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PET de Engenharia Elétrica - UFRN

Introdução aos softwares do CEPEL


(ANAREDE E ANAFAS)
Capítulo 0: Sistema em Bloco de Notas
Este capítulo irá tratar das alterações necessárias no sistema para se utilizar o anafas.
No entanto, é necessário ter primeiramente o conhecimento de como se utiliza o anarede.
Dessa forma, recomenda-se a leitura deste capítulo de forma rápida, com outra lida mais
detalhada após o término do capítulo 1.
No anafas, as ligações dos transformadores são muito importantes, para o cálculo do
curto-circuito. No entanto, elas não ficam explícitas nos arquivos gerados pelo anarede. Por
isso, temos que abrir o arquivo num bloco de notas e criar algumas barras fictícias para que o
anafas reconheça se o transformador está ligado em delta-estrela, por exemplo.
Os programas do CEPEL podem ser manipulados através do bloco de notas, através
do anarede, que gera o sistema no arquivo PWF, e depois o usuário pode alterar da forma que
quiser.
Primeiro, vejamos como abrir reabrir um programa salvo. Busque pelo símbolo da
figura abaixo. Em seguida, localize o arquivo .PWF. Para carregar os dados elétricos
(inclusive o esquemático) clique em “abre diagrama”, ao lado de “novo diagrama”, e localize
o arquivo .LST.

Figura 0.1: Abertura de um programa salvo.

O sistema a ser montado aqui será apresentado no capítulo 1. Ao abrir seu arquivo
.PWF iremos visualizar o bloco de notas:
Figura 0.2: Arquivo .PWF do sistema do capítulo 1.

É importante ressaltar que nesse tipo de arquivo, cada espaço e ponto são
extremamente importantes, por exemplo, na barra 4, temos na coluna o valor de tensão em
p.u., 993 (que significa 0,993% p.u. ), ao lado temos o valor de fase (na coluna “A”) de 29,8°,
como o espaço entre os caracteres é pouco, o 3 do valor de tensão ficou encostado no 2 do
valor de fase.
Para executar os estudos no Anafas, tem-se que utilizar o utilitário Anaana, para
converter os arquivos gerados pelo anarede para um arquivo .ANA, que pode ser lido pelo
Anafas. ​Esse arquivo .ANA é o arquivo que precisa das barras fictícias.
O utilitário Anaana tem a seguinte tela de abertura:

Figura 0.3: Inicialização do Anaana.

Para selecionar o arquivo .PWF aperte “-” e enter. Selecione o arquivo .PWF. Na
próxima condição apenas aperte enter. Na terceira pergunta aperte “-” e enter, e insira o nome
do arquivo que você deseja (por exemplo, midpoint.ana). O programa deve ficar com as
seguintes repostas (nas outras perguntas apenas pressione enter):
Figura 0.4: Tela do Anaana.

O arquivo gerado (de extensão .ANA) tem formato como o da figura 0.5. Nele,
podemos visualizar as barras e os circuitos. Na coluna “NCT” do “DCIR” conseguimos
visualizar quais circuitos são feitos por linha de transmissão ou por transformadores. A
representação “1T” e “2T” mostra isto.

Figura 0.5: Arquivo .ANA.

Para representar valores muito pequenos nesse formato de arquivo, usamos o valor
“0.0001”, e valores muito grandes como “x” ou “999999”, como na figura abaixo. Repare
que na área “DBAR” foram adicionadas 2 barras, de número 6 e 7, chamadas fictícias (é
necessário colocar “1” para ambas as barras na coluna “M”, para o programa identificar que
são barras fictícias). O método que será mostrado aqui consiste em inserir essas barras
fictícias no meio dos trafos, como se a barra separasse o lado primário do lado secundário do
trafo (por isso, o nome desse método é midpoint).
Figura 0.5: Arquivo .ANA após modificações.

Analisando a imagem acima, é possível ver que não existe mais as ligações: da barra 2
para a barra 4, e da barra 3 para a barra 5. Pois, entre elas estão as barras 6 e 7,
respectivamente. É importante adicionar os valores de impedância do transformador apenas
de um lado (lembrando de realizar a transformação de base), por exemplo entre as barras 2 e
6 existe a impedância do primeiro trafo, que é 5 + j5 pu, portanto não se pode repetir essa
impedância entre as barras 4 e 6 (existe um curto entre essas barras, representado pelo
“0.0001”). Da forma como está exposto na imagem acima, a ligação do trafo 1 é delta-estrela
aterrado e a ligação do trafo 2 é delta-delta. Também é importante notar que se o
transformador do lado configurado em estrela apresentar impedância de aterramento, esta tem
que ser adicionada ao “R0” e “X0” do trafo. Pode-se perceber que a barra 7 não está
interferindo em nada no sistema, ou seja, poderíamos apagar essa barra e fazer a ligação
direta das barras 3 e 5, substituindo apenas na última linha, o número 7 pelo número 5! E
excluindo as linhas de 3 para 0 e 5 para 0.
O sistema apresentado no capítulo 2 está representado pela figura abaixo:
Figura 0.6: Barras de midpoint do sistema usado no capítulo 2, Anafas.
Capítulo 1: ANAREDE
Aberto o ​software,​ vamos fazer inicialmente a inserção das barras, bem como a
parametrização das mesmas.
Para inserir as barras, clica-se no ícone ​Insere elemento​(lápis amarelo). Abrirá uma
barra de elementos passíveis de inserção nos sistemas de potência a serem simulados no
ANAREDE, como: barras, linha CA, capacitâncias, grupos geradores etc.
O primeiro ícone, da esquerda para direita, é para inserção de barras. Clica-se nele e
uma pequena barra acompanhará o cursor. Para fixá-la, basta clicar em qualquer lugar do
ambiente de trabalho. Em seguida, aparecerá uma janela como na figura 1.1, abaixo:

Figura 1.1: Janela de parametrização de barra - Barra slack

Na figura 1.1 está parametrizada a barra Slack, nomeada como tal. O número da barra
é apenas para organização do seu sistema, assim como o nome. A tensão, para todas as barras
entraremos com a tensão 1. p.u. e 0. graus. É importante ressaltar que o ​ponto deve ser
sempre informado. No entanto, se o programa exibir mensagens de erro, como primeira
opção, tente remover o ​ponto, ​e clique novamente em “inserir”, em muitos casos, apenas isso
resolve o problema da mensagem de erro. O tipo da barra será selecionado como “2-
Referência” entre “0-PQ, 1-PV, 2-Referência e 3- PQ V lim”. Em “Área”, sempre preencher
com o valor “1”. Por ora essas informações já são suficientes.
Na figura 1.2, aparece a mesma janela, mas a parametrização é para uma barra de
carga. Observe que a única mudança relevante foi na escolha do tipo de barra, desta vez, o
tipo selecionado foi “0-PQ”.

Figura 1.2: Janela de parametrização de barra - Barra de carga

No sistema que está sendo criado aqui, pode-se adicionar mais 3 barras de carga. No
momento da inserção das barras, nos campos de carga e geração pode-se incluir esses
elementos sem a necessidade de aumentar o esquema da tela principal, como na figura 1.3.
Ou, existe a opção de adicionar a carga, por fora, direto no esquema, como na figura 1.4. Para
isso, basta ir na barra de elementos e clicar em carga, depois, dois cliques ao lado da barra, e
em seguida um clique em cima da barra que se desejar adicionar a carga, no nosso caso, a
barra 5.
Figura 1.3: Inclusão da quarta barra, terceira barra de carga.

Figura 1.4: Inclusão de carga na barra 5.

Na figura 1.5 temos a parametrização de um transformador de 10MVA, com


resistência e impedâncias com valores de 5% p.u. e sem possibilidade de variação do tap.
Como a configuração do transformador que estamos simulando é delta-estrela aterrado,
consideramos que a tensão de linha do lado secundário está adiantada 30 graus (defasamento)
em relação ao primário. Verifique se o defasamento está correto no gerenciador de dados,
caso não esteja “30.”, reescreva diretamente no gerenciador de dados (mais a frente será
mostrado como abrir o gerenciador de dados). Insira outro trafo, na configuração delta-delta,
então não se coloca nada em defasamento.
Figura 1.5: Parametrização de transformador

Colocadas as barras e os trafos, resta fazer a conexão entre a barra slack e as duas que
estão conectadas aos primários dos trafos. Para isso, é necessário que se coloque parâmetros
como a potência suportada pelo condutor e também as informações de resistência e reatância
em %p.u, que devem ser calculadas previamente. Para nosso caso, na figura 1.6, usamos uma
linha de 2.7% p.u. de resistência e 5,4% p.u. de reatância. Nesse caso, caracterizamos duas
linhas curtas, pela falta da susceptância (capacitâncias, representadas pelo modelo pi das
linhas de transmissão). Se o sistema apresentasse uma linha média (no lugar de duas curtas),
teria que se calcular o valor de susceptância em Mvar, como indicado na figura 1.6. Para isso,
calcula-se Y/2 (do modelo pi, onde “C” é a capacitância por km e “l” é o comprimento da
linha em km). Em seguida calcula-se a potência reativa, repare que se usa Y ao invés de Y/2.
As fórmulas são as seguintes:
Y /2 = 2πC * l
Q=V2 *Y
Figura 1.6: Parametrização de linha

Uma etapa interessante de se realizar agora é a definição dos grupos de tensão. Na


barra superior, vamos clicar em “Dados”, depois em “Grupos” e, logo após, em “Base…”
(ver figura 1.7). Uma janela igual à figura 1.8 irá aparecer. Nessa janela você irá definir o
número relacionado ao grupo de tensão, e o valor da tensão do grupo, como por exemplo “ID
0” e “Tensão 69 kV”. Nesse caso, cria-se a base anterior aos trafos. Criando uma nova base
de “ID 1 Tensão 13,8 kV”, teremos as duas bases do sistema, antes e essa, após os trafos.
Além disso, para uma organização visual, é possível determinar diferentes espessuras e cores
de linhas de acordo com o grupo de tensão. Isso também é possível de perceber pela figura
1.8.
Figura 1.7: Como acessar os Dados de Grupo Base de Tensão

Figura 1.8: Definição dos grupos base de tensão

Uma vez que todos os elementos do sistema foram inseridos, os parâmetros dos
mesmos ficam armazenados num gerenciador de dados que é acessível e passível de
alterações. Como pode-se ver na figura 1.9, na barra de ferramentas tem um ícone que lembra
uma planilha, com nome “Abrir gerenciador de dados”, clicando nele, se consegue acessar
todas as informações inseridas no sistema. Nela, aparece o gerenciador de dados já aberto na
aba de dados de “Barra”. Há mais dados que mostrados na figura, para acessá-los, basta
deslizar a barra de navegação para a direita. Nas figuras 1.10 e 1.11, respectivamente,
observa-se o gerenciador de dados dessa vez aberto nas abas de “Linha” e “Transformador”.

Figura 1.9: Gerenciador de dados, nas barras.

Figura 1.10: Gerenciador de dados, nas linhas.

Figura 1.11: Gerenciador de dados, nos transformadores.


Olhando mais atentamente para aba de barra (figura 1.12), podemos observar a
classificação do número da barra, tipo, do grupo de tensão, tensão de base (associada ao
grupo), nome e outros dados que são vistos ao deslizar a barra de navegação. De acordo com
o sistema esses dados podem ser alterados diretamente nessa planilha. Como vemos, por
exemplo, nas figuras 1.13 e 1.14 onde, acessando a aba de grupos de base de tensão,
alteramos o grupo 1 para ficar relacionado com a tensão de 13.8 kV, quando anteriormente
estava relacionado a 1.0 kV.

Figura 1.12: Alteração dos grupos de base das barras 4 e 5.

Pode-se criar o grupo de base 1, agora que foi alterado na coluna grupo base (figura
1.12) de 0 para 1. O grupo base 1 pode ser adicionado no gerenciador de dados ou como já
foi explicado da forma da figura 1.8.
Figura 1.13: Criação de nova base.
Figura 1.14: Base 1 criada.

Figura 1.15: Potências ativas e reativas das barras de carga que possuem consumo de potência.

Na figura 1.15, fornecemos as informações das potências ativa e reativa que estão
sendo consumidas pelas barras PQ. Logo após, conferimos no diagrama do sistema (figura
1.16) que “carga4” já está com o valor de potência ativa explicitado, dada a forma de
inserção, conforme visto na figura 1.4.
Figura 1.16: Sistema montado, executar o fluxo de potência.

Esquematização toda feita, parametrização concluída, só falta agora rodar o programa.


Para isso, na barra de ferramentas, clicar no botão (ver figura 1.16). Depois de finalizada
a simulação aparecerá a tela de resultados (ver figura 1.17) sinalizando se houve
convergência, quantas iterações foram necessárias para a convergência e algumas outras
informações. Agora precisaremos ver uma análise detalhada dos dados do sistema, como o
fluxo de potência entre barras e tensões nas barras para que se faça análise, além dos próprios
dados, de sobrecarga de condutores, por exemplo. Para isso, na barra de ferramentas clicar
em “Análise” e depois em “Relatório”. Resta selecionar os tipos de relatório que você deseja
obter, normalmente escolhe-se “relatório de elementos” (para uma análise de fluxo de
potência os mostrados na figura 1.19 são suficientes). Em seguida uma janela similar às
figuras 1.20 e 1.21 aparecerá.
Figura 1.17: Resultado do fluxo de potência.

Figura 1.18: Caminho para se gerar os relatórios.


Figura 1.19: Elementos escolhidos para um bom relatório de fluxo de potência.

Figura 1.20: Parte dos resultados gerados após a execução do fluxo de potência do sistema apresentado.

Figura 1.21: Parte final do relatório gerado.


Capítulo 2: ANAFAS
Realizada a instalação, a primeira tela de abertura do programa é a seguinte:

Figura 2.1. Tela inicial do ANAFAS.


Pressione “Enter” duas vezes, para pular essa e a segunda tela do programa, que
apenas informa o que o programa consegue suportar nessa versão, não nos interessa muito,
pois é mais que o suficiente para o que queremos.

Figura 2.2. Menu principal do programa.


Nesta tela vemos as quatro opções do programa. Inicialmente iremos carregar o
arquivo “.dat” ou “.ana” para o ANAFAS, portanto iremos na opção 2 (dados do sistema), em
seguida “primário (PECO/ANAFAS)” (figura 2.3). Nesse tutorial usaremos um arquivo
“.ana”. Neste momento, a tela para inserir o arquivo estará aberta (figura 2.4). Pressione “F4”
para poder selecionar o diretório que contém o arquivo “.dat” (figura 2.5).

Figura 2.3. Selecionando o arquivo .dat.

Figura 2.4. Selecionando o arquivo .dat.


Figura 2.5. Selecionando o arquivo .dat ou .ana.
Quando aberto, o programa mostrará o número de trafos e barras do circuito, como na
imagem abaixo:

Figura 2.6. Dados do circuito a ser montado.


Lembrando que, para o que falaremos agora iremos o usar o caso do circuito sem
geração, ou seja, sem as gerações eólicas.
Ao apertar “Enter”, o ANAFAS segue para a tela da figura 2.7, escolhendo a opção 2
deste menu podemos começar a gerar as análises de curto-circuito em cada barra. Em seguida
podemos escolher entre apresentar os resultados na tela do programa (figura 2.8, opção 1) ou
gerar um arquivo de texto com as mesmas informações (figura 2.8, opção 2). A tela seguinte
(figura 2.9) pergunta se queremos os dados originais (opção 1) ou os dados calculados (opção
2). Os dados originais são sobre as impedâncias, transformadores, geradores e proteções das
linhas e equipamentos. Usaremos a opção de calculados, onde estão os relatório de curto que
queremos (figura 2.10). Nessa tela escolhemos a opção 7 para gerar os relatórios de curto. Na
figura 2.11, podemos escolher se queremos visualizar apenas o curto por barra, em arquivo
ou na tela do programa (opções 2 e 3, respectivamente). Escolheremos a opção 1, relatório
completo, e passaremos para a figura 2.12, para a escolha de unidades, pressione “tab” para
mudar a marcação tanto das unidades quanto dos tipos de barra. Esse modo nos dá uma
rápida visualização de curtos do tipo trifásico e monofásico em todas as barras e tipo
curto-circuito franco (sem impedância de terra). A figura 2.13 mostra todos os valores de
módulo e fase do curtos.

Figura 2.7. Menu interno.

Figura 2.8. Geração dos relatórios.


Figura 2.9. Relatório de dados.

Figura 2.10. Relatório de dados calculados.


Figura 2.11. Tipo de relatório.

Figura 2.12. Opções para relatório de níveis de curto.


Figura 2.13. Relatório de curto-circuito trifásico e monofásico.
Podemos obter outras faltas diferentes das trifásica e monofásica. Para isso, com o
arquivo “.ana” carregado, estando no menu interno da figura 2.7, pressione “esc” para
retornar para a primeira tela, da figura 2.2, e escolha a opção 1 (executar estudo). Aparecerá
uma tela como essa:

Figura 2.14. Modo de estudo e execução.


Ao escolher a opção 1 (estudo individual orientado a p.falta), o menu será como o da
figura 2.15 e a opção já está selecionada para o que queremos, opção 4 (resolver sistema). Em
seguida, escolhe-se a opção 1 (defeito shunt em barra), na figura 2.16.
Figura 2.15. Estudo Individual Orientado a P.Falta.

Figura 2.16. Especificação do Defeito.


Aparecerá uma tela, aguardando que seja inserido o número ou o nome da barra em
que ocorreu o defeito. Para o nosso sistema, se usar o número 1, o programa saberá que se
trata da slack, e assim por diante. Usaremos a barra 2 como exemplo. Passado todo esse
processo, a tela seguinte, é de escolha do tipo de curto, nela podemos ver todas as possíveis
opções de curto (figura 2.18). Como exemplo, escolheremos um curto bifásico, ou seja,
fase-fase.
Figura 2.17. Barra Especificada.

Figura 2.18. Defeito na Barra escolhida.


Escolheremos as fases B e C como as envolvidas no curto bifásico, figura 2.19,
portanto é de se esperar que não haja corrente de falta na fase A. A tela da figura 2.20 é muito
importante, pois se houver a descrição de mais uma falta nessa tela, significa que de algum
modo foi pedido ao programa para calcular essas duas, ou mais faltas, depende de quantas
houverem na tela. No nosso caso, só há a descrição de uma falta, que é a bifásica, entre as
fases B e C, na carga 1, de número 2. Pressione “end” para exibir a falta, ou “enter” para
inserir mais uma falta na análise. A tela da figura 2.21 pede a especificação das grandezas.
Aqui, pode-se escolher se queremos a exibição das fases e das sequências (positiva, negativa
e zero), além de que se queremos a corrente e/ou tensão em p.u ou em suas unidades
convencionais. Também é bom observar como queremos que a fase da corrente de falta seja
exibida, o mais comum é se observar em 180º. Use “tab” para marcar suas escolhas.

Figura 2.19. Escolha das Fases do Curto.

Figura 2.20. Descrição das Faltas.


Figura 2.21. Especificação das Grandezas e Unidades.

Figura 2.22. Caso Específico de Falta.


A tela da figura 2.22 exibe duas opções que serão bastante usadas, que são a 4 e 5. A
opção 4 (solução no ponto de falta) irá exibir a corrente de falta da barra escolhida (no nosso
caso, barra 2), como na figura 2.23, e a opção 5 irá exibir a contribuição de todas as outras
barras do sistema que geram essa corrente de curto, figura 2.24. Na opção 5 é necessário
inserir o número da barra que se quer ver a contribuição.
Figura 2.23. Corrente de Falta na barra 2.

Figura 2.24. Contribuição das Barras 4, 2 e 7 para a Corrente de Falta.


Realizando esse processo para todas as barras e para o caso do defeito fase-fase-terra,
ou seja, bifásico para a terra, ficamos com todos os tipos de curto franco. Agora iremos para o
caso de haver uma impedância entre o condutor e a terra, simulando uma falta monofásica.
Para isso, retorne para a tela da figura 2.15 e escolha a opção 2 (especificar falta). Novamente
escolha defeito shunt em barra e insira o número da barra desejada. Como exemplo usaremos
a barra 1, a slack. Agora escolha o curto através de impedância. Aparecerá uma tela como a
seguinte:
Figura 2.25. Escolha da Fase de Curto.

Figura 2.26. Inserção do Valor da Impedância.


Na figura 2.25, escolhe-se a fase que queremos inserir a impedância e por
conseguinte, a falta. Por isso, usamos a fase “an” como referência para este exemplo. Deixe
apenas o espaço referente a essa falta marcada. Em seguida, na figura 2.26, coloca-se o valor
da impedância. Repare que a vírgula se usa para indicar a reatância da impedância de falta. A
figura 2.27 deixa espaço para se inserir outras impedâncias. Precisamos também indicar que a
falta é da fase A para o solo. Então, pressione “tab” na opção 7 e na tela seguinte insira “0,0”.
Em seguida, a tela do programa deverá estar como na figura 2.28. A tela da figura 2.29
apenas exibe como está o diagrama do que foi montado até agora para as faltas através de
impedância.

Figura 2.27. Edição de Impedância.

Figura 2.28. Edição de Impedância.


Figura 2.29. Edição de Impedância.
Observe na figura acima que apenas existe parte real na impedância de falta, e está
está apenas entre a fase A e a terra. Os espaços entre as fases que contém “*****”, significa
que não há curto com impedância, pois os “*****” indicam impedância infinita.

Figura 2.30. Descrição da Falta.


A tela acima apenas confirma que essa será a impedância a ser adicionada na falta.
Pressione “end”. O programa retornará para a tela da figura 2.15. Escolha a opção 4 (resolver
sistema). O programa irá retornar para a tela da figura 2.21 e seguirá normalmente a partir
desse ponto. Assim, concluímos todas as análises de curto, bifásico, bifásico-terra,
monofásico, trifásico, e monofásico com impedância.