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ILUSTRISSIMO SENHOR DOUTOR DELEGADO REGIONAL DO TRABALHO DE *****

Ref. Processo Administrativo nº ****

Auto de Infração nº ****

XXXXXXXXX, CNPJ ****, sediada no município de ***, na Rua ***, nº ***, CEP ***, email ***,
vem respeitosamente nos termos do art. *** apresentar

DEFESA ADMINISTRATIVA

Em face do Auto de Infração aplicado, pelos motivos a seguir dispostos.

SÍNTESE

Conforme narra o processo instaurado, houve uma denuncia de que a empresa estaria *****,
o que deve ser revisto, culminando com o imediato arquivamento do processo.

DA NECESSÁRIA REVISÃO DO AUTO DE INFRAÇÃO

A inspeção do trabalho tem amparo constitucional no artigo 22, inc. XXIV da Constituição
Federal, com intuito de dar efetividade aos direitos sociais previstos no artigo 7º da Carta
Magna.

Para tanto, a Lei n. 10.593/2002 atribuiu ao Ministério do Trabalho e Emprego a atribuição de


fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista, conferindo-lhe poder de polícia.

Ocorre para plena validade do Auto de Infração, alguns preceitos legais devem ser observados
sob pena de nulidade pelo Judiciário:

AUTO DE INFRAÇÃO. VALIDADE. ATO ADMINISTRATIVO VINCULADO. A competência do MTE


para realização da fiscalização e lavratura do auto de infração decorrente de descumprimento
da legislação trabalhista está prevista no artigo 48 da CLT, bem como no art. 18, I, a, do Decreto
nº 4.552/2002, que aprovou o Regulamento da Inspeção do Trabalho. Assim sendo, o ato
administrativo de lavratura de auto de infração decorrente da fiscalização goza de presunção
de legalidade e veracidade. Contudo, compete ao judiciário o controle da legalidade de tal ato
administrativo, que é vinculado, razão pela qual a ausência de clareza e transparência implica
sua nulidade.
Razão pela qual, requer o recebimento da presente defesa, para fins de que sejam sanadas as
nulidades ora impugnadas.

AUSENCIA DE PRAZO PARA ADEQUAÇÃO

Tanto a fiscalização quanto a lavratura de auto de infração por parte do fiscal MTE consiste em
ato administrativo vinculado, já que que disciplina as atividades de fiscalização e aplicação de
penalidades dos órgãos responsáveis no tocante ao cumprimento das normas de proteção ao
trabalho sequer confere uma possibilidade de escolha ao agente público.

Assim, insta consignar que a norma regente preestabelece a conduta a ser adotada que, na
hipótese dos autos, que deveria ser a concessão de prazo para adequação de eventuais
irregularidades, exigindo a dupla visita, nos termos da redação clara da CLT:

Art. 627 – A fim de promover a instrução dos responsáveis no cumprimento das leis de
proteção do trabalho, a fiscalização deverá observar o critério de dupla visita nos seguintes
casos:

a) quando ocorrer promulgação ou expedição de novas leis, regulamentos ou instruções


ministeriais, sendo que, com relação a esses atos, será feita apenas a instrução dos
responsáveis.
b) Em se realizando a primeira inspeção dos estabelecimentos ou dos locais de trabalho,
recentemente inaugurados ou empreendidos.

E no presente caso, fica perfeitamente o enquadramento ao dispositivo acima, pois trata-se de


*******.

RECURSO ORDINÁRIO EMPRESARIAL. NULIDADE DE AUTOS DE INFRAÇÃO. CONFIGURAÇÃO.


SÃO INSUBSISTENTES OS AUTOS DE INFRAÇÃO LAVRADOS SEM QUE O ORGÃO FISCALIZADOR
TENHA OPORTUNIZADO PRAZO PARA A ADEQUAÇÃO DO AMBIENTE DE TRABALHO ÀS
CONDIÇÕES PREVISTAS EM NORMATIVOS DO MTE, HAVENDO NOS AUTOS PERICIAL OFICIAL
QUE CONSTATOU QUE OS AJUSTES FORAM PROVIDENCIADOS, RESTANDO ATENTIDOS OS
REQUISISTOS DA NR 9 ***

Portanto, considerando a ausência de prazo para regularização do ambiente de trabalho,


requer o reconhecimento da nulidade do Auto de Infração e posterior arquivamento.

Isto posto, requer o recebimento desta defesa para fins que seja arquivado o Auto de Infração
impugnado.

Nestes termos, pede deferimento

São Paulo, 22 de agosto de 2018

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