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Artigo de Revisão Silva LD, Henrique DM, Schutz V

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AÇÕES DO ENFERMEIRO NA TERAPIA FARMACOLÓGICA PARA O


ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
NURSE’S ACTIONS IN DRUG THERAPY FOR STROKES: AN INTEGRATIVE
REVIEW

ACCIONES DEL ENFERMERO EN LA TERAPIA FARMACOLÓGICA PARA EL


ACCIDENTE VASCULAR CEREBRAL: UNA REVISIÓN INTEGRADORA

Lolita Dopico da SilvaI


Danielle de Mendonça HenriqueII
Vivian SchutzIII

RESUMO
RESUMO: Este estudo objetivou rastrear produções sobre a terapia medicamentosa para o tratamento dos fatores de
risco para o acidente vascular cerebral (AVC) e discutir as ações do enfermeiro na orientação desta terapêutica. Trata-
se de revisão integrativa que usou os mesmos descritores em todas as bases eletrônicas. Os resultados foram 71
publicações, tendo sido selecionadas 11. Encontrou-se predomínio de medicamentos para tratamento de hipertensão
arterial, fibrilação atrial, Diabetes Mellitus e dislipidemia. O enfermeiro deve orientar sobre o melhor horário,
administração concomitante a outros medicamentos ou refeições, reações adversas, sintomas de intolerância. Con-
clui-se que a eficácia da terapia medicamentosa talvez possa ser otimizada com estas iniciativas do enfermeiro,
contribuindo para aumentar a adesão ao tratamento e minimizar a possibilidade de novos episódios de AVC.
Palavras-Chave
Palavras-Chave: Droga; acidente vascular cerebral; fator de risco; enfermagem.

ABSTRACT
ABSTRACT: This study aimed to track literature on drugs treatment for cerebrovascular accident (CVA) risk factors
and discuss nurses’ actions in guiding such therapy. This integrative review used the same descriptors in all electronic
databases. The results were 71 publications, of which 11 were selected. The drugs most encountered were used to
treat arterial hypertension, atrial fibrillation, Diabetes Mellitus and dyslipidemia. Nurses must give guidance on
medication timetable, simultaneous administration with other drugs or meals, adverse reactions, and symptoms of
intolerance. It is concluded that drug therapy effectiveness can be optimized by such initiatives by the nurses, helping
to increase adherence to treatment and minimize the possibility of further stroke episodes.
Keywords
Keywords: Drug; stroke; risk factor; nursing.

RESUMEN
RESUMEN: Este estudo objetivo encontrar artículos acerca de la terapia medicamentosa para el tratamiento de
factores de riesgo para el accidente vascular cerebral (AVC) y discutir las acciones del enfermero en la orientación de
esta terapéutica. Se trata de revisión integradora que usó los mismos descriptores en todas las bases de datos electrónicas.
Los resultados fueron 71 publicaciones y seleccionadas 11 de ellas. Predominaron los medicamentos para tratamiento de
hipertensión arterial, fibrilación atrial, Diabetes Mellitas y dislipidemia. El enfermero debe orientar acerca del mejor
horario, de la administración junto con alimentos o otros medicamientos y reacciones adversas. Se concluye que la
eficacia de la terapia talvez pueda ser optimizado con iniciativas del enfermero de este tipo , de modos que se pueda
aumentar la adhesión al tratamiento y minimizar las posibilidades de nuevos episodios de AVC.
Palabras Clave
Clave: Droga; accidente vascular cerebral; factor de riesgo; enfermería.

INTRODUÇÃO
Este artigo trata das ações do enfermeiro na ori- de, aponta o AVC como responsável por 10% dos
entação da terapia medicamentosa, recomendada no óbitos em todo mundo1.
tratamento dos pacientes portadores de fatores de Os Acidentes Vasculares Cerebrais estão entre
risco para ocorrência do acidente vascular cerebral as principais causas de incapacitação física em todo o
(AVC). A opção por esta abordagem se deu em fun- mundo desenvolvido. Nos Estados Unidos da Amé-
ção do impacto do AVC na mortalidade mundial1. rica, aproximadamente 500 mil pessoas apresentam
Um Atlas de Doenças Cardíacas e Cerebrovasculares, um AVC novo ou recorrente a cada ano. Dessas, 150
publicado em 2004 pela Organização Mundial de Saú- mil morrem anualmente por AVC. Existem mais de

I
Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica e Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de
Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: lolita.dopico@gmail.com.
II
Enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde e do Hospital Pró-Cardíaco. Mestranda do Programa de Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: danimendh@gmail.com.
III
Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio
de Janeiro, Brasil. E-mail: vschutz@gmail.com.

Recebido em: 03.12.2008 – Aprovado em: 09.03.2009 Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2009 jul/set; 17(3):423-9. • p.423
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três milhões de sobreviventes de AVC naquele país, Virtual de Saúde (BVS), nas seguintes bases: Scientific
e os custos anuais, diretos e indiretos, decorrentes da Eletronic Library Online (SCIELO), Literatura Lati-
perda de produtividade com esses pacientes, ultra- no-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde
passam 18 bilhões de dólares2. (LILACS) e Literatura Internacional em Ciência da
Saúde (MEDLINE).
No Brasil, a situação também é grave. Dados do
Ministério da Saúde (MS) revelam que, em 2002, Os critérios de seleção dos artigos foram: pu-
87.338 indivíduos morreram de comprometimento blicados entre os anos de 2000 e 2007; em portu-
vascular cerebral, enquanto o infarto provocou 61.477 guês, inglês e/ou espanhol; referir-se a tratamento
óbitos. Os dados mostram que o AVC é a principal clínico em humanos adultos; abordar a terapia
causa de morte no país, respondendo por cerca de medicamentosa recomendada para tratamento dos
30% dos óbitos. A cada três mortes por eventos fatores de risco para a ocorrência do AVC; dispor
vasculares, duas são por acidente vascular cerebral e do texto completo. O levantamento foi realizado
uma por infarto do miocárdio. As doenças do apare- entre os meses de janeiro a março de 2008. Os
lho circulatório também respondem por mais de 10% descritores utilizados em todas as bases de dados fo-
das internações do Sistema Único de Saúde (SUS)3. ram: acidente vascular cerebral/stroke/accidente
cerebrovascular; fatores de risco/risk factors/factores de
Preconiza-se que o foco da prevenção e controle riesgo; fármacos/pharmaceutical preparations/
do AVC esteja centrado na redução da exposição aos preparaciones farmacéuticas. Foram encontradas 71
fatores de risco. Estes podem ser agrupados em quatro publicações e selecionadas 11.
categorias: constitucionais (sexo, idade, raça e fatores
O levantamento foi realizado entre os meses
hereditários), comportamentais (tabagismo, dieta,
de abril e maio de 2008. A exclusão dos estudos deu-
sedentarismo, ingestão de álcool e uso de anticoncepci-
se pelo fato de os mesmos não abordarem o trata-
onais), patologias ou distúrbios metabólicos associados mento medicamentoso para pacientes clínicos de
(hipertensão arterial sistêmica, cardiopatia, obesidade, acordo com os critérios de seleção, também por tra-
hiperlipidemias, diabetes) e as características sociais, tarem de abordagens cirúrgicas para o tratamento
econômicas e culturais (ocupação, renda, escolaridade, do AVC e se referirem a publicações repetidas em
classe social, ambiente de trabalho e outras)4. bibliotecas diferentes. Os resultados foram agrupa-
O interesse em estudar a terapia medicamentosa dos em categorias correspondentes aos diferentes
para o tratamento dos fatores de risco para ocorrência tipos de tratamento, o que também norteou a análi-
do AVC se deve ao fato de que a magnitude dos mes- se realizada.As categorias que surgiram foram o tra-
mos pode ser reduzida com tratamento medicamen- tamento para: hipertensão arterial, fibrilação atrial,
Diabetes Mellitus e dislipidemia. No âmbito da en-
toso4. Este deve ser contínuo, e prolongado, pois se
fermagem, não foi selecionada nenhuma publica-
trata de uma doença crônica, que pode ser controlada
ção, o que reforça a importância de promover publi-
e não curada. O Ministério da Saúde3 entende que o
cações de enfermagem nesta área.
Enfermeiro pode ser o profissional que aumente a ade-
rência do paciente ao seu tratamento o que pode influ-
enciar a eficácia da terapia medicamentosa. RESULTADOS
Sendo assim, compreender o propósito da me- Como foi dito, as publicações foram agrupadas em
dicação, e seus efeitos, é fundamental para o paciente categorias, sendo a do tratamento da hipertensão arte-
aderir ao tratamento medicamentoso, sendo a inter- rial sistêmica (HAS) composta de seis publicações5-10, a
venção do enfermeiro entendida como estratégia para categoria do tratamento da fibrilação atrial com três
a educação em saúde e uma alternativa interessante estudos11-13. Quanto ao tratamento do Diabetes Mellitus
para que mais pacientes se beneficiem com informa- (DM) foi encontrado um artigo14 e relacionado ao trata-
ções que possam contribuir para o controle do AVC. mento da dislipidemia outro artigo15.
Este estudo teve como objetivos: rastrear em
bases de dados eletrônicas artigos que abordem a te- Resultados para Tratamento da Hipertensão
rapia medicamentosa dos fatores de risco para o AVC; Arterial
discutir, baseado nos achados, as ações do enfermeiro Um estudo5 feito com uma população de 239 indi-
na orientação ao paciente e à família sobre a terapêu- víduos determinou a redução do risco cardio-vascular
tica medicamentosa. após seis meses de tratamento medicamentoso da hi-
pertensão arterial somente com medicações fornecidas
METODOLOGIA pelo Sistema Único de Saúde (hidroclorotiazida,
propanolol, captopril, verapamil e metildopa). O risco
Tratou-se de uma revisão integrativa, que em- foi mensurado por exames clínicos e laboratoriais três e
pregou estudos primários identificados na Biblioteca seis meses após os exames iniciais. Concluiu-se que, com

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drogas disponibilizadas pelo SUS, houve uma redução maior em pacientes que tomavam warfarina, do que
significativa do risco cardiovascular. Outro estudo6 aspirina (9% por ano para warfarina, 4,7% por ano
objetivou demonstrar os resultados do tratamento com para aspirina e 4,6% por ano para nenhuma tera-
losartan na redução do risco para AVC, comparado ao pia). Outro estudo12 correlaciona a ocorrência do
uso do betabloqueador atenolol. Estudo randomizado, AVC em portadores de fibrilação atrial (FA) não
multicêntrico, duplo cego, que envolveu 9193 pacien- valvular e uso da warfarina. A população foi com-
tes de 55 a 80 anos hipertensos, e com eletrogardiograma posta por 167 pacientes que foram questionados
evidenciando hipertrofia ventricular esquerda. Con- se: estavam em uso de warfarina; tinham conheci-
cluiu-se que houve redução do risco para AVC, com mento da arritmia; estavam em acompanhamento
tratamento do losartan. prévio com cardiologista e a periodicidade das vi-
Foi investigado7 o efeito do inibidor da enzima sitas. O estudo concluiu que a anticoagulação na
conversora de angiotensina (IECA), na perfusão ce- FA reduziu em 68% o risco relativo para AVC ao
rebral de pacientes que já sofreram AVC isquêmico. ano na população estudada.
Estudo randomizado, duplo cego, em uma popula- Testou-se a acurácia do uso da aspirina13, em
ção composta por 19 pacientes que sofreram AVC pacientes com FA não valvar, com quatro fatores de
isquêmico nos últimos 5 anos. O estudo concluiu risco associados: insuficiência cardíaca congestiva,
que o tratamento com IECA aumentou a perfusão hipertensão, Diabetes Mellitus e AVC prévio. Con-
cerebral de reserva nos pacientes que já sofreram cluíram que a profilaxia com aspirina é eficaz na pre-
um AVC prévio. venção do AVC em pacientes de alto risco.
Em um estudo de coorte8, 950 pacientes diabé-
ticos tipo 2 foram acompanhados por cinco anos. Um Resultados para o Tratamento do Diabetes
grupo considerado normotenso recebeu placebo e o Mellitus
grupo de hipertensos foi tratado com nisoldipina e Estudo transversal14 com pacientes portadores
enalapril. Cinqüenta e seis eventos cardiovasculares de DM do tipo 2 atendidos ambulatorialmente em
(infarto agudo do miocárdio, AVC, doença cardíaca) três centros médicos do Rio Grande do Sul. Os acha-
foram identificados em toda coorte, havendo uma dos mostram que a maioria utilizava hipoglicemiantes
proximidade do número de eventos entre os que rea- orais (52%), a insulina isoladamente era usada por
lizaram tratamento intensivo (26) e os que não reali- 28% dos pacientes e insulina em combinação com
zaram tratamento (30). O estudo conclui que a redu- hipoglicemiantes orais por 7%. Concluíram que a
ção da pressão arterial em diabéticos tipo 2 com do- utilização combinada de hipoglicemiantes e insulina
ença arterial periférica, em particular, previne even- sustenta os níveis glicêmicos em padrões ideais.
tos cardiovasculares.
Outro estudo de coorte9 comparou a morbi-mor- Resultados para o Tratamento Medicamentoso
talidade de pacientes hipertensos, segundo o início do da Dislipidemia
tratamento: iniciado antes ou depois dos 65 anos de
A terapia medicamentosa para controle de
idade, seguidos por um período de 10 anos. O trata-
dislipidemia, como fator protetor para o AVC, foi
mento medicamentoso das duas coortes consistiu no
uso de diuréticos, betabloqueadores, antagonistas de estudada15 em pacientes de 40 a 80 anos, com risco
canais de cálcio e IECA. Concluiu-se que o tratamen- para doença arterial coronariana, em tratamento
to precoce é mais eficaz. Uma pesquisa multicêntrica10, de hipertensão e diabetes, que receberam 40 mg de
com 90.775 mulheres de 50 a 79 anos, descreve os fa- sinvastatina por dia ou placebo.O estudo eviden-
tores associados à prevalência, tratamento e controle ciou que os pacientes que receberam sinvastatina
da hipertensão, com o uso de classes específicas de dro- tiveram o risco para AVC reduzido em 24%.
gas anti-hipertensivas. Os resultados apontaram que,
de 37,8% das mulheres hipertensas, 64,3% realizavam DISCUSSÃO
tratamento medicamentoso e apenas 36,1% estavam
com a pressão arterial controlada. As drogas utilizadas As ações do enfermeiro na orientação da tera-
incluíram: diuréticos, bloqueadores dos canais de cál- pêutica medicamentosa será discutida de acordo com
cio, IECA e betabloqueadores. as categorias apresentadas nos resultados.

Resultados para o Tratamento da Fibrilação Ações do Enfermeiro no Tratamento


Atrial Medicamentoso da Hipertensão Arterial
Uma publicação 11 comparou o uso de As categorias dos agentes anti-hipertensivos
warfarina e aspirina, a partir de uma coorte do fi- encontradas nos artigos e suas principais reações ad-
nal da década de 90. O risco de sangramento foi versas estão na Figura 1.

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Categorias Reações adversas 16 com que este exame deve ser realizado é individuali-
zada, não havendo uma recomendação rotineira quan-
Hipopotassemia, por vezes
to ao intervalo de dosagem de potássio. O estimulo
acompanhada de
hipomagnesemia, que pode da ingestão de alimentos pobres em sódio e ricos em
induzir arritmias ventriculares, potássio (feijões, ervilha, vegetais de cor verde-
cãibras, sensação de fraqueza escuro,banana, melão, cenoura, beterraba, frutas se-
Diuréticos5,9,10 cas, tomate, batata inglesa e laranja) são orientações
muscular, elevação da glicemia
de jejum, elevação dos níveis eficazes na prevenção da hipopotassemia.
de colesterol total, triglicérides
e Low Density Lipoproteins A hiperuricemia reflete uma redução da
(LDL), e a hiperuricemia. perfusão renal e é um efeito dos diuréticos, que po-
dem nos primeiros meses de seu uso contribuir para
Elevação dos níveis de glicemia
e triglicérides, diminuição dos
aumentar o nível plasmático de ácido úrico, porém
níveis de Higth Density raramente tal alteração se associa a crises de artrite
Lipoproteins (HDL), fraqueza gotosa ou formação de cálculos renais19. Nos casos
Beta- comprovados de gota, o enfermeiro deve orientar o
muscular, distúrbios do sono,
bloqueadores5,6,9,10
bradicardia(inferior a 50 bpm) paciente a suspender o diurético e encaminhá-lo ao
e/ou tonturas, distúrbios da médico. Alterações de glicemia de jejum, elevação dos
condução átrio ventricular, níveis de colesterol total, triglicérides e Low Density
broncoespasmo. Lipoproteins (LDL) também podem ocorrer com o uso
Cefaléia, tontura, rubor facial, de diuréticos. Modificações na dieta e aumento da
edema de extremidades, atividade física são suficientes na maioria dos casos
Bloqueadores dos Verapamil e Diltiazem podem para controlar tais alterações19.
canais de cálcio5,9,10 provocar depressão
miocárdica e bloqueio Os betabloqueadores adrenérgicos reduzem a
atrioventricular pressão arterial, primordialmente por diminuição do
débito cardíaco. Um dado importante relacionado ao
Tosse seca, alteração do
Inibidores da enzima uso de betabloqueadores refere-se à interrupção
conversora de paladar. Em indivíduos com
insuficiência renal pode abrupta deste medicamento, visto que pode provocar
angiotensina – hiperatividade simpática, com hipertensão rebote e/
contribuir para o aumento dos
IECA5,7,8,9,10
níveis de uréia e creatinina ou manifestações de isquemia miocárdica, sobretudo
FIGURA 1: Anti-hipertensivos encontrados, categorias e em hipertensos com pressão arterial prévia muito ele-
reações adversas. vada17. O enfermeiro deve orientar o paciente quan-
to ao risco, enfocando que o medicamento não deve
ser suspenso por conta própria. Outra medida impor-
tante é ensinar o paciente a contar a sua frequência
Orientações de acordo com cada categoria
cardíaca (FC), estabelecendo um valor anterior ao
medicamentosa devem ser realizadas pelos enfermeiros.
início da medicação como um parâmetro. Se sua FC
Em relação aos diuréticos, os tiazídicos (hidro-
reduzir muito abaixo do habitual e o paciente apre-
clorotiazida) são os mais utilizados e de primeira esco-
sentar tontura e fraqueza durante as quatro semanas
lha no controle de pressão arterial16. Os diuréticos de
após inicio da medicação, deverá imediatamente con-
alça (furosemida) são reservados para situações de hi-
sultar o médico .
pertensão associada à insuficiência renal e na insufici-
ência cardíaca com retenção de volume. Os diuréticos Os betabloqueadores também podem ocasio-
poupadores de potássio (espironolactona) apresentam nar broncoespasmos, sendo contraindicado para pa-
pequena eficácia diurética, mas, quando associados aos cientes asmáticos. O enfermeiro deve valorizar quei-
tiazídicos e aos diuréticos de alça, são úteis na preven- xas de falta de ar e dispnéia. A presença de insônia é
ção e no tratamento de hipopotassemia. Seu uso em um efeito que deve ser valorizado, devendo-se expli-
pacientes com redução da função renal poderá acarretar car que dificuldade para dormir, ou acordar no meio
hiperpotassemia17. da madrugada e não conseguir dormir , pode ser efei-
O enfermeiro deve orientar o paciente que os to do medicamento. Técnicas de relaxamento po-
diuréticos aumentam a eliminação urinária e, por- dem ser eficazes.
tanto, devem ser tomados durante o dia pela manhã, A ação anti-hipertensiva dos bloqueadores de
evitando nictúria, o que pode prejudicar o padrão de canais de Ca decorre da redução da resistência
sono e repouso18. O enfermeiro pode ainda prevenir vascular periférica por diminuição da concentração
os efeitos da hipotassemia (câimbra, fraqueza muscu- de cálcio nas células musculares lisas vasculares, pro-
lar ou até mesmo arritmias cardíacas), através do con- vocando dilatação arteriolar e assim, redução da pres-
trole dos níveis sanguíneos de potássio. A frequência são arterial20. O enfermeiro deve alertar sobre a pos-

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sibilidade de cefaléia e tontura associada ao uso do sinais de hipoglicemia. As medicações anti-hipertensivas


medicamento, assim como presença de edema de tor- disponibilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) es-
nozelo, devendo orientar quanto à manutenção de tão apresentadas na Relação Nacional de Medicamen-
membros elevados para redução de edema e contro- tos Essenciais (RENAME)19 e são descritas na Figura 2.
le na ingestão de líquidos e sua eliminação. No tratamento da hipertensão arterial, o enfer-
Os IECA bloqueiam a transformação da meiro de forma contínua deve relacionar o mecanis-
angiotensina I em II no sangue e nos tecidos, afetando mo de ação da medicação, com seus efeitos, como es-
tanto a resistência como capacitância dos vasos, redu- tratégia para garantir a manutenção da prescrição. A
zindo assim a pressão arterial19. O enfermeiro deve ori- principal causa de hipertensão arterial resistente é a
entar quanto à ocorrência de tosse seca. Reações ad-
descontinuidade da prescrição estabelecida. O bene-
versas podem ocorrer se for administrado
fício do tratamento medicamentoso da hipertensão
concomitante a outro anti-hipertensivo ou diurético
arterial é evidente como medida de prevenção para o
tiazídico. Deve orientar sobre controle dos níveis
AVC e a atuação dos enfermeiros é fundamental nes-
séricos de uréia e creatinina, em pacientes que possu-
te processo.
em insuficiência renal pois podem estar mais elevados
devido ao uso da medicação.Também deve comentar Ações do Enfermeiro no Tratamento
sobre interações medicamentosas, visto que podem
Medicamentoso da Fibrilação Atrial
potencializar ou reduzir o efeito dos anti-hipertensivos.
Algumas associações como os tiazídicos e diuréticos As publicações que abordaram o tratamen-
de alça, associados a digitálicos, podem levar à intoxi- to da fribrilação atrial, com warfarina e ácido
cação digitálica por hipopotassemia.Os diuréticos pou- acetil salicílico (AAS), que são os preconizados
padores de potássio interagem com suplementos de po- pelo SUS. As classes medicamentosas e as prin-
tássio e inibidores da IECA, levando à hiperpotassemia. cipais reações adversas deste grupo estão listadas
O uso de betabloqueadores junto com insulina ou na Figura 3.
hipoglicemiantes orais pode levar ao mascaramento dos O enfermeiro deve orientar o paciente em uso

Classes de anti- Medicamentos Horário ideal de


hipertensivos disponibilizados pelo SUS administração 1 8 , 2 0
Diuréticos Espironolactona, 2h antes das refeições
Hidroclorotiazida, Sem associação
Furosemida 2h antes das refeições
Beta-bloqueadores Atenol, 1h antes das refeições
Propanolol 1h antes das refeições
Bloqueadores dos Besilato de anlodipino, às refeições
canais de cálcio cloridrato de Verapamil
IECA Captopril, 1h antes das refeições
Maleato de enalapril Sem associação
FIGURA 2
2:: Hipotensores e sua associação com a alimentação – 2007

17-19
Classe Medicamentosa Reações adversas

Sangramento de leve a
Anticoagulantes intenso, necrose de pele e
orais (warfarina) subcutânea,
hipersensibilidade, náuseas
e vômitos
Sangramento, azia, dor
Antiagregantes epigástrica, náuseas,
plaquetários (AAS) vômitos, gastrite, úlcera
péptica, hemorragia
gastrointestinal
FIGURA 3 - Medicamentos para controle da Fibrilação Atrial

Recebido em: 03.12.2008 – Aprovado em: 09.03.2009 Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2009 jul/set; 17(3):423-9. • p.427
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de AAS quanto ao horário da ingesta da medicação, pela glicemia antes do café da manhã do dia seguinte
que deve ser sempre após as refeições (para evitar azia (10 a 12 horas após injeção). O efeito das insulinas de
e náuseas pela acidez do medicamento). O risco de ação rápida é avaliado antes da próxima refeição princi-
sangramento gastrointestinal também deve ser res- pal (em torno de 4 horas após cada injeção) 20. O enfer-
saltado, orientando o paciente a observar sangue nas meiro deve ensinar o paciente a preparar e administrar
fezes ou fezes mais escurecidas. Pode ocorrer ainda a insulina, realizando o cuidado junto com o mesmo, e
redução de plaquetas, o que também facilitará a ocor- avaliar se está fazendo corretamente.
rência de sangramentos.
Ações do Enfermeiro no Tratamento da
Quanto ao uso da warfarina, esclarecer que esta
medicação interage com alimentos ricos em vitami- Dislipidemia
na K (óleo de canola, nabo,alface, espinafre, óleo de As estatinas18,20 são efetivas em reduzir os ní-
soja, couve-flor, brócolis, repolho, clara de ovo, e fí- veis séricos de colesterol e especialmente os eventos
gado)20. Podem levar à redução da Relação Normali- vasculares. Atualmente, as estatinas fazem parte do
zada Internacional (INR) em pacientes previamente arsenal terapêutico e preventivo para pacientes com
bem controlados ou o aumento pode ocorrer com a alto risco cardiovascular, mesmo para aqueles com
redução na ingesta dessa vitamina20. O paciente deve alterações pouco significativas do perfil lipídico. O
ser orientado quanto a dieta. È obrigatório o exame único hipolipemiante disponível pelo SUS é a
do tempo de protombina para pacientes onde se sus- sinvastatina. O enfermeiro deve orientar quanto ao
peita de dose errada, principalmente quando ocorre uso desta medicação e seus efeitos adversos que em
sangramento de gengiva e urina. O melhor horário geral são leves e transitórios e incluem: dor abdomi-
para o uso da warfarina é à tarde. Caso esqueça de nal, diarreia, flatulência, cefaléia, náuseas e fadiga e
tomar uma dose, lembrando no mesmo dia deve to- associar a eficácia do tratamento medicamentoso à
mar a mesma. Se lembrar no dia seguinte não deve mudança dos hábitos de vida, principalmente à die-
tomar dose dupla para compensar a do dia anterior20. ta, que deve ser pobre em colesterol. A sinvastatina
Há ainda a preocupação da interação medica- tem melhor efeito se tomada em dose única e no pe-
mentosa visto que a warfarina, quando administrada com ríodo da noite, pois as concentrações de colesterol
drogas como antibióticos, antifúngicos (eritro-micina, total e do LDL colesterol aumentam significativa-
metronidazol), antiarrítimicos (amiodarona), e mente quando a droga é tomada pela manhã.
antiinflamatórios e analgésicos (sacilatos, fenil- Sinvastatina contém lactose, o que talvez provoque
butazona), tem seu efeito potencializado. O AAS quan- intolerância em pacientes sensíveis a mesma18-20.
do associado a corticosteroides tem o risco de hemorra- Para todos os medicamentos, vale lembrar que de-
gia aumentado12. vem ser guardados entre 15°c e 30°C graus, longe da luz
solar e umidade. O paciente deve sempre se habituar a ter
Ações do Enfermeiro no Tratamento do o mesmo horário para cada medicação, pois o hábito aju-
Diabetes Mellitus da a lembrar do uso. Nunca deve se omitir doses mas caso
As medicações citadas15 para tratamento da aconteça não se deve dobrar a dose no dia seguinte18-20.
hiperglicemia foram as biguamidas (metformina),
sulfonilureis e insulinas. As principais reações ad- CONSIDERAÇÕES FINAIS
versas das biguamidas são náuseas e vômitos. Das
sulfolinureias são a hipoglicemia, naúsea, plenitude
Esta revisão integrativa foi capaz de evidenciar quais
os principais grupos medicamentosos presentes no tra-
gástrica, retenção hídrica. O uso de insulinas pode
tamento de pacientes que tiveram pelo menos um AVC
levar a hipoglicemia, lipodistrofia, efeito somogyi
e dessa forma apontar qual o conhecimento que o en-
(hipoglicemia seguida de hiperglicemia de rebote).
fermeiro deve deter acerca desses medicamentos. O
O melhor horário para tomar tanto o hipo- tratamento medicamentoso das comorbidades consi-
glicemiante oral quanto a insulina em geral é antes do deradas fatores de risco para o AVC se configura numa
café da manhã e jantar20 Pacientes tratados com das estratégias para reduzir a incidência de AVC. É
sulfonilureias ou insulina devem ser instruídos pelo fundamental que o enfermeiro tenha conhecimento
enfermeiro sobre a sintomatologia da hipoglicemia farmacológico das medicações recomendadas para cada
como sudorese, cefaléia, palpitação, tremores ou uma comorbidade, para fornecer orientações quanto à ad-
sensação desagradável de apreensão e a necessidade de ministração das medicações, suas interações com ali-
detecção e tratamento precoce para evitar complicação. mentos e outras medicações, e ainda conhecer suas
Devem carregar consigo carboidratos de absorção rápi- contraindicações e seus efeitos adversos. Enfim, ações
da (tabletes de glicose, gel de glicose, balas, bombons)18,21. que contribuam para aumentar a eficácia do tratamen-
Uma orientação importante é referente ao uso da to, a partir da adesão do paciente, sua manutenção no
insulina. O efeito da insulina NPH da manhã é avaliado tratamento e de práticas integrativas21.
pela glicemia antes do jantar. Já o da insulina noturna, Como foi dito anteriormente, vários fatores po-

p.428 • Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2009 jul/set; 17(3):423-9. Recebido em: 03.12.2008 – Aprovado em: 09.03.2009
Artigo de Revisão Silva LD, Henrique DM, Schutz V
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dem influir na eficácia da terapia medicamentosa, po- Hyper. [Scielo-Scientific Eletronic Library Online] 2000 [ci-
dendo ser tema de estudos futuros na enfermagem, tado em 2008 mar 20]. 36(5):780-9. 2008]. Disponível em:
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mero de doses diárias da medicação prescrita, efeitos 10. Chris B, Chris I, John N, Ruth H, Elaine G. The safety and
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contribuem num ritmo crescente, não só para dar foco
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penho do enfermeiro, já que colabora para estabelecer 11. Cabral NL, Volpato D, Ogata TR, Ramirez T, Moro C,
prioridades em seu trabalho e assim favorecer o alcan- Gouveia S. Fibrilação atrial crônica, AVC e
ce de melhores resultados junto aos pacientes. Esta anticoagulação: sub-uso de warfarina? Arq neuropsiquiatr.
revisão evidenciou que não há estudos publicados que [Scielo-Scientific Eletronic Library Online] 2004 [citado
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