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GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
1. Painel
2. Meus cursos
3. Gestão e Fiscalização de Contratos Administrativos
4. Módulo 3 - Fiscalização de Contrato
5. Exercício Avaliativo 3

Iniciado em segunda, 5 nov 2018, 16:19


Estado Finalizada
Concluída em segunda, 5 nov 2018, 16:46
Tempo empregado 27 minutos 1 segundo
Notas 9,00/10,00
Avaliar 27,00 de um máximo de 30,00(90%)

Questão 1
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00

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Texto da questão
Em determinado município, o transporte escolar de
alunos residentes na área rural é realizado por meio
de uma empresa que disponibiliza ônibus para
atender as rotas estabelecidas pela secretaria de
educação. Essa empresa é remunerada
mensalmente pelo total de quilômetros rodados
pelos ônibus.
Você, como fiscal desse contrato, ao verificar o
cumprimento das cláusulas contratuais, observou
que em certo mês, em mais da metade daquelas
rotas, as quantidades de quilômetros rodados
superaram em 20% os quantitativos previstos
inicialmente no contrato.
Qual das providências a seguir contribui mais para o
esclarecimento do ocorrido?

a. Aguardar mais um mês para ver se a situação se


repete.
A alternativa está errada. Esta é uma providência
passiva e que denota acomodação do fiscal.
b. Solicitar a seu superior hierárquico que encaminhe
ao secretário de educação ofício descrevendo a
situação.
c. Solicitar ao superior hierárquico que encaminhe ao
secretário de controle interno ofício descrevendo a
situação.
d. Encaminhar expediente ao preposto da empresa
contratada solicitando justificativas para a situação.
e. Encaminhar expediente ao preposto da empresa
contratada solicitando justificativas para a situação e
obter informações sobre o assunto junto à secretaria
municipal de educação.
Feedback
O fiscal do contrato deve conhecer detalhadamente
o contrato e as cláusulas nele estabelecidas.
Também deverá acompanhar a execução dos
serviços, neste caso, verificando atentamente as
distâncias percorridas pelos ônibus.
Na situação descrita no enunciado desta questão, a
melhor providência é verificar tanto junto à
contratada quanto à secretaria de educação os
motivos que levaram ao acréscimo de 20% nas
distâncias percorridas em mais da metade das rotas.
Gabarito: Encaminhar expediente ao preposto da
empresa contratada solicitando justificativas
para a situação e obter informações sobre o
assunto junto à secretaria municipal de
educação.
A alternativa está correta. Dentre as descritas,
esta providência é a mais indicada, pois
possibilitará uma justificativa da contratada e o
confronto com as informações disponíveis na
secretaria municipal de educação.
Questão 2
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão
O fiscal de um contrato de fornecimento de
alimentos para as escolas municipais observou que
a empresa contratada tem cometido as seguintes
falhas: atraso na data da entrega, quantitativos
divergentes entre o que é entregue e o que consta
das notas fiscais e entrega de alimentos com prazos
de validade vencidos. Essas ocorrências têm sido
anotadas em um arquivo eletrônico mantido no
computador utilizado pelo fiscal da seguinte forma:
Atraso na entrega: em 15/02/X1, as mercadorias da
nota fiscal nº 145 foram entregues com de atraso.
Quantitativos divergentes: os itens da nota fiscal nº
145, entregue em 15/02/X1, apresentaram as
divergências a seguir - achocolatado (10 unidades
na nota fiscal e 8 unidades entregues), óleo de soja
(12 unidades na nota fiscal e 10 unidades
entregues).
Prazos de validade vencidos: os seguintes itens da
nota fiscal nº 145, entregue em 15/02/X1,
apresentaram prazos de validade vencidos -
macarrão e farinha de trigo.
Analisando a qualidade dos registros acima, escolha
a alternativa correta.

a. Os registros sobre o atraso na entrega, os


quantitativos divergentes e os prazos de validade
vencidos são adequados.
b. Os registros sobre o atraso na entrega e os prazos
de validade vencidos são adequados.
c. Os registros sobre o atraso na entrega e os
quantitativos divergentes são adequados.
d. Os registros sobre os quantitativos divergentes e os
prazos de validade vencidos são adequados.
e. O registro sobre os quantitativos divergentes é
adequado.
A alternativa está correta. O registro indica quais as
mercadorias que apresentaram os quantitativos
divergentes e também quais as quantidades
registradas na nota fiscal e quais foram realmente
entregues.
Feedback
Para serem adequados os registros deveriam
indicar:
Atraso na entrega: a data em que as mercadorias
foram entregues e a data prevista de entrega.
Quantitativos divergentes: as mercadorias que
apresentaram os quantitativos divergentes e também
quais as quantidades registradas na nota fiscal e
quais foram realmente entregues.
Prazos de validade vencidos: as mercadorias com
data de validade vencida e quais suas respectivas
datas de validade.
Gabarito: O registro sobre os quantitativos
divergentes é adequado.
A alternativa está correta. O registro indica quais
as mercadorias que apresentaram os
quantitativos divergentes e também quais as
quantidades registradas na nota fiscal e quais
foram realmente entregues.
Questão 3
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão
A Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho
(TST) deu interpretação diversa da adotada até
então, acerca da responsabilidade do tomador dos
serviços nos contratos chamados de terceirização,
nos quais a entidade contrata mão de obra para
determinadas atividades que não fazem parte de sua
atividade fim.
Assinale a alternativa que expressa o entendimento
do TST materializados na Súmula 331.

a. Para que haja a responsabilização da


Administração tomadora dos serviços, é preciso que
o empregador tenha inadimplido com suas
obrigações, e que a tomadora do serviço tenha
participado da relação processual que apurou a
irregularidade, bem como reste evidenciada a sua
conduta culposa no cumprimento das obrigações
relativas à fiscalização.
Essa é a resposta correta. As condicionantes para a
responsabilização da Administração estão
presentes, quais sejam: inadimplência das
obrigações do empregador; participação na relação
processual; e conduta culposa na fiscalização.
b. A administração é responsável solidária pelos
débitos trabalhistas havidos em relação aos
empregados que lhe prestaram serviço, no âmbito
do contrato de terceirização de mão de obra, desde
que não tenha fiscalizado corretamente o
cumprimento das obrigações trabalhistas pelo
empregador.
c. Para caracterização da responsabilidade subsidiária
da Administração tomadora dos serviços de mão de
obra, é preciso que haja pessoalidade e
subordinação direta dos empregados com a
tomadora dos serviços.
d. Se a empresa terceirizada não cumprir com as
obrigações trabalhistas dos empregados, a
Administração Pública tomadora dos serviços
responde subsidiariamente em relação aos débitos
trabalhistas daqueles empregados.
e. Os encargos trabalhistas não adimplidos pela
empresa contratada pela Administração não torna
esta última responsável solidária, mas autoriza o
pagamento direto aos empregados dessas verbas
não pagas pelo empregador.
Feedback
É importante observar que, enquanto a
responsabilidade subsidiária impõe que primeiro se
busque o cumprimento da obrigação do devedor
principal, para, em não logrando êxito, cobrar do
responsável subsidiário, na
responsabilidade solidária, ambos são devedores
conjuntos. Ou seja, nesta não há benefício de ordem
nem proporcionalidade, qualquer um (ou todos) pode
ser cobrado pelo todo. Naquela (subsidiária), há o
benefício de ordem: primeiro se cobra de quem
não cumpriu para depois cobrar daquele que, por
alguma disposição, esteja na situação de
responsável subsidiário.
Importante também destacarmos a responsabilidade
da Administração em duas situações, que
receberam tratamento distinto da Lei 8.666/1993
acerca dos débitos trabalhistas e previdenciários,
decorrente da execução do contrato de
terceirização: o débito trabalhista, expresso no art.
71, § 1º, da Lei, e o Previdenciário, aposto no § 2º
do mesmo artigo.
Se formos ver o texto da Lei, observaremos que,
para os débitos previdenciários, não tem jeito, se a
empresa contratada pela Administração não pagar,
quem vai ter de pagar é o órgão contratante.
Já para os débitos trabalhistas, a lei prevê
expressamente que os débitos decorrentes de uma
relação de emprego com a empresa terceirizada, por
exemplo, não transferem tal obrigação para a
Administração.
No entanto, o Tribunal Superior do Trabalho, por
meio do Enunciado 331, firmou entendimento de que
haveria responsabilidade do contratante em caso da
inadimplência do empregador, em clara oposição à
expressa disposição da Lei.
No final de 2011, o STF julgou constitucional o § 1º
do art. 71 da Lei 8.666/1993, fazendo com que a
aplicação do enunciado 331 fosse limitada à análise
de cada caso e não mais automaticamente como
vinha sendo aplicado pela justiça trabalhista, o que
levou à retificação da súmula nos termos atuais, em
que ainda considera a Administração subsidiária
quanto a débitos trabalhistas, mas condicionada à
comprovação de que houve "conduta culposa no
cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de
21.06.1993, especialmente na fiscalização do
cumprimento das obrigações contratuais e legais da
prestadora de serviço como empregadora" e que ela
(Administração) tenha participado da relação
processual.
Essa duas condicionantes são fundamentais para a
responsabilização da Administração Pública nos
termos da Súmula mencionada, pois se não houve
conduta culposa, ou seja, se a Administração
tomadora do serviço terceirizado adotou todas as
providências quanto ao acompanhamento e
fiscalização do contrato, mas ainda assim, ao final
da execução do contrato, e em sede de processo
trabalhista, foi constatado que a empresa estava
inadimplente com as obrigações trabalhistas
relativas aos seus empregados, a Administração não
pode ser responsabilizada.
Além disso, e esse aspecto é muito importante, para
que a Administração seja responsabilizada é preciso
que ela tenha integrado a relação processual, ou
seja, ela tenha sido arrolada no processo trabalhista
que busca o pagamentos das verbas trabalhistas
sonegadas dos empregados. Nada mais justo que
esses condicionantes, pois atentaria contra o
princípio do processo legal se a Administração fosse
compelida a fazer algo (no caso pagar os direitos
trabalhistas dos empregados do contrato) sem que
tivesse a oportunidade do contraditório e da ampla
defesa.
Gabarito: Para que haja a responsabilização da
Administração tomadora dos serviços, é preciso
que o empregador tenha inadimplido com suas
obrigações, e que a tomadora do serviço tenha
participado da relação processual que apurou a
irregularidade, bem como reste evidenciada a
sua conduta culposa no cumprimento das
obrigações relativas à fiscalização.
Essa é a resposta correta. As condicionantes
para a responsabilização da Administração estão
presentes, quais sejam: inadimplência das
obrigações do empregador; participação na
relação processual; e conduta culposa na
fiscalização.
Questão 4
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão
Durante a execução de um contrato de obras
firmado com determinada administração municipal,
que previa o pagamento no prazo de 30 dias após a
apresentação das faturas, mesmo regularmente
cumprindo suas obrigações, executando os serviços
e apresentando os boletins de medição e faturas
relativas a esses serviços, a empresa não recebe há
2 meses, o que motivou um pedido de rescisão do
contrato, alegando descumprimento da obrigação da
prefeitura quanto ao pagamento.
Acerca dos motivos para rescisão de um contrato
administrativo, assinale a alternativa correta.

a. A empresa deverá suspender a execução do


serviço, rescindir o contrato e cobrar judicialmente as
faturas atrasadas, com juros e correção monetária,
sempre que a Administração descumprir a cláusula
de pagamento no prazo acordado.
b. A empresa não poderá suspender a execução dos
serviços apenas em face do atraso de 2 meses
mencionado, pois essa ocorrência se insere nas
hipóteses das cláusulas exorbitantes, próprias dos
contratos administrativos.
Essa é a alternativa correta. Somente o atraso
superior a 90 dias autoriza ao particular a rescisão
do contrato firmado com a Administração. A
prevalência do interesse público sobre o particular,
configurando como cláusula exorbitante própria dos
contratos administrativos, está no "afastamento da
incidência da exceção do contrato não cumprido"
contra a Administração, ou seja, apesar de a
Administração não cumprir a cláusula do pagamento
na forma do termo de contrato, ainda assim o
particular não pode invocá-la para rescindi-lo.
c. A administração municipal não poderá ser apontada
como causadora da rescisão de um contrato
administrativo, pois deve sempre prevalecer o
interesse público sobre o privado.
d. A empresa poderá invocar razões de interesse
público e rescindir o contrato administrativo,
alegando que a execução compromete a sua
viabilidade econômica.
e. Caso a administração municipal suspenda a
execução do contrato por prazo superior a 120 dias,
em face, por exemplo, de não ter recursos
orçamentários, o contrato será automaticamente
rescindido, cabendo à empresa a indenização
correspondente aos prejuízos a ele causados.
Feedback
Os motivos para rescisão de um contrato
administrativo estão enumerados no art. 78 da Lei
8.666/1993. Para compreender bem as
responsabilidades e consequências devemos
conjugá-lo (ou seja, analisá-lo conjuntamente) com
os arts. 79 e 80, pois neles estão definidas as
hipóteses de incidência de penalidades,
indenizações e prerrogativas dos partícipes do
contrato.
É importante notar que, havendo rescisão justificada
por uma das partes, a outra parte terá direito a
indenização decorrente dos prejuízos causados por
tal rescisão.
Gabarito: A empresa não poderá suspender a
execução dos serviços apenas em face do atraso
de 2 meses mencionado, pois essa ocorrência se
insere nas hipóteses das cláusulas exorbitantes,
próprias dos contratos administrativos.
Essa é a alternativa correta. Somente o atraso
superior a 90 dias autoriza ao particular a
rescisão do contrato firmado com a
Administração. A prevalência do interesse
público sobre o particular, configurando como
cláusula exorbitante própria dos contratos
administrativos, está no "afastamento da
incidência da exceção do contrato não
cumprido" contra a Administração, ou seja,
apesar de a Administração não cumprir a
cláusula do pagamento na forma do termo de
contrato, ainda assim o particular não pode
invocá-la para rescindi-lo.
Questão 5
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão
Texto da questão
Qual dos documentos a seguir não é essencial para
o exercício da fiscalização de contratos?

a. Proposta da contratada e planilha de preços do


contrato.
b. Edital de licitação.
c. Mapa comparativo das propostas de preços da
licitação.
Essa é a resposta correta. O documento é auxiliar
nos procedimento de adjudicação do objeto da
licitação ao concorrente que apresentou a melhor
proposta da licitação, não interferindo na fiscalização
do contrato. Logo, não é essencial para o exercício
da fiscalização de contratos.
d. Termo de contrato e seus aditivos.
e. Projeto básico ou termo de referência.
Feedback
Documentos essenciais para a fiscalização são
aqueles que dão ao fiscal de contratos as
informações de que ele necessita para acompanhar,
comparar, conferir, medir o objeto, notificar o
contratado, comunicar ao ordenador de despesa,
enfim, exercer sua atividade segundo as exigências
da atividade.
Logo, não interessa para o fiscal a verificação de
informações sem relação de pertinência com a
execução do objeto, a exemplo das propostas dos
demais licitantes preteridos no processo de escolha
do fornecedor. Diversamente, documentos como
contratos e seus aditivos, planilha de preços, termo
de referência, projetos e orçamentos são
fundamentais para a correta fiscalização do contrato.
Gabarito: Mapa comparativo das propostas de
preços da licitação.
Essa é a resposta correta. O documento é
auxiliar nos procedimento de adjudicação do
objeto da licitação ao concorrente que
apresentou a melhor proposta da licitação, não
interferindo na fiscalização do contrato. Logo,
não é essencial para o exercício da fiscalização
de contratos.
Questão 6
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
No intuito de se certificar que o contrato fosse
executado exatamente da forma consignada na
proposta da empresa vencedora da licitação, a
Administração fez constar no edital da licitação a
obrigatoriedade de contratação de um fiscal, às
custas da empresa contratada. Como o contrato se
referia a serviços de informática com especificidades
e nível de detalhamento aprofundado, exigia-se que
a empresa comprovasse a qualificação técnica da
pessoa indicada, caso contrário a Administração
poderia determinar a substituição do fiscal.
Acerca do procedimento acima, indique a opção
certa, de acordo com as disposições da Lei
8.666/1993.

a. O procedimento está correto, pois a Lei 8.666/1993


obriga que todo contrato administrativo deve ser
acompanhado e fiscalizado, podendo inclusive ser
contrato terceiro estranho à Administração.
b. O procedimento está errado, pois a competência
para fiscalizar a execução de um contrato
administrativo é da própria administração, não sendo
admitida a presença de terceiros nessa função.
c. O procedimento está errado, pois como o fiscal foi
contratado pela empresa, cabe a ela a escolha do
fiscal e a definição das exigências de qualificação
dele.
d. O procedimento está correto caso a Administração
declare formalmente que não possui em seus
quadros pessoal especializado no objeto da
contratação capaz de fiscalizar o fiel cumprimento
das obrigações por envolver conhecimento
especializado.
e. O procedimento está errado, pois a designação de
um fiscal para acompanhar a execução dos
contratos é obrigação da Administração, que deverá
escolher dentre os servidores do quadro o que tenha
melhores condições para executar a tarefa.
Essa é a resposta correta. A obrigação da
Administração de fiscalizar os contratos firmados é
irrenunciável e indelegável, podendo, quando o
objeto assim o exigir, contratar terceiros para auxiliá-
la.
Feedback
O fiscal do contrato é figura importante para que a
Administração seja capaz de cobrar do contratado a
correta execução da avença nos termos que foram
acordados. Deste fato decorre de a fiscalização dos
contratos ser irrenunciável e indelegável, podendo,
quando o objeto assim o exigir, haver a contratação
de terceiros para auxiliar a Administração em tal
função.
Em algumas ocasiões, o objeto do contrato possui
tal especificidade e complexidade que o órgão
contratante poderá não ter pessoal suficiente ou
qualificado para a tarefa, razão pela qual a Lei
autoriza a contratação de terceiros. A publicação
"Licitações e Contratos: orientações e jurisprudência
do TCU", indica que a "contratação de profissional
ou empresa para auxiliar a fiscalização do contrato é
procedimento admitido e recomendável,
especialmente em contratos complexos ou de valor
elevado". Essa mesma publicação recomenda que
"deve ser mantida pela Administração, desde o início
até o final da execução do contrato, equipe de
fiscalização ou profissional habilitados, com
experiência".
Ainda assim, a responsabilidade pela fiscalização
continua sendo do servidor designado, cabendo a
ele a responsabilidade pela comunicação à
autoridade superior de qualquer irregularidade na
execução do contrato.
Daí a importância de a Administração designar para
a atividade um servidor que tenha condições
técnicas e com perfil adequado para fiscalização. No
caso de não haver, ou de o objeto da contratação
ser muito específico, pode-se contratar terceiros
para auxiliá-lo na fiscalização.
Em todo caso, a responsabilidade por erros e
omissões da fiscalização pode ser atribuída ao fiscal
e à autoridade que o designou. Em sendo designado
para a atividade e constatado que não tem
condições técnicas para o exercício da atividade,
deve o servidor incumbido da fiscalizar informar à
autoridade que o designou de suas limitações.
Por fim, cabe diferenciar o fiscal do contrato da
figura do preposto da empresa, designado para
representar a empresa na execução do contrato. A
função do preposto é servir como o contato da
empresa com a Administração, nunca a de fiscalizar
a execução do contrato. Qualquer questão
envolvendo a execução do contrato deverá ser
encaminhada ao preposto da empresa para as
providências devidas, nunca diretamente aos
empregados terceirizados.
Gabarito: O procedimento está errado, pois a
designação de um fiscal para acompanhar a
execução dos contratos é obrigação da
Administração, que deverá escolher dentre os
servidores do quadro o que tenha melhores
condições para executar a tarefa.
Essa é a resposta correta. A obrigação da
Administração de fiscalizar os contratos
firmados é irrenunciável e indelegável, podendo,
quando o objeto assim o exigir, contratar
terceiros para auxiliá-la.
Questão 7
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Apesar de o § 1º art. 71 da Lei 8.666/1993 dispor
que a inadimplência do contratado com suas
obrigações trabalhistas não transfere para a
Administração contratante a responsabilidade pelo
seu pagamento, a Justiça do Trabalho, em
reiterados julgamentos, desconsidera a norma
expressa na Lei de Licitações e atribui a
responsabilidade subsidiária do tomador dos
serviços quanto aos encargos trabalhistas não
adimplidos, amparada na Súmula TST 331.
Acerca da Súmula 331 do Tribunal Superior do
Trabalho, indique a alternativa correta.

a. Se uma empresa de terceirização de mão de obra


de vigilante é contratada por um órgão da
Administração Pública e não paga as verbas
trabalhistas dos vigilantes alocados nesse contrato,
esse órgão público que firmou contrato com a
empresa será responsabilizado pelo pagamento
dessas verbas trabalhistas, desde que tenha
participado da relação processual e não tenha
exercido corretamente sua obrigação de fiscalizar o
contrato, conforme previsto no art. 67, da Lei
8.666/1993.
Essa é a resposta correta. Conforme itens IV e V da
Súmula TST 331, há duas condições para que
órgãos da Administração Pública sejam
responsabilizados subsidiariamente por
inadimplência trabalhista resultante de contratos de
natureza continuada: tenha sido incluída no polo
passivo da relação processual trabalhista e não
tenha fiscalizado corretamente o referido contrato de
modo a evitar a referida inadimplência.
b. Os empregados que prestam serviços de limpeza e
conservação, por meio de empresa terceirizada, não
formam vínculo trabalhista com o tomador dos
serviços, ainda que haja pessoalidade e
subordinação desses empregados com o tomador
dos serviços.
c. A contratação de empregados por meio de empresa
interposta gera vínculo empregatício qualquer que
seja o empregador contratante, desde que não seja
para atividade-meio, a exemplo de serviços de
vigilância e conservação.
d. Se a empresa de terceirização de mão de obra (de
vigilância, por exemplo) não pagar as obrigações
trabalhistas de seus funcionários alocados em um
contrato de vigilância patrimonial firmado com um
terceiro, esse terceiro que contratou a empresa pode
ser compelido a pagar tais obrigações,
independentemente de cobraça anterior ao
empregador, em face do instituto da solidariedade
de ambos pelas obrigações trabalhistas.
e. Para a caracterização da responsabilidade
subsidiária da Administração Pública por débitos
trabalhistas decorrentes de obrigações do
empregador não adimplidas em relação aos seus
empregados, postos para a execução de serviços
terceirizados contratados pela Administração, basta
a simples ocorrência do inadimplemento, ou seja, do
não pagamento.
Feedback
Como vimos, o art. 71 da Lei 8.666/1993 estabelece
as responsabilidades por diversos encargos
decorrentes da execução de um contrato
administrativo.
Destaco, por mais relevantes, e que demandam
maiores considerações, os débitos trabalhistas e
previdenciários.
Vamos observar que o teor da Lei traz a
responsabilidade solidária da Administração
contratante em relação a débitos previdenciários,
mas em relação aos débitos trabalhistas sequer
atribui responsabilidade do tomador dos serviços,
igualando-o aos débitos fiscais e comerciais
decorrentes do contrato.
No entanto, a Justiça do Trabalho, considerando o
princípio da hiposuficiência do empregado nas
relações de trabalho, deu interpretação diversa de
modo que passou a condenar a Administração, de
forma subsidiária, quando da ocorrência de débitos
trabalhistas decorrentes da execução de contratos
administrativos, enunciando esse entendimento na
Súmula 331. Posterior, modificou o teor da súmula
condicionando essa responsabilidade a ocorrência
de inação da Administração quanto à sua obrigação
de fiscalizar o contrato de terceirização de mão de
obra.
Nesse sentido, a atividade de fiscalização de
contratos assume, ainda mais, uma importância
capital, de modo a prevenir que eventuais demandas
trabalhistas decorrentes da relação de emprego
entre o empregado e a empresa de terceirização de
mão de obra venham a alcançar órgãos da
Administração Pública tomadores desses serviços.
Com vistas a minimizar ocorrências que levem à
responsabilidade subsidiária, diversos órgãos da
Administração têm editado normas disciplinando as
atividades de fiscalização de contratos,
especificamente os contratos de terceirização de
mão de obra, a exemplo da IN SLTI/MPOG 02/2008
(alterada pela IN SLTI/MPOG 6/2013) e da Portaria
TCU 297/2012.
Gabarito: Se uma empresa de terceirização de
mão de obra de vigilante é contratada por um
órgão da Administração Pública e não paga as
verbas trabalhistas dos vigilantes alocados
nesse contrato, esse órgão público que firmou
contrato com a empresa será responsabilizado
pelo pagamento dessas verbas trabalhistas,
desde que tenha participado da relação
processual e não tenha exercido corretamente
sua obrigação de fiscalizar o contrato, conforme
previsto no art. 67, da Lei 8.666/1993.
Essa é a resposta correta. Conforme itens IV e V
da Súmula TST 331, há duas condições para que
órgãos da Administração Pública sejam
responsabilizados subsidiariamente por
inadimplência trabalhista resultante de contratos
de natureza continuada: tenha sido incluída no
polo passivo da relação processual trabalhista e
não tenha fiscalizado corretamente o referido
contrato de modo a evitar a referida
inadimplência.
Questão 8
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
A Instrução Normativa SLTI nº 02/2008 orienta em
vários de seus dispositivos a forma como se deve
proceder quando do acompanhamento e da
fiscalização da execução dos contratos, em especial
quando nele está envolvida a prestação de serviços
com dedicação exclusiva de mão-de-obra.
Quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas
e sociais, cabe ao fiscal realizar as seguintes
verificações, EXCETO:

a. Fornecimento de vale transporte e auxílio


alimentação quando cabível.
b. Cumprimento das demais obrigações dispostas na
CLT em relação aos empregados vinculados ao
contrato.
c. Recolhimento da contribuição previdenciária
estabelecida para o empregador e de seus
empregados, conforme dispõe o artigo 195, § 3o da
Constituição federal, sob pena de rescisão
contratual.
d. Cumprimento das obrigações contidas na
convenção coletiva, no acordo coletivo ou na
sentença normativa em dissídio coletivo de trabalho.
e. Recolhimento do FGTS referente ao mês atual.
Na verdade, o recolhimento do FGTS deve ser feito
em relação ao mês anterior, e não no mês atual,
como afirmado na alternativa.
Feedback
Para que o fiscal tenha condições de efetuar seu
trabalho de modo a resguardar todos os interesses
da Administração Pública, é muito importante que
ele, além de lançar mão dos instrumentos de praxe,
procure buscar mais informações e conhecimento
por meio da leitura dos manuais disponibilizados
pelos diversos órgãos públicos, além da Lei, da
doutrina e da jurisprudência, lembrando sempre de
observar as especificidades de cada contrato nos
casos concretos.
Gabarito: Recolhimento do FGTS referente ao
mês atual.
Na verdade, o recolhimento do FGTS deve ser
feito em relação ao mês anterior, e não no mês
atual, como afirmado na alternativa.
Questão 9
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
De acordo com o que ensina o administrativista Hely
Lopes Meirelles, existem algumas fases que
integram o acompanhamento da execução do
contrato pelo representante da Administração, as
quais são compreendidas pela fiscalização,
orientação, interdição, intervenção e aplicação de
penalidades contratuais. Do seu ensinamento é
possível extrair os entendimentos abaixo transcritos
para cada uma das citadas ações.
Marque a alternativa em que o conceito
apresentado NÃO representa o entendimento do
ilustre doutrinador, ou seja, em que o termo não
coincide com descrição da fase dada na alternativa.

a. Termo: interdição
Descrição da fase: deter a execução do contrato por
estar em desacordo com o pactuado.
b. Termo: aplicação de penalidade
Descrição da fase: é dever da Administração quando
é verificada a inadimplência do contratado em
qualquer obrigação.
c. Termo: intervenção
Descrição da fase: interceder na execução do
contrato.
Nesta alternativa, o termo não coincide com a
descrição da fase. Na lição de Hely Lopes Meirelles,
o verbo intervir não tem conotação de interferir ou
interceder, mas significa o ato de suceder, no
sentido de ocupar o lugar de outro, assumir.
d. Termo: fiscalização
Descrição da fase: verificar o material utilizado e a
forma de execução do objeto do contrato, confirmar
o cumprimento das obrigações tanto no aspecto
técnico, quanto nos prazos de realização.
e. Termo: orientação
Descrição da fase: dar e receber informações sobre
a execução do contrato; estabelecer normas e
diretrizes.
Feedback
É importante lembrar que o acompanhamento de um
contrato não se resume a uma atividade formal,
sendo, além disso, uma garantia de que o serviço ou
produto será prestado ou entregue de acordo com o
previsto no contrato.
Para que um contrato seja bem gerenciado, a
informalidade não poderá se fazer presente, ou seja,
há que se ter atuação dentro dos limites
estabelecidos, registrando e exigindo o cumprimento
do que está contratado. Para tanto, é fundamental
atentar para os conceitos apresentados pela
doutrina de modo a assegurar a qualidade técnica
da fiscalização do contrato.
Gabarito: Termo: intervenção
Descrição da fase: interceder na execução do
contrato.
Nesta alternativa, o termo não coincide com a
descrição da fase. Na lição de Hely Lopes
Meirelles, o verbo intervir não tem conotação de
interferir ou interceder, mas significa o ato de
suceder, no sentido de ocupar o lugar de outro,
assumir.
Questão 10
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão
As sanções aplicadas pela Administração em face
de um contrato administrativo estão reguladas na
Seção II, do Capítulo IV (arts. 87 a 88) da Lei
8.666/1993 e no art. 7º da Lei 10.520/2002 (Lei do
Pregão).
Com base nesses dispositivos e no que foi estudado
no curso, assinale a alternativa correta.

a. O impedimento de licitar e contratar com a


Administração por prazo não superior a 2 anos, em
razão de falha na execução, independe da
modalidade de licitação que precedeu o contrato.
b. A multa aplicada em face de um contrato
administrativo independe de previsão no edital da
licitação que o precedeu, considerando que já há
previsão na Lei 8.666/1993 para a sanção, estando,
assim, na seara da discricionariedade do contratante
a sua gradação.
c. Por ser a sanção mais leve e não haver
consequência pecuniária para o contratado, a pena
de Advertência prescinde do contraditório do
interessado.
d. A sanção de Advertência pode ser aplicada
conjuntamente com a com multa somente quando
decorrente de inexecução total do contrato.
e. A declaração de inidoneidade para contratar com a
Administração Pública pode ser aplicada como
sanção às empresas que tenham cometido ilícitos
visando frustrar os objetivos da licitação.
Essa é a resposta correta. Além do inciso IV do art.
87 da Lei 8.666/1993, autorizador da aplicação de
declaração de inidoneidade por inexecução de
contrato administrativo, o inciso II, do art. 88 do
mesmo diploma autoriza a aplicação da sanção
sempre que haja a prática dos atos ilícitos ali
mencionados.
Feedback
A Lei do Pregão (Lei 10.520/2002) incorporou
diversos dispositivos da Lei 8.666/1993,
notadamente quanto à parte que disciplina os
contratos administrativos decorrentes da nova
modalidade de licitação introduzida no ordenamento
jurídico por essa Lei.
No entanto, a sanção por inadimplemento contratual
- que na referida Lei foi consignada com a
expressão "falhar ou fraudar" na execução do
contrato - tem disciplina própria, mais gravosa para
os contratantes inadimplentes, faltosos com as
obrigações assumidas.
Enquanto nos contratos decorrentes de licitações
regidas pela Lei 8.666/1993 há a suspensão
temporária por até dois anos e a declaração de
inidoneidade enquanto perdurarem os motivos, nos
contratos precedidos por Pregão a pena pode ir até
5 anos.
Nesse sentido, observa-se que houve uma mudança
de 'filosofia' na nova modalidade, pois enquanto nas
modalidades tradicionais predominava o controle
prévio, com as exigências focadas nas formalidades;
na modalidade Pregão houve a inversão dessa
'filosofia', flexibilizando as formalidades, mas
impondo maior responsabilidade aos licitantes
quanto ao cumprimento delas. Como contrapartida,
no caso de descumprimento, a penalidade é mais
gravosa.
Por fim, lembro, ainda, a possibilidade de o TCU
aplicar a sanção de declaração de inidoneidade, por
até 5 anos, em face de fraude à licitação, conforme
art. 46 da Lei 8.443/1992 (Lei Orgânica do TCU).
Nesse caso, independe da modalidade que
precedeu à contratação.
Gabarito: A declaração de inidoneidade para
contratar com a Administração Pública pode ser
aplicada como sanção às empresas que tenham
cometido ilícitos visando frustrar os objetivos da
licitação.
Essa é a resposta correta. Além do inciso IV do
art. 87 da Lei 8.666/1993, autorizador da
aplicação de declaração de inidoneidade por
inexecução de contrato administrativo, o inciso
II, do art. 88 do mesmo diploma autoriza a
aplicação da sanção sempre que haja a prática
dos atos ilícitos ali mencionados.