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INSTITUTO DE PESQUISAS HIDRÁULICAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Instalações prediais de
esgoto sanitário (IPES)

Disciplina
Instalações Hidrossanitárias – IPH 209

Prof. Juan Martín Bravo

18/05/2016 1
Organização do capítulo

Introdução e normativa
Evolução histórica
Condições gerais de projeto
Partes de uma instalação predial de esgoto sanitário
Dispositivos
Sistemas de ventilação
Traçado das instalações de esgoto e ventilação
Dimensionamento pela NBR 8160/99
Reuso de águas cinzas

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Introdução - IPES

Normas e decretos

Decreto N° 9369/88 do DMAE-PMPA NBR 8160/99

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Introdução - IPES

Condições gerais

Projetos de uma Instalação Predial de Esgoto Sanitário devem atender


as Exigências e recomendações estabelecidas pela norma NBR
8160/1999 e pelo decreto N° 9369/88 DMAE-PMPA :

Permitir rápido escoamento dos esgotos e facilitar desobstruções.


Vedar a passagem de gases e animais das tubulações para o interior
das edificações.
Não permitir vazamentos, escape de gases e formação de depósitos
no interior das tubulações.
Impedir a poluição de água potável.

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Introdução - IPES

Condições gerais

O desenvolvimento das tubulações deve ser preferencialmente


retilíneo
Os esgotos sanitários são formados basicamente por matéria
orgânica biodegradável. A decomposição desta matéria
orgânica gera gases que devem ser impedidos de entrar para o
interior dos prédios.
A instalação de esgotos primários compreende o conjunto de
tubulações e dispositivos onde tem acesso gases provenientes
do coletor público.
A instalação de esgotos secundários compreende o conjunto de
tubulações e dispositivos onde não tem acesso gases
provenientes do coletor público.
Todos os aparelhos sanitários devem ser ligados a tubulações de
esgotos primários com a interposição de desconectores.

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Introdução - IPES

Condições gerais

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Evolução histórica das IPES

Idade média

Durante os 1000 anos que se


seguiram a queda do Império
Romano, a humanidade não
tomou banho. Mesmo as classes
abastadas preferiam os perfumes
do que os banhos...
Nos monastérios se encontravam
ainda os poucos exemplos de
preocupação higiênica: os pés
eram lavados semanalmente e se
tomava banho 2 até 4 vezes por
ano!!!!
Solução para o destino dos dejetos:
“água vai” ...

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Evolução histórica das IPES

Idade média

A obtenção de água potável foi sempre um grave problema e era a


sua contaminação a responsável pela maior parte das doenças
que assolavam a humanidade.
Acreditava-se que os maus odores eram os geradores de doenças e
epidemias.
Somente no final do século XVIII verificou-se que os únicos
inconvenientes dos gases era o mau odor e a redução do
oxigênio.
O que a falta de higiene acarretava efetivamente eram condições
de proliferação de micróbios e contaminação da água.

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Evolução histórica das IPES

Idade média

Solução ao “vai água”: Casa de banhos no


interior das casas e um poço onde eram
jogados os dejetos ou sobre os quais se
construía uma latrina no exterior das
casas.

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Evolução histórica das IPES

Idade média

Solução ao “vai água”: Casa de


banhos no interior das casas e um
poço onde eram jogados os dejetos
ou sobre os quais se construía uma
latrina no exterior das casas.

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Evolução histórica das IPES

Idade média

Solução ao “vai água”: Casa de banhos no interior das casas e um


poço onde eram jogados os dejetos ou sobre os quais se construía
uma latrina no exterior das casas.

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Evolução histórica das IPES

Século XIX
Intenso processo de urbanização.
Códigos de construção em edificações.
Vaso sanitário: a fim de reduzir os odores do ambiente e facilitar a
posterior remoção de dejetos, evitando que eles se aderissem às
paredes, o recipiente era parcialmente cheio de água. Não tinha,
no começo, um sentido de sifão.

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Evolução histórica das IPES
Final do século XIX: vasos de pedestal Século XIX
Única peça de cerâmica com o sifão incorporado
- eficiente limpeza sem necessidade de móvel de madeira ao seu
redor;
- abriu o caminho para a produção em massa e a baixo custo.

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Evolução histórica das IPES
Atualidade: vasos sanitários de pedestal

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Evolução histórica das IPES
Atualidade: vasos sanitários para todas as situações!!

Sede da assembléia da
Associação mundial
dos toiletes

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Nunca se sabe!!
Evolução histórica das IPES

Século XIX

Mesmo que se utilizavam sifões,


não eram eles ventilados por
desconhecimento dos fenômenos
de sifonagem ... e continuam os
problemas com os maus odores

As setas indicam a saída


de maus odores

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Evolução histórica das IPES

Século XIX

Primeiras análises indicando o sifão


como elemento de fecho hídrico,
evitando o retorno dos odores.
O sifão corria sério risco de perder o
seu fecho hídrico pelas variações
de pressão a que estava sujeito o
sistema todo.
Na segunda metade do século foi
induzida a idéia de ventilação em
um tubo especial para isso.
Nova Iorque: cidade pioneira com
uma lei sobre ventilação de sifões

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Evolução histórica das IPES

Resumo 1. Tubo de queda único (sem sifão)

Banheiros permanentemente
invadidos pelos maus odores
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Evolução histórica das IPES

Resumo 2. Dois tubos de queda (sem sifão)

Banheiros permanentemente
invadidos pelos maus odores
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Evolução histórica das IPES

Resumo 3. Introdução dos desconectores

 Desconector: dispositivo provido de fecho hídrico destinado a


vedar a passagem de gases no sentido oposto ao deslocamento
do esgoto.

 Sifões, caixas sifonadas, ralos sifonados, caixas retentoras.

 Todos os aparelhos sanitários devem ser protegidos por


desconectores. (vaso sanitário, mictórios, pias de cozinha, etc.).

 O desconector pode atender a um aparelho ou a um conjunto de


aparelhos de uma mesma unidade autônoma.

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Evolução histórica das IPES

Resumo 3. Introdução dos desconectores

Sifão:
Componente separador destinado a impedir a passagem dos
gases do interior das tubulações para o ambiente sanitário.

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Evolução histórica das IPES

Resumo 3. Introdução dos desconectores

Fenômenos que afetam os fechos hídricos dos sifões:

1. Sifonagem
Conjunto de fenômenos determinantes da redução total ou parcial da
coluna d’água em um sifão.

2. Evaporação
•periodicidade de uso dos aparelhos sanitários; função das características do
•velocidade de evaporação da água do sifão; local e da área de exposição

usualmente considerada: 1,3 a 11,4 mm/semana, para


um período de não utilização de 4 semanas.

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Evolução histórica das IPES

Resumo 3. Introdução dos desconectores

Autossifonagem:

Desconectores afetados pela variação de pressão provocada pela


descarga dos aparelhos, a ponto de perderem toda a sua água.

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Evolução histórica das IPES

Resumo 4. Dois tubos de queda totalmente ventilados

Custo (muita tubulação)

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Evolução histórica das IPES

Resumo 5. Um tubo de queda com ventilação


no próprio tubo de queda

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Condições gerais de projeto

As águas servidas são as águas que já foram usadas nas atividades


humanas e podem ser classificadas como:

Águas negras são aquelas provenientes


do vaso sanitário e da pia de cozinha,
ou seja, águas ricas em matéria
orgânica e bactérias com potencial
patogênico.

Águas cinzas são aquelas provenientes


do chuveiro, banheira, lavatório de
banheiro e máquina de lavar roupas.
Essas águas são ricas em sabão, sólidos
suspensos e matéria orgânica e podem
possuir pequenas quantidades de
bactérias.

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Condições gerais de projeto

O sistema predial de esgoto deve ser projetado de modo a:

Impedir a poluição da água de consumo e de gêneros


alimentícios evitando as interconexões.
Impedir formação de depósitos no interior das tubulações.
Permitir o rápido escoamento dos esgotos.
Impedir que os gases provenientes do sistema de esgotamento
sanitário atinjam o interior do prédio ou áreas de utilização.
Impossibilitar o acesso de animais e insetos para o interior do
sistema.
Permitir que os seus componentes sejam facilmente
inspecionados;
Impossibilitar o acesso de esgoto no sistema de ventilação.
Manter o fecho hídrico (sob quaisquer condições de
funcionamento da rede).

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Condições gerais de projeto

Para se projetar convenientemente tais instalações, é necessário:

Bitola suficiente para a vazão de cada ramal e tronco;


Declividade da tubulação adequada para um bom escoamento;
Traçados convenientes, evitando-se curvas verticais e horizontais;
Curvas devem ser preferencialmente de 45º. Quando inevitável as
curvas de 90º deverão ser de raios longos, utilizando-se peças
de inspeção antes e depois das mesmas;
Abundância de caixas de inspeção, principalmente nas curvas;
Colocação de caixa de gordura na cozinha;
O subsistema de esgoto sanitário deve ser separador absoluto em
relação ao sistema predial de águas pluviais, não deve existir
nenhuma ligação entre os sistemas;
Disposição final dos efluentes deve ser feita em rede pública ou em
sistema particular de tratamento.

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Condições gerais de projeto
Sistemas públicos de esgotos
Sistema Unitário: Sistema Separador Absoluto
quando as águas pluviais (Universal): quando existem duas
e residuárias são redes absolutamente separadas,
lançadas na mesma rede uma para receber águas pluviais
ou galeria e outra para receber esgotos
sanitários

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Partes de uma IPES

 Canalizações para coleta e afastamento das águas servidas


◦ Ramal de descarga
◦ Ramal de esgoto
◦ Tubos de queda
◦ Subcoletores
◦ Coletor predial

 Desconectores

 Canalizações para ventilação

 Dispositivos especiais
◦ Caixas de inspeção
◦ Caixas retentoras de gordura
◦ Caixas de passagem

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Partes de uma IPES

1 - Ramal de descarga: parte da tubulação que recebe os


efluentes dos aparelhos sanitários.
2 - Ramal de Esgoto: parte da tubulação que recebe os efluentes
dos ramais de descarga.
3 - Tubo de Queda: parte da tubulação que recebe os afluentes
do ramal de esgoto ou ramal de descarga.
4 - Subcoletores: parte da tubulação que recebe os efluentes dos
tubos de queda.
5 - Coletores: parte da tubulação que recebe os efluentes dos
subcoletores.
6 - Desconectores: aparelho separador destinado a impedir a
passagem dos gases do interior das tubulações para o ambiente
sanitário. São os sifões e as caixas e ralos sifonados, como
também o sifão incorporado ao vaso sanitário.
7 - Tubo Ventilador: parte da tubulação de ventilação ligada a
desconectores ou ramal de descarga dos aparelhos sanitários.

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Partes de uma IPES

8 - Ramal de Ventilação: parte da tubulação que interliga o


desconector ou ramal de descarga ou ramal de esgoto de um ou
mais aparelhos sanitários a uma coluna de ventilação ou a um
tubo ventilador primário.
9 - Coluna de Ventilação: parte da tubulação vertical que
interliga os ramais de ventilação e/ou tubos ventiladores
individuais diretamente com a atmosfera, ou a um tubo
ventilador primário, ou a um barrilete de ventilação.
10 - Barrilete de Ventilação: parte da tubulação horizontal que
interliga dois ou mais tubos ventiladores com a atmosfera.
11 - Tubo Ventilador Primário: é o tubo ventilador em
prolongamento do tubo de queda acima do ramal mais alto a ele
ligado, tendo a extremidade aberta para a atmosfera, situada
acima da cobertura do prédio.
12 – Ralos sifonados e caixas sifonadas: Esses equipamentos
possuem um "septo" que forma um fecho hídrico (desconector).

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Partes de uma IPES

13 – Ralo seco: Não possui sifão. São utilizados para coleta de


água de terraço ou áreas de serviço, chuveiros, permitindo um
rápido escoamento das águas.
14 – Caixa de gordura: Destinada a evitar depósito de gordura
nas paredes internas da tubulação, provocando a diminuição do
diâmetro da mesma.

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Partes de uma IPES

Coletor público: Tubulação pertencente ao


sistema público de esgotos sanitários e destinada a
receber e conduzir os efluentes dos coletores
prediais
Tubo de queda

Rua

Coletor Predial
Subcoletores

Caixa de inspeção

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Partes de uma IPES

Caixa de inspeção
Coletor público Tubo de queda

Rua

Subcoletores

Coletor Predial: Trecho de tubulação compreendido entre a


última inserção de subcoletor, ramal de esgoto ou de descarga e
o coletor público ou sistema particular

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Partes de uma IPES

Coletor público Tubo de queda

Rua

Subcoletores

Coletor Predial Caixa de inspeção: Caixa destinada


a permitir a inspeção, limpeza e
desobstrução das tubulações.

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Partes de uma IPES

Caixa de inspeção

Tubo de queda

Rua

Coletor Predial
Subcoletores: Tubulação que recebe
efluentes de um ou mais tubos de queda ou
ramais de esgoto

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Partes de uma IPES

Ramal de
ventilação
Tubo de queda: Tubulação vertical
que recebe efluentes de subcoletores,
ramais de esgoto e ramais de descarga.

Ramal de
Coluna de Esgoto
Ventilação

Ralo Sifonado

subcoletores

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Partes de uma IPES

Ramal de
ventilação

Tubo de queda

Coluna de
Ventilação: É a canalização
vertical destinada à ventilação Ramal de
dos desconectores situados em Esgoto

pavimentos superpostos. Sua


extremidade superior é aberta à
Ralo Sifonado
atmosfera, ou ligada ao tubo
ventilador primário.

subcoletores

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Partes de uma IPES

Ramal de ventilação: Tubo


Tubo de queda ventilador interligando o
desconector ou ramal de descarga
de um ou mais aparelhos sanitários
a uma coluna de ventilação ou a um
tubo ventilador primário
Ramal de
Coluna de ventilação Esgoto

Ralo Sifonado

subcoletores

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Partes de uma IPES

Ramal de ventilação
Tubo de queda

Ramal de Esgoto: Tubulação que


Coluna de ventilação recebe efluentes de ramais de
descarga.

Ralo Sifonado

subcoletores

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Partes de uma IPES

Ramal de ventilação
Tubo de queda

Ramal de Esgoto

Coluna de ventilação
Ralo Sifonado: Caixa sifonada, de
grelha ou de tampa, destinada a
receber água de lavagem do piso e
efluentes da instalação de esgoto
secundário em um mesmo pavimento.

subcoletores

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Partes de uma IPES

Tubo ventilador 0,30 m (mínimo)

primário: Prolongamento
do tubo de queda acima do
ramal mais alto a ele ligado e
com extremidade superior
aberta à atmosfera situada
Aparelho
acima da cobertura do prédio sanitário

0,30 m

Tubo de queda

Ramal de
descarga
Sifão

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Partes de uma IPES

Tubo ventilador primário

Aparelho sanitário: Aparelho ligado


à instalação predial e destinado ao uso da
água para fins higiênicos ou a receber
dejetos e águas servidas.

Tubo de queda

Ramal de
descarga
Sifão

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Partes de uma IPES

Tubo ventilador primário

Aparelho sanitário Ramal de descarga: Tubulação que


recebe diretamente efluentes de
aparelhos sanitários

Tubo de queda

Sifão

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Partes de uma IPES

Tubo ventilador primário

Aparelho sanitário

Ramal de descarga

Tubo de queda

Sifão: É o desconector destinado a


receber águas de lavagem de pisos e
efluentes da instalação de esgoto
secundário.
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Partes de uma IPES

Coletor Predial
Caixas de
inspeção
1o

subsolo Tubo de subcoletores


recalque

Bomba
Coletor público
Caixa coletora: Caixa de destino das águas
servidas que exigem elevação mecânica.

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Partes de uma IPES

Caixa Sifonada (desconector)


Ralo
Ramal de Descarga

Esgoto Secundário

Ventilação
Ramal de ventilação Ramal de Esgoto
Esgoto primário
Coluna de ventilação
Tubo de Queda

•Esgoto primário: acesso de gases provenientes do


coletor público ou dos dispositivos de tratamento.

18/05/2016 •Esgoto secundário: sem acesso de gases provenientes 48


do coletor público ou dos dispositivos de tratamento.
Partes de uma IPES

18/05/2016 49
Partes de uma IPES

18/05/2016 50
Partes de uma IPES

18/05/2016 51
Partes de uma IPES

Instalação de banheiro
(pavimento térreo)

Instalação de banheiro
(pavimento tipo)
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Partes de uma IPES

Tubo ventilador
primário

Aparelho
sanitário
Esgoto secundário
Esgoto primário 3o

Ramal de
Tubo de queda ventilação

2o
Coluna de
Ventilação
Ramal de
Coletor público Caixa de Esgoto Sifão
inspeção 1o
Rua
Ramal de
Ralo Sifonado descarga
Sub-coletores
Coletor Predial

18/05/2016 53
Partes de uma IPES
Tubo ventilador
primário
5o

4o

Ramal de
Coluna de ventilação
3o
Ventilação

Coletor Predial
2o
Caixas de Coletor público
inspeção
1o
Rua
Tubo de
recalque
subsolo
Caixa coletora subcoletores
Bomba

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Partes de uma IPES

18/05/2016 55
Dispositivos

Aparelhos sanitários

São aparelhos ligados à instalação predial e destinados ao uso de


água para fins higiênicos ou a receber dejetos ou águas
servidas.

Bacia sanitária: aparelho sanitário destinado a receber


exclusivamente dejetos humanos.

Os aparelhos sanitários a serem instalados no sistema de


esgotos sanitários devem:

Impedir a contaminação da água potável;


Possibilitar acesso e manutenção adequada;
Oferecer ao usuário conforto adequado à finalidade de
utilização.
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Dispositivos

Desconectores

Deve ser assegurada a manutenção do fecho hídrico dos desconectores


durante as solicitações impostas pelo ambiente (evaporação, ação do
vento, variações de pressão do ambiente) e pelo uso propriamente dito
(sucção e sobrepressão).

Incorporado
Caixa Lava-
louças

Lavatórios Banheiras
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Dispositivos

Desconectores (caixa sifonada)


Dimensões das caixas sifonadas fabricadas pela “Tigre”
DN da Altura DN Número de
caixa da caixa da Entradas
saída
100 100 40 1
100 100 50 1
100 150 50 3
150 150 50 7
150 185 75 7
250 172 50 3
250 ? 75 ?

O diâmetro de uma caixa sifonada é escolhido em função da soma das UHC contribuintes,
usando-se 100mm até 6UHC, 150mm até 15UHC e 250mm para valores que superem
(não excessivamente) 15UHC.
O diâmetro de saída da caixa sifonada também é função da soma das UHC contribuintes,
usando-se 40mm até 3UHC, 50mm até 6UHC e 75mm até 20UHC.

18/05/2016 58
Dispositivos

Desconectores (caixa sifonada)


Caixa ou Ralo UHC DN
entrada Sifonado
com Grelha Até 6 100
Colo
alto (conforme NBR 8160) Até 10 125
Até 15 150

DN conforme a
tabela

Altura do fecho
hídrico ≥ 50 mm Bujão de inspeção

Saída

Altura do fecho
Bujão hídrico ≥ 50 mm

As caixas sifonadas só podem receber despejos da


própria unidade autônoma na qual estiverem ligadas

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Dispositivos complementares

 Caixas de Gordura
 Poços de Visita
 Caixas de Inspeção –
podem receber efluentes
fecais.

Devem ser perfeitamente


impermeabilizados, providos de
dispositivos adequados para
inspeção, possuir tampa de fecho
hermético, ser devidamente
ventilados e constituídos de
materiais não atacáveis pelo
esgoto.

18/05/2016 60
Dispositivos complementares

Caixa de gordura
 Instalada quando há efluentes gordurosos;
 Instalada em local de fácil acesso e ventilação;

 Características:
◦ capacidade de acumulação da gordura entre cada operação de limpeza;
◦ dispositivos de entrada e de saída convenientemente projetados para
possibilitar que o afluente e o efluente escoem normalmente;
◦ as caixas de gordura devem ser divididas em duas câmaras, uma
receptora e outra vertedoura, separadas por um septo não removível.
◦ altura entre a entrada e a saída suficiente para reter a gordura,
evitando-se o arraste do material juntamente com o efluente;
◦ vedação adequada para evitar a penetração de insetos, pequenos
animais, águas de lavagem de pisos ou de águas pluviais, etc.

 As pias de cozinha ou máquinas de lavar louças instaladas em vários


pavimentos sobrepostos devem descarregar em tubos de queda
exclusivos que conduzam o esgoto para caixas de gordura coletivas,
sendo vedado o uso de caixas de gordura individuais nos andares.

18/05/2016 61
Dispositivos complementares

Caixa de gordura

Princípio de funcionamento

18/05/2016 62
Dispositivos complementares

Caixa de gordura

Executada no local

Pré-fabricadas

18/05/2016 63
Dispositivos complementares

Caixa de gordura

a) Caixa de Gordura Pequena (CGP): usada para a coleta de


apenas uma cozinha. Dimensões:
 Diâmetro interno: 0,30 m;
 Parte submersa do septo: 0,20 m;
 Capacidade de retenção: 18 L;
 Diâmetro nominal da tubulação de saída: 75 mm.

b) Caixa de Gordura Simples (CGS): usada para coleta de até


duas cozinhas. Dimensões:
 Diâmetro interno: 0,40 m;
 Parte submersa do septo: 0,20 m;
 Capacidade de retenção: 31 L;
 Diâmetro nominal da tubulação de saída: 75 mm.

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Dispositivos complementares

Caixa de gordura
c) Caixa de Gordura Dupla (CGD): usada para a coleta de três até 12
cozinhas. Dimensões:
 Diâmetro interno: 0,60 m;
 Parte submersa do septo: 0,35 m;
 Capacidade de retenção: 120 L;
 Diâmetro nominal da tubulação de saída: 100 mm.

d) Caixa de Gordura Especial (CGE): usada em coletas de mais de doze


cozinhas, ou ainda para cozinhas de restaurantes, escolas, hospitais,
quartéis, etc. Características:
 Distância mínima entre o septo e a saída: 0,20 m;
 Volume da câmara de retenção de gordura: V = 2·N + 20, sendo N o
número de pessoas servidas pelas cozinhas que contribuem para a
caixa de gordura, no turno de maior afluxo, e V, o volume em litros.
 Altura molhada: 0,60 m;
 Parte submersa do septo: 0,40 m;
 Diâmetro nominal mínimo da tubulação de saída: 100 mm.

18/05/2016 65
Dispositivos complementares

Caixa de gordura

18/05/2016 66
Dispositivos complementares

Caixa de gordura

Parte submersa
do septo
Altura molhada

Distância entre septo


e a saída

18/05/2016 67
Dispositivos complementares

Caixa de passagem

Caixa destinada a permitir a junção de tubulações do subsistema de


esgoto sanitário.

Características:
◦ Quando cilíndricas, ter diâmetro mínimo igual a 0,15 m e,
quando prismáticas de base poligonal, permitir na base a
inscrição de um círculo de diâmetro mínimo igual a 0,15 m;
◦ Ser providas de tampa cega, quando previstas em instalações
de esgoto primário;
◦ Ter altura mínima igual a 0,10 m;
◦ Ter tubulação de saída dimensionada em função do ramal de
esgoto, sendo o diâmetro mínimo igual a DN 50.

Se receberem efluentes de pias de cozinha ou mictórios devem ser


providas de tampas herméticas. No caso de mictórios, devem ser
de material não atacável pela urina.
18/05/2016 68
Dispositivos complementares

Caixa coletora

Caixa onde se reúnem os efluentes líquidos, cuja disposição exija


elevação mecânica.

a) Caixa coletora que recebe efluentes de bacias sanitárias:


 profundidade mínima de 0,90 m;

 fundo inclinado para impedir a deposição de materiais sólidos


quando a caixa for esvaziada;
 deve ser ventilada por um tubo ventilador, independente de
outra ventilação usada no prédio;
 dois grupos motobomba para funcionamento alternado;

 deve permitir a passagem de esferas com diâmetro de 0,06 m;

 diâmetro da tubulação de recalque não deverá ser inferior a


75mm.

18/05/2016 69
Dispositivos complementares

Caixa coletora

18/05/2016 70
Dispositivos complementares

Caixa coletora

Caixa onde se reúnem os efluentes líquidos, cuja disposição exija


elevação mecânica.

b) Caixa coletora que não recebe efluentes de bacias sanitárias:


 profundidade mínima de 0,60 m;

 fundo inclinado para impedir a deposição de materiais sólidos


quando a caixa for esvaziada;
 deve ser ventilada por um tubo ventilador, independente de outra
ventilação usada no prédio;
 dois grupos motobomba para funcionamento alternado;

 deve permitir a passagem de esferas com diâmetro de 0,018m;

 diâmetro da tubulação de recalque não deverá ser inferior a


40mm.
18/05/2016 71
Dispositivos complementares

Dispositivos de inspeção

 Para garantir a acessibilidade aos elementos do sistema, devem


ser respeitadas no mínimo as seguintes condições:

◦ a distância entre dois dispositivos de inspeção não deve


ser superior a 25,00 m;
◦ a distância entre a ligação do coletor predial com o público e
o dispositivo de inspeção mais próximo não deve ser
superior a 15,00 m;
◦ os comprimentos dos trechos dos ramais de descarga e de
esgoto de bacias sanitárias, caixas de gordura e caixas
sifonadas, medidos entre os mesmos e os dispositivos de
inspeção, não devem ser superiores a 10,00 m.

 Os desvios, as mudanças de declividade e a junção de tubulações


enterradas devem ser feitos mediante o emprego de caixas de
inspeção ou poços de visita.

18/05/2016 72
Dispositivos complementares

Dispositivos de inspeção

Distância máxima = 15m

Distância
máxima = 25m Distância
máxima = 10m

Profundidade máxima = 1m
(Decreto 9369/88 PMPA)

18/05/2016 73
Dispositivos complementares

Dispositivos de inspeção
Características:
◦ abertura suficiente para permitir as desobstruções com a utilização de
equipamentos mecânicos de limpeza;
◦ tampa hermética removível; e
◦ quando embutidos em paredes no interior de residências, escritórios,
áreas públicas, etc., não devem ser instalados com as tampas salientes.

18/05/2016 74
Dispositivos complementares

 Caixa de inspeção (CI):


◦ Profundidade máxima: 1,0 m;
◦ Conter uma tampa, facilmente removível;
◦ Forma: prismática - lado interno mínimo de
0,60 m;
◦ cilíndrica - diâmetro mínimo de 0,60 m;
◦ Concreto, alvenaria ou cimento-amianto.

 Poço de Visita (PI):


◦ Dispositivo de inspeção para profundidades maiores do que 1m;
◦ Forma: prismática - lado interno mínimo de 1,10 m
◦ cilíndrica - diâmetro mínimo de 1,10 m;
◦ Tampa removível;
◦ Câmara de acesso (parte superior com diâmetro mín. 0,60m);
◦ Câmara de trabalho (balão) localizada na parte inferior.

18/05/2016 75
Dispositivos complementares

Instalações de recalque
CAIXA DE
POR GRAVIDADE INSPEÇÃO OU
POÇO DE VISITA
EFLUENTES OU RAMAL DE
CAIXA DE CAIXA BOMBEAMENTO
ESGOTO OU
INSPEÇÃO COLETORA
COLETOR
PREDIAL OU
Com vaso sanitário SISTEMA DE
TRATAMENTO

Sem vaso sanitário POR GRAVIDADE

EFLUENTES CAIXA CAIXA


SIFONADA COLETORA
BOMBEAMENTO
Dmin > 0,4m

Funcionamento das bombas automático e alternado, comandado por chaves magnéticas


conjugadas com chaves de bóia – dispositivo de alarme – caso de falhas
18/05/2016 76
Sistemas de ventilação

Classificação

Sistema de coluna única

18/05/2016 77
Sistemas de ventilação

Classificação

Sistema modificado com


uma coluna e um tubo de
queda ventilado

18/05/2016 78
Sistemas de ventilação

Classificação

Sistema com ventilação


secundária

18/05/2016 79
Sistemas de ventilação

Importância da ventilação dos desconectores

 Verifica-se que todo desconector deve ser ventilado, para evitar que o
acúmulo de gases à jusante, no interior da canalização de esgoto primário,
possa produzir uma pressão superior à do fecho hídrico;
 A ventilação dos desconectores evita também o rompimento do fecho hídrico
por sucção, que poderá ocorrer, caso a canalização de esgoto primário
funcione como conduto forçado, mesmo que por um breve momento.
18/05/2016 80
Sistemas de ventilação

Importância da ventilação dos desconectores

AUTOSSIFONAMENTO: sifonamento que ocorre devido à própria


descarga do aparelho sanitário. Ocorre quando o ramal de descarga é
muito comprido e de seção muito pequena, chegando a encher
completamente a canalização horizontal, antes de atingir o tubo de queda,
e a canalização passa então a trabalhar sobre pressão, produzindo
condições para que haja aspiração da última quantidade de água
descarregada, que deveria formar o fecho hídrico no sifão.

18/05/2016 81
Sistemas de ventilação

Importância da ventilação dos desconectores

SIFONAGEM INDUZIDA (+): durante a queda da água descarregada


pela bacia sanitária, comprime o ar situado abaixo, este exerce pressão
sobre as colunas que estão nos sifões abaixo. Caso não houvesse a
possibilidade de saída, o ar comprimido tenderia a romper o fecho hídrico
através do fenômeno denominado sifonamento por compressão, o que
possibilitaria a entrada dos gases das canalizações para o interior dos
compartimentos sanitários. A presença de ramais de ventilação, ligados à
coluna de ventilação evita tal fato;

SIFONAGEM INDUZIDA (-): é o fenômeno oposto, já que ao descer,


a coluna líquida tende a provocar o vácuo parcial, na parte superior da
canalização. O prolongamento do tubo de queda até a cobertura, diminui
a possibilidade de ocorrência desse fenômeno.

18/05/2016 82
Sistemas de ventilação

Importância da ventilação dos desconectores

18/05/2016 83
Sistemas de ventilação

Importância da ventilação dos desconectores


 A norma brasileira faz várias recomendações merecendo destaque:

◦ as pias de copa e de cozinha devem ser dotadas de sifões mesmo


quando forem ligadas à caixas retentoras de gordura;

◦ não devem ser usados sifões, ralos sifonados ou caixa sifonadas


cujo fecho hídrico dependa da ação de partes móveis ou de
divisões internas removíveis que, em caso de defeito, possam
deixar passar gases;

◦ todo desconector deve satisfazer às seguintes condições:


 Apresentar fecho hídrico com altura mínima de 50 mm;
 Apresentar orifício de saída com diâmetro igual ou maior ao do
ramal de descarga a ele ligado;
 devem ser munidos de bujões com rosca na parte inferior ou de
qualquer outro meio para fácil limpeza e inspeção.
18/05/2016 84
Sistemas de ventilação

Importância da ventilação dos desconectores

 De maneira geral, utiliza-se sifão sanitário individual apenas


em mictórios, bacias sanitárias, pias de cozinha, pias de
despejo e tanques de lavar.

 O tipo de instalação, mais comumente utilizado, consiste na


ligação dos ramais de descarga de lavatórios, banheiras, bidês
e ralos (de boxes de chuveiros, ou de coleta de água de pisos),
a caixas sifonadas.

 Dessa maneira, o ramal de esgoto do efluente da caixa


sifonada seria uma canalização primária, enquanto que os
ramais de descarga seriam canalizações secundárias.

18/05/2016 85
Sistemas de ventilação

Tubulação de ventilação

 A rede de ventilação é constituída por canalizações que se


iniciam próximas aos sifões e que terminam abertas ao
exterior, possibilitando, assim, a veiculação de ar e gases pelas
mesmas.

 Constituem estas canalizações:

◦ Tubulação de ventilação primária.

◦ Tubulação de ventilação secundária: ramal de ventilação,


colunas de ventilação, barrilete de ventilação, etc.

18/05/2016 86
Sistemas de ventilação

Tubulação de ventilação

Ventilação primária: ar que escoa pelo núcleo do tubo de queda, o


qual é prolongado até a atmosfera.

Ventilação secundária: ar que escoa pelo interior de colunas, ramais


ou barriletes de ventilação, por tubulação prolongada até a cobertura,
ou então pela utilização de dispositivos de admissão de ar.

Toda tubulação de ventilação deve ser instalada com aclive mínimo de 1%,
de modo que qualquer líquido que porventura nela venha a ingressar
possa escoar totalmente por gravidade para dentro do ramal de
descarga ou de esgoto em que o tubo ventilador tenha origem.

18/05/2016 87
Sistemas de ventilação

Ventilação Primária
Usar somente se satisfizer as condições de suficiência de ventilação primária
(anexo C – NBR8160/1999), caso contrário, ventilação primária + secundária

Prolongamento do tubo de queda acima da cobertura.

18/05/2016 88
Sistemas de ventilação

Ventilação primária + secundária


Secundária: ramais e colunas de ventilação que interligam os ramais de
descarga ou esgoto à ventilação primária ou que são prolongados acima da
cobertura, ou então, se utiliza dispositivos para a admissão de ar.

Ramais e colunas de
ventilação

A distância entre a
saída do aparelho
sanitário e a inserção
do ramal de ventilação
deve ser igual a no
mínimo duas vezes o
diâmetro do ramal de
descarga (VS) ou
esgoto (Caixa Sif).
18/05/2016 89
Sistemas de ventilação

Ventilação primária + secundária

Dispositivo de admissão de ar

18/05/2016 90
Sistemas de ventilação

Ventilação primária + secundária


Dispositivo de admissão de ar

Diafragma interno móvel, quando a pressão é negativa no interior da


tubulação permite o ingresso de ar até que as oscilações de pressão
sejam equilibradas.
18/05/2016 91
Sistemas de ventilação

Ligação da CV aos demais componentes do sistema (TQ)


Tubulação vertical ligada por meio de junção a 45º.
Tubulação horizontal executada acima do eixo da tubulação elevando o
tubo ventilador a uma distância de 15 cm (ou mais) do nível de
transbordamento do mais elevado dos aparelhos sanitários por ele
ventilado.

0,15 m

18/05/2016 92
Sistemas de ventilação

Ligação da CV ao subcoletor e TQ

Extremidade inferior da coluna de


ventilação ligada a um subcoletor ou a
um TQ, em ponto abaixo da ligação do
primeiro ramal de esgoto ou de
descarga.

18/05/2016 93
Sistemas de ventilação

Desvio de Tubo de Queda (> 45°)

Considerar como 2
tubos de queda: desvio
dois sistemas de
ventilação.

18/05/2016 94
Sistemas de ventilação

Desvio de Tubo de Queda (> 45°)

Acompanhar com a
coluna de ventilação
o desvio do tubo de
queda.

18/05/2016 95
Sistemas de ventilação

Ligação de ramal de ventilação quando da impossibilidade de


ventilação do ramal de descarga da bacia sanitária.

Ventilação imediatamente
abaixo da ligação do
ramal da bacia sanitária

18/05/2016 96
Sistemas de ventilação

Dispensa de ventilação em ramal de bacia sanitária com menos de 2,40 m –


desde que o tubo de queda receba, do mesmo pavimento, imediatamente abaixo,
outros ramais de esgoto ou de descarga devidamente ventilados.

18/05/2016 97
Sistemas de ventilação

Ventilação em circuito
Bacias sanitárias instaladas em bateria
• Tubo ventilador de circuito ligando a CV ao ramal de esgoto entre a última
e penúltima bacia
• Instalar tubo suplementar a cada grupo de no máximo 8 bacias sanitárias
contadas a partir da mais próxima ao TQ

18/05/2016 98
Traçado das instalações de esgoto e ventilação

O traçado das instalações é, basicamente, um estudo


geométrico, estabelecendo-se as seguintes regras:

 Localização do tubo de queda: o tubo de queda deverá


ser embutido em parede e situado próximo a projeção de
pilar ou parede do térreo.

 Ligação de saída da bacia sanitária com o tubo de


queda: essa ligação deve ser a mais direta possível,
provendo-se a necessidade eventual da colocação de
junções para permitir a ligação da caixa sifonada ao ramal
de esgotos;

18/05/2016 99
Traçado das instalações de esgoto e ventilação

 Localização da caixa sifonada e ligação ao ramal de esgoto:

 caixa sifonada com grelha: deve-se levar em conta aspectos estéticos,


já que o piso deverá apresentar declividade favorável ao escoamento
das águas para a caixa;

 caixa sifonada com tampa cega: admite-se sua localização em qualquer


local do compartimento sanitário.

 Ligação dos ramais de descarga à caixa sifonada: esta normalmente


admite a ligação de até sete ramais de descarga;

 Ligação do ramal de ventilação: todo sifão deve ser ventilado, então a


distância entre o ramal de ventilação e o sifão não deve ultrapassar certas
distâncias, dependendo do diâmetro do ramal de descarga ou esgoto
(fornecida pela NBR 8160/99).

18/05/2016 100
Dimensionamento de IPES

A estimativa das descargas está associada ao número de


aparelhos sanitários ligados à canalizações.

A norma NBR-8160 fixa os valores destas unidades para os


aparelhos mais comumente utilizados.

O dimensionamento de uma IPES pode ser feito através do:

Método das Unidades de Hunter de Contribuição (UHC)

Método hidráulico

18/05/2016 101
Dimensionamento de IPES (UHC)

Método das unidades de Hunter de contribuição (UHC)

Hunter, R.B. (1923!!). Considerando o


tempo de uso do aparelho e o tempo
decorrido entre duas utilizações, estima
a vazão de projeto em forma
probabilística.

Define gráficos que relacionam as vazões


de projeto a uma Unidade de Hunter de
Contribuição (UHC – fixture unit) que
foi adotada arbitrariamente igual a 7,5
gpm (28,4 l/min) representando a
descarga de um lavatório e sendo um
número fácil de lembrar (1 pe3/min).

Ao mesmo tempo, estima relação entre


UHC e diâmetros das tubulações
18/05/2016 102
Dimensionamento de IPES (UHC)

Critérios
Tubo de queda –
Tab 6

Coluna de
ventilação –
Ramal de Esgoto Tab 2
– Tab 5
Ramal de descarga –
Tab. 3 e Tab. 4

Ramal de Esgoto – Tab 5

Ramal de Ventilação –
Tab 1 e Tab 8

18/05/2016 103
Dimensionamento de IPES (UHC)

Lavatório Enchimento

Bidê
Box

Vaso
Sanitário

Pilar

18/05/2016 104
Dimensionamento de IPES (UHC)

Lavatório Enchimento

Bidê
Box
Tubo de
Vaso Queda
Sanitário

Pilar

18/05/2016 105
Dimensionamento de IPES (UHC)

Lavatório Enchimento

Caixa
Sifonada

Bidê
Box
Tubo de
Vaso Queda
Sanitário

Pilar

18/05/2016 106
Dimensionamento de IPES (UHC)

Lavatório Enchimento

Caixa
Sifonada

Ralo Seco
Bidê
Box
Tubo de
Vaso Queda
Sanitário

Pilar

18/05/2016 107
Dimensionamento de IPES (UHC)

Lavatório Enchimento

Tubo de
Ventilação

Caixa
Sifonada
Ralo Seco
Bidê
Box
Tubo de
Vaso Queda
Sanitário

Pilar

18/05/2016 108
Dimensionamento de IPES (UHC)

Ramal de descarga e ramal de esgoto

Ramal de descarga  DN ver Tabela 3 e Tabela 4 da NBR 8160/99.

Ramal de esgoto  DN ver Tabela 5 da NBR 8160/99.

Todos os trechos horizontais previstos no sistema de coleta e


transporte de esgoto devem possibilitar o escoamento de efluentes
por gravidade, devendo, para isto, apresentar declividade
constante. Recomendam-se as seguintes declividades:

2% para DN  75 mm

1% para DN  100 mm

18/05/2016 109
Dimensionamento de IPES (UHC)

Ramal de descarga e ramal de esgoto

As mudanças de direção nos trechos horizontais devem ser


feitas com peças com ângulo central igual a 45º (curva ou
junção)

As mudanças de direção (horizontal para vertical ou vice versa)


podem ser feitas com peças com ângulo central igual a 90º

Diâmetro mínimo da tubulação 40 mm

18/05/2016 110
Dimensionamento de IPES (UHC)

Ramal de descarga
e ramal de esgoto

Tabela 3
Fonte: NBR 8160/99

18/05/2016 111
Dimensionamento de IPES (UHC)

Ramal de descarga e ramal de esgoto

Tabela 4
Fonte: NBR 8160/99

Para aparelhos não relacionados na Tabela 3

18/05/2016 112
Dimensionamento de IPES (UHC)

Ramal de descarga e ramal de esgoto

Tabela 5
Fonte: NBR 8160/99

18/05/2016 113
Dimensionamento de IPES (UHC)

Ramal de descarga e Bd - 1 UHC – DN 40


ramal de esgoto

 Dimensionamento –
Lv – 2UHC DN 40
1 UHC – DN
Lv - Ramais de 40
Esgoto: NBR
08160

Dn 75 Dn 50 Dn 50 Dn 40
8UHC 6UHC 4UHC 2UHC 2 UHC – DN 40

18/05/2016 114
Dimensionamento de IPES (UHC)
Tubos de queda
Dimensionados a partir da somatória de UHC de todos os aparelhos
contribuintes ao tubo de queda.

Sempre que possível, os tubos de queda, devem ser instalados em um único


alinhamento.

Desvios devem ser feitos com peças formando ângulo central igual ou
inferior a 90º, de preferência com curvas de raio longo ou duas curvas de
45º.

Edifícios de 2 ou + andares: Cuidados para evitar o retorno de espuma


(pias, tanques, máquinas de lavar) – não realizar ligações em regiões de
ocorrência de sobrepressões (figura a seguir).

Devem ser previstos tubos de queda especiais para pias de cozinha e


máquinas de lavar louças, providos de ventilação primária, os quais
devem descarregar em caixa de gordura coletiva.
18/05/2016 115
Dimensionamento de IPES (UHC)
Mudança de direção
Tubos de queda para impedir o retorno
de espuma

18/05/2016 116
Zonas de sobrepressão (40 f e 10 f)
Dimensionamento de IPES (UHC)

Tubos de queda

Visita
Declividade baixa > 45o obrigatória

Desvio vertical: a < 45o : mesmo DN


a > 45o : parte de cima com base nas UHC dos
aparelhos acima do desvio, parte horizontal como coletor e parte
abaixo do desvio com base nas UHC de todos os aparelhos que
descarregam no tubo de queda.
18/05/2016 117
Dimensionamento de IPES (UHC)

Tubos de queda

Quando existe pelo menos um tubo


ventilador primário, dispensa-se a
prolongação dos restantes tubos de
queda quando:

- o comprimento não exceda 1/4 da


altura total do prédio, medida na
vertical do referido tubo;
- não receba mais de 36 UHC;
- tenha a coluna de ventilação
prolongada até acima da cobertura ou
em conexão com outra existente,
respeitados os limites da tabela 2 da
norma (dimensionamento ventilação).

18/05/2016 118
Dimensionamento de IPES (UHC)

Tubos de queda

Tabela 6
Fonte: NBR 8160/99

Nota: o diâmetro do tubo de queda não deve ser menor que o de qualquer ramal
contribuinte.

18/05/2016 119
Dimensionamento de IPES (UHC)

Tubos de queda
1 pavimento
7 pavimentos

DN 75
DN 100

Dn 75 24 UHC
8UHC

Total 56 UHC (7 x 8UHC) Total 24 UHC (1 x 24UHC)


Não tem vaso sanitário ligado Tem vaso sanitário ligado=> DN100

18/05/2016 120
Dimensionamento de IPES (UHC)

Coletores e subcoletores

 Devem ser de preferência retilíneos;

 Os desvios devem ser feitos com peças com ângulo central igual
ou inferior a 45º, com elementos que permitam a inspeção;

 Escoamento por gravidade;

 Valores mínimos de declividade:

2% para DN  75
1% para DN  100

 Declividade máxima: 5%

18/05/2016 121
Dimensionamento de IPES (UHC)

Coletores e subcoletores

 No coletor predial não devem existir peças, com exceção para a


válvula de retenção de esgoto no caso que isto se justifique.

 Variação de diâmetro – uso de dispositivos de inspeção.

 Quando as tubulações forem aparentes, as interligações de ramais


de descarga, ramais de esgoto e subcoletores devem ser feitas
através de junções a 45°, com dispositivos de inspeção nos
trechos adjacentes. Quando as tubulações forem enterradas,
devem ser feitas através de caixa de inspeção ou poço de visita.

 Em prédios de mais de 2 andares, caixas de inspeção a pelo


menos 2m de distância dos tubos de queda que contribuem a ela.

 Profundidade máxima no passeio: 1m (Decreto 9369/88 DMAE)

18/05/2016 122
Dimensionamento de IPES (UHC)

Coletores e subcoletores

 O coletor predial e os subcoletores podem ser dimensionados pela


somatória das UHC conforme os valores da tabela 7 da NBR
8160/99. O coletor predial deve ter diâmetro nominal mínimo
DN 100.

 No dimensionamento do coletor predial e dos subcoletores em


prédios residenciais, deve ser considerado apenas o aparelho
de maior descarga de cada banheiro para a somatória do
número de UHC.

 Nos demais casos (cozinha ou area de serviço), devem ser


considerados todos os aparelhos contribuintes para o cálculo do
número de UHC.

18/05/2016 123
Dimensionamento de IPES (UHC)

Coletores e subcoletores

Tabela 7
Fonte: NBR 8160/99
18/05/2016 124
Dimensionamento de IPES (UHC)

Coletores e subcoletores Bs 6
Lv 1
Ch 2
Bd 1
Bs 6
∑UH 10
Lv 1 7 UHC 10 UHC C

∑UH 7
C
7 UHC 10 UHC SC: ∑UHC = 24
TQ: ∑UHC = 34 SC – DN 100

C – DN 100
TQ – DN 100

1% 2%
18/05/2016 125
Dimensionamento de IPES (UHC)

Ramais de ventilação

Tabela 8
Fonte: NBR 8160/99

18/05/2016 126
Dimensionamento de IPES (UHC)

Ramais de ventilação DN 40

DN 50

4 UHC a ventilar 8 UHC a ventilar


Com bacia sanitária Sem bacia sanitária

18/05/2016 127
Dimensionamento de IPES (UHC)

Distância máxima de um desconector a ramal de ventilação

Tabela 1
Fonte: NBR 8160/99

DN Ramal de esgoto = 50 mm

Distância máx. (D) = 1,20m

18/05/2016 128
Dimensionamento de IPES (UHC)

Coluna de ventilação

Diâmetro em função das UHC de


todos os aparelhos de contribuição
ao tubo de queda.

Inclui-se no comprimento da coluna


de ventilação, o trecho de tubo
ventilador primário entre o ponto
de inserção da coluna e a
extremidade aberta de dito tubo.

Tabela 2
Fonte: NBR 8160/99

18/05/2016 129
Dimensionamento de IPES (UHC)

Coluna de ventilação

Exemplo:

Edifício de 10 pavimentos

TQ: DN100; SUHC = 110

Comprimento CV = 33 m

CV: DN75

Tabela 2
Fonte: NBR 8160/99

18/05/2016 130
Dimensionamento de IPES (UHC)

Barrilete de ventilação

As UHC de cada trecho do barrilete é


a soma das unidades de todos os
tubos de queda servidos pelo
trecho.

O comprimento a considerar em
todos os trechos de barrilete é o
mais extenso, da base da coluna
de ventilação mais distante do
extremidade aberta do barrilete,
até essa extremidade.

Tabela 2
Fonte: NBR 8160/99

18/05/2016 131
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico

Baseado nas Teses de Doutorado de Graça (1985) e Gonçalves


(1986) e na Dissertação de Mestrado de Montenegro (1985).

Escoamento dos efluentes em regime permanente.

O dimensionamento é diferenciado:

Tubulações na “vertical”: tubo de queda.

Tubulações na “horizontal”: ramal de descarga, ramal do esgoto,


subcoletores e coletor predial.

18/05/2016 132
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico

Dimensionamento do Tubo de queda:

Equação de Manning
com I = 1

Velocidade terminal =
13 QTq/DTq

DTq = diâmetro do tubo de queda [m].


n = coeficiente de Manning (0,010 em plástico).
QTq = vazão de projeto do tubo de queda [litros / seg].
to = taxa de ocupação de água durante o escoamento no tubo de
queda, parâmetro adimensional.

18/05/2016 133
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico

Dimensionamento do Tubo de queda:

A taxa de ocupação de água durante o escoamento no tubo de


queda (to) é a fração da seção transversal do tubo de queda
respectivo ao anel de água.
Para manutenção do escoamento anular to < 1/3.

Se

Se = área da seção transversal da coroa circular


por onde escoa a água no tubo de queda.
STq = área da seção transversal do tubo de queda.
18/05/2016 134
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico

Dimensionamento do Tubo de queda:

Vazão de projeto (QTq):

n = número de tipos de aparelho sanitários no trecho considerado.


mi = número de aparelhos sanitários, do tipo i, a serem
considerados em uso simultâneo, para um dado fator de falha.
qi = vazão de contribuição do aparelho sanitário do tipo i.

18/05/2016 135
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico
Tabela para definição do qi

18/05/2016 136
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico

Dimensionamento do Tubo de queda:

Para definição do mi deve ser adotado:

Número total de aparelhos de um tipo.


Duração média da descarga.
Intervalo de tempo médio entre duas descargas sucessivas.
Fator de falha.

18/05/2016 137
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico
Tabelas para definição do mi

n de 1 a 50.

Intervalo entre descargas


de 5min a 60min.

Duração da descargas
de 10seg a 500seg

Fator de falha:
1%
2,5%
5%
18/05/2016 138
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico
Exemplo:

Fator falha 1%.

Intervalo de tempo médio


entre duas descarga igual
5 min

10 aparelhos de um
determinado tipo
instalados (n=10)

Duração da descarga
igual a 30 segundos.
18/05/2016 139
mi = 4
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico

Dimensionamento do Ramal de descarga e esgoto, subcoletores e


coletor predial:

Profundidade da água =
meia seção

Profundidade da água =
¾ do diâmetro

de = diâmetro do trecho [m].


n = coeficiente de Manning (0,010 em plástico).
Qe = vazão no trecho [litros / seg]. / I = declividade [m/m].
18/05/2016 140
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico

Dimensionamento do Ramal de descarga e esgoto, subcoletores e


coletor predial:

Vazão no ramal de descarga é igual à vazão do aparelho sanitário


a ele conectado (Qe = qi).

Vazão no ramal de esgoto:

Podem ser consideradas as mesmas tabelas do tubo de queda para


estimativa do mi.

No entanto, dado que são poucos aparelhos, considerando o uso


normal, a norma recomenda que o mi seja definido pelo
projetista.
18/05/2016 141
Dimensionamento de IPES (MH)

Método Hidráulico

Dimensionamento do Ramal de descarga e esgoto, subcoletores e


coletor predial:

Vazão do subcoletor é igual à obtida no Tubo de queda (Qe = QTq).

Vazão do coletor predial é igual à:

n = número de tipos de aparelho sanitários no trecho considerado.


mi = número de aparelhos sanitários, do tipo i, a serem
considerados em uso simultâneo, para um dado fator de falha.
qi = vazão de contribuição do aparelho sanitário do tipo i.
18/05/2016 142
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999


Para os ramais de esgoto e os ramais de descarga, deve ser observado
ainda:

 Lavatórios, banheiros, bidês, ralos, chuveiros e tanques lançam-se


em desconectores (sifões) e, depois, nas canalizações secundárias
ou primárias;

 Vasos e mictórios lançam-se nas canalizações primárias ou em suas


caixas de inspeção. Os mictórios só poderão ligar-se a caixas
sifonadas dotadas de tampas cega;

 Pias de despejo lançam-se nas caixas de gordura, depois nas


tubulações primárias;

 Máquinas de lavar roupa e/ou tanques, situados em pavimentos


superpostos, podem descarregar em tubos de queda individuais, que
se ligam a caixa sifonada colocada no pavimento térreo.

18/05/2016 143
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999


Pias de cozinha ligam-se a tubos de queda, que se lançam em caixas
de gordura e, em seguida, às canalizações primárias ou caixas de
inspeção. As caixas de gordura, conforme seja o número de
unidades coletadas, devem cumprir:

 Para 1 pia: poderá ser utilizada a caixa de gordura pequena.

 Até 2 cozinhas: a caixa de gordura será simples com volume de


mais de 30 litros.

 De 2 até 12 cozinhas: deverá ser usada caixa de gordura dupla


com volume de, no mínimo, 120 litros.

 Para mais de 12 cozinhas: o volume, em litro, da caixa de


gordura deverá ser:
V = 20 +2 x N (N = nº de pessoas servidas)

18/05/2016 144
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999

 Os ramais de descarga de vasos sanitários, caixas ou ralos sifonados,


caixas retentoras e sifões, devem ser ligados, sempre que possível,
diretamente a uma caixa de inspeção ou então a outra tubulação
primária perfeitamente inspecionável.

 Os ramais de descarga ou de esgoto, e aparelhos sanitários, caixas ou


ralos sifonados, caixas retentoras e sifões não podem ser ligados a
desvios de tubos de queda com declividade menor que 1% ou que
recebam efluentes de mais de quatro pavimentos superpostos.

 Nos casos em que forem ultrapassados os limites previstos no item


anterior, as ligações dos aparelhos situados no pavimento de desvio
devem ser feitas abaixo desse desvio.

18/05/2016 145
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999: Tubo de queda

Para um adequado dimensionamento, além da utilização da Tabela 6,


devem ser seguidas as seguintes recomendações:

 diâmetro mínimo para tubos que recebem despejos de vasos


sanitários é DN 100mm;
 Nas interligações de tubulações horizontais com verticais devem ser
empregadas junções de 45 simples ou duplas, ou tê sanitário. A
NBR 8160 não permite que se utilize cruzetas sanitárias;
 Nenhum tubo de queda terá diâmetro inferior ao da maior tubulação
a ele ligada;
 Nenhum tubo de queda que recebe descargas de pias de cozinha ou
de despejo, deve ter diâmetro inferior a DN 75 mm, exceto em
prédios de até 2 pavimentos com o tubo de queda recebendo até 6
UHC, quando, então, o diâmetro poderá ser DN 50 mm;

18/05/2016 146
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999: Tubo de queda

 tubo de queda de gordura de pias deverá ser ventilado;

 Quando existirem, num mesmo edifício, banheiros contíguos,


situados um ao lado do outro, os ramais de esgoto de cada
banheiro, poderão ligar-se ao mesmo tubo de queda, o mesmo
acontecendo com os tubos de ventilação individual, que se ligam a
uma mesma coluna de ventilação;

18/05/2016 147
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999: Coletor e


sub-coletores

 O diâmetro mínimo do coletor predial deverá ser de 100 mm;

 Devem ser de preferência retilíneos e nos trechos em deflexão


impostas pela configuração de prédio ou de terreno, devem ser
colocadas caixas de inspeção ou peças de inspeção que permitam a
limpeza e desobstrução dos trechos adjacentes;

 O coletor predial e os sub-coletores devem ser construídos, sempre


que possível, na parte não edificada do terreno. Quando inevitável sua
construção em área edificada, devem ser tomados cuidados especiais
para proteção aos mesmos e que seja fácil a inspeção;

18/05/2016 148
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999: Coletor e


sub-coletores

 Nas mudanças de direção dos coletores em que não for possível


intercalar caixas de inspeção, devem ser usadas curvas de ângulo
central máximo igual a 90 de raio longo, preferencialmente de 45,
desde que se usem peças de inspeção para limpeza e desobstrução
dos trechos adjacentes.

 As variações de diâmetros dos coletores devem ser feitas mediante o


emprego de caixas de inspeção ou de peças especiais de ampliação
ou redução;

 Quando as tubulações não forem enterradas, devem ser usadas


junções a 45, com peças de inspeção nos trechos adjacentes, não
sendo permitido peças em (T) ou duplo (T).

18/05/2016 149
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999: Coletor e


sub-coletores

 No coletor predial ou sub-coletor não deve haver a inserção de


quaisquer dispositivos ou embaraços ao natural escoamento de
despejos tais como:

 sifões;
 fundo de caixas de inspeção de cota inferior à do perfil do coletor
predial ou sub-coletor;
 bolsas de tubulações dentro de caixas de inspeção, etc;.

 Quando as tubulações forem enterradas, as interligações de ramais


de descarga, ramais de esgoto e sub-coletores devem ser feitas
através de caixa de inspeção ou poço de visita;

18/05/2016 150
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999: Ventilação

 Em prédios de um só pavimento deve existir pelo menos um tubo


ventilador de DN 100, ligado diretamente à caixa de inspeção ou em
junção ao coletor predial, subcoletor ou ramal de descarga de um
vaso sanitário e prolongado até acima da cobertura desse prédio;

 Em prédios de dois ou mais pavimentos, os tubos de queda devem


ser prolongados até acima da cobertura, sendo todos os
desconectores (vasos sanitário, sifões e caixas sifonadas) providos
de ventiladores, individuais ligados à coluna de ventilação, de acordo
com as prescrições apresentadas em seus itens específicos;

 Toda tubulação de ventilação deve ser instalada de modo que


qualquer líquido que porventura nela venha a ter ingresso possa
escoar-se completamente por gravidade, para dentro do tubo de
queda, ramal de descarga ou desconector em que o ventilador tenha
origem;

18/05/2016 151
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999: Ventilação

 Toda coluna de ventilação deve ter:

 Diâmetro uniforme;

 Extremidade inferior ligada a um subcoletor ou a um tubo de


queda, em ponto situado abaixo da ligação do primeiro ramal de
esgoto ou de descarga, ou neste ramal de esgoto ou de descarga;

 Extremidade superior situada acima da cobertura do edifício, ou


ligada a um tubo ventilador primário a 15 cm, ou mais, acima do
nível de transbordamento da água do mais elevado aparelho
sanitário por ele servido.

18/05/2016 152
Dimensionamento de IPES

Outras recomendações da NBR 8160/1999: Ventilação

 É dispensada a ventilação do ramal de descarga de um vaso sanitário


auto-sifonado ligado através de ramal exclusivo a um tubo de queda a
uma distância máxima de 2,40 m, desde que esse tubo de queda receba,
no mesmo pavimento, imediatamente abaixo, outros ramais de esgoto ou
de descarga devidamente ventilados;

 Consideram-se ventilados os desconectores das caixas retentoras e das


caixas sifonadas quando instaladas em pavimento térreo e ligadas
diretamente a um subcoletor devidamente ventilado;

 A extremidade superior dos ramais de ventilação deve ser ligada a um


tubo ventilador primário, a uma coluna de ventilação ou a outro ramal de
ventilação, sempre a 15 cm, ou mais, acima do nível de transbordamento
da água do mais alto dos aparelhos servidos. A extremidade inferior pode
ser ligada ao orifício de ventilação do desconector, a uma distância da
soleira do vertedor de descarga do mesmo, não inferior ao dobro do seu
diâmetro;
18/05/2016 153
Simbologia em IPES

18/05/2016 154
Reuso de águas cinzas

Águas servidas

Águas cinzas são aquelas provenientes


do chuveiro, banheira, lavatório de
banheiro e máquina de lavar roupas.
Essas águas são ricas em sabão, sólidos
suspensos e matéria orgânica e podem
possuir pequenas quantidades de
bactérias.

18/05/2016 155
Reuso de águas cinzas

Principais conceitos envolvidos

18/05/2016 156
Reuso de águas cinzas

Uso das águas em edificações


Embora varie de edificação em edificação, a distribuição do consumo
de água tem, tipicamente, as características apresentadas a seguir:

18/05/2016 157
Reuso de águas cinzas

Uso das águas em edificações

No caso do chuveiro essa percentagem pode ainda aumentar!!

18/05/2016 158
Reuso de águas cinzas

Diretrizes da NBR 13969 (item 5.6)


Define os usos que pode ser dada a água de reuso: fins que exigem
qualidade da água não potável, mas sanitariamente segura, tais
como:

Irrigação dos jardins;


lavagem dos pisos e veículos;
manutenção paisagística dos lagos e canais com água;
vasos sanitários;
irrigação de campos agrícolas.

O tipo de reuso pode abranger desde simples recirculação de água


de enxágüe de máquina de lavagem, com ou sem tratamento, aos
vasos sanitários, até uma remoção em alto nível de poluentes
para lavagens de carros.

18/05/2016 159
Reuso de águas cinzas

Diretrizes da NBR 13969 (item 5.6)

O reuso local de águas cinzas deve ser planejado de modo a permitir


seu uso seguro e racional para minimizar o custo de implantação e
de operação.
Assim, devem ser definidos:

Usos previstos para esgoto tratado;


volume de esgoto a ser utilizado;
grau de tratamento necessário;
sistema de reservação e de distribuição;
manual de operação e treinamento dos responsáveis.

18/05/2016 160
Reuso de águas cinzas

Exigências mínimas para o uso de águas cinzas (ANA)

18/05/2016 161
Reuso de águas cinzas

Exigências mínimas para o uso de águas cinzas (ANA)

18/05/2016 162
Reuso de águas cinzas

Classes de água para reuso

Definidas em função do uso e de características de qualidade da


água a serem atendidas para que possam ser incluídas em cada
classe.

18/05/2016 163
Reuso de águas cinzas

Classes de água para reuso

Classe 1: usadas em descarga de bacias sanitárias, lavagem de


pisos e fins ornamentais (chafarizes, espelhos de água etc.) e
lavagem de roupas e de veículos.

Classe 2: usadas em lavagem de agregados, preparação de


concreto, compactação do solo e controle de poeira.

Classe 3: irrigação de áreas verdes e rego de jardins.

Classe 4: O uso preponderante para esta classe é no resfriamento


de equipamentos de ar condicionado (torres de resfriamento).

18/05/2016 164
Reuso de águas cinzas

Sistema de reuso

Principais componentes de um sistema de reuso de águas cinzas:

18/05/2016 165
Reuso de águas cinzas

Sistema de reuso

Exemplo de sistema de reuso atendendo vasos sanitários e torneiras


de jardins.

18/05/2016 166
Reuso de águas cinzas

Etapas do dimensionamento

Pontos de coleta de águas cinzas e pontos de uso;


Determinação de vazões disponíveis;
Dimensionamento do sistema de coleta e transporte das águas
cinzas brutas;
Determinação do volume de água a ser armazenado;
Estabelecimento dos usos das águas cinzas tratadas;
Definição dos parâmetros de qualidade da água em função dos
usos estabelecidos;
Tratamento da água;
Dimensionamento do sistema de distribuição de água tratada
aos pontos de consumo.

18/05/2016 167
Reuso de águas cinzas

Principais vantagens

Economia gerada pela redução do consumo de água potável

Economia criada pela redução de efluentes gerados

Conseqüente economia de outros insumos como energia e


produtos químicos;

Aumento da disponibilidade de água proporcionando, no caso


das indústrias, por exemplo, aumento de produção sem
incremento de custos de captação e tratamento.

18/05/2016 168
Reuso de águas cinzas

Principais aspectos a serem cuidados


Fazer análise da qualidade de água para identificar as reais características
da água cinza produzida no local.
Estudo de alternativas para a estimativa correta da quantidade de água
gerada (oferta) e a quantidade de água destinada às atividades de fim
(demanda).
Estudo econômico mostrando a viabilidade do sistema. Pode ainda ser
analisado em conjunto com o sistema de reaproveitamento de águas
de chuva.
O prédio se torna um produtor de água, e como tal deve assegurar o seu
correto uso e é responsável pela gestão qualitativa e quantitativa
desse insumo.
O sistema hidráulico deve ser independente e identificado.
As torneiras de água não potável devem ser de acesso restrito.
Equipes de pessoas devem ser capacitadas.
Todo o sistema de reservação e distribuição deve ser claramente
identificado.

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Final do capítulo 5, vamos para a IPAP !!

Disciplina
Instalações Hidrossanitárias – IPH 209

Prof. Juan Martín Bravo

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