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Decreto Federal Nº 84.

017, de 21 de setembro de 1979

Aprova o Regulamento dos Parques Nacionais Brasileiros.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições que lhe confere o artigo 81, item III, da
Constituição e tendo em vista o artigo 5º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965,

Decreta:

Artigo 1º - Fica aprovado o Regulamento dos Parques Nacionais Brasileiros que com este baixa.

Artigo 2º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Artigo 3º - Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 21 de setembro de 1979; 158º da Independência e 91º da República.

JOÃO FIGUEIREDO

Ângelo Amaury Stabile

PARQUES NACIONAIS

REGULAMENTO

Artigo 1º - Este Regulamento estabelece as normas que definem e caracterizam os Parques Nacionais.

§ 1º - Para os efeitos deste Regulamento, consideram-se Parques Nacionais, as áreas geográficas


extensas e delimitadas, dotadas de atributos naturais excepcionais, objeto de preservação permanente,
submetidas à condição de inalienabilidade e indisponibilidade no seu todo.

§ 2º - Os Parques Nacionais destinam-se a fins científicos, culturais: educativos e recreativos e, criados e


administrados pelo Governo Federal, constituem bens da União destinados ao uso comum do povo,
cabendo às autoridades, motivadas pelas razões de sua criação, preservá-los e mantê-los intocáveis.

§ 3º - O objetivo principal dos Parques Nacionais reside na preservação dos ecossistemas naturais
englobados contra quaisquer alterações que os desvirtuem.

Artigo 2º - Serão considerados Parques Nacionais as áreas que atendam às seguintes exigências:

I - Possuam um ou mais ecossistemas totalmente inalterados ou parcialmente alterados pela ação do


homem, nos quais as espécies vegetais e animais, os sítios geomorfológicos e os “habitats”, ofereçam
interesse especial do ponto de vista cientifico, cultural, educativo e recreativo, ou onde existam paisagens
naturais de grande valor cênico;

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II - Tenham sido objeto, por parte da União, de medidas efetivas tomadas para impedir ou eliminar as
causas das alterações e para proteger efetivamente os fatores biológicos, geomorfológicos ou cênicos, que
determinaram a criação do Parque Nacional;

III - Condicionem a visitação pública a restrições específicas, mesmo para propósitos científicos, culturais,
educativos, ou recreativos.

Artigo 3º - O uso e a destinação das áreas que constituem os Parques Nacionais devem respeitar a
integridade dos ecossistemas naturais abrangidos.

Artigo 4º - Os Parques Nacionais, compreendendo terras, valores e benfeitorias, serão administrados pelo
Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF.

Artigo 5º - A fim de compatibilizar a preservação dos ecossistemas protegidos, com a utilização dos
benefícios deles advindos, serão elaborados estudos das diretrizes visando um manejo ecológico adequado
e que constituirão o Plano de Manejo.

Artigo 6º - Entende-se por Plano de Manejo o projeto dinâmico que, utilizando técnicas de planejamento
ecológico, determine o zoneamento de um Parque Nacional, caracterizando cada uma das suas zonas e
propondo seu desenvolvimento físico, de acordo com suas finalidades.

Artigo 7º - O Plano de Manejo indicará detalhadamente o zoneamento de área total do Parque Nacional
que poderá, conforme o caso, conter no todo, ou em parte, as seguintes zonas características:

I - Zona Intangível - É aquela onde a primitividade da natureza permanece intacta, não se tolerando
quaisquer alterações humanas, representando a mais alto grau de preservação. Funciona como matriz de
repovoamento de outras zonas onde já são permitidas atividades humanas regulamentadas. Esta zona é
dedicada à proteção integral de ecossistemas, dos recursos genéticos e ao monitoramento ambiental. O
objetivo básico do manejo é a preservação garantindo a evolução natural.

II - Zona Primitiva - É aquela onde tenha ocorrido pequena ou mínima intervenção humana, contendo
espécies da flora e da fauna ou fenômenos naturais de grande valor científico. Deve possuir as
características de zona de transição entre a Zona Intangível e a Zona de Uso Extensivo. O objetivo geral do
manejo é a preservação do ambiente natural e ao mesmo tempo facilitar as atividades de pesquisa
científica, educação ambiental e proporcionar formas primitivas de recreação.

III - Zona de Uso Extensivo - É aquela constituída em sua maior parte por áreas naturais, podendo
apresentar alguma alteração humana. Caracteriza-se como uma zona de transição entre a Zona Primitiva e
a Zona de Uso Intensivo. O objetivo do manejo é a manutenção de um ambiente natural com mínimo
impacto humano, apesar de oferecer acesso e facilidade públicos para fins educativos e recreativos.

IV - Zona da Uso Intensivo - É aquela constituída por áreas naturais ou alteradas pelo homem. O ambiente
é mantido o mais próximo possível do natural, devendo conter: centro de visitantes, museus, outras
facilidades e serviços. O objetivo geral do manejo é o de facilitar a recreação intensiva e educação
ambiental em harmonia com o meio.

V - Zona Histórico-Cultural - É aquela onde são encontradas manifestações históricas e culturais ou


arqueológicas, que serão preservadas, estudadas, restauradas e interpretada para o público, servindo à
pesquisa, educação e uso científico. O objetivo geral do manejo é o de proteger sítios históricos ou
arqueológicos, em harmonia com o meio ambiente.

VI - Zona de Recuperação - É aquela que contém áreas consideravelmente alteradas pelo homem. Zona
provisória, uma vez restaurada, será incorporada novamente a uma das zonas permanentes. As espécies
exóticas introduzidas deverão ser removidas e a restauração deverá ser natural ou naturalmente agilizada.
O objetivo geral de manejo é deter a degradação dos recursos ou restaurar a área.
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VII - Zona de Uso Especial - É aquela que contém as áreas necessárias à administração, manutenção e
serviços do Parque Nacional, abrangendo habitações, oficinas e outros. Estas áreas serão escolhidas e
controladas de forma a não conflitarem com seu caráter natural e devem localizar-se, sempre que possível,
na periferia do Parque Nacional. O objetivo geral de manejo é minimizar o impacto da implantação das
estruturas ou os efeitos das obras no ambiente natural ou cultural do Parque.

Artigo 8º - São vedadas, dentro da área dos Parques Nacionais, quaisquer obras de aterros, escavações,
contenção de encostas ou atividades de correções, adubações ou recuperação dos solos.

Parágrafo Único - Nas Zonas de Uso Intensivo ou de Uso Especial, poderão, eventualmente, ser
autorizadas obras ou serviços, desde que interfiram o mínimo possível com o ambiente natural e se
restrinjam ao previsto nos respectivos Planos de Manejo.

Artigo 9º - Não são permitidas, dentro das áreas dos Parques Nacionais, quaisquer obras de barragens,
hidroelétricas, de controle de enchentes, de retificação de leitos, de alteração de margens e outras
atividades que possam alterar suas condições hídricas naturais.

Parágrafo Único - Quaisquer projetos para aproveitamento limitado e local dos recursos hídricos dos
Parques Nacionais, devem estar condicionados rigorosamente ao objetivo primordial de evitar alterações ou
perturbações no equilíbrio do solo, água, flora, fauna e paisagem, restringindo-se ao indicado no seu Plano
de Manejo.

Artigo 10 - É expressamente proibida a coleta de frutos, sementes, raízes ou outros produtos dentro da
área dos Parques Nacionais.

Parágrafo Único - A coleta ou apanha de espécimes vegetais só será permitida para fins estritamente
científicos, de acordo com projeto a ser aprovado pela Presidência do Instituto Brasileiro de
Desenvolvimento Florestal - IBDF, ouvido a Departamento Nacional de Parques Nacionais e Reservas
Equivalentes, e quando seja de interesse dos Parques Nacionais.

Artigo 11 - O abate e o corte, bem como o plantio de árvores, arbustos e demais formas de vegetação só
serão admitidos nas Zonas de Uso Intensivo, Uso Especial e Histórico-Cultural, mediante as diretrizes dos
respectivos Planos de Manejo.

Parágrafo Único - Nas Zonas de Uso Intensivo e de Uso Especial, os arranjos paisagísticos darão
preferência à utilização de espécies das formações naturais dos ecossistemas do próprio Parque Nacional,
limitando-se ao mínimo indispensável a utilização de espécies estranhas à região.

Artigo 12 - Nas Zonas Intangível, Primitiva e de Uso Extensivo, não será permitida interferência na
sucessão vegetal, salvo em casos de existência de espécies estranhas ao ecossistema local, ou quando
cientificamente comprovada a necessidade de restauração.

Parágrafo Único - A necessidade de eliminação de espécies estranhas comprovar-se-á por pesquisa


científica.

Artigo 13 - É expressamente proibida a prática de qualquer ato de perseguição, apanha, coleta,


aprisionamento e abate de exemplares da fauna dos Parques Nacionais, bem como quaisquer atividades
que venham a afetar a vida animal em seu meio natural.

Parágrafo Único - A coleta ou apanha de espécimes animais só será permitida para fins estritamente
científicos, de acordo com projeto a ser aprovado pela Presidência do Instituto Brasileiro de
Desenvolvimento Florestal - IBDF ouvido o Departamento de Parques Nacionais e Reservas Equivalentes e
quando seja do interesse dos Parques Nacionais.

Artigo 14 - É vedada a introdução de espécies estranhas aos ecossistemas protegidos.


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Artigo 15 - A título de regra geral, o controle da população animal ficará entregue aos fatores naturais de
equilíbrio, incluindo os predadores naturais.

§ 1º - O controlo adicional será permitido em casos especiais, cientificamente comprovados, desde que
realizado sob orientação de pesquisador especializado e mediante fiscalização da Administração dos
Parques Nacionais.

§ 2º - É proibido o exercício de caça esportiva ou amadorista no recinto dos Parques Nacionais, ainda que
para efeito de controle da superpopulação animal.

Artigo 16 - Os animais domésticos, domesticados ou amansados, sejam aborígines ou alienígenas, não


poderão ser admitidos nos Parques Nacionais.

Parágrafo Único - Em caso de necessidade, poderá ser autorizada, pela Presidência do Instituto Brasileira
de Desenvolvimento Florestal – IBDF, ouvido o Departamento de Parques Nacionais e Reservas
Equivalentes, a introdução e permanência de animais domésticos destinados ao serviço dos Parques
Nacionais, observadas as determinações do respectivo Plana de Manejo.

Artigo 17 - Os exemplares de espécies alienígenas, serão removidos ou eliminados com aplicação de


métodos que minimizem perturbações no ecossistema e preservem a primitivismo das áreas, sob a
responsabilidade de pessoal qualificado.

Parágrafo Único - Se a espécie já estiver integrada no ecossistema, nele vivendo como naturalizada e se,
para sua erradicação, for necessário o emprego de métodos excessivamente perturbadores do ambiente,
permitir-se-á sua evolução normal.

Artigo 18 - Somente será realizado o controle de doenças e pragas, mediante autorização fornecida pela
Presidência do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF, ouvido a Departamento de Parques
Nacionais e Reservas Equivalentes, após apreciação de projeto minucioso, baseado em conhecimentos
técnicos, cientificamente aceitos e sob direta supervisão dos respectivos diretores.

Artigo 19 - É lícito reintroduzir espécies, ou com eles repovoar os Parques Nacionais, sempre que estudos
técnico-científicos aconselharam essa prática, e mediante autorização da Presidência do Instituto Brasileiro
de Desenvolvimento Florestal - IBDF, ouvido o Departamento de Parques Nacionais e Reservas
Equivalentes.

Artigo 20 - Toda e qualquer instalação necessária à infra-estrutura dos Parques Nacionais, sujeitar-se-á a
cuidadosos estudos de integração paisagística, aprovados pela Presidência do Instituto Brasileiro de
Desenvolvimento Florestal - IBDF, ouvido o Departamento de Parques Nacionais e Reservas Equivalentes.

Artigo 21 - É expressamente proibida a instalação ou afixação de placas, tapumes, avisos ou sinais,


quaisquer outras formas de comunicação audiovisual ou de publicidade que não tenham relação direta com
o programa interpretativo dos Parques Nacionais.

Artigo 22 - É vedado o abandono de lixo, detritos ou outros materiais, que maculem a integridade
paisagística, sanitária ou cênica dos Parques Nacionais.

Artigo 23 - É expressamente proibida a prática de qualquer ato que possa provocar a ocorrência de
incêndio nas áreas dos Parques Nacionais.

Parágrafo Único - O fogo só será usado como técnica de manejo, quando indicado no Plano de Manejo.

Artigo 24 - É vedada a execução de obras que visem a construção de teleféricos, ferrovias, rodovias,
barragens, aquedutos, oleodutos, linhas de transmissão ou outras, que não sejam de interesse do Parque
Nacional.
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Artigo 25 - O desenvolvimento físico dos Parques Nacionais limitar-se-á ao essencialmente adequado para
o seu manejo.

Artigo 26 - A locação, os projetos e os materiais usados nas obras dos Parques Nacionais devem condizer
com os ambientes a proteger e revestir-se da melhor qualidade possível.

Artigo 27 - Só serão admitidas residências nos Parques Nacionais, se destinadas aos que exerçam
funções inerentes ao seu manejo.

§ 1º - As residências concentrar-se-ão nas áreas indicadas no respectivo Plano de Manejo, de preferência


na periferia dos Parques Nacionais e afastadas da Zona Intangível.

§ 2º - O uso de residências nos Parques Nacionais obedecerá à regulamentação própria, a ser estabelecida
quando da aprovação de seu Plano de Manejo.

Artigo 28 - Só será permitida a construção de campos de pouso na área dos Parques Nacionais, quando
revelar-se impraticável sua localização fora de seus limites ou quando indicada no Plano de Manejo,
excluído o uso indiscriminado pelo público.

Artigo 29 - Os despejos, dejetos e detritos que se originarem das atividades permitidas nos Parques
Nacionais, deverão ser tratados e expelidos além de seus limites.

Parágrafo Único - Sempre que tal medida revelar-se impossível, serão empregadas técnicas adequadas,
tais como: aterro sanitário, incineração ou qualquer outra forma de tratamento que torne os detritos inócuos
para o ambiente, seus habitantes e sua fauna.

Artigo 30 - A utilização dos valores científicos e culturais dos Parques Nacionais, impõe a implantação de
programas interpretativos que permitam ao público usuário compreender a importância das relações
homem-meio ambiente.

Artigo 31 - Para recepção, orientação e motivação do público, os Parques Nacionais disporão de Centros
de Visitantes, instalados em locais designados nos respectivos Planos de Manejo e onde se proporcionará
aos visitantes oportunidade para bem aquilatar seu valor e importância.

Artigo 32 - Os Centros de Visitantes disporão de museus, de salas de exposições, e de exibições, onde se


realizarão atividades de interpretação da natureza, com a utilização, de meios audiovisuais, objetivando a
correta compreensão da importância dos recursos naturais dos Parques Nacionais.

Artigo 33 - Para o desenvolvimento das atividades de interpretação ao ar livre, os Parques Nacionais


disporão de trilhas, percursos, mirantes e anfiteatros, visando a melhor apreciação da vida animal e vegetal.

Artigo 34 - As atividades desenvolvidas ao ar livre, os passeios, caminhadas, escaladas, contemplação,


filmagens, fotografias, pinturas, piqueniques, acampamentos e similares, devem ser permitidos e
incentivados, desde que se realizem sem perturbar o ambiente natural e sem desvirtuar as finalidades dos
Parques Nacionais.

Artigo 35 - Sempre que possível, os locais destinados a acampamento, estacionamento, abrigo,


restaurante e hotel, localizar-se-ão fora do perímetro dos Parques Nacionais.

Parágrafo Único - Sempre que absolutamente necessária, com o fim de proporcionar ao público maiores
oportunidades de apreciar e de se beneficiar dos valores dos Parques Nacionais, a localização dessas
facilidades dentro dos seus limites, restringir-se-á às zonas de Uso Intensivo, nas condições previstas no
Plano de Manejo.

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Artigo 36 - A direção dos Parques Nacionais poderá permitir a venda de artefatos e objetos adequados às
finalidades de interpretação.

Artigo 37 - As atividades religiosas, reuniões de associações ou outras eventos, só serão autorizados pela
direção dos Parques Nacionais, quando:

I - existir entre o evento e o Parque Nacional uma relação real de causa e efeito;

II - contribuírem efetivamente para que o público bem compreenda as finalidades dos Parques Nacionais;

III - a celebração do evento não trouxer prejuízo ao patrimônio natural a preservar.

Artigo 38 - São proibidos o ingresso e a permanência nos Parques Nacionais de visitantes portando armas,
materiais ou instrumentos destinados a corte, caça, pesca ou quaisquer outras atividades prejudiciais à
fauna e à flora.

Artigo 39 - As atividades de pesquisa, estudos e reconhecimento, somente serão exercidas após


autorização prévia da Presidência do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF, ouvido o
Departamento de Parques Nacionais e Reservas Equivalentes, obedecendo sempre os termos da
convenção para Proteção das Belezas Cênicas, da Flora e da Fauna dos Países da América.

Artigo 40 - Autorizações especiais para estudo ou pesquisa somente serão concedidas nos seguintes
casos:

I - quando do interesse ao manejo do próprio Parque Nacional;

II - se indispensáveis para dirimir dúvidas biológicas a respeito das espécies dificilmente encontráveis fora
da área protegida.

§ 1º - Não se permitirá a coleta ou apanha de espécimes para formar coleções ou mostruários, exceto
quando de interesse exclusivo do Parque Nacional.

§ 2º - Para obtenção de autorização especial é indispensável que o interessado pertença a instituição


científica oficial ou credenciada, ou que a elas seja indicado.

Artigo 41 - O estudo para criação de Parques, Nacionais deve considerar as necessidades do sistema
nacional de unidades de conservação, onde amostras dos principais ecossistemas naturais fiquem
preservadas, evitando-se o estabelecimento de unidades isoladas que não permitam total segurança para a
proteção dos recursos naturais renováveis.

Artigo 42 - Propostas para criação de Parques Nacionais devem ser precedidas de estudos demonstrativos
das bases técnico - científicas e sócio-econômicas, que justifiquem sua implantação.

Artigo 43 - O Decreto de criação de Parques Nacionais estabelecerá o prazo dentro do qual será
executado e aprovado o respectivo Plano de Manejo.

§ 1º - Para os Parques Nacionais já criados, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF,


providenciará, dentro do prazo máximo de 5 (cinco) anos, a elaboração dos respectivos Planos de Manejo.

§ 2º - O Plano de Manejo sofrerá revisão periódica a cada 5(cinco) anos, obedecendo-se no entanto o
estabelecido no plano básico.

Artigo 44 - Os Parques Nacionais disporão de estrutura administrativa compreendendo: direção, pessoal,


material, orçamento e serviços.

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Artigo 45 - Os Parques Nacionais serão dirigidos por diretores designados pela Presidência do Instituto
Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF, escolhidos entre pessoas de reconhecida capacidade
técnico - científica no que se refere a conservação da natureza.

Artigo 46 - O horário normal de trabalho nos Parques Nacionais é idêntico ao fixado para a serviço público
federal, ressalvados os regimes especiais estabelecidos no regimento interno de cada Parque, para atender
a atividades específicas.

Artigo 47 - A visitação a utilização de áreas de acampamento, abrigos coletivos ou outros nos Parques
Nacionais, ficam condicionadas ao pagamento das contribuições fixadas pela Presidência do Instituto
Brasileira de Desenvolvimento Florestal - IBDF.

Artigo 48 - As rendas resultantes do exercício de atividades de uso indireto dos recursos dos Parques
Nacionais, bem como subvenções, dotações e outras que estes vierem a receber, inclusive as multas
previstas neste regulamento, serão recolhidas ao Banco Nacional de Crédito Cooperativo S. A - BNCC, a
crédito do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF.

Artigo 49 - As pessoas físicas ou jurídicas, que infringirem as disposições do presente Regulamento, ficam
sujeitas às seguintes penalidades:

I - multa;

II - apreensão;

III - embargo.

§ 1º - Se o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-ão aplicadas,


cumulativamente, as penalidades a elas cominadas.

§ 2º - A aplicação das penalidades previstas neste Regulamento não exonera o infrator das cominações
civis ou penais cabíveis.

Artigo 50 - Multa é a penalidade pecuniária aplicada ao infrator pelos fiscais do Parque Nacional e fixada
com base no maior valor de referência vigente no País.

Parágrafo Único - As multas, consoante a gravidade da infração, classificam-se em:

I - Preventiva - relativas à ação ou omissão do que resulte perigo de dano, e à presença em locais proibidos
ao acesso humano. Valor: 1(um) valor de referência;

II - Repressivas - relativas à ação ou omissão de que resulte dano real à flora, à fauna ou a instalações do
Parque Nacional, e às obras ou iniciativas tais como referidas no art. 52. Valor: de 2 (dois) a 50 (cinqüenta)
valores de referência.

Artigo 51 - Apreensão é a captura de armas, munições, material de caça ou pesca, e do produto da


infração, irregularmente introduzidos ou colhidos no Parque.

Parágrafo Único - Dá lugar à apreensão e simples posse dos objetos ou produtos referidos neste artigo,
independentemente da aplicação de multa.

Artigo 52 - Embargo é a interdição de obras ou iniciativas não expressamente autorizadas ou previstas no


Plano de Manejo, ou que não obedeçam às prescrições regulamentares.

Parágrafo Único - Ocorrendo o embargo, o infrator será obrigado a reparar os danos, sem prejuízo da
aplicação de multa repressiva.
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Artigo 53 - Respondem solidariamente pela infração:

I - Seu autor material;

II - O mandante;

III - Quem, de qualquer modo, concorra para a prática da mesma.

Artigo 54 - Se a infração for cometida por servidor do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal -
IBDF, a penalidade será determinada após a instauração de processo administrativo, na forma da
legislação em vigor.

Artigo 55 - A multa será fixada em função da gravidade da infração e dos prejuízos que o ato que a
caracterizou causar ao patrimônio natural e material dos Parques Nacionais.

Artigo 56 - Para cada Parque Nacional será baixado, quando da aprovação de seu Plano de Manejo, um
regimento interno que particularizará situações peculiares, tendo como base o presente Regulamento.

Artigo 57 - Os casos omissos serão resolvidos pela Presidência do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento
Florestal - IBDF.

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