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Aula 05

Português p/ TRF 1ª Região 2017/2018 (Nível Médio e Superior) Com videoaulas - Pós-Edital

Professor: Décio Terror

01312150351 - Maria da Paz Santos Otaviano

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Aula 5: RegÍncia verbal e nominal. Emprego do sinal indicativo de crase.

SUM£RIO

P£GINA

1. Estrutura da oraÁ„o

2

2. RegÍncia de verbos importantes

3

3.

RegÍncia Nominal

15

4.

OraÁıes subordinadas substantivas

19

5.

RegÍncia com pronomes relativos

20

6.

A estrutura-padr„o da crase

34

7.

Crase Facultativa

40

8.

Questıes cumulativas de revis„o

59

9.

O que devo tomar nota como mais importante?

61

10.

Lista de questıes para revis„o

61

11.

Gabarito

81

Ol·, pessoal!

Espero que estejamos entendendo bem a matÈria.

Procure sempre estudar o material em PDF e sÛ depois assista aos vÌdeos. Assim, a videoaula funcionar· como elemento did·tico de revis„o.

Vimos na aula 1 a estrutura da oraÁ„o, reconhecendo os termos b·sicos, e na aula 2 as relaÁıes de coordenaÁ„o.

Na aula 3, entendemos os tipos de subordinaÁ„o: substantiva, adjetiva e adverbial.

A aula 4 teve base na estrutura elementar da oraÁ„o e a partir dela vimos a relaÁ„o do verbo com o sujeito. Por isso trabalhamos a concord‚ncia verbal. AlÈm dela, observamos a concord‚ncia nominal.

da oraÁ„o. Vamos

trabalhar desta vez a relaÁ„o de transitividade entre o verbo e seu complemento e entre um nome e seu complemento.

Esta aula

tambÈm possui a

base da estrutura

Assim, retomemos a estrutura da oraÁ„o:

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RegÍncia verbal 1. O candidato realizou a prova. VTD + OD 2. duvidou do gabarito.
RegÍncia verbal
1. O candidato
realizou
a prova.
VTD
+
OD
2.
duvidou
do gabarito.
VTI
+
OI
3.
enviou recursos
Predicado
VTDI +
OD
+
‡ banca examinadora.
OI
Verbal
RegÍncia nominal
4.
tem
certeza
de sua aprovaÁ„o.
VTD
+
OD
+
CN
5.
viajou.

VI

de sua aprovaÁ„o. VTD + OD + CN 5. viajou. VI sujeito predicado Quanto ‡ regÍncia,

sujeito

sua aprovaÁ„o. VTD + OD + CN 5. viajou. VI sujeito predicado Quanto ‡ regÍncia, devemos

predicado

Quanto ‡ regÍncia, devemos observar a transitividade do verbo e do nome, daÌ entendermos que os objetos direto e indireto complementam o sentido do verbo (regÍncia verbal) e o complemento nominal faz o mesmo relacionado ao nome (regÍncia nominal).

dos

complementos verbais:

Por

enquanto,

vamos

treinar

um

pouco

mais

o

emprego

Quest„o 1: SEEDF 2017 Professor (banca CESPE)

Fragmento de texto: … evidente que a interlocuÁ„o comunicativa permite o entendimento, proporciona o interc‚mbio de ideias e nos faz refletir e argumentar com maior propriedade em defesa de nossos direitos e deveres como cidad„os.

Na linha 2, o pronome ―nos‖ exerce a função de complemento da forma verbal ―refletir‖.

Coment·rio: O pronome ―nos‖ não é complemento do verbo ―refletir‖. Tal pronome tem o valor de sujeito acusativo e ele È oblÌquo ·tono por fazer parte do complemento do verbo ―faz‖, mas também ocupa a função de sujeito do verbo ―refletir‖. Isso acontece com os chamados verbos causativos ―mandar‖ (Mandaram-nos sair) ou ―fazer‖ (Fizeram-nos sair), alÈm dos sensitivos ―ouvir‖ (Ouviram-nos sair), ―sentir‖ (Sentiram-nos sair‖), etc.

Gabarito: E

Quest„o 2: ICMBIO 2014 NÌvel mÈdio (banca CESPE)

Fragmento do texto: Bisa rema quase sete horas para chegar atÈ a altura da Ermida Dom Bosco e, ‡s vezes, dorme na mata e retorna para casa sÛ na manhã seguinte. ―É uma vida de muito trabalho, mas necessidade eu nunca passei‖, diz o pescador.

O complemento da forma verbal ‗passei‘ (linha 4) n„o est· explicitamente expresso no texto, devendo ser inferido pelo leitor.

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Coment·rio: Os complementos verbais s„o o objeto direto e o objeto indireto. O verbo ―passei‖ tem como sujeito o pronome ―eu‖. Tal verbo é transitivo direto e seu complemento verbal, isto È, o objeto direto, È ―necessidade‖. Assim, o complemento verbal est· explÌcito no trecho. Ele apenas estava antecipado. Veja a ordem natural:

mas

eu nunca passei necessidade”, diz o pescador

Gabarito: E

Como vimos que o objeto direto È o complemento do verbo transitivo direto e o objeto indireto È o complemento do verbo transitivo indireto, veremos agora alguns verbos importantes quanto ‡ necessidade ou n„o de preposiÁ„o.

RegÍncia de verbos importantes

Agradar: transitivo direto, com o sentido de ―fazer agrado‖, ―fazer carinho‖. Ela agradou o filho. Transitivo indireto, com a preposiÁ„o a, com o sentido de ―ser agradável‖. O assunto n„o agradou ao homem.

Ajudar, satisfazer, presidir, preceder: transitivos diretos ou indiretos, com a preposiÁ„o a.

Satisfiz as exigÍncias.

ou

Satisfiz ‡s exigÍncias.

Amar, estimar, abenÁoar, louvar, parabenizar, detestar, odiar, adorar, visitar: transitivos diretos.

Estimo o colega.

Adoro meu filho.

Aspirar: transitivo direto quando significa ―sorver‖, ―inspirar‖, ―levar o ar aos pulmões‖: Aspiramos o ar frio da manh„. Transitivo indireto, com a preposiÁ„o a, quando significa ―desejar‖, ―almejar‖:

Ele aspira ao cargo.

Assistir: transitivo direto no sentido de ―dar assistência‖, ―amparar‖. O mÈdico assistiu o paciente.

Mas tambÈm È aceito como transitivo indireto, com a preposiÁ„o a, neste mesmo sentido: O mÈdico assistiu ao paciente. Transitivo indireto, com a preposiÁ„o a, com o sentido de ―ver‖, ―presenciar‖. Meu filho assistiu ao jogo. Transitivo indireto, com a preposiÁ„o a, com o sentido de ―caber‖, ―competir‖. Esse direito assiste ao rÈu. Intransitivo, com a preposiÁ„o em, com o sentido de ―morar‖.

Seu tio assistia em um sÌtio. (o termo grifado È o adjunto adverbial de lugar)

Neste sentido, admite o advérbio ―onde‖: Este È o local onde assisto (onde moro).

Avisar, informar, prevenir, certificar, cientificar: s„o normalmente transitivos diretos e indiretos, admitindo duas construÁıes. Avisei o gerente do problema. Avisei-o do problema.

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Avisei ao gerente o problema. Avisei-lhe o problema. Avisei o gerente de que havia um problema. Avisei ao gerente que havia um problema.

Cuidado! Veja que tanto o objeto direto quanto o indireto podem ser expressos tambÈm por pronomes oblÌquos ·tonos ou oraÁıes subordinadas substantivas.

Atender: transitivo direto, podendo ser tambÈm transitivo indireto no sentido de dar atenÁ„o a, receber alguÈm, seguir, acatar:

N„o costuma atender os meus conselhos. O ministro atendeu os funcion·rios que o aguardavam. N„o atendeu ‡ observaÁ„o que lhe fizeram.

Transitivo indireto no sentido de responder, prestar auxÌlio a:

Os bombeiros atenderam a muitos chamados. O mÈdico atendeu aos afogados na praia.

Atribuir: transitivo direto e indireto:

O professor atribuiu nota m·xima aos alunos.

Caber: transitivo indireto, no sentido de ser compatÌvel, pertencer:

Cabe a vocÍ esperar pelo melhor.

Note que o sujeito é oracional e o objeto indireto é a pessoa: ―a vocÍ‖. Normalmente È encontrado nas provas na ordem invertida. Ordenando de maneira mais clara a oraÁ„o, teremos:

Esperar pelo melhor cabe a vocÍ. (Isso cabe a vocÍ)

Pode ser tambÈm intransitivo, no sentido de ficar dentro ou ter cabimento:

O Ùnibus coube naquela garagem. Neste momento, n„o cabem palavras duras.

tempo,

respectivamente.

Chegar: intransitivo, no sentido de movimento a um destino, exigindo a preposição ―a‖. Com ideia de movimento de um lugar origem, usa-se a preposição ―de‖. Deve-se evitar a preposição ―em‖, muito usada na linguagem coloquial, mas n„o È admitida na norma culta.

Os

termos

sublinhados

s„o

adjuntos

adverbiais

de

lugar

e

Cheguei a Fortaleza.

Cheguei de Fortaleza.

Esse verbo admite o advérbio ―aonde‖ ou a locução ―para onde‖, não admitindo apenas ―onde‖.

Obs.: Os termos sublinhados s„o adjuntos adverbiais de lugar.

Transitivo indireto, quando transmite valor de limite:

Seu estudo chegou ao extremo do entendimento.

Convir: transitivo indireto, no sentido de ser ˙til, proveitoso:

ConvÈm a todos lutar pela igualdade.

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Note que o sujeito È oracional e o objeto indireto È a pessoa: ―a todos‖. Normalmente È encontrado nas provas na ordem invertida. Ordenando de maneira mais clara a oraÁ„o, teremos:

Lutar pela igualdade convÈm a todos. (Isso convÈm a todos)

Pode ser tambÈm intransitivo, no sentido de ser conveniente:

N„o convÈm essa atitude. (―essa atitude‖ é o sujeito) Chamar: transitivo direto com o sentido de ―convocar‖. Chamei-o aqui.

Transitivo direto ou indireto, indiferentemente, com o sentido de ―qualificar‖, ―apelidar‖; nesse caso, terá um predicativo do objeto (direto ou indireto), introduzido ou n„o pela preposiÁ„o de.

Chamei-o louco. Chamei-lhe louco.

Chamei-o de louco. Chamei-lhe de louco.

A palavra louco, nos dois primeiros exemplos, È predicativo do objeto direto; nos dois ˙ltimos, predicativo do objeto indireto.

Custar: intransitivo, quando indica preÁo, valor.

Os Ûculos custaram oitocentos reais.

Obs.: adjunto adverbial de preÁo ou valor: oitocentos reais.

Transitivo indireto, com a preposiÁ„o a, significando ―ser custoso‖, ―ser difícil‖; com esse sentido, normalmente estar· seguido de um infinitivo:

Custou ao aluno entender a explicaÁ„o do professor. Obs: ―entender a explicaÁ„o do professor” È sujeito oracional e ―ao aluno‖ é o objeto indireto. (Isso custou ao aluno)

Esquecer, lembrar, recordar: transitivos diretos, sem os pronomes oblÌquos ·tonos (me, te, se, nos, vos):

Ele esqueceu o livro. Lembrou a situaÁ„o. Recordou o fato.

Transitivos indiretos com pronomes oblÌquos ·tonos, exigindo preposiÁ„o de.

Ele se esqueceu do livro.

No sentido figurado, h· ainda a possibilidade de o sujeito do verbo "esquecer" n„o ser uma pessoa, mas uma coisa:

Esqueceram-me as palavras de elogio.

Essa mesma regÍncia vale para "lembrar", isto È, h· na lÌngua o registro de frases como "N„o me lembrou esper·-la", em que "lembrar" significa "vir ‡ lembranÁa". O sujeito de "lembrou" È "esper·-la", ou seja, esse fato (o ato de esper·-la) n„o me veio ‡ lembranÁa. Os verbos Lembrar e recordar tambÈm podem ser transitivos diretos e

indiretos:

Implicar: transitivo direto quando significa ―pressupor‖, ―acarretar‖. Seu estudo implicar· aprovaÁ„o. Transitivo direto e indireto, com a preposiÁ„o em, quando significa ―envolver‖. Implicaram o servidor no processo.

Lembrou-se da situaÁ„o.

Recordou-se do fato.

Lembrei ao aluno o dia do teste.

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Transitivo indireto, com a preposiÁ„o com, quando significa ―demonstrar antipatia‖, ―perturbar‖.

Sempre implicava com o vizinho.

Morar, residir, situar-se, estabelecer-se: pedem adjuntos adverbiais com a preposiÁ„o em, e n„o a: Morava na Rua Onofre da Silva.

Cabe aqui observar que o vocábulo ―onde‖ não pode receber preposição com este verbo. A estrutura ―aonde moro‖ está errada gramaticalmente, o correto È: onde moro.

Namorar: transitivo direto: Ela namorou aquele artista.

Obedecer e desobedecer: transitivos indiretos, com a preposiÁ„o a.

ObedeÁo ao comando.

N„o desobedeÁamos ‡ lei.

Pedir, implorar, suplicar: transitivos diretos e indiretos, com a preposiÁ„o a

(mais raramente, para):

SÛ admitem a preposiÁ„o para quando existe a palavra licenÁa (ou sinÙnimos), clara ou oculta.

Pediu ao dirigente uma soluÁ„o.

Ele pediu para sair. (ou seja: pediu licenÁa para)

Perdoar e pagar: transitivos diretos, se o complemento È coisa.

Perdoei o equÌvoco.

Paguei o apartamento

Transitivos indiretos, com a preposiÁ„o a, se o complemento È pessoa.

Perdoei ao amigo.

Paguei ao empregado.

Pode aparecer os dois complementos, sendo o verbo transitivo direto e

indireto:

O FMI perdoar· a dÌvida aos paÌses pobres.

Note que, se no último exemplo retirássemos a preposição ―a‖ e inserÌssemos a preposiÁ„o de, o verbo passa a ser apenas transitivo direto e o termo preposicionado passa a ser o adjunto adnominal que caracteriza o n˙cleo deste termo. Veja:

O FMI perdoar· a dÌvida dos paÌses pobres.

O Brasil pagou a dÌvida ao FMI.

VTD

+

OD

Preferir: transitivo direto: Prefiro biscoitos. Transitivo direto e indireto, com a preposiÁ„o a: Prefiro vinho a leite.

Cuidado, pois o verbo preferirn„o aceita palavras ou expressıes de intensidade, nem do que ou que. Assim, est· errada a construÁ„o como ―Prefiro mais vinho do que leite‖.

Presidir: transitivo direto ou indireto:

O chefe presidiu a cerimÙnia.

O chefe presidiu ‡ cerimÙnia.

Proceder: intransitivo, com o sentido de ―agir‖: Ele procedeu bem. Intransitivo, com o sentido de ―justificar-se‖: Isso n„o procede. Intransitivo, com o sentido de ―vir‖, ―originar-se‖; pede a preposição de. A balsa procedia de BelÈm.

Neste sentido, admite o advérbio ―donde‖ ou a locução ―de onde‖:

Venho de onde ficou minha inf‚ncia. (=donde)

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Transitivo indireto, com a preposiÁ„o a, com o sentido de ―realizar‖, ―dar andamento‖: Ele procedeu ao inquÈrito.

Querer: transitivo direto, significando ―desejar, ter intenÁ„o de, ordenar, fazer

o favor de":

Transitivo indireto, significando ―gostar, ter afeiÁ„o a alguÈm ou a alguma coisa". É normal o advérbio ―bem‖ ficar subentendido ou explícito. Assim, é

exigida a preposiÁ„o a: A m„e quer muito ao filho. ( bem ao filho)

Ele quer a verdade.

quer

Referir-se: transitivo indireto, com a preposiÁ„o a:

O palestrante referiu-se ao problema. Transitivo direto, no sentido narrar, contar: Ele referiu o ocorrido.

Responder: transitivo direto, em relaÁ„o ‡ prÛpria resposta dada. Responderam que estavam bem. Transitivo indireto, em relaÁ„o ‡ coisa ou pessoa que recebe a resposta. Respondi ao telegrama. ¿s vezes, aparece como transitivo direto e indireto:

Respondemos aos parentes que irÌamos.

Simpatizar e antipatizar: transitivo indireto, regendo preposiÁ„o com sem pronome oblÌquo: Simpatizo com Madalena. A construção ―Simpatizo-me com Madalena‖ está errada‖, pois não pode haver pronome oblÌquo ·tono.

Visar: transitivo direto quando significa ―pôr o visto‖, ―rubricar‖:

Ela visou as folhas.

Transitivo direto quando significa ―mirar‖: Visavam um ponto na parede. Transitivo indireto, com a preposiÁ„o a, quando significa ―pretender‖, ―almejar‖: Visava ‡ felicidade de todos. Aqui n„o È aceito o pronome "lhe" como complemento, empregando-se, assim, as formas "a ele" e "a ela". Algumas gram·ticas aceitam a regÍncia deste verbo na acepÁ„o de ―pretender, almejar‖ como verbo transitivo direto, quando logo após houver um verbo no infinitivo. ―O programa visa facilitar o acesso ao ensino gratuito.‖

ObservaÁıes importantes:

a) Alguns verbos transitivos indiretos, mesmo pedindo a preposiÁ„o a, n„o admitem o pronome lhe como objeto. Veja alguns importantes.

Assistiu ao filme. Assistiu-lhe. (errado) Assistiu a ele. (certo)

Aspiro ‡ promoÁ„o. Visava ao concurso. Aludi ao preconceito. Anuiu ao pedido. Procedeu ao inquÈrito. Presidimos ‡ reuni„o.

Aspiro-lhe. (errado) Visava-lhe. (errado) Aludi-lhe. (errado) Anuiu-lhe. (errado) Procedeu-lhe. (errado) Presidimos-lhe. (errado)

Aspiro a ela. (certo) Visava a ele. (certo) Aludi a ele. (certo) Anuiu a ele. (certo) Procedeu a ele. (certo) Presidimos a ela. (certo)

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b) Quando o complemento verbal È o mesmo para dois ou mais verbos, estes devem possuir a mesma regência verbal. Assim, construções como ―Fui e voltei de Salvador‖ transmite erro gramatical. A regência do verbo ―Fui‖ exige a preposição ―a‖, e a do verbo ―voltei‖ exige preposição ―de‖. Portanto, deveremos corrigir para: “Fui a Salvador e voltei de l·Veja outros casos:

Gostei e comprei o carro.

Conheci e n„o simpatizei com Carlos. Conheci Carlos e n„o simpatizei com ele.

Gostei do carro e o comprei.

n„o simpatizei com ele. Gostei do carro e o comprei. ConstruÁ„o viciosa ConstruÁ„o gramaticalmente correta
n„o simpatizei com ele. Gostei do carro e o comprei. ConstruÁ„o viciosa ConstruÁ„o gramaticalmente correta

ConstruÁ„o viciosa

ConstruÁ„o gramaticalmente correta

Quest„o 3: SEEDF 2017 Professor (banca CESPE)

Fragmento de texto: J· esqueci a lÌngua em que comia, em que pedia para ir l· fora, em que levava e dava pontapÈ, a lÌngua, breve lÌngua entrecortada do namoro com a prima.

Considerando-se as regÍncias do verbo esquecer prescritas para o portuguÍs, estaria correta a seguinte reescrita para a oração ―Já esqueci a língua‖: J· esqueci da lÌngua.

Coment·rio: O verbo ―esquecer‖, quando não tiver ligado a pronome átono, È transitivo direto, como ocorre no texto original: J· esqueci a lÌngua. SÛ inseriremos a preposição ―de‖ quando for pronominal: me esqueci da lÌngua. Como a substituiÁ„o n„o apresentou o pronome ·tono, a afirmaÁ„o est· errada.

Gabarito: E

Quest„o 4: CP RM 2016 TÈcnico em GeociÍncias (banca CESPE)

 

Fragmento de texto: A conclus„o, praticamente un‚nime, È de que polÌticas que visem ‡ conservaÁ„o do meio ambiente e ‡ sustentabilidade de projetos econÙmicos devem ser metas para todos os governantes.

A substituição da forma verbal ―visem‖ (linha 2) por objetivam mantÈm a correÁ„o gramatical do texto.

Coment·rio: O verbo ―visem‖, no sentido de ter por objetivo, È transitivo indireto e rege a preposição ―a‖. Esse foi o motivo, inclusive, de haver crase em ―‡ conservaÁ„o do meio ambiente e ‡ sustentabilidade de projetos econÙmicos‖. Já o verbo ―objetivam‖ é transitivo direto e não admite preposição ―a‖. Assim, pela regência, sabemos que não cabe a substituição e a afirmação está errada, pois deveríamos excluir a preposição ―a‖, o que não foi mencionado na quest„o. Compare:

A

conclus„o,

praticamente

un‚nime,

È

de

que

polÌticas

que

visem

conservaÁ„o do meio ambiente e ‡ sustentabilidade de projetos econÙmicos

devem ser metas para todos os governantes.

 

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A conclus„o, praticamente un‚nime, È de que polÌticas que objetivam a conservaÁ„o do meio ambiente e a sustentabilidade de projetos econÙmicos devem ser metas para todos os governantes.

Quero chamar sua atenÁ„o aqui quanto ao pedido da quest„o. Ele menciona a manutenÁ„o da correÁ„o gramatical. Nada foi falado sobre sentido original. Assim, a troca do verbo ―visem‖, que se encontra no tempo presente do subjuntivo (denotando ideia de possibilidade, suposiÁ„o), pelo verbo ―objetivam‖, que se encontra no presente do indicativo (marcando certeza), muda o sentido, mas n„o transmite incorreÁ„o gramatical. Com isso, reforço que ―matamos‖ a questão pela regência, e não pelo tempo verbal.

Gabarito: E

Quest„o 5: TCE PA 2016 Superior (banca CESPE)

Fragmento de texto: O tenente AntÙnio de Souza era um desses moÁos que se gabam de n„o crer em nada, que zombam das coisas mais sÈrias e que riem dos santos e dos milagres. Costumava dizer que isso de almas do outro mundo era uma grande mentira, que sÛ os tolos temem a lobisomem e feiticeiras. Jurava ser capaz de dormir uma noite inteira dentro do cemitÈrio.

Sem prejuÌzo da correção gramatical e dos sentidos do texto, no trecho ―só os tolos temem a lobisomem e feiticeiras‖ (linhas 4 e 5), a preposição ―a‖ poderia ser suprimida.

Coment·rio: O verbo ―temem‖ é transitivo direto e o termo ―a lobisomem e feiticeiras‖ é apenas o objeto direto composto e preposicionado. Assim, a exclus„o da preposiÁ„o n„o acarretar· qualquer problema gramatical, tampouco mudanÁa de sentido. Dessa forma, a afirmaÁ„o est· correta.

Gabarito: C

Quest„o 6: FUNPRESP 2016 Superior (banca CESPE)

 

Fragmento de texto: BrasÌlia tinha apenas dois anos quando ganhou sua universidade federal. A Universidade de BrasÌlia (UnB) foi fundada com a promessa de reinventar a educaÁ„o superior, entrelaÁar as diversas formas de saber e formar profissionais engajados na transformaÁ„o do paÌs.

A correÁ„o gramatical e o sentido original do texto seriam preservados se o trecho ―promessa de reinventar a educação superior‖ (linha 3) fosse substituÌdo por promessa de reinvenÁ„o da educaÁ„o superior.

Coment·rio: Se houvesse apenas uma oraÁ„o, tal substituiÁ„o poderia ser feita sem qualquer problema. PorÈm, notamos no segundo perÌodo do texto uma enumeraÁ„o de oraÁıes coordenadas entre si:

A Universidade de BrasÌlia (UnB) foi fundada com a promessa de reinventar a

educaÁ„o

superior,

entrelaÁar

as

diversas

formas

de

saber

e

formar

profissionais engajados na transformaÁ„o do paÌs.

 

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Assim, para haver tal transformaÁ„o, todas as demais oraÁıes deveriam sofrer as substituiÁıes. Veja:

A Universidade de BrasÌlia (UnB) foi fundada com a promessa de reinvenÁ„o da educaÁ„o superior, entrelaÁamento das diversas formas de saber e formaÁ„o dos profissionais engajados na transformaÁ„o do paÌs.

Gabarito: E

Quest„o 7: FUNPRESP 2016 Analista (banca CESPE)

Fragmento de texto: Quando se cansava, sentava-se a uma grande mesa ao fundo da sala e escrevia o resto da noite. Leu um tratado de psicologia e trocou-o em mi˙do, isto È, reduziu-o a artigos, uns quarenta ou cinquenta, que projetou meter nas revistas e nos jornais e com o produto vestir-se, habitar uma casa diferente daquela e pagar ao barbeiro.

A substituição do pronome ―o‖, em ―reduziu-o a artigos‖ (linha 3), por lhe preservaria a correÁ„o gramatical do texto.

Coment·rio: O verbo ―reduziu‖ é transitivo direto e indireto, o pronome ―o‖ é o objeto direto e não pode ser substituído pelo pronome ―lhe‖. Note que o termo ―a artigos‖ é o objeto indireto. Assim, a afirmaÁ„o est· errada.

Gabarito: E

Quest„o 8: TRE GO 2015 TÈcnico Judici·rio (banca CESPE)

Fragmento de texto: Por fim, integravam a Corte trÍs membros efetivos e quatro substitutos, escolhidos pelo chefe do governo provisÛrio dentre quinze cidad„os, indicados pelo STF, desde que atendessem aos requisitos de not·vel saber jurÌdico e idoneidade moral. Dentre seus membros, elegia o Tribunal Superior, em escrutÌnio secreto, por meio de cÈdulas com o nome do juiz e a designaÁ„o do cargo, um vice-presidente e um procurador para exercer as funÁıes do MinistÈrio P˙blico, tendo este ˙ltimo a denominaÁ„o de procurador-geral da justiÁa eleitoral.

Se a preposiÁ„o a presente na contração ―aos‖ (linha 3) fosse suprimida, a função sintática da expressão ―requisitos de notável saber jurídico e idoneidade moral‖ (linhas 3 e 4) seria alterada, mas a correção gramatical do texto seria mantida.

Coment·rio: O que a quest„o est· nos cobrando È o conhecimento de que o verbo ―atender‖ pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. No texto, tal verbo é transitivo indireto e rege a preposição ―a‖ e o termo ―aos requisitos de not·vel saber jurÌdico e idoneidade moral‖ é o objeto indireto. Com a exclus„o da preposiÁ„o, tal verbo passa a transitivo direto e o termo os requisitos de not·vel saber jurÌdico e idoneidade moral‖ é o objeto direto. Tal regÍncia È perfeitamente cabÌvel, por isso a afirmaÁ„o da quest„o est· correta.

Gabarito: C

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Quest„o 9: TCE RN 2015 Auditor (banca CESPE)

 

Fragmento do texto: O poder polÌtico È dividido entre Ûrg„os independentes

e autÙnomos, aos quais s„o atribuÌdas funÁıes tÌpicas. Ao Poder Legislativo È conferida a funÁ„o de elaborar a lei; ao Poder Executivo, a funÁ„o de administrar a aplicaÁ„o da lei; e, ao Poder Judici·rio, a funÁ„o de dirimir os conflitos legais surgidos entre pessoas ou entre estas e o Estado. Esquece-se,

no

entanto, que o Poder Legislativo possui outras funÁıes tÌpicas, das quais o

poder financeiro e o controle polÌtico s„o exemplos.

 

A

correÁ„o

gramatical

do

texto

seria

prejudicada

caso

se

substituÌsse

―Esquece-se, (

),

que‖ (linha 5) por Esquece-se, (

),

de que.

Coment·rio: Vimos que o verbo ―esquecer‖ é transitivo direto sem pronome ·tono (Esqueci o livro) e transitivo indireto com pronome ·tono (Esqueci-me

do

livro).

Mas note que, nessas estruturas, o sujeito oculto (eu) È determinado e agente. J·, no trecho do texto, quem esquece? Quem È o agente dessa aÁ„o verbal? N„o h·! Isso n„o fica determinado no texto. Assim, o pronome átono ―se‖ se juntou ao verbo transitivo direto ―Esquece‖. Assim, tal pronome é apassivador e a oração subordinada substantiva que o Poder Legislativo possui outras funÁıes tÌpicasÈ o sujeito paciente. Sempre que temos a possibilidade de haver um pronome apassivador, temos que transpor a voz passiva sintÈtica em analÌtica. Veja:

Ao Poder Legislativo È conferida a funÁ„o de elaborar a lei; ao Poder Executivo, a funÁ„o de administrar a aplicaÁ„o da lei; e, ao Poder Judici·rio, a funÁ„o de dirimir os conflitos legais surgidos entre pessoas ou entre estas e o Estado. Esquece-se, no entanto, que o Poder Legislativo possui outras funÁıes tÌpicas, das quais o poder financeiro e o controle polÌtico s„o exemplos.

Ao Poder Legislativo È conferida a funÁ„o de elaborar a lei; ao Poder Executivo, a funÁ„o de administrar a aplicaÁ„o da lei; e, ao Poder Judici·rio, a funÁ„o de dirimir os conflitos legais surgidos entre pessoas ou entre estas e o Estado. … esquecido, no entanto, que o Poder Legislativo possui outras funÁıes tÌpicas, das quais o poder financeiro e o controle polÌtico s„o exemplos.

Como sabemos que o sujeito n„o pode ser precedido de preposiÁ„o, a inserÁ„o da preposiÁ„o realmente prejudicaria a correÁ„o do texto. Assim, a afirmativa est· correta.

Gabarito: C

 

Quest„o 10: TCE RN 2015 Auditor (banca CESPE)

Fragmento do texto: Esse princÌpio vinculava a cobranÁa de tributos ‡ existÍncia de uma lei elaborada por representantes do povo.

O texto permaneceria gramaticalmente correto caso o trecho ―vinculava a cobrança de tributos à existência de uma lei‖ fosse reescrito da seguinte forma: vinculava ‡ cobranÁa de tributos a existÍncia de uma lei.

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Coment·rio: O verbo ―vincular‖ é transitivo direto e indireto (vincular uma coisa a outra). No texto original, o termo ―a cobranÁa‖ é o objeto direto e ―‡ existÍncia de uma lei‖ é objeto indireto. Tal verbo permite a transiÁ„o de complementos. Assim, a afirmaÁ„o est· correta. Veja as duas formas para comparaÁ„o:

Esse princÌpio vinculava a cobranÁa de tributos ‡ existÍncia de uma lei elaborada por representantes do povo.

Esse princÌpio vinculava ‡ cobranÁa de tributos a existÍncia de uma lei elaborada por representantes do povo.

Gabarito: C

Quest„o 11: Telebras 2015 Especialista em Gest„o (banca CESPE)

 

Fragmento do texto: A reestruturaÁ„o do setor de telecomunicaÁıes no Brasil veio acompanhada da privatizaÁ„o do Sistema TELEBRAS operado pela TelecomunicaÁıes Brasileiras S.A. (TELEBRAS) , monopÛlio estatal verticalmente integrado e organizado em diversas subsidi·rias, que prestava serviÁos por meio de uma rede de telecomunicaÁıes interligada, em todo o territÛrio nacional.

) A privatizaÁ„o, ao contr·rio do que ocorreu em diversos paÌses em desenvolvimento e mesmo em outros setores de infraestrutura do Brasil, foi precedida da montagem de detalhado modelo institucional, dentro do qual se destaca a criaÁ„o de uma agÍncia reguladora independente e autÙnoma, a AgÍncia Nacional de TelecomunicaÁıes (ANATEL). AlÈm disso, a reestruturaÁ„o do setor de telecomunicaÁıes brasileiro foi precedida de reformas setoriais em v·rios outros paÌses, o que trouxe a possibilidade de aprendizado com as experiÍncias anteriores.

(

Sem prejuÌzo para a correÁ„o gramatical do texto, nas estruturas ―da privatização‖ (linha 2), ―da montagem‖ (linha 9) e ―de reformas setoriais‖ (linha 13), os elementos sublinhados podem ser substituÌdos, respectivamente, pelas formas pela, pela e por.

Coment·rio: Devemos nos lembrar de que o agente da passiva pode ser precedido da preposição ―por‖ (mais usual) ou ―de‖ (menos usual). A questão quis chamar atenÁ„o quanto a isso, pois, no texto, esses trÍs termos ocupam a função de agente da passiva e são iniciados pela preposição ―de‖, a qual pode ser trocada pela preposição ―por‖. Veja:

A reestruturaÁ„o do setor de telecomunicaÁıes no Brasil veio acompanhada pela privatizaÁ„o do Sistema TELEBRAS

A privatizaÁ„o ( institucional a reestruturaÁ„o

)

foi precedida pela montagem de detalhado modelo

do

setor

de

telecomunicaÁıes

brasileiro

foi

precedida por reformas setoriais em v·rios outros paÌses

 

Assim, pode haver tal substituiÁ„o sem prejuÌzo para a correÁ„o gramatical do texto.

Gabarito: C

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Quest„o 12: TRE RS 2015 Analista Judici·rio (banca CESPE)

 

Fragmento do texto: As incompatibilidades s„o, da mesma forma, impedimentos, embora de natureza diversa, que proÌbem o parlamentar, desde a expediÁ„o do diploma ou desde a sua posse, de obter, direta ou indiretamente, vantagens do poder p˙blico, ou de se utilizar do mandato para obtÍ-las com maior facilidade.

Dada a regÍncia do verbo proibir (linha 2), a substituiÁ„o do termo ―o parlamentar‖ (linha 2) por ao parlamentar n„o prejudicaria a correÁ„o gramatical do texto.

Coment·rio: A regência do verbo ―proibir‖ é semelhante à do verbo ―informar‖. Tais verbos são transitivos diretos e indiretos. Veja:

Proibir alguÈm de alguma coisa. Proibir alguma coisa a alguÈm. No texto, o verbo ―proibir‖ tem regência conforme a primeira frase acima (Proibir alguÈm de alguma coisa) e a quest„o queria mudar para a segunda estrutura (Proibir alguma coisa a alguÈm). PorÈm, n„o pode haver a mudanÁa apenas com um dos termos. Veja que, com a mudanÁa, apenas o objeto direto ―o parlamentar‖ transformou-se em objeto indireto ―ao parlamentar‖, mas não houve mudança da oração subordinada substantiva ‖

Isso causou erro

objetiva indireta ―de obter gramatical.

para objetiva direta ―obter

‖.

Gabarito: E

Quest„o 13: TRE-MS 2013 TÈcnico Judici·rio (banca CESPE)

 

Fragmento de texto: No Brasil, sÛ È considerado eleitor quem preencher os requisitos da nacionalidade, idade e capacidade, alÈm do requisito formal do alistamento eleitoral.

A correÁ„o gramatical do texto seria mantida, apesar de haver alteraÁ„o de seu sentido, caso o trecho ―do alistamento eleitoral‖ (linha 3) fosse substituÌdo por para o alistamento eleitoral.

Coment·rio: A afirmativa est· correta, porque realmente a exclus„o da preposição ―de‖ e inclusão da preposição ―para‖ força a mudança de sentido. O primeiro transmite a ideia de caracterização do ―requisito formal‖. Já com a preposição ―para‖ o sentido passa a ser a finalidade do ―requisito formal‖. Compare:

No Brasil, sÛ È considerado eleitor quem preencher os requisitos da nacionalidade, idade e capacidade, alÈm do requisito formal do alistamento eleitoral.

No

Brasil,

È

considerado

eleitor

quem

preencher

os

requisitos

da

nacionalidade,

idade

e

capacidade,

alÈm

do

requisito

formal

para

o

alistamento eleitoral.

 

Gabarito: C

 

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Quest„o 14: TRE-MS 2013 TÈcnico Judici·rio (banca CESPE)

Fragmento de texto: PolÌticos, sociais ou jurisdicionais, todos eles destinam- se ‡ mesma finalidade: submeter o administrador ao controle e ‡ aprovaÁ„o do administrado.

Sem prejuÌzo para a correÁ„o gramatical ou para o sentido original do texto, o trecho ―submeter o administrador ao controle e à aprovação do administrado‖ poderia ser reescrito da seguinte forma: submeter ao administrador o controle e a aprovaÁ„o do administrado.

Coment·rio: A primeira parte da afirmaÁ„o est· correta, pois o verbo ―submeter‖ é transitivo direto e indireto, o objeto direto é o termo ―o administrador‖ e o termo composto ―ao controle e ‡ aprovaÁ„o do administrado‖ é o objeto indireto. Com a substituição, o verbo continua sendo transitivo direto e indireto e os objetos direto e indireto apenas foram trocados. Assim, h· correÁ„o gramatical.

PolÌticos, sociais ou jurisdicionais, todos eles destinam-se ‡ mesma finalidade:

submeter o administrador ao controle e ‡ aprovaÁ„o do administrado.

VTDI

+

objeto direto

+

objeto indireto composto

PolÌticos, sociais ou jurisdicionais, todos eles destinam-se ‡ mesma finalidade:

submeter ao administrador o controle e a aprovaÁ„o do administrado.

VTDI

+

objeto indireto

+

objeto direto composto

O erro na quest„o foi apenas afirmar que o sentido n„o mudaria. Na realidade, o sentido muda, pois no primeiro trecho entendemos que o administrador È submetido ao controle e ‡ aprovaÁ„o do administrado. Com a substituiÁ„o, agora È o controle e a aprovaÁ„o do administrado que s„o submetidos ao administrador. Percebeu a diferenÁa?! F·cil, n„o È mesmo?!

Gabarito: E

 

Quest„o 15: TRE-MS 2013 TÈcnico Judici·rio (banca CESPE)

Fragmento de texto: O sufr·gio universal, por exemplo, È um mecanismo de controle de Ìndole eminentemente polÌtica no Brasil, est· previsto no art. 14 da ConstituiÁ„o Federal de 1988, que assegura ainda o voto direto e secreto e de igual valor para todos , que garante o direito do cidad„o de escolher seus representantes e de ser escolhido pelos seus pares.

Prejudicaria a correÁ„o gramatical do texto, assim como sua coerÍncia, a substituição do trecho ―que garante o direito do cidadão‖ (linha 4) por que garante ao cidad„o o direito.

Coment·rio: O verbo ―garante‖ é transitivo direto e o termo ―o direito do cidadão‖ é o objeto direto. Note que há o núcleo ―direito‖ e o adjunto adnominal ―do cidadão‖. A quest„o afirmou que a substituiÁ„o dessa construÁ„o por que garante ao cidad„o o direitoprejudicaria a correÁ„o gramatical do texto e a coerÍncia. Vamos verificar?

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Com a substituição, o verbo ―garante‖ é transitivo direto e indireto, o termo ―o direito‖ é o objeto direto e ―ao cidadão‖ é o objeto indireto. Assim, a correÁ„o gramatical n„o foi prejudicada e permanece a coerÍncia. Apenas houve mudanÁa de sentido e isso n„o foi mencionado na quest„o. Finalizando, a afirmativa est· errada.

Gabarito: E

Complemento nominal:

Vimos na aula de sintaxe da oraÁ„o que determinados substantivos, adjetivos e advÈrbios se fazem acompanhar de complementos, os quais s„o chamados de complementos nominais e s„o introduzidos por preposiÁ„o.

Note abaixo que o substantivo ―leitura‖ dá nome à ação de ―ler‖. Como é natural o verbo ser transitivo, esse substantivo tambÈm fica transitivo.

Compare:

VocÍ

leu

o texto.

sujeito

VTD

objeto direto

Predicado verbal

leu o texto. sujeito VTD objeto direto Predicado verbal VocÍ sujeito fez uma boa leitura do

VocÍ

sujeito

fez uma boa leitura

do texto.

VTD

objeto direto

complemento

nominal

Predicado verbal

J˙lia aproveitou o momento. (objeto direto)

verbal J˙lia aproveitou o momento . (objeto direto) J˙lia tirou proveito do momento. (complemento nominal) A

J˙lia tirou proveito do momento. (complemento nominal)

A banca CESPE normalmente não pergunta, por exemplo, se ―do momento‖ é complemento nominal; ela pergunta se a preposição ―de‖ é exigida pelo verbo ―tirou‖ ou pelo substantivo ―proveito‖. A preposição ―de‖, em contração com o artigo ―o‖, é exigida pelo substantivo ―proveito‖, por isso a expressão ―do momento‖ completa o sentido desse substantivo.

Vimos ent„o que, quando um nome exige complemento, chamamos de RegÍncia Nominal, passaremos aos nomes de maior ocorrÍncia.

Substantivos, adjetivos e advÈrbios podem, por regÍncia nominal, exigir complementaÁ„o para seu sentido precedida de preposiÁ„o.

acostumado a, com

curioso de

acostumado a, com curioso de af·vel com, para desgostoso com, de afeiÁoado a, por aflito com,
acostumado a, com curioso de af·vel com, para desgostoso com, de afeiÁoado a, por aflito com,

af·vel com, para

desgostoso com, de

afeiÁoado a, por

aflito com, por

amizade a, por, com

amor a, por

desprezo a, de, por

devoÁ„o a, por, para, com

empenho de, em, por

falta a, com, para

alheio a, de

devoto a, de

ambicioso de

d˙vida em, sobre, acerca de

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ansioso de, para, por apaixonado de, por imbuÌdo de, em imune a, de apto a,

ansioso de, para, por

apaixonado de, por

imbuÌdo de, em

imune a, de

apto a, para

atencioso com, para

avers„o a, por

·vido de, por

conforme a

constante de, em

constituÌdo com, de, por

contempor‚neo a, de

contente com, de, em, por

cruel com, para

inclinaÁ„o a, para, por

incompatÌvel com

junto a, de

preferÌvel a

propenso a, para

prÛximo a, de

respeito a, com, de, por, para

situado a, em, entre

˙ltimo a, de, em

˙nico a, em, entre, sobre

Quest„o 16: MP ENAP 2015 Superior (banca CESPE)

Fragmento do texto: J· a partir da dÈcada de 70 do sÈculo passado, o conceito de planejamento n„o era mais t„o visto como um instrumento tÈcnico e, sim, como um instrumento polÌtico capaz de moldar e de articular os diversos interesses envolvidos no processo de intervenÁ„o de polÌticas p˙blicas.

A locução ―capaz de‖ (linha 3) poderia, sem prejuÌzo do sentido original do texto, ser substituÌda por para.

Coment·rio: Veja que a quest„o n„o pediu a troca com preservaÁ„o da correÁ„o gramatical, mas com preservaÁ„o do sentido original. Assim, tal troca poderia ser feita. Ela estaria gramaticalmente correta, porÈm o sentido muda, pois a expressão ―capaz de‖ transmite o sentido de capacidade, possibilidade. Já ―para‖ transmite a ideia de finalidade. Confirme:

J· a partir da dÈcada de 70 do sÈculo passado, o conceito de planejamento n„o era mais t„o visto como um instrumento tÈcnico e, sim, como um instrumento polÌtico capaz de moldar e de articular os diversos interesses envolvidos no processo de intervenÁ„o de polÌticas p˙blicas. J· a partir da dÈcada de 70 do sÈculo passado, o conceito de planejamento n„o era mais t„o visto como um instrumento tÈcnico e, sim, como um instrumento polÌtico para moldar e de articular os diversos interesses envolvidos no processo de intervenÁ„o de polÌticas p˙blicas. Como h· mudanÁa de sentido, a afirmaÁ„o da quest„o est· errada.

Gabarito: E

Quest„o 17: TRE-MS 2013 TÈcnico Judici·rio (banca CESPE)

Fragmento de texto: O sufr·gio universal, por exemplo, È um mecanismo de controle de Ìndole eminentemente polÌtica no Brasil, est· previsto no art. 14 da ConstituiÁ„o Federal de 1988, que assegura ainda o voto direto e secreto e de igual valor para todos , que garante o direito do cidad„o de escolher seus representantes e de ser escolhido pelos seus pares.

Na linha 2, a expressão ―de índole‖ exerce a função de complemento de ―controle‖ e, por isso, o emprego da preposição ―de‖ é exigido pela presença desse substantivo na oraÁ„o.

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Coment·rio: A quest„o est· errada e tentou induzir o candidato a entender o termo ―de índole eminentemente política‖ como complemento nominal do substantivo ―controle‖. Se isso fosse correto, entenderíamos que haveria um mecanismo que controla a Ìndole eminentemente polÌtica. Porém, essa não é a informação do texto. Na realidade, o termo ―de Ìndole eminentemente política‖ é apenas o adjunto adnominal e caracteriza a expressão ―mecanismo de controle‖. Assim, entendemos do texto que o sufr·gio universal È um mecanismo de controle, o qual possui Ìndole eminentemente polÌtica.

Gabarito: E

Quest„o 18: Assembleia Legislativa-ES 2011 TaquÌgrafo (banca CESPE)

Com relaÁ„o ‡ frase ―Notas taquigráficas possibilitam ao cidad„o acesso r·pido ao trabalho do Senado Federal‖, a expressão ―do Senado Federal‖ é complemento do n˙cleo nominal ―trabalho‖.

Coment·rio: O verbo ―possibilitam‖ é transitivo direto e indireto (possibilitar alguma coisa a alguém), o sujeito é o termo ―Notas taquigr·ficas‖, o objeto direto é ―acesso r·pido‖, o objeto indireto é ―ao cidad„o‖ e o complemento nominal é ―ao trabalho do Senado Federal‖. Como sabemos que o complemento nominal tem valor paciente em relaÁ„o ao substantivo abstrato, e o adjunto adnominal tem valor agente, o termo ―do Senado Federal‖ é adjunto adnominal do núcleo do objeto indireto ―trabalho‖, porque podemos entender que o Senado Federal trabalha (agente).

Notas taquigr·ficas possibilitam ao cidad„o acesso r·pido ao trabalho do Senado Federal.

n˙cleo

acesso r·pido ao trabalho do Senado Federal. n˙cleo Adj Adn + VTDI + Adj Adn n˙cleo+

Adj Adn

+

VTDI

+ Adj Adn n˙cleo+ n˙cleo Adj Adn + Adj Adn n˙cleo

ao trabalho do Senado Federal. n˙cleo Adj Adn + VTDI + Adj Adn n˙cleo+ n˙cleo Adj

Adj Adn

sujeito

 

objeto indireto

objeto direto

complemento nominal

Por isso, a afirmativa est· errada.

 

Gabarito: E

 

Quest„o 19: Detran - ES / 2011 / nÌvel mÈdio (banca CESPE)

Fragmento de texto: O agravamento da crise urbana nos paÌses em desenvolvimento e as mudanÁas polÌticas, sociais e econÙmicas, que, no momento, se processam em escala mundial, requerem novo esforÁo governamental para a organizaÁ„o das cidades e dos seus sistemas de transporte.

A presenÁa da preposiÁ„o de antes das expressões ―cidades‖ e ―seus sistemas‖ indica que esses termos complementam a ideia de ―organização‖.

Coment·rio: Note que o substantivo ―organizaÁ„o‖ rege preposição ―de‖, a qual inicia os dois n˙cleos do complemento nominal composto (das cidades e dos seus sistemas). Como se sabe que o complemento nominal È termo que completa o sentido do nome, a afirmativa est· correta.

Gabarito: C

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Quest„o 20: Detran - ES / 2011 / nÌvel mÈdio (banca CESPE)

Fragmento de texto: O carro, no entanto, n„o È o ˙nico vil„o. A soluÁ„o para o problema da mobilidade passa pela criaÁ„o de alternativas ao uso do transporte individual. ―Como as opções alternativas ao transporte individual são pouco eficientes, pela falta de conforto, seguranÁa ou rapidez, as pessoas continuam optando pelos automÛveis, motocicletas ou mesmo t·xis, ainda que permaneçam presas no trânsito‖, afirma S. G.

O emprego da preposiÁ„o a, em ―ao uso‖ (linha 2) e ―ao transporte‖ (linha 4),

È obrigatÛrio, visto que esses termos, como complementos do substantivo

―alternativas‖ (linhas 2 e 4), devem ser introduzidos por essa preposiÁ„o.

Coment·rio: O substantivo ―alternativas‖ exigiu, neste contexto, a preposição ―a‖, como ocorreu em ―alternativas ao uso‖ e ―alternativas ao transporte‖. Portanto, nesta estrutura, realmente a preposição ―a‖ é obrigatÛria. O que pode ter deixado o candidato com d˙vida seria a palavra ―substantivo‖; pois na segunda ocorrência ―alternativas‖ tem valor adjetivo, o qual determina o substantivo ―opÁıes‖. Mas perceba: esse vocábulo é um substantivo e, neste caso, estava apenas com valor adjetivo; por isso a afirmativa est· correta.

Gabarito: C

Quest„o 21: PC - ES / 2011 / nÌvel mÈdio (banca CESPE)

Fragmento de texto: Recentemente, a Coreia do Norte, mais uma vez, atacou seus irm„os do Sul. Mesmo 65 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial e do rateio do mundo entre comunistas e capitalistas, os coreanos seguem presos aos dogmas de seus governos. O bombardeio ordenado por Pyongyang atingiu uma ilha do paÌs vizinho, matou duas pessoas e feriu pelo menos dezoito. A justificativa do Norte foram manobras supostamente feitas pelos sulistas em ·guas sob sua jurisdiÁ„o.

A

presenÁa da preposiÁ„o a em ―aos dogmas‖ (linha 4) decorre da regÍncia da

forma verbal ―seguem‖ (linha 4), que exige complemento regido por essa

preposiÁ„o.

Coment·rio: O verbo ―seguem‖ é intransitivo e é seguido do predicativo presos‖, o que configura um caso de predicado verbo-nominal. Assim, n„o È

o

verbo que exige o complemento ―aos dogmas‖, mas sim o predicativo

presos‖. Esse é um caso de regência nominal, e não verbal.

Gabarito: E

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OraÁıes subordinadas substantivas

Vimos as oraÁıes subordinadas substantivas na aula 2. Agora basta recordarmos essas oraÁıes com funÁ„o sint·tica de objeto direto, objeto indireto e complemento nominal, haja vista a regÍncia. A oraÁ„o subordinada substantiva objetiva direta n„o recebe preposiÁ„o, pois o verbo da oraÁ„o principal È transitivo direto. Essa oraÁ„o parte de um objeto direto. Veja que a primeira frase possui apenas um verbo, ent„o h· um perÌodo simples. Com a inserÁ„o de um verbo no objeto direto, passou-se a uma oraÁ„o subordinada substantiva objetiva direta. PeÁo sua atenÁ„o.

VTD

+

OD

PeÁo que vocÍ se atente a mim.

Or Pcp + oraÁ„o sub substantiva objetiva direta.

Da mesma forma ocorre com a oraÁ„o subordinada substantiva objetiva indireta. O verbo da oraÁ„o principal È transitivo indireto, por isso exigiu objeto indireto.

Lembre-se de sua participaÁ„o no evento.

VTD

+

OI

Lembre-se de que vocÍ participar· do evento.

Or Pcp

+

oraÁ„o sub substantiva objetiva indireta.

Falta apenas relembrarmos a oraÁ„o subordinada substantiva completiva nominal, a qual È exigida por um nome da oraÁ„o principal. Tenho certeza de sua aprovaÁ„o.

VTD

+

OD

+

CN

Tenho certeza de que vocÍ ser· aprovado.

Or Pcp

+

oraÁ„o sub substantiva completiva nominal.

Agora vamos ver como isso foi cobrado em prova!

Quest„o 22: MPU 2010 MÈdio (banca CESPE)

Fragmento do texto: A chaga encontra terreno fÈrtil nas sociedades subdesenvolvidas, mas tambÈm viceja onde o capitalismo, em seu ambiente mais selvagem, obriga crianÁas e adolescentes a participarem do processo de produÁ„o.

O emprego de preposição em ―a participarem‖ é exigido pela regÍncia da forma verbal ―obriga‖.

Coment·rio: O verbo ―obriga‖ é transitivo direto e indireto, seu objeto direto é ―crianÁas e adolescentes‖ e a oração ―a participarem do processo de produÁ„o‖ é subordinada substantiva objetiva indireta. Assim, a preposição ―a‖ foi exigida pelo verbo ―obriga‖.

Gabarito: C

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RegÍncia com pronomes relativos

Como visto na aula de oraÁıes adjetivas, o pronome relativo È uma palavra que inicia as oraÁıes subordinadas adjetivas e pode estar antecedido de preposiÁ„o. Isso depende do verbo da oraÁ„o adjetiva e da funÁ„o sint·tica do pronome relativo. Por isso È importante visualizarmos quais s„o os pronomes relativos mais empregados.

que: retoma coisa ou pessoa o/a qual: retoma coisa ou pessoa quem: retoma pessoa cujo: relaÁ„o de posse onde: retoma lugar quando: retoma tempo

Os pronomes relativos e suas funÁıes sint·ticas. Sujeito:

O homem,

que È um ser racional,

aprende com seus erros.

oraÁ„o subordinada adjetiva oraÁ„o principal

oraÁ„o subordinada adjetiva

oraÁ„o principal

Sempre se deve partir do verbo para entender a funÁ„o sint·tica dos termos. Assim, há o verbo de ligação ―é‖, o predicativo ―um ser racional‖; logo, falta o sujeito, que é o pronome relativo ―que‖. Onde se lê ―que‖, entende-se ―homem‖, então se pode ter a seguinte estrutura:

O homem È um ser social.

variações,

dependendo da palavra que foi retomada, teremos:

Como

se

pode

substituir

―que‖

por

―o

qual‖

e

suas

O homem, o qual È um ser racional, aprende com seus erros.

Abaixo ser„o listadas outras funÁıes do pronome relativo e suas possibilidades de substituiÁ„o:

Objeto direto:

Esta È a casa que amamos. a qual amamos.

OD

VTD

Objeto indireto:

Esta È a casa de que gostamos. (de + a qual) da qual gostamos.

OI

VTI

Objeto indireto:

Esta È a casa a que nos referimos. (a + a qual) ‡ qual nos referimos.

OI

VTI

Complemento nominal:

Esta È a casa a que fizemos referÍncia. (a + a qual) ‡ qual fizemos referÍncia.

CN

VTD +

OD

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Na função de adjunto adverbial, o pronome relativo ―que‖ deve ser preposicionado tendo em vista transmitir os seus valores circunstanciais, normalmente os de tempo e lugar. Quando transmite valor de lugar, pode também ser substituído pelo pronome relativo ―onde‖.

A preposição ―em‖ é de rigor quando o verbo intransitivo transmite processo est·tico (Estar em algum lugar, nascer em algum lugar). PorÈm, se transmitir lugar de destino, regerá preposição ―a‖ (vai a algum lugar, vai para algum lugar); se transmitir lugar de origem, regerá a preposição ―de‖ (vir de algum lugar). Pode ainda, na ideia de desenvolvimento do deslocamento, ser regido pela preposição ―por‖ (passar por algum lugar).

Veja:

Adjunto adverbial de lugar (estático: com preposição ―em‖):

Esta È a casa onde moramos. em que moramos. (em + a qual) na qual moramos.

Adj Adv. lugar

VI

Adjunto adverbial de lugar (destino: com preposição ―a‖):

Esta È a casa aonde chegamos. a que chegamos. (a + a qual) ‡ qual chegamos.

Adj Adv. lugar

VI

Adjunto adverbial de lugar (destino: com preposição ―para‖):

Esta È a casa para onde vamos.

---------------

(para + a qual) para a qual vamos.

Adj Adv. lugar

VI

ObservaÁ„o: Não se usa pronome relativo ―que‖ antecedido de preposição com duas ou mais sÌlabas. Deve-se transform·-lo em ―o qual‖ e suas variaÁıes.

Assim, temos ―mediante o qual‖, ―perante o qual‖, segundo o qual, conforme o qual, sobre o qual, para o qualetc.

Adjunto adverbial de lugar (origem: com preposição ―de‖):

Esta È a casa de onde viemos. (ou donde) de que viemos (de + a qual) da qual viemos.

Adj Adv. lugar

VI

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ObservaÁ„o: Soa mais agradável a construção ―da qual‖, mas ―de que‖ tambÈm est· correta.

Adjunto adverbial de lugar (desenvolvimento do trajeto: com preposição ―por‖):

Esta È a casa por onde passamos. por que passamos (por + a qual) pela qual passamos.

Adj Adv. lugar

VI

Perceba que o pronome relativo ―onde‖ deve ser usado unicamente como adjunto adverbial de lugar. Evite construÁıes viciosas como:

Vivemos uma Època onde o consumismo fala mais alto. (errado)

Neste caso, o pronome relativo está retomando o substantivo ―época‖, com valor de tempo. Assim, È conveniente ser substituÌdo por ―quando‖, ―em que‖ ou ―na qual‖.

Vivemos uma Època quando o consumismo fala mais alto. Vivemos uma Època em que o consumismo fala mais alto. Vivemos uma Època na qual o consumismo fala mais alto.

O pronome relativo cujo transmite valor de posse e tem caracterÌstica bem peculiar. Entendamos o seu uso culto da seguinte forma:

1. Posiciona-se entre substantivos, fazendo subentender a preposição ―de‖ (valor de posse).

2.

substantivo anterior.

Ao

se

ler

―cujo‖, entende-se ―de‖ +

3. O pronome ―cujo‖ + o substantivo

posterior formam um termo da oraÁ„o. Se forem objeto indireto, complemento nominal ou adjunto adverbial, ser„o preposicionados.

4. O substantivo posterior È o n˙cleo do termo, e o pronome relativo ―cujo‖ é o adjunto adnominal, por isso se flexiona de acordo com o n˙cleo.

substantivo

cujo substantivopor isso se flexiona de acordo com o n˙cleo. substantivo de substantivo cujo substantivo de sujeito,

de substantivo cujo substantivo de sujeito, OD, OI, CN, adj adv substantivo cujo substantivo de
de
substantivo
cujo substantivo
de
sujeito, OD, OI, CN, adj adv
substantivo
cujo substantivo
de
sujeito, OD, OI, CN, adj adv
sujeito, OD, OI, CN, adj adv
cujo substantivo núcleo de
cujo substantivo
núcleo
de

substantivo

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Veja a aplicaÁ„o disso: PortuguÍs para TRF 1™ R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio

Veja a aplicaÁ„o disso:

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O

sujeito
sujeito
O sujeito de filme cujo artista foi premiado n„o fez sucesso. O artista do filme foi
de
de

filme cujo artista foi premiado n„o fez sucesso.

O

artista do filme foi premiado.

sujeito

O

Li

objeto direto
objeto direto
O Li objeto direto de filme cuja sinopse li n„o fez sucesso. a sinopse do filme.
de
de

filme cuja sinopse li n„o fez sucesso.

a sinopse do filme. objeto direto

objeto indireto

objeto indireto O filme de cuja sinopse n„o gostei n„o fez sucesso. de N„o gostei da

O filme de cuja sinopse n„o gostei n„o fez sucesso.

O filme de cuja sinopse n„o gostei n„o fez sucesso. de N„o gostei da sinopse do
de
de

N„o gostei da sinopse do filme. objeto indireto

complemento nominal

complemento nominal O filme a cuja sinopse fiz alus„o n„o fez sucesso. de Fiz alus„o ‡

O filme a cuja sinopse fiz alus„o n„o fez sucesso.

O filme a cuja sinopse fiz alus„o n„o fez sucesso. de Fiz alus„o ‡ sinopse do

de Fiz alus„o ‡ sinopse do filme. complemento nominal

adjunto adverbial de lugar
adjunto adverbial de lugar
adjunto adverbial de lugar Estive ontem na praÁa em cujo centro foi montado um grande circo.

Estive ontem na praÁa em cujo centro foi montado um grande circo.

na praÁa em cujo centro foi montado um grande circo. de Um grande circo foi montado

de Um grande circo foi montado no centro da praÁa. adjunto adverbial de lugar

Importante: n„o se pode inserir artigo ou pronome apÛs o pronome relativo ―cujo‖ e suas variações. É vício de linguagem construções do tipo:

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―A casa cujo o teto caiu foi reformada.‖ (errado) ―A casa cujo teto caiu foi reformada.‖ (certo) ―A empresa cujos aqueles funcion·rios reuniram-se ontem deflagrar· a greve.‖ (errado) ―A empresa cujos funcion·rios reuniram-se ontem deflagrar· a greve.‖ (certo)

Antes de passarmos para as questıes de prova, È importante observarmos a diferenÁa entre a regÍncia da oraÁ„o subordinada substantiva e oraÁ„o subordinada adjetiva. Quando h· preposiÁ„o antecedendo oraÁ„o adjetiva, È um verbo ou um nome posterior que a exige. Quando h· preposiÁ„o antes da oraÁ„o substantiva, È o verbo ou nome anterior que a exige.

Confirme isso neste exercÌcio e na aula 2: sintaxe do perÌodo. Sublinhe a oraÁ„o subordinada e diga se È substantiva ou adjetiva.

a) Importante È aquilo de que n„o se pode fugir.

b) … importante que vocÍ busque seus objetivos.

c) Urge que o Brasil distribua melhor a renda.

d) ConvÈm que ele venha.

e) A mim convÈm aquilo de que gostas.

f) Consideraram que o trabalho foi ruim.

g) Consideraram o trabalho que teve maior nota.

h) Eles necessitaram de que nÛs os ajud·ssemos.

i) Eles necessitaram da ajuda ‡ qual nos referimos.

j) Eles tiveram necessidade de que os ajudassem.

k) Eles tiveram necessidades as quais nunca tivemos.

l) A verdade È que precisamos muito de estudo.

m) Verdade È aquilo de que o Brasil sempre necessitou na polÌtica.

Agora veja as respostas.

a) Importante È aquilo de que n„o se pode fugir.

(oraÁ„o subordinada adjetiva – ―de que‖ é objeto indireto)

b) … importante que vocÍ busque seus objetivos.

(oraÁ„o subordinada substantiva subjetiva)

c) Urge que o Brasil distribua melhor a renda.

(oraÁ„o subordinada substantiva subjetiva)

d) ConvÈm que ele venha.

(oraÁ„o subordinada substantiva subjetiva)

e) A mim convÈm aquilo de que gostas.

(oraÁ„o subordinada adjetiva – ―de que‖ é objeto indireto)

f) Consideraram que o trabalho foi ruim.

(oraÁ„o subordinada substantiva objetiva direta)

g) Consideraram o trabalho que teve maior nota.

(oraÁ„o subordinada adjetiva – ―que‖ é sujeito)

h) Eles necessitaram de que nÛs os ajud·ssemos.

(oraÁ„o subordinada substantiva objetiva indireta)

i) Eles necessitaram da ajuda ‡ qual nos referimos.

(oraÁ„o subordinada adjetiva – ―à qual‖ é objeto indireto)

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j) Eles tiveram necessidade de que os ajudassem.

(oraÁ„o subordinada substantiva completiva nominal)

k) Eles tiveram necessidades as quais nunca tivemos.

(oraÁ„o subordinada adjetiva – ―as quais‖ é objeto direto)

l) A verdade È que precisamos muito de estudo.

(oraÁ„o subordinada substantiva predicativa)

m) Verdade È aquilo de que o Brasil sempre necessitou na polÌtica.

(oraÁ„o subordinada adjetiva – ―de que‖ é objeto indireto)

Agora, vamos ‡ regÍncia nas oraÁıes adjetivas. Verifique se as frases est„o corretas.

a) As pessoas a quais sempre obedeci s„o extremamente falsas.

b) A mala cujo a chave perdi est· no guarda-volumes.

c) O caso o qual estamos estudando ocorreu em S„o Paulo.

d) A empresa cujos os funcion·rios conversei ontem deflagrar„o a greve.

e) Os funcion·rios da empresa de quem se falou ontem deflagrar„o a greve.

f) Os funcion·rios da empresa com o qual conversei ontem deflagrar„o a greve.

g) Vivemos uma Època muito difÌcil, onde a violÍncia impera.

h) A cidade onde nasci fica no Vale do ParaÌba.

i) A casa em que cheguei era magnÌfica.

j) O jogo ao qual assisti foi disputadÌssimo.

k) A vendedora que discuti foi muito mal-educada.

l) Os relatÛrios do caso que aspiro desapareceu da pasta.

m) Renato encontrou as irm„s de quem confiamos.

n) A pessoa a quem eles dedicaram a vitÛria tambÈm foram vencedores.

o) A empresa perante cujo gerente testemunhei faliu.

p) A causa pela qual luto È nobilÌssima.

q) O poeta sobre cujos livros conversamos ontem est· em Londrina.

r) Os livros a cujas p·ginas me referi esclarecem complexos tÛpicos.

s) O bairro por onde caminhei n„o proporciona seguranÁa.

t) O bairro aonde moro n„o proporciona seguranÁa.

Agora, veja as frases j· corrigidas.

a) As pessoas ‡s quais sempre obedeci s„o extremamente falsas.

b) A mala cuja chave perdi est· no guarda-volumes.

c) O caso o qual estamos estudando ocorreu em S„o Paulo.

d) A empresa com cujos funcion·rios conversei ontem deflagrar· a greve.

e) Os funcion·rios da empresa de quem se falou ontem deflagrar„o a greve.

f) Os funcion·rios da empresa com os quais conversei ontem deflagrar„o a greve.

g) Vivemos uma Època muito difÌcil, em que a violÍncia impera.

h) A cidade onde nasci fica no Vale do ParaÌba.

i) A casa a que cheguei era magnÌfica.

j) O jogo ao qual assisti foi disputadÌssimo.

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k) A vendedora com quem discuti foi muito mal-educada.

l) Os relatÛrios do caso a que aspiro desapareceram da pasta.

m) Renato encontrou as irm„s em quem confiamos.

n) A pessoa a quem eles dedicaram a vitÛria tambÈm foi vencedora.

o) A empresa perante cujo gerente testemunhei faliu.

p) A causa pela qual luto È nobilÌssima.

q) O poeta sobre cujos livros conversamos ontem est· em Londrina.

r) Os livros a cujas p·ginas me referi esclarecem complexos tÛpicos.

s) O bairro por onde caminhei n„o proporciona seguranÁa.

t) O bairro onde moro n„o proporciona seguranÁa.

Agora, vamos ‡s questıes!!!!

Quest„o 23: SEEDF 2017 Professor (banca CESPE)

Fragmento de texto: N„o tÍm conta entre nÛs os pedagogos da prosperidade que, apegando-se a certas soluÁıes onde, na melhor hipÛtese, se abrigam verdades parciais, transformam-nas em requisito obrigatÛrio e ˙nico de todo progresso.

Seriam preservados a correÁ„o gramatical e o sentido do texto caso o vocábulo ―onde‖ (linha 2) fosse substituÌdo por que.

Coment·rio: O pronome relativo ―onde‖ pode substituído por ―em que‖, e não somente por ―que‖. Assim, a afirmação está errada.

Gabarito: E

Quest„o 24: INSS 2016 TÈcnico (banca CESPE)

Fragmento de texto: Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que, apesar de ficar em frente ao do M·rio, havia uma diferenÁa na numeraÁ„o.

A correÁ„o gramatical e o sentido do texto seriam preservados, caso se substituísse o trecho ―lembrei-me de que‖ (linha 1) por lembrei que.

Coment·rio: Vimos que o verbo ―lembrar‖, com pronome átono, deve ser transitivo indireto e rege a preposição ―de‖ (lembrei-me de algo). J·, quando esse verbo estiver sem pronome ·tono, È transitivo direto e n„o pode receber a preposição ―de‖ (lembrei algo). Assim, a afirmaÁ„o est· correta. Compare:

Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara

Mas lembrei que, ao ir ali pela primeira vez, observara

Gabarito: C

Quest„o 25: INSS 2016 TÈcnico (banca CESPE)

Fragmento de texto: N„o era um cÙmodo muito grande, mas dava para armar ali a minha tenda de reflexıes e leitura: uma escrivaninha, um sof· e os livros. Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada estante onde caberiam todos os meus livros.

Seria mantida a correção do texto caso o trecho ―onde caberiam‖ (linha 3) fosse substituÌdo por que caberia.

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Coment·rio: O pronome relativo ―onde‖ ocupa a funÁ„o de adjunto adverbial de lugar. Tal pronome pode ser substituído por ―em que‖, e não apenas por ―que‖. Assim, a afirmação está errada.

Gabarito: E

Quest„o 26: TRE RS 2015 TÈcnico Judici·rio (banca CESPE)

Fragmento do texto: Essas caracterÌsticas se relacionam com outros fatores, tais como as fontes de preferÍncia da informaÁ„o polÌtica (as pessoas que leem mais material de campanha nos jornais tambÈm o fazem em revistas, r·dio e televis„o); os eventos (as pessoas que seguem determinados eventos de campanhas tendem a seguir outros, mesmo que sejam de candidatos aos quais se opıem); e a atenÁ„o (algumas pessoas prestam mais atenÁ„o ‡ propaganda de uma campanha).

A substituição de ―aos quais‖ (linhas 5 e 6) por que manteria a correÁ„o gramatical do texto e seu sentido original.

Coment·rio: O verbo ―opõem‖ é transitivo direto e indireto, o pronome ―se‖ é reflexivo na função de objeto direto, e o pronome relativo ―aos quais‖ é o objeto indireto. Assim, a substituiÁ„o de ―aos quais‖ por ―que‖ prejudicaria a correÁ„o gramatical. Veja as duas possibilidades:

mesmo

que sejam de candidatos aos quais se opıem

mesmo

que sejam de candidatos a que se opıem

Gabarito: E

Quest„o 27: MPU 2015 Analista (banca CESPE)

Fragmento do texto: Evidencia-se, portanto, que È justamente na fase do inquÈrito policial que ser„o coletadas as informaÁıes e as provas que ir„o formar o convencimento do titular da aÁ„o penal, isto È, a opinio delicti.

Haveria prejuÌzo ‡ correÁ„o gramatical do texto, se o voc·bulo ―que‖ fosse substituÌdo por onde.

Coment·rio: O pronome relativo ―que‖ ocupa a função de sujeito, pois entendemos que as provas ir„o formar o convencimento. Note que o pronome relativo ―onde‖ só pode retomar lugar, ocupando a funÁ„o de adjunto adverbial de lugar. Assim, a substituiÁ„o n„o pode ser realizada. Como a quest„o afirmou haver prejuÌzo nesta substituiÁ„o, a afirmativa est· certa.

Gabarito: C

Quest„o 28: IRBR 2015 Diplomacia (banca CESPE)

Fragmento de texto: A primeira condiÁ„o para conseguirmos conhecer melhor as pessoas diz respeito a tratarmos de evitar o erro usual de buscarmos avali·-las tomando por base a nÛs mesmos. ) A conclus„o a que devemos chegar È que o realismo e a objetividade s„o bons mecanismos de exploraÁ„o do meio externo e que a avaliaÁ„o das pessoas tambÈm deve ser regida pela observaÁ„o dos fatos e n„o por ideias.

(

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A

omissão da preposição ―a‖ em ―tomando por base a nós mesmos‖ (linha 3)

e

em ―A conclusão a que devemos chegar‖ (linha 4) prejudicaria a correÁ„o

gramatical desses dois trechos.

Coment·rio: Na aula de pronomes, veremos que a expressão ―a nós mesmos‖ é reflexiva e tem base no pronome pessoal oblíquo tônico, o qual deve ser precedido de preposiÁ„o, por isso n„o podemos excluÌ-la. O verbo ―chegar‖, na oração subordinada adjetiva ―a que devemos chegar‖, é transitivo indireto e rege a preposição ―a‖, a qual não pode ser excluÌda. Como a quest„o afirmou que a exclus„o da preposiÁ„o acarretaria erro gramatical, est· correta.

Gabarito: C

Quest„o 29: FUB 2015 Contador (banca CESPE)

Fragmento do texto: O fator mais importante para prever a performance de um grupo È a igualdade da participaÁ„o na conversa. Grupos em que poucas pessoas dominam o di·logo tÍm desempenho pior do que aqueles em que h· mais troca.

Na linha 2, a supressão do termo ―em‖ manteria a correção gramatical e o sentido original do perÌodo.

Coment·rio: A supressão da preposição ―em‖ não pode ocorrer, haja vista que o pronome relativo ―que‖ encontra-se na funÁ„o de adjunto adverbial, como ocorre também com a expressão ―em que‖ da linha 3. Ambos estão paralelos na comparaÁ„o dos dois grupos. Assim, tal pronome relativo deve estar precedido da preposição ―em‖. Veja:

Grupos em que poucas pessoas dominam o di·logo tÍm desempenho pior do que aqueles em que h· mais troca.

Gabarito: E

Quest„o 30: Telebras 2015 TÈcnico (banca CESPE)

Fragmento do texto: Segundo o presidente da TELEBRAS, um dos objetivos do desenvolvimento do satÈlite ser· a proteÁ„o ‡s redes que transmitem informaÁıes sensÌveis do governo federal.

O sinal indicativo de crase em ―proteção às redes‖ (linha 2) justifica-se pela contraÁ„o da preposiÁ„o a, exigida pelo substantivo ―proteção‖, com o artigo definido feminino as, que determina o voc·bulo ―redes‖.

Coment·rio: Realmente a preposição ―a‖ foi uma exigência do substantivo ―proteção‖ e ―redes‖ está precedido do artigo ―as‖. Assim, deve haver o acento indicativo de crase.

Gabarito: C

Quest„o 31: C‚mara dos Deputados 2014 TÈcnico Legislativo (banca CESPE)

Fragmento do texto: A atividade policial pode ser verificada em quase todas as organizaÁıes polÌticas que conhecemos, desde as cidades-estado gregas atÈ os Estados atuais. Entretanto, o seu sentido e a forma como È realizada

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tÍm variado ao longo do tempo. A ideia de polÌcia que temos hoje È produto de fatores estruturais e organizacionais que moldaram seu processo histÛrico de transformaÁ„o.

O pronome relativo ―que‖ exerce, nas duas primeiras ocorrÍncias, a funÁ„o de complemento verbal e, na terceira, a de sujeito da oraÁ„o em que se insere.

Coment·rio: Lembrando-se de que complemento verbal s„o os objetos direto

e

indireto, entendemos que, na oração ―que conhecemos‖, o verbo

conhecemos‖ é transitivo direto, o sujeito é oculto, pois se subentende ―nós‖, e o pronome relativo ―que‖ é o objeto direto (nÛs conhecemos as organizaÁıes

polÌticas). Na oração ―que temos‖, o verbo ―temos‖ é transitivo direto, o sujeito é oculto, pois se subentende ―nós‖, e o pronome relativo ―que‖ é o objeto direto (nÛs temos ideia de polÌcia). Na oração ―que moldaram seu processo histÛrico de transformaÁ„o‖, o verbo ―moldaram‖ é transitivo direto, o objeto direto é o termo ―seu processo histÛrico de transformaÁ„o‖ e o sujeito é o pronome relativo ―que‖ (fatores

estruturais

e

organizacionais

moldaram

seu

processo

histÛrico

de

transformaÁ„o). Assim, confirmamos que as duas primeiras ocorrências do ―que‖ são complementos verbais, isto é, objetos diretos. A terceira ocorrência do ―que‖ é sujeito.

Gabarito: C

Quest„o 32: C‚mara dos Deputados 2014 TÈcnico Legislativo (banca CESPE)

Fragmento do texto: Ao contr·rio do que muitos tÍm apregoado, o melhor não é ―virar a página‖ no que se refere ao período da ditadura. Escolha mais adequada È empreender uma apropriaÁ„o crÌtica desse passado polÌtico recente, tanto para consolidar nossa fr·gil cidadania quanto para entender a realidade em que vivemos. Para tanto, È fundamental estudar a ditadura, a fim de compreender a atualidade do seu legado e, assim, criar condiÁıes de super·-lo.

No

trecho ―entender a realidade em que vivemos‖ (linha 5), a supress„o da

preposiÁ„o n„o prejudica a correÁ„o gramatical do texto, ainda que interfira na relaÁ„o sint·tico-sem‚ntica entre seus elementos.

Coment·rio: Na oração ―em que vivemos‖, entendemos que nÛs vivemos numa realidade. Assim, o verbo ―vivemos‖ é intransitivo e a expressão ―em que‖ é um adjunto adverbial. Ao retirarmos a preposição ―em‖, o pronome relativo ―que‖ passa a objeto direto e o verbo ―vivemos‖ a transitivo direto. Entendemos dessa nova estrutura que n„o sÛ existimos numa realidade, mas enfatizamos que fruÌmos uma realidade, presenciamos uma realidade. Assim, realmente a supress„o da preposiÁ„o n„o prejudica a correÁ„o gramatical, mesmo havendo mudanÁa sint·tica (de adjunto adverbial a objeto direto) e uma sensÌvel mudanÁa sem‚ntica (Ínfase).

Gabarito: C

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Quest„o 33: FUB 2014 NÌvel superior (banca CESPE)

Fragmento do texto: H· muito tempo a sociedade demonstra interesse por assuntos relacionados ‡ ciÍncia e ‡ tecnologia. Na verdade, desde a prÈ- histÛria, o homem busca explicaÁıes para a realidade e os mistÈrios do mundo que o cerca.

Em ―o cerca‖ (linha 4), o pronome ―o‖, que se refere ao termo ―o homem‖ (linha 3), exerce a funÁ„o de complemento da forma verbal ―cerca‖.

Coment·rio: O pronome relativo ―que‖ é o sujeito e retoma ―mundo‖, o verbo ―cerca‖ é transitivo direto, e o pronome ―o‖ é o objeto direto. Assim, entendemos que o mundo cerca o homem. Com isso, a afirmativa da quest„o est· correta.

Gabarito: C

Quest„o 34: ICMBIO 2014 NÌvel superior (banca CESPE)

Fragmento do texto: A situaÁ„o È mais sÈria na regi„o Nordeste, especialmente nos estados de Alagoas e Pernambuco, onde a maior parte da floresta original foi substituÌda por plantaÁıes de cana-de-aÁ˙car. … nessa regi„o que ainda podem ser encontrados os ˙ltimos exemplares das aves mais raras em todo o paÌs, como o criticamente ameaÁado limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi). Essa pequena ave de dezoito centÌmetros vive no estrato mÈdio e dossel de florestas bem conservadas e ricas em bromÈlias, onde procura artrÛpodes dos quais se alimenta. Atualmente, as duas ˙nicas localidades onde a espÈcie pode ser encontrada s„o a EstaÁ„o EcolÛgica de Murici, em Alagoas, e a Serra do Urubu, em Pernambuco.

A correÁ„o gramatical e o sentido original do texto seriam preservados caso o vocábulo ―onde‖, nas linhas 2 e 7, fosse substituÌdo pela express„o em que.

Coment·rio: Vimos que o pronome relativo ―onde‖ ocupa a função sintática de adjunto adverbial de lugar e sempre poder· ser substituído por ―em que‖. Assim, a afirmativa da quest„o est· correta.

Gabarito: C

Quest„o 35: ICMBIO 2014 NÌvel mÈdio (banca CESPE)

Fragmento do texto: ―Fazemos a aproximação por meio de elementos do contexto onde as crianÁas est„o inseridas. As atividades de leitura, interpretaÁ„o e escrita associam-se ao tema do cerrado na forma de poesias, m˙sica, desenho, pintura e jogos‖, explica uma professora da Faculdade de EducaÁ„o da UnB.

Na linha 2, a substituição do vocábulo ‗onde‘ pela expressão no qual n„o comprometeria nem a sintaxe nem a significaÁ„o do perÌodo de que o referido voc·bulo faz parte.

Coment·rio: Vimos que o pronome relativo ―onde‖ ocupa a função sintática de adjunto adverbial de lugar e sempre poderá ser substituído por ―em que‖. Como esse pronome relativo retoma o substantivo masculino singular contexto‖, o voc·bulo ―que‖ pode ser substituído por ―o qual‖. J· que tal pronome relativo está precedido da preposição ―em‖, haverá a contração dessa preposição com o artigo ―o‖. Assim, a afirmativa da quest„o est·

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correta. Veja:

contexto

onde as crianÁas est„o inseridas. em que as crianÁas est„o inseridas.

contexto

(em + o qual)
(em + o qual)

contexto

no qual as crianÁas est„o inseridas.

Gabarito: C

Quest„o 36: ICMBIO 2014 NÌvel mÈdio (banca CESPE)

Fragmento do texto: ―Fazemos a aproximação por meio de elementos do contexto onde as crianÁas est„o inseridas. As atividades de leitura, interpretaÁ„o e escrita associam-se ao tema do cerrado na forma de poesias, m˙sica, desenho, pintura e jogos‖, explica uma professora da Faculdade de EducaÁ„o da UnB.

No ˙ltimo perÌodo do texto, o pronome relativo preposicionado ―na qual‖ completa o sentido de ―intervir‖ e retoma o termo ―sua realidade‖.

Coment·rio: Vimos que o pronome relativo onde‖ ocupa a função sintática de adjunto adverbial de lugar e sempre poderá ser substituído por ―em que‖. Como esse pronome relativo retoma o substantivo masculino singular contexto‖, o vocábulo ―que‖ pode ser substituído por ―o qual‖. Já que tal pronome relativo está precedido da preposição ―em‖, haverá a contração dessa preposição com o artigo ―o‖. Assim, a afirmativa da questão está correta. Veja:

contexto

contexto

onde as crianÁas est„o inseridas. em que as crianÁas est„o inseridas.

(em + o qual)
(em + o qual)

contexto

no qual as crianÁas est„o inseridas.

Gabarito: C

Quest„o 37: MEC 2014 NÌvel superior (banca CESPE)

Fragmento do texto: Se a vocaÁ„o ontolÛgica do homem È a de ser sujeito e n„o objeto, ele sÛ poder· desenvolvÍ-la se, refletindo sobre suas condiÁıes espaÁo-temporais, introduzir-se nelas de maneira crÌtica. Quanto mais for levado a refletir sobre sua situacionalidade, sobre seu enraizamento espaÁo- temporal, mais ―emergirá‖ dela conscientemente ―carregado‖ de compromisso com sua realidade, da qual, porque È sujeito, n„o deve ser simples espectador, mas na qual deve intervir cada vez mais.

No ˙ltimo perÌodo do texto, o pronome relativo preposicionado ―na qual‖ completa o sentido de ―intervir‖ e retoma o termo ―sua realidade‖.

Coment·rio: O verbo ―intervir‖ é transitivo indireto, o sujeito está subentendido e faz referência a ―homem‖ (linha 1), o objeto indireto é a expressão ―na qual‖ e ela retoma ―sua realidade‖. Assim, entendemos do trecho que o homem deve intervir cada vez mais na sua realidade.

Gabarito: C

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Quest„o 38: MTE 2014 Auditor-Fiscal do Trabalho (banca CESPE)

Fragmento do texto: Portanto, os aspectos que envolvem a gest„o de pessoas tÍm de ser tratados como parte de uma polÌtica de valorizaÁ„o desse ativo, na qual gestores e RH s„o vasos comunicantes, trabalhando em conjunto, cada um desempenhando seu papel de forma adequada.

Na linha 3, a expressão ―na qual‖ poderia ser substituída pela express„o em que, sem prejuÌzo da correÁ„o gramatical do texto.

Coment·rio: As expressões ―na qual‖, ―nas quais‖, ―no qual‖ ou ―nos quais‖ sempre poderão ser substituídas por ―em que‖. Assim, a afirmação da questão est· correta.

Gabarito: C

Quest„o 39: MTE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)

Fragmento do texto: Por exemplo, a carteira de trabalho e previdÍncia social (CTPS) est· ligada ‡ relaÁ„o de trabalho subordinado que corresponde ao vÌnculo de emprego. Nem todos os tipos de relaÁıes de trabalho s„o registrados na CTPS, mas todos os tipos de relaÁ„o de emprego s„o registrados no referido documento.

No trecho ―está ligada à relação de trabalho subordinado que corresponde ao vínculo de emprego‖ (linhas 2 e 3), seria mantida a correÁ„o gramatical caso se substituÌsse o elemento ―que‖ por a que, embora as relaÁıes entre os termos da oraÁ„o fossem alteradas.

Coment·rio: O pronome relativo ―que‖ é o sujeito, o verbo ―corresponde‖ é transitivo indireto e o termo ―ao vÌnculo de emprego‖ é o objeto indireto. Como o sujeito n„o admite ser precedido de preposiÁ„o, n„o cabe a inserÁ„o de ―a‖.

Gabarito: E

Quest„o 40: PolÌcia Federal 2013 Escriv„o (banca CESPE)

Fragmento do texto: O que tanta gente foi fazer do lado de fora do tribunal onde foi julgado um dos mais famosos casais acusados de assassinato no paÌs? Torcer pela justiÁa, sim: as evidÍncias permitiam uma forte convicÁ„o sobre os culpados, muito antes do encerramento das investigaÁıes. Contudo, para torcer pela justiÁa, n„o era necess·rio acampar na porta do tribunal, de onde ninguÈm podia pressionar os jurados.

O emprego dos elementos ―onde‖ (linha 2) e ―de onde‖ (linha 5), no texto, È prÛprio da linguagem oral informal, raz„o por que devem ser substituÌdos, respectivamente, por no qual e da qual, em textos que requerem o emprego da norma padr„o escrita.

Coment·rio: A quest„o est· errada, por afirmar que o pronome relativo onde‖, nas duas ocorrências, È prÛprio da linguagem oral informal, alÈm de afirmar que as expressões ―onde‖ e ―de ondedevem ser substituÌdas por ―no qual‖ e ―da qual‖ para ficar de acordo com a norma culta. Isso não é verdade. Na realidade, pode-se realizar tal substituição, e o uso do pronome ―onde‖ nos dois casos est· correto, por retomar lugar.

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O primeiro pronome relativo ―onde‖ retoma o substantivo masculino ―tribunal‖. Como sabemos que ―onde‖ pode ser substituído por ―em que‖ e,

sabendo-se que o pronome relativo ―que‖ pode ser substituído pela expressão

o qual‖, dar-se-á a estrutura ―no qual. Veja:

tribunal

tribunal

onde foi julgado um dos mais famosos casais

em que
em que

no qual foi julgado um dos mais famosos casais

Semelhante recurso ocorre com o pronome relativo ―onde‖, na expressão

de onde‖, o qual retoma o substantivo feminino ―porta‖. Neste caso, n„o cabe

a preposição ―em‖, pela presença da preposição ―de‖ em ―de que‖. Assim,

onde‖ pode ser substituído por ―que‖ e este pode ser substituÌdo pela expressão ―a qual‖. Como há a preposição ―de‖, ela se junta ao artigo ―a‖, resultando na estrutura ―da qual‖. Veja:

porta do tribunal de onde ninguÈm podia pressionar os jurados

do tribunal de onde ninguÈm podia pressionar os jurados porta de que do tribunal d a
do tribunal de onde ninguÈm podia pressionar os jurados porta de que do tribunal d a

porta

de

de onde ninguÈm podia pressionar os jurados porta de que do tribunal d a qual ninguÈm

que

de onde ninguÈm podia pressionar os jurados porta de que do tribunal d a qual ninguÈm

do tribunal da qual ninguÈm podia pressionar os jurados

Gabarito: E

Quest„o 41: Caixa EconÙmica Federal / 2010 / nÌvel mÈdio (banca CESPE)

Fragmento do texto: A companhia, que h· quinze anos vende seus produtos no Brasil por meio de importadoras, decidiu no ano passado abrir uma filial no paÌs.

O termo “que” faz referÍncia a “companhia” e poderia, sem prejuÌzo para a correÁ„o gramatical do texto, ser substituÌdo por onde.

Coment·rio: O verbo ―vende‖ tem como sujeito o pronome relativo ―que‖. O pronome ―onde‖ só pode ser substituído por ―em que‖, na função de adjunto adverbial de lugar, por isso a quest„o est· errada.

Gabarito: E

Quest„o 42: INCA / 2010 / nÌvel superior (banca CESPE)

Fragmento do texto: Adverte-se, pois, que as preocupaÁıes com secreÁıes respiratÛrias s„o de import‚ncia decisiva, motivo pelo qual s„o recomendados cuidados especiais com a higiene

A substituição de ―pelo qual‖, pelo termo por que mantÈm a correÁ„o gramatical do perÌodo.

Coment·rio: ―pelo qual‖ é adjunto adverbial de causa, iniciado pela preposição ―por‖ em contração com o artigo ―o‖, seguido do pronome ―qual‖. Como se pode substituir ―o qual‖ por ―que‖, ―pelo qual‖ pode ser substituído por ―por que‖.

Gabarito: C

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Vimos a regÍncia e como È explorada na prova. Agora, vamos a um assunto que È a continuaÁ„o do anterior: crase. Este assunto se baseia na regência. Assim, os verbos e nomes já explorados que regem a preposição ―a‖ fatalmente ser„o revistos nesta parte da aula.

Costumo dizer a meus alunos que n„o se deve decorar a regra, principalmente a da crase, basta entendermos o processo, sua estrutura. Para facilitar, vamos denominar o esquema abaixo de ―estrutura-