Você está na página 1de 34

Tipos de Manutenção

Gestão da Manutenção - Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br)

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Tipos de Manutenção
 Existem algumas variações de acordo com diferentes
autores mas, independente das denominações,
todos se encaixam em algum dos seis tipos abaixo:
• Manutenção Corretiva Não Planejada;
• Manutenção Corretiva Planejada;
• Manutenção Preventiva;
• Manutenção Preditiva;
• Manutenção Detectiva;
• Engenharia de Manutenção.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Interação
MANUTENÇÃO

REATIVA PROATIVA MELHORIA

CORRETIVA CORRETIVA PREDITIVA PREVENTIVA ENG. DE


MANUTENÇÃO
NÃO PLANEJADA PLANEJADA DETECTIVA
INSPEÇÃO

Correção após a Correção Intervenção Melhorias na


ocorrência da planejada, fruto Monitoramento planejada segundo confiabilidade dos
falha, sem do da condição. frequências equipamentos,
planejamento monitoramento previamente processos e facilidade
prévio. da condição. estimadas. de manutenção

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Interação

Consequências

Disponibilidade

Segurança
TIPO DE MANUTENÇÃO AÇÃO ATUAÇÃO FOCO

Custos
CORRETIVA NÃO PLANEJADA REATIVA Não Planejada Correção emergencial

PREVENTIVA PROATIVA Planejada Antecipação às falhas

PREDITIVA / INSPEÇÃO Planejada Monitorar / Diagnosticas

DETECTIVA / INSPEÇÃO PROATIVA Planejada Monitorar / Diagnosticas

CORRETIVA PLANEJADA Planejada Correção Planejada

ENG. DE MANUTENÇÃO PROATIVA Planejada Melhorias

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Corretiva
 Manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane
destinada a recolocar um item em condições de executar uma
função (NBR 5462 / 1994).
• A manutenção corretiva não é, necessariamente, a manutenção de
emergência.
• Condições que levam a manutenção corretiva:
 Desempenho deficiente apontado pelo acompanhamento das variáveis
operacionais ou de funcionamento do equipamento;
 Ocorrência da falha.
• Função: Corrigir ou restaurar as condições de funcionamento.
• Pode ser dividida em duas classes: Não Planejada e Planejada.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Corretiva Não Planejada

 Manutenção Corretiva Não Planejada é a correção da FALHA


de maneira aleatória.
• Também conhecida como Manutenção Corretiva Não
Programada ou Emergencial.
• Atuação da manutenção em um fato já ocorrido, seja falha ou
desempenho menor que o esperado.
• Não há tempo para preparação do serviço.
• Ainda é mais praticada do que deveria.
• Quando uma empresa tem a maior parte de sua manutenção
corretiva na classe não planejada, seu departamento de
manutenção é comandado pelos equipamentos e o
desempenho empresarial da Organização, certamente, não está
adequado às necessidades de competitividade atuais.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Corretiva Não Planejada

• Implicações:
 Geralmente altos
custos pois pode acarretar
em perdas de produção;
 Perda da qualidade do produto;
 Elevados custos indiretos de manutenção;
 Consequências, as vezes, graves para o equipamento;
 Em plantas de processos industriais contínuos (petróleo,
petroquímico, etc.) devido as elevadas temperaturas, pressões, a
quantidade de energia desenvolvida é considerável. Interromper
esses processos abruptamente pode comprometer outros
equipamentos que operavam adequadamente.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Corretiva Planejada
 Manutenção Corretiva Planejada é a ação de correção do
desempenho menor que o esperado ou da falha, por DECISÃO
GERENCIAL, isto é, pela atuação em função de
acompanhamento dos parâmetros de condição levados a
efeito pela Preditiva, Detectiva ou Inspeção.
• Um trabalho planejado é sempre mais barato, mais rápido, mais
seguro e de melhor qualidade do que um não planejado.
• Depende da qualidade da informação fornecida pelo
acompanhamento do equipamento.
• Mesmo com a decisão de deixar o equipamento funcionar até a
quebra, poderá ser feito algum planejamento – substituição do
equipamento, kit para reparo rápido, preparação do posto de trabalho
com dispositivos e facilidades.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Corretiva Planejada
 A adoção de uma política de manutenção corretiva planejada
pode advir de vários fatores:
• Possibilidade de compatibilizar a necessidade da intervenção com os
interesses da produção;
• Aspectos relacionados com a segurança – falha não oferece riscos para
o pessoal ou a instalação;
• Melhor planejamento dos serviços;
• Garantia da existência de sobressalentes, equipamentos e
ferramental;
• Existência de recursos humanos com a tecnologia necessária e
quantidade suficiente (até mesmo externos a organização).

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Corretiva: Não planejada x Planejada

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Preventiva
 Manutenção efetuada em intervalos predeterminados, ou de
acordo com critérios prescritos, destinada a reduzir a
probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de
um item – NBR 5462/1994.
• Procura evitar a ocorrência de falhas ao contrário da Corretiva;
• Em determinados setores, como a aviação, a preventiva é imperativa
para determinados sistemas ou componentes por causa do fator
segurança.
• Como nem sempre fabricantes fornecem dados precisos para adoção
nos planos de manutenção preventiva, além das condições operacionais
e ambientais influírem de modo significativo na expectativa de
degradação dos equipamentos, a definição de periodicidade e
substituição deve ser estipulada para cada instalação ou plantas
similares.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Preventiva
 Devido a esta dificuldade, na fase inicial de operação surgem
duas situações distintas:
• Ocorrência de falhas antes de completar o período estimado;
• Abertura do equipamento / reposição de componentes prematuramente.
 Fatores para adoção de manutenção preventiva:
• Quando não é possível a preditiva;
• Aspectos relacionados com a segurança pessoal ou da instalação;
• Por oportunidade em equipamentos críticos de difícil liberação
operacional;
• Riscos de agressão ao meio ambiente;
• Em sistemas complexos e /ou de operação contínua. Ex. petroquímica,
siderúrgica, automobilística, etc.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Preventiva
 A manutenção preventiva será tanto mais conveniente:
• quanto maior for a simplicidade da reposição;
• quantos mais altos forem os custos da falhas;
• quanto mais as falhas prejudicarem a produção e;
• quanto maiores forem as implicações das falhas na segurança
pessoal, operacional e ambiental.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Preventiva
 Pontos positivos:
• Proporciona conhecimento prévio das ações;
• Possibilita nivelamento de recursos;
• Permite previsão de consumo de materiais e sobressalente.
 Pontos negativos que levantam questionamentos:
• retirada do equipamento ou sistema de operação;
• introdução de defeitos não existentes nos equipamentos devido
a:
 Falha humana;
 Falha de sobressalentes;
 Contaminações introduzidas no sistema de óleo;
 Danos durantes partidas e paradas;
 Falhas dos procedimentos de manutenção.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Preditiva
 Manutenção Preditiva é a atuação realizada com base em
modificação de parâmetro de CONDIÇÃO ou DESEMPENHO, cujo
acompanhamento obedece a uma sistemática.
 Através de técnicas preditivas é feito o monitoramento da
condição e a ação de correção, quando necessária, é realizada
através de uma manutenção corretiva planejada.
• Também conhecida como Manutenção Sob Condição ou Manutenção
com Base no Estado do Equipamento.
• Se intensifica quanto mais o conhecimento tecnológico desenvolve
equipamentos que permitam avaliação confiável das instalações e
sistemas operacionais em funcionamento.
• Objetivo: permitir a operação contínua do equipamento pelo maior
tempo possível. Promove maior disponibilidade pois as medições e
verificações são efetuadas com o equipamento produzindo.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Preditiva
• Quando o grau de degradação se aproxima ou atinge o limite
previamente estabelecido, é tomada a decisão da intervenção.
• Permite a preparação prévia do serviço, além de outras alternativas
relacionadas a produção.
• Manutenção Preditiva → prediz as condições do equipamento)

• Manutenção Corretiva Planejada → executa

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Preditiva
 Condições básicas para se adotar a preditiva:
• O equipamento, sistema ou instalação deve permitir algum
monitoramento / monitoração;
• O equipamento, sistema ou instalação deve merecer esse tipo de
ação, em função dos custos envolvidos;
• As falhas devem ser oriundas de causas que possam ser monitoradas
e ter sua progressão acompanhada;
• Seja estabelecido um programa de acompanhamento, análise e
diagnóstico, sistematizado.
 Fatores para análise e adoção da Manutenção Preditiva:
• Aspectos da segurança pessoal e operacional;
• Redução custos pelo acompanhamento constante, evitar
intervenções desnecessárias;
• Manter os equipamentos operando por mais tempo.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Preditiva
 Custos envolvidos devem ser analisados em dois ângulos:
• O custo com equipamentos para acompanhamento periódico não é
muito elevado e tende a diminuir com o avanço tecnológico. Com
relação a mão de obra também não é muito alto, com possibilidade
de até os operadores atuarem.
• A instalação de sistemas de monitoramento contínuo “on line”
apresenta um custo inicial elevado (~1% do custo do equipamento)
porém a relação custo/benefício é de 1/5.
 Com relação a produção é a que oferece melhores
condições pois intervém o mínimo na planta.
 Necessita de mão de obra da manutenção bem treinada
para análise e diagnósticos.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Preditiva

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Detectiva
 Manutenção Detectiva é a atuação efetuada em
sistemas de proteção, comando e controle, buscando
detectar FALHAS OCULTAS ou não perceptíveis ao
pessoal de operação e manutenção.
• Começou a ser mencionada na literatura a partir da década
de 90.
• Ex. Botão de teste de lâmpadas de sinalização e alarme em
painéis.
• A identificação de falhas ocultas é primordial para garantir
confiabilidade.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Detectiva
 Particularidades:
• Os sistemas de trip ou shut-down são a última barreira entre a
integridade e a falha. Eles protegem máquinas, equipamentos,
instalações e até plantas inteiras contra falhas e consequências menores,
maiores ou catastróficas.
• Esses sistemas são projetados para atuar automaticamente na iminência
de desvios que possam comprometer as máquinas, a produção, a
segurança ou o meio ambiente.
• Os componentes do sistema trip ou shut-down, como qualquer
componente, também apresentam falhas.
• As falhas desses componentes do sistema de proteção podem acarretar
dois problemas:
 Não atuação;
 Atuação indevida.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Manutenção Detectiva
 Em sistemas que o sistema de trip atuou de forma indevida
ocorre parada na produção e ansiedade generalizada para
entender a ocorrência da falha conduzindo a um certo tempo
para se realizar a checagem de diversos itens.
 O ideal seria não recolocar uma máquina ou sistema para operar
sem que se determinassem as razões para a ocorrência.
 Tal como a Preditiva, a detectiva pode ser enquadrada também
como um sistema de inspeção de manutenção,
acompanhamento de parâmetros ou monitoramento da
condição dos equipamentos ou sistemas.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Engenharia de Manutenção
 Praticar a Engenharia de Manutenção, a segunda quebra de
paradigma na Manutenção, significa uma mudança cultural.
 Características:
• Aumentar a confiabilidade;
• Aumentar a disponibilidade;
• Melhorar a manutenibilidade;
• Aumentar segurança;
• Eliminar problemas crônicos;
• Solucionar problemas tecnológicos;
• Melhorar capacitação do pessoal;
• Gerir materiais e sobressalentes;
• Participar de novos projetos;

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Engenharia de Manutenção
 Praticar a Engenharia de Manutenção, a segunda quebra de
paradigma na Manutenção, significa uma mudança cultural.
 Características:
• Dar suporte a execução;
• Fazer análise de falhas e estudos;
• Elaborar planos de manutenção e inspeção e fazer sua análise crítica e
periódica;
• Acompanhar os indicadores;
• Zelar pela documentação técnica.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Engenharia de Manutenção

Perseguir benchmarks, aplicar técnicas de manutenção modernas, estar nivelado


com a manutenção de Primeiro Mundo.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Engenharia de Manutenção

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Comparação de Custos

Tipo de
Custo US$/HP/ano Relação de Custos
Manutenção
Corretiva não 17 a 18 2a6
planejada
Preventiva 11 a 13 1,5
Preditiva e
monitoramento de
7a9 1
condição / corretiva
planejada

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Aplicação de Recursos de Manutenção - BRASIL

15,9
17,5

36,5

30,1

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Comparação de Custos

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Comparação de Custos

Empresas best-in-class já atingiram


patamares onde o nível de Segundo a organização Forbes ,
Manutenção Corretiva Não Planejada um em cada três dolares gastos
está entre 5 e 10% do total. em Preventiva é desperdiçado.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Fatores para Escolha do Tipo de Manutenção
 Importância do equipamento do ponto de vista:
• Operacional;
• Segurança pessoal;
• Segurança da Instalação;
• Meio Ambiente.
 Dos custos envolvidos:
• No processo;
• No reparo / substituição;
• Nas consequências da falha.
 Na oportunidade.
 Na capacidade de adequação do equipamento / instalação
favorecer a aplicação deste ou daquele tipo de manutenção
(adequabilidade do equipamento).
Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica
Para Refletir
 Produtividade da mão de obra:
• Serviços Planejados: 60%
• Serviços Reativos ou de Emergência: 25 a 30%
 Estudos indicam que a substituição da Manutenção Reativa para
a Manutenção Preventiva pode proporcionar redução de mais
de 18% em custos de manutenção
 Estudos estimam que a substituição da Preventiva pela Preditiva
podem proporcionar economia de 12% em custos de
manutenção. A substituição da corretiva pela preditiva a
redução ultrapassa os 40%.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Para Refletir
 Estimativas dos benefícios de programa de Preditiva:
• Retorno sobre investimento: 10 vezes.
• Redução dos custos de manutenção: 20 a 25%.
• Eliminação de falhas: 70 a 75%
• Redução da indisponibilidade: 35 a 45%.
• Aumento na produção: 20 a 25%.

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica


Tipos de Manutenção
Gestão da Manutenção - Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br)

Gestão da Manutenção – Prof. Heiter Ewald (heiter@ifes.edu.br) – IFES - Cariacica

Você também pode gostar