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LINHA E ARQUÉTIPO

CABOCLOS,
BAIANOS
E
POMBA GIRA
eBook Bônus
SUMÁRIO
Linha e arquétipo
dos CABOCLOS 04
Assentamento 18

Linha e arquétipo
dos BAIANOS 22
Assentamento 36

Linha e arquétipo das


Guardiãs POMBA GIRA 40
Assentamento 56
Ditado por
Sr. Caboclo Tupinambá
Por Rodrigo Queiroz

LINHA E ARQUÉTIPO
DOS
CABOCLOS
06 07

N
um tempo distante, milenar, habitou clareira abrigava uma tribo e num deter-
nas terras sagradas deste Brasil exu- minado momento a vida ao redor se apre-
berante um povo até hoje mal com- sentava escassa, por respeito levantava-se
preendido, interpretado pela vã concepção acampamento para habitar em nova região
daqueles que aportaram nesta terra com o permitindo que a natureza ali pudesse se re-
único interesse de consumir e apoderar-se compor, desta forma não agrediam sua ter-
da riqueza natural até então existente tão ra, sagrada.
bem tratada por milênios pelo povo anôni-
mo que era parte da fauna e da flora, que “Gigante pela própria natureza…” esta sa-
não se dissociava do meio que vivia, pois en- grada terra outrora imponente nos fazia
tendia que era parte do todo e sendo assim pensar que jamais se esgotaria e veja você…
devia reverências e preservação.
Este povo colhia somente o necessário para Este povo que por mérito e benção Divi-
o alimento, caçava para o alimento e tam- na que aqui habitou são os índios, que fo-
bém era caçado na forma de alimento, um ram extraídos de sua natureza, até a alma
ecossistema perfeito, natural. perdeu, assim ditou senhores da fé, disse-
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ram que nós não éramos dotados de alma


Dotados de inteligência, pois esta é a condi- e fincando a primeira espada a beira-mar,
ção humana, ainda que se movimentassem aliás chamavam esta espada de Cruz, de
mais pela intuição e instinto, sabiam pela ra- fato seu formato era uma cruz, mas saibam,
zão que não poderiam esgotar a vida por era uma espada, pois quando fincada nesta
onde passassem, sendo assim quando uma terra, dela verteu sangue e como uma fonte

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inesgotável, observe, até hoje os poros des- tegrando-se á natureza, percebendo numa
ta terra expelem e absorvem sangue… árvore a presença divina, numa folha parte
Mas isto é outra história! de uma Divindade, na água o néctar Divino,
nos animais seus irmãos e no ar sua essên-
Quero dizer que índio não era uma raça es- cia, uma simbiose perfeita e necessária para
piritual a parte, seres estranhos á natureza completar o ciclo da razão humana. Poucos
humana, posso dizer que uma condição hu- que como índios tiveram a oportunidade de
mana, ou melhor, um privilégio para aqueles encarnar, voltaram à carne, era como a úl-
que na sua existência errou, mas também tima passagem, para dali continuar a evolu-
acertou muito e alcançando um “bônus” divi- ção em outros planos.
no pôde nascer em uma tribo indígena, que Pequenos homens que por estarem tão dis-
existiu por todo o planeta, pois índio é o na- tante desta plenitude exterminaram o que
tivo, aquele que brotou da terra como qual- não era espelho, está aí o mal do homem
quer outra árvore, sua origem no plano físico moderno, o mal de narciso que estranha e
ainda é velado, então entenda que brotavam repudia tudo o que não é espelho.
da terra e por isso sentiam-se parte dela.
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Amamos a natureza, do Criador ao inseto


O índio era aquele espírito que já havia sa- mais “insignificante”. Somos Um.
ído do ciclo de vícios emocionais, como vin-
gança, ódio, sexo, vaidade, orgulho, avareza, Então fomos vilipendiados, usurpados e es-
etc., o humano que encarnou como índio ti- cravizados, como disse até a alma perdemos,
nha a oportunidade de viver a vida plena in- pregava-se que índio não ia pro céu, que iro-

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nia…Olha nós aqui, do “céu” falando a vocês.

Mas nada disso fez com que perdêssemos


o que por milênios cultivamos, o espírito não
se manchou e não fomos pegos pelos senti-
mentos trevosos que poderia fazer com que
tudo o que se tinha cultivado fosse jogado
trevas abaixo. Acaso você já viu em um tra-
balho de desobsessão um índio perturbando
um encarnado, acaso registrou um caso de
índio nas Trevas ou índio algum que se per-
deu no “mundo dos mortos”?

Fomos dizimados e nossa existência sendo


abafada, foi quando surgiu no plano astral
um movimento conhecido como Corrente
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Umbanda Astral, este movimento anunciava


a oportunidade para aqueles índios do pla-
neta que já desencarnados e impossibilita-
dos de prosseguirem com sua dinâmica de
desenvolvimento humano e espiritual pudes-
sem ter um campo de atuação, isso tudo é

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mais complexo e não cabe neste momento.

Importante é que fomos convocados, não


restou um e começamos a nos preparar
para trabalhar em benefício dos encarnados,
ainda sob o véu de outras religiões, pois não
tínhamos um campo religioso próprio para
nos manifestar. Mas isso pouco importava,
pois os caminhos da fé sempre convergem
ao mesmo destino.

Este movimento nos assentou num grau


evolutivo e denominou como Caboclo, que
de nada tem haver com as miscigenações
de raças. Caboclo é um grau e também uma
linha de trabalhadores espirituais que no iní-
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cio da criação do grau era composto na sua


totalidade por índios não só brasileiros, mas
de todo o planeta. Séculos se passaram e
outros espíritos que não tiveram a oportu-
nidade de encarnar como índios atingiram
este grau e aqui estão.

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Noutro momento tivemos a ordem superior Nota do Médium:


de instituir no plano físico uma porta religiosa Lendo esta carta do Sr. Caboclo Tupinam-
própria e assim nasce a Umbanda, a religião bá, me veio ressonante as palavras do Sr.
que une as raças, reporta-se aos melhores Caboclo das Sete Encruzilhadas na ocasião
costumes e manifesta a cultura original de da fundação da Umbanda: “Fui padre, meu
tantos povos originais que a compõe. nome era Gabriel Malagrida, acusado de bru-
Aqui falei de uma linha, os Caboclos, os Ín- xaria fui sacrificado na fogueira da inquisição
dios. por haver previsto o terremoto que destruiu
Lisboa em 1755. Mas em minha última exis-
Assino esta carta com meu nome de tri- tência física Deus concedeu-me o privilégio
bo que de tão abrangente pôde manter-se de nascer como um caboclo brasileiro.”
como linha de trabalho sem precisar recorrer Nesta fala ele ressalta que ser índio foi um
aos nomes simbólicos, ainda que em si reco- privilégio.
lha todo um mistério e manifestação Divina.
Minhas reverências ao Brasil natural, ao povo Historicamente podemos perceber como a
que aqui evoluiu! sociedade indígena sempre esteve a frente
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de nosso tempo no quesito moral e cidada-


nia, a idéia de respeito e amor ao próximo
SOU ÍNDIO, era nato. Quando uma índia ficava viúva, ou-
SOU CABOCLO, tro índio mesmo casado a recolhia e assu-
mia o papel de marido, para que esta não
SOU TUPINAMBÁ! ficasse sem o amparo de um homem. E tudo

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era normal. Não existia pecado.

O corpo não representava sensualidade, por


isso a nudez era normal. O sexo era uma fer-
ramenta de reprodução e prazer ao casal.

Pensando nisso tudo vejo que os índios ja-


mais precisaram ser catequizados, pois
eram naturalmente cristãos, pois tudo o que
Cristo tentou pregar, os índios praticavam,
só aqueles que pregavam que não haviam
entendido a lição do Cristo.

Bem, o Sr. Tupinambá ainda deixou uma


orientação de como fazer uma assentamen-
to simples da linha de caboclos que pode ser
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feito por qualquer um, não precisa ser mé-


dium e a fundamentação disto é para que
se tenha uma porta aberta para a presença
e a proteção da força dos Caboclos. Pode
ser feito em casa, no terreiro ou onde achar
melhor.

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PREPARO

D
espeje dentro da quartinha o suco
de caju (concentrado). Coloque a
quartinha no meio do alguidar. Envol-
ASSENTAMENTO ta dela faça um ninho com as folhas de sa-
mambaia, acenda a vela na frente do algui-
- 07 pedras quartzo verde; dar. Intercale um charuto com uma pedra
dentro do alguidar, por cima das folhas em
- 07 charutos,
círculo. Acenda todos charutos dando três
- 01 alguidar médio; baforadas na quartinha.
Toda semana acenda ao menos uma vela
- 07 folhas de samambaia;
palito verde. Na ocasião troque o líquido,
- 01 quartinha branca macho pequena; pode permanecer no máximo 15 dias.
Sempre que fizer esta firmeza semanal,
- Suco de caju (concentrado);
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pegue um dos charutos e dê três bafora-


- 01 vela 7 dias bicolor branco/verde. das, concentrado nos pedidos e orações. Vá
rotacionando os charutos. Estes charutos
devem ser trocados de três em três meses
bem como a samambaia.

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Peço que a força dos caboclos esteja pre-


ORAÇÃO DE sente e receba minhas vibrações.”
ASSENTAMENTO
Ps.: Este é um assentamento universal para
“Divino Criador, Divinas Forças Naturais, Di-
a linha de caboclos, que pode ser consagra-
vinos Orixás, neste momento vos evoco e
do a um caboclo específico ou deixar aber-
peço que imante este assentamento, con-
ta de forma universal.
sagre e o torne um portal por onde os ca-
Faça isto com fé e amor, terá óti-
boclos do astral possam se manifestar, ser-
mos resultados.
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vindo de minha proteção e chave de acesso

aos caboclos de acordo com o meu mereci-

mento.
Okê Caboclos!

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Ditado por
Zé da Peixeira
Por Rodrigo Queiroz

LINHA E ARQUÉTIPO
DOS
BAIANOS
24 25

A
té hoje quando conto isso, sinto o e rasgado, poucos minutos de agonia foi o
gosto do meu sangue na boca e um suficiente para eu não pertencer ao mundo
brilho a ofuscar minha visão. Olha “bi- dos vivos, senti um sono e apaguei…
chinho”, é bom você tratar de fazer o melhor
possível da sua vida, porque do lado de cá – Vamos Zé, acorda! – um garoto me cha-
não é paraíso não. mava.

Minha história é assim, eu me achava um ca- Com um pouco de dor abri os olhos e res-
bra macho da peste, num sabe? E um de- munguei algo ao garoto.
sinfeliz certo dia desrespeitou minha namo-
rada, vixi “bichinho” meu sangue subiu como – Zé, ou melhor, José Arantes, você adiantou
um tiro pra cabeça, passei a mão no meu teu retorno ao lado espiritual da vida!
facão e pulei no safado, tão cego que estava
de ódio não percebi a burrada que me envol- – “Oxente bichinho”, que besteira é essa?!?
vi. Errei meu golpe e este erro facilitou para
o safado furar meu bucho com uma peixeira, – Tenho que ser objetivo Zé, tu não tem mui-
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“bichinho” tu não imagina a dor que é isso, en- to tempo, então trate de ser forte e vamos
tão aconteceu em segundos que minha vida direto ao assunto. – falou firme o garoto.
passou na minha frente, engraçado que na
ocasião lembrei de coisa que parecia bes- – Muleque, me explique intonce!
teira de lembrar, até pensei numa segunda
chance do Céu, mas meu bucho tava furado – Zé, tu se envolveu numa briga de faca, por

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conta de sua “honra”, pensando que “honra” nos adiantar!


se resolve na faca e…bem… você levou a pior.
Seu adversário te pegou de jeito e rasgou – “Oxente”, quer dizer então que sou um
seu corpo, agora você está num hospital es- morto!?!
piritual e para ser franco faz alguns dias isso.
– Pode dizer que você já não pertence aos
– Credo “bichinho” que tragédia é essa que encarnados.
me cobre?
– Ainda bem que ninguém morre antes da
– Olha Zé, não fique agora tentando buscar hora, tudo tem o sentido de ser.
resposta, seja pratico e objetivo, levando em
conta que a alguns anos você foi iniciado no – Não é bem assim Zé, aliás a alguns milê-
Santo e paralelamente participava de reuni- nios que as coisas não são mais tão naturais
ões mediúnicas, logo a existência do mundo quanto querem acreditar lá na Terra.
espiritual e vida eterna pra ti não é novidade,
certo? – Que quer dizer com isso “bichinho”, que não
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morri na hora que Deus quis?


– Meio certo “bichinho”, pois nunca vi um es-
pírito e imaginar que você é um, já começo a – Acaso crê que foi Deus quem criou aquela
ter coceira… briga? E que ele queria te matar a facada?

– (risos) Deixe de brincadeira Zé, temos que – Pode não ser Deus, mas que tinha dedo de

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Exu eu garanto, e Exu é de Deus, então ta bravo!


tudo no céu oras!
– Não Zé, não tem…Mas tudo isso você vai
– (risos) Se não fosse você soltando esta entender. Por ora o importante é saber se
pérola, não acharia tão engraçado este ab- você concebe a idéia de estar em outra re-
surdo. alidade.

– Absurdo! Mas quem está de brincadeira é – Entendo, mas preciso saber mais, vou me
você muleque, minha Mãe de Santo me en- acostumar.
sinou estas coisas.
– Certamente, então me acompanhe, temos
– Olha Zé, esqueça um pouco sobre o que um longo caminho.
aprendeste, mas posso te adiantar que está
equivocado, pois naquela briga só tinha dedo O que vem a seguir é muitos detalhes im-
seu, aliás cinco dedos empunharam a foice, possíveis de colocar aqui, seriam necessá-
faltou habilidade, afinal não era como uma rias muitas páginas e este não é o objetivo
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touceira de cana, que é estático, então foi no momento.


golpeado. Asseguro também que isso é res-
ponsabilidade sua, não tem Deus determi- Dali pra frente passei por muitas escolas até
nando sua fúria nesta hora. que fui convidado a participar de uma falan-
ge no Grau Baiano.
– Mas então tem o meu Orixá que é muito De fato vivi no interior da Bahia, minha lida

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era no canavial e plantações, mergulhado na tes dos irmãos encarnados, mas nem perto
cultura machista e de pouca instrução, fiz da dos Caboclos e Pretos Velhos.
minha vida algo muito curto, sem emoções
ou sentido. Mas ainda assim era muito cré- Quando um Mestre da Luz que me tutela-
dulo, devoto dos Orixás, ainda cedo mamãe va revelou-me que eu poderia participar de
me levou num terreiro de Santo e fui iniciado uma falange de trabalhadores espirituais,
no culto, depois vim a conhecer o Catimbó que se fundamentava nos Orixás, senti-me
e outras seitas que misturavam Orixás com muito feliz e logo aceitei. Foi quando fui apre-
espíritos que se comunicavam, eu era mé- sentado a três chefes de falanges que co-
dium e gostava muito disto. meçaram a me ensinar a “magia baiana” e
,Não era capaz de prejudicar ninguém, vivia todas as iniciações necessárias para eu ser
em paz e adorava o ser humano, só a tal oca- um trabalhador reconhecido pelos Orixás.
sião é que me tirou do eixo, por fim aprendi Mais interessante é que eu teria a liberdade
muito com isso. de usar meus conhecimentos e mandingas
que havia aprendido na minha experiência
Muito se estuda do lado espiritual, tanta coi- como médium na Terra, claro que com algu-
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sa que não dá para explicar. mas reciclagens e crivado sempre na ajuda


ao próximo.
Vou tentar apresentar de forma rápida e
simples, como fui iniciado e como se funda- No dia em que fui assumir meu “cargo”, ou
menta a Linha dos Baianos. seja, receber o nome simbólico e grau, por
Evolutivamente não estamos muito distan- ironia do destino fui assentado na falange

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Zé da Peixeira, achei um desafio, jamais es- boclos, Pretos e os encarnados e com iden-
quecerei a ferramenta que me tirou preco- tidade nacional então criou-se a Linha dos
cemente da carne, tampouco esquecerei o Baianos que retratam o brasileiro, livre e feliz.
motivo maior, meu descontrole emocional.
Pai Oxalá junto de Mãe Yansã sustentam
Na ocasião conheci centenas de companhei- esta Linha, ou melhor, sustenta este Grau,
ros que na sua última passagem viveram mas tem baiano trabalhando sob a vibração
no Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande de todos os Orixás. Posso dizer que somos a
do Sul, enfim, tinha brasileiro de toda par- Linha mais eclética e aberta. Muitos confun-
te, estranhei, pensei que seria uma linha ex- dem-nos com Exu, criam teorias das mais
clusiva de baianos verdadeiramente baia- absurdas nessa idéia, mas tudo bem, o tem-
nos. Daí que meu tutor explicou o conceito po lhes ensinará a separar as coisas.
de Grau e que os Baianos seriam uma nova
linha que apareceria nos terreiros em bre- Óia “bichinho”, to agradecido por ler esta
ve, este nome simbólico seria inicialmente minha história, desculpe a brevidade, nou-
uma homenagem ao Brasil, por ser esta reli- tra oportunidade podemos nos aprofundar,
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gião brasileira e comporia este grau espíritos mas deixo aqui o axé da Bahia.
brasileiros, independente da raça, estado ou
cor, teriam o arquétipo baiano que aprende- Sou Baiano, sou Brasileiro, sou Zé
riam nos treinamentos e estudos. Na Bahia da Peixeira, salve todos Santos da
começou o Brasil, e como deveríamos ter um Bahia!
Grau para espíritos intermediários entre Ca-

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Nota do Autor Físico:

“Lá na Bahia não se brinca com Baiano…


Quebra coco, arrebenta a sapucaia, quero
ver quem pode mais…” Saravá os Baianos.

Quando estes chegam ao terreiro é só fes-


ta, mas saiba uma festa séria, com sentido
e bom senso. Com a alegria e o desprendi-
mento típico baiano, estes mensageiros con-
seguem desbloquear nossas defesas e nos
envolvem em seus trabalhos, conseguindo
assim com seu jeitinho o objetivo que é falar
ao nosso coração.

Penso que o Sr. Zé da Peixeira já deixou bem


claro como se fundamenta a Linha dos Baia-
nos, que não é composta só por baianos, mas
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sim por brasileiros. Vale reforçar que quando


vemos em algumas regiões manifestando
gaúchos tomando chimarrão, noutro capi-
xaba etc., ali temos espíritos daquela região
usando a forma local para melhor se aproxi-
mar dos fiéis, porém estão sustentados pelo
Grau Baiano.

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ASSENTAMENTO PREPARO

E
ncha até a metade da quartinha com
- 01 Alguidar médio;
azeite de dendê, feche e amarre uma
- 14 coquinhos; fita de cada vez dando 7 nós fazendo
seus pedidos e orações, ao amarrar faça o
- 01 coco seco; nó uma fita do lado da outra, para ficar en-
volvendo toda a quartinha como se tornasse
- 07 fitas do Senhor do Bom Fim;
uma saia.
- Azeite de Dendê;
No alguidar coloque o coco, envolta do coco
- 01 Quartinha; coloque os 14 coquinhos. O copo de batida
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fica ao lado da vela, acenda o cigarro de pa-


- 01 copo de Batida de coco;
lha e dê três baforadas, toda semana você
- 01 cigarro de palha; firma este assentamento acendendo uma
vela palito bicolor amarelo/preto.
- 01 vela 7 dias bicolor amarelo/preto.

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ORAÇÃO DE Ps.: Este é um assentamento universal para

ASSENTAMENTO a Linha dos Baianos, que pode ser con-

sagrado a um Baiano específico ou deixar

“Divino Criador, Divinas Forças Naturais, Di- aberta de forma universal.

vinos Orixás, neste momento vos evoco e

peço que imante este assentamento, con- Faça isto com fé e amor, terá óti-

sagre e o torne um portal por onde os baia- mos resultados.

nos do astral possa se manifestar, servindo

de minha proteção e chave de acesso aos


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africanos de acordo com o meu mereci- Salve todos os santos


mento. Peço que a força dos baianos esteja da Bahia!
presente e receba minhas vibrações.”

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Ditado por
Sra. Maria Padilha
Por Rodrigo Queiroz

LINHA E ARQUÉTIPO
DAS GUARDIÃS
POMBA GIRA
“Uma rosa cor de sangue,
cintila em suas mãos,

Um sorriso que nas sombras


não diz sim nem não,

Põe na boca cigarrilha


e se acende um olhar,

Que nas Trevas sabe o


bem e o mal pra quem quiser
amar….”
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– Olá moço! Salve! nota.

– Minhas reverências Senhora! – Ótimo!

– Moço coube a mim falar um pouco de nós, – Senhora, já que tentarei escrever sobre o
vamos lá? termo do “Orixá Pomba Gira” vamos falar
da questão prática, ou seja, do surgimento
– Vamos sim, pode começar! de vocês mulheres na força de Exu, também
conhecidas como Exu Mulher.
– Como o companheiro Tranca Ruas já adian-
tou sobre nossos nomes simbólicos e condi- – Ah moço, ainda tem essa, né? Exu Mulher
ção do Grau de um espírito redimido na sea- já é demais. Seria o mesmo que dizer Rodri-
ra da evolução vou me preocupar em tratar go Mulher ou coisa parecida. Mas entende-
de outras coisas, certo? mos quando criaram este termo era apenas
para tentar explicar algo que desconheciam
– Senhora, sou apenas a sua mão, está tudo e demoraria ainda um bom tempo para se
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certo, você conduz como queira. ter ferramentas e bons argumentos para
– Então vamos do começo. O termo Pomba melhor explicar nossa “aparição” nos terrei-
Gira é mal compreendido e também não fa- ros.
larei disso, você faz isso depois, pode ser?
– Entendido… E como isso se dá?
– Tá certo Senhora, no final eu coloco uma

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– Antes de “aparecermos” nos terreiros de Assim, aparecemos em peso nos terreiros


Umbanda já manifestávamos em alguns lu- na década de 60 nos juntando ao movimen-
gares que nos permitiam como em alguns to feminista que neste país criou grande re-
Catimbós, Macumbas Cariocas, etc. Não usa- percussão nesta época.
vam o termo Pomba Gira, mas sim Princesa, – Hummm, quer dizer que vocês vieram nos
Madame e coisas do tipo. Estas aparições combater? (risos)
eram rariadas e ficava a cargo de médiuns
mulheres que se abriam a nós, no entanto – Viemos combater a desigualdade moço, e
poucas o faziam. continuamos fazendo.
– E porque isso?
– A Umbanda se mostra como um ponto de
– A sociedade em que você vive é patriarcal, convergência para todos os meios menos
logo extremamente machista, hoje um tanto favorecidos e oprimidos, não acha?
mascarado pela evolução tecnológica e glo-
balizado, mas são essencialmente machis- – É fato. Seu universalismo e sua meta é
tas, tanto é que ainda chamam Deus de Pai, essa, por isso tem quem acredite que será a
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figura masculina e estrutura patriarcal. religião principal do futuro.

– Isso é verdade! Continuando, por séculos a mulher era ape-


nas coadjuvante existencial, sem muita im-
– E há um século atrás era muito pior e de- portância, porém necessária e aquelas que
clarado este rebaixamento ao sexo feminino. tentaram mudar esta realidade foram mor-

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tas e ridicularizadas de alguma forma. Mas Intriga dos covardes moço. (gargalhada)
não ficarei aqui relembrando o passado,
certo? – Então continue.

– Tudo bem. – Pois bem, nesta época, veja os retratos


das mulheres nesta época. Eram opacas,
– Esta realidade brutal se arrastou por sé- pálidas, feias e amarguradas. A vaidade era
culos a fio e como já disse começou a mu- abafada de todas as formas e sensualidade
dar a realidade nos anos 60 aqui neste país. era algo que muitas vezes nem brotava no
Quando aparecemos nos terreiros éramos âmago da mulher. Um combate cruel contra
o retrato de tudo aquilo que as mulheres a natureza.
sonhavam em ser, mas já tinham perdido
a esperança. Também éramos tudo que os E surge nós, mulheres independentes, firmes,
homens gostavam, mas combatiam covar- alegres, risonhas, esbanjando sensualidade,
demente. sem papas na língua “afrontando” a covardia
machista imperante. Confesso moço, vie-
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– Não entendo. Temos notícias que vocês mos auxiliar a mulher para se livrarem deste
eram tratadas como ex-prostitutas, ex- cárcere emocional que viviam. Fomos mui-
-marginais e ex-alguma coisa muito ruim e to combatidas, até hoje somos mas a luta já
amoral. está mais fácil. Neste tempo não tachavam
somente nós como seres amorais e todos
– (gargalhada) Isso é o que tentaram dizer. adjetivos que possa imaginar, a médium caia

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na mesma vala. Se pra mulher incorporar Tínhamos que provocar, por isso quando nos
uma pomba gira era um escândalo, imagi- perguntavam se éramos “putas” respondía-
ne quando ocorria com um homem. Era raro, mos com uma sonora gargalhada. Se éra-
mas fazíamos questão de provocar estas si- mos “bruxas” a mesma resposta. E quando
tuações. cantavam que “pomba gira é, mulher de sete
maridos”, a provocação estava feita. Pois
No momento em que começamos aparecer era a situação inversa, ou seja, não o homem
nos terreiros e tudo isso foi cautelosamente podendo a poligamia, mas sim a mulher sub-
pensado, nos preparamos e foi uma “invasão” jugando vários homens sob seu feminilismo
coletiva, simultâneo. A médium que aparecia e encanto.
opaca no terreiro ao estar mediunizada por
nós ficava linda, pois juntava sua sensualida- – Interessante…
de escondida com a nossa e aquela mulher
virava um furacão. É certo que muitos ca- – Árduo moço, muito árduo. Desde então
samentos acabaram por isso, porém muitos nosso trabalho foi crescendo e se manifes-
outros também foram salvos. tando de forma organizada igual ao trabalho
Pense bem antes de imprimir!

dos Exus, somos a outra parte de Exu que


Nosso foco inicial era a mulher. Libertar o usando este termo abriga os seres mascu-
ser feminino do medo e da dependência foi linos no grau Guardião de evolução e nós no
e é nosso norte. Fazemos a guarda do mo- termo Pomba Gira somos as mulheres no
vimento feminista. Reconheça que muito se grau Guardiã de evolução.
conquistou assim.

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– Quer dizer que o arquétipo de vocês tam- – Senhora é verdade que vocês são espe-
bém se baseia na milícia? cializadas em fazer amarrações?

– Não, apenas representamos a mulher in- – Sim, da mesma forma que somos espe-
dependente, capaz e livre. Somos como dis- cializadas em transformar homens em gays
se, aquilo que toda mulher busca ser e tudo (gargalhada). Brincadeira a parte moço, esta
aquilo que os homens gostam mas tem medo. é mais uma colocação dos mal informados.
Nós já estamos livres destes “vícios” emocio-
– É certo que existem algumas Pomba Giras nais e não praticamos nada fora do livre ar-
que foram prostitutas e marginais. bítrio que impera na criação Divina. Portanto,
não somos amarradoras de nada e não de-
– Sim é certo, como também existem Exus cidimos sexualidade de ninguém. No entan-
que foram a pior espécie de homens. Porém to, somos especializadas em desfazer estas
isto é um caso a parte. O que fomos pouco anomalias magísticas.
importa, pois no geral, como todos os encar-
nados, somos espíritos humanos que sofre- É isso moço, vamos parar por aqui e fica em
Pense bem antes de imprimir!

ram sua queda e já lúcidos retomamos nos- síntese registrado que Pomba Gira são espí-
so caminho de evolução, assumindo um grau ritos humanos femininos que estão num grau
e campo de atuação sob a regência dos Ori- ao lado de exu e atuam principalmente no
xás e guardando a esquerda dos encarna- coração e na mente daqueles que de cer-
dos. ta forma se permitem ficar acrisolados em
suas próprias tormentas. Estimulamos o que

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o indivíduo tem de melhor, para que estes
desejem ser melhores. Em nosso encanto e
sensualidade mostramos que de tudo o que
vale a pena é preservar a felicidade.

Fique em paz moço noutra oportunidade


sentamos novamente.

– Muito obrigado senhora. Este é um assun-


to extenso e poderíamos fazer um livro com
centenas de páginas, mas não é possível
agora, então mais uma vez muito obrigado!

– Salve!

– Saravá Pomba Gira Maria Padilha.


56 57

Nota do Médium: Quanto ao termo Pomba Gira, muitas são as dis-


Por um tempo tive resistência quanto ao trabalho cussões. Alguns dizem ser Pomba – um símbolo da
de Pomba Gira, meramente por falta de informa- genital feminina (vulva) e Gira – o fato dela dançar
ção, hoje entendo o suficiente para perceber seu girando no terreiro, ou seja, uma espécie de vulva
papel fundamental e insubstituível num terreiro. girante, faceira e por aí vai. A meu ver é um tanto
Ainda assim quando achei estar pronto para in- preconceituoso e sem nexo esta “tradução”.
corporar Dona Padilha me surpreendi por não es-
tar, pois é, na ocasião comecei sentir meu corpo Outro ponto de vista muito provável é que Pomba
mudar e me assustei, bloqueei e de certa forma Gira é uma variante de Bombojila, uma divindade
mantive um trauma, um tempo depois ela se ma- africana não Yorubá equivalente a Exu que come-
nifestou sem usar o mesmo artifício de me levar çou a ser cultuada no surgimento do Candomblé
sentir fisicamente sua estrutura. Consciente na por conta da fusão dos Cultos de Nação em ter-
incorporação vivi um misto de vergonha e encan- ras brasileiras. Como temos Exu representando
to, vergonha por me ver requebrado e encantado os Guardiões na Umbanda teríamos que ter algu-
por ter a oportunidade de aprender e sentir um ma referência para as Guardiãs, então resgata-
Pense bem antes de imprimir!

pouco mais deste universo tão complicado que é ram Bombojila que num aportuguesamento for-
o ser feminino. çado foi sofrendo variações fonéticas: Bombojila
– Bumbojila – Bombo Gira – Pumbu Gira e Pomba
Também pude por a prova que espírito algum Gira. Sabe como é leitor, isso é coisa de brasileiro!
muda nossa orientação sexual ou coisa do tipo. (risos).

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PREPARO
ASSENTAMENTO
C
oloque dois dedos de mel na garrafa,
coloque a pedra, a erva e a rosa. En-
– 01 garrafa de boca larga de vidro cha com a champanhe. Tampe (tam-
(gatorade); pa de metal) e fure a tampa com o tridente
– champanhe; que deverá ser fincado até tocar no mel e
as pontas ficam pra fora. No meio da gar-
– 01 tridente redondo; rafa amarre a fita com sete nós. Acenda o
incenso e a cigarrilha dando sete baforadas.
– 01 pedra ágata de fogo;
Acenda a vela.
– um botão de rosa vermelha;
Toda semana acenda ao menos uma vela
– erva artemísia; vermelha. Sempre que fizer esta firmeza
semanal, pegue o charuto e dê três bafora-
– mel;
das, concentrado nos pedidos e orações.
– 01 vela 7 dias vermelho;
Troque os ingredientes trimestralmente, po-
– 01 fita cetim vermelho fina 50cm; dendo manter apenas a garrafa, a pedra e
– 01 cigarrilha; o tridente.

– incenso de patchouly. Mantenha fora de casa.


ORAÇÃO DE
ASSENTAMENTO
“Divino Criador, Divinas Forças Naturais, Di-
vinos Orixás, neste momento vos evoco e
peço que imante este assentamento, con-
sagre e o torne um portal por onde a força
de Pomba Gira possa se manifestar, ser-
vindo de minha proteção e chave de acesso
às Guardiãs de acordo com o meu mere-
cimento. Peço que a força das Pomba Gi-
ras esteja presente e receba minhas vibra-
ções.”

Ps.: Este é um assentamento universal para


a linha de Pomba Gira, que pode ser consa-
grado a um Pomba Gira específica ou dei-
xar aberto de forma universal.

Faça isto com fé e amor, terá


ótimos resultados!
Eu ENTIDADES
DE UMBANDA
com RODRIGO QUEIROZ

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