no qual o tratamento pode aliviar
dores na hora da penetração, vaginismo, entre
outros problemas. “É importante as pessoas
[saberem] que as disfunções pélvicas têm
prevenção e tem tratamento, porque a gente
vê que muita gente tem sintoma, mas não sabe
que o tratamento existe, ou quando pensam
em procurar um tratamento pensam em um
psicólogo porque acham que é só emocional”,
comenta Tathiany.

CRIANÇAS
A fisioterapeuta pélvica, Tathiany, comenta
que o mais comum em crianças é a Enurese
noturna (xixi na cama) e disfunção miccional

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 54


| GERAL 6/6

(falta de controle sobre as esfincters), mas


que, com a fisioterapia é possível tratar.

Tathiany explica que a fisioterapia pode


auxiliar na hora do desfralde. “As vezes um
desfralde mal conduzido deixa a criança
bagunçada, um desfralde traumático, o
certo é que o desfralde venha da criança,
mas normalmente vem dos pais ou da
escola, a gente diz que a fralda não é tirada
e sim deixada”, comenta.

Porém, Tathiany diz que a procura


é pouca, normalmente os pacientes
pediátricos são filhos de uma mãe que já
conhece a fisioterapia pélvica.

Toque e acesse: www.classifacil.net

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 55


| GERAL 1/7

FOTOS DIVULGAÇÃO
Comércio está pronto para os festejos

NATAL CHEGA
MAIS CEDO
PARA AQUECER
AS VENDAS DO
COMÉRCIO
lExpectativa é que vendas
aumentem 10% neste ano

FREDSON NAVARRO | redacao@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 56


| GERAL 2/7

Faltando 50 dias para o Natal, o comércio


sergipano já está no clima do período mais
aguardado do ano para aquecer as vendas.
Os comerciantes apostam na decoração
natalina, renovação das vitrines e lançamentos
de promoções para atrair os clientes. O
Natal chegou mais cedo neste ano no Centro
Comercial de Aracaju, nos shoppings centers e
até mesmo nas fachadas de empresas. Segundo
o indicador da Serasa Experian, em 2017, após
três anos de queda, as vendas cresceram mais
de 5% e para este ano a expectativa é que o
faturamento aumente em até 10%

“As vendas voltaram a subir e aumentaram


em 5,6% no ano passado. O resultado reverteu
três anos consecutivos de queda e registrou
o melhor desempenho desde 2011. Temos
motivos para comemorar e para este ano as
expectativas são ainda melhores. Os lojistas
estão investindo e o faturamento deve crescer
ainda mais”, explica o presidente da Câmara
dos Dirigentes Lojistas, Breno Barreto.

Na avaliação dos economistas da Serasa

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 57


| GERAL 3/7

Experian, a
recuperação da
renda real dos
consumidores, a
melhora dos níveis
de confiança e
a retomada da
expansão do crédito
com a queda dos
juros, estimularam
as vendas do Natal
do ano passado e
os fatores devem
continuar neste ano. CDL espera aumento
das vendas neste ano

Natal antecipado
A chegada prematura da decoração de Natal
surpreende muitos consumidores e provoca
a sensação de que o ano termina cada vez
mais rápido. “Eu amo o Natal mas fiquei com o
coração apertado quando cheguei no shopping
e vi a praça de eventos decorada. Percebi que
o ano está terminando e ainda não fiz metade
das metas que estabeleci, mas é tempo de
comemorar e agradecer a Deus por mais um

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 58


| GERAL 4/7

ano. Claro
que vou fazer
as minhas
compras e
presentear
todos da
família, já
vou começar
a pensar na
ceia de Natal
também”,
revelou a
professora
Bartira
Menezes.
Loja de Claudia Souza está
pronta para atender os clientes
A
empresária Claudia Souza tem uma loja de
roupas no Bairro 13 de Julho em Aracaju e
disse que já está pronta para a temporada. “Os
estoques da loja já foram reforçados e o fluxo
de clientes começa a aumentar. Ninguém quer
deixar para fazer as compras em cima da hora
porque a oferta vai diminuir. A hora de comprar é
essa para poder escolher peças com qualidade e

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 59


| GERAL 5/7

Decoração chama atenção de clientes

bom preço. Minha loja já está no clima natalino e


os clientes aprovam”, vibra.

Já o lojista do ramo de sapatos, Júlio Ribeiro,


discorda da antecipação da data. “O Natal é o
melhor período do ano mas acho que tudo tem
seu tempo certo. A decoração da minha loja só
fica pronta no início de dezembro. É a hora que
os clientes começam a se planejar para fazer
as compras que só são concretizadas quando
os trabalhadores recebem o 13º salário” rebate.

AQUECIMENTO NAS VENDAS


De acordo com uma pesquisa realizada pelo

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 60


| GERAL 6/7

SPC, o Natal é a data de maior faturamento


do comércio e fica na frente do Dias das Mães,
Dia das Crianças e Carnaval e Dia dos Pais.
“O Natal é a melhor data do ano e temos
que aproveitar o período para faturar, mas é
necessário investir. Sempre faço contratações
temporárias para atender bem a demanda.
Todos entram no clima da data e comemoram
os resultados”, disse Antônio Moura que tem
uma loja em um shopping de Aracaju que
vende calçados.

“Quanto mais cedo a gente começar a


enfeitar as lojas, mais cedo começam as
vendas de final de ano. Alguns comerciantes
exageram e enfeitam as vitrines já no mês de
outubro, mas eu espero sempre pelo mês de
novembro”, completa Moura.

Segundo o gerente de uma loja de


cosméticos localizada em um shopping,
Alexandre Pereira, o Natal é uma data
tradicionalmente importante para o comércio
e sempre traz aquecimento nas vendas dos
lojistas. “O investimento com a decoração

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 61


| GERAL 7/7

Vendas devem aumentar no fim de novembro

vale à pena, porque o empreendimento se


transforma em ponto de visitação. O shopping
é um local onde as pessoas encontram opções
variadas de entretenimento, lazer e compras.
Os enfeites natalinos tornam o local ainda
mais alegre e iluminado, e contribui para o
aumento no fluxo de pessoas que circulam
aqui a procura de presentes para toda a
família. A decoração antecipada faz com
que o consumidor antecipe suas compras
entusiasmado pelo clima natalino e pela
comodidade”, reforça.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 62


| GERAL 1/13
FOTOS DIVULGAÇÃO

Sergipanos se esforçam para manter veículo segurado

AUMENTO DA
VIOLÊNCIA FAZ
PROCURA POR
SEGURO DE
VEÍCULOS CRESCER
lCrise financeira não atinge setor
de seguro de carros em Sergipe

FREDSON NAVARRO| redacao@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 63


| GERAL 2/13

Os altos índices de roubos e furtos de


carros em Sergipe fizeram com que a procura
por seguros automotivos aumentasse 9%
no primeiro semestre deste ano. Segundo
levantamento da Confederação Nacional
das Empresas de Seguros (CNSeg), entre
janeiro e junho os motoristas sergipanos
desembolsaram um total de R$ 104 milhões
para garantir ressarcimento em caso de roubo,
furto ou acidente com perda total.

A Superintendência de Seguros Privados


(Susep), informou que no primeiro semestre de
2018, Sergipe registrou os maiores percentuais
em crescimento do faturamento com seguros
no país. O seguro mais contratado é o de
veículos. Vida e patrimonial ficam em segundo
e terceiro lugar. Enquanto isso, a economia
brasileira se comparada ao mesmo período,
obteve recuo de 1,6%, segundo o IBGE.

“O setor de seguros tem resistido ao atual


momento de crise e esse cenário está ligado
à evolução da percepção dos condutores
sobre a necessidade de adquirir apólices de

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 64


| GERAL 3/13

seguros. Há 20 anos o mercado de seguros


representava 0,9% do PIB, hoje esse índice
é de 6%”, comemora Érico Melo, presidente
do Sindicato dos Corretores do Estado de
Sergipe (Sincor).

VIOLÊNCIA EM ALTA
A CNseg divulgou que em Sergipe houve um
aumento da violência de 6,3% em comparação
ao ano passado. Já de 2015 para 2018, o
aumento foi de mais de 60%. Desses veículos
roubados e furtados no primeiro semestre,
724 foram recuperados, o que corresponde a
41,30%, o quarto pior índice do país.

De acordo com dados da Secretaria de


Estado da Segurança Pública, de janeiro a
agosto deste ano foram registrados 498 furtos
e 1564 roubos a veículos, o que representa
cerca de oito crimes envolvendo carros por
dia. A capital lidera o ranking das ocorrências
seguida por Nossa Senhora do Socorro,
Itabaiana, Lagarto e Barra dos Coqueiros.

Érico Melo observa que a violência está cada

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 65


| GERAL 4/13

vez maior e alerta


que o sergipano
deve manter seu
bem no seguro
mesmo enfrentando
a crise financeira.

“Com o aumento
da violência fica
cada dia mais
importante a
contratação de
um seguro, que na
eventualidade da “Crise não atingiu seguro
de veículos”, garante Érico Melo
ocorrência de um
sinistro, possa garantir os bens que muitas das
vezes passam-se vários anos para se obter.
Além do mais, as seguradoras adicionaram em
seus produtos diversos serviços que são muito
úteis e trazem vantagens substanciais para o
cliente, como serviços de encanador, eletricista
e chaveiro. O ideal é contratar o seguro através
do corretor de seguros que indicará qual a
seguradora e o produto que atenda às suas
necessidades”, orienta.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 66


| GERAL 5/13

ECONOMIA
Além de oferecer tranquilidade ao condutor
e passageiros, o seguro de veículos protege o
patrimônio conquistado diante de possíveis
acidentes de trânsito, roubos ou furtos.
No mesmo período que o país enfrenta
um momento de crise financeira gerando
desemprego e fechando empresas, cresce
a procura pelos seguros possibilitando a
expansão do mercado com novas ofertas de
emprego em Sergipe.

Mesmo com problemas financeiros, os


condutores se esforçam para manter o
veículo segurado levando em consideração
que a violência está amedrontando a
população. Cerca de 100 boletins de
ocorrências são registrados por mês na
Delegacia Plantonista de casos de furtos e
roubos de veículos no estado.

Érico Melo disse que o setor de seguros tem


sido resiliente, mesmo quando o momento
econômico não é favorável. “Continua
apresentando bons resultados. Esse ano o

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 67


| GERAL 6/13

setor já registrou
crescimento de
9% em relação ao
mesmo período de
2016”.

SEGURANÇA
A empresa de
móveis planejados
que o design
de interiores
Edinaldo Roseno
trabalhava em
Aracaju fechou as Edinaldo reduziu despesas mas
priorizou a renovação do seguro
portas e decretou
falência no início deste ano, ele foi dispensado
e começou novos desafios profissionais mas
garante que coloca a renovação do seguro
automotivo em primeiro lugar.

“Montei uma empresa em Itabaiana e estou


começando um novo modelo de negócio. As
despesas são altas mas necessito do carro
para trabalhar. Então optei por reduzir outras
despesas e priorizei a renovação do seguro

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 68


| GERAL 7/13

do meu carro que me oferece tranquilidade.


Prezo pela segurança porque podemos passar
por situações inesperadas que vão desde a
uma simples colisão até um acidente grave
com perda total. A violência está grande
e ainda podemos ser alvo de ter o veículo
furtado ou roubado”, alerta.

A professora Maria Auxiliadora Oliveira que


já teve seu carro furtado, perdeu a renda extra,
teve que cortar despesas, mas manteve seu
veículo segurado. “Já fui vítima de furto e meu
carro não estava segurado. Passei por muitos
problemas e decidi investir no seguro. Perdi um
serviço que fazia para ajudar no orçamento e
ainda tive meu salário reduzido. Enxuguei os
gastos mas não dava para ficar sem o seguro.
Negociei com o corretor, consegui dividir o
pagamento em mais parcelas e ainda ganhei
desconto. Necessito do carro para fazer todas
as minhas atividades e preciso da garantia que
o seguro me oferece”, explica.

Segundo o Sincor, 30% dos veículos de


Sergipe estão segurados. “Com adoção de

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 69


| GERAL 8/13

produtos mais simplificados esperamos


que o percentual cresça expressivamente.
Esse número representa quase 100 mil
carros. A média de sinistros no estado é de
11%, uma das maiores do Brasil, enquanto
a média nacional é de pouco mais de 8%. O
valor médio do seguro de auto aqui é de R$
1.400”, garante Érico Melo.

“Seguro deveria ser embutido no conceito


de direção defensiva”, defende Cícero Pereira
“Seguro automotivo é imprescindível, é algo
que não queremos precisar, mas é bom saber
que está à disposição. Quando adquiro um
veículo, só saio com ele se estiver segurado.
Considero, inclusive, que seguro deveria ser
embutido no conceito de direção defensiva,
pois vai além de proteger seu patrimônio.
Ele minimiza outras situações que trazem
aborrecimentos e prejuízos”, garante o
economista Cícero Pereira.

Recentemente, a Allianz Seguros inaugurou


uma filial em Sergipe e cadastrou 50 corretores.
“Decidimos investir no mercado sergipano

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 70


| GERAL 9/13

pelo potencial que


o estado possui.
A nossa produção
tem aumentado
significativamente
nos últimos anos.
Foi preciso criar
uma estrutura que
acompanhasse essa
demanda. Além
disso, queremos
intensificar o nosso
“O seguro é imprescindível”,
relacionamento alerta Cícero
com os corretores
de seguros e consumidores e estabelecer
nossa marca no estado. Iniciamos contratando
corretores locais para comercializar o
nosso produto oferecendo oportunidade de
crescimento”, garante Ricardo Zhouri, diretor
regional do Nordeste da seguradora.

VANTAGENS
As principais garantias ofertadas pelas
seguradoras são: assistência de 24h; guincho;
assistência para pane mecânica; assistência

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 71


| GERAL 10/13

para pane seca; troca de pneus; desconto


em estacionamentos; motorista substituto;
hospedagem em hotéis e táxi para remoção.

Algumas seguradoras oferecem ainda


bônus para quem não se envolve em
acidentes, assistência à residência com
encanador, eletricista, reparo técnico em
computador e chaveiro.

“Nosso maior objetivo é ver a satisfação


estampado no rosto dos nossos clientes,
e isso não significa vender o produto de
maior valor, mas o produto que melhor
encaixa com o perfil de cada um. Desta
forma é preciso quebrar alguns tabus
do processo de venda. Para ser um bom
vendedor é necessário ouvir o cliente para
saber a melhor forma de como ajudá-lo.
A partir daí podemos identificar qual a
necessidade dele e qual produto se encaixa
melhor, é no processo de sondagem que
o relacionamento ganha um norte e uma
relação duradoura”, orgulha-se o corretor
Hícaro Robert.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 72


| GERAL 11/13

“O principal
objetivo do seguro
é a proteção de
um patrimônio
conquistado.
Um seguro pode
minimizar ou até
mesmo excluir
prejuízos materiais
e também auxiliar
em indenizações
a terceiros. Além
disso, o segurado
Hícaro Robert explica como
pode contar com atender às necessidades do cliente
assistências em
caso de panes ou pequenos reparos. Muitos
destes serviços, como um guincho, se
contratados de maneira particular têm custos
elevados e nem sempre estão disponíveis no
momento que o condutor necessita”, alerta
Ricardo Zhouri.

O diretor da Sydharta Corretora de


Seguros, Ygor Sydharta, disse que a procura
pelos seguros automotivos dobrou neste ano.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 73


| GERAL 12/13

“Além de aumentar
o faturamento,
nós dobramos
também o quadro
de funcionários.
Os clientes têm a
consciência que
se esforçam tanto
para adquirir o
patrimônio, que
muitas vezes diante
da insegurança em
que vivemos surge
Faturamento da corretora de
a necessidade Ygor Sydharta dobrou neste ano
de assegurá-lo
para manter o bem adquirido, pois garante
o ressarcimento em caso de sinistro.
Vendemos a tranquilidade que ele precisa
todos os dias e a certeza da manutenção do
patrimônio”, garante.

O seguro de automóvel é para a


segurança do motorista e também de
terceiros. “Fazendo um seguro, o condutor
protege o seu bem, pessoas e a si próprio.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 74


| GERAL 13/13

É de extrema importância a contratação


através de um corretor, que é o profissional
capacitado e habilitado para oferecer
o serviço adequado. As seguradoras
oferecem diversos benefícios para os
segurados que vão desde descontos em
espetáculos até serviços de assistência na
residência”, finaliza Érico Melo.

RECEBA O SEU
JORNAL CINFORM DIGITAL
GRÁTIS
TODA SEMANA ATRAVÉS
DO WHATSAPP, ÀS SEGUNDAS
E QUINTAS-FEIRAS

TOQUE AQUI
E CADASTRE-SE

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 75


| GERAL 1/8

A modelagem inicia o processo de produção de uma peça

PROFISSÕES
DA MODA
lÁrea de Moda apresentou
crescimento em Sergipe nos últimos anos

JULIANA PAIXÃO| redacao@cinform.com.br

Muitos ao pensar em moda já imaginam o


glamour dos holofotes da passarela, modelos
impecáveis apresentando a coleção de algum
estilista que, ao final do desfile, será recebido

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 76


| GERAL 2/8

aos aplausos. Mas,

JULIANA PAIXAO
o que muitos não
imaginam é que até
esse momento muitos
profissionais estão por
trás. A carreira de moda
abrange diversas áreas
e exige esforço e muito
trabalho.

A coordenadora do
curso de Design de
Moda da Universidade Bruna Marques, coordenadora
do curso de Moda da Unit
Tiradentes, Bruna
Marques, explica que a grade curricular
precisou ser alterada para atender melhor o
mercado Sergipano.

“Quando o curso surgiu, há três anos e meio


atrás, a gente estruturou focado no designer
do produto em si, e as áreas como negócio de
moda, consultoria, eram pouco abordadas.
Então a primeira turma saiu e teve dificuldade
de se inserir no mercado de trabalho, foi
quando remodelamos a grade do curso e

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 77


| GERAL 3/8

focamos em dois parâmetros, o negocio de


moda e a questão do designer de moda, do
produto mesmo”, comenta.

Bruna destaca que o leque de profissões


na área de moda permite a inserção de
novos profissionais no mercado de trabalho
em Sergipe. “É possível ver um crescimento
positivo nos alunos, aqueles que já não tinham
suas empresas estão inseridos no mercado.
Cerca de 30% dos alunos formados estão em
outra área, algumas viraram mães e esfriaram
na área. O perfil do aluno de moda agrega
sempre uma segunda graduação, então a
pessoa já sabe o que quer... que gosta mesmo
e está para sugar dos professores”, conta.

A coordenadora de moda conta um pouco


sobre como a área abrange diversos tipos de
profissionais. “Partindo do principio dos dois
grandes segmentos, a gente começa com a
área de modelagem, tem a computadorizada,
a manual, tem a parte de produção, que vem o
controle de qualidade, encaminhar a produção,
desenvolver fichas técnicas, produto, tem a

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 78


| GERAL 4/8

criação, que é o estilista.

ARQUIVO PESSOAL
Aqui em Sergipe,
inclusive, está-se
absorvendo professor
na área de moda. E
quando você vai para
área de negócio, aí eu
tenho aluno de visual
merchandiser, gestor de
loja de noivas, vitrinismo,
agências de publicidade
para montar looks, tem
gente trabalhando com Tainá presta serviço
em diversas áreas da moda
blog”, explica.

MIX DA MODA
Em meio a tantas áreas é possível se
identificar com uma ou mais de uma, o negócio
de moda permite uma independência de ter o
próprio negócio, tudo com muito trabalho, como
destaca a profissional da moda, Tainá Castro,

“A área de moda é super abrangente e


é possível seguir por diversos caminhos
como profissão, o importante é aproveitar as

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 79


| GERAL 5/8

oportunidades de um mercado em construção


como o nosso aqui em Sergipe. Tenho pouco
mais de um ano de formação em Design de
Moda e, no momento, trabalho com Estilismo
e com Produção de Moda para criação de
conteúdo digital de clientes de cujas mídias
sociais faço o gerenciamento”.

Tainá explica um pouco do dia a dia. “O


trabalho de desenvolvimento de produto é
mais específico, pois gira em torno da data
de lançamento planejada de uma coleção
ou produto. Antes de criar, é preciso ter uma
pesquisa de mercado e tendências, assim como
um planejamento do mix de produtos a serem
lançados. Após essa fase, é a hora de desenhar
as peças, manual ou digitalmente. Já o trabalho
de Produção de Moda que faço depende do
planejamento do conteúdo a ser divulgado,
assim como da identidade da marca, e costuma
não ter uma rotina específica. No geral, é preciso
pensar no produto e no objetivo do cliente com o
material a ser produzido para definir o que será
feito, que roupa ou acessório serão usados em
que momento e lugar etc. E, no dia da produção,

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 80


| GERAL 6/8

ter tudo isso em mente

ARQUIVO PESSOAL
para garantir que o
resultado seja como o
esperado”, destaca.

COMEÇO
Até a peça chegar
à arara para venda há
diversos processos
que começam com
a parte técnica da
moda. A modista,
Raisa Freitas, viu na Raisa Freitas achou um ramo
pouco procurado na moda para
área uma escassez seu negocio
de profissionais em
Sergipe. Hoje ela produz toda a parte técnica
de um produto de moda para empresas.

“Eu trabalho desenvolvendo a parte


técnica de algumas empresas que trabalham
com moda autoral, elas fazem a parte
de pesquisa de tendência, me enviam os
modelos e, através de fotos e desenhos, eu
desenvolvo a modelagem das peças, com a
gradação de tamanho P, M G, e faço as fichas

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 81


| GERAL 7/8

técnicas, que é uma ficha que vai constando


tudo que tem na peça, o processo produtivo,
o consumo, quais os aviamentos que vão ter
naquela peça”, explica.

Raisa conta como escolheu a área. “Depois


que eu me formei eu vi um campo que não
tinha muita atuação, porque a maioria das
pessoas que se formam em moda querem
trabalhar com a área criativa e não com a parte
técnica. Então eu vi um campo promissor, eu
ofereço aquilo que basicamente as pessoas
que se formaram comigo não querem fazer”.

IMAGEM
Um dos principais vieses na moda é a
imagem, seja as fotos da coleção que têm
a função de demonstrar o produto, seja na
captura de momentos na apresentação das
coleções no desfile. Juliana Satin encontrou
na área o seu meio de empreender na moda.

“Eu sempre soube que queria ser


empreendedora de moda, mas não sabia
bem em qual área atuar e o que eu gostaria

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 82


| GERAL 8/8

realmente de fazer.

ARQUIVO PESSOAL
Iniciei o curso de design
de moda e no decorrer
dele percebi que tinha
muito mais trabalhos
fotográficos do que em
qualquer outra área.
Já tinha uma câmera
profissional antes de
iniciar o curso porque
naquele tempo eu
tinha muita vontade
de criar uma marca, e Juliana Satin encontrou
na fotografia seu meio de
para cortar custos eu empreender
mesma iria fotografar
as peças. Depois de alguns meses eu
tranquei o curso e comecei a estudar a fundo
fotografia”, explica Juliana.

A fotógrafa conta mais sobre sua função.


“Ser fotógrafa de moda é trabalhar com
criação, criando conceitos, momentos e
imagens. Além de registrar, também coordeno
a linha editorial do projeto, discutindo idéias e
interferindo em todas as áreas do trabalho”.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 83


| GERAL 1/7

DESCASO COM
SEGURANÇA NOS
POSTOS DE SAÚDE
DA PREFEITURA
lPostos de saúde ficam sem vigilantes
fixos; servidores e usuários se sentem
inseguros com a decisão da Secretaria
de Saúde. Por decisão da SMS, apenas
nove Unidades Básicas de Saúde
continuarão com vigilantes fixos

JULIA FREITAS| redacao@cinform.com.br


A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de
Aracaju, em parceria com a Guarda Municipal,
decidiu retirar a vigilância privada de 35

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 84


| GERAL 2/7

REPRODUÇÃO DO GOOGLE

Secretaria decidiu retirar vigilância privada


de 35 Unidades Básicas de Saúde de Aracaju

Unidades Básicas de Saúde (UBS), e mantê-la


apenas em nove unidades, além dos hospitais
municipais Fernando Franco e Nestor Piva, nos
Caps Liberdade, Primavera, Jael Patrício e Ivone
Lara; no canteiro de obras da maternidade do 17
de Março; no Cemar Siqueira Campos; na sede
da SMS e no galpão da Logística.

Segundo a SMS, no lugar dos vigilantes,


que ficavam nos postos durante todo o
período de atendimento ao público, desde a
última quinta-feira (02) está sendo utilizado
um sistema de videomonitoramento.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 85


| GERAL 3/7

Por meio de nota, a secretária de Saúde


do município, Waneska Barboza, argumentou
que este sistema permitirá que os guardas
municipais façam o monitoramento 24 horas
por dia através das câmeras instaladas nos
prédios, trazendo uma maior segurança para
os usuários e servidores.

“Nós optamos por este sistema porque


traz uma maior segurança para os usuários
das unidades, bem como para os servidores
e para o patrimônio, que são os materiais
e equipamentos. Este sistema é eficiente,
pois os guardas municipais estão de olho
24 horas por dia nas câmeras instaladas
nos prédios, através da central de
monitoramento”, explicou.

Segundo a Secretária, foram mantidos os


vigilantes da empresa privada apenas nas
unidades que distribuem medicamentos
psicotrópicos (Anália Pina, no Santos Dumont;
Dona Sinhazinha, no Grageru; Francisco Fonseca,
no 18 do Forte; Geraldo Magela, no Orlando
Dantas e Marx de Carvalho, no Ponto Novo), e

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 86


| GERAL 4/7

DIVULGAÇÃO

O planejamento é que todas as UBS, escolas, Fundats e secretarias


sejam monitorados remotamente pelo sistema, segundo a GMA

as que possuem um tempo maior de resposta


das viaturas da GMA (José Machado de Souza,
no Santo Dumont, Irmã Caridade, no Jabutiana,
Celso Daniel e Osvaldo Leite, no Santa Maria).

SENSAÇÃO DE FALTA DE SEGURANÇA


O levantamento feito pela GMA aponta
um tempo médio de 10 a 15 minutos para
a chegada de equipes da Guarda nestas
unidades. O serviço que começou a funcionar
na véspera do feriado de Finados, já preocupa
muitos usuários da rede municipal de saúde.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 87


| GERAL 5/7

Isso porque, segundo o próprio “Manual


do Vigilante”, criado pela Polícia Federal, “a
atuação do vigilante patrimonial, em todo
e qualquer estabelecimento, tem caráter
preventivo de modo a coibir ações criminosas
pela sua própria presença reconhecida pelo
uso de uniforme”.

Já no primeiro dia de implementação


do serviço de videomonitoramento, as
duas unidades de saúde do bairro Bugio só
funcionaram no período da tarde, mas mesmo
assim, funcionários e usuários estavam
apreensivos pela ausência dos vigilantes.

Segundo o presidente do Sindicato dos


Médicos de Sergipe (Sindimed), Dr. João
Augusto Alves de Oliveira, a categoria ainda não
se debruçou sobre essa problemática e nem a
Prefeitura de Aracaju nem a Secretaria de Saúde
se reúnem com eles por causa da greve que já
dura mais de 100 dias. No entanto, grande parte
dos profissionais da rede municipal se dizem
apreensivos para voltarem às UBS, quando a
greve acabar, sem vigilantes fixos.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 88


| GERAL 6/7

O presidente

DIVULGAÇÃO
do sindicato
lembra que desde
2017 havia uma
discussão com
os sindicatos,
quando estava
sendo solicitada
pelos servidores
um reforço maior
na segurança.
“Porém as
reuniões deixaram Dr. João Augusto Alves,
de acontecer e veio presidente do Sindmed/SE
de forma unilateral
essa decisão totalmente na contramão e
sem nenhuma discussão. A prefeitura pelo
visto só está indo pela linha de diminuir
gastos que repercutem nos servidores,
porém em relação a CCs a folha de gastos
só aumenta”, comenta.

VIDEOMONITORAMENTO
Segundo a Guarda Municipal de Aracaju
(GMA), um estudo realizado pelo setor de

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 89


| GERAL 7/7

inteligência da Guarda determinou quais


unidades continuariam com os vigilantes
da empresa privada e quais ficariam
com o videomonitoramento, levando em
consideração os índices de criminalidade da
região e da própria unidade.

“O estudo realizado pelo nosso setor de


Inteligência determinou em quais locais as
câmeras deveriam ser instaladas e quais unidades
ainda precisariam do sistema de vigilantes,
levando-se em consideração a mancha criminal
da localidade, da própria unidade entre outros”,
explica a assessoria de comunicação da GMA.

Ainda segundo a GMA, o monitoramento das


700 câmeras instaladas nas UBS e UPAs da
capital será feito por três pessoas que ficarão
diariamente na central, além dos operadores
da empresa e os guardiões de 18 viaturas que
circulam diariamente pela capital.

ACESSE MAIS NOTÍCIAS EM WWW.CINFORM.COM.BR

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 90


1/3

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 91


2/3

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 92


3/3

TOQUE E ACESSE

WWW.LOJASGUANABARA.COM.BR

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 93


EDIÇÃO 1856

VOZES DA SECA
‘‘Aqui na
Barra da Onça
nós perdemos
tudo que
plantamos’’
|

ÍNDICE
TOQUE E ACESSE

INTERIOR | Ninguém mais


fala da Operação Marcha Ré 96

GERAL
Seca que perdura: triste
realidade do Alto Sertão 102
Rendeiras recebem maquinário
após atuação do MPF 109
Parceria melhora produção 114

ANUNCIE
AQUI

CONTATE SUA AGÊNCIA DE PUBLICIDADE OU


TOQUE u E FALE COM A GENTE AGORA
uÁurea Cristina (79) 99833-2123
uAlexandre Carvalho (79) 99973-7808
uCláudio Sousa (79) 99971-9179
ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 95
| | OPINIÃO 1/6

Paula Coutinho
INTERIOR

NINGUÉM MAIS
FALA DA OPERAÇÃO
MARCHA RÉ
Nem se ouve mais comentários, e
tampouco consequências, acerca daquela
operação Marcha Ré, deflagrada pela Polícia
Federal (PF), em conjunto com o Ministério
Público do Estado de Sergipe (MPE-SE),
ha pouco mais de um mês e meio, aqui nos
municípios sergipanos, que serviu para
apurar suspeição de esquema de desvios e

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 96


| | OPINIÃO | INTERIOR 2/6

irregularidades na aplicação dos recursos


públicos na área do transporte escolar.

Apesar de ter mobilizado o Estado e


desbaratado um forte esquema de atuação
de prováveis criminosos, que agiam
adulterando as medidas dos tacômetros
dos ônibus escolares, hoje parece que a
história desapareceu, ou que a sociedade
não merece saber como foram gastos os
R$ 285 milhões destinados às empresas
contratadas e se essas empresas vão arcar
com os prejuízos ao erário.

Enquanto esses e outros milhões saem


diariamente dos cofres públicos, com
destinação que nós, sociedade, sequer
imaginamos para que serve, crianças que
moram nas cidades de Aracaju, Boquim,
Estância, Nossa Senhora do Socorro,
Lagarto, Nossa Senhora das Dores e São
Cristóvão – cidades alvo da Operação
Marcha Ré – continuam indo e voltando
de seus respectivos colégios, muitas das
vezes, em transportes inadequados, sem

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 97


| | OPINIÃO | INTERIOR 3/6

segurança, superlotados, sem frequência,


sem limpeza.

É fato que todo crime deve ser julgado, e, se


comprovado, punido. Mas, entre as inúmeras
infrações, “roubar” de criança deveria estar na
lista dos crimes hediondos.

Quando alguém adultera a quilometragem


do tacômetro de um ônibus escolar, de
colégios públicos, somente para lucrar com
essa diferença, este alguém está sim lesando
crianças pobres das áreas mais carentes
do país; esse alguém está sim roubando
o sonho, a esperança e a oportunidade de
centenas de futuros brasileiros e brasileiras.

Notas altas do TCE


Nesta última semana, o Tribunal começou
a fiscalizar os 153 portais da transparência,
em Sergipe, que compõem as 75 prefeituras,
as 75 câmaras municipais e os três órgãos da
previdência. As informações do TCE dizem
que destes, 32 obtiveram nota acima de 7. Não
seria essa nota um tantinho alta demais?

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 98


| | OPINIÃO | INTERIOR 4/6

Estamos de olho
Será mesmo que constam, nos portais
da transparência, todas as informações
necessárias à população, para saber, por
exemplo, quanto o Estado gasta, com que
gasta e como gasta? Ao menos, é o que diz a
legislação – a população deve ser informada
acerca dos gastos, com fácil acesso. Também
estamos de olho nessas notas altas, TCE.

Câmara sob suspeição


Parece que a denúncia protocolada pelo
Ministério Público Especial, acerca de supostas
irregularidades na Câmara de Porto da Folha,
vai sair do papel. Porque o TCE, durante o
último pleito, votou pela procedência parcial,
dando razão aos denunciantes.

Praias liberadas
Não há nenhum perigo nas praias do
litoral sergipano. E quem temia as cinco
caixas misteriosas, com 100 quilos cada,
que apareceram na Praia do Abaís, pode
descansar em paz. Ou melhor, entrar nas
águas em paz. Porque a Administração

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 99


| | OPINIÃO | INTERIOR 5/6

Estadual do Meio Ambiente (Adema)


certificou a qualidade das águas em todo
Estado, por meio de laudos extras emitidos
nesta última quinta-feira, dia 1º.

Cultura da Uva
Chega a um terceiro patamar a parceria de
transferência de tecnologia entre a Empresa
Brasileira de Pesquisa Agrícola (Embrapa) e a
Companhia de Desenvolvimento de Recursos
Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), para
a produção de uvas no estado.

Depois de todo preparo das videiras no


Perímetro Irrigado Califórnia, administrado
pela estatal sergipana em Canindé de São
Francisco (SE), e da ascensão, em duas
colheitas bem-sucedidas, agora é iniciado um
trabalho de replicação dos plantios, mas desta
vez com mudas produzidas pelos próprios
produtores, de uma variedade de mesa e de
frutos sem semente.

Agricultura de subsistência
Consolidar a viticultura em Canindé é,

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 100


| | OPINIÃO | INTERIOR 6/6

conforme afirmam Cohidro e Governo,


o desejo de todos. Resta saber se essa
possibilidade chegará – de fato – às mãos –
e aos bolsos – de quem realmente importa
nesta localidade, que são os pequenos
produtores rurais, a grande maioria de
agricultura familiar e de subsistência.

Balde Cheio retorna


E por falar em produção no agronegócio,
outro projeto promissor, que a Embrapa
está trazendo novamente a Sergipe, é o
Programa Balde Cheio. Essa iniciativa, que
existe em todo o país e estava parada aqui,
pretende se tornar uma referência para a
melhoria do leite no estado.

Sem vícios do passado


Tomara que os vícios antigos, ocorridos
por meio de pessoas que ilicitamente se
aproveitaram (e se apropriaram) da marca
Balde Cheio para comercializarem produtos,
não mais aconteçam, e que agora os benefícios
do projeto se voltem para quem produz e
sobrevive da produção leiteira.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 101


| 1/7

GERAL
FOTOS DE BEBETO DA BARRA DA ONÇA

Essas são as imagens atuais das comunidades de Poço


Verde, o município dde maior extensão territorial de Sergipe

SECA QUE
PERDURA: TRISTE
REALIDADE DO
ALTO SERTÃO
l“Teve gente que, no desespero, chegou a
plantar milho na terra seca, sem arar a terra,
confiando apenas na esperança de que a chuva
viria. Só que a chuva não veio até agora

PAULA COUTINHO | redacao@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 102


| | GERAL 2/7

O gado magro do sertão de Sergipe mal


consegue parar em pé, alguns animais se
escoram uns aos outros, embaixo dos poucos
locais de sombra. E apenas sobrevivem porque
esta é a sina das criações numa terra castigada
pela falta d’água como é hoje os arredores
de Poço Redondo, na região do Alto Sertão
sergipano, que incluem ainda os municípios
de Gararu, Porto da Folha, Canindé de São
Francisco, Monte Alegre, Gracco Cardoso,
Nossa Senhora da Glória. Há anos sem chuvas
regulares – contabilizam os moradores da
região, já são quase sete anos que o município
está sendo castigado porque não chove.

“Aqui não existe mais água nos açudes. Só


Deus pra resolver essa triste realidade. Em
Poço Verde, aqui na comunidade da Barra da
Onça, nós perdemos tudo que plantamos. Teve
gente que, no desespero, chegou a plantar
milho na terra seca, sem arar a terra, confiando
apenas na esperança de que a chuva viria.
Só que a chuva não veio até agora. Outras
comunidades nem plantaram milho porque
não conseguiram molhar a terra. Esta é uma

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 103


| | GERAL 3/7

Animais sedentos, magros e famintos fazem parte deste cenário

das maiores secas dos últimos 50 anos.


Nós nem tivemos inverno aqui na Barra da
Onça”, argumenta o Bebeto da Barra da Onça,
produtor rural de agricultura familiar.

Muita seca, plantações inteiras de milho


perdidas e prejuízos orçados em mais de 80%.
E com a escassez de chuvas, Poço Verde, assim
como vários outros municípios sergipanos,
ainda em estado de calamidade pública,
não conseguem sequer se recuperarem das
frequentes secas. “Eu planto milho. E com essa

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 104


| | GERAL 4/7

seca, o produtor tem que comprar ração para


o gado comer. Até agora a gente não tem ajuda
de nada. A prefeitura está fazendo de um tudo
para que não falte água para o povo beber. Mas
é pouco. Até agora a gente não tem ajuda de
nada. Nosso rio está agonizando. O que se vê
são só bancos de areia por todos os lugares”,
se desespera Bebeto.

Em Porto da Folha, quem nos conta essa


história de desespero é a pequena produtora
de leite, Adalzina Santos Feitosa: “Eu tinha
criação de gado. Mas agora, por causa da seca,
não consigo manter os animais. Compramos
ração, um saco é R$15. E a seca, consecutiva
dos últimos seis anos, com uma pequena
interrupção ano passado, voltou a castigar.

Naquela época de seca intensa a madeira


morreu, e não sobrou nenhum pedaço de
floresta. Nós, em 2018, não tivemos inverno
este ano de 2018. Também não consigo plantar
milho”. E continua: “Vamos rezar, porque em
novembro e dezembro são os meses que a
gente daqui do sertão esperamos as trovoadas”.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 105


| | GERAL 5/7

Plantações de palma, uma das únicas culturas que ainda resistem

As palavras de Adalzina são as mesmas


de outros tantos homens e mulheres que
vivem no Alto Sertão sergipano. Como o
criador de animais Danilo Rodrigues, no
povoado Queimadas, em Poço Redondo.
“Eu e minha família, vivemos da criação
de animais. Eu mantenho minhas criações
somente com as plantações de palmas. Até
agora ainda não perdi nenhum deles, mas,
se a chuva não vier, para o próximo ano, a
gente pode perder nosso gado”.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 106


| | GERAL 6/7

ESPERANÇA EM FLOR
Situação que se vê também nos povoados
do município de Canindé de São Francisco.
“Aqui não tem água, nós estamos tomando
água da barragem porque não tem outra água”,
diz Josefa Neide, moradora do povoado Pelado.

Em meio à escassez de água e as imagens


do gado raquítico morrendo à mingua, uma
esperança surge em forma de flor, no meio da
vegetação local. É o mandacaru, que “quando
fulora”, diz a tradição, é sinal de chuva.

PREFEITURA E GOVERNO
O prefeito Júnior Chagas já colocou 20
carros-pipa para abastecer as comunidades. O
governo estadual, em trabalho conjunto com
a Defesa Civil, também está contribuindo no
auxílio ao abastecimento à população com sete
carros-pipa. E o governo federal disponibilizou
o total de 20 desses veículos.

Mas, como Poço Verde é o maior município


em extensão do estado de Sergipe, com
povoados distantes uns dos outros e com 33

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 107


| | GERAL 7/7

assentamentos, apesar da existência do auxílio


dos governos estadual e federal e da prefeitura
à população poço-verdense a situação de
calamidade pública continua instalada na cidade
e na região. Separada da capital sergipana por
aproximadamente 140 km, a cidade contabilizou,
no último Censo do IBGE, 23 mil moradores.

MINISTÉRIO DE INTEGRAÇÃO AUXILIA


Para que os municípios consigam o
reconhecimento de situação de emergência
e/ou estado de calamidade pública, que é
decretada para cidades, estados e Distrito
Federal, existem critérios pré-estabelecidos.
Mediante estes critérios, é possível conseguir
apoio material e financeiro.

Os municípios que desejarem solicitar


esse auxílio devem apresentar um relatório
com diagnóstico dos danos e o Plano
Detalhado de Resposta (PRD), por meio do
Sistema Integrado de Informações sobre
Desastres (S2ID). Após análise técnica, o
Ministério da Integração define o valor do
recurso a ser disponibilizado.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 108


| | GERAL 1/5
FOTOS ASCOM MPF

Delicado e manual é o trabalho de que produz a renda irlandesa

RENDEIRAS
RECEBEM
MAQUINÁRIO APÓS
ATUAÇÃO DO MPF
lAs máquinas foram destinadas a
associações e profissionais de quatro
municípios sergipanos – Laranjeiras,
Divina Pastora, Nossa Senhora
do Socorro e Maruim

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 109


| | GERAL 2/5

A partir do trabalho desenvolvido na


Fiscalização Preventiva Integrada (FPI-SE)
em 2016, as trabalhadoras artesanais da
Renda Irlandesa em Sergipe conseguiram
adquirir as máquinas que possibilitam a
manufatura dos produtos oriundos da técnica.
A aquisição aconteceu por meio de um Termo
de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado
entre o Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan) e a empresa Torre.
As máquinas foram entregues no último dia
2, no Museu da Gente Sergipana em Aracaju,
dois anos após a detecção das irregularidades
que provocaram o acordo e um ano após a
assinatura do TAC.

Entenda o caso - A empresa Torre


participava das obras de implantação da
rodovia SE-170, que liga o Agreste sergipano
ao Baixo São Francisco. Durante a atuação
da FPI, constatou-se irregularidades e
danos que não estavam descritos na
Licença Ambiental da obra. Segundo o
Iphan, o empreendimento causou danos
arqueológicos irreversíveis à região.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 110


| | GERAL 3/5

Com maquinário conseguido via MPF será mais fácil confeccionar

Tendo em vista a irreversibilidade dos danos,


o Iphan propôs a compensação por meio
da aquisição de 10 máquinas trançadeiras,
necessárias para a confecção do lacê, utilizado
na produção da Renda Irlandesa. As máquinas
foram destinadas a cooperativas e associações
de rendeiras em 4 municípios sergipanos
(Maruim, Divina Pastora, Nossa Senhora
do Socorro e Laranjeiras), além de dois
exemplares destinados à Superintendência do
Iphan em Aracaju.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 111


| | GERAL 4/5

Novas e modernas são as máquinas doadas às rendeiras do interior

Renda Irlandesa – O modo de fazer Renda


Irlandesa recebeu, em 2009, o título de
Patrimônio Cultural do Brasil, sendo incluído no
Livro dos Saberes pelo Iphan. A técnica remonta

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 112


| | GERAL 5/5

à Europa do século XVII, tendo, na metade


do século XX, sua consolidação no interior
sergipano, como uma alternativa de trabalho
para as mulheres. Hoje, a técnica ocupa mais
de uma centena de artesãs e é uma referência
cultural. Seu modo de fazer possibilita a
transmissão da técnica e o compartilhamento
de saberes, valores e sentidos específicos, além
de reafirmar a identidade cultural das rendeiras
e do estado de Sergipe.

RECEBA O SEU
JORNAL CINFORM DIGITAL
GRÁTIS
TODA SEMANA ATRAVÉS
DO WHATSAPP, ÀS SEGUNDAS
E QUINTAS-FEIRAS

TOQUE AQUI
E CADASTRE-SE

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 113


| | GERAL 1/5

PARCERIA
MELHORA
PRODUÇÃO
FOTOS DIVULGAÇÃO EMBRAPA

lÉ exatamente isso que o Programa


Balde Cheio, projeto de eficácia em todo
o país, busca para o leite em Sergipe

ANO
ANO 3535 - ED.
- ED. 1856
1856 - 114
-5/11/2018
-5/11/2018
| | GERAL 2/5

O chefe-adjunto da Transferência de
Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste,
André Novo, apresentou na Embrapa
Tabuleiros Costeiros o programa Balde Cheio
com objetivo de articular parceiros para
desenvolver ações em rede com foco no
fortalecimento da produção leiteira de Sergipe.

Nesta última segunda e terça-feira (29 e


30/10), André Novo mostrou a metodologia
do programa Balde Cheio, que visa à
transferência de tecnologias para promover
o desenvolvimento sustentável da pecuária
leiteira aos profissionais de assistência
técnica e extensão rural, pecuaristas
produtores de leite e representantes da
agroindústria de laticínios e de órgãos de
desenvolvimento rural e regional.

Desenvolvido pela Embrapa, o Programa


Balde Cheio existe há 20 anos e é aplicado em
todas as regiões do Brasil, com tecnologias
adaptadas regionalmente em propriedades
que se transformam em salas de aula. Estas
são monitoradas quanto aos impactos

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 115


| | GERAL 3/5

Com a volta do programa Balde Cheio quem ganha é o produtor

ambientais, econômicos e sociais no sistema


de produção após a adoção das tecnologias.

“O programa é bem-sucedido no aspecto


técnico e gerencial. Isso fez com que os
produtores alavanquem sua produção e melhore
sua receita” disse Osanan Lula, consultor do
Balde Cheio na Bahia, onde o projeto roda há
dez anos com mais de cem técnicos treinados.
“Nós capacitamos tanto o técnico quanto o
produtor, que são as duas peças fundamentais
no processo da produção”, complementou.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 116


| | GERAL 4/5

Pesquisas possibilitam melhoria durante o processo de produção

“Temos quadro técnico que vai à campo


para treinamento. Podemos oferecer a
capacitação exigida pelo programa para que
possa desenvolver sua atividade com melhor
qualidade, disse Dênio Leite, superintendente
do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural
(Senar-SE), possível parceiro do Balde Cheio.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 117


| | GERAL 5/5

André Novo, supervisor do programa, explicando como funciona

“Toda técnica é benvinda. Procuro


informações e novas tecnologias, disse
Flodoaldo Simões Junior, pequeno produtor
de leite em Riachão do Dantas (SE), que
realiza treinamento no Senar junto com vinte
produtores. As pessoas interessadas, da região
produtora de leite de Sergipe, devem entrar
em contato com o SAC da Embrapa Tabuleiros
Costeiros pelo telefone (79) 4009-1344.

ACESSE MAIS NOTÍCIAS EM WWW.CINFORM.COM.BR

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 118


|

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 119


EDIÇÃO 1856

Emprego

CONFIRA AS
OPORTUNIDADES
Estudantes de 35 cursos são beneficiados
Emprego

ÍNDICE
TOQUE E ACESSE

Secretaria de Educação divulga Cadastro de


Reserva para Estágio 122

ANUNCIE
AQUI

CONTATE SUA AGÊNCIA DE PUBLICIDADE OU


TOQUE u E FALE COM A GENTE AGORA
uÁurea Cristina (79) 99833-2123
uAlexandre Carvalho (79) 99973-7808
uCláudio Sousa (79) 99971-9179

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 121


Emprego 2/6
CCO

SECRETARIA
DE EDUCAÇÃO
DIVULGA
CADASTRO DE
RESERVA PARA
ESTÁGIO
lForam contemplados estudantes de 35
cursos diferentes de instituições de ensino
superior conveniadas com a Seed

A Secretaria de Estado da Educação (Seed)


divulgou na última quarta-feira, dia 31, a lista
do Cadastro de Reserva com os classificados
no Processo Seletivo de estudantes do ensino
superior para estágio não obrigatório.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 122


Emprego 3/6

Campus da
FOTOS DIVULGAÇÃO

Faculdade
Maurício de
Nassau

Foram contemplados estudantes de 35


cursos diferentes de instituições de ensino
superior conveniadas com a Seed, sendo elas:
faculdades Pio Décimo, Amadeus, Estácio de
Sá, Jardins, Maurício de Nassau, São Luís de
França, de Administração e Negócios de Sergipe,
Universidade Federal de Sergipe, Universidade
Tiradentes e Instituto Federal de Sergipe.

De acordo com a técnica do setor


de Estágio da Seed, Maria Auxiliadora
Machado, ao todo, 3.782 estudantes se
inscreveram para o Processo Seletivo.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 123


Emprego 4/6

Campus da Faculdade Pio Décimo

“Vale destacar que essa lista é um Cadastro


de Reservas. Os candidatos selecionados serão
convocados de acordo com as necessidades da
Secretaria de Estado da Educação. À medida
que a Seed for chamando os selecionados, será
publicada a convocação no portal da Secretaria”,
explicou. Os estudantes que forem chamados
para estágio deverão exercer atividades na
sede das Diretorias de Educação, unidades de
ensino ou na Seed. A jornada de atividades será

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 124


Emprego 5/6

de quatro horas diárias e 20 horas semanais,


de segunda a sexta-feira, que poderão ser
realizadas nos turnos matutino, vespertino
e noturno, dependendo das necessidades
da Secretaria. O candidato selecionado e
convocado receberá bolsa de estágio no
valor de R$ 562,00 (já com o valor do auxílio
transporte). O estágio terá a duração de um
ano, podendo ser prorrogado por mais um ano.

CONVOCAÇÃO
As convocações dos selecionados serão
realizadas mediante publicação de Relação
de Candidatos Classificados/Convocados no
site da Secretaria de Estado da Educação. Os
candidatos convocados deverão comparecer ao
Setor de Estágio/DRH/SEED, na data solicitada,
devendo apresentar a seguinte documentação:

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 125


Emprego 6/6

Campus da Universidade Tiradentes

cópia de documento de identidade (com foto);


cópia de documento do Cadastro de Pessoa
Física (CPF); histórico escolar emitido pela
Instituição de Ensino, no qual conste carga
horária e período que está cursando, além da
média geral ponderada (MGP) informada na
inscrição; declaração de matrícula do período
vigente (com data atual); cópia de comprovante
de residência; cópia de comprovante da última
votação ou Certidão de Quitação Eleitoral; uma
foto 3x4; Declaração médica comprobatória
para candidatos portadores de deficiência.

No histórico que será apresentado deverá


constar a média informada pelo aluno no
momento da inscrição, independente de
alteração de período.

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 126


FUNDADO EM 2 DE DEZEMBRO DE 1982 PUBLICADO EM DIGITAL DESDE 17 DE JULHO DE 2017

EDITOR–CHEFE
Edvar Freire Caetano
DRT – 591 (79) 99988-1412

Jornalistas
Fredson Navarro – DRT – 1145/SE
Julia Freitas – DRT – 2286/SE
Juliana Paixão – DRT – 2236/SE
Paula Coutinho – DRT – 27825-RJ
Thayná Ferreira – DRT – 2287/SE

Editoração Eletrônica
Altemar Oliveira
oliveiraltemar@gmail.com

Fotos e Vídeos
Vieira Neto

Marketing
Alberto Costa
alcosa@cinform.com.br

Contatos comerciais
Alexandre Carvalho (79) 99973-7808
Áurea Cristina (79) 99833-2123
Cláudio Sousa (79) 99971-9179

OUVIDORIA VOLTAR
1ª PÁGINA
ouvidoria@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1856 -5/11/2018 - 127