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Liderança e Gestão das Instituições Instituto da Segurança Social, I.P. Nome do Serviço DDSP/UIJ/NATTAI
Liderança e Gestão
das Instituições
Instituto da Segurança Social,
I.P.
Nome do Serviço
DDSP/UIJ/NATTAI
Liderança e Gestão das Instituições 1.º Dia: Caraterização do acolhimento institucional Princípios de
Liderança e Gestão das Instituições
1.º Dia:
Caraterização do acolhimento institucional
Princípios de atuação
2.º e 3.º Dia:
Identidade Organizacional
Missão
Visão
Teoria Organizacional
Responsabilidade Individual
Liderança
Gestor versus Líder
Gestão Estratégica
2
Auto – conhecimento DINÂMICA DE GRUPO Auto-conhecimento, simploriamente, é o conhecimento de si mesmo. Conhece-te
Auto – conhecimento
DINÂMICA DE GRUPO
Auto-conhecimento, simploriamente, é o conhecimento de si mesmo.
Conhece-te
a
ti
mesmo
(oráculo
de
Delfos
que
tanto
influenciou
Sócrates)
Para conhecer-se a si mesmo, o sujeito precisa refletir, e interpretar a si
mesmo.
A Criança A criança é, pelo simples facto de ser pessoa, revestida A criança de
A Criança
A criança é, pelo simples facto
de ser pessoa, revestida A criança de é, pelo simples facto
dignidade humana. de ser pessoa, revestida de
dignidade humana.
LABORINHO LÚCIO
LABORINHO LÚCIO
A Criança Os Direitos da Criança são Direitos Humanos Têm as características próprias das várias
A Criança
Os Direitos da Criança são Direitos Humanos
Têm as características próprias das várias fases de desenvolvimento até ser
atingida a idade adulta
MAS, só começaram a ser reconhecidos e proclamados em meados do século
XX.
Até aí, as crianças e jovens :
eram olhados pela sociedade como seres inferiores, sem quaisquer direitos
eram tratados como objeto de direitos dos pais, pertença destes
tinham a mesma dignidade que as coisas
Mary Ellen, de 9 anos de idade, em 1874 foi encontrada em casa, amarrada, subnutrida e vitima de maus
tratos físicos… o seu caso foi resolvido pela Associação Americana para a Prevenção da Crueldade
contra os Animais
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A Criança Declaração Universal dos Direitos do Homem Adotada em 1948, pela Assembleia Geral das
A Criança
Declaração Universal dos Direitos do Homem
Adotada em 1948, pela Assembleia Geral das Nações Unidas
Primeiro instrumento internacional que consagra não só direitos civis e
políticos, como de natureza económica, social e cultural, de que são titulares
todos os seres humanos, aqui se incluindo as crianças.
Artigo 25º, n.º 2
«a maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais.
Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio, gozam da mesma
proteção social».
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A Criança Declaração dos Direitos da Criança Aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a
A Criança
Declaração dos Direitos da Criança
Aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 20 de Novembro de 1959
«A criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade de
uma proteção e cuidados especiais, nomeadamente, de proteção jurídica adequada, tanto
antes, como depois do nascimento».
«A criança deve beneficiar de proteção especial a fim de se poder desenvolver de maneira
sã e normal no plano físico, intelectual, moral, espiritual e social, em condição de liberdade e
dignidade, e, na adoção de leis para este fim, o interesse superior da criança deve ser a
consideração determinante».
A ênfase dada pelos instrumentos da primeira metade do século XX à necessidade de
proteção e cuidados especiais por parte da criança sofreu ligeiro desvio com a consagração,
ao nível dos direitos civis da criança, do direito a um nome e a uma nacionalidade.
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A Criança Convenção Sobre os Direitos da Criança (CDC) Aprovada pela Assembleia Geral das Nações
A Criança
Convenção Sobre os Direitos da Criança (CDC)
Aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, feita em Nova Iorque a 26 de Novembro de 1989.
Ratificada por Portugal em 10 de Agosto de 1990 e publicada no D.R. de 12 de Setembro de 1990
Primeiro instrumento jurídico internacional de carácter vinculativo para os estados
signatários
Consagra e defende, universalmente, quer a criança como sujeito autónomo de
direitos, quer o valioso e insubstituível papel da família na vida de cada um
Preâmbulo:
“a família, elemento natural e fundamental da sociedade e meio natural para o
crescimento e bem-estar de todos os seus membros, e em particular das crianças,
deve receber a proteção e assistência necessárias para desempenhar plenamente
o seu papel na comunidade”.
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4/20
A Criança CDC (cont) Artigo 9.º, n.1 “A garantia de que a criança não é
A Criança
CDC (cont)
Artigo 9.º, n.1
“A garantia de que a criança não é separada dos seus pais, salvo se essa separação for
necessária, no interesse superior daquela, no caso, por exemplo, de ser maltratada pelos
mesmos”
Artigo 9.º, n.º 2
“O direito da criança, separada de um ou de ambos os pais de manter regularmente relações
pessoais e contactos diretos com os dois”
Artigo 18.º, n.º 1
O princípio segundo o qual ambos os pais têm uma responsabilidade comum na educação e
no desenvolvimento da criança, cabendo primacialmente aos mesmos e, sendo caso disso,
aos representantes legais, a responsabilidade de educar a criança e de assegurar o seu
desenvolvimento, devendo o interesse superior da criança constituir a sua preocupação
fundamental nessa tarefa
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4/20
Convenção Sobre os Direitos da Criança Aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, feita em
Convenção Sobre os Direitos da Criança
Aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas,
feita em Nova Iorque a 26 de Novembro de 1989.
Ratificada por Portugal em 10 de Agosto de 1990 e
publicada no D.R. de 12 de Setembro de 1990.
Viragem na concepção dos direitos da criança, ao
reconhecê-la como sujeito autónomo de direitos e ao
encarar a família como suporte afectivo, educacional e
socializador essencial.
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de
A Criança Constituição da República Portuguesa 2 de Abril de 1976 Determina que : Artigo
A Criança
Constituição da República Portuguesa
2 de Abril de 1976
Determina que :
Artigo 67.º
“a família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à proteção da mesma e do
Estado e à efetivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus
membros”
Artigo 36.º, n.º 6
“os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos, gozando os cônjuges
de iguais direitos e deveres; os filhos não podem ser separados dos pais, salvo quando
estes não cumpram os seus deveres fundamentais para com eles e sempre mediante
decisão judicial”
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Lei de Proteção das Crianças e Jovens em Perigo Alguns Princípios Fundamentais INTERESSE SUPERIOR DA
Lei de Proteção das Crianças e Jovens em Perigo
Alguns Princípios Fundamentais
INTERESSE SUPERIOR DA CRIANÇA E DO JOVEM
A intervenção judiciária e não judiciária deve atender prioritariamente aos
interesses e direitos supremos da criança
PREVALÊNCIA DA FAMÍLIA E INVESTIMENTO NESSA CÉLULA NATURAL
Na promoção de direitos e na proteção da criança deve ser dada prevalência às
medidas que a integram na sua família ou noutra (adotiva/apadrinhamento
civil/tutela);
RESPEITO PELA RESPONSABILIDADE PARENTAL
A intervenção deve ser efetuada de modo a que os pais assumam os seus
deveres para com as suas crianças
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de
Ética e Deontologia Respeito pelos direitos e dignidade. Responsabilidade. Integridade. Competência.
Ética e Deontologia
Respeito pelos direitos e dignidade.
Responsabilidade.
Integridade.
Competência.
Confidencialidade.
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ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL Unidade de Emergência caso não seja encontrada alternativa institucional num curto espaço
ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL
Unidade de Emergência
caso não seja encontrada
alternativa institucional
num curto espaço de tempo
Centro de Acolhimento
Temporário
Lar de Infância e Juventude
Definição do
Projeto de vida
Definição do
Projeto de vida
Definição do
Projeto de vida
Autonomia
Família
Adopção
de vida
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PARA, COM e DAS CRIANÇAS/JOVENS
PARA, COM e DAS
CRIANÇAS/JOVENS
Contextos de Acolhimento residencial O Acolhimento residencial num contínuo do sistema de promoção, nos serviços
Contextos de Acolhimento
residencial
O Acolhimento residencial num contínuo do
sistema de promoção, nos serviços para
crianças em sede de proteção, numa
variedade de outros serviços.
(Abt Associates, 2008; James, Alemi & Zepeda, 2013)
Qualificação do Acolhimento Institucional Intervenção que se pretende promotora de mudança no sistema de
Qualificação do Acolhimento Institucional
Intervenção que se pretende promotora de mudança no sistema de
acolhimento em Lares de Infância e Juventude.
Duas características:
1 - Perspetiva do acolhimento como transitório (promotor dos seus direitos e
desenvolvimento bio-psico-social, elaboração e dinamização de projectos de vida, trabalho com as
famílias)
2 - Perspetiva do funcionamento e ambiente familiar dos Lares (Atenção
individualizada, promoção da inclusão, assegurar a qualidade do funcionamento e organização da
instituição e recursos humanos adequados e especializados)
Perspetivas As crianças/jovens em AR têm sido associadas, na generalidade, a maiores grau de perturbação,
Perspetivas
As crianças/jovens em AR têm sido associadas,
na generalidade, a maiores grau de
perturbação, com um largo espectro de
psicopatologia desenvolvimental
(Abt Associates, 2008)
Investigação tem indicado que o AR pode ser
efetivo na melhoria em múltiplos domínios do
funcionamento de crianças/jovens
(Bean, White & Lake, 2005; Bettmann & Jasperson, 2009; Hair, 2005;
James, 2011; Lee, Bright, Svoboda, Fakunmoju & Barth, 2011)
As necessidades humanas (Teoria clássica de Maslow e a hierarquia das necessidades)
As necessidades humanas
(Teoria clássica de Maslow e a hierarquia das necessidades)
As necessidades das crianças Diferenças intra-individuais Diferenças inter-individuais
As necessidades das crianças
Diferenças intra-individuais
Diferenças inter-individuais
Saúde mental na infância % Qualquer Perturbação 20,9 Pert. Humor 13,0 Pert. de Comportamento Disruptivo
Saúde mental na infância
%
Qualquer Perturbação
20,9
Pert. Humor
13,0
Pert. de Comportamento Disruptivo
10,3
Pert. Depressivas
6,2
Pert. Abuso de Substâncias
2,0
Crianças institucionalizadas -Perturbação de humor 91% -Hiperatividade e deficit de atenção / impulsividade: 91%
Crianças institucionalizadas
-Perturbação de humor 91%
-Hiperatividade e deficit de atenção / impulsividade: 91%
-Comportamento oposição/agressão: 90%
-Perturbação de stress pós-traumático: 84%
-Perturbações de ansiedade: 80%
-Perturbação do comportamento: 79%
-Dificuldades de aprendizagem: 79%
-Comportamentos aditivos (álcool e drogas): 70%
-Perturbações psicóticas: 63%
-Perturbações da comunicação: 48%
-Perturbações do desenvolvimento: 40%
-Perturbações alimentares: 34%
-Perturbações do sono: 27%
-Problemas médicos e físicos: 25%
(NACBH & NAPHS, 2007)
Crianças institucionalizadas Numa meta análise de várias investigações das últimas três décadas, Johnson
Crianças institucionalizadas
Numa meta análise de várias investigações das
últimas três décadas, Johnson (2000), aponta:
Atrasos
no
desenvolvimento
físico,
psicomotor
e
intelectual;
Perturbações ao nível da vinculação;
Problemas graves de comportamento e emocionais.
Crianças institucionalizadas – Portugal -Tendência depressiva -Elevados níveis de desestruturação -Manifestam
Crianças institucionalizadas – Portugal
-Tendência depressiva
-Elevados níveis de desestruturação
-Manifestam condutas agressivas
-A violência como meio de comunicação do sofrimento
-A delinquência
(Marques, 2006; Biscaia & Negrão, 1999)
Crianças institucionalizadas – Portugal Estudo da FPCEUC (Alberto, 2002), N=30 (10-16 anos), níveis médios de
Crianças institucionalizadas – Portugal
Estudo da FPCEUC (Alberto, 2002), N=30 (10-16 anos), níveis
médios de ansiedade, depressão; os temas das histórias versavam
sobre separações, encontros e reencontros familiares, tristeza e
ansiedade; índices reduzidos auto-estima, discursos de auto-
culpabilização e sentimentos de incompetência.
Os dados CASA dos últimos anos apontam para problemas
comportamento, problemas de saúde mental e comportamentos
aditivos.
CARACTERIZAÇÃO DO ACOLHIMENTO RESIDENCIAL Fonte: CASA Evolução do número de crianças e jovens acolhidas 14.000
CARACTERIZAÇÃO DO ACOLHIMENTO RESIDENCIAL Fonte: CASA
Evolução do número de crianças e jovens acolhidas
14.000
12.000
10.000
8.000
6.000
4.000
2.000
0
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
Crianças em acolhimento no ano
12.245
11.362
9.956
9.563
9.136
8.938
8.557
8.445
27
15
de
MOBILIDADE Fonte: CASA 2013 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 2006
MOBILIDADE
Fonte: CASA 2013
4.500
4.000
3.500
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
0
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
Entradas
2.111
2.242
2.155
2.187
1.945
2.112
2.289
2.253
Saídas
2.771
3.017
3.954
3.016
2.889
2.634
2.590
2.506
28
15
de
Idade das crianças e jovens em situação de acolhimento Fonte: CASA, 2013 15 de
Idade das crianças e jovens em situação de acolhimento
Fonte: CASA, 2013
15
de
Características particulares Fonte: CASA 2013 23 Suspeita de prostituição 31 Toxicodependência 96 Deficiência
Características particulares
Fonte: CASA 2013
23
Suspeita de prostituição
31
Toxicodependência
96
Deficiência fisica
163
Doença física
219
Problemas de saúde mental
273
Consumos esporádicos
289
Deficiência mental
400
Debilidade mental
1428
Problemas de comportamento
15
de
O perfil das crianças… O perfil da criança perturbada por problemas emocionais e sofrimento psíquico
O perfil das crianças…
O perfil da criança perturbada por problemas
emocionais e sofrimento psíquico
A maioria das crianças tem um denominador comum – a sua
perturbação emocional
Embora os detalhes dos seus percursos de vida sejam diferentes,
partilham percursos individuais tristes e traiçoeiros ao longo da sua
vida
31
15
de
O seu sofrimento Sofrimento psíquico e emocional Dificuldades graves e disrupções na relação parental desde
O seu sofrimento
Sofrimento psíquico e emocional
Dificuldades graves e disrupções na relação parental desde muito cedo;
Baixa qualidade de vida e de cuidados junto da família;
Níveis graves de doença mental/ mal estar psicológico dos pais;
Agressões físicas ou abusos sexuais por parte das pessoas que deveriam
cuidar deles;
Perturbações na escolaridade, muitas vezes desde o início
32
15
de
Consequências… Individualmente, têm tendência para não conseguirem pensar nas suas experiências e sentimentos,
Consequências…
Individualmente, têm tendência para não conseguirem pensar nas suas
experiências e sentimentos, reagindo com impulsividade;
Nas famílias, relacionavam-se de forma superficial, não lhes sendo
possível ser contidos emocionalmente, com segurança;
Nas interações sociais, são muitas vezes incapazes de fazer parte de
um grupo, ou de que um grupo funcione sem a sua disrupção ativa;
Na escola têm uma baixa capacidade de concentração e dificuldades
em generalizar a partir do particular, bem como um pensamento
excessivamente concreto
33
Da institucionalização à reunificação, adopção, autonomia …
Da
institucionalização
à
reunificação,
adopção,
autonomia …
Síntese histórica, modelos e funções O Acolhimento institucional é uma medida com longa e importante
Síntese histórica, modelos e funções
O Acolhimento institucional é uma medida com longa e importante história na
proteção das crianças e jovens
Assiste-se a uma grande proeminência no séc. XIII, muito associado ao apoio às
crianças deficientes, mas caracterizando-se pela sua baixa qualidade de
atendimento;
Alarga-se também à proteção das crianças abandonadas e abusadas, focando,
essencialmente, as necessidades básicas (saúde, higiene e alimentação);
Uma função importante após as duas grandes Guerras Mundiais.
(e.g. Ribera, 1996)
Síntese histórica, modelos e funções O Acolhimento institucional é uma medida com longa e importante
Síntese histórica, modelos e funções
O Acolhimento institucional é uma medida com longa e importante história na
proteção das crianças e jovens
Resposta de caráter único e universal;
Resposta predominante;
Resultando num acolhimento por tempo indeterminado, em muitas ocasiões durante
toda a infância e adolescência, baseando-se na premissa que neste contexto
estariam assegurados melhores cuidados do que no contexto da sua família;
Sendo que o perfil destas famílias estava, fundamentalmente, associado a
carências socioeconómicas e não tanto associado a questões de abuso/negligência
e de comportamentos disruptivos ;
Suprir as necessidades mais elementares em substituição do ambiente familiar
deficitário.
(e.g. Alberto, 2002; Del Valle, 2008)
Síntese histórica, modelos e funções A institucionalização consegue garantir a segurança e a subsistência
Síntese histórica, modelos e funções
A institucionalização consegue garantir a segurança e a subsistência fisiológica, mas fica bastante
aquém nas reais condições para proporcionar às crianças as vinculações e os suportes necessários
ao seu desenvolvimento psicossocial;
Impossibilidade de oferecer uma figura de referência, de proteção e de vinculação, o que constitui
uma lacuna grave e com forte impacto negativo no desenvolvimento futuro da criança;
Quanto maior é o período de institucionalização e quanto mais nova for a criança, maior é o impacto
negativo;
Crianças institucionalizadas até aos primeiros 6 meses de vida vão ter um atraso no seu
desenvolvimento a longo prazo;
As
crianças
e
jovens
institucionalizados tendem a desenvolver padrões comportamentais
problemáticos;
Os jovens saem aos 18 anos com fracas competências para se inserirem socialmente, sem projeto
formativo ou profissional e, por vezes, sem qualquer rede de suporte à sua inserção psicossocial;
Perceção negativa, por parte das crianças/jovens, com medida de acolhimento institucional;
Desgaste e burnout dos funcionários. Ausência de Equipa Técnica multidisciplinar.
(Entre outros: Alberto, 1999; Browne, et al, 2005; Carneiro et al, 2005; Carvalho, 2000; Cóias, 1995; Formosinho et al, 2002; IDS, 2000;
Johnson, et al., 2006;Raymond, 1998; Strecht, 2002; Vilaverde, 2000)
Refletir sobre o impacto da Institucionalização Necessidade de considerar: - Os fundamentos, as possibilidades e
Refletir sobre o impacto da Institucionalização
Necessidade de considerar:
- Os fundamentos, as possibilidades e os limites subjacentes a esta política de
intervenção
- Reconhecer a diversidade das instituições, o seu tamanho, os seus objetivos, a
sua dinâmica interna, os seus recursos humanos e internos, os apoios e
suportes externos, etc.
- Mas também questionar sobre:
- Os sintomas manifestadas pelas crianças/jovens são fruto da institucionalização
ou estão associados às próprias vivências abusivas ?
- As características da institucionalização suscitam, promovem, minimizam estes
sintomas ?
(Alberto, 2002)
Modelos e funções (EUROARRCC,1998) (Del Valle, 2001) (Villar, Torres, Arias, Rosales, Valdaliso, 2008) Modelo
Modelos e funções
(EUROARRCC,1998) (Del Valle, 2001) (Villar, Torres, Arias, Rosales, Valdaliso, 2008)
Modelo Institucional
Modelo Familiar
Macro instituições. Caracterizando-se por centros
fechados, auto-suficientes, centrados nas
necessidades elementares. Acolhimentos
diversificados. Acolhimento por tempo
indeterminado, substitutos da família.
Micro
instituições.
Caráter
mais
familiar, com
educadores
de
referência.
Abertas
à
comunidade. Atendendo à individualidade.
Introdução da solução definitiva de tipo familiar.
Inicialmente, nos EUA “permanency planning”
(Mallucio et al., 1986) e, posteriormente, na
Europa.
Modelo Especializado
Emergência de novos perfis de menores/jovens. Associado a graves problemas de comportamento.
Implicam a especialização e atenção a determinadas necessidades.
TRANSIÇÃO PARA O MODELO RESIDENCIAL MACROINSTITUIÇÃO ACOLHIMENTO RESIDENCIAL -ACOLHIMENTO INDISCRIMINADO -FECHADA
TRANSIÇÃO PARA O MODELO RESIDENCIAL
MACROINSTITUIÇÃO
ACOLHIMENTO RESIDENCIAL
-ACOLHIMENTO INDISCRIMINADO
-FECHADA
-AUTOSUFICIENTE
-INSTRUÇÃO = EDUCAÇÃO
-NÃO PROFISSIONAL
-CUIDADOS BÁSICOS
-DIMENSÃO REDUZIDA
-SISTEMA DE SERVIÇO SOCIAL
-PROFISSIONALIZAÇÃO
-NORMALIZAÇÃO
-MODELO COMUNITÁRIO
-EDUCAÇÃO INTEGRAL
40
15 de abril de 2015
15 40
de
A Criança em Situação de Acolhimento Institucional Acolhimento preferencial de órfãos e situações de grande
A Criança em Situação de Acolhimento Institucional
Acolhimento preferencial de órfãos e situações de grande pobreza
Espaços físicos muito grandes, com lotações muito elevadas
Instituições fechadas
Profissionais muito pouco qualificados
A instrução e a monitorização confundem-se com a educação
Perspetiva assistencialista e caritativa
Intervenção muito limitada às necessidades básicas
Tempo de acolhimento muito prolongado
Pouco ou nenhum contacto com as famílias
15 de abril de 2015
41
Modelo Institucional
A Criança em Situação de Acolhimento Institucional (Residencial) Instituições de pequena dimensão ou organizadas
A Criança em Situação de Acolhimento Institucional
(Residencial)
Instituições de pequena dimensão ou organizadas por unidades residenciais
Número reduzido de crianças ou jovens
Portas
permanentemente
abertas
à
família,
sendo
estimulada
a
sua
participação
Profissionais qualificados e com formação multidisciplinar
Utilização dos recursos da comunidade
Educação integral para o desenvolvimento biopsicossocial
Normalização
Dinamização
dos
projetos
de
vida
(reunificação
familiar,
adoção/apadrinhamento civil/tutela, promoção da autonomia)
15 de abril de 2015
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Modelo Familiar
Contexto Europeu (EUROARRCC,1998) Significativa adaptação dos Lares de Infância e Juventude a estas novas
Contexto Europeu
(EUROARRCC,1998)
Significativa adaptação dos Lares de Infância e Juventude a estas novas
necessidades
Abandono do carácter único e universal;
Mudança de Resposta predominante para Resposta Especializada;
Acolhimento centrado na criança. Especificidades desenvolvimentais, comportamentais
e emocionais;
A necessidade de responder ao duplo trauma: do abandono e abuso;
Desenvolvimento de metodologias para um trabalho de qualidade;
Profissionalização do serviço, qualificação do pessoal técnico, educativo e de apoio;
Trabalho com as famílias;
Legislação regulamentar.
INSTITUIÇÕES DE ACOLHIMENTO 44 15 de
INSTITUIÇÕES DE ACOLHIMENTO
44
15
de
Instituições de acolhimento de crianças e jovens Princípios inerentes da intervenção F u n c
Instituições de acolhimento de crianças e jovens
Princípios inerentes da intervenção
F u n c i o n a m e n t o
E d u c a ç ã o
1. Garantir o bem-estar
físico e psicológico das
crianças/jovens.
1.Valorizar a recepão da
criança/jovem.
D i s c i p l i n a
2. Imprescindibilidade de
manter um ambiente
securizante e de afeto.
1. Clarificação de direitos
e deveres.
2. Obrigatoriedade de
ocupação plena da
criança/jovem.
3. Papel nuclear da equipa
técnica e educativa
2. Definir limites e
“balizas” à intervenção
disciplinar minimizando
3. Participação ativa da
criança/jovem e família
na intervenção
4. Criação e manutenção
de mecanismos de
comunicação entre a
equipa técnica e, entre
o pessoal técnico e as
crianças/ jovens.
a arbitrariedade.
4. Respeito pelos direitos e
liberdades pessoais da
criança/jovem
5. Modelação progressiva à
vida familiar e social
normal
45
45
Casas de Acolhimento de Crianças e Jovens Modelo Educativo Regulamento Interno • Integração Escolar •
Casas de Acolhimento de Crianças e Jovens
Modelo Educativo
Regulamento Interno
• Integração Escolar
• Formação Profissional
Regras de funcionamento
geral da instituição:
• Intervenção na família
• Pessoal
• Ocupação Tempos Livres
• Instalações
• Desporto
• Funcionamento/
Organização
PPP
Plano de Atividades
Instrumento de
planeamento da
intervenção específica a
desenvolver com cada
criança / jovem
Planeamento anual das
atividades a desenvolver,
adequadas ao perfil das
crianças / jovens
15 de abril de 2015
46 15
de
Definição O Acolhimento Institucional é uma Medida de Proteção destinada às crianças/jovens que não podem
Definição
O Acolhimento Institucional é uma Medida de Proteção destinada às
crianças/jovens que não podem permanecer no seu meio natural de vida.
Deverá assegurar uma adequada satisfação das necessidades de protecção,
educação e desenvolvimento.
Três características fundamentais:
-Carácter
instrumental
resultado,
projeto
de
vida,
centrado
na
noção
do
“permanency planning”
- Carácter “terapêutico” – estratégias reabilitadoras e terapêuticas; competências
pessoais, sociais e profissionais
- Carácter temporal – tempo determinado, mais curto espaço de tempo possível
A. Processo Planeamento e Ação PSEI PCI PII Projeto de vida: Avaliação Acolhimento diagnóstica Integração
A. Processo
Planeamento e
Ação
PSEI
PCI
PII
Projeto de vida:
Avaliação
Acolhimento
diagnóstica
Integração familiar
Adoção
Autonomia de vida
Adaptado Gomes (2010)
15 48
de
O Projecto de vida …. Define-se por um sistemático planeamento, orientado por objetivos, temporalmente programado,
O Projecto de vida ….
Define-se por um sistemático planeamento, orientado por objetivos, temporalmente programado, para com
as crianças no sistema de promoção e proteção, com vista a promover a sua estabilidade e
continuidade.
Baseado nas teorias da vinculação, com recurso na compreensão do desenvolvimento da criança e
formação da identidade.
Preconiza que a tomada de decisão deve ser individualizada, temporalmente e culturalmente apropriada. As
próprias crianças, família e técnicos/educadores (…) devem ser envolvidos neste planeamento.
Os profissionais/técnicos devem estar, devidamente, preparados para concretizar extensivas observações e
avaliações, com vista a servir o melhor interesse da criança quando toma decisões no âmbito do seu
projeto de vida.
(Tilbury & Osmond, 2006)
O Projeto de vida Decisões no mais curto espaço de tempo sobre objetivos de vida,
O Projeto de vida
Decisões no mais curto espaço de tempo sobre objetivos de vida, a curto e longo prazo, para
crianças em acolhimento institucional é crucial para a sua proteção e bem-estar.
Tais decisões devem ser, devidamente fundamentadas e teoricamente apoiadas, porque são
decisão cruciais/fundamentais podendo trazer consequências para as crianças, não só em
termos do seu bem-estar físico, mas também e termos do seu bem-estar social e
emocional, presente e futuro (Maluccio et al., 1994).
O racional subjacente é de uma intervenção efetiva que promova as aptidões/capacidades
parentais que permita a reunificação familiar. Caso não seja possível, devem-se considerar
outras alternativas de carácter permanente Adoção, autonomia de vida, confiança a
pessoa idónea……
Objetivos Prioridade das relações familiares Reunificação Trabalho educativo e Cooperação estreita com as
Objetivos
Prioridade das relações familiares
Reunificação
Trabalho educativo e Cooperação estreita com
as famílias
familiar
Responsabilidades partilhadas paulatinamente
Integração estável
em família
alternativa
Preparação da criança para o
acolhimento/adopção
Protocolo para inclusão na família
Competências pessoais e sociais
Independência
Autonomia de Vida
Competências de vida independente
Formação e Integração sócio laboral
Acompanhamento e programas de transição
O Projeto de vida Não existe evidência que uma opção seja universalmente melhor que as
O Projeto de vida
Não existe evidência que uma opção seja universalmente melhor que as outras; a melhor
opção depende das circunstâncias específicas da criança e família (Parkinson, 2003;
Thoburn, 2003; Balber & Delfabbro, 2005).
Normativos começam a indicar a Adoção como preferencial quando a reunificação não é
possível (Parkinson, 2003)
Contudo, não é só sobre ações instrumentais de que se trata. Mais importante, o projeto de
vida é sobre AFETOS, RELAÇÕES, IDENTIDADE, E SENTIDO DE PERTENÇA (Lathi,
1982; Fein & Malluccio, 1992; Brydon, 2004; Sanchez, 2004). É reconhecido que a
estabilidade e continuidade não é apenas sobre projeto/plano , mas, também, sobre
afetos, relacionamentos, identidade e sentido de pertença (Holland et al, 2005).
Da Terapia Individual para Organizações Terapêuticas Uma instituição deverá ser, basicamente: - Securizante –
Da Terapia Individual para Organizações Terapêuticas
Uma instituição deverá ser, basicamente:
- Securizante – organização, estabilidade e segurança;
- Contentora de angústias – disponibilidade, a empatia, a confiança, a informação
e explicação, a promoção da auto-conhecimento e tomada de consciência;
- Promotora do desenvolvimento pessoal e da construção da identidade –
possibilitar a reconstrução do Eu;
- Pessoal técnico, educativo de apoio especializado e com suporte
Assegurar as necessidades emocionais
(Gomes, 2010)
Da Terapia Individual para Organizações Terapêuticas O sofrimento/trauma é uma poderosa força que envolve
Da Terapia Individual para
Organizações Terapêuticas
O sofrimento/trauma é uma poderosa força que envolve emoções, pensamentos
e comportamentos:
-Emoções “dolorosas” incluem estados internos negativos como: medo, raiva,
tristeza e vergonha.
- Pensamentos “dolorosos” incluem preocupações, desconfiança, ódio, culpa,
desesperança. Mecanismos de defesa como negação, culpa e racionalização
distorcem o pensamento em face de suprimir sentimentos dolorosos.
- Comportamentos em reação às emoções e pensamentos “dolorosos”, a
criança/jovem pode tentar escapar à dor, procurar lidar com a dor, reviver a dor,
bloquear a dor, causar dor aos outros ou até punir-se a si própria com mais dor.
(Brendtro & Toit, 2005)
Da Terapia Individual para Organizações Terapêuticas O Código da resiliência (Flash, 1989; Werner & Smith,
Da Terapia Individual para
Organizações Terapêuticas
O Código da resiliência (Flash, 1989; Werner & Smith, 1992; Wolin & Wolin, 1933)
Vinculação/Pertença
O ser Significante
“Eu sou importante para alguém”
Desenvolvimento de oportunidades de
construção de ligações de confiança,
vinculações e sentimentos de pertença
Mestria
Competência
“Eu sou capaz de resolver problemas”
Requer oportunidades para criativamente
resolver os problemas, estabelecer objetivos
para a autorrealização
Independência
Poder
“Eu sou responsável pela minha vida”
Oportunidades para crescer assumindo
responsabilidade e autonomia
Generosidade
Virtude
“Eu considero os outros”
Oportunidades para desenvolver atos de
gentileza, de altruísmo, de participação
DesinstitucionalizaçãoDesinstitucionalização Deve ser planeada no dia-a-dia, em conjunto com a criança jovem e com
DesinstitucionalizaçãoDesinstitucionalização
Deve ser planeada no dia-a-dia, em conjunto com a
criança jovem e com a família.
Acontece quando:
• a família reúne condições para receber a criança /
jovem;
• o jovem consegue assegurar a sua subsistência e
integrar-se socialmente.
Follow – up da integração
5656
Substituição familiar temporal Emergência e primeiro acolhimento Funções básicas Avaliação e Estudo
Substituição familiar temporal
Emergência e primeiro acolhimento
Funções básicas
Avaliação e Estudo
Reabilitação e Tratamento
5757
FOCALIZAÇÃO NAS CRIANÇAS e JOVENS ACOLHIDAS As Casas de acolhimento prestam serviço às crianças e
FOCALIZAÇÃO NAS CRIANÇAS e JOVENS ACOLHIDAS
As Casas de acolhimento prestam serviço às crianças
e jovens que acolhem e, consequentemente, devem:
Compreender o seu desenvolvimento e as suas
necessidades atuais e futuras (avaliação diagnóstica)
Satisfazer os seus requisitos individuais - PSEI
Esforçar-se por exceder as suas expectativas (crianças e
jovens apoiados com sucesso)
58
15
de
Sintetizando … Elevado número de criança/jovens em acolhimento institucional Longos períodos de acolhimento
Sintetizando …
Elevado número de criança/jovens em acolhimento institucional
Longos períodos de acolhimento
Desenvolvimento de padrões comportamentais problemáticos
Maior prevalência e incidência a partir dos 14 anos
Dificuldades na definição e concretização de projectos de vida
O encaminhamento das crianças e jovens nem sempre se consegue garantir
para a resposta/modalidade que seria mais adequada a cada caso, mas sim
para a vaga que numa qualquer resposta se encontra disponível, resultando daí,
subsequentemente, a tendência fácil para o recurso à transferência
institucional geradora duma rotatividade francamente prejudicial às mesmas
Os jovens saem aos 18 anos com fracas competências para se inserirem
socialmente, sem projecto formativo ou profissional e, por vezes, sem qualquer
rede de suporte à sua inserção psicossocial
59
Desafios para o futuro … Serviços específicos (Taylor, 2005) Flexíveis, multifacetados e diferenciados (Axford
Desafios para o futuro …
Serviços específicos (Taylor, 2005)
Flexíveis, multifacetados e diferenciados (Axford & Little, 2004)
Baseados em evidências empíricas ( Axford & Little, 2004)
Desenvolvimento de competências afetivas e sociais;
Desenvolvimento de um programa individualizado adaptado às suas
capacidades e necessidades;
Frequência de atividades terapêuticas tendo em conta as suas necessidades
de desenvolvimento
(ISS-IP, 2011)
60
Desafios para o futuro … Criação de respostas residenciais diversificadas e tipificadas face às necessidades
Desafios para o futuro …
Criação de respostas residenciais diversificadas e tipificadas face às
necessidades das crianças e jovens acolhidos e a acolher
A necessidade de uma maior especialização
Modelo especializado de acolhimento e a criação de apartamentos de
autonomização integrados em Lares de Infância e Juventude e de
residências especializadas
Centros de Acolhimento Temporário efetivamente qualificados para
promover a reunificação familiar sempre que viável, ou a adoção
(ISS-IP, 2011)
61 15
de
Desafios para o futuro … Objetivo – Do Modelo Institucionalizador ao Modelo Familiar Qualificação dos
Desafios para o futuro …
Objetivo – Do Modelo Institucionalizador ao Modelo Familiar
Qualificação dos atuais Lares de Infância e Juventude
Definição e Concretização dos Projetos de Vida
Objetivo – Alargamento de Outras Medidas e Prevenção
Implementação de novas Medidas
Qualificação e alargamento da Medida de Acolhimento Familiar
Qualificação das Entidades com Competência em Matéria Infância e Juventude
Prevenção e avaliação do risco
Objetivo – A importância do AI
O Acolhimento Institucional representará sempre um papel fundamental
Avaliação do resultado e avaliação do processo (Skinner, 1992; Bullock, 1993)
62
Desafios Traços característicos do Sistema de Acolhimento em Portugal: Grande dimensão do universo de crianças
Desafios
Traços característicos do Sistema de Acolhimento em Portugal:
Grande dimensão do universo de crianças e jovens acolhidos,
Longos períodos de permanência em acolhimento,
Instituições de grandes dimensões; fracos recursos técnicos, educativos e
de apoio
ASPECTOS A REFLETIR …
FUTURO…
A Necessidade de um olhar para o
QUALIDADE Em que se traduz? 1. No grau de satisfação das necessidades e expectativas: Das
QUALIDADE
Em que se traduz?
1. No grau de satisfação das necessidades e
expectativas:
Das crianças e jovens (e suas famílias?)
Dos colaboradores
Da comunidade
2. No impacto positivo na sociedade
64
15
de
Acolhimento Institucional de Qualidade Princípios da qualidade: Individualidade e desenvolvimento; Participação do
Acolhimento Institucional de Qualidade
Princípios da qualidade:
Individualidade e desenvolvimento;
Participação do Menor/Jovem;
Colaboração/intervenção com a família
Direitos e responsabilidades
Cuidados básicos
Educação
Saúde
Segurança
(EUROARRC, 1998)
GESTÃO DA QUALIDADE CONJUNTO DE ATIVIDADES COORDENADAS PARA DIRIGIR E CONTROLAR NO QUE RESPEITA À
GESTÃO DA QUALIDADE
CONJUNTO DE ATIVIDADES COORDENADAS
PARA DIRIGIR E CONTROLAR NO QUE RESPEITA
À QUALIDADE
ISO - International Organization for Standardization / Organização Internacional para Padronização
MAQRS – Modelos de Avaliação da Qualidade das Respostas Sociais
EFQM – Modelo de Excelência da European Foundation for Quality Management
EQUASS - European Quality in Social Services - Certificação da Qualidade dos Serviços Sociais
66
GESTÃO DA QUALIDADE/CULTURA ÉTICA A ausência de qualidade contraria claramente os direitos das crianças e
GESTÃO DA QUALIDADE/CULTURA ÉTICA
A ausência de qualidade contraria claramente os
direitos das crianças e jovens acolhidas
Garantir a qualidade exige uma conceção ética da
prestação de cuidado
Equilíbrio entre direitos, deveres e
responsabilidades
67
15
de
Princípios Fundamentais no Acolhimento Institucional Ter funções securizantes, contentoras de angústias e promotoras
Princípios Fundamentais no Acolhimento Institucional
Ter funções securizantes, contentoras de angústias e promotoras de desenvolvimento pessoal e de construção da
identidade
Não substituem a família, mas sim as funções da família e apenas durante o tempo que para cada criança ou
jovem se revelar necessário, ou seja, até à concretização de um projeto em meio natural de vida
Ter dimensão estruturada de forma a promover ambiente de tipo familiar, personalizado, normalizador e bem
integrado na comunidade;
Ter metodologias de intervenção adequadas/especializadas face às necessidades particulares das crianças e
jovens acolhidos e ao seu plano de intervenção individual, fortemente imbuídas de um funcionamento integrado,
muito participado por todos os envolvidos, multidisciplinar e interinstitucional
Defender por todos os meios ao alcance, a prevenção de ruturas relacionais estabelecidas pela criança ou jovem
no meio institucional e assim, prevenir a sua transferência institucional, a não ser quando os respetivos planos socio-
educativos individuais o aconselharem, sendo ponderada a resposta que então se encontrará melhor habilitada a dar
continuidade à construção do projeto futuro de cada um;
Ter todos os colaboradores - dirigentes, técnicos-educativos e de apoio, imbuídos da missão e responsabilidade
educativa e terapêutica que detêm, envolvendo, respeitando e responsabilizando a família da criança ou jovem a
participar ativamente no processo da sua própria melhoria de capacitação parental, sempre que possível ou
aconselhável
15/04/2015
68
Características de uma equipa Numero reduzido de elementos Fortes laços afetivos Complementaridade na ação
Características de uma equipa
Numero reduzido de elementos
Fortes laços afetivos
Complementaridade na ação
Constituição de uma unidade em torno de um líder
Objetivo comum aceite
Procedimentos
DINÂMICA DE GRUPO Reflexão Conjunta O Acolhimento institucional – Análise swot (oportunidades, ameaças, forças e
DINÂMICA DE GRUPO
Reflexão Conjunta
O Acolhimento institucional – Análise swot (oportunidades, ameaças,
forças e fraquezas) (Pearce & Robison, déc. 60-70)