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ACOMPANHAMENTO DO AVANÇO DA FRENTE DE CARBONATAÇÃO

EM COMPÓSITOS CIMENTÍCIOS PRODUZIDOS COM O USO DE


ADITIVOS INCORPORADORES DE AR
Advance of Carbonation Front in Cementitious
Composites Produced with Air-entraining Admixtures

Priscilla Coelho Cordeiro (1); Ruan Gustavo Rezende Silva (2);


Lucas Augusto Barroso Alves Ferreira (3); Aldo Giuntini Magalhães (4);
Fabrício Carlos França (5); Edgar Vladimiro Mantilla Carrasco (6)

(1) Mestranda em Construção Civil - Departamento de Materiais de Construção, UFMG


(2) Estudante de Engenharia Civil, Universidade Federal de Minas Gerais
(3) Estudante de Engenharia Civil, Universidade Federal de Minas Gerais
(4) Professor Doutor, Departamento de Engenharia de Materiais e Construção UFMG
(5) Engenheiro Civil, LAFARGEHolcim
(6) Professor Doutor, Escola de Arquitetura UFMG
UFMG – Av. Antônio Carlos, 6627, Pampulha, Bloco 1, sala 3405 – CEP 31270-901 - Belo Horizonte - MG

Resumo
O uso de aditivos incorporadores de ar na produção de compósitos de matriz cimentícia usualmente se dá
com o intuito de melhorar o desempenho destes quando submetidos a ciclos de gelo e degelo, além serem
capazes de aumentar sua fluidez e sua trabalhabilidade no estado fresco, permitindo a redução da quantidade
de água utilizada no traço. Entretanto, o ar incorporado pode ser também capaz de reduzir a absorção de
líquidos por capilaridade no material e de diminuir a conectividade de sua estrutura de vazios, produzindo
uma redução da difusibilidade de fluidos, sendo possível, deste modo, serem utilizados sem o
comprometimento da vida útil das estruturas de concreto armado. O presente estudo buscou avaliar o efeito
do uso de aditivos incorporadores de ar em baixas dosagens no avanço da frente de carbonatação, uma vez
que a velocidade com que tal fenômeno ocorre está condicionada a fatores que estão diretamente
relacionados à sua composição, às condições de exposição e às características de sua microestrutura. Neste
contexto, realizou-se o acompanhamento do avanço da frente de carbonatação e da variação do potencial
hidrogeniônico (pH) de corpos de prova (CPs) cilíndricos de argamassa com dimensão padrão de (5 x 10) cm,
dosados com três diferentes tipos de aditivos incorporadores de ar, mantendo-se, para todos os traços, o
mesmo índice de consistência normal conforme procedimento especificado na NBR 7215:1996. O traço de
referência, sem uso de aditivos, foi elaborado tomando-se como base as recomendações desta mesma
norma, adotando-se uma relação água/cimento igual a 0,48. Ensaios de caracterização da resistência à
compressão dos traços estudados, foram realizados nas idades de 3, 7 e 28 dias. Os corpos de prova,
submetidos ao ensaio de carbonatação acelerada aos 7, 14 e 28 dias, foram acondicionados em câmara de
carbonatação, tomando-se como referência os padrões normativos estabelecidos na ISO 1920-12:2015,
paralelamente à medição da variação do pH na superfície do compósito cimentício, utilizando-se equipamento
específico para este fim. Os resultados obtidos acusaram uma pequena redução na resistência à compressão
nos traços em que foram utilizados os aditivos incorporadores de ar, e uma equivalência na velocidade de
avanço da frente de carbonatação em relação ao traço de referência para um dos aditivos utilizados. Foi
possível acompanhar também a variação do pH dos CPs ao longo das idades.
Palavra-Chave: compósitos cimentícios, carbonatação acelerada, aditivos incorporadores de ar

Abstract
The use of air-entraining admixtures in production of cementitious composites matrix commonly accurs in order
to improve the performance when subjected to freezing and thawing cycles besides being able to increase its
fluidity and its workability in fresh concrete allowing water reduction in the mixture. However the incorporated

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air can also be capable to reduce the absorption of liquids by capillarity in the material and to reduce void’s
connectivity wich produces a reduction in diffusibility of fluid. This makes possible the use of admixtures without
affecting the durability of reinforced concrete structures. The present study sought to evaluate the effect of air-
entraining admixtures at low dosages in advance of carbonation front since the velocity of the occurrence of
this phenomenon is conditioned to factors that are directly related to its composition, exposure conditions and
the characteristics of its microstructure. In this context, the advance of carbonation front and the hydrogenatic
potential (pH) of mortar cylindrical test specimens (CPs) with a standard dimension of (5 x 10) cm measured
with three different types of air-entraining admixtures maintaining for all traces the same index of normal
consistency according to the procedure specified in NBR 7215:1996. The reference mixture without additives
was elaborated based on the recommendations of this same standard adopting a water / cement ratio of 0,48.
Characterization tests of studied traces such as compressive strength were performed at the ages of 3, 7 and
28 days. The cylindrical mortar samples submitted to accelerated carbonation test at 7, 14 and 28 days were
conditioned in a carbonation chamber taking as reference the international standard ISO 1920-12:2015 in
parallel with measurement of pH variation on the surface of cementitious composite using specific equipment
for this purpose. The results showed a small reduction in the compressive strength in samples in which with
air-entraining admixtures, and an equivalence in the carbonation front between the standard samples and one
of the admixtures used. It was also possible to monitor the pH variation of CPs throughout the ages.
Keywords: Cementitious composites, accelerated carbonation, air-entraining admixtures

1 Introdução

O estudo dos mecanismos de deterioração das estruturas de concreto armado é uma área
de vital importância, pois, até mesmo estruturas bem projetadas e construídas, podem
desenvolver patologias ao longo de sua vida útil.

O concreto, inicialmente, era um compósito de matriz cimentícia constituído apenas pela


mistura de cimento, água e agregados (graúdo e miúdo). Ao longo dos anos, vários aditivos
e adições foram incorporados à mistura com o intuito de melhorar sua performance nas
mais diversas aplicações. Nesse contexto torna-se relevante avaliar a influência do uso de
aditivos na durabilidade das estruturas de concreto armado e seus efeitos, principalmente,
quanto à entrada de agentes agressivos através de sua matriz cimentícia, como cloretos,
sulfatos, gases de efeito ácido, água e outros elementos que podem contribuir para a
corrosão das armaduras ou sua segregação. Para tanto, será analisado no presente
trabalho o fenômeno da carbonatação em compósitos cimentícios produzidos com o uso de
aditivos incorporadores de ar.

No concreto armado, as barras de aço estão protegidas da oxidação por meio da formação
de uma película passivadora quando seu pH se encontra acima de 12. Essa alcalinidade
decorre das soluções intersticiais constituídas por hidróxidos de sódio, potássio e,
principalmente, de cálcio, que é um importante produto de hidratação do cimento Portland
(DIVSHOLI e CAHYADI, 2009; PAPADAKIS e FARDIS, 1991, HELENE, 1993). A
carbonatação ocorre por meio da ação de gases de efeito ácido, principalmente o CO 2,
capazes de provocar a redução do pH da matriz cimentícia, resultando na despassivação
da armadura, favorecendo, desse modo, o início de sua corrosão.

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A corrosão e outras patologias do concreto são estudadas com base no ingresso e
transporte de agentes agressivos, que podem estar no estado líquido ou gasoso, através
dos poros da pasta de cimento ou por microfissuras. Esse transporte de substâncias dentro
do concreto é governado por uma série de mecanismos físicos e químicos como estrutura
e dimensão dos poros, concentração das substâncias, abertura das microfissuras, grau de
saturação do sistema de poros e temperatura (KROPP et al., 1995 apud SILVA, 1998;
SCHIELLS, 1983).

O uso de aditivos incorporadores de ar na produção de compósitos de matriz cimentícia


usualmente se dá com o intuito de se melhorar o desempenho destes quando submetidos
a ciclos de gelo e degelo, além serem capazes de aumentar sua fluidez e sua
trabalhabilidade no estado fresco uma vez que levam à formação de microvazios na matriz
cimentícia, produzindo uma melhora em suas propriedades reológicas e uma melhoria em
sua homogeneidade (NEVILLE, 2016). Seu uso possibilita a redução da relação
água/cimento do traço em decorrência do ganho de trabalhabilidade promovido, o que
diminui a perda de resistência decorrente da introdução de vazios no material
(DRANSFIELD, 2003).

Para que o ar incorporado traga benefícios ao material, é necessária uma dosagem


cautelosa deste aditivo, pois, se utilizado em excesso causará uma extrapolação na
quantidade, conectividade e no tamanho dos vazios incorporados, resultando na queda da
resistência do concreto e no aumento de sua permeabilidade. Entretanto, o ar incorporado
pode ser também capaz de reduzir a absorção de líquidos por capilaridade no material e de
diminuir a conectividade de sua estrutura de vazios, desde que estes estejam
convenientemente dispersos, produzindo uma redução da difusibilidade de fluidos, sendo
possível, deste modo, serem utilizados sem o comprometimento da vida útil das estruturas
de concreto armado. Busca-se, desse modo, avaliar o efeito do uso de aditivos
incorporadores de ar em baixas dosagens no avanço da frente de carbonatação, uma vez
que a velocidade com que tal fenômeno ocorre está condicionada a fatores que estão
diretamente relacionados à sua composição, às condições de exposição e às
características de sua microestrutura.

Neste contexto, realizou-se o acompanhamento do avanço da frente de carbonatação e da


variação do potencial hidrogeniônico (pH) de corpos de prova (CPs) cilíndricos de
argamassa com dimensão padrão de (5 x 10) cm, dosados com três diferentes tipos de
aditivos incorporadores de ar, mantendo-se, para todos os traços, o mesmo índice de
consistência normal conforme procedimento especificado na NBR 7215:1996. O traço de
referência, sem uso de aditivos, foi elaborado tomando-se como base as recomendações
desta mesma norma, adotando-se uma relação água/cimento igual a 0,48. Optou-se por
trabalhar apenas com agregados miúdos a fim de reduzir as variáveis que poderiam
impactar os resultados obtidos nos ensaios dos corpos de prova moldados.

Ensaios de caracterização da resistência à compressão dos traços estudados foram


realizados nas idades de 3, 7 e 28 dias. Os corpos de prova, submetidos ao ensaio de
carbonatação acelerada aos 7, 14 e 28 dias, foram acondicionados em câmara de

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carbonatação, tomando-se como referência os padrões normativos estabelecidos na ISO
1920-12:2015.

Os resultados obtidos para as variações observadas na resistência à compressão e no


avanço da frente de carbonatação foram comparados utilizando-se o teste estatístico
baseado no modelo Generalized Estimating Equation (GEE) capaz de avaliar uma possível
correlação desconhecida entre resultados, para amostras independentes.

2 Materiais e Métodos

2.1 Cimento

O cimento utilizado foi o Cimento Portland de Alta Resistência Inicial (CP V – ARI). As
propriedades químicas e físicas atendem à norma NBR 5733 (ABNT, 1991) conforme pode
ser visto nas Tabelas 1 e 2 e, também, na Figura 1.

Tabela 1 - Exigências físicas e mecânicas


Ensaios Unidade Cimento utilizado Limites NBR 5733
Finura Área específica m²/kg 471,3 ≥ 300
Tempo de início de pega min 116 ≥ 60
Tempo de fim de pega min 170 ≤ 600
1 dia de idade MPa 28,2 ≥ 14
Resistência à 3 dias de idade MPa 41,5 ≥ 24
compressão 7 dias de idade MPa 46,5 ≥ 34
28 dias de idade MPa 55,1
Fonte: Adaptado NBR 5733 (ABNT, 1991, p.2).

Figura 1 - Distribuição granulométrica do cimento ARI V fácil

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Tabela 2 - Composição química do cimento – CP V - ARI
Análise química
Valor encontrado Limite
Norma ABNT
(%) norma
NBR 14656
CaO 64,6
(ABNT, 2001)
SiO2 NBR 14656 19,1
Al2O3 NBR 14656 4,83
Fe2O3 NBR 14656 2,97
SO3 NBR 14656 2,92 ≤ 4,5
CO2 NBR 14656 2,89 ≤ 3,0
MgO NBR 14656 0,75
K2O NBR 14656 0,7

2.2 Areia

Foram utilizados nos ensaios quatro frações de areias conforme especificado pela NBR
7214 (ABNT, 2015): areia fina, areia média fina, areia média grossa e areia grossa
(Tabela 3).

Tabela 3 - Frações granulométricas da areia utilizada


Denominação Material retido entre as peneiras de abertura nominal Peneira número
Grossa 2,4mm e 1,2mm 16
Média Grossa 1,2mm e 0,6mm 30
Média Fina 0,6mm e 0,3mm 50
Fina 0,3mm e 0,15mm 100

2.2 Aditivos

Os aditivos utilizados são fabricados e fornecidos pela MC-Bauchemie e estão presentes


no Manual Técnico da linha de produtos de 2016/2017. São aditivos incorporadores de ar
para uso em concretos e argamassas estabilizadas.

 POWERMIX 411BR
 CENTRAMENT AIR 200
 CENTRAMENT AIR 202

A Tabela 4 mostra a análise química dos aditivos utilizados. Os produtos possuem a mesma
base química, porém, em concentrações e arranjos moleculares distintos.

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Tabela 4 - Análise química dos aditivos
Nome do composto químico No CAS Faixa de Concentração (%)
Sal de álcool graxo etoxilado sulfatado 9004-82-4 5 a 25

2.2.1 Centrament Air 200 e Centrament Air 202

Os aditivos Centrament Air 200 e Centrament Air 202 são utilizados para incorporar
microporos de ar (< 0,3 mm de diâmetro) em concretos e argamassas, uniformemente
distribuídos e que podem melhorar as propriedades do concreto no estado úmido e no
estado fresco. Esses aditivos podem ser utilizados para reduzir a quantidade de água
utilizada na dosagem do concreto obtendo-se a mesma trabalhabilidade. O fabricante indica
que para cada 1% de ar incorporado, necessita-se de mais 8% de cimento na pasta para
compensar a perda de resistência. A Tabela 5 apresenta os dados técnicos desses aditivos.

Tabela 5 - Dados técnicos dos aditivos Centrament Air 200 e Centrament Air 202
Característica Unidade Valor Observações
Densidade g/cm³ 1,00
Dosagem % 0,02 a 0,50 Sobre o peso do cimento
Fonte: Manual técnico MC – Linha de produtos 2016/2017 p. 59 e 61

2.2.2 Powermix 411 BR

O aditivo Powermix 411 BR é um incorporador de ar para argamassas estabilizadas e para


camadas de regularização e enchimento.

Esse aditivo é utilizado para assegurar a estabilidade da argamassa durante o período de


transporte e utilização, prevenir o ressecamento da argamassa de alvenaria
proporcionando uma boa retenção de água, atingir boa aderência ao substrato e retardar o
tempo de pega.

O Tabela 6 apresenta os dados técnicos do aditivo incorporador de ar Powermix 411 BR.

Tabela 6 - Dados técnicos do aditivo Powermix 411 BR


Característica Unidade Valor Observações
Densidade g/cm³ 1
Dosagem % 0,10 a 0,50 Sobre o peso do cimento
Fonte: Manual técnico MC – Linha de produtos 2016/2017 p. 69

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2.3 Dosagem, moldagem, cura e condicionamento dos corpos de prova

2.3.1 Dosagem

O traço de referência (TDP), sem uso de aditivos, foi elaborado tomando-se como base as
recomendações especificadas na NBR 7215 (ABNT,1996), adotando-se uma relação
água/cimento igual a 0,48. A dosagem dos três traços com aditivos foi realizada utilizando-
se o percentual mínimo em relação à massa do cimento, recomendado pelo Manual Técnico
(2016) do fabricante, e igualando-se o índice de consistência normal dos traços com
aditivos com o do traço de referência (TPD), mantendo-se a massa do cimento constante e
fazendo-se os ajustes através da diminuição da relação água/cimento.

Os ensaios de índice de consistência foram realizados conforme procedimento da NBR


7215 (ABNT, 1996) a fim de igualar o valor do espalhamento para todos os traços utilizados
no ensaio. A Tabela 7 mostra a relação água / cimento adotada e o Índice de Consistência
(Ic) obtido para cada traço, tendo como referência o valor obtido para o traço de referência
(TPD).

Tabela 7 - Índice de consistência e aditivos utilizados


Índice de consistência
Traço a/c Ic (mm)
Referência (TPD) 0,48 170,97 ± 0,05
Air 202 (A202) 0,45 169,82 ± 0,05
Air 200 (A200) 0,47 171,79 ± 0,05
411 BR 0,44 172,66 ± 0,05

A Tabela 8 mostra as quantidades de materiais utilizados em cada um dos traços.

Tabela 8 - Quantidades de materiais utilizados em cada um dos traços


Traço Padrão (TPD) Traço com Air 202 Traço com Air 200 Traço com 411 BR
Material
Massa (g) Massa (g) Massa (g) Massa (g)
Cimento Portland 624,0 ± 0,4 624,0 ± 0,4 624,0 ± 0,4 624,0 ± 0,4
0,1248 ± 0,0001 0,1248 ± 0,0001 0,6240 ± 0,0001
Aditivo (% peso cimento) 0,00
(0,02%) (0,02%) (0,1%)
Água 300,0 ± 0,2 280,8 ± 0,2 293,3 ± 0,2 274,6 ± 0,2
Areia fração grossa 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3
Areia fração média grossa 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3
Areia fração média fina 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3
Areia fração fina 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3 468,0 ± 0,3
Relação a/c 0,48 0,45 0,47 0,44

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2.3.2 Moldagem

Para cada um dos quatro traços, foram moldados seis corpos de prova (CPs) cilíndricos,
nas dimensões (5 x 10) cm, para cada idade especificada para os ensaios de compressão
axial (3, 7 e 28 dias) e três CPs para cada idade especificada para os ensaios de
carbonatação acelerada (7, 14 e 28 dias).

O adensamento foi realizado em mesa vibratória, sendo o tempo determinado de tal forma
que a superfície ficasse lisa e brilhante (Tabela 9).

Tabela 9 - Índice de consistência e aditivos utilizados


Tempos de adensamento dos CPs (5 x 10) cm
(segundos)

Camadas Traço padrão sem aditivo


Traço com aditivo Traço com aditivo Traço com aditivo
(TPD)
(A202) (A200) (411 BR)

1ª camada 40 20 20 20
2ª camada 30 20 20 20
3ª camada 20 15 15 15

2.3.3 Cura

A cura dos corpos de prova foi de 28 dias, sendo 1 dia em câmara úmida, até a desforma,
e o restante em cura submersa. Para os corpos de prova destinados ao ensaio de
compressão axial, a cura foi submersa em água saturada com cal, conforme NBR 7215
(ABNT, 1996). A cura dos corpos de prova destinados aos ensaios de carbonatação
acelerada foi submersa em água potável, conforme recomendado pela ISO 1920-12 (2015)
e pela EN 12390-10 (BS, 2015).

2.3.4 Condicionamento

Após o período de cura, os CPs foram submetidos a um período de condicionamento sob


condições controladas, visando reduzir e uniformizar a umidade interna dos mesmos, antes
de serem colocados na câmara de carbonatação. Este procedimento foi realizado ao longo
de 7 dias, sendo os 5 primeiros dias destinados a secagem dos mesmos, a uma
temperatura de 35ºC, em uma estufa a vácuo, modelo VACUTHERM da Thermo Scientific,
sucedidos de 2 dias embrulhados em filme PVC para equilibrar sua umidade interna.
Pauletti (2009) ressalta a importância da etapa de condicionamento, pois, é nessa etapa

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que são estabelecidas as condições internas nos CPs capazes de permitir a comparação
entre os resultados dos ensaios.

Após a etapa de condicionamento, os corpos de prova foram colocados em câmara para o


ensaio de carbonatação acelerada.

2.4 Carbonatação acelerada, medições do pH e da frente de carbonatação

O pH dos corpos de prova foi medido após cada uma das seguintes etapas: desforma, 14
dias de cura, 28 dias de cura, após o precondicionamento (0 dias) e após o ensaio de
carbonatação acelerada nas idades de 7, 14 e 28 dias. Para tanto foi utilizado o
equipamento ExStik® PH150-C específico para medição quantitativa do pH (mede os íons
de hidrogênio na solução) em superfícies de materiais cimentícios.

O equipamento foi calibrado em soluções padrão de pH iguais a 7, 4 e 10, respectivamente,


antes de ser usado, passando pelo mesmo procedimento a cada 15 medições. A superfície
a ser avaliada foi umedecida com água deionizada, assim como a superfície da sonda.

A Figura 2 mostra a medição do pH em um corpo de prova. O pH do topo e da base dos


corpos de prova foram medidos por um período de 5 minutos, até estabilização da indicação
do valor do pH no aparelho.

Figura 2 - Calibração e medição do pH CP (5 x 10) cm

Após a medição inicial do pH, os corpos de prova foram colocados em uma câmara de
carbonatação, modelo ThermoScientificSteri-Cult® CO2, ficando expostos a condições
estáveis de umidade relativa a (65 ± 1) %, temperatura a (28,0 ± 0,5) ºC e concentração de
dióxido de carbono (CO2) a (3,0 ± 0,1) %, até o dia previsto para a realização dos ensaios.

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As idades de medição do pH e da frente de carbonatação foram de 0, 7, 14 e 28 dias. Após
o tempo de exposição em câmara, os corpos de prova foram cortados ao meio de modo a
permitir que em uma das metades fosse utilizada uma solução de fenolftaleína como
indicador colorimétrico de pH e na outra metade fosse realizada a medição do pH com
sonda.

Em seguida foi aspergida uma solução de fenolftaleína nas faces serradas do corpo de
prova de modo a se visualizar a profundidade média da frente de carbonatação conforme
especificações da norma EN 14630 (BS, 2006).

Para se determinar a profundidade de carbonatação, foi calculada a média de 16 medidas


realizadas a partir da face externa da seção até o limite da borda da região de coloração
vermelho-púrpura, utilizando-se um paquímetro.

3 Resultados e discussões

3.1 Resistência à compressão

Utilizou-se o modelo Generalized Estimating Equation (GEE) para se avaliar uma possível
correlação desconhecida entre resultados, para amostras independentes. Quando o p-valor
encontrado for < 0,05, tem-se que o traço com uso de aditivo incorporador de ar em análise
é diferente do traço de referência (TDP).

Os testes mostraram que nas três idades analisadas (3, 7 e 28 dias) há diferença
significativa entre a resistência à compressão dos três traços dosados com aditivos (411BR,
A200, A202) e o traço de referência TDP (p-valor < 0,05 encontrado para todos os traços).

Os resultados médios obtidos nos ensaios para determinação da resistência à compressão


nas idades de 3, 7 e 28 dias para os quatro traços estudados são mostrados na Tabela .

Tabela 10 - Resultados – Resistência à compressão


Resistência média à compressão (MPa)
Traço
3 dias Dif. % 7 dias Dif. % 28 dias Dif. %
TPD 36 ± 3 - 39 ± 4 - 55 ± 3 -
A202 33 ± 6 -8% 35 ± 4 -10% 50 ± 3 -9%
A200 33 ± 6 -8% 36 ± 4 -8% 50 ± 6 -9%
411BR 32 ± 5 -11% 34 ± 4 -13% 49 ± 6 -11%

Conforme já era esperado o uso dos aditivos incorporadores de ar, mesmo em baixas
dosagens, provocou uma redução na resistência à compressão dos traços. Observa-se
uma redução média em torno dos 10%.

3.2 Medições de pH

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A Figura 3 mostra a média dos valores obtidos na medição do pH do topo e da base de
cada CP após a desforma, aos 14 e 28 dias de cura e após o condicionamento. Após o
condicionamento, os corpos de prova foram colocados na câmara para ensaios de
carbonatação acelerada.

Figura 3 – pH médio medido após desforma, cura e condicionamento

Nota-se, de modo geral, uma redução do valor do pH até os 14 dias de cura, havendo uma
inversão dessa tendência no restante do período analisado. Essa observação sugere que
uma cura prolongada dos compósitos cimentícios favorece a manutenção do pH do corpo
de prova. Observa-se que a queda do pH não seria detectada com a utilização da solução
de fenolftaleína pois, todos os valores se encontram acima da faixa de viragem deste
indicador, mostrando assim, a utilidade do acompanhamento do processo por meio da
sonda específica para medição quantitativa do pH em superfícies de materiais cimentícios.

A variação do pH ao longo do ensaio de carbonatação acelerada pode ser vista nas Figuras
4 e 5, onde são mostrados o pH médio externo, obtido da média dos valores encontrados
no topo e na base dos CPs, e o pH médio interno, medido no centro dos corpos de prova
após serem cortados transversalmente na metade de sua altura. A Tabela 11 mostra a
média dos valores de pH medidos nas faces externas dos CPs e sua variação percentual
(%) em relação aos valores obtidos para o traço padrão.

Observa-se que o pH externo, independentemente do traço, caiu rapidamente para valores


próximos de 9 já aos 14 dias, e que o pH da região central preservou sua alcalinidade ao
longo de todo o período.

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Figura 4 - pH medido para cada corpo de prova após carbonatação acelerada

Figura 5 – pH medido para cada corpo de prova após carbonatação acelerada

Tabela 11 - Média pH face externa (Valor e %)


Idade TPD-SB.A. A202-0,45 A200-0,47 BR411-0,44
Valor 12,68 12,83 13,05 12,85
0
% TPD 100,0% 101,2% 102,9% 101,4%
Valor 9,21 9,44 9,79 9,23
7
% TPD 100,0% 102,5% 106,3% 100,2%
Valor 9,10 8,99 8,82 9,24
14
% TPD 100,0% 98,8% 96,9% 101,5%
Valor 8,92 8,97 8,81 9,08
28
% TPD 100,0% 100,5% 98,7% 101,8%

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3.3 Medição da frente de carbonatação com o uso da solução de fenolftaleína

A Tabela 12 mostra images da seção dos corpos de prova nas idades de 7, 14 e 28 após
asperção de uma solução de fenolftaleína de modo a se visualizar a profundidade média
da frente de carbonatação conforme especificações da norma EN 14630 (BS, 2006).

Tabela 3 - Avanço da frente de carbonatação por indicador de fenolftaleína


Traço 7 dias 14 dias 28 dias

TPD-0,48

0 mm 0 mm 1,68 mm

A202-0,45

0 mm 0 mm 1,62 mm

A200-0,47

0 mm 1,80 mm 2,63mm

411BR-0,44

0 mm 0 mm 2,42mm

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Até a idade de 14 dias, foi identificada apenas uma pequena frente de carbonatação nos
corpos de prova moldados com aditivo A200. Apesar de não ser identificada pela
fenolftaleína, cuja faixa de viragem se dá para um pH em torno de 9, as medições do pH na
face externa indicaram uma queda considerável no valor do pH em todos os traços
analisados (Figuras 4 e 5).

A Figura 6 apresenta o gráfico boxplot1 (gráfico de caixa) de distribuição da profundidade


de carbonatação aos 28 dias, elaborado a partir das 16 medidas realizadas em cada um
dos 3 CPs ensaiados para cada um dos 4 traços.

Figura 4 - Boxplot para distribuição da profundidade de carbonatação dos CPs aos 28 dias (milímetros)

O boxplot identifica onde estão localizados 50% dos valores mais prováveis, a mediana e
os valores extremos. Os resultados indicam que o menor valor médio da profundidade de
carbonatação foi encontrado para o traço A202, que foi 3% inferior ao do traço de referência
(TDP). Os traços 411BR e A200 apresentaram valores da profundidade de carbonatação
44% e 57% superiores ao traço TDP, respectivamente.

Utilizou-se novamente o modelo Generalized Estimating Equation (GEE) para se avaliar


uma possível correlação desconhecida entre resultados. No caso em estudo, o modelo se
adequa bem à situação na qual foram feitas várias medições em um mesmo corpo de prova.
1 O boxplot é formado pelo primeiro e terceiro quartil e pela mediana. As hastes inferiores e superiores se estendem,
respectivamente, do quartil inferior até o menor valor não inferior ao limite inferior e do quartil superior até o maior valor
não superior ao limite superior.

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Portanto, as medições realizadas em um mesmo corpo de prova são correlacionados entre
si, no entanto, os três corpos de prova utilizados são independentes entre si.

A comparação dos traços com aditivos em relação ao traço de referência (TDP) mostrou
que apenas a profundidade de carbonatação encontrada para o traço A202 não pode ser
considerada diferente do traço TDP (p-valor igual a 0,822).

Tal constatação mostra que o simples aumento do volume de vazios na matriz cimentícia
causado pelo uso de aditivos incorporadores de ar, não implica, necessariamente, em um
aumento na conectividade entre estes e, consequente, na difusibilidade de fluidos no
material. Deste modo, os resultados sugerem que é possível utilizar aditivos incorporadores
de ar em baixas dosagens sem o comprometimento da vida útil das estruturas de concreto
armado quando submetidos a exposições atmosféricas adversas.

4 Conclusão

O modelo estatístico Generalized Estimating Equation (GEE), utilizado para se comparar


os resultados obtidos, mostrou que nas três idades analisadas (3, 7 e 28 dias) há diferença
significativa entre a resistência à compressão dos três traços dosados com aditivos (411BR,
A200, A202) e o traço de referência TDP (p-valor < 0,05 encontrado para todos os traços).

Conforme esperado, o uso dos aditivos incorporadores de ar, mesmo em baixas dosagens,
provocou uma redução na resistência à compressão dos traços em consequência do
aumento no volume de vazios, apesar da redução da relação água/cimento nos traços com
aditivos, decorrente da busca de Índices de Consistência semelhantes à do traço TDP.
Observou-se uma redução média da resistência à compressão em torno dos 10%.

Os valores médios obtidos na medição do pH do topo e da base de cada CP, após a


desforma aos 14 e 28 dias de cura e após o condicionamento, indicaram, de modo geral,
uma redução do valor do pH até os 14 dias de cura, havendo uma inversão dessa tendência
no restante do período analisado. Essa observação sugere que uma cura prolongada dos
compósitos cimentícios favorece a manutenção do pH do corpo de prova.

Observa-se que a queda do pH não seria detectada com a utilização da solução de


fenolftaleína, pois todos os valores se mantiveram acima da faixa de viragem deste
indicador, que se dá em torno de um pH igual a 9, mostrando, assim, a utilidade do
acompanhamento do processo por meio da sonda específica para medição quantitativa do
pH em superfícies de materiais cimentícios.

Nos CPs submetidos ao ensaio de carbonatação acelerada, foi identificada uma grande
queda no valor do pH externo, medido em seu topo e sua base, já aos 7 dias de ensaio de
carbonatação acelerada, mas, novamente, a fenolftaleína só identificou o avanço na frente
de carbonatação aos 14 e 28 dias. O pH interno dos quatro traços estudados não
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apresentou grandes variações ao longo dos ensaios de carbonatação acelerada,
permanecendo sempre próximo de 13.

A comparação dos traços com aditivos em relação ao traço de referência (TDP), utilizando-
se o modelo estatístico Generalized Estimating Equation (GEE), mostrou que apenas a
profundidade de carbonatação encontrada para o traço A202 não pode ser considerada
diferente do traço TDP (p-valor igual a 0,822). Os resultados indicaram que o menor valor
médio da profundidade de carbonatação foi encontrado para o traço A202, que foi 3%
inferior ao do traço de referência (TDP). Os traços 411BR e A200 apresentaram valores da
profundidade de carbonatação 44% e 57% superiores ao traço TDP, respectivamente.

Tal constatação mostra que o simples aumento do volume de vazios na matriz cimentícia,
causado pelo uso de aditivos incorporadores de ar, não implica, necessariamente, em um
aumento na conectividade entre estes e, consequente, na difusibilidade de fluidos no
material. Deste modo, os resultados sugerem que é possível utilizar aditivos incorporadores
de ar em baixas dosagens sem o comprometimento da vida útil das estruturas de concreto
armado quando submetidos a exposições atmosféricas adversas.

5 Agradecimentos

Os autores agradecem a FAPEMIG pelo apoio financeiro, a LafargeHolcim e à MC


Bauchemie pelo apoio e fornecimento de materiais utilizados nesta pesquisa como cimento
e aditivos e a equipe da Egis no Brasil pelo apoio à realização dos ensaios de resistência à
compressão.

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