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Fichamento Sobre Idade Média

Livro: Idade Média, Nascimento do Ocidente


Autor: Hilário Franco Júnior
Editora: Brasiliense
Nome do aluno: Leandro Ribeiro Brito
Professor: Mário
Matéria: Idade Média
Universidade Federal Fluminense

O (Pré) Conceito de Idade Média

”O termo idade média expressava um desprezo, no século XVI.”


Para os renascentistas, tudo que estivera entre a antiguidade clássica e o tempo atual não
passara de um hiato. De um tempo intermediário, de uma idade média.

* A idéia de idade média enraizou-se em meados do século XVI, quando Giorno Vasari
popularizou o termo “Renascimento”. Assim, por contraste, difundiram-se em relação
ao período anterior as expressões media aetas, media antiquitas e media tempora .

Arte Gótica -> Termo sinônimo de “ bárbara” -> fugia aos padrões clássicos -> visão
renascentista.

O Pensamento renascentista sobre a idade média

A idade média teria sido uma interrupção no progresso humano, inaugurado pelos
gregos e romanos e retomado pelos homens do século XVI
Os protestantes criticavam a idade média como época de supremacia da igreja católica.

Os Românticos do século XIX

O romantismo inverteu o preconceito em relação a idade média. O ponto de partida foi a


questão da identidade nacional, que ganhara forte significado com a revolução francesa.

A visão dos românticos:

Época de fé, autoridade e tradição. Fase histórica das liberdades

As diferenças da idade média

Para os renascentistas e iluministas:

Época negra ( das trevas), a ser relegada da memória histórica.

Para os românticos (séc XIX)

Período esplêndido, um dos grandes momentos da trajetória humana, algo a ser imitado,
prolongado.

A Divisão da Idade Média

* Primeira Idade Média (Séc. IV – Séc.VIII).


* Alta Idade Média (Séc.VIII – Fins do Séc. X)
* Idade Média Central (Séc, XI – Séc. XIII)
* Baixa Idade Média (Séc. XIV – Meados século XVI)
A Idade Média para o Século XX

-> Passou-se a tentar ver a idade média com os olhos dela própria, não com os daqueles
que viveram ou vivem noutro momento. O único referencial para se ver a idade média é
a própria idade média.
” O que não significa que a imagem negativa da idade média tenha desaparecido.”

A Herança Romana:
Quando o império romano tentou a sobrevivência por meio do estabelecimento de
novas estruturas, que não impediram ( e algumas até aceleraram) sua decadência, mas
que permaneceriam vigentes por séculos. Como, por exemplo, de caráter sagrado da
monarquia, da aceitação de germanos no exército imperial, petrificação da hierarquia
social, do desenvolvimento de nova espiritualidade que possibilitou o sucesso cristão.

A Herança Germânica:
A penetração germânica intensificou as tendências estruturais anteriores, mas sem
altera-las. Foi o caso da pluralidade política substituindo a unidade romana, da
concepção de obrigações recíprocas entre chefe e guerreiros.

A Herança Cristã:
Elemento que possibilitou a articulação entre romanos e germanos, o elemento que ao
fazer a síntese daquelas duas sociedades forjou a unidade espiritual, essencial para a
civilização ocidental.

‘ A dinastia carolíngia precisou ser legitimada pela igreja, que pelo seu poder sagrado
considerava-se a única e verdadeira herdeira do império romano’

A união de interesses entre igreja e o império fez com que ocorresse uma recuperação
econômica e o início de uma retomada demográfica.

-> Inicia a expansão territorial cristã sobre regiões pagãs <-


* Reformulando o mapa da Europa*

’Essa fase terminaria em crise, devido às contradições do estado carolíngio e uma nova
onda de invasões ( Vikings, muçulmanas, magiares).

O Feudalismo:

A época feudal tem início na idade média central (séc. XI – XIII), em resposta à crise
geral do século X.

A Idade Média para os Medievais:

Haviam duas grandes vertentes de pensamento:


A do clero e a dos leigos (pagãos).

Pagãos:
Fortemente enraizada na psicologia coletiva, aceitava a existência de um tempo cíclico,
daquilo que se chamou de “ Mito do eterno retorno”. Ou seja, as primeiras sociedades
só registravam o tempo biologicamente, sem transformá-lo em história, portanto sem
consciência se sua irreversibilidade. Para eles, tanto o tempo sagrado( dos rituais)
quanto o profano (do cotidiano) só existiam por reproduzir atos ocorridos na origem dos
tempos. Daí a importância da festa de ano-novo, que era uma retomada do tempo no seu
começo, isto é, uma repetição da cosmogonia, com ritos de expulsão de demônios e de
doenças.
Clero ( Cristãos):
Enfatiza o caráter linear da história, com seu ponto de partida (gênese), de inflexão
(natividade) e de chegada (juízo final). Portanto, linear mas não ao infinito, pois há um
tempo escatológico – que só Deus conhece – limitando o desenrolar da história, isto é,
da passagem humana pela terra.

-> A mentalidade cristã foi influenciada pelo pensamento cíclico das camadas
populares, daí a liturgia cristã basear-se na repetição periódica e real dos eventos
essenciais como natividade, paixão e ressurreição de Jesus: ao participar da reprodução
do evento divino, o fiel volta ao tempo em que ele ocorreu.

Pelo menos até o século XII os medievos não sentiam necessidade de maior precisão no
cômputo do tempo, o que expressava e acentuava a falta de um conceito claro sobre sua
própria época.

O Fim dos Tempos:

Inegavelmente a psicologia coletiva medieval esteve constantemente preocupada com a


proximidade do apocalipse, A periodização mais comum, ao menos entre o clero,
concebia seis fases históricas, de acordo com os dias da criação. Como no sétimo dia
Deus descansou na sétima fase os homens descansarão no seio de Deus. Qualquer que
fosse a divisão temporal adotada, reconhecia-se que o suceder das fases acabaria com a
parusia, quando a história enquanto tal deixaria de existir.