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OS ESCRITORES

OS ESCRITORES DA BÍBLLA

Desde os tempos mais antigos, Deus fez os homens guardarem um


registro escrito de suas palavras e revelações. Durante um período
de aproximadamente 1400 a 1600 anos, por mais ou menos 40
homens. Inspirados por Deus, eles deixaram registrado para as
gerações vindouras a Palavra Eterna de IHAVÉH. Foram homens
dos mais variados segmentos da sociedade, tais como: — rei,
camponês, pescador, médico, teólogo, sacerdote, legislador, profeta,
cobrador de impostos, etc.

Os Livros foram escritos em épocas, ambientes e circunstâncias as


mais diversas, no entanto, formam apenas um único livro, com um
único e grande tema. Deus foi o autor, tais homens, os escritores.
Miraculosamente, Deus permitiu que a natureza e personalidade de
cada escritor transparecessem através de cada escrito. Esses
homens não foram meros secretários, mas cooperadores de Deus.

O homem não teria o conhecimento de Deus se o próprio Deus não


se revelasse de forma clara e real. A Bíblia seria um, entre milhares
de livros ultrapassados, se não fosse inspirada pelo Espírito Santo
de Deus. Portanto, o que conhecemos de Deus, chegou até nós por
revelação e inspiração.

REVELAÇÃO

Revelar significa “tirar o véu”, ou “remover a coberta” que esconde


um objeto para o expor à vista. Deus é conhecido, segundo a Bíblia,
não porque os homens, nos seus esforços intelectuais o descobriu (1
Coríntios 1:21), mas Deus mesmo se revelou. O Poder e a Divindade
de Deus foram reveladas através da Sua criação (Romanos 1:20).
No entanto, as maravilhas da criação não dão ao homem a
capacidade de adquirir o conhecimento de Deus que o seu coração
pede. Deus é a fonte da Vida, e o conhecimento dEle introduz o
homem em uma vida cada vez mais perfeita (Salmos 119). Conhecer
Deus através de palavras é uma coisa, mas conhecer Deus porque
Ele se revelou, é algo de causar impacto duradouro. Jacó teve uma
revelação especial de Deus (Gênesis 28:10 – 13), Moisés conhecia
Deus por tradição do seu povo, um dia, porém, o próprio Deus se

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revelou a ele, e aquela revelação mudou radicalmente a sua vida
(Êxodo 3:1 – 6). Quando o Senhor se revelou a Jó, ele não se conteve
e exclamou: — “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus
olhos te vêem. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na
cinza” (Jó 42:5, 6). Extensa é a lista de homens e mulheres que, nas
páginas sagradas, tiveram uma revelação de Deus. “O Criador
opera, a Criatura contempla: — o Senhor se apresenta, o homem
percebe; o Senhor fala, o homem ouve: — o Senhor se revela e
o homem entende algo da Sua Majestade, da Sua Santidade, da
Sua Justiça e da Sua Glória” (A. R. Crabtree – Teologia do Antigo
Testamento, página 42).

INSPIRAÇÃO

É o termo inspiração que descreve, no sentido bíblico, a habilitação


dos escritores que produziram os livros da Bíblia. A inspiração
significa a atuação do Espírito Santo no espírito de homens idôneos,
escolhidos, para receberem e transmitirem as mensagens da
revelação divina (2 Pedro 1:19 – 21). Em outras palavras, inspiração
é o sopro de Deus (“Theopneustos”), onde o Criador,
sobrenaturalmente, dirige com perfeita exatidão e de forma infalível
o registro da Sua Palavra, sem, com isso, prejudicar a inteligência,
individualidade, estilo literário, ou sentimentos pessoais dos
escritores humanos (2 Timóteo 3:16). “Por meio da inspiração divina,
os escritores da Bíblia falaram com autoridade do passado
desconhecido, escreveram sob orientação divina as porções
históricas, revelaram a Lei, escreveram a literatura devocional [...],
registraram a mensagem profética contemporânea, e professavam o
futuro”.

A AUTORIDADE DA BÍBLIA

Embora os Oráculos de Deus tenham sido escritos por homens e


tragam marcas indeléveis de sua escrita humana, não obstante, sob
influência do Espírito Santo a ponto de serem também as palavras
de Deus, a expressão adequada e infalível de Sua mente e vontade
conosco. Enquanto que a Bíblia está classificada entre os registros
históricos, pertence ela a uma categoria inteiramente distinta; e que,
diferentemente de todos os demais escritos, ela não é apenas digna
de fé, mas não contém erros e é incapaz de erro; e que assim é
porque se distinguem absolutamente de todos os outros livros, visto
que em si mesma, em cada uma das suas palavras, é a própria

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Palavra de Deus. As provas arqueológicas, históricas, a unidade de
seus escritos, as evidências claras e visíveis no contexto humano
atestam a veracidade e a autoridade divina da Bíblia. Não cabe neste
momento fazer uma exposição teológica, histórica ou científica
acerca de tal autoridade. A Teologia Sistemática ao abordar este
assunto o faz com mais detalhes e profundidade.

Paz e graça.
Pr. Me. Plínio Sousa.

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