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INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA

JUNHO
OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS ECONÔMICAS | 2018
FUNDAÇÃO DOM CABRAL

NÚCLEO DE ESTRATÉGIA E
NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS ECONÔMICAS


Indicadores da Economia Brasileira | Junho 2018

EQUIPE TÉCNICA

Paulo Paiva
Professor Associado da Fundação Dom Cabral
Foi ministro do Trabalho e do Planejamento e Orçamento

Cássio Daldegan
Assistente de Pesquisa, Bolsista de Apoio Técnico I FAPEMIG
Núcleo de Estratégia e Negócios Internacionais
ATIVIDADE ECONÔMICA
INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA
Observatório de Políticas Econômicas
ATIVIDADE ECONÔMICA
ÍNDICE DE ATIVIDADE ECONÔMICA – IBC-Br
(Série com Ajuste Sazonal. Banco Central do Brasil)
150 • ÍNDICE DE ATIVIDADE ECONÔMICA DO BANCO
CENTRAL (IBC-Br)
148
 Em maio de 2018 a estimativa de safra para o ano corrente
apresentou variação negativa em relação ao mesmo período do
146 ano anterior, -5,2%, alcançando 228,1 milhões de toneladas.
Frente ao mês imediatamente anterior, houve variação de -0,8%, -
144 1,9 milhão de toneladas.
 A produção industrial nacional apresentou forte queda em maio
142 na comparação com abril de 2018, -10,9%. Essa foi a queda mais
acentuada na produção desde dezembro de 2008 (-11,2%), sendo
140 decorrência da paralisação dos caminhoneiros que afetou o
processo produtivo de muitas unidades do país. O resultado
138 interrompeu uma sequência de doze meses consecutivos de taxas
positivas.
136  O setor de serviços variou -3,8% em maio de 2018 na comparação
com abril do mesmo ano. Este foi o resultado mais negativo da
série histórica, iniciada em 2011. Frente ao mês de maio do ano
134 anterior, o volume de serviços também variou -3,8%, tendo o
acumulado no ano até maio ficado em -1,3%. As vendas no varejo
132 variaram -0,6% em maio, na comparação com abril. Relativo a
maio de 2017, o volume de vendas cresceu 2,7% enquanto a
130 variação acumulada no ano foi de 3,2%.
 O IBC-Br, parâmetro de avaliação do ritmo de crescimento da
dez/15

dez/16

dez/17
jun/15

jun/16

jun/17
set/15

set/16

set/17
mar/16

mar/17

mar/18 economia brasileira, apresentou forte retração no mês de maio de


2018. O índice alcançou 133,4 pontos, redução de 4,61 pontos
frente a abril do mesmo ano. O índice reflete as consequências da
índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) greve dos caminhoneiros sobre a produção.
ATIVIDADE ECONÔMICA
EMPREGO FORMAL
(Cadastro Geral de Emprego e Desemprego – CAGED)
190 • ÍNDICE DE EMPREGO FORMAL (IEF)
188  O saldo do emprego formal no mês de junho de 2018
apresentou relativa estabilidade. A quantidade de
186 desligamentos superou por pouco a de contratações, -661
184 vagas. O resultado negativo interrompeu a sequência de
saldos positivos alcançados em todos os meses do ano até
182 então. Houve piora também na comparação com o mesmo
mês do ano anterior, quando houve criação de 16.702 vagas.
180 O saldo acumulado no ano ficou em 392.461 vagas, ao passo
178
que em doze meses, o acumulado foi de criação de 280.093
vagas. Considerando as formas de contratação e
176 desligamento introduzidas pela nova legislação trabalhista
(trabalho intermitente, trabalho parcial e desligamento por
174 acordo), o saldo do mês de junho foi negativo, -3.282 vagas.
O resultado reflete a instabilidade interna gerada pela greve
172
dos caminhoneiros ao fim do mês de maio e início de junho.
170  O IEF terminou o mês valendo 175,56 pontos. O resultado
out/15

out/16

out/17
jul/15

jul/16

jul/17
jan/16

abr/16

jan/17

abr/17

jan/18

abr/18
mostra estabilidade do índice após cinco meses consecutivos
de elevação.
Índice do Emprego Formal
ATIVIDADE ECONÔMICA
DESEMPREGO
(Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD C, IBGE)
14,0
13,5
• TAXA DE DESEMPREGO
13,0  A taxa de desemprego terminou o segundo trimestre de 2018
12,5 em 12,4%. O desemprego voltou ao mesmo nível alcançado
12,0 no trimestre terminado em setembro de 2017, dando
11,5 continuidade à sua tendência de queda iniciada no ano
11,0 anterior. Na comparação com o primeiro trimestre de 2018,
10,5 houve redução na taxa de desemprego, variação de -0,7 p.p.
10,0 Relativo ao segundo trimestre de 2017 a variação também é
9,5
negativa, chegando a -0,6 p.p. Todos os grupos de
9,0
8,5
empregados apresentaram estabilidade ou variação positiva.
8,0 Dentre os que ficaram estáveis estão os empregados no setor
7,5 privado (0,5%), trabalhador doméstico (0,5%), empregador
7,0 (0,1%) e conta própria (0,5%). O único grupo que apresentou
6,5 elevação considerável foi o setor público (3,5%).
6,0
set-out-nov 2015

set-out-nov 2016

set-out-nov 2017
mar-abr-mai 2016

mar-abr-mai 2017

mar-abr-mai 2018
nov-dez-jan 2015

nov-dez-jan 2017

nov-dez-jan 2018
mai-jun-jul 2015

jan-fev-mar 2016

mai-jun-jul 2016

jan-fev-mar 2017

mai-jun-jul 2017

jan-fev-mar 2018
jul-ago-set 2015

jul-ago-set 2016

jul-ago-set 2017

Taxa de desemprego
ATIVIDADE ECONÔMICA
RENDIMENTO REAL
(Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD C, IBGE)
2.250,0
• RENDIMENTO REAL MÉDIO HABITUAL DA
POPULAÇÃO OCUPADA
2.200,0  O rendimento médio de todos os trabalhos habitualmente
recebido ficou em R$ 2.198 reais no segundo trimestre do
ano. O resultado mostra estabilidade na comparação tanto
2.150,0 com o primeiro trimestre de 2018 quanto com o segundo
trimestre de 2017.
2.100,0  A massa de rendimentos habitualmente recebida no
trimestre terminado em junho de 2018 ficou em R$ 195.651
milhões de reais. Na comparação com o primeiro trimestre de
2.050,0 2018 a variação foi de 2,2% ao passo que, relativo ao
segundo trimestre de 2017, o crescimento foi de 5,7%.

2.000,0
set-out-nov 2015

set-out-nov 2016

set-out-nov 2017
mar-abr-mai 2016

mar-abr-mai 2017

nov-dez-jan 2018

mar-abr-mai 2018
nov-dez-jan 2016

nov-dez-jan 2017
mai-jun-jul 2015

jan-fev-mar 2016

mai-jun-jul 2016

jan-fev-mar 2017

mai-jun-jul 2017

jan-fev-mar 2018
jul-ago-set 2015

jul-ago-set 2016

jul-ago-set 2017

Rendimento Real
ATIVIDADE ECONÔMICA
META DE INFLAÇÃO OBSERVADA
(IPCA acumulado no ano)
• ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO
2010
2008

2009

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018
11,0
(IPCA) ACUMULADO NO ANO
 O IPCA de junho de 2018 ficou em 1,26%, tendo sido a maior
taxa para o mês desde 1995, quando alcançou 2,26%. Desde
9,0
janeiro de 2016 essa foi a primeira vez que o índice fica acima
dos 1,00%. O acumulado no ano alcançou 2,6%, resultado
7,0 acima do alcançado pelo índice no mesmo período do ano
passado.
5,0  A inflação muito acima da expectativa para o mês, se deve ao
choque negativo de oferta de combustíveis gerado pela greve
dos caminhoneiros ocorrida ao fim do mês de maio e início
3,0
de junho de 2018. Dos grupos que compõem o índice, os
principais determinantes para sua composição foram
1,0 alimentação e bebidas (0,5 p.p.), habitação (0,39 p.p.) e
transportes (0,29 p.p). Também foi relevante o para explicar o
aumento da inflação mensal o estabelecimento da bandeira
fev/18

nov/18
jan/18

abr/18

jul/18

set/18
mar/18

mai/18

jun/18

out/18
ago/18

dez/18
-1,0
tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 0,05 a cada
kwh consumido, além de várias regiões do país terem
passado por reajustes na tarifa de energia.
IPCA mensal meta IPCA
ATIVIDADE ECONÔMICA
INFLAÇÃO ANUAL E VARIAÇÃO DOS PREÇOS ADMINISTRADOS
(IPCA – Índices acumulados em 12 meses)
20,0 • COMPONENTES DA INFLAÇÃO
18,0  Em maio de 2018 o IPCA acumulado nos últimos doze meses
alcançou 4,39%. O resultado é um aumento de 1,53 p.p. em
16,0 relação ao obtido para o mês de abril do mesmo ano, quando
o índice havia chegado a 2,86%. Como esperado, houve
14,0 aumento acentuado de preços, reflexo direto da greve dos
caminhoneiros.
12,0
 Os preços administrados/monitorados, que são aqueles
10,0 fixados por órgãos públicos e contratos, reverteram a
trajetória de queda iniciada no mês de abril de 2018. Em
8,0 maio o mesmo chegou a 11,77%. Os preços dos produtos
6,0 derivados de petróleo estão incluídos no grupo de preços
administrados porque são estabelecidos pela Petrobrás, que
4,0 possui um “quase-monopólio” sobre a produção doméstica e
a distribuição no atacado. Como esperado, a redução na
2,0 oferta de combustível contribuiu diretamente para o
aumento dos preços neste grupo.
0,0
 Os preços livres também aumentaram, porém em uma
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nov/16

nov/17
jul/15
set/15

jan/16

jul/16
set/16

jan/17

jul/17
set/17

jan/18
mar/16

mar/17

mar/18
mai/16

mai/17

mai/18
proporção bem menor se comparados aos administrados. O
acumulado até junho de 2018 foi de 2,86%, crescimento de
0,68 p.p. frente ao mês passado.
Meta Administrados Livres IPCA
POLÍTICA MONETÁRIA E CAMBIAL
INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA
Observatório de Políticas Econômicas
POLÍTICA MONETÁRIA E CAMBIAL
META TAXA DE JUROS SELIC E TAXA REAL DE JUROS
(Conselho de Política Monetária – COPOM, Expectativas de Mercado. Banco Central do Brasil)
• TAXA DE JUROS SELIC E TAXA DE JUROS REAL
8,5
 No mês de maio de 2018, o Comitê de Política Monetária
(Copom), decidiu por manter a taxa básica de juros da
7,5 economia, SELIC, em 6,5%. Apesar de no curto prazo a
inflação refletir os efeitos altistas derivados da paralização
6,5 dos caminhoneiros, em um horizonte de tempo relevante
para a política monetária, que inclui os anos de 2018 e 2019,
5,5 a taxa de inflação deve convergir para a meta, 4,5%. A
ociosidade elevada dos fatores de produção em um cenário
de retomada gradual do nível de atividade econômica
4,5
justifica a manutenção dos juros em um nível historicamente
baixo. A taxa de juros reais continuou em trajetória de queda,
3,5 alcançando 1,76% ao fim do período.
 A taxa de juros neutros, taxa de juros necessária para manter
2,5 a inflação estável, alcançou 2,4% ao fim do período.
Caracterizando uma política monetária expansionista, a taxa
1,5 de juros reais ficou abaixo dos juros neutros ao longo de todo
nov/15

nov/16

nov/17
jul/15
set/15

jan/16

jul/16
set/16

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jul/17
set/17

jan/18
mar/16

mar/17

mar/18
mai/16

mai/17

mai/18
o período, terminando o mês em 1,76%.

Juros Reais Juros Neutros


POLÍTICA MONETÁRIA E CAMBIAL
OPERAÇÕES DE CRÉDITO
(Participação no PIB. Banco Central do Brasil)
55,0
• EVOLUÇÃO DO CRÉDITO
54,0  Em junho de 2018 o saldo da operação de crédito do sistema
financeiro alcançou R$ 3,1 trilhões. Houve aumento de 0,7%
53,0
no mês, tendo as operações com pessoa jurídica crescido
52,0 1,2% no período (para R$ 1,4 trilhão), enquanto as operações
com pessoa física apresentaram expansão de 0,4% (para R$
51,0 1,7 trilhão).
50,0  Ao longo do primeiro trimestre de 2018, a carteira total
cresceu 1,2%, refletindo as elevações no crédito livre a
49,0 pessoas físicas (3,6%) e jurídicas (3,4%). Em doze meses, o
crédito total apresentou variação de 1,7%.
48,0
 A proporção crédito/PIB apresentou nova elevação no mês de
47,0 maio de 2018, alcançando 46,8% do PIB. Esse foi o segundo
mês consecutivo de crescimento do crédito como proporção
46,0 do PIB, tendo o resultado do mês de maio revertido a
tendência de queda do indicador iniciada em fevereiro de
45,0 2016.
nov/15

mai/16

nov/16

mai/17

nov/17

mai/18
jul/15
set/15

jan/16

jul/16
set/16

jan/17

jul/17
set/17

jan/18
mar/16

mar/17

mar/18
POLÍTICA MONETÁRIA E CAMBIAL
TAXA DE CÂMBIO
(R$/US$. Banco Central do Brasil)
4,50 • TAXA DE CÂMBIO NOMINAL (R$/US$)
 O mês de junho foi marcado pela continuidade na trajetória
de desvalorização do real frente ao dólar americano, tendo
4,00 sido um período especialmente marcado pela volatilidade do
índice. Os principais fatores que explicam este
comportamento da taxa de câmbio são a elevação da taxa de
juros americana e a incerteza vinculada às eleições no Brasil.
3,50 O aumento dos juros americanos afetaram em grande
medida as economias emergentes, provocando redução do
interesse em relação a suas moedas frente aos títulos
3,00 americanos, mais seguros para investidores. Nos períodos de
maior instabilidade o Banco Central promoveu intervenções
no mercado de câmbio para conter as oscilações mais
intensas por meio de swaps cambiais (venda de contratos de
2,50 dólar para aumentar a oferta da moeda).
 O período terminou com um câmbio mais desvalorizado em
relação ao mês anterior, alcançando 3,86 R$/US$ no último
2,00 dia de junho. A volatilidade ficou em 0,054, calculada com
base no desvio padrão dos valores alcançados pelo câmbio ao
mar/18
mar/16

mar/17
jan/16

jan/17

jan/18
set/15

set/16

set/17
jul/15

jul/16

jul/17
nov/15

mai/16

nov/16

mai/17

nov/17

mai/18 longo do período.


POLÍTICA FISCAL
INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA
Observatório de Políticas Econômicas
POLÍTICA FISCAL
NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO DO SETOR PÚBLICO
(Acumulado em 12 meses. Em milhões de R$. Banco Central do Brasil)
650 • NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO DO
Milhares

600 SETOR PÚBLICO (NFSP)


 Em junho de 2018 o setor público consolidado (governos
550
federal, estaduais, municipais e empresas estatais, exceto
500 Petrobrás e Eletrobrás) apresentou um déficit primário de R$
13,5 bilhões.
450  O Governo Central teve déficit de R$ 15 bilhões, ao passo que
governos regionais e empresas estatais apresentaram,
400 respectivamente, superávits de R$ 353 milhões e R$ 1,1
350
bilhão.
 A necessidade de financiamento do setor público ficou em R$
300 487 bilhões de reais (7,28%) no acumulado em doze meses.
Observa-se uma elevação de 0,07 p.p. do PIB frente ao
250 resultado para maio do mesmo ano.
200

150
set/17
set/15
nov/15
jan/16

set/16
nov/16
jan/17

nov/17
jan/18
jul/15

jul/16

jul/17

mai/18
mai/16

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mar/16

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POLÍTICA FISCAL
RESULTADO PRIMÁRIO
(Acumulado em 12 meses. Em milhões de R$. Banco Central do Brasil)
200
• RESULTADO PRIMÁRIO
Milhares

180  O déficit primário do setor público consolidado ficou em R$


160 89,8 bilhões (1,34% do PIB), considerando o acumulado em
doze meses até junho de 2018. Apesar de deficitário, o
140 resultado representa uma variação de -0,1 p.p. do PIB frente
120 ao mês imediatamente anterior e é o menor valor de um
déficit desde novembro de 2015.
100

80

60

40

20

-20

-40
mai/18
nov/15

mai/16

nov/16

mai/17

set/17
nov/17
jul/15
set/15

jan/16

jul/16
set/16

jan/17

jul/17

jan/18
mar/16

mar/17

mar/18
POLÍTICA FISCAL
DÍVIDA LÍQUIDA DO SETOR PÚBICO
(Acumulado em 12 meses. Banco Central do Brasil)
• DÍVIDA LÍQUIDA DO SETOR PÚBLICO (DLSP)
3.400.000
 A DLSP alcançou R$ 3.440,7 bilhões (51,4% do PIB) em junho
de 2018. O resultado configura um aumento de 0,1 p.p. do
3.200.000 PIB frente ao mês anterior.

3.000.000

2.800.000

2.600.000

2.400.000

2.200.000

2.000.000

1.800.000
jul/15

nov/15

nov/16

nov/17
set/15

jan/16

jul/16
set/16

jan/17

jul/17
set/17

jan/18
mar/16

mar/17

mar/18
mai/16

mai/17

mai/18
POLÍTICA FISCAL
DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO GERAL
(Percentual do PIB. Banco Central do Brasil)
80 • DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO GERAL (DBGG)
 A dívida interna terminou junho de 2018 em R$ 4.895,6
bilhões (73,2 p.p. do PIB), elevação de 0,1 p.p. do PIB em
75 relação ao resultado para maio do mesmo ano. Já a dívida
externa ficou em R$ 269 bilhões de reais (4,0 p.p. do PIB),
crescimento de 0,1 p.p. do PIB frente ao mês imediatamente
anterior.
70
 A EBGG (Governo Federal, INSS e governos estaduais e
municipais) alcançou os R$ 5.165,4 bilhões em junho de 2018
(77,2 p.p. do PIB), crescimento também de 0,1 p.p. frente ao
65 resultado de maio.

60

55
jan/17
jul/15
set/15
nov/15
jan/16

jul/16
set/16
nov/16

jul/17
set/17
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mai/18
mai/16

mai/17
mar/16

mar/17

mar/18
CONFIANÇA E EXPECTATIVAS
INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA
Observatório de Políticas Econômicas
CONFIANÇA E EXPECTATIVAS
CONFIANÇA DO CONSUMIDOR
(Fundação Getúlio Vargas)
11,5 • ÍNDICE DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR
110 (ICC)
10,5
 Em junho de 2018 o Índice de Confiança do Consumidor (ICC)
apresentou recuo, -4,8 pontos, passando de 86,9 para 82,1
100 9,5 pontos. Esse foi o terceiro mês de queda do indicador, tendo
sido uma redução mais acentuada que a dos meses
8,5 anteriores. Muito do aprofundamento desta tendência de
90 queda está vinculada às incertezas que surgiram com a greve
dos caminhoneiros deflagrada ao fim de maio. O ICC voltou a
7,5 valores obtidos pelo índice em setembro de 2017.
80
6,5 • EXPECTATIVAS DE INFLAÇÃO DO
70 CONSUMIDOR
5,5
 A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para
os doze meses seguintes apresentou leve redução em junho
60 4,5 de 2018 na comparação com o mês anterior, -0,1 p.p.,
jul/15

abr/16

abr/17

abr/18
jan/16

jul/16

jan/17

jul/17

jan/18
out/15

out/16

out/17

chegando a 5,2%. Comparativamente com o mesmo período


do ano anterior, houve redução de 1,7 p.p.
ICC Expectativa de inflação do consumidor
CONFIANÇA E EXPECTATIVAS
CONFIANÇA DO COMÉRIO E DOS SERVIÇOS
(Fundação Getúlio Vargas)
110 • ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS COMERCIANTES
105
(ICOM)
 O ICOM apresentou forte redução em junho de 2018, -3,0
100 pontos. Após recuar 7,1 pontos nos últimos dois meses, o
índice chegou a 89,6 pontos, retornando ao mesmo nível de
95 setembro de 2017. A recuperação que o setor vinha
apresentando até o início de 2018 fora interrompida pelas
90 decorrências da greve dos caminhoneiros, além da
recuperação lenta da economia e a melhora ainda modesta
85 do mercado de trabalho. Apesar da piora na percepção sobre
a situação atual, foram principalmente as expectativas que
80 pioraram consideravelmente no mês.
75 • ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PRESTADORES DE
70 SERVIÇOS (ICS)
 Em junho, o ICS apresentou variação de -2,1 pontos, tendo
65 variado -4,5 pontos nos últimos dois meses. Após quatro
meses de quedas consecutivas, o índice chegou a 86,7
60 pontos, valor semelhante ao de setembro de 2017. A
abr/16

abr/17

abr/18
jul/15

jan/16

jul/16

jan/17

jul/17

jan/18
out/15

out/16

out/17

recuperação lenta da economia e as consequências da greve


dos caminhoneiros explicam essa queda.
ICOM ICS
CONFIANÇA E EXPECTATIVAS
CONFIANÇA DO INDÚSTRIA E CONSTRUÇÃO CIVIL
(Fundação Getúlio Vargas)
110 • ÍNDICE DE CONFIANÇA DA INDÚSTRIA DE
105 TRANSFORMAÇÃO (ICI)
100  O ICI apresentou variação de -1,0 ponto em junho de 2018,
chegando a 100,1 pontos, o menor nível desde janeiro do
95 mesmo ano. Junho foi caracterizada por uma melhora nas
expectativas em relação ao mês de maio, mas essa trajetória
90 de crescimento tende a ser passageira, sendo uma melhora
apenas relativa ao resultado historicamente baixo da
85
atividade industrial em maio.
80
• ÍNDICE DE CONFIANÇA DA CONSTRUÇÃO
75
CIVIL (ICST)
70  Em junho de 2018 o ICST variou em -3,1 pontos, chegando a
79,3 pontos, seu menor nível desde novembro de 2017 (78,6
65
pontos). Apesar de a paralização de maio ter contribuído de
60 forma relevante para a queda acentuada do indicador no mês
corrente, as expectativas de continuidade do fraco nível de
jul/15

jan/16

abr/16

jul/16

jan/17

abr/17

jul/17

jan/18

abr/18
out/15

out/16

out/17

crescimento da economia brasileira levam a manutenção da


trajetória de queda na confiança.
ICI ICST
CONFIANÇA E EXPECTATIVAS
EXPECTATIVAS DE INFLAÇÃO – IPCA 12 MESES
(Mediana das estimativas semanais. Relatório Focus. Banco Central do Brasil)
6,50 • EXPECTATIVAS DE INFLAÇÃO 2018
 As expectativas de inflação para o ano de 2018 continuaram em
6,00 junho a trajetória de alta iniciada em maio, terminando o período
em 4,1%. O crescimento das expectativas apresentou relação
5,50 direta com a paralização dos caminhoneiros ocorrida entre o fim
do mês de maio e início de junho. Houve interrupção da produção
em vários setores, limitando a oferta de vários bens. O choque
5,00 negativo de oferta levou ao aumento nos preços dos combustíveis
e de outros produtos como gêneros alimentícios. Com isso, as
4,50 expectativas eram de aumento considerável nos preços, o que
veio a se concretizar, visto a divulgação pelo IBGE do maior nível
de inflação para o mês de junho desde 1995.
4,00
• EXPECTATIVAS DE INFLAÇÃO 2019
3,50  As expectativas de inflação para 2019 também apresentaram
aumento, ainda que leve, chegando a 4,1% ao fim do mês de
3,00 junho. A reação do governo à paralização de maio incluiu a
proposta de um frete mínimo, sob qual à dúvidas quanto à
constitucionalidade, e a redução de impostos sobre o diesel.
2,50 Ambas as medidas podem ter como consequência o aumento de
21/mai
22/jan

07/mai
14/mai

28/mai
01/jan
08/jan
15/jan

29/jan

05/mar
12/mar
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preços em 2019 ou ainda em 2018 via, respectivamente via
aumento de tributação, para cobrir perda de receita, e devido ao
aumento nos custos de produção sem que tenha havido elevação
na produtividade.
Tolerância Meta de inflação 2017 2018 2019
CONFIANÇA E EXPECTATIVAS
EXPECTATIVAS DE CRESCIMENTO DO PIB
(Mediana das estimativas semanais. Relatório Focus. Banco Central do Brasil)
3,50 • EXPECTATIVAS DE CRESCIMENTO 2018
 Terminando junho em 1,55%, as expectativas de crescimento
3,00
para 2018 continuaram a trajetória de queda intensificada no
mês de maio. Como reflexo da greve dos caminhoneiros, os
2,50 resultados para produção industrial do mês de maio
apresentaram redução de cerca de 10%. Serviços e comércio
2,00 também sofreram redução, embora mais modesta. A queda
na produção em um contexto de recuperação lenta da
economia, juntamente às incertezas vinculadas ao período
1,50 eleitoral, levaram à redução acentuada nas expectativas de
crescimento.
1,00
 EXPECTATIVAS DE CRESCIMENTO 2019
0,50  Após apresentar estabilidade durante praticamente todo o
ano, a expectativa de crescimento para 2019 reduziu-se em
todas as sondagens do mês de junho, terminando o período
0,00
em 2,5%. A variação das expectativas de crescimento para o
22/jan

07/mai
14/mai
21/mai
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ano de 2018 está muito vinculada ao resultado das eleições
em outubro deste ano. Caso a política econômica do próximo
governo não tenha o equilíbrio fiscal como prioritário, as
2017 2018 2019 expectativas de longo prazo tendem a se deteriorar.
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