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GRUPO LITERATUS EDUCACIONAL - CEL

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA


PUNÇÃO VENOSO, ESFREGAÇO SANQUINEO E VISUALIZAÇÃO DE
CÉLULAS ANIMAIS E VEGETAIS.

ANA SILVIA ARAÚJO APARÍCIO

DISCIPLINA: BIOLOGIA MOLECULAR


PROFESSOR: JAIME VIEIRA DOS SANTOS

Manaus/AM
Outubro/2018
INTRODUÇÃO
O sangue é formado pelos glóbulos sanguíneos que são os eritrócitos estes podem
ser chamados de hemácias, as plaquetas são fragmentos do citoplasma dos megacariócitos
da medula óssea, são diversos tipos de leucócitos conhecidos também de glóbulos brancos.
Através do plasma, parte líquida, na qual os primeiros estão suspensos, estes circulam em
um movimento unidirecional dentro dos compartimentos do sistema circulatório.
Neste contexto podemos dizer que o sangue para análise é obtido de veias, e que
a coleta de sangue é um procedimento rotineiramente utilizado em laboratórios de
análises clinicas e alguns cuidados são essenciais tanto para com o paciente como para
com a amostra a ser coletada.
Antes dos procedimentos serem realizados devemos iniciar com a lavagem das
mãos sendo este um dos primeiros procedimentos, mas importantes relacionado a
biossegurança. A coleta é realizada com agulhas e seringas estéreis descartáveis ou por
meio de coletor a vácuo, adaptados a agulhas estéreis, com tubos contendo
anticoagulantes. O garrote deve permanecer o menor tempo possível no braço do
paciente e a amostra deve ser acondicionada no tubo de ensaio de maneira que não
ocorra hemólise da amostra.
OBJETIVO
 Conhecer e aplicar as técnicas utilizadas para a coleta de sangue venoso e
realizar a técnica de coleta através da seringa simples e com coletor a vácuo;
 Obter o primeiro contato com amostras de sangue afresco e realizar a técnica do
esfregaço sanguíneo para identificar os seguintes componentes do sangue
humano: linfócitos, neutrófilos, monócitos, basófilos e eosinófilos;
 Visualizar através do microscópio as diferenciações entre as células animais e
vegetais;

MATERIAL E METODOS

Para as aulas em laboratório com o intuito de realizar a punção venosa


utilizamos: para a proteção individual de cada aluno ali presente, um jaleco apropriado,
calça, sapato fechado, toucas, luvas, máscara de modo que não haja contaminação com
o material biológico manuseado. Mas antes de cada procedimento, realizamos a assepsia
das mãos segundo a metodologia recomendada pela, Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA, 2007), que consiste em: 1) abrir a torneira e molhar as mãos, evitando
encostar-se à pia; 2) aplicar na palma da mão quantidade suficiente de sabão líquido para cobrir
todas as superfícies das mãos; 3) ensaboar as palmas das mãos, friccionando-as entre si; 4)
esfregar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos e vice-
versa; 5) entrelaçar os dedos e friccionar os espaços interdigitais; 6) esfregar o dorso dos dedos
de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimento de vai-e-vem e
vice-versa; 7) esfregar o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda, utilizando-se
movimento circular e vice-versa; 8) friccionar as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra
a palma da mão direita, fechada em concha, fazendo movimento circular e vice-versa; 9)
Esfregar o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita, utilizando movimento
circular e vice-versa; 10) enxaguar as mãos, retirando os resíduos de sabão. Evitando contato
direto das mãos ensaboadas com a torneira; 11) secar as mãos com papel-toalha descartável,
iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. Desprezar o papel-toalha na lixeira para resíduos
comuns; 12) aplicar na palma da mão quantidade suficiente de álcool em gel 70% para cobrir
todas as superfícies das mãos friccionando sem secar deixando por 15 segundos.

Os materiais a ser usados para a punção venosa foram: pinça, seringa de 5ml, coletor a
vácuo, garrote, álcool 70%, algodão, tubo contendo anticoagulante para armazenamento do
sangue. Para o esfregaço simples: 02 lâminas, 01 lanceta, grade para guardar as lâminas com
esfregaço e algodão; e para visualização de outros tipos de células com auxílio do microscópio
nos quais observamos lâminas contendo células animais do tipo: fígado de rã, ovos de ascarie,
tecido epitelial pavimentoso estratificado do esôfago, tendão, neurônio, medula espinhal, placa
motora. E as células vegetais contendo em cada lâmina: raiz corte longitudinal, caule de
abobora, corte transversal, fungo Ascomiceto Aspergillus, bactéria bacilo, mitose vegetal e grão
de polém. As lâminas citadas estão organizadas de acordo com sua numeração e para
composição do relatório algumas dessas lâminas desenhamos além de visualizar suas estruturas
através do microscópio, para que justamente os desenhos fossem anexos ao relatório de aula
prática são elas: lâmina 09 fungo Ascomiceto Aspergillus, lâmina 24 linquem, lâmina 30 tecido
epitelial pavimentoso estratificado do esôfago, lâmina 31pele, lâmina 37 neurônio, lâmina 38
medula espinhal.

No dia 19/09 iniciamos a pratica no laboratório com as instruções do professor nos


indicando quais matérias seriam utilizados para a punção venosa tais como:

 Seringa de 5ml

 Garrote

 Algodão

 Álcool 70%

 Pinça

 Adesivo de pulsão

 Tubo coletor contendo anticoagulante

Após isso aprendemos como é realizada a organização da bandeja onde ficara


nosso material para a coleta do paciente, contendo a seringa de 5ml, algodão,
garrote, pinça e o adesivo de pulsão. Na preparação do material houve a explicação
que ao abrir a seringa se encaixa a agulha e tira o ar da seringa, feito isso tínhamos
que umedecer o algodão com álcool 70% e retirar a tampa de proteção da agulha.
No procedimento da punção venoso usamos para treino o braço anatômico, cujo o
professor nos demonstrou como se puncionava a veia principal, nos levando a sentir
através do dedo indicador, está veia que se chama cubital. Em seguida colocamos o
garrote no braço próximo a linha mediana, realizamos a assepsia do local com
algodão, inserimos a agulha e retiramos o garrote, e exemplificamos de modo que se
retirasse 4ml de sangue, após isso posicionávamos a seringa no tubo coletor
distribuindo o sangue coletado nas paredes do tubo e logo depois faríamos a
embolização de 5 a 7 vezes, colocando o tubo na grade suporte. E com a pinça
encaparíamos a agulha jogando-a no lixo de descarte.

As orientações técnicas que recebemos foi de que o braço deveria estar bem
estendido na posição correta, e a posição da seringa seria de 15 graus não
esquecendo que o bisel deveria estar para cima.

No dia 20/09/2018 com o tema punção venosa, após a entrada no ambiente de


laboratório realizamos a assepsia das mãos e utilizamos os EPIS. Neste dia foi
ministrado pelo professor a parte teórica sobre a punção venosa periférica, onde
aprendemos os procedimentos de coleta correta, os erros que os profissionais podem
cometer tais como extravasamento de veias, necrose do braço, o devido cuidado
com os pacientes que possuem diabetes. Quais tipos de agulhas de acordo com a
necessidade de cada paciente, veias calibrosas, equipamentos modernos que ajuda
na identificação das veias na hora de coletar quando não a visibilidade das mesmas.
Relembramos sobre os procedimentos e organização das matérias, bem como se
realiza a coleta e o descarte das matérias, aproveitamos também e tiramos dúvidas
sobre esse assunto.

24/09/2018 neste dia ainda sobre punção venosa só que iriamos coletar com o
coletor a vácuo. Iniciamos com o procedimento de higienização das mãos e uso de
EPIS, para está aula utilizamos:

 Coletor a vácuo ou canhão;

 Agulha do tipo verde

 Garrote

 Algodão

 Pinça

 Três tubos coletor

 Caneta para identicação do tubo com o nome do paciente a ser coletado

Através da demonstração do professor, realizamos os procedimentos de acordo


com está técnica para este tipo de coletor. Sem esquecer da organização da bandeja parte
essencial para esta coleta, nesta bandeja continha papel toalha, coletor a vácuo, agulha,
tubo coletor, garrote, algodão com álcool 70% e adesivo de punção. Na preparação dos
materiais tínhamos que enroscar a agulha no coletor a vácuo e estar com algodão já
umedecido para assim dar início ao procedimento, no qual utilizamos o braço anatômico
onde o professor nos instruiu de como devíamos puncionar. Sentindo primeiramente a
veia cubital com dedo indicador, pegaríamos o garrote e colocaríamos no braço próximo
a linha mediana, fazíamos a assepsia do local e assim inseríamos a agulha de 1 a 2 mm
com no máximo 30 graus. Feito isso retiraríamos o garrote, e coletaríamos três vezes
apenas trocaríamos os tubos coletores de sangue, em seguida embolizamos de 5 a 7
vezes e colocaríamos na grade já o tubo identicado com o nome do paciente. Após esse
processo reencaparíamos a agulha com o auxílio da pinça, e jogando-a ao lixo de
descarte.

25/09/2018 neste dia continuamos a aula sobre o assunto punção venosa o professor
nos deu as últimas instruções e damos início a coleta de sangue. A turma foi dividida em
pares e seguíamos o que professor nos ensinou, o material a ser utilizado foi:

 Seringa de 5ml

 Garrote

 Algodão

 Álcool 70%

 Pinça

 Adesivo de pulsão

 Tubo coletor contendo anticoagulante

 Papel toalha

Os materiais foram colocados na bandeja de acordo com a organização de uso, na


preparação dos materiais abrimos inicialmente a seringa estéril tiramos o ar, o tubo já
identificado com o nome do colega, algodão umedecido com álcool 70%, e garrote tudo
já posto na bandeja em cima do papel toalha. Primeiramente sentimos a veia, pomos o
garrote no braço pedimos para abrir e fechar a mão, permanecendo fechada facilitando
encontrar a veia. Na região do braço foi feito a assepsia, introduzimos a agulha, tiramos
o garrote e realizamos a coleta de 5ml de sangue, retiramos a agulha lentamente e pondo
no local algodão. Feito isto transferimos o sangue coletado para o tubo coletor contendo
anticoagulante despejando nas paredes do tubo, após isso embolizamos o tubo de 5 a 7
vezes e pomos na grade, voltamos para a bandeja e reencapamos a agulha com o auxílio
da pinça e a despejamos no local adequado, no local onde houve a coleta colocamos o
adesivo.

Observações: Na hora que estamos realizando a punção o professor nos ensinou que
há uma troca de mãos onde seguramos com firmeza com uma das mãos enquanto
buscamos o algodão para por no local perfurado. Neste procedimento não se pode ter
mão pesada, saber controlar o nervosismo na hora da coleta, segurar a seringa de
maneira favorável, não permanecer com a seringa nas mãos após colocar o sangue no
tubo e ter atenção com os instrumentos para que não haja corte ou contaminação o
material biológico.

No dia 26/09/2018 o professor deu uma nova oportunidade para os alunos que não
conseguiram realizar uma boa coleta, havendo dessa maneira, mas uma chance de
aprender de como se coleta sangue da veia cubital. Observamos os erros cometidos
pelos colegas como esquecer o garrote, e não aperta muito após coleta, o que os levou a
iniciar o procedimento adequado e correto para punção venosa.

27/09/2018 nesta aula aprendemos o procedimento de tipagem sanguínea e


esfregaço simples, começamos com a lavagem das mãos adequada e o uso de EPIS.

 Material

 Lâmina

 Lanceta

 Algodão

 Alcool 70%

 Lápis n0 2

 Suporte de lâminas

O professor realizou uma demonstração com um dos alunos utilizando a lanceta


automática e colocamos em prática.
Para este procedimento limpamos a lâmina com algodão umedecido com álcool e
secamos a mesma com papel toalha para que não ficasse gordurosa e sendo assim para
que não houvesse contaminação com microrganismos. Observamos o lado fosco e a
identificamos com o lápis n0 2 com o nome do paciente e o protocolo médico, forramos
a bandeja com o papel toalha colocamos em ordem o material a ser utilizado. Antes
deste procedimento torcemos a lanceta de modo que a sua ponta fique visível, feito isto
houve a assepsia do dedo anelar do colega e rapidamente perfuramos na lateral de modo
a forma uma gota, levamos a lamina até este dedo e centralizamos esta gota no meio. E
com auxilio de outra lamina foi feito o esfregaço e colocado no suporte para lâminas.

01/10/2018 Nesta aula visualizamos outros tipos de células com auxílio do


microscópio nos quais observamos lâminas contendo células animais do tipo: fígado de rã, ovos
de ascarie, tecido epitelial pavimentoso estratificado do esôfago, tendão, neurônio, medula
espinhal, placa motora. E as células vegetais contendo em cada lâmina: raiz corte longitudinal,
caule de abobora, corte transversal, fungo Ascomiceto Aspergillus, bactéria bacilo, mitose
vegetal e grão de polém. As lâminas citadas estão organizadas de acordo com sua numeração e
para composição do relatório algumas dessas lâminas desenhamos além de visualizar suas
estruturas através do microscópio, para que justamente os desenhos fossem anexos ao relatório
de aula prática são elas: lâmina 09 fungo Ascomiceto Aspergillus, lâmina 24 linquem, lâmina 30
tecido epitelial pavimentoso estratificado do esôfago, lâmina 31pele, lâmina 37 neurônio,
lâmina 38 medula espinhal.
RESULTADO E DISCUSSÃO

Na prática exercida nota-se que a punção venosa é um método simples, porém se


exige atenção e cuidado. E que a lavagem das mãos é imprescindível em quaisquer
procedimentos relacionados à coleta sanguínea, bem como o uso das luvas que devem
ser usadas antes da punção venosa e mantidas até o final do procedimento eliminando
assim o risco de exposição com material biológico. Quanto a escolha do local onde será
realizada a punção deve-se levar em conta alguns critérios importantes como ao
escolher o local deve-se evitar as veias lesadas, avermelhadas e inchadas, veias
próximas de áreas previamente infectada, região de articulação e veia muito pequena
para tamanho do catete.
Averiguamos que durante este procedimento é necessária uma atenção maior na
área que será pulsionada evitando-se as regiões onde já foram feitas punções recentes.
Examinamos que os procedimentos que foram realizados após a punção como a
identificação do material e o descarte do material devem ser seguidos com critérios e de
acordo com os padrões estabelecidos.

CONCLUSÃO
Através observação realizada dos aspectos analisados obtivemos conhecimento
sobre técnicas de coletas de sangue venoso assim como coletar por meio de seringas,
coletor a vácuo o que nos possibilitou verificar que a coleta é um procedimento básico e
simples onde a maioria das pessoas já fez alguma vez em sua vida. O que se estima é
que em alguns casos exista pacientes em que a coleta exige certo esforço nos levando a
uma observação que estas veias possam ser de difícil acesso o que leva a uma demorada
coleta, e isto presenciamos em alguns alunos durante a aula prática, acarretando
desconforto e nervosismo.
Mas apesar da experiência ter sido pequena, a aula trouxe conhecimentos
importantes para uma boa e segura realização no procedimento correto de uma punção
venosa e tipagem sanguínea.
Desta forma, é possível afirmar que a realização da técnica contribuiu para
uma efetiva aprendizagem, pois a mesma contribuiu a aplicação dos conhecimentos
teóricos obtidos em sala de aula, bem como ofereceu condições ao desenvolvimento de
habilidades e competências considerando-se que a aula ocorreu dentro do previsto e
diante dos resultados apresentados conclui-se que o objetivo proposto fora alcançado.