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CURSO ON-LINE – PACOTE DE EXERCÍCIOS


ANALISTA ADMINISTRATIVO DO MPU
PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA – LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 3

Saudações, prezado aluno!


Em nossa terceira aula, estudaremos a regência de alguns
nomes e verbos, os casos de ocorrência (ou não) da crase e a redação de
correspondências oficiais. Em relação à regência, digo “de alguns nomes
e verbos” porque a grande quantidade deles no léxico da nossa Língua não
nos permite estudar o assunto em sua inteireza. Ficaremos, então, no
estudo da regência de um grupo de nomes e verbos cujo conhecimento não
pode faltar a você.

REGÊNCIA NOMINAL

Regência nominal é a relação entre um substantivo, adjetivo


ou advérbio transitivo e seu respectivo complemento nominal. Essa relação
é intermediada por uma preposição. Vejamos três exemplos do que acabei
de falar:
(1) Os cursos do Ponto têm sido úteis a muitos candidatos.
ADJ. COMP. NOMINAL

PREP.

(2) Por causa dos cursos do Ponto, muitos candidatos estão


mais perto da aprovação.
ADV. COMP. NOMINAL

PREP. (de + a)

(3) Todos vocês têm capacidade para passar no concurso!


SUBST. COMP. NOMINAL

PREP.

(...) À noite, o céu se abre limpo e estrelado.


8 É um convite à contemplação da natureza. (...)
Época, 9/5/2005 (com adaptações).

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1. (Cespe/Ibama/Analista Ambiental/2005) Na linha 8, o emprego do sinal


indicativo de crase em “à contemplação” indica que esse termo é regido
pelo substantivo “convite”; mas se a opção fosse por uma oração com o
verbo convidar o uso do sinal de crase seria opcional.

Comentário – A primeira parte da declaração está correta. Realmente, o


substantivo “convite” tem seu significado semântico completado pelo termo
“à contemplação”. Note a fusão que ocorreu entre a preposição a exigida
pela regência transitiva do substantivo “convite” e o artigo feminino a que
acompanha o substantivo “contemplação”. Esse fenômeno justifica o
emprego do acento grave indicativo de crase (“à”).
E o que dizer da parte final da declaração? Antes de
responder à pergunta, experimente reescrever a passagem empregando o
verbo convidar. Tenha em mente que o verbo convidar também é
transitivo (direto e indireto) e pede complemento. Na questão da prova,
esse verbo estaria também complementado explicitamente por termo regido
pela preposição a, justificando a presença obrigatória do acento grave
indicativo de crase.
Resposta – Item errado.

Abaixo está uma relação de nomes e suas regências que


merecem sua atenção, já que o emprego deles é frequente em concursos
das mais diversas bancas examinadoras:
Acessível a Alusão a Atento a ou em

Acostumado a ou Ansioso por Benéfico a


com

Atenção a ou para Compatível com


Alheio a

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Cuidadoso com
Invasão de Preferível a
Desacostumado a ou
com Junto a ou de Prejudicial a

Desatento a
Leal a Próprio de ou para

Desfavorável a
Maior de Próximo a ou de

Desrespeito a
Morador em
Querido de ou por

Estranho a
Natural de
Residente em

Favorável a
Necessário a
Respeito a ou por

Fiel a
Necessidade de
Sensível a

Grato a
Nocivo a
Simpatia por

Hábil em Ódio a ou contra


Simpático a

Habituado a Odioso a ou para


Útil a ou para

Inacessível a Posterior a
Versado em

Indeciso em Preferência a ou por

Atenção especial deve ser dada aos nomes que regem


preposição A, por possibilitarem a ocorrência de crase. Foi explorando esse

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conhecimento que uma questão apareceu na prova elabora pelo Cespe, para
o cargo de técnico judiciário do Supremo Tribunal Federal, em 2008.

1 O consumo das famílias deverá crescer 7,5% neste


ano, tornando-se um dos principais responsáveis pelo
crescimento do produto interno bruto, previsto em 5%. A
4 nova estimativa do consumo das famílias é uma das
principais mudanças nas perspectivas para a economia
brasileira em 2008 traçadas pela Confederação Nacional da
7 Indústria em relação às previsões apresentadas em dezembro
do ano passado, quando o aumento do consumo foi estimado
em 6,2%.
(...)
O Estado de S. Paulo, 7/4/2008 (com adaptações).

2. (Cespe/STF/Técnico Judiciário/2008) Na linha 7, o emprego do sinal


indicativo de crase em “às previsões” justifica-se pela presença de
preposição, exigida pela locução “em relação”, e pelo emprego de artigo
definido feminino plural antes de “previsões”.

Comentário – Note que a locução “em relação a” possui em sua parte final
a preposição a. Essa expressão exige sim um complemento, que no caso em
estudo está pluralizada e acompanhada de artigo definido: “as previsões
apresentadas em dezembro do ano passado”. O encontro de a (preposição)
com as (artigo) desencadeia a fusão desses dois vocábulos, que na escrita é
evidenciada pelo emprego do acento grave indicativo de crase.
Resposta – Item certo.

Verifique a partir de agora outras questões de provas anteriores.

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1 Uma antiga preocupação dos legisladores do


passado era a de assegurar o direito dos povos de manter
“os costumes da terra”. (...)
Mauro Santayana. Jornal do Brasil, 24/11/2006.

3. (Cespe/TSE/Analista Administrativo/2007) No que diz respeito aos


sentidos e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue a assertiva
abaixo.

Na expressão “era a de assegurar” (l. 2), a presença da preposição “de”


decorre da regência de “preocupação” (l. 1).

Comentário – Possivelmente, a dificuldade de alguns candidatos em julgar


este item ocorreu por causa da ausência do vocábulo “preocupação” na
expressão em destaque. Analise novamente o enunciado e perceba que
ocorre a elipse do substantivo “preocupação”. Note: “Uma antiga
preocupação dos legisladores do passado era a [preocupação] de assegurar
o direito dos povos de manter ‘os costumes da terra’”. Ficou melhor agora?
Tanto diante de “os legisladores”, quanto de “assegurar”, a preposição de se
faz presente em virtude da regência do substantivo “preocupação”. Res-
posta – Item certo.

1 Folha — O sr. concorda que muitas das restrições


impostas pelo Estado são impostas por pensamen-
tos “puritanos” de parte da sociedade?
(...)
Folha de S. Paulo, 23/10/2005. Trecho da entrevista concedida
pelo economista Eduardo Giannetti (com adaptações).

4. (Cespe/Anatel/Analista Administrativo/2006) Atenderia às regras


prescritas pela gramática a seguinte formulação da pergunta feita ao
entrevistado: O senhor concorda com a idéia de que, entre as restrições

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estabelecidas pelo Estado, muitas são impostas por pensamentos


“puritanos” de parte da sociedade?

Comentário – Deve chamar a sua atenção o surgimento da oração


subordinada substantiva completiva nominal regida corretamente pela
preposição “de”, que surgiu agora por imposição do substantivo “idéia”.
Resposta. Item certo.

(...) Mas foi a partir do século


XIX que a expansão mundial do capitalismo deu origem
13 à consciência de que uma cultura mundial estava
verdadeiramente em via de surgir.

Sérgio Paulo Rouanet. Do fim da cultura ao fim do livro. In:


Eduardo Portella (Org.). Reflexões sobre os caminhos do livro.
SãoPaulo: UNESCO/Moderna, 2003, p. 63 (com adaptações).

5. (Cespe/Minist. da Integ. Nacion./Bibliotecário/2006) Em “consciência de


que” (l. 13), o emprego da preposição “de” é decorrente da regência de
“consciência”.

Comentário – O substantivo “consciência” pertence à oração “Mas a partir


do século XIX a expansão mundial do capitalismo deu origem à
consciência”. Você deve estar curioso, querendo saber onde foram parar
as palavras “foi” e “que”, não é mesmo? Repare que elas são meras palavras
de realce. Podem ser retiradas da oração sem qualquer prejuízo para o
enunciado. Tanto é verdade que eu as retirei sem que qualquer problema
acontecesse, percebeu? Pois bem, semanticamente o vocábulo “consciência”
não se esgota. Ele precisa de um termo que lhe complete o sentido. É com
essa finalidade que surge a oração “de que uma cultura mundial estava
verdadeiramente em via de surgir”. Junte os dois segmentos e observe

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que a articulação entre eles é possibilitada pela presença da preposição de,


que decorre da regência do próprio substantivo “consciência”.
Resposta – Item certo.

1 A Câmara dos Deputados brasileira aprovou, por


265 votos favoráveis e 61 contrários, a adesão da Venezuela
ao MERCOSUL, bloco regional formado por Brasil,
4 Argentina, Paraguai e Uruguai.
O protocolo de adesão, assinado em julho de 2006,
ainda precisa ser aprovado pelo Senado para entrar em vigor.
7 Os congressos do Uruguai, da Argentina e da própria
Venezuela já votaram pela entrada do país no MERCOSUL.
Apenas o Paraguai e o Brasil ainda não chancelaram o
10 acordo. Dados da Comissão de Relações Exteriores e Defesa
Nacional mostram que a entrada do país resultará em um
bloco com mais de 250 milhões de habitantes, área de
13 12,7 milhões de km2, PIB superior a U$ 1 trilhão
(aproximadamente 76% do PIB da América do Sul) e
comércio global superior a US$ 300 bilhões.
(...)
Maria Clara Cabral. Folha de S. Paulo, 18/12/2008.

6. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) O emprego de preposição em “ao


MERCOSUL” (l.3) justifica-se pela regência de “contrários” (l.2), que
exige preposição a.

Comentário – Na verdade, a preposição a é exigida pela regência do nome


“adesão” (adesão de quem a quê?): “a adesão da Venezuela ao
MERCOSUL”.
Resposta – Item errado.

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7. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) Nas duas ocorrências de “superior a”


(l.13 e 15), “a” funciona como artigo definido.

Comentário – O vocábulo “a” é preposição exigida pelo nome “superior”


(superior a quê?), que é seguido por complemento: “superior a U$ 1 trilhão”
e “superior a US$ 300 bilhões”.
Resposta – Item errado.

Como você está indo até agora? Caso não tenha entendido
alguma explicação, sugiro que volte a ela imediatamente. Não prossiga sem
que as dúvidas tenham sido esclarecidas. Ao entrarmos no tópico sobre
regência verbal (faremos isso nas próximas linhas), é recomendável que
você esteja seguro em relação ao que acabamos de estudar. Outras
informações serão acrescentadas. Não deixe que as dúvidas se acumulem.

REGÊNCIA VERBAL

O que é o que é?

1 Se recebo um presente dado com carinho por pessoa


de quem não gosto — como se chama o que sinto? Uma
pessoa de quem não se gosta mais e que não gosta mais da
4 gente — como se chama essa mágoa e esse rancor? Estar
ocupado, e de repente parar por ter sido tomado por uma
desocupação beata, milagrosa, sorridente e idiota — como se
7 chama o que se sentiu? O único modo de chamar é perguntar:
como se chama? Até hoje só consegui nomear com a própria
pergunta. Qual é o nome? e é este o nome.
Clarice Lispector. A descoberta do mundo.

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Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 199.

8. (Cespe/IRBr/Diplomata/2009) No título do texto, as duas ocorrências da


forma verbal “é” são sintaticamente equivalentes.

Comentário – Não é possível responder à questão sem antes perceber que


a distinção entre as duas ocorrências da forma verbal ”é” leva em conta esse
tópico da nossa Língua: transitividade verbal. Na verdade, a questão requer
noções semântico-sintáticas, e não apenas sintáticas.
Verbos cujos complementos (objetos diretos ou objetos
indiretos) lhes integram os sentidos são classificados como transitivos.
Estão divididos em:
a) transitivos diretos: seus complementos (objetos diretos)
não são introduzidos obrigatoriamente por preposição;

(4) Quero água.


VTD OD

(5) A médico, confessor e letrado nunca enganes.


ODP VTD

Em (9), a preposição “A” é empregada simplesmente por motivo


de ênfase, e não pela exigência da transitividade do verbo. Nesse caso, o
complemento vem preposicionado; contudo permanece como objeto direto.
b) transitivos indiretos: seus complementos (objetos
indiretos) são necessariamente introduzidos por uma preposição, exceto
quando empregado um pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, lhe);

(6) Gosto de água.


VTI OI

(7) Custou-me entender o assunto.


VTI OI

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c) transitivos diretos e indiretos: reúnem, ao mesmo tempo,


objetos diretos e indiretos;

(8) Deram-lhe um presente.


VTDI OI OD

Há também verbos considerados de sentidos completos, por não


exigirem complementos que lhes integrem os significados. São conhecidos
como intransitivos.

(9) Infelizmente, a vítima do acidente morreu.


VI

Todos esses verbos são considerados nocionais (possuem valor


semântico, denotam acontecimento, fenômeno natural, desejo, atividade
mental).
Existe ainda uma categoria de verbos que precisa ser
mencionada aqui. É a dos verbos de ligação, também considerados não
nocionais ou copulativos. Esses verbos, de significados indefinidos (ou
predicações incompletas), unem (ligam, servem de “ponte”) o sujeito da
oração a seu predicativo (função esta desempenhada por adjetivos,
substantivos ou pronomes).

(10) Maria é feliz.


Suj. VL Pred.

Verbos de ligação denotam situação permanente, situação


transitória, mudança de situação.

(11) João é estudioso. (situação permanente)


(12) João está cansado. (situação transitória)
(13) João ficou alegre. (mudança de situação)

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Estaria tudo muito bom se as coisas fossem tão certinhas assim,


não é mesmo? O fato é que a classificação de um verbo em transitivo
direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto, intransitivo ou
de ligação dependerá das relações semântico-
-sintáticas entre os termos da oração.

(14) João anda cansado.


(15) João anda depressa.

Em (18), o verbo (“anda”) denota o estado de “João” no


momento da fala e liga o sujeito da oração (“João”) ao seu predicativo
(“cansado”). É, pois, verbo de ligação (copulativo, não nocional).
Em (19), o mesmo verbo agora indica a ação exercida pelo
sujeito. É, pois, verbo nocional. Notem que o vocábulo “depressa” não
integra o significado do verbo, mas indica a circunstância (de modo) em que
a ação é desenvolvida.
Creio que agora podemos responder à questão da prova do IRBr.
Perceba, preliminarmente, que o título do texto é composto por duas
orações:

(16) O que é o...


(17) ...que é?

Notoriamente, trata-se de um período composto por


subordinação. A primeira oração é a principal; a segunda, subordinada. Esta
– repare bem – é introduzida pelo pronome relativo “que”. Portanto, é uma
oração subordinada adjetiva.

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O verbo da primeira oração (“é”) liga o predicativo “o” (pronome


demonstrativo substantivo) ao sujeito “que”. Em uma análise semântico-
-sintática, portanto, ele ocorre como verbo de ligação, copulativo, não
nocional. O mesmo verbo, na segunda oração, não faz esse tipo de “ponte”.
Ressalte-se que nela nem existe adjetivo, substantivo ou pronome
substantivo desempenhando a função de predicativo do sujeito. Em (21), o
verbo é tomado como intransitivo, nocional.
Resposta – Item errado.

Uma vez entendido o porquê da classificação de um verbo em


transitivo (direto; indireto; direto e indireto), intransitivo ou de ligação,
já estamos aptos a tratar especificamente da regência de alguns verbos.
Diga-se ainda que “a regência verbal pretende estabelecer os diversos
regimes com que um verbo pode ser empregado”, como nos ensina o
eminente professor Décio Sena.

1 Na atualidade, em qualquer parte do mundo, podem


desenvolver-se atividades de apoio logístico ou de
recrutamento ao terrorismo. Isso se deve à sua própria lógica
4 de disseminação transnacional, que busca continuamente
novas áreas de atuação e, também, às vantagens específicas
que cada país pode oferecer a membros de organizações
7 extremistas, como facilidades de obtenção de documentos
falsos ou de acesso a seu território, além de movimentação,
refúgio e acesso a bens de natureza material e tecnológica.
(...)
Paulo de Tarso Resende Paniago. O desafio do terrorismo internacional. In: Revista
Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, v. 3, n.º 4, set./2007, p. 36.

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9. (Cespe/Abin/Agente de Inteligência/2008) Em “às vantagens” (l.5), o


sinal indicativo de crase justifica-se pela regência de “deve” (l.3) e pela
presença de artigo definido feminino plural.

Comentário – Repare que o verbo analisado indica, no contexto analisado,


a causa do que é declarado no período anterior. Nesse sentido, é transitivo
indireto e exige preposição A, que, ao lado do artigo definido feminino plural
AS que inicia seu complemento, faz surgir o fenômeno linguístico conhecido
como crase.
Resposta – Item certo.

Observação. Já foi dito aqui que alguns verbos podem ter sua
transitividade mudada conforme o contexto. Tal é o caso também do verbo
que estamos analisando. Na frase O marido devia satisfações à esposa, o
verbo (no sentido de “ter de pagar; ter dívidas ou obrigações”) é agora
transitivo direto e indireto. Note que o vocábulo “satisfações” completa o
sentido do verbo sem a necessidade de preposição, enquanto o termo “à
esposa” – outro complemento do mesmo verbo – surge regido pela
preposição “a”, que se fundiu com o artigo feminino singular “a” (repare o
acento indicativo de crase).

1 Assistimos à dissolução dos discursos


homogeneizantes e totalizantes da ciência e da cultura. Não
existe narração ou gênero do discurso capaz de dar um
4 traçado único, um horizonte de sentido unitário da
experiência da vida, da cultura, da ciência ou da
subjetividade. Há histórias, no plural; o mundo tornou-se

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7 intensamente complexo e as respostas não são diretas nem


estáveis. (...)
Dora Fried Schnitman. Introdução: ciência, cultura e subjetividade. In: Dora Fried
Schnitman (Org.). Novos paradigmas, cultura e subjetividade, p. 17 (com adaptações).

10. (Cespe/Abin/Oficial de Inteligência/2008) O emprego do sinal indicativo


de crase em “à dissolução” (l. 1) deve-se à dupla possibilidade de
relações sintático-semânticas para o verbo assistir.

Comentário – Vamos aproveitar esta questão de prova para conhecer as


acepções do verbo ASSISTIR.
a) Transitivo indireto com sentido de VER, OBSERVAR;
seu complemento é regido pela preposição A: Assistimos ao final do
campeonato.
b) Transitivo indireto com sentido de COMPETIR, CABER,
TER DIREITO; seu complemento também é regido pela preposição A: Não
assiste ao professor reclamar tanto.
c) Transitivo direto ou transitivo indireto (neste caso,
exige preposição A) com sentido de SOCORRER, PRESTAR ASSISTÊNCIA: O
médico assistiu a vítima. Igualmente correta estaria a construção: O médico
assistiu à vítima. Repare o acento grave indicativo de crase (fusão da
preposição A com o artigo feminino A(S) que antecede substantivo de
mesmo gênero gramatical).
d) Intransitivo com sentido de MORAR, RESIDIR: Há cinco
anos resido em Brasília. Observe a presença da preposição “em” exigida
pelo verbo e que introduz o adjunto adverbial de lugar (não confunda esse
termo com objeto indireto).
Agora já podemos dar início ao comentário da questão
propriamente dito. O gabarito oficial considerou este item anulado. Por quê?
A parte final da declaração traz um conceito discutível. A ocorrência da

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crase, muito embora dependa realmente da regência do verbo ASSISTIR,


deve-se ainda pela presença do artigo feminino A que acompanha o
substantivo “dissolução”.
Não obstante, a admissão do verbo ASSISTIR como
transitivo direto ou indireto só faz sentido se o tomarmos com os valores
semânticos indicados em c). No contexto em que surge, essa concepção
alteraria o sentido do que se pretende comunicar. Portanto, melhor seria a
interpretação do verbo ASSISTIR como transitivo indireto, indicando a
observação do fato exposto no período em que surge.
Resposta – Item realmente ruim; melhor mesmo foi ter sido anulado.

1 Um homem do século XVI ou XVII ficaria espantado


com as exigências de identidade civil a que nós nos submetemos
com naturalidade. Assim que nossas crianças começam a falar,
4 ensinamos-lhes seu nome, o nome de seus pais e sua idade. (...)

Philippe Ariès. História social da criança e da família.


Dora Flaksman (Trad.), p. 1-2 (com adaptações).

11. (Cespe/Abin/Oficial de Inteligência/2008) O emprego da preposição


antes do pronome, em “a que” (l. 2), atende à regra gramatical que
exige a preposição a regendo um dos complementos do verbo
submeter.

Comentário – A resolução deste item precisa considerar dois ensinamentos


importantes. O primeiro é a própria razão de ser desta aula e tratada nesta
seção: regência verbal. Realmente, o significado da forma verbal
“submetermos” – tomado como transitivo direto e indireto – exige um
complemento sem preposição (“nos”, pronome pessoal oblíquo átono) e
outro complemento regido pela preposição A (o objeto indireto). Mas qual é
mesmo esse complemento que deve ser preposicionado? É o pronome

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relativo “que”, substituto semântico da expressão nominal “as exigências de


identidade civil”. O segundo ensinamento diz respeito à colocação da
preposição exigida pelo verbo que integra orações subordinadas adjetivas
(“a que nós nos submetemos com naturalidade”). Sim, a preposição exigida
pelo verbo deve, em casos semelhantes, anteceder o pronome relativo
introdutório dessas orações.
Resposta – Item certo.

12. (Cespe/TSE/Analista Administrativo/2007) Assinale a opção que


apresenta fragmento de texto gramaticalmente correto.

a) “Estamos num caminho certo, no caminho que consagra o sistema que


preserva, acima de tudo, a vontade do eleitor”, destacou. O presidente
lembrou de que a expectativa inicial era de chegar ao patamar de 90%
dos votos totalizados em todo o país às 22 horas, mas o índice foi
alcançado às 19 h 30 min.
b) Ao responder uma questão sobre os resultados apontados na apuração
do segundo turno presidencial, o ministro Marco Aurélio considerou que,
“sem dúvida alguma, a diferença maior de votos resulta por
legitimidade para o candidato eleito”. O ministro Marco Aurélio
congratulou aos eleitores brasileiros que, mais uma vez, compareceram
às urnas para exercer “esse direito inerente à cidadania, que é o direito
de escolher os representantes”.

Comentário – Alternativa A: apresenta dois problemas de regência verbal.


O primeiro deles é o emprego da preposição “de” para reger o complemento
da forma verbal “lembrou”. É comum que algumas pessoas se atrapalhem
com o uso dos verbos LEMBRAR/ESQUECER. Isso ocorre porque esses
verbos apresentas variados regimes. Vamos a eles!

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a) Transitivos diretos quando conjugados sem auxílio do


pronome (parte integrante do verbo): Esqueci o livro. Lembrou cada
detalhe. Temos aqui: I) sujeito oculto: eu e ele; II) objeto direto: “o livro” e
“cada detalhe”.
b) Transitivos indiretos quando conjugados
pronominalmente (parte integrante do verbo): Esqueci-me do livro.
Lembrou-se de cada detalhe. O que temos agora? I) parte integrante do
verbo: “me” e “se”; II) objeto indireto: “do livro”; “de cada detalhe”.
c) Transitivos indiretos quando em construções nas quais a
coisa esquecida assume a função de sujeito e a pessoa (normalmente
representada pelo pronome oblíquo) representa o objeto indireto:
Esqueceu-me o livro. Lembrou-me cada detalhe. Perceba: I) sujeito: “o
livro” e “cada detalhe”; II) objeto indireto: “me”.
De acordo com a explicação em A, você pode entender que o
verbo “lembrou” é transitivo direto e a preposição “de” que o segue está
“sobrando” no enunciado. Também está “sobrando” a preposição “de” que
rege a oração subordinada substantiva predicativa “chegar ao patamar de
90% dos votos totalizados em todo o país”. A redação correta deve ser a
seguinte: “Estamos num caminho certo, no caminho que consagra o sistema
que preserva, acima de tudo, a vontade do eleitor”, destacou. O presidente
lembrou que a expectativa inicial era chegar ao patamar de 90% dos votos
totalizados em todo o país às 22h, mas o índice foi alcançado às 19h30min.
Voltemos agora nossas atenções para a alternativa B, em que
há três problemas de regência verbal. A primeira diz respeito ao regime do
verbo RESPONDER, que pode ser empregado como:
a) Transitivo direto e indireto (exige preposição A) com
objeto direto representado por coisa e objeto indireto representado por
pessoa: Respondi o telegrama ao amigo.

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b) Transitivo indireto (exige preposição A) com relação à


pergunta feita: Ele respondeu ao interrogatório.
c) Transitivo direto com relação ao que foi respondido ou à
resposta dada: Ele respondeu que não iria à praia.
Notem a ausência da preposição A antes do complemento do
verbo “responder” na passagem em surge, indicando erroneamente seu
emprego como transitivo direto.
E não é só isso: o verbo RESULTAR, transitivo indireto, rege
preposição EM e não “por” como está no texto. Por último, o verbo
CONGRATULAR é transitivo direto, isto é, seu complemento não necessita de
preposição. Mas ele foi utilizado como verbo transitivo indireto. Caso seu
emprego se desse com aspecto pronominal (congratular-se), seria também
transitivo indireto, porém regendo preposição COM. O emprego da
preposição “a” é completamente descabido.
Resposta – Itens errados.

(...) Desde então,


7 vêm se impondo, entre especialistas ou não, a compreensão
sistêmica do ecossistema hipercomplexo em que vivemos e
a necessidade de uma mudança nos comportamentos
10 predatórios e irresponsáveis, individuais e coletivos, a fim de
permitir um desenvolvimento sustentável, capaz de atender
às necessidades do presente, sem comprometer a vida futura
13 sobre a Terra.

Paulo Marchiori Buss. Ética e ambiente.


In: Desafios éticos, p. 70-1 (com adaptações).

13. (Cespe/TCU/Analista de Controle Externo) O emprego do sinal indicativo


de crase em “às necessidades” (l. 12) é obrigatório; a omissão desse

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sinal provocaria erro gramatical por desrespeitar as regras de regência


estabelecidas pelo padrão culto da linguagem.

Comentário – A regência aludida é a do verbo “atender” (l. 11). Então,


você precisa conhecer o regime dele para responder corretamente à
questão. ATENDER é trnasitivo direto ou indireto (neste caso, exige
preposição A), indiferentemente. Por exemplo: Atendi o chamado
imediatamente. ou Atendi ao chamado imediatamene. Portanto, ao se
empregar a crase na expressão “às necessidades”, esse verbo foi tomado
como transitivo indireto. Igualmente correta estaria a construção “as
necessidades” (sem sinal indicativo de crase), se o mesmo verbo fosse
empregado com regência transitiva direta.
Resposta – Item errado.

Atenção! Seguem o mesmo regime de ATENDER os verbos SATISFAZER


e PRESIDIR. O diretor presidiu a(à) reunião. Satisfarei (a)o teu desejo.

1 O real não é constituído por coisas. Nossa


experiência direta e imediata da realidade leva-nos a imaginar
que o real é feito de coisas (sejam elas naturais ou humanas),
4 isto é, de objetos físicos, psíquicos, culturais oferecidos à
nossa percepção e às nossas vivências. (...)

Marilena Chaui. O que é ideologia, p. 16-8 (com adaptações).

14. (Cespe/Anatel/Analista/2009) Preservam-se as relações de coerência e


a correção gramatical do texto ao se inserir a preposição de logo depois
da forma verbal “imaginar” (l.2), escrevendo-se: (...) imaginar de que o
real (...).

Comentário – Não é difícil perceber que o verbo “imaginar” é transitivo


direto e que, por isso mesmo, seu complemento não vem regido por

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preposição (quem imagina, imagina algo). Logo, a preposição “de” não tem
vez no segmento.
Resposta – Item errado.

1 O poder político é produto de uma convenção, não


da natureza, como postulava Aristóteles, e nasce juntamente
com a sociedade, quando os homens decidem abrir mão de
4 toda a sua liberdade natural, a fim de protegerem os seus
direitos naturais, consubstanciados na propriedade, na vida,
na liberdade e em outros bens. (...)
Daniela Romanelli da Silva. Poder, constituição e voto. In: Filosofia,
ciência&vida. Ano III, n.º 27, p. 40-1 (com adaptações).

15. (Cespe/Anatel/Analista/2009) Preservam-se a correção gramatical do


texto e a coerência entre os argumentos ao se substituir
“consubstanciados” (l.5) por que consubstanciam.

Comentário – A melhor maneira de perceber o equívoco é reescrever a


passagme como a banca indica: “que consubstanciam na propriedade, na
vida, na liberdade e em outros bens”. Antes, o adjetivo-particípio exigia a
preposição “em” (consubstanciados em quê?). Agora, a forma verbal
consubstanciam (consubstanciam o quê?) possui regência transitiva direta
e dispensa a preposição.
Resposta – Item errado.

Precisamos ainda conhecer a regência de mais alguns verbos.

ASPIRAR
a) VTD = sorver, respirar: Gosto de aspirar o ar puro do campo.

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b) VTI (prep. A) = desejar, almejar: O escriturário aspira ao cargo de


gerente.

CHAMAR
a) VTD = convocar, solicitar a presença: Chamei o professor.
b) VTI (prep. POR) = invocar, pedir ajuda: Chamei por Deus.
c) VTD ou VTI = qualificar, nomear, apelidar: Chamei-o patriota (de
patriota) // Chamei-lhe patriota (de patriota).

CUSTAR
a) VTI (conjugado na 3ª pessoa) = ser difícil, ser penoso: Custou-me
entender este assunto.
b) VTDI = acarretar: A imprudência custou-lhe lágrimas amargas.
c) VI = estabelecer preço: Este rádio custou vinte reais.

IMPLICAR
a) VTD = acarretar, trazer conseqüência: Teu nervosismo implicou a tua
reprovação.
b) VTI (prep. COM) = contender: Ela implica muito com o seu irmão.
c) VTI (prep. EM) = pronominal: Implicou-se em situações delicadas.

INFORMAR/AVISAR/CIENTIFICAR/NOTIFICAR
a) VTDI: Informei a prova ao aluno. Informei o aluno da (de + a) prova.

1 A Organização dos Estados Americanos (OEA)


naufraga em um mar de alternativas regionais, cujo acento
maior é a exclusão dos EUA. É o caso da proposta de uma
4 nova organização de países da América Latina e Caribe, que

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se junta a outras iniciativas do mesmo teor, como o Grupo do


Rio e a UNASUL. O poder de Washington já fora avisado
7 por instituições acadêmicas norte-americanas de que a OEA
corre o risco de perder vigência. (...)
Newton Carlos. Folha de S.Paulo, 18/12/2008 (com adaptações).

16. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) Em “de que a OEA” (l.7), o emprego


de preposição “de” se deve à regência de “avisado” (l.6).

Comentário – Usou-se o particípio do verbo avisar em construção de voz


passiva. Perceba que “O poder de Washington” fora avisado de algo, ou
seja, “de que a OEA corre o risco de perder vigência”.
Resposta – Item certo.

PREFERIR
a) VTDI (seu complemento indireto é regido pela preposição A): Prefiro
cinema a televisão. Prefiro o cinema à (a + a) televisão. (CERTO).
Prefiro mais cinema do (de + o) que televisão. (ERRADO).
Obs.: O significado de PREFERIR não admite gradações (mais... que;
menos... que; tanto... quanto). Além disso, a preposição que rege seu
complemento indireto é, obrigatoriamente, A.

VISAR
a) VTD = mirar, ver: O caçador visou o tigre.
b) VTD = rubricar, dar visto: O gerente visou o cheque.
c) VTI (prep. A)= almejar, ter como objetivo: Visamos ao bom ensino da
linguagem.

MORAR/RESIDIR/SITUAR

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a) VI (prep. EM): Ela reside na (em + a) rua Dr. Nilo Peçanha. (CERTO) /
Ela reside à (a + a) rua Dr. Nilo Peçanha. (ERRADO)

OBEDECER/DESOBEDECER
a) VTI (prep. A): Obedeço a meu pai. Não desobedeça a seus pais.

CRASE

Vamos agora estudar os casos de ocorrência (ou não) de


crase, um fenômeno linguístico que consiste na pronúncia de vogais
idênticas e sequenciais em uma mesma sílaba. Observe como isso se dá nos
versos do poeta Casemiro de Abreu:

“Teu pensamento é como o Sol que morre


Há de cismando mergulhar-se em mágoas
Durante a noite quando o orvalho desce.”

Entretanto, o que nos interessa nesta aula são apenas os casos


de crase envolvendo a preposição A e a vogal A, que recebem notação
gráfica específica (acento grave): À.

(18) Fomos à (a + a) festa de aniversário do nosso vizinho.

Como regra geral, toda vez que um termo regente (seja nome,
seja verbo) exigir preposição A e o termo regido vier determinado pelo
artigo feminino A(S), a crase surgirá e deverá ser indicada pelo acento
grave (`), como no exemplo acima. Analise estas questões de prova:

17. (Cespe/ME/Agente Administrativo/2008) Hoje, o que funciona em


Educação é indicar à professora o que realizar, dando-lhe a
oportunidade de escolher os próprios métodos.

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Comentário – Note que o verbo “indicar” requer dois complementos: um


regido sem preposição (“o que realizar”) e outro regido pela preposição “a”
(“a professora”), a qual se une ao artigo definido feminino “a” integrante do
complemento indireto. Em outras palavras, vale o velho e bom
ensinamento: “indicar algo a (preposição) alguém”.
Resposta – Item certo.

1 O real não é constituído por coisas. Nossa


experiência direta e imediata da realidade leva-nos a imaginar
que o real é feito de coisas (sejam elas naturais ou humanas),
4 isto é, de objetos físicos, psíquicos, culturais oferecidos à
nossa percepção e às nossas vivências. (...)
Marilena Chaui. O que é ideologia, p. 16-8 (com adaptações).

18. (Cespe/Anatel/Analista/2009) O sinal de crase em “oferecidos à nossa


percepção e às nossas vivências” (l.4-5) indica que “oferecidos” tem
complemento regido pela preposição a.

Comentário – Sim, é verdade o que foi declarado. O adjetivo-particípio


“oferecidos” reclama preposição a para reger seu complemento (oferecido a
quem?). Como os termos regidos admitem a presença do artigo feminino
(singular no primeiro caso e plural no segundo), a crase surge
naturalmente: a + a = à; a + as = às.
Resposta – Item certo.

1 O Brasil e o Paraguai vão discutir a revisão do


Tratado de Itaipu e uma possível renegociação da dívida de
US$ 19,6 bilhões da hidrelétrica com o Tesouro Nacional.
4 A decisão foi tomada durante um encontro entre os

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presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o paraguaio Fernando


Lugo, paralelamente à Cúpula da América Latina e Caribe.
(...)
Denise Chrispim Marin e Tânia Monteiro. O Estado de S. Paulo, 18/12/2008 (com adaptações).

19. (Cespe/IRBr/Bolsa-prêmio/2009) O sinal indicativo de crase em “à


Cúpula” (l.6) justifica-se pela regência de “paralelamente”, que exige
preposição a, e pela presença de artigo definido feminino singular.

Comentário – É isso mesmo. O advérbio “paralelamente” requer


a preposição a (paralelamente a que?), que se aglutina com o artigo
singular a que determina a expressão “Cúpula da América Latina e Caribe”.
Resposta – Item certo.

1 A Alemanha vai enfrentar a pior recessão desde a

2.ª Guerra Mundial e já planeja, para 2009, um novo pa-


cote de estímulo à economia. (...)
Jamil Chade. O Estado de S. Paulo, 18/12/2008 (com adaptações).

20. (Cespe/IRBr/Bolsa-prêmio/2009) O sinal indicativo de crase em “à


economia” (l.3) justifica-se pela regência de “planeja” (l.2) e pela
presença de artigo definido feminino.

Comentário – Aqui o motivo é outro. A regência não é do verbo “planeja”


(que sequer pede preposição, pois é transitivo direto); mas, sim, do
substantivo “estímulo” (linha 3).
Resposta – Item errado.

Também merecem destaque os casos de crase que surgem do


encontro da preposição A com a letra A que inicia os pronomes

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demonstrativos AQUELA(S), AQUELE(S) e AQUILO, bem como com o A (=


aquela) pronome demonstrativo.

(19) O aluno referia-se àquela questão anulada da prova.


(20) O prêmio foi dado à que chegou primeiro.

Em (23), a forma verbal “referia-se” (“se” é parte integrante do


verbo) é transitivo indireto. Seu complemento é regido pela preposição A,
que se une ao A inicial do pronome demonstrativo “aquela”.
Em (24), o complemento indireto de “dado” é regido também
pela preposição A, que se funde com o pronome demonstrativo A (=
aquela).
Vejamos outra questão de prova:

21. (Cespe/CEF/Técnico Bancário/2006) Julgue os seguintes itens quanto à


concordância e à regência.

12% de desconto no IR, incidente sobre os rendimentos alcançados


com a aplicação dos recursos, são permitidos aqueles contribuintes que
tem aplicação no PREVINVEST da CAIXA.

Comentário – Comentarei apenas o que se refere à ocorrência da crase


neste exercício. A expressão “são permitidos” deve fazer surgir um
complemento indireto regido pela preposição A: algo é permitido a alguém.
O termo que lhe serve de complemento indireto (“aqueles... da CAIXA”) é
iniciado pelo pronome demonstrativo “aqueles”. Pois bem, o encontro da
preposição A com a letra A inicial do pronome demonstrativo implica a
ocorrência da crase: àquelas, que não foi indicada no texto.
Resposta – Item errado.

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Passarei à explicação de outros casos obrigatórios de emprego


do acento grave indicativo de crase.

1. Nas locuções adverbiais femininas


(21) Sairás às pressas.
(22) Todos, à uma, aplaudiram a decisão do professor.

2. Nas locuções prepositivas femininas


(23) Vivia às expensas do (de + o) tio.
(24) A polícia saiu à procura da (de + a)quadrilha.

Observação: a crase será de rigor quando uma locução


prepositiva terminada por a estiver diante de artigo feminino que
acompanha substantivo. Veja um exemplo abaixo.

1 Creio que há evidência contundente em favor do


argumento de que os investimentos públicos em pesquisa
científica têm tido um retorno bastante compensador em
4 termos da utilização para o bem-estar social dos progressos
científicos obtidos. Por outro lado, creio também que se
pode questionar, não somente quanto à aplicação de
7 conhecimentos científicos com finalidades destrutivas ou
nocivas à humanidade e à natureza, mas também quanto à
distribuição desses benefícios entre diferentes setores da sociedade.
(...)

Samuel Macdowell. Responsabilidade social


dos cientistas. In: Estudos Avançados, vol. 2, n.º 3,
São Paulo, set.-dez./1988 (com adaptações).

22. (Cespe/Inpe/Tecnologista/2009) As ocorrências de crase em “à


aplicação” (l.6) e “à humanidade e à natureza” (l.8) justificam-se pelo

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uso obrigatório da preposição a nos complementos de “questionar”


(l.6).

Comentário – As ocorrências da crase justificam-se por outro motivo. Na


linha 6, o a final da locução prepositiva “quanto a” contraiu-se com o artigo
definido feminino da expressões “a aplicação” (repare que caso semelhante
corre em “quanto à distribuição”, nas linhas 7 e 8). Na linha 8, a crase suge
em razão da regência do adjetivo “nocivas” (nocivas a quê?) e da presença
do artigo definido feminino das expressões “a humanidade” e “a natureza”.
Resposta – Item errado.

3. Nas locuções conjuntivas femininas


(25) À medida que estudo, mais aprendo.
(26) À proporção que vocês estudam, mais se aproximam da
aprovação.

4. Antes de pronome possessivo feminino substantivo (retornem à


aula 2, página 4, se vocês tiverem dúvidas quanto ao que seja pronome
substantivo)
(27) Sou favorável à proposta dele e não à sua.
(28) Refiro-me a sua proposta e à minha.

5. Antes de nomes masculinos quando possamos subentender as


palavras MODA, MANEIRA
(29) Cortou cabelo à (maneira de) príncipe Danilo.
(30) Usava sapatos à (moda) Luís XV.

23. (Cespe/TSE/Analista Administrativo/2007) Assinale a opção que


apresenta fragmento de texto gramaticalmente correto.

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O presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, atribuiu ao


“aprimoramento” do processo eleitoral eletrônico avelocidade da
totalização dos votos. Nesta última eleição, oTSE bateu o recorde
histórico, alcançando a totalização de 90% dos votos às 19 h. Às 21 h
15 min, já haviam sido apuradas 99% das urnas.

Comentário – Não existe erro de natureza gramatical no fragmento em


análise. Ainda que haja outros aspectos gramaticais dignos de nota,
ressaltarei somente o emprego correto e obrigatório dos dois acentos graves
indicativos de crase nas locuções adverbiais “às 19 h” e “Às 21 h 15 min”.
Resposta – Item certo.

Obs.: As demais alternatias foram omitidas propositalmente, por não


atenderem ao propósito desta aula. Peço que se acostumem com esta
metodologia de estudo.

Há construções em que o fenômeno da crase pode ou não


ocorrer. São casos facultativos de emprego do acento grave.

1. Antes de nome próprio feminino (se for personagem histórica, o uso


é proibido)
(31) Refiro-me a (à) Joana.
(32) Refiro-me a Joana d’Arc.

2. Antes de pronome possessivo feminino adjetivo.


(33) Dedico a (à) minha irmã todo o meu trabalho.
Convém ressaltar que o emprego facultativo do acento deriva da
possibilidade de se omitir o artigo feminino A que antecede pronomes
possessivos femininos que acompanham substantivos.

3. Quando o A (artigo) vem precedido pela preposição ATÉ.

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(34) Correu até a (à) árvore.


Se pensarmos na frase Correu até o poste, por exemplo,
perceberemos que a preposição A (“...até ao poste”) não foi empregada
comcomitantemente à preposição “até”. Daí vem a alegação de que o
emprego da preposição A é facultativo em casos semelhantes.

Trabalho escravo:
longe de casa há muito mais de uma semana

(...) “Não conseguia dormir


direito por não conseguir juntar dinheiro sequer para retornar
19 à minha cidade e rever a família”, relatou. Quando uma
fazenda no município paraense de Piçarras foi fiscalizada em
junho deste ano, Copaíba foi localizado pelo Grupo Móvel,
22 resgatado e recebeu de indenização trabalhista mais de
R$ 5 mil.
Revista Trabalho. Brasília: MTE, ago./set./out./2008, p. 40-2 (com adaptações).

24. (Cespe/MTE/Administrador/2008) O sinal indicativo de crase em


‘retornar à minha cidade’ (l. 18-19) é facultativo e a sua omissão
preservaria os sentidos do texto e a correção das estruturas lingüísticas.

Comentário – O verbo “retornar” – assim como outros verbos que indicam


movimento, deslocamento – rege as preposições a, de e para, conforme o
significado da mensagem que se quer transmitir. Na passagem analisada,
empregou-se a preposição A. Ao seu lado, consta um pronome possessivo
feminino adjetivo (“minha”), que faculta a presença do artigo feminino A
sem que haja prejuízo algum para os sentidos do texto.
Resposta – Item certo.

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E há ainda os casos de crase proibida.

1. Antes de nomes masculinos


(35) Comprou a prazo.

(36) Dei aquela calça a este homem.

2. Antes de verbo.
(37) Começou a chover.

3. Antes de pronome de tratamento (exceções: SENHORA,


SENHORITA, MADAME)

(38) Referiu-se a Vossa Excelência.

4. Antes de pronomes oblíquos


(39) Dedico o meu trabalho a ela.

5. Antes de pronomes indefinidos


(40) Ofereci um presente a alguém desta sala.

6. Antes de artigo indefinido


(41) Concedeu a bolsa de estudos a uma menina pobre.

Você deve comparar este exemplo com o (26), que traz uma
locução adverbial feminina e constitui-se em caso obrigatório de crase.

7. Quando o A precede palavras femininas no plural


(42) Respondeu a cartas pouco elogiosas.

Aqui, existe apenas a preposição A, em decorrência da regência


da forma verbal “Respondeu”. A ausência do artigo feminino plural (as)
precedendo o substantivo “cartas” amplia, generaliza, indetermina o alcance
semântico dele. Em resumo, é o seguinte: nunca use crase na seguinte
estrutura: singular (a) + plural (cartas).

8. Quando a preposição A se encontra entre palavras idênticas

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(43) Perdeu o gol cara a cara com o goleiro.

9. Com o pronome relativo CUJO(S), CUJA(S)


(44) A pessoa a cuja filha me refiro estuda neste colégio.

O “a” que surge antes do pronome relativo é simplesmente a


preposição exigida pela regência do verbo pronominal REFERIR-SE. Como o
pronome relativo CUJO (e suas variações) não admite o uso de artigo que o
acompanhe, não há o encontro de dois sons iguais.

10. Com pronome relativo QUEM


(45) A pessoa a quem me refiro estuda neste colégio.

Vale também para este caso a explicação dada anteriormente.

ATENÇÃO! É necessário ter cuidado com os pronomes relativos


QUE e A QUAL. Em relação ao primeiro, a crase ocorrerá se o termo
anterior a ele (seja verbo, seja nome) reger preposição A e o termo
seguinte for um dos pronomes demonstrativos A(S), AQUELA(S),
AQUELE(S), AQUILO

(46) Dirigi-me às que estavam de serviço na recepção.

Perceba que existe a contração da preposição A, exigida pelo


verbo DIRIGIR-SE, com o pronome demonstrativo AS (= aquelas).

(47) Sou favorável à que chegou primeiro.

Em relação ao pronome relativo A QUAL, a crase surgirá se o


termo posterior a ele reger preposição A, que deverá ocupar posição
imediatamente anterior ao pronome, contraindo-se com o A inicial que o
integra.

(48) A festa à qual nos dirigimos começará agora.

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11. Diante de qualquer preposição diferente de ATÉ


(49) Ele o esperava desde as oito horas.

(50) O trabalho ficará pronto após as seis horas.

12. Diante de nome próprio feminino que designe personagens


históricas, ilustres, celebridades ou entidades religiosas

(51) Refiro-me a Joana d’Arc.

(52) Rogou a Nossa Senhora que o ajudasse.

13. Antes dos pronomes demonstrativos ESTA, ESSA


(53) Chegamos a esta cidade há cinco anos.

14. Quando se atribui ao substantivo valor semântico indefinido


(54) Cristo não fazia jus a morte tão humilhante.

15. Antes da palavra DISTÂNCIA usada sem qualquer especificação


(55) A vítima reconheceu o ladrão a distância.

25. (Cespe/ME/Agente Administrativo/2008) Julgue os fragmentos de texto


apresentados nos próximos itens com relação à regência e ao emprego
do sinal indicativo de crase.

a) Parece que a Educação anda bem atrasada em relação à outras áreas


do conhecimento.

b) Antigamente, dizia-se à uma mestra exatamente o que ela deveria fazer


e como deveria de proceder; existia um currículo bem específico e
fechado.

Comentário – O fenômeno da crase não deve ocorrer em construções


sintáticas do tipo: preposição A seguida de palavra no plural, como em “à
outras”. Na dúvida, volte ao ponto 7, exemplo (46). Também é indevido o

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ancento grave indicativo de crase diante de artigo indefinido (“à uma).


Revise, se precisar, o ponto 6.
Resposta – Itens errados.

(...)
10 O aumento do emprego e os programas
de transferência de renda continuam a beneficiar mais as
famílias que ganham menos, cujo consumo tende a aumentar
13 proporcionalmente mais do que o das famílias de renda
mais alta. A oferta de crédito, igualmente, atinge mais
diretamente
essa faixa. O Estado de S. Paulo, 7/4/2008 (com adaptações).

26. (Cespe/STF/Técnico Judiciário/2008) Em “tende a aumentar” (l. 12),


não há sinal indicativo de crase porque antes de forma verbal não se
emprega artigo definido feminino.

Comentário – Sim, é isso mesmo. Esse “a” que surge entre os verbos é
simplesmente uma preposição, que articula a locução verbal.
Convém esclarecer que não se deve empregar artigo diante
de verbo, exceto quando o propósito for substantivá-lo.
Resposta – Item certo.

(...) Pelo acordo, denominado Registro


7 Mundial de Gases que Causam o Efeito Estufa, as
multinacionais passam a informar o seu grau de poluição do meio
ambiente, atendendo a expectativas de acionistas, que
10 cobram mais transparência sobre o tema. Juntas, essas
empresas são responsáveis pela emissão de 800 milhões de

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toneladas de dióxido de carbono por ano, o que representa


13 cerca de 5% das emissões mundiais.
O Globo, 23/1/2004, p. 30 (com adaptações)

27. (Cespe/TCU/Técnico de Controle Externo/2004) Caso se optasse por às


expectativas em lugar de “a expectativas” (l. 9), o período em que se
encontra essa expressão continuaria atendendo às exigências da norma
culta escrita.

Comentário – Quando tratei de regência verbal, expliquei que o verbo


ATENDER admite complemento sem ou com preposição (neste caso, a
preposição exigida é A). Na passagem “atendendo a expectativas de
acionistas”, optou-se pela regência transitiva indireta desse verbo. Não é
difícil perceber que o “a” empregado é uma preposição; caso fosse artigo
definido feminino, deveria flexinar-se em número para concordar com o
substantivo “expectativas”. Tal é o que ocorre na alteração proposta:
atendendo às expectativas de acionistas. Como o verbo ATENDER continua
com regência transitiva indireta, o encontro da preposição A com o artigo
definido AS dá origem ao fenômeno da crase.
Resposta – Item certo.

Obs.: Apesar de preservada a correção gramatical do período, a alterção


proposta acarreta a ele leve desvio semântico. Estando o artigo definido
ausente, o substantivo “expectativas” é tomado com valor indefinido:
quaisquer expectativas. O emprego do artigo AS determina, define,
restringe o alcance do significado do substantivo “expdctativas”.

28. (Cespe/TCU/Técnico de Controle Externo/2004) Serão respeitadas as


regras gramaticais se for utilizado o sinal indicativo de crase no “a” que
precede “informar” (l. 8).

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Comentário – Quer saber de uma coisa? O Cespe adora elaborar questão


de crase envolvendo a ocorrência dela diante de verbo. Já disse e repito:
diante de verbo não deve existir crase. Trata-se de mais um caso proibido!
Resposta. Item errado.

1 É opinião unânime entre os analistas políticos que, até agora,


o melhor desempenho do governo Luiz Inácio Lula da
Silva está se dando no campo diplomático. O primeiro
4 grande êxito foi a intermediação do conflito entre o
presidente venezuelano Hugo Cháves e seus opositores. O
segundo grande êxito dessa política refere-se às negociações
7 para a criação da Área de Livre Comércio das Américas
(ALCA). Na última conferência da Organização Mundial do
Comércio (OMC), realizada no balneário mexicano de Cancun,
10 o Itamaraty, manobrando habilmente nos meandros da
diplomacia internacional, impediu que os Estados Unidos da
América (EUA) escondessem seu protecionismo ferrenho atrás
13 da propaganda do livre comércio, que constitui a justificativa
para a formação da ALCA. O mais recente êxito de Lula na
ordem internacional foi o discurso proferido na Assembléia
16 Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova
Iorque, quando propôs a criação de um comitê de chefes de
Estado para dinamizar as ações de combate à fome e à miséria
19 em todo o mundo.

Plínio de Arruda Sampaio. Política externa independente. In:


Família Cristã, ano 69, n.º 815, nov./2003, p. 28-9 (com adaptações).

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29. (Cespe/MJ/DPRF/Policial Rodoviário Federal/2004) Na linha 6, o sinal


indicativo de crase deve ser mantido, caso se prefira a redação
refere-se à negociações.

Comentário – Você já sabe que não pode haver crase em construções


sintáticas do tipo: singular (a) + plural (negociações). Nesses casos, o “a”
que surge é preposição exigida pelo termo regente. Para haver crase, é
necessário que o substantivo surja acompanhado pelo artigo feminino as,
semelhantemente ao que ocorre no texto original.
Resposta – Item errado.

30. (Cespe/MJ/DPRF/Policial Rodoviário Federal/2004) Os sinais indicativos


de crase em “combate à fome e à miséria” (l. 18) podem ser eliminados
sem prejuízo para a correção do período.

Comentário – Antes de tudo, observe que agora o termo regente não é


mais um verbo, e sim um nome: “combate” (substantivo derivado do verbo
combater). No texto original, o significado semântico dos seus
complementos (a fome e a miséria) estão determinados pelo artigo feminino
“a” que antecede cada um deles. A contração desse artigo com a preposição
“a” exigida pela regência do nome “combate” faz surgir a crase, indicada
pelo acento grave em “à fome e à miséria”. Ao se prefrir indeterminar o
valor semântico dos substantivos “fome” e “miséria”, deve-se retirar deles o
artigo “a” que os acompanha, elimando assim a ocorrência de crase. Dessa
forma, o período continuaria gramaticalmente correto; porém com leve
desvio semântico.
Resposta – Item certo.

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Considerando que os fragmentos apresentados nos próximos dois itens


constituem partes sucessivas de um texto de Jamil Chade (O Estado
de S. Paulo, 18/12/2008), julgue-os quanto à correção gramatical.

31. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) A notícia obrigou a chanceler Angela


Merkel anunciar um novo pacote de incentivo a economia que será
implementado à partir de janeiro. O pacote incluiria bilhões de euros
para obras de infraestrutura, comunicações e renovações de escolas.

Comentário – No trecho “incentivo a economia” houve omissão do acento


grave indicativo de crase, que se justifica pela contração da preposição a
regida pela nome “incentivo” (incentivo a quê?) e pelo artigo definido
feminino a que acompanha o substantivo “economia”.
Na expressão “à partir”, a crase é desautorizada, pois o
vocábulo “paritr” é verbo. Diante de verbo não há crase.
O verbo obrigar foi usado como bitransitivo (obrigou
alguém a algo..). Seu objeto direto é o termo “a chanceler Angela Merkel”;
seu objeto indireto (regido pela preposição a) é a oração iniciada pelo verbo
“anunciar”. Note a ausência da preposição.
Resposta – Item errado.

32. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) Ataques à Merkel estão fazendo que


ela perca popularidade, mesmo diante do pacote de mais de US$ 60
bilhões e incentivos fiscais anunciados em novembro. Ela ainda é vista
como tendo hesitando em apoiar um estrategismo europeu de combate
a crise.

Comentário – A crase não deveria ocorrer diante do nome “Merkel”. Apesar


de ser nome feminino, ele se refere a uma personagem ilustre. Mas a crase
tem lugar na expressão “combate a crise”. O termo regente pede preposição
a e o substantivo admite o artigo a.

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Resposta – Item errado.

Considerando que o fragmento constitui parte de um texto adaptado de


O Globo (18/12/2008), julgue-o quanto à correção gramatical.

33. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) Em nota, a OPEP justificou o corte,


afirmando que “o volume de petróleo que entra no mercado continua
bem acima da demanda atual”. Além disso, “o impacto da grave
retração da economia global levou a destruição da demanda, resultando
em uma pressão de queda com os preços sem precedentes”.

Comentário – O verbo levar é transitivo indireto no sentido de acarretar ou


conduzir e requer preposição a para reger seu complemento: “a destruição
da demanda”. Como esse complemento admitiu o artigo definido a, a crase
deveria ter sido indicada por meio do acento grave.
Resposta – Item errado.

REDAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIAS OFICIAIS

Reservei para este encontro todas as questões sobre redação de


correspondências oficiais cobradas na prova que o Cespe elaborou para o
concurso de analista do DETRAN/DF em 2009. A escolha deve-se à
abrangência das questões. Além delas, há também questões mais recentes
de outros concursos organizados pela mesma banca examinadora.

Texto para os itens 34 a 42

Considere que Juarez Alencar Cabral, candidato ao cargo de Analista de


Trânsito do DETRAN/DF, desejando dedicar-se integralmente ao estudo
dos conteúdos que seriam exigidos nas provas do respectivo concurso,
tenha redigido, em tom gracioso, a seguinte carta para sua noiva.

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BSB, 8/3/2009.

Excelentíssima Senhorita:

1. O abaixo-assinado, aluno compulsivo de cursos


preparatórios para concursos públicos, dotado da esperança
férrea de se tornar brevemente um eminente funcionário
público, vem, mui respeitosamente, por meio desta informar
a Vossa Senhoria que se inscreveu para o provimento de
vaga no cargo de Analista de Trânsito do DETRAN/DF, e, por
esse relevante motivo, suspende por tempo indeterminado o
noivado que mantém com a Excelentíssima Senhorita, para
se dedicar integralmente ao estudo das matérias constantes
do respectivo edital.
2. Aproveito o ensejo para manifestar-lhe também,
outrossim, a intenção de retomar, tão logo seja aprovado,
minhas funções de noivo junto a Vossa Excelentíssima, haja
visto o grande amor que te devoto.
3. Reitero protestos de estima e consideração.

J.A.Cabral
JUAREZ ALENCAR CABRAL

34. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) A forma de identificação do signatário


da carta coincide com a recomendada para as comunicações oficiais,
que deve conter os seguintes elementos: a assinatura do remetente, a
linha contínua para se apor a assinatura, o nome da autoridade que
expede a comunicação grafado em maiúsculas e o alinhamento
centralizado.

Comentário – EXCETO QUANDO SE TRATAR DE DOCUMENTOS


ASSINADOS PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, a identificação do

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signatário nas correspondências oficiais deve trazer digitados o nome e o


cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. Veja
o modelo abaixo:

(espaço para assinatura)


NOME
Ministro de Estado da Justiça

Note que não se deve usar um traço acima do nome para


assinatura. O nome da pessoa é escrito com todas as letras em maiúsculas.
O cargo é escrito apenas com as iniciais maiúsculas. Tudo é centralizado na
folha.
Observação: recomenda-se não deixar a assinatura em
página isolada e transferir para essa página pelo menos a última frase
anterior ao fecho.
Resposta – Item errado.

35. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) O fecho que consta na carta —


empregado durante muito tempo em expedientes oficiais de variada
natureza — é permitido, atualmente, somente em mensagens cujo
signatário seja servidor que se dirija a ocupante de cargo
imediatamente superior.

Comentário – O fecho mencionado encontra-se no terceiro parágrafo e tem


a finalidade de marcar o final do texto e saudar o destinatário. Acontece que
ele, o fecho, não é numerado como os demais parágrafos. Além disso, os
fechos utilizados atualmente nos documentos oficiais são os seguintes:
– “Respeitosamente”, para autoridades superiores, inclusive
quando se tratar do presidente da República;

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– “Atenciosamente”, para autoridades de mesma hierarquia


ou de hierarquia inferior.
Ficam excluídas as comunicações dirigidas a autoridades
estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios.
Resposta – Item errado.

36. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) A variedade de tratamento verificada


na carta, tanto no emprego de pronomes pessoais quanto no de
pronomes de tratamento, não deve ocorrer em documentos oficiais,
pois compromete a modalidade de linguagem que deve ser empregada
em redação oficial.

Comentário – Abaixo, apresento um quadro-resumo das formas de


tratamento convenientes à redação oficial.
FORMA DE
AUTORIDADES ABREVIATURA VOCATIVO ENVELOPE
TRATAMENTO
A Sua Excelência o
Presidente da República;
Senhor
Presidente do Congresso
Vossa ou Sua Excelentíssimo Presidente da(o)...
Nacional; e V. Ex.ª
Excelência Senhor + cargo Nome
Presidente do Supremo Tribunal
Instituição
Federal.
Cep – Cidade. UF
Vice-Presidente;
A Sua Excelência o
Ministros de Estado;
Senhor
Chefe do Gabinete de
Nome
Segurança Institucional;
Cargo
Advogado-Geral da União;
Instituição
Chefe da Secretaria-Geral da
Endereço
Presidência da República;
Cep – Cidade. UF
Chefe da Corregedoria Geral da
União; Para Ministros:
Chefe da Casa Civil da A Sua Excelência o
Presidência da República; Senhor
Governadores e Vice- Fulano de Tal
Governadores de Estado e do Ministro de Estado
Distrito Federal; (seguido
Oficiais-Generais das Forças da respectiva pasta)
Vossa ou Sua
Armadas; V. Ex.ª Senhor + cargo Cep – Cidade. UF
Excelência
Embaixadores;
Secretários-Executivos de Para Deputados e
Ministérios e demais ocupantes Senadores:
de cargos de natureza A Sua Excelência o
especial; Senhor
Secretários de Estado dos Deputado ou Senador
Governos Estaduais; Fulano de Tal
Prefeitos Municipais; Câmara ou Senado
Deputados Federais e Federal
Senadores; Cep – Cidade. UF
Membros de Tribunais;
Para Juízes:
Ministro do Tribunal de Contas
A Sua Excelência o
da União;
Senhor
Deputados Estaduais e
Fulano de Tal
Distritais;

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Presidentes das Câmaras Juiz de Direito da 2ª Vara


Legislativas e Municipais; Cível
Juízes; Endereço
Auditores da Justiça Militar;
Conselheiros dos Tribunais de
Contas Estaduais;
Ministros dos Tribunais
Superiores.
Senhor + cargo
ou para autoridade Ao Senhor
Demais autoridades e que não possuir Nome
Vossa ou Sua Senhoria V.S.ª
particulares cargo: Cargo (quando houver)
Senhor Fulano de Endereço
Tal
Ao Senhor
Nome
Vossa ou Sua
Reitores de Universidades V.M. Magnífico Reitor Magnífico Reitor
Magnificência
Universidade de....
Endereço
Santíssimo Padre
Vossa ou Sua Papa Fulano de Tal
Papa V.S. Santíssimo Padre
Santidade Palácio do Vaticano
Endereço
Eminentíssimo A Sua Excelência
Vossa ou Sua
Senhor Cardeal Reverendíssima o Senhor
Eminência V.Em.ª
ou Nome
Cardeais ou ou
Eminentíssimo e Cargo seguido da
Vossa Eminência V.Em.ª Revm.ª
Reverendíssimo instituição
Reverendíssima
Senhor Cardeal Endereço
A Sua Excelência
Vossa ou Sua Excelentíssimo ou Reverendíssima o Senhor
Arcebispos e Bispos Excelência V. Ex.ª Revm.ª Reverendíssimo Nome
Reverendíssima Senhor + título Cargo + instituição
Endereço
Ao Reverendo
Sacerdotes, Clérigos e demais Vossa ou Sua
V. Rev. Reverendo Senhor (nome)
religiosos Reverência
Endereço

Quanto ao tratamento protocolar, o inciso I do artigo 41 da lei nº


8.625/93 equipara os membros do MPU aos do Poder Judiciário
(Vossa/Sua Excelência).

Como você pode perceber, as formas “Excelentíssima Senhorita”


e “Vossa Excelentíssima” destoam completamente do padrão admitido nas
correspondências oficiais.
Note ainda o tom jocoso da mensagem. Na redação oficial, a
linguagem deve caracterizar-se pela sobriedade; a uniformidade de
tratamento, pela polidez.
Resposta – Item certo.

37. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) A carta, apesar de escrita em tom


jocoso, segue a norma de numeração que deve ser aplicada aos

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parágrafos contidos no texto do padrão ofício, princípio que tem o


objetivo de facilitar a alusão a qualquer informação do documento.

Comentário – Antes de tudo, você sabe o que é “padrão ofício”? Eu explico.


Existem três tipos de documentos que se DIFERENCIAM ANTES PELA
FINALIDADE do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o
intuito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o
que chamamos de padrão ofício.
A respeito da numeração dos parágrafos, realmente ela deve
existir, exceto nos casos em que os parágrafos estejam organizados em
itens ou títulos e subtítulos.
O problema está, como já disse anteriormente, no fato de
ter-se numerado o fecho, assemelhando-o aos parágrafos anteriores. Res-
posta – Item errado.

38. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Caso se tratasse de ofício expedido


em repartição pública, a carta teria de sofrer várias alterações. Uma
delas é a necessidade de fazer constar, à margem esquerda superior, o
tipo e o número do expediente, seguidos da sigla do órgão que o
expede.

Comentário – Uma das partes que o aviso, o ofício e o memorando


devem conter é justamente o tipo e o número do documento, seguido da
sigla do órgão que o expede, tudo alinhado à esquerda. Veja abaixo alguns
exemplos.

Memorando nº 123/2002-MF
Aviso nº 123/2002-SG Ofício
nº 123/2002-MME
Resposta – Item certo.

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39. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) A indicação de “local e data” da carta


está em conformidade com as normas do padrão ofício expostas no
Manual de Redação da Presidência da República.

Comentário – Nos documentos que seguem o padrão ofício, a indicação do


local e da data de assinatura é feita por extenso e com alinhamento à
direita, conforme o exemplo abaixo:

Brasília, 28 de abril de 2010.

Resposta – Item errado.

Em relação a expressões e palavras empregadas na carta, julgue os


itens seguintes.

40. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) No segundo parágrafo, seria


adequado substituir “haja visto” por qualquer uma das seguintes
expressões: dado, tendo em vista, haja vista.

Comentário – Mesmo em se tratando de documentos oficiais, a linguagem


dos textos deve sempre pautar-se pelo padrão culto, formal da língua. Não é
aceitável, portanto, que neles constem coloquialismos ou expressões de uso
restrito a determinados grupos, que comprometeriam sua própria
compreensão pelo público. Acrescente-se que indesejável é também a
repetição excessiva de uma mesma palavra quando há outra que pode
substituí-la sem prejuízo ou alteração de sentido.
A expressão “haja visto” não está de acordo com as normas de
concordância da Língua Portuguesa. O segundo elemento, “visto”, é
invariável e permanece vista, independentemente do termo a que se refere.
Sendo assim, a substituição por “haja vista” é mais do que adequada. Ela é
necessária.

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As demais expressões sugeridas pela banca examinadora também


trazem a noção de causa ou motivo daquilo que é declarado anteriormente.
Portanto são equivalentes semanticamente à expressão “haja vista”.
Note ainda a concordância em masculino singular do vocábulo
“dado” com o substantivo “amor”.
Resposta – Item certo.

41. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) No segundo parágrafo, o advérbio


“outrossim”, frequente em expedientes oficiais, está empregado de
forma redundante por estar antecedido do advérbio “também”.

Comentário – Um bom texto deve ser pautado também pela concisão e


objetividade, características importantes das correspondências oficiais.
Conciso e objetivo é o texto que transmite um máximo de
ideias com um mínimo de palavras. Significa dizer que o redator deve
eliminar palavras inúteis, redundantes, passagens que nada acrescentam ao
que já foi dito.
Isso diz respeito à economia linguística, que não deve ser
confundida com a economia de pensamento. Logo, as informações
essenciais de um texto não devem ser suprimidas simplesmente para
torná-lo menor.
Ressalte-se ainda que chavões, jargões, clichês e outras
repetições supérfluas devem ser evitados, tais como:
- Aproveitamos o ensejo/a oportunidade;
- Estamos a sua inteira disposição para quaisquer
esclarecimentos;
- Sem mais nada para o momento;
- Tem a presente a finalidade de;
- Vimos por meio desta;

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- Outrossim/destarte/mui
- De posse de seu ofício.
Resposta – Item certo.

42. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) A expressão “vem (...) por meio


desta”, utilizada no primeiro parágrafo, apesar de ser considerada
redundante em comunicações oficiais, tem seu emprego recomendado
quando se quer assegurar o entendimento correto do texto.

Comentário – Releia o que foi dito no comentário anterior e saiba que o


que contribui para o correto entendimento do texto são a clareza, a
concisão, a observância das normas gramaticais, a coerência das
informações transmitidas, a preferência pela construção de períodos curtos e
de frases na ordem direta.
Resposta – Item errado.

Julgue os itens de 43 a 47 quanto ao emprego da norma escrita formal


em comunicações oficiais.

43. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Ambas as construções serão tidas


como corretas, se figurarem em um expediente oficial: 1. Esses são os
recursos de que o Estado dispõe. 2. O Governo insiste que a negociação
é importante.

Comentário – Como já comentei aqui, a escrita correta dos vocábulos e as


construções sintáticas em conformidade com as normas gramaticais devem
nortear a elaboração de qualquer texto. Isso inclui os textos elaborados pela
Administração Pública.
O primeiro período apresentado no comando da questão está
correto em todos os aspectos. Note o emprego da preposição “de” antes do

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pronome relativo “que”. Ela surge para atender a regência da forma verbal
“dispõe” (quem dispõe, dispõe de algo). Nas orações subordinadas
adjetivas, a preposição exigida pelo verbo deve anteceder o pronome
relativo, a exemplo do que ocorreu em “1”.
Correto também está o segundo período. Observe agora a
ausência da preposição regida pela forma verbal “insiste” (quem insiste,
insiste em algo). Ocorre que a preposição exigida pelo verbo da oração
principal (“O governo insiste”) tem seu emprego facultado diante de orações
subordinadas substantivas objetivas indiretas (“que a negociação é
importante).
Resposta – Item correto.

44. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Considerando-se que a mesóclise é


desaconselhável em expedientes oficiais, é preferível iniciar período
com a construção “Lhe enviaremos mais informações oportunamente” a
iniciá-lo com a construção “Enviar-lhe-emos mais informações
oportunamente”.

Comentário – Toda regra contida na gramática normativa emprega-se


também nos documentos oficiais. As regras que tratam de colocação dos
pronomes oblíquos átonos são exemplos disso.
Lembre-se de que a mesóclise é o emprego do pronome
oblíquo átono no interior do verbo, assinalado na escrita pela presença de
dois hifens, um antes e outro depois (“Enviar-lhe-emos”). Ocorre com
verbos flexionados no futuro do presente e no futuro do pretérito do modo
indicativo, desde que não haja palavra atrativa que force o pronome a
ocupar posição anterior ao verbo, isto é, posição proclítica (Não lhe
enviaremos...)
Resposta – Item errado.

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45. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Foram empregadas com correção


semântica todas as palavras sublinhadas nos seguintes períodos:
Optou-se por uma dissensão lenta e gradual ao se reintroduzir o país ao
Estado de Direito. Tratar o público com distinção é obrigação de todo
atendente de repartição pública. A discussão do projeto de lei tornou-se
acirrada quando afloraram as distensões nas hostes oposicionistas.

Comentário – Devemos tomar cuidado com palavras parecidas na grafia e


na pronúncia, mas com sentidos diferentes. Elas são conhecidas por
parônimos.
A primeira palavra sublinhada (“dissensão”) significa, de
acordo com o dicionário Houaiss:

1 falta de concordância a respeito de (algo); divergência,


discrepância
2 estado de litígio; desavença, conflito, disputa
Ex.: as d. entre os nobres na Idade Média prejudicavam o
povo
3 característica daquilo que discrepa; oposição

Para ter coerência, a informação transmitida deveria trazer a


palavra descenção, cujo significado é, ainda de acordo com o mesmo
dicionário:

ato, processo ou efeito de descer; descenso, descida


1 movimento descendente; descida, deposição
2 efeito desse movimento
Ex.: a D. da Cruz (falando de Jesus Cristo, p.ex.)
3 Estatística: pouco usado.
decrescimento, decréscimo, diminuição
Ex.: a d. de um índice econômico

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4 ato ou efeito de declinar, cair


Ex.: d. do sol no horizonte
5 Rubrica: geografia.

O vocábulo “distinção”, que expressa as ideias abaixo, está


empregado adequadamente:

3 boa educação; elegância, finura, discrição


Ex.: todos elogiaram a simpatia e a d. da anfitriã
4 maneira honesta, correta e impecável de proceder
Ex.: pode confiar nesta oficina, o dono age sempre com a
maior d.

Por último, a palavra “distensões”, em um contexto


sócio-político, significa “diminuição ou término das tensões entre países,
entre a população, ou parte dela, e o governo, entre grupos dentro de uma
sociedade etc.” Melhor seria, portanto, empregar o vocábulo “dissensões”.
Resposta – Item errado.

46. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Na elaboração de texto oficial, como


norma geral, deve ser evitada a repetição de palavras, buscando-se
sinônimo ou termo mais preciso para substituir a palavra repetida. No
entanto, se a substituição comprometer a inteligibilidade e a coesão do
texto, recomenda-se manter a repetição.

Comentário – A inteligibilidade do texto oficial diz respeito à clareza e à


objetividade da linguagem usada. A necessidade de empregar determinado
nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado, do
próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua
finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo,
ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o
funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se, em sua

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elaboração, for empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os


expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e
objetividade.
As comunicações que partem dos órgãos públicos devem ser
compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse
objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados
grupos. Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação
restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem
sua compreensão dificultada.
Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a
língua falada e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma
imediata qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com
outros elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a
entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por
essa distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as
transformações, tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas
de si mesma para comunicar.
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes
níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a
um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que
incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer
jurídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico
correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao
uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos.
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter
impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e
concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de
que o padrão culto é aquele em que
a) se observam as regras da gramática formal, e

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b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos


usuários do idioma.
É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do
padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das
diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos
vocabulares, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida
compreensão por todos os cidadãos.
Lembre-se de que o padrão culto nada tem contra a
simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de
expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de
linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de
linguagem próprios da língua literária.
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um
“padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do padrão culto nos atos e
comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de
determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das
formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a
utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático,
como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão
limitada.
A linguagem técnica deve ser empregada apenas em
situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos
rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada
área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles
familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em
comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em
expedientes dirigidos aos cidadãos.
Resposta – Item certo.

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47. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Estão corretamente empregados os


homônimos destacados em negrito no seguinte período: A
administração de um medicamento raramente prescrito no Brasil
acabou de ser proscrita nos EUA.

Comentário – Recorramos novamente ao dicionário Houaiss. O vocábulo


“prescrito” foi adequadamente empregado com a acepção de “ordenado
explicitamente”, “que se prescreveu”. A expressão “proscrita” significa a
qualidade daquilo que foi “proibido, censurado, interdito”. Portanto, também
é coerente com o significado do texto.
Faço aqui apenas uma observação. Essas palavras não são
“homônimos”, mas sim parônimos. Lembre-se de que homônimos têm a
pronúncia ou a grafia iguais.

ascender (elevar-se) / acender (atear fogo): homônimos


homófonos (mesma pronúncia)
pelo (forma verbal, pronúncia aberta) / pelo (substantivo,
pronúncia fechada) – homônimos homógrafos

Há ainda os homônimos perfeitos, palavras que possuem a


pronúncia e a grafia iguais, mas continuam com significados distintos.

são (forma verbal) / são (qualidade de quem está bem de


saúde)

Parônimos são palavras que possuem tudo distinto:


pronúncia, grafia e significado, exatamente como ocorre em relação às
palavras em negrito no enunciado.
Resposta – O gabarito oficial informou item certo. Julgo que a anulação
seria melhor.

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A respeito da redação de expediente, julgue os próximos itens.

48. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Em ofício dirigido a uma senadora e


cujo signatário seja um diretor de um órgão público, deverão ser
empregados o vocativo “Senhora Senadora,” e o pronome de
tratamento “Vossa Excelência”, devendo estar flexionados no feminino
os adjetivos que se refiram à destinatária, como se verifica no seguinte
enunciado: “Vossa Excelência ficará satisfeita ao saber que foi indicada
para presidir a sessão.”

Comentário – Veja na tabela abaixo que a pessoa ocupante de cargo de


senador(a) da República também faz jus ao tratamento de Vossa ou Sua
Excelência. No primeiro caso, a correspondência deve ser dirigida
diretamente a ela (como no item que estamos analisando). Se a
correspondência não for endereçada à própria pessoa, mas falar a respeito
dela, a forma correta é Sua Excelência.
FORMA DE
AUTORIDADES ABREVIATURA VOCATIVO ENVELOPE
TRATAMENTO
Vice-Presidente; A Sua Excelência o
Ministros de Estado; Senhor
Chefe do Gabinete de Nome
Segurança Institucional; Cargo
Advogado-Geral da União; Instituição
Chefe da Secretaria-Geral da Endereço
Presidência da República; Cep – Cidade. UF
Chefe da Corregedoria Geral da
União; Para Ministros:
Chefe da Casa Civil da A Sua Excelência o
Presidência da República; Senhor
Governadores e Vice- Fulano de Tal
Governadores de Estado e do Ministro de Estado
Distrito Federal; (seguido
Oficiais-Generais das Forças da respectiva pasta)
Armadas; Cep – Cidade. UF
Vossa ou Sua
Embaixadores; V. Ex.ª Senhor + cargo Para Deputados e
Excelência
Secretários-Executivos de Senadores:
Ministérios e demais ocupantes A Sua Excelência o
de cargos de natureza Senhor
especial; Deputado ou Senador
Secretários de Estado dos Fulano de Tal
Governos Estaduais; Câmara ou Senado
Prefeitos Municipais; Federal
Deputados Federais e Cep – Cidade. UF
Senadores;
Membros de Tribunais; Para Juízes:
Ministro do Tribunal de Contas A Sua Excelência o
da União; Senhor
Deputados Estaduais e Fulano de Tal
Distritais; Juiz de Direito da 2ª Vara
Presidentes das Câmaras Cível
Legislativas e Municipais; Endereço

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Juízes;
Auditores da Justiça Militar;
Conselheiros dos Tribunais de
Contas Estaduais;
Ministros dos Tribunais
Superiores.

A respeito do vocativo, é importante dizer que ele consta


tanto no ofício quanto no aviso, mas não aparece no memorando.
Lembram-se de que esses três tipos de documentos constituem, quanto à
forma, o padrão ofício? Pois é, o vocativo é uma parte do expediente oficial
que não é comum a todos eles.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos
chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,


Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal
Federal.

As demais autoridades serão tratadas com o vocativo


Senhor, seguido do cargo respectivo:

Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,

Os pronomes de tratamento apresentam peculiaridades


quanto à concordância. Os adjetivos referidos a esses pronomes devem
coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que
compõe a locução. Se nosso interlocutor for homem, o correto será “Vossa
Excelência ficará satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência ficará
satisfeita”.
Em relação à concordância verbal, embora os pronomes de
tratamento se refiram à segunda pessoa gramatical (com quem se fala, ou a

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quem se dirige a comunicação), eles levam a concordância para a terceira


pessoa: “Vossa Excelência ficará satisfeita”.
Também os pronomes possessivos referidos a pronomes de
tratamento são sempre os da terceira pessoa: “Vossa Excelência ficará
satisfeita se seus projetos forem aprovados?”.
Resposta – Item certo.

49. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) O envio de documentos, quando


urgente, pode ser antecipado por fax ou por correio eletrônico, sendo
recomendados o preenchimento de formulário apropriado (folha de
rosto), no caso do fax, e a certificação digital, no caso do e-mail.

Comentário – Fax é a modalidade de comunicação que deve ser utilizada


na transmissão e recebimento de assuntos oficiais de extrema urgência e
para o envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há
premência, quando não há condições de envio do documento por meio
eletrônico.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia
xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se
deteriora rapidamente.
É conveniente o envio, juntamente com o documento
principal, de folha de rosto, ou seja, de pequeno formulário com os dados de
identificação da mensagem a ser enviada.
Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela
via e na forma de praxe.
Sobre o correio eletrônico, nos termos da legislação em
vigor, para que a mensagem tenha valor documental e para que possa ser
aceita como documento original, é necessário existir certificação digital
atestando a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.

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O campo assunto do formulário de correio eletrônico deve ser


preenchido de modo a facilitar a organização documental tanto do
destinatário quanto do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado,
preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem que encaminha algum
arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo.
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de
confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar da mensagem
pedido de confirmação de recebimento.
Não há estrutura definida para e-mail, entretanto, deve-se
evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial. Res-
posta – Item certo.

50. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) No caso de relatório que requeira


providências a serem tomadas, um dos fechos recomendados é o
seguinte: Esperando que o relatório expresse fielmente os fatos, pede
deferimento.

Comentário – A banca examinadora misturou, com a intenção de confundir


os candidatos, relatório com requerimento.
Relatório não é documento adequado para se pleitear nada.
Ele serve para expor à autoridade superior a execução de trabalhos
concernentes a certos serviços ou a execução de serviços inerentes ao
exercício do cargo em determinado período.
Requerimento é o instrumento por meio do qual o
interessado requer a uma autoridade administrativa um direito do qual se
julga detentor. Seu fecho é composto pela expressão “Nesses termos, pede
deferimento”.
Resposta – Item errado.

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Considere que um servidor do DETRAN/DF tenha redigido um


documento oficial para convidar um embaixador a proferir palestra no
órgão e que o trecho abaixo componha tal documento.

Memo n.o 6/DIR

Em 8 de março de 2009.
Excelentíssimo Senhor MARK JERTRUTZ,

Convido Vossa Excelência para proferir palestra na


sede do DETRAN/DF sobre as medidas tomadas em vosso
país para melhorar as condições de trânsito nas grandes
cidades.

Considerando essa situação hipotética, julgue os próximos itens.

51. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Foi adequada a escolha da forma


memorando, visto que o convite, geralmente, constitui uma
comunicação curta.

Comentário – O memorando caracteriza-se, sobre tudo pela simplicidade e


concisão na redação e também no trâmite. Não é de estranhar, portanto,
que os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e,
em caso de falta de espaço, em uma folha de continuação. Todavia o
memorando é um tipo de correspondência interna, empregada entre
unidades administrativas de um mesmo órgão, sem restrições hierárquicas e
temáticas. Melhor seria que o documento utilizado fosse um ofício ou mesmo
uma carta.

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Ofício é documento destinado à comunicação oficial entre


órgãos da administração pública e de autoridades para particulares. Trata-se
de documento formalmente semelhante ao memorando; contudo a diferença
básica entre eles é o destino: enquanto o ofício tem por finalidade a
comunicação externa, o memorando é uma comunicação interna.
Carta é forma de correspondência com personalidade pública
ou particular, utilizada para fazer solicitações, convites, externar
agradecimentos ou transmitir informações. As cartas, em princípio, não
devem ser numeradas sequencialmente, à exceção das unidades
organizacionais que as utilizam, com frequência, em caráter oficial
(geralmente nas correspondências com particulares ou empresas).
Recomenda-se que a estruturação seja semelhante à do ofício.
Resposta – Item errado.

52. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Atende às normas de elaboração do


memorando o emprego do vocativo com o nome do embaixador.

Comentário – Quanto à sua forma, o memorando segue o modelo do


padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve ser
mencionado pelo cargo que ocupa. Nele não há vocativo.

Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração


Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do
padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário, seguido
de vírgula.

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,


Senhora Ministra,
Senhor Chefe de Gabinete,

Resposta – Item errado.

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53. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Atende à prescrição gramatical o


emprego do pronome possessivo “vosso” no corpo do texto, dado que o
tratamento empregado foi Vossa Excelência.

Comentário – Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta)


embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se
fala, ou a quem se dirige à comunicação), levam a concordância para a
terceira pessoa.

Vossa Senhoria nomeará o seu substituto.


Vossa Excelência conhece o assunto.

Resposta – Item errado.

Eis abaixo um quadro-resumo das principais características de


alguns documentos oficiais. Leia-o com atenção, comparando as
semelhanças e diferenças entre eles.
Em seguida, apresento modelos das correspondências oficiais
comentadas nos exercícios anteriores.
Expedido por e para as Quando o ofício for
demais autoridades endereçado a mais de um

Ofício (órgãos distintos) destinatário, chama-se


ofício-circular.
Expedido também para
particulares.
Expedido exclusivamente
por ministros de Estado
Aviso
para autoridade de
mesma hierarquia.
Comunicação entre Possui caráter
unidades administrativas administrativo. Marcado pela agilidade na
de um mesmo órgão Empregado para expor tramitação e simplicidade
(comunicação interna). projetos, idéias, burocrática. Os despachos
Memorando
diretrizes, etc. a serem devem se dados no próprio
adotados por documento ou em folha de
determinado setor continuação.
público.

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Expedido por Ministro. Serve para: Se envolver mais de um Segue o padrão ofício se
a) informar determinado Ministério, será assinada for informativo.
Dirigido ao presidente ou
assunto; por todos os envolvidos
ao vice-presidente da Se for para propor alguma
Exposição de Motivos b) propor alguma (interministerrial)
República. medida ou submeter
medida;
projeto de ato normativo,
c) submeter projeto de
é acompanhado de anexo
ato normativo.
em modelo específico.
Registro sucinto de fatos, Devem-se evitar as Verificando-se qualquer en- Assinam: presidente,
ocorrências, resoluções e abreviaturas, e os gano no momento da secretário e membros (as
decisões de uma números são escritos por redação, deverá ser assinaturas destes podem
assembléia, sessão ou extenso. imediatamente retificado constar em uma lista ou
reunião. empregando-se palavras re- livro de presenças)
Escreve-se tudo tificadoras: “digo”
seguidamente (não há
Ata
divisões de parágrafos), Na hipótese de qualquer
sem rasuras, emendas ou omissão ou erro depois de
entrelinhas. lavrada a Ata, far-se-á
uma ressalva: “em
tempo”. “Na linha. ........,
onde se lê......., leia
se. ........”.
Instrumento de Mensagens mais usuais A mensagem, como os
comunicação entre os expedidas pelo Executivo demais atos assinados pelo
chefes dos Poderes. ao Congresso Nacional: presidente da República,

a) encaminhamento de não traz identificação de


Obs.: minuta de projeto de lei; b) seu signatário.
mensagem pode ser encaminhamento de
encaminha pelos medida provisória; c)
Ministérios à Presidência indicação de autoridades
da República, a cuja (o currículo do indicado,
acessórias caberá a devidamente assinado,
redação final. acompanha a
mensagem); d) pedido
de autorização para o
Mensagem Presidente ou o Vice-
Presidente se ausentarem
do País por mais de 15
dias; e) encaminhamento
de atos de concessão e
renovação de concessão
de emissoras de rádio e
TV; f) encaminhamento
de prestação de contas de
exercício anterior; g)
mensagem de abertura
da sessão legislativa (o
portador da mensagem é
o Chefe da Casa Civil e

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vai encadernada em
forma de livro para todos
os congressistas); h)
comunicação de sansão
(dirigida aos membros do
Congresso, por meio de
Aviso ao primeiro
secretário da Casa); i)
comunicação de veto
(dirigida ao presidente do
Senado).
Trata-se de forma de Seu uso restringe-se aos Não há padrão rígido; sua
comunicação dispendiosa casos em que: forma e estrutura seguem
aos cofres públicos e a) não seja possível o os formulários disponíveis
Telegrama uso de fax;
tecnologicamente nas agências dos Correios
b) não seja possível o
superada. uso de correio e em seu sítio na Internet.
eletrônico; e
c) a urgência justifique.
Para transmissão O documento original, O arquivamento, se
antecipada de mensagens quando necessário, deve necessário, deve ser feito
e documentos urgentes, seguir posteriormente com cópia do fax, pois o
Fax quando não é possível o pela via e na forma papel do próprio fax se
envio deles por correio normal. deteriora rapidamente.
eletrônico.

Principal forma de Flexibilidade: não A mensagem que Sempre que disponível,


comunicação para interessa definir forma encaminha algum anexo utilizar o recurso de
transmissão de rígida para sua estrutura. deve fornecer informações “confirmação de leitura”.
documentos, em virtude mínimas sobre o conteúdo Caso não seja possível,
do baixo custo e da Obs 1.: deve-se evitar o dele. pedir confirmação de
celeridade. uso de linguagem recebimento.
incompatível com uma Para os arquivos
comunicação oficial. anexados, deve ser Nos termos da legislação
Correio Eletrônico
utilizado, em vigor, é necessário
Obs. 2: o campo preferencialmente, o existir certificação digital
“assunto” deve ser formato Rich Text. do remetente para que a
preenchido de modo a mensagem tenha valor
facilitar a organização documental.
documental tanto do
destinatário quanto do
remetente.

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[Ministério]
[Secretaria/Departamento/Setor/Entidade]
5 cm [Endereço para correspondência].
[Endereço - continuação]
[Telefone e Endereço de Correio Eletrônico]

Ofício no 524/1991/SG-PR
Brasília, 27 de maio de 1991.

A Sua Excelência o Senhor


Deputado [NOME]
Câmara dos Deputados
70.160-900 – Brasília – DF

Assunto: Demarcação de terras indígenas

Senhor Deputado,
2,5 cm
1. Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama
3cm no 154, de 24 de abril último, informo Vossa Excelência de que as medidas
mencionadas em sua carta no 6708, dirigida ao Senhor Presidente da
República, estão amparadas pelo procedimento administrativo de
demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto no 22, de 4 de
fevereiro de 1991 (cópia anexa).
2. Em sua comunicação, Vossa Excelência ressalva a
necessidade de que – na definição e demarcação das terras indígenas –
fossem levadas em consideração as características sócio-econôm-
1,5 cm

icas
regionais.
3. Nos termos do Decreto no 22, a demarcação de terras
indígenas deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que
atendam ao disposto no art. 231, § 1o, da Constituição Federal. Os estudos
deverão incluir os aspectos etno-históricos, sociológicos, cartográficos e
fundiários. O exame deste último aspecto deverá ser feito conjuntamente com
o órgão federal ou estadual competente.

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3,5 cm

4. Os órgãos públicos federais, estaduais e municipais deverão


encaminhar as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo.
É igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da
sociedade civil.
5. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção
ao índio serão publicados juntamente com as informações recebidas dos
órgãos públicos e das entidades civis acima mencionadas.
6. Como Vossa Excelência pode verificar, o procedimento
estabelecido assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da
Justiça sobre os limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de
todos os elementos necessários, inclusive daqueles assinalados em sua carta,
com a necessária transparência e agilidade.

Atenciosamente,

[NOME]
[Cargo]

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TIMBRE

Aviso no 45/1991/SCT-PR
Brasília, 27 de fevereiro de 1991.

3
76
74
A Sua Excelência o Senhor

00
FULANO DE TAL

50
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPO

10
Esplanada dos Ministérios, Bloco K
70.068-900 – Brasília – DF F:
CP
n,
do

Assunto: Seminário sobre uso de energia no setor público.


ri
pe

Senhor Ministro,
Es

1. Convido Vossa Excelência a participar da sessão de abertura


ar

do Primeiro Seminário Regional sobre o Uso Eficiente de Energia no Setor


ui

Público, a ser realizado em 5 de março próximo, às 9 horas, no auditório da


Ag

Escola Nacional de Administração Pública – ENAP, localizada no Setor


ie

de
Áreas Isoladas Sul, nesta capital.
al
th

2. O Seminário mencionado inclui-se nas atividades do


Programa Nacional das Comissões Internas de Conservação de Energia em


Órgão Públicos, instituído pelo Decreto no 99.656, de 26 de outubro de 1990.

Atenciosamente,

BELTRANO
Ministro de Minas e Energia

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TIMBRE

Memorando nº 118/1991/DJ
Em 12 de abril de 1991.

3
76
74
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração

00
50
10
Assunto: Instalação de microcomputadores F:
CP

1. Nos termos do Plano Geral de informatização, solicito a Vossa


n,

Senhoria verificar a possibilidade de que sejam instalados três


do

microcomputadores neste Departamento.


ri

2 Sem descer a maiores detalhes técnicos, acrescento, apenas,


pe

que o ideal seria que o equipamento fosse dotado de disco rígido e de


Es

monitor padrão EGA. Quanto a programas, haveria necessidade de dois


ar

tipos: um processador de textos, e outro gerenciador de banco de dados.


ui

3. O treinamento de pessoal para operação dos micros poder-


Ag

ia
ie

ficar a cargo da Seção de Treinamento do Departamento de Moderniza-


al

ção,
th

cuja chefia já manifestou seu acordo a respeito.


4. Devo mencionar, por fim, que a informatização dos trabal-


hos
deste Departamento ensejará racional distribuição de tarefas entre os
servidores e, sobretudo, uma melhoria na qualidade dos serviços prestados.

Atenciosamente,

[NOME do signatário]
[Cargo do signatário]

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TIMBRE

Carta no 13/2009/SPC
Brasília, 1º de fevereiro de 2009.

3
76
74
A Sua Senhoria o Senhor

00
FULANO DE TAL
Diretor Financeiro

50
Junco Agronegócios LTDA

10
Rua Oligário Nunes, 125 – São José F:
39.470-000 – Itacarambi–MG
CP
n,
do

Assunto: Inauguração do edifício-sede


ri
pe
Es

Senhor Diretor,
ar
ui

Convido Vossa Senhoria para participar da solenidade de


Ag

inauguração do edifício-sede da Promotoria de Defesa do Consumidor do


Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, localizado na Praça dos
ie

Três Poderes, lote 171, Eixo Monumental, no dia 29 de fevereiro de 2009, às


al

12 horas.
th

Atenciosamente,

ROLANDO LERO
Procurador-Geral da Justiça

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Vocativo + cargo + órgão (Magnífico Reitor da Universidade de Brasília),

3
76
74
00
50
NOME DO REQUERENTE, demais dados de qualificação,

10
requer (objetivo e fundamento legal).
F:
CP

Nesses termos, pede deferimento.


n,
do
ri
pe

Local, data por extenso.


Es
ar
ui
Ag

NOME DO REQUERENTE
ie

Cargo ou função, se for servidor público


al
th

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RELATÓRIO (ou RELATÓRIO DE...)

Senhor Diretor-Geral,

3
76
Tendo sido designado para apurar a denúncia de

74
irregularidades na licitação pública nº 123, que visa a renovar a frota de

00
veículos deste órgão, de acordo com a portaria nº 2020, de 31 de janeiro de

50
2006, submeto à apreciação de Vossa Senhoria o relatório das diligências que
efetuei.

10
F:
Em 10 de setembro de 2005, dirigi-me à chefe da seção de
CP

Compras, senhora FULANA DE TAL, para inquirir os funcionários


BELTRANO e SICRANO, acusados de fraudar o processo de licitação
n,

mencionado no parágrafo acima em favor da empresa ROBAUTO


do

VEÍCULOS LTDA, que venceu a concorrência, embora tenha cotado o preço


ri

dos automóveis com um ágio de trinta por cento em relação ao valor de


pe

mercado.
Es

No inquérito a que se procedeu, ressalta-se a culpabilidade do


ar

servidor BELTRANO, sobre quem recaem evidências de ter fraudado o


ui

processo licitatório, já que foi ele a pessoa encarregada de abrir os envel-


Ag

opes
das empresas perdedoras.
ie
al

Conforme se apurou também, o senhor SICRANO tem sua


th

parcela de responsabilidade no caso, tendo em vista que se omitiu, sendo


negligente no exercício de suas funções. Como membro da Comissão de


Lcitações, devia estar presente na hora da abertura dos envelopes, o que não
ocorreu.
Do que foi exposto, conclui-se que se instaure imediatamente
um processo adminis-
trativo. É o
relatório.

Brasília, 13 de junho de 2009.

NOME DO RELATOR
Cargo ou função
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AULA 3

Continuaremos a analisar algumas questões de provas


antrioremtne elaboradas pelo Cespe. Mas agora serei mas sucinto ao
comentá-las. Você perceberá que a forma muda, entretanto a essência é a
mesma.

Considerando o seguinte requisito: “A redação oficial deve caracterizarse


pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza,
concisão, formalidade e uniformidade” (Manual de Redação da
Presidência da República, 2002), cada um dos itens seguintes
apresenta um fragmento de texto que deve ser julgado certo se atender
ao citado requisito, ou errado, em caso negativo.

54. (Cespe/MRE-IRB/Bolsas-prêmio/2009) Nas últimas décadas, assistimos


à uma evolução significativa dos esforços de promoção e proteção dos
direitos humanos. Em muitos aspectos o mundo melhorou em relação
ao que era a sessenta anos. Essa mudança tem tudo que ver com uma
maior consciência a respeito da necessidade de reconhecer e respeitar
os direitos humanos para todos.

Comentário – O acento grave em “à uma evolução” está incorreto, pois a


crase não ocorre diante de palavra de sentido indefinido. Em “que era a
sessenta anos”, a ideia é de tempo decorrido e a forma há deveria ter sido
usada em vez da forma “a”. O outro problema está na expressão “tudo que
ver”; o certo é tudo a ver.
Resposta – Item errado.

55. (Cespe/MRE-IRB/Bolsas-prêmio/2009) A legislação sobre os direitos


humanos têm-se ampliado tanto na temática como na abrangência
geográfica. Hoje os direitos humanos é reconhecido como universais,

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interdependentes, inter-relacionados, indivisíveis e mutuamente


sustentáveis.

Comentário – Há um erro de concordância verbal indicado por meio do


acento empregado na forma “têm-se”. O núcleo do sujeito desse verbo é
um termo singular (“legislação”), portanto o acento deve ser elim-
inado. Lembre-se disso: ele tem/vem – eles têm/vêm. Em “os direitos
humanos é reconhecido”, também há erro de concordância verbal. Agora
o verbo foi flexionado no singular (“é”) quando o certo seria no plural
(são), em virtude do núcleo do sujeito (“direitos”). Além disso, o
particípio “reconhecido” deveria concordar em número (reconhecidos)
com o núcleo do sujeito. Resposta – Item errado.

Espero que tenha ficado claro para você que questões sobre
redação oficial podem abordar aspectos gramaticais também, pois o texto
administrativo requer, entre outros cuidados, correção gramatical.
Veja outras questões.

Com referência à redação de correspondências oficiais, julgue os itens a


seguir.

56. (Cespe/MJ-DPF/Agente/2009) Documentos oficiais em forma de ofício,


memorando, aviso e exposição de motivos têm em comum, entre
outras características, a aposição da data de sua assinatura e emissão,
que deve estar alinhada à direita, logo após a identificação do
documento com o tipo, o número do expediente e a sigla do órgão que
o emite.

Comentário – O item está de acordo com o que prevê, por exemplo, o


Manual de Redação da Presidência da República. Veja, a título de

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exemplificação, os modelos de documentos incluídos neste material. Quanto


à exposição de motivos, ela segue o padrão ofício (releia o quadro-resumo).
Resposta – Item certo.

57. (Cespe/MJ-DPF/Agente/2009) Desconsiderando-se as margens e os


espaços adequados, respeitam as normas de redação de um documento
oficial encaminhado por um chefe de seção a seu diretor o seguinte
trecho, contendo o parágrafo final e fecho de um ofício.

(...)
4. Por fim, por oportuno informamos que as
providências tomadas, e aqui mencionadas,
também já são do conhecimento das partes
envolvidas.
Atenciosamente
[assinatura]
Pedro Álvares Cabral Chefe
da seção de logística
e distribuição de pessoal (SLDP).

Comentário – O parágrafo carece de objetividade, de concisão. Expressões


como por oportuno; sem mais para o momento, nada mais havendo para
tratar; com elevados protestos de estima e consideração etc. devem ser
dispensadas. O segmento “e aqui mencionadas” é redundante e foge à
objetividade do texto administrativo. O fecho “Atenciosamente” é impróprio,
pois a comunicação é do chefe de uma seção ao seu diretor. Isso demonstra
a diferença de hierarquia entre eles. O correto é Respeitosamente. A
centralização do fecho é outro erro. Ele deve ser alinhado à esquerda, na
direção do início do parágrafo. O nome do signatário (aquele que
assina/emite o documento) é grafado em letras maiúsculas (PEDRO

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ÁLVARES CABRAL). A designação do cargo é feita apenas com as iniciais


maiúsculas (Chefe da Seção de Logística e Distribuição de Pessoal),
sem a indicação da sigla do setor e sem ponto final.
Resposta – Item errado.

Multas
1 Arrecadei mais de dois contos de réis de multas.
Isto prova que as coisas não vão bem.
E não se esmerilharam contravenções. Pequeninas
4 irregularidades passam despercebidas. As infrações que
produziram soma considerável para um orçamento exíguo
referem-se a prejuízos individuais e foram denunciadas pelas
7 pessoas ofendidas, de ordinário gente miúda, habituada a
sofrer a opressão dos que vão trepando.
Esforcei-me por não cometer injustiças. Isto não
10 obstante, atiraram as multas contra mim como arma política.
Com inabilidade infantil, de resto. Se eu deixasse em paz o
proprietário que abre as cercas de um desgraçado agricultor
13 e lhe transforma em pasto a lavoura, devia enforcar-me.

Graciliano Ramos. 2º relatório ao sr. governador Álvaro Paes pelo prefeito do


município de Palmeira dos Índios. In: Relatórios Graciliano Ramos.
Record/Fundaç ão de Cultura de Recife, 1994, p. 51.

58. (Cespe/Sefaz-AC/Fiscal da Receita Estadual/2009) Tendo a situação que


envolve o texto como referência e considerando as recomendações
atuais para o envio de documentos formais de uma autoridade a outra,
assinale a opção correta.

(A) O ofício é o tipo de expediente mais adequado para o encaminhamento


do relatório ao governador.

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(B) Na correspondência de encaminhamento do relatório ao governador


do estado, estaria adequado o emprego do vocativo Caro Amigo.
(C) Em atendimento ao princípio de concisão textual, constitui fecho
adequado para o documento de encaminhamento do relatório a
expressão Com elevados protestos de estima e consideração.
(D) A correspondência deve ser endereçada do seguinte modo:
A Vossa Excelência o Excelentíssimo Senhor Dr.
Fulano de Tal
Governador do estado de Alagoas
(CEP) – Maceió – AL

Comentário – Alternativa B: na correspondência oficial, o vocativo inerente


a governador de estado é Senhor Governador, (seguido de vírgula). A
expressão Caro Amigo evidencia tratamento pessoal, o que o texto
administrativo não admite. A impessoalidade é uma das características da
correspondência oficial.
Alternativa C: na questão anterior eu mencionei algumas
expressões que devem ser evitadas, ainda que alguém as utilize
frequentemente; entre elas está a que foi indicada como fecho na terceira
alternativa. Respeitosamente é o fecho adequado.
Alternativa D: a forma Excelentíssimo Senhor integra o
vocativo inerente aos chefes de Poder. Doutor é título acadêmico conferido a
quem concluiu curso universitário de doutorado, e não pronome de
tratamento; seu uso indiscriminado constitui erro. No envelope, o
endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por
Vossa Excelência é:

A Sua Excelência o Senhor


Fulano de Tal
Cargo

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CEP – Cidade. UF (repare que não há parênteses no código


de endereçamento postal).

Resposta – A

59. (Cespe/Antaq/Especialista: Economia/2009) Respeitam-se as normas re-


lativas à redação de documentos oficiais ao se finalizar um atestado ou
uma declaração da maneira apresentada a seguir.

Atenciosamente,
(assinatura)
Fulano de Tal
Brasília, 15 de março de 2009

Comentário – Atestado administrativo é o ato pelo qual a Administração


comprova um fato ou uma situação de que tenha conhecimento por seus
órgãos competentes. Eis a sua estrutura:

TÍTULO: ATESTADO (em maiúsculas e centralizado, sobre o texto).


TEXTO: exposição do fato.
LOCAL E DATA: por extenso.
ASSINATURA: titular da unidade organizacional correspondente ao
assunto tratado.

ATESTADO

Atesto para fins de prova junto ao(à) ......................(entidade)


........................................................................................... que o Sr. .
......................................................................................., ocupante do
cargo. ......................................................., para o qual foi nomeado por.
..........................................................................................................,
não responde a processo administrativo.

Brasília, ........................................ de. 75


.................................................... de.
....................................................... .
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espaço para assinatura


(nome com letras maiúsculas)
(cargo do signatário com letras iniciais maiúsculas)

Semelhantemente, a declaração também não comporta na


sua parte final os fechos Atenciosamente e Respeitosamente (comuns no
memorando, ofício, aviso, exposição de motivos). Nela, a data também vem
antes da assinatura do titular da unidade organizacional; ambas vêm
centralizadas.
Resposta – Item errado.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO X

Edital n.º 1–TJX, de 14 de janeiro de 2001

CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO


DE CARGOS DE ANALISTA JUDICIÁRIO

1 O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO X torna pública a autorização do


Presidente do TJX para a realização de Concurso Público para Provimento de
200 cargos de Analista Judiciário criados pela Lei n.º 10.000, de 10 de
dezembro de 2000, e de outros decorrentes de aposentadorias e vacâncias.

2 O Edital de Abertura de inscrição deverá ser publicado em Abril de


2001 e disporá sobre as normas de realização do concurso.

Joaquim José da Silva Xavier


Presidente do concurso

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A partir do texto hipotético acima, julgue os três itens seguintes.

60. (Cespe/TCU/AFCE/2010) O uso das letras iniciais maiúsculas no corpo


do documento respeita as normas de elaboração de documentos oficiais
ao seguir as regras gramaticais do padrão culto da língua portuguesa,
escrevendo com iniciais maiúsculas os nomes tratados como únicos e
singulares.

Comentário – Além de sempre usada no início de períodos, nos títulos de


obras artísticas ou técnico-científicas, a letra maiúscula (caixa alta) é
convencionalmente usada na grafia de:
• nomes próprios e de sobrenomes (José Ferreira) de cognomes (Ivan, o
Terrível);
• alcunhas (Sete Dedos); de pseudônimos (Joãozinho Trinta); de nomes
dinásticos (os Médici);
• topônimos (Brasília, Paris);
• regiões (Nordeste, Sul);
• nomes de instituições culturais, profissionais e de empresa (Fundação
Getúlio Vargas, Associação Brasileira de Jornalistas, Lojas
Americanas);
• nome de divisão e de subdivisão das Forças Armadas (Marinha, Polícia
Militar);
• nome de período e de episódio histórico (Idade Média, Estado Novo);
• nome de festividade ou de comemoração cívica (Natal, Quinze de
Novembro);
• designação de nação política organizada, de conjunto de poderes ou de
unidades da Federação (golpe de Estado, Estado de São Paulo);
• nome de pontos cardeais (Sul, Norte, Leste, Oeste);

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• nome de zona geoeconômica e de designações de ordem geográfica ou


político-administrativa (Agreste, Zona da Mata, Triângulo Mineiro);
• nome de logradouros e de endereço (Av. Rui Barbosa, Rua Cesário
Alvim);
• nome de edifício, de monumento e de estabelecimento público (edifício
Life Center, Estádio do Maracanã, Aeroporto de Cumbica, Igreja da
Sé);
• nome de imposto e de taxa (Imposto de Renda);
• nome de corpo celeste, quando designativo astronômico (“A Terra gira
em torno do Sol”);
• nome de documento ao qual se integra um nome próprio (Lei Áurea,
Lei Afonso Arinos).

A letra minúscula (comumente chamada de caixa baixa),


além de sempre usada na grafia dos termos que designam as estações do
ano, os dias da semana e os meses do ano, é também usada na grafia
de(a):
• cargos e títulos nobiliárquicos (rei, dom); dignitários (comendador,
cavaleiro); axiônimos correntes (você, senhor); culturais (reitor,
bacharel); profissionais (ministro, médico, general, presidente,
diretor); eclesiásticos (papa, pastor, freira);
• gentílicos e de nomes étnicos (franceses, paulistas, iorubas);
• nome de doutrina e de religiões (espiritismo, protestantismo);
• nome de grupo ou de movimento político e religioso (petistas,
umbandistas);
• palavra governo (governo Fernando Henrique, governo de São Paulo);
• termos designativos de instituições, quando esses não estão
integrados no nome delas: A Agência Nacional de Águas tem por

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missão (...), no entanto, a referida agência não exclui de suas metas


os compromissos relacionados a...;
• nome de acidente geográfico que não seja parte integrante do nome
próprio: rio Amazonas, serra do Mar, cabo Norte (mas, Cabo Frio, Rio
de Janeiro, Serra do Salitre);
• prefixo: ex-ministro do Meio Ambiente, ex-presidente da República;
• nome de derivado: weberiano, nietzschiano, keynesiano, apolíneo;
• pontos cardeais, quando indicam direção ou limite: o norte de Minas
Gerais, o sul do Pará – observe: “É bom morar na Região Norte do
Brasil, mas muitos preferem o sul de São Paulo”.

Resposta – Item errado.

61. (Cespe/TCU/AFCE/2009) Apesar de nomear o emissor do texto pelo


nome próprio, o documento não fere o princípio da impessoalidade
exigido nos documentos oficiais.

Comentário – Não há como omitir o nome do signatário. A identificação


dele se dá por meio do nome, da assinatura e do cargo que ocupa. A
impessoalidade decorre de princípio constitucional (CF, art. 37), cujo
significado remete a dois aspectos: o primeiro prende-se à obrigatoriedade
de que a administração proceda de modo a não privilegiar ou prejudicar a
ninguém, individualmente, já que o seu norte é, sempre, o interesse
público; o segundo sentido é o da abstração da pessoalidade dos atos
administrativos, pois que a ação administrativa, em que pese ser exercida
por intermédio de seus servidores, é resultado tão-somente da vontade
estatal. Em outras palavras, a redação oficial é elaborada sempre em nome
do serviço público e sempre em atendimento ao interesse geral dos
cidadãos. Sendo assim, é inconcebível que os assuntos objeto dos

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expedientes oficiais sejam tratados de outra forma que não a estritamente


impessoal.
Resposta – Item certo.

62. (Cespe/TCU/AFCE/2009) Trechos com informações vagas, como “e de


outros decorrentes de aposentadorias e vacâncias”, e com uso de
tempo verbal de futuro, como “deverá ser publicado” e “disporá sobre”,
provocam falta de clareza e concisão, características estas que devem
ser respeitadas nos documentos oficiais.

Comentário – A concisão caracteriza-se pela utilização de palavras


estritamente necessárias: tudo que puder ser transmitido em uma frase não
deve ser dito em duas; a conceituação sintética de uma ideia é preferível à
analítica; para cada ideia, o idioma reserva pelo menos uma palavra que a
representa com precisão. Cabe ao redator encontrá-la. Detalhes irrelevantes
são dispensáveis: o texto deve ir direto ao que interessa, sem rodeios ou
redundâncias, sem caracterizações e comentários supérfluos, livre de
adjetivos e advérbios inúteis, sem o recurso à subordinação excessiva. A
simples utilização de tempo verbal de futuro necessariamente não
caracteriza falta de concisão.
Resposta – Item errado.

63. (Cespe/Aneel/Especialista e Analista/2010) A impessoalidade que deve


caracterizar a redação oficial é percebida, entre outros aspectos, no
tratamento que é dado ao destinatário, o qual deve ser sempre
concebido como homogêneo e impessoal, seja ele um cidadão ou um
órgão público.

Comentário – O item está de acordo com o Manual de Redação Oficial da


Presidência da República, que estabelece: “A redação oficial deve

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caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem,


clareza, concisão, formalidade e uniformidade...”.
Resposta – Item certo.

64. (Cespe/Aneel/Especialista e Analista/2010) Na comunicação oficial, o


emprego da língua em sua modalidade formal decorre da necessidade
de se informar algo o mais claramente possível, de maneira concisa e
não pessoal, sendo imprescindível, seja qual for o destinatário, o
emprego dos termos técnicos próprios da área de que se trata.

Comentário – É inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos


cidadãos, o que significa que cada destinatário é considerado no momento
da elaboração do documento oficial. Diz o manual da Presidência que “A
linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam,
sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos
acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de
difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter
o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a
outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos”.
Resposta – Item errado.

65. (Cespe/Aneel/Especialista e Analista/2010) O fecho das comunicações é


obrigatório em qualquer tipo de documento oficial e restringe-se a
apenas dois: Respeitosamente e Atenciosamente, a depender da
relação hierárquica existente entre o remetente e o destinatário.

Comentário – Quem analisou esta questão apressadamente “escorregou”.


Diz o manual da Presidência: “Ficam excluídas dessa fórmula as
comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e

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tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do


Ministério das Relações Exteriores”.
Resposta – Item errado.

Por hoje é só. Na próxima aula estudaremos sintaxe da oração


e do período e falaremos ainda sobre texto. Antes disso, porém, espero as
suas dúvidas e sugestões.
Fique com Deus e bons estudos!

Professor Albert Iglésia

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QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

(...) À noite, o céu se abre limpo e estrelado.


8 É um convite à contemplação da natureza. (...)
Época, 9/5/2005 (com adaptações).

1. (Cespe/Ibama/Analista Ambiental/2005) Na linha 8, o emprego do sinal


indicativo de crase em “à contemplação” indica que esse termo é regido
pelo substantivo “convite”; mas se a opção fosse por uma oração com o
verbo convidar o uso do sinal de crase seria opcional.

1 O consumo das famílias deverá crescer 7,5% neste


ano, tornando-se um dos principais responsáveis pelo
crescimento do produto interno bruto, previsto em 5%. A
4 nova estimativa do consumo das famílias é uma das
principais mudanças nas perspectivas para a economia
brasileira em 2008 traçadas pela Confederação Nacional da
7 Indústria em relação às previsões apresentadas em dezembro
do ano passado, quando o aumento do consumo foi estimado
em 6,2%.
(...)
O Estado de S. Paulo, 7/4/2008 (com adaptações).

2. (Cespe/STF/Técnico Judiciário/2008) Na linha 7, o emprego do sinal


indicativo de crase em “às previsões” justifica-se pela presença de
preposição, exigida pela locução “em relação”, e pelo emprego de artigo
definido feminino plural antes de “previsões”.

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1 Uma antiga preocupação dos legisladores do


passado era a de assegurar o direito dos povos de manter
“os costumes da terra”. (...)
Mauro Santayana. Jornal do Brasil, 24/11/2006.

3. (Cespe/TSE/Analista Administrativo/2007) No que diz respeito aos


sentidos e a aspectos gramaticais do texto acima, assinale a opção
incorreta.

Na expressão “era a de assegurar” (l. 2), a presença da preposição “de”


decorre da regência de “preocupação” (l. 1).

1 Folha — O sr. concorda que muitas das restrições


impostas pelo Estado são impostas por pensamen-
tos “puritanos” de parte da sociedade?
(...)
Folha de S. Paulo, 23/10/2005. Trecho da entrevista concedida
pelo economista Eduardo Giannetti (com adaptações).

4. (Cespe/Anatel/Analista Administrativo/2006) Atenderia às regras


prescritas pela gramática a seguinte formulação da pergunta feita ao
entrevistado: O senhor concorda com a idéia de que, entre as restrições
estabelecidas pelo Estado, muitas são impostas por pensamentos
“puritanos” de parte da sociedade?

(...) Mas foi a partir do século


XIX que a expansão mundial do capitalismo deu origem
13 à consciência de que uma cultura mundial estava
verdadeiramente em via de surgir.
Sérgio Paulo Rouanet. Do fim da cultura ao fim do livro. In:
Eduardo Portella (Org.). Reflexões sobre os caminhos do livro.

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SãoPaulo: UNESCO/Moderna, 2003, p. 63 (com adaptações).

5. (Cespe/Minist. da Integ. Nacion./Bibliotecário/2006) Em “consciência de


que” (l. 13), o emprego da preposição “de” é decorrente da regência de
“consciência”.

1 A Câmara dos Deputados brasileira aprovou, por


265 votos favoráveis e 61 contrários, a adesão da Venezuela
ao MERCOSUL, bloco regional formado por Brasil,
4 Argentina, Paraguai e Uruguai.
O protocolo de adesão, assinado em julho de 2006,
ainda precisa ser aprovado pelo Senado para entrar em vigor.
7 Os congressos do Uruguai, da Argentina e da própria
Venezuela já votaram pela entrada do país no MERCOSUL.
Apenas o Paraguai e o Brasil ainda não chancelaram o
10 acordo. Dados da Comissão de Relações Exteriores e Defesa
Nacional mostram que a entrada do país resultará em um
bloco com mais de 250 milhões de habitantes, área de
13 12,7 milhões de km2, PIB superior a U$ 1 trilhão
(aproximadamente 76% do PIB da América do Sul) e
comércio global superior a US$ 300 bilhões.
(...)

Maria Clara Cabral. Folha de S. Paulo, 18/12/2008.

6. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) O emprego de preposição em “ao


MERCOSUL” (l.3) justifica-se pela regência de “contrários” (l.2), que
exige preposição a.

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7. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) Nas duas ocorrências de “superior a”


(l.13 e 15), “a” funciona como artigo definido.

O que é o que é?

1 Se recebo um presente dado com carinho por pessoa


de quem não gosto — como se chama o que sinto? Uma
pessoa de quem não se gosta mais e que não gosta mais da
4 gente — como se chama essa mágoa e esse rancor? Estar
ocupado, e de repente parar por ter sido tomado por uma
desocupação beata, milagrosa, sorridente e idiota — como se
7 chama o que se sentiu? O único modo de chamar é perguntar:
como se chama? Até hoje só consegui nomear com a própria
pergunta. Qual é o nome? e é este o nome.
Clarice Lispector. A descoberta do mundo.
Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 199.

8. ( ) No título do texto, as duas ocorrências da forma verbal “é” são


sintaticamente equivalentes.

1 Na atualidade, em qualquer parte do mundo, podem


desenvolver-se atividades de apoio logístico ou de
recrutamento ao terrorismo. Isso se deve à sua própria lógica
4 de disseminação transnacional, que busca continuamente
novas áreas de atuação e, também, às vantagens específicas
que cada país pode oferecer a membros de organizações
7 extremistas, como facilidades de obtenção de documentos
falsos ou de acesso a seu território, além de movimentação,
refúgio e acesso a bens de natureza material e tecnológica.
(...)

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Paulo de Tarso Resende Paniago. O desafio do terrorismo internacional. In: Revista


Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, v. 3, n.º 4, set./2007, p. 36.

9. (Cespe/Abin/Agente de Inteligência/2008) Em “às vantagens” (l.5), o


sinal indicativo de crase justifica-se pela regência de “deve” (l.3) e pela
presença de artigo definido feminino plural.

1 Assistimos à dissolução dos discursos


homogeneizantes e totalizantes da ciência e da cultura. Não
existe narração ou gênero do discurso capaz de dar um
4 traçado único, um horizonte de sentido unitário da
experiência da vida, da cultura, da ciência ou da
subjetividade. Há histórias, no plural; o mundo tornou-se
7 intensamente complexo e as respostas não são diretas nem

estáveis. (...)
Dora Fried Schnitman. Introdução: ciência, cultura e subjetividade. In: Dora Fried
Schnitman (Org.). Novos paradigmas, cultura e subjetividade, p. 17 (com adaptações).

10. (Cespe/Abin/Oficial de Inteligência/2008) O emprego do sinal indicativo


de crase em “à dissolução” (l. 1) deve-se à dupla possibilidade de
relações sintático-semânticas para o verbo assistir.

1 Um homem do século XVI ou XVII ficaria espantado


com as exigências de identidade civil a que nós nos submetemos
com naturalidade. Assim que nossas crianças começam a falar,
4 ensinamos-lhes seu nome, o nome de seus pais e sua idade. (...)

Philippe Ariès. História social da criança e da família.


Dora Flaksman (Trad.), p. 1-2 (com adaptações).

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11. (Cespe/Abin/Oficial de Inteligência/2008) O emprego da preposição


antes do pronome, em “a que” (l. 2), atende à regra gramatical que
exige a preposição a regendo um dos complementos do verbo
submeter.

12. (Cespe/TSE/Analista Administrativo/2007) Assinale a opção que


apresenta fragmento de texto gramaticalmente correto.

a) “Estamos num caminho certo, no caminho que consagra o sistema que


preserva, acima de tudo, a vontade do eleitor”, destacou. O presidente
lembrou de que a expectativa inicial era de chegar ao patamar de 90%
dos votos totalizados em todo o país às 22 horas, mas o índice foi
alcançado às 19 h 30 min.
b) Ao responder uma questão sobre os resultados apontados na apuração
do segundo turno presidencial, o ministro Marco Aurélio considerou que,
“sem dúvida alguma, a diferença maior de votos resulta por
legitimidade para o candidato eleito”. O ministro Marco Aurélio
congratulou aos eleitores brasileiros que, mais uma vez, compareceram
às urnas para exercer “esse direito inerente à cidadania, que é o direito
de escolher os representantes”.

(...) Desde então,


7 vêm se impondo, entre especialistas ou não, a compreensão
sistêmica do ecossistema hipercomplexo em que vivemos e
a necessidade de uma mudança nos comportamentos
10 predatórios e irresponsáveis, individuais e coletivos, a fim de
permitir um desenvolvimento sustentável, capaz de atender
às necessidades do presente, sem comprometer a vida futura
13 sobre a Terra.

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Paulo Marchiori Buss. Ética e ambiente.


In: Desafios éticos, p. 70-1 (com adaptações).

13. (Cespe/TCU/Analista de Controle Externo) O emprego do sinal indicativo


de crase em “às necessidades” (l. 12) é obrigatório; a omissão desse
sinal provocaria erro gramatical por desrespeitar as regras de regência
estabelecidas pelo padrão culto da linguagem.

1 O real não é constituído por coisas. Nossa


experiência direta e imediata da realidade leva-nos a imaginar
que o real é feito de coisas (sejam elas naturais ou humanas),
4 isto é, de objetos físicos, psíquicos, culturais oferecidos à
nossa percepção e às nossas vivências. (...)
Marilena Chaui. O que é ideologia, p. 16-8 (com adaptações).

14. (Cespe/Anatel/Analista/2009) Preservam-se as relações de coerência e


a correção gramatical do texto ao se inserir a preposição de logo depois
da forma verbal “imaginar” (l.2), escrevendo-se: (...) imaginar de que o
real (...).

1 O poder político é produto de uma convenção, não


da natureza, como postulava Aristóteles, e nasce juntamente
com a sociedade, quando os homens decidem abrir mão de
4 toda a sua liberdade natural, a fim de protegerem os seus
direitos naturais, consubstanciados na propriedade, na vida,
na liberdade e em outros bens. (...)

Daniela Romanelli da Silva. Poder, constituição e voto. In: Filosofia,


ciência&vida. Ano III, n.º 27, p. 40-1 (com adaptações).

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15. (Cespe/Anatel/Analista/2009) Preservam-se a correção gramatical do


texto e a coerência entre os argumentos ao se substituir
“consubstanciados” (l.5) por que consubstanciam.

1 A Organização dos Estados Americanos (OEA)


naufraga em um mar de alternativas regionais, cujo acento
maior é a exclusão dos EUA. É o caso da proposta de uma
4 nova organização de países da América Latina e Caribe, que
se junta a outras iniciativas do mesmo teor, como o Grupo do
Rio e a UNASUL. O poder de Washington já fora avisado
7 por instituições acadêmicas norte-americanas de que a OEA
corre o risco de perder vigência. (...)
Newton Carlos. Folha de S.Paulo, 18/12/2008 (com adaptações).

16. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) Em “de que a OEA” (l.7), o emprego


de preposição “de” se deve à regência de “avisado” (l.6).

17. (Cespe/ME/Agente Administrativo/2008) Hoje, o que funciona em


Educação é indicar à professora o que realizar, dando-lhe a
oportunidade de escolher os próprios métodos.

1 O real não é constituído por coisas. Nossa


experiência direta e imediata da realidade leva-nos a imaginar
que o real é feito de coisas (sejam elas naturais ou humanas),
4 isto é, de objetos físicos, psíquicos, culturais oferecidos à
nossa percepção e às nossas vivências. (...)
Marilena Chaui. O que é ideologia, p. 16-8 (com adaptações).

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18. (Cespe/Anatel/Analista/2009) O sinal de crase em “oferecidos à nossa


percepção e às nossas vivências” (l.4-5) indica que “oferecidos” tem
complemento regido pela preposição a.

1 O Brasil e o Paraguai vão discutir a revisão do


Tratado de Itaipu e uma possível renegociação da dívida de
US$ 19,6 bilhões da hidrelétrica com o Tesouro Nacional.
4 A decisão foi tomada durante um encontro entre os
presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o paraguaio Fernando
Lugo, paralelamente à Cúpula da América Latina e Caribe.
(...)
Denise Chrispim Marin e Tânia Monteiro. O Estado de S. Paulo, 18/12/2008 (com adaptações).

19. (Cespe/IRBr/Bolsa-prêmio/2009) O sinal indicativo de crase em “à


Cúpula” (l.6) justifica-se pela regência de “paralelamente”, que exige
preposição a, e pela presença de artigo definido feminino singular.

1 A Alemanha vai enfrentar a pior recessão desde a

2.ª Guerra Mundial e já planeja, para 2009, um novo pa-


cote de estímulo à economia. (...)
Jamil Chade. O Estado de S. Paulo, 18/12/2008 (com adaptações).

20. (Cespe/IRBr/Bolsa-prêmio/2009) O sinal indicativo de crase em “à


economia” (l.3) justifica-se pela regência de “planeja” (l.2) e pela
presença de artigo definido feminino.

21. (Cespe/CEF/Técnico Bancário/2006) Julgue os seguintes itens quanto à


concordância e à regência.

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12% de desconto no IR, incidente sobre os rendimentos alcançados


com a aplicação dos recursos, são permitidos aqueles contribuintes que
tem aplicação no PREVINVEST da CAIXA.

1 Creio que há evidência contundente em favor do


argumento de que os investimentos públicos em pesquisa
científica têm tido um retorno bastante compensador em
4 termos da utilização para o bem-estar social dos progressos
científicos obtidos. Por outro lado, creio também que se
pode questionar, não somente quanto à aplicação de
7 conhecimentos científicos com finalidades destrutivas ou
nocivas à humanidade e à natureza, mas também quanto à
distribuição desses benefícios entre diferentes setores da sociedade.
(...)
Samuel Macdowell. Responsabilidade social
dos cientistas. In: Estudos Avançados, vol. 2, n.º 3,
São Paulo, set.-dez./1988 (com adaptações).

22. (Cespe/Inpe/Tecnologista/2009) As ocorrências de crase em “à


aplicação” (l.6) e “à humanidade e à natureza” (l.8) justificam-se pelo
uso obrigatório da preposição a nos complementos de “questionar”
(l.6).

23. (Cespe/TSE/Analista Administrativo/2007) Assinale a opção que


apresenta fragmento de texto gramaticalmente correto.

O presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, atribuiu ao


“aprimoramento” do processo eleitoral eletrônico avelocidade da
totalização dos votos. Nesta última eleição, oTSE bateu o recorde

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histórico, alcançando a totalização de 90% dos votos às 19 h. Às 21 h


15 min, já haviam sido apuradas 99% das urnas.

Trabalho escravo:
longe de casa há muito mais de uma semana

(...) “Não conseguia dormir


direito por não conseguir juntar dinheiro sequer para retornar
19 à minha cidade e rever a família”, relatou. Quando uma
fazenda no município paraense de Piçarras foi fiscalizada em
junho deste ano, Copaíba foi localizado pelo Grupo Móvel,
22 resgatado e recebeu de indenização trabalhista mais de
R$ 5 mil.
Revista Trabalho. Brasília: MTE, ago./set./out./2008, p. 40-2 (com adaptações).

24. (Cespe/MTE/Administrador/2008) O sinal indicativo de crase em


‘retornar à minha cidade’ (l. 18-19) é facultativo e a sua omissão
preservaria os sentidos do texto e a correção das estruturas lingüísticas.

25. (Cespe/ME/Agente Administrativo/2008) Julgue os fragmentos de texto


apresentados nos próximos itens com relação à regência e ao emprego
do sinal indicativo de crase.

a) Parece que a Educação anda bem atrasada em relação à outras áreas


do conhecimento.

b) Antigamente, dizia-se à uma mestra exatamente o que ela deveria fazer


e como deveria de proceder; existia um currículo bem específico e
fechado.

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(...)
10 O aumento do emprego e os programas
de transferência de renda continuam a beneficiar mais as
famílias que ganham menos, cujo consumo tende a aumentar
13 proporcionalmente mais do que o das famílias de renda
mais alta. A oferta de crédito, igualmente, atinge mais
diretamente
essa faixa. O Estado de S. Paulo, 7/4/2008 (com adaptações).

26. (Cespe/STF/Técnico Judiciário/2008) Em “tende a aumentar” (l. 12),


não há sinal indicativo de crase porque antes de forma verbal não se
emprega artigo definido feminino.

(...) Pelo acordo, denominado Registro


7 Mundial de Gases que Causam o Efeito Estufa, as
multinacionais passam a informar o seu grau de poluição do meio
ambiente, atendendo a expectativas de acionistas, que
10 cobram mais transparência sobre o tema. Juntas, essas
empresas são responsáveis pela emissão de 800 milhões de
toneladas de dióxido de carbono por ano, o que representa
13 cerca de 5% das emissões mundiais.

O Globo, 23/1/2004, p. 30 (com adaptações)

27. (Cespe/TCU/Técnico de Controle Externo/2004) Caso se optasse por às


expectativas em lugar de “a expectativas” (l. 9), o período em que se
encontra essa expressão continuaria atendendo às exigências da norma
culta escrita.

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28. (Cespe/TCU/Técnico de Controle Externo/2004) Serão respeitadas as


regras gramaticais se for utilizado o sinal indicativo de crase no “a” que
precede “informar” (l. 8).

1 É opinião unânime entre os analistas políticos que, até agora,


o melhor desempenho do governo Luiz Inácio Lula da
Silva está se dando no campo diplomático. O primeiro
4 grande êxito foi a intermediação do conflito entre o
presidente venezuelano Hugo Cháves e seus opositores. O
segundo grande êxito dessa política refere-se às negociações
7 para a criação da Área de Livre Comércio das Américas
(ALCA). Na última conferência da Organização Mundial do
Comércio (OMC), realizada no balneário mexicano de Cancun,
10 o Itamaraty, manobrando habilmente nos meandros da
diplomacia internacional, impediu que os Estados Unidos da
América (EUA) escondessem seu protecionismo ferrenho atrás
13 da propaganda do livre comércio, que constitui a justificativa
para a formação da ALCA. O mais recente êxito de Lula na
ordem internacional foi o discurso proferido na Assembléia
16 Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova
Iorque, quando propôs a criação de um comitê de chefes de
Estado para dinamizar as ações de combate à fome e à miséria
19 em todo o mundo.

Plínio de Arruda Sampaio. Política externa independente. In:


Família Cristã, ano 69, n.º 815, nov./2003, p. 28-9 (com adaptações).

29. (Cespe/MJ/DPRF/Policial Rodoviário Federal/2004) Na linha 6, o sinal


indicativo de crase deve ser mantido, caso se prefira a redação
refere-se à negociações.

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30. (Cespe/MJ/DPRF/Policial Rodoviário Federal/2004) Os sinais indicativos


de crase em “combate à fome e à miséria” (l. 18) podem ser eliminados
sem prejuízo para a correção do período.

Considerando que os fragmentos apresentados nos próximos dois itens


constituem partes sucessivas de um texto de Jamil Chade (O Estado
de S. Paulo, 18/12/2008), julgue-os quanto à correção gramatical.

31. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) A notícia obrigou a chanceler Angela


Merkel anunciar um novo pacote de incentivo a economia que será
implementado à partir de janeiro. O pacote incluiria bilhões de euros
para obras de infraestrutura, comunicações e renovações de escolas.

32. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) Ataques à Merkel estão fazendo que


ela perca popularidade, mesmo diante do pacote de mais de US$ 60
bilhões e incentivos fiscais anunciados em novembro. Ela ainda é vista
como tendo hesitando em apoiar um estrategismo europeu de combate
a crise.

Considerando que o fragmento constitui parte de um texto adaptado de


O Globo (18/12/2008), julgue-o quanto à correção gramatical.

33. (Cespe/IRBr/Bolsas-prêmio/2009) Em nota, a OPEP justificou o corte,


afirmando que “o volume de petróleo que entra no mercado continua
bem acima da demanda atual”. Além disso, “o impacto da grave
retração da economia global levou a destruição da demanda, resultando
em uma pressão de queda com os preços sem precedentes”.

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Texto para os itens 34 a 42

Considere que Juarez Alencar Cabral, candidato ao cargo de Analista de


Trânsito do DETRAN/DF, desejando dedicar-se integralmente ao estudo
dos conteúdos que seriam exigidos nas provas do respectivo concurso,
tenha redigido, em tom gracioso, a seguinte carta para sua noiva.

BSB, 8/3/2009.

Excelentíssima Senhorita:

1. O abaixo-assinado, aluno compulsivo de cursos


preparatórios para concursos públicos, dotado da esperança
férrea de se tornar brevemente um eminente funcionário
público, vem, mui respeitosamente, por meio desta informar
a Vossa Senhoria que se inscreveu para o provimento de
vaga no cargo de Analista de Trânsito do DETRAN/DF, e, por
esse relevante motivo, suspende por tempo indeterminado o
noivado que mantém com a Excelentíssima Senhorita, para
se dedicar integralmente ao estudo das matérias constantes
do respectivo edital.
2. Aproveito o ensejo para manifestar-lhe também,
outrossim, a intenção de retomar, tão logo seja aprovado,
minhas funções de noivo junto a Vossa Excelentíssima, haja
visto o grande amor que te devoto.
3. Reitero protestos de estima e consideração.

J.A.Cabral
JUAREZ ALENCAR CABRAL

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34. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) A forma de identificação do signatário


da carta coincide com a recomendada para as comunicações oficiais,
que deve conter os seguintes elementos: a assinatura do remetente, a
linha contínua para se apor a assinatura, o nome da autoridade que
expede a comunicação grafado em maiúsculas e o alinhamento
centralizado.

35. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) O fecho que consta na carta —


empregado durante muito tempo em expedientes oficiais de variada
natureza — é permitido, atualmente, somente em mensagens cujo
signatário seja servidor que se dirija a ocupante de cargo
imediatamente superior.

36. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) A variedade de tratamento verificada


na carta, tanto no emprego de pronomes pessoais quanto no de
pronomes de tratamento, não deve ocorrer em documentos oficiais,
pois compromete a modalidade de linguagem que deve ser empregada
em redação oficial.

37. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) A carta, apesar de escrita em tom


jocoso, segue a norma de numeração que deve ser aplicada aos
parágrafos contidos no texto do padrão ofício, princípio que tem o
objetivo de facilitar a alusão a qualquer informação do documento.

38. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Caso se tratasse de ofício expedido


em repartição pública, a carta teria de sofrer várias alterações. Uma
delas é a necessidade de fazer constar, à margem esquerda superior, o

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tipo e o número do expediente, seguidos da sigla do órgão que o


expede.

39. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) A indicação de “local e data” da carta


está em conformidade com as normas do padrão ofício expostas no
Manual de Redação da Presidência da República.

Em relação a expressões e palavras empregadas na carta, julgue os


itens seguintes.

40. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) No segundo parágrafo, seria


adequado substituir “haja visto” por qualquer uma das seguintes
expressões: dado, tendo em vista, haja vista.

41. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) No segundo parágrafo, o advérbio


“outrossim”, frequente em expedientes oficiais, está empregado de
forma redundante por estar antecedido do advérbio “também”.

42. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) A expressão “vem (...) por meio


desta”, utilizada no primeiro parágrafo, apesar de ser considerada
redundante em comunicações oficiais, tem seu emprego recomendado
quando se quer assegurar o entendimento correto do texto.

Julgue os itens de 43 a 47 quanto ao emprego da norma escrita formal


em comunicações oficiais.

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43. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Ambas as construções serão tidas


como corretas, se figurarem em um expediente oficial: 1. Esses são os
recursos de que o Estado dispõe. 2. O Governo insiste que a negociação
é importante.

44. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Considerando-se que a mesóclise é


desaconselhável em expedientes oficiais, é preferível iniciar período
com a construção “Lhe enviaremos mais informações oportunamente” a
iniciá-lo com a construção “Enviar-lhe-emos mais informações
oportunamente”.

45. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Foram empregadas com correção


semântica todas as palavras sublinhadas nos seguintes períodos:
Optou-se por uma dissensão lenta e gradual ao se reintroduzir o país ao
Estado de Direito. Tratar o público com distinção é obrigação de todo
atendente de repartição pública. A discussão do projeto de lei tornou-se
acirrada quando afloraram as distensões nas hostes oposicionistas.

46. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Na elaboração de texto oficial, como


norma geral, deve ser evitada a repetição de palavras, buscando-se
sinônimo ou termo mais preciso para substituir a palavra repetida. No
entanto, se a substituição comprometer a inteligibilidade e a coesão do
texto, recomenda-se manter a repetição.

47. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Estão corretamente empregados os


homônimos destacados em negrito no seguinte período: A
administração de um medicamento raramente prescrito no Brasil
acabou de ser proscrita nos EUA.

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A respeito da redação de expediente, julgue os próximos itens.

48. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Em ofício dirigido a uma senadora e


cujo signatário seja um diretor de um órgão público, deverão ser
empregados o vocativo “Senhora Senadora,” e o pronome de
tratamento “Vossa Excelência”, devendo estar flexionados no feminino
os adjetivos que se refiram à destinatária, como se verifica no seguinte
enunciado: “Vossa Excelência ficará satisfeita ao saber que foi indicada
para presidir a sessão.”

49. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) O envio de documentos, quando


urgente, pode ser antecipado por fax ou por correio eletrônico, sendo
recomendados o preenchimento de formulário apropriado (folha de
rosto), no caso do fax, e a certificação digital, no caso do e-mail.

50. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) No caso de relatório que requeira


providências a serem tomadas, um dos fechos recomendados é o
seguinte: Esperando que o relatório expresse fielmente os fatos, pede
deferimento.

Considere que um servidor do DETRAN/DF tenha redigido um


documento oficial para convidar um embaixador a proferir palestra no
órgão e que o trecho abaixo componha tal documento.

Memo n.o 6/DIR

Em 8 de março de 2009.
Excelentíssimo Senhor MARK JERTRUTZ,

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Convido Vossa Excelência para proferir palestra na


sede do DETRAN/DF sobre as medidas tomadas em vosso
país para melhorar as condições de trânsito nas grandes
cidades.

Considerando essa situação hipotética, julgue os próximos itens.

51. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Foi adequada a escolha da forma


memorando, visto que o convite, geralmente, constitui uma
comunicação curta.

52. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Atende às normas de elaboração do


memorando o emprego do vocativo com o nome do embaixador.

53. (Cespe/Detran-DF/Analista/2009) Atende à prescrição gramatical o


emprego do pronome possessivo “vosso” no corpo do texto, dado que o
tratamento empregado foi Vossa Excelência.

Considerando o seguinte requisito: “A redação oficial deve caracterizarse


pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza,
concisão, formalidade e uniformidade” (Manual de Redação da
Presidência da República, 2002), cada um dos itens seguintes
apresenta um fragmento de texto que deve ser julgado certo se atender
ao citado requisito, ou errado, em caso negativo.

54. (Cespe/MRE-IRB/Bolsas-prêmio/2009) Nas últimas décadas, assistimos


à uma evolução significativa dos esforços de promoção e proteção dos

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direitos humanos. Em muitos aspectos o mundo melhorou em relação


ao que era a sessenta anos. Essa mudança tem tudo que ver com uma
maior consciência a respeito da necessidade de reconhecer e respeitar
os direitos humanos para todos.

55. (Cespe/MRE-IRB/Bolsas-prêmio/2009) A legislação sobre os direitos


humanos têm-se ampliado tanto na temática como na abrangência
geográfica. Hoje os direitos humanos é reconhecido como universais,
interdependentes, inter-relacionados, indivisíveis e mutuamente
sustentáveis.

Com referência à redação de correspondências oficiais, julgue os itens a


seguir.

56. (Cespe/MJ-DPF/Agente/2009) Documentos oficiais em forma de ofício,


memorando, aviso e exposição de motivos têm em comum, entre
outras características, a aposição da data de sua assinatura e emissão,
que deve estar alinhada à direita, logo após a identificação do
documento com o tipo, o número do expediente e a sigla do órgão que
o emite.

57. (Cespe/MJ-DPF/Agente/2009) Desconsiderando-se as margens e os


espaços adequados, respeitam as normas de redação de um documento
oficial encaminhado por um chefe de seção a seu diretor o seguinte
trecho, contendo o parágrafo final e fecho de um ofício.

(...)
4. Por fim, por oportuno informamos que as

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providências tomadas, e aqui mencionadas,


também já são do conhecimento das partes
envolvidas.
Atenciosamente
[assinatura]
Pedro Álvares Cabral Chefe
da seção de logística
e distribuição de pessoal (SLDP).

Multas
1 Arrecadei mais de dois contos de réis de multas.
Isto prova que as coisas não vão bem.
E não se esmerilharam contravenções. Pequeninas
4 irregularidades passam despercebidas. As infrações que
produziram soma considerável para um orçamento exíguo
referem-se a prejuízos individuais e foram denunciadas pelas
7 pessoas ofendidas, de ordinário gente miúda, habituada a
sofrer a opressão dos que vão trepando.
Esforcei-me por não cometer injustiças. Isto não
10 obstante, atiraram as multas contra mim como arma política.
Com inabilidade infantil, de resto. Se eu deixasse em paz o
proprietário que abre as cercas de um desgraçado agricultor
13 e lhe transforma em pasto a lavoura, devia enforcar-me.

Graciliano Ramos. 2º relatório ao sr. governador Álvaro Paes pelo prefeito do


município de Palmeira dos Índios. In: Relatórios Graciliano Ramos.
Record/Fundaç ão de Cultura de Recife, 1994, p. 51.

58. (Cespe/Sefaz-AC/Fiscal da Receita Estadual/2009) Tendo a situação que


envolve o texto como referência e considerando as recomendações

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atuais para o envio de documentos formais de uma autoridade a outra,


assinale a opção correta.

(A) O ofício é o tipo de expediente mais adequado para o encaminhamento


do relatório ao governador.
(B) Na correspondência de encaminhamento do relatório ao governador
do estado, estaria adequado o emprego do vocativo Caro Amigo.
(C) Em atendimento ao princípio de concisão textual, constitui fecho
adequado para o documento de encaminhamento do relatório a
expressão Com elevados protestos de estima e consideração.
(D) A correspondência deve ser endereçada do seguinte modo:
A Vossa Excelência o Excelentíssimo Senhor Dr.
Fulano de Tal
Governador do estado de Alagoas
(CEP) – Maceió – AL

59. (Cespe/Antaq/Especialista: Economia/2009) Respeitam-se as normas


relativas à redação de documentos oficiais ao se finalizar um atestado
ou uma declaração da maneira apresentada a seguir.

Atenciosamente,
(assinatura)
Fulano de Tal
Brasília, 15 de março de 2009

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO X

Edital n.º 1–TJX, de 14 de janeiro de 2001

CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO


DE CARGOS DE ANALISTA JUDICIÁRIO

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AULA 3

1 O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO X torna pública a autorização do


Presidente do TJX para a realização de Concurso Público para Provimento de
200 cargos de Analista Judiciário criados pela Lei n.º 10.000, de 10 de
dezembro de 2000, e de outros decorrentes de aposentadorias e vacâncias.

2 O Edital de Abertura de inscrição deverá ser publicado em Abril de


2001 e disporá sobre as normas de realização do concurso.

Joaquim José da Silva Xavier


Presidente do concurso

A partir do texto hipotético acima, julgue os três itens seguintes.

60. (Cespe/TCU/AFCE/2010) O uso das letras iniciais maiúsculas no corpo


do documento respeita as normas de elaboração de documentos oficiais
ao seguir as regras gramaticais do padrão culto da língua portuguesa,
escrevendo com iniciais maiúsculas os nomes tratados como únicos e
singulares.

61. (Cespe/TCU/AFCE/2009) Apesar de nomear o emissor do texto pelo


nome próprio, o documento não fere o princípio da impessoalidade
exigido nos documentos oficiais.

62. (Cespe/TCU/AFCE/2009) Trechos com informações vagas, como “e de


outros decorrentes de aposentadorias e vacâncias”, e com uso de
tempo verbal de futuro, como “deverá ser publicado” e “disporá sobre”,
provocam falta de clareza e concisão, características estas que devem
ser respeitadas nos documentos oficiais.

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63. (Cespe/Aneel/Especialista e Analista/2010) A impessoalidade que deve


caracterizar a redação oficial é percebida, entre outros aspectos, no
tratamento que é dado ao destinatário, o qual deve ser sempre
concebido como homogêneo e impessoal, seja ele um cidadão ou um
órgão público.

64. (Cespe/Aneel/Especialista e Analista/2010) Na comunicação oficial, o


emprego da língua em sua modalidade formal decorre da necessidade
de se informar algo o mais claramente possível, de maneira concisa e
não pessoal, sendo imprescindível, seja qual for o destinatário, o
emprego dos termos técnicos próprios da área de que se trata.

65. (Cespe/Aneel/Especialista e Analista/2010) O fecho das comunicações é


obrigatório em qualquer tipo de documento oficial e restringe-se a
apenas dois: Respeitosamente e Atenciosamente, a depender da
relação hierárquica existente entre o remetente e o destinatário.

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GABARITO
1. Item errado 29. Item errado
2. Item certo 30. Item certo
3. Item certo 31. Item errado
4. Item certo 32. Item errado
5. Item certo 33. Item errado
6. Item errado 34. Item errado
7. Item errado 35. Item errado
8. Item errado 36. Item certo
9. Item certo 37. Item errado
10. Item anulado 38. Item certo
11. Item certo 39. Item errado
12. Itens errados 40. Item certo
13. Item errado 41. Item certo
14. Item errado 42. Item errado
15. Item errado 43. Item certo
16. Item certo 44. Item errado
17. Item certo 45. Item errado
18. Item certo 46. Item certo
19. Item certo 47. Item certo (julgo que a
20. Item errado anulação seria melhor)
21. Item errado 48. Item certo
22. Item errado 49. Item certo
23. Item certo 50. Item errado
24. Item certo 51. Item errado
25. Itens errados 52. Item errado
26. Item certo 53. Item errado
27. Item certo 54. Item errado
28. Item errado 55. Item errado

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56. Item certo


57. Item errado
58. A
59. Item errado
60. Item errado
61. Item certo
62. Item errado
63. Item certo
64. Item errado
65. Item errado

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