Você está na página 1de 3

Resumo 1

DISCIPLINA: Filosofia Geral e Epistemologia Jurídica

TEXTO: O que é Filosofia e por que vale a pena estudá-la.

AUTOR: A. C. Ewing

A origem do termo Filosofia


 Ciência especial: Aquelas que surgiram da filosofia, mas se limitaram em campos específicos como a biologia e a
física.
 Filosofia: “Oferece uma imagem do pensamento humano (...) como um todo.” (página 1, parágrafo 1, linhas 4-5)
 Em geral, quando chegamos a conclusões sobre um determinado tema, ele passa a ser ciência e não mais
filosofia. Tudo aquilo que tem resposta empírica é rejeitado enquanto filosofia.

Utilização da Filosofia
 Objetivo do filósofo: busca da verdade e contemplação da realidade.
 A filosofia influencia a sociedade mesmo indiretamente seja com jornais, literatura e etc. Isso para o bem ou
para o mal. (ver exemplos página 2, parágrafo 2, linhas 7-18)
 “A capacidade de ver e prever, aliada a um sentido do valor da vida, ou seja, o sentido da importância que
anima todo esforço civilizado” ― Whitehead sobre a filosofia. (página 3, parágrafo 4, linhas 7-8)
 A filosofia auxilia as ciências no sentido de que diversas concepções científicas modernas foram retiradas de
reflexões filosóficas anteriores.
 A filosofia crítica estimula o julgamento imparcial dos fatos, analisando os lados envolvidos e buscando provas
para a confirmação dos argumentos.
 Não se deve buscar na filosofia um valor prático, um efeito.
 “A crenças são úteis porque são verdadeiras e não verdadeiras porque são úteis”. (página 5, parágrafo 8, linhas
9-10)

Divisões da Filosofia
 Metafísica: busca conhecer a essência do ser e o que está além da sua matéria.
 Conhecimento do ser enquanto ser. (Aristóteles)
 Somos livres? Deus existe?
 Filosofia Crítica: Consiste de analisar conceitos do senso comum e das ciências.
 Epistemologia (Teoria do conhecimento): Como ramo da filosofia crítica, investiga a natureza, os critérios
da verdade e a forma pela qual se obtém conhecimento.

Filosofia e disciplinas afins


 Lógica (ramo da epistemologia): análise das proposições como válidas ou não por meio das formas de
pensamento como dedução, indução, hipótese e inferência.
 Filosofia moral (ética): reflete sobre os valores e sobre o que é certo e o que é errado, sobre o bem comum e a
relação entre meios e fins.
 Filosofia política (ramo da ética): aplica a filosofia no campo das relações entre os indivíduos, geralmente
organizados por um governo ou Estado.
 Filosofia estética: observação e reflexão sobre a arte, o conceito de beleza e a apreensão da realidade pela
sensibilidade.
 Teoria do Valor (axiologia): Estuda os valores humanos, aquilo que dá dignidade ao ser. Orienta a tomada de
decisões.
 Bondade, honestidade, amor e etc.

Tentativa de excluir a metafísica


 Nesse caso, há uma percepção de que a filosofia deve somente avaliar os conceitos das ciências e senso comum,
excluindo qualquer tópico metafísico.
 Contudo, os argumentos contrários são de que a metafísica sempre existirá porque precisaremos de campo de
refutação de argumentos falaciosos, o que levaria à metafísica. Além disso, porque há proposições de senso
comum relativos ao conhecimento de si mesmo (ou seja, metafísicas).
 É impossível a separação completa entre filosofia crítica e metafísica.

Filosofia e as ciências especiais


 A diferença está na maior generalidade e no método da filosofia. Ela investiga conceitos de várias ciências e
questões além delas.

Método da filosofia x Método científico


 A ciência atribui ao processo empírico um maior do que a filosofia.
 Os termos na filosofia não possuem significado único, podendo ter mudanças para diferentes filósofos.
 Na matemática, usa-se de conceitos simples para se chegar a conclusões complexas e válidas.
 A matemática pura é hipotética (exemplo página 8, parágrafo 1, linhas 15-19) enquanto a filosofia visa ser
categórica. Logo, não se faz ― em filosofia ― deduções a partir de postulados.
 A filosofia emprega diversos métodos de acordo com o objeto analisado. Isso é necessário porque busca-se
abranger diversos tipos de experiências humanas.
 Critérios filosóficos: abrangência e coerência.
 “O filósofo deve visar a apresentação de uma visão coerente e sistemática da experiência humana e do mundo,
tão esclarecedora quanto o permita a natureza dos casos investigados, mas não deve buscar coerência à custa
de rejeitar aquilo que de direito é conhecimento real ou crença justificada.” (página 9, parágrafo 2, linhas 18-21)

Filosofia e psicologia
 A psicologia desmembrou-se da filosofia há pouco e seus conceitos fundamentais ainda não são claros.
Contudo, se afasta dela porque considera-se que os problemas filosóficos ficam mais evidentes em uma ciência
em seu início (quando ainda é de fato filosofia) ou em um estágio avançado.

Ceticismo
 A filosofia acredita que o cético absoluto não existe, uma vez que afirmar que nenhum conhecimento pode ser
justiçado é uma crença. Se existisse, no entanto, seria impossível argumentar contra ele, já que seria necessário
usar premissas e as leis da lógica.
 Leis mais importantes da lógica:
 Princípio da não-contradição: “uma proposição não pode ser ao mesmo tempo verdadeira e falsa”.
(página 10, parágrafo 1, linha 15)
 Princípio do terceiro excluído: “toda proposição deve ser verdadeira ou falsa”. (página 10, parágrafo 1,
16-17)
 A filosofia admite certas suposições e mesmo que não possamos justificar uma crença do senso comum, não
significa que ela seja falsa.
 Há conhecimento de senso comum que dispensa a justificativa filosófica. Cabe apenas explicar da
melhor maneira possível e não necessariamente provar sua verdade.
 Crença instintiva: aquela que tomamos como verdadeira antes da crítica filosófica e continua a parecer como
verdade após a crítica.
 Segundo Bertrand Russel, podemos negá-lo apenas se ela colidir com outras crenças instintivas.
 A filosofia não toma todas as crenças de senso comum como verdadeiras ou falsas, devendo servir
como instrumento para aperfeiçoá-las.

Filosofia e sabedoria prática


 A filosofia é composta tanto de saber teórico quanto de saber prático. Todavia, o conhecimento do saber
teórico não faz do ser humano um filósofo ou correto em todas as suas decisões.
 Ou seja, a filosofia não garante um ser ético/bom. É necessário atrelar princípios filosóficos ao
conhecimento empírico e a capacidade de prever acontecimentos. Tudo isso moldado para cada
situação.
 Até porque a ética filosófica difere-se da filosofia teórica em si.