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Manual do Professor.

História da América

Vanderson Amaral dos Santos


Oséias Pereira Lima

1
Manual do Professor

Para o (a) Professor (a).


O presente manual tem por objetivo principal ajudar no ensino da história da
América Pré-Colombiana, trazendo sugestões que auxiliem na sala de aula. Esse
manual traz indicação de textos, filmes e documentários, cujos quais, esclarecem
um pouco a respeito das "Sociedades assassinadas".

O conteúdo nele elaborado, tem o intuído de intensificar o interesse dos


alunos no conteúdo, chamando a atenção dos mesmos para a cultura,
características, e costumes dessas tão importantes sociedades que são os Incas,
Astecas e Maias, isso através de escritos, a cerca destes aspectos, dentre outros,
produzidos por historiadores, cujo foco era a organização e trajetória desses povos,
perpassada pela sua colonização e exploração pelos europeus.

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Sumario

Unidade 1 – Incas, Maias e Astecas: Sociedades Pré-Colombianas .........................................4

Capitulo 1 - Introdução ao conteúdo, e aspectos iniciais............................................5

Capitulo 2 – Incas, Maias e Astecas e a colonização..................................................7

Capitulo 3 – utilizando o livro didático e outros métodos...........................................15

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Nessa unidade buscaremos
Capitulo 1 - Introdução ao
conteúdo, e aspectos tratar das sociedades andinas e
iniciais. mesoamericanas, para isso,
dividimos a unidade em três
capítulos, para melhor trabalhar o
assunto.
Capitulo 2 - Incas, Maias e
Astecas e colonização No capitulo um iremos
tratar de formas de introduzir o
conteúdo em sala de aula, pois
sabe- se que há várias coisas pra
Capitulo 3 - Utilizando o
se falar sobre esses povos.
livro didatico e outros
metodos. O capitulo dois tratará mais
do conteúdo em sí mostrando
como esses povos se
estabeleceram na região, e como
foi a colonização.

Trata da questão desses povos, e logo em cima disso No terceiro


traremoscapitulo, iremos
os textos dos
trazer
grandes historiadores, e tentaremos discorrer sobre como o livro
os Incas, Maiaspara o debate
e Astecas estão
representados nos textos dos livros didáticos. mostrando como ele

4
Capitulo
Introdução ao conteúdo, e aspectos iniciais.
1

Para dar inicio ao conteúdo, pode se


trabalhar de varias formas, sempre lembrando
que o publico alvo é o aluno, e para uma melhor
compreensão por parte deles tem que buscar
métodos que prenderão sua atenção, e isso é
bastante complicado, pois não se sabe o que
fazer para esse aluno prestar a atenção devida.

Contudo, quando se trata dos povos pré-


colombianos, você pode da introdução falando
Imagem referente a cultura Asteca de varias formas, que com certeza chamarão
atenção dos alunos.

Para dar inicio ao conteúdo, você pode trazer vários aspectos diferentes, como
falar das guerras, da economia, das construções, dos rituais, dos seus deuses, ou de
como funcionava a agricultura, levando em conta o assunto que seus alunos mais
gostam.

As construções desses povos são grandiosas, e a forma como eles se organizavam


como sociedades complexas também são pontos de vista muito interessante de se
abordar de inicio.

A “descoberta” dessas novas terras vieram carregadas de sangrentas batalhas


onde muitos índios perderam suas vidas, o autor Miguel Leon-Portella trata da visão dos
índios da colonização, onde ele mostra como foi aterrorizante para essas pessoas, esse
contato com esses colonizadores, ele coloca que quando os europeus chegaram no
continente, os Astecas acreditaram que eles fossem deuses, tem até um episodio
tratado por esse autor a partir das crônicas dos escritores da época, que fala que os
europeus esperaram esses povos se reunirem em um ritual, para dizima-los.

A partir das crônicas que o Miguel traz em seu texto dá para fazer algumas
reflexões com os alunos, pois é colocado dessas crônicas os pontos de vista dos índios, e
isso é bastante importante, pois só vemos nos livros o ponto de vista Eurocêntrico.

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Para dar inicio da aula também pode ser falado de como esses povos se
embeleceram na região onde hoje é denominada de américa, pois tem algumas teorias
que explicam o acontecimento, alguns teóricos acreditam que esses primeiros homens
chegaram onde hoje é a américa, pelo oceano pacifico, vindo através de pequenas
embarcações, e Ciro Flamarion defende a tese de que eles chegaram vindos de onde hoje é
o continente asiático, pelo estreito de Bering na ultima glaciação.

A partir da Imagem onde


mostra o estreito de Bering pode
se fazer questionamentos aos
alunos, para participarem da
aula, pois o uso da imagem em
sala de aula deixa a aula mais
dinâmica e prende mais a
atenção dos alunos.

Através da imagem ao lado


pode ser problematizado os
motivos que fizeram esses
homens se deslocarem até a
Imagem referente a localização do estreito de Bering, onde América.
varias teorias afirmam que foi por onde os primeiros homens
passaram para chegar na América.

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Capítulo
Incas, Maias e Astecas e a colonização
2

Mesmo antes do contato dos europeus com as terras americanas, milhões de


indivíduos já a habitavam, para ser mais exato, 88 milhões de ameríndios já viviam no
continente. Esses povos se organizavam em povoados, tribos, mas também em sociedades
complexas, como é o caso dos Incas, Maias e Astecas, cujos quais, de forma significativa, se
organizavam social, política e economicamente.

Entre outras características aplicava-se a eles, o alto desenvolvimento tecnológico,


bastante elevado para a época, especialmente nas áreas da arquitetura, matemática e
astronomia. Um importante questionamento pode vir a surgir: "Mas como esses povos
chegaram ao território americano?", e tentaremos respondê-lo.

Dentre as Teorias de
povoamento, vemos a que afirma
que os primeiros grupos humanos,
vindo da Ásia, chegaram ao
continente ao atravessar o Estreito
de Bering. Até esse ponto,
também se vê afirmado por Ciro
Flamarion em "América pré-
A imagem mostra os caminhos percorridos pelos
colombiana”. homens para chegar na América.

A travessia citada anteriormente se deu na última glaciação, quando coberto de gelo,


o estreito ligou o continente americano ao asiático, como os humanos que fizeram essa
travessia não dominavam as técnicas de navegação, a mesma foi feita a pé, sobre a camada
de gelo, que se estende de um continente ao outro. Ciro Flamarion afirma em seu texto
ainda, que em relação a datação máxima, para o início do povoamento, a aplicação do
carbono 14 proporcionou datas seguras e numerosas para o século X a. C.

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Quanto a sua localização, eles se organizavam na atual região da Cidade do México,
no decorrer do século XIV e XVI. Eles eram politeístas - seus principais deuses eram ligados
ao ciclo solar ou atividade agrícola -, e fortemente influenciados pela religião. E como
exemplo, vemos a realização de sacrifícios humanos, apenas para agradar aos deuses, pedir
por fertilidade, dentre outras coisas.
O sacrifício humano era Na imagem
um ritual que havia sido pode-se ver a
realização de
praticado há milhares de anos. Os um sacrifício
sacrifícios humanos foram humano ao
realizados em todo o México, deus sol.
embora com suas
particularidades em cada região
ou cultura.

Baseados na religião e na crença de que o imperador seria uma espécie de


encarnação dos deuses, seu sistema político desenvolvia-se a partir da teocracia. Tais povos
tinham uma visão altamente hierarquizada.

Outro aspecto importante era o


tratamento destinado aos camponeses,
basicamente a formação das camadas
mais baixas, visto que estes eram
obrigados a prestar serviços em
grandes obras de interesse público e
ainda se viam obrigados a pagar altos
impostos ao imperador.

Moctezuma II (1466-1520), governante


(tlatoani) asteca.

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A sociedade era extremamente dividida, em: escravos, maceualli (ou calpulli), artesãos
e comerciantes, pochtecas, sacerdotes e dignitários civis e militares. Ou, de forma mais
fácil: escravos, comerciantes, guerreiros, sacerdotes e nobres.

Eram originários de povos


mesoamericanos, dos quais os
Chichimecas se destacavam, pois
com a queda dos Toltecas,
conseguiram dar origem aos
astecas.

Desenvolveram uma
escrita muito complicada e um
calendário baseado no ano solar
de 365 dias. Possuíam
conhecimento de astronomia
que deixaram os cientistas
Pirâmide representando a divisão social do império Asteca. modernos espantados.

Abordando o aspecto econômico, é possível afirmar que sua base era a agricultura
onde o principal elemento cultivado era o milho, a pimenta, o tomate, a mandioca, o
fumo, e o cacau. E como eram bem desenvolvidos, tinham um sistema de irrigação
bastante avançado, com aquedutos e canais por onde transitavam seus barcos.

Possuíam uma vasta rede de comércio e tinham um sistema de administração


tributária. Seu comércio, depois da agricultura, desempenhava um importante papel na
economia. Em grandes mercados, as pessoas realizavam trocas de artesanato, alimentos,
pequenos animais, utensílios e ervas medicinais.

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A zona que os Maias ocupavam equivale aos distritos dos atuais, México, Honduras,
Beliza e El Salvador.

No que se fala sobre religião, os Maias


ainda hoje não são muito bem compreendidos
pelos historiadores. Eles acreditavam na
existência de três planos principais no cosmo: a
Terra, o Céu e o Submundo. Além disso, eles
realizavam sacrifícios humanos e animais, para
renovarem ou estabelecerem relações com o
mundo dos deuses. Os deuses Maias não eram
entidades separadas como os deuses gregos e
sequer existia separação entre o bem e mal. A
adoração de vários deles era feita conforme a Os maias praticavam o sacrifício de
época e suas necessidades. animais e humanos. Normalmente eram
sacrificados animais nos rituais religiosos.
Na imagem está representado um
sacrifício animal.

A economia dos Maias era baseada na agricultura, onde se cultivavam, milho (de
três espécies), algodão, tomates, cacau, batatas e frutas. Devido às suas técnicas
rudimentares e itinerantes, a irrigação realizada por eles, veio a contribuir para a
destruição de florestas tropicais nas terras onde viviam, o que acabou levando-os, com o
tempo, a buscar solos mais férteis, visto que a escassez dos produtos os "forçaram" a
investir na agricultura, como é o caso do terraço para evitar erosões, a drenagem dos
pântanos para se obter as condições necessárias para o plantio, e o uso das queimados
no cultivo de milho.

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Além da agricultura, a
economia dos mais contava também
com a caça, a pesca e o comércio,
onde se costumava usar, além do
ouro, da prata, do jade, de conchas
do mar e plumas coloridas,
sementes de cacau e sinetas de
cobre, como unidade troca. Para
dinamizar ainda mais, eles usavam
tecidos, cerâmicas, mel, escravos,
etc., e as realizavam através de
estradas e canoas.
Imagem utilizada para representar a atividade de
comércio/troca, uma das bases da economia maia.

Os Povos Incas viveram


durante o período pré-
colombiano, numa região que
abrangia o Peru, Chile, Bolívia,
Equador e Argentina (mais
especificamente a Cordilheira
dos Andes).

Imagem de Cuzco, antiga capital do império Inca.

Os povos foram consideravelmente muito numerosos, conseguindo alcançar a


marca de quinze milhões de integrantes, em duas décadas. No seu início, eram formados

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por índio da etnia quíchua, e dessa forma, viveram ao redor de Cuzco, que
posteriormente virou a capital do Império.

Entre as realizações culturais dos Incas se encontra: a arquitetura, a construção de


estradas, pontes e engenhosos sistemas de irrigação.

Merece destaque, o fato de a expansão do território dessas civilizações, apenas


crescer sob o comando do imperador Pachacuti (o homem mais poderoso da América
enquanto comandou os incas), contando com exércitos grandes, organizados e bem
treinados.

Quando se fala em Religião, os


Incas marcam pela sua adoração a
vários elementos da natureza, como o
sol, a lua, e a terra, sendo que a ele é
pedido bênçãos como melhores
colheitas ou êxito em combates com os
rivais. O sacrifício aparece nos incas
como uma forma de retribuição, de
agradecimento, pelas conquistas
alcançadas - o sacrifício de humanos
Culto ao sol. era normal.

Trazendo a política inca para o debate, sabe-se que tanto o fato de outras
populações terem sido militarmente subordinadas a esta civilização, quanto o fato de a
expansão de seu território que se deu por meio de uma série de vitórias militares - que
intimidavam os outros povo - serviram para reafirmar o poder dos Incas , sem contar que
a organização militar do seu governo imperial ocorreu a partir dessa série de vitórias.

Assim como com os Astecas e Maias, a agricultura era sua principal atividade
econômica. Onde se plantava mais de setecentas espécies de vegetais, com destaques
para batatas, batatas doce, milho, pimenta, algodão, tomates, amendoim, mandioca e
um grão chamado quinua. Mas, além da agricultura, a caça também integrava a base da
economia inca, haja vista que através dela se fornecia carne, couro e plumas que usava
em seus tecidos. Não se usava moeda, priorizavam-se as trocas ou escambos, onde até o
trabalho era remunerado com mercadorias e comida.

O ultimo aspecto, mas não menos importante, que integrava a economia inca era o
fato de que todos os níveis da sociedade deveriam pagar tributos ao imperador inca.

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É importante explicitar que a "Conquista" do continente americano por parte dos
europeus, se deu, basicamente, de forma semelhante para com os três povos aqui
abordados, e feito essa observação, queremos deixar claro que tentaremos abordá-la de
uma forma mais geral, destacando a visão, tanto dos espanhóis, quanto a dos indígenas.

O primeiro contato que os espanhóis tiveram com os indígenas foi com os povos
astecas, depois eles conquistaram os Incas e só depois veio a conquista dos Maias. E para
melhor compreender o ponto de vista dos vencidos na conquista das terras altas da
Guatemala, há vários relatos e crônicas em idiomas Cakchiiquel e Quiché.

Como no mundo asteca, assim também se pensou inicialmente, nas terras altas
da Guatemala, que os estrangeiros eram deuses, e o mesmo é comprovado em uma
passagem retirada do livro "A conquista da América Latina pelos índios; relatos astecas,
maias e incas", mas especificamete no capítulo referente a Memória Maia da Conquista,
de Miguel León-Portilla:

Seus rostos eram estranhos

os senhores os tomaram por deuses,

nós mesmos vosso pai,

fomos vê-los

quando entraram em Yximchée.

Diferente dos povos Maias das terras altas da Guatemala, os Maias de Yucatán
não pensaram que os estrangeiros eram deuses. Mesmo no começo eles já os chamavam
de "dzules", que significa forasteiros. Outro nome dado ao europeus foi "comedores de
anonas".

Mas o traço mais interessante dos testemunhos maias, no qual se pode perceber
o que chamamos de sua "visão filosófica da Conquista", está nos juízos que emitiram a
respeito dela.

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Lemos em Chilam Balam de Chumayel:

Então tudo era bom

e então (os deuses) foram abatidos.

Havia neles sabedoria

Não havia então pecado...

Não havia então enfermidade,

não havia dor de ossos,

não havia febre para eles,

não havia varíola...

Retamente erguido ia seu corpo então.

Não foi assim que fizeram os dzules

quando chegaram aqui.

Eles nos ensinaram o medo,

vieram fazer as flores murchar.

Para que sua flor vivesse,

danificaram e engoliram nossa flor...

E acrescenta mais abaixo:

Castrar o sol!

Isso vieram fazer aqui os dzules.

Ficaram os filhos de seus filhos,

aqui no meio do povo,

esses recebem sua amargura...

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Capítulo
Utilizando o livro didático e outros métodos
3

Para a prática da docência, sabemos a importância do livro didático, pois é a


partir das informações contidas neles que o professor media sua aula. O professor tem
que levar em conta outros métodos para deixar sua aula mais rica em conhecimentos,
pois o livro didático ainda traz o conteúdo de forma muito objetiva, e resumida, levando
em consideração a contidade de conteúdos que o professor tem que ensinar em pouco
tempo. A partir da leitura dos textos propostos na cadeira de América e a leitura do livro
didático, e com a utilização das aulas de didática do ensino de história, irei fazer uma
alise do livro de historia do 1º ano do ensino médio, com intuito de trazer o conteúdo e
forma com ele aborda as civilizações que viviam nas américas antes da chegada dos
europeus no que hoje conhecemos como continente americano.
Geralmente esses livros didáticos tratam da questão dos povos pré-colombianos
em apenas um capítulo, como é o caso desse livro analisado, em apenas três paginas o
livro tenta passar informações referente aos Incas, Maias e Astecas, porém, é importante
ressaltar que mesmo de forma bastante resumida não tem como trabalhar esses povos
em apenas três páginas, pois todos eles são civilizações bastante complexas, e isso
poderia ser problematizado em sala.
Na primeira página do texto é abordada a América antes dos europeus, porém, de
forma bastante sucinta, e eurocêntrica, pois o livro junta em um tópico só, Maias e
Astecas. fala de inicio, da civilização matriz, a olmeca, porém não traz nenhuma
informação sobre os Olmeca, mesmo sendo difícil de pesquisar essa civilização, alguns
textos historiográficos abordam ela, e poderiam servir de auxilio na aula.
No decorrer dos próximos parágrafos o livro fala da civilização Maia, mostrando a
localização, e dizendo que eles tinham cidades-estados, e logo falando que eram
governadas por um soberano, com ajuda dos militares, apoio de sacerdotes e de
membros nobres. O livro poderia falar mais das cidades-estados formadas pelos Maias,
pois classificam essas civilizações como complexas pela questão como eles se
organizavam de forma hierárquica e politica, como o Ciro Flamarion trata no seu texto
"Agricultura Intensiva e urbanização: as altas culturas pré- colombianas" do livro
"América pré-colombiana", mesmo que tratando dessas civilizações a partir da
perspectiva do marxismo, Ciro aborda a formação das cidades-estados de forma que
possa ser utilizado como complemento em sala para trabalhar melhor os surgimentos e
funcionamento dessas cidades-estados.
As construções Maias também são citadas no livro didático de forma bastante
rápida, e a fascinação desse povo pelos astros, talvez por causa da crença desses povos
nos astros, o livro didático não deixa isso claro. O livro apenas dá informações soltas a
respeito dos povos.

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Os Astecas são citados como sendo o povo que dominava conhecimentos
matemáticos e que desenvolveram um calendário solar, e que possuía escrita e uma
engenharia avançada, que poderia ser vista a partir dos templos e pirâmides. Ao falar dos
Astecas o livro, também, se abstem de diversas informações que são muito importantes
para a formação dos alunos, ele deixa de fora a agricultura e sua complexidade, a partir
do que falta no livro, o professor deve pesquisar por fora para poder adentrar nesse
tema tão importante que é a agricultura dos Astecas, falando de agricultura os povos
anteriores aos Astecas que utilizavam uma técnica chamada Chinampas, técnica essa que
utilizava os lagos, onde eles faziam uma camada de barro e matos para plantar em cima
dos logos, essas técnicas referente aos povos não poderiam ficar de fora do livro didático,
porém cabe ao professor não deixar que elas fiquem de fora das aulas.
O segundo tópico recebe o titulo de "Os Incas", é um tópico destinado a falar dos
Incas, mas olhando longo de inicio, já se tem a impressão que o texto não abordará essa
civilização por completo, pois é um tópico muito curto. O tópico de forma geral, repeti o
que aconteceu quando livro fala dos Astecas e dos Maias, o texto trás informações soltas
e diretas, porém deixa de fora varias informações que são necessárias que todos saibam,
como aspectos da cultura, pois é um povo que é coberto por signos culturais e que tem
uma crença, e através disso tem seus rituais que precisam ser trabalhados com os alunos.
O capítulo seguinte trata da conquista espanhola do território que antes era dos
Astecas, Incas e Maias. O capítulo se inicia com a conquista do México, o texto fala que
os espanhóis tomaram para sí as ilhas do caribe, e muitos anos depois foi que chegaram
no continente. O livro coloca apenas que os Astecas trataram os europeus
amigavelmente, todavia não diz que os Astecas acreditavam que os europeus fossem
deuses, no livro "A conquista da América Latina vista pelos índios" do autor Miguel Leon-
Portilla que trata desse assunto mostrando a visão dos índios sobre a conquista, tem um
trecho que afirma que os astecas acreditavam que eles eram deuses. O livro fala das
doenças que mataram os Astecas e diz que foi isso que fez com que os Astecas
perdessem a guerra, o texto também fala dos povos rivais aos Astecas que se aliaram aos
espanhóis para lutar.
Logo mais na frente, tem um tópico para falar da queda dos Incas, onde ele fala
que os espanhóis chegaram com 168 homens, e que se depararam com um exercito de
80 mil homens, mesmo assim capturaram o imperador Inca, e pediram muito ouro como
recompensa, porem ao receber esse ouro os espanhóis mataram o imperador e pouco
tempo depois o território Inca estava sob posse dos espanhóis. A forma como esse tópico
é escrito faz parecer que tudo foi muito simples, contudo tem todo um processo para
chegar aonde chegou.
O conteúdo sobre os índios finaliza no ultimo tópico que fala sobre a colonização,
e o que os espanhóis fizeram nas terras Fala muito pouco da utilização da mão de obra
de indígena, sendo que o índio foi muito escravizado. O livro trás como era o modo de
plantação e de distribuição das terras tomadas, mas ai não expõe em que condições
ficaram os indígenas que sobreviveram.

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O filme Apocalypto
trata muito bem da temática,
pois trás em seu enredo o
Mel Gibson dirigiu esta ação sobre o cotidiano da dominação Maia
colapso da civilização Maya usando sob tribos pequenas, e todos
o ponto de vista de um jovem os costumes dessas tribos.
guerreiro. Rudy Youngblood, Dalia Esse filme se faz interessante
Hernandez, Jonathan Brewer, Raoul para os historiadores, pois
Trujillo
Trujillo rompe com a tradição dos
“filmes históricos”
hollywoodianos ao ser falado
no idioma “original” dos
homens retratados na tela.

O filme retrata sem pudores a violência dos sacrifícios humanos nas sociedades pré-colombianas na
América; e, principalmente, distancia-se da visão de “bom selvagem” que persistiu no cinema nos últimos
tempos, completando de certa forma um movimento já iniciado na historiografia. Estes são méritos reais do
filme de Gibson, que devem ser ressaltados.

O livro de León, fala da


colonização do ponto de vista
dos índios, ele trás em sua obra
LEÓN-PORTILLA, Miguel. A relatos de pessoas da época que
Conquista da América passaram ou que ouviram e
Latina vista pelos índios. escreveram a experiência dos
Relatos astecas, maias e confrontos com os europeus, o
incas. Petrópolis: Vozes, texto é bastante interessante de
1987. se trabalhar em sala de aula,
pois conta com varias crônicas
que podem ser muito bem
trabalhadas e problematizadas
com os alunos.

Mel Gibson dirigiu esta ação


sobre o colapso17
da civilização
Maya usando o ponto de vista
de um jovem guerreiro. Rudy
É um documentário muito
Conta a história do explorador
interessante de se trabalhar em
Thor Heyerdal (Pål Sverre
sala, pois mostra a trajetória
Valheim Hagen) que teria
percorrida pelos primeiros
percorrido mais de quatro mil
povoadores da América, na
milhas em uma balsa de
tentativa de prova a teoria de que
madeira, no Oceano Pacífico,
o percurso entre a América do sul
em 1947. A travessia foi uma
e a Polinésia poderia ter sido
tentativa de provar que o
usado no período pré-colombiano.
percurso entre a América do
Sul e a Polinésia pode ter sido
realizado no período pré-
colombiano.

 http://ligadosnahistoria.blogspot.com.br/2010/04/o-povoamento-da-america.html
 http://www.historiadetudo.com/america-pre-colombiana
 https://www.estudopratico.com.br/povos-astecas-cultura-economia-e-religiao/
 https://www.estudopratico.com.br/civilizacao-maia-deuses-profecias-e-economia-destes-povos/
 CARDOSO, Ciro Flamarion. Introdução, Sociedades Pré - Agrícolas, Sociedades Agrícolas Pré-
Urbanas. In: _____ .América Pré-Colombiana. São Paulo: Editora Brasiliense, 1981
 : LEÓN-PORTILLA, Miguel (Org.). A Memória Maia da Conquista. In: ____. A conquista da América
Latina vista pelos índios; relatos astecas, maias e incas. Petrópolis: Vozes, 1984.
 Ser protagonista : história : revisão : ensino médio, volume único / obra coletiva concebida,
desenvolvida e produzida por Edições SM. — 1. ed. — São Paulo : Edições SM, 2014. — (Coleção ser
protagonista)

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