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A Fidelidade Entre Pais e Filhos; Ef 6.

1-4
“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, pois isto é justo.”
Ef.6.1
Verdade Aplicada;
A fidelidade entre pais e filhos credencia a família a apossar-se de sublimes
promessas de Deus, de modo a viver muitos dias e viver bem.

Textos de referência;
Ef 6.1-4
1. Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, pois isto é justo.
2. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa,
3. Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
4. E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e
admoestação do Senhor.

INTRODUÇÃO

Fidelidade entre pais e filhos é a convivência na qual os pais assumem ônus da


paternidade responsável (amor, carinho, proteção, etc.). Nesse convívio criam-se
vínculos e laços de amor fraternal. Assim, o resultado da fidelidade paternal é amor,
respeito e honra por parte dos filhos. Embora a realidade atual apresente mudanças
no padrão do relacionamento família, veremos que a Bíblia possui princípios
imutáveis para um relacionamento fiel entre pais e filhos.

1. O desafio da fidelidade entre pais e filhos.

A crise familiar surgiu desde o momento em que o homem deixou de observar os


princípios da Palavra de Deus (Gn 3.1-7), resultando em várias consequências:
desrespeito aos pais (Gn 9.22, 24, 25), profanação (Gn 49.3, 4), incesto (2Sm 13.11-
14), subversão (2Sm 15.12-14) e homicídio (Gn 4.8). Ainda hoje, esses males
continuam ocorrendo pela inobservância da Palavra de Deus (2Tm 3.2; Ef 6.4).

1.1 O papel dos pais

O livro de Provérbios, verdadeiro manancial de conselhos paternos, exprime com


muita clareza que os pais são responsáveis por legitimar ou repelir conhecimentos e
valores adquiridos pelos filhos (Pv 1.8-19), exercer mediação entre os filhos e o
mundo e empenhar-se no seu desenvolvimento físico, mental, social e profissional.
Na família cristã, o pai, além de suprir as necessidades básicas, precisa ser
sacerdote e continuamente apresentar sua família a Deus (Jó 1.5), e pastor, criando
na vida dos filhos um padrão de moralidade com base nas Escrituras (Pv 2-3). Além
de prover e educar, os pais devem impor limites de maneira sensata, transmitindo
valores éticos sólidos, capazes de fazer com que os filhos ajustem seus
comportamentos às exigências da vida dentro da coletividade e obedeçam a regras
básicas de convivência (Pv 4-7).

1.2. O papel dos filhos

Os filhos ocupam um lugar especial na família. Eles são os responsáveis pela


coroação da família, dando o sentido de um lar completo. A Bíblia é enfática ao
afirmar que os filhos são herança do Senhor (Sl 127.3-5). Filhos ocupam um lugar
de honra na família, contudo, devem submissão aos pais (Pv 15.20; 17.6). O texto
Bíblico diz que isso é justo (Ef 6.1). Eles devem honra aos progenitores até mesmo
depois de constituírem suas próprias famílias. Nessa fase os filhos terão dupla
oportunidade: cuidar dos pais e chefiar seus lares.

1.3 Amizade e companheirismo

Os pais devem educar seus filhos, apoiá-los com firmeza e confiança e ser seus
melhores amigos (Pv 4.3-27). Os laços de amizade e companheirismo entre pais e
filhos tornam essa relação a parceria mais ideal e confiável (Sl 2.12). A amizade não
é exigida, não se conquista de maneira forçada, sob pressões e ameaças, mas
espontaneamente, independentemente de obtenção de recompensas ou favores. O
filho que recebe dos pais a atenção devida, provinda de um amor verdadeiro, além
de desenvolver autoconfiança, é altruísta, tolerante e aprende a valorizar. Nessa
jornada, todas as oportunidades devem ser aproveitadas. Os pais devem promover
atividades conjuntas, passeios e tempo com qualidades, abrindo mão de interesses
próprios e se dedicando mais a família, fortalecendo a união e concretizando uma
relação não apenas de pais e filhos, mas de amigos e parceiros.

2. O desafio de disciplinar com amor

As Escrituras nos advertem que desde o início a imaginação dos pensamentos do


coração do homem era má continuamente (Gn 6.5). Se quisermos que nossos filhos
tenham um caráter a toda prova, precisamos enfrentar desafios no processo
instrutivo desde cedo, e isso envolve diálogo, prática e convivência sadia, firmeza e
autocontrole. Disciplina implica em determinar limites.

2.1 Pelos princípios da Palavra de Deus

Devemos nos espelhar nas Escrituras, que nos exorta a instruir os filhos desde a
mais tenra idade (Dt 6.6, 7) senão teremos uma colheita ruim (2Tm 3.1-9). A
infância é o período de ouro do aprendizado, pois nessa fase a assimilação é mais
fácil. Não meçamos esforços para que os princípios introduzidos nas mentes
infantes se fixem de tal maneira que perdurem por toda vida. Os ensinamentos
semeados garantirão colheita de bons frutos no futuro (Pv 22.6). Filhos bem
preparados farão a diferença como referenciais para a Igreja e para a sociedade.
Temos que acreditar na família. Famílias estruturadas e fiéis, células sadias, corpo
saudável, Igreja forte. É dever do homem, como cidadão, viver de maneira ética.
Como conhecedores da Palavra de Deus, maior responsabilidade temos de cooperar
para que haja mais harmonia na sociedade através do Corpo de Cristo. A esperança
da família está no viver a Palavra de Deus, aplicando os ensinamentos exarados nas
Escrituras Sagradas.

2.2 Pela coerência na disciplina

Não raramente encontramos pais que preferem um filho em detrimento de outro,


isso não é bom, causa divisão na família. Ser excessivamente rigoroso com um,
enquanto outro desfruta de especial proteção não parece justo, cria ruptura na
família. Outra situação não menos grave é quando há divergência na forma em que
educam: um dos pais ensina de um modo e o outro desfaz, ensinando de maneira
diferente. A falta de coerência nos métodos de formação dos filhos gera conflitos
(Gn 37.3, 4;11; 25.28; 27.3-13), e instala a discriminação dentro do lar. O processo
disciplinar exige equidade no tratamento com os filhos; antes de criticá-los é
preciso ter interesse pelas coisas do universo deles. Também é preciso respeitar os
limites dos filhos e estimular a superação dos mesmos, inspirando-lhes confiança.

2.3 Pelo exemplo

Somos observados pelos que nos rodeiam, principalmente por nossos filhos.
Aprendemos a respeitar aos outros através da educação e disciplina, mas
principalmente pelo exemplo. Os filhos fazem o que veem seus pais fazerem, (Mt
11.27; Tg 1.23-25). Se os pais são fiéis, os filhos aprenderão com eles. É grande a
responsabilidade dos pais na lapidação do caráter dos filhos, pois estes herdam
atitudes no aprendizado e no convívio e que, por sua vez, influenciam as novas
gerações. As ações têm poder de convencimento. Elas falam por si mesma, ensinam
mais que palavras.

3 Resultados da fidelidade entre pais e filhos

A boa relação entre pais e filhos passa necessariamente por uma comunicação
eficaz. Significa que a pessoa compartilha, em família, o que ocorre com ela. Através
da comunicação as pessoas partilham diferentes informações entre si, tornando tal
ato uma atividade essencial para a vida em sociedade.

3.1 Harmonia e estabilidade familiar

Pais omissos serão responsabilizados pela maneira como criaram os filhos (1Rs 1.5,
6). Aproveitemos o tempo que passamos com aqueles que realmente importam
para nós, e nos foram confiados por Deus, a quem de fato pertencem (Sl 127.3). As
atitudes dos pais para com os filhos e dos filhos para com seus pais determinam o
grau de relacionamento e equilíbrio na família. Ninguém melhor do que os pais
para conhecer o caráter, personalidade e temperamento de cada um dos filhos. É de
se esperar que os pais sejam os primeiros e melhores mestres dos filhos. O convívio
sadio, pacífico e harmonioso é o ideal para semearmos confiança e estabelecer
diálogo, oportunidade para ouvir e ser ouvido, criando um elo permanente com
eles.

3.2 Posse de sublimes promessas

A observância dos preceitos divino conduz pais e filhos a apossarem-se de


promessas grandiosas, que contemplam a família no seu relacionamento mútuo e
com Deus (Dt 28.2-6; 30.6, 8, 9; Is 44.3). Nesse contexto, os pais se beneficiam ao
serem honrados (Êx 20.12), os filhos por aplicarem este princípio e Deus é
engrandecido pela observância da Sua Palavra.

3.3 Debaixo da bênção de Deus

O salmo 127.3-5 traça o perfil de uma família feliz e abençoada. O salmo 128
descreve o pai como abençoado, a mãe, videira frutífera, e os filhos, plantas de
oliveira, herança do Senhor e flechas na mão do valente, e encerra com uma bênção
de prosperidade e promessa de longevidade para o homem temente a Deus: ele terá
paz e viverá o suficiente para ver seus filhos e seus descendentes. Portanto, a
fidelidade entre pais e filhos coopera para a perpetuação das bênçãos na família de
modo que serão como a oliveira verdejante na casa de Deus (Sl 52.8; 92.12-15).
CONCLUSÃO

Aquele que com prudência, previne-se do mau tempo e alicerça sua casa na rocha,
estará seguro (Mt 7.24-27). Se não nos preocuparmos com a fundação, seremos
insensatos e a família correrá perigo. O alicerce, mesmo não sendo aparente, faz a
diferença e valoriza a construção. A palavra de Deus, manual do fiel e fonte
inesgotável de ensino e aprendizado, nos fornece todos os materiais necessários
para construirmos uma família bem fundamentada, à prova de vendavais.

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